Faculdade de Medicina Veterinária Universidade de Lisboa

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29-10-2013
*
* Recuperação enorme nas
pequenas explorações.
* Sucesso
menor em
explorações de grandes
dimensões.
George Stilwell
AWIN – Animal Welfare Indicators
* O FACTOR ECONÓMICO
Faculdade de Medicina Veterinária
Universidade de Lisboa
* ECONÓMICOS
* Mais rápida recuperação
* Evitar gastos supérfluos
* BEM-ESTAR ANIMAL
*
Evitar sofrimento
* IMAGEM DO SECTOR
* IMAGEM DA EXPLORAÇÃO
*
MAL AVALIADO!
*
* MÃO DE OBRA – todos estão demasiado ocupados.
* DESPERSONALIZAÇÃO – explorações muito automatizadas
com reduzido ratio homem/animal.
* POUCO VALOR DO ANIMAL – uma falsa questão?
* MENOSPREZO VOLUNTÁRIO – negligência.
* MENOSPREZO INVOLUNTÁRIO - dificuldade em reconhecer
necessidades.
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*
*
* Não esquecer:
*
*
objectivos da exploração.
necessidade de
rendimento.
*
funcionamento de uma
exploração de pecuária.
*
limitações em pessoal,
instrumentos, instalações
e… dinheiro!
* Muito mais eficiente.
* Muito mais barato.
* Muito mais amigo do
animal.
* E uma prioridade da
enfermagem veterinária
em animais de produção!
*
*
*
QUAIS SÃO OS COMPORTAMENTOS
NATURAIS?
* descansar, dormir, comer, beber,
ruminar, brincar, andar, grooming,
socialização, conflitos …
*
FACTORES QUE INFLUENCIAM A
EXPRESSÃO DE COMPORTAMENTO
*
idade, temperatura/humidade
ambiente, outros animais, espaço,
tipo de piso, cama, medo,
temperamento (raça) …
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*
*
* ACTIVIDADES NUCLEARES
* ACTIVIDADES RESILIENTES OU LUXURIOSAS
VOLUME DE
ACTIVIDADE
ENERGIA / TEMPO DESPENDIDO
*
*
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*
*
* Identificação
pelo produtor/tratador
* alta especificidade
* baixa sensibilidade
(> 85%)
(~60%)
OU SEJA,
- MUITOS PASSAM DESPERCEBIDOS
- TRATAM-SE POUCOS NÃO-DOENTES
*
* principais sinais
* diagnóstico
* idades mais afectadas
* datas
* tratamento e sucesso deste
* resultados laboratoriais
* lesões de necrópsia
*
*APESAR DA DOR AGUDA
PODER SER CONSIDERADA
BENÉFICA EM TERMOS DE
RECUPERAÇÃO, A DOR
CRÓNICA É SEMPRE
PREJUDICIAL!
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CEREBRO
PROCESSAMENTO
EMOÇÕES
DOR
MESENCEFALO…
TALAMO E CORTEX
CORNO DORSAL
MEDULA ESPINHAL
CORNO DORSAL
MEDULA ESPINHAL
VIAS
MODERADORAS
Ab
Tracto Espinho-talamico
DOR VISCERAL
VIA S.N. AUTONAMO
Tracto Espinho-talamico
Ad
NOCICEPTORES
TRANSMISSÃO
C
1ª
d
o
r
2ª
d
o
r
PELE, OSSO,
ARTICULAÇÃO
PERITONEO
NOCICEPÇÃO
TRANSDUÇÃO
Processamento
SNC
• As fibras Ad são espessas e mielinizadas
• As fibras C não são mielinizadas.
• As fibras Ad transmitem o estímulo
doloroso de forma rápida.
• As fibras C sãoVISCERAS
responsáveis pela
transmissão lenta da dor – DOR ARRASTADA
ESTÍMULO
NOCIVO
Ad
2ª
d
o
r
PELE, OSSO,
ARTICULAÇÃO
PERITONEO
S
I
L
E
N
C
I
O
s
A
S
Fibras silenciosas são activadas
NOCICEPTORES
pela
Sopa Inflamatória.
TRANSMISSÃO
Podem despolarizar
VISCERASem
NOCICEPÇÃO
TRADUÇÃO
resposta a estímulos
nocivos e não nocivos
inflamação
Estímulo de natureza
térmica, química ou mecânica,
despolariza nociceptores
(fibras nociceptivas Ad e C).
Inflamação: substâncias resultantes da
destruição celular
ESTÍMULO
e produzidas pelas células inflamatórias
NOCIVO
*
Medo, ansiedade
Comportamento
C
Redução de limiar
de
1ª
excitabilidade d
dos nociceptores
o C
r
normais
Esgotamento,
cansaço
Alterações
neuro-humorais
Hipersensibilidade
periférica
Alodinia,
hiperalgesia
LESÃO
Alterações
neurais
Corno dorsal
Activação
SN Simpático
Imobilização
Hipersensibilidade
central
Libertação
renina e
angiotensina
Taquicardia
hipertensão
Redução perfusão tecidos
Agregação plaquetária
Retenção sódio
Maior
consumo de
energia e O2
Hipoxia e
Isquémia
coronária
Redução
consumo
alimento
Deficit
energético
* TAXA DE ABSORÇÃO DE IMUNOGLOBULINAS É MAIOR (vitelos)
* ANIMAL ALIMENTA-SE MAIS FREQUENTEMENTE.
* ANIMAL EXERCITA MÚSCULOS.
* OXIGENAÇÃO DOS TECIDOS É MELHOR – reduz acidose
* CICATRIZAÇÃO OCORRE MAIS RAPIDAMENTE.
* MENOS STRESS, ANSIEDADE E MEDO (e.g. ordenha, maneio na
manga)
Alterações
Neuro-endócrinas
Aumento
cortisol e do
catabolismo
Imunosupressão
e atraso
cicatrização
Maior incidência
e gravidade
de doenças
infecciosas
* MENOR IMUNODEPRESSÃO
* MENOR ATRASO DE CRESCIMENTO
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*
*
* Fácies – olhar vazio, músculos retesados, pálpebras semicerradas
* Imobilização, sonolência ou apatia.
* Bruxismo e ptialismo
* Decúbito lateral
* Andar estranho (ex. afastamento ou arrastar do membro)
* Sinais exagerados de medo.
* Vocalização (?)
* Aumento do ritmo respiratório
* Comportamentos estereotipados
* Redução socialização – brincar, explorar…
* Falta de apetite
* Redução no comportamento de limpeza
* ANESTÉSICOS E ANALGÉSICOS, MAS TAMBÉM…
* CONFORTO – camas…
* MASSAGENS
* FISIOTERAPIA
* ÁGUA FRIA OU GELO
*…
*
*







Parto e recém-nascido
Pós-parto
Neonato e lactante
Vaca caída - fisioterapia
Vaca claudicante – corte das úngulas
Algumas doenças infecciosas
Intervenções de rotina – sanidade,
mutilações
* Garantir conforto
* Evitar desidratação
* Evitar hipoglicémia
* Evitar hipotermia
* Combater dor e febre
* Evitar lesões de decúbito
* Evitar contágio
* Evitar stress - imunodepressão
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*
*
* CONFORTO FÍSICO
* CONFORTO TÉRMICO
* DESCANSO
* CONTROLO DA DOR
* MENOR SEQUELAS DE
DECÚBITO – ESCARAS, PELADAS
*
*
* Espaço
* Piso não escorregadio
* Ventilação adequada
* Isolamento de animais
* Temperatura (15-25ºC) e
humidade (50-75%) adequadas.
* Garantir ventilação, mas
* Fechada à entrada de
* Desinfecção de calçado.
* Reconhecer sinais de
outros animais e pessoas.
adaptação é muito menor
em doentes e neonatos.
evitando correntes de ar.
* < 25 ppm de amoníaco no ar.
* Reduzir factores de stress –
mais velhos.
* LEMBRAR: Capacidade de
imunodepressão.
inadaptação (stress de calor
ou frio)
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*
*
* Dilema??
* stress
* agressões
* descanso
* alimentação
*ASSISTÊNCIA NO PARTO
* Parto pode afectar drasticamente bem-estar e vida produtiva
de mãe e cria
Tamanho
< 60 kg
> 60 kg
Área
1,70 m2
2 m2
Comprimento
> 1,2 m
> 1,4 m
Largura
>1m
>1m
Altura
>1m
> 1,1 m
*
GRAU DIFICULDADE
Nº
% DOENTES
MÉDIA IDADE (dias)
NÃO ASSISTIDO
52.298
9
106
Tracção manual
527
7
89
Tracção ligeira com extractor
2.617
10
85
Tracção moderada com
extractor
2.592
13
74
Tracção forte com extractor
789
13
74
Parto difícil, distócia, >30 min
124
19
59
Cesariana
775
15
78
8
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* PERCEBER O PARTO E
QUANDO E COMO INTERVIR
Fase 1 (dilatação; 2-4; até 24 h)
 Alterações comportamentais
 Início das contracções uterinas
 Dilatação do cérvix (1 mão)
 Corioalantóide (1ª bolsa das águas) surge na vagina
Fase 2 (expulsão fetal; 0,5-3 h)
Aumento das contracções uterinas (intensidade e frequência)
Ruptura corioalantóide (saída das águas)
Contracções abdominais
Feto entra no canal do parto
Ruptura âmnios (2ª bolsa das águas; 80% casos 1 h depois da 1ª bolsa
das águas).
*O 3 PECADOS MORTAIS NA
ASSISTÊNCIA AO PARTO
*ADIAR – “já lá vou ver o que se
passa”.
*ACELERAR para despachar
* VIRAR COSTA, logo que o vitelo saí
FASE 3 (expulsão da placenta; 2-8 h; até 12 h)
*A RESSUSCITAÇÃO
*INTERVENÇÃO IMEDIATA
*GARANTIR OXIGENAÇÃO DOS TECIDOS
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*EXAME DO RECÉM-
NASCIDO
*Um correcto exame da cria falha
tantas vezes!
*MONITORIZAÇÃO
*ESTABELECER UM PLANO DE EXAME
DE
ROTINA
* respiração – fácil, sincopada, torácica.
* mucosas – rosadas.
* reflexos – palpebral, podal, sucção.
* Temperatura (rectal…)
* tórax – dor (e.g. costelas fracturadas)
* cordão umbilical – exterior e não
sangrante
*Pequenos problemas têm grandes repercussões
* confirmar presença do mecónio.
* tentativas de se levantar < 1h.
* atento e responsivo.
*PRIMEIROS CUIDADOS
*
* Desenvolver PROGRAMA
*Secagem
*AQUECER (secador) e manter
quente (palha, cobertores…)
*Fechar umbigo
* Químico
* Físico
*Separação da mãe?
*Retirar imediatamente de meio
contaminado
*Colostro.
PÓS-PARTO
* Prevenir hipocalcémia.
* Identificar sinais precoce
de metrite e outras
doenças.
* Vigiar casos de retenção
placentária.
*
PROGRAMA PÓS-PARTO
* Temperatura rectal.
* Palpação rectal – aspecto das lóquias, cheiro…
* Toque vaginal
* Avaliação Condição Corporal
* Avaliação de corpos cetónicos.
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* Uma das situações que mais
*
requer uma competente
assistência de enfermagem.
*
*
*
*
*
*
retirar de piso escorregadio
peias
fisioterapia
erguer vaca ou rodar cada 6 horas
boas camas
*
* Necessária uma intervenção
precoce.
* Causa de enorme sofrimento
e prejuízo.
* Pode afectar mais de 50%
dos animais numa vacaria de
leite!
* Intervenção médica
normalmente desnecessária.
* Aparagem de úngulas.
* BOA FORMAÇÃO!
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*
*
*
* Analgesia – reduz dor mas
é cara. Acção antiinflamatória muito
reduzida.
* Conforto
* SABER QUANDO SE DEVE
PARAR e não perpetuar
situações complicadas ou
irreversíveis:
MAIS VALE VENTILAR QUE VACINAR
* Agentes infecciosos estão
geralmente no fim da linha
de uma série de factores
predisponentes.
* Cronicidade é causa de
sofrimento.
* Eutanásia
* Amputação do dígito
*
* pasta caustica
* termocautério
* faca, alicates, serras…
* TODOS MÉTODOS
CAUSAM
DOR
A DESCORNA TAMBÉM NAS VACADAS DE CARNE – ATENÇÃO TAMBÉM LHES DÓI !!!!
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*
* Descorna por termocautério
* AGITAR ORELHA OU
DA1
D1
CORTISOL 24 HOURS
DAC1
ND1
50
A
B
40
nmol/L
CABEÇA
* COÇAR CABEÇA COM
PATA
* ROÇAR CABEÇA EM
OBJECTOS OU OUTROS
ANIMAIS
* VOCALIZAR
(termocautério)
* SONOLÊNCIA
* EVITAR SOCIALIZAÇÃO
* REDUÇÃO DE APETITE
30
A
A
A
A
A
AB
20
A
A AB
AB
A
AB
A
ABC
A
BC
A
C
10
0
a a a a
ab ac b c
-5 m
+ 1h
a a a
+ 3h
a
a a a
+ 6h
a
a b a
a
+ 24h
TIME
*
*
* Castração
* Amputação de tetos
suplementares
* Amputação de cauda
* Aplicação de brincos
* Glossoplastia
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*
*
*
*
EMOCIONAIS
*
*
Não querer causar dor/sofrimento ?????
Más experiências anteriores
ECONÓMICAS
* Dúvida se ainda será possível recuperar.
* “Esperança é a última a morrer”
* É caro eutanasiar.
* TÉCNICAS
* Não se sabe como fazer.
*
* SOFRIMENTO ANIMAL DESNECESSÁRIO
* Choque emocional do operador.
* Insatisfação no trabalho.
* Tendência para a negligência, desconsideração ou crueldade
* Adiamento da decisão
* Elevados custos.
* Ameaça à segurança, acidentes…
*“o adiamento, mais ou menos
prolongado, da decisão de
eutanásia é uma atitude mais
reprovável do que o abate
precipitado”
Stilwell G (2009) A eutanásia de bovinos. Albeitar. Vol. V, 2: 20-28
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*
*
* Muito provavelmente o médico-veterinário não estará envolvido
directamente em muitos abates na exploração!
* FORMAÇÃO:
*
*
*
*
técnicas e boas práticas.
*
saber o que são contracções
noções de bem-estar e dor.
identificar candidatos.
saber confirmar que o animal
está morto
musculares involuntárias ou
fasciculações
* Local :
Intersecção de duas
linhas que unem
base do corno e
canto medial do
olho contralateral.
*
*
* Borrego e cabras/ovelhas sem cornos – entre
as bases das orelhas ou no topo do cabeça.
* Animais com cornos - instrumento
de
penetração deve ser colocado imediatamente
atrás da base dos cornos e dirigido para a boca
Nestes casos a sangria deve ser iniciada 15
segundos após o disparo
15
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*
* obrigado
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