INOCULAÇÃO DE SEMENTES COM

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Campus de Ilha Solteira
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA
PROCESSO AGRISUS N° 882/11
INOCULAÇÃO DE SEMENTES COM Azospirillum brasilense E DOSES DE N
MINERAL EM ARROZ DE TERRAS ALTAS IRRIGADO POR ASPERSÃO
Orientado: Engº Agrº Renato Jaqueto Goes
Orientador: Prof. Dr. Ricardo Antonio Ferreira Rodrigues
Ilha Solteira
2012
INOCULAÇÃO DE SEMENTES COM Azospirillum brasilense E DOSES DE N MINERAL
EM ARROZ DE TERRAS ALTAS IRRIGADO POR ASPERSÃO
RESUMO: O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da inoculação de sementes com
Azospirillum brasilense, manejos de água e doses de nitrogênio em cobertura no arroz de terras
altas, cv. Primavera. Os tratamentos constituíram-se de manejos de água (irrigado + precipitação
pluvial e não irrigado + precipitação pluvial), inoculação das sementes (não inoculado e inoculado)
e doses de nitrogênio em cobertura (0, 25, 50, 75 e 100 kg ha-1). O nitrogênio foi fornecido às
plantas por ocasião do perfilhamento ativo e como fonte deste nutriente utilizou-se o sulfato de
amônio. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados no esquema fatorial 2 x
2 x 5 com quatro repetições. Neste trabalho foram realizadas as seguintes avaliações:número de dias
para o florescimento, altura de plantas, colmos m-2, panículas m-2, número de espiguetas cheias,
chochas e total por panícula, massa hectolítrica, massa de 100 grãos, produtividade de grãos,
rendimento de benefício, de grãos inteiros e quebrados, teor de nitrogênio foliar, na planta e nos
grãos. O manejo de água altera o período para florescimento do arroz de terras altas, aumenta a
altura de plantas, o acamamento e a produtividade de grãos; as doses de N em cobertura
incrementam os teores de N foliar e na planta e a eficiência agronômica da inoculação de sementes
de arroz de terras altas com Azospirillum brasilense não foi significativa.
1. INTRODUÇÃO
O arroz tem importância na alimentação da população mundial, sendo um dos cereais mais
cultivados no mundo. O Brasil, atualmente, está entre os 10 primeiros produtores de arroz e este é
considerado alimento básico na dieta dos brasileiros.
O cultivo de arroz no Brasil pode ser realizado sob dois ecossistemas: 1°ecossistema de
várzeas, o qual é responsável pela maior parcela de produção de arroz no Brasil; 2° ecossistema de
terras altas, o qual possui a maior área de cultivo em relação ao ecossistema de várzeas, mas por
depender da precipitação pluvial para suprir a demanda hídrica tem sua produtividade reduzida. Isto
porque, a irregularidade da distribuição de chuvas durante o período de cultivo do arroz é frequente,
portanto, a necessidade de água pela planta em determinada fase pode não ser atendida,
comprometendo o seu desenvolvimento e, consequentemente, a sua produtividade.
A irrigação é uma prática que, aliada a correta adubação, controle de pragas e doenças,
garante boa produtividade as culturas, pois fornece água durante os períodos mais críticos do
desenvolvimento das mesmas. Por isso, a utilização da irrigação no cultivo do arroz de terras altas
torna-se uma prática importante para garantir o sucesso do mesmo. A necessidade de adubação
nitrogenada, a perda de nitrogênio para o ambiente, o alto custo de produção baseado em consumo
de energia fóssil e os custos de aplicação de nitrogênio são fatores que justificam a condução de
pesquisas no sentido de utilizar bactérias capazes de fixar nitrogênio diretamente da atmosfera,
reduzindo assim as perdas para o ambiente, a poluição de águas e solos e o custo de produção.
As bactérias do gênero Azospirillum são fixadoras de nitrogênio, portanto, as mesmas são
capazes de quebrar a tripla ligação do nitrogênio atmosférico, transformando-o em formas
assimiláveis pela planta, como amônia (NH4+) e o nitrato (NO3-). Por isso, essas bactérias têm sido
utilizadas como inoculante em sementes de arroz de terras altas, para auxiliar no fornecimento de
parte do nitrogênio que a planta necessita.
2. REVISÃO DE LITERATURA
2.1 – Aspectos gerais e importância sócio-econômica do arroz
O arroz pertence à família Poaceae, gênero Oryza, composto por 22 espécies (VAUGHAN et
al., 2003). Dentre tais espécies, destaca-se a Oryza sativa L. por ser a mais cultivada, tendo duas
subespécies: a indica e a japonica. O ciclo de vida do arroz pode ser dividido em três fases
distintas: fase vegetativa, reprodutiva e de maturação de grãos.
A fase vegetativa, que corresponde o período entre a germinação e a diferenciação da
panícula, é a principal responsável pela duração do ciclo da cultura, sendo afetada principalmente
pela temperatura do ar e comprimento do dia (VERGARA; CHANG, 1985).
A fase reprodutiva, que vai desde a diferenciação da panícula até o florescimento, possui
duração relativamente constante entre os cultivares, variando de 30 a 35 dias. Nesta fase ocorre a
emergência da panícula, dando início ao período de florescimento no qual ocorre a abertura de
flores, polinização e fertilização. A fase de enchimento de grãos vai desde o florescimento à
maturação dos grãos tendo duração de aproximadamente 30 a 35 dias podendo ainda ser dividida
em estádios de grão leitoso, grão ceroso e maduro (PINHEIRO, 2006).
O arroz constitui fonte importante de calorias e de proteínas na dieta alimentar do povo
brasileiro. Entretanto, a produção deste cereal tem oscilado de ano para ano e, eventualmente, não
tem sido suficiente para atender o consumo interno do país, resultando na necessidade de
importação do produto. A cultura é considerada uma das mais importantes em termos de alimento
básico à população humana e ainda, representa a base da economia em inúmeros países do mundo,
encontrando-se amplamente distribuída em regiões tropicais, subtropicais e temperadas de todos os
continentes. Trata-se de uma espécie que é cultivada em condições de sequeiro, de várzea úmida e
sob irrigação por aspersão.
Todavia, o local e a época de cultivo refletem na demanda hídrica da mesma. Segundo Tabbal
et al. (2002), valores típicos de evapotranspiração de arroz nas Filipinas são de 4 a 5 mm dia-1 na
estação chuvosa e de 6 a 7 mm dia-1 na estação seca. Em condições de clima temperado, Magalhães
Júnior et al. (2006) verificaram valores diários de 6,7 e 7,7 mm dia-1. Nas várzeas do Estado do
Tocantins, o requerimento de água depende, principalmente, da altura do lençol freático que, por
sua vez, depende do nível de água dos rios. Na época em que ocorre menores precipitações pluviais,
o requerimento de água é da ordem de 4,0 a 4,5 L s-1 ha-1 (SANTOS; RABELO, 2008).
No ecossistema de terras altas, a quantidade e a distribuição da precipitação pluvial são de
suma importância, devido à extrema sensibilidade à deficiência hídrica e ao efeito do estresse, cuja
gravidade depende da coincidência entre o período de ocorrência e os processos fisiológicos como o
florescimento, e enchimento de grãos que acentua o efeito do estresse hídrico na produtividade
(PINHEIRO, 2006). Entretanto, o efeito de veranicos sobre o arroz de terras altas pode ser
minimizados com o uso de irrigação suplementar, o que reduz o efeito do clima sobre a cultura,
principalmente em regiões que foi constatado que a probabilidade de suprir a demanda hídrica da
cultura é baixa. A estabilidade de produção proporcionada pelo uso da irrigação por aspersão
estimula o uso de práticas de maior nível tecnológico, com conseqüente aumento na produtividade
(NASCIMENTO, 2008).
2.2 Cultivo do arroz em terras altas
Historicamente, o arroz em terras altas foi utilizado durante décadas para abertura de novas
áreas na região Centro-Oeste principalmente no Estado de Mato Grosso. Assim, sua produção se
concentrava em áreas de fronteira agrícola. Como estas áreas estão diminuindo, esta cultura passa a
fazer parte de sistemas de rotação, integrando sistemas mais complexos com outras culturas ou até
mesmo com pastagens. Ainda existem muitos desafios da pesquisa brasileira para a solução de
problemas referentes ao seu cultivo. Isto se deve, principalmente, a produtividade de grãos do arroz
que nestas condições depende da interação de vários componentes de produção, dentre eles
destacam-se o fator genético dos cultivares utilizados e os fatores ambientais a que estes serão
submetidos durante seu ciclo, como a densidade de semeadura, adubação, manejo de solo e
irrigação (CAZETTA et al., 2008).
O cultivo na região dos cerrados apresenta algumas limitações. Esta região é caracterizada
pelo predomínio de solos com baixa fertilidade, acidez superficial e subsuperficial e baixos teores
de fósforo, cálcio e magnésio, o que limitam o desenvolvimento de raízes a área de contato destas
com o solo, deixando as culturas mais suscetíveis a períodos de estiagem comuns nesta região.
Mesmo com o uso de irrigação por aspersão, principalmente na primeira época de semeadura,
baixas produtividades estão relacionadas à ocorrência desuniforme de chuvas, elevadas
temperaturas e maiores variações na umidade relativa do ar, período que coincide com o início da
fase reprodutiva das plantas (CRUSCIOL et al., 2007).
Devido à baixa homogeneidade de distribuição de chuva ao longo do ciclo das culturas, a
adoção de irrigação suplementar torna-se fundamental sob o aspecto sócio-econômico do sistema de
produção de arroz, pois, segundo Miqueletti et al. (2007), a estabilidade de produção proporcionada
pela irrigação estimula o agricultor a adotar práticas agrícolas de maior nível tecnológico que, se
utilizadas de maneira adequada, aumentam a viabilidade do seu cultivo. A produtividade do arroz
no sistema de sequeiro, no Brasil, é baixa e inconstante de ano para ano, devido, principalmente, a
ocorrência de veranicos, caracterizados por períodos de estiagem de duas a três semanas.
2.3 Adubação nitrogenada
O manejo adequado do N pela adequadas combinação entre dose, época de aplicação
(parcelamento ou não) e fonte pode aumentar significativamente a eficiência do uso dos fertilizantes
nitrogenados e, consequentemente, a produtividade de culturas anuais, como o arroz (FAGERIA et
al., 2003).O N faz parte das moléculas de clorofila, do citocromo e de todas as enzimas e
coenzimas, além de ser elemento constituinte de proteínas e ácidos nucleicos (MALAVOLTA et al.,
1997). O melhoramento da eficiência fisiológica do uso do nitrogênio no arroz pode ser conseguido
com base no conhecimento da resposta desse cereal ao manejo do N (JIANG et al., 2004).
Arf et al. (2001) estudando arroz de terras altas irrigado por aspersão com pivô central,
utilizando 100 kg ha-1 de N obtiveram boas produtividades de grãos em casca em alguns genótipos,
entre eles o IAC 201 (5.571 kg ha-1) e o IAC 202 (5.046 kg ha-1). A adubação nitrogenada aumenta
o número de colmos e panículas por área (CAMPELLO JUNIOR, 1985) e o número de espiguetas
(FORNASIERI FILHO & FORNASIERI, 1993). A crescente utilização de cultivares de alto
potencial produtivo tem implicado no uso mais freqüente de insumos, entre os quais o N. No
entanto, a utilização de doses cada vez mais elevadas deste nutriente, para aumentar a
produtividade, acarreta em elevado desenvolvimento vegetativo, o que causa acamamento de
plantas e interfere negativamente na produtividade e na qualidade dos grãos. A reposta à adubação
nitrogenada é variável: pode apresentar incremento de produtividade com doses superiores a 100 kg
ha-1 de N (STONE et al., 1999), ou não mostrar influência nem mesmo nos componentes da
produtividade e rendimento industrial de grãos (ARF et al., 2003).
3. OBJETIVO
O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da inoculação de sementes com Azospirillum
brasilense, manejo de água e dose de nitrogênio em cobertura no arroz de terras altas, cv.
Primavera.
4. MATERIAL E MÉTODOS
A pesquisa foi conduzida na safra 2011/2012 na Fazenda de Ensino, Pesquisa e Extensão da
Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Selvíria, MS, Brasil, situada a 51º 22’ de
longitude oeste e 20º 22’ de latitude sul, com altitude de 335m. O solo do local é do tipo Latossolo
Vermelho, epieutrófico álico, textura argilosa (SANTOS et al., 2006). A temperatura média anual
da região é de 23,5 °C, com precipitação média anual de 1.370 mm e umidade relativa média do ar
entre 70 e 80%.
O histórico de culturas antecedentes na área é de soja na safra 2010/2011 e no restante do ano
a área permaneceu em pousio. Para o preparo do solo e a incorporação dos restos culturais
existentes na área foram realizadas operações de aração e gradagem, em seguida, foi realizada a
semeadura no dia 10 de novembro de 2011 utilizando o cultivar Primavera na densidade de 200
sementes m-2 e espaçamento de 0,35 m entrelinhas. As sementes foram tratadas com 50 g do i.a. de
fipronil para cada 100 kg. Quanto aos tratamentos que receberam o inoculante, realizou-se a
inoculação das sementes com as estirpes Ab-V5 e Ab-V6. O produto comercial apresentava 2x108
células viáveis por grama e a dose utilizada foi de 200 g para 25 kg de sementes.
No cálculo da quantidade de fertilizante a ser utilizado na semeadura, foram levadas em
consideração as características químicas do solo, a produtividade esperada e as recomendações de
Cantarella & Furlani (1997) para o arroz irrigado, sendo aplicados 250 kg ha-1 do formulado 04-3010 na linha de semeadura.
Para o controle de plantas daninhas em pré-emergência utilizou-se 1.400 g do i.a. ha-1 de
pendimetalina logo após a semeadura, em pós-emergência 2,4 g do i.a. de metsulfurom metílico no
início do perfilhamento e 1.209 g do i.a. ha-1 de 2,4-D entre o perfilhamento ativo e o
emborrachamento.
Para o manejo de água utilizaram-se leituras diárias de evaporação do tanque Classe A
instalado no Posto Meteorológico instalado a aproximadamente 700 m da área experimental. O
coeficiente do Tanque Classe A (Kp) utilizado foi o proposto por Doorenbos e Pruitt (1976), o qual
é função da área circundante, velocidade do vento e umidade relativa do ar. Posteriormente,
multiplicou-se os valores de evaporação do tanque com os coeficientes de cultura (Kc) obtendo-se
os valores de evapotranspiração da cultura (ETc). Estes coeficientes foram distribuídos em quatro
períodos compreendidos entre a emergência e a colheita. Na fase vegetativa foi utilizado o valor de
0,4; para a fase reprodutiva foram dois, o inicial de 0,70 e o final de 1,00 e durante a fase de
maturação estes valores foram invertidos, ou seja, o inicial de 1,00 e o final de 0,70. A reposição de
água foi realizada quando a evapotranspiração da cultura (ETc) acumulada atingiu os valores
próximos da água disponível do solo (ADS) pré-estabelecidos.
Os tratamentos constituíram-se de manejos de água (irrigado + precipitação pluvial e não
irrigado + precipitação pluvial), inoculação das sementes (não inoculado e inoculado) e doses de
nitrogênio em cobertura (0, 25, 50, 75 e 100 kg ha-1). O nitrogênio foi fornecido às plantas quando
estas estavam no perfilhamento ativo e como fonte deste nutriente utilizou-se sulfato de amônio. O
delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados no esquema fatorial 2x2x5 com
quatro repetições. As parcelas experimentais foram compostas por cinco linhas de 4,5 m de
comprimento, espaçadas 0,35 m, totalizando 7,87 m2. As avaliações foram realizadas na área útil
das parcelas sendo esta composta pelas três linhas centrais.
No presente trabalho foram realizadas as seguintes avaliações: florescimento: referente ao
número de dias transcorridos entre a emergência das plântulas e o florescimento de 90% das plantas
da parcela; altura de plantas: determinou-se por ocasião da maturação dos grãos em cinco plantas da
parcela, tendo como referência a distância compreendida entre a superfície do solo e a extremidade
superior da panícula; número de colmos e panículas m-2: foi determinado pela contagem de
panículas e de colmos em um metro de fileira de plantas na área útil sendo os valores convertidos
para metro quadrado, acamamento: obtido pela avaliação visual na fase de maturação, utilizando-se
a seguinte escala de notas: 0 – sem acamamento; 1 – até 5% de plantas acamadas; 2 – de 5 a 25%, 3
– de 25 a 50%; 4 – de 50 a 75% e 5 – de 75 a 100% de plantas acamadas; perfilhamento útil: obtido
pela relação percentual entre o número de panículas m-2 com o número de colmos m-2, massa
hectolítrica: avaliada em duas amostras através de um recipiente com volume de 0,25 L preenchido
com arroz em casca, que em seguida foi pesado em balança de precisão, corrigindo o teor de água
dos grãos para 13% de umidade (base úmida), número total de grãos por panícula: verificado pela
contagem dos grãos de 20 panículas coletadas no momento da colheita; número de grãos cheios e
chochos por panícula: realizou-se a contagem de grãos cheios e chochos após separação dos
mesmos por fluxo de ar obtidos com as amostras utilizadas para a determinação do número total de
grãos; fertilidade de espiguetas: determinada pela relação percentual entre o número de grãos cheios
e número de grãos totais por panícula com os dados expressos em porcentagem, teor de nitrogênio
foliar, nos grãos e na planta: por ocasião da colheita foram coletadas duas plantas, em cada parcela,
separando as panículas do resto da planta, em seguida, estas amostras foram levadas para secagem
em estufa de ventilação forçada a 65ºC durante 48 horas e depois foram moídas em moinho tipo
Willey, as mesmas foram submetidas à análise química para determinação do nitrogênio de acordo
com a metodologia proposta por Malavolta et al. (1997). Para a análise do teor de nitrogênio nas
folhas, na época do florescimento foram coletadas o limbo foliar de trinta folhas bandeira, em cada
parcela seguindo os mesmos procedimentos para planta e grãos; massa de 100 grãos: foram
realizadas pesagens em duas subamostras de 100 grãos corrigindo-se os valores para 13% (base
úmida); produtividade: foi determinada pela pesagem dos grãos em casca, provenientes de três
linhas de cada parcela, corrigindo o teor de água dos grãos para 13% (base úmida); rendimento de
engenho: Coletou-se uma amostra de 100 g de grãos de arroz em casca de cada parcela, a qual foi
processada em engenho de prova, por 1 minuto. Em seguida, os grãos brunidos (polidos) foram
pesados e o valor encontrado foi considerado como rendimento de benefício, sendo os resultados
expressos em porcentagem. Posteriormente, os grãos brunidos (polidos) foram colocados no
“Trieur” nº 2 e a separação dos grãos foi processada por 30 segundos. Os grãos que permaneceram
no “Trieur” foram pesados obtendo-se o rendimento de inteiros e grãos quebrados, ambos expressos
em percentagem.
Para a análise estatística dos resultados obtidos, utilizou-se o software ESTAT, aos níveis de 1
e 5% de probabilidade. Quando verificado efeito significativo de doses ou interação significativa
entre doses e fontes de nitrogênio, foram realizadas análises de regressão.
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO
O manejo de água alterou o número de dias após a emergência (DAE) para ocorrência do
florescimento pleno (Tabela 1) com aumento dos DAE no manejo não irrigado. No desdobramento
da interação significativa entre inoculação e doses de N (Tabela 2) verificou-se que a inoculação
das sementes reduziu o DAE para o florescimento na dose de 25 kg de N ha-1, entretanto, este
comportamento foi diferente quando se utilizou o triplo desta dose. Para doses dentro de inoculação
observou-se ajuste quadrático dos resultados em função das doses de N com ponto de máximo em
90,9 kg de N ha-1. Este resultado indica que a deficiência hídrica proporciona aumento no ciclo da
cultura (CRUSCIOL et al., 2003a), isto porque o arroz de terras altas, ao contrário de outras
culturas, na presença de estresse hídrico prolonga o ciclo. Resultado semelhante foi observado por
Arf et al. (2001) estudando as cultivares IAC 201, Carajás e Guarani cultivadas sob diferentes
modalidades de preparo do solo e lâminas de água aplicadas por aspersão, concordando que, se a
quantidade de água não for adequada, ocorre aumento do período para o florescimento e a duração
do ciclo da cultura do arroz de terras altas.
O manejo irrigado aumentou a altura de plantas (Tabela 1) em 7,2 cm. No desdobramento da
interação entre inoculação e doses de N (Tabela 3) que o tratamento sem inoculação foi superior em
relação ao inoculado, para a dose de 25 kg ha-1. Com relação à doses dentro de inoculação
observou-se que os resultados ajustaram-se de maneira linear positiva em ambos os tratamentos
referentes ao uso ou não de inoculante. Resultados semelhantes foram obtidos por Crusciol et al.
(2003) quando avaliaram o cultivar Caiapó cultivado sob diferentes manejos de água e Alvarez
(2004) quando avaliou o desempenho da cultivar Primavera sob condições de sequeiro e irrigado
por aspersão, doses de N e ausência e presença de silício.
O fornecimento de N deve ser realizado conforme a necessidade da planta durante as fases de
desenvolvimento da cultura, pois o excesso de N pode favorecer o aumento da altura das plantas e,
consequentemente, o acamamento das mesmas prejudicando a produtividade.
Para o acamamento (Tabela 1) verificou-se interação significativa entre manejos de água e
doses de N (Tabela 4). A irrigação aumentou o acamamento de plantas a partir da dose de 50 kg de
N ha-1 e as doses de nitrogênio promoveram ajuste linear positivo no manejo irrigado. O N faz parte
da molécula de clorofila, com a maior disponibilidade do mesmo, ocorre aumento na produção de
fotoassimilados, que contribui para o crescimento da planta.
Tabela 1. Valores médios de número de dias após a emergência (DAE) para o florescimento pleno,
altura de plantas e acamamento para a cultura do arroz sob inoculação de sementes com
Azospirillum brasilense, manejos de água e doses de nitrogênio em cobertura. Selvíria-MS, 2012.
Florescimento
Altura de plantas
Acamamento
Tratamento
Pleno (DAE)
(cm)
(nota)
Não inoculado
78,8 a
106,0 a
1,02 a
Inoculação
Inoculado
78,3 a
105,6 a
1,12 a
Irrigado
71,7 b
109,4 a
1,43 a
Manejo
Não irrigado
85,4 a
102,2 b
0,71 b
DMS
1,2
2,5
0,17
0
76,7
103,8
0,89
25
77,6
104,7
0,88
Doses de N
50
79,0
105,7
0,99
(kg ha-1)
75
79,5
103,3
1,28
100
80,0
108,5
1,29
0,12ns
1,36ns
Inoculação (I)
0,74ns
Manejo (M)
558,4**
31,61**
66,91**
Doses de N (D)
4,59**
1,52ns
4,24**
ns
ns
IxM
0,60
0,18
1,36ns
Teste F
IxD
2,93**
3,36*
0,07ns
0,48ns
4,24**
MxD
0,48ns
ns
ns
IxMxD
1,38
0,19
0,07ns
Média geral
78,6
105,8
1,07
CV (%)
3,29
5,39
37,0
(1)
ns - não-significativo; * e ** - significativo a 5 e 1% de probabilidade. Médias seguidas de letras iguais na coluna não
diferem entre si pelo teste de Tukey.
Tabela 2. Desdobramento da interação significativa entre inoculação e doses de nitrogênio para
número de dias após a emergência para o florescimento (DAE) da cultura do arroz de terras altas.
Selvíria-MS, 2012(1).
Doses de N (kg ha-1)
Tratamentos
0
25
50
75
100
Inoculação
(DAE)
(2)
Não inoculado
77,0 a
78,1 b
80,0 a
80,9 a
80,1 a
Inoculado(ns)
76,4 a
81,1 a
78,0 a
78,1 b
80,0 a
(1)
Médias seguidas de letras iguais na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5 e 1% de probabilidade. DMS
(manejos de água): 2,5 DAE. (2)Y = 76,734 + 0,0909x - 0,0005x2; R2 = 0,9382 (PM = 90,9 kg ha-1).
Tabela 3. Desdobramento da interação significativa entre inoculação e doses de nitrogênio para
altura de plantas da cultura do arroz de terras altas. Selvíria-MS, 2012(1).
Doses de N (kg ha-1)
Tratamentos
0
25
50
75
100
Inoculação
Altura de Plantas (cm)
Não inoculado(2)
105,3 a
108,6 a
105,7 a
103,8 a
106,6 a
(3)
Inoculado
100,7 a
102,4 b
105,6 a
108,8 a
110,4 a
(1)
Médias seguidas de letras iguais na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5 e 1% de probabilidade. DMS
(inoculação). (2)Y = 103,82 + 0,0436x; R2 = 0,9474. (3)Y = 100,42 + 0,1032x; R2 = 0,9857.
Tabela 4. Desdobramento da interação significativa entre manejo de água e doses de nitrogênio
para acamamento de plantas da cultura do arroz de terras altas . Selvíria-MS, 2012(1).
Doses de N (kg ha-1)
Tratamentos
0
25
50
75
100
Manejo de água
Acamamento (Notas)
Irrigado(2)
1,05 a
1,07 a
1,28 a
1,85 a
1,87 a
Não irrigado(ns)
0,70 a
0,70 a
0,70 b
0,70 b
0,70 b
(1)
Médias seguidas de letras iguais na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5 e 1% de probabilidade. DMS
(manejos de água): 0,39. (2)Y = 0,94 + 0,00968x; R2 = 0,8789.
Não foi observado efeito significativo dos tratamentos utilizados no número de colmos e de
panículas por metro quadrado (Tabela 5). Quanto ao perfilhamento útil verificou-se a que a
irrigação e a inoculação das sementes foram superiores quando comparadas às testemunhas.
Fornasieri Filho & Fornasieri (2006) relataram que o fornecimento de N é essencial para aumentar o
número de colmos por área, isto porque o N faz parte da molécula de clorofila e, também, é
componente estrutural das paredes celulares e, havendo deficiência deste nutriente o crescimento da
planta fica comprometido.
Tabela 5. Valores médios do número de colmos e panículas por metro quadrado, e perfilhamento
útil para a cultura do arroz sob inoculação de sementes com Azospirillum brasilense, manejo de
água e dose de nitrogênio em cobertura. Selvíria-MS, 2012(1).
Tratamento
Colmos m-2
Panículas m-2
Perfilhamento útil (%)
Não inoculado
230,9 a
184,3 a
80,3 b
Inoculação
Inoculado
225,3 a
188,8 a
83,9 a
Manejo de
Irrigado
228,2 a
180,7 a
84,5 a
água
Não irrigado
227,9 a
192,4 a
79,7 b
DMS
14,9
14,6
3,66
0
220,7
180,6
81,9
25
226,7
189,4
84,1
Dose de N
50
225,8
186,9
83,5
-1
(kg ha )
75
226,0
185,3
82,0
100
241,2
190,5
78,9
Inoculação (I)
0,57ns
0,38ns
4,09*
Manejode água (M)
0,01ns
2,62ns
7,17**
ns
ns
Doses de N (D)
0,85
0,23
0,97ns
Teste F
IxM
2,57ns
0,51ns
1,15ns
ns
ns
IxD
1,20
0,15
1,20ns
MxD
0,64ns
0,68ns
0,47ns
ns
ns
1,08
1,62ns
IxMxD
1,35
Média geral
228,1
186,6
82,1
CV (%)
14,61
17,31
9,95
(1)
ns - não-significativo; * e ** - significativo a 5 e 1% de probabilidade. Médias seguidas de letras iguais na coluna não
diferem entre si pelo teste de Tukey.
No que se refere à massa de 100 grãos (Tabela 6) observou-se que a ausência de inoculação
foi superior em relação ao tratamento inoculado. O aumento da dose de N reduziu linearmente a
massa de 100 grãos. Isto pode estar relacionado ao maior crescimento da parte vegetativa das
plantas reduzindo a massa de 100 grãos.
Para produtividade de grãos (Tabela 6) houve efeito significativo de doses de N e da interação
inoculação x manejos de água (Tabela 7). A produtividade respondeu de maneira linear negativa em
função do aumento da dose de N em cobertura. Para a inoculação, dentro de manejo de água
verifica-se a maior produtividade para o tratamento irrigado. Para manejo de água dentro de
inoculação observa-se que o não inoculado apresentou maior produtividade no tratamento não
inoculado, quando irrigado.
Para a massa do hectolitro o manejo irrigado foi superior em relação ao não irrigado em
14,95%. Arf et al. (2001) avaliaram em estudo com os cultivares IAC 201, Carajás e Guarani sob
preparos de solo e lâminas de água e observaram que os tratamentos que foram irrigados
apresentaram maiores valores para este atributo.
Tabela 6. Valores médios de massa de 100 grãos, produtividade e massa do hectolitro para a cultura
do arroz sob inoculação de sementes com Azospirillum brasilense, manejo de água e dose de
nitrogênio em cobertura. Selvíria-MS, 2012(1).
Massa de 100
Produtividade Massa do hectolitro
Tratamento
grãos (g)
(kg ha-1)
(kg 100 L-1)
Não Inoculado
2,82 a
3501 a
51,25 a
Inoculação
Inoculado
2,71 b
3170 a
52,07 a
Manejo de
Irrigado
2,80 a
3834 a
55,89 a
água
Não irrigado
2,73 a
2837 b
47,43 b
DMS
0,08
333
2,20
(2)
(3)
0
2,87
3486
51,81
Dose de N
25
2,82
3423
51,45
em cobertura
50
2,74
3280
51,57
-1
(kg ha )
75
2,65
3299
53,17
100
2,54
3188
50,31
ns
Inoculação (I)
7,08**
3,35
0,56ns
Manejo de água (M)
3,46ns
35,96**
58,99**
Doses de N (D)
3,16*
3,41**
0,68ns
ns
Teste F
IxM
0,18
6,26*
0,01ns
IxD
0,55ns
0,12ns
0,94ns
ns
ns
MxD
0,93
0,62
0,88ns
IxMxD
1,52ns
2,49ns
0,11ns
Média geral
2,77
3335,3
51,66
CV (%)
6,75
22,28
9,53
(1)
ns – não-significativo; * e ** - significativo a 5 e 1% de probabilidade. Médias seguidas de letras iguais na coluna
não diferem entre si pelo teste de Tukey. (2)Y = 2,89 - 0,00332x; R2 = 0,9824. (3)Y = 3479,3 - -2,8808x; R2 = 0,9186.
Tabela 7. Desdobramento da interação significativa entre inoculação e manejos de água para
produtividade de grãos da cultura do arroz. Selvíria-MS, 2012(1).
Manejo de água
Tratamentos
Irrigado
Não irrigado
Inoculação
Produtividade de grãos (kg ha-1)
Não inoculado
4207 a A
2794 b A
Inoculado
3460 a B
2880 b A
(1)
Médias seguidas de letras maiúsculas iguais na coluna e minúsculas na linha não diferem entre si pelo teste de Tukey
a 5% de probabilidade. DMS: 471 kg ha-1.
Para o número de espiguetas cheias (Tabela 8) observou-se que o manejo irrigado foi superior
ao não irrigado. Quanto ao número de espiguetas chochas por panícula (Tabela 8) verificou-se que
houve efeito significativo de manejo de água e da interação manejo de água x dose de N (Tabela 9).
O manejo não irrigado foi superior em relação ao irrigado. Com relação a dose dentro de manejo de
água, para o não irrigado obteve-se um ajuste linear positivo, para irrigado, houve uma tendência
linear decrescente. Quanto ao número de espigueta total por panícula, não houve efeito significativo
dos tratamentos utilizados.
Tabela 8. Valores médios do número de espiguetas cheias, chochas e total por panícula para a
cultura do arroz de terras altas sob inoculação de sementes com Azospirillum brasilense, manejo de
água e dose de nitrogênio em cobertura. Selvíria-MS, 2012(1).
Cheias
Chochas
Total
Tratamento
Numero de espigueta por panícula
Não Inoculado
111,2 a
19,0 a
130,2 a
Inoculação
Inoculado
107,5 a
18,3 a
125,8 a
Irrigado
116,0 a
13,8 b
129,8 a
Manejo
Não irrigado
102,7 b
23,5 a
126,2 a
DMS
9,0
3,8
9,8
0
109,5
20,9
130,4
25
105,7
17,2
123,0
Dose de N
50
102,4
17,4
119,6
(kg ha-1)
75
112,1
17,8
129,7
100
117,0
20,1
137,6
ns
ns
Inoculação (I)
0,68
0,12
0,93ns
Manejo (M)
8,70**
25,94**
0,59ns
Doses de N (D)
1,27ns
0,56ns
1,62ns
ns
ns
Teste F
IxM
0,11
0,11
0,16ns
IxD
0,49ns
1,13ns
0,59ns
ns
4,17**
0,82ns
MxD
1,63
IxMxD
1,25ns
0,24ns
0,86ns
Média geral
109,3
18,6
128,0
CV (%)
18,40
15,28
17,09
(1)ns
- não-significativo; * e ** - significativo a 5 e 1% de probabilidade. Médias seguidas de letras iguais na coluna não
diferem entre si pelo teste de Tukey.
Tabela 9. Desdobramento da interação significativa entre inoculação e doses de nitrogênio para
número de espiguetas chochas por panícula da cultura do arroz de terras altas. Selvíria-MS, 2012(1).
Tratamentos
Manejo de água
Irrigado(2)
Não irrigado(3)
(1)
(3)
0
9,4 b
29,5 a
Doses de N (kg ha-1)
25
50
75
Número de espiguetas chochas por panícula
11,8 b
12,0 b
13,7 a
25,1 a
22,8 a
21,8 a
100
22,2 a
18,0 a
Médias seguidas de letras iguais na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey. (2)Y = 8,32 + 0,11x; R2 = 0,7782.
Y = 28,7 - 0,1052x; R2 = 0,9583.
O manejo irrigado diminuiu o rendimento de benefício em relação ao manejo não irrigado
(Tabela 10). Para o porcentual de grãos inteiros, houve efeito significativo de inoculação e manejo
de água. A ausência de inoculação foi superior em relação ao tratamento inoculado. O manejo
irrigado aumentou o porcentual de grãos inteiros em relação ao não irrigado. No que se refere ao
porcentual de grãos quebrados, obteve-se efeito significativo de inoculação e manejos de água. A
inoculação aumentou o porcentual de grãos quebrados em relação à testemunha sem inoculação. No
que se refere à manejos de água, o irrigado aumentou o porcentual de grãos quebrados em relação
ao manejo não irrigado.
Tabela 10. Valores médios percentuais de rendimento de benefício, grãos inteiros e quebrados para
a cultura do arroz sob inoculação de sementes com Azospirillum brasilense, manejo de água e dose
de nitrogênio em cobertura. Selvíria-MS, 2012(1).
Benefício
Inteiros
Quebrados
Tratamento
%
Não Inoculado
75,13 a
48,53 a
26,61 b
Inoculação
Inoculado
74,37 a
45,34 b
29,03 a
Irrigado
Não irrigado
Manejo
DMS
Doses de N
(kg ha-1)
Teste F
0
25
50
75
100
Inoculação (I)
Manejo (M)
Doses de N (D)
IxM
IxD
MxD
IxMxD
Média geral
CV (%)
74,26 b
75,25 a
0,95
74,12
74,22
74,73
74,67
76,02
2,56ns
6,34**
2,01ns
0,53ns
1,39ns
0,60ns
0,18ns
74,75
2,84
48,91 a
44,95 b
2,87
44,06
46,08
46,77
46,95
50,79
4,96*
7,62**
2,32ns
1,04ns
1,17ns
0,08ns
0,17ns
46,93
13,66
29,30 a
26,34 b
2,22
30,06
28,15
27,96
27,72
25,22
4,79*
7,15**
1,94ns
1,02ns
0,91ns
0,03ns
0,31ns
27,82
17,81
(1)ns
- não-significativo; * e ** - significativo a 5 e 1% de probabilidade. Médias seguidas de letras iguais na coluna não
diferem entre si pelo teste de Tukey.
Para o teor de N foliar (Tabela 11) não foi observado efeito significativo da inoculação e do
manejo de água, entretanto, houve ajuste linear positivo em função das doses de N em cobertura.
Quanto ao teor de N nos grãos, observou-se que o tratamento inoculado foi superior em relação ao
não inoculado. O manejo não irrigado aumentou o teor de N nos grãos em relação ao irrigado. No
que se refere às doses, houve ajuste linear positivo do teor de N nos grãos em função do aumento da
dose de N. Com relação ao N na planta, o manejo não irrigado foi superior em relação ao irrigado.
Houve ajuste linear positivo do teor de N na planta em função das doses de N em cobertura.
Tabela 11. Valores médios percentuais de nitrogênio foliar, nos grãos e na planta para a cultura do
arroz sob inoculação de sementes com Azospirillum brasilense, manejos de água e doses de
nitrogênio em cobertura. Selvíria-MS, 2012(1).
Foliar
Grãos
Planta
Tratamento
-----------------------------g kg------------------------Não Inoculado
30,69 a
7,00 b
15,36 a
Inoculação
Inoculado
31,50 a
7,96 a
15,67 a
Irrigado
Não irrigado
DMS (1%)
0
25
Doses de N
50
(kg ha-1)
75
100
Inoculação (I)
Manejo (M)
Doses de N (D)
Teste F
IxM
IxD
MxD
IxMxD
Média geral
CV (%)
Manejo
30,87 a
31,32 a
1,16
30,14(2)
30,36
31,02
31,46
32,50
1,94ns
0,61ns
5,13**
1,60ns
1,02ns
0,89ns
0,32ns
31,09
8,32
6,80 b
8,15 a
0,72
7,00(3)
7,04
7,22
7,78
8,35
7,06**
13,84**
4,06**
1,23ns
1,01ns
1,41ns
0,78ns
7,48
21,65
14,73 b
16,31 a
0,88
15,03(4)
14,78
15,48
15,53
16,75
0,49ns
12,93**
4,38**
0,75ns
0,23ns
1,13ns
0,67ns
15,52
12,66
(1)
ns - não-significativo; * e ** - significativo a 5 e 1% de probabilidade. Médias seguidas de letras iguais na coluna não
diferem entre si pelo teste de Tukey. (2)Y = 29,93 + 0,02328x; R2 = 0,9501. (3)Y = 6,79 + 0,01376x; R2 = 0,8841. (4)Y =
14,676 + 0,01676x; R2 = 0,7626.
Conclusões
O manejo de água altera o período para florescimento do arroz de terras altas, aumenta a
altura de plantas, o acamamento e a produtividade de grãos; as doses de N em cobertura
incrementam os teores de N foliar e na planta e a eficiência agronômica da inoculação de sementes
de arroz de terras altas com Azospirillum brasilense não foi significativa.
Agradecimentos
À fundação AGRISUS pela concessão da bolsa ao primeiro autor.
Referências
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