Temas Livres, Pôsteres e Relatos de Casos

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versão impressa
Arquivos Brasileiros de Oftalmologia Arquivos brasileiros
publicação oficial do conselho brasileiro de oftalmologia
JULHO/AGOSTO 2010
d e
SUPLEMENTO
73 04
| jul-ago 2010 | v.73 n.4 Supl. p.1-82
XIX Congresso Brasileiro de
Prevenção da Cegueira e
Reabilitação visual
Temas Livres,
Pôsteres e
Relatos de Casos
29 de setembro a 02 de outubro de 2010
Salvador - BA
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deverá ser consumido em 04 semanas. Produto exclusivo para uso oftálmico. Devido à natureza, em gel, a visão pode se apresentar embaçada por alguns minutos, imediatamente após a administração, e pode
prejudicar a habilidade do paciente em dirigir veículos ou operar máquinas. Não deve ser usado durante a gravidez e lactação, exceto sob orientação médica. REAÇÕES ADVERSAS: Podem ocorrer reações de
hipersensibilidade em casos isolados. Não existem registros de alterações de exames laboratoriais. POSOLOGIA: Dependendo da gravidade e intensidade das lesões, instilar uma gota no saco conjuntival de três
a cinco vezes ao dia ou com maior freqüência, de acordo com a prescrição médica. Durante a aplicação, não devem ser usadas lentes de contato. Reg. MS - 1.1961.0012 VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
Referências bibliográficas: 1. Christ T.: Treatment of corneal erosion with a new ophthalmic gel containing panthenol. Spektrum Augenheilkunde (1994) 8/5: 224-226.
CONTRA-INDICAÇÕES: Hipersensibilidade a um dos componentes da fórmula. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: Não são conhecidas interações medicamentosas. Quando usado com outros
agentes oftálmicos tópicos, preferencialmente deve ser a última medicação administrada, após um intervalo de cerca de cinco minutos.
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PUBLICAÇÃO OFICIAL DO CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA
PUBLICAÇÃO OFICIAL DO
CONSELHO BRASILEIRO
DE OFTALMOLOGIA
ISSN 0004-2749
(Versão impressa)
Publicação ininterrupta desde 1938
ISSN 1678-2925
(Versão eletrônica)
CODEN - AQBOAP
Periodicidade: bimestral
Arq Bras Oftalmol. São Paulo, v. 73, n. 4 (Supl), p. 1-82, jul./ago. 2010
C ONSELHO A DMINISTRATIVO
E DITOR -C HEFE
Paulo Augusto de Arruda Mello
Harley E. A. Bicas
Roberto Lorens Marback
Rubens Belfort Jr.
Wallace Chamon
Wallace Chamon
E DITORES A SSOCIADOS
E DITORES A NTERIORES
Waldemar Belfort Mattos
Rubens Belfort Mattos
Rubens Belfort Jr.
Harley E. A. Bicas
Augusto Paranhos Jr.
Carlos Ramos de Souza Dias
Eduardo Melani Rocha
Eduardo Sone Soriano
Haroldo Vieira de Moraes Jr.
José Álvaro Pereira Gomes
Mário Luiz Ribeiro Monteiro
Michel Eid Farah
Paulo Schor
Sérgio Felberg
Suzana Matayoshi
C ONSELHO E DITORIAL
N ACIONAL
Áisa Haidar Lani (Campo Grande-MS)
Ana Luísa Höfling-Lima (São Paulo-SP)
André Augusto Homsi Jorge (Ribeirão Preto-SP)
André Messias (Ribeirão Preto-SP)
Antonio Augusto Velasco e Cruz (Ribeirão Preto-SP)
Arnaldo Furman Bordon (São Paulo-SP)
Ayrton Roberto B. Ramos (Florianópolis-SC)
Breno Barth (Natal-RN)
Carlos Roberto Neufeld (São Paulo-SP)
Carlos Teixeira Brandt (Recife-PE)
Cristina Muccioli (São Paulo-SP)
Denise de Freitas (São Paulo-SP)
Eduardo Cunha de Souza (São Paulo-SP)
Eduardo Ferrari Marback (Salvador-BA)
Enyr Saran Arcieri (Uberlândia-MG)
Érika Hoyama (Londrina-PR)
Fábio Ejzenbaum (São Paulo-SP)
Fábio Henrique C. Casanova (São Paulo-SP)
Fausto Uno (São Paulo-SP)
Flávio Jaime da Rocha (Uberlândia-MG)
Galton Carvalho Vasconcelos (Belo Horizonte-MG)
Ivan Maynart Tavares (São Paulo-SP)
Jair Giampani Jr. (Cuiabá-MT)
Jayter Silva de Paula (Ribeirão Preto-SP)
João Borges Fortes Filho (Porto Alegre-RS)
João Carlos de Miranda Gonçalves (São Paulo-SP)
João J. Nassaralla Jr. (Goiânia-GO)
João Luiz Lobo Ferreira (Florianópolis-SC)
José Américo Bonatti (São Paulo-SP)
José Augusto Alves Ottaiano (Marília-SP)
José Beniz Neto (Goiânia-GO)
José Paulo Cabral Vasconcellos (Campinas-SP)
Keila Miriam Monteiro de Carvalho (Campinas-SP)
Luís Paves (São Paulo-SP)
Luiz V. Rizzo (São Paulo-SP)
Marcelo Francisco Gaal Vadas (São Paulo-SP)
Marcelo Jordão Lopes da Silva (Ribeirão Preto-SP)
Marcelo Vieira Netto (São Paulo-SP)
Maria Cristina Nishiwaki Dantas (São Paulo-SP)
Maria de Lourdes V. Rodrigues (Ribeirão Preto-SP)
Maria Rosa Bet de Moraes e Silva (Botucatu-SP)
Marinho Jorge Scarpi (São Paulo-SP)
Marlon Moraes Ibrahim (Franca-SP)
Martha Maria Motono Chojniak (São Paulo-SP)
Maurício Maia (Assis-SP)
Mauro Campos (São Paulo-SP)
Mauro Goldchmit (São Paulo-SP)
Mauro Waiswol (São Paulo-SP)
Midori Hentona Osaki (São Paulo-SP)
Milton Ruiz Alves (São Paulo-SP)
Mônica Fialho Cronemberger (São Paulo-SP)
Moysés Eduardo Zajdenweber (Rio de Janeiro-RJ)
Newton Kara-José Júnior (São Paulo-SP)
Norma Allemann (São Paulo-SP)
Norma Helen Medina (São Paulo-SP)
Paulo E. Correa Dantas (São Paulo-SP)
Paulo Ricardo de Oliveira (Goiânia-GO)
Procópio Miguel dos Santos (Brasília-DF)
Renato Curi (Rio de Janeiro-RJ)
Roberto L. Marback (Salvador-BA)
Roberto Pedrosa Galvão Fº (Recife-PE)
Roberto Pinto Coelho (Ribeirão Preto-SP)
Rodrigo Pessoa Cavalcanti Lira (Recife-PE)
Rosane da Cruz Ferreira (Porto Alegre-RS)
Rubens Belfort Jr. (São Paulo-SP)
Sérgio Kwitko (Porto Alegre-RS)
Sidney Júlio de Faria e Souza (Ribeirão Preto-SP)
Silvana Artioli Schellini (Botucatu-SP)
Suel Abujamra (São Paulo-SP)
Tomás Fernando S. Mendonça (São Paulo-SP)
Vera Lúcia D. Monte Mascaro (São Paulo-SP)
Walter Yukihiko Takahashi (São Paulo-SP)
I NTERNACIONAL
Alan B. Scott (E.U.A.)
Andrew Lee (E.U.A.)
Baruch D. Kuppermann (E.U.A.)
Bradley Straatsma (E.U.A.)
Careen Lowder (E.U.A.)
Cristian Luco (Chile)
Emílio Dodds (Argentina)
Fernando M. M. Falcão-Reis (Portugal)
Fernando Prieto Díaz (Argentina)
James Augsburger (E.U.A.)
José Carlos Cunha Vaz (Portugal)
José C. Pastor Jimeno (Espanha)
Marcelo Teixeira Nicolela (Canadá)
Maria Amélia Ferreira (Portugal)
Maria Estela Arroyo-Illanes (México)
Miguel N. Burnier Jr. (Canadá)
Pilar Gomez de Liaño (Espanha)
Richard L. Abbott (E.U.A.)
Zélia Maria da Silva Corrêa (E.U.A.)
ABO – ARQUIVOS BRASILEIROS DE OFTALMOLOGIA • PUBLICAÇÃO BIMESTRAL DO CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA (CBO)
Redação: Novo endereço: R. Casa do Ator, 1.117 - 2º andar - Vila Olímpia - São Paulo - SP - CEP 04546-004
Fone: (55 11) 3266-4000 - Fax: (55 11) 3171-0953 - E-mail: [email protected] - Home-page: www.abonet.com.br
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Membros do CBO: Distribuição gratuita.
Não Membros: Assinatura anual: R$ 440,00
Fascículos avulsos: R$ 80,00
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Single issue: US$ 40.00
Publicação:
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Ipsis Gráfica e Editora S.A.
Conselho Brasileiro de Oftalmologia
7.200 exemplares
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Revisão Final: Paulo Mitsuru Imamura
Editor: Wallace Chamon
Gerente Comercial: Mauro Nishi
Secretaria Executiva: Claudete N. Moral
Claudia Moral
Editoria Técnica: Edna Terezinha Rother
Maria Elisa Rangel Braga
Capa: Ipsis
Imagem da capa: Réplica de detalhe de óleo sobre tela “Autorretrato” de Vincent van Gogh (1853 - 1890),
pintado em setembro de 1889. O original está no museu d’Orsay em Paris, França.
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PUBLICAÇÃO OFICIAL DO
CONSELHO BRASILEIRO
DE OFTALMOLOGIA
PUBLICAÇÃO OFICIAL DO CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA
ISSN 0004-2749
(Versão impressa)
ISSN 1678-2925
(Versão eletrônica)
• ABO
Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
www.abonet.com.br
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www.periodicos.capes.gov.br
• Copernicus
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• LILACS
Literatura Latino-americana
em Ciências da Saúde
• ISI Web of Knowledge (SM)
• MEDLINE
D IRETORIA
DO
CBO - 2009-2011
Paulo Augusto de Arruda Mello (Presidente)
Marco Antônio Rey de Faria (Vice-Presidente)
Fabíola Mansur de Carvalho (1º Secretário)
Nilo Holzchuh (Secretário Geral)
Mauro Nishi (Tesoureiro)
S OCIEDADES F ILIADAS
AO
C ONSELHO B RASILEIRO DE O FTALMOLOGIA
P RESIDENTES
E SEUS RESPECTIVOS
Centro Brasileiro de Estrabismo
Galton Carvalho Vasconcelos
Sociedade Brasileira de Administração em Oftalmologia
Mário Ursulino M. Carvalho
Sociedade Brasileira de Catarata e Implantes Intra-Oculares
Leonardo Akaishi
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular
Suzana Matayoshi
Sociedade Brasileira de Cirurgia Refrativa
Newton Leitão de Andrade
Sociedade Brasileira de Ecografia em Oftalmologia
Norma Allemann
Sociedade Brasileira de Glaucoma
João Antônio Prata Junior
Sociedade Brasileira de Laser e Cirurgia em Oftalmologia
Maria Regina Catai Chalita
Sociedade Brasileira de Lentes de Contato, Córnea e Refratometria
Tania Mara Cunha Schaefer
Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica
Célia Regina Nakanami
Sociedade Brasileira de Oncologia em Oftalmologia
Renato Luiz Gonzaga
Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo
Mario Martins dos Santos Motta
Sociedade Brasileira de Trauma Ocular
Nilva Simeren Bueno Moraes
Sociedade Brasileira de Uveítes
Moyses Eduardo Zajdenweber
Sociedade Brasileira de Visão Subnormal
Alexandre Costa Lima Azevedo
Apoio:
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2
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CONSELHO BRASILEIRO
DE OFTALMOLOGIA
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Periodicidade: bimestral
Arq Bras Oftalmol. São Paulo, v. 73, n. 4 (Supl), p. 1-82, jul./ago. 2010
SUMÁRIO | CONTENTS
E DITORIAL | EDITORIAL
5
Entramos na reta final
André Barbosa Castelo Branco, Paulo Augusto de Arruda Mello
T RABALHOS P REMIADOS
07
V ÍDEOS P REMIADOS
08
8
| PAPER AWARDS
Trabalhos Científicos Premiados
| VIDEO AWARDS
Vídeos Premiados
P RÊMIO “W ALDEMAR
E
R UBENS B ELFORT M ATTOS ”
WALDEMAR AND RUBENS BELFORT MATTOS AWARD
C ONTEÚDO E SPECIAL
9
21
Pôsteres do XIX Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual
59
Relatos de Casos do XIX Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual
70
81
2 Sumario.pmd
| S PECIAL C ONTENTS
Temas Livres do XIX Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual
Í NDICE R EMISSIVO
DOS
T EMAS L IVRES , P ÔSTERES
E
R ELATOS
PAPERS, POSTERS AND CASE REPORTS INDEXES
I NSTRUÇÕES
3
PARA OS
A UTORES
| I NSTRUCTIONS
TO
A UTHORS
9/9/2010, 12:34
DE
C ASOS
E DITORIAL |
EDITORIAL
Entramos na reta final
D
epois de dois anos de trabalho intenso, envolvendo equipes multiprofissionais e por vezes geograficamente distantes, o trabalho voluntário de tantos médicos oftalmologistas e a dedicação
inestimável de professores integrantes da Comissão Científica e da Diretoria do CBO, o XIX
Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual começa a deixar a forma de plano
para ir adquirindo rapidamente a forma concreta de um grande fórum para a transmissão e a discussão do
conhecimento médico oftalmológico atual.
Já é fato conhecido de todos os médicos oftalmologistas do Brasil e do exterior que os Congressos
Brasileiros de Oftalmologia e os de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual, ambos promovidos pelo
CBO em anos alternados, constituem-se nos mais importantes eventos da Oftalmologia Brasileira,
verdadeiras maratonas nas quais o saber de nossa especialidade é compartilhado de forma irrestrita,
obedecendo aos interesses e a disponibilidade de cada congressista, numa experiência que se torna
inesquecível a quem dela participe.
E assim será no Congresso de Salvador, que dentro de alguns dias será aberto com a presença de colegas
de todo o País, além de participantes e convidados de várias partes do mundo.
A quantidade de trabalhos que foram enviados para análise da Comissão Científica do evento, bem
como a quantidade de propostas de cursos de instrução que a ela foram submetidas demonstra, por um
lado o dinamismo de nossos pesquisadores e a força inovadora de nossa Oftalmologia e, por outro, a
consciência consolidada de que os congressos do CBO representam, efetivamente, o momento fundamental para o debate e para o congraçamento dentro da especialidade em que atuamos. Também esta
edição especial dos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, na qual temos os resumos dos trabalhos que
estarão sendo apresentados e discutidos em Salvador na forma de pôsteres e temas livres, é outra prova
desse dinamismo científico e da importância crescente do evento.
Ao tentar agradecer a todos os que contribuíram para que este momento fosse possível corre-se
sempre o risco de omissões involuntárias, nem por isto perdoáveis. Ao trabalho da Comissão Científica, da
Diretoria do CBO e de seus funcionários cabe somar o esforço das sociedades de subespecialidades
filiadas à entidade e dos representantes dos cursos de especialização por ela credenciados. Enfim, são
centenas de pessoas que doaram o que tem de mais importante, o tempo, para que o Congresso seja o
que é: sucesso absoluto. Um singelo “obrigado a todos” pode parecer pouco, mas como vem acompanhado de muito sentimento creio que é o mais adequado para fugir do lugar comum.
Além do conhecimento e da informação adequados aos interesses de todos os congressistas, encontraremos também em Salvador o debate franco e aberto sobre os caminhos que se abrem para a prevenção
da cegueira e a defesa da saúde ocular da população dentro do Brasil de 2010. Embora alguns
considerem essa discussão secundária, ela é fundamental para o futuro da especialidade e, portanto,
fundamental para o futuro de cada um de nós que a exerce.
Por fim, temos certeza que o XIX Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual
contribuirá para desmascarar o mito de que os eventos presenciais estão com os dias contados em
consequência do desenvolvimento de formas eletrônicas de transmissão do conhecimento. Nada mais
falso! Os meios eletrônicos são e serão cada vez mais importantes, mas não substituirá o convívio social, a
troca pessoal de experiências e conhecimento e a descoberta compartilhada de novos e sempre
renováveis horizontes, sempre muito mais amplos que a tela de um monitor.
Salvador espera a todos, e a cada colega em particular, para o grande fórum de transmissão do
conhecimento de nossa Oftalmologia de 2010.
André Barbosa Castelo Branco
Paulo Augusto de Arruda Mello
Presidente da Comissão Executiva do XIX Congresso Brasileiro
de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual
Presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia
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T RABALHOS P REMIADOS | PAPER AWARDS
XIX Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual
Trabalhos Científicos Premiados
• Prêmio Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Título: Fatores associados à resposta da cabeça do nervo óptico à
variação da pressão intraocular em pacientes glaucomatosos
Autores: Tiago dos Santos Prata, Verônica Castro Lima, Carlos
Gustavo Vasconcelos de Moraes, Lia Manis Guedes, Fernanda Pedreira Magalhães, Sergio Henrique Teixeira, Robert Ritch, Augusto Paranhos Jr.
Instituição: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São
Paulo - SP / Hospital Oftalmológico Medicina dos Olhos - Osasco - SP
• Prêmio Prevenção da Cegueira
Título: Cirurgia de catarata: custos para os pacientes no período
pós-operatório
Autores: Newton Kara José Júnior, Rodrigo França de Espíndola,
Marcony Rodrigues de Santhiago, Tais Renata Ribeiro Parede, Marcos
Marcondes, Paula Mourad, Regina Carvalho, Newton Kara José
Instituição: Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo - SP
• Prêmio Educação em Saúde Ocular
Título: Expectativas e conhecimento entre pacientes com indicação de transplante de córnea
Autores: Paula de Camargo Abou Mourad, Newton Kara-Júnior,
Rodrigo França de Espíndola, Marco Aurélio Costa Marcondes,
Heloisa Helena Abil Russ
Instituição: Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo - SP
• Prêmio Pesquisa Básica
Título: Comunicação entre Toxoplasma gondii e seu hospedeiro:
Impacto do genótipo do parasita na resposta inflamatória
Autores: Cynthia Azeredo Cordeiro, Jeroen Saeij, Fernando
Orefice, Lucy Young
Instituição: Massachsetts Eye and Ear Infirmary - Boston - MA - EUA /
Massachusetts Institute of Technology - Cambridge - MA / EUA
• Prêmio Oftalmologia Clínica
Título: Uso do colírio azul de toluidina a 1% no diagnóstico das
neoplasias de células escamosas da superfície ocular
Autores: Ivana Lopes Romero, Priscilla Luppi Ballalai
Instituição: Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - São Paulo SP / Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo - SP
• Prêmio Região: Centro-Oeste
Título: Eletrovisuograma axonal: Achados em indivíduos normais
Autores: Wener Passarinho Cella e Marcos Ávila
Instituição: Universidade Federal de Brasília (UFB) - Brasília - DF /
Centro Brasileiro da Visão (CBV) - Brasília - DF
• Prêmio Região: Nordeste
Título: Efeito aprendizado da perimetria de frequência dupla Humphrey Matrix em pacientes com glaucoma de ângulo aberto
Autores: Paulo de Tarso Ponte Pierre Filho, Paulo Rogers Parente
Gomes, Érika Teles Linhares Pierre, Leandro Montalverne Pierre
Instituição: Santa Casa de Sobral - Sobral - CE
• Prêmio Região: Norte
Título: Técnica de enucleação com menor risco de sangramento e
hematomas em doadores de córnea no Banco de Olhos do Amazonas
Autores: Cristina Garrido, Élcio Sato, André Silva, Antônio Alves
Jr., Alexandra de Biasi
Instituição: Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (SUSAM) Manaus - AM
• Prêmio Trabalho Internacional
Título: Reprodutibilidade da espessura do I-LASIK flap utilizando
tomografia de coerência óptica de segmento anterior
Autores: Camila Haydee Rosas Salaroli, Xinbo Zhang, Maolong Tang,
Yan Li, José Luiz Branco Ramos, Norma Allemann, David Huang
Instituição: Doheny Eye Institute - Los Angeles - CA - EUA / Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo - SP
• Prêmio Região: Sudeste
Título: Ensaio clínico aleatorizado da crioterapia intraoperatório
versus fotocoagulação a laser para retinopexia
Autores: Heitor Panetta, Carlos Eduardo Leite Arieta, Iuuki
Takasaka, Mauricio Abujamra Nascimento, Rodrigo Lira, Roberto
Caldato
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) Campinas - SP
• Prêmio Oftalmologia Cirúrgica
Título: An experimental protocol of the model to quantify traction applied to the retina by vitreous cutters
Autores: Anderson Gustavo Teixeira Pinto, Lawrence Chong,
Naoki Matsuoka, Luis Arana, Jaw-chyng Lue, Matthew Mccormick,
Prashant Bradhi, Ralph Kerns, Rubens Belfort Jr., Mark Humayun
Instituição: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São
Paulo - SP / Doheny Eye Institute - Los Angeles - CA / EUA
• Prêmio Região: Sul
Título: Comparação de dois métodos para a realização do teste
de fixação preferencial em pacientes com estrabismo
Autores: Edson Procianoy, Letícia Procianoy
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) Porto Alegre - RS / Hospital de Clínicas de Porto Alegre - Porto
Alegre - RS
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4 Trabalhos premiados.pmd
7
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7
V ÍDEOS P REMIADOS | VIDEO AWARDS
XIX Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual
Premiações - Festival de Vídeos
• Prêmio Interesse especial
Título: BLINK
Autores: Victor Cvintal, Edmundo V. Martinelli, José Ricardo C. L.
Rehder
Instituição: Faculdade de Medicina da Fundação ABC - Santo
André - SP / Instituto de Oftalmologia Tadeu Cvintal - São Paulo - SP
• Prêmio Complicações
Título: O curioso caso de embaçamento monocular após iridotomia periférica a laser
Autores: Ronaldo de Mendonça Badaró
Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - Belo
Horizonte - MG
• Prêmio Técnicas cirúrgicas
Título: Suspensão ao frontal com fáscia autógena com sutura
ajustável
Autores: Gherusa Helena Milbratz, Sara Ribeiro, Patricia Akaishi,
Antonio Augusto Cruz
Instituição Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto - SP
• Prêmio Ensino da Oftalmologia
Título: Tonometria de aplanação de Goldmann (T.A.G.)
Autores: Rodrigo Teixeira Santos, Ana Gabriela Coelho de Magalhães Queiroz, Aline Camargo Guimarães, Paschoal Josias de Oliveira Júnior, Sérgio Ricardo de Toledo Colósio, Camila Flávia
Vieira Breijão, Silvia Ohana Marques Coelho de Carvalho, Silvia
Sampaio Pereira da Rocha, Sérgio Henrique Sampaio Meirelles
Instituição: Hospital Municipal da Piedade (HMP) - Rio de Janeiro - RJ
Prêmio “Waldemar e Rubens Belfort Mattos”
• Melhor trabalho publicado nos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia no ano de 2009
“Efeitos da injeção intraorbitária de carboximetilcelulose 6,0% em coelhos: análise histológica e da mecânica ocular”.
Autores: Maria Lúcia Habib Simão, Fernando Chahud, Harley Edison Amaral Bicas
Arq Bras Oftalmol. 2009;72(6):799-804.
8
Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl): 8
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8
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TEMAS LIVRES
APRESENTAÇÕES ORAIS
"
Textos sem revisão editorial
pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
"
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9
9/9/2010, 11:48
CÓDIGO: TL
TEMAS L IVRES
TL 001
TL 002
CONFIABILIDADE DA ACUIDADE VISUAL PÓS-OPERATÓRIA DE
CATARATA MEDIANTE MEDIÇÃO DA ACUIDADE VISUAL COM
RETINÔMETRO HEINE
CUSTO-EFETIVIDADE DA CIRURGIA DE CATARATA EM UM
HOSPITAL PÚBLICO NUM PAÍS EM DESENVOLVIMENTO
Guilherme Novoa Colombo Barboza, Luiz Roberto Colombo Barboza, Marcello
Colombo Barboza, Maria Margarida Colombo Barboza, Maria Margarida Colombo
Barboza, Henrique Celso Duarte Rezende Rocha, Maria Cristina N. Dantas, Wilson
Takashi Hida, Flávia Martins Nóvoa, Paulo Elias Correa Dantas
Hospital Oftalmológico Visão Laser - Santos (SP) / Santa Casa de Misericórdia
de São Paulo - São Paulo (SP)
Objetivo: Utilizar o retinômetro de Heine(RH) Lambda 100 para avaliar a relação
da acuidade visual (AV) obtida no pré-operatório de cirurgia de catarata com a
acuidade visual obtida 3 meses no pós-operatório com correção óptica, bem como,
sua correlação com a classificação morfológica dominante da catarata e com a
intensidade da opacificação quando do tipo nuclear. Método: Trata-se de um estudo
prospectivo realizado no Hospital Oftalmológico Visão Laser, em Santos, envolvendo 121 olhos de 70 pacientes avaliados de abril a julho 2009, submetidos à cirurgia
de catarata sob a técnica de facoemulsificação com implante de lente intraocular.
No período pré-operatório, foi realizado o RH sob midríase e seu resultado foi
comparado à melhor acuidade visual pós-operatória do terceiro mês e correlacionado
com a classificação morfológica da catarata, quando do tipo nuclear, sendo
denominado satisfatório aquele resultado que não variou mais do que duas linhas
na tabela de Snellen. Resultados: Os resultados satisfatórios em nosso estudo
foram de 86,78%, apresentando resultados de acuidade visual com RH igual ao
resultado da acuidade visual pós-operatória em 34,7%. A opacidade predominantemente nuclear N1+ tem um porcentual de acerto maior do que N2+ e N3+ (50%,
31,3% e 26,7%, respectivamente). Em relação ao total de olhos, observamos um
teste extremamente significante (p<0,0001). Conclusões: O RH hipoestimou ou
manteve a AV pós-operatória corrigida após 3 meses dos pacientes submetidos à
facectomia, na maioria dos casos. Ao correlacionar com a classificação morfológica
da catarata, observamos que, quanto maior a opacidade do cristalino do tipo nuclear,
maior a hipoestimação da acuidade visual.
Marcony Rodrigues de Santhiago, Rodrigo França de Espíndola, Tais Renata
Ribeiro Parede, Marco Marcondes, Paula Mourad, Newton Kara Junior, Regina
Carvalho, Newton Kara-José
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Determinar e comparar o custo-efetividade da cirurgia de catarata por
facoemulsificação e extração extracapsular em um hospital público de um país
em desenvolvimento. Método: Estudo prospectivo realizado com 205 pacientes. Os
indivíduos foram randomizados para cirurgia de catarata pelas técnicas de
facoemulsificação e extração extracapsular. Foram avaliados o custo total da cirurgia,
incluindo gastos com pessoal e despesas gerais, custos de assistência ao
paciente, insumos hospitalares, dentre outros. Neste estudo, o custo-efetividade foi
calculado pela relação entre o custo por cirurgia e a proporção de sucesso da
cirurgia de catarata (melhor acuidade visual corrigida >20/30 em 6 meses de pósoperatório). Resultados: A proporção de sucesso da cirurgia de catarata foi 89,26%,
não houve diferença estatística entre as duas técnicas (p=0,40). O custo total da
extração extracapsular com implante de lente intraocular foi de US$ 145,87 e da
facoemulsificação com implante de lente intraocular foi de US$ 246,31 (p=0,03).
O custo-efetividade foi de US$ 161,39 no grupo extracapsular e de US$ 219,54 no
grupo da facoemulsificação (p=0,40). Conclusões: O custo-efetividade da cirurgia
de catarata em um hospital público foi de US$ 217,74. Não houve diferença estatística
entre as duas técnicas.
TL 003
TL 004
RELAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DO ÁCIDO ASCÓRBICO E DO
ÁCIDO ÚRICO NO HUMOR AQUOSO COM A PLASMÁTICA E
COM A TRANSPARÊNCIA CRISTALINIANA
REPRODUTIBILIDADE DA ESPESSURA DO I-LASIK FLAP UTILIZANDO TOMOGRAFIA DE COERÊNCIA ÓPTICA DE SEGMENTO
ANTERIOR
Fabio Henrique Cacho Casanova, Henrique A. R. Silva, Luiz Alberto Soares Melo
Jr., Cristina Muccioli, Rubens Belfort Jr., Silvia Berlanga de Moraes Barros
Camila Haydee Rosas Salaroli, Xinbo Zhang, Maolong Tang, Yan Li, José Luiz
Branco Ramos, Norma Allemann, David Huang
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP) / Memorial
Oftalmo - Recife Eye Center - Recife (PE)
Doheny Eye Institute - Los Angeles - California (EUA) / Universidade Federal
de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Avaliar a relação da concentração do ácido ascórbico e do ácido úrico
no humor aquoso com a concentração plasmática e com a transparência
cristaliniana em pacientes com catarata. Método: Foram incluídos prospectivamente
pacientes com diagnóstico de catarata senil nuclear, podendo ou não estar
associada a outro tipo de opacidade. A classificação da catarata foi feita por meio
de fotografias baseada no LOCS III (Lens Opacities Classification System) em duas
sessões. Imediatamente antes da cirurgia, foram coletadas amostras do humor
aquoso e do plasma para quantificação da concentração de ácido ascórbico e ácido
úrico. Resultados: Setenta e cinco pacientes com idade média de 69,43 ± 8,74 anos
(variando de 51 a 87 anos) foram avaliados. Observou-se excelente correlação entre
as sessões de classificação de catarata (r=0,973 a 0,993; p<0,0001). A média da
concentração do ácido ascórbico no plasma foi de 40,97 ± 23,12 mM (IC 95% 35,6546,29) e no humor aquoso de 1415,1 ± 388,7 mM (IC 95% 1325,72-1504,57). Para
o ácido úrico, foi encontrada a concentração média de 336,7 ± 100,8 mM (IC 95%
313,5-359,9) no plasma e de 82,95 ± 30,03 mM (IC 95% 76,04-89,86) no humor
aquoso. Foi observada correlação entre os valores de ácido ascórbico no humor
aquoso e no plasma (r=0,549; p<0,001), bem como de ácido úrico (r=0,591;
p<0,001). Observou-se uma influência, porém não significante, dos níveis de ácido
ascórbico do humor aquoso em relação à opalescência nuclear do cristalino
(p=0,055). Conclusões: A concentração destas substâncias no humor aquoso
deve sofrer influência da concentração plasmática, entretanto parece haver
saturação no mecanismo de transporte ativo do ácido ascórbico. Não houve
correlação estatisticamente significante entre ácido ascórbico e ácido úrico e a
opalescência nuclear do cristalino em pacientes com catarata senil.
Objetivo: Avaliar a reprodutibilidade da espessura do flap criado com femtosecond laser através da tomografia de coerência óptica (OCT) de segmento anterior
com tecnologia Fourier-domain. Método: O sistema de tecnologia Fourier-domain
(RTVue) com o módulo corneal (CAM) foi utilizado para aferir a espessura do flap
corneal de 21 olhos submetidos a LASIK com IntraLase programado para profundidade
de 110 μm, 1 semana após o procedimento cirúrgico. A medida da espessura do
flap foi realizada em 6 posições localizadas a ±0,5 mm, ±1,5 mm e ±2,5 mm
distantes do centro da córnea. Foram realizadas análises estatísticas para cálculo
da reprodutibilidade das medidas feitas pelo mesmo indivíduo e entre três indivíduos.
Resultados: A média da espessura do flap em 6 posições distintas foi altamente
reprodutível (desvio padrão de 5,3 a 9,5 μm) e uniforme (121,7 a 126,5 μm). A
reprodutibilidade baseada na análise da mesma imagem pelo mesmo indivíduo foi
de 3,3 a 6,4 e a análise de diferentes imagens foi de 4,7 a 7,4. A reprodutibilidade
baseada na análise da mesma imagem por três indivíduos foi de 4,0 a 9,0. Não
houve assimetria estatisticamente significante entre o lado nasal x temporal (p=0,7),
superior x inferior (p=0,21) e periferia x centro (p=0,43) do flap corneal, demonstrando uniformidade na confecção do flap criado pelo IntraLase. Conclusões: A
análise da reprodutibilidade da medida da espessura do flap utilizando tomografia
de coerência óptica de segmento anterior com tecnologia Fourier-domain demonstrou
ser reprodutível e de boa confiabilidade.
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TEMAS L IVRES
TL 005
TL 006
CERATECTOMIA LAMELAR ANTERIOR PROFUNDA USANDO
A TÉCNICA BIG-BUBBLE EM PACIENTES COM CERATOCONE
QUEIMADURA QUÍMICA GRAVE: O PAPEL DA CERATOPRÓTESE DE BOSTON NA REABILITAÇÃO VISUAL
Sandro Antonini Coscarelli, Rafael Canhestro Neves
Fabiano Cade Jorge, Allyson Tauber, Claes Dohlman
Clinica de Olhos Ennio Coscarelli - Belo Horizonte (MG)
Massachusetts Eye and Ear Infirmary/Harvard Medical School - Boston (EUA)
Objetivo: Avaliar através de um estudo retrospectivo pacientes com ceratocone
que realizaram a ceratectomia lamelar anterior profunda (DALK) usando a técnica
big-bubble. Método: Estudo retrospectivo de consecutivos 79 olhos de 71
pacientes com ceratocone moderado a grave, com baixa acuidade visual após
as correções ópticas e intolerantes a adaptação de lente de contato. Todos os
transplantes foram realizados pelo mesmo experiente cirurgião, no período de
janeiro de 2007 a fevereiro de 2009, utilizando a técnica de DALK pelo big-bubble.
Os dados analisados foram sexo, idade, paquimetria corneana, densidade
endotelial, astigmatismo dinâmico e melhor acuidade visual dinâmica corrigida
após a ceratectomia. Resultados: A idade média encontrada foi de 30,4 (± 10,2)
anos, com 39 (54,9%) do sexo feminino e 32 (45,1%) do masculino. A paquimetria
ultrassônica média foi de 518,6 (± 29,5) µm. Setenta e dois (91,1%) dos
transplantes realizados obtiveram acuidade visual dinâmica corrigida melhor ou
igual a 20/50. A média do astigmatismo dinâmico foi de -3,5 (± 1,5) graus. A média
da densidade endotelial encontrada conforme a faixa etária teve a distribuição com
os pacientes de 11 a 20 anos com 3.053 (± 532) cél/mm2; 21 a 30 anos com 2.674
(± 725) cél/mm2; 31 a 40 anos com 2.737 (± 575) cél/mm2; 41 a 50 anos com 2.585
(± 476) cél/mm2 e 51 a 60 anos com 2.398 (± 667) cél/mm2. Conclusões: A
ceratectomia lamelar anterior profunda usando a técnica big-bubble é um valioso
tratamento para pacientes com ceratocone, alcançando uma acuidade visual
dinâmica final igual ou melhor que o transplante penetrante. A contagem média
de células endoteliais apresenta-se dentro da normalidade para a faixa etária após
o procedimento. Não foram encontradas córneas rejeitadas ou com edema após
a retirada de todos os pontos. Com o avanço das técnicas cirúrgicas, talvez a
DALK torne-se a primeira escolha para ceratectomias em pacientes com
ceratocone sem alterações endoteliais no eixo visual.
Objetivo: Avaliar o uso da ceratoprótese de Boston (BKPro) na reabilitação
visual de pacientes após queimadura química ocular grave. Método: Análise
retrospectiva de prontuários de 23 pacientes (28 olhos) apresentando queimaduras químicas graves, submetidos ao implante da BKPro no Massachusetts Eye
and Ear Infirmary, Boston, EUA, de 1990 até 2008. A natureza do agente químico,
a acuidade visual, o número e o tipo de BKPros implantadas e complicações foram
os parâmetros estudados. Resultados: Dezesseis (57%) olhos apresentaram
queimadura por álcali, e 12 (43%) por substância ácida. A acuidade visual (AV)
pré-operatória foi de “conta dedos” ou pior em todos os casos. A AV pós-operatória
variou de “percepção luminosa” até 20/20. Dos 16 olhos com queimadura por álcali,
5 mantiveram AV ≥ 20/200, enquanto 8 dentre os 12 olhos com queimadura por
ácido apresentaram AV ≥ 20/200 no último "follow-up" (média de 59 meses/1-169)
(p=0,05). Vinte e três BKPros Tipo 1 e 5 BKPros Tipo 2 foram implantadas. O número
de olhos com história prévia de glaucoma foi de 20 (71%), adicionalmente 3 olhos
desenvolveram glaucoma após o implante da BKPro. A complicação pós-operatória
mais comum foi a formação de membrana retroprostética em 12 casos, seguida
da progressão do glaucoma em 11 olhos e 8 descolamentos de retina. Conclusões:
Os avanços recentes no modelo da ceratoprótese de Boston e o melhor manejo
pós-operatório têm mostrado bons resultados, principalmente em olhos com condições
não inflamatórias. O presente estudo mostra um resultado satisfatório na reabilitação visual em olhos gravemente afetados por queimaduras químicas. Entretanto, a restauração de um meio transparente tem revelado problemas adicionais.
Nos pacientes com graves queimaduras químicas, glaucoma e descolamento de
retina foram as principais causas de baixa AV permanente. A prevenção do
glaucoma após queimaduras químicas deve ser bem estabelecida através da
identificação precoce e do controle clínico e cirúrgico.
TL 007
TL 008
TÉCNICA DE ENUCLEAÇÃO COM MENOR RISCO DE SANGRAMENTO E HEMATOMAS EM DOADORES DE CÓRNEA NO
BANCO DE OLHOS DO AMAZONAS
TRANSPLANTE ENDOTELIAL AUTOMATIZADO UTILIZANDO MICROCERÁTOMO DE FABRICAÇÃO BRASILEIRA
Cristina Garrido, Élcio Sato, André Silva, Antônio Alves Jr., Alexandra de Biasi
Gleilton Carlos Mendonça da Silva, Luiz Antonio Gola Marcomini, Sidney Júlio
de Faria e Sousa, Eduardo Melani Rocha
Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (SUSAM) - Manaus (AM)
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)
Objetivo: É fundamental a preservação da aparência do doador no processo
doação-transplante, daí a importância em descrever a técnica de enucleação com
menor risco de sangramento e hematomas desenvolvida em doadores de córnea
no Banco de Olhos do Amazonas. Método: Foi realizada punção percutânea da
veia jugular interna (direita e/ou esquerda) com sangria volumosa em 25 doadores
de córnea que tiveram sangramento na cavidade orbitária após enucleação.
Previamente à punção, 21 dos 25 doadores (84%) apresentavam face pletórica
mesmo com a cabeça elevada. Também realizou-se a técnica de sangria antes
da realização da enucleação em 6 doadores de córnea com face pletórica mesmo
com a cabeça elevada. Para realizar a sangria nos 31 doadores de córnea, utilizouse a técnica de punção jugular de Seldinger e materiais descartáveis, jelco nº 14,
frascos de soro fisiológico a vácuo (500 ml) e equipo macrogotas. Resultados:
Após realizada a sangria nos 25 doadores, observou-se em todos (100%), parada
total do sangramento na cavidade orbitária, sem formação de hematomas, bem
como o aparecimento de palidez facial com melhora da aparência dos doadores.
Dos 6 doadores submetidos à sangria antes da enucleação nenhum apresentou
sangramento na cavidade orbitária ou hematomas após o procedimento e todos
desenvolveram palidez facial e melhora da aparência (100%). Conclusões: No
presente estudo, a técnica de sangria realizada nos doadores de córnea resolveu
o problema do sangramento após a enucleação, evitou o aparecimento de
hematomas, e também beneficiou os doadores posto que preservou ou até
melhorou sua aparência, fato que confortou ainda mais os familiares.
Objetivo: Reportar os resultados preliminares de uma pequena série de casos
de transplante endotelial automatizado (DSAEK) utilizando microcerátomo de fabricação nacional. Método: Vinte olhos consecutivos de 20 pacientes, com média
de idade de 72 anos, foram submetidos a DSAEK entre junho de 2008 e setembro
de 2009. Um olho apresentava rejeição pós transplante penetrante, 2 olhos
apresentavam distrofia endotelial de Fuchs e 17 olhos apresentavam ceratopatia
bolhosa do pseudofácico. Para a confecção do leito receptor foi realizada a técnica
de “stripping” da membrana de Descemet. As lamelas doadoras foram obtidas a
partir de botões esclerocorneanos utilizando o microcerátomo “Masyk” e a câmara
anterior artificial “Malks” (Loktal Medical Eletronics, São Paulo, Brasil). Os botões
esclerocorneanos eram presos à Malks e então submetidos à secção horizontal
utilizando aplanador calibrado em 350 micra. Após retirados da Malks, os botões
eram trepanados via endotelial utilizando lâminas de trépano de 8 mm de diâmetro.
A adesão do tecido doador ao leito receptor era realizada utilizando aposição
sustentada por bolha de ar em câmara anterior durante 20 minutos. Resultados:
A média de seguimento foi de 8,8 meses. Seis grafts (30%) evoluíram para falência
primária e 1 (5%) para rejeição. Treze grafts (65%) apresentaram evolução satisfatória
permanecendo viáveis durante o estudo. Trêz olhos (15%) apresentaram deslocamento no pós-operatório necessitando de reposicionamento. O tempo médio para
re-estabelecimento da transparência nos olhos transplantados com sucesso foi
de 39 dias. Não foram observadas complicações intraoperatórias importantes.
Conclusões: A realização de DSAEK, utilizando o microcerátomo nacional para
confecção do botão doador, mostrou-se uma opção exequível e reprodutível com
alta taxa de sucesso e baixo índice de complicações. Até onde sabemos esta
é a maior série já divulgada utilizando esse aparelho.
TEMAS LIVRES
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TEMAS L IVRES
TL 009
TL 010
COMPARAÇÃO DE DOIS MÉTODOS PARA REALIZAÇÃO DO
TESTE DE FIXAÇÃO PREFERENCIAL EM PACIENTES COM ESTRABISMO
ESTUDO COMPARATIVO DE SUBSTÂNCIAS VISCOELÁSTICAS
PARA PROMOÇÃO DA ESTABILIZAÇÃO DO EQUILÍBRIO OCULOMOTOR SEM IMPEDIR ROTAÇÕES
Edson Procianoy, Letícia Procianoy
Maria do Socorro Aguiar Lucena, Harley Bicas, André Messias, Regina Monteiro
de Paula, Haroldo César Bezerra Paula, Fernando Chahud, Carlos Alberto Moro,
Francisco Carlos Mazzocato
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) - Porto Alegre (RS)
Objetivo: Comparar a acurácia do teste de fixação preferencial quando o paciente
olha e toca o objeto alvo ao invés de apenas olhá-lo, como o teste é classicamente
descrito. Método: Estudo piloto transversal e prospectivo, incluindo 40 pacientes
estrábicos, com desvios maiores que 10 dioptrias prismáticas (DP) entre 7 e 30 anos.
Foram excluídos os pacientes com estrabismo paralítico, com outras causas de baixa
acuidade visual que não apenas a ambliopia, e os que não souberam informar a
acuidade visual com a tabela do Early Treatment Diabetic Retinopathy Study (ETDRS).
Os dois testes de fixação preferencial foram realizados em todos os pacientes,
de forma alternada, pelo mesmo examinador, mascarado quanto à acuidade visual
dos pacientes. Foram considerados amblíopes os pacientes incapazes de manter
a fixação no alvo exposto com o olho não dominante por 5 segundos. A acuidade
visual foi medida com a tabela do ETDRS. Foram considerados amblíopes os
pacientes com diferença de visão entre os olhos de 2 ou mais linhas. Foram
calculadas a sensibilidade e a especificidade dos testes. Resultados: O teste
modificado mostrou sensibilidade de 93% (IC95%=68,53-98,73%) e especificidade de
77% (IC95%=57,95-88,97%). O teste clássico apresentou sensibilidade de 93%
(IC95%=68,53-98,73%) e especificidade 46% (IC95%=28,76-64,54%). Conclusões:
estes resultados sugerem que a modificação no teste de fixação preferencial,
solicitando que o paciente toque o objeto alvo, possa reduzir os resultados falsos
positivos do teste.
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)
Objetivo: Estudar o efeito da aplicação de substâncias viscoelásticas aplicadas
em órbitas de coelhos na dinâmica dos movimentos de rotação ocular. Método:
Trinta coelhos da raça Nova Zelândia foram divididos em três grupos experimentais
de acordo com a sustância inroduzida na órbita por injeção peribulbar: gel carboxivinílico
(CARB; n=12), gel polivinílico (POLI; n=13) e soro fisiológico (SF) 0,9% (CTRL;
n=5) servindo como grupo controle. Foram avaliados: sinais oftalmológicos
externos, medida da pressão intraocular e medidas da força extrínseca necessária
para promover deslocamento tangencial de adução ocular antes, imediatamente
após a injeção das substâncias e nos 7º, 30º e 60º dias após a injeção. Aos 60
dias, animais foram sacrificados e o olho com os tecidos perioculares foram
removidos para análise histológica. Resultados: Logo após a injeção das
substâncias, o trabalho da força necessária para promover o deslocamento em
adução aumentou de 2,77 ± 0,17 gf.mm para 5,43 ± 0,34 gf.mm (p<0,05) no grupo
CARB e de 2,04 ± 0,08 gf.mm para 3,79 ± 0,23 gf.mm (p<0,05) no grupo POLI.
No grupo controle essa alteração não foi observada. Observou-se tendência de
diminuição dos efeitos após 60 dias com as duas substâncias, no entanto, no
Grupo CARB permaneceu significativamente maior que os valores encontrados
antes da injeção (p<0,05). A análise histológica revelou processo inflamatório com
formação de fibrose apenas em alguns animais do grupo CARB, bem como a
permanência do gel nos tecidos perioculares. Conclusões: Foi demonstrado que
a injeção peribulbar de gel CARB atua como contensor do sistema oculomotor de
coelhos. Esse efeito persistiu, pelo menos por 60 dias, e não foi relacionado com
alterações inflamatórias orbitárias. Assim esse método pode ser considerado uma
alternativa futura para tratamentos de alterações na estabilidade do sistema
oculomotor, como o nistagmo.
TL 011
TL 012
PREVALÊNCIA DE AMBLIOPIA E ERROS REFRATIVOS EM
CRIANÇAS PORTADORAS DA SEQUÊNCIA DE MÖBIUS
FATORES ASSOCIADOS À RESPOSTA DA CABEÇA DO NERVO
ÓPTICO À VARIAÇÃO DA PRESSÃO INTRAOCULAR EM PACIENTES GLAUCOMATOSOS
Monica Fialho Cronemberger, Mariza Polati, Iara Debert, Tomás Fernando
Scalamandré Mendonça, Carlos Souza Dias, Marilyn Treacy Miller, Nilce Tieme
Shiwaku Kamida, Liana Ventura, Célia Regina Nakanami, Mauro Goldchmit
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Avaliar a prevalência de ambliopia e erros refrativos em crianças
portadoras da Sequência de Möbius. Método: Trabalho realizado durante o
encontro anual da Associação de Möbius do Brasil (AMoB), na Santa Casa de São
Paulo, em novembro de 2008. Quarenta e quatro pacientes com diagnóstico de
Sequência de Möbius foram submetidos à avaliação multidisciplinar. Dos 44
pacientes examinados, 43 colaboraram com exame oftalmológico. Destes 43
pacientes, 22 (51,2%) eram do sexo masculino e 21 (48,8%) do sexo feminino.
A idade média foi de 8,3 anos (2 a 17 anos). A medida da acuidade visual foi realizada
com tabela logMAR retroiluminada, nos pacientes que colaboravam. Ambliopia foi
definida como a diferença interocular de acuidade visual maior que 0,10 logMAR.
Todas as crianças foram submetidas a exame da motilidade ocular, refração sob
cicloplegia e fundo de olho. Nos pacientes com ambliopia, foi testada a associação
entre anisometropia e a presença de estrabismo utilizando o teste exato de Fisher.
Resultados: Neste estudo transversal (mutirão) dos 34 pacientes que informaram
a acuidade visual encontramos 12 (35,3%) pacientes amblíopes. No exame de
refração, de 85 olhos, foram encontrados 3 (3,5%) olhos emétropes, 15 (17,4%)
olhos míopes, 62 (72,1%) olhos hipermetropes e 5 (5,8%) com astigmatismo misto.
No grupo dos 12 pacientes amblíopes, temos 4 com anisometropia e 7 com estrabismo.
Entre estes pacientes com ambliopia, não há relação entre a presença de
anisometropia e estrabismo (p=1,0). Conclusões: A Sequência de Möbius é uma
síndrome rara e há poucos estudos publicados envolvendo séries com grande
número de pacientes. A porcentagem de ambliopia encontrada neste estudo 35,3%
revela que este diagnóstico deve ser lembrado nas crianças com Sequência de Möbius
para que o tratamento adequado seja instituído.
Tiago dos Santos Prata, Verônica Castro Lima, Carlos Gustavo Vasconcelos
de Moraes, Lia Manis Guedes, Fernanda Pedreira Magalhães, Sergio Henrique
Teixeira, Robert Ritch, Augusto Paranhos Jr.
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP) / Hospital
Oftalmológico Medicina dos Olhos - Osasco (SP)
Objetivo: Investigar fatores associados às mudanças na topografia da cabeça
do nervo óptico (CNO) após a redução aguda da pressão intraocular (PIO) em
pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA). Método: Pacientes
com GPAA recém-diagnosticados e sem tratamento (PIO >21 mmHg) foram
recrutados prospectivamente. Foram coletadas informações sistêmicas e oculares, incluindo espessura corneana central (ECC) e histerese corneana (HC). Todos
os pacientes foram submetidos à tonometria (Goldmann) e oftalmoscopia de varredura
a laser (Heidelberg Retina Tomograph III; HRT) antes e 1 hora após a redução
farmacológica da PIO. A média de três medidas para cada exame foi analisada.
Avaliaram-se mudanças em cada parâmetro topográfico da CNO (um olho foi
escolhido aleatoriamente); aqueles que mudaram significativamente foram correlacionados com as características sistêmicas e oculares dos pacientes. Resultados: Foram incluídos 42 pacientes (idade média: 66,7 ± 11,8 anos). Após redução
média da PIO de 47,3%, foram observadas mudanças significativas na área e
volume da escavação, e na área e volume da rima neural (p<0,01). A análise de
regressão múltipla (controlando para a PIO basal e magnitude de redução da PIO)
revelou que a HC (r2≥0,16, p<0,01) e a presença de diabetes (r2≥0,21, p<0,01)
estavam negativamente correlacionados ao grau de mudanças nos parâmetros
da CNO, enquanto o tamanho da razão escavação/disco estava positivamente
correlacionada (r2≥0,08, p≥0,04). Idade, raça, área do disco e ECC não foram
significantes (p≥0,12). Após análise multivariada, apenas a presença de diabetes
permaneceu significativa (p≤0,03). Conclusões: Diferentes fatores como resistência corneana, grau de dano estrutural e principalmente presença de diabetes,
parecem influenciar a resposta da CNO à variação da PIO em olhos glaucomatosos.
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TEMAS L IVRES
TL 013
TL 014
MEDIDA DA CAMADA DE FIBRAS NERVOSAS PERIPAPILAR E
ESPESSURA CORNEANA CENTRAL EM PACIENTES COM HIPERTENSÃO OCULAR
TOMOGRAFIA DE COERÊNCIA ÓPTICA FOURIER-DOMAIN E
TIME-DOMAIN EM PACIENTES GLAUCOMATOSOS COM DEFEITO DE HEMICAMPO
Roberto M. Vessani, Isalina Raquel Elias, Mariana Alves, Luisa Trancoso, Remo
Susanna Jr.
Alexandre Soares Castro Reis, André Kreuz, Kallene Vidal, Remo Susanna Jr.,
Roberto Malta
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
O
D
A
IR
ET
R
A
O
ID
D
PE
O
D
Objetivo: Comparar a da espessura da camada de fibras nervosas (CFN)
medida com tomografia de coerência óptica (TCO) Fourier-Domain (FD) e TCO TimeDomain (TD) em pacientes com glaucoma e defeito assimétrico de hemicampo.
Método: Estudo transversal e observacional envolvendo 33 pacientes com
diagnóstico de glaucoma primário de ângulo aberto e campo visual com defeito
assimétrico. Campo visual assimétrico foi definido pela presença de um grupo de
pelo menos 3 pontos contíguos, com p<1%, e pelo menos um deles com p<0,5%
no gráfico do pattern deviation (PD), GHT fora dos limites da normalidade e ausência
de tais critérios no hemicampo oposto. O hemicampo com defeito foi chamado
modelo perimétrico, e o hemicampo oposto modelo pré-perimétrico. Os pacientes
foram submetidos a medidas da CFN com TCO FD (3D OCT-100, Topcon, Tokyo,
Japan) e TCO TD (Stratus, Carl Zeiss Meditec Inc, Dublin, Califórnia, USA). Teste
t e coeficiente de correlação de Pearson foram usados para comparar as medidas
realizadas com TCO FD e TCO TD e avaliar a correlação estrutura-função.
Resultados: O valor médio (± desvio padrão) da CFN (µm) foi igual no modelo préperimétrico quando medido com TD 85,45 ± 18,22 e FD 85,21 ± 24,02, p=0,928.
Porém mostrou diferença para o modelo perimétrico, TD 85,21 ± 24,02 e FD 63,62
± 18,32, p<0,001. O modelo perimétrico apresentou melhores correlações estruturafunção. Observou-se correlação moderada entre as medidas da CFN FD (µm) e
valores de sensibilidade (dB) no modelo perimétrico (r=0,42, p=0,008, IC 95% 0,262; 0,634). Para cada mudança de 1 dB houve mudança de 0,134 µm na
espessura da CFN (IC 95% 0,026; 0,242); F (1, 30) = 6,392, p=0,017. Conclusões:
Neste estudo encontramos que as diferenças entre as medidas de CFN são mais
importantes em glaucomas com defeitos funcionais bem estabelecidos.
R
TO
U
A
TL 015
TL 016
CORRELAÇÃO ENTRE O OCT FOURIER DOMAIN E O ELETRORRETINOGRAMA DE PADRÃO REVERSO MULTIFOCAL NA
COMPRESSÃO QUIASMÁTICA
HABILIDADE DIAGNÓSTICA DO 3D OCT-1000® E BANCO DE
DADOS NORMATIVOS NA DETECÇÃO DA PERDA NEURAL POR
TUMORES HIPOFISÁRIOS
Leonardo Provetti Cunha, Luciana V. F. Costa-Cunha, Kenzo Hokazono, Maria
Kiyoko Oyamada, Mário Luiz R. Monteiro
Carolina F. Falcochio, Luciana V.F.C Cunha, Frederico C. Moura, Mario Luiz R.
Monteiro
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Avaliar a correlação entre as amplitudes do eletrorretinograma de
padrão reverso multifocal (mfPERG) e a espessura macular obtida pela tomografia
de coerência óptica de alta resolução (3D OCT Fourier Domain) em olhos com
hemianopsia temporal permanente por compressão quiasmática. Método: Vinte e
dois olhos de 22 pacientes com presença de defeito de campo visual (CV) temporal
permanente e 12 olhos de 12 controles foram submetidos ao mfPERG utilizando
um padrão de estímulo de 19 retângulos, a perimetria automatizada e avaliação
da espessura da camada de fibras nervosas da retina e macular pelo 3D OCT
Fourier Domain. A média das respostas dos 8 retângulos nasais e temporais pelo
mfPERG foram analisadas. Comparações foram feitas pelo test t de Student. O
desvio do normal da sensibilidade do CV para os 18° centrais foram expressos
na unidade 1/Lambert. Correlações entre os valores obtidos foram analisados pelo
coeficiente de correlação de Spearman. Resultados: Os valores das amplitudes do
mfPERG temporal e nasal foram significativamente menores nos olhos com
hemianopsia temporal. Uma correlação significativa foi encontrada entre a perda
de sensibilidade do CV central e as amplitudes do mfPERG. De forma semelhante,
uma correlação significativa foi encontrada entre a perda de sensibilidade do CV
e os parâmetros maculares do OCT. Uma correlação significativa também foi
observada entre a espessura macular nasal pelo OCT e os parâmetros temporais
do mfPERG. Conclusões: Em pacientes com compressão quiasmática, as
amplitudes do mfPERG e as medidas de espessura macular pelo OCT foram
significativamente correlacionadas à perda de CV e também entre eles. Tanto o OCT
quanto o mfPERG quantificaram a perda neural e ambas tecnologias diagnósticas
são úteis na compreensão da correlação estrutura-função em pacientes com
compressão quiasmática.
Objetivo: Avaliar a habilidade diagnóstica do OCT de domínio Fourier na detecção
da perda neural em olhos com atrofia em banda (AB) do nervo óptico (NO) usando
a comparação com o seu banco de dados normativos da mácula e da CFN. Método:
36 olhos de 36 pacientes com AB e 36 olhos normais foram estudados. 14 olhos
tinham hemianopsia completa e 22 parcial. Todos os indivíduos foram submetidos
à tomografia de coerência óptica de alta resolução usando equipamento comercialmente disponível (3 D OCT-1000®, Topcon Corp., Tokyo, Japan). Foram avaliados
a mácula e a cabeça do NO. Para cada parâmetro, o software do aparelho fornece
uma classificação: dentro dos limites da normalidade, limítrofe (abaixo de 95%
do intervalo de confiança) e fora dos limites da normalidade (abaixo de 99%). Foram
analisados os resultados considerados anormais (limítrofe e fora da normalidade)
nos olhos com AB e nos normais e calculadas a sensibilidade e especificidade dos
parâmetros. Resultados: O FD-OCT identificou a perda neural da AB com
sensibilidade variando de 72 a 94% pela CFN e de 69 a 81% pela espessura macular.
A especificidade variou de 81 a 97%. O parâmetro Espessura Temporal apresentou
a maior sensibilidade (94%) entre os da CFN e a espessura nasal interna a maior
sensibilidade (81%) entre os maculares. Os parâmetros relacionados aos segmentos de 30° mostraram sensibilidade relativamente menor entre os parâmetros da
CFNR. Entretanto, a sensibilidade do parâmetro 3h (78%) foi maior que a do estudo
prévio similar utilizando Stratus-OCT. A capacidade diagnóstica usando-se o banco
de dados normativos foi melhor no FD-OCT do que no Stratus-OCT. Conclusões:
Os parâmetros maculares e da CFN do 3D OCT-1000 apresentaram sensibilidade
alta pela comparação com o banco de dados normativos e podem ser usados na
pratica clinica para o diagnóstico de AB do NO, embora resultados falsos-negativos
ainda existam e devam ser considerados.
TEMAS LIVRES
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TEMAS L IVRES
TL 017
TL 018
CRIAÇÃO DE UM ESCORE CAPAZ DE PREVER A OCORRÊNCIA
DA RETINOPATIA DA PREMATURIDADE
USO DO COLÍRIO AZUL DE TOLUIDINA A 1% NO DIAGNÓSTICO
DAS NEOPLASIAS DE CÉLULAS ESCAMOSAS DA SUPERFÍCIE
OCULAR
João Borges Fortes Filho, Gabriela Unchalo Eckert, Mauricio Maia, Renato
Soibelmann Procianoy
Ivana Lopes Romero, Priscilla Luppi Ballalai
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) - Porto Alegre (RS) / Hospital
de Clínicas de Porto Alegre - Porto Alegre (RS)
Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - São Paulo (SP) / Universidade Federal
de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Peso de nascimento (PN) e idade gestacional (IG) são os mais
importantes fatores de risco para a ROP. São necessários repetidos exames
oftalmológicos num mesmo paciente, na maioria das vezes, durante os exames
de triagem para a detecção da ROP. Isto aumenta a força de trabalho necessária para
a realização de um programa de triagem para detectar um único caso de ROP que
necessite de tratamento e gera riscos, debilitação e stress ao prematuro examinado
repetidamente. Nós criamos um escore composto de outros fatores de risco para
o surgimento da ROP que, aplicado na 6ª semana de vida, serve como um preditor
da ocorrência da ROP (em qualquer estadiamento ou da ROP grave) entre nascidos
prematuros. O objetivo do estudo é demonstrar a criação do escore. Método:
Estudo de coorte prospectivo incluindo bebês com PN ≤1.500 gramas e/ou IG ≤32
semanas. O escore foi desenvolvido baseado no PN, IG, ganho ponderal
proporcional do nascimento até a 6ª semana de vida, uso de oxigênio em ventilação
mecânica, uso de eritropoetina e necessidade de transfusões sanguíneas. O escore
foi criado a partir de regressão linear considerando o impacto de cada variável em
relação ao surgimento da ROP. Curvas Receiver Operating Characteristics (ROC)
foram usadas para determinar sensibilidade/especificidade dos valores contínuos
do escore. As variáveis selecionadas foram introduzidas em uma tabela Excel
(Microsoft®) para uso prático durante as sessões de triagem. Resultados: Foram
incluídos dados de 487 PMBP. A área sob a curva ROC (medida da acurácia do
escore para predizer a ocorrência da ROP em qualquer estadiamento e da ROP
grave) entre os pacientes estudados foi 0,77 (P<0,001; IC 95%: 0,72-0,82) e 0,87
(P<0,001; IC 95%: 0,81-0,93), respectivamente. Estes valores foram significativamente maiores para o escore do que o PN (0,71; P<0,001; IC 95%: 0,65-0,76) e a
IG (0,69; P<0,001; IC 95%: 0,63-0,75) isoladamente. Conclusões: O escore é um
preditor consistente.
Objetivo: Avaliar o uso do colírio azul de toluidina a 1% no diagnóstico das
neoplasias de células escamosas da superfície ocular e correlacionar a intensidade do corante com o diagnóstico histopatológico. Método: Um estudo prospectivo
foi desenvolvido em nossa instituição. Pacientes com lesões epiteliais conjuntivais
foram submetidos à avaliação clínica na lâmpada de fenda com e sem o azul de
toluidina a 1% e documentação fotográfica. Todos os pacientes foram submetidos
à cirurgia e análise anatomopatológica para confirmar o diagnóstico. Os pacientes
foram agrupados de acordo com os achados histopatológicos das lesões em três
grupos: grupo 1 - pacientes com neoplasia intraepitelial corneoconjuntival e
carcinoma de células escamosas conjuntival; grupo 2 - pacientes com lesões prémalignas (ceratose actínica) e grupo 3 - pacientes com pterígeo. As imagens
digitais foram examinadas por dois observadores, que desconheciam o resultado
do exame anatomopatológico, sendo classificadas quanto à positividade e
intensidade do corante. Resultados: Quarenta e sete pacientes foram incluídos
no estudo: 10 com lesões benignas (pterígeo), 10 com lesões pré-malignas
(ceratose actínica) e 27 tinham lesões malignas (neoplasia intraepitelial corneoconjuntival e carcinoma de células escamosas conjuntival). A concordância entre
observadores quanto à análise das fotografias digitais para positividade foi de
100% e intensidade foi de 82,9% (Kappa 0.938). Noventa por cento dos pacientes
com lesões pré-malignas e todos com lesões malignas apresentaram coloração
positiva pelo azul de toluidina a 1%. Em apenas um paciente que apresentou
coloração positiva, a patologia revelou lesão benigna (falso-positivo). Conclusão:
O teste azul de toluidina a 1%, que é um procedimento simples e acessível a todos
oftalmologistas, auxilia no diagnóstico precoce e tratamento efetivo das neoplasias
de células escamosas da superfície ocular, uma vez que esse corante é utilizado
para delinear as bordas da lesão no intraoperatório e durante a avaliação pósoperatória na detecção precoce das recidivas.
TL 019
TL 020
ÂNGULO INTERORBITÁRIO E PROTRUSÃO OCULAR NOS EXORBITISMOS SINDRÔMICOS
PADRÕES RADIOLÓGICOS DE INFLAMAÇÃO ORBITÁRIA IDIOPÁTICA EM CRIANÇAS E ADULTOS
Sara Filipa Teixeira Ribeiro, Gherusa Helena Milbratz, Afra Raquel Bernardes,
Veridiana Puppio, Denny Garcia, Eric Arnaud, Patricia Mitiko Santello Akaishi,
Antonio Augusto Velasco e Cruz
Veridiana Puppio Querido, Afra Raquel Bernardes Rabelo da Silva, Gherusa
Helena Milbratz, Sara Filipa Teixeira Ribeiro, Patricia Mitiko Santello Akaishi,
Antonio Augusto Velasco e Cruz
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)
Objetivo: Quantificar a relação entre ângulo interorbitário (α) e o grau de protrusão
ocular (PO) em pacientes com faciocraniossinostoses. Método: Sujeitos: pacientes
com faciocraniossinostoses (31 com SC, 12 com SA e 8 com SP) e um grupo
controle, n=23. Para cada órbita, foram medidas a PO, definida, porcentualmente,
pela razão (A/B)*100, onde A é a porção do globo ocular acima da linha entre as
apófises zigomáticas e B é o diâmetro axial do globo. Além disso, mediu-se o α,
definido pelo valor em graus entre as paredes laterais das órbitas. Os dados de
PO direito e esquerdo foram comparados com teste t pareado. A análise de
variância unifatorial (ANOVA) + teste de Tukey foi usada para comparar os valores
entre diferentes grupos. A regressão linear foi empregada para o estabelecimento
da relação entre α e PO. Resultados: Não houve diferença significativa entre a
PO direita e esquerda (t=0,13; p=0,9). Dessa maneira, a análise entre a relação
PO e foi feita unicamente com os valores PO direito. A ANOVA revelou que nos
pacientes os valores médios (± desvio padrão, DP) do α (SC = 110,95° ± 11,33;
SA = 117,50 ± 9,31; SP = 120,14 ± 8,84 e da PO (SC = 88,11 ± 18,75; SA = 86,01
± 9,28; SP = 95,73 ± 10,75) foram significativamente maiores nos pacientes do
que nos controles (α = 84,84 ± 6,63; PO = 59,68 ± 6,55) sem diferença entre os
3 tipos de faciocraniossinostoses estudados (α F=52,24; p<0,00001; PO F=24,56;
p<0,00001). Há uma relação linear entre α (x) e a PO (y); (y = -17,91 + 0,93x,
r=0,807, p<0,001) Conclusões: As síndromes de faciocraniossinostoses apresentam graus semelhantes de protrusão ocular que depende linearmente da
magnitude do ângulo interorbitário.
Objetivo: Comparar por meio de exames de imagem (CT/RNM) o tipo de comprometimento orbitário dos pacientes com diagnóstico clínico e/ou histológico de
inflamação orbitária idiopática (IOI), atendidos no ambulatório de Oculoplástica
do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP. Método:
Análise retrospectiva de 29 prontuários e exames de imagem dos pacientes com
diagnóstico de inflamação orbitária idiopática, atendidos no serviço no período
de novembro de 1992 a março de 2010. A amostra foi composta por dois grupos:
adultos e crianças. O grupo dos adultos foi constituído por 18 pacientes (12
mulheres e 6 homens) com idades entre 21 e 60, (média=41) anos. O grupo das
crianças foi formado por 11 pacientes (6 femininos e 5 masculinos) com idades entre
1 e 15, (média=8) anos. Resultados: Foram identificados quatro padrões radiológicos: súpero-lateral, difuso, esclerotenonite e inferior. Não houve diferença significativa entre a associação padrão vs grupo (teste de Fischer). Nos dois grupos
o acometimento mais comum foi o súpero-lateral. Nessa categoria, em 96% dos
casos o processo estava centrado na glândula lacrimal estendendo-se para o
complexo superior em 55%, reto lateral em 38%. Conclusões: Os padrões
inflamatórios diagnosticados diferem dos citados na literatura internacional. A miosite
isolada, que é uma forma frequente em outros centros, não foi encontrada.
Acometimento apical puro também não foi evidenciado. O principal órgão de choque
foi a glândula lacrimal. O prosseguimento desse estudo com um número maior de
pacientes será necessário para elucidar a especificidade dos processos inflamatórios orbitários no nosso meio.
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TEMAS L IVRES
TL 021
TL 022
"TEA TREE OIL" NO TRATAMENTO DA BLEFARITE CRÔNICA
POR DEMODEX SP
TRATAMENTO DE DEMODEX FOLLICULORUM COM IVERMECTINA EM PACIENTES PORTADORES DE BLEFARITE CRÔNICA
Nahin Mohamad Ali Geha, Angelino Julio Cariello, Letícia Yamashita, Acácio
Alves de Souza Lima Filho, Maria Cecília Zorat Yu, Ana Luisa Hofling-Lima
Flavio Gaieta Holzchuh, Richard Yudi Hida, Marcos Bottene Villa Albers, Bernardo
K. Moscovici, Diego T. Q. Barbosa, Brenda B. Chiacchio, Ruth M. Santo, Newton
Kara-José, Nilo Holzchuh, Ricardo Holzchuh
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Avaliar a eficácia do uso tópico do "tea tree oil" (TTO - Melaleuca
alternifolia) no tratamento de blefarite crônica associada a Demodex sp. Método:
Pacientes com diagnóstico de blefarite crônica responderam questionário sintomático
e foram submetidos a exame oftalmológico. Três cílios com colaretes foram epilados
de cada pálpebra e examinados em microscópio. Os ácaros foram detectados e
quantificados com base em suas características morfológicas. Os pacientes com
Demodex foram randomizados em dois grupos: no grupo tratamento foi prescrito
diariamente higiene com xampu de TTO 0,25% e aplicação de pomada de TTO 5%,
além de solução oleosa de TTO 50% uma vez por semana. O grupo controle utilizou
a mesma posologia de produtos placebos formulados apenas com veículo. Após seis
semanas de tratamento, todos os indivíduos foram submetidos aos exames iniciais
de forma mascarada. Os sintomas e a quantidade de ácaros foram comparados em
ambos os grupos, utilizando o teste T. Resultados: Foram incluídos 75 pacientes.
A idade variou de 19 a 82 anos, com média de 52,9 ± 15,6 anos. A relação
masculino:feminino foi de 1:1.8. Demodex foi detectado em 47 (72,3%) pacientes.
Destes, 34 (52,3%) aceitaram participar do estudo. Foram alocados aleatoriamente 18 pacientes (36 olhos) para o grupo tratamento e 16 (32 olhos) para o grupo
controle. A média de ácaros por olho antes e depois do tratamento foi de 7,1 ± 1,2
e 2,5 ± 0,5 no grupo de tratamento (p<0,001) e de 5,3 ± 0,9 e 2,1 ± 0,4 no grupo
controle (p<0,001), respectivamente. A redução do número de ácaros após a
terapêutica foi de 4,5 ± 1,2 no grupo tratamento e 3,2 ± 0,8 no grupo controle
(p=0,19). Conclusões: Pacientes com blefarite crônica apresentaram alta prevalência
de Demodex sp. nos cílios. A higiene palpebral reduziu o número de ácaros em
pacientes com blefarite, porém não foi observado efeito adicional na redução dos
organismos com uso de TTO.
Objetivo: Avaliar a eficácia do tratamento com ivermectina em pacientes
portadores de blefarite crônica refratária, nos casos em que a presença do
Demodex folliculorum foi verificada. Método: Estudo prospectivo, experimental,
envolvendo 13 pacientes (26 olhos) com média etária de 50,4 ± 21,0 anos,
portadores de blefarite crônica. Foram incluídos pacientes com blefarite crônica,
refratária a tratamentos tópicos e sistêmicos; que apresentassem Demodex
folliculorum nos cílios. Todos os pacientes foram analisados 1 dia antes e 30 dias
depois do tratamento com ivermectina oral. Foram analisados: medida da altura do
menisco lacrimal, tempo de ruptura do filme lacrimal, quantificação da lesão da
superfície ocular com fluoresceína e rosa bengala, teste de Schirmer I e quantificação
do número absoluto de parasitas presentes na amostra dos cílios retirados. Os
pacientes foram tratados com 2 ciclos de ivermectina em esquema de terapia
antiparasitária na dosagem de 200 μg/kg em dose única via oral. O ciclo foi repetido
após um intervalo de sete dias. Resultados: Após o tratamento com ivermectina,
foi observada melhora da média da altura do menisco lacrimal (p=0,0397), do tempo
de ruptura do filme lacrimal (p=0,0018) e do teste de Schirmer I (p=0,0005). Foi
observada redução da média do número total de ácaros após o tratamento com
ivermectina (p=0,0006) e da média do número de ácaros encontrados na pálpebra
inferior (p<0,0001). Conclusões: A ivermectina mostrou-se uma ferramenta
terapêutica útil para a redução do Demodex folliculorum nos cílios dos pacientes
com blefarite crônica refratária. Após o tratamento com ivermectina e diminuição
dos parasitas, houve melhora significante da altura do menisco lacrimal, do tempo
de ruptura do filme lacrimal e do teste de Schirmer I.
TL 023
TL 024
ABERRAÇÕES ÓPTICAS DE ALTA ORDEM EM PACIENTES COM
DISTONIAS FACIAIS
AVALIAÇÃO DE PTOSE DE SUPERCÍLIO NO PÓS-OPERATÓRIO
DE CIRURGIA DE BLEFAROPLASTIA SUPERIOR UTILIZANDO
MEDIDAS ANGULARES
Mariann Midori Yabiku, Juliana Sartori, Eduardo Pantaleão Sarraf, Angelino Julio
Carriello, Sidarta K. Hossaka, Carolina P. Isolane, Tammy Hentona Osaki Osaki,
Paulo Schor, Midori Hentona Osaki, Ana Luisa Hofling-Lima
Rodrigo Bueno do Prado, Silvana Artioli Schellini, Délio Evangelista da Silva
Junior, Carlos Roberto Padovani
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu (SP)
Objetivo: Avaliar a influência da toxina botulínica tipo A nas aberrações ópticas
de alta ordem em pacientes com distonias faciais. Métodos: Pacientes com
diagnóstico clínico de espasmo hemifacial (EH) ou blefaroespasmo essencial (BE)
em atividade foram incluídos neste estudo. Todos os pacientes foram submetidos
à biomicroscopia e à análise de frente de ondas, através do aberrômetro Alcon
LADARvision®, após dilatação pupilar. A seguir, foram submetidos a injeções
subcutâneas de toxina botulínica tipo A nas áreas afetadas, realizadas pelo
mesmo oftalmologista. Após um mês, a análise de frente de ondas foi repetida da
mesma forma, pelo mesmo oftalmologista. O principal desfecho analisado foi
mudanças nas aberrações de alta ordem após o tratamento. O teste T pareado
foi utilizado para comparar os valores de cada aberração de alta ordem pré e póstratamento. Resultados: Foram incluídos no estudo um total de 11 pacientes, 6
com BE (54,5%) e 5 com EH (45,5%). Os olhos contralaterais dos pacientes com
EH foram excluídos, totalizando 17 olhos com espasmo. A idade dos pacientes
variou de 50 a 72 anos, sendo a média de 65,9 ± 8,2 anos. Oito pacientes eram do
sexo feminino (72,7%) e 3 (27,3%), sendo a relação masculino:feminino de 1:2,6.
A média do RMS (Root Mean Square) das aberrações de alta ordem foi 0,68 antes
e 0,63 após um mês do tratamento (p=0,011). Antes do tratamento, a média da
aberração esférica foi 0,23 e diminuiu para 0,17 um mês após (p=0,014). Não houve
diferenças estatisticamente significantes nos demais tipos de aberrações de alta
ordem após o tratamento (p>0,05). Antes do tratamento, as médias das aberrações
do tipo defocus, astigmatismo e coma foram, respectivamente, 2,7; 0,8 e 0,44. Após
um mês do tratamento, esses valores foram respectivamente, 2,6; 0,77 e 0,45.
Conclusão: O tratamento com toxina botulínica A pode ser capaz de diminuir as
aberrações esféricas em pacientes com distonias faciais.
Objetivo: É sabido que ocorrem diferenças na posição do supercílio de acordo
com a idade, sexo e raça. Este estudo tem por finalidade analisar se a blefaroplastia
superior também contribuiria para alterar a posição do supercílio, induzindo ptose
do mesmo. Método: O estudo foi realizado com 45 pacientes (90 supercílios)
submetidos à cirurgia de blefaroplastia superior no período de 01/01 a 31/12/2007
no serviço de oftalmologia da Unesp-Botucatu, que possuíam duas fotografias
digitais, uma antes e outra no período entre 3 e 4 meses de pós-operatório. As
imagens foram analisadas retrospectivamente no softwear ImageJ, através de 6
medidas angulares de cada olho tomando como referências anatômicas o ponto
mais distal do supercílio, ponto mais proximal do supercílio, canto nasal do olho
e canto temporal do olho. A cauda do supercílio é analisada pelos ângulos ACN,
ACT e AVC, já a cabeça do supercílio pelos ângulos APN, APT e AVP. Há ptose
de supercílio se os ângulos ACN e APT diminuírem ou se os ACT, AVC, APN e
AVP aumentarem. A diferença na medida dos ângulos pré e pós-operatório foi
analisada estatisticamente utilizando o teste Kruskal-Wallis. Ptose palpebral,
cirurgia combinada ou cirurgia prévia local foram fatores de exclusão. Resultados:
Dos pacientes analisados, 82% eram do sexo feminino e a média de idade foi de
60,5 anos. O ângulo ACN apresentou média pré de 15,9 e pós-operatória de 13,5
(p<0,001). O ângulo ACT teve média 143,4 no pré e 148,3 no pós-operatório com
p<0,001, AVC teve média de 74,1 (pré) e 78,3 (pós) com p<0,001, APN teve média
de 81,4 no pré e pós-operatório com p=0,891, AVP teve média de 13,4 no pré e
13,5 no pós-operatório com p=0,241, APT com média de 29,4 no pré e 28,4 no
pós-operatório com p<0,05. Conclusões: Foram observadas alterações na média
de todos os ângulos que analisaram a cauda do supercílio, sugestivas de ptose
da mesma pós-blefaroplastia superior.
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TEMAS L IVRES
TL 025
TL 026
COMPARAÇÃO ENTRE DUAS APRESENTAÇÕES DE TOXINA
BOTULÍNICA TIPO A PARA O TRATAMENTO DE DISTONIAS
FACIAIS
AMBLIOPIA EM ESCOLARES DA 1ª SÉRIE DA REDE PÚBLICA
DA CIDADE DE SÃO PAULO
Juliana de Filippi Sartori, Angelino Julio Cariello, Mariann Midori Yabiku, Eduardo
P. Sarraff, Sidarta K. Hossaka, Carolina Isolani Pereira, Tammy Hentona Osaki,
Midori Hentona Osaki, Ana Luisa Hofling-Lima
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Liliane de Morais Junqueira, Célia Regina Nakanami, Adriana Berezovsky,
Mônica Fialho Cronemberger, Nívea Nunes Cavascan, Denise de Freitas,
Rubens Belfort Jr., Solange Rios Salomão
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Comparar duas apresentações de toxina botulínica tipo A no tratamento
de distonias faciais. Método: Pacientes portadores de blefaroespasmo essencial
(BE) e espasmo hemifacial (EH) em atividade foram submetidos a exame oftalmológico
e responderam ao questionário CDQ-2 sobre qualidade de vida. Os pacientes
com BE foram tratados com Prosigne® em uma hemiface e Dysport® na outra e
os pacientes com EH foram randomicamente tratados com uma dessas duas
apresentações. Todos os pacientes foram reexaminados e responderam ao mesmo
questionário no primeiro e terceiro mês após aplicação da toxina. O teste t pareado
foi utilizado para comparação dos dados pré e pós-tratamento. Resultados: Vinte
e quatro pacientes foram incluídos no estudo, 16 (66,7%) com BE e 8 (33,3%)
com EH. Idade média de 66,7 ± 15,1 anos. Relação masculino:feminino de 1:3,8.
Todos apresentaram melhora dos sinais e sintomas após o tratamento e não foi
observada diferença no efeito do tratamento entre ambas as drogas. A pontuação
do questionário CDQ-2 antes e depois do tratamento foi de 56,7 ± 11,5 e 10,8 ±
3,1, respectivamente (p<0,001). Dois pacientes com BE apresentam ptose palpebral
unilateral, um no lado tratado com Prosigne® e o outro no lado com Dysport®. Um
paciente com BE tratado com Prosigne® desenvolveu reação alérgica. As complicações se resolveram espontaneamente. O escore médio da escala analógica
de melhora foi de 8,9 ± 1,1 nos pacientes com EH e 8,8 ± 0,9 nos pacientes BE
(p=0,45). Conclusões: O tratamento com as duas drogas levou a melhora
significativa dos sinais e sintomas das distonias faciais com melhora da qualidade
de vida. Neste estudo o risco de desenvolver ptose foi semelhante entre as drogas.
Prosigne® apresentou maior risco de reação alérgica. Não houve diferença na eficácia
entre as duas drogas.
Objetivo: Investigar a ocorrência de ambliopia em escolares da primeira série
do ensino fundamental da rede pública na zona Leste de São Paulo, através do
Programa Visão do Futuro. Método: Testes de acuidade visual e de inspeção
externa foram realizados nas escolas por professores treinados. Os critérios para
encaminhamento para exame oftalmológico foram: acuidade visual <0,7 em 1 ou
ambos os olhos, diferença interocular de acuidade de 2 linhas ou mais na tabela
impressa do “E” de Snellen, estrabismo manifesto, óculos quebrados. No mutirão
foi realizado exame oftalmológico que incluiu: AV com tabela retroiluminada
logMAR do “E”, motilidade ocular, biomicroscopia. Crianças com AV apresentada
de 20/32 ou pior em um ou ambos os olhos fizeram exame de refração sob
cicloplegia e de fundoscopia. Ambliopia foi considerada como uma diferença
interocular de AV com a melhor correção óptica ≥0,2 logMAR ou AV ≤0,4 logMAR
bilateralmente com melhor correção. Estes casos foram encaminhados para o
ambulatório de Estrabismo da UNIFESP para acompanhamento. Resultados: No
Projeto foram avaliados 3.954 escolares. Foram encaminhados ao ambulatório de
Estrabismo da UNIFESP 237. Até o momento 126 pacientes foram reavaliados,
dos quais 99 apresentaram ambliopia, 22 apresentaram apenas estrabismo e 5
apresentaram outras causas de baixa acuidade visual. A ambliopia anisometrópica
estava presente em 63 pacientes, a estrabísmica em 18, a ametrópica em 17 e a de
privação em 1 paciente. Onze pacientes encaminhados como amblíopes apresentaram melhora da acuidade visual apenas com o uso dos óculos. Conclusões: A
suspeita de ambliopia e/ou estrabismo ocorreu em 6% dos escolares que tiveram
avaliação oftalmológica nos mutirões. Os resultados obtidos reforçam a importância de programas para detecção, prevenção e tratamento de alterações oculares
em escolares.
TL 027
TL 028
CIRURGIA DE CATARATA: CUSTOS PARA OS PACIENTES NO
PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO
REDUÇÃO DA ESPESSURA DO COMPLEXO DE CÉLULAS GANGLIONARES MACULAR EM PACIENTES DIABÉTICOS SEM
RETINOPATIA
Newton Kara José Júnior, Rodrigo França de Espíndola, Marcony Rodrigues de
Santhiago, Tais Renata Ribeiro Parede, Marcos Marcondes, Paula Mourad,
Regina Carvalho, Newton Kara-José
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Avaliar os custos financeiros dos pacientes submetidos à cirurgia
de catarata durante o período pós-operatório, no sistema público de saúde de um
país em desenvolvimento. Método: Trata-se de um estudo prospectivo, randomizado,
realizado no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Os indivíduos foram
randomizados para cirurgia de catarata pelas técnicas de facoemulsificação (FACO)
e de extração extracapsular (FEC). As despesas financeiras no período pósoperatório relacionadas às visitas hospitalares (transporte, alimentação e gastos com
acompanhantes) e com a aquisição de lentes corretivas foram analisadas.
Resultados: Foram analisados 205 pacientes, destes, 101 (49%) foram submetidos à FACO. A idade média do grupo da FACO foi de 68,3 ± 9 anos e de 69,1 ± 8,5
anos no outro grupo (P=0,07). A média de óculos prescritos no grupo da FACO
foi de 1,56 e de 1,64 do grupo da FEC. A despesa total média com óculos após
6 meses da cirurgia foi US$ 144,00 no grupo da FACO e de US$ 152,82 no outro
grupo (P=0,35). Os custos totais para os pacientes e acompanhantes durante o
período pós-operatório (óculos, transporte e alimentação) foram US$ 16,74 mais
elevado no grupo da FEC (P=0,10). Conclusões: A FACO em países em
desenvolvimento parece gerar menores custos para os pacientes no pósoperatório, em comparação a FEC. O benefício econômico com aquela técnica
representou 18,24% do salário mínimo brasileiro, no momento do estudo. Considerando a população desta pesquisa, semelhante à de outros países em desenvolvimento, esse benefício pode ser significativo.
Verônica Franco de Castro Lima, Tiago dos Santos Prata, Angelica Pacheco,
Marcelo Dimantas, Jae M. Lee, Marcelo Hosoume
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP) / Hospital
Oftalmológico Medicina dos Olhos - Osasco (SP)
Objetivo: Os novos tomógrafos de coerência óptica de domínio espectral (SDOCT) possuem alta resolução e por isso possibilitam a identificação e segmentação
das diferentes camadas retinianas. Neste estudo, usando o SD-OCT, comparamos
a espessura do complexo de células ganglionares (CCG) de pacientes diabéticos sem
retinopatia com indivíduos normais. Método: Foram incluídos prospectivamente
pacientes diabéticos tipo 2 sem sinais de retinopatia e indivíduos normais, entre
40 e 80 anos de idade. Após exame oftalmológico detalhado, aqueles com qualquer
outra doença sistêmica ou ocular foram excluídos. Todos os pacientes foram
submetidos a avaliação da espessura do CCG com SD-OCT (scan macular de 7x7
mm; RTVue, Optovue Inc.). Este complexo é composto pela camada de fibras
nervosas, camada de células ganglionares e camada plexiforme interna. Quando
ambos os olhos eram elegíveis, um era aleatoriamente selecionado. Resultados:
Um total de 31 pacientes diabéticos sem retinopatia (idade média: 53,6 ± 12,3 anos)
e 25 indivíduos normais (idade média: 59,2 ± 11,5 anos) foram incluídos. Não foram
encontradas diferenças entre os grupos em relação a idade, área do disco óptico
e relação escavação/disco (p>0,18). A espessura média do CCG foi significativamente menor nos pacientes diabéticos quando comparada ao grupo controle
(91,6 vs 98,2 µm; p=0,04). A análise regional revelou a região macular superior
como principal responsável pela diferença entre os grupos (p=0,04). Finalmente,
em 75% dos olhos diabéticos classificados como anormais (p<1%) pelo software do
aparelho, a área justafoveal foi a região afetada. Conclusões: Pacientes
diabéticos sem retinopatia apresentam redução da espessura do CCG macular
quando comparados a indivíduos normais, principalmente na região justafoveal. Estes
resultados sugerem as alterações nas camadas retinianas internas como um
achado precoce da retinopatia diabética.
TEMAS LIVRES
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TEMAS L IVRES
TL 029
TL 030
ALTERAÇÕES MACULARES APÓS CIRURGIA NÃO COMPLICADA DE FACOEMULSIFICAÇÃO COM IMPLANTE DE LIO ATRAVÉS DE OCT SPECTRAL DOMAIN
PROTOCOLO EXPERIMENTAL PARA QUANTIFICAR A TRAÇÃO
APLICADA NA RETINA PELAS PONTEIRAS DE VITRECTOMIA
Luciana Freitas Lemos de Oliveira, Emerson Fernandes de Sousa e Castro,
Akyioshi Oshima, André Chang Chou
Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo - São Paulo (SP)
Objetivo: Avaliar os efeitos na mácula da cirurgia de facoemulsificação com
implante de lente intraocular de câmara posterior através de tomografia de coerência
óptica spectral domain. Método: Foram incluídos no estudo 20 olhos de 19
pacientes que não apresentavam doença sistêmica ou oftalmológica e que foram
submetidos a cirurgia não complicada de facoemulsificação com implante de lente
intraocular no período de setembro e outubro de 2009, pelo mesmo cirurgião, no
Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo. No período pós-operatório,
foram administrados colírio de moxifloxacino com dexametasona 2/2 h por uma
semana, seguido de dexametasona colírio em esquema de regressão por cerca
de um mês. Exame oftalmológico completo e tomografia de coerência óptica (OCT)
foram realizados no pré-operatório imediato, além de uma semana e um mês após
a cirurgia. As medidas obtidas nos exames de OCT foram analisadas estatisticamente
através de análises de variâncias com medidas repetidas, seguidas de comparações
múltiplas de Bonferroni; para a inflamação foram realizados o teste de Friedman
e comparações múltiplas não paramétricas repetidas. Resultados: Houve aumento
(p<0,05) da espessura macular central e de todos os quadrantes pesquisados a
partir de uma semana de pós-operatório. A acuidade visual (AV), o volume macular
e a inflamação alteram-se (p<0,05) em todos os períodos avaliados. A AV não se
correlaciona positivamente e a inflamação não se correlaciona (p>0,05) com a
espessura central e com o volume macular. Conclusões: Edema macular desenvolve-se mesmo após cirurgia de catarata não complicada em pacientes não
predispostos. O OCT parece ser o melhor método para detecção dessa condição,
com várias vantagens sobre a angiofluoresceinografia. Estudos com maior tempo são
necessários para determinar as consequências a longo prazo do edema macular
subclínico.
Anderson Gustavo Teixeira Pinto, Lawrence Chong, Naoki Matsuoka, Luis
Arana, Jaw-Chyng Lue, Matthew Mccormick, Prashant Bradhi, Ralph Kerns,
Rubens Belfort Jr, Mark Humayun
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP) / Doheny Eye
Institute - Los Angeles - California (EUA)
Objetivo: Desenvolver um novo método de quantificar a tração vitrea aplicada na
retina durante a vitrectomia. Método: Olhos de suínos frescos com menos de 12 horas
após a morte foram mantidos a temperatura de 4ºC. Após a remoção e dissecção de
todas as estruturas extraoculares, a esclera foi trepanada a cerca de 4 mm do limbo.
A córnea, íris e cristalino foram então removidas em bloco. O olho foi posicionado
em um suporte especialmente desenvolvido que posicionava a área de trepanação
para a região mais inferior do globo ocular. Na região superior do olho (180 graus da
trepanação) foi removida uma área de 1- x 1-cm que consistia em esclera, coróide
e retina. A coróide e as camadas da retina (expostas pela trepanação escleral) foram
transfixadas com um gancho feito com um fio de aço de 0,15 mm e sua parte distal
fixada em uma balança de precisão. Electroforce® 3100 e o software “Dynamic
Mechanical Analysis” foram usados para quantificar a força vitreorretiniana aplicada
na retina durante a vitrectomia. O resultado foi analisado através da aspiração (vácuo),
CPM e distância (3 mm e 5 mm) e comparados estatisticamente. Resultados: Os
resultados dos olhos com vitreo indicam que tração retiniana aumenta com o aumento
do vácuo (7,9 dinas a cada 100 mmHg aumentado - p<0,05) e com a proximidade da
ponteira (2,17 dinas - p<0,05); e diminui com o aumento a velocidade de corte (2,51
dinas para cada 500 cpm aumentado - p<0,05). Em todos os olhos preenchidos com
água a tração não foi observada. Conclusões: O presente estudo estabelece uma
nova técnica de quantificar a tração vitreorretiniana durante a vitrectomia e demonstra
que os efeitos da aspiração, distância da ponteira da retina e velocidade de corte são
fatores cruciais para criar forças tracionais na retina pelas ponteiras de vitrectomia.
TL 031
TL 032
AVALIAÇÃO DA SENSIBILIDADE AO CONTRASTE NO TRATAMENTO DO EDEMA MACULAR DIABÉTICO - ESTUDO PILOTO
ENSAIO CLÍNICO ALEATORIZADO DA CRIOTERAPIA INTRAOPERATÓRIO VERSUS FOTOCOAGULAÇÃO A LASER PARA
RETINOPEXIA
Augusto Alves Lopes da Motta, Rony Carlos Preti, Lisa Mariel Vasquez, Maria
Tereza Brizzi Chizzotti Bonanomi, Andre Carvalho de Barros, Daniel Araujo Ferraz,
Walter Yukihiko Takahashi
Heitor Panetta, Carlos Eduardo Leite Arieta, Iuuki Takasaka, Mauricio Abujamra
Nascimento, Rodrigo Lira, Roberto Caldato
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)
Objetivo: Avaliar a sensibilidade ao contraste a partir do teste de Pelli-Robson
em olhos com edema macular diabético tratados com injeção intravítrea (IV) de
bevacizumabe e controle glicêmico. Método: Estudo prospectivo, comparativo,
randomizado. Onze olhos de 8 pacientes com diabetes mellitus (DM) tipo II com
hemoglobina glicada (HbA1c) menor que 10% e sem tratamento nos últimos 3
meses foram randomizados (1:1) em 2 grupos. Ambos os grupos foram submetidos
a um controle glicêmico rigoroso. Grupo 1 (4 olhos) forma tratados com IVbevacizumabe (1,25 mg) na semana 0,6,12 e 18. No grupo 2 (7 olhos) receberam
simulação de IV-bevacizumabe na semana 0 e 6; e IV-bevacizumabe na semana
12 e 18. Este estudo piloto mostra 12 semanas de seguimento (antes da terceira
injeção) comparando duas IV-bevacizumabe com duas simulações de IVbevacizumabe. Os dados foram analisados pelo teste de Mann-Whitney. Resultados: A média da acuidade visual (AV), OCT e sensibilidade ao contraste (SC)
para os grupos 1 e 2 no baseline foram respectivamente: 0,715 logMAR +/- 0,264
e 0,700 logMAR +/- 0,160 (p=0,63); 506,75 µ +/- 87,67 e 579,85 µ +/- 235 (p=0,85);
1,087 logCS +/- 0,18 e 1,05 logCS +/- 0,35 (p=1,0). A média da AV, OCT e SC para
os grupos 1 e 2 na semana 12 foram respectivamente 0,645 logMAR +/- 0,281 e
0,637 logMAR +/- 0,189 (p=0,92); 458,25 µ +/- 78,47 e 513,28 µ +/- 132 (p=0,85);
1,162 logCS +/- 0,332 e 0,942 log CS +/- 0,296. (p=0,69). A média da HbA1c no
baseline e 12 semanas foram 8,33% (8,2 to 9,1) e 8,1% (6,9 to 8,7) no grupo 1
e; 8,93% (7,7 to 10,3) e 7,79% (7,0 to 8,1) no baseline e 12 semanas respectivamente
para o grupo 2. Conclusões: Conciderando a AV, SC e espessura macular (OCT),
2 injeções consecutivas de bevacizumabe e rígido controle metabólico foram
semelhantes a 2 simulações de bevacizumabe intravítreo e rígido controle metabólico,
para edema macular acima de 400 µ.
Objetivo: Comparar o sucesso anatômico e os resultados da acuidade visual
em pacientes com descolamento de retina regmatogênico que foram submetidos
à cirurgia de introflexão escleral com retinopexia através de crioterapia intraoperatório
(criopexia) versus retinopexia por fotocoagulação a laser (laserpexia) pósoperatória (um mês após). Método: Oitenta e seis pacientes com descolamento de
retina regmatogênico agendados para cirurgia de introflexão escleral foram aleatoriamente distribuídos entre os grupos da criopexia ou laserpexia. O procedimento
cirúrgico foi drenagem do fluido sub-retiniano e introflexão escleral através de fixação
de segmento de pneu de silicone. O desfecho principal foi sucesso anatômico na
primeira semana pós-operatória. Os desfechos secundários incluíram sucesso
anatômico tardio (1 e 6 meses), acuidade visual corrigida (logMAR, 1 e 6 meses),
taxa de reoperação e frequência de complicações pós-operatórias. Resultados:
Taxas de sucesso anatômico com 1 semana, 1 mês e 6 meses foram semelhantes
nos 2 grupos, respectivamente, 93%, 100% e 100% no grupo criopexia e 95,3%,
100% e 100% no laserpexia. Frequência de complicações pós-operatórias nos grupos
criopexia e laserpexia foi semelhante, sendo respectivamente: hifema (1 X 0),
diplopia transitória (2 X 1), pucker macular (2 X 1) e hipertensão ocular transitória
(3 X 2); a exceção ficou por conta de edema palpebral, que foi estatisticamente mais
frequente no grupo criopexia (8 X 1). A acuidade visual média (logMAR) pós-operatória,
no grupo criopexia e no laserpexia foi respectivamente, 0,69 e 0,46 - 1 mês e 0,27
e 0,26 - 6 meses. Conclusões: As duas técnicas de retinopexia mostraram
expressivo sucesso anatômico e funcional. A opção de laserpexia oferece recuperação da acuidade visual mais rápida e com menos complicações pós-operatórias
do que a crioterapia, mas requer uma segunda intervenção.
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TL 033
TL 034
INVESTIGAÇÃO EXPERIMENTAL DE AGULHAS E SERINGAS,
TÉCNICAS DE INJEÇÃO INTRAVÍTREA E DISTRIBUIÇÃO DE
DROGA NO VÍTREO
NEOVASCULARIZAÇÃO RETINIANA INDUZIDA POR INJEÇÕES
INTRAVÍTREAS DE VEGF165: MODELO EXPERIMENTAL EM
COELHOS
Eduardo Buchele Rodrigues, Milton Moraes Jr., Vinicius Stefano, Eduardo Dib,
Diego Verginassi, Mauricio Maia, Michel Farah
Luis Augusto Arana, Andeson Teixeira Pinto, Sabina Barbosa, Daniel Barbosa,
Ana Moreira, Mark Humayun
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Doheny Eye Institute - USC Los Angeles (EUA) / Hospital de Olhos do Paraná Curitiba (PR)
Objetivo: A injeção intravítrea (IVT) é utilizada no tratamento de várias doenças
da retina, podendo causar efeitos colaterais. O objetivo do presente estudo foi
avaliar as técnicas e materiais utilizados durante o procedimento de injeção
intravítrea. Método: A ultraestrutura de agulhas de uso foi analisada por microscopia
eletrônica de varredura e foram comparadas usando critérios diferentes, tais como
as irregularidades e os restos do processo de lubrificação. A incisão escleral foi
também avaliada em globos oculares enucleados suínos, utilizando agulhas de
diferentes marcas e tamanhos. Erros na administração de drogas foram estudados
através da comparação do peso do volume residual e volume administrado e
também pela análise do refluxo após a injeção. Distribuição de drogas foi obtida
após injeção intravítrea de corante após 1, 6 e 24 horas. Resultados: A análise
ultraestrutural mostrou que todas as agulhas tinham diferentes tipos de irregularidades, como um padrão estriado na agulha Terumo. Algumas fotografias
mostraram os restos do processo de lubrificação, especialmente em agulhas BD.
Análise da incisão escleral mostrou uma tendência de reduzir o dano ocular com
bizel crescente. A investigação de erros de entrega mostrou que quase todas as
agulhas subestimaram o volume injetado, e que o refluxo pode ser minimizado pelo
túnel escleral durante injeções com agulhas finas. Conclusões: Agulhas mostraram várias irregularidades em sua estrutura, que pode interferir com a manobra
de entrada escleral, a incidência de reações inflamatórias pós-operatórias e
resultados da injeção. A análise da incisão escleral mostrou que quanto maior o
gauge da agulha, menor dano escleral e o risco de complicações. Além disso, a
investigação de erros na administração de medicamento indicou resultados
variáveis, o que poderia ser uma das causas de algumas tentativas frustradas
de tratamento com injeção intravítrea.
Objetivo: A criação de um modelo experimental em coelhos com a aplicação intravítrea
do VEGF165 (a principal isoforma da neovascularização ocular) para a criação
de um modelo de neovascularização retiniana. Método: Este estudo foi aprovado
pelo Instituto de proteção dos animais e pelo comitê de pesquisa da Universidade
do Sul da Califórnia (IACUC). Para o grupo controle foram utilizados 3 coelhos
submetidos à injeção de 0,1 ml de BSS, para o grupo II (n=6) foi aplicado uma dose
10 μg de VEGF no dia zero (VEGF165 recombinante humano, Sigma-Aldrich, St.
Louis, MO, USA). Já o grupo III (n=3) recebeu duas doses de VEGF (dia zero e
sete). Todos os animais foram submetidos à lâmpada de fenda, angiografia fluorescente
(AF) e tomografia de coerência óptica (OCT) no dia 0, 3, 7, 14, 21 e 28. Um animal
de cada grupo foi sacrificado no 14º dia enquanto o restante no último dia de
acompanhamento para estudo histológico da retina. Resultados: Os grupos
submetidos à injeção intravítrea de VEGF apresentaram inúmeras alterações
retinográficas, angiográficas e tomográficas. Os achados angiográficos mostram
aumento da permeabilidade vascular na retina e íris já no terceiro dia após a
aplicação do VEGF tanto no grupo II quanto no grupo III. No grupo II ao sétimo
dia detectou-se o máximo da atividade inflamatória e angiogênica do VEGF na
retina com a formação de um tecido neovascular. Os exames angiográficos do
grupo III mostraram um crescente efeito inflamatório (exsudação) e neovascular
que permaneceram até o 14º dia. Para o OCT existe uma diferença estatística
significativa ao comparar a média do edema retiniano do grupo controle com o grupo
II e III no sétimo dia, respectivamente p<0,001, p<0,001. No histopatológico do grupo
II detectou-se um aumento do diâmetro e do número de vasos no 28º dia, já no grupo
III observou-se uma tração do tecido neovascular com DR tracional. Conclusões:
Um modelo eficiente, sustentável, confiável, reprodutível, com seguimento detalhado da AF e OCT foi demonstrado.
TL 035
TL 036
AVALIAÇÃO DA INTEGRIDADE DOS FOTORRECEPTORES MACULARES EM PACIENTES COM DOENÇA DE VOGT-KOYANAGIHARADA, ESTÁGIO TARDIO
CARACTERIZAÇÃO ELETRORRETINOGRÁFICA PANRETINIANA E MACULAR DOS OLHOS DE PACIENTES COM DOENÇA DE
VOGT-KOYANAGI-HARADA
Felipe Theodoro Bezerra Gaspar Carvalho da Silva, Rogerio Alves Costa, Maria
Kiyoko Oyamada, Walter Yukihiko Takahashi, Carlos Eduardo Hirata, Edilberto
Olivalves, Joyce Hisae Yamamoto
Joyce Hisae Yamamoto, Felipe Theodoro da Silva, Carlos Eduardo Hirata,
Edilberto Olivalves, Maria Kyioko Oyamada
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Analisar os achados obtidos com o eletrorretinograma de campo total
(ERGct) e com o eletrorretinograma multifocal (ERGmf) em pacientes com doença
de Vogt-Koyanagi-Harada (doença de VKH) estágio tardio (> 6 meses após o início
da doença) e correlacioná-los com achados fundoscópicos panretinianos,
maculares e acuidade visual em logMAR (AV). Método: Estudo transversal e
prospectivo incluindo 52 olhos de 29 pacientes com doença de VKH, estágio tardio.
Os resultados do ERGct e ERGmf foram correlacionados com a AV e respectivamente achados fundoscópicos panretinianos e maculares. Parâmetros
eletrorretinográficos foram analisados para identificar depressão seletiva em
casos de maior gravidade assim avaliar concordância (ERGct vs. ERGmf).
Resultados: Grupos estratificados segundo achados do ERGct não diferiram em
termos de acuidadade visual (AV leve=0,025 vs. AV grave=0,05; p=0,613)
enquanto grupos divididos por achados do ERGmf o fizeram (AV leve=0,0 vs. AV
grave=0,2; p<0,001). Achados fundoscópicos panretinianos e maculares demonstraram diferentes graus de concordância com seus correlatos (K=0,68 para
avaliação panretiniana vs. ERGct e K=0,54 para avaliação macular vs. ERGmf).
A amplitude das ondas a escotópicas apresentaram depressão seletiva no ERGct
(p<0.05), evento este não constatado em relação aos parâmetros e segmentos
do ERGmf (p>0,05). Estratificação eletrorretinográfica com ERGct e ERGmf
apresentaram correlação fraca entre si (K=0,056). Conclusões: Achados do
ERGct e ERGmf diferem em termos de correlação com AV e estratégias de
avaliação fundoscópica. As análises com o ERGct e ERGmf tem correlação fraca,
por contemplarem diferentes aspectos da função retiniana. A depressão seletiva
das ondas a escotópicas no ERGct pode ser útil para monitorização. Apoio: Auxílio
Fapesp 07/57155-5 / Bolsa Fapesp 07/57154-9.
Objetivo: Propor estratégias para a avaliação da integridade morfológica e
funcional dos fotorreceptores maculares e correlacioná-las com acuidade visual
em olhos de pacientes com doença de Vogt-Koyanagi-Harada (doença de VKH),
estágio tardio (> 6 meses após o início da doença). Método: Estudo prospectivo,
transversal com 29 pacientes (52 olhos). A integridade morfológica da junção entre
os segmentos externo e interno dos fotoreceptores (IS/OS) foi avaliada com o
tomógrafo de coerência óptica de alta resolução; a função macular foi avaliada com
a combinação das amplitudes das ondas N1 e P1 do eletrorretinograma multifocal.
Achados morfológicos e funcionais foram correlacionados com a acuidade visual
corrigida em escala logMAR (AV). Resultados: Constatamos IS/OS macular
“íntegra” (>75% da extensão preservada ao longo dos eixos horizontal e vertical)
em 59% (IS/OS+, 22/37) e “alterada” (<75%) em 41% dos olhos (IS/OS-, 15/37).
Os grupos subdivididos de acordo com achados do OCT espectral diferiram em
relação à acuidade visual (AV IS/OS+ = 0,0 [20/20] versus AV IS/OS- = 0,7 [20/100];
p<0,001). Quanto aos resultados do ERGmf, os olhos foram subdivididos em
grupos “leve” (20/52 olhos; 38,5%) e “grave” (32/52 olhos; 61,5%) aplicando a
estratégia de “cluster” ao resultado das amplitudes segmentares das ondas N1
e P1 da mácula somadas. Os dois grupos estratificados com o ERGmf diferiram
quanto à AV (AV “leve” = 0,0 [20/20] versus AV “grave” = 0,2 [20/32]; p<0,001).
Conclusões: A integridade dos fotorreceptores avaliada de acordo com as
estratégias propostas correlacionam-se com a acuidade visual em pacientes com
doença de VKH, estágio tardio. A estratégia funcional apresenta maior sensibilidade por ser mais abrangente e quantitativa. Apoio: Auxílio Fapesp 07/57155-5
/ Bolsa Fapesp 07/57154-9.
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
TEMAS LIVRES
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DE
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TEMAS L IVRES
TL 037
TL 038
COMUNICAÇÃO ENTRE TOXOPLASMA GONDII E SEU HOSPEDEIRO: IMPACTO DO GENÓTIPO DO PARASITA NA RESPOSTA
INFLAMATÓRIA
PERFIL DA AVALIAÇÃO COMPORTAMENTAL DO PROCESSAMENTO AUDITIVO EM CRIANÇAS COM BAIXA VISÃO
Cynthia Azeredo Cordeiro, Jeroen Saeij, Fernando Orefice, Lucy Young
Hospital São Geraldo - Belo Horizonte (MG)
Massachusetts Eye and Ear Infirmary - Boston - MA - USA / Massachusetts Institute
of Technology - Cambridge - MA - USA
Objetivo: Descrever os achados da avaliação comportamental do processamento auditivo em crianças com baixa visão atendidas no Serviço de Visão Subnormal
do Hospital São Geraldo - anexo Hospital das Clínicas da UFMG, bem como
correlacionar esses achados auditivos com a classificação do grau de comprometimento visual. Método: Relato de caso de 10 crianças com baixa visão (6 do sexo
masculino e 4 do feminino), com idade variando de 7 a 15 anos, atendidos no Serviço
de Visão Subnormal do Hospital São Geraldo. Considerou-se a avaliação
oftalmológica da medida da acuidade visual corrigida para longe do melhor olho
e a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados
com a Saúde (CID-10) para o grau de comprometimento visual. Posteriormente, os
pacientes foram ao Setor de Audiologia do Hospital para avaliação comportamental
do processamento auditivo, sendo (1) Avaliação Simplificada do Processamento
Auditivo, (2) Testes padronizados em cabina acústica: fala com ruído e teste
padrão de duração. Para análise dessa avaliação estabeleceu-se uma classificação de desempenho por teste e geral. Foi feita a correlação dos resultados
encontrados nas avaliações auditivas com o grau de comprometimento visual
encontrados nos pacientes de baixa visão. Neste estudo são apresentados os
primeiros resultados de um estudo em andamento, aprovado pelo Comitê de Ética
da UFMG sob o número 117/09. Resultados: As crianças com baixa visão
apresentaram bom desempenho funcional do sistema auditivo quando consideramos habilidades auditivas de localização, organização temporal, memória e
atenção seletiva. Conclusões: As crianças com baixa visão apresentaram bom
desempenho funcional do sistema auditivo. Não foi possível correlacionar a
avaliação comportamental do processamento auditivo com grau de comprometimento visual devido a pouca variação do grau de comprometimento visual
intersujeitos e o número reduzido da amostra.
Objetivo: O Toxoplasma gondii, responsável pela toxoplasmose ocular, apresenta 11 diferentes haplótipos. Neste estudo, observamos a ativação dos fatores de
transcrição STAT-6 e NF-κB após a infecção de fibroblastos humanos pelos diferentes
haplogrupos do toxoplasma através do uso de Imunofluorescência indireta.
Método: Fibroblastos humanos foram infectados pelos diferentes tipos do parasita
por um período de 18 h. As células foram então fixadas, bloqueadas e permeabilizadas e incubadas com anticorpos específicos para STAT-6 e NF-κB. Resultados:
Foi observado que, após 18h de infecção, os fibroblastos humanos infectados pelos
tipos II, IV e XI continham NF-κB ativados, assim como o parasita Tipo I GRA-15II.
Já a ativação do STAT-6 foi observada nos fibroblastos infectados por todos os tipos
do parasita, com exceção do tipo II e do Tipo I ROP-16KO. Conclusões: Esse estudo
sugere que os diferentes tipos do parasita apresentam diferentes padrões de
resposta inflamatória no hospedeiro. Tais resultados podem auxiliar no entendimento
da patogênese da doença, correlacionando determinado tipo do parasita com
ocorrência e gravidade da doença ocular; assim como no uso de tratamento
especifico para determinado tipo do parasita e desenvolvimento de vacinas.
Luciene Chaves Fernandes, Aline Mansueto Mourão, Luciana Macedo Resende
TL 039
PERSPECTIVAS E ÓBICES EM RELAÇÃO AO USO DE SISTEMAS TELESCÓPICOS POR ESCOLARES COM BAIXA VISÃO
Maria Elisabete Rodrigues Freire Gasparetto, Rita de Cássia Ietto Montilha, Zélia
Zilda L. C Bittencourt, Maria Ines R. S. Nobre, Sonia M. C. P. Arruda
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)
Objetivo: Verificar a percepção de escolares com baixa visão em relação às
perspectivas e óbices do uso do sistema telescópico nas atividades acadêmicas.
Método: Realizou-se estudo descritivo entre escolares com baixa visão que frequentavam o ensino fundamental e o ensino médio em 20 escolas dos Municípios
do Estado de São Paulo e de Minas Gerais. Como instrumento de coleta de dados
foi utilizado questionário aplicado por entrevista desenvolvido por meio de estudo
exploratório. Resultados: Dos 20 escolares que participaram da pesquisa, 60,0%
apontaram os benefícios do uso do sistema telescópico, relatando a facilidade
para ler a lousa sem necessitarem sair da carteira, o acesso a todo conteúdo escrito
na lousa e principalmente pela diminuição da fadiga visual. Em relação aos óbices,
verificou-se que 30,0% dos escolares declararam não gostar de utilizar o auxílio
óptico em sala de aula e os motivos alegados foram: por se sentirem envergonhados, por sentirem os olhos embaçados, por ser difícil a utilização do telescópico,
por terem ocupada uma das mãos e pelo despreparo dos professores. Declararam
ainda que ao utilizarem o telescópico em sala de aula, os colegas davam risadas
e segredavam comentários maldosos. Do total dos respondentes, 10,0% declararam
que o sistema telescópico não ajudava a melhorar o desempenho visual porque
sentavam muito próximos à lousa, as letras ficavam muito grandes e eles se
tornavam morosos para identificá-las. Conclusões: A maioria dos escolares
reconheceu a importância do uso do telescópico na escola. Para eliminar os óbices,
inúmeras ações são necessárias, entre elas fornecer ao escolar a adaptação do
sistema telescópico antes de utilizá-lo em sala de aula. É imprescindível que pais,
familiares, professores e toda a comunidade escolar recebam informações e
orientações sobre o uso de auxílios ópticos.
TEMAS LIVRES
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ALTERAÇÕES ESTRUTURAIS NOS GENES CRYAA, CRYGC E
CRYGD EM PACIENTES COM CATARATA CONGÊNITA - RESULTADOS PRELIMINARES
ANÁLISE DOS CUSTOS DA CIRURGIA DE CATARATA REALIZADA PELO RESIDENTE
Eugenio Santana de Figueiredo, Anderson Tavares, Gabriel Gorgone Giordano,
Leandro Dehe Segantin, Denise Fornazari de Oliveira, José Paulo Cabral de
Vasconcellos, Mônica Barbosa de Melo, Carlos Eduardo Leite Arieta
Ana Carolina Freitas Morais Fortes, Pedro Carlos Carricondo, Valério Henrique
Araújo Florêncio Santos, Newton Kara José
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Determinar alterações estruturais nos genes CRYAA, CRYGC e CRYGD
em pacientes com catarata congênita bilateral, com fenótipos nuclear e lamelar.
Método: Trata-se de um estudo transversal, incluindo pacientes e seus familiares
em primeiro grau (N=69), atendidos no Ambulatório de Catarata Congênita, Setor de
Catarata do Departamento de Oftalmo-Otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas
da UNICAMP. Foram incluídos pacientes com catarata congênita bilateral, com
fenótipos nuclear ou lamelar, sem relação com quadros sindrômicos sistêmicos,
distúrbios metabólicos, infecções intrauterinas ou prematuridade. Realizou-se
extração de DNA a partir de sangue periférico. As regiões codificadoras e os sítios
de junções íntron/exon dos três genes foram amplificadas em aparelho termociclador
através de reação de polimerase em cadeia, com parâmetros específicos para
cada região a ser amplificada. Os produtos dessas reações foram submetidos ao
sequenciamento direto automatizado para posterior análise da ocorrência de
polimorfismos ou de mutações. Resultados: No gene CRYAA, foram encontrados
até o momento os polimorfismos D2D e Y18Y, ambos já descritos previamente.
No gene CRYGC, foram encontrados os polimorfismos S119S e G41G, esse último
inédito na literatura. No gene CRYGD, foi encontrado o polimorfismo R95R, já
previamente descrito na literatura. Conclusões: A identificação de polimorfismos ou
de mutações relacionadas à formação da catarata congênita isolada é fundamental
para permitir ações de aconselhamento genético e para propiciar melhores abordagens terapêuticas para os pacientes afetados.
Objetivo: Comparar os custos e as complicações da cirurgia de catarata realizada
pelo residente com as de um cirurgião experiente. Método: Trata-se de um estudo
prospectivo, aonde foram analisados e quantificados os insumos utilizados, o
tempo cirúrgico e as complicações ocorridas nas cirurgias de catarata por facoemulsificação realizadas por residentes nos três primeiros meses de treinamento, com o propósito de fazer um levantamento dos custos envolvidos neste
ensino. Estas foram comparadas com cirurgias realizadas como controle por um
cirurgião experiente seguindo a mesma técnica, nas mesmas condições. Resultados:
Foram incluídas 320 cirurgias, sendo 269 realizadas por residentes e 51 por um
cirurgião experiente. Para fins de análise, as cirurgias foram divididas de acordo
com a experiência prévia do residente no momento da realização do procedimento
(0 a 40 cirurgias - grupo 1; 41 a 80 cirurgias - grupo 2; mais de 80 cirurgias - grupo 3).
O custo médio das cirurgias realizadas pelo residente foi de R$ 802,74 ± 352,48
e pelo cirurgião experiente R$ 588,74 ± 44,68. Quando divididas pelos grupos,
encontrou-se: grupo 1 R$ 862,63 ± 382,17; grupo 2 R$ 809,99 ± 377,92 e grupo
3 R$ 702,16 ± 234,64. Todas as comparações foram estatisticamente significantes
(P<0,05).A taxa de complicação encontrada nas cirurgias realizadas pelo cirurgião
experiente foi de 1,92% e nas cirurgias realizadas pelos residentes foi de 11,49%.
Conclusões: A cirurgia de catarata realizada pelo residente representa um aumento
dos gastos estatisticamente significante para o serviço e um aumento nos riscos
para os pacientes. Esta diferença persiste mesmo com a realização de mais de
80 procedimentos pelo residente. Ao contrário da crença comum de que o residente
é mão de obra barata, foi demonstrado um gasto considerável com a formação em
cirurgia de catarata. A redução de custos, mantendo a qualidade do ensino e a
segurança do paciente é um desafio a ser enfrentado.
P 003
P 004
ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DOS PORTADORES DE CATARATA SENIL NA COMUNIDADE DE PRATÂNIA - SP
AVALIAÇÃO DA EXPECTATIVA E QUALIDADE DE VIDA DOS
PACIENTES SUBMETIDOS À FACECTOMIA E SUA RELAÇÃO
COM A ESCOLARIDADE
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)
Delio Evangelista da Silva Junior, Antonio Carlos Lotelli Rodrigues, Rodrigo Bueno
do Prado, Silvana Artioli Schellini
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu (SP)
Objetivo: Avaliar a prevalência de catarata diagnosticada pelo LOCS III na
população estudada, sua distribuição por sexo, lateralidade e associação com
etilismo, tabagismo, doenças sistêmicas e doenças oculares. Método: Foi
realizado um estudo transversal e observacional, na cidade de Pratânia, no estado
de São Paulo no ano de 2008. A opacidade do cristalino foi classificada de acordo
com o sistema LOCS III. Cristalinos com opacidade acima de 1,0 de acordo com
esta classificação foram considerados com catarata. Para calcular a prevalência
da catarata na comunidade considerou-se a população acima dos 40 anos
estimada pelo IBGE para 2008 em Pratânia. Olhos com deficiência visual foram
considerados quando 0,05 < AV < 0,3 e olhos cegos quando AV <0,05. Resultados:
Dos 104 pacientes acima dos 40 anos avaliados no projeto, 83 (164 olhos) eram
portadores de catarata. A prevalência de catarata na população acima dos 40 anos
foi de 5,2%. Destes, 50,6% eram do sexo masculino e a média de idade foi de
54,5 anos. 97,6% apresentavam catarata bilateral e 2,4% apenas no olho
esquerdo. Em relação ao tipo de catarata, a nuclear esteve presente em 100%
dos olhos com catarata, a cortical em 8,5% e a subcapsular posterior em 1,8%.
Dentre os olhos examinados; 7,4% eram cegos e 20,7% apresentavam deficiência
visual, associada somente a catarata ou a catarata em outra(s) doenças oculares.
Quanto a alterações sistêmicas, 8,4% estavam em tratamento para diabetes, 27,7%
estavam em tratamento para hipertensão, 47% eram fumantes e 51,8% etilistas.
Quanto a alterações locais, 16,7% dos olhos com catarata possuíam pterígio, 3,1%
apresentavam hipertensão ocular. Conclusões: A prevalência de catarata foi
semelhante à de países desenvolvidos. A catarata nuclear é o tipo mais comum.
Aproximadamente metade dos portadores de catarata são etilistas e/ou fumantes.
O pterígio foi a alteração ocular que mais se associou a catarata.
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
DE
Lorenna Cristina Rodrigues de Oliveira, Karina Eiko Yamashita, Paula Roberta
Ferreira Martins, Beatriz Cerqueira Paiva, Nara Lucia Poli Botelho, Luis Paves,
Cinthia Meiry Yuki
Complexo Hospitalar Padre Bento - Guarulhos (SP)
Objetivo: Avaliação do nível de expectativa bem como impacto na qualidade
de vida dos pacientes submetidos à cirurgia de catarata e sua relação com a
escolaridade. Método: O projeto foi realizado no Hospital Padre Bento de
Guarulhos. O estudo foi clínico observacional, com aplicação de questionário
adaptado em 40 pacientes submetidos à cirurgia de catarata após a alta do paciente
no ambulatório. O questionário abordou questões referentes à qualidade de vida
e expectativa dos pacientes antes e após a cirurgia, e relação entre a acuidade
visual, satisfação do paciente, qualidade de vida e escolaridade. Resultados: Dos
40 pacientes entrevistados, 57,5% dos pacientes eram do sexo feminino e 42,5%
do sexo masculino. A idade variou entre 40 e 90 anos. Dos 40 pacientes, 27
pacientes (67,5%) mostraram-se muito satisfeitos com a cirurgia, 9 pacientes
(22,5%) moderadamente satisfeitos, 2 pacientes (5%) se mostraram neutros, 1
paciente insatisfeito, 1 muito insatisfeito. Quando a pergunta foi melhora na
qualidade de vida após a cirurgia, a maioria dos pacientes (70%) deu nota máxima
neste quesito (nota 5). A relação entre acuidade visual antes e após a cirurgia
indicou uma melhora importante na acuidade visual, com Z=-3,671 e p<0,001.
Comparando acuidade visual após a cirurgia com a qualidade de vida pode-se
afirmar que houve uma correlação significante entre os dois quesitos, r=-0,379
e p<0,017, mostrando que a melhora da acuidade visual proporcionou uma melhora
da qualidade de vida dos pacientes. Quando se compara à satisfação (r=-0,299
e p=0,065) e escolaridade (r=-0,277 e p=0,088), pode-se apenas sugerir que a
melhora da acuidade visual pós cirurgia é acompanhada de melhora da satisfação
de acordo com menor tempo de escolaridade. Conclusões: Pode-se apenas
sugerir que a melhora da acuidade visual e satisfação do paciente se relaciona
com escolaridade. Na população estudada a cirurgia de catarata apresentou
melhora importante na qualidade de vida.
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BIOMETRIA NA CIRURGIA DE CATARATA PEDIÁTRICA UNILATERAL
CIRURGIA DE CATARATA EM HOSPITAL PÚBLICO: O QUE
MUDOU ENTRE 1998 E 2008?
Millena Gomes Bittencourt
Luciana Arias Fernandez, Fabio Marques do Nascimento, Eduardo Melani Rocha,
Daniela Tiemi Nagatuyu, Erika Takaki
Instituto de Oftalmologia Tadeu Cvintal - São Paulo (SP)
Objetivo: Objetivo deste estudo é determinar a acurácia na predição dos resultados
refracionais pós-operatórios na cirurgia de catarata pediátrica unilateral e comparálos com outras variáveis historicamente importantes na programação biométrica.
Método: Os dados foram coletados retrospectivamente nos prontuários de 27
crianças de 1 a 18 anos submetidas a cirurgias de cataratas unilaterais do ano de
2007 a 2009, no Instituto de Oftalmologia Tadeu Cvintal. Resultados: Como resultado
foi obtido um erro refracional médio de 0,30 dioptrias pela fórmula Hollady I e 0,34
dioptrias pela a fórmula Haigis. Não foram encontradas correlações fortes entre o erro
refracional e comprimento axial, ceratometria e idade no momento da cirurgia.
Conclusões: São necessários novos estudos com maior amostragem para determinar
a razão de alvos biométricos miópicos apresentarem menor erro biométrico nas
cirurgias de catarata pediátrica.
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)
Objetivo: Esse estudo compara acuidades visuais (AV) de pacientes que
tiveram indicação cirúrgica para catarata em serviço de referência terciário nos
anos de 1998 e 2008. O objetivo é saber se em 10 anos o limite de AV para cirurgia
foi reduzido. Método: Colheu-se a AV de cada olho, com a melhor correção, de
pacientes submetidos à facectomia ao longo de 1998 (36 pacientes) e 2008 (504
pacientes) no momento da indicação cirúrgica. Para descrição dos dados,
considerando a AV corrigida no olho indicado, os pacientes foram divididos em
categorias de AV: sem baixa visão (AV ≥0,33), baixa visão leve (entre 0,32 e 0,11),
baixa visão grave (entre 0,1 e 0,05) e cegueira (≤0,05). Resultados: A comparação
etária foi similar entre os pacientes operados em 1998 e 2008 (66,3 ± 12,76 e 66,9
± 13,5 anos, respectivamente). A comparação por AV revelou que tiveram a cirurgia
indicada, casos sem baixa visão 5% em 1998 e 28,2% em 2008; baixa visão leve
11,1% em 1998 e 32,1% em 2008, baixa visão grave 13,3% em 1998 e 23,2% em
2008; e por fim, casos de cegueira 69,9% em 1998 e 16,5% em 2008. Conclusões:
O estudo aponta mudança de tendência na indicação cirúrgica de catarata num
período de 10 anos, revelando que cada vez mais estão sendo indicadas cirurgias
em pacientes com melhor visão. As causas não estão claras, mas podem estar
relacionadas a mudanças socioculturais da população e ao estímulo do SUS a
realização desse procedimento. Por outro lado, a constante necessidade de
racionalização de custos exige uma reavaliação dessa tendência.
P 007
P 008
CIRURGIA DE CATARATA REALIZADA POR RESIDENTES: AVALIAÇÃO DOS RISCOS
CLASSIFICAÇÃO DA CATARATA ATRAVÉS DA IMAGEM DE
SCHEIMPFLUG E SUA RELAÇÃO COM GASTO DE ENERGIA E
TEMPO DA FACOEMULSIFICAÇÃO
Marco Aurélio Costa Marcondes, Paula de Camargo Abou Mourad, Rodrigo
França Espíndola, Newton Kara Jr., Jackson Barreto Junior, Helio Primiano
Junior, Renato Antunes Schiave Germano
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Avaliar a frequência de complicações nas cirurgias de catarata
realizada por residentes de um hospital universitário (segundo e terceiro anos),
comparado com às realizadas por cirurgiões experientes (assistentes). Método:
Análise retrospectiva dos prontuários de todos pacientes submetidos à cirurgia da
catarata realizada nas primeiras quinzenas de março (época do início do
aprendizado da técnica cirúrgica) e de novembro (meados do aprendizado da
técnica). Foram analisados a época da realização da cirurgia; graduação do cirurgião
(residente ou médico assistente); técnica cirúrgica empregada (extração extracapsular
ou facoemulsificação) e a ocorrência de complicações per-operatórias e pósoperatórias. Resultados: Foram analisadas 481 cirurgias, destas, 194 (40%) foram
realizadas pelos residentes do terceiro ano, 165 (34%) pelos residentes do segundo
ano e 116 (26%) pelos assistentes. A complicação mais frequentemente encontrada
em todas as cirurgias foi a rotura de cápsula posterior (4,8%). Não houve diferença
estatisticamente significativa de complicações entre as cirurgias realizadas em
março e novembro (p=0,97), bem como entre os residentes sob supervisão e os
assistentes (p=0,08). Conclusões: A rotura de cápsula posterior continua sendo
a complicação mais frequentemente encontrada nas cirurgias de residentes em
treinamento. Não houve diferença estatisticamente significativa entre as taxas de
complicação destes residentes e os assistentes, o que demonstra o importante
papel de uma supervisão adequada.
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
DE
Bruno de Freitas Valbon, Renato Ambrosio Jr.
Instituto de Olhos Renato Ambrosio - Rio de Janeiro (RJ)
Objetivo: Estudar a relação entre PNS (densitometria do cristalino) através da
imagem de Scheimpflug e o gasto de energia e tempo da cirurgia de facoemulsificação.
Método: Vinte e dois olhos de 16 pacientes que foram submetidos à cirurgia de
facoemulsificação com implante de lente intraocular foram incluídos no estudo.
Tomografia de segmento anterior e córnea baseado nas imagens de Scheimpflug
(Oculus Pentacam) foi utilizada para avaliação do PNS. Foi anotado o gasto de
energia e o tempo da cirurgia de facoemulsificação para cada olho operado.
Utilizamos o teste de Spearman com p-valor 0,05 para significância. Resultados:
Todas as correlações foram estatisticamente significantes. PNS X Análise
subjetiva/PNS X tempo/PNS x energia. Conclusões: É possível programarmos a
cirurgia de facoemulsificação através da imagem de Scheimpflug. Havendo essa
possibilidade podemos diminuir o dano às células endoteliais. É um método objetivo
de classificação da catarata, que não nos permite ter várias interpretações.
PÔSTERES
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PREVALÊNCIA DE AFECÇÕES OCULARES E SISTÊMICAS
PRÉVIAS E SUA INFLUÊNCIA NO RESULTADO FINAL DA
FACECTOMIA
PROGRAMA DE ENSINO DE FACOEMULSIFICAÇÃO CBO/
ALCON: RESULTADOS DO HOSPITAL DE OLHOS DO PARANÁ
Fabio José Mariotoni Bronzatto, Pablo Felipe Rodrigues, Ana Maria Noriega
Petrilli, Edson Lira, Carlos Eduardo Pimenta Guimarães, Cristina Yumi Shimizu
Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) - Mogi das Cruzes (SP)
Objetivo: Análise da prevalência de patologias oculares e sistêmicas prévias em
pacientes submetidos à facectomia e sua influência na acuidade visual final.
Método: Coleta e análise de dados dos prontuários médicos de pacientes submetidos
à facectomia pela técnica de extração extracapsular convencional (EECC) e por
facoemulsificação, no período de 12 meses, no Setor de Catarata do Curso de
Especialização em Oftalmologia da Universidade de Mogi das Cruzes. Resultados:
Foram analisadas 300 facectomias. A prevalência de patologia ocular (PO) foi de
16,66%, sendo mais frequente a ocorrência de retinopatia diabética (22%) e
glaucoma (16%). Dentre as patologias sistêmicas a hipertensão arterial sistêmica
(HAS) e o diabetes melitus (DM) estiveram presentes em 53,66% e 25,66% dos
casos, respectivamente. A maioria dos pacientes com PO possuía acuidade visual
(AV) pré-cirúrgica igual ou pior que 20/200, e obtiveram pós facectomia AV final
maior que 0,5 em 72% dos casos. Já os pacientes sem PO obtiveram AV final
maior que 0,5 em 83,6% dos casos. No grupo com antecedentes patológicos
sistêmicos, 78% dos portadores de HAS e DM obtiveram AV final maior que 0,5,
sendo que em média 56% destes possuíam AV pré-operatória menor que 20/200.
Conclusões: Com este estudo foi possível observar que a presença de patologias
oculares e sistêmicas prévias influencia negativamente na acuidade visual final
dos pacientes facectomizados. Porém, mediante comparação da acuidade visual pré
e pós-cirúrgica destes pacientes, podemos concluir que mesmo nestes casos a
facectomia continua sendo uma boa indicação terapêutica, contribuindo para a
reinserção de grande parte dos pacientes na sociedade.
Eduardo Machado Estevão Pires, Ana Flávia de Castro Fischer, Otávio Siqueira
Bisneto, Hamilton Moreira, Fernando Klein, Eduardo Sene Soriano
Hospital de Olhos do Paraná - Curitiba (PR)
Objetivo: Analisar os resultados obtidos com a aplicação do programa de ensino
de facoemulsificação no curso de especialização em Oftalmologia do Hospital
de Olhos do Paraná. Método: Realizou-se um estudo retrospectivo analítico dos
resultados das cirurgias de catarata realizadas pelo programa de ensino de
facoemulsificação CBO/ALCON com o método “trás para frente” em pacientes
provenientes do ambulatório do SUS do Hospital de Olhos do Paraná. O programa
constava de cinco etapas chamadas de “check-points”, sendo analisadas as
intercorrências per-operatórias em cada um deles, bem como as pós-operatórias.
Resultados: Ocorreu rotura de cápsula posterior (RCP) em dois olhos (2,38%) no
check-point 1, dois olhos (2,38%) no check-point 2, dois olhos (2,38%) no checkpoint 3, um olho (1,19%) no check-point 4 e quatro olhos (4,76%) no check-point 5.
Um dos olhos com RCP apresentou endoftalmite no segundo dia de pós-operatório;
um olho apresentou erro de cálculo do grau da lente intraocular (LIO) à biometria;
um olho apresentou opacidade difusa de córnea no pós-operatório tardio e um olho
apresentou glaucoma inflamatório no pós-operatório. Observou-se um total de 15
(17,86%) intercorrências, sendo que destas, 11 (13,09%) envolveram rotura de
capsula posterior. Conclusões: O método “trás para frente” proposto para o ensino
de facoemulsificação pelo programa CBO/ALCON se mostra uma forma de ensino
segura e eficaz, para o médico residente e seu instrutor, e principalmente para o
paciente, devido ao baixo índice de complicações.
P 011
P 012
RELAÇÃO ENTRE K, COMPRIMENTO AXIAL E SATISFAÇÃO DE
PACIENTES SUBMETIDOS À LIO MULTIFOCAIS RESTOR® EM
AMBOS OS OLHOS
TRANSMISSÃO DO VÍRUS PIRY PELO INSTRUMENTAL CIRÚRGICO DA FACOEMULSIFICAÇÃO: DESENVOLVIMENTO DE UM
MODELO EXPERIMENTAL
Paulo Lemes dos Santos Neto, Hamilton Moreira, Marcelo Vilar
Marcelo Menegatti Esperandio, Leonardo Prevelato, Tatiana Vannucci Garcia,
Roberto Pinto Coelho, Jayter Silva de Paula
Hospital de Olhos do Paraná - Curitiba (PR)
Objetivo: Estimar o índice de satisfação pós-operatória de pacientes submetidos
à cirurgia de facoemulsificação e implante de lentes intraoculares multifocais ReStor®,
e relacionar ao Δk (delta k) e comprimento axial. Método: Trata-se de um estudo
retrospectivo com 15 pacientes submetidos à cirurgia de catarata com implante
de lentes multifocais ReStor® em ambos os olhos, entre julho de 2009 e janeiro
de 2010. Em contato telefônico os pacientes foram indagados quanto à satisfação
visual no geral (overall), para perto e para longe, de modo a classificar o resultado
em uma escala de 1 a 5, em que 1 seria insatisfeito e 5 muito satisfeito. O Δk e
o comprimento axial foram colhidos da topografia e ecobiometria pré-operatórias.
Os dados foram cruzados de forma linear. Resultados: Iniciais, Idade, ΔkOD,
ΔkOE, Axial OD, Axial OE, Overall, Perto, Longe. LBP, 62, 0,12, 0,74, 4, 5, 4; ESW,
65, 0,97, 0,86, 21,99, 21, 84, 3, 5, 3; AG, 71, 0,34, 0,51, 23, 81, 23, 86, 5, 5,
4; AFC, 77, 0,45, 0,28, 22, 28, 22, 18, 4, 4, 5; JFB, 66, 0, 0,87, 23, 92, 23, 78,
4, 4, 3; ZGC, 73, 0,44, 0,55, 23,2, 23,09, 3, 1, 3; MIH, 68, 0,12, 0,35, 26,69, 22,57,
3,2, 5; EB, 80, 0,29, 0,5, 23,86, 23,78, 4, 5, 4; GBM, 55, 0,83, 0,86, 22,89, 22,89,
4, 3, 4; ALP, 76; ED, 67, 0,3, 0,42, 22,75, 22,78, 5, 4, 5; EMK, 77, 0,29, 0,11,
22,51, 22,16; BFB, 66, 0,15, 0,16, 24,35, 24,72, 2, 2, 5; SO, 66, 0,83, 0,89, 23,32,
23,27; JC, 68, 1,7, 2,19, 24,51, 24,01, 3, 3, 4. Conclusões: 1) A satisfação geral
está muito relacionada à satisfação para perto. 2) Δk não teve influência significativa
na satisfação. 3) Comprimento axial elevado demonstraram pior satisfação visual
para perto e consequentemente pior satisfação geral. 4) De modo geral os pacientes
tiveram boa satisfação com implantes de lentes multifocais ReStor® em ambos os olhos.
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
DE
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)
Objetivo: Verificar a transmissão e contaminação pelo vírus Piry no instrumental
cirúrgico da facoemulsificação através de um modelo experimental, por meio do uso
de técnicas de reação em cadeia da polimerase (PCR). Método: Oito olhos de porcos
foram submetidos a cirurgias de catarata utilizando-se a técnica de facoemulsificação,
sendo que quatro desses foram previamente contaminados, por meio de paracentese,
pelo vesiculovirus Piry. De acordo com o protocolo, alternou-se a cirurgia entre um
olho contaminado e outro não contaminado. Entre as cirurgias eram trocados o
instrumental cirúrgico utilizado, incluindo as ponteiras da caneta e o saco coletor
do facoemulsificador, porém manteve-se a caneta e as vias de irrigação e aspiração.
Amostras da câmara anterior dos olhos, assim como os fluídos presentes nos
diversos instrumentais foram analisados através de técnicas de PCR, precedida
por transcrição reversa com iniciadores internos (RT-Nested-PCR). Resultados:
Antes da facoemulsificação, todos os olhos contaminados apresentaram resultados
positivos (4/4) e todos não contaminados apresentaram resultados negativos (4/4).
Após a cirurgia, detectou-se amplicons em dois dos olhos não contaminados (2/4).
Todo o material cirúrgico estudado também apresentou positividade para o vírus
Piry, porém em proporções variadas. Conclusões: O presente trabalho apresenta
um modelo experimental inovador de estudo da transmissão de infecções oculares,
por meio da detecção de material genético do vesiculovirus Piry, através da técnica
de RT-Nested-PCR. Além disso, pode-se comprovar que a facoemulsificação
permitiu a transmissão viral entre olhos contaminados e não contaminados pelo vírus
Piry. Tal achado corrobora a idéia de risco de transmissões de infecções durante tal
procedimento, quando não há troca de todos os materiais cirúrgicos necessários.
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DEMONSTRAÇÃO DA SENSIBILIDADE E ESPECIFICIDADE DA
AVALIAÇÃO TOMOGRÁFICA NA SELEÇÃO DE CANDIDATOS
À CIRURGIA REFRATIVA
OCULAR RESPONSE ANALYZER PARAMETERS IN KERATOCONUS WITH “NORMAL” CENTRAL CORNEAL THICKNESS
COMPARED WITH MATCHED CONTROL
Allan Luz, Diego Dias, Fabio Ursulino, Claudia Francesconi, Renato Ambrósio
Bruno Machado Fontes, Renato Ambrósio Jr., Guillermo Coca Velarde, Walton
Nosé
Hospital de Olhos de Sergipe - Aracaju (SE) / Hospital Oftalmológico de Sorocaba
- Sorocaba (SP)
Objetivo: Demonstrar o aumento na sensibilidade e especificidade da avaliação
tomográfica na seleção de candidatos à cirurgia refrativa. Método: Os pacientes
foram divididos em dois grupos: Grupo 1, 4 olhos de 2 pacientes que desenvolveram ectasia após LASIK. Grupo 2, 12 olhos de 6 pacientes que estão estáveis
após LASIK com acompanhamento de 5 anos. Ambos os grupos foram estudados
a partir do mapa paquimétrico numérico do Orbscan pré-operatório a fim de elaborar
a curva de progressão paquimétrica (avaliação tomográfica). Também foram
estudados os prontuários e os dados topográficos e paquimétricos pré-operatórios
a fim da determinação da pontuação de risco de desenvolver ectasia proposta
por Randleman (ERSS). Resultados: No grupo 1 todos os pacientes apresentaram
ERSS baixo, no entanto, a avaliação tomográfica demonstrou alteração em 3 (75%)
dos 4 olhos. No grupo 2, 3 olhos (25%) foram classificados como alto risco, 3 (25%)
moderado risco e 6 (50%) baixo risco, entretanto, avaliando tomograficamente,
11 olhos (91,7%) demonstraram estabilidade. Conclusões: A avaliação tomográfica
demonstrou sensibilidade detectando alteração em casos com baixo risco, mas
que desenvolveram ectasia e demonstrou especificidade ao não indicar alteração
em casos de alto risco, mas que estão estáveis há mais de cinco anos após LASIK.
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP) / Refracta - Rio
de Janeiro (RJ)
Purpose: To compare corneal hysteresis (CH) and corneal resistance factor (CRF)
in eyes with keratoconus with a central corneal thickness (CCT) ≥520 µm with CH
and CRF in healthy sex-, age-, and CCT-matched controls, and to estimate the
sensitivity and specificity of these parameters for discriminating between the two
groups. Methods: Prospective, comparative case series. Nineteen eyes from 19
patients with keratoconus and CCT ≥ 520 µm, and 19 eyes from 19 CCT, sex- and
age-matched healthy patients underwent a complete clinical eye examination,
corneal topography, tomography, and biomechanical evaluation. The receiver
operating characteristic (ROC) curve was used to identify cutoff points that maximized
the sensitivity and specificity for discriminating between groups. Results: The CCT
was 543.1 ± 13.9 (range 520 - 568) µm in keratoconus group and 545 ± 12.5
(527 - 575) µm in control group; p=0.6017. CH was 9.22 ± 1.44 (6.2 - 11.35) and
10.58 ± 1.91 (7.34 - 13.53) mmHg, respectively; p=0.0075. CRF was 8.62 ± 1.52
(5.60 - 11.20) and 10.30 ± 1.92 (6.95 - 14.12) mmHg, respectively; p=0.0049. The
ROC curve analyses showed a poor overall predictive accuracy of CH (cutoff,
9.90 mmHg; sensitivity, 78.9%; specificity, 63.2%; test accuracy, 71.05%) and
CRF (cutoff, 8.90 mmHg; sensitivity, 68.4%; specificity, 78.9%; test accuracy, 73.65%)
for detecting keratoconus in the eyes studied. Conclusions: CH and CRF were
statistically lower in Keratoconus Group in comparison with Control Group. Given
the large overlap, both CH and CRF had low sensitivity and specificity for discriminating
the groups.
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ANÁLISE DO DIAGNÓSTICO E PERFIL DOS PACIENTES SUBMETIDOS A TRANSPLANTE DE CÓRNEA NO HOSPITAL DE
OLHOS DO PARANÁ
ANÁLISE MICROBIOLÓGICA DOS BOTÕES CORNEOESCLERAIS DO BANCO DE OLHOS DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE
RIBEIRÃO PRETO
Henrique Saraiva Padilha Velasco, Hamilton Moreira
Rodrigo Silva Cervellini, Sidney Julio de Faria e Sousa
Hospital de Olhos do Paraná - Curitiba (PR)
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)
Objetivo: Analisar as principais indicações de transplante penetrante de
córnea no Hospital de Olhos Paraná, correlacionando-as com o perfil dos pacientes
e a forma de acesso ao serviço de saúde. Método: Estudo de série de casos,
realizado de forma retrospectiva, não comparativa, através da análise de
prontuários de pacientes submetidos à ceratoplastia penetrante no ano 2009 no
Hospital de Olhos do Paraná. Resultados: Foram avaliados 193 prontuários, dos
quais 73 (37,82%) o diagnóstico não havia sido informado, reduzindo nossa
amostra para 120 casos. A idade variou de 1 a 87 anos (média 37,23%). O sexo
masculino se mostrou predominante (56,7%) em relação ao sexo feminino (43,3%).
O SUS gerou maior demanda do procedimento (53%) que convênio e/ou particular
(47%). As principais indicações foram: ceratocone (46%); falência de enxerto
(13,3%); trauma corneano (12,6%); úlcera de córnea infectada perfurada ou não
(11,6%); outras causas (15,83%). Pelo SUS: ceratocone (31,6%); falência de
enxerto (16,6%); úlcera de córnea infectada perfurada ou não (15%); trauma
corneano (13,3%). Pelos convênios e particular: ceratocone (61%); trauma (11,6%);
falência de enxerto (10%) e úlcera (8,3%). Conclusões: O estudo mostra o
ceratocone como principal indicação de ceratoplastia penetrante. Revelou, também,
que o sexo não interfere de forma significativa na indicação de transplante e evidencia
uma mudança no padrão das patologias quando as relacionamos a forma de acesso
ao serviço de saúde, que indiretamente podemos correlacionar ao perfil socioeconômico
dos pacientes. Chamou-nos a atenção durante o estudo a porcentagem de prontuários
preenchidos da forma incorreta ou não preenchidos (37,82%), impossibilitando análise
destes. Sugerimos por isso a criação de um formulário único para os Bancos,
facilitando e reduzindo os erros em seu preenchimento.
Objetivo: Analisar as culturas dos botões corneoesclerais de córneas utilizadas
em transplantes no período de 1994 a 2009, e verificar a eficácia dos antibióticos
usados nos meios de preservação das córneas doadoras, bem como os contaminantes
mais comuns e se houve repercussões nos pacientes que receberam estas córneas.
Método: Foram realizadas culturas de 966 botões corneoesclerais de córneas
efetivamente utilizadas em transplantes no período de 1994 a 2009 no Hospital das
Clínicas de Ribeirão Preto, conservadas em meio de preservação Optisol, e então
levantados os resultados dos micro-organismos mais prevalentes na cultura dos
botões, e se houve alguma repercussão nos pacientes que receberam estas córneas.
Resultados: A porcentagem de contaminação foi de 4% dos botões corneoesclerais.
Os micro-organismos encontrados foram: Bacillus, Enterobacter, E. Coli, estafilococo,
estreptococo, Neisseria, Pseudomonas, leveduras e fungos filamentosos. Dos
gêneros encontrados, 45% eram estafilococos e 25% fungos. Nenhum dos botões
contaminados resultou em infecção no olho receptor. Conclusões: Conclui-se que
nem o banho de antibiótico de 10 minutos do globo ocular doado feito pelo Banco
de Olhos e nem os antibióticos do meio de preservação Optisol foram suficientes
para esterilizar a totalidade dos botões corneoesclerais.
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AVALIAÇÃO ATRAVÉS DA TOMOGRAFIA DE COERÊNCIA ÓPTICA DE ANÉIS IMPLANTADOS MANUALMENTE E COM O
LASER DE FENTOSEGUNDO
AVALIAÇÃO CLÍNICA E POR MEIO DE OCT VISANT DE PACIENTES COM INFECÇÃO PRÉVIA POR NEISSERIA SPP
Mayana Freitas Lopes, Nicolas Cesário Pereira, Camile Fagundes Freitas de
Tonin, Luciene Barbosa de Sousa, Reinaldo Ferreira da Silva, Leon Grupenmacher,
Guilherme Andrade do Nascimento Rocha, Elisa Biesdorf Thiesen
Amanda Correia da Paz, Elisabeth Nogueira Martins, Fabio Bom Aggio, Norma
Allemann
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Avaliar a regularidade e a profundidade dos segmentos de anel
intraestromal através de tomografia de coerência óptica (OCT-Visante) e comparar
duas técnicas de implante hoje empregadas: técnica manual e através do laser de
fentosegundo. Método: Analisou-se 41 olhos (39 com diagnóstico de ceratocone
e 2 DMP) de 34 pacientes submetidos ao implante de anel intraestromal no Hospital
Oftalmológico de Sorocaba no período de 2006 a 2008. Em 24 olhos foi realizado
o implante de anel pela técnica manual e em 17 foi utilizado o laser de fentosegundo.
Os participantes escolhidos tinham período maior que 3 meses de pós-operatório
e foram submetidos ao exame de OCT-Visante, para determinação das medidas
da profundidade dos anéis em vários pontos. As variáveis analisadas foram:
acuidade visual, equivalente esférico, astigmatismo topográfico, e profundidade
dos anéis. Consentimento livre e esclarecido foi obtido de todos os participantes.
Resultados: Os grupos “anel manual” e “anel intralase” tinham características
semelhantes. Constatou-se uma maior profundidade e regularidade dos anéis
implantados pelo laser de fentosegundo, mas isso não significou melhor resultado
clínico. Além disso, observou-se maior conformidade com a profundidade
planejada no grupo “anel intralase”. Com relação às complicações houve 3
extrusões no grupo do anel manual. Não houve extrusões ou perfurações no grupo
do “anel intralase” no período avaliado. Conclusões: O OCT-Visante mostrou-se
útil na observação da profundidade e regularidade de segmentos de anéis
intracorneanos. Na amostra avaliada, não houve diferença entre a resposta clínica,
mas os segmentos implantados com laser de fentosegundo se mostraram mais
profundos, regulares e com menor taxa de complicações e extrusões.
Objetivo: Avaliar a córnea de pacientes que tiveram infecção ocular gonocócica
prévia confirmada laboratorialmente, através do exame clínico e da realização do
OCT Visante. Método: Entre janeiro/2009 e maio/2010, dez pacientes foram
diagnosticados com infecção ocular por Neisseria spp. (bacterioscpia com
coloração de Gram e/ou cultura positiva) no Pronto Socorro de Oftalmologia do
Hospital São Paulo. Esses pacientes foram convidados, através de contato
telefônico, a participarem do estudo e três aceitaram o convite. Após assinarem o
termo de consentimento livre e esclarecido, foram submetidos a exame na lâmpada
de fenda, refração, teste de sensibilidade corneana, OCT de segmento anterior
- Visante, topografia corneana e fotografia do segmento anterior. Resultados:
Paciente 1: Manteve acuidade visual 20/20 no olho afetado (esquerdo), sem
alterações no exame clínico e topografia de córnea. Apresentou áreas de hiperrefletividade no estroma corneano ao OCT Visante. Paciente 2: O olho afetado (direito)
apresentou acuidade visual bem inferior (20/200) à acuidade do olho contralateral
(20/20), sem alterações importantes no exame clínico e topografia de córnea. Ao OCT
Visante, também apresentou áreas de hiperrefletividade do estroma corneano.
Paciente 3: O olho afetado (direito) apresentou acuidade visual de 20/200, sem
melhora com a refração, com áreas de opacidade estromal corneana e neovascularização, e redução da sensibilidade corneana, a topografia foi impossível de ser
realizada e o OCT Visante revelou áreas de hiperrefletividade e afinamento
corneano. Conclusões: Por obter imagens de alta resolução, a tomografia de
coerência óptica do segmento anterior é capaz de detectar alterações subclínicas
na córnea de pacientes com infecção ocular prévia por Neisseria spp. que é uma
afecção grave com possíveis sequelas debilitantes na córnea dos pacientes
afetados.
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AVALIAÇÃO DA PRECISÃO DA PAQUIMETRIA CORNEANA DE
CONTATO POR ULTRASSOM
AVALIAÇÃO DO ASTIGMATISMO E ACUIDADE VISUAL PÓSTRANSPLANTE ENDOTELIAL (DSAEK)
Liliane Ventura, Victor A. C. Lincoln, Sidney J. Faria e Sousa
Fernanda Darahem Mabtum, Roberto Pinto Coelho, Ricardo Helio Biaggi,
Fernando Borges Marquez de Andrade, Sibere Resende Oliveira, Francisco
Souza Meirelles Pires, Antonio Carlos Correia Coelho Junior, Isis Marques
Montenegro, Antonio Carlos Correa Coelho Junior
Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Sorocaba (SP)
Universidade de São Paulo (USP) - São Carlos (SP) / Universidade de São Paulo
(USP) - Ribeirão Preto (SP)
Objetivo: A paquimetria corneana é uma medida da espessura da córnea
bastante utilizada. Estas técnicas são baseadas em princípios de ultrassom ou
ópticos. Embora cada princípio tenha sua particularidade, todos são tidos como
confiáveis. Os paquímetros por ultrassom portáteis são bastante utilizados e,
neste trabalho aferimos a precisão e reprodutibilidade de dois modelos existentes
no mercado. Método: Estabeleceu-se uma montagem com um micrômetro
mecânico, digital, com precisão de 1 micron, acompanhado de dispositivos para
posicionar a córnea a ser avaliada, um sistema ótico de ampliação de 10X e uma
câmera CCD acoplada a um lap, para poder observar o momento em que o
micrômetro mecânico toca a superfície da córnea. O protocolo adotado consistiu
de: 8 olhos, com até 72 horas pós-morte foram selecionados, retirados da
geladeira, suas córneas removidas, rotuladas de 1-8 e colocadas em sequência.
No paquímetro por ultrassom foram realizadas três medidas por dois usuários e
quatro medidas por um usuário, totalizando 10 medidas em cada córnea. As
mesmas córneas foram submetidas 5X cada às medições no micrômetro mecânico
totalizando 15 medidas e, esta sequência foi realizada por três diferentes usuários.
O que realizava as medidas não observava o resultado; anotados por uma segunda
pessoa, para que não houvesse influência na medida posterior ou no descarte
de alguma medida no ato da medição. Resultados: Um dos paquímetros ultrassônicos apresentou uma média de desvio padrão de 150 e foi descartado para
nossas avaliações. A média dos desvios padrão tanto do paquímetro ultrassônico
selecionado quanto a do micrômetro foi de 33. Porém houve uma diferença entre
medidas de aproximadamente 100 micra. Assim, amostras padrão em acrílico
foram medidas em ambos os sistemas. Conclusões: Verificou-se que o paquímetro
ultrassônico apresenta um valor inferior, diferindo acima de 100 micra do valor do
padrão, indicando o erro real do paquímetro ultrassônico.
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Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP) - Ribeirão Preto (SP)
Objetivo: Avaliação do astigmatismo e acuidade visual de pacientes submetidos a transplante endotelial (Descemet Stripping Automated Endothelial Keratoplasty - DSAEK). Método: Realizamos um estudo longitudinal observacional
retrospectivo, revisando 6 prontuários de pacientes que fizeram transplante de
córnea endotelial na Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP), realizados pelo
mesmo cirurgião, no período compreendido entre 14 de julho e 11 de agosto de
2009. Resultados: Entre os 6 prontuários analisados, constatou-se que nos transplantes endoteliais a acuidade foi de 0,04 a 1 logMAR (0,1 - 0,9). O astigmatismo
pós-transplante endotelial alterou de -2,50 a 0. Conclusões: O astigmatismo
constitui uma das mais frequentes causas de baixa acuidade visual no pósoperatório do transplante de córnea. Com o objetivo de garantir uma boa acuidade
visual e diminuir risco de complicações, novas técnicas de transplantes de córneas
têm sido utilizadas, dentre elas o transplante endotelial. Neste trabalho, demonstramos que o transplante endotelial é uma técnica efetiva e segura, com baixo
grau de astigmatismos e boa acuidade visual no pós-operatório.
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AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DA POPULAÇÃO EM RELAÇÃO AOS ESTUDANTES DE MEDICINA SOBRE O PROCESSO DE
DOAÇÃO DE CÓRNEA
AVALIAÇÃO DO USO DO "CROSSLINKING" DO COLÁGENO
PARA TRATAMENTO DE CERATOPATIA BOLHOSA
João Crispim Moraes Lima Ribeiro, Andressa Rocha, Felipe Bezerra, Charles
Silveira, Aline Guerreiro, Levy Aguiar, Tiago Freire, Edson Brambate Jr., Ariel
Scafuri, Vagnaldo Fechine
Universidade Federal do Ceará (UFCE) - Fortaleza (CE)
Objetivo: Avaliar o grau de conhecimento da população sobre a realização de
transplante de córnea e estabelecer uma comparação com o conhecimento dos
acadêmicos de medicina. Método: Foi aplicado um questionário para obtenção de
dados como sexo, nível de escolaridade e mais seis perguntas de múltipla escolha
sobre transplante de córnea a pessoas abordadas espontaneamente no “Dia
Mundial da Saúde” e aos acadêmicos de medicina. A amostragem foi por
conveniência, sendo o número de entrevistados estabelecido arbitrariamente.
Resultados: Foram entrevistadas 46 pessoas da população geral, sendo 43,48%
homens e 56,52% mulheres, e 51 estudantes de medicina, sendo 43,13% homens
e 56,87% mulheres. Dos entrevistados da população geral, 15,2% tinham o 1º grau
incompleto, 6,52% 1º grau completo, 17,4% 2º grau incompleto e 32,6% 2º grau
completo. Quando indagados “O que é córnea”, 54,3% da população em geral
consideram ser uma membrana fina e transparente que recobre o olho contra 88,4%
dos estudantes. 52,2% dos entrevistados da população sabem que a doação de
córnea só pode ser feita até 6 horas após morte, em comparação com os 71,1%
dos estudantes que acertaram. Apenas 45,6% relevaram saber que os Bancos
de Olhos são instituições responsáveis por todas as etapas de processamento
dos tecidos oculares doados, porém 75% dos acadêmicos sabiam desse dado.
Quando questionados sobre o que é necessário para ser doador de órgãos, 69,5%
da população estavam cientes da necessidade de informar a família para que a
mesma autorize a doação, mas apenas 53,8% dos estudantes sabiam. Conclusões:
Comparando os porcentuais de acerto, percebe-se que o maior acesso à informação
e ao conhecimento sobre o procedimento e o protocolo de captação de córneas de
doadores podem influenciar na escolha de ser ou não doador de córnea.
Paula Tapia Gomes Pereira, Sidney Júlio de Faria e Souza, Luis Antonio Gorla
Marcomini, Elisio Bueno Machado Filho, Regia Maria Gondim Ramos, Gleilton
Carlos Mendonça, Marilhia Teixeira Bueno Machado
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)
Objetivo: Avaliar se o uso do "crosslinking" corneano diminui os sinais e sintomas
da ceratopatia bolhosa Método: Foram incluídos 15 pacientes (15 olhos) que
apresentavam ceratopatia bolhosa sintomática. Todos tinham baixo prognóstico
visual após várias cirurgias oculares. Foi utilizado o protocolo de Wollensak, de
Dresden: desepitelização dos 8 mm centrais da córnea sob anestesia tópica e
instilação de riboflavina a 1% 5 minutos antes do início da irradiação. Esta foi
aplicada por 30 minutos, energia total de 4,5 joules/cm², com instilação de riboflavina
a cada 5 minutos, alternada com anestésico. Utilizado lentes de contato terapêuticas (LCT) e colírio de moxifloxacino e dexamentasona 4X ao dia até completa
re-epitelização da córnea. Os pacientes eram avaliados semanalmente até
re-epitelização da córnea, com 30, 60 e 180 dias de pós-operatório. Os dados
avaliados foram obtidos antes do procedimento e nas visitas subsequentes:
acuidade visual, tempo para re-epitelização, paquimetria, escala de sintomas para
dor, lacrimejamento, sensação de corpo estranho e fotofobia (0 para ausência;
1 leve; 2 moderado e 3 intenso) e presença ou não de bolhas epiteliais. Resultados:
A média de idade foi de 66 anos, 6 pacientes do sexo feminino e 9 masculino.
Re-epitelização em média de 22 dias. Dois meses após o "crosslinking", dos 15
pacientes, 8 apresentavam boa evolução, com melhora da dor e sem bolhas. Houve
diferença significativa na escala dos sintomas, que reduziu de 10,2 para 7,6 com
p=0,01. Não houve diferença significativa em relação à paquimetria e acuidade
visual. Aos 6 meses após o tratamento, houve recorrência da ceratite bolhosa
em todos os pacientes e apenas 3 não apresentou. Conclusões: Neste estudo,
a utilização do "crosslinking" seguindo-se o protocolo de Wollensak não foi eficaz
para o tratamento da ceratopatia bolhosa.
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CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS E ETIOLÓGICAS DAS
CERATITES INFECCIOSAS EM CENTRO DE REFERÊNCIA NO
BRASIL
CAUSAS DE DESCARTE DE CÓRNEAS E PERFIL DO DOADOR
NO BANCO DE OLHOS DO HUPAA-UFAL: JANEIRO DE 2008
A MARÇO DE 2010
Luís Guilherme Milesi Pimentel, Ana Luísa Hofling-Lima, Angelino Julio Cariello,
Daniel Colicchio, Renato Magalhães Passos, Daniel Meira-Freitas, Natália Yumi
Valdrighi, Maria Cecilia Zorat Yu, Adriana Mascia
Allan Wilson Ramos Cavalcante, Maíra Cano Ribeiro Nogueira, Hiran Pereira Monte
Filho, Arminda Pereira da Silva Theotonio, Marcella Cristina Halliday Muniz, Clécia
de Araújo Cavalcante, Andréa Maria Cavalcante Santos
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Hospital Universitário Professor Alberto Antunes - Maceió (AL)
Objetivo: Descrever as características epidemiológicas e laboratoriais das
ceratites infecciosas em centro de referência no Brasil. Método: Em estudo
retrospectivo, foram revisados todos os prontuários de pacientes com diagnóstico
de ceratite atendidos no Laboratório de Microbiologia Ocular da UNIFESP entre
julho de 1975 e setembro de 2007. Dados revisados foram: idade, sexo, olho
acometido, uso tópico de medicamentos, história prévia de trauma ou cirurgia ocular,
uso de lentes de contato e resultado da cultura. Resultados: Foram incluídos 6.804
pacientes. A média de idade foi 42,1 ± 21,4 anos. A relação masculino:feminino
foi 1,5:1. Culturas foram positivas em 3.309 (48,6%) casos. Bactérias foram isoladas
em 2.699 (39,7%), fungos em 364 (5,3%) e Acanthamoeba em 246 (3,6%) amostras.
Staphylococcus foi a bactéria mais frequente e Fusarium prevaleceu entre os
fungos. Culturas positivas para bactérias foram 2,7 vezes mais frequentes em
pacientes com uso prévio de esteróides (p<0,01) e houve redução de 30% na
positividade das culturas em pacientes em uso de antibióticos (p<0,01). Antecedente de cirurgia ocular prévia foi observado em 1.524 (22,4%) pacientes e uso de lentes
de contato apresentou chance 1,7 vez maior de cultura positiva para Acanthamoeba.
Trauma ocular prévio acometeu 1.118 (16,4%) pacientes e em trauma com vegetais
houve 3,8 vezes aumento de culturas positivas para fungos (p<0,01). Conclusões:
As bactérias foram os micro-organismos mais frequentes. Uso prévio de antibióticos
e esteróides podem alterar resultados laboratoriais. Cirurgia ocular prévia, uso de
lente de contato e trauma ocular se mostraram fatores de risco para a ocorrência
de ceratites causadas por bactérias, Acanthamoeba e fungos, respectivamente.
Objetivo: Realizar um levantamento das causas do descarte de córneas e o
perfil dos doadores processados no Banco de Olhos do Hospital Universitário
Professor Alberto Antunes (HUPAA-UFAL) durante o período de janeiro de 2008
a março de 2010. Método: Revisão retrospectiva dos prontuários de doadores de
córnea processados no Banco de Olhos do HUPAA-UFAL entre janeiro de 2008
e março de 2010. Correlações de dados como causas de descarte das córneas
(sorologia positiva dos doadores e condições do tecido) e do perfil dos doadores
como a faixa etária e sexo foram considerados. Resultados: Das 318 córneas
processadas no Banco de Olhos do HUPAA-UFAL, 52% foram do sexo masculino
e 48% do sexo feminino. Com relação à sorologia, 27,7% (88) apresentaram
resultado positivo para hepatite B; 2,5% (8) para hepatite C; 1,3% (4) para HIV;
3,2% (10) apresentaram testes inconclusivos perfazendo uma porcentagem de
34,7% (110) de córneas descartadas no período estudado devido ao resultado
positivo ou inconclusivo da sorologia dos doadores. Das outras causas de descarte
das córneas, a maior prevalência foi de evidências de infecção no tecido corneano
3,2% (10) e 0,9% (3) pela condição inaceitável do próprio tecido. Conclusões: O
estudo confirma a validade e a importância da realização de testes sorológicos
e avaliação tecidual corneano para um transplante bem sucedido e sem ônus para
o paciente.
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COLA BIOLÓGICA TISSUCOL VERSUS NYLON 10.0 NA EXERESE DE PTERÍGIO PRIMÁRIO USANDO TRANSPLANTE DE
CONJUNTIVA AUTÓLOGO
ESPÁTULA DE KIMURA VERSUS ESCOVA CSM: EFICIÊNCIA
NA COLETA DE RASPADOS EM CERATITES INFECCIOSAS
Andre Cortez Baptistella, Fernanda Schenk Bertoli, Vera Lucia Mascaro, Haldria
Cristine Pessotti Simião, Fulvia Pina Pinheiro
Hospital Brigadeiro São Paulo - São Paulo (SP)
Luís Antonio Gorla Marcomini, Sidney Julio de Faria e Sousa, Gleilton Carlos
Mendonça da Silva
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)
Objetivo: Comparar o tempo cirúrgico, escala análoga visual, grau de hiperemia
ocular e complicações e recidivas relacionadas ao transplante de conjuntiva
autólogo usando nylon 10,0 mm e cola tecidual Tissucol Baxter. Método: Estudo
comparativo, prospectivo e randomizado foi realizado em 38 olhos com pterígio
nasal primário, sendo 20 olhos submetidos a sutura com nylon 10,0 mm e 18 olhos
submetidos a cola tecidual Tissucol Baxter. Os pacientes foram avaliados no pré
e pós-operatório (1, 10, 30, 60) através de avaliação subjetiva (EAV) e objetiva
como grau de hiperemia ocular, dor, lacrimejamento, desconforto ocular, tempo
cirúrgico e complicações/recidivas. As variáveis foram submetidas aos testes de
Fisher, Mann-Whitney, Friedman. Valores de P<0,05 indicaram significância
estatística. Resultados: Tivemos um tempo cirúrgico menor no grupo cola Tissucol
em detrimento do grupo sutura. Na avaliação objetiva, tivemos um maior grau de
hiperemia em todos os estágios do grupo sutura. Tivemos um caso de recorrência
no grupo cola e três no grupo sutura. Na avaliação subjetiva usando a escala
análoga visual, tivemos maiores índices de lacrimejamento, sensação de corpo
estranho, dor e desconforto ocular no grupo sutura em detrimento do grupo cola
tecidual. Conclusões: A cola tecidual Tissucol na fixação do transplante de
conjuntiva autólogo em cirurgias de pterígio primário reduziu o tempo cirúrgico,
apresentou menor reação inflamatória e menor desconforto ocular no pósoperatório, com índices de complicações e recidivas menores que no grupo de
fixação com nylon 10,0 mm nos 60 dias de pós-operatório.
Objetivo: Comparar a eficiência da espátula de Kimura em prover amostras
positivas a partir de raspados de úlceras de córnea, com a eficiência de uma
escova (denominada Escova CSM) desenvolvida no Setor de Doenças Oculares
Externas do Ambulatório de Oftalmologia do Hospital das Clínicas da Faculdade
de Medicina de Ribeirão Preto da USP. Método: Em 207 casos de úlcera de córnea
atendidos no Setor de Doenças Oculares Externas do Ambulatório de Oftalmologia
do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, entre 2004
e 2006, colheu-se de cada úlcera dois raspados: um obtido com a espátula de Kimura
e outro obtido com a escova CSM. Comparou-se a proporção de amostras positivas
encontradas nas coletas realizadas com a espátula, com a proporção de amostras
positivas encontradas nas coletas realizadas com a escova. Resultados: Entre
as 207 coletas realizadas com a Espátula de Kimura tivemos: 78 positivas e 129
negativas. Entre as 207 coletas realizadas com a Escova CSM tivemos: 104 positivas
e 103 negativas. O teste de McNemar aplicado a estes resultados mostrou uma
diferença altamente significante entre as proporções de positivos encontrados
nos dois grupos (p<0,0001). Conclusões: - A escova CSM mostrou-se muito mais
eficiente que a espátula de Kimura em prover amostras positivas a partir de úlceras
de córnea. A escova CSM, por possuir cerdas, remove muito mais material da
úlcera que a espátula de Kimura. Este fato por si só pode explicar a maior proporção
de positivos nas amostras colhidas com a escova. Os casos que resultaram
negativos são provavelmente de etiologia virótica destacando-se aí formas menos
comuns (não dendríticas) de herpes simples, sempre difíceis de se diagnosticar
clinicamente e que frequentemente são referenciadas a Serviços Terciários como
o nosso.
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INCIDÊNCIA DE GLAUCOMA PÓS CERATOPLASTIA PENETRANTE NO ANO DE 2009 NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
PROF. ALBERTO ANTUNES/UFAL
INDICAÇÕES PARA CERATOPLASTIA PENETRANTE E LAMELAR
NO HOSPITAL DE CLÍNICAS-UFTM
Arminda Pereira da Silva Theotonio, Maíra Cano Ribeiro Nogueira, Andréa Maria
Cavalcante Santos, Marcela Cristina Halliday Muniz, Clécia A. Cavalcante, Hiran
Pereira Monte Filho, Allan Wilson Ramos Cavalcante
Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) - Uberaba (MG)
Hospital Universitário Professor Alberto Antunes - Universidade Federal de
Alagoas (UFAL) - Sergipe (AL)
Objetivo: Devido à grande frequência, gravidade e dificuldade diagnóstica e de
tratamento, o glaucoma pós ceratoplastia penetrante é uma complicação séria e
a segunda causa mais frequente de insucesso do transplante penetrante de córnea,
superada apenas pela rejeição. Com esse trabalho objetiva-se avaliar a incidência
de glaucoma após ceratoplastia penetrante e correlacionar com fatores de risco,
idade, sexo e evolução da doença. Método: Foram avaliados retrospectivamente
os prontuários dos 82 pacientes submetidos à ceratoplastia penetrante no Hospital
Universitário Professor Alberto Antunes no período de 2009. A avaliação incluiu o
exame até a última consulta agendada ou até a perda do seguimento. Foram
analisados a indicação cirúrgica, o tipo de cirurgia, se pseudofacia ou afacia, o tempo
de surgimento do glaucoma, o tipo de tratamento utilizado. Resultados: No período
estudado foram realizadas 82 CPP, 41,46% desenvolveram aumento da PIO no pósoperatório, destes 6,09% já apresentavam glaucoma no pré-operatório. Com relação
à indicação, 38,23% por ceratopatia bolhosa, 26,47% leucoma, 8,82% leucoma
aderente, 5,88% retransplante, 2,94% perfuração, 14,70% ceratocone e 2,94%
distrofia granular. Dos pacientes que desenvolveram aumento da PIO no pósoperatório 11,76% eram afácicos, 47,05% pseudofácicos e 41,17% fácicos. 6,09%
desses pacientes necessitaram de tratamento cirúrgico para controle da PIO, sendo
realizado trabeculectomia. Conclusões: Tendo em vista que o glaucoma pós-CPP
é uma das mais importantes causas de falência do enxerto corneano e de perda
visual definitiva pelas lesões irreversíveis acarretadas ao disco óptico, torna-se
prudente um cuidadoso monitoramento de PIO no pós-operatório, a fim de que seja
feito o diagnóstico precoce e tratamento adequado, seja ele clínico ou cirúrgico.
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
DE
Vanessa Mendonca Rocha, Hélia Soares Angotti, Frederico Gustavo Telles e Souza
Objetivo: Determinar as principais causas de indicação de transplante penetrante e lamelar no Hospital de Clínicas-UFTM no período de janeiro de 2009 a
dezembro de 2009. Método: Estudo retrospectivo, série de casos, não comparativo. Os autores revisaram os prontuários de 59 pacientes submetidos à ceratoplastia penetrante e lamelar no Hospital de Clínicas-UFTM no ano de 2009 e os
classificaram em diferentes categorias diagnósticas. Resultados: Dentre os 59
prontuários revisados a idade variou de 9-88 anos (média 25 anos ± 2,5). Dentre
as principais causas de indicação para ceratoplastia encontramos: ceratocone em
23 casos (38,98%), sequela de trauma penetrante em 12 casos (20,34%), falência
de transplante prévio em 11 casos (18,64%), ceratite infecciosa perfurada ou não
em 7 (11,86%), ceratopatia bolhosa em 4 (6,78%) e outras causas em 2 (3,39%). Entre
os pacientes com indicação para ceratocone 6 (10,17%) casos foram lamelares
e 17(28,81%) de transplantes penetrantes. Conclusões: Este estudo foi composto
por uma população predominantemente jovem e as principais causas de indicação
de transplante foram o ceratocone, sequela de trauma penetrante, falência de
transplante prévio e ceratite infecciosa perfurada ou não. Entre os pacientes com
ceratocone a principal técnica utilizada foi a ceratoplastia penetrante.
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PREVALÊNCIA DA SÍNDROME DO OLHO SECO EM PACIENTES
COM RETINOPATIA DIABÉTICA PROLIFERATIVA
PROGRAMA DESENVOLVIDO PARA CERATOMETRIA EM PALM
TOP
Adriana Rainha Mascia, Igor Rodrigo Lins da Silva, João Crispim Ribeiro, Luis
Guilherme Milesi Pimentel, Moacyr Amaral Campos, Patricia Cabral Zacharias
Serapicos, Daniel Meira-Freitas, Angelino Julio Carrielo, Ana Luisa Hofling-Lima,
Fernanda Castro de Oliveira
Claudine Mizusaki Iyomasa, Liliane Ventura, Jean-Jacques de Groote
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Avaliar a presença da síndrome do olho seco em pacientes com retinopatia
diabética proliferativa. Método: Pacientes com retinopatia diabética proliferativa
com indicação de laserterapia foram convidados a responder um questionário de
desconforto ocular específico para olho seco (Ocular Surface Disease Index - OSDI).
Em seguida, todos os pacientes foram submetidos aos testes de tempo de ruptura
do filme lacrimal (BUT), Schirmer I e coloração por Rosa Bengala. Resultados:
Foram incluídos no estudo 25 pacientes. A idade variou de 25 a 82 anos com média
de 59,8 ± 11,6 anos e a relação masculino/feminino foi de 1,3. O tempo de
diagnóstico variou de 1 a 35 anos com média de 17,2 ± 8,7 anos. O escore médio
do OSDI foi de 49,4 ± 24,2. O teste de Schirmer I variou de 2 a 35 mm e apresentou
média de 13,57 ± 9,78 mm. Valor menor que 10 (positivo) foi observado em 12 (48,0%)
pacientes. O BUT estava alterado em 21 (84,0%) pacientes. Escore do teste de
Rosa Bengala maior que 3 (alterado) foi observado em 12 (48,0%) pacientes.
Conclusões: Foi observada alta prevalência de sintomas de olho seco e alterações
nos testes de avaliação do filme lacrimal em pacientes com retinopatia diabética
proliferativa. Os dados sugerem que diabetes mellitus com complicação microvascular
constitui fator de risco para desenvolvimento da síndrome do olho seco.
Universidade de São Paulo (USP) - São Carlos (SP)
Objetivo: O objetivo deste trabalho é desenvolver um software que faça a
medida ceratométrica, e que possa ser utilizado em dispositivos móveis. Seu
desenvolvimento está diretamente relacionado a um projeto anterior cuja proposta
foi a determinação do astigmatismo utilizando um anel de LEDs acoplado à lâmpada
de fenda. Neste novo projeto, o diferencial é a incorporação da tecnologia dos
dispositivos móveis, que vêm tomando o mercado. O projeto visa unificar a grande
precisão de um processo de determinação do astigmatismo à mobilidade permitida
pelos novos processadores. Método: O hardware do sistema consiste em 36 LEDs
dispostos em um formato de círculo. Os LEDs são projetados na córnea e a imagem
refletida é capturada por um sensor CCD de magnificação de 16x. A imagem é
enviada para o computador portátil pelo CCD por meio de um sistema sem fio, e
o software abre automaticamente a imagem a ser processada e converte a
intensidade registrada relativa a cada pixel em uma matriz de dados numéricos.
Em seguida é estabelecida pelo usuário a quantidade de LEDs que deve ser
identificada. Após a identificação é feita a interpolação. E, por fim, é determinada
a melhor elipse que se encaixa a estes pontos e o seu maior e menor raio. A partir
do valor dos parâmetros da elipse, os dados de astigmatismo podem ser determinados. Resultados: Após fazer vários testes com uma imagem padrão em
que o anel refletido é um círculo regular, utilizou-se a imagem obtida por um paciente
com 11 D de astigmatismo para testar se o software é capaz de detectar. O
resultado deste teste mostrou-se bem sucedido, identificando corretamente os
LEDs, determinando a melhor elipse por meio da interpolação, e traçando o maior
e o menor raio da elipse. Conclusões: O desempenho observado nos testes do
algoritmo descrito, a eficiência na identificação dos LEDs, e o cálculo dos raios
maior e menor do anel de luz necessários para determinar o astigmatismo, indicam
fortemente a viabilidade do processo proposto neste projeto.
P 031
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PROTOCOLO DE TRATAMENTO PARA CERATOCONJUNTIVITE PRIMAVERIL
SURTO EPIDÊMICO DE ÚLCERA DE CÓRNEA EM USUÁRIOS DE
LENTE DE CONTATO COLORIDA EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BELÉM DO PARÁ
Lisa Lauren Moura Martins, Karina Teixeira e Silva, Carina Costa Cotrim, Maria
da Glória Fonseca Rabelo, Tiago de Assis Quitério
Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) - Uberaba (MG)
Objetivo: Estabelecer padronização no tratamento de ceratoconjuntivite primaveril que caracteriza-se como processo alérgico crônico e bilateral da conjuntiva,
com exacerbações sazonais, mais frequente na primavera e verão, em regiões
de clima quente e seco. Tem predileção por meninos entre 2 e 10 anos de idade,
com tendência a resolução na puberdade. Método: Análise de prontuários dos
pacientes do Departamento de Córnea da UFTM. Resultados: Os sintomas são
prurido, lacrimejamento, sensação de corpo estranho, fotofobia e secreção mucosa.
Apresenta-se nas formas palpebral, límbica e mista. A forma palpebral apresenta
papilas de até 1 mm em palpebral superior. Nos casos graves há papilas gigantes
e acúmulo de secreção mucosa entre elas. Na forma límbica, papilas gelatinosas e
pequenas pseudofossetas são visualizadas no limbo superior. Já a forma mista,
apresenta papilas gigantes e limbo gelatinoso. Os pontos de Horner-Trantas, no
limbo ou conjuntiva, são formados por eosinófilos e restos celulares degenerados.
O trauma mecânico das papilas gigantes sobre a córnea causa defeito epitelial,
depósito superficial de fibrina e neovascularização (úlcera em escudo) que pode
resultar em grave alteração visual. Conclusões: O tratamento requer controle do
alergeno, compressas geladas nas crises e uso de lubrificantes sem conservantes,
como medidas gerais. Casos leves: medidas gerais e colírios de dupla ação
(associação entre anti-histamínicos e estabilizadores de mastócitos) como olopatadina 0,1% ou 0,2% e epinastadina por período indeterminado. Casos moderados:
medidas gerais, colírios de dupla ação e corticóide milesimal por 1 mês. A
manutenção pode ser feita com estabilizador de mastócitos. Casos graves: medidas
gerais, colírios de dupla ação, acetato de prednisolona 1% com regressão em 1
mês. Se não houver melhora, ciclosporina tópica 1 a 2% ou tacrolimus pomada
podem ser prescritos para se evitar os efeitos adversos do corticóide.
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
DE
Carlos Sebastião Castro de Oliveira, Laíse Nascimento Nunes, Paula Renata Tavares
Caluff, Edmundo Frota de Almeida Sobrinho, Janneser Lima de Freitas, Carla Carvalho
Ribeiro, Aline Nazaré Souza de Almeida, Denis Souza Vieira da Silva
Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza - Belém (PA) / Universidade Federal
do Pará (UFPA) - Belém (PA)
Objetivo: Descrever o perfil dos pacientes usuários de lente de contato colorida
que desenvolveram úlcera de córnea, enfatizando o diagnóstico e tratamento.
Método: Estudo retrospectivo de pacientes, usuários de lentes de contato coloridas,
que desenvolveram úlcera de córnea no período de julho a dezembro de 2008, atendidos
no Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza, Belém - PA. A coleta de dados foi
realizada através de revisão de prontuário e análise de protocolo de pesquisa com
diversas variáveis. Na análise dos dados foi utilizado o programa EPI INFO versão
3.3.2 para cálculo das frequências, construção das tabelas e gráficos. Resultados:
Foram avaliados 40 pacientes com sinais clínicos de ceratite infecciosa após uso
de lentes de contato; a maioria dos pacientes (15 pacientes) estava na faixa etária
mais jovem entre 14 e 21 anos; adquiriram as lentes em maior frequência de amigos
(25%), em ópticas (22,5%), ambulantes (20%) e uso compartilhado com outras
pessoas (20%). As medidas do tamanho das úlceras variou entre 1 e 64 mm², com
média de 23,6 mm². Na avaliação inicial da acuidade visual, a maioria dos pacientes
apresentava visão de movimento de mãos (55%), mantendo a acuidade visual de
vultos (52,1%) na avaliação final após o tratamento empírico com antibióticos
fortificados ou antifúngicos tópicos, sendo que 11,8% dos pacientes evoluíram para
transplante tectônico de córnea devido à gravidade do quadro. Segundo as características clínicas e resposta terapêutica, o provável agente etiológico da ceratite
foi bacteriano em 90,9% dos casos e fúngico em 9,1%. Conclusões: Portanto, fazse um alerta sobre os riscos de perda visual grave com o uso inadequado, e
principalmente sem orientação do oftalmologista, das lentes de contato.
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USO DE GANCICLOVIR 0,15% GEL PARA TRATAMENTO DE
CERTATOCONJUNTIVITE ADENOVIRAL
ALTERAÇÕES OFTALMOLÓGICAS NOS PACIENTES PORTADORES DE ESCLEROSE SISTÊMICA EM ACOMPANHAMENTO
AMBULATORIAL
Simone Tiemi Yabiku, Mariann Midori Yabiku, Kátia Mantovani Bottós, Aline Lutz
Araújo, Acácio Lima Filho, Cristina Muccioli, Denise de Freitas, Ana Luisa HoflingLima, Rubens Belfort Jr.
Beatriz de Abreu Fiuza Gomes, Marcony Rodrigues de Santhiago, Mário N. L.
de Azevedo, Haroldo Vieira Moraes Jr.
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - Rio de Janeiro (RJ)
Objetivo: Determinar se ganciclovir 0,15% gel é eficaz no tratamento de ceratoconjuntivites adenovirais, na prevenção de complicações e se pode influenciar na
transmissão desse tipo de conjuntivite. Método: Ensaio clínico duplo-cego com
pacientes com conjuntivite adenoviral há 5 dias ou menos. Os pacientes responderam
a um questionário, graduando os sinais e sintomas da conjuntivite em ausente, leve,
moderado ou intenso. No exame foi avaliado acuidade visual, adenopatia, edema
palpebral, hiperemia conjuntival, quemose, reação folicular, hiposfagma, petéquias
conjuntivais, infiltrados subepiteliais, ceratite puntacta, membranas e pseudomembranas. Os pacientes foram distribuídos, de forma randomizada, no grupo
1 (tratamento) e grupo 2 (controle), recebendo ganciclovir 0,15% ou placebo em ambos
os olhos durante 10 dias. Após 6 dias, o mesmo questionário foi aplicado pelo
telefone e o paciente respondeu se alguém do convívio pegou conjuntivite e se os
sintomas passaram para o olho contralateral. No 10º dia o mesmo examinador
reavaliou os pacientes e aplicou o mesmo questionário. Resultados: Dos 46
pacientes avaliados, 33 concluíram o tratamento, sendo 19 do grupo 1 e 14 do
grupo 2. Ambos os grupos eram equivalentes em relação aos dados demográficos
e aos sinais e sintomas. No 6º e no 10º dia de tratamento houve melhora
estatisticamente significativa da dor, prurido e fotofobia apenas no grupo 1. No 10º
dia observou-se melhora significativa do edema palpebral, hiperemia e folículos
em ambos os grupos. Não houve diferença entre os grupos na taxa de transmissão
e de complicações. Conclusões: Em pacientes com ceratoconjuntivite adenoviral
observou-se melhora da dor, prurido e fotofobia apenas no grupo tratado com
ganciclovir 0,15% gel. Não houve diferença estatística em ambos os grupos em
relação a transmissibilidade e ocorrência de complicações.
Objetivo: Estudar a prevalência e o espectro das alterações oculares em
pacientes com esclerose sistêmica em acompanhamento ambulatorial. Método:
Trata-se de um estudo descritivo, transversal. Foram incluídos 45 pacientes
consecutivos, provenientes do ambulatório de reumatologia do HUCFF, com
diagnóstico de esclerose sistêmica (ES) baseado nos critérios do Colégio
Americano de Reumatologia. Foram excluídos pacientes com diagnóstico de
doença mista do tecido conjuntivo, bem como pacientes com ES sine escleroderma.
Os pacientes foram submetidos a exame oftalmológico completo, incluindo a
realização de tempo de rotura do filme lacrimal, teste de Schirmer I e avaliação
da superfície ocular após instilação de Rosa Bengala. Resultados: Dos 45
pacientes incluídos, 40 (88,9%) pacientes eram do sexo feminino e 5 (11,1%) eram
do sexo masculino. A idade variou de 22 a 77 anos, com média de 51 anos. Os
pacientes apresentaram um tempo médio de doença diagnosticada de 10,9 anos.
Queixas oftalmológicas foram relatadas por 33 pacientes (73,3%), sendo as mais
comuns: baixa visual (26,7% das queixas), prurido (13,3%) e ardência (13,3%).
Os achados oculares mais frequentes foram: endurecimento da pele das pálpebras
dificultando a eversão palpebral (51,1%), telangiectasias palpebrais (51,1%),
ceratoconjuntivite seca (47%), catarata (42%), blefarite (40%), alterações
microvasculares retinianas (26,7%), estreitamento dos fórnices conjuntivais
(15,6%), glaucoma (13,3%). Conclusões: A ES é uma doença sistêmica que pode
apresentar comprometimento oftalmológico, geralmente benigno em pacientes
ambulatoriais. As alterações encontradas englobaram a órbita, o segmento
anterior e o posterior do globo ocular, sendo que as alterações palpebrais e da
superfície ocular foram as mais frequentes.
P 035
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ESTUDO SOBRE A CORRELAÇÃO ENTRE ATIVIDADE DA ARTRITE REUMATÓIDE E A GRAVIDADE DO OLHO SECO
MANIFESTAÇÕES OCULARES EM PACIENTES PORTADORES
DA SÍNDROME DE WILLIAMS
Fernando H. Miyazaki, Andreo G. M. Parra, Daniel C. Antero, Thelma L. Skare,
Marcelo L. Gehlen
Sarah La Porta Weber, Lorena Galhardo Ribeiro, Mauro Goldchmit, Marcela
Ferreira Tavares
Hospital Universitário Evangélico de Curitiba - Curitiba (PR)
Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - São Paulo (SP)
Objetivo: Verificar se atividade da AR medida pelo DAS-28 se correlaciona com
a gravidade do olho seco medida através dos testes de Schirmer I e do BUT.
Método: Trata-se de um estudo observacional, transversal. Foram convidados
todos os pacientes de AR do ambulatório de reumatologia do HUEC do período
de janeiro de 2010 a março de 2010 com pelo menos 4 dos critérios classificatórios
para AR do Colégio Americano de Reumatologia. Incluíram-se 50 pacientes. Esses
foram submetidos à medida do DAS-28, do Schirmer I e do BUT. O DAS-28 classifica
a atividade da AR em baixa se <3,2; moderada se entre 3,2-5,1 e alta se >5,1.
Para fins de análise estatística utilizou-se o menor valor do BUT e do Schirmer
medido nos dois olhos. Os dados foram agrupados em tabelas de frequência sendo
utilizado o teste de Spearman para estudos de correlação. Significância adotada
de 5%. Resultados: Dos 50 pacientes, 6 eram homens e 44 mulheres com idade
entre 28 e 77 anos (média de 51,92 ± 11,15 anos) e com tempo de doença entre
6 meses e 32 anos (média de 10,21 ± 7,67 anos). Existia sensação de olho seco
em 24/50 (48%). A atividade da doença medida pelo DAS-28 variou entre 0,62 e
6,93 (média de 3,23 ± 1,40). O teste de Schirmer variou entre 0 e 30 mm em 5
minutos com média de 12,18 ± 7,92. Em 10 pacientes (20%) os valores ficaram abaixo
de 5 mm. O BUT variou entre 0 e 15 segundos (média de 5, 48 ± 3,85). Em 43 pacientes
(86%) os valores ficaram abaixo de 10 segundos. Estudando-se a associação
entre Schirmer e DAS-28 obteve-se um p=0,39. A correlação dos DAS-28 com o
BUT mostrou um p de 0,60. Conclusões: Não existe associação entre atividade
da AR e gravidade do olho seco medidos pelo Schirmer e pelo BUT.
Objetivo: O objetivo deste estudo é descrever a frequência e gravidade das
manifestações oculares presentes na síndrome de Williams. Método: Trata-se de
um estudo longitudinal, prospectivo, observacional. Foram incluídos no estudo os
pacientes portadores da síndrome de Williams, com diagnóstico confirmado. As
variáveis avaliadas foram sexo, idade, doenças atuais, cirurgias prévias, uso de
correção óptica, acuidade visual (AV), biomicroscopia, refração, movimentação
extraocular, teste de Hirschberg, prisma e cover teste, teste para estereopsia (Lang),
oftalmoscopia direta e indireta. Resultados: Dos 30 pacientes avaliados, 15 eram
do sexo feminino e 15 do sexo masculino. A media de idade foi de 14,5 anos, variando
de 7 a 26 anos. Em relação à raça, 17 (57%) eram brancos, 10 (33%) pardos e
3 (10%) negros. As principais doenças associadas foram: estenose supravalvar
(40%), atraso do desenvolvimento neuropsicomotor (23%), déficit de atenção
(20%) e epilepsia (3%). Entre os 30 pacientes, 13% já haviam sido submetidos
a pelo menos uma cirurgia de estrabismo. A melhor AV com correção em ambos
os olhos alcançou 20/20 em 84% das crianças. Ao exame de biomicroscopia,
destacamos em 23% a presença de epicanto e em 3 pacientes encontramos íris
com estroma estrelado. O teste de Hirschberg foi centrado em 20 crianças (67%).
No teste de prisma e cover, 9 (30%) evidenciaram uma esotropia e apenas 2 (7%)
uma exotropia. Além disso, 4 pacientes apresentaram hipertropia do olho direito sobre
o esquerdo e 2 apresentaram DVD. A visão binocular mostrou-se alterada em 43%
dos casos. Na fundoscopia observamos tortuosidade vascular em 27% dos
pacientes. Conclusões: Este estudo mostrou que os pacientes com síndrome de
Williams apresentam inúmeras manifestações oftalmológicas. Estas devem ser
pesquisadas, detectadas e corrigidas precocemente, garantindo assim um desenvolvimento melhor para esses pacientes.
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PREVALÊNCIA DE DEMODEX SP. NOS CÍLIOS DE PACIENTES
DIABÉTICOS
ASSOCIAÇÃO ENTRE A FREQUÊNCIA DE CONJUNTIVITE VIRAL
E VARIAÇÕES DE PARÂMETROS CLIMÁTICOS
Marina Costa Carvalho de Sousa, Maria Cecília Zorat Yu, Letícia S. F. Yamashita,
Angelino Julio Carriello, Daniel Meira-Freitas, Nahin M. A. Geha, Joyce B.
Tsuchiya, Ana Luisa Hofling-Lima
Vespasiano Rebouças-Santos, Rodrigo V. Pozo, Juliana M. Bastos Prazeres, João
Crispin M. L. Ribeiro, Daniel Meira-Freitas, Angelino Julio Cariello, Caio Vinicius
Regatieri, Heloisa M. Nascimento, Elizabeth Nogueira Martins
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Determinar a prevalência de Demodex sp. em cílios de pacientes
diabéticos comparando com grupo controle. Método: Pacientes com diabetes
mellitus tipo 2 e voluntários saudáveis (grupo controle) responderam questionário
sintomático e foram submetidos a exame oftalmológico no qual dois cílios com colarete
foram removidos de cada pálpebra e examinados sob um microscópio com
ampliação de 20 vezes. Os ácaros foram detectados e quantificados baseados nas
suas características morfológicas e movimento. A presença de Demodex sp. foi
comparada entre os dois grupos através do teste qui-quadrado. Resultados: Foram
incluídos 42 pacientes em cada grupo. A idade variou de 50 a 60 anos com média
de 56,4 ± 5,2 anos. A proporção masculino:feminino foi 0,6:1. Não houve diferença
significativa segundo o sexo e a idade em ambos os grupos (p>0,05). Houve uma
tendência de encontrar Demodex em pacientes mais velhos, sendo que a média
de idade de pacientes com e sem Demodex foi 60,2 e 54,0 anos, respectivamente
(p=0,09). O Demodex sp. foi significativamente mais prevalente (p=0,05) em
pacientes diabéticos (54,8%) do que em pacientes do grupo controle (38,1%). No
grupo de pacientes diabéticos, o sexo masculino emergiu como um fator protetor
(p=0,05). Conclusões: Pacientes com diabetes apresentam maior prevalência de
Demodex sp. nos cílios comparados com voluntários saudáveis.
Objetivo: Avaliar a associação entre a frequência de casos de conjuntivite viral
(CV) e parâmetros climáticos. Método: Foram revisadas retrospectivamente todas
as fichas de pacientes atendidos no pronto-socorro de oftalmologia da Universidade
Federal de São Paulo no período de agosto de 2005 a julho de 2009. A variação
mensal do número de casos de CV foi comparada com as variações mensais de
temperatura, umidade relativa do ar e taxas de precipitação pluviométricas na
cidade de São Paulo no mesmo período, disponíveis na página eletrônica do
Instituto Nacional de Meteorologia. Teste de correlação de Pearson foi utilizado para
analisar a correlação estatística entre as variáveis. Resultados: Entre agosto de
2005 a julho de 2009 foram realizados 145.652 atendimentos, dos quais 22.830
(15,7%) apresentavam diagnóstico clínico de CV. A frequência média de
conjuntivite viral no período estudado foi de 17,3 ± 1,6 casos por dia, sendo a
menor registrada no mês dezembro (13,1 casos por dia) e a maior no mês de maio
(19,7 casos por dia). A média de temperatura mensal variou de 18ºC (julho) a 24,5ºC
(fevereiro) com média anual de 21,4 ± 2,2ºC. A média de umidade relativa do ar
mensal variou de 71,2 (agosto) a 75,7 (fevereiro) com média anual de 73,8 ± 2,0.
A média de precipitações pluviométricas mensal variou de 40,7 mm (junho) a 319,1 mm
(janeiro) com média anual de 139,8 ± 96,9 mm. A precipitação pluviométrica
correlacionou-se negativamente com o número de conjuntivites (r=-0,25, p=0,043).
Temperatura e umidade relativa do ar não se correlacionaram com o número de
conjuntivites (p>0,05). Conclusões: Nos meses com maiores taxas de precipitação pluviométrica observou-se menor frequência de consultas por CV. Não houve
influência das variáveis climáticas temperatura e umidade relativa do ar na
frequência de CV.
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AVALIAÇÃO DA ACUIDADE VISUAL EM ESCOLARES DO ENSINO FUNDAMENTAL DA REDE PÚBLICA DE VOLTA REDONDA - RJ, ENTRE 2004 E 2008
CARACTERIZAÇÃO DAS INDICAÇÕES DE TRANSPLANTE DE
CÓRNEA EM PACIENTES QUE PROCURAM O HOSPITAL ESTADUAL BRIGADEIRO (SUS)
Luiz Gustavo Abranches Werneck Pereira, Elba Christina Ferrão, Miguel Allemand
Zaidan, Natalia Moura Ribeiro, Anna Paula Amaral Addad, Bruno Ferolla
Haldria Cristine Pessotti Simião, Vera Lucia D. Mascaro, Solange Ortis F.
Komatsu, Fúlvia Pina Pinheiro, Fernanda Bertoli, André Cortez Baptistella
Centro Universitário de Volta Redonda (UNIFOA) - Volta Redonda (RJ) / Escola
de Ciências Médicas de Volta Redonda - Volta Redonda (RJ)
Hospital Estadual Brigadeiro - São Paulo (SP)
Objetivo: Relatar e analisar a prevalência de déficit visual em escolares do
ensino fundamental de escolas municipais e estaduais do município de Volta
Redonda-RJ. Aprimorar o aprendizado dos acadêmicos de Medicina por meio da
técnica de medida da acuidade visual. Evidenciar necessidade de melhoria da
assistência oftalmológica pela rede pública. Método: Foi realizada uma revisão
de estudos descritivos de delineamento transversal da medida da acuidade visual
feito por acadêmicos de Medicina do oitavo período, devidamente treinados, no
período de 2004 a 2008. Foram avaliados 3.729 alunos do primeiro ao nono ano
de 20 (25,0%) das 80 escolas públicas do ensino fundamental do município de
Volta Redonda-RJ, por meio da tabela de Snellen posicionada a 6 metros de
distância. Resultados: Da amostra total, 579 (15,5%) apresentaram acuidade
visual menor que 0,8. As idades variaram entre 5 e 18 anos. Quanto à correção
óptica, 317 (8,5%) alunos usavam óculos ao exame. Questionados se já haviam
consultado oftalmologista, 2.019 (54,1%) disseram que sim. Entre os amétropes,
252 (43,5%) relataram cefaléia, 163 (28,2%) ardência ocular, 145 (25,0%)
lacrimejamento e 142 (24,5%) dificuldade visual. Conclusões: O trabalho mostrou
que a acuidade visual reduzida foi semelhante a outros estudos com o mesmo
objetivo, ou seja, 10 a 20% do contingente etário necessitam de correção óptica;
logo, programas de saúde pública devem ser implantados de maneira a detectar
precocemente distúrbios visuais em crianças para que essas possam ser devidamente tratadas, desenvolvendo satisfatoriamente suas atividades no meio em
que vivem. O trabalho desencadeou, por parte dos acadêmicos, a busca pela
iniciação científica e, mais importante, interesse de prestar serviços comunitários,
onde a população não teria acesso e despertar nela a conscientização do valor
da boa visão.
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
DE
Objetivo: Apresentar o perfil dos pacientes submetidos ao transplante de
córnea no Hospital Brigadeiro, as indicações cirúrgicas, as técnicas, os tipos de
cirurgias e as complicações. Método: Estudo retrospectivo dos prontuários de 150
pacientes e análise de 193 transplantes realizados por duas equipes, no período
de 2000 a 2009. Foram analisados a idade, o sexo, as indicações para o
transplante, a técnica utilizada e as complicações. Resultados: 82 (54%) do sexo
feminino e 68 (46%) do sexo masculino. A idade variou dos 7 aos 85 anos (média=
41,34 anos). A técnica cirúrgica mecânica. Trépanos de 6 a 9 mm. Transplantes
ópticos 183 (95%) foram penetrantes [(penetrantes 152 (79%); penetrante +
implante secundário de lente intraocular 8 (4%); tríplice 26 (12%)] e 8 (4%)
lamelares. Dos tectônicos 2 foram enxerto corneoescleral (1%). Diagnósticos:
ceratocone e análogos (degeneração marginal pelúcida) em 102 (53%) pacientes,
ceratopatia bolhosa em 33 (17%), falência por rejeição em 15 (8%), distrofias em
10 (5%), opacidade cicatricial em 14 (7,2%), distrofia de Fuchs em 6 (3%), herpes
em 5 (2,6%), tracoma em 5 (2,6%), outros (perfuração escleral e degeneração
marginal de Terrien) 3 (1,6%). Complicações: ceratocone: reação de rejeição 18
(9,5%), rejeição irreversível 3 (1,5%), glaucoma 7 (3,5%), Seidel 2 (1%), falência
primária 1 (0,5%), diplopia monocular 1 (0,5%), infecção 1 (0,5%), astigmatismo
elevado 1(0,5%), Urretz-Zavaglia 1 0,5%). Ceratopatia bolhosa: reação de rejeição
6 (3%), rejeição irreversível 8 (4%), glaucoma 5 (2,5%), falência primária 1 (0,5%).
Leucoma: reação de rejeição 1 (0,5%), Seidel 1 (0,5%). Tracoma: reação de
rejeição 1 (0,5%), rejeição irreversível 1 (0,5%). Herpes: rejeição irreversível 2
(1%), reação de rejeição 1 (0,5%), glaucoma 2 (1%), Seidel 1 (0,5%). Distrofias:
reação de rejeição 3 (1,5%), rejeição irreversível 1 (1%), glaucoma 1 (0,5%). Fuchs:
infecção 1 (0,5%). Conclusões: Principais transplantes: óptico e penetrante.
Principal indicação: ceratocone. Complicações: reação de rejeição, rejeição
irreversível e glaucoma.
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CAUSAS DE CEGUEIRA E DEFICIÊNCIA VISUAL NA POPULAÇÃO DE MENORES DE 18 ANOS DA CIDADE DE PRATÂNIA
EPIDEMIOLOGIA DO TRAUMA OCULAR INFANTIL ATENDIDO
NO SERVIÇO DE OFTALMOLOGIA DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SANTOS
Tulio Gomes Cathala Loureiro, Silvana Artioli Schellini, Augusto Tomimatsu
Shimauti, Carlos Roberto Padovani
Gisela Tan Oh, Fábio Suga
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu (SP)
Santa Casa de Misericórdia de Santos - Santos (SP)
Objetivo: O presente estudo foi realizado com o objetivo de avaliar causas de
cegueira e deficiência visual na população de menores de 18 anos da cidade de
Pratânia. Método: Trata-se de um estudo populacional, do tipo transversal, de
amostra intencional, realizado de fevereiro de 2007 até agosto de 2008, por uma
equipe da Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP. Os dados foram colhidos
através de exame oftalmológico realizado por residentes e professores de
oftalmologia da referida faculdade. Foi seguido um protocolo de pesquisa do qual
constavam: dados demográficos, exame oftalmológico completo, composto por
anamnese, antecedentes pessoais, antecedentes familiares, avaliação da
acuidade visual (com e sem correção), tonometria, biomicroscopia, fundoscopia
e exame refracional. Os dados foram transferidos para Tabela Excel e submetidos
à análise estatística. Resultados: Na faixa etária pretendida foram encontradas
614 pessoas, havendo um total de 1.228 olhos. Foram excluídas 104 pessoas,
sendo 208 olhos, por não conseguirem informar a acuidade visual, resultando em
510 pessoas e em 1.020 olhos. A acuidade visual classificou como portadores de
baixa acuidade visual 19 pessoas (3,7%), resultando em 31 olhos (3.0%), sendo
8 do sexo masculino e 11 do feminino. Como portadoras de cegueira, foram
selecionadas 6 pessoas (1,1%), havendo 6 olhos (0,58%), sendo 2 do sexo
masculino e 4 do feminino. A causa da baixa visão mais encontrada foi de etiologia
refracional em 25 olhos (80%) seguida de ambliopia refracional em 3 olhos (9,6%).
A principal causa de cegueira nesta população foi coriorretinite, pseudofacia por
subluxação do cristalino e ambliopia refracional em 2 olhos de cada patologia
(33% cada). Conclusões: A principal causa de baixa visão no município de Pratânia
foi de etiologia refracional e de cegueira foi igualmente coriorretinite, pseudofacia
por subluxação do cristalino e ambliopia funcional.
Objetivo: Descrever a frequência, condições de ocorrência e causas dos traumas
oculares infantis, atendidos no serviço de emergência oftalmológico. Método:
Estudo retrospectivo, que incluiu pacientes menores de 12 anos com diagnóstico
de trauma ocular, os quais foram atendidos no Setor de Emergência do Serviço
de Oftalmologia da Santa Casa de Santos no período de outubro de 2008 a outubro
de 2009. Resultados: Foram analisados 305 prontuários de pacientes dos quais
188 (61,63%) eram do sexo masculino e 117 (38,36%) do sexo feminino. A faixa
etária entre 7 e 12 anos foi a mais encontrada. A acuidade visual de entrada foi
melhor que 20/40 em 45,54% dos casos e o trauma fechado, o de maior frequência
neste estudo, ocorreu em 81,31% dos casos. Quinze (4,92%) pacientes foram
vítimas de lesão penetrante e os objetos domésticos foram os agentes causadores
de trauma ocular em 16,39% dos atendimentos. Conclusões: O trauma ocular
infantil é a maior causa de cegueira unilateral adquirida, os meninos são os mais
acometidos e o trauma fechado é predominante. Campanhas de prevenção e
esclarecimento sobre o trauma ocular na infância se fazem necessárias.
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EPIDEMIOLOGIA DO TRAUMA OCULAR NA EMERGÊNCIA DO
HBDF
EPIDEMIOLOGIA DOS PACIENTES PORTADORES DE PTERÍGIO
ORIUNDOS DA REGIÃO DO ALTO TIETÊ - UMC
Camila Vigolvino Lopes Pinto, Juliana Tessari Rohr, Paulo Henrique Almeida de
Barros Lordêllo
Francisco Eudes Muniz de Andrade, Ayla Bogoni, Aline Sokolowski Silva,
Cláudio Eduardo Nascimento Nanni, Orlando Silva Filho, Ana Petrilli, André
Olivatto
Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) - Brasília (DF)
Objetivo: Avaliar o perfil epidemiológico do trauma ocular nos pacientes
atendidos no Pronto-Socorro do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).
Método: Analisamos 105 casos de trauma, no período de 1 de janeiro a 28 de
fevereiro de 2009, através de um estudo retrospectivo das Guias de Atendimento
de Emergência (GAEs). Os dados analisados foram: a idade do paciente, o tipo
e a causa do trauma, o olho envolvido e a acuidade visual da internação. Resultados:
Após análise de 32.578 GAES de atendimento de todas as especialidades da
emergência, sendo 6.516 do setor de Oftalmologia, encontramos 578 casos de
trauma ocular. Destes, 473 foram excluídos do trabalho devido à insuficiência de
dados, restando 105 prontuários. Dos 105 prontuários, o trauma ocular foi mais
frequente no sexo masculino (69,52%), sendo a faixa etária mais prevalente entre
21 e 50 anos (53,32%) seguido por crianças menores de 10 anos (18%). O principal
mecanismo de trauma foi o contuso (73,33%), seguido do trauma perfurante
(24,76%) e queimadura (2%). As causas mais comuns foram: agressão física
(21,9%), trauma com pedra (9,52%), com arame (7,52%), seguido por parafuso
(4,76%), madeira (4,76%), vidro (3,8%) e ferro (3,8%). O olho mais acometido foi
o direito (51,43%), sendo a acuidade visual inicial mais comum a de 1,0 (18%) e
em segundo lugar a de percepção luminosa (13,34%). Em 4,73% dos casos o
trauma provocou perda total da visão. Conclusões: Concluímos que o trauma
ocular é uma importante causa de internação na Emergência do setor de
Oftalmologia do HBDF. Visto que o trauma ocular é mais frequente na população
economicamente ativa, seria de grande relevância a busca de estratégias
educativas, de prevenção e proteção ocular, especialmente, em casos de
acidente de trabalho. Da mesma forma, a orientação dos pais em relação ao
cuidado com elementos domésticos potencialmente causadores de trauma ocular
em crianças como, por exemplo, objetos pérfuro-cortantes e produtos químicos.
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
DE
Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) - Mogi Das Cruzes (SP)
Objetivo: Avaliar o perfil dos pacientes portadores de pterígio atendidos no
Setor de Córnea do Curso de Especialização em Oftalmologia da UMC no ano de
2009. Método: Realizada uma avaliação retrospectiva dos pacientes quanto ao
sexo, idade, profissão, região de origem, tempo de doença e característica da
lesão. Resultados: Dos cerca de 166 pacientes atendidos, 55% eram do sexo
feminino, 59% entre 40 e 60 anos e a principal queixa era hiperemia. A grande
maioria apresentava lesão primária (95%), tipo 3 (50%). O olho mais acometido
foi o direito (53%), com queixa de lesão de 2 a 5 anos (44%). Quanto à região de
origem dos pacientes a maioria veio da Sudeste (55%) e da Nordeste (41%). Quanto
à profissão, 49% dos pacientes trabalhavam sob influência direta da radiação
diretamente relacionado com exposição à radiação solar. Conclusões: Verificouse maior frequência de portadores de pterígio entre as mulheres e a maioria entre
40 e 60 anos. Observou-se a maioria sendo primário, tipo 3 e o olho direito mais
acometido. Não se observou significância quanto à exposição à radiação e a principal
região de origem dos pacientes foi a Sudeste.
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EPIDEMIOLOGIA, ACUIDADE VISUAL E AMETROPIA DE CRIANÇAS COM CONJUNTIVITE ALÉRGICA
EXPECTATIVAS E CONHECIMENTO ENTRE PACIENTES COM
INDICAÇÃO DE TRANSPLANTE DE CÓRNEA
Patricia de Paula Yoneda, Amelia Kamegasawa
Paula de Camargo Abou Mourad, Newton Kara-Júnior, Rodrigo França de
Espíndola, Marco Aurélio Costa Marcondes, Heloisa Helena Abil Russ
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu (SP)
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Prevenção de ambliopia/cegueira nas crianças de 3-12 anos com
conjuntivite alérgica grave pela capacitação de profissionais em diagnosticar tipos
graves de conjuntivite alérgica para tratamento adequado. Método: Foram
avaliados portadores de conjuntivite alérgica atendidos no Ambulatório de
Doenças Externas quanto à idade, sexo, cor, procedência, acuidade visual (AV),
sintomatologia e tratamento utilizado. Patanol®, lubrificante, esteróide, n-acetil
cisteína 5%, clorofila e crioterapia. Crioterapia efetivo por 3 meses, auxilia na
evolução da úlcera em escudo. Resultados: No período estudado foram atendidos
459 pacientes no Ambulatório Doenças Externas Oculares sendo 14,73% casos
de conjuntivite alérgica. Destes 44% com idade menor que 7 anos, a maioria com
início do quadro ao redor dos 3 anos de idade. 79% do sexo masculino, 57,89%
brancos, 31,60% de crianças menores que 7 anos e AV ≤ 0,6 (visão que as crianças
já referiram dificuldade na escola). Muitos destes a manutenção do quadro devido
a não uso da medicação pelo preço, pais achavam que não fazia efeito, todos
referiam prurido e vermelhidão, muitos com fotofobia que dificultava abertura dos
olhos, comprometendo atividade escolar. Noventa e nove por cento com diagnóstico
de conjuntivite vernal. A maioria oriunda da região urbana. Conclusões: Embora
tenha crianças com AV ainda comprometida, observou-se que todas melhoraram
com tratamento que variaram do uso de antialérgico e lubrificantes, associados
a corticóide, mucolítico e crioterapia ou antioxidante. É importante o esclarecimento da doença aos profissionais de saúde para melhor orientação dos familiares
para adesão e adequado tratamento dos casos, mormente casos crônicos como
conjuntivite alérgica primaveril que acometem crianças menores.
Objetivo: Conhecer características e dificuldades de acesso aos pacientes
selecionados para cirurgia de transplante de córnea em projetos comunitários
realizados em um hospital universitário de São Paulo. Método: Foi aplicado um
questionário a pacientes em duas campanhas realizadas pelo hospital. Analisaram-se as seguintes variáveis: sexo, idade, renda mensal, escolaridade, número
de oftalmologistas previamente consultados, acuidade visual corrigida no melhor
olho, diagnóstico, indicação prévia, conhecimento sobre o procedimento, doença
ocular, sobre a existência de limitações no estilo de vida, possíveis complicações
após a cirurgia e expectativa de reabilitação, dentre outras. Resultados: Dos 99
pacientes entrevistados, 57,8% havia abandonado o trabalho devido à dificuldade
visual e dependiam da ajuda de terceiros para atividades cotidianas. Dos 90
pacientes que já apresentavam indicação prévia de transplante de córnea (91,0%),
metade sequer havia conseguido ingressar na lista de bancos de olhos. Dos
pacientes com indicação prévia de transplante, 18,9% desconheciam qual era o
seu problema ocular, 27,8% não sabiam o que era o procedimento, 18,7% não
estavam cientes de prováveis complicações per e pós-operatórias e 32,2%
ignoravam a existência de limitações no estilo de vida após a cirurgia. Conclusões:
Foi observado desconhecimento dos pacientes sobre a sua condição e tratamento. É importante salientar que para um resultado cirúrgico satisfatório há
necessidade de uma seleção adequada de pacientes e orientação sobre seu
problema ocular, a cirurgia proposta, cuidados e riscos per e pós-operatórios, e
perspectivas de reabilitação visual.
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MOTIVAÇÃO DE OFTALMOLOGISTAS PARA A ESCOLHA DA
ESPECIALIDADE
PERFIL CLÍNICO E EPIDEMIOLÓGICO DOS TRAUMAS OCULARES NO PRONTO-SOCORRO DE REFERÊNCIA EM UBERABA
- MG
Luciana de Morais Vicente, Karen Yamauti, Rui Celso Martins Mamede, Cristiane
Martins Peres, Maurício Kfouri, Ricardo Cavalli Carvalho, Maria de Lourdes
Veronese Rodrigues
Edjane Souza Santos Oliveira, Vanessa Mendonça Rocha, Marcio Scuoteguazza
Filho, Luciana Maniglia Ravagnani, Vitor Edmundo Carvalho Frange
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)
Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) - Uberaba (MG)
Objetivo: Verificar a motivação de profissionais a respeito da escolha da
oftalmologia como especialidade. Método: Foi aplicado questionário autoadministrado,
contendo pergunta semiaberta sobre possíveis motivos para a escolha profissional.
Esse questionário foi respondido por 84 oftalmologistas, com tempo de graduação
variando de 1 a 24 anos. Resultados: A principal motivação foi a qualidade de vida
proporcionada pelas características da prática da oftalmologia. Outras razões
foram: especialidade que alia prática clínica e cirúrgica, destreza manual, retorno
financeiro e idealismo. Não foram encontradas diferenças entre os gêneros.
Conclusões: A possibilidade de ter um estilo de vida controlado, conciliando vida
profissional e vida pessoal, foi a principal motivação para a escolha da Oftalmologia
como carreira.
Objetivo: Analisar o perfil clínico e epidemiológico dos atendimentos de trauma
ocular no pronto-socorro do Hospital das Clínicas da UFTM em Uberaba - MG.
Método: Neste estudo foram coletados dados de pacientes atendidos no prontosocorro por trauma ocular no período de 1 de julho 2009 a 25 de janeiro 2010: Sexo,
idade, dia da semana, mecanismo do trauma, atividade no momento do trauma, uso
de proteção ocular, olho acometido, necessidade de procedimento cirúrgico e
profissão. Resultados: Foram estudados 974 pacientes (20,1% dos atendimentos
do PS nesse período) com idade média de 34,1 ± 14,63, dos quais 86,8% eram
do sexo masculino. De acordo com o tipo de acidente 74,6% foi mecânico, sendo
o corpo estranho a sua principal causa (74,8%). Destaca-se que o segundo tipo de
acidente mais comum foi o químico, atingindo 11,1% dos pacientes e principalmente
causado por cal. 65,9% dos pacientes estava exercendo atividades laborativas no
momento do trauma e as profissões mais acometidas foram, em ordem decrescente: soldador, trabalhadores da construção civil, serralheiro e mecânico. A
utilização de proteção ocular no momento do acidente foi relatada em apenas 33,6%
dos casos. Os acidentes unilaterais foram predominantes. Conclusões: Neste estudo
revelou-se a predominância do sexo masculino no trauma ocular, principalmente
relacionada com a profissão e o descaso com o uso de proteção ocular. Fazemse necessárias ações que promovam condições de trabalho mais adequadas e
estimular medidas simples de prevenção adotadas pelos profissionais que podem
contribuir para diminuir e amenizar esse problema.
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Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
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PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES ENCAMINHADOS PARA TRANSPLANTE DE CÓRNEA NO HOSPITAL
OFTALMOLÓGICO DE SOROCABA
PERFIL DAS URGÊNCIAS OFTALMOLÓGICAS EM PRONTOATENDIMENTO DE REFERÊNCIA NA CIDADE DE JUNDIAÍ SÃO PAULO
Anna Carolina Carvalho Araujo, Gustavo S. Moura, Juliana F. Peres, Luciana
Boldrini, Lindalva C. Moraes, Luciene B. Sousa
Vanessa Yumi Sugahara, Naiane Goncalves, Roberto Novaes C. Horovitz, Eduardo
José Miranda Cosson, Pedro Henrique Araujo Abu-jamra, Márcia Domingues
Fernandes
Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Sorocaba (SP)
Objetivo: Traçar o perfil dos pacientes encaminhados para transplante de córnea
no Hospital Oftalmológico de Sorocaba, baseado nos seus dados clínicoepidemiológicos, resultado de teste de lente de contato e conduta elaborada.
Método: Foi realizado estudo retrospectivo de pacientes registrados no Setor de
lente de contato do Hospital Oftalmológico de Sorocaba, admitidos de janeiro de
2009 a julho de 2009 e que foram encaminhados para transplante de córnea neste
serviço (146 prontuários). Os dados registrados foram: doença corneana, a idade,
o sexo, a acuidade visual sem a lente de contato, a acuidade visual com a lente
de contato e a conduta elaborada pelo serviço. Foi utilizada como lente de contato
para iniciar testes a LCRGP. Resultados: A idade variou de 11 a 80 anos com média
de 31,5 e desvio-padrão de 12,4 anos. Dos 146 prontuários avaliados, 71 (48,6%)
pertenciam ao sexo masculino e 75 (51,4%) ao sexo feminino. Em relação à
procedência, 77 (52,7%) pertenciam ao estado de São Paulo, 24 (16,4%) ao estado
do Rio de Janeiro e 21 (14,3%) ao estado de Minas Gerais, 5 (3,4%). O ceratocone
foi a doença mais frequente (71,2%), seguida por pacientes em pós-operatório
de transplante de córnea (9,5%). A acuidade visual mais frequente após o teste
de lente de contato foi de melhor que 20/60 (60,2%). Em 11 casos (7,5%) não se
conseguiu realizar adaptação de lente de contato. Quanto à conduta dos
pacientes, em 49 casos (33,5%) foi optado por lente de contato, no restante optado
por tratamento cirúrgico. Conclusões: Pode-se concluir que neste estudo a maior
parte dos pacientes foi procedente do estado de São Paulo. O ceratocone foi a
principal patologia estudada e, na maioria dos casos encaminhados para
transplante de córnea, optamos por tratamento cirúrgico.
Faculdade de Medicina de Jundiaí - Jundiaí (SP)
Objetivo: Avaliar o perfil epidemiológico das consultas realizadas em um
serviço de pronto-atendimento oftalmológico em Jundiaí-SP. Método: Estudo
descritivo de 1.468 pacientes atendidos no pronto-atendimento oftalmológico do
Hospital São Vicente de Paulo, consecutivamente do dia 15 de junho a 7 de
setembro de 2009. Foram coletados dados como sexo, idade, profissão,
diagnóstico e origem e aplicados os testes estatísticos para estudar a associação
entre gênero, faixa etária, profissão e diagnóstico. Resultados: Dos pacientes
avaliados, 943 (64,2%) tinham entre 20-49 anos, 769 (52,4%) eram do sexo
masculino, 699 (47,6%) do feminino e 1.102 (75,1%) indivíduos eram de Jundiaí.
Os traumas oculares foram as afecções mais frequentes na população economicamente ativa (20-49 anos), no sexo masculino (88,7%) e na profissão indústria
(70,1%), embora as conjuntivites, no geral, configurem no diagnóstico mais
frequente (49,3%), com maior prevalência nas mulheres (62,5%). Conclusões: A
conjuntivite foi o diagnóstico mais frequente com prevalência das mulheres,
embora na faixa etária economicamente ativa, os homens prevaleceram com o
diagnóstico de trauma, mostrando maior vulnerabilidade aos acidentes oculares
associado às atividades laborais.
P 051
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SAZONALIDADE DAS CERATITES INFECCIOSAS NA REGIÃO
DE RIBEIRÃO PRETO-SP
TRACOMA: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO PÓS-TRATAMENTO COLETIVO EM URUCARÁ, AREZ (RN), BRASIL, DE 2006 A 2008
Rafael Estevão de Angelis, Mariana de Paula Bichuette, Eduardo Melani Rocha,
Wellington de Paula Martins, Marlon Moraes Ibrahim
Josefa Nivan de Oliveira Costa, Maria Cristina Amador, Ivanaldo Quirino do
Nascimento Nascimento, João Maria Tavares, Francisco Canindé Dantas, Maria
Cristina Amador, Reginaldo Amaral Modesto, Ronaldo Ezequiel da Silva, Gilmar
Ferreira
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)
Objetivo: A etiologia das ceratites infecciosas varia de acordo com a localização
geográfica e o período do ano, conforme observações em diferentes partes do mundo.
Esse estudo procura investigar a distribuição sazonal da doença em Ribeirão Preto SP através da análise dos pedidos de cultura de material corneano no HC. Método:
Estudo retrospectivo dos pedidos de cultura de raspado corneano no HCFMRP-USP.
Foi avaliado um período de 10 anos, entre julho de 1999 e junho de 2008 e relacionado
com os dados meteorológicos da região fornecidos pelo INPE. Os dados foram
analisados por estatística descritiva e pelo teste ANOVA e teste de correlação
de Pearson. Resultados: Nos 10 anos foram solicitadas culturas de 949 diferentes
pacientes, com média mensal de 8 ± 2 e anual de 95 ± 24. Viu-se uma variação
mensal significativa na solicitação de culturas (p<0,0001) onde o mês com maior
média foi o de julho 14 ± 9 e os com menores médias foram os de janeiro 6 ± 3
e dezembro 6 ± 4. Foi constatado um aumento no número de solicitação de culturas
em dias mais frios (p=0,004) e com menor volume de precipitação (p=0,04).O
resultado destas foi 444 culturas negativas, 417 de etiologia bacteriana, 74 fúngica,
11 mista e 3 acantameba. Esta mesma relação de temperatura e volume de
precipitação foi vista para casos de etiologia fúngica (p=0,03 e 0,05). Conclusões:
Os dados de distribuição da solicitação de culturas de material corneano e seus
resultados sugerem que as ceratites infecciosas apresentam sazonalidade na
região de Ribeirão Preto, e correlação com a temperatura e o volume pluviométrico.
Uma provável interpretação seria a intensificação da atividade agrícolas, devido
às colheitas e replantio, que associado a inadequada proteção ocular estaria
levando a maior frequência de traumas e consequente ceratites. Estes dados
possibilitam melhor compreensão da distribuição da doença e implementação de
medidas de saúde para sua prevenção, diagnostico e tratamento.
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
DE
Secretaria de Estado da Saúde Pública - Natal (RN) / Fundação Nacional de Saúde
Objetivo: Avaliar os resultados obtidos com o tratamento coletivo de toda
população. Reduzir a taxa de prevalência do tracoma para menos de 5% nos
moradores desta comunidade. Conhecer a situação epidemiológica do tracoma
no povoado. Método: Realizou-se busca ativa de tracoma na Escola Municipal de
Urucará em dezembro de 2005. Devido a alta prevalência da doença nos escolares,
foi desencadeado um inquérito domiciliar em todas as residências na comunidade.
Utilizou-se lupa binocular para exame dos cílios, das pálpebras, conjuntivas e da
córnea em ambos os olhos. A Organização Mundial de Saúde - OMS recomenda
o tratamento em massa de toda população onde a taxa de prevalência do tracoma
inflamatório for igual ou maior que 10% em uma localidade/distrito/comunidade.
O tratamento de tracoma com azitromicina é orientado pela OMS em diferentes
lugares do mundo, tanto pela sua eficácia como pela forma fácil de administrar
em dose única, oral. Resultados: Em 2005 foram examinados 554 pessoas.
Diagnosticados 110 casos (19,85%). Todos com tracoma folicular. A maioria
desses casos ocorreu nas faixas etárias de 5 a 9 anos. O resultado deste inquérito
mostrou a necessidade de intervenção medicamentosa e preventiva. O tratamento
foi realizado por três anos consecutivos. Em 2006 foram tratados 517 pessoas
(80,52%) da população, em 2007 - 539 (80,00%) e em 2008 - 530 (80,79%). No
inquérito domiciliar realizado em 2009 a taxa de detecção foi de 1,09%.
Conclusões: As ações de vigilância de controle do tracoma ano após ano, voltadas
para a prevenção e tratamento da doença, contribuíram para que a taxa de
detecção tivesse um declínio expressivo de 19,25% para 1,09%.
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URGÊNCIAS OFTALMOLÓGICAS EM HOSPITAL DE REFERÊNCIA: SANTA CASA DE CAMPO GRANDE/MS
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DAS CONJUNTIVITES NO ESTADO DE SÃO PAULO
Talita Richards de Andrade, Antônio Eduardo Pereira, Ana Cláudia Alves Pereira,
Marcel Nakae Yoshida, Glauco Batista Almeida, Moisés Fernandes Tabosa
Neto, Murilo Miranda de Oliveira
Norma Helen Medina, Emilio Haro-Muñoz, Maria Angela Maurício, Ines Koizumi
Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande - Campo Grande (MS) /
Universidade para o Desenvolvimento do Estado e Região do Pantanal - Anhanguera (UNIDERP) - Campo Grande (MS)
Objetivo: Avaliar as principais causas de procura pelo pronto atendimento de
Oftalmologia da Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande, Mato Grosso do Sul,
do ponto de vista epidemiológico, a fim de traçar a frequência dos principais diagnósticos
realizados. Método: Foi feito um levantamento de todas as consultas oftalmológicas
realizadas no período de setembro a dezembro de 2009, totalizando 297
atendimentos, de demanda espontânea. As variáveis avaliadas foram: sexo, idade,
raça e procedência dos pacientes, diagnóstico e conduta, dia de procura pelo serviço,
além da classificação ou não como acidente de trabalho. Resultados: O estudo
mostrou que a maioria dos pacientes atendidos eram adultos jovens em idade
economicamente ativa (média de 35,4 anos) e do sexo masculino (71,7%). Os
principais diagnósticos realizados foram: corpo estranho ocular (40%), causas
inflamatórias/infecciosas (26,5%) e traumas contusos/perfurocortantes (12,4%).
Dentre as causas inflamatórias/infecciosas, as conjuntivites apareceram com a
maior frequência, representando 51,2%; e dessas, as causas virais totalizavam 42,5%.
De todos os pacientes atendidos 65,7% foram classificados como vítimas de
acidente de trabalho. Não houve diferença estatisticamente significante quanto
à frequência de atendimentos em dias úteis e/ou feriados e finais de semana, nem
quanto à raça do pacientes frente aos diferentes diagnósticos. Conclusões: Os
achados em nosso serviço seguem os mesmos padrões que foram encontrados
no restante do país, confirmando a maior vulnerabilidade dos homens jovens a
afecções oculares, principalmente relacionadas aos acidentes de trabalho. Isto
denota uma subestimação dos equipamentos de proteção pessoal (EPF) o que
deve ser prontamente mudado, com uma prevenção eficaz e com educação em saúde
da população.
Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo - São Paulo (SP)
Objetivo: O Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” (CVE)
coordena o sistema de vigilância epidemiológica do Estado de São Paulo para análise
e controle das doenças de relevância para a saúde pública, especialmente na
vigência de surtos e epidemias. Avaliar o sistema de vigilância epidemiológica das
conjuntivites no Estado de São Paulo no período de 2004 a 2009. Método: Foram
elaborados impressos para organização do registro de casos de conjuntivites
diagnosticados nas Unidades de Saúde. Dados da doença foram preenchidos no
nível local e encaminhados à vigilância epidemiológica regionais, que os consolida,
analisa e os envia ao CVE a cada semana epidemiológica por meio eletrônico. Todas
as regionais foram treinadas para as atividades de vigilância epidemiológica das
conjuntivites. Resultados: Em 2004, na implantação dos novos instrumentos de
coleta de informação, 36 municípios do estado notificavam regularmente,
aumentando para 66 em 2005, 263 em 2006, 303 em 2007, 366 em 2008 e 389
municípios em 2009 correspondendo a 60,3 % deles. O coeficiente de incidência
das conjuntivites foi de 25,6/100.000 hab. (10.365 casos) em 2005; 136,3/100.000
hab. (55.970 casos) em 2006; 248,05/100.000 hab. (103.347 casos) em 2007; 317,77/
100.000 hab. (130.325 casos) em 2008 e 324,75/100.000 hab. (134.393 casos)
em 2009. Foram notificados no SINAN 1.325 surtos de conjuntivites, sendo a maioria
com quadro clínico compatível com conjuntivite viral, com confirmação laboratorial
da circulação do agente etiológico adenovírus. Conclusões: Foi possível confirmar
que a conjuntivite é de alta incidência no estado de SP, mesmo fora do verão. O
monitoramento permite observar o comportamento epidemiológico das conjuntivites
e serve de sinal de alerta para a investigação de surtos e o desencadeamento de
medidas de controle.
P 055
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AÇÃO DA TOXIMA BOTULÍNICA NA CONTRAÇÃO ISOMÉTRICA
DO RETO MEDIAL E RETO LATERAL EM PACIENTES COM
EXOTROPIA E ESOTROPIA
CIRURGIA MONOCULAR PARA ESOTROPIAS DE GRANDE ÂNGULO
Fernando Roberte Zanetti, Ely Almeida Santos, Rodrigo Pessoa Cavalcanti Lira,
Maria Isabel Lynch Gaete e Harley Edison do Amaral Bicas
Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) - Presidente Prudente (SP)
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)
Objetivo: Estudar a ação da toxina botulínica tipo A (TXB-A) sobre a contração
isométrica (CI) do reto medial e do reto lateral em pacientes com esotropia ou
exotropia. Método: Foi comparada a CI em pacientes estrábicos (exotrópicos e
esotrópicos), 30 dias após o uso da TXB-A, e em voluntários sem estrabismo.
Resultados: Os resultados mostram que esta droga mudou a relação de força entre
os agonistas diretos e músculos antagonistas. Isto promoveu o deslocamento do
ponto de equilíbrio entre forças musculares na direção nasal em casos endotrópicos
e na direção temporal, em casos exotrópicos e desvio posterior do olho para a sua
posição primária. A média alcançada foi correção de cerca de 10Δ; em ambos os
grupos de pacientes estudados. Conclusões: Tanto na exotropia e esotropia a média
das variações dos pontos de equilíbrio induzidos pela injeção de TXB-A foram muito
semelhantes. Isso significa que o maior percentual de correção aconteceu em casos
de pequenos desvios.
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
DE
Edmilson Gigante, Harley E. A. Bicas
Objetivo: Demonstrar a viabilidade da cirurgia monocular no tratamento das
esotropias de grande ângulo, praticando-se amplos recuos do reto medial (6 a 10 mm)
e grandes ressecções do reto lateral (8 a 10 mm). Método: Foram operados, com
anestesia geral e sem reajustes per ou pós-operatórios, 46 pacientes com esotropias
de 50 dioptrias prismáticas ou mais, relativamente comitantes. Os métodos utilizados
para refratometria, medida da acuidade visual e do ângulo de desvio, foram os,
tradicionalmente, utilizados em estrabologia. No pós-operatório, além das medidas
na posição primária do olhar, foi feita uma avaliação da motilidade do olho operado,
em adução e em abdução. Resultados: Foram considerados quatro grupos de
estudo, correspondendo a quatro períodos de tempo: uma semana, seis meses, dois
anos e quatro a sete anos. Os resultados para o ângulo de desvio pós-cirúrgico
foram compatíveis com os da literatura em geral e mantiveram-se estáveis ao longo
do tempo. A motilidade do olho operado apresentou pequena limitação em adução
e nenhuma em abdução, contrariando o encontrado na literatura estrabológica.
Comparando os resultados de adultos com os de crianças e de amblíopes com
não amblíopes, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas
entre eles. Conclusões: Em face dos resultados encontrados, entende-se ser
possível afirmar que a cirurgia monocular de recuo-ressecção pode ser considerada
opção viável para o tratamento das esotropias de grande ângulo, tanto para adultos
quanto para crianças, bem como para amblíopes e não amblíopes.
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METODOLOGIA COMPUTACIONAL PARA DETECÇÃO AUTOMATIZADA DO ESTRABISMO
TOXINA BOTULÍNICA NO TRATAMENTO DE ESTRABISMO:
EXPERIÊNCIA DA ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA
Jorge Antonio Meireles-Teixeira, João Dallyson Sousa de Almeida, Anselmo Cardoso
Pereira, Aristofanes Correa Silva, Michelline T.A.M. Mesquita, Tomas Scalamandré
Mendonça, Paulo Schor
Milena Fernanda Vieira Pinheiro, Monica Cronemberger
Universidade Federal do Maranhão (UFM) - São Luis (PI) / Universidade Federal
de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Desenvolver um sistema composto por hardware (câmera fotográfica
digital de uso doméstico) e software (análise matemática automatizada) que
permita determinar, de forma bastante simples, a probabilidade de um paciente ter
estrabismo. Método: Neste estudo propõe-se a análise computacional do reflexo
corneano (método de Hirschberg), de fotografias, aplicando-se a Transformada
de Hough e o Método de Canny. Após a tomada das imagens estáticas foi realizado
o exame oftalmológico comum acrescido do exame de motilidade ocular, usandose o teste de cobertura simples e alternada (cover simples e alternado) e o teste de
Titmus, por um profissional especialista em estrabismo (padrão-ouro). Resultados: Foram considerados 40 pacientes. Destes 7 foram descartados por não
apresentarem estrabismo detectável pelo método de Hirschberg, mas terem
exames sensoriais alterados. Verificou-se, então, que a metodologia alcançou 100%
de sensibilidade, 91,3% de especificidade e 94% de acerto para as 33 imagens
restantes. No entanto, por se basear no método de Hirschberg, que é a forma
menos precisa para se diagnosticar um estrabismo, o estudo teve sua acurácia
diminuída. Porém, como forma de triagem entre estrábicos e não estrábicos, para ser
usado em pacientes atendidos em regime de mutirão em “campanhas para prescrição
de óculos para escolares”, por exemplo, o método mostrou-se eficaz, ainda mais
se se considerar que nestes mutirões os pacientes não são triados para estrabismo
de forma nenhuma, nem mesmo pelo método de Hirschberg. Conclusões: 1) O
método mostrou-se satisfatório para a triagem de estrábicos, podendo ser posto
em prática mesmo por profissionais não-médicos oftalmologistas. 2) Este foi apenas
um estudo-piloto, para se passar para outro mais elaborado, já iniciado, trabalhandose com vídeo e o método de cobertura simples e alternada.
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Avaliar e analisar os resultados da aplicação de toxina botulínica em
pacientes do setor de estrabismo da Escola Paulista de Medicina, Universidade
Federal de São Paulo - UNIFESP, no período de 1999 a 2010. Método: Estudo
retrospectivo dos pacientes submetidos a aplicação de toxina botulínica no
serviço de estrabismo da Escola Paulista de Medicina no período de 1999 a 2010.
Foi realizado levantamento dos prontuários dos pacientes em estudo, sendo os
mesmos analisados quanto ao seu perfil e separados em grupos de acordo com
o tipo de estrabismo. Analisou-se o uso da toxina botulínica, a quantidade aplicada,
o número de aplicações, e o desvio pré e pós-aplicação. Resultados: A toxina
botulínica mostrou-se efetiva em aproximadamente 80% dos pacientes na diminuição do desvio (p<0,05). Cerca de 45% dos pacientes necessitou de pelo
menos mais uma reaplicação. Conclusões: A toxina botulínica mostrou-se efetiva
para tratamento do estrabismo e é mais uma opção terapêutica quando da
impossibilidade do procedimento cirúrgico, em pequenos e médios desvios. O uso
da substância mostrou-se efetivo para prevenção de contraturas pós-paralisias,
por exemplo, do reto medial em paralisias do VI nervo.
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UTILIZAÇÃO DA INTERNET PARA DISPONIBILIZAÇÃO DE CASOS CLÍNICOS DE ESTRABISMO NO APRENDIZADO EM OFTALMOLOGIA
VARIAÇÃO DA AMPLITUDE DA RIMA PALPEBRAL NA CORREÇÃO CIRÚRGICA DO ESTRABISMO HORIZONTAL
Josie Naomi Iyeyasu, Keila Miriam Monteiro de Carvalho, Renato Marcos
Endrizzi Sabbatini
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)
Objetivo: Verificar a validade do aprendizado baseado em educação à distância
para médicos residentes de oftalmologia e a efetividade do aprendizado com
complementação do atendimento ambulatorial em oftalmologia. Método: Criação
de um "site" que funciona como um meio de apoio aos médicos residentes do setor
de estrabismo no ambulatório de oftalmologia do HC-Unicamp. Os médicos
residentes do primeiro ano de oftalmologia foram divididos em dois grupos
aleatórios: um que foi submetido à intervenção (acesso ao "site") e outro que não
foi submetido à intervenção. Foram apresentados casos clínicos diferentes dos
contidos no "site" para resolução por todos em momentos distintos (antes do
acesso do grupo da intervenção ao "site" e logo após o acesso) e a resolução
deles pelos residentes foi analisada e comparada. Resultados: Temos um "site"
contendo os casos clínicos de estrabismo, que compõem um banco de dados e
que também podem ser consultados como forma de pesquisa. Além disso, temos
também o teste da viabilidade e da validade da metodologia utilizada através da
análise e comparação da resolução dos casos clínicos feita pelos residentes, além
da avaliação voluntária realizada pelos internautas mediante aplicação de
questionário contido no próprio "site". Até o momento, a avaliação feita pelos
residentes do grupo de acesso ao "site" é positiva, tendo eles atribuído boas notas
à utilização deste tipo de recurso como complementação ao ensino em oftalmologia. Em relação à resolução de casos clínicos, o grupo de acesso ao "site" obteve
melhor desempenho na condução dos casos apresentados. Conclusões: Apesar
de se tratar de um projeto piloto, a utilização deste tipo de recurso se mostrou
eficaz como complementação ao aprendizado em oftalmologia no que concerne
à condução e resolução de casos clínicos em estrabismo.
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
DE
Luiz Cláudio Santos de Souza Lima, Raul Nunes Galvarro Vianna, Guilherme
Herzog Neto, Luis Guillermo Coca Velarde
Universidade Federal Fluminense (UFF) - Niterói (RJ)
Objetivo: Avaliar prospectivamente a amplitude da rima palpebral no pósoperatório de olhos que foram submetidos à cirurgia de retrocesso de retos mediais
ou laterais, realizada num hospital escola. Método: Comparamos a medida pré e
pós-operatória da rima palpebral de 59 pacientes com desvio aproximadamente
comitante, que sofreram retrocesso isolado dos retos horizontais para eso ou
exotropia. Utilizamos o método de processamento digital de imagens e o programa
ImageJ (National Institute of Health-EUA) para medida da rima e para análise
estatística o programa S-Plus version 8.0 (ITC labs/UVa). Resultados: Quarenta
e dois pacientes eram esotrópicos no grupo ET e 17 eram exotrópicos no grupo XT.
A diferença entre as medidas pré e pós-operatória foi significante estatisticamente
para os dois grupos estudados, (p=0,0472, teste t). Conclusões: A cirurgia de
retrocesso dos retos laterais e mediais para correção de desvios comitantes pode
resultar em aumento da amplitude da rima palpebral. Esse efeito deve ser considerado
no planejamento cirúrgico e o paciente deve ser informado previamente desse
efeito da cirurgia.
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ADERÊNCIA AO TRATAMENTO DO GLAUCOMA E SUA RELAÇÃO COM FATORES SOCIODEMOGRÁFICOS
ANÁLISE DO COMPLEXO DE CÉLULAS GANGLIONARES VERSUS CAMADA DE FIBRAS NERVOSAS PERIPAPILAR PARA
DIAGNÓSTICO DE GLAUCOMA
Glauco Batista Almeida, Moises Fernandes Tabosa Neto, Murilo Miranda de
Oliveira, Marcel Nakae Yoshida, Isabella de Oliveira Lima Parizotto, Talita
Richards, José Roberto Zorzatto, Christiana Velloso Rebello Hilgert
Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande - Campo Grande (MS)
Objetivo: O objetivo deste estudo é avaliar a aderência ao tratamento tópico
do glaucoma, evidenciar as dificuldades mais frequentemente referidas pelos
pacientes e avaliar sua relação com fatores sociodemográficos numa amostra de
pacientes provenientes de instituições públicas e privadas. Método: 121 pacientes provenientes de instituição pública e privada foram submetidos a questionário,
após consentimento informado, por examinador treinado para tal. Foi considerado
não aderente pacientes que referiram não ter aplicado pelo menos uma dose do
colírio prescrito nos 10 dias anteriores à entrevista. As variáveis sociodemográficas
como sexo, idade, raça, escolaridade, renda familiar e ainda quantidade de colírios
usados e sua posologia, dificuldade na aplicação dos colírios e efeitos colaterais
foram relacionadas à aderência ou não ao tratamento. Os dados foram submetidos
a procedimentos de Estatística Descritiva e ao teste Qui-quadrado para verificar
a existência de associação entre as variáveis. Resultados: A maioria dos
pacientes (80,7%) tinha idade superior a 50 anos; 60,8% pertenciam ao sexo
feminino, 56,5% declararam raça branca, 39,7% tinham apenas o ensino
fundamental e apenas 20,4% da amostra tinha renda superior a cinco salários
mínimos. Conclusões: Verificou-se que a falta de aderência estava associada à
faixa etária. Pacientes com menor idade são os que mais esquecem (p=0,037).
Existe tendência de associação entre sexo e esquecimento (p=0,071) e entre faixa
salarial e esquecimento (p=0,101). Pacientes femininos e pacientes com maior
renda tendem a esquecer mais que os demais. Não se verificou associação entre
raça e esquecimento (p=0,702) e escolaridade e esquecimento (p=0,354).
Pilar Moreno, Bruno Konno, Veronica Lima, Dinorah Castro, Leonardo Castro,
Angélica Pacheco, Jae Lee, Tiago Prata
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP) / Hospital
Oftalmológico Medicina dos Olhos - Osasco (SP)
Objetivo: Comparar a habilidade diagnóstica da nova avaliação segmentada da
espessura das camadas retinianas internas na região macular com a avaliação
convencional da espessura da camada de fibras nervosas retinianas peripapilar
(CFNp) medidas pela OCT de domínio espectral (SD-OCT) em pacientes com dano
glaucomatoso leve. Método: 67 pacientes com glaucoma e 56 indivíduos normais
foram prospectivamente incluídos. Dano glaucomatoso leve foi definido por um mean
deviation (MD) na perimetria automatizada acromática melhor que -6 dB. Todos
os pacientes foram submetidos à avaliação da espessura das camadas retinianas
internas na região macular medida pela análise do complexo de células ganglionares
(GCC) macular e da CFNp através do SD-OCT. Curvas ROC e valores de sensibilidade
para especificidade pré-determinada foram geradas para diferentes parâmetros das
análises GCC e CFNp. Resultados: A média do MD para olhos glaucomatosos foi
de -2,5 ± 1,6 dB. As AUCs referentes a espessura do GCC macular na região
superior, inferior e a média de todas as regiões não foram estatisticamente
diferentes, com 0,807, 0,788 e 0,815 respectivamente (p≥0,18). As AUCs para
espessura da CFNp nas regiões superior, inferior e a média de todas as regiões
também foi similar com 0,728, 0,697 e 0,735 respectivamente (p≥0,15). A
espessura média do GCC macular teve uma AUC significativamente maior quando
comparada a espessura média da CFNp (0,815 vs 0,735; p=0,03). Conclusões:
A análise da espessura macular segmentada (GCC) através do SD-OCT têm uma
habilidade igual ou ligeiramente superior à análise da CFNp para discriminar entre
olhos normais e com glaucoma inicial.
P 063
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AVALIAÇÃO DA ESPESSURA MACULAR COM TOMOGRAFIA
DE COERÊNCIA ÓPTICA FOURIER-DOMAIN EM PACIENTES
COM CAMPO VISUAL TUBULAR
AVALIAÇÃO DA PRESSÃO DE PERFUSÃO OCULAR EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
Augusto Cesar Costa de Almeida, Alexandre Soares Castro Reis, Remo Susanna
Jr., Roberto Freire Santiago Malta
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Comparar medidas de espessura retiniana na região macular de olhos
glaucomatosos com campo visual tubular e olhos normais usando a tomografia
de coerência óptica (TCO) Fourier-Domain (FD). Método: Estudo transversal e
observacional com 34 olhos de 34 pacientes (17 glaucomas primários de ângulo
aberto e com campo visual tubular e 17 normais). Os pacientes foram submetidos
a exame de campo visual (SITA 10-2 acromático, Humphrey Inc., Dublin, CA, USA)
e foram obtidas medidas da espessura da retina macular com TCO FD (3 D OCT100, Topcon, Tokyo, Japan). Teste t e coeficiente de correlação de Pearson foram
usados para comparação entre os grupos e para avaliar a correlação estruturafunção, respectivamente. Resultados: A acuidade visual (logMAR) e sensibilidade
foveal foram semelhantes entre os grupos. A média ± desvio padrão (DP) do mean
deviation (dB) foi de -2,37 ± 2,3 e -18,06 ± 6,27 (p<0,01) nos pacientes normais
e com glaucoma, respectivamente. A média ± DP da espessura da retina na região
macular (µm) foi de 281,65 ± 14,67 e 250,64 ± 18,69 (p<0,01), nos pacientes normais
e com glaucoma, respectivamente usando o protocolo ETDRS. A média ± DP da
espessura da retina na região macular (µm) foi de 278,50 ± 12,31 e 242,19 ± 21,23
(p<0,01), nos pacientes normais e com glaucoma, respectivamente usando o
protocolo mácula retangular. Os pacientes normais apresentaram melhor correlação
estrutura-função do que os glaucomatosos e utilizando o protocolo ETDRS (r=0,446,
p=0,036, IC 95% -0,195; 0,6). Conclusões: Em nosso estudo encontramos que
a despeito da paridade de acuidade visual e sensibilidade foveal, olhos glaucomatosos apresentam menor espessura retiniana na região macular quando comparados a olhos normais.
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
DE
Daniel Meira-Freitas, Daniela Almeida-Freitas, Luiz Alberto Melo Jr., Augusto
Paranhos Jr.
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Avaliar a pressão de perfusão ocular em pacientes com insuficiência
cardíaca. Método: Foi realizado um estudo caso-controle. Portadores de insuficiência cardíaca crônica (ICC) com ecocardiograma recente foram submetidos à
avaliação da pressão intraocular com o tonômetro de aplanação de Goldmann e
medida da pressão arterial braquial. Os achados foram comparados com um grupo
controle de indivíduos sem cardiopatia. Resultados: Um total de 29 pacientes com
ICC e 29 indivíduos sem cardiopatia participaram do estudo. A etiologia da ICC
mais comum foi doença de Chagas (17,2%). A fração de ejeção média do ventrículo
esquerdo entre os pacientes com ICC foi 35,2% (variando de 14% a 50%). A
pressão intraocular média foi 14,6 ± 2,9 mmHg no grupo ICC e 12,2 ± 2,6 mmHg
no grupo controle (P<0,001). A pressão arterial média foi 103,9 ± 15,3 mmHg no
grupo ICC e 87,1 ± 17,2 mmHg no grupo controle (P<0,001). A pressão de perfusão
ocular média foi 54,6 ± 10,5 mmHg no grupo ICC e 45,9 ± 11,25 mmHg no grupo
controle (P<0,001). Conclusões: Insuficiência cardíaca está associada a uma
menor pressão de perfusão ocular. Esse achado pode estar associado à patogênese
vascular da insuficiência cardíaca ou ao uso de medicações hipotensoras
sistêmicas e merece investigação adicional.
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COMPARAÇÃO DA ADERÊNCIA NO USO DE COLÍRIOS HIPOTENSORES OCULARES EM SERVIÇOS PÚBLICO E PRIVADO
COMPARAÇÃO ENTRE HRT-II E AVALIAÇÃO DE ESTEREOFOTOGRAFIAS DE DISCOS ÓPTICOS POR ESPECIALISTAS EM
GLAUCOMA
Marcel Nakae Yoshida, José Roberto Zorzatto, Glauco Batista Almeida,
Guilherme Luz Hilgert, Moisés Fernandes Tabosa Neto, Murilo Miranda de
Oliveira, Christiana Velloso Rebello Hilgert
Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande - Campo Grande (MS) /
Instituto da Visão de Campo Grande - Campo Grande (MS)
Beatriz Cerqueira Paiva, Lorenna Cristina Rodrigues de Oliveira, Paula Roberta
Ferreira Martins, Karina Eiko Yamashita, Regina Cele Silveira, Cinthia Meiry Yuki,
Helaine Ayan Arrifano
Complexo Hospitalar Padre Bento - Guarulhos (SP)
Objetivo: Avaliar as dificuldades mais frequentemente relatadas por pacientes
glaucomatosos em tratamento tópico, avaliar objetivamente a aplicação dos colírios,
e posteriormente verificar a concordância com o que foi relatado e com as dificuldades
verificadas no ato da autoinstilação dos colírios. Método: Foram avaliados os
comportamentos de 35 pacientes do SUS e de 82 pacientes de convênios através
de um questionário, após consentimento informado, por examinador treinado para
tal, em que o paciente autorreportava dificuldades ou não na aplicação do colírio.
Os erros de instilação de colírios foram observados. Após o questionário os
pacientes foram solicitados a autoinstilar o colírio que usa e as dificuldades
evidenciadas no seu uso, avaliadas por examinador treinado. Os dados foram
submetidos a procedimentos de Estatística Descritiva e ao teste do Qui-quadrado
para verificar a existência de associação entre as variáveis. Resultados: A maioria
dos pacientes (76,1%) autoinstilavam o colírio; 51,2% moram com mais de uma
pessoa; 70,1% tinham algum tipo de convênio e 53,2% instilavam o colírio de forma
correta. Conclusões: Quando questionado sobre quando você usa mais de um
colírio quanto tempo você espera entre uma aplicação e outra verificou-se que a
resposta não estava associada à forma de consulta (p=0,213), além disso, 68,0% dos
pacientes o faziam de forma correta. Existe associação entre quem instila o colírio
e forma de consulta (p=0,009).
Objetivo: Comparar a habilidade da avaliação subjetiva por meio de estereofotografias de discos ópticos com danos glaucomatosos ou suspeitos analisadas por dois especialistas em glaucoma com medidas objetivas fornecidas pela
oftalmoscopia confocal de varredura a laser (HRT-II). Método: Estudo seccional
realizado no Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos, envolvendo 37 olhos,
com diagnóstico de glaucoma ou suspeitos de tal patologia. Os discos ópticos
foram avaliados por meio de esterofotografias de disco óptico, analisadas por dois
especialistas em glaucoma, e comparados com a oftalmoscopia confocal de
varredura a laser utilizando o Heidelberg Retina Tomograph (HRT-II). Resultados:
Há correlação significante para a relação escavação/disco, tanto entre os observadores (r=0,917 e p<0,001) quanto entre os observadores e HRT (r=0,737 e
p<0,001; r=0,775 e p<0,001. Já para o tamanho do disco óptico, há correlação
significante entre os observadores (r=0,528 e p=0,001) e entre o observador 1
e HRT (r=0,376 e p=0,022). Entre o observador 2 e HRT (r=0,142 e p=0,403) não
há correlação significante. Conclusões: A avaliação clínica por especialistas em
glaucoma realizada com estereofotografias de discos ópticos com danos glaucomatosos e suspeitos apresentou excelente correlação com a avaliação objetiva
fornecida pelo HRT-II, especialmente na análise da relação escavação/disco.
P 067
P 068
CORRELAÇÃO ENTRE SETORES DO CAMPO VISUAL E DA CAMADA PERIPAPILAR DE FIBRAS NERVOSAS DA RETINA MEDIDA COM OCT-FD
ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS PICOS E MÉDIAS DE PRESSÃO INTRAOCULAR APÓS REALIZAÇÃO DO TSH E CTD
Jayme Augusto Rocha Vianna, Alexandre Soares Castro Reis, Kallene Summer
Moreira Vidal, Augusto Cesar Costa de Almeida, Roberto Freire Santiago Malta,
Remo Susanna Jr.
Hospital de Olhos de Brasília - Brasília (DF)
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Correlacionar os exames de campo visual 24-2 ao protocolo RNFL
da tomografia de coerência óptica Fourier-Domain (OCT-FD) nos estágios inicial,
moderado e grave do glaucoma. Método: Estudo retrospectivo transversal envolvendo revisão de prontuários de pacientes portadores de glaucoma, atendidos
no ambulatório de glaucoma do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina
da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Foram incluídos exames de campo
visual 24-2 e OCT-FD com menos de 6 meses de intervalo entre ambos. Os exames
de campo visual foram divididos de acordo com a gravidade do glaucoma. A
análise estatística envolveu uma regressão linear e o coeficiente de correlação de
Pearson para avaliar a correlação entre os exames. Resultados: A regressão linear
foi conduzida para determinar a influência da espessura da camada de fibras
nervosas (CFN) sobre a progressão do defeito de campo visual. Constatou-se que
para cada aumento de 1 dB no campo visual, ocorreu um aumento de 0,2 µm na
espessura da camada CFN, apresentando F(1,86)=58, com o nível de probabilidade associado ao um p<0,001, demonstrando ser improvável que os resultados
tenham sido obtidos por erro amostral. O protocolo RNFL do OCT-FD mostrou que
há uma diferença de 78,9 (± 8,5) µm na espessura da CFN no setor temporal-inferior
entre o grupo com glaucoma avançado e o controle (p<0,001). Neste mesmo setor,
houve uma melhor correlação entre os exames de OCT e campo visual em todos
os estágios do glaucoma. Conclusões: Os dados mostraram que com a progressão
do defeito do campo visual, ocorre uma diminuição da espessura da CNF no
protocolo RNFL do OCT-FD. Sendo que o setor temporal-inferior representa a melhor
correlação estrutura-função.
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
DE
Fabiano de Paiva Medeiros, Juscelino Kubitschek Oliveira, Newton Andrade Júnior
Objetivo: Comparar os picos e a média da pressão intraocular obtidos pela curva
tensional diária (CTD) e teste de sobrecarga hídrica (TSH) em pacientes com glaucoma
primário de ângulo aberto. Método: Foi realizado um estudo retrospectivo de 30
pacientes (60 olhos) com glaucoma primário de ângulo aberto. O trabalho foi
realizado entre o período de abril de 2009 a março de 2010. Os pacientes foram
submetidos a CTD e TSH sendo avaliados os picos e as médias pressóricas. Os
dados foram submetidos à análise do teste t pareado e as diferenças consideradas
significativas se p<0,05. Resultados: Dos 30 pacientes avaliados 18 (60,0%) eram
do sexo masculino. A idade variou entre 24 e 78 anos com média de 52,3 anos.
As médias pressóricas foram de 16,6 na CTD e 18,1 no TSH. Quando avaliados
os picos de pressão intraocular encontramos 18,2 na CTD e 20,4 no TSH. Conclusões:
O teste de sobrecarga hídrica mostrou maiores médias e maiores picos quando
comparados com os resultados obtidos da curva tensional diária.
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ESTUDO COMPARATIVO ENTRE TONÔMETRO DE GOLDMANN
E O TONÔMETRO DE PASCAL NO TSH EM PACIENTES COM
GPAA E OLHOS NORMAIS
INFLUÊNCIA DA FACOEMULSIFICAÇÃO NA PRESSÃO INTRAOCULAR E NA MEDIDA DO ÂNGULO DA CÂMARA ANTERIOR
Cinthia Meiry Yuki, Helaine Arrifano, Regina Cele, Beatriz Paiva, Lorenna
Oliveira
Hospital Oftalmológico Medicina dos Olhos - São Paulo (SP)
Complexo Hospitalar Padre Bento - Guarulhos (SP)
Objetivo: Comparar a medida da pressão intraocular (PIO) realizada pelo
tonômetro de aplanação de Goldmann e o tonômetro de contorno dinâmico de
Pascal no teste de sobrecarga hídrica em pacientes com glaucoma primário de
ângulo aberto (GPAA) e olhos normais. Método: Estudo prospectivo com 28 olhos
de pacientes com GPAA e 22 olhos de pacientes sem glaucoma. Todos os
pacientes foram submetidos a dois testes de sobrecarga hídrica (TSH) em dias
diferentes. A PIO foi aferida por apenas um examinador, 5 minutos antes, e 15,
30 e 45 minutos após a ingesta hídrica de 800 mililitros de água. Primeiramente
os pacientes foram submetidos ao TSH com tonômetro de Pascal e 30 dias após
com o tonômetro de Goldmann. A análise estatística foi baseada nos testes de Mann
Whitney e Wilcoxon. Resultados: Através do teste de Mann Whitney que comparou
medidas de PIO entre os grupos GPAA e controle, segundo o tipo de tonômetro
utilizado e os tempos considerados no estudo, mostrou que houve diferença
significante entre os grupos sendo as médias do GPAA maiores que as do grupo
controle. Através de teste de Wilcoxon que comparou medidas da PIO entre os
tonômetros Pascal e Goldmann, tanto para o grupo GPAA quanto para o grupo
controle, mostrou que houve diferença significante entre as medidas da PIO obtidas
com os diferentes tonômetros, sendo as médias do Pascal maiores do que as do
Goldmann. Conclusões: Conclui-se que pacientes com GPAA apresentam PIO
maior quando comparado a pacientes sem glaucoma no TSH. Além disso,
observou-se que o tonômetro de Pascal tem tendência a superestimar a pressão
intraocular quando comparado ao tonômetro de Goldmann.
Paulo Dantas Rodrigues, Tiago dos Santos Prata, Liang Shih Jung
Objetivo: Avaliar as alterações na pressão intraocular (PIO) e da medida do ângulo
da câmara anterior [obtido através de Tomografia de Coerência Óptica (OCT) de
alta resolução] após facoemulsificação com incisão em córnea clara, e implante
de LIO dobrável, em pacientes não glaucomatosos. Método: Foram incluídos
pacientes consecutivos que seriam submetidos à cirurgia de catarata e implante
de LIO dobrável. Em todos os pacientes foi realizado exame oftalmológico
completo. Pacientes com história de trauma ocular, glaucoma, altas ametropias
(equivalente esférico >6 dioptrias) ou qualquer outra doença ocular acometendo
segmento anterior foram excluídos. Todos os pacientes foram submetidos à
tonometria de aplanação (Goldmann) e medidas dos ângulos nasal e temporal de
cada olho (OCT de segmento anterior - Optovue/RTVUE), no pré-operatório e trinta
dias após a cirurgia, sempre no período da manhã. A pressão ocular e medidas
do ângulo no pré-operatório foram comparadas com as medidas após 30 dias da
cirurgia utilizando teste t pareado. Resultados: Foram avaliados 20 olhos de 17
pacientes, com média de idade de 69,9 anos. Após a cirurgia foi observada redução
significativa da PIO (14,4 vs 12,5 mmHg; redução de -1,9 ± 1,9 mmHg; p<0,001).
Foi observado também aumento significativo do ângulo nasal (37,9 vs 45,2 graus;
aumento de 7,3 ± 7,9; p<0,001) e do ângulo temporal (39,5 vs 48,3 graus; aumento
de 8,8 ± 9,2; p<0,001). Pacientes com ângulos mais estreitos no pré-operatório
apresentaram maior aumento do ângulo da câmara anterior após a cirurgia (r=-0,48;
p=0,03). Conclusões: A cirurgia de catarata através da facoemulsificação, leva
a uma redução da pressão ocular e aumento do ângulo da câmara anterior. Estes
resultados sugerem que este procedimento pode ser uma alternativa no tratamento
de pacientes com hipertensão ocular associada à presença de ângulo da câmara
anterior estreito.
P 071
P 072
EFEITO APRENDIZADO DA PERIMETRIA DE FREQUÊNCIA DUPLA HUMPHREY MATRIX EM PACIENTES COM GLAUCOMA DE
ÂNGULO ABERTO
MUDANÇA POSTURAL DA PRESSÃO INTRAOCULAR EM CRIANÇAS SAUDÁVEIS DE ALMIRANTE TAMANDARÉ (PR) PROJETO
GLAUCOMA
Paulo de Tarso Ponte Pierre Filho, Paulo Rogers Parente Gomes, Érika Teles
Linhares Pierre, Leandro Montalverne Pierre
Wilson Moreira Dimartini Junior, Carolina Rottili Daguano, Natasha Tatiana Vieira
Skorostenski, Lucas Shiokawa, Diogo Boschini Rodrigues, Roberto Pereira de
Pinho Schunemann, Ana Carolina Romanini Trautwein, Fernanda Pissetti, Ana
Tereza Ramos Moreira, Lisandro Sakata
Santa Casa de Sobral - Sobral (CE)
Objetivo: Avaliar o efeito aprendizado da perimetria de frequência dupla (FDT)
Humphrey Matrix em pacientes com glaucoma de ângulo aberto. Método: Um olho
de 30 pacientes com glaucoma de ângulo aberto, sem experiência perimétrica,
foi submetido a três testes com o perímetro de frequência dupla Humphrey Matrix,
com a estratégia full-threshold (programa 24-2), com intervalo de tempo de pelo
menos 30 minutos. Os resultados da primeira sessão foram comparados com os
da segunda e terceira sessões. Os parâmetros investigados para detectar efeito
aprendizado foram: tempo de exame, índices de confiabilidade, mean deviation
(MD), pattern standard deviation (PSD) e número de pontos com P<5% e <1% nos
gráficos total deviation e pattern deviation. Resultados: MD apresentou maior
defeito na primeira sessão (-13,64 ± 1,63 dB) do que na segunda (-12,68 ± 1,45 dB)
e terceira (-11,69 ± 1,48 dB) sessões (p<0,05). Redução estatisticamente significante
no número de pontos com P<5% e <1% no gráfico total deviation foi encontrada
após a repetição dos testes. Os resultados do tempo de exame, PSD, índices de
confiabilidade e número de pontos com P<5% e <1% no gráfico pattern deviation
não variou significativamente (p>0,05). Conclusões: FDT Humphrey Matrix mostrou
um significante efeito aprendizado sobre o MD e número de pontos deprimidos (P<5%
e 1%) no gráfico total deviation em pacientes glaucomatosos sem experiência
perimétrica. É provavelmente necessário obter pelo menos 3 testes para excluir a
presença de efeito aprendizado nestes pacientes para um resultado mais fidedigno.
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
DE
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - Rio de Janeiro (RJ)
Objetivo: Avaliar a mudança postural da pressão intraocular (PIO) em crianças
saudáveis. Método: Este estudo observacional transversal incluiu crianças que
cursavam o ensino fundamental do município de Almirante Tamandaré - PR. Todas
as crianças foram submetidas a um exame de triagem, que incluía entrevista
médica, medida da acuidade visual, tonometria com Perkins e retinoscopia sob
cilcopegia, se necessário. A medida da PIO com tonômetro de Perkins foi realizada
na posição sentada e, após 2 minutos, na posição supina. Somente dados dos
olhos direitos foram considerados para análise. Resultados: No total, 460 crianças
foram incluídas no estudo; com uma média de idade de 10,48 ± 0,14 (entre 5 e
17 anos); 63,9% da população do estudo referiram ser da raça branca, e 27,3%
não branca. Nenhuma doença oftalmológica além de erros refrativos foi observada.
A média da PIO (95% IC) dos pacientes sentados e na posição supina foi de 12,17
(11,98 a 12,36) e 13,34 (13,13 a 13,5) mmHg, respectivamente. A diferença da
média entre as posições sentado e supina encontrada foi de +1,16 (1,02 a 1,31) mmHg,
e a variação de PIO foi de -4 a 6 mmHg. O aumento da PIO foi limitada a 2 mmHg
em 3/4 das crianças participantes, e aproximadamente 6% da amostra obtiveram
um aumento da PIO superior a 4 mmHg na posição supina. Após ajustes da idade,
sexo e raça, nenhuma diferença significativa foi observada entre meninos e
meninas, brancos e não brancos. A diferença encontrada da PIO não está relacionada
com idade, sexo ou raça (p>0,09). Conclusões: Um discreto aumento da PIO em
crianças da posição sentada para supina foi encontrada nesta grande amostra
de crianças saudáveis. Estes dados podem ajudar a interpretar a variação da PIO
observada na posição supina.
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MUDANÇAS NA PRESSÃO DE PERFUSÃO OCULAR INDUZIDAS
PELA POSTURA: UMA COMPARAÇÃO ENTRE CIRURGIA FISTULIZANTE E COLÍRIOS
PERFUSÃO OCULAR DURANTE A HEMODIÁLISE
Andre Rodrigues de Castro, Daniel Freitas, Sergio Teixeira, Franklim Santos,
Tiago Prata, Augusto Paranhos Jr., Carolina Barbosa
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Comparar as mudanças na pressão de perfusão ocular induzidas pela
variação postural em pacientes glaucomatosos tratados cirurgicamente versus
aqueles tratados clinicamente, bem como comparar a estabilidade da pressão
intraocular (PIO). Método: Os pacientes foram alocados em 2 grupos: (A) pacientes
glaucomatosos controlados por cirurgia de trabeculectomia; (B) pacientes glaucomatosos controlados clinicamente com colírios antiglaucomatosos. Os pacientes permaneceram sentados por 10 minutos e então tiveram suas PIOs basais medidas
com o tonômetro Tonopen. Os pacientes então mudaram para uma posição supina
e voltaram a ter a PIO medida com o mesmo tonômetro em intervalos de 5 minutos
até que a PIO retornasse aos níveis basais ou alcançasse estabilidade. A pressão
arterial também foi medida imediatamente após cada medida da PIO, para que se
calculasse a pressão de perfusão ocular (PPO). Resultados: Doze olhos de 8
pacientes no grupo A e 18 olhos de 11 pacientes no grupo B. Não houve diferença
estatística entre os grupos com relação à PIO basal na posição sentada ou na posição
supina, bem como na PPO na posição sentada. No grupo de trabeculectomia, não
houve diferença significativa entre a PIO e a PPO medidas na posição sentada e na
posição supina, ao contrário do grupo controlado clinicamente, que mostrou um
aumento significativo na PIO na posição supina e redução da PPO na mesma
posição (p<0,05). Conclusões: Este trabalho sugere que a cirurgia de trabeculectomia
poderia promover uma maior estabilidade nos níveis de pressão intraocular em ohos
glaucomatosos durante a mudança de uma posição sentada para uma posição
supina, quando comparado aos colírios antiglaucomatosos.
Carolina Pelegrini Barbosa, Francisco Rosa Stefanini, Fernando Penha, Miguel Angelo
Góes, Sérgio Antonio Draibe, Maria Eugênia Canziani, Augusto Paranhos Jr.
Objetivo: Avaliar a pressão de perfusão ocular durante sessões de hemodiálise.
Método: Um estudo de série de casos, prospectivo e observacional foi desenvolvido. Foram incluídos 67 olhos de 35 pacientes que foram avaliados em três
momentos durante a hemodiálise: no início, 2 horas após o início e ao fim da
sessão. Pressão intraocular foi avaliada usando o tonômetro Tonopen. Pressão
sistólica e diastólica também foram avaliadas por meio da esfigmomanometria
manual. A PPO foi estimada pela medida da diferença entre 2/3 pressão média
sanguínea e a pressão intraocular (PIO). Resultados: Não houve diferença estatisticamente significante na medida PPO durante as três fases da hemodiálise
(p=0,69). Além disso, não houve diferença para PIO (p=0,93) e para pressão
arterial sistólica (p=0,92) nestas mesmas fases da hemodiálise. No entanto,
quando valores extremos são avaliados, alguns pacientes apresentaram pressão
de perfusão diastólica consideravelmente baixa em todas as fases de diálise mesmo
sem flutuação significante desta medida. Não houve correlação entre variação de
PIO e variação de pressão arterial sistólica (p=0,92). Conclusões: Nossos
resultados mostraram que apesar de documentado a hipotensão arterial durante
a hemodiálise, este dado não está relacionado com variações de PPO.
P 075
P 076
PROGRESSÃO DE PERDAS CAMPIMÉTRICAS EM PACIENTES
COM DIFERENTES POLIMORFISMOS DO GENE TP53
RELAÇÃO ENTRE RESPOSTA FOTÓPICA NEGATIVA, ELETRORRETINOGRAMA PADRÃO E A PERIMETRIA VISUAL AUTOMATIZADA EM GLAUCOMATOSOS
Karen Yamauti, Márcia Abelin Vargas, Luciana de Morais Vicente, Neifi Saloum
Deghaide, Marcelo Jordão L. Silva, Fabio Zenha, Jayter Silva de Paula, Eduardo
Donadi, Maria de Lourdes Veronese Rodrigues
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)
Objetivo: Na população brasileira o genótipo mais frequente é Arginina/Arginina
(Arg-Arg) e em pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto Prolina/Arginina
(Pro-Arg), sendo a gravidade das perdas campimétricas associada à presença de
Arginina. O objetivo deste estudo é verificar eventual associação dos genótipos
Prolina/Prolina (Pro-Pro), Arginina/Arginina e Prolina/Arginina do gene TP53
(códon 72) com a progressão de perdas campimétricas em pacientes com GPAA.
Método: Participaram do estudo 44 pacientes com GPAA e 72 indivíduos normais
(grupo controle). Foram avaliados dois exames de campo visual para cada
paciente, com intervalos médios de três anos, sendo considerada a evolução no
pior olho. Foram excluídos os pacientes que apresentavam campos visuais
inviáveis no ingresso no estudo. Os campos visuais foram classificados de acordo
com os critérios de Capriolli (1992). A região do éxon 4 do gene TP53 foi amplificada
em todos os pacientes e controles e digerida através da enzima de restrição BseDI.
Resultados: Sessenta e quatro por cento dos pacientes apresentaram progressão
das perdas campimétricas, sendo neste grupo a frequência de Arginina 71,4% e
a de Prolina 28,5%. No grupo sem progressão a frequência de Arginina foi 65,6%
e a de Prolina 34,3% e nos controles populacionais as frequências foram Arginina
e Prolina foram de 74,3% e 25,7 respectivamente. Não foram encontradas
diferenças estatisticamente significantes entre os grupos. Conclusões: Apesar
de a Arginina estar associada com a gravidade do glaucoma, no presente estudo
não houve associação entre o polimorfismo do gene TP 53 e a progressão de perdas
campimétricas.
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
DE
Fernanda Pascoal Trevenzol, Helio Fugishima, Marcelo Jordão Lopes da Silva,
Maria de Lourdes Veronese Rodrigues, André Márcio Vieira Messias, Leonardo
Prevelato, Jayter Silva de Paula
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)
Objetivo: Determinar se a resposta fotópica negativa (RFN) do eletrorretinograma
e o eletrorretinograma padrão (ERGP) podem ser correlacionados com escores do
campo visual branco-branco (CV) em pacientes com glaucoma primário de ângulo
aberto (GPAA). Método: Vinte e seis olhos de 26 pacientes com GPAA e defeitos
glaucomatosos no CV foram analisados. Eletrorretinogramas fotópicos foram
obtidos por estímulos vermelhos (duração de 4 ms; 644 nm, 5 cd/m2) num fundo
azul (470 nm, 30 cd/m2). Os ERGPs foram gravados de acordo com o padrão da
International Society for Clinical Electrophysiology of Vision (Espion system,
Diagnosys LLC, Lowell, MA). Para comparação, os impressos do CV (STATPAC-2 threshold 24-2, HVFA II, Zeiss-Humphrey Systems, Dublin, EUA) foram analisados
usando os escores determinados pelo Estudo de Intervenção do Glaucoma Avançado
(AGIS). Testes de correlação e regressão linear foram usados para se verificar
a relação estatística entre RFN, ERGP e escores do CV. Resultados: As médias
das amplitudes do RFN e ERGP observadas foram 17,20 ± 10,20 e 1,94 ± 1,76,
respectivamente. A mediana dos escores EIGS atingidos foi 4 (variando 0 a 20).
Observou-se melhor correlação estatística entre ERGP e os escore do CV (r=-0,516,
P=0,007; teste de Spearman) do que entre RFN e os escores do CV (r=-0,402,
P=0,042; teste de Spearman). A RFN e as amplitudes do ERGP não apresentaram
correlações significantes. Conclusões: As médias das amplitudes do RFN e ERGP
observadas foram 17,20 ± 10,20 e 1,94 ± 1,76, respectivamente. A mediana dos
escores EIGS atingidos foi 4 (variando 0 a 20). Observou-se melhor correlação
estatística entre ERGP e os escores do CV (r=-0,516, P=0,007; teste de Spearman)
do que entre RFN e os escores do CV (r=-0,402, P=0,042; teste de Spearman).
A RFN e as amplitudes do ERGP não apresentaram correlações significantes.
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PÔSTERES
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RESULTADOS DO IMPLANTE DE SCHOCKET MODIFICADO EM
GLAUCOMA REFRATÁRIO
TAXA DE PERDA DE SEGUIMENTO AMBULATORIAL EM PACIENTES DO SETOR DE GLAUCOMA DA SANTA CASA DE
MOGI DAS CRUZES, ALTO TIETÊ
Bruna Andrade e Nascimento, Bruno Albuquerque Furlani, Rodrigo A. Brant
Fernandes, Roberta Andrade e Nascimento, Ivan Maynart Tavares, Luiz Alberto
Soares Melo Junior
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Analisar a eficácia e segurança da cirurgia com implante de drenagem
Schocket modificado em glaucomas refratários. Método: Estudo retrospectivo
incluindo pacientes portadores de glaucoma refratário submetidos à cirurgia
filtrante usando um tubo inserido na câmara anterior ligado a uma faixa com 90°
de extensão circunferencial (implante de Schocket modificado) foi realizado. Dados
de pressão intraocular (PIO) e complicações pós-operatórias foram analisados.
Os critérios adotados para falência do procedimento cirúrgico foram: PIO maior que
21 mmHg após 2 meses de cirurgia, realização de novo procedimento cirúrgico
antiglaucomatoso ou perda da percepção luminosa. Resultados: Um total de 56
pacientes (59 olhos) foram analisados. A média (desvio-padrão) da PIO no préoperatório e com 12 meses, 24 meses e 36 meses pós-operatórios foram 30,5
(10,1) mmHg, 18,9 (9,3) mmHg, 18,8 (7,2) mmHg e 19,5 (8,6) mmHg, respectivamente.
Dez olhos (17%) evoluíram com perda da percepção luminosa e 17 olhos (29%)
necessitaram de nova cirurgia antiglaucomatosa. Outras complicações pósoperatórias ocorreram em menos de 10% dos olhos. A mediana do tempo de sobrevida
do implante de drenagem foi de 12 meses. Conclusões: O implante de Shocket
modificado apresenta eficácia e segurança limitadas em glaucomas refratários.
Ayla Bogoni, Cristina Yumi Shimizu, Aline Sokolowski da Silva, Francisco Eudes
Muniz de Andrade, Fabio José Mariotoni Bronzatto, Fabricio Issamu Mochiduki,
Ana Maria Noriega Petrilli, André Olivatto
Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) - Mogi das Cruzes (SP)
Objetivo: Analisar a taxa de perda de seguimento em pacientes atendidos no
ambulatório do setor de glaucoma da Santa Casa de Mogi das Cruzes, Alto Tietê.
Método: Realizado estudo retrospectivo através da análise dos prontuários de
todos os pacientes atendidos no ambulatório de glaucoma da Santa Casa de Mogi
das Cruzes, Alto Tietê, no período de julho de 1983 a março de 2010. Consideramos
perda de seguimento os casos em que o paciente não retornou dentro de um ano
ao ambulatório de glaucoma, a partir da data da última consulta. Resultados:
Dentre os 546 pacientes atendidos, 48,09% encontram-se em acompanhamento
ambulatorial em nosso serviço; 50,45% perderam o seguimento ambulatorial e
1,45% dos pacientes foi encaminhado a outros serviços. Entre os pacientes que
abandonaram o tratamento, 4% eram menores que 21 anos, 6,31% tinham entre
21 e 40 anos; 29,73% entre 41 e 60 anos, e 59,85% mais que 60 anos. Não houve
diferença significativa entre os sexos (feminino 50,54% e masculino 49,45% dos
casos). Conclusões: Através deste estudo, observamos uma alta taxa de perda
de seguimento ambulatorial do setor de glaucoma (50,45%). Talvez isto ocorra pela
cronicidade da doença, e consequente má adesão ao tratamento proposto. Outro
motivo pode ser a idade avançada de muitos pacientes (59,85% com mais de 60
anos), dificultando o acesso ao atendimento ou mesmo em caso de óbito não
referido ao serviço de saúde. Conclui-se que o médico oftalmologista deve sempre
insistir quanto às repercussões do glaucoma, e enfatizar a importância do
tratamento, a fim de se evitar a cegueira como evolução natural doença.
P 079
P 080
CARACTERÍSTICAS DAS LENTES GELATINOSAS DESCARTÁVEIS EM CASOS DE CERATITE POR ACANTHAMOEBA
AVALIAÇÃO DA CAMADA DE FIBRAS NERVOSAS DA RETINA
USANDO OCT EM MIELITE TRANSVERSA LONGITUDINAL EXTENSA
Bernardo Barreto de Abreu, Luis Antonio Gorla Marcomini, Geilton Carlos
Mendonça da Silva, Sidney Julio de Faria e Sousa
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)
Objetivo: Descrever as características, forma de aquisição, regime de uso e
método de manutenção de lentes de contato descartáveis presentes em casos
de ceratite por Acanthamoeba. Método: Descrevemos as características das
lentes de contato, dos sistemas de manutenção e do regime de utilização das
mesmas, em 20 casos de ceratite por Acanthamoeba, em pacientes atendidos
no Setor de Córnea do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão
Preto da USP, entre 2006 e 2009. Resultados: Em 85% dos casos o material da
lente era etafilcon A. Em 75% dos casos a primeira aquisição ocorreu em
consultório médico. Em 65% dos casos as aquisições subsequentes foram feitas
fora de consultórios médicos. Em 80% dos casos a solução preservante era Renu®.
Em 50% dos casos os usuários admitiram uso de soro fisiológico mesmo que
esporadicamente. Em 50% dos casos os usuários desrespeitavam o tempo de
descarte das lentes. Em 20% dos casos os pacientes dormiam com as lentes,
no mínimo uma vez por semana. Conclusões: Os resultados sugerem que
determinados materiais quando associados a determinados preservantes possam
facilitar a instalação da ceratite e que os portadores de Acanthamoeba sejam pouco
cuidadosos com saúde ocular. Entretanto, sabendo-se que tanto o material da
lente quanto o preservante descrito são os mais frequentemente usados por nossa
população e que os cuidados com as lentes dos não portadores de Acanthamoeba
tendem a ser idênticos aos descritos neste estudo, fica difícil sustentar as sugestões
acima. É possível que os portadores de ceratite por Acanthamoeba tenham
predisposição para tanto e que os fatores acima sejam gatilhos para a instalação
da enfermidade.
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
DE
Frederico Castelo Moura, Danilo Fernandes, Samira Apostolos-Pereira, Dagoberto
Callegaro, Paulo Marchiori, Mario Monteiro
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Comparar as medidas de espessura da camada de fibras nervosas
da retina (CFNR) usando tomografia de coerência óptica (OCT) em pacientes com
mielite transversa longitudinal extensa (MTLE) sem neurite óptica prévia e em
indivíduos normais. Método: Vinte e seis olhos de 26 pacientes com MTLE e 26
olhos de indivíduos normais foram submetidos à medida da CFNR usando Stratus
OCT e perimetria computadorizada. As medidas de ambos os grupos foram
comparadas. Resultados: Ao exame de perimetria, os valores do mean deviation
(MD) foram significativamente menores nos olhos dos pacientes com MTLE do que
nos olhos normais (p<0,0001). Não houve diferença significante nas medidas de
espessura da CFNR nos quadrantes superior, inferior e temporal bem como na
maioria dos segmentos de 30°. Entretanto, foi encontrada redução significante
da espessura da CFNR no quadrante nasal e no segmento 3 horas dos olhos dos
pacientes com MTLE comparada aos controles (P=0,04 e P=0,006, respectivamente). Conclusões: Pacientes com MTLE podem apresentar perda localizada da
CFNR particularmente na região nasal do disco óptico associada a defeito campimétrico discreto, mesmo na ausência de episódio de neurite óptica. Esses
achados sugerem que os pacientes com MTLE podem ser acometidos de ataques
subclínicos de neuropatia óptica.
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AVALIAÇÃO VISUAL NA ESCLEROSE MÚLTIPLA
ELETRORRETINOGRAMA MULTIFOCAL POR PADRÃO REVERSO NA DETECÇÃO DA LESÃO NEURAL NA ATROFIA EM
BANDA DO NERVO ÓPTICO
Stella Maris da Costa e Castro, Josie Naomi Iyeyasu, Alfredo Damasceno,
Benito Pereira Damasceno, Keila Monteiro de Carvalho
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)
Objetivo: Avaliar a função visual com EM tipo surto-remissão, na fase remissiva
da doença. Métodos: Foram avaliados 38 pacientes com diagnóstico confirmado
de EM tipo surto-remissão de acordo com os critérios de McDonald. Foi critério
de exclusão a ocorrência de evento clínico agudo nos 6 meses anteriores aos
exames, história de estrabismo ou de doenças oculares. O índice de incapacidade
neurológica foi medido pela Escala Expandida de Incapacidade Funcional (EDSS).
Os exames incluíram avaliação neurológica, oftalmológica e ressonância magnética de crânio e os testes de acuidade visual com a tabela CSV-1000 ETDRS,
sensibilidade ao contraste com o CSV-1OOOE, discriminação cromática com o
teste Farnsworth-Munsell 100 Hue, campo visual Humphrey - programa 24-2 SITAfast e acuidade estereoscópica com o Titmus Stereo test. Resultados: A idade
média foi de 33 anos (20-61). O tempo de diagnóstico teve mediana de 3 anos
(0-26 anos) e EDSS de 2.0 (incapacidade leve). Vinte e três (60%) apresentaram
palidez de papila e 20 (52%) relataram episódio de neurite óptica durante o curso
da doença. Todos (34 mulheres e 4 homens) apresentaram acuidade visual corrigida
igual ou maior que 20/25 (0,1 logMAR). A sensibilidade ao contraste para 12 ciclos/
grau esteve alterada em 34%. Dezoito (47%) tiveram discriminação cromática inferior
(total de erros > 110) e 26 (68%) apresentaram mean deviation < -3 DB. Trinta e quatro
pessoas (89%) apresentaram acuidade estereoscópica igual a 40"de arco. Conclusão: A presença de alterações visuais na Esclerose Múltipla tipo surto-remissão
está presente mesmo fora do período agudo/inflamatório da doença, quando pode
ter ocorrido recuperação da acuidade visual. Apoio: Capes
Kenzo Hokazono, Leonardo Provetti Cunha, Maria Kyoko Oyamada, Mário Luiz
Ribeiro Monteiro
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Comparar as medidas do eletrorretinograma multifocal por padrão
reverso (mfPERG) transitório, na detecção da perda neural em hemicampos e
quadrantes da retina de pacientes com atrofia em banda do nervo óptico (AB).
Método: Vinte e um olhos com hemianopsia temporal e AB decorrente de compressão
quiasmática prévia e 12 olhos normais foram submetidos à perimetria computadorizada e a mfPERG usando um padrão de estímulo de 19 retângulos, cada um
deles com 12 quadrados alternantes. A resposta foi analisada pela média dos
seguintes grupos de retângulos: 8 nasais, 8 temporais, 3 nasais superiores, 3
nasais inferiores, 3 temporais superiores e 3 temporais inferiores. Os valores
obtidos nos dois grupos de olhos foram comparados. A relação entre o mfPERG e
o campo visual foi analisada pelo coeficiente de correlação de Spearman.
Resultados: As amplitudes das ondas P1 e N2 se mostraram significativamente
menores nos olhos com AB do que nos controles tanto no hemicampo nasal como
no temporal. As respostas no hemicampo temporal foram significativamente menores
do que as do nasal nos olhos com AB. A amplitude de P1 se mostrou significativamente menor nos olhos com AB nos quadrantes temporal superior e inferior e
nasal inferior. Houve correlação significativa entre a gravidade do defeito de campo
visual e as amplitudes das ondas P1 e N2. Conclusões: Os parâmetros do mfPERG
foram eficientes na diferenciação entre olhos normais e AB no hemicampo temporal,
no nasal, nos quadrantes temporais e no nasal inferior. O mfPERG correlacionou
com a gravidade do defeito de campo visual e tem o potencial de identificar perda
neural localizada em pacientes com AB do nervo óptico.
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NEUROPATIA ÓPTICA ISQUÊMICA ANTERIOR: ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
PUPILA TÔNICA DE ADIE: ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Ana Carolina Almeida Britto Garcia, Daniel Colicchio, Mariana Kaori Yasuta, Rodrigo
Souza Lima, Angelino Cariello, Daniel Meira-Freitas, Paulo Mitsuru Imamura
Rodrigo Arantes de Souza Lima, Ana Carolina Almeida Britto Garcia, Angelino
Julio Cariello, Daniel Meira Freitas, Igor Rodrigo Lins da Silva, Natalia Yumi
Valdrighi, Paulo Mitsuru Imamura
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Descrever os achados epidemiológicos de pacientes com diagnóstico de neuropatia óptica isquêmica anterior (NOIA) em um centro de referência.
Método: Em estudo retrospectivo, foram revisados os prontuários de pacientes
com NOIA atendidos no Setor de Neuroftalmologia da UNIFESP de janeiro de 2004
a janeiro de 2006. Dos prontuários foram extraídas informações sobre idade, sexo,
antecedentes pessoais, lateralidade, acuidade visual e conduta. Resultados: De
523 pacientes atendidos no setor de neuroftalmologia entre 2004 e 2006, 45 (8,6%)
apresentavam diagnóstico de NOIA. Foram excluídos 15 pacientes por apresentarem dados incompletos no prontuário. A idade variou de 27 a 91 anos com média
de 65,3 ± 15,3 anos. O olho esquerdo foi acometido em 13 (43,3%) casos, o olho
direito em 11 (36,6) e os dois olhos em 6 (20,0%) casos. Todos os pacientes
apresentaram-se com queixa de baixa da acuidade visual, sendo que 7 (23,3%)
tinham cefaléia associada. Acuidade visual pior que 20/200 foi detectada em 22
(61,1%) olhos, entre 20/60 e 20/200 em 8 (22,2%) olhos e melhor que 20/60 em
6 (16,7%) olhos. Três (10,0%) casos apresentavam doença arterítica e foram
tratados com pulsoterapia, sendo que apenas 1 deles evoluiu com melhor acuidade
visual. Dos 27 casos não arteríticos, 11 (40,7%) foram prescritos ácido acetilsalicílico. Casos tratados apresentaram maior chance de melhora da acuidade
visual (odds ratio=2,5). Conclusões: A NOIA foi mais frequente em idosos sem
predileção pelo sexo e pode comprometer gravemente a acuidade visual. O
tratamento com ácido acetilsalicílico pode aumentar a chance de melhora da
acuidade visual.
Objetivo: Descrever os achados epidemiológicos de pacientes com pupila tônica
de Adie em um centro de referência. Método: Em estudo retrospectivo, foram
revisados os prontuários de pacientes com pupila tônica de Adie atendidos no
Setor de Neuro-Oftalmologia da UNIFESP de janeiro de 1999 a dezembro de 2005.
Dos prontuários foram extraídas informações sobre idade, sexo, comorbidades
sistêmicas, lateralidade, acuidade visual e conduta. Resultados: De 1.033 pacientes
atendidos no setor de Neuro-Oftalmologia, entre janeiro de 1999 e dezembro de
2005, 10 (0,9%) apresentavam diagnóstico de pupila tônica de Adie. A idade variou
de 27 a 74 anos, com média de 42 ± 17 anos. A relação masculino:feminino foi
1,0:2,3. As queixas apresentadas foram baixa da acuidade visual em 8 pacientes
(80%), pupila dilatada em um dos olhos em 6 (60%) e fotofobia em 4 (40%). Todos
os casos foram unilaterais, com acometimento no olho direito em 6 casos (60%).
Acuidade visual para longe, normal (1,0) em 9 casos (90%), e para perto, normal (J1)
em 4 casos (40%). Conduta expectante foi adotada para todos os casos. Conclusões:
Dentro do período de sete anos de atendimento sequencial a pupila tônica de Adie
foi encontrada em número reduzido, sendo mais frequente em adultos jovens do
sexo feminino e unilateral. Cefaléia pode ser um sintoma associado. Embora a
queixa de visão embaçada para perto possa ocorrer, encontrou-se acuidade visual
normal com correção óptica.
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QUANTIFICAÇÃO DA PERDA AXONAL EM PACIENTES COM AC
ANTI-AQP-4, COM OU SEM NEURITE ÓPTICA, USANDO O OCT
DE ALTA RESOLUÇÃO
BIOMETRIA PARA MONITORIZAÇÃO DO CRESCIMENTO DO
OLHO MÍOPE NA INFÂNCIA
Danilo Fernandes, Frederico Moura, Mario Monteiro, Samira Apostolos-Pereira,
Dagoberto Callegaro, Renata Ramos, Paulo Marchiori
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Avaliar a camada de fibras nervosas retiniana (CFNR) peripapilar e
a espessura macular usando o tomógrafo de coerência óptica (OCT) com tecnologia
Fourier-Domain (3D-OCT-1000®,TOPCON) em pacientes com sorologia positiva
para o anticorpo anti-aquaporina-4 (anti-AQP-4) com ou sem episódios prévios de
neurite óptica (NO) e em controles normais. Método: Foram estudados 55 olhos
de 28 pacientes com mielite transversa aguda longitudinal extensa (MTALE), dos quais
13 nunca apresentaram NO e 15 apresentavam história pregressa de NO em ao menos
um dos olhos, todos apresentando sorologia positiva para o anti-AQP-4 e 38 olhos
de 21 controles normais pareados para a idade. Pacientes foram submetidos à
perimetria automatizada e aos protocolos de análise da CFNR peripapilar e da
espessura macular ao 3D-OCT-1000. As medidas obtidas dos olhos com NO, dos
olhos sem NO e dos controles normais foram comparadas. Para cada parâmetro
foi calculado a área sob a curva ROC (Receiver operating characteristic). Resultados:
A medida da CFNR peripapilar (média ± DP) dos olhos dos pacientes com sorologia
positiva para o anti-AQP-4 com MTALE e NO foi significativamente menor quando
comparados com os olhos dos pacientes sem NO e com os controles normais. Em
alguns segmentos dos olhos sem NO a CFNR também foi significativamente menor
do que os controles. As medidas da espessura macular em alguns setores também
apresentaram diferença significante entre os olhos dos pacientes anti-AQP-4 positivos
e os controles. Conclusões: Além de demonstrar severa redução nas medidas
da CFNR e da espessura macular dos olhos daqueles pacientes com história de
NO, evidenciou-se também redução das medidas naqueles pacientes com MTALE,
anti-AQP-4 positivos e sem história de NO. Este achado sugere que assim como
na esclerose múltipla, ataques subclínicos de NO podem estar presentes nestes
pacientes.
Adriana Miranda de Magalhães Franco, Norma Allemann
Objetivo: O estudo pretende correlacionar, o crescimento do olho em uma
população pediátrica de portadores de alta miopia, através de medidas seriadas
do seu comprimento axial, de variações na curvatura corneana e das alterações
da espessura do cristalino, comparando-as com variações da refração e da
oftalmoscopia indireta em um período de 9 meses. Método: População pediátrica
(idade média: 8,7anos), total de 11 olhos em grupo de crianças portadoras de alta
miopia (-9,0D) submetidas à biometria óptica (IOL Master, Zeiss, método de não
contato) e ultrassônica (Ultrascan, Alcon; método de contato), refratometria estática,
oftalmoscopia indireta e retinografia por um período de 9 meses. Resultados: Em
9 meses, houve crescimento estatisticamente significante em 11 olhos portadores
de alta miopia com aumento refracional em 5 olhos (0,45%), crescimento sem
aumento refracional em 3 olhos (0,27%), e não houve crescimento em 4 olhos (0,36%).
Não houve variação estatisticamente significante da espessura do cristalino,
profundidade da câmara anterior, curvatura corneana e do aspecto fundoscópico.
Comprimento axial médio era 26,83 mm e aumentou após 9 meses para 27,00 mm.
Refratometria média após 9 meses: -19,9 D. Conclusões: O crescimento do globo
ocular (comprimento axial) mostrou-se estatisticamente significante tanto pela
técnica de biometria óptica quanto ultrassônica no grupo de crianças com alta
miopia. Os achados mostram que a variação do comprimento axial precedeu a
variação das outras estruturas na amostra examinada. O estudo sugere uma taxa
de variação do comprimento axial mais acentuada em portadores de alta miopia
comparativamente a emétropes da mesma faixa etária.
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LENSECTOMIA E VITRECTOMIA ANTERIOR VIA PARS PLICATA
COMO OPÇÃO CIRÚRGICA À CATARATA INFANTIL
SAÚDE OCULAR DE ESCOLARES DA REDE PÚBLICA DE
ENSINO: IMPACTO DE CAMPANHA EM FLORIANÓPOLIS
Ricardo Zadrozny Leyendecker, Maurício de Alencar Martinazzo, Patrícia Martins
Biff, Geraldine Trevisan Tecchio, Ralfh Rodrigues Brandolt, Augusto Mattos
Schelemberg, Astor Grumann Júnior
Gherusa Helena Milbratz, Ana Flávia Mueller, Tatiana Rayes, Assad Rayes
Hospital Regional de São José - São José (SC)
Objetivo: Geral - Avaliar as características epidemiológicas dos escolares
referenciados por educadores para consulta médica oftalmológica. Específicos Verificar: taxa de absenteísmo à consulta oftalmológica, prevalência de alterações
oftalmológicas, relação de alterações oftalmológicas de acordo com sexo e idade,
relação de queixas com alterações oftalmológicas diagnosticadas, prevalência
de erros refracionais, taxa de patologias não refracionais. Método: Estudo
descritivo de delineamento transversal com base nos registros médicos das
crianças atendidas na campanha de atendimento oftalmológico a escolares da
rede pública de Florianópolis. Resultados: Foram avaliadas por educadores treinados
8.145 crianças matriculadas na rede pública de ensino de Florianópolis, destas
1.150 foram referenciadas à consulta oftalmológica. Faltaram à consulta médica
402 (35%) crianças. Foi encontrada alteração oftalmológica em 330 (44,12%)
escolares que compareceram à consulta médica. Houve necessidade de prescrição óptica em 275 escolares, o erro de refração mais comum foi hipermetropia
(75%). Patologias não refracionais foram encontradas em 129 escolares, sendo
as mais frequentes estrabismo e ambliopia. Não houve diferença de prevalência
de alterações oftalmológicas entre os sexos e entre grupos de idade. Entre as
crianças com queixa de baixa visão 45% não apresentaram diminuição da acuidade
visual. Entre as crianças sem queixa oftalmológica 31% apresentaram patologia
ocular. Conclusões: A taxa de absenteísmo à consulta médica oftalmológica é
alta. Há alta prevalência de alterações oftalmológicas nas crianças referenciadas
pelos educadores. Não há diferença na prevalência de alterações oftalmológicas
entre os sexos e entre os grupos de idade. Em um número expressivo de escolares
não há relação entre a queixa referida e o achado do exame oftalmológico. O erro
de refração mais comum é hipermetropia. Há alta taxa de patologias não refracionais
encontrada pelo exame médico.
Objetivo: Descrever o perfil clínico e resultados cirúrgicos de pacientes com
catarata infantil submetidos à lensectomia e vitrectomia anterior via pars plicata
(VVPP-a) sem implante de lente intraocular (LIO), no Hospital Regional de São José
- Homero de Miranda Gomes (HRSJ-HMG). Método: Realizou-se um estudo
retrospectivo, através da análise de prontuários de crianças com catarata infantil
submetidas à lensectomia e VVPP-a sem implante de LIO pelo mesmo cirurgião,
no período de 2003 a 2009. Foram coletados os seguintes dados: número do
prontuário, sexo, idade da primeira consulta no serviço, idade do diagnóstico,
idade em que foi realizada a cirurgia, acuidade visual pós-operatória, complicações, refração e tempo de seguimento. Resultados: Foram avaliados prontuários
de 35 pacientes, com 56 olhos operados, sendo que 26 crianças apresentavam
catarata bilateral (74,3%) e 9 catarata unilateral (25,7%). Em relação ao sexo,
observou-se predominância do sexo masculino (28 pacientes - 80%). Quanto à
primeira consulta, 17 pacientes (48,6%) apresentavam-se com idade igual ou maior
que 1 ano. O tempo médio de acompanhamento pós-operatório foi de 2,47 anos.
Referente à refração no pós-operatório, a maioria dos olhos operados (60,7%)
situou-se entre +10 e +14,5 dioptrias esféricas. Observou-se que um maior número
de cirurgias (62,5%) foram realizadas com a criança apresentando 1 ano ou mais
de idade. Dos pacientes operados, apenas 2 necessitaram de intervenção com
YAG laser, um por opacidade de eixo visual e outro por contração capsular.
Conclusões: Com base nesses dados, pode-se concluir que a maioria das crianças
dão entrada neste serviço de referência com idade superior à desejável para bom
prognóstico. A cirurgia em questão apresentou-se bastante segura, sendo
necessária reintervenção com YAG laser em poucos pacientes.
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Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP) / Hospital Governador Celso
Ramos - Florianópolis (SC)
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ANÁLISE RETROSPECTIVA DOS TUMORES CONJUNTIVAIS
SUBMETIDOS À CIRURGIA DE RESSECÇÃO
CORTICOTERAPIA LOCAL EM ORBITOPATIA DISTIREOIDEANA
Juliana de França Teixeira Grottone, Nelson Mattos Tavares, Janduhy Perino
Filho, João Carlos Grottone
Santa Casa de Misericórdia de Santos - Santos (SP) / Grottone Saúde Ocular Santos (SP)
Ralfh Rodrigues Brandolt, Augusto Mattos Schelemberg, Astor Grumann Junior,
Ricardo Zadrozny Leyendecker, Geraldine Trevisan Tecchio, Patrícia Martins
Biff, Laura Rassi Vanhoni, Ruy César Orlandi
Hospital Regional de São José - Florianópolis (SC)
Objetivo: Examinar a epidemiologia de lesões conjuntivais tumorais, para
conhecer as suas características na população regional da Baixada Santista e suas
dificuldades de diagnóstico clínico. Método: Foram selecionados 42 pacientes
submetidos a tratamento cirúrgico, com diagnóstico pré-operatório de tumor conjuntival,
através de consulta sequencial aos livros de registro do centro cirúrgico do Serviço
de Oftalmologia da Santa Casa de Santos, no período de janeiro de 2005 a julho de
2008 e, a seguir, analisados retrospectivamente, os prontuários dos mesmos, sendo
tabulados os dados, quanto aos aspectos de lesões malignas pré-operatórias,
classificação histopatológica, idade, sexo e acerto no diagnóstico clínico. Resultados: I) 15 eram do sexo feminino e 27 do sexo masculino. A suspeita clínica
foi mais frequente no sexo maculino. A incidência de lesão tumoral no grupo feminino
foi muito mais baixa, do que no grupo masculino. A suspeita clínica tumoral foi mais
elevada a partir da idade de 20 anos, sendo que mais da metade dos casos operados
estava abaixo dos 50 anos. II) O número de cirurgias indicadas pelos médicos
mais experientes, foi maior daquelas indicadas pelos residentes. III) Quanto ao
diagnóstico pré-operatório, 34 pacientes tinham a indicação clínica, não definida,
chamada “tumor conjuntival” e 8 traziam um diagnóstico clínico definido. IV) Dos
8 casos com diagnóstico clínico prévio definido, 6 tiveram acerto no anatomopatológico. Conclusões: A dificuldade diagnóstica clínica etiológica de lesões
conjuntivais, especialmente em regiões, onde os fatores de risco concorrem mais
intensamente, parece apontar para a necessidade de intervenção terapêutica
precoce, em faixas etárias menores daquelas habitualmente citadas pela literatura,
estudadas em regiões diversas do país ou do planeta. Estudos devem ser
complementados.
Objetivo: Avaliar a evolução clínica dos pacientes com orbitopatia distiroidiana
(OD) na fase inflamatória submetidos a tratamento com corticoterapia local através
do escore CAS conforme o protocolo EUGOGO. Método: Realizado uma coorte
prospectiva com pacientes atendidos no Hospital Regional de São José - SC
portadores de OD. Na primeira consulta avaliou-se os sintomas de dor opressiva
e dor à movimentação do globo ocular e os sinais de edema e eritema de pálpebra,
hiperemia conjuntival, quemose e edema de carúncula (CAS). Nesta avaliação
foram aferidos acuidade visual, abertura palpebral e exoftalmometria. Foram
incluídos no estudo pacientes de ambos os sexos com idade entre 20 e 65 anos
que ao exame inicial apresentavam escore de CAS > ou = a 4. Foram excluídos
os pacientes com glaucoma, catarata ou quaisquer outras comorbidades oculares.
Este grupo foi tratado com quatro aplicações de injeção peribulbar de 0,5 ml de
triancinolona (40 mg/ml), com intervalo de uma semana entre as mesmas. Os
pacientes foram reavaliados após 3 meses. Resultados: Os pacientes avaliados
apresentavam média de idade de 45,8 anos, dos quais 70% são do sexo feminino,
com média de CAS inicial 4,6, média de exoftalmometria de 21,0 mm e média de
abertura de fenda palpebral em posição primária do olhar de 14,6 mm. Na
reavaliação após tratamento, observou-se CAS médio de 1,33, exoftalmometria
média de 17,8 mm e média de abertura palpebral de 12,83 mm. As notas atribuídas
pelos pacientes quanto à dor após as aplicações tiveram média de 7,33.
Conclusões: Observou-se melhora significativa dos sinais e sintomas da OD nos
pacientes submetidos à injeção de triancinolona periorbitária. Ressalta-se que a
dor informada pelos pacientes não foi fator impeditivo para as aplicações
subsequentes, uma vez que todos completaram o tratamento sem que houvesse
uma desistência.
P 091
P 092
FLUXO NA VEIA OFTÁLMICA SUPERIOR AO ECODOPPLER EM
PACIENTES COM FORMA CONGESTIVA DA ORBITOPATIA DE
GRAVES PRÉ E PÓS-TRATAMENTO
AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE OCULAR APÓS INSTILAÇÃO TÓPICA DE DOADORES DE ÓXIDO NÍTRICO IN VIVO
Rodrigo Bernal da Costa Moritz, Mário Luiz Monteiro, Hélio Angotti-Neto, Joseph
E. Benabou
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Comparar os parâmetros do exame de Doppler colorido (DC) da veia
oftálmica superior (VOS) em pacientes com orbitopatia de Graves, na forma
congestiva, antes e após o tratamento. Método: Dezesseis órbitas de 9 pacientes
com orbitopatia de Graves foram submetidos a exame de DC da VOS na fase aguda
(congestiva) da doença e depois de pelo menos 6 meses do controle da orbitopatia.
Onze dos 16 olhos correspondentes às órbitas estudadas tinham neuropatia
óptica na fase aguda. O tratamento incluiu a cirurgia descompressiva (12 órbitas)
ou tratamento com corticosteróides (4 órbitas). Os achados obtidos antes e depois
do tratamento foram comparados. Resultados: Na fase congestiva, o fluxo na VOS
foi detectado em 8, indetectável em 4 e reverso em 4 órbitas. Após o tratamento,
o fluxo foi detectado em todas as 16 órbitas estudadas (p<0,05). Observamos uma
diferença significativa entre os dois grupos (p<0,05) no que se refere à velocidade
de fluxo máxima da OS, sendo o fluxo venoso significativamente menor na fase
congestiva do que após o tratamento. Conclusões: Pacientes com orbitopatia
congestiva apresentam redução importante do fluxo sanguíneo da veia oftálmica
superior que melhora de forma significativa após o tratamento cirúrgico ou clínico
da afecção. Estes achados indicam que a congestão na veia oftálmica superior pode
ser um fator patogenético importante na fase aguda da orbitopatia de Graves e melhora
de forma significativa após o tratamento da afecção.
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
DE
Angelino Julio Cariello, Gabriela Freitas Pereira de Souza, Paulo Jose Martins Bispo,
Márcia Serva Lowen, Marcelo Ganzarolli de Oliveira, Ana Luisa Hofling-Lima
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP) / Universidade
Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)
Objetivo: Avaliar a toxicidade ocular de dois compostos doadores de óxido
nítrico: S-nitrosoglutationa (GSNO) e S-nitroso-N-acetilcisteína (SNAC) nas concentrações de 1 e 10 mM utilizando modelos animais ex vivo e in vivo. Método: No
modelo ex vivo, 25 olhos de porcos obtidos logo após o abate foram clinicamente
e histologicamente analisados. Subsequentemente, vinte coelhos albinos foram
randomizados em 4 grupos. No grupo 1 (GSNO1) 0,15 mL de solução aquosa contendo
GSNO 1 mM foi instilado no olho direito do animal e o olho esquerdo recebeu apenas
solução aquosa pura, servindo como controle. Grupo 2 (GSNO10), 3 (SNAC1) e
4 (SNAC10) foram tratados da mesma forma recebendo GSNO 10 mM, SNAC 1 mM
e SNAC 10 mM, no lugar de GSNO 1mM, respectivamente. Todos os animais foram
submetidos a avaliação clínica em lâmpada de fenda e estimação da pressão
intraocular (PIO) com tonômetro de Perkins após 1 e 24 h da instilação tópica.
Os olhos foram pontuados de acordo com classificação proposta por Draize e
histologicamente analisados. Resultados: No estudo ex vivo não foi observado
sinais de perfuração, corrosão ou opacidade de córnea. Estes achados foram
confirmados pela análise histológica. No estudo in vivo não houve diferença entre
os olhos tratados e controles de acordo com a classificação de Draize em todos
os grupos (p>0,05). Não foi observada qualquer evidência de toxicidade tecidual
na análise histológica em todos os animais. Após 1 h, reduções da PIO de 2,4 ±
1,1 e 2,8 ± 1,6 mmHg foram observadas nos grupos GSNO10 e SNAC10, respectivamente (p<0,05). Na concentração de 1 mM, GSNO e SNAC não apresentaram redução significante da PIO (p>0,05). Após 24 h, nenhuma formulação
apresentou redução significante da PIO (p>0,05). Conclusões: GSNO e SNAC na
concentração de 10 mM não são compostos irritativos para o olho e apresentam
potencial efeito hipotensivo ocular.
PÔSTERES
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AVALIAÇÃO DE SINTOMAS E SATISFAÇÃO APÓS CIRURGIA
DE PTERÍGIO E TRANSPLANTE CONJUNTIVAL AUTÓLOGO
COM SUTURA OU COLA
COMPARAÇÃO DA OCLUSÃO DO PONTO LACRIMAL COM O
USO DE LUBRIFICANTE OCULAR NO OLHO SECO ASSOCIADO
À ARTRITE REUMATÓIDE
Mayra Cardoso de Souza Leite, Aldria Momoe Kimura, Ana Helena Kalies, Lorena
Bedotti Ribeiro, Raffaela Federico, Bianca Baltar Cury, Monica Alves
Leticia Helena Lunardi, Marcos Alonso Garcia, José Monteiro Filho
Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC) - Campinas (SP) / Clínica
Raskin - Campinas (SP)
Objetivo: Comparar o efeito do uso de lubrificante ocular com a oclusão temporária
do ponto lacrimal com implante intracanalicular no tratamento de olho seco em
pacientes com artrite reumatóide. Método: Neste estudo piloto, prospectivo e
randomizado, 8 pacientes com olho seco decorrente de artrite reumatóide (60,4 anos)
foram divididos em 2 grupos: G1 (n=4) que fez uso de implante intracanalicular de
colágeno dissolvível no ponto lacrimal inferior e colírio lubrificante PEG+PG com
agente HP-GUAR 4 vezes ao dia e G2 (n= 4) que usou apenas colírio lubrificante.
Em ambos os grupos, antes e após uma semana de tratamento, foram aplicados o
questionário de qualidade de vida “Ocular Surface Disease Index” (OSDI) validado
para sintoma e gravidade de olho seco e os seguintes exames: biomicroscopia,
tempo de ruptura do filme lacrimal, coloração da superfície ocular com rosa bengala
e testes de produção lacrimal (Schirmer 1 e basal). Resultados: Os dados
mostraram que os grupos estudados eram similares em todos os aspectos analisados
antes do tratamento. Após as intervenções, ambos os grupos mostraram melhora
significativa nos sintomas avaliados pelo questionário OSDI (G1 de 24,8 ± 10,9
para 11,8 ± 8,4; p=0,005 e G2 de 30,2 ± 19,6 para 4,5 ± 8,9; p=0,027). O teste
basal também mostrou melhora no olho esquerdo tanto no G1 (de 5,0 ± 3,4 para
11,5 ± 3,1; p=0,04), como no G2 (de 10,5 ± 3,9 para 16,3 ± 2,5; p=0,02). Já, o
tempo de ruptura do filme lacrimal foi significativamente maior no olho direito (G1
de 5,3 ± 2,6 para 7,0 ± 3,6; p=0,03) apenas após a oclusão do canal lacrimal inferior.
Conclusões: Nossos resultados iniciais mostraram que a qualidade de vida dos
pacientes com olho seco moderado (grau 2) secundário à artrite reumatóide melhora
com intervenção oftalmológica, porém não evidenciaram ganhos clínicos significativos com o uso de implante de colágeno no ponto lacrimal dos mesmos.
Objetivo: O pterígio é uma doença inflamatória e proliferativa que, devido à
irregularidade que provoca na superfície ocular, desencadeia sintomas diversos com
incidência e intensidade variáveis. O objetivo deste trabalho é avaliar a sintomatologia
apresentada por pacientes portadores de pterígio no pré e pós-operatório e o grau
de satisfação após cirurgia. Método: Estudo prospectivo onde foram avaliados 107
pacientes portadores de pterígio primário ou recidivado, sintomáticos a despeito
do tratamento clínico, divididos em 2 grupos para excisão cirúrgica e transplante
conjuntival autólogo com sutura (grupo 1 - G1) ou cola de fibrina (grupo 2 - G2). Os
pacientes foram submetidos a questionários no pré e pós-operatórios (1º, 7º, 30º,
90º e 180º dias) para graduação dos sintomas em escala de 0 a 4 e o grau de
satisfação após a cirurgia de 0 a 10. A somatória das graduações referentes a dor,
olho vermelho e irritação foi considerada um “score” de sintomas (0 a 12).
Resultados: Foram incluídos 28 pacientes no G1 e 79 no G2. No G1 a idade média
foi de 38,07 ± 11,32 anos e no G2, 39,66 ± 11,85 anos (p=0,53). O “score” no préoperatório foi de 6,77 ± 2,32 no G1 e 7,26 ± 2,35 no G2 (p=0,31). Nas avaliações
do 1º dia do G1 foi de 8,96 ± 1,72 e G2 7,13 ± 2,22 (p=0,0002*), 7º dia 6,33 ± 2,30
e 7,13 ± 2,22 (p=0,10), 30º dia 2,62 ± 2,04 e 2,20 ± 2,04 (p=0,29), 90º dia 1,18 ±
1,11 e 1,02 ± 1,28 (p=0,35) e no 180º dia 0,70 ± 0,86 e 0,80 ± 1,23 (p=0,94) nos
grupos 1 e 2. A recorrência foi de 3,56% no G1 e 2,50% no G2 (p=1,0) e a satisfação
com a cirurgia foi no 30º pós-operatório 8,68 ± 1,27 no G1 e 8,78 ± 1,50 no G2 (p=0,50),
no 90º dia 9,39 ± 0,70 e 9,49 ± 0,63 (p=0,55) e no 180º dia 9,56 ± 0,52 e 9,61 ±
0,64 (p=0,32) respectivamente. Conclusões: O presente estudo avalia os sintomas
referidos por portadores de pterígio submetidos a cirurgia e a satisfação com o
resultado. O transplante conjuntival autólogo apresenta-se como técnica segura
e com baixo índice de recidiva seja com sutura ou cola biológica de fibrina. Na
avaliação dos sintomas houve diferença apenas no 7º dia de pós-operatório e a
satisfação com o resultado cirúrgico foi equivalente em ambos os grupos estudados.
Santa Casa de Misericórdia de Santos - Santos (SP)
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COMPLICAÇÕES E RECIDIVA APÓS CIRURGIA DE PTERÍGIO
COM TRANSPLANTE CONJUNTIVAL AUTÓLOGO COM SUTURA
E COLA DE FIBRINA
PREVALÊNCIA DE DEMODEX SP. NOS CÍLIOS DE PACIENTES
COM TRANSPLANTE RENAL
Denice Bernardes Campoli, Aline Talarico, Thais Ramires, Alexandre Rueda,
Thiago Queiroz, Adriana Maia, Aldria Kimura, Raffaela Federico, Mônica Alves
Juliana Moura Bastos Prazeres, Joyce B. Tsuchiya, Vespasiano RebouçasSantos, Nahin M. A. Geha, Angelino Julio Cariello, Daniel Meira-Freitas, Maria
Cecília Zorat Yu, Ana Luisa Hofling-Lima
Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC) - Campinas (SP)
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Objetivo: O pterígio (PT) é uma proliferação de tecido fibrovascular degenerativo
da conjuntiva em direção a córnea, com prevalência aumentada em países com
alta radiação solar. A recidiva é a principal complicação relacionada à cirurgia.
Este trabalho visa caracterizar portadores de PT; avaliar complicações e recidiva após
a excisão cirúrgica e, transplante conjuntival autólogo (TCA) com uso de cola de fibrina
ou sutura. Método: Estudo prospectivo que incluiu 107 portadores de PT primário
ou recidivado sintomáticos a despeito do tratamento clínico. Estes foram divididos
em dois grupos para excisão cirúrgica, seguido de TCA, com sutura simples (grupo
1) ou cola de fibrina (grupo 2). Resultados: Foram acompanhados 28 pacientes no
grupo 1(G1) e 79 no grupo 2(G2). No G1 a idade média de 38,07 ± 11,32 anos e no
G2 de 39,66 ± 11,85 anos (p=0,53), 46,43% eram do sexo masculino (SM) e 53,57%
do sexo feminino (SF), 42,85% apresentavam PT no olho direito e 57,15% no esquerdo,
no G1 e no G2 54,44% eram do SM e 45,56% do SF, 59,50% apresentavam PT no
olho direito e 40,50% no esquerdo. Quanto à extensão do PT na córnea no G1 foi
de 3,51 ± 2,47 mm no eixo horizontal e 5,08 ± 1,15 mm no vertical e 3,15 ± 1,52 mm
no eixo horizontal e 5,42 ± 1,28 mm no vertical (p=0,64 e 0,30). Com relação ao tipo
no G1 eram 82,14% ativos, 7,14% recidivados e 10,72% atróficos e G2 74,68%,
13,92% e 24,05% respectivamente. A incidência de complicações no G1 foi 7,14%
de granuloma, 3,57% dellen, 7,14% quemose, 14,28% deiscência e no G2, 5,06%
granuloma, 3,79% dellen, 21,52% quemose e 1,26% cisto de retenção. O índice
de recorrência foi de 3,56% no G1 e 2,50% no G2 (P=1,0). Conclusões: Estudo
descreve principais características e complicações dos portadores de PT submetidos a excisão cirúrgica. O TCA apresenta-se como técnica segura e de baixo
índice de recidiva com ambas as técnicas de fechamento.
Objetivo: Avaliar a prevalência de Demodex sp. nos cílios de pacientes
submetidos a transplante renal em uso de imunossupressores. Método: Pacientes
com antecedentes médicos de transplante renal em uso de imunossupressores
e voluntários saudáveis (grupo controle) foram convidados a participar do estudo.
A composição do grupo controle foi baseada no pareamento de idade e sexo. Foram
removidos 3 cílios com colarete de cada pálpebra, corados com fluoresceína e
examinados em microscópio com aumento de 20 vezes. Os parasitas foram
identificados através da avaliação das suas características morfológicas e
mobilidade. A prevalência de Demodex sp. foi comparada entre os dois grupos
utilizando o teste qui-quadrado. Resultados: Foram incluídos no estudo 15
pacientes com transplante renal e 15 voluntários saudáveis. A média de idade foi
de 51,2 ± 7,2 anos e a relação masculino:feminino foi 1:1,5. A prevalência de
Demodex sp. no grupo controle foi de 53,3% contra 20,0% no grupo dos
transplantados renais (p=0,03). Conclusões: Pacientes submetidos a transplante
renal em uso de imunossupressores apresentaram menor prevalência de infecção
palpebral pelo Demodex sp. em comparação com grupo controle.
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ANÁLISE DA LÁGRIMA E SALIVA DE PACIENTES PORTADORES
DE ROSÁCEA OCULAR PARA A DESCOBERTA DE BIOMARCADOR
AVALIAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DE METABÓLITOS DO
ÓXIDO NÍTRICO NA LÁGRIMA DE PACIENTES COM CONJUNTIVITE VIRAL
Ana Carolina Cabreira Vieira, Hyun Joo An, Sureyya Ozcan, Carlito Lebrilla, Mark
Mannis
Simone Akiko Nakayama, Angelino Cariello, Gabriela de Souza, Marcelo de
Oliveira, Ana Luisa Hofling-Lima
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Comparar as alterações na glicosilação da lágrima e saliva de pacientes
portadores de rosácea ocular e compará-las a pacientes-controle, a fim de descobrir
um marcador biológico da doença. Método: Amostras de lágrima e saliva foram
coletadas de 51 e 42 pacientes, respectivamente, e analisadas para determinar o
perfil de glicanas e variações da glicosilação. O- e N-glicanas foram isoladas de
pacientes e controles, e purificadas por extração em fase sólida (SPE). As frações
foram então analisadas por espectrometria de massa de alta resolução e a
composição e estrutura das glicanas determinadas. Resultados: Aproximadamente
100 N-glicanas e 200 O-glicanas foram identificadas por espectrometria de massa.
A maior parte das N-glicanas eram fucosiladas e as O-glicanas, sulfatadas.
Amostras normais de lágrima e saliva apresentam glicanas fucosiladas. O número
de glicanas sulfatadas encontradas na lágrima e saliva de pacientes com rosácea
ocular foi dramaticamente maior do que nas amostras de pacientes-controle.
Conclusões: A grande abundância de N-glicanas fucosiladas encontradas em
amostras de lágrima e saliva de pacientes-controle e de O-glicanas sulfatadas
presentes em amostras de pacientes com rosácea ocular podem nos levar a um
marcador diagnóstico para tal doença.
Objetivo: Comparar a concentração de metabólitos do óxido nítrico na lágrima
de pacientes com conjuntivite aguda viral e voluntários saudáveis. Método:
Pacientes com diagnóstico clínico de conjuntivite viral aguda e voluntários
saudáveis (grupo controle) foram convidados a participar do estudo. A conjuntivite
foi clinicamente caracterizada pela presença de hiperemia, irritação ocular,
lacrimejamento, reação folicular difusa e nódulos pré-auriculares há menos de 15
dias. Sob iluminação em lâmpada de fenda, 0,5 ml da lágrima foram coletadas por
capilaroscopia. Os níveis de metabólitos de óxido nítrico (nitrito e nitrato) foram
determinados por espectrofotometria e comparados entre os dois grupos através do
teste T para amostras independentes. Resultados: Dez pacientes com conjuntivite
viral aguda e 10 voluntários normais foram incluídos. A idade variou de 19 a 58
anos, com média de 38,5 ± 19,5 anos. A relação masculino:feminino foi de 0,8.
Não houve diferença quanto ao sexo e idade entre os grupos (p>0,05). A
concentração de metabólitos de óxido nítrico foi significantemente maior no grupo
conjuntivite (42,8 µM) comparado com o grupo controle (26,8 µM) - p=0,025.
Conclusões: Pacientes com conjuntivite viral apresentam maiores níveis de
metabólitos de óxido nítrico na lágrima, sugerindo que este marcador inflamatório
também está envolvido nos mecanismos imunológicos em doenças virais oculares
e que possivelmente compostos doadores de óxido nítrico possa ter algum efeito
nesta patologia.
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INDICAÇÕES E ESTUDO ANATOMOPATOLÓGICO DE OLHOS
ENUCLEADOS NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PROFESSOR
EDGARD SANTOS
PROTÓTIPO PARA DETERMINAÇÃO DE CATEGORIA DE LENTES DE ÓCULOS PARA MEDIDAS DE ULTRAVIOLETA
Ricardo Luz Leitão Guerra, Patricia Sena, Patricia Sena, Eduardo Ferrari Marback,
Roberto Lorens Marback
Universidade de São Paulo (USP) - São Carlos (SP)
Universidade Federal da Bahia (UFBA) - Salvador (BA) / Clínica de Olhos Leitão
Guerra - Salvador (BA)
Objetivo: Estabelecer as principais causas de enucleação do globo ocular no
serviço de oftalmologia do Hospital Universitário Professor Edgard Santos da
Universidade Federal da Bahia (UFBA), fornecendo dados para que possíveis
medidas preventivas sejam tomadas. Método: Foram revisados os prontuários dos
pacientes submetidos à enucleação do globo ocular, presentes no livro de registro
do laboratório de anatomia patológica ocular deste serviço no período de janeiro
de 2003 a novembro de 2007. Resultados: Do total de 199 olhos submetidos ao
estudo, endoftalmite foi o principal diagnóstico histopatológico (n=51), seguido
de retinoblastoma (n=46) e atrofia bulbar (n=35). A ocorrência de enucleações
prevaleceu em adultos e o sexo mais acometido foi o masculino. Em lactentes o
retinoblastoma foi responsável por 83,3% das enucleações e, em crianças, por
76,6%. Adolescentes tiveram a atrofia bulbar como principal causa de enucleação
(41,6%). Adultos e idosos foram enucleados principalmente devido à endoftalmite,
respectivamente 30,6% e 44,3%. Conclusões: O motivo das enucleações em nosso
meio varia de acordo com a faixa etária, ocorrendo principalmente devido ao
retinoblastoma em lactentes e crianças, e em adultos e idosos, devido à endoftalmite.
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DE
Marcio Makiyama Mello, Victor A. C. Lincoln, Liliane Ventura
Objetivo: As medidas de transmissão de radiações ultravioletas e infravermelhas
em lentes de óculos são requisitos das normas para sua certificação, visto que
radiações eletromagnéticas com frequências nas faixas da luz ultravioleta (100 nm400 nm), visível (400 nm-700 nm) e infravermelho (700 nm-1400 nm) podem causar
danos oculares sérios, sendo que cada componente do olho absorve uma
quantidade específica de cada radiação. O presente projeto, que faz parte de
um projeto maior de desenvolvimento de aparelhos para verificação de lentes para
ópticos, consiste no desenvolvimento de um sistema opto-eletrônico para averiguação de categoria de lente a ser medida, uma vez que para cada categoria está
estabelecido uma porcentagem diferente para transmissão das radiações UV e IV,
segundo a norma brasileira NBR15111. Método: Neste trabalho, foi montado um
dispositivo opto-eletrônico para medidas de transmissão média de luz branca em
lentes oftálmicas que permite reconhecer automaticamente a categoria das
mesmas. Este sistema está sendo acoplado a um sistema de medidas de
ultravioleta (UVA e UVB) para lentes de óculos. Resultados: O sistema em
desenvolvimento consiste nas seguintes divisões: óptica, eletrônica e programação.
A parte óptica do sistema consiste nos sensores ópticos utilizados para medição
de luz e na fonte de luz; a parte eletrônica é responsável pela amplificação dos
sensores, um deles utilizando um potenciômetro digital; um microcontrolador para
controle dos LED’s e do display de LCD, e filtros para eliminação de ruídos nos
sensores. O programa no microcontrolador consiste em: inicialização, calibração
com ajuste de escala automático e medidas dos sinais dos sensores para o
tratamento matemático. Conclusões: O sistema foi desenvolvido baseado na
norma brasileira NBR15111 de proteção ultravioleta para lentes e para a seleção
automática de categoria. Lentes de aferição foram utilizadas e o sistema mostrouse eficiente e preciso.
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ULTRASSOM DE ALTO FOCO E INTENSIDADE PARA REDUZIR
A DUREZA DA LENTE NA CIRURGIA DE CATARATA
AVALIAÇÃO DA POSIÇÃO DO SUPERCÍLIO E DAS ASSIMETRIAS PALPEBRAIS EM IDOSOS USANDO MEDIDAS DIGITAIS
Eduardo Arana, Luis Augusto Arana, Anderson Gustavo Teixeira Pinto, Sabina
Morales, Jose Daniel Barbosa, Ruimin Chen, Mark Humayun
Emerson Leandro Keiiti Hashimoto, José Carlos Padovez, Silvana Artioli Schellini
Hospital de Olhos do Paraná - Curitiba (PR)
Objetivo: Avaliar a posição do supercílio e as assimetrias palpebrais em
indivíduos idosos. Método: Foram avaliados 339 indivíduos com idade superior
ou igual a 50 anos, estratificados em faixas etárias, avaliando-se a posição do
supercílio e as assimetrias palpebrais por meio de imagens digitais. As imagens
foram tomadas na posição primária do olhar, estando o objeto de observação
localizado na altura da pupila, utilizando uma filmadora Sony Lithium, sendo
gravadas em fita cassete e posteriormente transferidas para computador Macintosh
G4, sendo posteriormente processadas pelo programa Image J. Os parâmetros
analisados foram: a área delimitada entre a margem superior do supercílio e a
margem da pálpebra superior, tendo como limites laterais uma linha em ângulo reto
entre o supercílio e o ângulo interno e o ângulo externo da fenda palpebral. Para
as assimetrias palpebrais, as medidas referentes ao lado direito foram comparadas
com as obtidas para o lado esquerdo, interessando: a largura e altura da fenda
palpebral, ângulo do canto externo, ângulo do canto interno, a distância entre a
pálpebra superior e a pupila (DMR), a área total da fenda palpebral, o ângulo caudanasal e ângulo cauda-temporal. O diâmetro corneano foi usado como fator de
correção para as distâncias do sujeito até a máquina fotográfica. Os resultados
obtidos foram submetidos à análise estatística usando o teste t de Student para
amostras pareadas e a análise de correlação linear de Pearson. Resultados: A
avaliação dos dados obtidos mostrou que houve assimetrias, apontadas pela
significância dos testes estatísticos empregados no tocante a área da fenda
palpebral, assim como nos ângulos palpebrais interno e externo. A análise de
correlação também apontou importantes diferenças entre os lados direito e
esquerdo dos indivíduos avaliados. Conclusão: As assimetrias palpebrais e da
posição do supercílio são frequentes em idosos.
Objetivo: Reduzir a dureza da catarata porcina com uso da energia não invasiva
do ultrassom de alto foco e intensidade (UAFI). Método: Transdutor de 4 MHz do
UAFI focado a 40 ± 1,64 mm aplicado na lente retirada do olho de porco. A lente
foi colocada na formalina 10% por 1, 2, 3, 4 minutos para se formar a catarata,
a seguir foi tratada com 1, 2, 3 minutos de UAFI e comparada com o controle (sem
UAFI). A temperatura (36º, 40º and 46ºC) foi alcançada pela variação do duty cycle,
voltagem e tempo de sonificação. A dureza da lente foi quantificada antes e depois
da aplicação do UAFI pela Bose (Bose Corporatio USA, MN); velocidade do som
(Panametrics USA, MA); facoemulsificação (Milennium, Bausch Lomb USA, NY);
anatomicamente verificada pelo microscópio de transmissão eletrônica - ME(JEOL USA, MA). Resultados: A análise da força pela bose: a) 2, 3 minutos
evidenciaram uma redução estatisticamente significativa comparado com o
controle (36ºC, 2 minutos de UAFI: 16.644 N (p<0,001); 36ºC, 3 minutos -12.792 N
(p=0,007) respectivamente comparados com o controle a 36ºC, sem UAFI: 31.328 N).
A velocidade do som mostrou um significado estatístico para 2, 3 minutos após
o UAFI; dentre os diferentes valores de temperatura existiu uma correlação
positiva apenas com 36ºC. Os resultados da facoemulsificação (fator tempo X
poder de ultrassom) mostraram-se consistentes a 1, 2, 3, 5 minutos de formalina
com 2, 3 minutos de UAFI. Verificou um valor do p estatístico com todos tempo
de formalina, especialmente 5 minutos de formalina; 2, 3 minutos de UAFI diminuido
em 41,23% e 38,25% o poder e tempo de facoemulsificação. A ME após UAFI
revelou lesão na membrana das fibras do cristalino, separação e formação de
vacúolos nessas fibras. Conclusões: UAFI reduziu a dureza das lentes; resultados
validados pela Bose (análise da força), velocidade do som (ultrassom), facoemulsificação (cirurgia) e microscopia eletrônica-anatomia.
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu (SP)
P 103
P 104
BLEFAROPLASTIA E PRESSÃO INTRAOCULAR
CONDUTAS PARA REPARAÇÃO DA CAVIDADE ANOFTÁLMICA NO BRASIL E NO MUNDO
Tammy Hentona Osaki, Lilian Emi Ohkawara, Midori Hentona Osaki, Daniela
Iihama, Teissy Osaki, Luiz Alberto Soares Melo Júnior
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Avaliar se há mudança na medida da pressão intraocular após
blefaroplastia. Método: Pacientes portadores de dermatocálase foram selecionados para o estudo. Foram excluídos pacientes portadores de glaucoma ou com
alterações corneanas. Medidas da pressão intraocular utilizando o tonômetro de
aplanação de Goldmann foram realizadas uma semana antes e seis semanas após
a blefaroplastia. Resultados: Dezenove pacientes (38 olhos) foram incluídos no
estudo. A média (desvio-padrão) da pressão intraocular no período pré-operatório
e pós-operatório foi de 14,0 (2,4) mmHg e 15,2 (2,6) mmHg, respectivamente. A
média (intervalo de confiança de 95%) de aumento da pressão intraocular entre
o período pré e o pós-operatório foi de 1,2 mmHg (0,4 a 2,0 mmHg) (P=0,003).
Conclusões: A cirurgia de blefaroplastia promove um aumento leve na medida da
pressão intraocular.
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
DE
Roberta Lilian Fernandes de Sousa, Silvana Artioli Schellini, Denise Zornoff,
Carlos Roberto Padovani
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu (SP)
Objetivo: Avaliar quais as condutas mais utilizadas no tratamento da cavidade
anoftálmica no Brasil, possibilitando o conhecimento da realidade brasileira frente
a esta afecção e compará-la à realidade mundial no tratamento da cavidade
anoftálmica. Método: Estudo exploratório usando questionário eletrônico enviado
pela Internet para oftalmologistas membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia
Plástica Ocular, Vias Lacrimais e Órbita - SBCPO. As respostas obtidas foram
transferidas para tabela Excel e avaliadas através de análise de aderência,
utilizando o teste do Qui-quadrado. Resultados: Foram recebidos 56 questionários
respondidos. Cinquenta e dois por cento dos entrevistados tratam cavidade
anoftálmica frequentemente, com o uso de implante de esfera de polietileno de
18 mm de diâmetro em sua grande maioria. O revestimento da esfera é feito com
esclera por 39 entrevistados (97,5%) e apenas 3 entrevistados já utilizaram
implante acoplado com prótese externa. Quanto à anoftalmia ou microftalmia, 85%
dos entrevistados fazem uso de expansores externos e 62,5% submetem a
criança a cirurgia apenas depois de 3 anos de idade. Oitenta por cento dos
entrevistados usam a técnica do enxerto dermoadiposo. Não houve diferença
quanto ao uso ou não de antibiótico no portador de cavidade anoftálmica. Em
relação à limpeza da prótese externa, 52,5% dos entrevistados orientam limpeza
semanal com água e sabonete na sua maioria. O acompanhamento destes
pacientes é feito semestralmente pela maior parte dos entrevistados. Conclusões:
O tratamento da cavidade anoftálmica é frequente entre os membros da SBCPO,
sendo a esfera de polietileno a mais utilizada, no tamanho de 18 mm. O uso de
implante acoplado com prótese externa é raro entre os membros, e a grande maioria
faz uso da técnica de enxerto dermoadiposo. O acompanhamento dos pacientes
é feito semestralmente, e a limpeza da prótese externa orientada a ser feita com
água e sabonete, semanalmente.
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EFEITO DA TOXINA BOTULÍNICA NOS SINTOMAS DE DEPRESSÃO E ANSIEDADE EM PACIENTES COM DISTONIAS FACIAIS
EPIDEMIOLOGIA DOS PACIENTES DO AMBULATÓRIO DE OCULOPLÁSTICA NA SANTA CASA DE MOGI DAS CRUZES/ALTO
TIETÊ DE 2007 A 2009
Eduardo Pantaleão Sarraff, Angelino Júlio Cariello, Juliana Filippi Sartori, Mariann
Midori Yabiku, Tammy Hentona Osaki, Sidarta Keizo Hossaka, Carolina Isolani
Pereira, Patrícia Y. Miyazato, Midori Hentona Osaki
Graziela Moreira Ferreira de Aguiar, Ayla Bogoni, Rodrigo Ueno Takahagi, Ana
Maria Noriega Petrilli
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) - Mogi das Cruzes (SP)
Objetivo: Avaliar o efeito da toxina botulínica nos sintomas de ansiedade e
depressão em pacientes com distonias faciais. Método: Pacientes com blefaroespasmo essencial e espasmo hemifacial em atividade foram convidados a
responder o questionário especifico “Hospital Anxiety and Depression Scale”
(HADS). O HADS é composto por sete itens destinados para a avaliação da
ansiedade (HADS-A) e sete para a depressão (HADS-D). Cada item pode ser
pontuado de 0 a 3 e um ponto de corte de 9 pontos é estabelecido para o
diagnóstico. Todos os pacientes foram tratados com toxina botulínica tipo A
seguindo dosagem padronizada de aplicação. O questionário foi reaplicado pelo
mesmo examinador 1 mês após o tratamento e as pontuações foram comparadas
pelo teste T de amostras pareadas. Distúrbio de humor prévio e medicações que
pudessem influenciar o resultado foram considerados critérios de exclusão. Resultados: Vinte e seis pacientes foram incluídos no estudo. Um paciente foi
excluído da análise por perda familiar durante o tratamento. A idade variou de 38
a 93 anos com média de 67,9 ± 14,3 anos e a relação masculino:feminino foi de
0,3. Antes do tratamento 11 pacientes (44,0%) demonstravam sintomas de ansiedade
associada a depressão, 4 pacientes (16,0%) somente ansiedade e 1 (4,0%) somente
depressão. Após o tratamento 1 paciente (4,0%) apresentou sintomas de ansiedade
associada a depressão, 1 paciente (4,0%) somente ansiedade e 2 somente
depressão (8,0%). Houve uma diminuição da pontuação média com o tratamento
de 10,1 ± 4,6 para 4,6 ± 3,2 na escala de ansiedade, e de 6,8 ± 4,6 para 3,2 ±
2,8 na escala de depressão (p<0,001). Conclusões: O tratamento da distonia facial
melhorou os sintomas de depressão e ansiedade na maioria destes pacientes,
sem a necessidade de tratamento específico para o transtorno de humor.
Objetivo: Traçar o perfil epidemiológico dos pacientes do Alto Tietê atendidos
no ambulatório de oculoplástica da Santa Casa de Mogi das Cruzes de outubro/
07 a dezembro/09. Método: Análise dos prontuários dos pacientes atendidos no
ambulatório de oculoplástica da Santa Casa de Mogi das Cruzes de outubro/07
a dezembro/09 quanto: sexo, idade, diagnóstico e tratamento clínico ou cirúrgico
realizados. Resultados: Dos pacientes estudados, 32,87% eram do sexo
masculino e 67,12% do sexo feminino. Em relação à idade, 12,32% eram menores
que 21 anos, 10,56% tinham entre 21 e 40 anos, 36,61% tinham entre 41 e 60
anos e 40,49% eram maiores de 60 anos. Olho direito acometido em 26,47% dos
casos, olho esquerdo em 30,92% e ambos os olhos em 42,61%. Diagnósticos:
entrópio em 3,17% dos olhos, ectrópio em 8,55%, triquíase ou distiquíase em
3,74%, ptose palpebral em 6,91%, obstrução de vias lacrimais em 14,12%; lesões
palpebrais benignas em 25,64%; dermatocálase em 17%, xantelasma ou bolsão
de gordura em 5,47%, entre outros. Destes, evoluíram para tratamento cirúrgico
90,75%. As cirurgias mais realizadas foram: dacriocistorrinostomia em 16,51%,
blefaroplastia em 18,34%, "tarsal strip" ou Pokinsoff em 14,06%, correção de entrópio
em 4,89%, a exérese de lesões benignas da pálpebra em 28,13%, correção de
alterações ciliares em 3,97%, entre outras. Conclusões: A maioria dos pacientes
era do sexo feminino e apresentava idade superior a 40 anos. Afecções palpebrais
foram responsáveis pela maioria dos atendimentos, correspondendo a 69,61% dos
casos (entrópio, ectrópio, ptose, lesões palpebrais benignas e malignas, dermatocálase, xantelasma, entre outras). Em 90,75% dos casos houve tratamento
cirúrgico, sendo o maior volume relacionado às técnicas de blefaroplastia, "tarsal
strip", ressecção do músculo levantador da pálpebra superior, Pokinsoff, Castanhares, reinserção de músculos retratores e rotação marginal.
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EVISCERAÇÃO: CAUSAS MAIS FREQUENTES DE INDICAÇÃO
NO SETOR DE OFTALMOLOGIA DO HOSPITAL PADRE BENTO
FOTOGRAFIA CLÍNICA PADRONIZADA: O PAPEL DO FLASH
Paula Roberta Ferreira Martins, Beatriz Cerqueira Paiva Paiva, Lorenna Cristina
Rodrigues de Oliveira, Karina Eiko Yamashita, Vanessa Maria Oliveira da Silveira
Complexo Hospitalar Padre Bento - Guarulhos (SP) / Hospital Monumento - São
Paulo (SP)
Objetivo: Avaliar a prevalência das causas de evisceração no Serviço de
Oftalmologia do Hospital Padre Bento de Guarulhos. Método: Foram avaliados
retrospectivamente, 25 olhos eviscerados no período de maio de 2007 a junho de
2009, sendo observados sexo, idade, cirurgia prévia realizada, procedência, olho
acometido e principais causas de evisceração. Resultados: Foi observado que a
faixa etária mais envolvida foram os maiores de 60 anos; 60% das cirurgias foram
realizadas em pacientes do sexo feminino, 56% haviam sido submetidos à cirurgia
oftalmológica prévia, sendo 56% procedentes de nosso serviço. As causas
encontradas foram endoftalmite, glaucoma, úlcera, trauma e phthisis bulbi. Conclusões: Mesmo com todos os avanços tecnológicos as causas mais frequentes
de evisceração foram endoftalmite e glaucoma.
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
DE
Igor Rodrigo Lins da Silva, Angelino Cariello, Daniel Meira-Freitas, Paula Leal dos
Santos Barros, Midori Hentona Osaki, Giovanni André Pires Viana, André Luis
Ferreira Pamplona, Ana Luisa Höffling-Lima
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Analisar possíveis interferências do flash na documentação fotográfica em cirurgia plástica ocular utilizando como modelo a pálpebra inferior. Método:
Dez pacientes com indicação cirúrgica de blefaroplastia inferior foram convidados
a participar. Fotografias padronizadas antero-posterior com e sem flash foram
realizadas de cada paciente. Todas as fotografias foram tiradas com a mesma câmera,
mantendo os mesmos parâmetros de foco, sensibilidade e equilíbrio de branco.
Os pacientes foram recomendados a removerem acessórios como jóias ou óculos,
usaram touca para manter o cabelo afastado da fronte e foram posicionados de
acordo com plano horizontal de Frankfut. As fotografias foram apresentadas aos
pares como pré (sem flash) e pós (com flash) de tratamento alternativo estético
das pálpebras inferiores a três especialistas independentes que classificaram a
melhora cosmética geral das pálpebras inferiores com base na escala visual
analógica (EVA). Resultados: Todos os observadores descreveram melhora no
resultado estético da primeira (sem flash) para a segunda (com flash) imagem. Apenas
um paciente foi pontuado com zero (nenhuma mudança) por um dos observadores.
A média de EVA para os três observadores independentes foram 6,0 ± 2,4, 6,3 ± 1,3
e 6,5 ± 0,7. Houve baixo grau de concordância entre os diferentes examinadores
(CCI=0,36). Conclusões: O flash pode alterar a interpretação de resultados
baseados na avaliação de fotografias médicas. Este estudo reforça a importância
da normalização completa em fotografia médica, que deve ser continuamente
perseguida tanto por médicos e círculos editoriais.
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IMPORTÂNCIA DA PROJEÇÃO AXIAL DO BULBO OCULAR NO
ENTRÓPIO INVOLUCIONAL E NO ECTRÓPIO INVOLUCIONAL
DA PÁLPEBRA INFERIOR
PERFIL DOS PORTADORES DE CAVIDADE ANOFTÁLMICA ESTUDO NA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU - UNESP
Renato Wendell Ferreira Damasceno, Rubens Belfort Junior, Midori Osaki, Paulo
Dantas, José Vital Filho, Angelino Cariello, Célia Sahtler
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP) / Universidade
de Erlangen-Nürnberg - Erlangen - Alemanha
Kryscia Leiko Natsuaki, Silvia Narikawa, Silvana Artioli Schellini, Juliana Fruet,
Carlos Roberto Padovani
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu (SP)
Objetivo: Definir a importância da projeção axial do bulbo ocular na patogenia do
entrópio involucional e do ectrópio involucional da pálpebra inferior, usando o
exoftalmômetro de Hertel. Método: Os pacientes foram divididos em 3 grupos:
grupo 1, grupo 2 e grupo controle. O grupo 1 incluiu 45 pálpebras inferiores com
entrópio involucional. O grupo 2 incluiu 44 pálpebras inferiores com ectrópio
involucional. O grupo controle incluiu 80 pálpebras inferiores sem alteracäo da
margem palpebral. Medidas da projeção axial do bulbo ocular (exoftalmômetro de
Hertel) foram realizadas em todos pacientes. O teste t de Student foi utilizado para
comparar as médias do grupo 1 e do grupo controle, e as médias do grupo 2 e do
grupo controle. Pacientes com posicionamento palpebral anormal congênito, entrópio
cicatricial, ectrópio mecânico, cicatricial ou paralítico, triquíase, distiquíase, síndrome
da pálpebra frouxa ou cirurgia prévia de pálpebra inferior, conjuntiva ou órbita foram
excluídos. Resultados: A projeção axial do bulbo ocular do grupo 1 (média=16,8,
IC=1,4) foi significativamente menor que a do grupo controle (média=18,0, IC=2,0,
p<0,05). A projeção axial do bulbo ocular do grupo 2 (média=19,4, IC=1,4) foi
significativamente maior que a do grupo controle (média=18,0, IC=2,0, p<0,05).
Conclusões: Enquanto os pacientes com bulbo ocular menos proeminente foram
correlacionados com o entrópio involucional da pálpebra inferior, os pacientes com
bulbo ocular mais proeminente foram correlacionados com o ectrópio involucional
da pálpebra inferior.
Objetivo: Avaliar o perfil epidemiológico dos portadores de cavidade anoftálmica,
acompanhados no serviço de Plástica Ocular da Faculdade de Medicina de Botucatu
- UNESP, assim como a evolução dos pacientes com os tratamentos empregados.
Método: Estudo retrospectivo, com dados coletados de prontuários dos portadores de cavidade anoftálmica atendidos no ambulatório de Plástica Ocular da
Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP. Os dados avaliados foram profissão
e sexo, causa e idade da perda do olho, acuidade visual no olho contralateral, tipo
de cirurgia realizada e complicações precoces ou tardias. Os dados obtidos foram
submetidos a análise estatística. Resultados: Analisados dados de 76 pacientes,
52 homens e 24 mulheres. Não houve diferença significativa de ocorrência nas
diferentes faixas etárias estudadas. Na população masculina a causa mais frequente
foi o trauma, e na feminina foi phthisis bulbi. Foi observada uma ocorrência de 17,57%
de aposentados seguidos por 14,87% de menores sem atividades profissionais.
A maioria apresentou boa acuidade visual no olho contralateral. A frequência de
enucleação foi igual à de evisceração e apenas um caso de anoftalmia congênita.
As complicações foram observadas em 47,88% dos casos e, dentre essas, as
complicações tardias foram observadas em 91,18%. O implante mais utilizado foi
o de polimetilmetacrilato. Nesse estudo, 80% dos pacientes apresentaram bom
aspecto estético final. Conclusões: A cavidade anoftálmica foi mais frequente
na população masculina dentre os quais a causa mais encontrada foi o trauma ocular.
A frequência de eviscerações e enucleações foi a mesma. O estudo revelou uma
porcentagem elevada de complicações tardias, demonstrando que ainda precisamos dispor de meios mais adequados para a reconstrução dessas cavidades. Apesar
disso, 80% dos pacientes desse estudo apresentaram bom aspecto da cavidade.
P 111
P 112
AVALIAÇÃO DO PERFIL DA RETINOPATIA DIABÉTICA EM
PACIENTES DIABÉTICOS DO 5º MUTIRÃO DO DIABETES DE
ITABUNA-BA
AVALIAÇÃO E CORRELAÇÃO DAS MICROANGIOPATIAS DIABÉTICAS NOS PACIENTES DO 5º MUTIRÃO DO DIABÉTICO DE
ITABUNA - BA
Rafael Ernane Almeida Andrade, Thaise Santos Andrade, Poliana Jesus Araújo,
Eduardo Deda Mendonca Filho, Fernanda Oliveira Brito, Avio Mota Brasil Neto,
Roseane Montargil, Anne Stephany Reis Costa, Renata Amaral Sant’anna, André
Barbosa Castelo Branco
Thaise Santos Andrade, Poliana Araújo, Ávio Neto, Fernanda Brito, Fábio Lordelo,
Ane Costa, Renata Amaral, Neide Vinhático, André Barbosa Castelo Branco,
Rafael E. Andrade
Hospital de Olhos Beira Rio - Itabuna (BA)
Objetivo: Correlacionar os casos de retinopatia diabética (RD) com indicação
de laser com a presença ou não de nefropatia diabética. Método: Estudo
transversal em que se avaliou 96 pacientes (144 olhos) com RD e indicação de
tratamento a laser, diagnosticados através de oftalmoscopia indireta no 5º Mutirão
do Diabético de Itabuna - BA. Foram divididos em três grupos: grupo 1 (portadores
de edema de mácula sem RD grave); grupo 2 (RD grave sem edema macular); e
grupo 3 (RD grave com edema macular). Realizou-se avaliação da pressão arterial
e nefrológica laboratorial (hemoglobina glicosilada (HbA1c), proteinúria no sumário
de urina, níveis séricos de creatinina nos três grupos. Resultados: Dos 96 pacientes
analisados, 63,5% eram do sexo feminino, com média de idade de 59,3 anos e
de tempo de diabetes de 15,5 anos; sendo 13,5% do tipo 1 e 86,5% do tipo 2. Dos
pacientes, 50% eram insulino-dependentes e 71,9% referiram ser hipertensos,
sendo a média da pressão arterial de 165/98 mmHg. A HbA1c estava alterada em
92,1% dos pacientes (média de 9,4%). No grupo 1, 35,9% dos pacientes apresentaram
creatinina alterada (média de 1,2 mg/dL) e proteinúria presente em 50,8%. No grupo
2, a creatinina estava alterada em 59,3% dos casos (média de 1,7 mg/dL) e a
proteinúria em 71,4%. No grupo 3, a creatinina estava alterada em 60% dos casos
(média de 1,88 mg/dL) e proteinúria em 80%. Conclusões: Nesta amostra já com
indicação de laserterapia, constatou-se uma alta prevalência de hemoglobina glicosilada alterada e níveis pressóricos médios muito elevados, fatores de risco importantes
para a microangiopatia. Observou-se também que a proteinúria e creatinina mostraramse proporcionalmente maiores, quanto mais avançada a doença ocular, corroborando a relação já pré-estabelecida entre as microangiopatias diabéticas.
Objetivo: Avaliar o perfil e a prevalência da retinopatia diabética (RD) correlacionando-a aos fatores de riscos, nos pacientes atendidos pelo 5º Mutirão do Olho
Diabético realizado em Itabuna - BA. Método: Foram examinados 2.192 olhos de
1.113 pacientes diabéticos por uma equipe multidisciplinar no Mutirão do Olho
Diabético realizado em Itabuna - BA. Foi aplicado um questionário padronizado
analisando múltiplas variáveis (sexo, idade, tempo de diabetes, uso de insulina,
entre outras). Todos os pacientes foram submetidos a mapeamento de retina. Os
pacientes com indicação de laser foram submetidos a avaliação bioquímica.
Resultados: Observou-se que 64,1% eram do sexo feminino, com média de idade
de 59,7 anos, 22,3% eram usuários de insulina e 63,8% eram hipertensos. O tempo
médio de diabetes foi de 9 anos, enquanto que nos pacientes com indicação de laser,
foi de 15,5 anos. Sendo este, o primeiro exame de retina realizado em 43,7%. A
prevalência de RD foi de 17,6% (386 olhos), sendo 50,3% com a forma não
proliferativa leve; 22,8%, não proliferativa moderada; 2,9%, não proliferativa
severa; 8% com a forma não proliferativa status pós-laser e 16,1% com a forma
proliferativa. Foi indicado laser em 146 olhos de 96 pacientes (8,6%), destes 50%
eram usuários de insulina, 71,9% referiram ser hipertensos, sendo constatada
proteinúria em 56,8%, creatinina alterada em 39,6% e a média de hemoglobina
glicosilada de 9,4%. Conclusões: A prevalência de retinopatia diabética no Mutirão
do Diabético de Itabuna foi de 17,6% nos pacientes diabéticos, sendo que 8,6% dos
diabéticos tiveram indicação de tratamento imediato, e apresentavam importante
associação com hipertensão arterial, alteração renal e mau controle glicêmico, que
são fatores que aumentam a morbi-mortalidade nestes pacientes.
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Hospital de Olhos Beira Rio (HOBR) - Itabuna (BA)
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CONDUTAS REABILITACIONAIS INTERDISCIPLINARES PARA
PESSOAS COM DISTROFIAS HEREDITÁRIAS DE RETINA
CORRELAÇÃO DA PRESSÃO INTRAOCULAR INICIAL E CIRURGIA EM PACIENTES DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM
OFTALMOLOGIA - UMC
Zelia Zilda Lourenço de Camargo Bittencourt, Rita de Cássia I. Montilha, Maria
Elisabete Gasparetto, Maria Ines R. Nobre, Sonia M. C. Arruda
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP) / Faculdade
de Ciências Médicas (UNICAMP) - Campinas (SP)
Cristina Yumi Shimizu, Fabrício Mochiduky, Fabio Bronzatto, Ayla Bogoni, Pablo
Rodrigues, Francisco Andrade, Aline Silva, Ana Maria Noriega Petrilli
Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) - Mogi das Cruzes (SP)
Objetivo: Caracterizar a população com distrofias hereditárias de retina que
procuram o Programa de Reabilitação do CEPRE e descrever as condutas
reabilitacionais indicadas para essa população. Método: Estudo retrospectivo
transversal com casuística extraída de banco de dados de um serviço de reabilitação
para deficientes visuais adolescentes e adultos, no período de 2004 a 2009. As
variáveis estudadas foram sexo, idade, tipo de deficiência, diagnóstico, com as
quais se desenhou as características dessa população. Resultados: De 231
pacientes atendidos no período, verificou-se que 44 casos correspondiam a
distrofias hereditárias de retina (DHR), entre as quais a retinose pigmentar (54,6%),
doença de Stargardt (31,8%), síndrome de Usher (6,8%) e amaurose congênita
de Leber (6,8%). A amostra foi constituída por 59% de sujeitos do sexo masculino
e 41% do sexo feminino, a idade variou entre 14 e 69 anos, com média de idade
de 39 anos (± 14,2). Durante o processo de reabilitação os pacientes foram
atendidos por equipe interdisciplinar em grupo. O processo reabilitacional
favoreceu a necessidade de cada indivíduo, mas, com enfoque no uso da visão
residual e utilização dos recursos ópticos e não ópticos, além da ampliação das
habilidades na realização de tarefas cotidianas como leitura e escrita, atividades
ocupacionais e orientação e mobilidade. Realizou-se orientação familiar esclarecendo sobre o funcionamento visual de cada um e quanto à necessidade de
acompanhamento por um profissional de genética, para condutas clínicas e de
aconselhamento. Conclusões: Os profissionais que atuam na reabilitação precisam
deter conhecimentos dessas distrofias e das limitações desses indivíduos para
proporem as condutas reabilitacionais mais apropriadas para cada caso. O
aconselhamento genético é também indicado nestes casos, pois o impacto de uma
doença genética pode influenciar o futuro de uma pessoa e de toda uma família.
Objetivo: Analisar o seguimento clínico e cirúrgico dos pacientes do setor de
glaucoma do Curso de Especialização em Oftalmologia da UMC, de acordo com
a pressão intraocular (PIO) na primeira consulta. Método: Realizou-se um estudo
retrospectivo e descritivo de 536 prontuários de pacientes do setor de glaucoma
do Curso de Especialização em Oftalmologia da UMC em Mogi das Cruzes, no
período de julho de 1983 a março de 2010. Avaliaram-se dados epidemiológicos
e dados do tratamento clínico e cirúrgico de 536 pacientes sendo estudados 1.001
olhos com acuidade visual variando de percepção luminosa a 20/20. Os olhos
foram divididos em 4 grupos de acordo com a primeira medida da PIO: Grupo I
- PIO menor que 21 mmHg, Grupo II - PIO entre 22 a 25 mmHg, Grupo III - PIO
entre 26 a 29 mmHg e Grupo IV - PIO maior ou igual que 30 mmHg. Foi avaliado
o número de pacientes de cada grupo e se houve a necessidade de tratamento
cirúrgico, trabeculectomia (TREC) ou tubo de Ahmed e o tempo de seguimento clínico
até a cirurgia. Resultados: No Grupo I, 62,84% dos pacientes apresentavam PIO
menor que 21 mmHg. Destes, 9,38% necessitaram de TREC em um tempo médio
de 23 meses; no Grupo II, 13,39% com PIO entre 22 e 25 mmHg. Destes, 26,12%
fizeram TREC numa média de 27 meses; no Grupo III, 6,79% com PIO entre 26
a 29 mmHg. Destes, 25% fizeram TREC em média em 10 meses e no Grupo IV,
16,98% com PIO maiores que 30 mmHg. Destes, 35,88% realizaram TREC numa
média de 8 meses. Conclusões: Concluiu-se pela análise que quanto maior a PIO
inicial, maior a dificuldade de controle pressórico e maior o número de indicações
cirúrgicas necessárias em um curto espaço de tempo. Observou-se também que
a maioria dos pacientes com glaucoma chegam à primeira consulta com PIO menor
que 21 mmHg, sendo necessário acompanhamento rigoroso para indicação de
tratamento adequado ao menor sinal de glaucoma.
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EFICÁCIA DO TRV COMO ESTRATÉGIA DE PREVENÇÃO DE CEGUEIRA INFANTIL NO ESTADO DO CEARÁ
PERFIL E DESTINO DOS PACIENTES ATENDIDOS NA TRIAGEM DE OFTALMOLOGIA EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
L.N.S. Bodendiek, I.C. Verçosa, A.A. Silva, R.M.P. Barroso, A.K.S. Soares
Amélia Kamegasawa, Marcela Miguel Grando, Ruy Felippe Brito Gonçalves
Missaka
Hospital Geral de Fortaleza - Fortaleza (CE)
Objetivo: Demonstrar a eficácia do TRV como método de triagem de doenças
oculares que possam causar cegueira infantil. Método: Aplicou-se questionário
aos acompanhantes das crianças encaminhadas ao Ambulatório de Oftalmopediatria
do Hospital Geral de Fortaleza (HGF) em sua primeira consulta no período de abril
a dezembro de 2009. Resultados: Vinte e cinco acompanhantes foram entrevistados. Sessenta e quatro por cento das crianças tinham 2 anos de idade ou mais.
Sessenta e quatro por cento eram do sexo masculino. Das alterações visuais ou
comportamentais, 36% foram notadas pela mãe da criança. Quarenta por cento
destas alterações foram percebidas na faixa etária de 0 a 2 meses. A principal
alteração relatada foi a leucocoria (36%), seguida pelo estrabismo (24%), baixa
visão (16%), nistagmo (8%), mudança de comportamento (8%) e associação de dois
ou mais sinais citados anteriormente (8%). O primeiro médico a ser procurado foi
o oftalmologista (68%), seguido pelo médico do PSF (24%) e pediatra (8%). Sessenta
por cento dos acompanhantes afirmaram que o TRV havia sido feito em consultas
anteriores, 20% negaram a aplicação do teste e 20% desconheciam a resposta.
Quando o TRV foi anteriormente realizado, 48% haviam sido aplicados por
oftalmologista. Oitenta e quatro por cento do acesso ao ambulatório foi obtido
através de encaminhamento do oftalmologista. Em 64% dos casos, o tempo
decorrido entre o encaminhamento e a primeira consulta no HGF foi menor ou igual
a 30 dias. Trinta e dois por cento demoraram entre 2 e 5 meses e apenas um paciente
demorou mais de um ano, motivado pela falta de mobilização da própria família.
Conclusões: Os profissionais de saúde não-oftalmologistas ainda são pouco
familiarizados com o TRV como método de triagem para enfermidades que possam
comprometer a função visual das crianças. O ambulatório de Oftalmopediatria é
referência no estado e sem barreira de acessibilidade, porém muitas crianças ainda
chegam com idade avançada, o que dificulta ou atrasa o seu desenvolvimento visual,
com repercussão negativa importante no rendimento escolar e na socialização.
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
DE
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu (SP)
Objetivo: Determinar o perfil epidemiológico, incidência de morbidades e o
destino dos pacientes atendidos na triagem de um serviço universitário. Método:
Examinou-se de forma retrospectiva 481 fichas de pacientes atendidos em abril,
julho, agosto e setembro de 2009. Analisou-se quanto à idade (menores ou igual
a 7 anos e maiores que oito anos), sexo, origem (se demanda espontânea ou
encaminhados de outros serviços de saúde públicos), HD e destino (encaminhamento para o ambulatório do serviço, para a rede pública ou retorno em data
oportuna) As HD: ametropia, estrabismo, leucoma, triquíase, tumor extraocular,
calázio, DR, retinopatia diabética, catarata, ceratocone, distrofia corneana,
orbitopatia de Graves, ectrópio, DMRI, uveíte, pterígeo, conjuntivite alérgica,
dermatocálase, tumor orbitário, glaucoma, oclusão venosa, retinopatia hipertensiva,
olho seco e outros. Resultados: A maioria constituiu de maiores de 8 anos de idade
(93,34%), do sexo feminino (61,67%), com origem no serviço público de saúde
(59,43%). As causas mais prevalentes foram ametropia (44,58%, sendo 2,7%
menores de 8 anos), catarata (9,82%), pterígeo (8,22%), retinopatia hipertensiva
(5,53%), estrabismo (4,8%, sendo 2% menores de 8 anos), olho seco (3,71%),
retinopatia diabética (3,63%, glaucoma (2,4%) e conjuntivite alérgica (2,1%).
Quanto ao destino, 35, 49% foi resolvido, 35,93% encaminhado ao ambulatório
e 28, 87% encaminhado à rede pública. Conclusões: A população consistiu na
maioria de maiores de 8 anos de idade, encaminhados pelo serviço público de
saúde, 35, 49% foi resolvido na triagem e 64,51% necessitou de encaminhamento.
Embora grande parte dos atendimentos da triagem consista de problemas comuns
da população adulta, foi também identificado contingente importante de problemas
oculares na infância promovendo prevenção da ambliopia/cegueira, evidenciando
grau significativo de resolutividade do serviço.
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R EABILITAÇÃO V ISUAL
Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
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PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL ATENDIDAS NO SERVIÇO DE HABILITAÇÃO DO
CEPRE - FCM - UNICAMP
PREVALÊNCIA E CARACTERÍSTICAS DO PTERÍGIO EM COMUNIDADES RIBEIRINHAS DOS RIOS SOLIMÕES E JAPURÁ,
AMAZONAS, BRASIL
Maria Inês Rubo de Souza Nobre, Rita de Cássia Ietto Montilha, Maria Elizabete
R. Freire Gasparetto, Sonia Maria de Paula Arruda, Zélia Zilda Bittencout,
Roselilian da Cunha Pereira
Lívia Adnet Ribeiro, Luiz Felipe Guaraná Ribeiro, Verônika Adnet Ribeiro, Paulo
R. Castro, Filicio Doné, Abelardo Couto Jr., Fernanda Viana Duarte
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)
Instituto Benjamin Constant - Rio de Janeiro (RJ) / ONG Enxerga Brasil - Rio de
Janeiro (RJ)
Objetivo: Verificar perfil sociodemográfico de crianças com deficiência visual
atendidas no programa de habilitação infantil do Cepre - FCM - Unicamp. Método:
Realizou-se estudo retrospectivo descritivo por meio de levantamento de prontuários de crianças com deficiência visual, entre 4 e 12 anos, atendidas em programa
de habilitação infantil do Cepre. As variáveis investigadas foram sexo, procedência, origem do encaminhamento, tipo e causa da deficiência visual e idade de procura
pelo serviço de habilitação infantil. Foi elaborado banco de dados no programa Excel.
Resultados: A amostra foi composta por 86 crianças. Houve leve predomínio do
sexo masculino (56,0%). A maioria das crianças apresentava baixa visão (94,2%).
Em 77,9% dos casos a deficiência visual teve origem congênita. Entre as causas
da deficiência visual destacaram-se a retinopatia da prematuridade (23,3%),
seguida de coriorretinite macular (18,6%) e catarata congênita (12,8%). O encaminhamento em 50,0% dos casos foi realizado por professores, e as crianças
chegaram ao serviço com média de idade de 6,6 anos. A maior parte das crianças
procedia de outros municípios do estado de São Paulo (57,0%). Conclusões: A
maioria das crianças com deficiência visual atendidas no serviço apresentava
baixa visão e foi encaminhada por professores. Considerou-se alta a média de
idade para início de atendimento em habilitação visto que a maior incidência era
de casos de deficiência visual congênita. Observa-se a necessidade de identificação precoce da deficiência visual para o imediato início de condutas que
visem à orientação da família quanto à necessidade de intervenção precoce e
inclusão escolar.
Objetivo: Avaliar a prevalência e as características do pterígio em comunidades ribeirinhas dos Rios Solimões e Japurá, Estado do Amazonas, Brasil. Método:
Foi realizado um estudo observacional, com o apoio da ONG Enxerga Brasil, da
Petrobras e do Exército Brasileiro de julho de 2008 a abril de 2009 em comunidades
ribeirinhas dos rios Solimões e Japurá. Os dados foram coletados por dois
avaliadores em três expedições médico-oftalmológicas, que abrangeram 55
comunidades ribeirinhas, totalizando 1295 pacientes examinados, sendo 659
maiores de 18 anos. Os portadores de pterígio foram analisados através de um
questionário abrangendo sexo, idade e atividade laborativa ao sol ou não. O
tamanho da lesão foi quantificado em graus. Resultados: A prevalência do pterígio
na população geral foi de 21,2%. A prevalência entre os maiores de 18 anos foi
de 41,1%. A faixa etária mais acometida foi a que abrangia os pacientes de 41
a 50 anos. Dos portadores de pterígio, 42,2% eram do sexo feminino e 57,8% do
sexo masculino. 89,5% dos pacientes acometidos pela lesão trabalhavam ao ar
livre. Dos portadores de pterígio 75,6% apresentavam acometimento de ambos
os olhos. Dos pacientes acometidos, 48,7% possuíam pterígio Grau 2, 44,0%
apresentavam a lesão de Grau 1 e 5,4% de Grau 3. A lesão em Grau 4, foi
encontrada em 1,8% dos pacientes. Dos olhos acometidos, 85,0% apresentavam
somente pterígio nasal, 2,9% apresentavam somente pterígio temporal e 14,5%
apresentavam pterígio temporal e nasal. Conclusões: Nosso estudo, nos rios
Solimões e Japurá, revelou a existência de uma das maiores taxas de pterígio
do mundo, em uma região que nunca havia sido avaliada.
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PERFIL DA EMERGÊNCIA OCULAR DE UM HOSPITAL TERCIÁRIO DO NORDESTE DO BRASIL
COMPARAÇÃO ENTRE AS MEDIDAS DA ESPESSURA CORNEANA NO PAQUÍMETRO ULTRASSÔNICO E NO TOMÓGRAFO DE
COERÊNCIA ÓPTICA
Leandro Mont Alverne Pierre, Paulo de Tarso Pontes Pierre Filho, Felisberto
Bastos Pinheiro Neto, Erika Teles Linhares Pierre, Paulo Rogers Parente Gomes
Fundação Altino Ventura (FAV) - Recife (PE)
Objetivo: Avaliar o perfil dos atendimentos no serviço de emergência
oftalmológica de um hospital terciário na cidade de Sobral, Ceará, Nordeste do
Brasil. Métodos: Realizou-se um estudo em todos os pacientes atendidos no
serviço de emergência do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de Sobral
no período entre maio e outubro de 2008. Dados sobre idade e gênero dos
pacientes, nível de escolaridade, origem, distância percorrida para chegar ao
hospital, seguro de saúde, período entre os sintomas iniciais e o primeiro
atendimento no hospital, origem do encaminhamento, diagnóstico e veracidade
da emergência foram coletados durante entrevista e exame oftalmológico.
Resultados: Mil e vinte e quarto pacientes foram analisados no estudo. A idade
média dos pacientes foi de 31,5 ± 17,1 anos (variando entre zero e 81). Sessenta
e cinco por cento dos pacientes pertenciam ao sexo masculino e 35% ao sexo
feminino. Vinte e um por cento dos pacientes procederam de localidades distantes
pelo menos 50 quilômetros da Santa Casa de Sobral. Traumas oculares (40,9%)
de qualquer natureza foram a ocorrência mais comum, seguido por infecções
(29%). Aproximadamente 45% dos casos não foram considerados uma emergência real e poderiam ser tratado em níveis primário e secundário de atendimento.
Apenas 24% dos pacientes compareceram a emergência oftalmológica no mesmo
dia do início dos sintomas. Conclusão: Muitos pacientes atendidos no serviço de
emergência oftalmológica da Santa Casa de Sobral apresentaram doenças
comuns, de simples resolução, o que pode ser reflexo de falhas na rede de atendimento
primária e secundária. Certamente uma parcela destes pacientes poderia ter sido
diagnosticada e tratada numa clínica oftalmológica ou por médicos gerais.
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
DE
Antonio Eduardo Pereira, Moisés Tabosa, Ana Cláudia Pereira, Glauco Almeida,
Talita Richards Andrade, Marcel Yoshida, Murilo Oliveira
Hospital de Olhos de Mato Grosso do Sul - Campo Grande (MS) / Associação
Beneficente Santa Casa de Campo Grande - Campo Grande (MS)
Objetivo: Comparar a paquímetria central da córnea nos aparelhos paquímetro
ultrassônico (Sonomed) e tomógrafo de coerência óptica (RTVue). Método: Estudo
prospectivo, comparativo com 25 pacientes (50 olhos), sem doenças corneanas.
A paquimetria foi realizada primeiro no tomógrafo de coerência óptica seguido pelo
paquímetro ultrassônico. Foram feitas três medidas em cada aparelho. Foi aplicado
o teste t de Student para comparar as medidas dos aparelhos e o desvio padrão para
avaliar a variabilidade das três medidas em cada aparelho. Resultados: O aparelho
ultrassônico apresentou média de 532,6 micra e no tomógrafo de coerência óptica
523,5 micra. A paquimetria ultrassônica foi significantemente maior (p<0,00001)
do que a do OCT. A variabilidade das medidas no aparelho ultrassônico foi maior, sendo
estatisticamente significante (p<0,00001). Conclusões: A paquimetria ultrassônica
apresentou maior medida e variabilidade.
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ELETROVISUOGRAMA AXONAL: ACHADOS EM INDIVÍDUOS
NORMAIS
AVALIAÇÃO DO ASTIGMATISMO CERATOMÉTRICO NOS PACIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA DE FACOEMULSIFICAÇÃO
Wener Passarinho Cella, Marcos Ávila
Marina Carvalho Gulin, Emilio de Almeida Torres Netto, Hamilton Moreira, Luis
Henrique Zattar, Alexander Hashimoto, Lucas Antonio Almeida Torres, Mariel
Perini Monclaro, Carlos Augusto Moreira Neto
Universidade de Brasília (UNB) - Brasília (DF) / Centro Brasileiro da Visão Brasília (DF)
Objetivo: Padronizar a técnica de realização do exame e estabelecer seus valores
normativos. Método: Estudo descritivo com 140 indivíduos normais categorizados
por sexo e idade. Para a padronização da técnica foi utilizado equipamento de
eletrofisiologia ocular com cúpula de Ganzfeld para estimulação por flash luminoso
conforme critérios da ISCEV. Foram utilizados eletrodos com cúpula de ouro
acoplados a um pré-amplificador, sendo o eletrodo ativo posicionado a 2 cm do canto
lateral do olho examinado e o eletrodo referência no lobo da orelha ipsilateral. Para
a determinação dos valores normativos avaliaram-se a média (com desvio-padrão),
a mediana, os valores mínimo e máximo e o intervalo de confiança de 95% das ondas.
Para a análise estatística foram utilizados a ANOVA, o coeficiente de Pearson
e o teste de Turkey. Resultados: O EVA é composto por uma onda inicial positiva
P1 seguida de uma onda negativa N1. A diferença entre a amplitude de P1 e a
de N1 foi denominada componente P1N1. A amplitude média de P1 foi de 2,0 μV
e a amplitude média de N1 foi de -3,9 μV, enquanto a amplitude média do
componente P1N1 foi de 5,8 μV. O tempo de culminação médio de P1 foi de 23,1 ms,
o de N1 foi de 41,5 e o do componente P1N1 foi de 18,3 ms. Não foram encontradas
diferenças na comparação entre os sexos e entre os olhos direito e esquerdo.
O tempo de culminação de P1, de N1 e de P1N1 aumentam com a idade.
Conclusões: O EVA é um potencial visual evocado por flash aparentemente
originado nas camadas internas da retina. É um exame reprodutível e de fácil
execução que pode ser utilizado para detectar disfunções retinianas independentemente de outros testes eletrofisiológicos.
Hospital de Olhos do Paraná - Curitiba (PR)
Objetivo: Avaliar a prevalência e distribuição de astigmatismo ceratométrico
em pacientes submetidos à cirurgia de facoemulsificação no mês de março de 2010
no Hospital de Olhos do Paraná. Método: Estudo retrospectivo de 100 olhos de
63 pacientes submetidos à facoemulsificação por catarata. No pré-operatório
foram avaliados idade, sexo e astigmatismo através da topografia computadorizada.
O astigmatismo obtido pela topografia foi classificado em a favor da regra, contra
a regra e oblíquo. Considerou-se a favor da regra aquele que tinha o eixo mais
plano de 180 +/- 10 graus e contra a regra a topografia que evidenciava eixo mais
plano de 90 +/- 10 graus. Os demais foram considerados como oblíquos. Também
consideramos o astigmatismo significativo apenas nos olhos em que evidenciouse uma magnitude maior ou igual a 1,01 D. Resultados: A média de idade foi de
67,44 anos, variando de 11 a 86 anos. O sexo predominante foi o feminino com
40 pacientes (63,49%). Sexo masculino foram 23 pacientes (36,51%). O
astigmatismo foi encontrado em 96 olhos (96%), porém foi significativo (maior ou
igual a 1,01) em 34 olhos (34%). Em relação à magnitude, 26 dos 34 olhos (76,47%)
tiveram variação de 1,01 a 2,00D, quatro dos 34 olhos (11,76%) entre 2,01 e 3,00
e outros quatro olhos (11,76%) com 3,01D ou mais. De maneira global, esta
ametropia variou de 0 a 5,62 D. Através da análise do eixo encontrado, observamos
que em 38,23% (13 olhos) o astigmatismo foi a favor da regra, em 32,35% (11 olhos)
foi contra a regra e em 29,41% (10 olhos) encontramos o eixo obliquo. Conclusões:
Astigmatismo significativo foi encontrado em grande parte (34%) dos pacientes
que iriam se submeter a cirurgia de facoemulsificação por catarata. Isso tornase relevante uma vez que atualmente lentes intraoculares tóricas estão surgindo
como uma nova opção de correção para esta ametropia.
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FOTOGRAFIA EM ARMAÇÃO COM RÉGUA MILIMETRADA, NOVO MÉTODO DE MEDIDA DA DISTÂNCIA NASOPUPILAR
PERCEPÇÃO DOS PROFESSORES SOBRE OS ERROS REFRACIONAIS DOS ALUNOS NO ENSINO FUNDAMENTAL
Celso Marcelo da Cunha, Renato Bett Correia
Samia Duarte Jorge Bezerra, Antonio Alexander Leite Simão
Hospital Geral Universitário de Cuiabá - Cuiabá (MT) / Oftalmocenter Santa Rosa
- Cuiabá (MT)
Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte (FMJ) Juazeiro do Norte (CE) /
Fundação Leiria de Andrade - Fortaleza (CE)
Objetivo: O objetivo deste estudo é apresentar um método alternativo e seguro
para medida da distância nasopupilar com baixo custo, utilizando câmera digital
e armação de óculos com régua adaptada, e comparar os resultados ao pupilômetro.
Método: Quarenta e quatro pacientes com idade entre 4 e 64 anos foram avaliados
pelo mesmo examinador nos dois métodos. Os critérios de inclusão foram: acuidade
visual de 20/30, ou melhor, em ambos os olhos, ortofóricos, e com biomicroscopia,
e fundoscopia normais. Foi selecionada uma armação de acetato, ao qual não possui
plaquetas móveis e foi montada uma régua milimetrada com abertura central para DNP.
Resultados: A média da DNP para o método FDARM foi de 31,36 e 31,60 mm para
OD e OE respectivamente, e no método pelo PRC de 31,53 e 31,60 mm. Os
resultados mostraram boa concordância estatística entre os métodos, tendo um
coeficiente de concordância de LIN de 0,9855. Conclusões: A boa concordância
com o pupilômetro, o baixo custo, a fácil aplicação em crianças, validam o método
proposto neste estudo como alternativa para medida da distância nasopupilar.
Objetivo: Identificar percepções de professores do sistema público municipal
de ensino, em relação aos erros de refração manifestados na idade escolar,
visando à detecção precoce e posterior assistência a problemas oftálmicos de
escolares. Método: Estudo transversal em população de professores de primeira
série do ensino fundamental, nas escolas públicas da região sul do Ceará no
município de Juazeiro do Norte. Aplicou-se questionário previamente estruturado
a 64 professores distribuídos em 10 escolas da rede municipal. Resultados: A
população apresentou média de idade de 39,4 anos e média de tempo de magistério
de 15,2 anos. A maioria (73,4%) não recebeu orientação sobre saúde ocular nos
últimos três anos. Os professores distinguiram mais corretamente os sinais de
miopia (76,8%) do que os de hipermetropia (30,9%) e astigmatismo (27,9%).
Proporção significativa (38,5%) apontou sinais e comportamentos indicativos da
presença de miopia no escolar; 40,9% apontaram dificuldades na leitura e na escrita,
para a criança hipermétrope sem correção óptica. Na criança astigmata as
manifestações mais mencionadas foram “vista embaçada” (45,4%) e desinteresse
por atividades que exigem esforço visual (40,9%). Os professores classificaram
todos os erros de refração como agravos muito graves. Quando questionados
acerca do interesse em se aprofundar sobre o assunto, tivemos 88,3% de resposta
positiva. Conclusões: Foram evidenciados conhecimentos distorcidos e/ou insuficientes entre professores do ensino fundamental, a respeito de erros de refração
manifestados na idade escolar, e um notável interesse em se aprimorar no assunto.
Fato que deve subsidiar programas de treinamento para docentes, com a finalidade
de melhorar o desempenho acadêmico de nossos estudantes.
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CORRELAÇÃO ESTRUTURAL E FUNCIONAL DA MÁCULA NA
RETINOPATIA DIABÉTICA PROLIFERATIVA TRATADA COM
LASER E TRIANCINOLONA
EFICÁCIA DO BEVACIZUMAB INTRAVÍTREO EM PACIENTES
COM MEMBRANA NEOVASCULAR SUB-RETINIANA SECUNDÁRIA À ALTA MIOPIA
Otacílio de Oliveira Maia Júnior, Beatriz Sayuri Takahashi, Bruno de Paula
Freitas, Cíntia Maria Felix Parcero Medrado, Mário Luiz R. Monteiro, Walter
Yukihiko Takahashi
Lisa Mariel Vásquez Ramírez, Fernando Chaves, Daniel Kamlot, André Barros,
Denise Camara Barcellos, Sergio Pimentel, Walter Takahashi, Thiago Martins,
Paulo Zantut
Hospital São Rafael - Fundação Monte Tabor - Salvador (BA) / Universidade de
São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Correlacionar acuidade visual e medidas de espessura macular
central de pacientes com retinopatia diabética proliferativa (RDP) moderada
tratados com laser e triancinolona. Método: Estudo prospectivo intervencionista.
Vinte e oito olhos de 28 pacientes com RDP moderada, sem qualquer tratamento
prévio, foram submetidos à panfotocoagulação retiniana (PRP) segundo EDTRS.
Pacientes portadores de edema macular foram submetidos inicialmente a laser
focal na mácula e depois a PRP. Todos receberam única aplicação de 4 mg de
triancinolona intravítrea (Kenalog®) após 3 semanas de tratamento com laser.
Acuidade visual com melhor correção, retinografia e medidas de espessura
macular central (MEMC) por meio de tomografia de coerência óptica (Stratus OCT,
modelo 3000, Carl Zeiss Meditec) foram realizadas em todos os pacientes antes
do tratamento e no mês 1, 3, e 6 do tratamento. Resultados: Antes do tratamento,
a média das MEMC foi 326 ± 101,1 µm, e a da acuidade visual foi de 0,37 ± 0,20.
A MEMC diminuiu significativamente para 242,2 ± 35,1 (P<0,001), 231,4 ± 31,2
(P<0,001) e 231,4 ± 33,2 µm (P<0,001) no 1º, 3º e 6º meses (Wilcoxon). Acuidade
visual melhorou para 0,20 ± 0,13 (P<0,001), 0,15 ± 0,09 (P<0,001), e 0,14 ± 0,08
(P<0,001) no 1º, 3º e 6º meses (Wilcoxon). Houve forte correlação entre a melhora
da acuidade visual e redução da média das MEMC (p=0,527, P=0,004) (p=0,423,
P=0,025) (p=0,564, P=0,002), no 1º, 3º e 6º meses (correlação de Spearman).
Conclusões: Os resultados sugerem forte correlação entre redução das medidas
de espessura macular e melhora da acuidade visual nestes pacientes sem
tratamento prévio da retinopatia diabética submetidos à associação de laserterapia
e triancinolona.
Objetivo: Avaliar a eficácia e o intervalo entre as aplicações de injeções intravítreas
do bevacizumab nas membranas neovasculares sub-retinianas (MNVSR) dos
altos míopes. Método: Estudo prospectivo onde foram avaliados 12 olhos com
alta miopia complicados com MNVSR acompanhados com acuidade visual
(ETDRS), sensibilidade ao contraste (VCTS e Pelli-Robson), angiofluoresceinografia
e tomografia de coerência óptica (OCT), a cada 6 semanas, e tratados com injeções
intravítreas de 0,05 ml de bevacizumab segundo a necessidade, num período de
dez meses. Resultados: Dos 12 olhos estudados, 58,33% conseguiram estabilidade da MNSR com uma a três aplicações, considerando estável o paciente que
não precisou reinjetar num intervalo maior ou igual a 6 meses. Os 41,67% restantes,
tornaram-se dependentes da medicação, sendo que, a maioria destes, precisou
reinjetar num intervalo de médio de quatro meses. O ganho de letras pelo ETDRS
foi de 9 letras aos dois meses e 19,35 letras ao final dos dez meses. Conclusões:
A melhora da acuidade visual (AV) sempre foi significativa em relação à AV préinjeção, mesmo o paciente apresentando MNVSR ativa ao final da pesquisa e
evolução prolongada dos sintomas prévios à injeção. Esta melhora da AV se viu
limitada em alguns casos por fibrose retiniana e alterações do EPR. Cabe destacar
a elevada porcentagem de dependência do medicamento (41,67%). Os intervalos
das reaplicações requeridas pelos pacientes no estudo foram mais prolongadas
em comparação às MNVSR de pacientes com DMRI.
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EFICÁCIA DO BEVACIZUMAB INTRAVÍTREO EM PACIENTES COM
MNVSR SECUNDÁRIA À DISTROFIA VITELIFORME DO ADULTO
EPIDEMIOLOGIA DA ENDOFTALMITE EM UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA
Denise Camara Barcellos, Sérgio Pimentel, Walter Takahashi, Thiago Martins,
Lisa Mariel Vásquez Ramírez, Daniel Kamlot, Paulo Zantut, André Barros,
Fernando Chaves
Marcelo Mendes Lavezzo, Cristiana Dumaresq de Oliveira, Sérgio Luís Gianotti
Pimentel, John Helal Júnior, Walter Yukihiko Takahashi
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Endoftalmite é uma inflamação intraocular potencialmente destrutiva,
podendo levar à perda completa da visão. O tratamento deve ser instituído o mais
precocemente possível, a fim de que haja melhor recuperação visual final. O
objetivo do trabalho foi realizar levantamento dos casos de endoftalmite internados,
bem como sua evolução clínica, após a terapêutica adotada. Método: Estudo
retrospectivo de casos de endoftalmite internados no período de janeiro a
dezembro de 2008. Foram analisados dados epidemiológicos e detalhes do
tratamento instituído. Resultados: Foram analisados 41 casos confirmados de
endoftalmite. Houve predomínio de casos pós-facectomia (48,8%) e endoftalmite
endógena (39%). O tratamento clínico foi feito em 34,1%, a vitrectomia via pars
plana em 31,7% e a evisceração em 31,7%. A amaurose do olho acometido foi
observada em 36,6% dos casos. Conclusões: A endoftalmite é uma doença grave
que resulta em consequências devastadoras. Estudos epidemiológicos que caracterizem o perfil clínico destes pacientes, bem como informações sobre o
tratamento adotado e a evolução são importantes para a formulação de um
planejamento mais adequado para o controle desta afecção e de suas sequelas.
Objetivo: Avaliar a eficácia e o intervalo entre as aplicações da injeção intravítrea
de bevacizumab em pacientes com distrofia viteliforme do adulto complicada com
membrana neovascular sub-retiniana (MNVSR). Método: Estudo prospectivo onde
foram avaliados 4 olhos com distrofia viteliforme do adulto complicados com
MNVSR, acompanhados com acuidade visual (ETDRS), sensibilidade ao contraste
(VCTS e Pelli-Robson), angiofluoresceinografia (AGF) e tomografia de coerência
óptica (OCT), a cada 6 semanas, e tratados com injeções intravítreas de 0,05 ml
de bevacizumab segundo a necessidade, num período de 12 meses. Resultados:
Todos os 4 olhos conseguiram estabilidade da MNVSR com 2 a 4 aplicações de
bevacizumab. Não houve reativação da MNVSR no período de 12 meses. Todas
as membranas eram do tipo clássica pela AGF. Conclusões: Estas membranas,
diferentemente da maioria das MNVSR pela DMRI, foram todas do tipo clássica
e conseguiram estabilidade rapidamente, sem reativação a médio prazo e sem
dependência da medicação.
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Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
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FREQUÊNCIA E GRAVIDADE DA RETINOPATIA DIABÉTICA
EM PACIENTES DIABÉTICOS SOB HEMODIÁLISE NUM HOSPITAL DE REFERÊNCIA
INCIDÊNCIA DE RETINOPATIA DIABÉTICA E PERFIL DOS PACIENTES DIABÉTICOS DO AMBULATÓRIO DE ENDOCRINOLOGIA DA UNIVERSIDADE
Ana Karina Pinto Barbosa, Antoniele Navarro, Alexandre Ventura, Ericson Gouveia,
Ana Paula Tavares
Rodrigo Alves Ferreira Rossini, Antonio Carlos Correia Coelho Junior, Francielle
Gomes Machado, Fernando Marquez Borges, Isis Marques Montenegro, Fabricio
Reis, Francyne Veiga Reis, Rafaella Fernandes, Maria Raquel M. Garutti, Letícia
M. Videira
Hospital de Olhos Santa Luzia - Recife (PE)
Objetivo: Avaliar a presença e gravidade da retinopatia diabética em pacientes
diabéticos sob hemodiálise em um hospital de referência. Também foram
analisados a acuidade visual dos pacientes, a associação da retinopatia com o
tempo de diagnóstico do diabetes e controle glicêmico, além da coexistência de
outras alterações oculares. Método: Estudo observacional, transversal, de pacientes
diabéticos com doença renal crônica terminal. Dezesseis pacientes selecionados
submeteram-se à realização de exame oftalmológico e dosagem de hemoglobina
glicada. Dados como tempo do diabetes e tempo de hemodiálise foram coletados
de seus respectivos prontuários. Resultados: A retinopatia diabética foi evidenciada em 80% dos pacientes avaliados, destes 40% apresentaram retinopatia
diabética proliferativa e 40% retinopatia diabética não proliferativa. Dentre outras
alterações oculares encontradas, as principais foram catarata em 68,75% e
hipertensão intraocular/glaucoma em 37,5%. Em relação à acuidade visual, foram
avaliados 30 olhos com 50% apresentando acuidade ≥ 20/60, 10% entre 20/60
e 20/200 e 40% ≤ 20/200. O controle glicêmico foi considerado inadequado em
57% dos diabéticos, com níveis de hemoglobina glicada acima de 6,5%. Não foi
encontrada associação estatisticamente significativa da presença de retinopatia
com tempo de diabetes (p=0,08) ou com níveis de hemoglobina glicada (p=0,56).
Esta associação, entretanto, é clara na literatura, devendo este achado ser
decorrente do pequeno tamanho da amostra. Conclusões: Os resultados evidenciaram frequência da retinopatia similares às descritas na literatura para a
população portadora de nefropatia. Foi encontrada elevada ocorrência de baixa
de acuidade visual, justificada tanto pela retinopatia, como pelas outras patologias
oculares associadas, refletindo um controle metabólico insuficiente e uma assistência oftalmológica inadequada.
Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP) - Ribeirão Preto (SP)
Objetivo: O trabalho avalia pacientes diabéticos, determinando-se o perfil
desses pacientes no nosso ambulatório e a incidência de retinopatia diabética como
complicação. Método: Através de um protocolo estabelecido, foram revisados 300
prontuários dos pacientes diabéticos atendidos no setor de endocrinologia da UNAERP.
Resultados: Nesta análise, dentre vários outros achados, 30% dos pacientes
apresentaram algum grau de retinopatia diabética (RD), sendo que 36,6% tinham
RD não proliferativa e 50,1% RD proliferativa. Conclusões: Concluímos ser de extrema
importância o acompanhamento dos pacientes diabéticos pelo oftalmologista e a
conscientização dos mesmos quanto ao risco de perda da visão e da necessidade
de controle adequado da glicemia.
P 131
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PERFIL DOS FATORES DE RISCO E GRAVIDADE DE RETINOPATIA DIABÉTICA EM DIABÉTICOS TIPO 2
Daniela Osório Alves, Fabio Lavinsky, Gelline Maria Haas, Jacó Lavinsky
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES SUBMETIDOS À
INJEÇÃO INTRAVÍTREA DO AMBULATÓRIO DE RETINA DO SUS
DO HBO-POA
Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) - Porto Alegre (RS) / Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) - Porto Alegre (RS)
Karin Linck Scheid, Adrio Bonini Azeredo, Douglas Weiss, Luiza Caye, Aline
Schuch, Humberto Lubisco Filho
Objetivo: Observar a prevalência dos fatores de risco para RD, associandoos com a presença e gravidade da mesma (proliferativa ou não) nos pacientes
com DM tipo 2 atendidos no Centro de Referência Oftalmológico em Retinopatia
Diabética (CRRD) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre Método: Estudo
transversal, em pacientes encaminhados ao CRRD, a partir da ficha padronizada
de avaliação preenchida na primeira consulta por uma enfermeira e um médico
Oftalmologista Fellow em Retina, entre 2004 e 2009. Resultados: Num total de 602
pacientes encaminhados ao CRRD até março de 2009, 193 foram excluídos por
terem diagnóstico de DM tipo I ou falta de dados. Então, este trabalho conta com
409 pacientes. Nos pacientes com diagnóstico de RDNP (n=186 - 45,5%), a HAS
e a dislipidemia são os fatores de risco mais encontrados, com 72,6% (p=0,064)
e 41,9% (p=0,000) respectivamente. Já entre os pacientes com RDP (n=179 43,8%), além dos fatores de risco já citados (68,5% hipertensos e 25,7%
dislipidêmicos), a doença renal aparece em 12,8% (p=0,58). Entre aqueles com
ausência de RD (n=41 - 10%), os fatores de risco mais prevalentes foram:
dislipidemia (39%), HAS (60,9%) e outras doenças oculares (17,1%; p=1,000).
Conclusões: Nossos resultados - parciais - mostram que os fatores mais
prevalentes na literatura também foram encontrados na nossa amostra. Mais da
metade dos pacientes dos três grupos apresentam HAS e mais de um quarto
apresentam dislipidemia, sendo esta mais prevalente no grupo com RDNP
(p=0,000). A RDP geralmente está associada a lesões em outros órgãos-alvo,
como vimos na nefropatia. Como nosso estudo está em andamento, no futuro
apresentaremos mais dados, possibilitando novas conclusões. Ressaltamos a
importância do controle dos fatores de risco no DM para melhor qualidade de vida
desses pacientes, bem como a relevância de um centro como o nosso para auxiliar
nesse atendimento. Reconhecemos ainda a necessidade de métodos mais
objetivos para diagnosticar as comorbidades dos pacientes atendidos no CRRD.
Hospital Banco de Olhos de Porto Alegre - Porto Alegre (RS)
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
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Objetivo: O número de doenças retinianas tratáveis por injeção intravítrea vem
crescendo nos últimos anos, mais especificamente após a difusão do uso da
triancinolona e dos anti-VEGF´s, em especial o bevacizumab (Avastin). Raramente
essas estão disponíveis aos pacientes do SUS, tornando o tratamento destas
doenças restrito. Objetiva-se descrever o perfil epidemiológico dos pacientes
submetidos a injeções intravítreas realizadas no Serviço de Retina do SUS do
Hospital Banco de Olhos (HBO), suas indicações e principais doenças. Método:
Estudo transversal de revisão de prontuários quanto às variáveis: idade, sexo, olho,
doença, acuidade visual, pressão intraocular, numero de aplicações e droga em
uso (Avastin ou triancinolona). Doses de triancinolona foram disponibilizadas pelo
HBO e de Avastin foram doadas por pacientes que receberam a droga por via judicial.
Resultados: Foram realizadas 111 injeções intravítreas em 82 pacientes durante
o ano de 2008, sendo 58 (70%) pacientes recebendo Avastin, 20 triancinolona e
4 pacientes usando ambas as drogas. Deste total, 50 (61%) com cegueira legal,
27 com visão subnormal e 15 com visão melhor que 20/60. A média de idade dos
pacientes foi de 60,99 anos, sendo 50 (61%) pacientes do sexo masculino. A doença
mais frequente foi retinopatia diabética proliferativa em 54 pacientes (53,6%),
seguida por MNVSR em 16 pacientes (19,5%) e os demais entre doença de Coats
(1), glaucoma neovascular (2), OVCR (7) e telangectasias (2). Quarenta e cinco
pacientes (54,8%) não tinham qualquer tratamento prévio da sua patologia ocular
no momento da aplicação. Conclusões: Os dados encontrados concordam com os
disponíveis na literatura mundial, e a intenção dos autores é expor a importância
da disponibilidade de medicação intravitrea como triancinolona e anti-VEGF’s para
os pacientes do SUS que não seriam tratados da melhor forma possível se esta
não estivesse disponível.
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RECOVERY OF THE ELECTRORETINOGRAM B-WAVE AMPLITUDE AFTER BLEACHING IN EARLY AMD
SISTEMA DE DOCUMENTAÇÃO COMPUTADORIZADA E MANEJO DE DADOS EM REPETIDAS INJEÇÕES DE ANTI-VEGF OU
CORTICOSTERÓIDES
Paulo Igor Rauen, Rodrigo Jorge, André Messias, Rubens C. Siqueira
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)
Purpose: There is psychophysical evidences for alterations of dark adaptation
in early stages of age related macular degeneration (eAMD). This study aimed to
examine the kinetics of dark adaptation using Ganzfeld electroretinography (ERG)
in patients with eAMD. Methods: Eighteen eAMD patients (30 eyes) and 10 normally
sighted subjects (CTRL) were included. eAMD patients showed either macular
druses and/or foveal retinal pigment epithelium changes and preserved visual acuity
(20/30 or better). ERGs were recorded using DTL electrodes in a Ganzfeld-system
(Espion E2 system; Diagnosys LLC). ERG waveforms to brief flashes (4 ms) with
stimulus intensity of 0.01 cd.s/m2 (ISCEV ROD) were recorded before (pre-bleaching
or baseline), and every 2 minutes after the exposure to a bleaching illumination
(600 cd/m2 for 4 min) for 21 minutes to assess recovery. Results: Mean ± SD
b-wave amplitude at baseline was 308.2 ± 51.6 µV in CTRL and 276 ± 11.2 in eAMD
(P=0.08; t-test). The response waveforms following bleaching exposure were
diminished, and b-wave amplitude was kept below of 20% of the baseline amplitude
for about 5 minutes, thereafter recovered at a rate of approx. 10% per minute in
an exponential pattern. No statistically significant changes were observed for the
b-wave amplitude ratio (post-bleaching/baseline) at any time-point during the
recovery period. The mean ± SD time to reach 50% of baseline amplitude was 11 ±
2 min in CTRL and 12 ± 3 min in eAMD. Conclusions: In our study, kinetics of darkadaptation derived from ERG recordings were not statistically different between
patients with early AMD and normal subjects.
Renata Portella Nunes, Patricia Galeti Nehemy, Eduardo Buchele Rodrigues,
Carsten H. Meyer, Michel Eid Farah, Mauricio Maia, Octaviano Magalhaes Jr.
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Apresentar um registro médico eletrônico detalhado para documentar
as principais características dos pacientes que recebem injeções intravítreas
consecutivas. Método: O formulário de registro eletrônico é um modelo personalizado de inserção de dados com apresentações gráficas, campos de texto narrativo
flexível onde é possível resumir todos os parâmetros relevantes como: acuidade
visual, tomografia de coerência óptica (OCT), angiofluoresceinografia, achados
biomicroscópicos e tratamento de dados de visitas sequenciais. Uma coluna é
projetada para cada visita em separado. Resultados: O modelo é baseado em um
banco de dados do Microsoft Access com interfaces de entrada de dados personalizadas, que permitem o armazenamento eletrônico para posterior análise
estatística e gráfica. O programa está também ligado ao Heidelberg EyeExplorer
permitindo revisão de todas as imagens digitais do Spectralis HRA + OCT diretamente
na mesma tela. O modelo opera em 11 idiomas, criando uma plataforma que permite
uma comparação dos resultados de diferentes países. Conclusões: O formulário
de registro eletrônico estruturado destaca os parâmetros essenciais das consultas
consecutivas. Pode facilitar o manejo do paciente, em particular em ambientes de
grande volume, diminuindo o tempo e a carga de trabalho, enquanto aumenta a
eficiência do tempo gasto na avaliação do paciente. O novo formulário de registro
eletrônico irá guiar o médico no algoritmo de decisões a favor ou contra injeções
adicionais.
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ACHADOS EPIDEMIOLÓGICOS DO TRAUMA OCULAR
AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE URGÊNCIAS OFTALMOLÓGICAS DOS MÉDICOS RESIDENTES DO HMCP
Sergio Henrique Nascimento Moreira, Sarah La Porta Weber, Lorena Galhardo
Galhardo, Bruna Lana Ducca, Niro Kasahara
Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - São Paulo (SP)
Objetivo: Descrever as características epidemiológicas do trauma ocular no
nosso serviço. Método: Foram analisados prospectivamente 160 pacientes,
vítimas de trauma ocular, atendidos no serviço de oftalmologia da Santa Casa de
Misericórdia de São Paulo, de fevereiro de 2008 a março de 2009. Excluímos do
estudo pacientes politraumatizados ou com idade inferior a 18 anos. Foram
avaliados dados referentes a sexo, idade, raça, profissão, olho acometido,
circunstância do trauma, tipo de trauma e necessidade de intervenção cirúrgica
imediata. Resultados: O resultado da análise dos 160 pacientes mostrou que 152
(95%) eram do sexo masculino e 8 (5%) do sexo feminino. A média de idade foi
de 39 ± 12 anos, variando de 18 a 70 anos. Em relação a raça, 90 (56%) eram
brancos, 50 (31%) pardos e 20 (13%) negros. Quanto à circunstância do trauma,
101 (63%) ocorreram no trabalho, 24 (15%) em domicílio, 22 (14%) durante esporte
e lazer, 11 (7%) no trânsito e 2 (1%) em outras atividades. De acordo com a
lateralidade, o olho esquerdo foi acometido em 57% dos casos, o olho direito em
41% e os dois olhos em 2% dos casos. Considerando o tipo de trauma, 73 (45%)
foram por corpo estranho superficial, 30 (19%) por trauma contuso, 25 (16%) por
trauma penetrante /perfurante, 6 (4%) por trauma químico e 26 (16%) por outros
tipos de trauma. Dentre as profissões relatadas pelos pacientes, as mais
prevalentes foram pedreiro, mecânico e serralheiro, correspondendo a 31 (19%),
17 (10%) e 15 (9%) casos, respectivamente. Um total de 36 casos (32%) necessitaram
de intervenção cirúrgica imediata, sendo a sua maioria causada por trauma
perfurante ou penetrante (23 casos). Conclusões: Dada a elevada prevalência
e magnitude dos traumas oculares, faz-se necessário o desenvolvimento e
implantação de programas educativos visando a prevenção desta condição,
principalmente em ambientes de trabalho.
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
DE
Aline Siqueira Talarico, Patrícia M. Kange, Denice B. Campoli, Vivian Keese,
Mayra C. de S. Leite, Letícia A. N. Borges, Lorena B. Ribeiro, Thiago S. Queiroz,
Alexandre P. Rueda, Mônica Alves
Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC) - Campinas (SP)
Objetivo: Avaliar o conhecimento sobre urgências oftalmológicas (UO) dos
médicos residentes do Hospital e Maternidade Celso Pierro (HMCP) da Pontifícia
Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Método: Estudo de delineamento transversal entre os médicos residentes. Baseado em questionários
padronizados. Com a 1ª parte de autoavaliação sobre experiência, conhecimento
e segurança no atendimento de UO e, a 2ª parte de 10 questões sobre situações
clínicas para avaliação de diagnóstico e estratégia terapêutica. Resultados:
Participaram 56 residentes, 57,14% relatavam já ter atendido algum tipo de UO
e 76,36% não se sentiam seguros ao fazer atendimentos oftalmológicos. Os
principais fatores reportados como razão da insegurança foram: 86,14% pouca
prática, 41,07% pouco conhecimento teórico, 30,35% pouca informação sobre
oftalmologia na graduação, 16,07% consideram-se desinteressados pelo assunto
e 1,66% diziam-se inseguros devido aos riscos que poderiam trazer ao paciente.
Na autoavaliação, os resultados foram: queimadura química, 62,5% conhecimento
regular, 21,42% bom e 16,07% insuficiente; trauma ocular 57,14% regular, 25%
insuficiente e 17,85% bom; perfuração ocular 51,85% regular, 29,62% insuficiente
e 18,51 bom; fratura de órbita 53,57% insuficiente, 30,35% regular e 16,07% bom;
glaucoma agudo 51,78% insuficiente, 44,64% regular e 3,57% bom e infecções
orbitárias e/ou oculares 55,35% regular, 25% insuficiente e 19,64% bom. A média
de acertos nas questões foi de 6,68. Conclusões: Os dados refletem pontos críticos
no conhecimento sobre UO em médicos residentes. A insegurança é reflexo de
prática e conhecimento teórico insuficientes. Os resultados obtidos serão utilizados
para realização de cursos sobre UO na PUC-Campinas, organizados pela Liga de
Oftalmologia, voltados para médicos recém-formados.
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AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE URGÊNCIAS OFTALMOLÓGICAS EM ESTUDANTES DA FACULDADE DE MEDICINA DA PUC - CAMPINAS
CAUSAS DE EVISCERAÇÃO E PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS
PACIENTES NA FUNDAÇÃO ALTINO VENTURA
Carolina Roman Rached, Tiago Cena de Oliveira, Camila Lacerda Muniz de Melo
Souza, Fernanda Proa Ferreira, Isabela Minozzi Escudeiro, Lilian Pagano Mori,
Beatriz Helena de Moraes Milioni, Juliana Cixi Barbosa Xavier, Renan Radaeli
de Figueiredo, Mônica Alves de Paula
Fundação Altino Ventura (FAV) - Recife (PE)
Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC) - Campinas (SP)
Objetivo: Avaliar o conhecimento sobre urgências oftalmológicas (UO) dos
alunos de graduação da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas. Método:
Estudo de delineamento transversal entre estudantes de graduação em Medicina
do primeiro e último anos. A pesquisa foi baseada na coleta de dados de questionários
padronizados contendo informações sobre o participante, uma autoavaliação do
conhecimento em UO e questões expondo situações clínicas. Resultados: Na
autoavaliação, os estudantes graduaram seus conhecimentos em bom, regular
e insuficiente, sendo no primeiro ano a média de 2,62% bom, 14,29% regular e
83,10% insuficiente e no último ano: 26,53% bom, 43,20% regular e 30,27%
insuficiente. Nas questões sobre trauma ocular (queimaduras químicas, trauma
contuso, perfurações oculares, corpo estranho e fratura de órbita), responderam
corretamente 55,71%, 42,86%, 64,29%, 7,14% e 50% dos estudantes do primeiro
ano e, no último ano, 93,88%, 55,10%, 81,63, 12,24%, 51,02%, respectivamente.
Nas questões referentes às infecções oculares (conjuntivite, ceratite, celulite e
uveíte), os estudantes do primeiro ano responderam corretamente 87,14%, 57,14%,
77,14% e 61,43% e os estudantes do último ano, 93,88%, 48,98%, 55,10%, 59,18%,
respectivamente. E na questão sobre glaucoma agudo, 45,71% dos alunos do
primeiro ano obtiveram acerto e no último ano, 75,51%. Conclusões: Este estudo
reflete deficiências no conhecimento de UO na graduação. Estratégias de ensino
curricular e extracurricular devem ser desenvolvidas para intensificar o conhecimento teórico e incentivar a vivência prática da disciplina e suas interações com
outras áreas. O desenvolvimento deste projeto constituiu parte das atividades
realizadas pelos alunos da Liga de Oftalmologia.
Rafaela Faria Neves Aguiar, Ana Raquel Almeida Holanda, Olga Maria Calou Thé
Objetivo: Descrever o perfil dos pacientes da Fundação Altino Ventura submetidos
à evisceração e o reconhecimento das afecções relacionadas a este procedimento.
Método: Trata-se de um estudo transversal, descritivo e com análise retrospectiva
de prontuários. Os dados foram obtidos através dos prontuários médicos preenchidos na Fundação Altino Ventura (FAV). Foram incluídos os dados referentes
à idade, sexo, causa da evisceração e a emergência dos casos dos 105 pacientes
operados em 2009 até o mês de novembro. O projeto foi aprovado pelo Comitê
de Ética da FAV. Resultados: A idade variou de zero a 93 anos, com média de
54,7 anos (DP ± 25,43 anos). Sessenta e seis (62,8%) eram do gênero masculino
e 39 (37,1%) do feminino. A causa mais frequente foi a endoftalmite com 43 casos
(40,9%), principalmente secundário à úlcera de córnea com 23 operados. A
segunda causa foi o trauma com 37 pacientes (35,23%). Noventa e sete (92,6%)
das cirurgias foram emergenciais. Conclusões: A principal causa de evisceração
corresponde à endoftalmite. O sexo masculino foi mais submetido à evisceração.
As indicações cirúrgicas de emergência predominam em relação às eletivas.
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ANÁLISE DE 31 CASOS DE ESCLERITE - EXPERIÊNCIA DE UM
SERVIÇO DE REUMATO-OFTALMOLOGIA
TUBERCULOSE OCULAR: RESPOSTA OFTALMOLÓGICA AO TRATAMENTO ESPECÍFICO
Andreo Garcia Morante Parra, Ramiro Magalhães Ribeiro, Fernando Heidi
Miyazaki, Thelma Skare, Marcelo Luis Gehlen, Luis Henrique Stroparo Jr.
Adriana Figueiredo Reis, Christiane Benevenuti Govea, Joyce Hisae Yamamoto,
Helio Angotti, Edilberto Olivalves, Carlos Eduardo Hirata, Olavo Leite, Jessica
Fernanades Ramos
Universidade Evangélica do Paraná - Curitiba (PR)
Objetivo: Relatar a experiência de três anos de um ambulatório conjunto de
Reumato-Oftalmologia no diagnóstico e acompanhamento de pacientes com
esclerite. Método: Todos os pacientes atendidos no ambulatório de Oftalmologia
do HUEC com diagnóstico de esclerite no período de janeiro de 2007 a novembro
de 2009 foram encaminhados para o ambulatório de Reumato-Oftalmologia para
avaliação oftalmológica e clínica em busca de sinais e sintomas de doenças
sistêmicas. Resultados: Dos 31 casos identificados, foi possível identificar uma
doença subjacente em 59% das vezes. Apareceram doenças reumáticas em
32,2%, infecciosas em 19,3% e neoplásicas em 6,4%. Foram 11 homens e 20
mulheres. A média de idade foi de 51 anos, variando de 16 a 85 anos. No exame
oftalmológico 12 pacientes apresentaram esclerite anterior não-necrosante
nodular, 11 esclerite anterior não-necrosante difusa e 7 com esclerite anterior
necrosante sem inflamação. Em 1 caso não foi descrito o tipo de esclerite. A
acuidade visual variou de movimentos de mão a 20/20. A tonometria de aplanação
apresentou níveis de 8 a 49 mmHg. No exame clínico 5 pacientes tiveram o
diagnóstico de granulomatose de Wegener, 2 artrite reumatóide soro-negativa, 1
LES, 2 policondrite recidivante, 2 herpes simples, 1 herpes zoster, 3 hanseníase,
2 neoplásicos e 13 casos idiopáticos. Conclusões: Nossos achados clínicos e
oftalmológicos estão de acordo com a literatura quando constatamos que a
esclerite acomete mais as mulheres e que a forma anterior é a mais comum. Podese dizer que em nosso meio quase um terço das esclerites tem etiologia reumática
e que, apesar destas possuírem uma maior porcentagem de casos necrosantes,
não foi possível estabelecer diferenças clinicas entre essas e as idiopáticas. A
cooperação mútua entre oftalmologista e reumatologista foi frutífera no auxilio do
esclarecimento etiológico e do manejo desses pacientes com imunossupressores.
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
DE
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Identificar os pacientes com diagnóstico presumido da forma ocular de
tuberculose no Serviço de Uveítes e Ambulatório de Tuberculose do HCFMUSP
e cujo teste terapêutico com tratamento específico tenha sido positvo e caracterização deste grupo em comparação com grupo teste terapêutico negativo.
Método: Foi realizado estudo observacional, descritivo, retrospectivo por meio da
revisão de prontuários de casos do ambulatório de uveítes do HC-FMUSP no
período de janeiro de 1997 a dezembro de 2008. Os pacientes eram encaminhados
da Oftalmologia para o Ambulatório de Tuberculose. Foram revisados os prontuários
médicos disponíveis no Serviço de Arquivo Médico do HCFMUSP e coletados
dados. Após a identificação dos casos de TBO, reavaliamos o diagnóstico inicial
e a resposta após 12 meses de tratamento específico utilizando os dados disponíveis
nos prontuários internos do Serviço de Uveítes Ambulatório de Oftalmologia. Após
um período mínimo de 12 meses de acompanhamento ao término do tratamento
da TB, os pacientes foram categorizados quanto à resposta ao teste terapêutico
em: positivo (TT+), teste negativo (TT-) e teste inconclusivo (TTinc). Resultados:
Dos 111 pacientes selecionados inicialmente, dados de 58 deles não foram
analisados. Um total de 22 pacientes foram considerados teste terapêutico
positivos, 22 classificados como teste terapêutico negativo e 8 inconclusivos.
Dessa forma os dados de 44 pacientes (com resposta positiva ou negativa) foram
analisados. Conclusões: A tuberculose ocular, embora rara, pode resultar em
comprometimento visual significativo e permanente em alguns casos, tornando
ainda mais importante a suspeita diagnóstica precoce. Neste estudo a história
de contato com indivíduo com TB mostrou-se de grande auxílio para o resultado
favorável ao tratamento. O diagnóstico permanece um desafio e o emprego de
novos métodos laboratoriais para a forma ocular da doença, embora promissor,
ainda é incerto.
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ATENÇÃO OFTALMOLÓGICA À POPULAÇÃO IDOSA COM
PERDA VISUAL: EMPREGO DE AUXÍLIOS ÓPTICOS NA DMRI
ATENÇÃO OFTALMOLÓGICA PARA BAIXA VISÃO EM NÍVEL
TERCIÁRIO: AUXÍLIOS ÓPTICOS NA PERDA VISUAL POR RETINOPATIA DIABÉTICA
Vinicius Balbi Amatto, Maira França, Camilla Duarte Silva, Diana Linhares Lins
Peixoto, Marcos Wilson Sampaio, Maria Aparecida Onuki Haddad, Aron Barbosa
Caixeta Guimarães, Alexandre Costa Lima de Azevedo, Alberto Jorge Betinjane,
Clarissa Baliu
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Fabricio Lopes da Fonseca, Maíra França, Vinícius Balbi Amatto, Camilla Duarte
Silva, Diana Linhares Lins Peixoto de Menezes, Aron Barbosa Caixeta Guimarães,
Clarissa Baliu, Maria Aparecida Onuki Haddad, Marcos Wilson Sampaio, Alberto
Jorge Betinjane
Objetivo: Avaliar o emprego de auxílios ópticos para a ampliação da imagem
retiniana em pacientes com DMRI, de acordo com a classificação de perda visual
apresentada. Método: Realizamos estudo retrospectivo no Setor de VSN do HC
USP. Foi avaliada a primeira consulta de 2.355 prontuários, no período de 04/08
a 09/09. Destes, 940 prontuários eram de pacientes acima de 50 anos. Os
pacientes foram divididos em categorias 1, 2, 3, 4 e 5 de acordo com a perda visual,
segundo o CID-10 e o Conselho Internacional de Oftalmologia. Resultados: Dos 940
prontuários de pacientes com idade maior ou igual a 50 anos, 268 apresentavam DMRI
(28,51%). Destes 268, 114 eram homens e 154 eram mulheres. A idade média desses
pacientes foi de 79,01 anos. Na categoria 1 (acuidade visual <20/70 a ≥ 20/200 deficiência visual moderada) observamos 101 pacientes, destes 86 tiveram
auxílios ópticos indicados. Na categoria 2 (AV c/c <20/200 a ≥ 20/400 - deficiência
visual grave) observamos 80 pacientes, destes 62 tiveram auxílio óptico adaptado.
Na categoria 3 (AVc/c <20/400 a ≥ 20/1200 - deficiência visual profunda) havia 39
pacientes, dos quais 24 adaptaram auxílio óptico. Na categoria 4 (AV c/c <20/1200
a PL - quase cegueira) observamos 1 paciente Deficiência visual leve (AV c/c
<20/32 a < 20/70) em 47 pacientes, sendo que 22 tiveram indicação de auxílios
ópticos. Conclusões: O emprego de auxílios ópticos para ampliação da imagem
retiniana na perda visual por DMRI foi mais frequente nos casos de deficiência
visual moderada (85,1%), grave (77,5%) e profunda (61,5%). Os auxílios ópticos
para perto foram os mais frequentes na população idosa com DMRI.
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
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CARACTERÍSTICAS E PERCEPÇÕES DE AUTOEFICÁCIA DE
ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA VISUAL INCLUÍDOS NO ENSINO REGULAR
IMPLANTAÇÃO DE PROJETO DE REABILITAÇÃO VISUAL DO
IDOSO NO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
Sônia Maria Chadi de Paula Arruda, Newton Kara-José, Edméa Rita Temporini,
Maria Elisabete Rodrigues Freire Gasparetto, Rita de Cássia Ietto Montilha, Zélia
Zilda L. C. Bittencourt, Maria Inês Rubo de Souza Nobre
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP) / Universidade
de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Verificar o perfil de estudantes com deficiência visual incluídos em
sala de aula e percepções de auto-eficácia na prática de atividades de vida diária.
Método: Survey analítico tipo transversal com estudantes com baixa visão ou
cegueira, incluídos na rede regular de ensino de Campinas e região - SP. Aplicouse um questionário estruturado como técnica investigativa, realizado mediante
entrevista individual. Resultados: A amostra formada por 109 estudantes com
baixa visão ou cegueira incluídos em escola regular, dos quais 52,3% do sexo
masculino e 47,7% do sexo feminino, com idade entre 12 a 59 anos de idade.
Declararam-se solteiros 84,4%; 77 estudantes haviam realizado ou estavam em
processo de reabilitação; manifestaram “enxergar pouco” (baixa visão) 56,9% e
conhecer a doença ocular que causou a própria deficiência 89,9%, destacandose glaucoma (19,4%), catarata (15,3%), descolamento de retina (15,3%), retinopatia
da prematuridade (11,2%), alterações do nervo óptico (10,2%), retinocoroidite por
toxoplasmose (9,2%). Houve associação significativa entre a idade e conseguir
realizar o que quer (p=0,006), com maior frequência de respostas positivas
relacionadas a autoeficácia para aqueles com mais de 20 anos de idade, com
percepção de capacidade de realizar com independência as atividades de vida
diária no cotidiano (61,0%). Conclusões: A distribuição amostral apresentou
equilíbrio entre os sexos. Os estudantes declararam deter conhecimento sobre
a própria deficiência visual. A percepção positiva de autoeficácia e a prática das
atividades de vida diária indicam a realização da reabilitação e bom nível de
qualidade de vida.
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
DE
Objetivo: Avaliar o emprego de auxílios ópticos em pacientes com perda visual
secundária à retinopatia diabética. Método: Estudo retrospectivo no Departamento
de Visão Subnormal do Hospital das Clínicas em São Paulo. Foi avaliada a primeira
consulta de 1.300 prontuários, no período de abril de 2003 a setembro de 2009.
Os pacientes foram divididos em categorias 1, 2, 3, 4, 5 e 9 de acordo com a perda
visual, segundo o CID-10. Em cada categoria avaliamos a porcentagem de adaptação
aos auxílios ópticos, que foram divididos em auxílios para longe e perto, sendo
o último subdividido em lupa de apoio, lupa manual e óculos (lentes asféricas, adições
maiores, lentes esferoprismáticas). Resultados: Dos 1.300 prontuários avaliados,
106 (8,15%) apresentavam perda visual por retinopatia diabética. Destes 50%
eram homens 50% mulheres. A idade média foi de 61,57 anos (19 anos a 83 anos).
Categoria 1: 64 pacientes, destes 54 adaptaram auxilio óptico, 6 adaptaram auxílio
para perto e longe, 8 para longe e 40 para perto. Aqueles que adaptaram para perto
26 usaram óculos, 16 lupa manual e 6 lupa de apoio. Categoria 2: 22 pacientes,
destes 17 adaptaram auxílio óptico, 7 adaptaram auxílio para perto e longe, nenhum
para longe e 10 para perto. Destes 5 apresentaram melhor visão com óculos, 7
com lupa manual, 6 com lupa de apoio e 1 com CCTV. Categoria 3: 11 pacientes, destes
8 adaptaram auxílio óptico sendo que 100% dos recursos foram somente para
perto. Categoria 4: 8 pacientes, sendo que apenas 2 obtiveram melhora com uso
de auxílio. Conclusões: O uso de auxílios ópticos é maior na perda visual moderada
e grave. Os auxílios ópticos mais empregados na retinopatia diabética são para perto,
sendo os óculos na baixa visão moderada e as lupas manuais na baixa visão grave.
Leonardo Antonio de Sousa Bezerra, Maria Isabel Lynch Gaete, Rinalva Tenório
Vaz, Hélder Vinícius de Araújo Medeiros, Isis Daniella Carvalho Silva, Maria de
Fátima de Oliveira Falcão, Maria Lúcia Acioli Beltrão, Margôt Maria Pessoa,
Jacilete Cabral de Almeida, Marilúcia Nogueira da Silva
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) - Recife (PE)
Objetivo: Inclusão social dos portadores de visão subnormal ≥ 60 anos através
da reabilitação visual abrangente com a participação de uma equipe multidisciplinar
e estimular a criação de novos serviços de reabilitação visual nos Hospitais
Universitários. Método: Para integrar o projeto foram selecionados profissionais da
própria UFPE e voluntários para participar da equipe executora que é composta de
oftalmologistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais além
de profissionais do Centro de Artes e Cultura da UFPE. Inicialmente é realizada uma
triagem dos pacientes com visão subnormal (acuidade visual < 20/60 e ≥ 20/400,
no melhor olho com a melhor correção óptica) portadores de uma patologia
irreversível com tratamento clínico e/ou cirúrgico. Após exame oftalmológico
completo e realizado o diagnóstico, esses pacientes são encaminhados para
avaliação pela equipe multidisciplinar e acompanhados dentro de suas necessidades específicas. Através da aplicação de questionário socioeconômico são
selecionados os pacientes para adquirirem gratuitamente os auxílios ópticos
prescritos. Para promoção da reabilitação visual abrangente aspectos psicológicos e atividades que estimulam o envelhecimento ativo serão abordados por
psicólogos e profissionais ligados à arte. Resultados: O projeto encontra-se em
fase de implantação e com a sua execução plena espera-se alcançar uma melhor
qualidade de vida dos pacientes com visão subnormal atendidos no Hospital das
Clínicas da UFPE. Conclusões: A implantação de serviço de reabilitação visual
em Hospitais Universitários deve ser estimulada, pois muitos destes serviços já
dispõem de uma estrutura para atendimento oftalmológico e contam com equipe
multidisciplinar.
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Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
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PERFIL DA AVALIAÇÃO COMPORTAMENTAL DO PROCESSAMENTO AUDITIVO EM CRIANÇAS COM BAIXA VISÃO
REABILITAÇÃO GRUPAL DE ADOLESCENTES COM BAIXA VISÃO:
PROJETO TERAPÊUTICO INTERDISCIPLINAR
Luciene Chaves Fernandes, Aline Mansueto Mourão, Luciana Macedo Resende
Rita de Cassia Ietto Montilha, Zélia Z. L. C. Bittencourt, Maria Elisabete R. F.
Gasparetto, Maria Inês R. S. Nobre, Sonia M. C. P. Arruda
Hospital São Geraldo - Belo Horizonte (MG)
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)
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Objetivo: A adolescência caracteriza-se por uma etapa singular do desenvolvimento humano. Os grupos espontâneos de adolescentes se formam a partir da
necessidade básica de desvincularem-se do grupo familiar de origem e testarem,
em novas relações com seus pares, os padrões adaptativos que possibilitarão
a construção da identidade adulta. Este estudo tem o objetivo de descrever uma
proposta de reabilitação grupal interdisciplinar que considera esta peculiaridade
do adolescente além das necessidades reabilitacionais específicas referentes à
baixa visão. Método: Estudo qualitativo observacional de um grupo de adolescentes com baixa visão, em processo de reabilitação em um serviço universitário.
Realizou-se atividades relacionadas às necessidades de reabilitação, destacando-se a inclusão escolar, descoberta de potencialidades, aceitação da condição
visual e da utilização de recursos da tecnologia assistiva. Resultados: Foram
planejadas atividades interdisciplinares em grupo, previligiou-se períodos de
férias escolares para favorecer a frequência do escolar. Realizaram-se 4 encontros
de 2 horas de duração cada um. Dentre as atividades propostas houve a elaboração
de um bolo de caneca. A atividade exigia baixa complexidade e todos os
adolescentes participaram sendo que cada um elaborou seu próprio bolo. Durante
o atendimento os adolescentes utilizaram o potencial visual para a leitura da
receita, na identificação e mensuração dos ingredientes utilizando recursos ópticos
e não ópticos de acordo com cada caso e socializando com os demais suas dificuldades
e possibilidades. Conclusão: Foi possível favorecer aos adolescentes o desempenho de atividades com autonomia e independência que possibilitam transportar estas
vivências para outros ambientes de seu cotidiano como o familiar e escolar, facilitando
o processo de inclusão social.
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REABILITAÇÃO VISUAL DE ESCOLARES COM BAIXA VISÃO
RETINOPATIA DA PREMATURIDADE: ESTUDO DE UMA POPULAÇÃO COM DEFICIÊNCIA VISUAL
Diana Linhares Lins Peixoto de Menezes, Maria Aparecida Haddad, Camilla
Duarte Silva, Fabricio Lopes da Fonseca, Isalina Raquel Elias, Mayumi Sei,
Valdete Fraga, Alexandre Costa Lima de Azevedo, Marcos Wilson Sampaio,
Alberto Jorge Betinjane
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP) / Associação Brasileira de
Assistência ao Deficiente Visual
Objetivo: Estudar aspectos clínicos referentes à avaliação oftalmológica de
escolares com baixa visão, atendidos no período de fevereiro de 2005 a março
de 2006, na Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual (Laramara)
e no Serviço de Visão Subnormal da Clínica Oftalmológica do Hospital das Clínicas
da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (SVSN HCFMUSP),
quanto a: causas de baixa visão; localização da principal anormalidade ocular;
classes de resposta visual apresentada; prescrição óptica para correção de
ametropias e prescrição para auxílios para baixa visão. Procurou-se fornecer
subsídios para desenvolvimento de ações para promoção da inclusão educacional
da população com baixa visão. Método: Realizou-se a avaliação oftalmológica
especializada em baixa visão e foram estudados dados referentes a: características
do quadro visual (causa da deficiência visual, etiologia da deficiência visual,
localização anatômica da lesão ocular, classes de resposta visual) e quanto às
necessidades ópticas. Resultados: Eram do sexo masculino 80 (54%) e do sexo
feminino 68 (46%). As principais causas da deficiência visual foram retinocoroidite
macular bilateral por toxoplasmose (25%), catarata congênita (9,5%), albinismo
oculocutâneo (7,4%), retinose pigmentar (6,1%), amaurose congênita de Leber (6,1%),
glaucoma congênito (4,7%), nistagmo congênito idiopático (4,7%), cristalino ectópico
(4%), coloboma de polo posterior (4%), distrofia de cones (4%), doença de Stargardt
(3,4%), atrofia óptica (3,4%) e retinopatia da prematuridade (3%). Conclusões: As
condutas de reabilitação e educação do aluno com baixa visão são individualizadas,
de acordo com seu grau de deficiência e incapacidade visual, e requerem a utilização
de recursos específicos.
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
DE
Camilla Duarte Silva, Maria Aparecida Onuki Haddad, Mayumi Sei, Diana Linhares
Lins Peixoto de Menezes, Maíra França, Vinícius Balbi Amatto, Fabrício Lopes
da Fonseca, Marcos Wilson Sampaio, Alberto Jorge Betinjane, Marcio Henrique
Mendes
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Objetivo: Estudar retrospectivamente a população infantil com deficiência visual
secundária a ROP e analisar dados como 1) valores de acuidade visual apresentada
e corrigida no melhor olho, 2) valores da correção óptica prescrita e 3) emprego
de auxílios ópticos para baixa visão. Método: Realizou-se estudo retrospectivo
da população infantil com deficiência visual secundária a ROP encaminhadas a
LARAMARA - Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual e ao Setor
de Visão Subnormal da Clínica Oftalmológica do Hospital das Clínicas da Faculdade
de Medicina da Universidade de São Paulo, no período de fevereiro de 1993 a abril
de 2009. Resultados: No estudo parcial da população com ROP atendida nos
serviços observamos 210 casos, 52% do sexo masculino e 48% do feminino. A
idade média na primeira avaliação foi de 4,2 anos. Quanto aos valores de acuidade
visual corrigida, observamos: 2,5% com deficiência visual leve, 5,8% com
deficiência visual moderada, 5,4% com deficiência visual grave, 6,5% com
deficiência visual profunda, 62% com valores próximos à cegueira e 16% sem
percepção de luz. Correções ópticas para ametropias foram prescritas em 52 olhos
(12,4%). Os auxílios ópticos para longe foram prescritos para 6,6%. Os auxílios
ópticos para perto foram prescritos em 2,4%. Conclusões: Concluímos que: 1)
A população infantil com ROP estudada foi encaminhada principalmente por
oftalmologistas; 2) Quanto a acuidade visual, a população apresentou valores
muito baixos, o que traduz estágios avançados da ROP, detecção tardia da doença
e necessidade de atenção perinatal e neonatal; 3) A correção óptica para miopia
ou astigmatismos miópicos foram mais frequentes, 4) Os auxílios ópticos foram pouco
prescritos, de acordo com a baixa faixa etária e valores muito reduzidos de acuidade
visual na maior parte da população.
PÔSTERES
P REVENÇÃO DA C EGUEIRA
E
R EABILITAÇÃO V ISUAL
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RELATOS
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CASOS
CÓDIGO: RC
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XIX Congresso Brasileiro de Prevenção
da Cegueira e Reabilitação Visual
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RELATOS
DE
CASOS
001. AVALIAÇÃO DA ESTABILIDADE ROTACIONAL DA LIO TÓRICA
014. CERATITE CRISTALINA INFECIOSA
Antonio Alexander Leite Simão, Teresinha Ribeiro, Herlon Pinheiro
José Roberto Costa Reis, Fábio Medina, Daniel Amorim
Fundação Leiria De Andrade - Fortaleza (CE)
Universidade Federal de Minas Gerais, Hospital São Geraldo (UFMG) - Belo
Horizonte (MG)
002. CATARATA CONGÊNITA E MICROCÓRNEA EM UMA FAMÍLIA BRASILEIRA
015. CERATITE HERPÉTICA EM PACIENTE COM LASIK PRÉVIO
Fabiana da Fonte Gonçalves, Heloísa Nascimento, Eduardo Soriano
Gustav Arno Auwaerter, Rafael Saran Arcieri
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Hospital Ana Costa - Santos (SP)
003. DESCOLAMENTO TARDIO BILATERAL DA MEMBRANA DE DESCEMET
APÓS FACOEMULSIFICAÇÃO
016. CERATITE HERPÉTICA EM PACIENTE PORTADORA DE PÊNFIGO VULGAR
Michelle Cantisani Maracajá, Karla Roberta Medeiros, Astrid Vasconcelos
Liberdade Cezaro Salerno, Marcielle A. Ghanem, Ramon C. Ghanem
Centro Oftálmico Tarcizio Dias - João Pessoa (PB)
Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem - Joinville (SC)
017. CIRURGIA DE PTERÍGIO GRAU III
004. EVOLUÇÃO DA ACUIDADE VISUAL EM CRIANÇAS AFÁCICAS E PSEUDOFÁCICAS OPERADAS DE CATARATA CONGÊNITA BILATERAL
Karina Teixeira e Silva, Maria da Glória Fonseca Rabelo,
Carina Costa Cotrim
Eduardo Falcão Rios, Grazielly P. Oliveira, Silvia P. S. Kitadai
Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) - Uberaba (MG)
Universidade de Santo Amaro (UNISA) - São Paulo (SP)
005. PRESERVAÇÃO DA ACUIDADE VISUAL APÓS DOIS QUADROS CONSECUTIVOS DE ENDOFTALMITE PÓS-OPERATÓRIA
018. DESCOLAMENNTO E PERFURAÇÃO ENDOTELIAL PÓS TRANSPLANTE
LAMELAR ANTERIOR POR TRAUMA CONTUSO
Túlio Batista Abud, Edjane Oliveira, Hélia Angotti
Ingrid de Almeida Cavalcante, Laíse Nascimento Nunes,
Edmundo Frota de Almeida Sobrinho
Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) - Uberaba (MG)
Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (UFPA) - Belém (PA)
019. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE EDEMA DE PAPILA
Sergio Teruo Mori, Christian Forti, Alberto Soares Madeira
006. SÍNDROME DE IRVINE GASS TRATADA COM INJEÇÕES INTRAVÍTREAS
DE TRIANCINOLONA
Ricardo Gomes Valente, Daniella Socci
Hospital Cema - São Paulo (SP)
020. DIFERENTES APRESENTAÇÕES DA SÍNDROME DE BROWN-MCLEAN
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - Rio de Janeiro (RJ)
Patrícia Sena Pinheiro de Gouvêa Vieira, Ione Feijão Alexim,
José Reinaldo da Silva Ricardo
007. ECTASIA CORNEANA SECUNDÁRIA A LASIK APÓS CERATOTOMIA
ARQUEADA
Marcielle A. Ghanem, Ramon Coral Ghanem, Liberdade Salerno
Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo - São Paulo (SP)
021. DISTROFIA ENDOTELIAL DE FUCHS
Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem - Joinville (SC)
Claudio do Carmo Chaves Filho, Avelino Vieira de Souza Neto,
Wantan Laércio Filho
008. A OBSERVAÇÃO DA NEOVASCULARIZAÇÃO CORNEANA EM PACIENTES SOB EFEITO DE INJEÇÃO DE BEVACIZUMAB SUBCONJUNTIVAL
Ana Paula Krappe Lorenzi
Instituto de Oftalmologia de Manaus - Manaus (AM)
022. ENDOTELITE POR HERPES ZÓSTER
Oftalmoclínica - Curitiba (PR)
Diogo Augusto Souza Cunha, Pedro Bertino Moreira,
Renata Merli Franco
009. ACUPUNTURA COMO TRATAMENTO ADJUVANTE NA CERATOCONJUNTIVITE VERNAL
Mariana Kaori Yasuta, Angelino Júlio Cariello, Daniel Meira-Freitas
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Santa Casa de Misericórdia de Limeira - Limeira (SP)
023. EVOLUÇÃO DE UM QUADRO DE ÚLCERA DE CÓRNEA UNILATERAL POR
ACANTHAMOEBA
Larissa da Costa Friggi, Adriana Aquino Costa, Marcelo Augusto Lima
010. AFINAMENTO CORNEANO PERIFÉRICO E ESTAFILOCOCCIA
Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) - Brasília (DF)
Paulo Roberto Vita Júnior, Pedro Bertino Moreira, Matheus França Lima Nobre
024. FERROADA DE MARIMBONDO OCULAR
Santa Casa de Misericórdia de Limeira - Limeira (SP)
Daniel Amorim Leite, Marco Antônio Guarino Tanure
011. APRESENTAÇÃO ATÍPICA DE ANOMALIA DE AXENFELD
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - Belo Horizonte (MG)
Bruno Studart Berndt, Francisco Bandeira e Silva, Antonio Lauro Volpini Jr.
Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro (RJ)
025. HAZE CORNEANO COM BAV EM SÍNDROME DE MUCKLE WELLS
Rafael Maximiano Braga de Souza, Fábio Medina Rocha, Marco Antonio Tanure
012. APRESENTAÇÃO ATÍPICA DE CERATITE POR ACANTHAMOEBA
Hospital São Geraldo - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - Belo
Horizonte (MG)
Régia Maria Gondim Ramos Sobral, Sídney Julio de Faria e Sousa,
Luis Antonio Gorla Marcomini
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)
026. IMPLANTE DE ANEL INTRAESTROMAL USANDO LASER DE FEMTOSEGUNDO PARA TRATAMENTO DO CERATOCONE
013. BEVACIZUMAB EM NEOVASCULARIZAÇÃO CORNEANA
Felipe Breowicz, Luis Eduardo Osowski, Hamilton Moreira
Leticia Fernandes Barroso, Brenno Signorelli, Paula Garcia Soares
Hospital de Olhos do Paraná - Curitiba (PR)
Centro de Estudos e Pesquisa Oculistas Associados (CEPOA) - Rio de
Janeiro (RJ)
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RELATOS
CASOS
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RELATOS
027. INDICAÇÕES DE CERATOPLASTIA PENETRANTE REALIZADAS NO
HOSPITAL GOVERNADOR CELSO RAMOS EM FLORIANÓPOLIS - SC
Arnaldo Machado Borges do Vale, Flávio Jaime Rocha,
Renata dos Reis Correa
Hospital Governador Celso Ramos - Florianópolis (SC)
Universidade Federal de Uberlândia (UFU) - Uberlândia (MG)
040. ACOMETIMENTO EXTRACUTÂNEO (OCULAR) DE ESPOROTRICOSE
Luciana Manhente de Carvalho Soriano, Monick Göecking,
Raul Nunes Galvarro Viana
Artur Schmitt, Fernanda Piccoli Schmitt, Sonia Yoo
Bascom Palmer Eye Institute - University of Miami - Miami (EUA) / Hospital
Barigui de Oftalmologia - Curitiba (PR)
029. NECROSE ESCLERAL - COMPLICAÇÃO PÓS TRANSPLANTE DE CÓRNEA
EM CERATITE POR ACANTHAMOEBA
CASOS
039. ÚLCERAS CORNEANAS IMUNOLÓGICAS RECORRENTES
Déborah Cristina Ribas, Tatiana Rocha Rayes, Manoela Bruggemann
028. INTERFACE BLOOD AFTER DESCEMET STRIPPING AUTOMATED
ENDOTHELIAL KERATOPLASTY (DSAEK)
DE
Universidade Federal Fluminense (UFF) - Niterói (RJ)
041. ALTERAÇÕES OCULARES EM PACIENTE COM SÍNDROME DE EHLERSDANLOS
Leonardo de Castilho, Sabrina Nau da Silva, Marcelo Luiz Gehlen
Cyntia Fagundes Garcia, Michel Broilo Manica, Olivar Zunta Júnior
Universidade Evangélica do Paraná - Curitiba (PR)
Hospital Mãe de Deus - Porto Alegre (RS)
030. O PERFIL MICROBIOLÓGICO DAS ÚLCERAS DE CÓRNEA NA REGIÃO
DE RIBEIRÃO PRETO - SP
042. DESENVOLVIMENTO DE BUFTALMO EM ADULTO PORTADOR DE
SÍNDROME DE MARFAN
Elisio Bueno Machado Filho, Régia Maria Gondim Ramos Sobral,
Luiz Heront Almeida de Carvalho, Geraldo Magela Vieira,
Nicole Carvalho Homar
Sidney Júlio de Faria e Souza
Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) - Brasília (DF)
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto - SP
031. PERFIL DAS PRINCIPAIS INDICAÇÕES DE TRANSPLANTE DE CÓRNEA
NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PROF. EDGAR SANTOS
043. ENDOFTALMITE ENDÓGENA POR STAPHYLOCOCCUS HAEMOLYTICUS
Monica de Faria Pombo Hilarião, Patricia Marback, Fernanda Fernandes
Daniel Felipe Alves Cecchetti, Sheila A. de Paula Cecchetti,
Danielle Arroyo
Universidade Federal da Bahia (UFBA) - Salvador (BA)
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)
032. QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES SUBMETIDOS A TRANSPLANTE
PENETRANTE DE CÓRNEA NO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UNICAMP
044. HANSENÍASE OCULAR
Flávia Gazze Ticly, Rosane Silvestre Castro, André Okanobo
Matheus França Lima Nobre, Paulo Roberto Vita Júnior,
Pedro Bertino Moreira
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)
Santa Casa de Misericórdia de Limeira - Limeira (SP)
033. RESULTADOS DE TRANSPLANTE DE CÓRNEA COM FINALIDADE ÓPTICA
EM SERVIÇO UNIVERSIÁRIO DA REGIÃO NORDESTE
045. LEISHMANIOSE PALPEBRAL
Vanise Lopes de Almeida, Ianne Fernanda Alves Santos,
Ana Paula Fernandes de Souto
Patricia Maria Fernandes Marback, Fernanda Pereira, Juliana Kowalski
Clinica de Olhos da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte - Belo
Horizonte (MG)
Hospital das Clínicas da Universidade Federal da Bahia (UFBA) - Salvador (BA)
034. RESULTADOS DE TRANSPLANTE DE CÓRNEA COM FINALIDADE
TECTÔNICA EM SERVIÇO UNIVERSITÁRIO DA REGIÃO NORDESTE
046. LEISHMANIOSE PALPEBRAL
Juliana Xisto, Juliana Kowalski, Patricia Marbsack
Vanessa Waisberg
Universidade Federal da Bahia (UFBA) - Salvador (BA)
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - Belo Horizonte (MG)
047. LESÕES DRUSIFORMES EM GLOMERULONEFRITE LÚPICA TIPO IV
035. SÍNDROME DE URRETS-ZAVALIA APÓS PATCH DE CÓRNEA
Milena Chibana, André Kreuz, Leandro Cabral Zacharias
Pedro Bertino Moreira, Matheus França Lima Nobre,
Gustavo Souza Moura
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Sorocaba (SP) / Santa Casa de
Misericórdia de Limeira - Limeira (SP)
048. NECRÓLISE EPIDÉRMICA TÓXICA
Guilherme Discacciati Bianchetti, Sumaya Alves Sousa,
Edmundo Pereira Rodrigues
036. TRANSPLANTE DE LIMBO E CÓRNEA EM CRIANÇA COM SÍNDROME EEC
Fundação Hilton Rocha - Belo Horizonte (MG)
Renata dos Reis Correa, Daniela Borges Barra,
Christian Bertarini Marques
049. SÍNDROME DE VOGT-KOYANAGI-HARADA COM MANIFESTAÇÕES
NEUROLÓGICAS FOCAIS
Universidade Federal de Uberlândia (UFU) - Uberlândia (MG)
037. TRANSPLANTE HETERÓLOGO DE ESCLERA NO TRATAMENTO DE
ÚLCERA NEUROTRÓFICA PERFURADA
Ianne Fernanda Alves Santos, Carlos Bernardo Moura Dalle,
Rodrigo Eduardo Correa
Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte - Belo Horizonte (MG)
Leandro de Lima Giaccheri, Cláudia Castro Barbosa,
Sâmara Pereira Dantas
Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte - Belo Horizonte (MG)
050. DOENÇA DE TAY-SACHS
Christian Forti Miguel Jorge, Sergio Teruo Mori, Alberto Soares Madeira
038. TRATAMENTO DE ÚLCERA FÚNGICA POR SCEDOSPORUIM APIOSPERMUM
Thays Resende Damião, Renata dos Reis Corrêa, Daniela Borges Barra
Hospital Cema - São Paulo (SP)
051. SÍNDROME DE LYELL
Universidade Federal de Uberlândia (UFU) - Uberlândia (MG) / Hospital das
Clínicas de Uberlândia - Uberlândia (MG)
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
Janaina de Oliveira Dias, Melissa Krindges
Hospital Universitário Evangélico de Curitiba - Curitiba (PR)
RELATOS
CASOS
DE
DA
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P REVENÇÃO
C EGUEIRA
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R EABILITAÇÃO V ISUAL
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RELATOS
DE
CASOS
052. SÍNDROME DE STEVENS JOHNSON
064. CERATOCONE PÓS-TRANSPLANTE DE CÓRNEA EM PACIENTE COM
SÍNDROME DE APERT
David de Almeida e Araújo, Viviane Pinho Gurgel,
Monike Paula Gomes Vieira
Rachel Rose Carvalho de Oliveira, Michelle Cantisani Maracajá,
Ana Carla Paiva Montenegro Cahino
Fundação de Ciências e Pesquisa Maria Ione Xerez Vasconcelos (FUNCIPE)
- Fortaleza (CE)
Centro Oftálmico Tarcízio Dias (CENOFT) - João Pessoa (PB) / Instituto
Visão para Todos - João Pessoa (PB)
053. SÍNDROME DE WEILL-MARCHESANI
065. COMPARAÇÃO ENTRE OS ACHADOS OFTALMOLÓGICOS NAS SÍNDROMES
DE APERT E CROUZON
Fernanda Viana Duarte, Patrícia Capua, Giovanni Colombini
Instituto Benjamin Constant - Rio de Janeiro (RJ)
Fábio Ursulino Reis Carvalho, Fernanda Maria Silveira Souto,
Augusto César Faro
054. SUBLUXAÇÃO DO CRISTALINO EM PACIENTE PORTADOR DE HANSENÍASE
Universidade Federal de Sergipe (UFS) - Aracaju (SE)
Priscila do Espírito Santo Silva, Gilberto Timm, Paulo Vinicius Sena
Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) Salvador (BA)
066. ATROFIA ESSENCIAL DE ÍRIS BILATERAL E GLAUCOMA
Gustavo Rodrigues Correia Santos, Rafael Bittencourt Fernandes,
Roberto Lorens Marback
055. PRINCIPAIS INDICAÇÕES DE TRANSPLANTE DE CÓRNEA NO INSTITUTO SUEL ABUJAMRA
Priscila Helen Kuss, Pedro Nogueira Filho, Henrique Baltar Pazos
Instituto Suel Abujamra - São Paulo (SP)
Universidade Federal da Bahia (UFBA) - Salvador (BA)
067. CORRELAÇÃO ENTRE A FUNDOSCOPIA E O OCT NO SIINAL DE HOYT
Mauro Cabral Gonçalves, Jose Humberto Lambert, Egidio Picetti
Hospital Nossa Senhora da Conceição - Porto Alegre (RS)
056. CIRURGIA DE GRANDE EXOTROPIA EM OLHO HIPOTÔNICO
Álvaro Garcia Rossi, Marcia Abelin Vargas, Bruno Botton
068. GLAUCOMA DE ÂNGULO FECHADO ASSOCIADO À PRESSÃO
INTRAOCULAR NORMAL
Universidade Federal de Santa Maria - Santa Maria (RS)
Wilma Lelis Barboza, Marcelo Hatanaka, Roberto F. S. Malta
057. DIVERGÊNCIA VERTICAL DISSOCIADA ASSOCIADA À PTOSE CONGÊNITA UNILATERAL
Guilherme Rocha Rayes, Tatiana Rocha Rayes,
Cláudia Cristina Gomes Dias
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
069. GLAUCOMA SECUNDÁRIO PÓS-CATARATA CONGÊNITA
Nayana M. A. Rios, Grazielly M. P. Oliveira, Sílvia Prado S. Kitadai
Hospital Governador Celso Ramos - Florianópolis (SC)
Universidade de Santo Amaro (UNISA) - São Paulo (SP)
058. PARALISIA DUPLA DE ELEVADORES
070. HEMORRAGIA DE DISCO ÓPTICO SIMULANDO GLAUCOMA DE
PRESSÃO NORMAL EM PACIENTE HIPERTENSO E DIABÉTICO
Grasiela Lopez Melhado, Carlos Eduardo Zanetti Alves Pereira,
Gustavo de Camargo Andrade
Renata de Iracema Pulcheri Ramos, Marcelo Mendes Lavezzo,
Roberto Freire Santiago Malta
Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC) - Campinas (SP)
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
059. PARESIA DE OBLÍQUO INFERIOR
Guilherme Armbrust Araujo, Gustavo Bueno de Camargo,
Carlos Eduardo Zanetti Alves Pereira
Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCamp) - Campinas (SP)
071. IRRIGAÇÃO FORÇADA DO TUBO: UMA ALTERNATIVA PARA O MANEJO
DA FASE HIPERTENSIVA DO IMPLANTE PARA GLAUCOMA DE AHMED
Marcelo Hatanaka, Marcelo Mendonça, Remo Susanna Jr.
060. SÍNDROME DE BROWN PÓS-TUMOR ORBITÁRIO
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Ruth de Camargo Andrade, Carlos Eduardo Zanetti Alves Pereira,
Gustavo de Camargo Andrade
Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC) - Campinas (SP)
072. OCLUSÃO DE VEIA CENTRAL DE RETINA EM PACIENTE COM
SÍNDROME DE POSNER-SCHLOSSMAN
Gustavo Yamamoto, Aron Barbosa Caixeta Guimarães,
Remo Susanna Jr.
061. RESSECÇÃO DE RETO LATERAL COMO TRATAMENTO DE POSIÇÃO
COMPENSATÓRIA DE CABEÇA EM SÍNDROME DE DUANE
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Sarelena Vanderlei Alves, Tomás Mendonça, Alyne Borges
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
073. SÍNDROME DE AXENFELD-RIEGER E GLAUCOMA TRATADO TARDIAMENTE
062. SÍNDROME DE GOLDENHAR
Louise Rodrigues Candido Figueiredo, Sandro Balardin Costa,
Gustavo Henrique Araújo Salomão
Luis Angelo Salmon, Plinio Angelo Boin Filho,
Elaine Regina Ferraresi Sampaio
Instituto de Olhos da Faculdade de Medicina do ABC - Santo André (SP)
Universidade Estadual de Londrina - Londrina (PR)
074. SÍNDROME DE SCHWARTZ-MATSUO COM RESOLUÇÃO ATÍPICA
063. SÍNDROME DE MÖEBIUS COM HISTÓRIA DE RUBÉOLA NA GESTAÇÃO
André Carvalho Kreuz, Roberto Vessani, Roberto Malta
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Daniela Barbosa Matsuda, Marilda da Rocha Pasquarelli,
Almir da Silva Ruiz
075. TÉCNICA DE OBSTRUÇÃO DE TUBO DE MOLTENO PARA TRATAMENTO
DE HIPOTONIA PÓS-OPERATÓRIA
Santa Casa de Misericórdia de Santos - Santos (SP)
Rosa Maria Tasmo Costa, Marilia Brasil, Ricardo Zadrozny Leyendecker
Hospital Regional de São José - São José (SC)
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
RELATOS
CASOS
DE
DA
DE
P REVENÇÃO
C EGUEIRA
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RELATOS
076. TRATAMENTO DO GLAUCOMA NEOVASCULAR COM PANFOTOCOAGULAÇÃO, BEVACIZUMABE INTRAVÍTREO E TRABECULECTOMIA
COM MITOMICINA C
DE
CASOS
088. OLIGODENDROGLIOMA ANAPLÁSICO COM PAPILEDEMA E REDUÇÃO DE ACUIDADE VISUAL
Demian Temponi Eskenazi, Nattasha Poli Villas, Vítor Barbosa Cerqueira
José Osório Duarte Junior, Diego Tebaldi de Queiroz Barbosa,
Thiago Clivati de Marchi
Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro (RJ) /
Hospital Municipal Souza Aguiar - Rio de Janeiro (RJ)
Instituto Suel Abujamra - São Paulo (SP)
077. USO DO RANIBIZUMABE INTRAVÍTREO EM ASSOCIAÇÃO COM TRABECULECTOMIA COM MITOMICINA C NO GLAUCOMA NEOVASCULAR
089. PAN-UVEÍTE CRÔNICA EM PACIENTE COM PAQUIMENINGITE
HIPERTRÓFICA IDIOPÁTICA
Júlio César Daher Arantes, Érica Nascimento Coelho, Marcos Ávila
Cesar da Soler Dario, Rodrigo Pessoa Cavalcanti Lira, Flavia Gazze Ticly
Universidade Federal de Goiás (UFG) - Goiânia (GO)
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)
078. ATAXIA-TELANGIECTASIA (SÍNDROME DE LOUIS-BAR) E SUAS ALTERAÇÕES OCULARES
090. PROGRESSÃO DE PERDA VISUAL ATÍPICA EM PACIENTE COM GLAUCOMA
PRIMÁRIO DE ÂNGULO ABERTO
Maria Kiyoko Oyamada, Roberto Battistella, Marcelo Mendes Lavezzo
Tiago Moraes Rizzato, Marcela Bordaberry
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre - Porto Alegre (RS)
091. PSEUDOTUMOR CEREBRAL E OFTAMOPLEGIA COMPLETA DE TERCEIRO PAR CRANIANO
079. DOENÇA DE ERDHEIM-CHESTER
Ione Feijão Alexim, André Luiz Freitas da Silva,
Eric Pinheiro de Andrade
Theodomiro Garrido Neto, Juliana Garrido, Mario Luiz Monteiro
Universidade do Estado do Amazonas (UEA) - Manaus (AM)
Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo - São Paulo (SP)
080. ENCEFALOCELE ANTERIOR
092. PACIENTE COM FÍSTULA CARÓTIDO-CAVERNOSA E DOENÇA DE
MOYAMOYA
Alessandra de Pinho Gomes Leite, Camila Fonseca de Araújo,
Juliana Bastos Mineiro de Souza Amaral
Marcelo Silva Soares, Reinaldo Nishimura, João Alberto Holanda de Freitas
Fundação Hilton Rocha - Belo Horizonte (MG)
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) - Sorocaba (SP)
081. ESOTROPIA DO OLHO DIREITO POR PARALISIA DO VI PAR CRANIANO
DE ETIOLOGIA TUMORAL
093. PARALISIA 3º PAR
Camila Barroso Mamede, Júlia Bicharra, Raul Vianna
Avelino Vieira de Souza Neto, Mauro Guimarães Brandão Filho,
João Marcos Silva Nascimento
Universidade Federal Fluminense (UFF) - Niterói (RJ)
Instituto de Oftalmologia de Manaus - Manaus (AM)
094. SÍNDROME DE MILLARD-GUBLER-FOVILLE
082. HEMIANOPSIA BITEMPORAL E PARALISIA FACIAL PERIFÉRICA
ASSOCIADA À SURDEZ NEUROSSENSORIAL: APRESENTAÇÃO
ATÍPICA
Carolina Ramos Mosena, Marcus Vinícius Vieira Pinheiro,
Eric Pinheiro de Andrade
Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo - São Paulo (SP)
Dayane Cristine Issaho, Mario Sato, Nilton Hagi
095. SÍNDROME DE WOLFRAM
Universidade Federal do Paraná (UFPR) - Curitiba (PR)
Marcela Thome Rassi, Érica Nascimento Coelho, Marcos Ávila
083. HIPERTENSÃO INTRACRANIANA ASSOCIADA A HIPERVITAMINOSE
A E ETILENOGLICOL
Universidade Federal de Goiás (UFG) - Goiânia (GO) / Centro de Referência
em Oftalmologia (CEROF) - Goiânia (GO)
Lucas Shiokawa, Mário Teruo Sato, Marcia Zipperer
096. USO DA ELETROFISIOLOGIA COMO FERRAMENTA AUXILIAR NO
DIAGNÓSTICO DE SIMULAÇÃO
Universidade Federal do Paraná (UFPR) - Curitiba (PR)
084. HIPOPLASIA DO NERVO ÓPTICO SEM ALTERAÇÕES NO SNC
Clara Lima Afonso, Maria Kiyoko Oyamada, Carolina Figueira Falcochio
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Bruna Costa do Amaral, Thiago Gasperin, Franklin Almeida de Jesus
Fundação Hilton Rocha - Belo Horizonte (MG)
085. IMPORTÂNCIA DO TESTE DE CONFRONTAÇÃO VISUAL PARA O OFTALMOLOGISTA CLÍNICO
097. ALTERAÇÕES OCULARES E SISTÊMICAS ASSOCIADAS À ANIRIDIA
BILATERAL
Alessandra Euzebio Pinto, Giovanni Marcos Travi, Marcelo Piletti
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) - Porto
Alegre (RS)
Francielle Gomes Machado, Francyne Veiga Reis, Maria Cristina Zanatto
Centro Avançado de Oftalmologia/Universidade de Ribeirão Preto (CAO/
UNAERP) - Ribeirão Preto (SP)
098. ASSOCIAÇÃO ENTRE SÍNDROME DE NOONAN E SÍNDROME DE BROWN
086. NEUROPATIA ÓPTICA POR SARCOIDOSE SIMULANDO TUMOR DO
NERVO ÓPTICO
Fabiola Roque, Leticia Matos, Giovani Travi
Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre - Porto Alegre (RS)
Roberto Battistella, Angelina Lino
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP) / Hospital Medicina dos
Olhos - Osasco (SP)
099. DEFICIÊNCIA DE VITAMINA A COMO CAUSA DE ÚLCERA CORNEANA
EM CRIANÇAS
Giovanni Marcos Travi, Marcelo Piletti, Cyntia Luneli
087. NEUROSÍFILIS DIAGNOSTICADA POR PARESIA DE NERVO TROCLEAR
Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre - Porto Alegre (RS)
Tatiana Rocha Rayes, Cristine Stahlschmidt, Deborah Cristina Ribas
100. ESTAFILOMA PERIPAPILAR
Hospital Governador Celso Ramos - Florianópolis (SC)
Juliana Luz Torres Garrido, Theodomiro Lourenço Garrido Neto
Clinica de Olhos Garrido - Manaus (AM)
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RELATOS
CASOS
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P REVENÇÃO
C EGUEIRA
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RELATOS
DE
CASOS
101. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E DESAFIOS DIAGNÓSTICOS NA
SÍNDROME DE INCONTINENTIA PIGMENTI
114. RETINOBLASTOMA SIMULANDO OUTRAS PATOLOGIAS OCULARES
Paula Kataguiri
Vinicius Stival Veneziano Sobrinho, Marcos Pereira Ávila,
Roberto Murillo Limongi de Sousa Carvalho
Faculdade de Medicina do ABC - Santo André (SP)
Universidade Federal de Goiás (UFG) - Goiânia (GO)
102. NEURITE ÓPTICA POR BARTONELLA HENSELAE
Daniela Ferraz Valente, Marta Hercog Batista Rebelo de Matos,
Bruno Meireles Moreira de Araújo
115. MELANOMA DE CORÓIDE ASSOCIADO A DESCOLAMENTO DE RETINA EXSUDATIVO
Lucas da Silva Freitas, Mizael Augusto Pinto,
Evandro Gonçalves de Lucena Júnior
Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) Salvador (BA)
103. DOENÇA DE COATS
Hospital da Lagoa - Rio de Janeiro (RJ)
116. SCHWANNOMA ORBITÁRIO
Cintia Tulio Fernandes, Vanessa Yumi Sugahara, Daniel Key Harada
Diether Schmidt, Marcelo Golbert, Marcelo Maestri
Faculdade de Medicina de Jundiaí - Jundiaí (SP)
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) - Porto Alegre (RS)
104. SÍNDROME DE CORNÉLIA DE LANGE
117. TRATAMENTO DE CEC OCULAR COM MIÍASE
Flávia Sotto Maior Januario, Júlio Cesar Costa Pereira,
Marta Halfeld Ferrari Alves Lacordia
Augusto Mattos Schelemberg, Astor Grumann Júnior,
Patrícia Martins Biff
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) - Juiz de Fora (MG)
Hospital Regional de São José - Dr Homero de Miranda Gomes - São José (SC)
105. CARACTERÍSTICAS HISTOPATOLÓGICAS DOS OLHOS ENUCLEADOS
COM SUSPEITA DE MELANOMA UVEAL NA UFBA
118. ACOMETIMENTO ORBITÁRIO NA DOENÇA DE ROSAI-DORFMAN
Luiz Angelo Rossato, Frederico Castelo Moura,
Mário Luiz Ribeiro Monteiro
Barbara Emilly Matos Rodrigues, Ricardo Luz Leitão Guerra,
Eduardo Ferrari Marback
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Universidade Federal da Bahia (UFBA) - Salvador (BA)
119. ADENOMA DO EPITÉLIO NÃO PIGMENTADO DO CORPO CILIAR
106. CARCINOMA ESPINOCELULAR DE CONJUNTIVA METASTÁTICO
Vanessa Bonjorno Perestrelo, Ivana Lopes Romero, José Vital Filho
Aymara Fernandes, Jussara Figueiredo, Luana Camargos
Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - São Paulo (SP)
Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte - Belo Horizonte (MG)
107. CARCINONA ESPINOCELULAR PIGMENTADO DE CONJUNTIVA EM
UM SERVIÇO DE REFERÊNCIA
120. APRESENTAÇÃO INCOMUM DE LINFOMA COM MANIFESTAÇÃO EXTRAOCULAR
Pablo Felipe Rodrigues, Paulo Góis Manso, Ana Maria Noriega Petrilli
Karina Queiroz Machado Ferreira, Eduardo Marback, Roberto Marback
Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) - Mogi das Cruzes (SP)
Universidade Federal da Bahia (UFBA) - Salvador (BA)
121. BAIXA ACUIDADE VISUAL APÓS QUADRO DE SINUSITE
108. CAVERNOMA DO NERVO OCULOMOTOR
Gustavo Yuzo Gapski Yamamoto
Daniele Sayuri Suzuki, Fernando Procianoy,
Angela Maria da Graça Almanza Aragon
Faculdade Evangélica do Paraná - Curitiba (PR)
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) - Porto Alegre (RS)
109. LINFOMA INTRAOCULAR PRIMÁRIO OU RECIDIVA?
122. COMPLICAÇÃO ORBITÁRIA DE IMPLANTE DENTÁRIO ZIGOMÁTICO
Eustáquio José Pimenta de Azevedo Júnior, Marco Metzger,
Luis Fernando Nominato
Marcelo Blochtein Golbert, Cristiane Bins, Fernando Procianoy
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) - Porto Alegre (RS)
Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte - Belo Horizonte (MG)
123. DOENÇA DE ROSAI-DORFMAN COM ACOMETIMENTO ORBITÁRIO E
DE SEIOS DA FACE
110. MELANOMA DE CORPO CILIAR
Fellipe Berno Mattos, Marcelo Petrocchi Corassa,
Adriana Vieira Cardozo
Cristina Baracuhy, Leonardo Antonio Souza Bezerra
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) - Recife (PE) / Instituto da
Visão do Recife - Recife (PE)
Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) - Vitória (ES)
111. NEVO AMELANÓTICO
124. EMBOLIZAÇÃO DE FÍSTULA CARÓTIDO-CAVERNOSA DIRETA À
DIREITA, ATRAVÉS DA ARTÉRIA CARÓTIDA INTERNA ESQUERDA
Angela Maria da Graça Aragon Almanza, Daniele Suzuki,
Marcelo Maestri
Maiara Mocelin Leitão, Rafael Nogueira, Patrícia Cerqueira
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) - Porto Alegre (RS)
112. NEVO FUCSIO-CERULEO OFTALMO-MAXILAR
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
125. EMPREGO DO ENXERTO DERMOLIPÍDICO EM UM CASO DE OLHO
CÍSTICO CONGÊNITO
Lorena Santana Andrade, Elvira Abreu, Taíse Tognon
Intituto Penido Burnier - Campinas (SP)
Victor Marques de Alencar, Danielle Pimenta de Figueiredo Viana,
Fernanda dos Santos Jacques da Silva
113. TUMOR VASOPROLIFERATIVO IDIOPÁTICO DA RETINA
Hospital Felicio Rocho - Belo Horizonte (MG) / Hospital Vera Cruz - Belo
Horizonte (MG)
Lorena A. Galhardo Ribeiro, Vanessa Bonjorno Perestrelo, José Vital Filho
Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - São Paulo (SP)
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RELATOS
CASOS
DE
DA
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C EGUEIRA
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RELATOS
126. INVASÃO ORBITÁRIA POR CISTO EPIDERMÓIDE FRONTAL
CASOS
138. USO DE IVERMECTINA NO TRATAMENTO DE FTIRÍASE PALPEBRAL
Bianca Ferreira Monteiro, Renata Biller, Andreza Noel
Francisco Edison Andrade Costa, Dácio Carvalho Costa
Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro (RJ)
Centro de Estudos Newton Kara-José - Fortaleza (CE)
127. MUCOCELE FRONTOETMOIDAL EM IMUNONOCOMPETENTE
DE
139. AGENESIA DE VIA LACRIMAL ALTA
Débora Silva Melo, Allan Pieroni Gonçalves, Rafael Miranda Sousa
Fabiana Correa Nardella, Fabiola Pavan, Fernanda Marció
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - São Paulo (SP) / Universidade
de Santo Amaro (UNISA) - São Paulo (SP)
128. MUCOCELE FRONTOETMOIDAL: APRESENTAÇÃO ATÍPICA
Mariana Eleonora Pereira Cunial, Nilson Lopes da Fonseca Junior,
José Ricardo Carvalho Lima Rehder
140. ALTERAÇÕES OFTALMOLÓGICAS EM PACIENTE PORTADOR DA
SÍNDROME DE WAARDENBURG
Lucas Perez Vicente, Rafael Miranda Sousa, Fabricio Lopes da Fonseca
Faculdade de Medicina do ABC - Santo André (SP)
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
129. TUMOR MARROM NO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE TUMORES
DE CÉLULAS GIGANTES
141. CANALICULITE APÓS INTUBAÇÃO DE VIA LACRIMAL
Davi Araf, Rodrigo Brito, Talyta Uliani
João Vicente Queiroz de Moraes, Frederico Castelo Moura,
Mário Luiz Ribeiro Monteiro
Hospital Cema - São Paulo (SP)
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
142. CELULITE ORBITÁRIA COM RÁPIDA EVOLUÇÃO PARA CEGUEIRA
Patrícia Martins Biff, Ruy Cesar Orlandi, Augusto Mattos Schelemberg
130. TUMOR SOLITÁRIO FIBROSO DA ÓRBITA
Hospital Regional de São José Dr. Homero de Miranda Gomes - São José (SC)
Filipe José Pereira, Felipe Eing
Clínica Catarinense de Pálpebras e Olhos (CCPO) - Florianópolis (SC)
143. CISTO DUCTAL DA GLÂNDULA LACRIMAL INFECTADO
Marcos Eugenio Moraes Nunes de Sousa, Maria Cecília Aguiar Remígio,
Kécya Raissa Barros Luz
131. USO DO PENTACAM NA PROPEDÊUTICA DE CISTO DERMÓIDE
LÍMBICO
Fundação Altino Ventura (FAV) - Recife (PE)
José Humberto Franco Lambert, Flavio Moura, Tatiana Millán
Hospital Nossa Senhora da Conceição - Porto Alegre (RS)
144. COLOBOMA PALPEBRAL BILATERAL ISOLADO
Daniela Gewehr Leaes, Fernando Procianoy, Rodrigo Carrion
132. VASCULITE ORBITÁRIA DE PEQUENOS VASOS
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) - Porto Alegre (RS)
Gustavo Bernal da Costa Moritz, Antônio Augusto Velasco e Cruz
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)
145. ENDOSCOPIA NASAL NO TRATAMENTO DA DACRIOCISTOCELE
Carla Renata de Barros, Nicolle Antunes Almeida, Marilisa Nano Costa
133. ACUPUNTURA PARA ALÍVIO DE DOR OCULAR CRÔNICA EM PACIENTE
COM PHTHISIS BULBI
Paula Leal dos Santos Barros, Marina Costa Carvalho de Sousa,
Angelino Júlio Cariello
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)
146. EXTRUSÃO DE PRÓTESE INTEGRADA EM PACIENTE COM CAVIDADE
ANOFTÁLMICA
Sílvia Narikawa, Roberta Lilian Fernandes de Sousa,
Silvana Artioli Schellini
134. CORISTOMA COMPLEXO EPIBULBAR COM APRESENTAÇÃO ATÍPICA
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu (SP)
Epaminondas de Souza Mendes Júnior, Eduardo Ferrari Marback,
Roberto Lorens Marback
147. LACERAÇÃO CANALICULAR EM RECÉM-NATO: REPARO COM
INTUBAÇÃO MONOCANALICULAR
Universidade Federal da Bahia (UFBA) - Salvador (BA)
Erika Takaki, Leonardo Prevelato, Patrícia Mitiko Santello Akaishi
135. DESAFIO DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICO EM CASO DE ESCLERITE
FÚNGICA POR CURVULARIA SP
Arthur Luís Alves Frazão de Carvalho, Uchoandro Bezerra Costa Uchôa,
Carlos Alexandre de Amorim Garcia
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)
148. MALFORMAÇÃO DE VIAS LACRIMAIS EM PAI E FILHA
Lucieni Cristina Barbarini Ferraz, Silvana Artioli Schellini,
Antonio Fernando Lima e Silva
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - Natal (RN)
136. HERPES ZÓSTER OFTÁLMICO E MOLUSCO CONTAGIOSO: COINFECÇÃO EM PACIENTE HIV POSITIVO
Renata Merli Franco, Pedro Bertino Moreira,
Diogo Augusto Souza Cunha
Hospital Estadual Bauru - Bauru (SP) / Universidade Estadual Paulista
(UNESP) - Bauru (SP)
149. MELANOMA DE SACO LACRIMAL EM ADOLESCENTE
Nicolle Antunes de Almeida, Carla Barros, Marilisa Costa
Santa Casa de Misericórdia de Limeira - Limeira (SP)
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)
137. SÍNDROME DA PÁLPEBRA FROUXA (FLOPPY EYELID SYNDROME):
DIAGNÓSTICO TARDIO
150. PTOSE PALPEBRAL APÓS RESSECÇÃO DE TUMOR DE ÓRBITA
Tânia Pereira Nunes, Mário Ursulino Machado Carvalho
Gustavo Costa Pinheiro Regia M. Gondim Ramos,
Sidney Julio de Faria e Sousa
Hospital de Olhos de Sergipe - Aracaju (SE)
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)
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RELATOS
CASOS
DE
DA
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P REVENÇÃO
C EGUEIRA
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R EABILITAÇÃO V ISUAL
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RELATOS
DE
CASOS
151. ADENOCARCINOMA DE GLÂNDULA LACRIMAL (EX ADENOMA PLEOMÓRFICO)
163. MIOPIA AGUDA INDUZIDA POR TOPIRAMATO
Luiz Felipe Hagemann, André Luis Momm da Silva, Keith Dadam Sgrott
Aline Pimentel de Miranda, Ivana Romero, José Vital Filho
Hospital de Olhos de Blumenau - Blumenau (SC)
Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - São Paulo (SP)
164. MIOPIA DEGENERATIVA
152. RETRAÇÃO PALPEBRAL SUPERIOR SECUNDÁRIA A DRENAGEM DE
SINUSITE FRONTAL
Marcelo Moreira de Oliveira, Eloisa Klein Lopes, Gustavo Barbosa Abreu
Instituto Penido Burnier - Campinas (SP)
Rodrigo Previdello Carrion, Daniela Gewehr Leaes, Fernando Procianoy
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) - Porto Alegre (RS)
165. ALTERAÇÕES DA CORÓIDE APÓS NEOPLASIA DE PARATIREÓIDE
Alexandre Nogueira Santos, Tubertino Monteiro Godoi Neto,
Renata Karina Braga da Cruz Nogueira Santos
153. ROTAÇÃO ESPONTÂNEA DO TARSO SUPERIOR BILATERAL - FLOPPY
EYELID SYNDROME
Fundação Banco de Olhos de Goiás - Goiânia (GO)
Rafael Hisse Gomes, Luiza Muller Caye, Eduardo Mason
166. ANEURISMAS MÚLTIPLOS DE RETINA EM PACIENTE JOVEM
Hospital Banco de Olhos de Porto Alegre - Porto Alegre (RS)
Frederico Gustavo Telles e Souza, Sérgio Murilo Barcelos Corrêa,
Luciana Manglia Ravagnani
154. TRATAMENTO CIRÚRGICO DE BLEFAROPTOSE NA SÍNDROME DA
BLEFAROFIMOSE
Juliana Mayumi Yamasato, Patrícia Abreu Ferreira da Cunha,
Cintia Gomes Galvão Lasálvia
Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) - Uberaba (MG)
167. COLOBOMA CORIORRETINIANO BILATERAL E MICROCÓRNEA UNILATERAL
Universidade de Santo Amaro (UNISA) - São Paulo (SP)
Werllington Marmo Leandro Felipe, Isabella Silveira,
Maria Auxiliadora Souza
155. TRATAMENTO CONSERVADOR DE GRANDES TUMORES ESPINOCELULARES CONJUNTIVAIS, COM MITOMICINA C TÓPICA 0,04%
Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) Salvador (BA)
Camila Maia de Faria, Cristiano Meneses Diniz, Andressa da Silva Ochiuto
Hospital São Geraldo - Belo Horizonte (MG)
168. CORIORRETINITE ESCLOPETÁRIA
156. ÚLCERA CORNEAL E AMAUROSE EM PACIENTE PORTADORA DE
LESÃO EXPANSIVA EM REGIÃO FRONTAL
Ana Cândida Bispo de França, André Luiz Moura Bastos,
Alexandre Campelo Ramiro
Bruno Rodrigues de Moura Santos, Fabricia Gobi Martinelli,
Clennio Ottoni de Almeida Arêdes
Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) Salvador (BA)
Hospital da Lagoa - Rio de Janeiro (RJ)
169. CORIORRETINOPATIA SEROSA CENTRAL EM PACIENTE PORTADOR DE
LEISHMANIOSE VISCERAL
157. XERODERMA PIGMENTOSO
Circe Chagas de Oliveira, Raphael Freitas Comes e Silva,
Aristóteles Gazineu Júnior
Marcella Cristina Halliday Muniz, Clécia de Araújo Cavalcante,
Arminda Pereira da Silva Theotonio
Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) Salvador (BA)
Universidade Federal de Alagoas (UFAL) - Maceió (AL)
170. DESCOLAMENTO DE RETINA SEROSO NO PACIENTE COM SÍFILIS
158. NICTALOPIA APÓS CIRURGIA BARIÁTRICA
Renata Biller, Leonardo Costa, Isabela Camarota
Carolina Wiltgen Campos, Mariana Rossi Thorell, Cristiane Magno Nunes
Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro (RJ)
Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre - Porto Alegre (RS)
159. UMA VISÃO SISTÊMICA SOBRE A SÍNDROME DE MARFAN
171. DOENÇA DE COATS EM PORTADOR DE ESCLEROSE TUBEROSA
Debora Naligia Moraes Luna, Alexandre Campelo Ramiro
Juliana Tessari Rohr, Camila Vigolvino Lopes Pinto,
Paulo Henrique Lordello
Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) Salvador (BA)
Hospital de Base de Brasília - Brasília (DF)
160. IMAGEM EM TUMORES DA SUPERFÍCIE: ULTRASSONOGRAFIA DE
ALTA RESOLUÇÃO X TOMOGRAFIA DE COERÊNCIA ÓPTICA DO SEGMENTO ANTERIOR
172. DOENÇA DE COATS: O PERFIL DE UM CASO DE APRESENTAÇÃO
AGRESSIVA E PROGNÓSTICO VISUAL RESERVADO
Júlia Bicharra Barbosa, Regina Célia Oliveira Diniz, Raul Vianna
Universidade Federal Fluminense (UFF) - Niterói (RJ)
Virginia Laura Lucas Torres, Priscilla Bordon, Norma Allemann
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP) / Fleury
Medicina Diagnóstica - São Paulo (SP)
173. DOENÇA DE STARGARDT
Rafael Belila Melhado, Julia Bicharra Barbosa, Raul Vianna
Universidade Federal Fluminense (UFF) - Niterói (RJ)
161. ULTRASSONOGRAFIA EM ROTURAS DE RETINA
Jason Teixeira da Silva Neto, Norma Allemann
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - São Paulo (SP)
174. ELETRORRETINOGRAFIA MULTIFOCAL EM PACIENTE COM
TELANGIECTASIA PARAFOVEAL IDIOPÁTICA EM TRATAMENTO COM
RANIBIZUMAB
162. COLOBOMA TÍPICO BILATERAL DE ÍRIS E RETINA ASSOCIADO A ALTA
ANISOMETROPIA
Lívia Fernandes Prudente, André Marcio Vieira Messias
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)
Marcus Vinicius Vieira Pinheiro, Andre Luiz Freitas Silva,
Carolina Ramos Mosena
Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo - São Paulo (SP)
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RELATOS
CASOS
DE
DA
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RELATOS
175. ESCLEROSE TUBEROSA UMA DOENÇA POUCO DIAGNOSTICADA
Marco Metzger, Luiz Fernando Resende da Silva Nominato,
Eustáquio José Pimenta Azevedo Júnior
DE
CASOS
186. NON-ISCHAEMIC CENTRAL RETINAL VEIN OCCLUSION IN A YOUNG
PATIENT ASSOCIATED WITH CHRONIC INTRANASAL COCAINE ABUSE
Rafael Miranda Sousa, Aloísio Nakashima, Walter Takahashi
Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte - Belo Horizonte (MG)
176. ESTRIAS ANGIÓIDES COM MEMBRANA NEOVASCULAR SUB-RETINIANA
Gilberto Timm Filho, Raphael Freitas Gomes Silva, Oscar Vilasboas
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
187. O BEVACIZUMAB (AVASTIN) NO TRATAMENT0 DA RETINOPATIA DA
PREMATURIDADE: NOSSOS PRIMEIROS RESULTADOS
João Orlando Ribeiro Gonçalves, Giordano C. Santos
Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) Salvador (BA)
177. FINDINGS OF ISCHEMIC MACULOPATHY OBSERVED BY SPECTRAL
DOMAIN OCT AND FLUORESCEIN ANGIOGRAPHY IN SICKLE CELL
DISEASE
Fundação Oftalmológica do Piauí - Teresina (PI)
188. OCLUSÃO BILATERAL DE ARTÉRIA CENTRAL DA RETINA EM PACIENTE
HIV POSITIVO
Erica Coelho, Murilo Abud, David Isaac
Ígor Sandes Pessoa da Silva, Bruno de Paula Freitas,
Otacílio de Oliveira Maia Jr.
Centro de Referência em Oftalmologia (CEROF) - Goiânia (GO)
Hospital São Rafael - Fundação Monte Tabor - Salvador (BA) / Universidade
Federal da Bahia (UFBA) - Salvador (BA)
189. OCLUSÃO DE VEIA CENTRAL DA RETINA BILATERAL SECUNDÁRIO A
DEFICIÊNCIA DE PROTEÍNAS
Geraldine Trevisan Tecchio, Fabio Busch, Ralfh Rodrigues Brandolt
178. FOSSETA CONGÊNITA DO DISCO ÓPTICO
Hospital Regional de São José Dr. Homero de Miranda Gomes - São José (SC)
Márcio Augusto Nogueira Costa, Manoel Abreu, Gustavo Albuquerque
190. OCLUSÃO VASCULAR BILATERAL EM PACIENTE GLAUCOMATOSO E
DISLIPIDÊMICO
Instituto Penido Burnier - Campinas (SP)
179. HEMORRAGIA PRÉ-RETINIANA E MEMBRANA HIALÓIDE TRACIONAL
EM MIOPIA DEGENERATIVA NUMA CRIANÇA DE 12 ANOS
Barbara Ribeiro de Vargas, Thales Pádua Brasileiro,
Luis Felipe da Silva Alves Carneiro
Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte - Belo Horizonte (MG)
Marília Bezerra Cavalcanti Dias, Michelle Cantisani, Tarcizio José Dias
Centro Oftálmico Tarcizio Dias - João Pessoa (PB)
191. PAPILITE DE JENSEN
180. HEMORRAGIA SUB-RETINIANA E VÍTREA MACIÇA APÓS COMBINAÇÃO DE TRATAMENTOS (LUCENTIS-PDT)
Francisco José Ferreira Simão, Antonio Alexander Leite Simão,
Antonio Felipe Leite Simão
Fundação Leiria de Andrade - Fortaleza (CE)
Alexandre Campelo Ramiro, Oscar Villas Boas,
André Luís Carvalho Moura Bastos
Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) Salvador (BA)
192. RANIBIZUMAB INTRAVÍTREO SEGUIDO DE VITRECTOMIA NA DOENÇA
DE EALES
Siro Shinti Nozaki, Luiz Angelo Rossato, André Carvalho Kreuz
181. HEMORRAGIA VÍTREA ASSOCIADA A MEMBRANA NEOVASCULAR
SUB-RETINIANA EM PACIENTE COM ESTRIAS ANGIÓIDES IDIOPÁTICAS
Aurelita de Assis Formiga Teódulo, Ramon Carlos Martins Barreto Neto,
Ana Paula Furtado Tupynambá
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
193. RANIBIZUMABE X BEVACIZUMABE NA TELANGIECTASIA MACULAR
TIPO 2
Rodrigo Pessoa Cavalcanti Lira, Tiago Cavalcanti, Valdir Balarim
Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) - Brasília (DF)
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Campinas (SP)
182. HIPOPLASIA FOVEAL ISOLADA
194. RAREFAÇÃO DO EPITÉLIO PIGMENTADO DA RETINA NA SÍNDROME
DE HUNTER
Júlio César Costa Pereira, Flávia Sotto-Maior Januário,
Márcia Gotelip Delgado
Reinaldo Nishimura, Denis Cardoso Hueb, João Alberto Holanda de Freitas
Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) - Juiz de
Fora (MG)
183. INJEÇÃO INTRAVÍTREA DE RANIBIZUMABE NO PRÉ-OPERATÓRIO DO
DESCOLAMENTO TRACIONAL DIABÉTICO GRAVE
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP) - Sorocaba (SP)
195. REDUÇÃO BILATERAL DA ESPESSURA RETINIANA EM PACIENTES
COM SÍNDROME DE ALPORT
André Luiz Moura Bastos, Ana Cândida Bispo França,
Alexandre Campelo Ramiro
Cíntia Maria Félix Medrado Parcero, Eduardo Ferrari Marback,
Otacílio de Oliveira Maia Jr
Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) Salvador (BA)
Hospital São Rafael - Fundação Monte Tabor - Salvador (BA) / Universidade
Federal da Bahia (UFBA) - Salvador (BA)
196. COLOBOMA CÍSTICO DO NERVO ÓPTICO
184. MACULOPATIA TÓXICA POR PACLITAXEL
Ruy César da Silva Orlandi, Renata Portella Nunes,
Eduardo Buchelle Rodrigues
Alexandre dos Reis Ráo, Paulo Antonio Barbisan,
Paulo Rodolfo Tagliari Barbisan
Hospital Regional São José Dr. Homero Miranda Gomes - São José (SC)
Centro Oftalmológico Santa Luzia - Ribeirão Preto (SP)
197. RESOLUÇÃO DE BURACO MACULAR IDIOPÁTICO COM USO DE BEVACIZUMAB INTRAVÍTREO
185. MEMBRANA NEOVASCULAR SUB-RETINIANA
Maria Vitória de Oliveira Correia, André Almeida e Araújo,
Monike Paula Gomes Vieira
Mariana Rabello Montenegro, Aline Reetz Conceição,
Carlos Alexandre de Amorim Garcia
Fundação de Ciência e Pesquisa Maria Ione Xerez Vasconcelos (FUNCIPE)
- Fortaleza (CE)
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - Natal (RN)
RELATOS
CASOS
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C EGUEIRA
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RELATOS
DE
CASOS
198. RESOLUÇÃO ESPONTÂNEA DE BURACO MACULAR TRAUMÁTICO
Aline Reetz Conceição, Diego Felipe Sampaio Alves,
Carlos Alexandre Amorim Garcia
210. SPECTRAL DOMAIN OCT FINDINGS IN A PATIENT WITH SEROUS MACULAR
DETACHMENT SECONDARY TO OPTIC DISC PIT
Bruno de Paula Freitas, Otacílio de Oliveira Maia Jr.,
Igor Sandes Pessoa da Silva
Universidade de Passo Fundo - Passo Fundo (RS) / Universidade Federal
do Rio Grande do Norte (UFRN) - Natal (RN)
Hospital São Rafael - Fundação Monte Tabor - Salvador (BA) / Universidade
Federal da Bahia (UFBA) - Salvador (BA)
199. RETINOBLASTOMA: PREVALÊNCIA HEREDITÁRIA PELO HALÓTIPO “C”
Letícia Halim de Matos, Diego Halim de Matos, Rafael Braga
Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre - Porto Alegre (RS)
211. SPECTRAL DOMAIN OCT NA DISTROFIA DE CONES COM RESPOSTA
SUPERNORMAL DE BASTONETES
Antonio Brunno Vieira Nepomuceno, Jefferson A. S. Ribeiro,
Andre Marcio Vieira Messias
200. RETINOPATIA DIABÉTICA NA GESTAÇÃO
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto (SP)
Martha Pereira Lima Lang, Falvio Moura, João Schneider
Hospital Nossa Senhora da Conceição - Porto Alegre (RS)
212. TELANGIECTASIA JUSTAFOVEAL TIPO 2 X RANIBIZUMAB (LUCENTIS®)
Oscar Villas Boas, André Luís Carvalho Moura Bastos,
Alexandre Campelo Ramiro
201. RETINOPATIA EM CRIANÇA DE QUATRO ANOS DE IDADE COM
DOENÇA FALCIFORME
Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) Salvador (BA)
Henrique Correa Aterje, José Osório Duarte Júnior,
Ana Paula Matos Ferreira
Instituto Suel Abujamra - São Paulo (SP)
213. TERAPIA COMBINADA PARA O TRATAMENTO DE DMRI EXSUDATIVA
Henrique Viana Vieira, Gilberto Timm Filho,
Raphael Freitas Gomes e Silva
202. RETINOPATIA EM PACIENTE PORTADORA DE HEPATITE C TRATADA
COM PEGINTERFERON ALFA 2A E RIBAVIRINA
Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) Salvador (BA)
Gustavo Sampaio de Faria, Paula Cotrim Duarte Sampaio,
Flávia Sotto-Maior Januário
Universidade Federal de Juiz de Fora Juiz de Fora (MG)
214. TOXOPLASMOSE OCULAR MASCARANDO SÍFILIS OCULAR
Ellano de Medeiros Ferreira, Antonio Alexander Leite Simão,
José Newton Dias Escossia
203. RETINOPATIA ISQUÊMICA GRAVE EM PACIENTE COM DOENÇA DE
STILL DO ADULTO
Fundação Leiria de Andrade - Fortaleza (CE)
Marco Antônio Leite, Fabrício Lopes da Fonseca,
Sérgio Luis Gianotti Pimentel
215. TRAÇÃO VÍTREA SOBRE A MÁCULA E OCT
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Elvira Barbosa Abreu, Thiago Chagas, Manoel Abreu
Instituto Penido Burnier - Campinas (SP)
204. RETINOPATIA POR TALCO
Carlos Eduardo Zanetti Alves Pereira, Rafaello Sala Pasquinelli,
Ana Cláudia de Lima Silveira
216. UVEÍTE SECUNDÁRIA À TUBERCULOSE
Arthur Costa Lima Filho, Alexander Simão
Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC) - Campinas (SP)
Fundação Leiria de Andrade - Fortaleza (CE)
205. RETINOPATIA PÓS-RADIOTERAPIA EM LINFOMA NÃO HODGKIN ORBITÁRIO
Nattasha Poli de Carvalho Villas, Demian Temponi, Elizabeth Beire
Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro (RJ)
217. VITREORRETINOPATIA EXSUDATIVA FAMILIAR SIMULANDO DOENÇA
DE COATS
Adriane Almeida Brasil, Marcelo Mendes Lavezzo,
Alan Kardec Barreira Júnior
206. RETINOPATIA VASO-OCLUSIVA NO LES ASSOCIADA À SÍNDROME DO
ANTICORPO ANTIFOSFOLÍPIDE
Cristiana Dumaresq de Oliveira, Daniel Araújo Ferraz,
Walter Yukihiko Takahashi
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
218. CORPO ESTRANHO INTRAOCULAR
Edson Martins da Rocha Neto, Adriane Almeida Brasil,
Thiago Gonçalves dos Santos Martins
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São
Paulo (USP) - São Paulo (SP)
207. SÍNDROME DA DISTROFIA DE CONES COM ERG ESCOTÓPICO
SUPRANORMAL E PROLONGADO: PRIMEIRO CASO DESCRITO NO
BRASIL
Luciana Teixeira de Campos Cella, Aurelita de Assis Formiga Teódulo,
Wener Passarinho Cella
219. CORPO ESTRANHO INTRAOCULAR SEM HEMORRAGIA VÍTREA E COM
VISÃO 20/20
Renata Toledo Lopes Chiareli, Jussara Frade Figueiredo,
Luana Camargos Guedes
Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) - Brasília (DF)
Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte - Belo Horizonte (MG)
208. SÍNDROME DE MÚLTIPLOS PONTOS BRANCOS EVANESCENTES ASSOCIADA COM UVEÍTE INTERMEDIÁRIA COM UVEÍTE INTERMEDIÁRIA
220. ENUCLEAÇÃO TRAUMÁTICA POR ACIDENTE AUTOMOBILÍSTICO
Antônio Felipe Leite Simão, Antonio Alexander Leite Simão
Fernanda Carvalho Oliveira, Ricardo Castanheira de Carvalho,
Camila Vigolvino Lopes Pinto
Hospital Geral de Fortaleza - Fortaleza (CE) / Fundação Leiria de Andrade
- Fortaleza (CE)
Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) - Brasília (DF)
209. SÍNDROME DOS MÚLTIPLOS PONTOS EVANESCENTES (MEWDS)
Raphael Freitas Gomes e Silva, Gilberto Timm Filho, Oscar Villas Boas
Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) Salvador (BA)
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
RELATOS
CASOS
DE
DA
DE
P REVENÇÃO
C EGUEIRA
E
R EABILITAÇÃO V ISUAL
Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
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RELATOS
221. SECÇÃO DE NERVO ÓPTICO POR FERIMENTO DE ARMA BRANCA SEM
LESÃO DE GLOBO OCULAR
DE
CASOS
232. QUADRO PRESUMÍVEL INICIAL DE TOXOCARÍASE OCULAR
Virgínia dos Reis Lopes, Camila Pereira Pacheco,
Mariana Nogueira da Silva Resende
Otavio Augusto Londero dos Santos, Maria de Lourdes Gonçalves Santos,
Arnaldo Machado Borges do Vale
Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte - Belo Horizonte (MG)
Universidade Federal de Uberlândia (UFU) - Uberlândia (MG)
233. SÍNDROME DE VOGT-KOYANAGI-HARADA
222. SÍNQUISE CINTILANTE EM CÂMARA ANTERIOR
Taisa Bertocco Carregal, Eliane Chaves Jorge, Kellen C. do Vale Lúcio
Isabella Almeida Silveira, Milena Laís Martins Meira,
Maria Auxiliadora Monteiro Souza
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu (SP)
Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção à Cegueira (IBOPC) Salvador (BA)
234. TOXOCARÍASE OCULAR DO TIPO GRANULOMA PERIFÉRICO: RELATO
E TRATAMENTO ESPECÍFICO
Daniel Medeiros de Mendonça, Afonso Ligório de Medeiros,
Anamaria Coutinho Pessoa
223. TRATAMENTO CIRÚRGICO DE ÚLCERA CORNEANA POR ASPERGILOS
SECUNDÁRIA A TRAUMA OCULAR COM VEGETAL
Jussara Carlos Figueiredo Frade, Renata Toledo Lopes Chiareli,
Aymara Janaina Soares Fernandes
Instituto de Olhos do Recife - Recife (PE)
235. VASCULITE BILATERAL EM TUBERCULOSE OCULAR PRESUMIDA
Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte - Belo Horizonte (MG)
Glaucio Luciano Bressanim, Priscilla Helen Kuss,
Norisvaldo Cesar Bressanim
224. TRAUMA CONTUSO INDUZINDO CATARATA E BURACO MACULAR
Instituto da Visão - Cascavel (PR) / Universidade Federal de São Paulo
(UNIFESP) - São Paulo (SP)
Michelle Sabbagh Carneiro, Clennio Ottoni de Almeida Arêdes,
Marco Aurélio Costa Marcondes
236. CEGUEIRA BILATERAL SECUNDÁRIA A ASTROCITOMA PILOCÍTICO
Hospital Geral da Lagoa - Rio de Janeiro (RJ)
Marta Hercog Batista Rebelo de Matos, Daniela Matos,
Daniela Ferraz Valente
225. AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DO MICOFENOLATO DE MOFETILA NO TRATAMENTO DE UVEÍTES REFRATÁRIAS A OUTROS IMUNOSSUPRESSORES
Oftalmoclin - Salvador (BA) / Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção
à Cegueira (IBOPC) - Salvador (BA)
Juliana Marques Zaghetto, Joyce Hisae Yamamoto,
Carlos Eduardo Hirata
Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP)
226. DIFFUSE UNILATERAL SUBACUTE NEURORETINITIS IN THE EARLY
PHASE TREATED WITH ALBENDAZOLE
Carlos Alexandre de Amorim Garcia, Paulo de Souza Segundo,
Carlos Alexandre de Amorim Garcia Filho
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - Natal (RN)
227. GRANULOMA ANULAR ASSOCIADO À UVEÍTE POSTERIOR
Anna Paula Reinhold Fagundes, Luis Henrique Stroparo Júnior,
Marcelo Luiz Gehlen
Hospital Universitário Evangélico de Curitiba - Curitiba (PR)
228. HIV E UVEÍTE: A IMPORTÂNCIA DOS EXAMES DE RASTREIO PARA
ELUCIDAÇÃO DIAGNÓSTICA
Heloisa Adas Regianini, Deborah Ribas, Manoela Brüggeman
Hospital Governador Celso Ramos - Florianópolis (SC)
229. IRIDOCICLITE CRÔNICA JUVENIL IDIOPÁTICA VERSUS UVEÍTE ANTERIOR CRÔNICA DA ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL
Debora Dantas Lins de Albuquerque, Karla Roberta R. A. Medeiros,
Ana Carla Paiva. M. Cahino
Centro Oftálmico Tarcísio Dias - João Pessoa (PB) / Instituto Visão para
Todos - João Pessoa (PB)
230. LEPTOSPIROSE OCULAR
Vicente Mendes Pereira, Fernando Miyazaki, Marcelo Gehlen
Universidade Evangélica do Paraná - Curitiba (PR)
231. TOXOCARÍASE OCULAR EM CRIANÇA DE DOIS ANOS DE IDADE
Marcos Massato Hirahata, Anderson Soares Miziara,
Letícia Mendonça Cattelan
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) - Campo Grande (MS)
XIX C ONGRESSO B RASILEIRO
RELATOS
CASOS
DE
DA
DE
P REVENÇÃO
C EGUEIRA
E
R EABILITAÇÃO V ISUAL
Textos sem revisão editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
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TEMAS LIVRES, PÔSTERES
E
R E L AT O S
DE
CASOS
Índice remissivo - vol. 73(4) - Suplemento
Í NDICE
Nº
DOS
T EMAS L IVRES
TEMAS LIVRES
POR
PÁG.
CATARATA
TL 002
TL 003
Confiabilidade da acuidade visual pós-operatória de
catarata mediante medição da acuidade visual com
retinômetro Heine ...........................................................................
Custo-efetividade da cirurgia de catarata em um
hospital público num país em desenvolvimento ........
Relação da concentração do ácido ascórbico no humor aquoso com a plasmática e com a transparência
cristaliniana ............................................................................................
E
N ÚMERO
NEUROFTALMOLOGIA
TL 015
TL 001
Á REA
TL 016
10
10
Correlação entre o OCT Fourier domain e o eletrorretinograma de padrão reverso multifocal na compressão quiasmática ........................................................................
13
®
Habilidade diagnóstica do 3D OCT-1000 e banco de
dados normativos na detecção da perda neural por
tumores hipofisários ........................................................................
13
OFTALMOPEDIATRIA
TL 017
Criação de um escore capaz de prever a ocorrência da
retinopatia da prematuridade .................................................
14
10
ONCOLOGIA
CIRURGIA REFRATIVA
TL 004
Reprodutibilidade da espessura do I-Lasik flap utilizando tomografia de coerência óptica de segmento
anterior .....................................................................................................
TL 018
10
CÓRNEA
TL 005
TL 006
TL 007
TL 008
Ceratectomia lamelar anterior profunda usando a
técnica big-bubble em pacientes com ceratocone ..
11
Queimadura química grave: o papel da ceratoprótese
de Boston na reabilitação visual ..............................................
11
Técnica de enucleação com menor risco de sangramento e hematomas em doadores de córnea no
banco de olhos do Amazonas ...................................................
11
Transplante endotelial automatizado utilizando microcerátomo de fabricação brasileira ..................................
11
TL 010
TL 011
TL 019
Ângulo interorbitário e protrusão ocular nos exorbitismos sindrômicos ......................................................................
14
TL 020
Padrões radiológicos de inflamação orbitária idiopática em crianças e adultos ......................................................
14
PATOLOGIA EXTERNA
TL 021
TL 022
"Tea tree oil" no tratamento da blefarite crônica por
Demodex sp .........................................................................................
15
Tratamento de Demodex folliculorum com ivermectina em pacientes portadores de blefarite crônica ...
15
PLÁSTICA OCULAR / VIAS LACRIMAIS
Comparação de dois métodos para realização do
teste de fixação preferencial em pacientes com
estrabismo .............................................................................................
Estudo comparativo de substâncias viscoelásticas para
promoção da estabilização do equilíbrio oculomotor
sem impedir rotações ....................................................................
Prevalência de ambliopia e erros refrativos em crianças
portadoras da sequência de Möbius ....................................
TL 023
12
12
TL 024
TL 025
12
Aberrações ópticas de alta ordem em pacientes com
distonias faciais ....................................................................................
15
Avaliação de ptose de supercílio no pós-operatório
de cirurgia de blefaroplastia superior utilizando medidas angulares ...................................................................................
15
Comparação entre duas apresentações de toxina
botulínica tipo A para o tratamento de distonias faciais
16
PREVENÇÃO DE CEGUEIRA
TL 026
GLAUCOMA
TL 012
Ambliopia em escolares da 1ª série da rede pública
da cidade de São Paulo ................................................................
16
16
Fatores associados à resposta da cabeça do nervo
óptico à variação da pressão intraocular em pacientes
glaucomatosos .....................................................................................
12
Cirurgia de catarata: custos para os pacientes no
período pós-operatório ................................................................
TL 013
[Retirado a pedido do autor] .................................................
13
RETINA
TL 014
Tomografia de coerência óptica Fourier-domain e
time-domain em pacientes glaucomatosos com defeito de hemicampo .......................................................................
70
TL 027
TL 028
13
Redução da espessura do complexo de células ganglionares macular em pacientes diabéticos sem retinopatia ..................................................................................................
Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl): 70-80
8 Indice remissivo.pmd
14
ÓRBITA
ESTRABISMO
TL 009
Uso do colírio azul de toluidina a 1% no diagnóstico
das neoplasias de células escamosas da superfície
ocular .........................................................................................................
70
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16
TEMAS LIVRES, PÔSTERES
E
R E L AT O S
DE
CASOS
Índice remissivo - vol. 73(4) - Suplemento
TL 029
TL 030
TL 031
TL 032
TL 033
TL 034
UVEÍTES / AIDS
Alterações maculares após cirurgia não complicada
de facoemulsificação com implante de LIO através de
OCT spectral domain ......................................................................
17
Protocolo experimental para quantificar a tração aplicada na retina pelas ponteiras de vitrectomia ..............
17
Avaliação da sensibilidade ao contraste no tratamento
do edema macular diabético - estudo piloto ...............
17
Ensaio clínico aleatorizado da crioterapia intraoperatório versus fotocoagulação a laser para retinopexia .................................................................................................
TL 035
TL 036
TL 037
17
Avaliação da integridade dos fotorreceptores maculares em pacientes com doença de Vogt-KoyanagiHarada, estágio tardio ....................................................................
18
Caracterização eletrorretinográfica panretiniana e macular dos olhos de pacientes com doença de VogtKoyanagi-Harada ................................................................................
18
Comunicação entre Toxoplasma gondii e seu hospedeiro: impacto do genótipo do parasita na resposta
inflamatória ...........................................................................................
19
VISÃO SUBNORMAL
Investigação experimental de agulhas e seringas,
técnicas de injeção intravítrea e distribuição de droga
no vítreo ..................................................................................................
18
Neovascularização retiniana induzida por injeções intravítreas de VEGF165: modelo experimental em coelhos
18
TL 038
TL 039
Perfil da avaliação comportamental do processamento
auditivo em crianças com baixa visão ..................................
19
Perspectivas e óbices em relação ao uso de sistemas
telescópicos por escolares com baixa visão .....................
19
Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl): 70-80
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71
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TEMAS LIVRES, PÔSTERES
E
R E L AT O S
DE
CASOS
Índice remissivo - vol. 73(4) - Suplemento
Í NDICE
Nº
DOS
PÔSTERES
PÔSTERES
PÁG.
POR
P 017
P 002
P 003
P 004
P 005
P 006
P 007
P 008
P 009
P 010
P 011
P 012
P 013
P 014
Alterações estruturais nos genes CRYAA, CRYGC e
CRYGD em pacientes com catarata congênita - resultados preliminares ...........................................................................
Análise dos custos da cirurgia de catarata realizada
pelo residente .....................................................................................
Aspectos epidemiológicos dos portadores de catarata
senil na comunidade de Pratânia - SP ................................
22
26
P 018
Avaliação clínica e por meio de OCT Visant de pacientes com infecção prévia por Neisseria spp ............
26
P 019
Avaliação da precisão da paquimetria corneana de
contato por ultrassom ....................................................................
26
P 020
Avaliação do astigmatismo e acuidade visual póstransplante endotelial (DSAEK) ...............................................
26
22
P 021
Avaliação do conhecimento da população em relação
aos estudantes de medicina sobre o processo de
doação de córnea ..............................................................................
27
P 022
Avaliação do uso do "crosslinking" do colágeno para
tratamento de ceratopatia bolhosa ......................................
27
P 023
Características epidemiológicas e etiológicas das
ceratites infecciosas em centro de referência no
Brasil ...........................................................................................................
27
Causas de descarte de córneas e perfil do doador no
Banco de Olhos do HUPAA-UFAL: janeiro de 2008 a
março de 2010 ....................................................................................
27
P 025
Cola biológica Tissucol versus nylon 10.0 na exerese
de pterígio primário usando transplante de conjuntiva
autólogo ..................................................................................................
28
P 026
Espátula de Kimura versus escova CSM: eficiência na
coleta de raspados em ceratites infecciosas ...................
28
Incidência de glaucoma pós ceratoplastia penetrante
no ano de 2009 no Hospital Universitário Prof. Alberto
Antunes/UFAL ......................................................................................
28
P 028
Indicações para ceratoplastia penetrante e lamelar no
Hospital de Clínicas-UFTM .........................................................
28
P 029
Prevalência da síndrome do olho seco em pacientes
com retinopatia diabética proliferativa .............................
29
22
Biometria na cirurgia de catarata pediátrica unilateral .
23
Cirurgia de catarata em hospital público: o que
mudou entre 1998 e 2008? .......................................................
23
Cirurgia de catarata realizada por residentes: avaliação dos riscos ..................................................................................
23
Classificação da catarata através da imagem de
Scheimpflug e sua relação com gasto de energia e
tempo da facoemulsificação ......................................................
23
Prevalência de afecções oculares e sistêmicas prévias
e sua influência no resultado final da facectomia ........
24
Programa de ensino de facoemulsificação CBO/Alcon:
resultados do Hospital de Olhos do Paraná ....................
24
Relação entre k, comprimento axial e satisfação de
pacientes submetidos à LIO multifocais Restor® em
ambos os olhos ....................................................................................
24
24
P 016
72
P 024
P 027
CIRURGIA REFRATIVA
P 030
Demonstração da sensibilidade e especificidade da
avaliação tomográfica na seleção de candidatos à
cirurgia refrativa .................................................................................
Programa desenvolvido para ceratometria em palm
top ...............................................................................................................
29
P 031
Protocolo de tratamento para ceratoconjuntivite primaveril .....................................................................................................
29
P 032
Surto epidêmico de úlcera de córnea em usuários de
lente de contato colorida em Hospital Universitário
de Belém do Pará .............................................................................
29
P 033
Uso de ganciclovir 0,15% gel para tratamento de
certatoconjuntivite adenoviral .................................................
30
Ocular response analyzer parameters in keratoconus
with “normal” central corneal thickness compared
with matched control ....................................................................
25
25
CÓRNEA
P 015
N ÚMERO
22
Avaliação da expectativa e qualidade de vida dos
pacientes submetidos à facectomia e sua relação com
a escolaridade ......................................................................................
Transmissão do vírus Piry pelo instrumental cirúrgico
da facoemulsificação: desenvolvimento de um modelo experimental ...........................................................................
E
Avaliação através da tomografia de coerência óptica
de anéis implantados manualmente e com o laser de
fentosegundo ......................................................................................
CATARATA
P 001
Á REA
Análise do diagnóstico e perfil dos pacientes submetidos
a transplante de córnea no Hospital de Olhos do Paraná
Análise microbiológica dos botões corneoesclerais
do Banco de Olhos do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto ..................................................................................................
DOENÇAS SISTÊMICAS
25
P 034
25
Alterações oftalmológicas nos pacientes portadores
de esclerose sistêmica em acompanhamento ambulatorial .................................................................................................
Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl): 70-80
8 Indice remissivo.pmd
72
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30
TEMAS LIVRES, PÔSTERES
E
R E L AT O S
DE
CASOS
Índice remissivo - vol. 73(4) - Suplemento
P 035
P 036
P 037
Estudo sobre a correlação entre atividade da artrite
reumatóide e a gravidade do olho seco ...........................
30
Manifestações oculares em pacientes portadores da
síndrome de Williams ....................................................................
30
Prevalência de Demodex sp. nos cílios de pacientes
diabéticos ...............................................................................................
31
P 056
Cirurgia monocular para esotropias de grande ângulo
35
P 057
Metodologia computacional para detecção automatizada do estrabismo ......................................................................
36
P 058
Toxina botulínica no tratamento de estrabismo: experiência da Escola Paulista de Medicina .........................
36
P 059
Utilização da internet para disponibilização de casos
clínicos de estrabismo no aprendizado em oftalmologia ...........................................................................................................
36
Variação da amplitude da rima palpebral na correção
cirúrgica do estrabismo horizontal .......................................
36
EPIDEMIOLOGIA
P 038
P 039
P 040
P 041
P 042
P 043
P 044
P 045
P 046
P 047
P 048
P 049
P 050
P 051
P 052
P 053
P 054
Associação entre a frequência de conjuntivite viral e
variações de parâmetros climáticos ......................................
Avaliação da acuidade visual em escolares do ensino
fundamental da rede pública de Volta Redonda - RJ,
entre 2004 e 2008 ............................................................................
31
31
Caracterização das indicações de transplante de córnea
em pacientes que procuram o Hospital Estadual
Brigadeiro (SUS) ................................................................................
31
Causas de cegueira e deficiência visual na população
de menores de 18 anos da cidade de Pratânia ............
32
Epidemiologia do trauma ocular infantil atendido no
Serviço de Oftalmologia da Santa Casa de Misericórdia de Santos ................................................................................
32
Epidemiologia do trauma ocular na emergência do
HBDF .........................................................................................................
32
P 060
GLAUCOMA
P 061
Aderência ao tratamento do glaucoma e sua relação
com fatores sociodemográficos ...............................................
37
P 062
Análise do complexo de células ganglionares versus
camada de fibras nervosas peripapilar para diagnóstico de glaucoma ..............................................................................
37
P 063
Avaliação da espessura macular com tomografia de
coerência óptica Fourier-domain em pacientes com
campo visual tubular .......................................................................
37
Avaliação da pressão de perfusão ocular em pacientes
com insuficiência cardíaca ...........................................................
37
Comparação da aderência no uso de colírios hipotensores oculares em serviços público e privado ...............
38
P 066
Comparação entre HRT-II e avaliação de estereofotografias de discos ópticos por especialistas em
glaucoma ................................................................................................
38
P 067
Correlação entre setores do campo visual e da camada
peripapilar de fibras nervosas da retina medida com
OCT-FD ....................................................................................................
38
P 068
Estudo comparativo entre os picos e médias de
pressão intraocular após realização do TSH e CTD ....
38
P 069
Estudo comparativo entre tonômetro de Goldmann
e o tonômetro de Pascal no TSH em pacientes com
GPAA e olhos normais ....................................................................
39
Influência da facoemulsificação na pressão intraocular
e na medida do ângulo da câmara anterior ...................
39
Efeito aprendizado da perimetria de frequência dupla Humphrey Matrix em pacientes com glaucoma de
ângulo aberto ......................................................................................
39
Mudança postural da pressão intraocular em crianças
saudáveis de Almirante Tamandaré (PR) projeto
glaucoma ................................................................................................
39
Mudanças na pressão de perfusão ocular induzidas
pela postura: uma comparação entre cirurgia fistulizante e colírios .................................................................................
40
P 074
Perfusão ocular durante a hemodiálise ..............................
40
P 075
Progressão de perdas campimétricas em pacientes
com diferentes polimorfismos do gene TP53 ..............
40
P 064
P 065
Epidemiologia dos pacientes portadores de pterígio
oriundos da região do Alto Tietê - UMC ..........................
32
Epidemiologia, acuidade visual e ametropia de crianças com conjuntivite alérgica ....................................................
33
Expectativas e conhecimento entre pacientes com
indicação de transplante de córnea .....................................
33
Motivação de oftalmologistas para a escolha da especialidade ...........................................................................................
33
Perfil clínico e epidemiológico dos traumas oculares
no pronto-socorro de referência em Uberaba - MG .
33
Perfil clínico-epidemiológico de pacientes encaminhados para transplante de córnea no Hospital Oftalmológico de Sorocaba ............................................................
34
Perfil das urgências oftalmológicas em pronto-atendimento de referência na cidade de Jundiaí - São Paulo
34
Sazonalidade das ceratites infecciosas na região de
Ribeirão Preto-SP ..............................................................................
34
Tracoma: perfil epidemiológico pós-tratamento coletivo em Urucará, Arez (RN), Brasil, de 2006 a 2008
34
Urgências oftalmológicas em hospital de referência:
Santa Casa de Campo Grande/MS .........................................
35
Vigilância epidemiológica das conjuntivites no Estado
de São Paulo .........................................................................................
35
P 070
P 071
P 072
P 073
ESTRABISMO
P 055
Ação da toxima botulínica na contração isométrica do
reto medial e reto lateral em pacientes com exotropia
e esotropia .............................................................................................
35
Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl): 70-80
8 Indice remissivo.pmd
73
9/9/2010, 12:06
73
TEMAS LIVRES, PÔSTERES
E
R E L AT O S
DE
CASOS
Índice remissivo - vol. 73(4) - Suplemento
P 076
P 077
P 078
P 094
Relação entre resposta fotópica negativa, eletrorretinograma padrão e a perimetria visual automatizada
em glaucomatosos ...........................................................................
40
Resultados do implante de Schocket modificado em
glaucoma refratário .........................................................................
41
Taxa de perda de seguimento ambulatorial em pacientes do Setor de Glaucoma da Santa Casa de Mogi
das Cruzes, Alto Tietê .....................................................................
Comparação da oclusão do ponto lacrimal com o uso
de lubrificante ocular no olho seco associado à artrite
reumatóide ...........................................................................................
45
P 095
Complicações e recidiva após cirurgia de pterígio
com transplante conjuntival autólogo com sutura e
cola de fibrina ......................................................................................
45
P 096
Prevalência de Demodex sp. nos cílios de pacientes
com transplante renal ....................................................................
45
41
PESQUISA BÁSICA
LENTE DE CONTATO
P 079
Características das lentes gelatinosas descartáveis
em casos de ceratite por Acanthamoeba .........................
P 097
NEUROFTALMOLOGIA
P 080
Avaliação da camada de fibras nervosas da retina
usando OCT em mielite transversa longitudinal extensa ...........................................................................................................
41
P 081
Avaliação visual na esclerose múltipla .................................
42
P 082
Eletrorretinograma multifocal por padrão reverso na
detecção da lesão neural na atrofia em banda do nervo
óptico ........................................................................................................
42
Neuropatia óptica isquêmica anterior: aspectos epidemiológicos .......................................................................................
42
P 083
P 084
Pupila tônica de Adie: aspectos epidemiológicos .....
P 085
Quantificação da perda axonal em pacientes com AC
anti-AQP-4, com ou sem neurite óptica, usando o OCT
de alta resolução ................................................................................
42
43
OFTALMOPEDIATRIA
P 086
P 087
P 088
Biometria para monitorização do crescimento do olho
míope na infância ..............................................................................
43
Lensectomia e vitrectomia anterior via pars plicata
como opção cirúrgica à catarata infantil ............................
43
Saúde ocular de escolares da rede pública de ensino:
impacto de campanha em Florianópolis ..........................
43
ONCOLOGIA
P 089
Análise retrospectiva dos tumores conjuntivais submetidos à cirurgia de ressecção .............................................
Análise da lágrima e saliva de pacientes portadores de
rosácea ocular para a descoberta de biomarcador ....
46
P 098
Avaliação da concentração de metabólitos do óxido
nítrico na lágrima de pacientes com conjuntivite viral .
46
P 099
Indicações e estudo anatomopatológico de olhos
enucleados no Hospital Universitário Professor Edgard
Santos ........................................................................................................
46
P 100
Protótipo para determinação de categoria de lentes
de óculos para medidas de ultravioleta ............................
46
Ultrassom de alto foco e intensidade para reduzir a
dureza da lente na cirurgia de catarata .............................
47
41
P 101
PLÁSTICA OCULAR / VIAS LACRIMAIS
P 102
Avaliação da posição do supercílio e das assimetrias
palpebrais em idosos usando medidas digitais ...........
47
P 103
Blefaroplastia e pressão intraocular .......................................
47
P 104
Condutas para reparação da cavidade anoftálmica no
Brasil e no mundo .............................................................................
47
P 105
Efeito da toxina botulínica nos sintomas de depressão
e ansiedade em pacientes com distonias faciais ..........
48
Epidemiologia dos pacientes do Ambulatório de
Oculoplástica na Santa Casa de Mogi das Cruzes/Alto
Tietê de 2007 a 2009 .....................................................................
48
P 107
Evisceração: causas mais frequentes de indicação no
Setor de Oftalmologia do Hospital Padre Bento ........
48
P 108
Fotografia clínica padronizada: o papel do flash .........
48
P 109
Importância da projeção axial do bulbo ocular no
entrópio involucional e no ectrópio involucional da
pálpebra inferior ...............................................................................
49
Perfil dos portadores de cavidade anoftálmica - estudo na Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP
49
P 106
44
ÓRBITA
P 110
P 090
Corticoterapia local em orbitopatia distireoideana ..
P 091
Fluxo na veia oftálmica superior ao ecoDoppler em
pacientes com forma congestiva da orbitopatia de
Graves pré e pós-tratamento ....................................................
44
PREVENÇÃO DE CEGUEIRA
44
P 111
Avaliação do perfil da retinopatia diabética em pacientes diabéticos do 5º Mutirão do Diabetes de
Itabuna-BA .............................................................................................
49
P 112
Avaliação e correlação das microangiopatias diabéticas nos pacientes do 5º Mutirão do Diabetes de
Itabuna-BA .............................................................................................
49
Condutas reabilitacionais interdisciplinares para pessoas com distrofias hereditárias de retina ........................
50
PATOLOGIA EXTERNA
P 092
P 093
74
Avaliação da toxicidade ocular após instilação tópica
de doadores de óxido nítrico in vivo ..................................
Avaliação de sintomas e satisfação após cirurgia de
pterígio e transplante conjuntival autólogo com sutura ou cola ............................................................................................
44
P 113
45
Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl): 70-80
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TEMAS LIVRES, PÔSTERES
E
R E L AT O S
DE
CASOS
Índice remissivo - vol. 73(4) - Suplemento
P 114
Correlação da pressão intraocular inicial e cirurgia
em pacientes do Curso de Especialização em Oftalmologia - UMC ...................................................................................
50
P 115
Eficácia do TRV como estratégia de prevenção de
cegueira infantil no Estado do Ceará ...................................
50
P 116
Perfil e destino dos pacientes atendidos na triagem
de oftalmologia em hospital universitário .......................
50
P 117
P 118
P 119
Perfil sociodemográfico de crianças com deficiência
visual atendidas no serviço de habilitação do Cepre FCM - Unicamp ..................................................................................
51
Prevalência e características do pterígio em comunidades ribeirinhas dos rios Solimões e Japurá, Amazonas, Brasil ............................................................................................
51
Perfil da emergência ocular de um hospital terciário
do nordeste do Brasil .....................................................................
51
PROPEDÊUTICA
P 120
P 121
Comparação entre as medidas da espessura corneana no paquímetro ultrassônico e no tomógrafo de
coerência óptica .................................................................................
51
Eletrovisuograma axonal: achados em indivíduos
normais .....................................................................................................
52
P 131
Perfil dos fatores de risco e gravidade de retinopatia
diabética em diabéticos tipo 2 ...............................................
54
P 132
Perfil epidemiológico de pacientes submetidos à
injeção intravítrea do ambulatório de retina do SUS
do HBO-POA ........................................................................................
54
P 133
Recovery of the electroretinogram b-wave amplitude after bleaching in early AMD ............................................
55
P 134
Sistema de documentação computadorizada e manejo
de dados em repetidas injeções de anti-VEGF ou
corticosteróides ..................................................................................
55
TRAUMA
P 135
Achados epidemiológicos do trauma ocular .................
55
P 136
Avaliação do conhecimento sobre urgências oftalmológicas dos médicos residentes do HMCP ...............
55
P 137
Avaliação do conhecimento sobre urgências oftalmológicas em estudantes da Faculdade de Medicina
da PUC - Campinas ..........................................................................
56
P 138
Causas de evisceração e perfil epidemiológico dos
pacientes na Fundação Altino Ventura ...............................
56
REFRAÇÃO
P 122
P 123
P 124
UVEÍTES / AIDS
Avaliação do astigmatismo ceratométrico nos pacientes submetidos à cirurgia de facoemulsificação ....
52
Fotografia em armação com régua milimetrada, novo
método de medida da distância nasopupilar ...............
Percepção dos professores sobre os erros refracionais
dos alunos no ensino fundamental ........................................
P 139
Análise de 31 casos de esclerite - experiência de um
serviço de reumato-oftalmologia ..........................................
56
52
Tuberculose ocular: resposta oftalmológica ao tratamento específico ..........................................................................
56
52
VISÃO SUBNORMAL
P 140
RETINA
P 125
P 126
P 127
P 128
P 129
P 130
P 141
Correlação estrutural e funcional da mácula na retinopatia diabética proliferativa tratada com laser
e triancinolona .....................................................................................
53
Eficácia do bevacizumab intravítreo em pacientes com
MNVSR secundária à distrofia viteliforme do adulto ...
53
Epidemiologia da endoftalmite em um hospital de
referência ................................................................................................
53
Incidência de retinopatia diabética e perfil dos pacientes diabéticos do ambulatório de endocrinologia
da universidade ..................................................................................
57
P 142
Atenção oftalmológica para baixa visão em nível
terciário: auxílios ópticos na perda visual por retinopatia diabética ..............................................................................
57
P 143
Características e percepções de autoeficácia de estudantes com deficiência visual incluídos no ensino
regular ......................................................................................................
57
Implantação de projeto de reabilitação visual do
idoso no Hospital das Clínicas da UFPE .............................
57
P 145
[Transferido] ......................................................................................
58
P 146
Reabilitação grupal de adolescentes com baixa visão:
projeto terapêutico interdisciplinar ....................................
58
P 147
Reabilitação visual de escolares com baixa visão .........
58
P 148
Retinopatia da prematuridade: estudo de uma população com deficiência visual .................................................
58
53
Eficácia do bevacizumab intravítreo em pacientes
com membrana neovascular sub-retiniana secundária
à alta miopia .........................................................................................
Frequência e gravidade da retinopatia diabética em
pacientes diabéticos sob hemodiálise num hospital
de referência ........................................................................................
Atenção oftalmológica à população idosa com perda
visual: emprego de auxílios ópticos na DMRI ................
P 144
54
54
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TEMAS LIVRES, PÔSTERES
E
R E L AT O S
DE
CASOS
Índice remissivo - vol. 73(4) - Suplemento
Í NDICE
Nº
DOS
RELATOS
DE
RELATOS DE CASOS
CASOS
PÁG.
RC 002 Catarata congênita e microcórnea em uma família
brasileira ..................................................................................................
RC 003 Descolamento tardio bilateral da membrana de Descemet após facoemulsificação ..................................................
Á REA
E
N ÚMERO
RC 024 Ferroada de marimbondo ocular ..........................................
60
RC 025 Haze corneano com BAV em síndrome de Muckle
Wells ..........................................................................................................
60
60
RC 026 Implante de anel intraestromal usando laser de femtosegundo para tratamento do ceratocone ....................
60
60
RC 027 Indicações de ceratoplastia penetrante realizadas no
Hospital Governador Celso Ramos em Florianópolis - SC
61
RC 028 Interface blood after descemet stripping automated
endothelial keratoplasty (DSAEK) ..........................................
61
61
CATARATA
RC 001 Avaliação da estabilidade rotacional da LIO tórica .....
POR
60
RC 004 Evolução da acuidade visual em crianças afácicas e
pseudofácicas operadas de catarata congênita bilateral ........................................................................................................
60
RC 029 Necrose escleral - complicação pós transplante de
córnea em ceratite por Acanthamoeba .............................
RC 005 Preservação da acuidade visual após dois quadros
consecutivos de endoftalmite pós-operatória ..............
60
RC 030 O perfil microbiológico das úlceras de córnea na
região de Ribeirão Preto - SP ...................................................
61
60
RC 031 Perfil das principais indicações de transplante de
córnea no Hospital Universitário Prof Edgar Santos ..
61
RC 032 Qualidade de vida de pacientes submetidos a transplante penetrante de córnea no Hospital das Clínicas
da Unicamp ..........................................................................................
61
RC 033 Resultados de transplante de córnea com finalidade
óptica em serviço universiário da região nordeste ....
61
RC 034 Resultados de transplante de córnea com finalidade
tectônica em serviço universitário da região nordeste .
61
60
RC 035 Síndrome de Urrets-Zavalia após patch de córnea ...
61
RC 009 Acupuntura como tratamento adjuvante na ceratoconjuntivite vernal ............................................................................
60
RC 036 Transplante de limbo e córnea em criança com
síndrome EEC ......................................................................................
61
RC 010 Afinamento corneano periférico e estafilococcia .........
60
RC 011 Apresentação atípica de anomalia de Axenfeld ...........
60
RC 037 Transplante heterólogo de esclera no tratamento de
úlcera neurotrófica perfurada ...................................................
61
RC 038 Tratamento de úlcera fúngica por Scedosporuim
apiospermum ......................................................................................
61
RC 039 Úlceras corneanas imunológicas recorrentes .................
61
RC 006 Síndrome de Irvine Gass tratada com injeções intravítreas de triancinolona ..........................................................
CIRURGIA REFRATIVA
RC 007 Ectasia corneana secundária a LASIK após ceratotomia
arqueada .................................................................................................
60
CÓRNEA
RC 008 A observação da neovascularização corneana em pacientes sob efeito de injeção de Bevacizumab
subconjuntival ......................................................................................
RC 012 Apresentação atípica de ceratite por Acanthamoeba
60
RC 013 Bevacizumab em neovascularização corneana ...............
60
RC 014 Ceratite cristalina infeciosa .........................................................
60
RC 015 Ceratite herpética em paciente com Lasik prévio .....
60
RC 016 Ceratite herpética em paciente portadora de pênfigo vulgar .................................................................................................
60
RC 017 Cirurgia de pterígio grau III ......................................................
RC 018 Descolamennto e perfuração endotelial pós transplante lamelar anterior por trauma contuso ..................
DOENÇAS SISTÊMICAS
RC 040 Acometimento extracutâneo (ocular) de esporotricose
61
60
RC 041 Alterações oculares em paciente com síndrome de
Ehlers-Danlos .......................................................................................
61
60
RC 042 Desenvolvimento de buftalmo em adulto portador
de síndrome de Marfan ................................................................
61
RC 043 Endoftalmite endógena por Staphylococcus haemolyticus ........................................................................................................
61
60
RC 044 Hanseníase ocular ..............................................................................
61
RC 021 Distrofia endotelial de Fuchs ....................................................
60
RC 045 Leishmaniose palpebral ................................................................
61
RC 022 Endotelite por herpes zóster ....................................................
60
RC 046 Leishmaniose palpebral ................................................................
61
RC 023 Evolução de um quadro de úlcera de córnea unilateral
por Acanthamoeba ..........................................................................
RC 047 Lesões drusiformes em glomerulonefrite lúpica tipo IV
61
60
RC 048 Necrólise epidérmica tóxica ......................................................
61
RC 019 Diagnóstico diferencial de edema de papila ................
RC 020 Diferentes apresentações da síndrome de BrownMclean ......................................................................................................
76
60
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TEMAS LIVRES, PÔSTERES
E
R E L AT O S
DE
CASOS
Índice remissivo - vol. 73(4) - Suplemento
RC 049 Síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada com manifestações neurológicas focais ................................................................
61
RC 050 Doença de Tay-Sachs ......................................................................
61
RC 051 Síndrome de Lyell ............................................................................
61
RC 052 Síndrome de Stevens Johnson .................................................
62
RC 053 Síndrome de Weill-Marchesani ...............................................
62
RC 054 Subluxação do cristalino em paciente portador de
Hanseníase .............................................................................................
62
RC 075 Técnica de obstrução de tubo de Molteno para
tratamento de hipotonia pós-operatória ..........................
62
RC 076 Tratamento do glaucoma neovascular com panfotocoagulação, bevacizumabe intravítreo e trabeculectomia com mitomicina C ......................................................
63
RC 077 Uso do ranibizumabe intravítreo em associação com
trabeculectomia com mitomicina C no glaucoma
neovascular ............................................................................................
63
NEUROFTALMOLOGIA
EPIDEMIOLOGIA
RC 055 Principais indicações de transplante de córnea no
Instituto Suel Abujamra ................................................................
62
ESTRABISMO
RC 056 Cirurgia de grande exotropia em olho hipotônico ...
62
RC 057 Divergência vertical dissociada associada à ptose
congênita unilateral ........................................................................
62
RC 058 Paralisia dupla de elevadores ...................................................
62
RC 059 Paresia de oblíquo inferior .........................................................
62
RC 060 Síndrome de Brown pós-tumor orbitário ........................
62
RC 061 Ressecção de reto lateral como tratamento de posição
compensatória de cabeça em síndrome de Duane ..
62
RC 078 Ataxia-telangiectasia (síndrome de Louis-Bar) e suas
alterações oculares ...........................................................................
63
RC 079 Doença de Erdheim-Chester ....................................................
63
RC 080 Encefalocele anterior ......................................................................
63
RC 081 Esotropia do olho direito por paralisia do VI par
craniano de etiologia tumoral ..................................................
63
RC 082 Hemianopsia bitemporal e paralisia facial periférica
associada à surdez neurossensorial: apresentação
atípica .......................................................................................................
63
RC 083 Hipertensão intracraniana associada a hipervitaminose A e etilenoglicol ..........................................................................
63
RC 084 Hipoplasia do nervo óptico sem alterações no SNC ...
63
63
RC 062 Síndrome de Goldenhar ..............................................................
62
RC 085 Importância do teste de confrontação visual para o
oftalmologista clínico .....................................................................
RC 063 Síndrome de Möebius com história de rubéola na
gestação ...................................................................................................
62
RC 086 Neuropatia óptica por sarcoidose simulando tumor
do nervo óptico ..................................................................................
63
RC 087 Neurosífilis diagnosticada por paresia de nervo troclear ............................................................................................................
63
GENÉTICA
RC 064 Ceratocone pós-transplante de córnea em paciente
com síndrome de Apert ..............................................................
62
RC 065 Comparação entre os achados oftalmológicos nas
síndromes de Apert e Crouzon ...............................................
RC 088 Oligodendroglioma anaplásico com papiledema e
redução de acuidade visual ........................................................
63
62
RC 089 Pan-uveíte crônica em paciente com paquimeningite hipertrófica idiopática ........................................................
63
GLAUCOMA
RC 066 Atrofia essencial de íris bilateral e glaucoma ................
62
RC 090 Progressão de perda visual atípica em paciente com
glaucoma primário de ângulo aberto ................................
63
RC 067 Correlação entre a fundoscopia e o OCT no siinal de
Hoyt ............................................................................................................
62
RC 091 Pseudotumor cerebral e oftamoplegia completa de
terceiro par craniano .......................................................................
63
RC 068 Glaucoma de ângulo fechado associado à pressão
intraocular normal ............................................................................
62
RC 092 Paciente com fístula carótido-cavernosa e doença de
Moyamoya ..............................................................................................
63
RC 069 Glaucoma secundário pós-catarata congênita ...............
62
RC 093 Paralisia 3º par .....................................................................................
63
RC 070 Hemorragia de disco óptico simulando glaucoma de
pressão normal em paciente hipertenso e diabético .
RC 094 Síndrome de Millard-Gubler-Foville ...................................
63
62
RC 095 Síndrome de Wolfram ...................................................................
63
RC 096 Uso da eletrofisiologia como ferramenta auxiliar no
diagnóstico de simulação ............................................................
63
RC 071 Irrigação forçada do tubo: uma alternativa para o
manejo da fase hipertensiva do implante para glaucoma de AHMED ...............................................................................
62
RC 072 Oclusão de veia central de retina em paciente com
síndrome de Posner-Schlossman ...........................................
62
RC 073 Síndrome de Axenfeld-Rieger e glaucoma tratado
tardiamente ..........................................................................................
62
RC 074 Síndrome de Schwartz-Matsuo com resolução atípica
62
OFTALMOPEDIATRIA
RC 097 Alterações oculares e sistêmicas associadas à aniridia
bilateral ....................................................................................................
63
RC 098 Associação entre síndrome de Noonan e síndrome de
Brown ........................................................................................................
63
Arq Bras Oftalmol. 2010;73(4 Supl): 70-80
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TEMAS LIVRES, PÔSTERES
E
R E L AT O S
DE
CASOS
Índice remissivo - vol. 73(4) - Suplemento
RC 099 Deficiência de vitamina A como causa de úlcera
corneana em crianças ......................................................................
63
RC 131 Uso do Pentacam na propedêutica de cisto dermóide
límbico .....................................................................................................
65
RC 100 Estafiloma peripapilar ....................................................................
63
RC 132 Vasculite orbitária de pequenos vasos ................................
65
RC 101 Manifestações clínicas e desafios diagnósticos na
síndrome de incontinentia pigmenti .................................
64
RC 102 Neurite óptica por Bartonella henselae .............................
64
RC 103 Doença de Coats ................................................................................
64
RC 104 Síndrome de Cornélia de Lange ............................................
64
ONCOLOGIA
RC 105 Características histopatológicas dos olhos enucleados
com suspeita de melanoma uveal na UFBA ....................
64
RC 106 Carcinoma espinocelular de conjuntiva metastático ...
64
PATOLOGIA EXTERNA
RC 133 Acupuntura para alívio de dor ocular crônica em
paciente com phthisis bulbi ......................................................
65
RC 134 Coristoma complexo epibulbar com apresentação
atípica .......................................................................................................
65
RC 135 Desafio diagnóstico e terapêutico em caso de esclerite
fúngica por Curvularia sp .............................................................
65
RC 136 Herpes zóster oftálmico e molusco contagioso: coinfecção em paciente HIV positivo ........................................
65
RC 137 Síndrome da pálpebra frouxa (floppy eyelid syndrome): diagnóstico tardio ........................................................
65
RC 138 Uso de ivermectina no tratamento de ftiríase palpebral ..............................................................................................................
65
RC 107 Carcinona espinocelular pigmentado de conjuntiva
em um serviço de referência ....................................................
64
RC 108 Cavernoma do nervo oculomotor ..........................................
64
RC 109 Linfoma intraocular primário ou recidiva? .......................
64
RC 110 Melanoma de corpo ciliar ...........................................................
64
RC 111 Nevo amelanótico .............................................................................
64
RC 139 Agenesia de via lacrimal alta .....................................................
65
RC 140 Alterações oftalmológicas em paciente portador da
síndrome de Waardenburg .......................................................
65
RC 141 Canaliculite após intubação de via lacrimal ....................
65
RC 142 Celulite orbitária com rápida evolução para cegueira
65
64
RC 143 Cisto ductal da glândula lacrimal infectado ...................
65
RC 116 Schwannoma orbitário ..................................................................
64
RC 144 Coloboma palpebral bilateral isolado ................................
65
RC 117 Tratamento de CEC ocular com miíase .............................
64
RC 145 Endoscopia nasal no tratamento da dacriocistocele ....
65
RC 146 Extrusão de prótese integrada em paciente com
cavidade anoftálmica ......................................................................
65
RC 147 Laceração canalicular em recém-nato: reparo com
intubação monocanalicular .........................................................
65
RC 148 Malformação de vias lacrimais em pai e filha .................
65
RC 112 Nevo fucsio-ceruleo oftalmo-maxilar ...................................
64
RC 113 Tumor vasoproliferativo idiopático da retina ................
64
RC 114 Retinoblastoma simulando outras patologias oculares .
64
RC 115 Melanoma de coróide associado a descolamento de
retina exsudativo ...............................................................................
ÓRBITA
RC 118 Acometimento orbitário na doença de Rosai-Dorfman
64
RC 119 Adenoma do epitélio não pigmentado do corpo ciliar
64
PLÁSTICA OCULAR / VIAS LACRIMAIS
RC 120 Apresentação incomum de linfoma com manifestação
extraocular .............................................................................................
64
RC 149 Melanoma de saco lacrimal em adolescente .................
65
RC 121 Baixa acuidade visual após quadro de sinusite .............
64
RC 150 Ptose palpebral após ressecção de tumor de órbita ...
65
RC 122 Complicação orbitária de implante dentário zigomático .......................................................................................................
64
RC 151 Relato de caso de adenocarcinoma de glândula lacrimal (ex adenoma pleomórfico) .........................................
66
RC 123 Doença de Rosai-Dorfman com acometimento orbitário e de seios da face ..................................................................
64
RC 152 Retração palpebral superior secundária a drenagem
de sinusite frontal .............................................................................
66
RC 124 Embolização de fístula carótido-cavernosa direta à
direita, através da artéria carótida interna esquerda ...
64
RC 153 Rotação espontânea do tarso superior bilateral floppy eyelid syndrome ...............................................................
66
RC 125 Emprego do enxerto dermolipídico em um caso de
olho cístico congênito ....................................................................
64
RC 154 Tratamento cirúrgico de blefaroptose na síndrome
da blefarofimose ................................................................................
66
RC 126 Invasão orbitária por cisto epidermóide frontal ..........
65
66
RC 127 Mucocele frontoetmoidal em imunonocompetente ..
65
RC 128 Mucocele frontoetmoidal: apresentação atípica ..........
65
RC 155 Tratamento conservador de grandes tumores espinocelulares conjuntivais, com mitomicina C tópica 0,04% ..............................................................................................
RC 129 Tumor marrom no diagnóstico diferencial de tumores de células gigantes ..........................................................
65
RC 156 Úlcera corneal e amaurose em paciente portadora de
lesão expansiva em região frontal .........................................
66
RC 130 Tumor solitário fibroso da órbita ...........................................
65
RC 157 Xeroderma pigmentoso ..............................................................
66
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TEMAS LIVRES, PÔSTERES
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CASOS
Índice remissivo - vol. 73(4) - Suplemento
PREVENÇÃO DE CEGUEIRA
RC 158 Nictalopia após cirurgia bariátrica .........................................
RC 159 Uma visão sistêmica sobre a síndrome de Marfan ......
66
RC 183 Injeção intravítrea de ranibizumabe no pré-operatório do descolamento tracional diabético grave ...........
67
66
RC 184 Maculopatia tóxica por paclitaxel ..........................................
67
RC 185 Membrana neovascular sub-retiniana ..................................
67
RC 186 Non-ischaemic central retinal vein occlusion in a
young patient associated with chronic intranasal
cocaine abuse ......................................................................................
67
RC 187 O bevacizumab (Avastin) no tratamento da retinopatia
da prematuridade: nossos primeiros resultados ..........
67
RC 188 Oclusão bilateral de artéria central da retina em
paciente HIV positivo .....................................................................
67
RC 189 Oclusão de veia central da retina bilateral secundário a deficiência de proteínas ...................................................
67
PROPEDÊUTICA
RC 160 Imagem em tumores da superfície: ultrassonografia
de alta resolução x tomografia de coerência óptica do
segmento anterior ...........................................................................
66
RC 161 Ultrassonografia em roturas de retina ................................
66
REFRAÇÃO
RC 162 Coloboma típico bilateral de íris e retina associado a
alta anisometropia ............................................................................
66
RC 163 Miopia aguda induzida por topiramato ............................
66
RC 164 Miopia degenerativa .......................................................................
66
RETINA
RC 190 Oclusão vascular bilateral em paciente glaucomatoso
e dislipidêmico ..................................................................................
67
RC 191 Papilite de Jensen ............................................................................
67
67
RC 165 Alterações da coróide após neoplasia de paratireóide
66
RC 166 Aneurismas múltiplos de retina em paciente jovem ..
66
RC 192 Ranibizumab intravítreo seguido de vitrectomia na
doença de Eales .................................................................................
RC 167 Coloboma coriorretiniano bilateral e microcórnea
unilateral .................................................................................................
66
RC 193 Ranibizumabe x bevacizumabe na telangiectasia ma
cular tipo 2 ............................................................................................
67
RC 168 Coriorretinite esclopetária .........................................................
66
RC 169 Coriorretinopatia serosa central em paciente portador de leishmaniose visceral .................................................
RC 194 Rarefação do epitélio pigmentado da retina na síndrome de Hunter .............................................................................
67
66
RC 170 Descolamento de retina seroso no paciente com sífilis
66
RC 195 Redução bilateral da espessura retiniana em pacientes
com síndrome de Alport .............................................................
67
RC 171 Doença de Coats em portador de esclerose tuberosa ..
66
RC 172 Doença de Coats: o perfil de um caso de apresentação
agressiva e prognóstico visual reservado ..........................
66
RC 173 Doença de Stargardt ......................................................................
66
RC 196 Coloboma cístico do nervo óptico ........................................
67
RC 197 Resolução de buraco macular idiopático com uso de
bevacizumab intravítreo ..............................................................
67
RC 198 Resolução espontânea de buraco macular traumático ..
68
RC 199 Retinoblastoma: prevalência hereditária pelo halótipo “C” .....................................................................................................
68
RC 200 Retinopatia diabética na gestação .........................................
68
RC 174 Eletrorretinografia multifocal em paciente com
telangiectasia parafoveal idiopática em tratamento
com ranibizumab ..............................................................................
66
RC 175 Esclerose tuberosa uma doença pouco diagnosticada ..
67
RC 201 Retinopatia em criança de quatro anos de idade com
doença falciforme .............................................................................
68
RC 176 Estrias angióides com membrana neovascular subretiniana ...................................................................................................
67
RC 202 Retinopatia em paciente portadora de hepatite C
tratada com peginterferon alfa 2A e ribavirina ............
68
RC 203 Retinopatia isquêmica grave em paciente com doença de Still do adulto .......................................................................
68
RC 204 Retinopatia por talco ......................................................................
68
RC 205 Retinopatia pós-radioterapia em linfoma não Hödgkin
orbitário ...................................................................................................
68
RC 206 Retinopatia vaso-oclusiva no LES associada à síndrome do anticorpo antifosfolípide .............................................
68
RC 207 Síndrome da distrofia de cones com ERG escotópico
supranormal e prolongado: primeiro caso descrito
no Brasil ....................................................................................................
68
RC 208 Síndrome de múltiplos pontos brancos evanescentes
associada com uveíte intermediária com uveíte intermediária ...........................................................................................
68
RC 177 Findings of ischemic maculopathy observed by spectral domain oct and fluorescein angiography in sickle
cell disease ............................................................................................
67
RC 178 Fosseta congênita do disco óptico ........................................
67
RC 179 Hemorragia pré-retiniana e membrana hialóide
tracional em miopia degenerativa numa criança de 12
anos .............................................................................................................
RC 180 Hemorragia sub-retiniana e vítrea maciça após combinação de tratamentos (Lucentis-PDT) .............................
67
67
RC 181 Hemorragia vítrea associada a membrana neovascular
sub-retiniana em paciente com estrias angióides
idiopáticas ..............................................................................................
67
RC 182 Hipoplasia foveal isolada ..............................................................
67
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TEMAS LIVRES, PÔSTERES
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CASOS
Índice remissivo - vol. 73(4) - Suplemento
RC 209 Síndrome dos múltiplos pontos evanescentes
(MEWDS) .................................................................................................
68
RC 210 Spectral domain OCT findings in a patient with serous
macular detachment secondary to optic disc pit .......
68
RC 211 Spectral domain OCT na distrofia de cones com
resposta supernormal de bastonetes ..................................
68
RC 212 Telangiectasia justafoveal tipo 2 x ranibizumab
(Lucentis®) ..............................................................................................
68
RC 213 Terapia combinada para o tratamento de DMRI exsudativa ....................................................................................................
68
RC 214 Toxoplasmose ocular mascarando sífilis ocular .............
68
RC 215 Tração vítrea sobre a mácula e OCT .....................................
68
RC 216 Uveíte secundária à tuberculose ............................................
RC 217 Vitreorretinopatia exsudativa familiar simulando
doença de Coats ................................................................................
RC 224 Trauma contuso induzindo catarata e buraco macular ..
69
UVEÍTES / AIDS
69
RC 226 Diffuse unilateral subacute neuroretinitis in the early
phase treated with albendazole ............................................
69
RC 227 Granuloma anular associado à uveíte posterior ............
69
RC 228 HIV e uveíte: a importância dos exames de rastreio
para elucidação diagnóstica .......................................................
69
68
RC 229 Iridociclite crônica juvenil idiopática versus uveíte
anterior crônica da artrite idiopática juvenil ..................
69
68
RC 230 Leptospirose ocular .........................................................................
69
68
RC 219 Corpo estranho intraocular sem hemorragia vítrea e
com visão 20/20 .................................................................................
68
RC 220 Enucleação traumática por acidente automobilístico ....
68
RC 221 Seção de nervo óptico por ferimento de arma branca
sem lesão de globo ocular .........................................................
69
RC 222 Sínquise cintilante em câmara anterior .............................
69
80
69
RC 225 Avaliação da eficácia do micofenolato de mofetila no
tratamento de uveítes refratárias a outros imunossupressores ............................................................................................
TRAUMA
RC 218 Corpo estranho intraocular .........................................................
RC 223 Tratamento cirúrgico de úlcera corneana por aspergilos secundária a trauma ocular com vegetal ......
RC 231 Toxocaríase ocular em criança de dois anos de idade ...
69
RC 232 Quadro presumível inicial de toxocaríase ocular .........
69
RC 233 Síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada ..................................
69
RC 234 Toxocaríase ocular do tipo granuloma periférico:
relato e tratamento específico .................................................
69
RC 235 Vasculite bilateral em tuberculose ocular presumida
69
VISÃO SUBNORMAL
RC 236 Cegueira bilateral secundária a astrocitoma pilocítico .
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I NSTRUÇÕES PARA A UTORES |
Os ARQUIVOS BRASILEIROS DE OFTALMOLOGIA (Arq Bras Oftalmol.) ISSN 0004-2749, órgão oficial do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, é publicado bimestralmente, tendo como objetivo registrar a
produção científica em Oftalmologia, fomentar o estudo, o aperfeiçoamento e a atualização dos profissionais da especialidade. São aceitos
trabalhos originais, em português, inglês ou espanhol, sobre experimentação clínica e aplicada, relatos de casos, análises de temas específicos, revisões de literatura, cartas ao editor ou comentários contendo
críticas e sugestões sobre as publicações, devendo ser categorizados
pelos seus autores. Artigos com objetivos meramente propagandísticos ou comerciais não serão aceitos. Todos os trabalhos, após
aprovação prévia pelos editores, serão encaminhados para análise e
avaliação de dois ou mais revisores, sendo o anonimato garantido em
todo o processo de julgamento. Os comentários serão devolvidos aos
autores para as modificações no texto ou justificativas de sua conservação. Somente após aprovação final dos revisores e editores, os trabalhos serão encaminhados para publicação. Os trabalhos devem destinar-se exclusivamente aos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, não
sendo permitida sua apresentação simultânea a outro periódico, nem
sua reprodução, mesmo que parcial, como tradução para outro idioma, sem autorização dos Editores.
Recomenda-se que os textos em português sigam as normas da Nova
Ortografia da Língua Portuguesa (2009).
As normas que se seguem foram baseadas no formato proposto pelo
International Committee of Medical Journal Editors e publicadas no
artigo: Uniform requirements for manuscripts submitted to biomedical
journals, atualizado em 2008 e disponível no endereço eletrônico http://
www.icmje.org/.
O respeito às instruções é condição obrigatória para que o trabalho
seja considerado para análise.
Todos os trabalhos, assim que submetidos à publicação, deverão ter
obrigatoriamente os seguintes formulários encaminhados à Secretaria
dos ABO pelo correio:
• cessão de direitos autorais;
• contribuição de autores e patrocinadores;
• declaração de isenção de conflitos de interesses;
• comprovante de aprovação de um Comitê de Ética em Pesquisa da
Instituição onde foi realizado o trabalho, quando referente a Artigos
Originais.
Os formulários poderão ser obtidos para impressão na página do
ABO online (www.aboonline.com.br) link Formulários e Cartas.
A falta de qualquer destes documentos implicará na retenção do
artigo na Secretaria Editorial aguardando até que os mesmos sejam
recebidos para que se dê a liberação do trabalho para análise.
PREPARO DO ARTIGO
REQUISITOS TÉCNICOS
1. O texto deve ser digitado em espaço duplo, fonte tamanho 12,
margem de 2,5 cm de cada lado, com páginas numeradas em algarismos arábicos, iniciando-se cada seção em uma nova página, na sequência: página de identificação, resumo e descritores, “abstract” e
“keywords”, texto (Introdução, Métodos, Resultados, Discussão/
Comentários), Agradecimentos (eventuais), Referências, tabelas, figuras e legendas.
2. Página de identificação: Deve conter: a) Título do artigo, em
português (ou espanhol) e Título em inglês, que deverá ser conciso,
porém informativo; b) nome completo de cada autor, sem abreviações, com o mais elevado título acadêmico e afiliação institucional
(nome completo da instituição que está filiado) ou, na falta deste, o
título obtido na própria especialidade ou nível do curso universitário.
Recomenda-se que o número de autores seja limitado a 5 para Relato
de casos e a 8 para Artigos originais; c) indicação do departamento e
nome oficial da Instituição aos quais o trabalho deve ser atribuído; d)
nome, endereço, telefone e e-mail do autor a quem deve ser encaminhada correspondência; e) fontes de auxilio à pesquisa (se houver).
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I NSTRUCTIONS TO A UTHORS
3. Resumo e descritores: Resumo em português (ou espanhol)
e Abstract em inglês, de não mais que 3.000 caracteres. Para os artigos
originais, deve ser estruturado, destacando os objetivos do estudo,
métodos, principais resultados apresentando dados significativos e as
conclusões. Para as demais categorias de artigos, o resumo não necessita ser estruturado, porém deve conter as informações importantes
para reconhecimento do valor do trabalho. Especificar cinco descritores, em português e em inglês, que definam o assunto do trabalho. Os
descritores deverão ser baseados no DeCS (Descritores em Ciências da
Saúde) publicado pela BIREME, traduzidos do MeSH (Medical Subject
Headings) da National Library of Medicine e disponível no endereço
eletrônico: http://decs.bvs.br. Abaixo do Resumo, indicar, para os Ensaios Clínicos, o número de registro na base de Ensaios Clínicos (http:/
/clinicaltrials.gov)*.
4. Texto: a) Artigos originais: devem apresentar as seguintes partes:
Introdução, Métodos, Resultados, Discussão/Comentários, Conclusões e Referências. As citações no texto deverão ser numeradas
sequencialmente em números arábicos sobrescritos, evitando-se a
citação nominal dos autores. As citações no texto deverão ser numeradas sequencialmente em números arábicos sobrescritos, devendo
evitar a citação nominal dos autores. O trabalho deverá ter no máximo
3.000 palavras, 4 imagens, 4 tabelas e conter até 30 referências; b)
Relatos de casos: devem apresentar Introdução, com breve revisão da
literatura, relato do caso, mostrando os exames importantes para o
diagnóstico e o diferencial, se houver, Comentários e Referências. Ele
deverá ter no máximo 1.500 palavras, 2 imagens, 2 tabelas e conter até
10 referências; c) Em artigos de Atualização (sobre um tema, um
método, etc.), nos de proposições teóricas, comunicações, análises
de temas específicos ou com outras finalidades, divisões diferentes
podem ser adotadas, devendo conter um breve histórico do tema,
seu estado atual de conhecimento e as razões do trabalho; métodos
de estudo (fontes de consulta, critérios), hipóteses, linhas de estudo,
etc., incluindo Referências. O manuscrito deverá ter até 4.000 palavras,
4 imagens, 4 tabelas e conter até 40 referências; d) Cartas ao Editor
devem ser limitadas a duas páginas.
5. Agradecimentos: Colaborações de pessoas que mereçam
reconhecimento mas que não justificam suas inclusões como autores
e, ou por apoio financeiro, auxílio técnico, etc.
6. Referências: Em todas as categorias a citação (referência) dos autores no texto deve ser numérica e sequencial, na mesma ordem que
foram citadas e identificadas por algarismos arábicos entre parênteses
e sobrescrito. A apresentação deverá estar baseada no formato proposto pelo International Committee of Medical Journal Editors "Uniform
Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals" atualizado em outubro de 2008, conforme exemplos que se seguem. Os
títulos de periódicos deverão ser abreviados de acordo com o estilo
apresentado pela List of Journal Indexed in Index Medicus, da National
Library of Medicine e disponibilizados no endereço: http://www.
ncbi.nlm.nih.gov/sites/entrez
Para todas as referências, cite todos os autores, até seis. Nos trabalhos
com mais autores, cite apenas os seis primeiros, seguidos da expressão et al.
EXEMPLOS
DE REFERÊNCIAS :
Artigos de Periódicos
Costa VP, Vasconcellos JP, Comegno PEC, José NK. O uso da mitomicina
C em cirurgia combinada. Arq Bras Oftalmol. 1999;62(5):577-80.
Livros
Bicas HEA. Oftalmologia: fundamentos. São Paulo: Contexto; 1991.
Capítulos de livros
Gómez de Liaño F, Gómez de Liaño P, Gómez de Liaño R. Exploración del
niño estrábico. In: Horta-Barbosa P, editor. Estrabismo. Rio de Janeiro:
Cultura Médica; 1997. p. 47-72.
Anais
Höfling-Lima AL, Belfort Jr R. Infecção herpética do recém-nascido. In: IV
Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira; 1980 Jul 28-30, Belo
Horizonte, Brasil. Anais. Belo Horizonte; 1980. v.2. p. 205-12.
9/9/2010, 12:07
Teses
Schor P. Idealização, desenho, construção e teste de um ceratômetro
cirúrgico quantitativo [doutorado]. São Paulo: Universidade Federal de
São Paulo; 1997.
Documentos Eletrônicos
Monteiro MLR, Scapolan HB. Constrição campimétrica causada por vigabatrin. Arq Bras Oftalmol. [Internet]. 2000 [citado 2005 Jan 31]; 63(5): [cerca
de 4 p.]. Disponível em: http://www.abonet. com.br/abo/abo63511.htm
Artigos de periódicos eletrônicos em pdf
Monteiro MLR, Scapolan HB. Constrição campimétrica causada por
vigabatrin. Arq Bras Oftalmol [Internet]. 2000 [citado 2005 Jan 31];
63(5):387-9. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/abo/v63n5/
9631.pdf
Artigos de periódicos eletrônicos com Digital Object Identifier (DOI)
Oliveira BF, Bigolin S, Souza MB, Polati M. Estrabismo sensorial: estudo de
191 casos. Arq Bras Oftalmol [Internet]. 2006 [citado 2009 Fev 9]; 69(1):71-4.
Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&
pid=S0004-27492006000100014&lng=en DOI 10.1590/S0004-2749200
6000100014
7. Tabelas: A numeração das tabelas deve ser sequencial, em algarismos arábicos, na ordem em que foram citadas no texto. Todas as
tabelas deverão ter título e cabeçalho para todas as colunas. No rodapé
da tabela deve constar legenda para abreviaturas e testes estatísticos
utilizados, e a fonte bibliográfica quando extraída de outro trabalho.
8. Figuras (gráficos, fotografias, ilustrações, quadros): O arquivo deve
conter a identificação das figuras, como por exemplo: Gráfico 1, Tabela
1, Figura 1. No caso de figuras desmembradas (Figura 1A, 1B) deverão
também ser identificadas uma em cada arquivo.
Os gráficos, figuras e tabelas deverão ser encaminhados em arquivo
separado do texto, apenas sendo indicada sua localização no corpo do
artigo. Apresentar gráficos simples e de fácil compreensão. Uniformizar o
tamanho e o conteúdo (corpo e formato das letras) dos gráficos e tabelas.
Fotografias e ilustrações deverão ter boa resolução e enquadramento
apenas dos elementos importantes. Preferencialmente em formato
JPG, podendo ser enviadas também em PDF, TIFF/GIF, EPS. A resolução
precisa ser acima de 300 dpi. Observar a importância do enfoque porque serão submetidas à redução para uma ou duas colunas na diagramação do texto.
Cada figura deve vir acompanhada de sua respectiva legenda em espaço duplo e numerada em algarismo arábico, correspondendo a cada
item e na ordem em que foram citados no trabalho.
Será cobrado do Autor do artigo, o excedente de imagens e tabelas
coloridas que ultrapassarem o número máximo estipulado pela revista.
9. Abreviaturas e Siglas: Devem ser, também, precedidas do correspondente nome completo ao qual se referem, quando citadas pela
primeira vez, ou quando nas legendas das tabelas e figuras. Não devem
ser usadas no título e no resumo.
Editada por
IPSIS GRÁFICA E EDITORA S.A.
Rua Dr. Lício de Miranda, 451
CEP 04225-030 - São Paulo - SP
Fone: (0xx11) 2172-0511 - Fax (0xx11) 2273-1557
Diretor-Presidente: Fernando Steven Ullmann;
Diretora Comercial: Helen Suzana Perlmann; Diretora de Arte: Elza Rudolf;
Editoração Eletrônica, CTP e Impressão: Ipsis Gráfica e Editora S.A.
Periodicidade: Bimestral; Tiragem: 7.200 exemplares
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10. Unidades: Valores de grandezas físicas devem ser referidos nos
padrões do Sistema Internacional de Unidades, disponível no endereço: http://www.inmetro.gov.br/infotec/publicacoes/Si/si.htm
11. Linguagem: É essencial que o trabalho passe previamente por
revisão gramatical, evitando-se erros de concordância, pontuação, etc.
Quando o uso de uma palavra estrangeira for absolutamente necessário, ela deve aparecer entre aspas (exceto a expressão et al, na referência). Agentes terapêuticos devem ser indicados pelos seus nomes genéricos evitando-se, tanto quanto possível, as citações de marcas comerciais; cabe(m) ao(s) autor(es) a responsabilidade por elas.
Quando forem citados instrumentos e/ou aparelhos de fabricação
industrial é necessário colocar o símbolo (sobrescrito) de marca registrada ® ou ™.
ENVIO DO TRABALHO
Os trabalhos deverão ser enviados pelo sistema de gerenciamento
eletrônico de artigos científicos disponível no endereço eletrônico
www.aboonline.com.br.
Após as correções sugeridas pelos revisores, a forma definitiva do
trabalho deverá ser encaminhada online (ícone "trabalho com as modificações") acompanhada de carta indicando as modificações realizadas
ou o motivo pelos quais não estão sendo incorporadas. Artigos ressubmetidos que não vierem acompanhados da carta aos revisores ficarão
retidos aguardando o recebimento da mesma.
*Nota importante: Os Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, em
apoio às políticas para registro de ensaios clínicos da Organização
Mundial de Saúde (OMS) e do International Committee of Medical
Journal Editors (ICMJE), reconhecendo a importância dessas iniciativas
para o registro e divulgação internacional de informação sobre estudos
clínicos, em acesso aberto, somente aceitará para publicação os artigos
de pesquisas clínicas que tenham recebido um número de identificação em um dos Registros de Ensaios Clínicos validados pelos critérios
estabelecidos pela OMS e ICMJE, disponível no endereço: http://
clinicaltrials.gov, no site do Pubmed (www.pubmed.com) ou no registro do SISNEP - http://portal.saude.gov.br/sisnep/pesquisador.
O número de identificação deverá ser registrado ao final do resumo.
Mais informações e detalhamentos estão no endereço eletrônico www.aboonline.com.br - <Informações aos Autores>
subitem <Instrução para Submissão online>.
Endereço para correspondência:
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R. Casa do Ator, 1.117 - 2º andar Vila Olímpia - São Paulo - SP CEP 04546-004
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OFTALMOLOGIA
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Fone: (5511) 3266-4000 - Fax: (5511) 3171-0953
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