volume ii

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ISBN 978-85-8015-053-7
Cadernos PDE
VOLUME I I
Versão Online
2009
O PROFESSOR PDE E OS DESAFIOS
DA ESCOLA PÚBLICA PARANAENSE
Produção Didático-Pedagógica
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
SUPERINTENDÊNCIA DA EDUCAÇÃO
DIRETORIA DE POLÍTICAS E PROGRAMAS EDUCACIONAIS
PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ – UNIOESTE –
CAMPUS CASCAVEL
PRODUÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA
UNIDADE DIDÁTICA
TOLEDO - PR
2009
NORIMAR PEDRO GATTO
DENGUE
PARA COMBATER TEMOS QUE CONHECER E NOS UNIR.
Produção didático-pedagógica apresentada
ao Curso PDE – Plano de Desenvolvimento
Educacional 2009, promovido pela SEED, na
área de Biologia, sob a orientação do
professor Luis Francisco Angeli Alves.
TOLEDO– PR
2009
APRESENTAÇÃO AOS DOCENTES DE BIOLOGIA
Caros professores de Ciências e Biologia do Ensino Básico.
A presente Produção Didático-pedagógica, tem por objetivo principal, orientar
os alunos e seus familiares sobre a dengue, doença que pode levar a óbito e de fácil
transmissão dentro da família, já que o mosquito vetor do vírus, se multiplica com
rapidez, quando cuidados básicos não são tomados nas moradias.
Não é objetivo deste trabalho o tratamento da doença, mas sim, as medidas
profiláticas para evita-la. Medidas que podem ser facilmente aplicadas em todas as
escolas e expandidas para todas as residências da comunidade.
As atividades e experimentos desta Produção Didático-pedagógica tentam
tornar as aulas agradáveis e atrativas levando em consideração, a participação e
aprendizado, além da prática social.
Boa leitura e bom trabalho.
DENGUE – PARA COMBATER TEMOS QUE CONHECER E NOS UNIR.
Doenças como dengue e febre amarela, sempre foram consideradas
enfermidades de clima equatorial ou tropical, já que seus vetores, Aedes egypti e
Aedes albopictus, são artrópodes, da classe Insecta e ordem Díptera, com
adaptação para clima quente.
O avanço dessas enfermidades para áreas geograficamente subtropicais, nos
chamam atenção a algumas hipóteses, como a do aquecimento global e a
adaptação dos vetores de vírus e protozoários em zonas temperadas, na relação
com a temperatura.
O fato principal é que, independentemente das hipóteses citadas, estas
doenças estão atingindo todo o Brasil e boa parte da América do Sul.
1. A CHEGADA DA DENGUE À AMÉRICA
1.1 Como a dengue chegou até nós?
Os registros históricos da dengue e febre amarela nos transportam a séculos
atrás.
Segundo Storer (2002), “Muitas espécies de animais têm sido transportadas
pelo homem a regiões onde não eram nativas, algumas deliberadamente e outras
acidentalmente”. A citação nos remete ao estudo histórico da presença do Aedes no
Brasil.
Procurando saber mais
O Aedes aegypti, transmissor de dengue e de febre amarela urbana é,
provavelmente, originário da África Tropical, tendo sido introduzido nas Américas durante a
colonização. Atualmente encontra-se amplamente disseminado nas Américas, Austrália,
Ásia e África.(FUNASA , 2001).
O mesmo documento, nos mostra, que o primeiro registro de epidemia de
febre amarela, doença também provocada pela inoculação de saliva contaminada
pelo vírus através da picada do mosquito Aedes, aconteceu em 1685, na cidade de
Recife em Pernambuco, o que faz supor que o vetor da dengue e febre amarela
urbana, tenha sido trazido através de navios negreiros da África para o Brasil.
Já para a Dengue, doença em questão, COSTA (2001), nos remete às
primeiras epidemias:
- Epidemia na Ilha de Java em 1779.
- Epidemia nos Estados Unidos em 1780.
- Epidemia no Continente Europeu em 1784.
- Epidemia em Cuba em 1782.
No Brasil, o mosquito Aedes aegypti, foi eliminado de muitas cidades no início
do sec. XX, com a utilização de inseticidas. Porém essa não é a melhor medida
inclusive para a saúde humana.
No início dos anos oitenta, uma epidemia em Boa Vista, Roraima nos trouxe
de volta o problema, como nos conta Andrade:
Procurando saber mais
...Quando a dengue voltou a ser registrada no Brasil, depois de mais de 50 anos sem
notificação, foi uma epidemia em Boa Vista, Roraima (1981 – 1982 ) que durou mais de um
ano acometendo 12.000 pessoas (MARZOCHI, 1994). O índice predial chegou a ser de 80%
( DUARTE, 1998). Por muito menos ( com índices prediais de 3%), em 1978 uma epidemia
em Cingapura provocou 384 casos de dengue hemorrágica e síndrome de choque da
dengue. Como direcionar as comunidades para a tolerância zero? ( ANDRADE, C.F.S. de,
O Papel da Sociedade no Controle da Dengue – Palestra).
Na atualidade, o principal vetor (A. aegypti), é encontrado em todos os
Estados brasileiros, e a educação tem sido a ferramenta mais clássica de trabalho
com as comunidades nos diz ANDRADE (2002).
Você sabia que ...
O primeiro relato de caso semelhante à dengue foi registrado numa enciclopédia
chinesa da dinastia Chin (265 a 420 a.C.). Por achar que a doença estava associada a
insetos, eles denominaram de veneno da água.
Atividade 1
Debata com seu colega a seguinte afirmação:
“A dengue é uma doença tão antiga, e na qual, a maioria das pessoas já está
informada, mas ela reaparece todo ano por descuido da população”.
1.2 O mosquito transmite o vírus da dengue para os seres humanos. Mas o que é um
vírus?
Todos os vírus são agentes infecciosos de células, pois dependem do
metabolismo celular para se reproduzir. Por isso, são considerados como parasitas
intracelulares obrigatórios.
Segundo Amabis (2004), a maioria dos vírus mede menos de 200 nm,
podendo ser observados apenas no microscópio eletrônico.
Os vírus são diferentes de outros seres vivos, não apenas pelo fato de não
conseguirem se reproduzir sozinhos, mas também por serem acelulares.
Basicamente são formados por uma cápsula protéica e um tipo de ácido nucléico.
Portanto, os vírus podem ser de RNA ou de DNA.
Para melhor compreensão dos vírus que provocam a dengue e a febre
amarela, estes são respectivamente vírus de RNA, de cadeia simples e de cadeia
+(positiva).
Importante salientar que os vírus causadores de febre amarela e dengue são
considerados arbovírus (arthropod borne vírus), pois antes da contaminação
humana, eles passam pelo aparelho bucal de insetos hematófagos.
Observamos também que após o processo de contaminação, os vírus utilizam
células de seus hospedeiros para replicação de seu material genético, e geralmente
levam as células parasitadas à morte.
2. SINTOMAS DA DENGUE
A dengue tem sido caracterizada como uma enfermidade febril agudo com duração
em torno de 10 dias. É também chamada de febre quebra-ossos pois classicamente produz
dores nas articulações, dores de cabeça, dores retro-orbitais, mialgias, fraqueza e
prostração. As epidemias no Brasil têm produzido como sintomas associados vômitos,
diarréia, manchas avermelhadas na pele e em 20 a 35% dos casos, alterações
hemorrágicas. Dependendo da forma como se apresenta, a dengue é ainda classificada
pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como Dengue Clássica (DC), Dengue
Hemorrágica (DH) ou Síndrome de Choque da Dengue (SCD). De qualquer forma, o agente
causal é sempre o mesmo, um vírus pertencente ao gênero Flavivirus (Flaviviridae),
atualmente classificado por sorologia em quatro tipos (Soropositivos DEN-1,2,3 e 4) que
possuem por sua vez subtipos (ANDRADE, 1999).
Os vírus que provocam a febre amarela são classificados na família
Flaviviridae e pertencem ao gênero Flavivírus.
Quanto aos vírus que provocam a dengue, também considerados arbovírus e
pertencem a mesma família (Flaviviridae) e ao mesmo Gênero (Flavivírus) do
parasita da febre amarela, porém, no caso da dengue existem quatro tipos de
sorotipos: DEN 1, DEN 2, DEN 3 e DEN 4.
Fica evidente que a fabricação de uma vacina é difícil para o caso da dengue,
pois teria que encampar cepas de quatro sorotipos. Já no caso da febre amarela, a
vacina foi fabricada, pois existe apenas um tipo de vírus.
Figura I – Vírus da dengue
Aumento: 50.000 vezes
Disponível em: http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.combateadengue.com.br/wp-content/uploads/2007 /09/
estrutura-
Atividade 2
Procurem em livros, revistas e na NET, figuras ilustrativas e fotos de tipos
diferentes de vírus.
3. RECONHECENDO O AEDES AEGYPTI
Aedes aegypti é o mosquito vetor de todos os tipos de dengue, além da
febre amarela humana.
As duas espécies são consideradas insetos alados da ordem Díptera,
subordem Nematocera e Família Culicidae, definida assim por Storer:
“Mosquitos. Delgados, delicados; probóscide longa e picadora em fêmeas; corpo corcunda;
asas franjadas por escamas; larvas com cabeça grande, abdome longo e sifão respiratório,
aquáticas; machos adultos sugam sucos de plantas; fêmeas adultas principalmente
sugadoras de sangue de aves, mamíferos e homem; abundantes, desagradáveis, alguns
transmitem moléstias sérias; 1500 espécies.”(STORER, 2002).
Atividade 3
Classifique o mosquito dentro da nomenclatura zoológica e tendo como comparativo
o cão doméstico:
Mosquito
Cão doméstico:
Reino – ______________
Reino - Animália
Filo –___________
Filo - Chordata
Classe –________
Classe - Mamália
Ordem –_________
Ordem - Carnivora
Subordem –_____________
Subordem -
Família –__________
Família - Canidae
Gênero –_______
Gênero - Canis
Espécie - Aedes aegypti
Espécie – Canis familiaris
3.1 Como podemos diferenciar os insetos quanto ao seu desenvolvimento?
No aspecto de morfologia externa, os insetos se caracterizam por um corpo
com exoesqueleto quitinoso e dividido em três partes: Cabeça, tórax e abdome. Na
cabeça, aparece um par de órgãos sensoriais chamados antenas, um par de olhos
compostos e um aparelho de alimentação (peças bucais), que no caso da ordem
Díptera são chamadas de sugadoras.
O tórax dos insetos possui três pares de patas articuladas para andar, correr
e pular e nenhum, um, ou dois pares de asas. No caso da ordem díptera, as asas
posteriores são atrofiadas, ou seja, possuem apenas um par de asas membranosas
ativas.
No abdome encontram-se os órgãos de digestão, reprodução, circulação e
respiração.
3.2 Tipos de desenvolvimento de insetos
Quanto aos tipos de desenvolvimento, os insetos podem ter desenvolvimento
direto ou indireto. No caso de desenvolvimento direto (ametábolos), do ovo emerge
um indivíduo muito semelhante ao adulto.
Nos casos de desenvolvimento indireto os insetos podem ser hemimetábolos
definido por Amabis (2004) como, quando “as formas jovens já têm muitas
semelhanças com os adultos e essa semelhança torna-se maior a cada muda. Os
estágios de desenvolvimento dos insetos hemimetábolos são denominados ninfas”.
Figura 2 – Desenvolvimento de insetos (hemimetábolos)
Fonte:<TTP://www.kireipragas.com.br/barataciclo.gif>
Em relação ao Gênero Aedes, os mosquitos vivem a fase larvária em água
parada e quando emergem da pupa são alados e suas fêmeas com hábito alimentar
hematófago.
A esquematização abaixo, nos mostra o ciclo de vida do Aedes
(holometábolo).
Figura 3 – Desenvolvimento de insetos (holometábolos)
Fonte:<TTP://www.dombosco.com.br/curso/estudemais/biologia/imagens/artrop_q24.jpg>
Procurando saber mais?
Nos insetos holometábolos (do grego holos, total), o indivíduo que eclode do ovo é
um pequeno ser vermiforme, de corpo segmentado, sem olhos compostos nem asas e que
pode ou não ter pernas. Essa fase vermiforme, chama-se larva, passa por um certo número
de mudas, que varia entre as espécies, até produzir um exoesqueleto relativamente duro,
transformando-se em pupa. (AMABIS, 2004).
Atividade 4
Material: Livros de biologia da biblioteca escolar.
1) Vamos definir, quanto ao metabolismo, alguns insetos? (Assinale com X).
Traça:
( ) Ametábolos
( ) Hemimetábolos
( ) Holometábolos
Borboleta:
( ) Ametábolos
( ) Hemimetábolos
( ) Holometábolos
Gafanhoto:
( ) Ametábolos
( ) Hemimetábolos
( ) Holometábolos
Besouro:
( ) Ametábolos
( ) Hemimetábolos
( ) Holometábolos
Mosquito:
( ) Ametábolos
( ) Hemimetábolos
( ) Holometábolos
Observe as imagens abaixo e veja o desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti:
Figura 3 – Ovos de Aedes – Aumento:30x.
Fonte:<http://www.fiocruz.br/ccs/media/memo_dengue2.jpg>
Figura 4 – Estágio larvário do Aedes aegypti
Fonte:http://www.fiocruz.br/ioc/media.jpg
Figura 5 – Pupa do Aedes.
Fonte:<http://www.arbovirus.health.nsw.gov.au/areas/arbovirus/mosquit/photos/aedes_aegypti_pupa.jpg>
Figura 6 – Fêmea do Aedes sobre a pele humana.
Fonte: <http://www.fiocruz.br/ioc/media/aedes_genilton_1.jpg
2) Agora que você acompanhou as imagens do desenvolvimento do A. aegypti, defina-o
quanto ao seu desenvolvimento.
Você sabia que...
As fêmeas do Aedes aegypti ( mosquito da dengue) são hematófagas ou seja, se
alimentam de sangue. Fazem isso, porque precisam de proteínas específicas para maturar
seus ovos e assim perpetuar a espécie.
Atividade 4.1
Aula prática de laboratório de biologia.
O reconhecimento da fase larvária a A. aegypti é importante, pois permitirá a
detecção e eliminação de possíveis focos em nossas residências. Para reconhecer a larva,
precisamos de contato prático com ela, além de comparativo de outras larvas.
Justificativa:
As larvas de A. aegypti se diferem de outras espécies de mosquito no
comportamento e na morfologia. Para que possamos identificar focos, precisamos conhecer
a larva e não confundi-la com outras espécies.
Objetivo:
Identificar a larva de A. aegypti, buscando entender sua morfologia e seu
comportamento.
Material:
Lupa estereoscópica
Larvas e pupas de A. aegypti obtidas junto a Vigilância Sanitária do Município.
Água destilada.
Seringas descartáveis.
Algodão.
Placa de Petry.
Tubos de ensaio.
Métodos:
Utilizando a seringa descartável, sugar as larvas do tubo de ensaio (amostras da
Vigilância Sanitária).
Após esse procedimento, preparar a placa de petry com 5 ml de água destilada e
fibras de algodão.
Levar o conteúdo até a lupa estereoscópica e observar.
Resultados:
Após a aula, teremos que conseguir identificar uma larva, identificar a pupa e
compreender o comportamento da larva quanto a luminosidade e sua respiração.
Você sabia que...
Combater o mosquito da dengue reconhecendo e eliminando a larva, é mais fácil que
o combate ao mosquito adulto, pois a larva não se desloca de seu habitat aquático,
enquanto o mosquito adulto pode se deslocar centenas de metros.
Atividade 5
Atividade prática no laboratório de informática.
Aula: O mosquito e sua ecologia.
Tema: Dengue – Erradicação do mosquito Aedes ou prevenção nas nossas residências?
Mídias utilizadas:
a) filme – Ciclo de vida e adaptação do mosquito Aedes (FIOCRUZ).
b) Recorte de fundamentação teórica PDE. (abordagem ecológica do mosquito).
c) Imagem (Google), mostrando a prevenção natural.
Tarefa
Para que possamos entender bem os fatores biológicos que envolvem a proliferação
do mosquito Aedes, assistiremos a um vídeo da FIOCRUZ.
Para isso, acessem o hiperlink abaixo. Basta colocarem o cursor do mouse sobre o
link, apertarem a tecla Ctrl e clicarem do lado esquerdo do mouse.
http://www.youtube.com/watch?v=GKH2o1gKzLc&NR=1
O filme relata o ciclo de vida do Aedes, e tem duração de 9 minutos.
Façamos agora, a leitura do recorte “abordagem ecológica do Aedes”.
Da abordagem ecológica
Sendo o Aedes aegypti um inseto exótico, se adaptou rapidamente
ao clima tropical e úmido de nosso País, pois encontrou clima adequado,
alimentação farta e condições para sua reprodução.
Segundo o Ministério da Saúde (2001), as fêmeas se alimentam mais
freqüentemente de sangue, servindo como fonte de repasto, a maior parte
dos animais vertebrados, mas mostram marcada predileção pelo homem
(antropofilia).
Apesar de parecer para um leigo, ser estranho um animal se
alimentar de sangue, os mosquitos hematófagos, só sugam sangue porque
precisam de proteínas específicas para o desenvolvimento de seus ovos.
Portanto, é um instinto de manutenção da espécie.
Sabe-se que o sangue não é o único alimento do mosquito Aedes,
assim como os machos desse gênero, as fêmeas também se alimentam de
seiva vegetal.
Importante também, e devemos deixar claro que, para o equilíbrio de
todas as teias alimentares são necessárias relações, as quais podem ser
consideradas harmônicas ou desarmônicas para a visão humana.
Segundo STORER, (2005) o parasitismo primário realizado pela
fêmea do Aedes para obter proteínas, deve ser considerado como uma
relação ambiental e não como “maldade” do inseto.
Segundo as instruções para pessoal de combate ao vetor do
Ministério da Saúde(2001), esta relação desarmônica acontece da seguinte
forma:
Em geral, a fêmea faz uma postura após cada repasto
sanguíneo. O intervalo entre a alimentação sanguínea e a
postura é, em regra, de três dias, em condições de
temperatura satisfatórias. Com freqüência, a fêmea se
alimenta mais de uma vez, entre duas sucessivas
posturas, em especial quando perturbada antes de
totalmente ingurgitada (cheia de sangue). Este fato resulta
na variação de hospedeiros, com disseminação do vírus à
vários deles. (FUNASA, 2001).
Importante salientar que, o mosquito Aedes encontrou adaptação em
território brasileiro, principalmente nas cidades, pois seus predadores,
répteis, anfíbios, peixes e crustáceos estão diminuindo em população, tendo
em vista a ação humana através da poluição, mudanças climáticas e
ignorância quanto aos fatores de equilíbrio ambiental.
Norimar Pedro Gatto.
Observe a imagem abaixo:
Figura 1 – O equilíbrio natural através dos animais.
Fonte: http://www.ra-bugio.org.br/images/anfibios/anf_vd_06g.jpg
Abra agora o editor de textos de seu computador, leia as orientações abaixo e
responda as perguntas.
Após assistir o vídeo da FIOCRUZ, ler o recorte do trabalho sobre a abordagem
ecológica e analisar a imagem do sapo se alimentando de um inseto, discuta com seus
colegas e responda:
1) Podemos tentar manter o equilíbrio ecológico, ou devemos tentar exterminar o
mosquito A. aegypti?
2) Você acredita que depois de adaptação do A. aegypti no Brasil, nós poderíamos
acabar com ele, sem prejuízo à saúde humana (uso de inseticidas)?
3) Ações em nossas residências ao evitar a reprodução do mosquito, poderão evitar
a proliferação da dengue?
Atividade 6
Fazendo uma armadilha contra a dengue:
Para finalizar nosso estudo sobre a dengue, temos que ter em mente que
todo o conhecimento humano deve ser socializado, buscando assim, a melhoria da
qualidade de vida de nossa comunidade.
Que tal tentarmos fazer uma “armadilha”, buscando diminuir o índice de
infestação por mosquitos Aedes nas nossas casas?
Material e orientação para confecção da armadilha para aprisionar larvas de
mosquito da dengue.
Atenção: Os passos abaixo, não são apenas uma “receita” para armadilha de larvas
do mosquito A. aegypti, sendo que, cada ilustração foi feita, baseada em testes com
diversos tipos de materiais. Portanto, antes de colocar em prática, tente eliminar
“focos” naturais em sua residência, pois de nada adiantará uma armadilha, se o
mosquito continuar se reproduzindo em outros focos como: Garrafas vazias com o
gargalo para cima, calhas que acumulam água da chuva, recipientes que acumulam
água, vasos de flores, ralos que acumulam água, etc.
Materiais:
1 – Uma garrafa tipo pet vazia de 2 litros ou mais.
2 – Lacre da tampa da garrafa pet.
3 – Tela de proteção para mosquitos 3×3cm.
4 – Uma tesoura com ponta.
5 – Lixa para madeira com 4×5cm.
6 – Quatro grãos de arroz e uma unidade de ração de gatos.
7 – Rolo de fita isolante.
Obs: Uma régua escolar pode ser necessária.
Métodos e informações complementares
1 – A garrafa pet deve ser escura, pois tanto a fêmea do A. aegypti quanto
sua larva, preferem locais sombreados A larva inclusive, possui fotofobia, pois
quando em presença de muita claridade tenta se esconder.
Sendo de 2 litros ou mais, a garrafa oferece maior amplitude de espaço para
a multiplicação de larvas e coleta para identificação do foco.
2 – Lacre: Será utilizado para fixar a tela no gargalo da garrafa.
3 – Tela mosqueteira: A tela tem orifícios pequenos, e garante que o mosquito
não irá passar por ela.
Muitas pessoas utilizam o tule nas armadilhas para a larva do mosquito,
porém, a tela por ter orifícios menores, garante que o mosquito, quando na fase
adulta não escape da garrafa.
Obs. Se for utilizado o tule, a cada vez que lavar a armadilha (assepsia) o tule
deve ser trocado.
4 – Tesoura: Deve ser uma tesoura afiada e com ponta, que permita a
perfuração da garrafa pet.
5 – Lixa para madeira: Permitirá que a armadilha seja lixada internamente.
As fêmeas do A. aegypti conseguem “perceber” o melhor ambiente para a
postura de seus ovos. Elas preferem ambientes ásperos e úmidos, assim, lixar a
armadilha no seu interior permitirá que, a água evaporada permaneça nos sulcos
além de o ambiente se tornar áspero.
6 – Quatro grãos de arroz e uma unidade de ração para gatos:
Através de testes anteriores com armadilhas, observamos que rações com
gordura (lipídios), não oferecem atrativos para a fêmea do A. aegypti fazer
ovipoição. O arroz é utilizado por ser seco e com grande quantidade de carboidrato,
permitindo assim, a nutrição de futuras larvas.
A unidade de ração para gatos (apenas uma), permitirá que o local ofereça
proteínas às larvas.
ATENÇÃO: Não utilize ração de cães.
7 – Fita isolante: Permitirá que você lacre as duas partes da armadilha.
Com o material ao alcance: Agora é com você. “Mãos a obra”.
A – Corte a parte de cima da garrafa fazendo um funil.
B - O Funil está pronto.
C - Faça a medida da altura do funil (ideal é de 13 cm).
D - Agora faça a medida de 16 cm desde o fundo da garrafa e trace uma linha.
E - Corte a parte do meio (ela será descartada).
F – Lixe a parte interna no funil até sentir que está áspera.
G – Cubra o gargalo com a tela.
H – Pegue o lacre da garrafa.
I - Coloque o lacre sobre a tela fazendo uma espécie de rede.
J - Corte o excesso de tela.
K – Coloque os grãos e a unidade de ração para gatos no fundo da armadilha.
L – Coloque o funil sobre o fundo e vede as bordas com fita isolante.
M – Agora só falta algo muito importante.
N – Encha com água até 3 cm inferior a borda do funil.
Obs.: Podemos utilizar água de torneira, porém a água da chuva coletada ao
relento será melhor, pois não possui aditivos.
ATENÇÃO: Coloque a armadilha em local sombreado (nunca coloque ao sol).
ATENÇÃO: Lembre-se que a armadilha deve ser desmontada e higienizada a
cada 4 DIAS com água e hipoclorito de sódio a 3% (água sanitária comercial).
Esfregue bem a parte interna e deixe secar bem ao sol. Depois monte novamente e
boa prevenção contra a dengue.
4. REFERÊNCIAS
AMABIS, José Mariano. Biologia – Biologia dos organismos. v. 2 – 2º ed. –São
Paulo: Moderna, 2004.
ANDRADE, Carlos Fernando S. de, Dengue – O Controle da Enfermidade pelo
Controle
Social.
Disponível
em
HTTP://www.id.unicamp.br/profs/eco-aplicada
Acesso em 18 e 19 set. 2009.
ANDRIES, S. - Histórico. Instituto Virtual da Dengue do Estado do Rio de
Janeiro. Disponível em HTTP://www.ivdrj.ufrj.br/histórico.htm Acesso em:19 set.
2009.
ARROYO, M. G. A função do ensino de ciências. Em Aberto, v. 7, nº 40. Out./Dez.
Brasília, 1988.
ASTOLFI, J. P. A didática das ciências. Campinas: Papirus, 1991.
BARNES, R. D. Zoologia dos invertebrados. São Paulo: Roca, 1984.
GASPARIN, J. L. Uma didática para a pedagogia histórico-crítica. Campinas:
Autores Associados, 2002.
MARIANO, Zilda de Fátima. SCOPEL, Iraci e SILVA, Jesiel Sousa – HYGEIA,
Revista Brasileira de Geografia Médica e Saúde – Ed. Junho 2008.
MINISTÉRIO DA SAÚDE, Manual de Normas Técnicas – Dengue, Instruções Para
Pessoal de Combate ao Vetor. FUNASA – 3. Ed., rev. – Brasília: Fundação
Nacional da Saúde, 2001.
ODUM, E. Ecologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1988.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares de
Biologia para o Ensino Médio. 2008
STORER, T. et al Zoologia geral. São Paulo: Companhia Nacional, 2002.
THOMAS, K. O homem e o mundo natural: mudanças de atitude em relação às
plantas e aos animais. São Paulo: Companhia das Letras. 1988.
Sites relacionados:
http://www.dombosco.com.br/curso/estudemais/biologia/imagens/artrop_q24.jpg
–
Acesso em 10 de Nov. de 2009.
http://www.kireipragas.com.br/barataciclo.gif - Acesso em 9 de Nov. de 2009.
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Acesso em 04 de março de 2010.
http://www.id..unicamp.br/profs/eco_aplicada/ - Acessos em 12 de agosto de 2009,
10 de setembro de 2009, 14 de outubro de 2009, 22 de outubro de 2009, 14 de
novembro de 2009 e 20 de janeiro de 2010.
http://www. raugio.org.br/images/anfibios/anf vd 06 g.jpg
- Acesso em 14 de
setembro de 2009.
http://www.youtube.com/watch?v=GKH2o 1g Kz
setembro de 2009.
Lc&NR=1 – Acesso em 14 de
Download