ISBN 978-85-8015-053-7 Cadernos PDE VOLUME I I Versão Online 2009 O PROFESSOR PDE E OS DESAFIOS DA ESCOLA PÚBLICA PARANAENSE Produção Didático-Pedagógica SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO SUPERINTENDÊNCIA DA EDUCAÇÃO DIRETORIA DE POLÍTICAS E PROGRAMAS EDUCACIONAIS PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ – UNIOESTE – CAMPUS CASCAVEL PRODUÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA UNIDADE DIDÁTICA TOLEDO - PR 2009 NORIMAR PEDRO GATTO DENGUE PARA COMBATER TEMOS QUE CONHECER E NOS UNIR. Produção didático-pedagógica apresentada ao Curso PDE – Plano de Desenvolvimento Educacional 2009, promovido pela SEED, na área de Biologia, sob a orientação do professor Luis Francisco Angeli Alves. TOLEDO– PR 2009 APRESENTAÇÃO AOS DOCENTES DE BIOLOGIA Caros professores de Ciências e Biologia do Ensino Básico. A presente Produção Didático-pedagógica, tem por objetivo principal, orientar os alunos e seus familiares sobre a dengue, doença que pode levar a óbito e de fácil transmissão dentro da família, já que o mosquito vetor do vírus, se multiplica com rapidez, quando cuidados básicos não são tomados nas moradias. Não é objetivo deste trabalho o tratamento da doença, mas sim, as medidas profiláticas para evita-la. Medidas que podem ser facilmente aplicadas em todas as escolas e expandidas para todas as residências da comunidade. As atividades e experimentos desta Produção Didático-pedagógica tentam tornar as aulas agradáveis e atrativas levando em consideração, a participação e aprendizado, além da prática social. Boa leitura e bom trabalho. DENGUE – PARA COMBATER TEMOS QUE CONHECER E NOS UNIR. Doenças como dengue e febre amarela, sempre foram consideradas enfermidades de clima equatorial ou tropical, já que seus vetores, Aedes egypti e Aedes albopictus, são artrópodes, da classe Insecta e ordem Díptera, com adaptação para clima quente. O avanço dessas enfermidades para áreas geograficamente subtropicais, nos chamam atenção a algumas hipóteses, como a do aquecimento global e a adaptação dos vetores de vírus e protozoários em zonas temperadas, na relação com a temperatura. O fato principal é que, independentemente das hipóteses citadas, estas doenças estão atingindo todo o Brasil e boa parte da América do Sul. 1. A CHEGADA DA DENGUE À AMÉRICA 1.1 Como a dengue chegou até nós? Os registros históricos da dengue e febre amarela nos transportam a séculos atrás. Segundo Storer (2002), “Muitas espécies de animais têm sido transportadas pelo homem a regiões onde não eram nativas, algumas deliberadamente e outras acidentalmente”. A citação nos remete ao estudo histórico da presença do Aedes no Brasil. Procurando saber mais O Aedes aegypti, transmissor de dengue e de febre amarela urbana é, provavelmente, originário da África Tropical, tendo sido introduzido nas Américas durante a colonização. Atualmente encontra-se amplamente disseminado nas Américas, Austrália, Ásia e África.(FUNASA , 2001). O mesmo documento, nos mostra, que o primeiro registro de epidemia de febre amarela, doença também provocada pela inoculação de saliva contaminada pelo vírus através da picada do mosquito Aedes, aconteceu em 1685, na cidade de Recife em Pernambuco, o que faz supor que o vetor da dengue e febre amarela urbana, tenha sido trazido através de navios negreiros da África para o Brasil. Já para a Dengue, doença em questão, COSTA (2001), nos remete às primeiras epidemias: - Epidemia na Ilha de Java em 1779. - Epidemia nos Estados Unidos em 1780. - Epidemia no Continente Europeu em 1784. - Epidemia em Cuba em 1782. No Brasil, o mosquito Aedes aegypti, foi eliminado de muitas cidades no início do sec. XX, com a utilização de inseticidas. Porém essa não é a melhor medida inclusive para a saúde humana. No início dos anos oitenta, uma epidemia em Boa Vista, Roraima nos trouxe de volta o problema, como nos conta Andrade: Procurando saber mais ...Quando a dengue voltou a ser registrada no Brasil, depois de mais de 50 anos sem notificação, foi uma epidemia em Boa Vista, Roraima (1981 – 1982 ) que durou mais de um ano acometendo 12.000 pessoas (MARZOCHI, 1994). O índice predial chegou a ser de 80% ( DUARTE, 1998). Por muito menos ( com índices prediais de 3%), em 1978 uma epidemia em Cingapura provocou 384 casos de dengue hemorrágica e síndrome de choque da dengue. Como direcionar as comunidades para a tolerância zero? ( ANDRADE, C.F.S. de, O Papel da Sociedade no Controle da Dengue – Palestra). Na atualidade, o principal vetor (A. aegypti), é encontrado em todos os Estados brasileiros, e a educação tem sido a ferramenta mais clássica de trabalho com as comunidades nos diz ANDRADE (2002). Você sabia que ... O primeiro relato de caso semelhante à dengue foi registrado numa enciclopédia chinesa da dinastia Chin (265 a 420 a.C.). Por achar que a doença estava associada a insetos, eles denominaram de veneno da água. Atividade 1 Debata com seu colega a seguinte afirmação: “A dengue é uma doença tão antiga, e na qual, a maioria das pessoas já está informada, mas ela reaparece todo ano por descuido da população”. 1.2 O mosquito transmite o vírus da dengue para os seres humanos. Mas o que é um vírus? Todos os vírus são agentes infecciosos de células, pois dependem do metabolismo celular para se reproduzir. Por isso, são considerados como parasitas intracelulares obrigatórios. Segundo Amabis (2004), a maioria dos vírus mede menos de 200 nm, podendo ser observados apenas no microscópio eletrônico. Os vírus são diferentes de outros seres vivos, não apenas pelo fato de não conseguirem se reproduzir sozinhos, mas também por serem acelulares. Basicamente são formados por uma cápsula protéica e um tipo de ácido nucléico. Portanto, os vírus podem ser de RNA ou de DNA. Para melhor compreensão dos vírus que provocam a dengue e a febre amarela, estes são respectivamente vírus de RNA, de cadeia simples e de cadeia +(positiva). Importante salientar que os vírus causadores de febre amarela e dengue são considerados arbovírus (arthropod borne vírus), pois antes da contaminação humana, eles passam pelo aparelho bucal de insetos hematófagos. Observamos também que após o processo de contaminação, os vírus utilizam células de seus hospedeiros para replicação de seu material genético, e geralmente levam as células parasitadas à morte. 2. SINTOMAS DA DENGUE A dengue tem sido caracterizada como uma enfermidade febril agudo com duração em torno de 10 dias. É também chamada de febre quebra-ossos pois classicamente produz dores nas articulações, dores de cabeça, dores retro-orbitais, mialgias, fraqueza e prostração. As epidemias no Brasil têm produzido como sintomas associados vômitos, diarréia, manchas avermelhadas na pele e em 20 a 35% dos casos, alterações hemorrágicas. Dependendo da forma como se apresenta, a dengue é ainda classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como Dengue Clássica (DC), Dengue Hemorrágica (DH) ou Síndrome de Choque da Dengue (SCD). De qualquer forma, o agente causal é sempre o mesmo, um vírus pertencente ao gênero Flavivirus (Flaviviridae), atualmente classificado por sorologia em quatro tipos (Soropositivos DEN-1,2,3 e 4) que possuem por sua vez subtipos (ANDRADE, 1999). Os vírus que provocam a febre amarela são classificados na família Flaviviridae e pertencem ao gênero Flavivírus. Quanto aos vírus que provocam a dengue, também considerados arbovírus e pertencem a mesma família (Flaviviridae) e ao mesmo Gênero (Flavivírus) do parasita da febre amarela, porém, no caso da dengue existem quatro tipos de sorotipos: DEN 1, DEN 2, DEN 3 e DEN 4. Fica evidente que a fabricação de uma vacina é difícil para o caso da dengue, pois teria que encampar cepas de quatro sorotipos. Já no caso da febre amarela, a vacina foi fabricada, pois existe apenas um tipo de vírus. Figura I – Vírus da dengue Aumento: 50.000 vezes Disponível em: http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.combateadengue.com.br/wp-content/uploads/2007 /09/ estrutura- Atividade 2 Procurem em livros, revistas e na NET, figuras ilustrativas e fotos de tipos diferentes de vírus. 3. RECONHECENDO O AEDES AEGYPTI Aedes aegypti é o mosquito vetor de todos os tipos de dengue, além da febre amarela humana. As duas espécies são consideradas insetos alados da ordem Díptera, subordem Nematocera e Família Culicidae, definida assim por Storer: “Mosquitos. Delgados, delicados; probóscide longa e picadora em fêmeas; corpo corcunda; asas franjadas por escamas; larvas com cabeça grande, abdome longo e sifão respiratório, aquáticas; machos adultos sugam sucos de plantas; fêmeas adultas principalmente sugadoras de sangue de aves, mamíferos e homem; abundantes, desagradáveis, alguns transmitem moléstias sérias; 1500 espécies.”(STORER, 2002). Atividade 3 Classifique o mosquito dentro da nomenclatura zoológica e tendo como comparativo o cão doméstico: Mosquito Cão doméstico: Reino – ______________ Reino - Animália Filo –___________ Filo - Chordata Classe –________ Classe - Mamália Ordem –_________ Ordem - Carnivora Subordem –_____________ Subordem - Família –__________ Família - Canidae Gênero –_______ Gênero - Canis Espécie - Aedes aegypti Espécie – Canis familiaris 3.1 Como podemos diferenciar os insetos quanto ao seu desenvolvimento? No aspecto de morfologia externa, os insetos se caracterizam por um corpo com exoesqueleto quitinoso e dividido em três partes: Cabeça, tórax e abdome. Na cabeça, aparece um par de órgãos sensoriais chamados antenas, um par de olhos compostos e um aparelho de alimentação (peças bucais), que no caso da ordem Díptera são chamadas de sugadoras. O tórax dos insetos possui três pares de patas articuladas para andar, correr e pular e nenhum, um, ou dois pares de asas. No caso da ordem díptera, as asas posteriores são atrofiadas, ou seja, possuem apenas um par de asas membranosas ativas. No abdome encontram-se os órgãos de digestão, reprodução, circulação e respiração. 3.2 Tipos de desenvolvimento de insetos Quanto aos tipos de desenvolvimento, os insetos podem ter desenvolvimento direto ou indireto. No caso de desenvolvimento direto (ametábolos), do ovo emerge um indivíduo muito semelhante ao adulto. Nos casos de desenvolvimento indireto os insetos podem ser hemimetábolos definido por Amabis (2004) como, quando “as formas jovens já têm muitas semelhanças com os adultos e essa semelhança torna-se maior a cada muda. Os estágios de desenvolvimento dos insetos hemimetábolos são denominados ninfas”. Figura 2 – Desenvolvimento de insetos (hemimetábolos) Fonte:<TTP://www.kireipragas.com.br/barataciclo.gif> Em relação ao Gênero Aedes, os mosquitos vivem a fase larvária em água parada e quando emergem da pupa são alados e suas fêmeas com hábito alimentar hematófago. A esquematização abaixo, nos mostra o ciclo de vida do Aedes (holometábolo). Figura 3 – Desenvolvimento de insetos (holometábolos) Fonte:<TTP://www.dombosco.com.br/curso/estudemais/biologia/imagens/artrop_q24.jpg> Procurando saber mais? Nos insetos holometábolos (do grego holos, total), o indivíduo que eclode do ovo é um pequeno ser vermiforme, de corpo segmentado, sem olhos compostos nem asas e que pode ou não ter pernas. Essa fase vermiforme, chama-se larva, passa por um certo número de mudas, que varia entre as espécies, até produzir um exoesqueleto relativamente duro, transformando-se em pupa. (AMABIS, 2004). Atividade 4 Material: Livros de biologia da biblioteca escolar. 1) Vamos definir, quanto ao metabolismo, alguns insetos? (Assinale com X). Traça: ( ) Ametábolos ( ) Hemimetábolos ( ) Holometábolos Borboleta: ( ) Ametábolos ( ) Hemimetábolos ( ) Holometábolos Gafanhoto: ( ) Ametábolos ( ) Hemimetábolos ( ) Holometábolos Besouro: ( ) Ametábolos ( ) Hemimetábolos ( ) Holometábolos Mosquito: ( ) Ametábolos ( ) Hemimetábolos ( ) Holometábolos Observe as imagens abaixo e veja o desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti: Figura 3 – Ovos de Aedes – Aumento:30x. Fonte:<http://www.fiocruz.br/ccs/media/memo_dengue2.jpg> Figura 4 – Estágio larvário do Aedes aegypti Fonte:http://www.fiocruz.br/ioc/media.jpg Figura 5 – Pupa do Aedes. Fonte:<http://www.arbovirus.health.nsw.gov.au/areas/arbovirus/mosquit/photos/aedes_aegypti_pupa.jpg> Figura 6 – Fêmea do Aedes sobre a pele humana. Fonte: <http://www.fiocruz.br/ioc/media/aedes_genilton_1.jpg 2) Agora que você acompanhou as imagens do desenvolvimento do A. aegypti, defina-o quanto ao seu desenvolvimento. Você sabia que... As fêmeas do Aedes aegypti ( mosquito da dengue) são hematófagas ou seja, se alimentam de sangue. Fazem isso, porque precisam de proteínas específicas para maturar seus ovos e assim perpetuar a espécie. Atividade 4.1 Aula prática de laboratório de biologia. O reconhecimento da fase larvária a A. aegypti é importante, pois permitirá a detecção e eliminação de possíveis focos em nossas residências. Para reconhecer a larva, precisamos de contato prático com ela, além de comparativo de outras larvas. Justificativa: As larvas de A. aegypti se diferem de outras espécies de mosquito no comportamento e na morfologia. Para que possamos identificar focos, precisamos conhecer a larva e não confundi-la com outras espécies. Objetivo: Identificar a larva de A. aegypti, buscando entender sua morfologia e seu comportamento. Material: Lupa estereoscópica Larvas e pupas de A. aegypti obtidas junto a Vigilância Sanitária do Município. Água destilada. Seringas descartáveis. Algodão. Placa de Petry. Tubos de ensaio. Métodos: Utilizando a seringa descartável, sugar as larvas do tubo de ensaio (amostras da Vigilância Sanitária). Após esse procedimento, preparar a placa de petry com 5 ml de água destilada e fibras de algodão. Levar o conteúdo até a lupa estereoscópica e observar. Resultados: Após a aula, teremos que conseguir identificar uma larva, identificar a pupa e compreender o comportamento da larva quanto a luminosidade e sua respiração. Você sabia que... Combater o mosquito da dengue reconhecendo e eliminando a larva, é mais fácil que o combate ao mosquito adulto, pois a larva não se desloca de seu habitat aquático, enquanto o mosquito adulto pode se deslocar centenas de metros. Atividade 5 Atividade prática no laboratório de informática. Aula: O mosquito e sua ecologia. Tema: Dengue – Erradicação do mosquito Aedes ou prevenção nas nossas residências? Mídias utilizadas: a) filme – Ciclo de vida e adaptação do mosquito Aedes (FIOCRUZ). b) Recorte de fundamentação teórica PDE. (abordagem ecológica do mosquito). c) Imagem (Google), mostrando a prevenção natural. Tarefa Para que possamos entender bem os fatores biológicos que envolvem a proliferação do mosquito Aedes, assistiremos a um vídeo da FIOCRUZ. Para isso, acessem o hiperlink abaixo. Basta colocarem o cursor do mouse sobre o link, apertarem a tecla Ctrl e clicarem do lado esquerdo do mouse. http://www.youtube.com/watch?v=GKH2o1gKzLc&NR=1 O filme relata o ciclo de vida do Aedes, e tem duração de 9 minutos. Façamos agora, a leitura do recorte “abordagem ecológica do Aedes”. Da abordagem ecológica Sendo o Aedes aegypti um inseto exótico, se adaptou rapidamente ao clima tropical e úmido de nosso País, pois encontrou clima adequado, alimentação farta e condições para sua reprodução. Segundo o Ministério da Saúde (2001), as fêmeas se alimentam mais freqüentemente de sangue, servindo como fonte de repasto, a maior parte dos animais vertebrados, mas mostram marcada predileção pelo homem (antropofilia). Apesar de parecer para um leigo, ser estranho um animal se alimentar de sangue, os mosquitos hematófagos, só sugam sangue porque precisam de proteínas específicas para o desenvolvimento de seus ovos. Portanto, é um instinto de manutenção da espécie. Sabe-se que o sangue não é o único alimento do mosquito Aedes, assim como os machos desse gênero, as fêmeas também se alimentam de seiva vegetal. Importante também, e devemos deixar claro que, para o equilíbrio de todas as teias alimentares são necessárias relações, as quais podem ser consideradas harmônicas ou desarmônicas para a visão humana. Segundo STORER, (2005) o parasitismo primário realizado pela fêmea do Aedes para obter proteínas, deve ser considerado como uma relação ambiental e não como “maldade” do inseto. Segundo as instruções para pessoal de combate ao vetor do Ministério da Saúde(2001), esta relação desarmônica acontece da seguinte forma: Em geral, a fêmea faz uma postura após cada repasto sanguíneo. O intervalo entre a alimentação sanguínea e a postura é, em regra, de três dias, em condições de temperatura satisfatórias. Com freqüência, a fêmea se alimenta mais de uma vez, entre duas sucessivas posturas, em especial quando perturbada antes de totalmente ingurgitada (cheia de sangue). Este fato resulta na variação de hospedeiros, com disseminação do vírus à vários deles. (FUNASA, 2001). Importante salientar que, o mosquito Aedes encontrou adaptação em território brasileiro, principalmente nas cidades, pois seus predadores, répteis, anfíbios, peixes e crustáceos estão diminuindo em população, tendo em vista a ação humana através da poluição, mudanças climáticas e ignorância quanto aos fatores de equilíbrio ambiental. Norimar Pedro Gatto. Observe a imagem abaixo: Figura 1 – O equilíbrio natural através dos animais. Fonte: http://www.ra-bugio.org.br/images/anfibios/anf_vd_06g.jpg Abra agora o editor de textos de seu computador, leia as orientações abaixo e responda as perguntas. Após assistir o vídeo da FIOCRUZ, ler o recorte do trabalho sobre a abordagem ecológica e analisar a imagem do sapo se alimentando de um inseto, discuta com seus colegas e responda: 1) Podemos tentar manter o equilíbrio ecológico, ou devemos tentar exterminar o mosquito A. aegypti? 2) Você acredita que depois de adaptação do A. aegypti no Brasil, nós poderíamos acabar com ele, sem prejuízo à saúde humana (uso de inseticidas)? 3) Ações em nossas residências ao evitar a reprodução do mosquito, poderão evitar a proliferação da dengue? Atividade 6 Fazendo uma armadilha contra a dengue: Para finalizar nosso estudo sobre a dengue, temos que ter em mente que todo o conhecimento humano deve ser socializado, buscando assim, a melhoria da qualidade de vida de nossa comunidade. Que tal tentarmos fazer uma “armadilha”, buscando diminuir o índice de infestação por mosquitos Aedes nas nossas casas? Material e orientação para confecção da armadilha para aprisionar larvas de mosquito da dengue. Atenção: Os passos abaixo, não são apenas uma “receita” para armadilha de larvas do mosquito A. aegypti, sendo que, cada ilustração foi feita, baseada em testes com diversos tipos de materiais. Portanto, antes de colocar em prática, tente eliminar “focos” naturais em sua residência, pois de nada adiantará uma armadilha, se o mosquito continuar se reproduzindo em outros focos como: Garrafas vazias com o gargalo para cima, calhas que acumulam água da chuva, recipientes que acumulam água, vasos de flores, ralos que acumulam água, etc. Materiais: 1 – Uma garrafa tipo pet vazia de 2 litros ou mais. 2 – Lacre da tampa da garrafa pet. 3 – Tela de proteção para mosquitos 3×3cm. 4 – Uma tesoura com ponta. 5 – Lixa para madeira com 4×5cm. 6 – Quatro grãos de arroz e uma unidade de ração de gatos. 7 – Rolo de fita isolante. Obs: Uma régua escolar pode ser necessária. Métodos e informações complementares 1 – A garrafa pet deve ser escura, pois tanto a fêmea do A. aegypti quanto sua larva, preferem locais sombreados A larva inclusive, possui fotofobia, pois quando em presença de muita claridade tenta se esconder. Sendo de 2 litros ou mais, a garrafa oferece maior amplitude de espaço para a multiplicação de larvas e coleta para identificação do foco. 2 – Lacre: Será utilizado para fixar a tela no gargalo da garrafa. 3 – Tela mosqueteira: A tela tem orifícios pequenos, e garante que o mosquito não irá passar por ela. Muitas pessoas utilizam o tule nas armadilhas para a larva do mosquito, porém, a tela por ter orifícios menores, garante que o mosquito, quando na fase adulta não escape da garrafa. Obs. Se for utilizado o tule, a cada vez que lavar a armadilha (assepsia) o tule deve ser trocado. 4 – Tesoura: Deve ser uma tesoura afiada e com ponta, que permita a perfuração da garrafa pet. 5 – Lixa para madeira: Permitirá que a armadilha seja lixada internamente. As fêmeas do A. aegypti conseguem “perceber” o melhor ambiente para a postura de seus ovos. Elas preferem ambientes ásperos e úmidos, assim, lixar a armadilha no seu interior permitirá que, a água evaporada permaneça nos sulcos além de o ambiente se tornar áspero. 6 – Quatro grãos de arroz e uma unidade de ração para gatos: Através de testes anteriores com armadilhas, observamos que rações com gordura (lipídios), não oferecem atrativos para a fêmea do A. aegypti fazer ovipoição. O arroz é utilizado por ser seco e com grande quantidade de carboidrato, permitindo assim, a nutrição de futuras larvas. A unidade de ração para gatos (apenas uma), permitirá que o local ofereça proteínas às larvas. ATENÇÃO: Não utilize ração de cães. 7 – Fita isolante: Permitirá que você lacre as duas partes da armadilha. Com o material ao alcance: Agora é com você. “Mãos a obra”. A – Corte a parte de cima da garrafa fazendo um funil. B - O Funil está pronto. C - Faça a medida da altura do funil (ideal é de 13 cm). D - Agora faça a medida de 16 cm desde o fundo da garrafa e trace uma linha. E - Corte a parte do meio (ela será descartada). F – Lixe a parte interna no funil até sentir que está áspera. G – Cubra o gargalo com a tela. H – Pegue o lacre da garrafa. I - Coloque o lacre sobre a tela fazendo uma espécie de rede. J - Corte o excesso de tela. K – Coloque os grãos e a unidade de ração para gatos no fundo da armadilha. L – Coloque o funil sobre o fundo e vede as bordas com fita isolante. M – Agora só falta algo muito importante. N – Encha com água até 3 cm inferior a borda do funil. Obs.: Podemos utilizar água de torneira, porém a água da chuva coletada ao relento será melhor, pois não possui aditivos. ATENÇÃO: Coloque a armadilha em local sombreado (nunca coloque ao sol). ATENÇÃO: Lembre-se que a armadilha deve ser desmontada e higienizada a cada 4 DIAS com água e hipoclorito de sódio a 3% (água sanitária comercial). Esfregue bem a parte interna e deixe secar bem ao sol. Depois monte novamente e boa prevenção contra a dengue. 4. REFERÊNCIAS AMABIS, José Mariano. Biologia – Biologia dos organismos. v. 2 – 2º ed. –São Paulo: Moderna, 2004. ANDRADE, Carlos Fernando S. de, Dengue – O Controle da Enfermidade pelo Controle Social. Disponível em HTTP://www.id.unicamp.br/profs/eco-aplicada Acesso em 18 e 19 set. 2009. ANDRIES, S. - Histórico. Instituto Virtual da Dengue do Estado do Rio de Janeiro. Disponível em HTTP://www.ivdrj.ufrj.br/histórico.htm Acesso em:19 set. 2009. ARROYO, M. G. A função do ensino de ciências. Em Aberto, v. 7, nº 40. Out./Dez. Brasília, 1988. ASTOLFI, J. P. A didática das ciências. Campinas: Papirus, 1991. BARNES, R. D. Zoologia dos invertebrados. São Paulo: Roca, 1984. GASPARIN, J. L. Uma didática para a pedagogia histórico-crítica. Campinas: Autores Associados, 2002. MARIANO, Zilda de Fátima. SCOPEL, Iraci e SILVA, Jesiel Sousa – HYGEIA, Revista Brasileira de Geografia Médica e Saúde – Ed. Junho 2008. MINISTÉRIO DA SAÚDE, Manual de Normas Técnicas – Dengue, Instruções Para Pessoal de Combate ao Vetor. FUNASA – 3. Ed., rev. – Brasília: Fundação Nacional da Saúde, 2001. ODUM, E. Ecologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1988. PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares de Biologia para o Ensino Médio. 2008 STORER, T. et al Zoologia geral. São Paulo: Companhia Nacional, 2002. THOMAS, K. O homem e o mundo natural: mudanças de atitude em relação às plantas e aos animais. São Paulo: Companhia das Letras. 1988. 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