Diapositivo 1

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Biomateriais II
Sistemas de Libertação Controlada de Fármacos =
SLCF
(drug delivery systems)
(continuação)
Fátima Vaz
Mecanismos de activação
Estímulo
Hidrogel
Mecanismo
pH
hidrogel ácido ou básico
mudança pH – inchamento- libertação
Iónico
hidrogel iónico
variação de concentração de iões – libertação
Magnético
partículas magnéticas em
campo magnético – alt. poros gel - libertação
microesferas de alginatos
térmico
hidrogel c/ resposta térmica
Eléctrico
hidrogel electrolítico
Ultra-sons
hidrogel etileno-vinil
variação T – polímero altera-se – libertação
campo eléctrico - carga membrana – libertação
ultrasons- T aumenta - libertação
Sistemas de entrega regulados externamente
‰ campos magnéticos – o campo magnético controla a taxa de libertação
através da variação da posição, orientação e força magnética dos materiais
embebidos no polímero ou alterando a amplitude e frequência do campo
magnético.
¾Ex: esferas de aço magnético numa matriz
¾Aplicação de campo magnético ⇒ esferas oscilam no interior da matriz
⇒ forças de compressão e tracção (≈ bomba) ⇒ libertação
‰Campo eléctrico – presença ou ausência de campo eléctrico altera o pH ⇒
erosão do polímero
™produção de iões OH que aumenta o pH local ⇒ quebra de ligações de
H entre os monómeros
‰temperatura – hidrogéis sofre transformação de fase a Tc
9acima de Tc não há libertação
‰Ultra-sons – cadeias poliméricas tornam-se desordenadas ⇒ substâncias
activas libertam-se
‰pH
‰Radiação – absorção de radiação em certos comp de onda
-Interação entre a luz e um material que absorva luz em comp de
onda específicos
-Material usa a energia absorvida para controlar a libertação
- material compósito = nanocápsulas + hidrogel
-Nanocápsulas = fina camada de ouro com material dieléctrico no
interior
-Variações na espessura , diâmetro ⇒ propriedades ópticas
sintonizadas para vísivel e infravermelho
-Hidrogel vai ter o espectro de absorção das nanocápsulas
Tratamento da diabetes
Diabetes = acumulação excessiva da glicose
Objectivo = reacção da glicose da corrente sanguínea com a glicoseoxidase ⇒ pH baixa ⇒ aumento das dimensões do sistema polimérico
⇒libertação de insulina
1) Matriz polimérica + insulina rodeadas por membrana c/ glicoseoxidase.
as alterações do pH resultantes da reação do meio com a
membrana ⇒ biodegradação e libertação de insulina
2) Insulina mais solúvel em meio ácido. Introdução de glicose-oxidase
em polímero ⇒ diminuição do pH na proximidade do polímero devido à
conversão da glicose em ácido glucónico
Reacção da glicose com a enzima glicose-oxidase imobilizada em
membranas poliméricas
Como resultado da reacção o pH baixa provocando o inchamento (ou
contracção) do polímero e consequente libertação de insulina
Reservatório de insulina envolvido em polietilenoglicol, que tem no
interior glicose oxidase.
Devido à variação de pH causada pela conversão da glicose em ácido
glucónico o hidrogel contrai e liberta insulina
Sistema de dupla membrana
‰ membrana 1 – sensível à glicose
‰ membrana 2 – sensível ao pH
Glicose + glico-oxidase = ácido glucónico
Membrana 2 permite a libertação da insulina
Sistemas sensíveis a estímulos duplos
Hidrogeis degradam-se na presença de 2 enzimas
Só uma enzima – não se degradam
3. Reacção química
- micro-partículas biodegradáveis
- veículos poliméricos com ligações degradáveis
•
Fármaco disperso num polímero biodegradável sob forma de
partículas. As cadeias poliméricas podem ser degradadas por
hidrólise PLA e PLGA (aprovado pela FDA)
•
Fármaco disperso num polímero bioerodível sob a forma de
partículas. Um grupo pendente hidrofóbico pode ser hidrolisado
tornando-se o polímero solúvel em água
•
Fármaco quimicamente ligado nas moléculas poliméricas. Polímero
solúvel em água. Aplicado clinicamente na Europa
Mecanismo de reacção química:
A- moléculas pequenas
B- erosão total
C- difusão controlada ou erosão controlada
A- moléculas pequenas
O agente activo está ligado covalentemente ao polímero biodegradável e
é libertado através da “quebra” (hidrólise) da ligação química covalente
B- erosão total
O agente activo está num núcleo e está rodeado de membrana
bioerodível e que controla o processo
C- difusão controlada ou erosão controlada
O agente activo está disperso num polímero bioerodível e a sua
libertação é controlada por :
ou difusão
ou difusão + erosão
ou erosão
Aplicações:
A- moléculas pequenas – implantes subcutâneos ou injectado via
intravenosa –
Ex: esteróides contraceptivos – esteróide é libertado por
hidrólise da ligação carbonato
B- erosão total – núcleo bioerodível – velocidade de difusão cte
Ex: contraceptivos
C- difusão controlada ou erosão controladaEx:
- PLA, PGA e PLGA (micro ou nanoesferas)
- poliortoésters
Degradação em volume vs superficial
™polímeros biodegradáveis degradam-se por hidrólise das cadeias em
fragmentos sucessivamente menores
™Fragmentos são biologicamente aceitáveis
™ são reduzidos a CO2 e água e eliminados por vias naturais
Hidrólise do material de base =
Degradação em massa a)
Superficial = Degradação
superficial b)
Sistemas biodegradáveis ⇒ não é necessário ser operado para remoção
após tratamento
Biodegradáveis – degradam-se em fragmentos por processos biológicos do
organismo (Ex: acção das enzimas)
degradação por hidrólise
Bioabsorvidos – Ex: PLGA - velocidade de degradação controlada pela
composição do PLGA
Microesferas e nanoesferas
ƒMicroesferas = dimensões 1-100µ m
ƒNanoesferas – 1-100 nm
ƒlibertação de macromoléculas
ƒPolímeros biodegradáveis ou não biodegradáveis
ƒpossibilidade de administração por injecção
ƒCaso seja necessário terminar prematuramente o
tratamento ⇒ díficil a remoção
Sistemas de libertação :
Libertação a tempo determinado
Libertação como resposta ao meio local – AUTO- REGULAÇÃO
Sistemas de entrega pulsada ou pré-programada
Libertação de agente de forma pré-programada devido ao desenho
inicial do sistema
Matriz multicamada : uma camada com medicamento
outra camada sem nada
Matriz é revestida com membrana impermeável
Agente activo só se liberta durante a degradação do polímero da matriz
⇒ Matriz polimérica é vulnerável à hidrólise ou biodegradação por um
componente do meio
Biosensores
sistemas de monitorização e de libertação de fármacos:
•microship de sílicio que pode conter até 10 tipos de fármacos;
libertação é controlada pela taxa de dissolução da membrana que
envolve o sistema
• biochips que detectam ferimentos, vigiam o metabolismo e
detectam determinadas substâncias
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