Biologia - NEEJA Caxias do Sul

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NEEJA
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COMPONENTE CURRICULAR
BIOLOGIA
MÓDULO ÚNICO
JANEIRO - 2017
Objetivos da Biologia



Reconhecer compostos orgânicos e inorgânicos da célula.
Identificar os componentes celulares e relacioná-los às funções vitais da célula.
Caracterizar Vírus e identificar as principais doenças causadas por eles, assim como
as formas de preveni-las.
 Caracterizar os reinos Monera, Protista (principais doenças causadas por
protozoários) e Fungi.
 Conhecer os principais grupos de plantas (briófitas, pteridófitas, gimnospermas e
angiospermas), identificando suas características básicas e exemplificando com pelo
menos um representante de cada grupo.
 Caracterizar os filos de animais invertebrados (poríferos, celenterados, platelmintos,
nematelmintos, anelídeos, moluscos, artrópodes e equinodermos).
 Conhecer os principais representantes e as características anatômicas e fisiológicas
de peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos.
 Conhecer a anatomia do tubo digestório e o papel de cada órgão no processo
digestório.
 Identificar os componentes do sistema respiratório e urinário.
 Conhecer os componentes básicos do sistema cardiovascular humano (coração,
vasos sanguíneos e sangue), compreendendo o papel de cada um deles no
organismo.
 Identificar as principais artérias ( aorta e artérias pulmonares) e veias (cavas e veias
pulmonares) ligadas ao coração.
 Identificar as principais glândulas endócrinas humanas e seus respectivos hormônios.
 Compreender as principais divisões do sistema nervoso ( sistema nervoso central e
sistema nervoso periférico) e seus respectivos componentes (encéfalo, medula
espinhal, nervos e gânglios nervosos).
 Conhecer a anatomia geral do sistema genital feminino e masculino.
 Compreender o uso correto dos métodos contraceptivos.
 Conceituar termos usados em genética (alelo dominante, alelo recessivo, indivíduo
homozigótico, indivíduo heterozigótico, fenótipo, genótipo).
 Aplicar conhecimentos relativos à segregação de um par de alelos e à probabilidade
na resolução de problemas envolvendo cruzamentos.
 Montar heredogramas.
 Conhecer a determinação genética dos tipos sanguíneos humanos (ABO e Rh) e
resolver problemas sobre esse assunto.
 Resolver problemas envolvendo herança de genes localizados em cromossomos
sexuais.
 Explicar os pontos principais do lamarckismo e do darwinismo.
 Compreender os seguintes conceitos em Ecologia: biosfera, população, comunidade
e ecossistema.
 Identificar os níveis tróficos de um ecossistema e compreender as relações entre
eles.
 Diferenciar relações interespecíficas de intraespecíficas.
2
Citologia
A Citologia é a parte da Biologia que se ocupa do estudo da célula que é a unidade
morfológica e funcional do seres vivos.
As células dos seres vivos são formadas basicamente de membrana plasmática, citoplasma
e núcleo.
Essas células apresentam uma organização interna e são divididas de acordo com esta
organização em: células procariotas e células eucariotas.
A célula eucariota apresenta uma membrana nuclear que separa o material nuclear do
material citoplasmático. Essa membrana é chamada carioteca. Os organismos que apresentam
célula eucariota são chamados seres eucariontes.
A célula procariota não apresenta a membrana nuclear (carioteca) separando o material
nuclear do citoplasma, ficando tudo disperso no interior da célula. Este tipo de célula, mais
primitivo, só é encontrado em bactérias e algas azuis (cianobactérias). Estes seres são chamados
procariontes.
1
COMPOSTOS INORGÂNICOS DA CÉLULA
a) ÁGUA:
A água é a substância mais abundante dentro e fora do corpo dos seres vivos. O
surgimento e a manutenção da vida no nosso planeta estão associados à água. A água tem um
papel regulador de muitas funções de nosso organismo, entre elas:

Melhora o funcionamento do intestino.

Controla a pressão sanguínea.

Previne cãibras.

Transporta nutrientes.

Protege contra pedras nos rins.

Mantém a pele jovem.
3
b) SAIS MINERAIS:
SAIS MINERAIS
FUNÇÕES
Cálcio
Forma ossos e dentes; atua no funcionamento dos músculos e nervos e
na coagulação do sangue.
Fósforo
Forma ossos e dentes; participa da molécula dos ácidos nucléicos.
Ferro
Componente da hemoglobina, que ajuda no transporte de oxigênio.
Sódio
Ajuda no equilíbrio dos líquidos do corpo e no funcionamento dos nervos.
Potássio
Age como o sódio no equilíbrio dos líquidos e funcionamento dos nervos.
Iodo
Faz parte dos hormônios da tireoide, que estimulam o metabolismo.
Flúor
Fortalece ossos e dentes.
2
COMPONENTES ORGÂNICOS DA CÉLULA
a) CARBOIDRATOS:
Os carboidratos são também chamados de glicídios ou açúcares.
Os carboidratos, moléculas orgânicas constituídas por carbono, hidrogênio e oxigênio, têm
basicamente função energética, sendo, dentre os compostos orgânicos, os que fornecem maior
fonte de energia para os seres vivos.
Além da sua função energética, os carboidratos ou glicídios estão presentes na formação de
algumas estruturas dos seres vivos, compondo o revestimento (ou a membrana) das células e
participando das substâncias existentes entre as células de um tecido. Também participam da
composição química dos ácidos nucléicos, que comandam e coordenam toda a atividade celular.
Exemplos de carboidratos:

Glicose: fabricada pelos vegetais através da fotossíntese.

Frutose: encontrada nos frutos.

Sacarose: encontrada em muitos vegetais, principalmente na cana-de-açúcar e na
beterraba.

Lactose: encontrada no leite (açúcar do leite).

Maltose: açúcar dos cereais.

Amido: encontrado principalmente em raízes, tubérculos e sementes.

Celulose: constitui o principal componente estrutural da parede celular das células vegetais.
4
Problemas com a lactose
Leite e laticínios são fontes importantes de proteínas, cálcio e muitas vitaminas. Algumas
pessoas, porém, têm intolerância à lactose por causa de deficiência na produção da enzima
lactase, responsável pela digestão da lactose (o problema pode ter causa genética). O acúmulo
de lactose no intestino provoca diarreia logo após a ingestão de leite. Orientadas pelo médico,
essas pessoas devem tomar leite e consumir laticínios com baixo teor de lactose ou usar aditivos
à base de lactase que podem ser misturados ao leite.
b) LIPÍDIOS:
São substâncias muito abundantes em animais e vegetais. Compreendem os óleos, as gorduras, as ceras, os lipídios compostos (fosfolipídios = lipídios + fósforo) e os esteróides ( o mais
conhecido é o colesterol).
Os lipídios são encontrados no leite e seus derivados, na gema de ovo, nas carnes, nos
óleos e em frutos, como o abacate e o coco.
Os lipídios, juntamente com as proteínas, formam as membranas celulares. Além disso,
são fornecedores de energia e podem acumular-se para constituir reserva energética e funcionar
como isolante térmico.
COLESTEROL: MOCINHO OU BANDIDO?
É comum, nos dias de hoje, as pessoas se queixarem de estar com o colesterol alto. O
colesterol, de fato, é frequentemente relacionado às doenças do coração. Afinal, é normal ou não
termos colesterol no sangue? Que tipos de dano ele realmente causa?
Na verdade, o colesterol é fundamental para o organismo do homem e dos animais. O
colesterol participa da composição química das membranas celulares das células animais e é
precursor do hormônio sexual masculino (testosterona), do hormônio sexual feminino
(estrógeno), dos sais biliares e da vitamina D. Além do colesterol que o nosso corpo produz,
ingerimos esta substância em alimentos de origem animal. Apesar de ser importante para o
organismo, colesterol em excesso pode ser nocivo à saúde humana.
No sangue humano o colesterol pode ser transportado associado a lipoproteínas (proteínas
ligadas a lipídios) que podem ser de baixa densidade, identificadas pela sigla LDL (do inglês: low
density lipoprotein), ou de alta densidade, identificadas pela sigla HDL (do inglês: high density
lipoprotein).
A LDL fornece colesterol aos tecidos, mas quando há excesso de colesterol no sangue esse
excesso pode depositar-se nas paredes dos vasos que irrigam o músculo do coração, entupindoos aos poucos e dificultando a passagem do sangue (aterosclerose). Por isso, a LDL é chamada
“mau colesterol”. Já a HDL, chamada “bom colesterol”, remove o excesso de colesterol do
sangue, transportando-o para o fígado, onde é degradado e excretado sob a forma de sais
biliares.
Algumas regras básicas parecem ser aceitas hoje pela maioria dos médicos. Inicialmente,
parece prudente controlar a quantidade de alimentos gordurosos que ingerimos. O exercício
físico regular também favorece a destruição do excesso de colesterol, enquanto o fumo, ao
contrário, a dificulta. Pessoas pertencentes a famílias com histórico de doenças cardíacas devem
ser ainda mais rigorosas quanto à dieta, ao fumo e á pratica de exercícios físicos.
5
c) PROTEÍNAS:
São compostos orgânicos formados pela reunião de moléculas menores chamadas
aminoácidos. São substâncias que entram na constituição (estrutura) do nosso organismo,
participando da formação das células e dos tecidos. São elas também que formam os anticorpos
presentes no sangue e que nos defendem contra as doenças provocadas por agentes infecciosos.
As proteínas são encontradas no feijão, na carne, ovos, por exemplo.
Doença celíaca
Uma pessoa com doença celíaca tem intolerância ao glúten, proteína encontrada no trigo, na
aveia, no centeio, na cevada e no malte.
A ingestão dessa proteína pode provocar na pessoa lesões no intestino delgado, diarreia e
dor abdominal, além de impedir a correta absorção dos alimentos, o que causa desnutrição. Por
isso, os portadores dessa doença devem ter uma dieta sem glúten. O diagnóstico sempre deve
ser feito pelo médico.
d) ÁCIDOS NUCLÉICOS:
Os ácidos nucléicos são as maiores macromoléculas encontradas nas células. Apresentam
as seguintes funções:

Coordenam a síntese de todas as proteínas das células;

Transmitem as informações genéticas durante a reprodução celular.
Existem dois tipos de ácidos nucléicos – o ácido desoxirribonucléico, conhecido por DNA ou
ADN, o ácido ribonucléico, conhecido por RNA ou ARN.
Os ácidos nucléicos são constituídos de filamentos longos, formados pela combinação de
grande número de unidades denominadas nucleotídeos. Cada nucleotídeo é formado por três
tipos de substâncias químicas: um radical fosfato, uma pentose (açúcar de cinco carbonos) e uma
base nitrogenada (composto cíclico contendo nitrogênio).
6
As bases nitrogenadas são de dois tipos: bases púricas e bases pirimídicas. As
bases púricas compreendem a adenina (A) e a guanina (G). As bases pirimídicas abrangem a
citosina (C), a timina (T) e a uracila (U).
Bases púricas: adenina e guanina.
Bases pirimídicas: citosina, timina e uracila.
Nos nucleotídeos de DNA as bases púricas são: adenina (A) e guanina (G) e as pirimídicas
são: citosina (C) e timina (T).
Nos nucleotídeos de RNA as bases púricas são: adenina (A) e guanina (G) e as pirimídicas
são citosina (C) e uracila (U).
As pentoses são de dois tipos: ribose e desoxirribose. A ribose é a pentose encontrada nos
nucleotídeos do RNA e a desoxirribose nos nucleotídeos do DNA.
Esquema mostrando os quatro possíveis nucleotídeos encontrados no DNA e no RNA
ESTRUTURA DA MOLÉCULA DO DNA
No DNA encontramos sempre dois filamentos paralelos de nucleotídeos, torcidos em forma
de hélice. Cada filamento é constituído de inúmeros nucleotídeos, ligados uns aos outros pelo
fosfato. Os dois filamentos são unidos por pontes de hidrogênio entre as bases nitrogenadas. A
base timina se prende à adenina, e a base citosina está sempre ligada à guanina. Como
decorrência desse emparelhamento obrigatório, a sequência de bases de um filamento determina
a sequência do outro. Assim, se num filamento houver a sequência AATCCATGT, por exemplo,
no outro a sequência será TTAGGTACA.
A–T
T–A
C–G
G–C
7
DETERMINAÇÃO DE PARENTESCO
O exame de DNA é uma técnica recente, que proporciona grande progresso na
investigação de parentesco entre pessoas. Ela é resultado do avanço no conhecimento sobre a
organização e a reprodução da vida, da matéria viva, em seu nível molecular.
As pesquisas atingiram um grande nível de desenvolvimento, tornando possível o estudo
dos genes, estruturas que contêm e transmitem a hereditariedade. Os genes são pedaços de
uma molécula chamada ácido desoxirribonucléico – DNA – que, em geral, se encontra no núcleo
da célula. O DNA está presente e define todos os seres vivos.
Partes da Célula
1
MEMBRANA PLASMÁTICA
O envoltório celular presente em todos os tipos de células é a membrana plasmática.
O modelo de estrutura de membrana plasmática aceito atualmente foi proposto em 1972 por
Singer e Nicholson e denomina-se modelo de mosaico fluído.
Estrutura: Dupla camada de lipídios intercalados por moléculas de proteína.
A membrana plasmática não isola totalmente a célula do meio exterior. Como unidade viva,
a célula precisa adquirir substâncias do meio externo para garantir sua sobrevivência, assim como
precisa eliminar resíduos de seu metabolismo. Nesse processo, a membrana plasmática exerce
um controle sobre as substâncias que devem entrar ou sair da célula. Ela possui permeabilidade
seletiva.
2
CITOPLASMA
O citoplasma das células eucariotas corresponde a toda região compreendida entre a
membrana plasmática e a carioteca (membrana do núcleo).
O citoplasma é formado por um líquido gelatinoso (hialoplasma) no qual ficam
mergulhados os organoides.
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ORGANOIDES CITOPLASMÁTICOS
1) Retículo endoplasmático
É um sistema de canais e vesículas internas, que podem ou não ter grânulos aderidos à sua
superfície (ribossomos).
-Retículo endoplasmático liso – não possui ribossomos aderidos. Tem as seguintes funções:
aumenta a superfície interna da célula, permite a circulação intracelular, armazena substâncias e
produz lipídios.
-Retículo endoplasmático rugoso – apresenta inúmeros ribossomos aderidos à sua superfície
externa, além de todas as funções exercidas pelo retículo endoplasmático liso, também participa
da síntese de proteínas.
2) Complexo de Golgi
É formado por um conjunto de vesículas e bolsas achatadas, umas empilhadas sobre as
outras. Desempenha as funções de armazenamento de
substâncias, que são posteriormente eliminadas pelas
vesículas.
No espermatozoide, o acrossomo (uma estrutura
originada do complexo de Golgi) é repleto de enzimas
digestivas com função de perfurar a membrana que envolve o
óvulo, permitindo assim a fecundação.
3) Lisossomos
São pequenas vesículas que contêm sucos digestivos, com função de realizar a digestão
intracelular.
- Lisossomos e doença: o rompimento dos lisossomos pode ser responsável por algumas
doenças. A silicose é uma doença pulmonar causada por inalação de pó de sílica, comum em
trabalhadores de pedreiras e minas, cujos pulmões perdem aos poucos sua capacidade
respiratória. Aparentemente, as partículas de sílica provocam a destruição da membrana
lisossômica; as enzimas liberadas destroem as células e suas vizinhas, levando-as à morte.
Ocorre na região a formação de um material fibroso, que impede a troca de gases.
4) Centríolo
Essa organela é constituída por um conjunto de 27 microtúbulos
protéicos, dispostos em nove grupos de três, formando um cilindro oco.
Geralmente a célula possui um par de centríolos dispostos
perpendicularmente. Participam do processo de divisão celular.
5) Mitocôndrias
São organelas ovaladas, formadas por duas membranas
lipoprotéicas, cuja função é realizar a respiração celular. A membrana
externa é lisa e a interna apresenta dobras que formam as cristas
mitocondriais. O conteúdo interno é formado pela matriz mitocondrial.
9






6) Plastos
São organelas típicas de células vegetais, cujas funções são: armazenar substâncias
(leucoplastos) e sintetizar compostos orgânicos (cromoplastos).
Classificação:
Leucoplastos – plastos incolores, armazenam substâncias.
Amiloplastos  reserva de amido.
Oleoplastos  reserva de óleos.
Proteoplastos  reserva de proteínas.
Cromoplastos – plastos coloridos armazenam pigmentos.
Cloroplastos  armazenam clorofila (verde).
Xantoplastos  armazenam pigmentos amarelos.
Eritroplastos  armazenam pigmentos vermelhos.
Os cloroplastos são os plastos mais importantes, pois armazenam clorofila, que é o
pigmento responsável pela absorção da luz para realização da fotossíntese.
Sua estrutura é constituída de uma membrana externa lisa e outra interna formando muitas
dobras, que são denominadas lamelas e pregueamentos menores que formam pequenas bolsas
achatadas denominadas tilacoides.
FOTOSSÍNTESE
A fotossíntese é a principal fonte de matéria orgânica para os seres vivos, além de ser o
processo responsável pelo fornecimento de oxigênio para a atmosfera.
O processo da fotossíntese tem esse nome porque só se desencadeia em presença de luz
(photo=foto; synthese=síntese).
Para realizar a fotossíntese a planta necessita de água e dióxido de carbono. A água é
fornecida pela seiva bruta que chega às folhas através dos vasos lenhosos; o dióxido de carbono
é proveniente do ar atmosférico. Como conseqüência da fotossíntese a planta libera oxigênio para
o ambiente e sintetiza glicose (C6H12O6).
EQUAÇÃO SIMPLIFICADA DA FOTOSSÍNTESE
6CO2 + 12H2O
luz
Clorofila
10
C6H12O6 + 6O2 + 6H2O
3
NÚCLEO
O núcleo tem duas funções fundamentais: dirige as atividades da célula e transporta a
informação hereditária, ou seja, transporta os genes.
Os genes formam o DNA (ácido desoxirribonucléico) e o DNA forma o cromossomo.
O que recebemos de nossos pais?
Recebemos os genes (ou o DNA ou cromossomo) que vieram no espermatozoide do pai
e no óvulo da mãe. Um gene é uma receita (código) de como fazer uma proteína.
DIVISÃO CELULAR
A célula divide-se de duas maneiras: mitose e meiose.
A mitose origina duas células com a mesma quantidade de cromossomos (genes ou
DNA).
Uma célula com dois cromossomos origina, por mitose, duas células também com dois
cromossomos.
As células do nosso corpo que se dividem por esse processo são as somáticas (“soma”
vem do grego e significa corpo). Quase todas são somáticas, só as reprodutoras (espermatozoide
e óvulo) é que se dividem por outro processo ,a meiose.
A meiose origina quatro células com metade dos cromossomos (genes ou DNA).
Uma célula com dois cromossomos origina, por meiose, quatro células com um
cromossomo em cada célula (metade).
As células que se dividem por meiose são os gametas, ou seja, células reprodutoras
(espermatozoides e óvulos).
As nossas células somáticas (do corpo) têm 46 cromossomos e as reprodutoras 23
cromossomos (metade).
Esses 46 cromossomos estão organizados em pares, 23 pares de cromossomos. Em
cada par um cromossomo veio do pai no espermatozóide e o outro veio da mãe no óvulo, portanto
recebemos 23 cromossomos do pai e 23 da mãe.
Quando a célula tem todos os cromossomos (46) chamamos de diploide e quando tem
metade dos cromossomos (23) chamamos de haploide.
As células somáticas (do corpo) são diploides e os gametas (espermatozoides e óvulos)
são haploides.
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FECUNDAÇÃO
Fecundação ou fertilização é a união de um gameta masculino com feminino, formando o
ovo ou zigoto.
Logo após a entrada do espermatozoide no óvulo, forma-se neste uma membrana
plasmática (membrana de fecundação) que impede a entrada de outros espermatozoides.
O núcleo do espermatozoide que penetrou no óvulo vai constituir o pronúcleo masculino.
A fusão desse pronúcleo com o núcleo do óvulo só se verifica após completada a maturação do
óvulo.
Desenvolvimento Embrionário dos Mamíferos
Quando o óvulo desprende-se do ovário, pode entrar em contato com espermatozoide
nas tubas uterinas. Ocorrendo a fusão do núcleo do espermatozoide com o núcleo do óvulo,
forma-se o zigoto.
O zigoto sofre sucessivas mitoses, originando a mórula.
É a partir desse aglomerado de células que se originará o embrião.
Em um estágio mais avançado do desenvolvimento embrionário surge a placenta, anexo
exclusivo de embriões de mamíferos.
A placenta origina-se a partir de vilosidades ou pregas do endométrio (parede interna do
útero). É através dela que o embrião se nutre, respira e elimina suas excreções. Ela também
produz hormônios.
O cordão umbilical estabelece as trocas de substâncias entre a mãe e o feto.
À medida que o embrião se desenvolve, ocorre uma diferenciação das células para
executar funções específicas
A partir da nona semana de desenvolvimento até o nascimento, o embrião é chamado
feto. Inicialmente ele mede cerca de 3 cm e pesa aproximadamente 1 grama. Ao nascer pode
medir 50 cm e pesar 3,5 kg.
A GRAVIDEZ
Gravidez é o período que se estende desde a fertilização até o nascimento do feto. Dura
cerca de 40 semanas na espécie humana. Durante esse período o abdome da mulher dilata-se
gradualmente. Terminado esse período sobrevém o parto. Após o nascimento da criança a
placenta é expelida do útero.
A gravidez pode ser múltipla, isto é, pode envolver a formação de mais de um feto.
Da gravidez múltipla originam-se gêmeos verdadeiros (ou univitelinos) e gêmeos
fraternos.
Os gêmeos verdadeiros ou monozigóticos são provenientes de um óvulo fecundado por
um espermatozoide. Esses gêmeos possuem os mesmos genes e são sempre do mesmo sexo.
12
A mulher pode liberar dois óvulos ao mesmo tempo e que podem ser fecundados por
dois espermatozoides. Nesse caso formam-se dois zigotos que originarão gêmeos fraternos ou
dizigóticos.
Os gêmeos dizigóticos possuem equipamentos genéticos diferentes e podem ou não ser
do mesmo sexo.
ATIVIDADES
1. Diferencie célula procariota de célula eucariota.
2. Cite 3 funções desempenhadas pela água em nosso organismo.
3. Alimentação rica em carboidratos e lipídios e vida sedentária estão entre os fatores que
favorecem a obesidade, fazendo com que problemas de saúde típicos de adultos
comecem a aparecer em crianças e adolescentes.
Em relação a carboidratos e lipídios, responda:
a) Que funções eles realizam?
b) Qual é o carboidrato presente no leite? E na cana-de-açúcar?
c) Porque o LDL é chamado de “mau colesterol” e o “HDL” é chamado “bom colesterol” ?
4. Algumas pessoas não podem ingerir alimentos que contenham lactose, pois são
intolerantes a esse carboidrato. Por que isso ocorre?
5. O que é doença celíaca? Quais os sintomas dessa doença?
6. Quais são as bases nitrogenadas formadoras do DNA e do RNA?
7. Um filamento de DNA apresenta à seguinte sequência: ATACCGTATAAG.Identifique o
filamento complementar.
8. “A célula pode ser vista como uma unidade minúscula e complexa. Nela há estruturas e
processos responsáveis pela nutrição, respiração, circulação de materiais, construção de
substâncias e estruturas, excreção de resíduos, reprodução e pelo controle dessas
atividades”.
13
Na tabela abaixo, escreva as funções realizadas pelos organoides citoplasmáticos:
Função
Organoide
Ribossomo
Complexo de Golgi
Lisossomo
Centríolo
Mitocôndria
Plasto
9. Em que organoide ocorre a fotossíntese? Explique o que é necessário para que esse
fenômeno ocorra? O que resulta dele?
10. “Do mesmo modo que uma fábrica pode ser multiplicada pela construção de várias filiais,
também as células se dividem e produzem cópias de si mesmas”.
Há dois tipos de divisão celular: mitose e meiose. Diferencie esses processos quanto ao
número de células formadas e a carga cromossômica.
11. Uma célula com 8 cromossomos, ao sofrer mitose, origina quantas células? Qual a carga
cromossômica de cada uma delas?
12. Uma célula com 46 cromossomos, ao sofrer meiose, origina quantas células? Qual a carga
cromossômica de cada uma delas?
CLASSIFICAÇÃO DOS SERES VIVOS EM REINOS
Houve um tempo em que os seres vivos eram classificados como animais e plantas. Com o
aperfeiçoamento da microscopia óptica comum e o aperfeiçoamento da microscopia eletrônica,
esse modo de sistematizar tornou-se inadequado. Descobriram-se importantes diferenças entre
os seres vivos. Atualmente a classificação baseia-se no tipo de organização celular e no tipo de
nutrição. Desse modo, os seres vivos dividem-se em cinco reinos:
Reino
Monera
Protista
Grupos
Bactérias e
cianobactérias
Protozoários e algas
unicelulares
Fungi
Fungos
Plantae (ou Metaphyta)
Vegetais
Animalia (ou Metazoa)
Animais
14
Características
Unicelulares, procariontes, nutrição
autótrofa ou heterótrofa
Unicelulares, eucariontes, nutrição
autótrofa ou heterótrofa
Pluricelulares em sua maioria,
eucariontes e nutrição heterótrofa
Pluricelulares, eucariontes e nutrição
autótrofa
Pluricelulares, eucariontes e nutrição
heterótrofa
VÍRUS
Nos sistemas tradicionais de classificação dos seres vivos, os vírus não são incluídos por
serem considerados por alguns, como partículas não-vivas, e por outros como seres vivos
extremamente simples. Apesar de hoje ainda persistir a discussão em torno do tema, a tendência
é considerar os vírus como formas particulares de vida.
Os vírus são extremamente simples e diferem dos demais seres vivos pela inexistência de
organização celular, por não possuírem metabolismo próprio e por não serem capazes de se
reproduzir sem estar dentro de uma célula hospedeira. São, portanto, parasitas intracelulares
obrigatórios.
ESTRUTURA DOS VÍRUS
Os vírus são os menores seres conhecidos, sendo visíveis apenas ao microscópio
eletrônico. Eles são tão pequenos que podem penetrar na célula das menores bactérias que se
conhecem. Quando a partícula viral está fora da célula hospedeira, ela recebe o nome de virion.
Os vírus possuem como material genético o ácido desoxirribonucléico (DNA) ou o ácido
ribonucléico (RNA), nunca ocorrendo esses dois tipos de ácidos nucléicos juntos em um mesmo
vírus. Existem, portanto, vírus de DNA e vírus de RNA.
O ácido nucléico apresenta-se sempre envolto por uma cápsula protéica denominada
capsídeo. As proteínas que compõem o capsídeo são específicas para cada tipo de vírus. O
capsídeo mais o ácido nucléico que ele envolve são denominados nucleocapsídeo.
DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS: AIDS, gripe, dengue, febre amarela, sarampo, catapora
(varicela), caxumba, hepatite, poliomielite, rubéola, condiloma acuminado ou verruga genital,
rotavirose e raiva.
Dengue e febre amarela
A dengue e a febre amarela são causadas por vírus. Em ambas, os vírus são transmitidos ao
ser humano pelas fêmeas do mosquito Aedes aegypti, que são hematófagas, isto é, alimentam-se
de sangue.
A dengue apresenta-se sob duas formas: a clássica e a hemorrágica. Na dengue clássica,
alguns dias depois da picada, a pessoa apresenta febre alta de quatro a sete dias, dores
musculares, articulares (daí o nome popular de “quebra ossos”), na cabeça e nos olhos.
Na dengue hemorrágica, os sintomas iniciais são semelhantes aos da dengue clássica,
porém, depois que a febre começa a ceder, os sintomas se agravam, com queda da pressão
arterial, hemorragias da pele, intestino e gengivas. Nesse caso, se não houver assistência
médica, a doença pode levar o paciente à morte em 10% dos casos.
O combate ao mosquito é a medida mais importante para a prevenção da dengue.
Febre amarela: o doente apresenta febre, vômito, dor no estômago e lesões no fígado, o
que torna a pele amarelada (icterícia). A doença pode se apresentar de forma leve e até sem
sintomas ou de forma grave, podendo levar à morte. A prevenção é feita com combate ao
mosquito e vacinação.
Condiloma acuminado ou verruga genital; é uma doença causada pelo HPV (papiloma
vírus humano), que provoca lesões em forma de “verrugas” na vulva, na vagina e no pênis, que é
transmitido (o vírus) pelo ato sexual. Mulheres que tiveram ou têm o vírus devem fazer exames
ginecológicos periódicos, pois alguns subtipos têm relação com o câncer no colo do útero.
15
Em 2006, foi aprovada uma vacina contra os dois tipos mais comuns de HPV,
responsáveis por 90% das verrugas, e também contra os dois tipos mais perigosos, responsáveis
por 70% dos casos de câncer do colo do útero. A imunização deve ser feita antes que seja
iniciada a vida sexual.
REINO MONERA
Características Gerais:
São organismos microscópicos unicelulares (formados por uma única célula) procariontes,
ou seja, desprovidos de carioteca (membrana nuclear), com o material genético disperso no
citoplasma. Alguns são autótrofos (produzem seu próprio alimento) e, outros heteretróficos (se
alimentam de outros seres vivos).
São representados pelas bactérias e cianobactérias (algas azuis ou cianofíceas).As
bactérias podem viver isoladas ou agrupadas, formando colônias, sendo encontradas em todos os
tipos de habitat. Há muitas formas de vida livre e também, parasitas, podendo ser imóveis ou se
locomoverem por flagelos.
A maioria das bactérias leva vida heterótrofa, às custa do saprofitismo (nutrição a partir
da matéria orgânica em decomposição no meio), do parasitismo (causando doenças em animais
e mesmo em vegetais) e do mutualismo ( como as que vivem nas raízes das leguminosas, no
tubo digestório dos ruminantes e formando a flora intestinal humana).
As bactérias saprofíticas, juntamente com os fungos, realizam a decomposição e
reciclagem do material orgânico do solo. Algumas são importantes, biologicamente, na nitrificação
e denitrificação do solo e na fixação do nitrogênio livre, como é o caso de Rhizobium, que forma
nódulos nas raízes de plantas leguminosas (feijão, soja). A fermentação bacteriana é aproveitada
industrialmente: a bactéria Lactobacyllus decompõe a lactose (do leite) em ácido lático, muito
usado na indústria de iogurtes; a bactéria Acetobacter converte o álcool do vinho em ácido
acético, sendo responsável pela produção de vinagre.
Reprodução:
A principal forma de reprodução das bactérias é assexuada por divisão binária, bipartição
ou cissiparidade. Nesse processo, a célula bacteriana duplica seu cromossomo e se divide ao
meio, originado duas novas bactérias idênticas a ela.
As bactérias têm alto poder de reprodução. Em algumas horas, sob condições ambientais
adequadas, uma única célula pode dar origem a milhares de descendentes, todos geneticamente
idênticos entre si. Esse conjunto de seres geneticamente idênticos é denominado clone.
Doenças causadas por bactérias: Tuberculose, sífilis, cólera, tétano, botulismo, febre tifoide,
gastroenterites, pneumonia, coqueluche, meningite.
REINO PROTISTA
O Reino Protista é formado por organismos unicelulares eucariontes, isto é, seres cujas
células já apresentam um núcleo individualizado, contendo no seu interior o material genético.
O Reino Protista é composto pela reunião de dois grandes grupos de organismos: os
protozoários e as algas unicelulares.
16
PROTOZOÁRIOS
Os protozoários são eucariontes unicelulares desprovidos de clorofila, que vivem isolados ou
formando colônias, nos mais variados tipos de habitat. Podem ser aeróbicos ou anaeróbicos e
exibir vida livre ou associar-se a outros organismos.
Classificação dos protozoários
A classificação dos diferentes filos de protozoários baseia-se na presença e no tipo de
estrutura utilizada na locomoção. Os principais filos são:

Rizópodes ou sarcodíneos: locomovem-se através de pseudópodes. Ex: amebas.

Flagelados: locomovem-se através de flagelos.

Ciliados: locomovem-se através de cílios.

Esporozoários: desprovidos de organelas locomotoras.
Os protozoários e a saúde humana
As doenças causadas por protozoários apresentam:
Agente etiológico: que é o agente causador da doença;
Vetor: que é o agente transmissor, responsável por transmitir o agente etiológico ao
indivíduo sadio.
a) Amebíase ou disenteria amebiana:
Protozoário causador: Entamoeba histolytica (sarcodíneo)
A amebíase é uma doença infecciosa predominante em regiões tropicais e
subdesenvolvidas. O homem é o hospedeiro principal da Entamoeba histolytica. A transmissão se
dá por cistos eliminados nas fezes, ingeridos através da água ou alimentos contaminados.
Ao comer frutas ou verduras mal lavadas ou beber água contaminada, o homem pode ingerir
esses cistos que atingem o intestino delgado, onde se transformam em amebas ativas, que
migram para o intestino grosso.
Na amebíase intestinal, os sintomas são diarreias prolongadas com eliminação de muco e
sangue pelas fezes, cólicas, náuseas e vômitos.
b) Doença ou Mal de Chagas:
Protozoário causador: Trypanosoma cruzi (flagelado)
A doença de Chagas (nome dado em homenagem a Carlos Chagas, pesquisador brasileiro
que descobriu o ciclo da doença) é extremamente grave e não tem cura.
O agente etiológico da doença é o Trypanosoma cruzi. O vetor é um inseto hematófago
conhecido vulgarmente por barbeiro.
Alterações ambientais, provocadas pela derrubada de matas, fizeram com que o barbeiro,
inseto de hábitos silvestres e noturnos, passasse a conviver com o homem em suas habitações,
alojando-se geralmente em frestas ou rachaduras de casas velhas, em casas de pau a pique, em
paióis e chiqueiros. Na natureza, o barbeiro contamina-se com os tripanossomos, alimentando-se
do sangue de mamíferos da nossa fauna, que são os reservatórios naturais do protozoário:
gambás, tatus, tamanduás, morcegos, preguiças, roedores e macacos.
Os tripanossomos penetram no organismo quando o indivíduo picado se coça, seja
espalhando fezes nos locais das picadas, seja esfregando as mãos contaminadas com as fezes
do barbeiro em mucosas como a da boca e do olho.
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Estes protozoários parasitas podem ser encontrados no sangue e e formando os
“ninhos de tripanossomos” na musculatura cardíaca. O coração comprometido aumenta de
volume, fica flácido e apresenta fibrose, levando à insuficiência cardíaca, que pode ser fatal.
c) Leishmaniose Tegumentar ou Úlcera de Bauru:
Protozoário causador: Leishmania brasiliensis (flagelado)
O agente etiológico é o protozoário flagelado Leishmania brasiliensis , endêmico das
florestas de clima quente e úmido da América do Sul e Central. Esse protozoário é naturalmente
encontrado em animais silvestres, sendo o homem seu hospedeiro acidental.
O vetor é sempre o mosquito fêmea do gênero Phlebotomus, conhecido como mosquitopalha ou birigui.
A úlcera de Bauru se caracteriza por ulcerações na pele. Pode haver regressão
espontânea, mas na maioria dos casos a infecção evolui após vários meses surgindo lesões
cutâneas secundárias e, mais tarde, lesões na região da faringe, boca e nariz, onde nesse caso,
ocorre a destruição de ossos e cartilagens.
d) Malária:
Protozoário causador: Plasmodium (esporozoário)
A malária (maleita ou impaludismo) tem como agente etiológico os esporozoários do
gênero Plasmodium e como vetor o mosquito anófeles.
Ao picar uma pessoa, o mosquito fêmea injeta saliva anticoagulante e com ela, os
esporos infectantes do Plasmodium. Através da corrente sanguínea, os esporos migram para o
fígado, multiplicam-se, causando um aumento desse órgão. Os esporos resultantes desse período
passam para a corrente sanguínea, penetram nas hemácias, reproduzem-se a custa delas,
rompem-nas e libertam-se para o plasma, voltando a penetrar em outras hemácias e assim o ciclo
nas hemácias se repete. Quando as hemácias rompem, a pessoa tem febre muito alta. Os
acessos de frio e febre se repetem em intervalos de tempos regulares, de acordo com a espécie
do plasmódio causador.
Um novo mosquito suga o sangue da pessoa infestando-se, e abrigando o protozoário
no tubo digestório.
REINO FUNGI
O reino dos fungos compreende os mofos ou bolores, os cogumelos, as leveduras entre
outros.
São encontrados geralmente onde há pouca luz e muita umidade. São organismos
eucariontes, aclorofilados, heterótrofos e, na grande maioria, pluricelulares.
Suas células estão associadas formando filamentos denominados hifas que agrupadas
formam o micélio, que tem uma parte vegetativa, encarregada da nutrição, e uma parte
especializada para a reprodução.
Entre os fungos há formas assexuadas e sexuadas de reprodução. A reprodução assexuada
ocorre através de esporos que germinam e produzem novas hifas. A reprodução sexuada se dá
pela fusão das extremidades de duas hifas, resultando um zigoto.
O reino fungi apresenta os seguintes grupos:

Ficomicetos: seu principal representante é o bolor negro do pão.

Ascomicetos: destacam-se as leveduras usadas na fabricação de pães e bebidas alcoólicas.

Basidiomicetos: entre eles estão os fungos comestíveis, conhecidos por champignons.

Deuteromicetos: inclui fungos saprófitas e parasitas.
18
IMPORTÂNCIA DOS FUNGOS
a) Decompositores: reciclagem da matéria
Em sua maioria, os fungos atuam como organismos decompositores ou saprófagos.
Juntamente com determinadas bactérias, destroem cadáveres e restos de plantas. Isso permite
que a matéria orgânica dos seres mortos possa ser aproveitada por outros seres vivos.
b) Fungos e produção de alimentos
Cerca de duzentos tipos de cogumelos são usados na alimentação humana. Algumas
espécies são largamente cultivadas, como é o caso do Agaricus campestris.
PRODUÇÃO DE PÃO
As leveduras são fungos microscópicos utilizados desde a Antiguidade na preparação de
alimentos e bebidas fermentadas. O levedo Saccharomyces cerevisae, empregado na fabricação
de pão e de bebidas alcoólicas, realiza a fermentação alcoólica, isto é, para obter energia
convertem açúcares em álcool etílico e gás carbônico. Na produção de pão, é o gás carbônico
que interessa; as bolhas microscópicas desse gás, eliminadas pelo levedo na massa, contribuem
para tornar o pão leve e macio.
PRODUÇÃO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS
A produção de diferentes tipos de bebidas alcoólicas varia de acordo com o substrato
fermentado. Por exemplo, a fermentação da cevada produz cerveja, enquanto a fermentação da
uva produz o vinho. Depois da fermentação, certas bebidas passam por processos de destilação,
o que aumenta sua concentração em álcool. Exemplos de bebidas destiladas são a aguardente,
obtida através de fermentado de cana-de-açúcar, o uísque, obtido de fermentado de cereais como
a cevada e o centeio, e o saquê, obtido a partir de fermentados de arroz.
PRODUÇÃO DE QUEIJOS
Certos fungos são empregados na produção de queijos: os fungos Penicillium roqueforti e
Penicillium camembertii, por exemplo, são utilizados na fabricação de queijos tipo roquefort e
camambert, respectivamente.
c) Fungos e produção de substâncias de uso farmacêutico
Em Farmacologia, os fungos servem como matéria-prima para a extração de várias drogas
de interesse médico.
A penicilina, extraída do Penicillium, é eficaz contra diversas infecções.
d) Ação cancerígena e pesquisa genética
Os fungos da espécie Aspergillus flavus, que podem se desenvolver em grãos diversos,
como o amendoim e a soja, liberam toxinas denominadas aflatoxinas, de comprovada ação
cancerígena. Os fungos do gênero Neurospora, são largamente empregados em pesquisas
desenvolvidas pela genética: esta utilização se justifica pelo fato de esses organismos
apresentarem ciclo vital rápido, cromossomos bem visíveis e facilidade na obtenção de mutantes.
e) Importância ecológica
Dentre os fungos mutualísticos, existem os que vivem associados a raízes de plantas,
formando as micorrizas (mico = fungos; rizas = raízes). Nesse caso, os fungos degradam
materiais do solo, absorvem estes materiais degradados e os transferem à planta. A planta, por
sua vez, cede ao fungo certos açúcares e aminoácidos que ele necessita como alimento.
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Outra forma de associação mutualística são os liquens. Os liquens resultam da
associação entre algas unicelulares e fungos. Nessa interação, as algas constituem os elementos
produtores, isto é, sintetizam matéria orgânica e fornecem para os fungos parte do alimento
produzido; estes, com suas hifas, envolvem e protegem as algas contra a desidratação, além de
lhes fornecer água e sais minerais que retiram do substrato.
f) Os parasitas: enfermidades e controle biológico
Certos fungos atuam como parasitas de plantas e animais, inclusive o homem. A ferrugem
do cafeeiro, por exemplo, é uma parasitose provocada por fungos; as micoses que aparecem
comumente nos homens são doenças provocadas por fungos (exs.: sapinho ou candidíase, frieira
ou pé-de-atleta). Alguns fungos produzem infecções graves como a blastomicose que se
caracteriza por lesões profundas na pele e em órgãos internos como os pulmões.
PENICILLIUM: UMA EXPERIÊNCIA MOFADA, MAS NEM TANTO
Em 1929, Alexander Fleming (1881-1955) pesquisava, na Inglaterra, o comportamento de
culturas de Staphylococus aureus, bactéria capaz de provocar infecções diversas. Apesar das
precauções que tomava, observou que numa das placas de cultura sua experiência havia
literalmente mofado: a colônia de bactérias tinha sido destruída por um mofo verde, colônia de
um fungo conhecido cientificamente como Penicillium notatum.
Depois de exaustivas pesquisas, concluiu que o fungo liberava para o meio externo uma
substância, que denominou penicilina, capaz de inibir o desenvolvimento de certas bactérias.
Essa relação biológica em que uma espécie bloqueia o desenvolvimento ou a reprodução de
outra espécie é conhecida como antibiose ou amensalismo.
Mas a descoberta de Fleming não despertou de imediato o interesse dos laboratórios
farmacêuticos e durante cerca de uma década permaneceu restrita aos meios acadêmicos. Com
a Segunda Guerra Mundial, porém, a atenção pelo fungo renasceu, na tentativa de curar feridos
em batalhas. As pesquisas foram intensificadas e a penicilina passou a ser produzida em grande
escala, introduzindo efetivamente a Medicina na era dos antibióticos.
REINO PLANTAE
Os vegetais compõem o Reino Metaphyta ou Plantae. A seguir serão descritos alguns
grupos desse Reino:


1. BRIÓFITAS
As briófitas mais conhecidas são os musgos e apresentam as seguintes características:
São plantas, sobretudo terrestres, que vivem preferencialmente em locais úmidos e
sombrios, formando um tapete esverdeado.
Seu corpo não possui raízes verdadeiras; é dotado de filamentos denominados rizóides; as
folhas e o caule são bastante delicados.
2. PTERIDÓFITAS
As pteridófitas compreendem as samambaias, avencas e fetos. Essas plantas vivem,
preferencialmente, em locais úmidos e sombrios.
3. GIMNOSPERMAS
O termo gimnosperma vem do grego gymnos, “nu”, “descoberto”, e sperma, “semente”. As
plantas gimnospermas possuem flores com carpelos abertos (órgãos reprodutores femininos),
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sem formarem ovários. Assim, os óvulos ficam a descoberto. Depois de fecundados, eles
se transformam em sementes que se mostram nuas (daí o nome gimnospermas). Nas
angiospermas, como os óvulos ficam dentro de ovários fechados, após a fecundação, os óvulos
fecundados dão as sementes, enquanto o ovário se desenvolve e se transforma num fruto, em
cujo interior elas se mantêm. Assim, fica claro que as gimnospermas possuem sementes nuas
porque não desenvolvem frutos.
A principal Ordem das plantas gimnospermas é a das Coníferas (pinheiros, ciprestes e
cedros), cujas flores são “cones” ou “estróbilos”.
4. ANGIOSPERMAS
O termo angiosperma vem do grego aggeion, “vaso”, “urna”, e sperma, “semente”. Ele
designa vegetais superiores cujas sementes se desenvolvem no interior de frutos. As
angiospermas representam os vegetais mais evoluídos na face da Terra. Possuem raiz, caule,
folhas, flores, frutos e sementes.
De acordo com o número de cotilédones encontrados nas sementes, as angiospermas são
divididas em dois grupos: Monocotiledôneas e Dicotiledôneas.
São monocotiledôneas o arroz, o milho, o trigo, o coqueiro, a palmeira, o capim, a bananeira,
etc. Em algumas plantas, as sementes são tão pequenas que praticamente nem são observadas.
Às vezes, até mesmo os frutos são tão minúsculos que nem são conhecidos, como é o caso do
capim. São dicotiledôneas o feijão, a abóbora, o café, a ervilha, a laranjeira, etc.
A característica fundamental dos fanerógamos (vegetais superiores) é a presença de flores.
Nas plantas angiospermas, as flores costumam ser delicadas, coloridas e perfumadas. Afinal, elas
encerram os órgãos reprodutores e devem exibir atributos suficientes para atraírem insetos e
aves, que, à busca do néctar, se lambuzam no pólen e vão, a seguir, contribuir para a fecundação
de outras flores na mesma planta ou em outras plantas da mesma espécie.
ESTRUTURAS DAS ANGIOSPERMAS
RAIZ
É o órgão encarregado da fixação da planta e da absorção de água e sais minerais. Quanto
ao meio em que se desenvolvem podem ser subterrâneas, aéreas ou aquáticas e quanto à forma,
axiais ou fasciculadas.
Algumas delas acumulam material de reserva, como a mandioca, beterraba, cenoura, etc.
CAULE
Encarregado da condução da seiva e da sustentação das folhas e órgãos de reprodução. A
maioria dos caules é aéreo, mas ocorrem também caules subterrâneos e aquáticos.
Muitos caules reservam substâncias nutritivas como a cana-de-açúcar e batata.
FOLHA
Órgão encarregado das seguintes funções: fotossíntese, respiração, transpiração (liberação
de água em forma de vapor) e gutação (liberação de água em forma líquida).
FLOR
Uma flor completa de angiosperma apresenta 4 tipos de elementos: as sépalas (que são
geralmente verdes e, em conjunto, formam o cálice), as pétalas (habitualmente coloridas e que
formam, no seu conjunto, a corola), os estames (órgãos reprodutores masculinos cujo conjunto
forma o androceu) e os carpelos ou pistilos (órgãos reprodutores femininos que, juntos, formam o
gineceu).
Cada estame possui uma fina haste compacta – o filete, cuja extremidade superior sustenta
uma antera. Dentro das anteras formam-se os grãos de pólen.
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Cada carpelo tem uma haste caniculada – o estilete, em cuja extremidade superior se
vê o estigma, uma pequena dilatação rugosa. Já em sua base se situa o ovário, contendo um ou
mais óvulos.
O cálice e a corola representam os verticilos protetores; o androceu e o gineceu compõem
os verticilos reprodutores.
FRUTO E SEMENTE
Nas angiospermas, depois da fecundação, o ovário transforma-se em fruto. No interior dos
frutos desenvolvem-se as sementes a partir dos óvulos fecundados.
ATIVIDADES
1- Por que os vírus são considerados parasitas intracelulares obrigatórios?
2- “Ao abrir um programa de computador, inadvertidamente, colocamos em risco a saúde do
aparelho, podendo até perdê-lo. Do mesmo modo, ao se deixar penetrar por um vírus que
destruirá progressivamente todos os seus “programas” a célula pode estar assinando o seu
atestado de óbito”.
Os vírus, assim, causam inúmeras doenças. Cite-as.
3 – O controle da proliferação de mosquitos é uma medida adotada para o combate a
doenças. Cite duas viroses em que esta estratégia traz bons resultados.
4- “Um belo dia você acorda com dor de garganta e febre. Vai ao médico e ele introduz uma
daquelas espátulas de madeira no fundo de sua garganta e colhe material. Depois de alguns
minutos, ele diz que você está com uma infecção de garganta provocada por uma bactéria”.
A que reino pertence às bactérias? Caracterize suas células.
5- Qual a importância das bactérias saprofíticas?
6- “Muitas substâncias resultantes do metabolismo das bactérias são importantes alimentos
para o homem. Entende-se assim o grande desenvolvimento de algumas indústrias alimentícias,
como a dos laticínios (coalhadas e iogurtes) e do vinagre”.
Explique a participação das bactérias na produção dessas substâncias.
7- “Acredita-se que antes da descoberta dos antibióticos, de cada 10 pessoas acometidas por
infecção grave, 8 morriam. Essas substâncias trouxeram um grande alívio, uma vez que em
sua descoberta se supôs que o homem finalmente dispunha de “bolas mágicas” para combater
qualquer tipo de bactéria causadora de doença. No entanto, logo surgiram relatos de
resistência bacteriana aos antibióticos.
Será que a batalha contra as bactérias poderá ser um dia vencida”?
As bactérias são causadoras de inúmeras doenças. Cite-as.
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8- Quais são os organismos que compõem o Reino Protista? Caracterize suas células?
9- Complete a tabela.
Doença
Agente causador
Agente transmissor
Malária
Doença de Chagas
Leishmaniose
10- “Há cerca de 3 mil anos, os orientais têm os cogumelos (um tipo de fungo) como alimentos
especiais. Atualmente, eles são consumidos não apenas por seu sabor e textura, mas também
por seu valor nutricional e terapêutico. São conhecidas mais de 220 espécies e muitas delas
podem apresentar valor medicinal”.
Responda:
a) O nome dos fungos fermentadores e 4 produtos fabricados por eles.
b) O nome do antibiótico produzido através de um fungo.
11- Diferencie gimnospermas de angiospermas.
12- Cite duas funções da raiz e da folha.
ANIMAIS INVERTEBRADOS
FILO DOS PORÍFEROS
Os poríferos (espongiários ou esponjas) constituem o grupo mais simples dos animais.
Embora pluricelulares, com células relativamente especializadas, sua organização é rudimentar. A
simplicidade de sua estrutura coloca as esponjas em níveis pouco acima dos protozoários que
formam colônias.
O habitat desses animais é aquático, principalmente marinho. Vivem fixos no substrato
(fundo dos mares, lagos, rios, etc.)
O nome Porífera (poris=poro; foros=portador) refere-se ao fato de os representantes desse
filo apresentarem o corpo todo perfurado por poros microscópicos por onde penetra água,
trazendo alimento e oxigênio. No interior há uma cavidade, o átrio ou espongiocele, e na parte
superior há uma abertura maior, o ósculo, do qual sai a água.
As esponjas são animais filtradores: a água que circunda o seu corpo e entra nelas, forma
uma corrente. Essa corrente de água transporta não somente oxigênio, mas também
microrganismos que, uma vez capturados, são utilizados como alimento pela esponja.
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FILO DOS CELENTERADOS (CNIDÁRIOS)
Os cnidários ou celenterados apresentam um grau de organização superior ao dos poríferos.
Da mesma forma que as esponjas são animais aquáticos e a grande maioria é de água salgada.
Exemplos: Águas vivas, anêmonas do mar, caravelas, corais, hidras e etc.
O nome Cnidária (cnidos = urtiga) é dado porque os animais desse filo possuem em seu
corpo cnidoblastos, ou células urticantes (que queimam). A maioria dos celenterados possui, em
torno da boca, um conjunto de tentáculos, utilizados na captura de alimento e na defesa.
Nesse filo existem basicamente dois tipos de indivíduos: as medusas que nadam
livremente, e os pólipos, que são fixos. Eles podem formar colônias, como é o caso dos corais e
das caravelas.
FILO DOS PLATELMINTOS
Os platelmintos representam uma série de organismos inferiores considerados vermes, com
a particularidade de terem o corpo achatado dorso-ventralmente. Assim são as planárias, as
tênias, ou solitárias e o esquistossomo.
Verminoses mais comuns:
Esquistossomose
A Esquistossomose é uma doença conhecida popularmente como “barrida d’água”.
O Schistossoma mansoni, que é o verme causador dessa doença, se instala nas veias do
fígado e do intestino do homem, causando diarreia, aumento do fígado e do baço e sirrose (lesão
no fígado). Geralmente ocorre acúmulo de água na barriga, daí o nome “barriga d’ água”.
As fêmeas dos vermes, dentro do corpo do doente eliminam ovos que saem com as fezes.
Se caírem na água, os ovos se abrem e liberam larvas chamadas miracídios. Os miracídios
nadam procurando seu hospedeiro intermediário que é um caramujo.
Dentro dos caramujos, os miracídios se transformam em outro tipo de larva chamada
cercária. As cercárias saem do caramujo e nadam à procura do seu hospedeiro definitivo que é o
homem. Se uma pessoa entrar na água contaminada, as cercárias penetram através da pele ou
de ferimentos e caem na corrente sanguinea e vão parar nas veias do fígado e intestino. Nas
veias do fígado, crescem e transformam-se em adultos. As fêmeas unem-se aos machos e novos
ciclos recomeçam.
Teníase
Teníase é a verminose causada pela solitária ou tênia. As tênias são popularmente
conhecidas como solitárias porque habitualmente se mostram isoladas, apenas uma em cada
indivíduo. Todas as tênias evoluem em dois hospedeiros – um intermediário, no qual se
desenvolvem até a fase de larva, e um definitivo, no qual terminam a evolução, chegando à fase
adulta.
A Taenia saginata tem como hospedeiro intermediário o boi.
A Taenia solium evolui até a fase de larva no porco.
Ambas concluem a sua evolução no mesmo hospedeiro definitivo – o homem. A larva
dessas tênias tem o aspecto de uma pipoquinha branca que se aloja na musculatura estriada
(carne) do boi ou do porco. Essa larva recebe o nome de cisticerco. Pode manter-se viva por
muitos anos no músculo do hospedeiro intermediário, mas nunca evoluirá para verme adulto se
não passar ao hospedeiro definitivo.
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A tênia adulta aloja-se no intestino delgado do homem, onde desenvolve ação
espoliativa, isto é, nutre-se dos alimentos já digeridos que encontra. O indivíduo parasitado pode
apresentar cólicas intestinais, perda de apetite, apatia e fraqueza.
Quando uma pessoa se alimenta de carne contaminada (de vaca ou de porco) crua e mal
passada, adquire a larva, que se desenvolve no seu intestino e origina a tênia adulta (teníase).
FILO DOS NEMATELMINTOS
O filo Nemathelminthes (do grego nematos, fio e helminthes, verme) reúne vermes de corpo
cilíndrico, alongados e de extremidades afiladas. Alguns nematelmintos têm poucos milímetros de
comprimento, mas há espécies cujos representantes podem atingir 1m ou mais. As espécies de
vida livre habitam o solo, a água doce ou o mar. Diversas espécies são parasitas de plantas e de
animais, incluindo o homem.
Principais nematelmintos parasitas do homem
Ascaris lumbricoides (lombriga)
É causador da ascaridíase. Esses vermes vivem no intestino delgado humano, onde
exercem ação espoliativa e provocam reações alérgicas, cólicas, náuseas e oclusão intestinal.
As fêmeas liberam milhares de ovos por dia, que são eliminados juntamente com as fezes.
Os ovos podem contaminar a água e alimentos diversos. Se ingeridos, alcançam o intestino, onde
eclodem, liberando larvas que atravessam a parede intestinal e caem na corrente sanguínea e
empreendem uma viagem migratória pelo organismo, passando pelo fígado, pelo coração e
chegam aos pulmões, onde evoluem parcialmente. Depois prosseguem pelos bronquíolos,
brônquios, traquéia, laringe e faringe, onde são deglutidas, passando pelo esôfago, estômago e
retornando ao intestino, onde terminam sua evolução e atingem a fase adulta.
A prevenção da ascaridíase consiste em lavar cuidadosamente frutas e verduras, só ingerir
água tratada, ter cuidados higiênicos e utilizar instalações sanitárias adequadas.
Ancylostoma duodenalis (amarelão)
É o causador da ancilostomose, doença popularmente conhecida como amarelão. Os
vermes adultos alojam-se no intestino delgado, onde provocam hemorragias na mucosa; nutremse do sangue liberado e a vítima passa a sofrer de intensa anemia, tornando-se bastante
debilitada e adquirindo uma coloração amarela. Daí o nome popular de amarelão.
As fêmeas liberam os ovos fecundados, que são eliminados juntamente com as fezes.
Alcançando o solo, os ovos eclodem e liberam larvas que podem penetrar através da pele
humana, principalmente através dos pés descalços, atingindo a corrente sanguínea. As larvas,
então, migram sucessivamente para os pulmões, os brônquios, a traquéia, a laringe e a faringe, e,
caindo no tubo digestivo, alcançam o intestino delgado, onde completam o seu desenvolvimento,
originando as formas adultas.
A prevenção do amarelão consiste no uso de calçados, em cuidados higiênicos e na
utilização de instalações sanitárias adequadas.
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VERMINOSES: PROBLEMA QUE TÊM SOLUÇÃO
Conforme vimos, são inúmeros os exemplos de vermes parasitas dos seres humanos. As
doenças provocadas por esses animais, genericamente chamadas de verminoses, têm grande
importância socioeconômica em países como o Brasil, onde as condições precárias de
saneamento básico e moradia favorecem a sua transmissão, contribuindo, por exemplo, para a
baixa produtividade das pessoas afetadas. Nesse contexto é muito conhecida a figura do Jeca
Tatu, personagem idealizado por Monteiro Lobato: Jeca Tatu, um camponês brasileiro,
apresentava-se pálido, magro, fraco e debilitado para o trabalho em decorrência da
ancilostomose.
O problema de saúde pública no Brasil depende das condições socioeconômicas da
população, sobretudo nas regiões onde falta saneamento básico. Experiências em diversos
países demonstram que os serviços de saúde somente funcionam de maneira satisfatória
quando há uma relação de compromisso entre a sociedade, os profissionais de saúde e o
governo. Para tanto, é indispensável que o problema de saneamento básico no Brasil seja
encarado com a necessária seriedade e que os recursos financeiros exigidos sejam
canalizados para este setor.
FILO DOS ANELÍDEOS
Os anelídeos (do latim annelus, “anel”) englobam os vermes que se caracterizam por
apresentar corpo dividido em anéis.
Os anelídeos são encontrados no solo (minhocas), no mar (vermes marinhos), ou como
parasitas de vertebrados aquáticos, principalmente de água doce (sanguessuga).
As minhocas são importantes para a agricultura, pois, vivendo em solo úmido, cavam
galerias que arejam a terra e distribuem a umidade. Além disso, promovem a adubação natural do
solo, uma vez que trabalham a matéria orgânica em decomposição.
Nas minhocas, as trocas gasosas são feitas através da superfície do corpo; a respiração é,
portanto, cutânea.
FILO DOS MOLUSCOS
Os moluscos são invertebrados de corpo mole e viscoso (do latim mollis= mole). A maioria é
portadora de concha calcária protetora, embora algumas espécies, como as lesmas e os polvos,
não a possuam. A grande maioria vive no mar, embora haja algumas espécies terrestres e outras
de água doce. Compreendem caramujos, caracóis, lesmas, búzios, ostras, mexilhões, mariscos,
lulas, polvos e outros menos conhecidos.
Classificação dos moluscos:
Há três classes importantes de moluscos: Gastropoda, Pelecypoda e Cephalopoda.
Classe Gastropoda
Os gastrópodes se caracterizam por terem o ventre achatado servindo de pé, com formato
palmilha de sapato (do grego gaster, ventre e podos, pés). São os caramujos, caracóis e lesmas.
Classe Pelecypoda
Nesta classe se enquadram as ostras, mexilhões e mariscos.
Classe Cephalopoda
Os cefalópodes não possuem concha. Nas lulas, a concha é interna e muito reduzida. A
característica principal dessa classe é a presença de pés transformados em tentáculos ligados
diretamente à cabeça, explicando assim a origem do nome (do grego cephale, cabeça e podos,
pés).
26
FILO DOS ARTRÓPODES
O filo dos artrópodes (do grego arthros, articulação; podes, pés) constitui o mais vasto grupo
zoológico, abrigando espécies adaptadas para a vida no ar, na terra, em água doce e salgada.
Compreendem os insetos, como a mosca, a traça, o piolho; os crustáceos, como o camarão,
siri, a lagosta; os aracnídeos, como a aranha e o escorpião; os quilópodes, como a centopéia e
os diplópodes, como o embuá.
Classe Insecta (Insetos)
Os insetos constituem a classe mais numerosa de artrópodes e mantém profundas relações
com o homem, benéficas ou não. Entre os prejuízos, há doenças transmitidas por algumas
espécies. Entre os benefícios, está a fabricação de mel e seda.
O corpo dos insetos é segmentado e dividido em três regiões: cabeça, tórax e abdome.
Os insetos são também chamados hexápodes, pois possuem três pares de patas.
- Na cabeça encontra-se um par de antenas (animais díceros), olhos e aparelho bucal. As
antenas têm funções táteis e olfativas.
- O tórax é dividido em três porções. Em cada uma delas prende-se um par de patas. Ao
tórax também se ligam as asas.
Os insetos são os únicos artrópodes e os únicos invertebrados capazes de voar.
Os insetos têm respiração traqueal, isto é, realizada por traquéias, que são tubinhos que se
abrem na parede do abdômen (espiráculos) e se ramificam para o interior do corpo do animal. O
ar penetra pelos espiráculos e vai até os tecidos. A troca de gases é direta entre o tecido e o ar da
traquéia. O sangue não tem pigmento respiratório e não transporta gases. O gás carbônico sai
pelo caminho inverso.
Os insetos são ovíparos. Em certas espécies de insetos, do ovo emerge um indivíduo muito
semelhante ao adulto; fala-se, nesse caso, em desenvolvimento direto. Em outros insetos, o
indivíduo que emerge do ovo difere do adulto; fala-se, então, em desenvolvimento indireto
(metamorfose).
Nos insetos com metamorfose incompleta, as formas jovens já têm alguma semelhança com
o adulto. A cada muda, a semelhança torna-se maior. Ex.: gafanhoto.
Nos insetos com metamorfose completa, do ovo eclode uma larva (forma jovem totalmente
diferente do adulto). A larva ingere grande quantidade de alimento e realizam mudas até originar a
pupa ou casulo. Essa forma é dotada de poucos movimentos e sofre profundas transformações,
que só terminam quando o inseto alcança a forma adulta. Ex.: abelha, borboleta, mosca,
besouro, etc.
Classe Crustácea (Crustáceos):
Os crustáceos são geralmente aquáticos (camarão, siri, caranguejo, lagosta, etc.), com
alguns representantes terrestres como o tatuzinho-de-jardim.
Os crustáceos compreendem animais dotados de exoesqueleto quitinoso impregnado, em
geral, de sais de cálcio, o que lhe oferece maior resistência. O corpo é dividido em cefalotórax
(cabeça e tórax fundidos em uma só peça) e abdômen. Não há um número uniforme de patas,
mas nos crustáceos superiores (camarão, siri, lagosta, caranguejo, etc.) aparecem cinco pares de
patas (decápodes).
Os crustáceos são portadores de dois pares de antenas, ambos com funções sensoriais de
tato e olfato. Os olhos são pedunculados.
Os crustáceos respiram através de brânquias, órgãos respiratórios adaptados ao meio
aquático.
27
Classe Arachnida (Aracnídeos)
Essa classe compreende artrópodes tipicamente terrestres, incluindo aranhas, escorpiões e
carrapatos. Seu corpo é dividido em cefalotórax e abdômen. Presença de quatro pares de patas.
Ausência de antenas.
A respiração é feita por filotraquéias. Estas se localizam no interior do abdômen e se
comunicam com o exterior através de uma pequena abertura.
Classe Chilopoda (Quilópodes):
Os quilópodes são animais conhecidos popularmente como centopéias ou lacraias. Têm o
corpo longo, cilíndrico, ligeiramente achatado, segmentado em numerosos anéis, nos quais se
prendem as patas articuladas (um par de patas por segmento). Há um par de antenas e um
aparelho bucal adaptado para a inoculação de veneno.
Classe Diplopoda (Diplópodes):
Como exemplo cita-se o piolho-de-cobra (embuá) que apresenta corpo longo, cilíndrico,
segmentado em vários anéis onde se prendem as patas articuladas (dois pares de patas por
segmento). Não são animais venenosos.
FILO DOS EQUINODERMOS
Os equinodermos constituem um grupo de animais exclusivamente marinhos e de vida livre.
Estão representados pela estrela-do-mar, pepino-do-mar, ouriço-do-mar, lírio-do-mar, serpentedo-mar, etc.
A palavra equinodermo (echinos=espinho; derma=pele) foi empregada para este grupo de
animais em função de uma característica do grupo: a presença de espinhos na pele. Esses
espinhos são associados ao endoesqueleto calcário. Esse esqueleto é formado por placas
calcárias soldadas ou articuladas e é recoberto por uma epiderme.
ANIMAIS VERTEBRADOS
Peixes
São animais aquáticos, geralmente fusiformes e compreendem dois grandes grupos de
acordo com o tipo de esqueleto: condrictes (peixes cartilaginosos) e osteíctes (peixes ósseos).
Características gerais:
 Apresentam mandíbulas.
 São pecilotérmicos, pois sua temperatura corpórea varia em função da temperatura
ambiental.
 Apresentam respiração branquial, sendo que nos peixes ósseos as brânquias são
recobertas por uma placa chamada opérculo.
 Ao lado do corpo possuem a linha lateral, que tem função de perceber as vibrações e
pressão da água.
 O sistema digestório é completo, sendo que pode terminar em ânus ou cloaca.
 O coração possui duas cavidades – aurícula e ventrículo.
28
 Seu corpo é recoberto por escamas, na maioria.
 Os peixes ósseos possuem uma bolsa no interior do corpo denominada bexiga
natatória. Ela armazena ar, e tem função de permitir a flutuação do animal. Os peixes
que não a possuem são obrigados a nadar continuamente para que não afundem com
seu próprio peso.
 São órgãos locomotores as nadadeiras.
 Sua reprodução ocorre por fecundação interna ou externa. Quando externa as larvas são
denominadas alevinos.
Anfíbios
São animais terrestres; sua fase larval, porém, é aquática. São rãs, pererecas, sapos,
salamandras etc.
Características gerais:
 Sua respiração é branquial na fase larval e pulmonar e cutânea na fase adulta.
 São pecilotérmicos.
 Sua pele é úmida para permitir a respiração cutânea.
 Sua excreção é por rins que secretam uréia, quando adultos. As larvas excretam amônia.
 Sistema digestório completo com cloaca.
 Possuem uma língua pegajosa que se distende para capturar insetos.
 O coração tem três cavidades e o sangue arterial e venoso se misturam.
 O sapo possui glândula paratoide que produz veneno atrás do tímpano.
 A reprodução ocorre por fecundação externa, gerando muitos zigotos e de cada um
deles origina-se uma larva, o girino. Este sofre uma série de transformações até chegar
a adulto.
Classificação dos anfíbios:
O quadro a seguir mostra as três ordens dos anfíbios e as suas principais características.
Ordens
Características
Exemplos
Apoda Corpo alongado, cilíndrico e liso, com Cobras-cegas
patas atrofiadas
Urodela Corpo dotado de cauda e quatro patas
Salamandras, proteus,
tritões
Anura
Corpo desprovido de cauda e quatro Sapos, rãs, pererecas
patas
Répteis
Os répteis são, evolutivamente, os principais vertebrados capazes de viver em lugares
secos, apesar de existirem répteis que vivem na água. A classe compreende os crocodilos, os
jacarés, as cobras, as tartarugas e os lagartos.
Características gerais:
 Possuem pele seca e queratinizada, o que protege o animal da desidratação. Podem
apresentar escamas, placas dérmicas ou carapaça.
 São pecilotérmicos.
29
 O coração possui dois átrios e dois ventrículos não separados totalmente (a
separação completa dos ventrículos é observada nos crocodilianos).
 A reprodução ocorre por fecundação interna, com desenvolvimento direto. São ovíparos.
 Respiração pulmonar.
 A excreção é feita por rins.
 O sistema digestório é completo.
 Movimentam-se por membros curtos ou, quando não possuem, por rastejamento.
A conquista da terra firme
Vimos que os répteis constituem os primeiros vertebrados efetivamente equipados para a
vida terrestre em lugares secos. As principais adaptações desses animais para a vida terrestre
são:
 Presença de pele seca e relativamente impermeável;
 Fecundação interna e independente da água;
 Presença de ovos com casca grossa;
 Presença de órgãos respiratórios internos;
 Presença de âmnio e alantoide;
 Excretam ácido úrico.
Classificação dos répteis:
 Escamados – répteis com escamas; podem ser lacertílios – lagartos, lagartixas e
camaleões – e ofídios – cobras.
 Crocodilianos – crocodilos e jacarés.
 Quelônios – tartarugas, cágados, jabutis.
Aves
Evolutivamente as aves se originaram dos répteis. São encontradas em vários habitats, pois
possuem características que permitem sua adaptação.
Características gerais:
 Apresentam corpo coberto de penas sobre uma pele fina e delicada.
 Presença de bico e ausência de dentes.
 Membros anteriores transformados em asas.
 São homeotérmicos (temperatura constante).
 Possuem sistema digestório completo, com cloaca.
 Coração com quatro cavidades – dois átrios e dois ventrículos.
 Realizam fecundação interna, são ovíparos com desenvolvimento direto.
 A urina é eliminada junto com as fezes.
 Possuem ossos pneumáticos que são ligados a sacos aéreos, e estes aos pulmões, o que
facilita o vôo do animal.
 Penas – são importantes para o vôo. As da cauda e das asas são longas e servem para
dar propulsão e direção ao vôo. As que cobrem o corpo são curtas, mas protegem contra a
perda de calor provocada pela rápida passagem de ar.
 Esterno com carena – sobre o osso esterno há uma estrutura, a carena, que serve de
ponto de inserção dos músculos peitorais ,que auxiliam no batimento das asas.
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 Ossos pneumáticos – o esqueleto é leve, havendo ossos longos e cheios de ar
(pneumáticos) para diminuir o peso, o que também resulta da ausência de bexiga urinária.
Mamíferos
Dentre os animais, são os mais evoluídos. São encontrados nos mais diversos ambientes.
Incluem espécies aquáticas e terrestres.
Características gerais:
 Possuem glândulas mamárias, que são desenvolvidas nas fêmeas e produzem leite para
alimentar os filhotes.
 A pele apresenta glândulas sebáceas e sudoríparas, com presença de pêlos.
 São homeotérmicos.
 Respiração pulmonar.
 Sistema digestório completo.
 Coração com dois átrios e dois ventrículos.
 Reprodução com fecundação interna.
 São vivíparos: os embriões se desenvolvem dentro do corpo materno.
Principais Ordens de Mamíferos Placentários:
 Quirópteros: apresentam membros anteriores transformados em asas. Morcegos.
 Proboscídeos: dentes incisivos desenvolvidos (presas de marfim). Elefantes.
 Carnívoros: alimentam-se de carne; dentes caninos e incisivos afiados. Cães, lobos, leões,
tigres, onças, focas, hienas, etc.
 Sirênios: herbívoros, aquáticos, membros achatados, adaptados para natação. Peixe-boi.
 Perissodáctilos: número ímpar de dedos. Cavalos, zebras, antas e rinocerontes.
 Artiodáctilos: número par de dedos. Girafa, boi, camelo.
 Cetáceos: membros anteriores transformados em nadadeiras. Baleia, golfinho.
 Desdentados: sem dentes ou com dentição incompleta. Tatu, tamanduá.
 Lagomorfos: quatro dentes incisivos superiores e dois inferiores. Coelho, lebre.
 Roedores: dois dentes incisivos superiores e dois inferiores. Rato, castor, capivara.
 Primatas: Mamíferos mais inteligentes. Homem, chimpanzé.
ATIVIDADES
1- “O irukandji é uma espécie de água viva, de aproximadamente 2cm, responsável por
uma rara e grave síndrome observada em banhistas que mantiveram contato com esse
pequeno animal venenoso que habita o norte da Austrália.”
O exemplo acima pertence ao filo dos celenterados. Em relação a eles, responda o que
é solicitado.
a) O nome das células que produzem uma substância urticante que protegem e auxiliam a
captura de alimentos para celenterados.
b) Os exemplos de celenterados.
2- “As verminoses representam, sem dúvida, grande problema de saúde pública,
especialmente nos países subdesenvolvidos. As mais comuns são causadas por várias
espécies de nematelmintos e platelmintos. A falta de redes de água e esgoto, de campanhas
de esclarecimento público, de higiene pessoal e de programas de combate aos
transmissores leva, atualmente, ao aparecimento de centenas de milhares de novos casos
na população brasileira”.
31
Em relação aos platelmintos, responda o que é solicitado:
a) Quais são seus representantes?
b) Descreva o ciclo do esquistossomo.
c) Cite os nomes das 2 espécies de tênias existentes e também os seus
hospedeiros intermediários e definitivo.
Em relação aos nematelmintos, responda o que é solicitado:
a) Quais são seus representantes?
b) Diferencie a forma de transmissão da ascaridíase e da ancilostomose.
3- Caracterize o corpo dos moluscos e cite os representantes de cada classe.
4-A teia das aranhas desempenha diversas funções, mas principalmente serve para capturar
presas: ao tocar nelas, os pequenos animais não conseguem se desgrudar – igual a nós, quando
caímos ‘na internet’.
O texto acima faz referência à aranha, um animal que pertence à classe dos aracnídeos e
ao filo dos artrópodes.
a) Cite as 5 classes do filo dos artrópodes com exemplos.
b)Complete a tabela referente às características de cada classe desse filo.
Divisão do corpo
Nº de patas
Nº de antenas
Respiração
Insetos
Crustáceos
Aracnídeos
5-- “Os seres humanos, como espécie biológica, são bastante complexos. Comparados com
alguns grandes animais, nós não somos tão fortes ou tão rápidos, e nem possuímos presas ou
garras. A diferença é o cérebro humano que dá vazão à nossa mente, que foi capaz de criar
maravilhas. Sozinhos podemos controlar a transmissão de doenças, ir ao espaço a bordo de
foguetes e voar até as estrelas com nossa imaginação”.
A espécie humana pertence ao filo dos cordados, grupo a que pertencem peixes,
anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Isso significa que compartilhamos com esses animais
algumas características.
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Complete a seguinte tabela comparativa:
Peixes
Anfíbios
Répteis
Aves
Mamíferos
Respiração
Cavidades do
coração
Temperatura
do corpo
Pele
Fecundação
Exemplos
DIGESTÃO
A digestão humana é extracelular e envolve processos mecânicos e químicos.
Processos mecânicos
Compreendem a mastigação, a deglutição (ato de engolir) e os movimentos peristálticos. Na
mastigação o bolo alimentar é convenientemente fragmentado, o que facilita a ação enzimática.
Após a deglutição do bolo alimentar, iniciam-se os movimentos peristálticos: no esôfago, no
estômago e no intestino. Tais movimentos possibilitam o fluxo unidirecional do alimento ao longo
do tubo digestório.
Processos químicos
Envolvem a participação de enzimas digestivas.
******************************************************************
Certas substâncias como a água, o álcool, as vitaminas e os sais minerais não sofrem
digestão, são suficientemente pequenas para serem absorvidas pelo organismo.
******************************************************************
33
SISTEMA DIGESTÓRIO HUMANO
Boca,
faringe,
esôfago, estômago,
intestino delgado, intestino grosso, e ânus
constituem o tubo digestório humano.
Esse tubo digestório apresenta, ainda, as
seguintes
glândula
anexas:
glândulas
salivares, fígado e pâncreas.
A figura que aparece ao lado mostra o
tubo digestório humano completo, inclusive
com as glândulas anexas.
1. Digestão na boca
A boca é o órgão-sede da mastigação e
da insalivação. Apresenta como estruturas
anexas: a língua, os dentes e as glândulas
salivares.
O volume diário de saliva produzido é de
cerca de 1,5 litro. A saliva constitui-se
principalmente de água (cerca de 95%) , muco
(uma glicoproteína), diversos sais e enzimas
digestivas, entre as quais se destaca a
ptialina que atua na digestão do amido até
unidades menores de maltose.
2.Digestão no estômago
Após a mastigação e a deglutição, o bolo alimentar passa, sucessivamente para a faringe e
o esôfago, atingindo então o estômago, órgão que produz o suco gástrico.
O suco gástrico possui componentes, entre outros, enzimas e ácido clorídrico (HCl).
O ácido clorídrico torna o suco gástrico ácido. Isso é importante para a atividade da
pepsina,
principal enzima gástrica. A pepsina converte as proteínas em frações peptídicas
(“pedaços protéicos”) que terão sua digestão completada no intestino delgado.
Após a passagem pelo estômago, o bolo alimentar é transformado em uma pasta – o
quimo.
3.Digestão no intestino delgado
Com cerca de 6 metros de comprimento e 3 centímetros de diâmetro o intestino delgado
subdivide-se em três partes: duodeno, jejuno e íleo.
A digestão no intestino delgado ocorre graças à ação conjunta de três sucos digestivos:
biliar, pancreático e entérico.
a) O suco biliar
Também conhecido como bílis, o suco biliar é produzido de maneira contínua pelo fígado; é
então armazenado na vesícula biliar, de onde é liberado para o duodeno.
A bílis não contém enzimas, mas apresenta sais biliares, que emulsionam lipídios, facilitando
a ação das lípases pancreáticas.
b) O suco pancreático
É produzido pelo pâncreas, órgão anexo ao duodeno.
O suco pancreático é um líquido incolor e rico em enzimas.
Após a digestão no intestino delgado, o alimento é transformado num líquido branco, o
quilo.
34
As moléculas simples são absorvidas pelas microvilosidades da parede intestinal e
lançadas no sangue. O restante passa para o intestino grosso.
4.Características e funções do intestino grosso
Tubo muscular com cerca de 1,5 metro de comprimento e 7 centímetros de diâmetro. Dividese em três segmentos: ceco, cólon e reto.
As principais funções do intestino grosso são:
 Reabsorção de água que passa para o sangue;
 Formação e acúmulo de fezes;
 Fermentação e decomposição dos restos alimentares, graças à ação de inúmeras
bactérias que se abrigam nesse órgão.
ALIMENTOS “DIET” E “LIGHT”
É comum encontrarmos nos rótulos as informações “diet” e “light”. O termo “diet” é usado para
dietas quando determinado componente não pode ser ingerido ou deve ser consumido em
quantidades limitadas. É o caso dos diabéticos, que não podem comer açúcar, dos
hipertensos, que não podem ingerir sódio, dos portadores de insuficiência renal, que não
podem comer proteínas, ou das pessoas que não podem ingerir colesterol. Alimentos dietéticos
são, portanto, especialmente feitos para atender as necessidades de pessoas com
determinadas exigências, para a manutenção da sua saúde, mas, de maneira alguma,
significam que são alimentos, necessariamente pouco calóricos e que podem ser usados por
pessoas que querem emagrecer.
Já os alimentos “light” (ou seja, “leves”) são aqueles que possuem redução (mínima de 25%)
de calorias ou de qualquer outro nutriente. Portanto, existem alimentos “light” em sódio, por
exemplo, mas normais em quantidades de calorias; alimentos “light” em colesterol, ou em
gorduras. Há até mesmo, adoçantes “light” que não podem ser usados por diabéticos, porque
contêm açúcar. Tanto para a classificação “diet” como para a “light” é importante, portanto se
especificar no produto para qual nutriente o atributo é aplicável. Logo, cuidado com esses
termos!
RESPIRAÇÃO
Na espécie humana, os gases respiratórios
percorrem uma série de órgãos que constituem o
chamado tubo respiratório. Esses órgãos são
representados pelas fossas nasais, faringe, laringe,
traquéia, brônquios, bronquíolos e pulmões.
********************************************************
A laringe apresenta um orifício denominado glote,
pelo qual se
comunica com a faringe. Durante a deglutição,
esse orifício é
fechado por uma válvula reguladora chamada
epiglote.
Os pulmões são órgãos de forma cônica, que
contém os bronquíolos e os alvéolos. Calcula-se
35
que cada pulmão possua 400 milhões de alvéolos. Cada alvéolo é formado por uma
membrana muito delicada, que permite as trocas gasosas entre ele o sangue.
1. Inspiração e expiração
A inspiração compreende a penetração do ar atmosférico até os alvéolos pulmonares e a
expiração é a saída do ar dos pulmões.
No mecanismo respiratório é fundamental a participação do diafragma – um músculo
achatado que separa a cavidade torácica da cavidade abdominal – e dos músculos intercostais
externos – que ficam localizados entre as costelas.
Algumas consequências do hábito de fumar
 Mau hálito, dentes manchados e câncer na língua.
 Irritação na laringe, que pode provocar câncer.
 Destruição dos cílios das células da traquéia, prejudicando, assim, a eliminação de





microorganismos que causam infecções como bronquites, pneumonias etc.
Acidente vascular cerebral.
A pressão arterial aumenta. A possibilidade de mortes por infarto duplica.
Os fumantes têm 50% a mais de possibilidades de sofrer de acidez e úlceras estomacais.
As mulheres grávidas que fumam apresentam riscos de parto prematuro e aborto. Seus bebês
recebem pouco gás oxigênio e nascem fracos.
A nicotina causa dependência, sendo considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde)
uma droga psicoativa
CIRCULAÇÃO
O sistema circulatório humano é uma vasta rede de tubos, de vários tipos e calibres, que
põem em comunicação todas as partes do corpo. Dentro desses tubos circula o sangue,
impulsionado pelas contrações rítmicas do coração.
As funções do sistema circulatório são levar alimento e gás oxigênio a todas as células do
corpo e remover gás carbônico e excreções nitrogenadas que as células tenham produzido. Além
disso, ele contém células especializadas em combater invasores, que protegem nosso organismo
contra infecções causadas por vírus, bactérias e outros seres.
1. Componentes do sistema circulatório
Basicamente, o sistema circulatório humano é formado por vasos sanguíneos e coração.
a ) Vasos sanguíneos: são tubos por dentro dos quais correm o sangue. São de três tipos:
 Artérias: vasos que conduzem o sangue do coração para os diversos órgãos do corpo.

Veias: vasos que conduzem o sangue dos órgãos do corpo para o coração.

Capilares: são tubos muito finos, invisíveis a olho nu. Por terem paredes finas, podem
trocar substâncias com os tecidos (células) levando oxigênio e alimento e retirando gás
carbônico e resíduos. Ficam entre as artérias e as veias.
b) Coração: é um órgão muscular oco que bombeia (impulsiona) o sangue que passa por dentro
dele. O coração humano está dividido em quatro cavidades, duas delas chamadas aurículas ou
átrios e duas chamadas ventrículos.
36
As duas aurículas ou átrios são à direita (AD) e à esquerda (AE) e ficam
localizadas na parte superior do coração. Os dois ventrículos são o direito (VD) e o esquerdo (VE)
e ficam localizados na parte inferior do coração.
O átrio direito comunica-se com o ventrículo direito através da válvula (ou valva)
atrioventricular direita (chamada de tricúspide por ser composta de três partes). O átrio
esquerdo comunica-se com o ventrículo esquerdo através da válvula (ou valva) atrioventricular
esquerda (também chamada de válvula mitral ou bicúspide). A função das válvulas cardíacas é
garantir que o sangue siga uma única direção, sempre dos átrios para os ventrículos.
Ligados ao coração existem alguns grandes vasos sanguíneos:
 As veias cavas superior e inferior, que chegam ao átrio direito trazendo sangue venoso
do corpo.
 A artéria pulmonar, que sai do ventrículo direito levando sangue venoso aos pulmões.
 As veias pulmonares que chegam ao átrio esquerdo trazendo sangue arterial dos
pulmões.

A artéria aorta, que sai do ventrículo esquerdo levando sangue arterial para todo o corpo.
O fato de um vaso ter o nome de artéria não significa que ele transporte apenas
sangue arterial, isto é, sangue rico em oxigênio. Um exemplo disso é a artéria pulmonar,
que leva sangue venoso – rico em gás carbônico – do coração aos pulmões. As veias
também não transportam apenas sangue venoso. As veias pulmonares, por exemplo,
levam sangue arterial dos pulmões ao coração.
2. A circulação sanguínea
A pequena circulação ou circulação pulmonar ocorre entre o coração e os pulmões e
oxigena o sangue. O coração bombeia sangue venoso pelo VD, que segue para os pulmões pela
artéria pulmonar. O sangue oxigenado retorna ao AE pelas veias pulmonares.
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A grande circulação ou circulação sistêmica é a que ocorre entre o coração e
o resto do corpo. O sangue sai do VE pela artéria aorta, levando oxigênio e nutrientes aos tecidos
e retorna ao AD pelas veias cavas superior e inferior.
3. Sangue
O sangue humano é constituído por um líquido amarelado, o plasma e por três tipos de
células: hemácias (células vermelhas), leucócitos (células brancas) e plaquetas.
As hemácias, também chamadas glóbulos vermelhos ou eritrócitos são células
especializadas no transporte de gases. Elas são produzidas no interior dos ossos, a partir de
células da medula óssea vermelha. Uma hemácia permanece cerca de120 dias em circulação. Ao
fim desse período, ela perde sua capacidade funcional e acaba sendo fagocitada e digerida por
células do fígado ou do baço.
Leucócitos ou glóbulos brancos são células especializadas na defesa do organismo,
combatendo vírus, bactérias e outros agentes invasores que penetrem no corpo. Os leucócitos
também são produzidos na medula dos ossos.
Plaquetas ou trombócitos são fragmentos de células especiais presentes na medula dos
ossos. A função das plaquetas é atuar na coagulação do sangue: elas liberam substâncias
denominadas fatores de coagulação nas regiões de ferimentos, estimulando a formação de
coágulos, que detêm uma eventual hemorragia.
EXCREÇÃO
No homem, os rins estão situados dorsalmente, logo acima dos quadris, sua função é
filtrar o sangue. Ligados a eles estão dois ureteres, que transportam a urina até bexiga urinária.
Esta serve de depósito para a urina, que será conduzida ao exterior pela uretra.
O fluído final, que sai dos rins, é a urina. Cada litro de urina formada por dia resulta de cerca
de 150 litros de plasma filtrados pelos nefros. A urina é constituída por 95% de água e 5% de
solutos: uréia, cloreto de sódio, ácido úrico, creatinina, urobilina e ácido lático. Forma-se
continuamente e desce pelos ureteres até a bexiga, onde fica até ser eliminada.
O volume e a composição da urina variam conforme a alimentação, a quantidade de líquido
ingerido, a taxa de transpiração, etc.
ATIVIDADES
ATIVIDADES
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ATIVIDADES
1. Quais são os órgãos que compõem o sistema digestório humano?
2.“Por que salivamos diante de uma comida apetitosa”?
Isso acontece porque o organismo está se preparando antecipadamente para a
digestão. A visão do prato e seu cheiro estimulam o cérebro que, por sua vez, aciona as
glândulas produtoras de saliva.
a) Na saliva existe uma enzima que inicia a digestão de amido. Que enzima é essa? O que
resulta de sua atuação?
b) A principal enzima do suco gástrico é a pepsina. Como ela atua?
3. Quais as partes em que se divide o intestino delgado?
4. Quais são os órgãos que compõem o sistema respiratório humano?
5. A laringe apresenta um orifício chamado glote, pelo qual se comunica com a faringe.
Durante a deglutição, esse orifício é fechado por uma válvula reguladora. Como é denominada
essa válvula?
6. A utilização e manipulação de materiais produzidos com amianto foram proibidas, pois
essa substância é prejudicial à saúde das pessoas que trabalham na produção de caxa d’água,
telhas e revestimentos. As fibras de amianto, por serem finíssimas, quando inaladas penetram,
por exemplo, nos pulmões, alojando-se nos alvéolos pulmonares.
Que função essas estruturas realizam?
7. A qualidade dos alimentos que integram a dieta do homem moderno constitui uma
preocupação crescente, principalmente no que se refere ao desenvolvimento de doenças
cardiovasculares. Visando amenizar o problema, laboratórios americanos sintetizaram uma
“gordura livre de gordura”, o olestra, que tem a vantagem de não modificar o sabor dos alimentos,
permitindo que se possam saborear batatas fritas, hambúrgueres, sorvetes, com menos risco para
a saúde.
Em relação aos componentes do sistema cardiovascular humano, responda:
a) Quantas cavidades apresenta o coração? Como elas são chamadas?
b) Como é denominada a válvula que comunica o AD com o VD? E a válvula que comunica o
AE com o VE?
c) O esquema a seguir mostra o coração de um mamífero:
39
1.Veia cava inferior
2. Veia cava superior
3 . Artéria pulmonar
4. Artéria aorta
5. Veias pulmonares
1º) Para onde é conduzido o sangue que sai do coração pelo vaso 3 ? E o sangue que sai pelo
vaso 4 ?
2º) De onde vem o sangue que chega ao coração pelos vasos 1 e 2 ? E o sangue que chega
pelos vasos 5 ?
d) É correto afirmar que artéria só conduz sangue arterial e veia só conduz sangue venoso?
Justifique
8. Além dos glóbulos vermelhos (Hemácias), o sangue é formado também de glóbulos
brancos (leucócitos) e de plaquetas. Cite as funções desempenhadas pelas hemácias, leucócitos
e plaquetas..
9. Diferencie a pequena circulação da grande circulação.
10.Cite os órgãos do sistema urinário humano e a função de cada um.
SISTEMA HORMONAL
Os hormônios são compostos orgânicos produzidos por células isoladas ou por glândulas
endócrinas. Liberados no sangue eles atuam como mensageiros químicos capazes de estimular
ou inibir a atividade de um determinado órgão.
As glândulas endócrinas – produtoras de hormônios – não possuem canais excretores. Por
isso, lançam seus hormônios diretamente no sangue, e esse atua como veículo de distribuição
hormonal ao longo do organismo.
As principais glândulas endócrinas humanas são hipófise, tireoide, paratireoides, suprarenais e pâncreas.
1.HIPÓFISE
Localiza-se na base do cérebro. É considerada a glândula mestra do organismo porque
controla a secreção de outras glândulas através dos hormônios tróficos. São eles:
40
Hormônio tireotrófico – regula a secreção da tireoide.
Hormônio adrenocorticotrófico – controla a produção de alguns hormônios das
supra-renais.
c)
Hormônios folículo-estimulante e luteinizante – estimulam as gônadas.
A hipófise produz outros hormônios. São eles:
a)
Hormônio do crescimento – promove o crescimento de quase todos os tecidos,
inclusive os ossos e a cartilagem. A deficiência desse hormônio na infância provoca o
nanismo. Já a hiperfunção nesse período, causa o gigantismo.
b)
Ocitocina – é responsável pelas contrações do parto, estimulando a musculatura do
útero.
c)
Hormônio antidiurético (ADH) – controla a eliminação de água pelos rins.
d)
Prolactina – estimula a produção e a secreção de leite após o parto.
a)
b)
2.TIREOIDE
A glândula tireóide situa-se abaixo da laringe, na frente da traquéia. Produz os
hormônios tiroxina e triiodotironina.
A tireóide aumenta o metabolismo geral do corpo, conferindo maior velocidade à respiração
celular (e consequentemente liberação de energia, consumo de oxigênio e produção de calor) e à
síntese de proteínas, entre outros processos.
Os indivíduos com hipertireoidismo (a glândula funciona acima do nível normal) são,
geralmente nervosos, tensos, têm batimentos cardíacos acelerados, intolerância ao calor, grande
produção de suor, incapacidade de dormir, entre outros sintomas. A glândula aumenta de
tamanho e o doente apresenta, às vezes, olhos esbugalhados. O aumento da tireóide é chamado
bócio ou papo, que neste caso chama-se bócio tóxico.
O aumento da tireóide provocado pela falta de iodo necessário para a formação dos
hormônios tireoidianos é chamado bócio endêmico.
Pessoas portadoras de hipotireoidismo (a atuação da glândula é deficiente) são em geral
apáticas, sonolentas, com lentidão de movimentos, batidas cardíacas fracas e, às vezes, com
inchaço em várias partes do corpo (mixedema).
2. PARATIREOIDES
Localizam-se na parte de trás da tireóide. Elas produzem o paratormônio, que controla a
taxa de cálcio no sangue. Quando a concentração sanguínea de cálcio abaixa, o paratormônio
promove a retirada de cálcio do osso, lançando-o no sangue. Além disso, aumenta a absorção de
cálcio no intestino e a reabsorção pelos túbulos renais.
A hiperfunção das paratireóides pode enfraquecer os ossos, causar lesões renais e
desequilíbrios no organismo e mesmo levar à morte. Na hipofunção, há uma baixa de cálcio no
sangue, causando contrações musculares e podendo provocar a morte por asfixia através da
contração da musculatura da laringe.
3. PÂNCREAS (PARTE ENDÓCRINA)
O pâncreas é uma glândula mista, com duas partes: exócrina, que produz o suco
pancreático; e endócrina, formada por ilhas de células, as ilhotas de Langerhans.
As ilhotas de Langerhans produzem o hormônio insulina e o hormônio glucagon, com efeito
oposto ao da insulina.
A insulina faz baixar o nível de glicose no sangue, facilitando sua entrada nas células e sua
conversão em glicogênio. O glucagon, ao contrário aumenta o nível de glicose no sangue,
estimulando a quebra do glicogênio.
41
A diabete é provocada pela incapacidade total ou parcial do pâncreas de fabricar a
insulina. Consequentemente, a glicose passa a se acumular no sangue e, ao sair pela urina,
arrasta muita água por osmose.
4. SUPRARRENAIS
As suprarrenais situam-se sobre os rins e apresentam uma camada externa, ou córtex, e
uma parte central, ou medula.
A camada externa produz vários hormônios, denominados corticosteroides, cujas funções
mais conhecidas são: controle dos níveis dos íons sódio e potássio no sangue e de sua difusão
nas células, dilatação dos vasos sanguíneos, ação antiinflamatória e controle da pressão
sanguínea.
A camada medular produz a adrenalina, que aumenta o ritmo cardíaco, estimula a
respiração e eleva a pressão sanguínea. Esse hormônio é importante para as reações de defesa
do organismo, como a prontidão para a luta ou fuga.
SISTEMA NERVOSO
Anatomicamente, o sistema nervoso dos vertebrados subdivide-se em central (SNC) e
periférico (SNP).
O SNC é constituído pelo encéfalo – massa nervosa situada na caixa craniana – e pela
medula espinhal – filamento nervoso que percorre o interior do canal da coluna vertebral.
O encéfalo apresenta basicamente as seguintes regiões: cérebro, cerebelo, ponte e bulbo.
O SNP, por sua vez, é formado por uma rede de nervos que se espalham ao longo de todo o
organismo.
O SISTEMA NERVOSO CENTRAL
O SNC compreende as quatro regiões do encéfalo – cérebro, ponte, bulbo e cerebelo – e a
medula espinhal.
42
O cérebro ocupa quase toda a caixa craniana. A camada superficial do cérebro é
denominada córtex cerebral e abriga neurônios que governam as ações voluntárias desenvolvidas
pelo indivíduo, além de comandar atos inconscientes e abrigar centros nervosos relacionados
com os sentidos, a memória, o pensamento e a inteligência.
O bulbo, situado logo acima da medula espinhal, regula o ritmo cardiorespiratório e certos
atos reflexos, como deglutição, sucção, mastigação, vômito, tosse, secreção lacrimal e o piscar
dos olhos.
A ponte situa-se acima do bulbo e se relaciona com os reflexos associados às emoções,
com o riso e as lágrimas.
O cerebelo, situado abaixo do cérebro e atrás da ponte, regula o equilíbrio e a tonicidade
muscular.
A medula espinhal exerce a função de condutora de impulsos nervosos e é sede de muitos
atos reflexos.
Esses atos reflexos são respostas involuntárias a um estímulo sensorial.
Quando, involuntariamente, encostamos a mão numa chapa quente, imediatamente a
retiramos. Neste caso um estímulo (calor) determina um impulso nervoso que se propaga através
de neurônios sensoriais até a medula, onde passa os neurônios de associação e, depois, aos
neurônios motores. Através desses, volta um impulso que estimula os músculos do braço para a
contração. Essa resposta, proveniente da medula espinhal, constitui um ato reflexo, que se
caracteriza pela involuntariedade e rapidez na resposta. O caminho dos impulsos nervosos no ato
reflexo é denominado arco reflexo.
O SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO
Este sistema é formado por gânglios nervosos cranianos, que saem do encéfalo, e raquianos
ou espinhais, que saem da medula.
No homem há 31 pares de nervos raquianos. Cada nervo é formado por dezenas e até
centenas de prolongamentos de neurônios – as fibras nervosas (dendritos ou axônios) –
envolvidas por tecido conjuntivo, que levam e trazem impulsos do encéfalo, da medula e dos
gânglios.
No sistema nervoso periférico encontram-se os neurônios sensoriais que recolhem
informações dos órgãos dos sentidos e dos órgãos internos. O conjunto desses neurônios forma a
divisão sensorial. Já os neurônios motores levam mensagens do sistema nervoso central para os
músculos e para as glândulas, formando a divisão motora.
REPRODUÇÃO HUMANA
1. O SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO
No interior dos testículos, que são as glândulas sexuais masculinas, existem os tubos
seminíferos, onde são produzidos os espermatozoides. Dali, eles são transportados, através dos
canais eferentes, para outro tubo, o epidídimo, onde adquirem mobilidade. Do epidídimo, os
espermatozoides passam para o canal deferente que desemboca na uretra por onde saem
durante a ejaculação.
43
As glândulas bulbouretrais ou glândulas de Cowper, as vesículas seminais e a
próstata produzem secreções que, juntamente com os espermatozoides, formam o sêmen ou
esperma. A secreção das vesículas seminais é rica em substâncias nutritivas, que facilitam a
sobrevivência do espermatozoide durante sua viagem em direção ao óvulo. A próstata produz um
líquido alcalino que neutraliza a acidez da uretra e das secreções vaginais; as glândulas de
Cowper produzem um muco
lubrificante.
Os
testículos
são
estimulados por dois hormônios
produzidos pela hipófise: o
hormônio folículo estimulante
(FSH) e o hormônio luteinizante
(LH), também chamado ICSH
(hormônio
estimulador
das
células intersticiais). O primeiro
estimula a espermiogênese. O
segundo estimula a secreção de
testosterona,
hormônio
responsável
pelas
características
sexuais
masculinas
e
pela
espermatogênese.
2. O SISTEMA REPRODUTOR FEMININO
A
produção
dos
gametas femininos ocorre no
ovário. Em cada mês, um dos
ovários lança um óvulo na
trompa de Falópio ou tuba
uterina, que comunica o ovário
com o útero, um órgão oco e
musculoso, destinado a alojar o
embrião (e o feto) durante a
gravidez. Os espermatozoides –
depositados na vagina durante
o ato sexual – vão pelo útero até
as trompas, onde ocorre a
fecundação. O ovo formado é
levado até o útero, onde se
implanta (nidação) já na forma
de um embrião constituído por
um cacho de células.
44
MÉTODOS CONTRACEPTIVOS:
Contracepção é a prevenção deliberada da gravidez por meio de métodos contraceptivos
(ou anticoncepcionais)
Pílulas anticoncepcionais: combinação adequada de hormônios progesterona e estrógeno
sintéticos, que inibem
a secreção de FSH (hormônio folículo-estimulante) e LH (hormônio
luteinizante) pela hipófise, impedindo a maturação do folículo e sua ovulação.
Diafragma: dispositivo colocado no fundo da vagina, impedindo a entrada dos
espermatozoides no colo do útero e, consequentemente, na tuba uterina. Impede a fecundação.
DIU: dispositivo intrauterino que pode ser de material plástico ou metálico e tem o formato de
“T”. Impede a nidação do embrião.
Preservativo: retém o esperma ejaculado durante a relação sexual, impedindo a
fecundação. Além disso, protege contra doenças sexualmente transmissíveis.
Vasectomia: processo cirúrgico de secção dos ductos deferentes, impedindo a liberação de
espermatozóides.
Laqueadura (ligadura de trompas): processo cirúrgico de secção das tubas uterinas, o que
impede a fecundação.
Pílula do dia seguinte: contraceptivo de emergência, devendo ser tomado até 72 horas
depois da relação sexual desprotegida. Os hormônios componentes da pílula atuam,
basicamente, de duas formas: impedindo a ovulação (se esta ainda não ocorreu) ou impedindo a
implantação do embrião no útero.
ATIVIDADES
1.O sistema endócrino pode ser comparado a um “correio”. As “mensagens” são os
hormônios, as moléculas que viajam pelo sangue e assim atingem as diversas partes do corpo.
Embora geralmente mais lenta que a comunicação por via nervosa, a comunicação por via
hormonal é muito eficiente. Por exemplo, quando estamos em situação de perigo, nossas
glândulas supra-renais, alertadas pelo sistema nervoso, lançam no sangue a adrenalina. Em
fração de segundos, diversas partes do corpo são informadas do perigo pelas moléculas de
adrenalina, preparando-se para reagir.
Com relação ao sistema endócrino, complete a seguinte tabela:
Hormônios
Glândula produtora
do crescimento
ocitocina
antidiurético
prolactina
tiroxina e triiodotironina
paratormônio
insulina
45
Função
glucagon
corticosteroides
adrenalina
2. O que é bócio endêmico?
3. O sistema nervoso pode ser comparado a uma “rede telefônica” em que as mensagens
são pulsos elétricos, que viajam através de “cabos transmissores”, os nervos, estabelecendo a
comunicação entre as partes do corpo e uma “estação central”, o encéfalo e a medula espinal.
Esses órgãos compõem o sistema nervoso central, cuja função é interpretar as informações
obtidas e elaborar as respostas adequadas, enviando-as aos órgãos do corpo responsáveis pelas
ações, geralmente os músculos.
Quanto ao sistema nervoso:
a) Cite a função do cérebro, ponte, bulbo e cerebelo.
b) Cite a função da medula espinhal.
4. A sexualidade e a reprodução da espécie humana são temas que geram questões
polêmicas, como liberação do aborto, uso de métodos anticoncepcionais, produção de “bebês de
proveta” e, mais recentemente, possibilidade de clonagem de seres humanos.

Em relação ao sistema reprodutor masculino, responda:
a) Onde são produzidos os espermatozoides?
b) Que função realiza a próstata?
c) Que função realiza a testosterona?

Em relação ao sistema reprodutor feminino, responda:
a) Quais são os órgãos componentes deste sistema e suas respectivas funções?
5. Como atuam os seguintes métodos contraceptivos: DIU, preservativos, ligadura de trompa
e pílulas?
GENÉTICA
Genética é a ciência que estuda o material hereditário e os mecanismos de sua transmissão
ao longo das gerações.
46
Os primeiros trabalhos realmente importantes para maior esclarecimento no campo da
Genética foram realizados em um convento, na Áustria, por volta de 1866, por um monge
chamado Gregor Mendel.
CONCEITOS FUNDAMENTAIS DA GENÉTICA:
Gene: é a denominação que é dada hoje ao “fator” mendeliano. Unidade hereditária
responsável pela manifestação de uma determinada característica. Atualmente sabe-se
que um gene corresponde a um segmento de molécula de DNA, cuja atividade permite
que um caráter possa se desenvolver.
Os genes se situam em estruturas intracelulares chamadas cromossomos.
b) Caráter: termo que designa qualquer particularidade morfológica ou funcional de um
indivíduo.
c)
Lócus: é o local certo e invariável que cada gene ocupa no cromossomo.
d) Cromossomos homólogos: são os cromossomos que formam pares (um de origem
materna e outro de origem paterna). Esses pares só ocorrem nas células somáticas,
que são diploides. Num par, os dois homólogos possuem genes para os mesmos
caracteres. E esses genes têm localização idêntica nos dois cromossomos.
e) Genes alelos: são genes responsáveis pela herança de um dado caráter e ocupam um
mesmo lócus em cromossomos homólogos.
f)
Gene dominante: é aquele que manifesta seu efeito tanto em homozigose quanto em
heterozigose.
g) Gene recessivo: é o gene que não se manifesta em presença do seu alelo dominante.
Tais genes se manifestam apenas quando ocorrem em dose dupla.
a)
Existem algumas convenções para a designação dos genes. Uma delas, a mais
simples, estabelece o uso de uma única letra para designar os dois genes: a letra minúscula
indica o gene recessivo e a maiúscula, o gene dominante. A letra do alfabeto que se escolhe
é a inicial do caráter recessivo.
Ex.: se um indivíduo possuir em suas células um gene A, para olhos castanhos, e o seu
alelo, o gene a, para olhos azuis, a característica apresentada por ele será olhos castanhos.
Um indivíduo terá olhos azuis apenas se possuir dois genes a (aa) em suas células, pois o
gene para olho azul é recessivo.
h)
i)
j)
k)
l)
m)
Homozigoto ou puro: um indivíduo é homozigoto quando apresenta genes iguais
formando o par de alelos para o desenvolvimento de um dado caráter. Ex.: aa – olhos
azuis.
Heterozigoto, híbrido ou impuro: indivíduo que possui genes alelos diferentes para
um mesmo caráter. Ex.: Aa – olhos castanhos.
Genótipo: é a constituição genética de um indivíduo. Ele não é visível, mas pode ser
deduzido pela análise dos descendentes e ascendentes desse indivíduo. O genótipo é
representado por letras que simbolizam os genes. Como o genótipo retrata a
constituição genética de uma célula diploide de um indivíduo, as letras devem vir aos
pares para cada caráter representado.
Fenótipo: é a aparência, o aspecto externo de um indivíduo. É a expressão da
atividade do genótipo. Resulta da interação do genótipo com o meio ambiente.
Geração paterna (P): são os elementos usados no cruzamento inicial, os genitores.
Primeira geração filial (F1): são os elementos resultantes do cruzamento, os
descendentes da geração paterna.
47
n)
Segunda geração filial (F2): são os descendentes do cruzamento de indivíduos
de F1.
OS TRABALHOS DE MENDEL
Mendel, aliando seus conhecimentos de Ciências Naturais e Matemática, analisou a
hereditariedade de várias características da ervilha. Escolheu a ervilha, entre outras razões, pelo
fato de ocorrer auto fecundação em suas flores, mantendo-se as linhagens puras.
Um aspecto importante de seu trabalho, porém, consistiu em haver pesquisado
primeiramente a hereditariedade de uma característica em particular, para só depois estudar a
transmissão de duas características em conjunto.
Através da polinização feita experimentalmente (manual), Mendel cruzava linhagens puras,
que apresentavam variedades contrastantes para determinada característica (geração parental
P), obtendo assim uma primeira geração filial (F1); as plantas de F1 se reproduziam por auto
fecundação, sendo obtida a segunda geração filial (F2). Analisando matematicamente as
proporções de descendentes obtidas nessas duas gerações, Mendel estabeleceu as duas leis
básicas para o desenvolvimento da genética clássica.
1ª LEI DE MENDEL – LEI DA SEGREGAÇÃO OU LEI DA PUREZA DOS GAMETAS
Trabalho desenvolvido por Mendel em relação à hereditariedade de um caráter das
ervilhas: a cor de suas sementes.
Mendel observou que as sementes podiam ser tanto amarelas quanto verdes. Considerou
então que, se as sementes eram amarelas, suas células deviam possuir algum fator responsável
pela cor amarela, o mesmo ocorrendo com a cor verde.
Para selecionar indivíduos puros, isto é, contendo somente fatores para uma cor (ou só para
verde, ou só para amarelo), Mendel provocou a reprodução das ervilhas por auto fecundação
durante várias gerações. A seguir, realizou um cruzamento entre uma planta de sementes
amarelas e uma de sementes verdes. Observando um número bastante grande de indivíduos da
geração resultante, verificou que todos eles apresentavam sementes amarelas. No entanto, ele
sabia que esses indivíduos possuíam também fator responsável pela cor verde, pois o pai de
semente verde era puro e só poderia fornecer gametas com fator para essa cor. Logicamente,
esses indivíduos eram híbridos, com fatores para verde e para amarelo. O que teria acontecido
com o fator verde?
Mendel obteve a resposta ao fazer uma auto fecundação com um desses descendentes
amarelos híbridos. Analisou cerca de mil indivíduos resultantes dessa auto fecundação e
constatou que aproximadamente 75% eram amarelos e 25% apresentavam sementes verdes.
Concluiu, então, que o fator para verde não tinha sido destruído, apenas não se manifestava na
presença do fator para amarelo. Com base nisso, resolveu chamar o fator para amarelo de
dominante e o fator verde de recessivo.
48
Depois de repetir esse procedimento para outras características (forma da semente,
forma da vagem, altura do caule, etc.) e chegando ao mesmo resultado, Mendel anunciou sua
Primeira Lei, conhecida como Lei da Segregação de um par de fatores ou Lei do Monoibridismo.
Cada caráter é condicionado por um par de genes alelos que se separam (segregam)
na formação dos gametas, indo apenas um gene para cada gameta.
Interpretação da 1ª Lei de Mendel de acordo com os conhecimentos atuais:
Se uma planta tem sementes amarelas é porque em suas células existe um gene, que
chamaremos de V, que determina essa cor. Se ela é pura ou homozigótica, os dois genes
situados no mesmo lócus do par de cromossomos homólogos são iguais.
Concluímos que os indivíduos da geração paterna, de fenótipo amarelo, têm genótipo VV; e
os indivíduos de sementes verdes têm genótipo vv (sendo o v o gene para verde).
Os indivíduos homozigotos originam apenas um tipo de gameta. Assim, o indivíduo VV
produz gameta V, e o indivíduo vv produz gameta v; a união de gametas V com gametas v dará
indivíduos híbridos ou heterozigóticos. Esses indivíduos da 1ª geração de filhos (F1) são amarelos
porque V domina v.
Geração P:
Amarelo X Verde
VV
vv
Obtenção de F1 usando-se o genograma
V
V
v
Vv
Vv
v
Vv
Vv
Genótipo: 100% Vv
Fenótipo: 100% amarelo
A autofecundação dos indivíduos Vv é equivalente ao cruzamento de dois indivíduos iguais
(Vv x Vv). Os organismos heterozigotos originam gametas diferentes. Assim, cada organismo Vv
produz V e v. Logo, teremos quatro combinações possíveis para filhos da segunda geração F2:
VV, dois Vv e vv.
Obtenção de F2 usando o genograma
V
v
V
VV
Vv
v
Vv
vv
Genótipo: 25% VV; 50% Vv; 25% vv
Fenótipo: 75%amarelos
25% verdes
GENEALOGIA OU HEREDOGRAMA
A árvore genealógica ou heredograma é um conjunto de símbolos que mostra a
transferência de um caráter através das gerações. É a representação gráfica de um determinado
caráter em uma família. Como construir o heredograma? O macho é representado por um
quadrado e a fêmea por um círculo, e um descendente que ainda não tenha o sexo identificado é
49
representado por um losango. Cada geração deve ser identificada por algarismos romanos
e todos os membros de uma geração devem ser alinhados horizontalmente. Os indivíduos da
mesma geração devem ser identificados por algarismos arábicos, iniciando-se a numeração da
esquerda para a direita, de modo que o mais velho fique à esquerda. O heredograma deve ser
iniciado de baixo para cima, iniciando-se pela geração mais nova.
Símbolos Usados no Heredograma
ou
ou
ou
ou
= macho normal
= macho afetado pelo caráter considerado
= fêmea normal
= fêmea afetada pelo caráter considerado
= O traço de união entre as figuras indica o cruzamento
= O traço duplo de união indica cruzamento consanguíneo (entre parentes)
= indicativo de indivíduo de sexo não informado
1
2 3 4
Quatro irmãos contados da esquerda para a direita na ordem em que nasceram
= gêmeos dizigóticos
= gêmeos monozigóticos
Resolução de problemas envolvendo a 1ª Lei de Mendel (monoibridismo):
Ex: Em cobaias (porquinhos-da-índia), pelos curtos (L-) dominam pelos longos (ll). Qual o
resultado (genótipos e fenótipos) do cruzamento entre um macho de pelo curto e heterozigoto e
uma fêmea de pelo longo?
Pelo curto: L- (LL ou Ll)
Pelo longo: ll
Resolução: O genótipo do macho de pelo curto e heterozigoto é Ll e o da fêmea de pelo longo
é ll. Uma forma de determinar as fecundações possíveis consiste em usar um esquema que
facilita a visualização das fecundações. Nesse esquema, os gametas de um dos sexos ficam
organizados em colunas e os do outro sexo, em linhas. Cada quadrado indica o resultado de uma
fecundação possível.
50
Ll
l
l
x
L
Ll
Ll
ll
Genótipo Fenótipo
50% Ll
50% pelos curtos
50%ll
50% pelos longos
l
ll
ll
Problemas com heredogramas:
Ex: Um casal de pele normal tem um filho albino. Qual o caráter dominante e qual o genótipo de
todos os indivíduos?
Resolução: I. Traduzimos o enunciado do problema em um esquema, indicando com os
símbolos citados na explicação que consta no texto referente aos heredogramas.
mulher
Homem
filho
II. Passamos à pesquisa do caráter dominante: quando um casal com fenótipos iguais tem pelo
menos um filho com fenótipo diferente, o fenótipo do casal corresponde ao fenótipo dominante.
No problema, como um casal de pele normal teve um filho albino, o caráter dominante é pele
normal. Estabelecemos que A é o gene para pele normal e a é o gene para o albinismo.
III. Colocamos os genótipos nos símbolos, partindo do caráter recessivo, pois sabemos que o
fenótipo recessivo é sempre puro. Começamos pelo filho recessivo, aa. Como cada um desses
alelos vem de cada pai, podemos colocar um a no pai e outro a na mãe. Se o fenótipo dos pais é
pele normal, eles têm de possuir, cada um, um alelo A.
Portanto, o caráter dominante é pele normal e os pais têm genótipo Aa.
Aa
Aa
aa
51
ATIVIDADES
1)
O gene A condiciona o aparecimento de frutos verdes numa determinada espécie vegetal e
é dominante sobre o alelo a, que condiciona a formação de frutos amarelos. Dê os resultados dos
seguintes cruzamentos:
a) AA x AA
c) aa x AA
e) Aa x aa
b) Aa x AA
d) Aa x Aa
f) aa x aa
Inclua na sua resposta os genótipos, fenótipos, proporções genotípicas e fenotípicas dos
descendentes.
2) Em ervilhas, o gene para flor vermelha é representado por (B) e o gene para flor branca por
(b). Pergunta-se: qual a cor dos descendentes dos seguintes cruzamentos?
a)BB x bb
b)Bb x bb
c) bb x bb
3 )Em cobaias, o gene L condiciona pelagem crespa e o gene l condiciona pelagem lisa. Qual a
proporção fenotípica esperada nos filhos de um cruzamento entre duas cobaias heterozigotas?
4) Em ervilha, a forma lisa da semente é dominante sobre a forma rugosa. Cruzando-se uma
planta que apresenta sementes lisas (heterozigota) com outra de sementes rugosas, pergunta-se:
a) Qual a probabilidade de nascerem descendentes de sementes rugosas?
b) E de sementes lisas?
Problemas com heredogramas
1) O caráter olhos castanhos é dominante sobre olhos azuis. Um casal de olhos castanhos
teve dois filhos de olhos castanhos e um filho de olhos azuis. Qual o genótipo do casal?
2) O albinismo (ausência de pigmento), no homem, é condicionado por um gene recessivo a.
A pigmentação normal é condicionada pelo alelo dominante A. Um homem normal, filho de
mãe albina, casou-se com uma mulher normal, cujo pai era albino. Esse casal teve um filho
albino. Determine o genótipo de todas as pessoas mencionadas.
52
3) Um homem de olhos azuis, filho de pais de olhos escuros, casou-se com uma
mulher de olhos escuros e teve um filho de olhos azuis. Sabendo-se que o caráter para
olhos escuros é dominante em relação a olhos azuis, dar o genótipo relativo a todas as
pessoas mencionadas.
OS GRUPOS SANGUÍNEOS HUMANOS
No início do século XX, o austríaco Karl Landsteiner, misturando o sangue de diferentes
pessoas, concluiu pela existência, na espécie humana, de quatro tipos básicos de sangue, que
constituem o chamado sistema ABO: grupo AB, grupo A, grupo B e grupo O.
No sangue humano, mais especificamente na membrana plasmática das hemácias, podem
ser encontradas duas proteínas denominadas aglutinogênios A e aglutinogênios B, responsáveis
pela determinação do fenótipo sanguíneo. O plasma sanguíneo, por sua vez, pode abrigar outras
duas proteínas denominadas aglutinina anti-A e aglutinina anti-B. Os aglutinogênios procedem
como antígenos e as aglutininas como anticorpos.
OBS.: Antígenos são proteínas específicas que atuam como corpos estranhos no organismo
de quem não os possua; na presença de antígenos, o organismo elabora proteínas de defesa
denominados anticorpos. O anticorpo, então, combina-se com o antígeno, neutralizando-lhe o
efeito.
Em relação ao sangue, num indivíduo normal, não é possível a existência de aglutinogênios
e aglutininas de mesmo nome, uma vez que a ocorrência de ambas acarreta o desenvolvimento
de reações do tipo antígenos x anticorpo. Assim, os indivíduos pertencentes ao grupo AB
possuem aglutinogênios A e aglutinogênios B, mas são desprovidos de quaisquer aglutininas; os
indivíduos portadores de sangue tipo A possuem aglutinogênios A e aglutininas anti-B; os
pertencentes ao grupo B possuem aglutinogênios B e aglutininas anti-A; os indivíduos do grupo O,
finalmente, possuem aglutininas anti-A e aglutininas anti-B, sendo destituídos de quaisquer
aglutinogênios.
Fenótipo Sanguíneo
AB
A
B
O
Aglutinogênios nas
hemácias
AeB
A
B
-
53
Aglutininas no Plasma
Anti-B
Anti-A
Anti-A e Anti-B
AS TRANSFUSÕES E INCOMPATIBILIDADES SANGUÍNEAS
Nas transfusões sanguíneas, em relação ao sistema ABO, é preciso considerar que a
taxa de aglutinogênios nas hemácias é significativamente maior que a taxa de aglutininas no
plasma. Dessa maneira, são inviáveis as transfusões em que o sangue doado contém
aglutinogênios que encontrarão no receptor as aglutininas contrastantes. Isso significa que, se o
sangue doado contém aglutinogênios A, o sangue receptor não pode conter aglutininas anti-A; e
que, se o sangue doado contém aglutinogênios B, o receptor não pode apresentar aglutininas
anti-B. Assim, exemplificando, um indivíduo do grupo B não pode doar sangue para outro do
grupo O, uma vez que as aglutininas anti-B do receptor reagiriam com os aglutinogênios B do
doador, à semelhança de uma reação antígeno-anticorpo. Dessa reação, na qual os
aglutinogênios B atuariam como antígenos (proteína estranha ao receptor do grupo O) e as
aglutininas anti-B como anticorpos, resulta a aglutinação do sangue doado, fato que pode
provocar a obstrução dos vasos sanguíneos, com conseqüências que podem levar o receptor à
morte. No entanto, um indivíduo do grupo O pode doar sangue para outro do grupo B. Isso porque
o volume de sangue doado não contém aglutininas em taxa suficiente para provocar a aglutinação
das hemácias do receptor.
OBS.: Numa transfusão mal feita, as hemácias que se aglutinam são aquelas presentes no
sangue doado e, para tanto, devem conter aglutinogênios estranhos, isto é, que não existem no
sangue do receptor.
Quadro das transfusões possíveis quanto ao sistema ABO
Grupo sanguíneo
Pode doar a:
A
A e AB
B
B e AB
AB
AB
O
A, B, AB, O
Pode receber de:
AeO
BeO
A, B, AB, O
O
O quadro e o esquema acima mostram que o grupo sanguíneo O (por não conter
aglutinogênios) pode ser doado para todos os grupos existentes; por isso, os indivíduos
portadores de sangue O são denominados doadores universais (observe que o grupo O não
pode receber sangue de nenhum outro grupo, só pode receber do próprio)
O grupo AB (por não possuir aglutininas) pode receber sangue de qualquer outro; daí os
indivíduos pertencentes a esse grupo serem denominados receptores universais.
DETERMINAÇÃO DOS GRUPOS SANGUÍNEOS:
O grupo sanguíneo de uma pessoa pode ser determinado verificando-se a existência ou não
de aglutinação das hemácias, quando o sangue é misturado com soros portadores de aglutininas.
Para tanto, procede-se assim:
 Coleta-se o sangue cujo grupo sanguíneo deseja-se determinar; em seguida colocamse duas gotas desse sangue sobre uma lâmina de microscopia.
 Sobre uma das gotas de sangue aplica-se uma gota de soro contendo aglutininas
anti-A; sobre a outra gota de sangue aplica-se uma gota de soro com aglutininas antiB.
Interpretação dos resultados:
54




Não havendo aglutinação em nenhuma das duas gotas de sangue, o indivíduo
pertence ao grupo O;
Havendo aglutinação nas duas gotas de sangue, o indivíduo é do grupo AB;
Havendo aglutinação apenas na gota de sangue onde se aplicou o soro anti-A, o
indivíduo é do grupo A;
Havendo aglutinação apenas na gota de sangue onde se aplicou o soro anti-B, o
indivíduo é do grupo B.
A HERANÇA DOS GRUPOS SANGUÍNEOS HUMANOS:
Os grupos sanguíneos no homem podem ser identificados de acordo com 3 sistemas: o
sistema ABO, o sistema Rh e o sistema MN. Esses três sistemas transmitem-se
independentemente, pois os pares de genes para cada um deles localizam-se em cromossomos
não-homólogos. O estudo da herança desses três sistemas é, portanto, um caso particular de
triibridismo. Além disso, reúne os principais mecanismos de herança: o sistema ABO é um caso
de polialelia; o sistema Rh é um caso de dominância completa entre dois alelos; o sistema MN é
um caso de ausência de dominância entre dois alelos.
a) A herança dos grupos sanguíneos do sistema ABO:
Na manifestação dos grupos sanguíneos do sistema ABO estão envolvidos três alelos, que
ocorrem dois a dois. Os alelos envolvidos são I A, IB, e i. Dependendo do tipo de relação entre os
alelos dos pares formados, são obtidos os diferentes tipos de grupos sanguíneos: grupo A, grupo
B, grupo AB e grupo O.
 Gene IA: condiciona a síntese do aglutinogênio A e é dominante sobre o alelo i.
 Gene IB: condiciona a síntese do aglutinogênio B e é dominante sobre o alelo i.
 Gene i: condiciona a não produção de aglutinogênios.
A relação de dominância entre esses genes pode ser expressa da seguinte maneira: I A=IB>i.
Os genes IA e IB exibem dominância completa em relação ao gene i. Entre si, porém, ocorre
ausência de dominância. Baseado nessa relação, ficou estabelecido o seguinte quadro de
fenótipos e genótipos:
Fenótipos
Grupo A
Grupo B
Grupo AB
Grupo O
Genótipos
IA IA, IA i
IB IB, IB i
IA IB
ii
Ex.: Que resultados espera-se obter do seguinte cruzamento: IA IB
IA
i
Genótipo:
25% IA IA
25% IA i
25% IA IB
25% IB i
IA
IA IA
IA i
x
IA i
IB
IA IB
IB i
Fenótipo: 50% grupo A
25% grupo AB
25% grupo B
55
b) A herança do grupo sanguíneo do sistema Rh:
Em 1940, Landsteiner e Wiener descobriram um outro sistema de grupos sanguíneos, a
partir do sangue do macaco Rhesus. O sangue desse macaco, uma vez injetado em cobaias ou
coelhos, provocava nesses animais a síntese de anticorpos que podiam promover a aglutinação
do sangue doado. Esse fato levou à conclusão de que o sangue do macaco continha um
antígeno, que foi denominado fator Rh ou fator Rhesus; os anticorpos produzidos pelos animais
receptores foram denominados aglutininas anti-Rh.
Landsteiner e Wiener extraíram dos coelhos e cobaias soros contendo aglutininas anti-Rh;
em seguida, misturaram o soro em sangue de diversas pessoas. Constataram que, em alguns
casos, as hemácias se aglutinavam, indicando a presença do fator Rh no sangue humano; essas
pessoas foram denominadas Rh+. Em outros casos, as hemácias não se aglutinavam, indicando a
ausência do fator Rh no sangue; essas pessoas foram denominadas Rh -.
Os indivíduos portadores de sangue Rh- não possuem, normalmente, aglutininas anti-Rh. No
entanto, quando recebem sangue Rh + tornam-se capazes de produzir essas aglutininas. Como a
produção de aglutininas ocorre de forma lenta, ao se fazer transfusão de sangue de um doador
Rh+ para um receptor Rh-, não deverá ocorrer a aglutinação das hemácias doadas. Mas uma
segunda transfusão de sangue Rh+ poderá provocar a aglutinação das hemácias doadas, uma
vez que as novas aglutininas produzidas, juntamente com as antigas (resultantes da primeira
transfusão) podem perfazer uma quantidade suficientemente alta para promover a aglutinação
das hemácias do doador. Em conseqüência disso, capilares sanguíneos podem ser destruídos,
chegando a levar o receptor à morte.
A determinação genética do sistema Rh é bastante complexa, mas de modo mais
simplificado pode-se atribuí-la a um par de alelos com relação de dominância completa:
 Gene R: condiciona a produção do antígeno denominado fator Rh.
 Gene r: condiciona a não produção do fator Rh.
Sabe-se que o gene R é dominante em relação ao seu alelo recessivo r. Conclui-se que existem
três genótipos diferentes para os dois fenótipos.
Fenótipos
Rh+
Rh-
Genótipos
RR, Rr
rr
Transfusões possíveis dentro do sistema Rh
Indivíduo
Recebe de
Doa para
+
+
Rh
Rh e Rh
Rh+
RhRhRh+ e RhEx.: Que descendentes obtém-se do cruzamento Rr x Rr.
R
r
R
RR
Rr
r
Rr
rr
Genótipo:
25% RR
50% Rr
25% rr
Fenótipo:
75% Rh+
25% Rh-
56
ERITROBLASTOSE FETAL (EF) OU DOENÇA HEMOLÍTICA DO RECÉM-NASCIDO
(DHRN):
Um problema muito importante relacionado ao sistema Rh refere-se à incompatibilidade fetomaterna. Quando a mãe tem sangue Rh- e gera um filho Rh+ (para que a situação ocorra, o pai
deverá ser Rh+), o organismo sofre, notadamente por ocasião do parto (quando do descolamento
da placenta), uma invasão de hemácias fetais, que contém aglutinogênios Rh (estranho a ela). A
partir dessa ocasião, passa a haver a produção e o acúmulo de aglutininas anti-Rh no sangue
materno. Em gestações posteriores, com filho Rh +, as aglutininas maternas atravessam a barreira
placentária, alcançando a circulação do feto. Do choque entre essas aglutininas e o aglutinogênio
das hemácias fetais, decorrem a aglutinação do sangue da criança e a destruição das hemácias
(hemólise). Em consequência da destruição das hemácias surge a DHRN, que se caracteriza pelo
fato de a criança apresentar profunda anemia, isto é, insuficiência do transporte de oxigênio pelo
sangue e icterícia (pele amarelada devido ao depósito de bilirrubina, substância resultante da
destruição das hemácias), aumento do volume do fígado e do baço e possíveis perturbações
mentais (decorrentes de lesões em centros nervosos). Num mecanismo de defesa, a medula
óssea vermelha começa a lançar na circulação células jovem da linhagem vermelha – os
eritroblastos. Daí o nome da doença de eritroblastose fetal.
Quando a criança revela um quadro de eritroblastose fetal muito acentuada, ainda pode ser
salva por meio de exosanguíneo transfusão, técnica que consiste em substituir gradualmente todo
o seu sangue por Rh-. Isso dará tempo ao organismo da criança de destruir as aglutininas
recebidas da mãe, até que venha a formar novas hemácias Rh + (como as hemácias têm uma vida
média de 3 meses, logo o sangue da criança será substituído por sangue por ele mesmo
produzido, com hemácias Rh+; nessa época, entretanto, não haverá mais anticorpos anti-Rh
funcionais em sua circulação). Nos casos graves, a criança nasce profundamente inchada e o
índice de mortalidade é praticamente 100%.
Nem sempre ocorre a incompatibilidade Rh em casais onde o marido é Rh + e a esposa Rh-.
É preciso admitir que o homem pode ser homozigótico ou heterozigótico. Nesse último caso, há
50% de probabilidade de nascerem filhos Rh -, iguais à mãe, sem que surja nenhum problema de
incompatibilidade feto-materna.
Hoje, nos casos de mulher Rh- com filho Rh+, aplica-se na mãe, dentro das primeiras 72
horas após o parto, uma dose única de aglutinina anti-Rh humana, que vai determinar a
destruição das hemácias Rh+ do feto que invadiram o organismo materno por ocasião do
descolamento da placenta. Destruídas essas hemácias invasoras, o organismo da mulher não
mais sentirá necessidade de produzir as aglutininas anti-Rh.
SEXO E HERANÇA GENÉTICA
Assim como outras características, o sexo de um organismo também é determinado pelos
genes. Diversos estudos demonstram que, na maioria dos animais esses genes estão situados
em cromossomos especiais: os cromossomos sexuais ou alossomos.
Na espécie humana, as células somáticas abrigam 46 cromossomos, ou 23 pares de
homólogos, sendo 23 de origem materna e 23 de origem paterna. No entanto, a determinação do
sexo do indivíduo, resulta da interação de determinados genes situados em um único par de
cromossomos, formado pelos chamados cromossomos sexuais; os demais cromossomos
constituem os autossomos.
Os dois cromossomos sexuais existentes nas mulheres exibem a mesma forma e são
denominados cromossomos X; nos homens, porém, existe apenas um cromossomo X, o outro,
de forma curvada, é denominado cromossomo Y.
57
É nesse cromossomo que encontra-se um gene que determina o desenvolvimento de
testículos e, consequentemente, o sexo masculino.
Se simbolizarmos o conjunto de autossomos por 2A, as constituições cromossômicas de
um homem e de uma mulher podem ser representadas respectivamente por:
2A+ xy
e
2A+ XX
Uma célula masculina, ao sofrer meiose, forma dois tipos de gametas quanto aos
cromossomos sexuais. Metade deles portará um cromossomo X e outra metade um Y. Além, é
claro, de um lote haploide de autossomos. É por isso que o sexo masculino é chamado de
heterogamético, por formar 2 tipos de gametas quanto ao cromossomo sexual. Já as fêmeas
formam apenas um tipo de gameta quanto ao cromossomo sexual, apresentando de um lote
haplóide autossomos e um cromossomo sexual X. Por isso, o sexo feminino é chamado
homogamético.
Espermatozoides portadores de cromossomos Y dão origem a machos e os portadores
de cromossomos X dão origem a fêmeas. Em nossa espécie, portanto, é o pai quem define o
sexo do filho.
Herança ligada ao sexo
A herança é considerada ligada ao sexo, quando os genes envolvidos situam-se no
cromossomo X, em sua parte não homóloga, isto é, sem correspondência no cromossomo Y. O
fato de a mulher apresentar dois cromossomos X permite concluir que ela é dotada, sempre, de
genes ligados ao sexo em dose dupla, formando pares de alelos. Já o homem, por apresentar um
cromossomo X, tem sempre esses genes em dose simples.
OBS.: A herança de caracteres condicionados por genes localizados nos cromossomos não
sexuais (autossômicos) recebe a denominação de herança autossômica.
Existem duas anomalias cuja herança está ligada ao sexo: a hemofilia e o daltonismo.
a) Daltonismo
O daltonismo consiste na impossibilidade de distinguir, nitidamente, as cores verde e
vermelha. Essa anomalia é determinada por um gene recessivo ligado ao sexo (localizado no
cromossomo X), simbolizado por Xd, enquanto o seu alelo dominante, que condiciona visão
normal, é simbolizado por XD.
As mulheres, por apresentarem um par de cromossomos X, podem ter três tipos de
genótipos, quanto a esse fator: XDXD (normal), XDXd (normal portadora) e XdXd (daltônica).
Os homens apresentam apenas um gene para essa característica, que pode ser tanto o
alelo normal quanto o condicionante do daltonismo. Para ser daltônico, o homem precisa receber
apenas um gene Xd da mãe (o outro cromossomo sexual, Y, o homem recebe do pai). Os homens
podem ter dois tipos de genótipos quanto a esse fato: X DY (normal) ou XdY (daltônico).
OBS.; A mulher para ser daltônica, necessita do gene X d em dose dupla, o que vale dizer
que precisa ter pai daltônico (XdY) e a mãe daltônica (XdXd) ou portadora (XDXd).
sexo
genótipo
feminino
feminino
XDXD
XDXd
feminino
masculino
masculino
XdXd
XDY
XdY
58
Fenótipo
Mulher normal
Mulher normal portadora ou
transmissora
Mulher daltônica
Homem normal
Homem daltônico
b)
Hemofilia
A hemofilia consiste numa insuficiência de produção de tromboplastina, enzima fundamental
para o mecanismo da coagulação sanguínea. Essa anomalia é também condicionada por um
gene recessivo (Xh) ligado ao sexo. Assim, chamando de XH o gene dominante que condiciona a
normalidade, podemos concluir os seguintes genótipos e fenótipos:
Sexo
Masculino
Masculino
Feminino
Feminino
Genótipo
X Y
XhY
XHXH
XHXh
Feminino
XhXh
H
Fenótipo
Normal
Hemofílico
Normal
Normal portadora
transmissora
Hemofílica
ou
Ex.: Do cruzamento de uma mulher normal portadora (XHXh) com homem hemofílico (XhY) obtémse:
Genótipo:
Fenótipo:
H h
XH
Xh
50% X X
50% mulher portadora
Xh
XHXh XhXh
50% XhXh
Y
XHY
XhY
50% mulher hemofílica
50% XHY
h
50% X Y
50% homem normal
50% homem hemofílico
ATIVIDADES
1) Estabeleça os resultados dos seguintes cruzamentos:
a) IAi x IBi
b) IBi x ii
2) Quando os pais têm sangue do tipo AB, qual a probabilidade de terem filhos do grupo O?
3) Quais as proporções fenotípicas e genotípicas esperadas para os filhos de um homem AB
casado com uma mulher do grupo O?
4) Um homem com sangue Rh- casa-se com uma mulher Rh+, cujo pai era Rh-. Que tipo de
descendentes pode-se esperar desse casamento quanto ao grupo sanguíneo do sistema Rh?
5) Uma mulher que apresenta fator Rh -, cujos pais são Rh+, é casada com um homem Rh +, cujo
pai é Rh+ e a mãe Rh-. Qual a probabilidade de o casal ter um filho Rh-?
6) Assinale a alternativa do quadro abaixo que contém os possíveis genótipos de um casal e do
seu filho que nasceu com eritroblastose fetal.
PAI
a) RR
b) Rr
c) Rr
d) RR
e) RR
MÃE
Rr
rr
rr
Rr
Rr
FILHO
Rr
rr
Rr
Rr
rr
59
7) Um determinado banco de sangue possui 4 litros de sangue tipo AB, 7 litros de sangue tipo A,
1 litro de sangue tipo B e 9 litros de sangue tipo O, todos Rh +. Se houver necessidade de
transfusões sanguíneas para um indivíduo com sangue tipo AB, Rh +, estarão disponíveis para ele,
do total acima mencionado:
a) 4 litros
b) 8 litros
c) 12 litros
d)13 litros
e) 21 litros
8) Por que o grupo O Rh- é considerado doador universal?
9) Pedro está hospitalizado e necessita de transfusão de sangue. Seu grupo sanguíneo é O Rh+.
Os doadores que se apresentaram têm sangue do tipo A Rh +, A Rh-, B Rh+, B Rh-, o Rh+ e AB RhO (s) melhor (es) doador (es) é (são) o(s) de sangue:
a) O Rh+
b) AB Rh-
c) B Rh- e B Rh+
d) A Rh+ e A Rh-
e) A Rh+ e B Rh-
10) Cruzando-se um homem normal para daltonismo com uma mulher transmissora, obtemos:
11) Cruzando-se uma mulher normal com um homem daltônico, obtemos:
15) Cruzando-se um homem daltônico com mulher transmissora, obtemos:
16) Uma mulher normal casada com um homem normal e que já teve um filho hemofílico, quer
saber como podem ser seus próximos filhos.
17) Uma mulher normal cujo pai é daltônico quer saber qual a probabilidade de ter uma criança
daltônica, se casada com um homem daltônico.
EVOLUÇÃO
A ORIGEM DA VIDA
Uma das primeiras hipóteses acerca da origem da vida foi a da geração espontânea ou
abiogênese (a=“sem”; bio=“vida”; gênese=“origem”), segundo a qual a vida poderia surgir da
matéria sem vida. Essa hipótese era supostamente comprovada pelo surgimento de moscas na
carne em decomposição, de ratos em trapos sujos, etc.
60
As experiências de Redi e Pasteur contra a abiogênese
Francesco Redi (1626-1698), com auxílio do método científico, foi o primeiro a lançar sérias
dúvidas sobre essa hipótese. Ele colocou carne e outros alimentos em vários vidros, mantendo
alguns deles cobertos com gaze e deixando outros abertos. Se apenas a carne fosse suficiente
para a formação de larvas, estas deveriam aparecer em todos os vidros. Após alguns dias, porém,
surgiram larvas somente nos vidros abertos, o que permitiu concluir que as larvas se originaram
de ovos depositados por moscas e não por abiogênese.
Redi generalizou suas conclusões, afirmando que todos os seres vivos vêm sempre de
outros seres vivos: era a teoria da biogênese.
Mas os defensores da geração espontânea voltaram à carga, afirmando que, para seres
simples como os micróbios, a hipótese ainda era verdadeira. Em 1862, entretanto, Louis Pasteur
(1822-1895) ferveu caldo de carne e conseguiu conservá-lo estéril por muito tempo num vidro cujo
formato, embora permitisse a entrada de ar (o que, segundo os defensores da geração
espontânea, era essencial para que micróbios surgissem da matéria sem vida), impedia que a
poeira penetrasse no caldo. Depois de vários meses, fez com que o caldo entrasse em contato
com a poeira, quando então surgiram micróbios no líquido. Estava definitivamente derrubada a
teoria da geração espontânea.
EVOLUÇÃO
Nosso planeta abriga milhões de espécies, que exibem uma enorme diversidade de tipos,
vivendo nos mais diversos ambientes. A Teoria da Evolução tenta explicar o mecanismo que
propiciou essa imensa variedade de seres vivos.
1. O lamarckismo
Segundo Jean-Baptiste Lamarck (1744-1829) as transformações das espécies dependeriam
de dois fatores fundamentais, enunciados por ele como leis do mecanismo da evolução. A
primeira dessas leis é a do uso e desuso dos órgãos e a segunda, a lei da herança dos caracteres
adquiridos.
Lei do uso e desuso
De acordo com a primeira lei de Lamarck, um órgão se desenvolvia com o uso e se atrofiava
com o desuso. Essa lei encerra uma verdade apenas parcial, pois o ambiente só pode variar as
características fenotípicas dentro de limites predeterminados pelo genótipo.
Além disso, para certas características, o uso e o desuso não têm nenhuma influência.
Lei da herança dos caracteres adquiridos
A segunda lei de Lamarck afirma que o caráter adquirido (resultante do desenvolvimento
pelo uso ou da atrofia pelo desuso) seria transmitido aos descendentes.
Assim, a girafa atual teria surgido de animais com pescoços menores. Com o constante
esforço do animal para alcançar as folhas do alto das árvores, o pescoço aumentaria de tamanho.
Esta nova característica passaria para o filho. Dessa forma, a girafa atual seria resultado da
repetição deste suposto mecanismo durante várias gerações.
No entanto, por tudo que sabemos hoje, somente uma modificação nos genes (mutação)
poderá ser transmitida às gerações seguintes – e mesmo assim se esses genes estiverem
presentes nas células germinativas. Assim, ao desenvolver seus músculos com exercícios, um
halterofilista não altera os genes de seus espermatozoides responsáveis pelo desenvolvimento
dos músculos. Por isso, seus filhos não terão músculos mais desenvolvidos.
61
Entre 1870 e 1875, o biólogo alemão August Weismann (1834-1914) estabeleceu a
existência de duas linhagens de células – as germinativas (que dão origem aos gametas) e as
somáticas (que formam o corpo) – mostrando que somente as modificações surgidas na linhagem
germinativa se transferem aos descendentes.
Numa de suas experiências, cortou o rabo de camundongos por várias gerações seguidas e
nem por isso os descendentes nasceram com rabos menores. Weismann ajudou, assim, a refutar
o lamarckismo.
2. O darwinismo
Em uma viagem às ilhas Galápagos, Charles Darwin (1809-1882) observou que naquele
arquipélago havia espécies características que diferiam ligeiramente umas das outras, como era o
caso dos tentilhões. Começou a perceber, então, que cada população poderia ser o início de uma
nova espécie.
Após sua volta à Inglaterra, Darwin continuou recolhendo fatos relacionados com as
variações de animais e plantas, até que, por acaso, em outubro de 1838, caiu-lhe nas mãos um
livro de Thomas Malthus (1766-1834) sobre população. Nesse livro, chamou a atenção de Darwin
o fato de que apesar de muitas espécies produzirem um grande número de descendentes,
apenas alguns poucos indivíduos conseguiam sobreviver. Concluiu, então, que os indivíduos com
mais oportunidades de sobrevivência seriam aqueles cujas características fossem mais
apropriadas para enfrentar as condições ambientais. Esses indivíduos teriam mais possibilidade
de se reproduzir e deixar descendentes. Nessas condições, as variações favoráveis tenderiam a
ser preservadas e as desfavoráveis destruídas.
Nascia assim, o conceito de seleção natural de acordo com o qual os mais aptos
sobrevivem.
Através do lento e contínuo processo de seleção ao longo das gerações, as espécies podem
se diversificar, tornando-se mais adaptadas ao meio ambiente em que vivem.
O conceito de seleção natural foi a grande contribuição que Darwin deu à teoria da evolução.
Darwin e o pescoço da girafa
A explicação da teoria de Darwin para o aumento do pescoço da girafa é diferente da
explicação da teoria de Lamarck. Para Darwin, em uma população de girafas, alguns indivíduos
possuíam pescoços mais altos do que outros. Essa característica seria hereditária e os indivíduos
com pescoços maiores passaram a ter maiores chances de alimentação a partir do instante em
que ocorreu escassez de alimento próximo ao solo. O processo se repetiu ao longo das gerações
e, com isso, a frequência de animais de pescoço comprido aumentou de maneira gradativa.
O principal problema da teoria darwiniana foi a falta de uma teoria satisfatória que explicasse
a origem e a transmissão das variações. Darwin não soube explicar a origem das variações na
população: as mutações e as leis de Mendel não eram conhecidas na época.
3. Neodarwinismo: ampliação da teoria de Darwin
Apenas no século XX, com o redescobrimento dos trabalhos de Mendel e com o
aprofundamento do conceito de gene, foi possível determinar os principais responsáveis pela
variabilidade nos seres vivos: as mutações e a recombinação gênica.
O neodarwinismo, mutacionismo ou Teoria Sintética de Evolução constituiu uma ampliação
das idéias de Darwin, explicando as causas das variações nos seres vivos.
As mutações e a recombinação gênica são as principais causas da variabilidade genética
existente nos seres vivos. As mutações e a recombinação gênica aumentam a variedade genética
62
nos seres vivos; já a seleção natural diminui, uma vez que tende a levar à extinção os
indivíduos portadores de variações desfavoráveis.
As mutações podem ocorrer de forma espontânea ou provocada. Nesse caso são vários os
agentes mutagênicos conhecidos: radioatividade (exemplo: estrôncio 90), radiações ultravioleta,
ácido nitroso, etc.
GUERRA MICROSCÓPICA
Quando se diz que microrganismos diversos, como as bactérias, desenvolvem resistência aos
antibióticos, devido ao uso abusivo dessas substâncias na tentativa de cura de infecções, a
expressão “desenvolvem resistência” constitui um conceito lamarckista e, portanto, errôneo.
Errôneo porque tal idéia supõe que a presença de antibióticos teria induzido nas bactérias o
surgimento de uma característica (capacidade de resistência) que elas não possuíam. Segundo
os princípios neodarwinistas, algumas bactérias já possuíam a capacidade de resistir a esses
agentes químicos, graças a certos genes existentes em seu patrimônio genético. Assim, tal
como sucede na relação insetos X inseticidas, os antibióticos apenas promovem uma seleção
de linhagens bacterianas resistentes: as formas sensíveis morrem em presença dos
antibióticos, mas as formas resistentes sobrevivem e se reproduzem. Com isso dão origem a
descendentes igualmente resistentes.
ECOLOGIA
A ciência que estuda como os seres vivos se relacionam entre si e com o ambiente em que
vivem e quais as conseqüências dessas relações é a Ecologia (oikos=“casa” e, por extensão,
“ambiente”; logos=“estudo”).
1. Conceitos básicos de Ecologia
População – quando vários organismos da mesma espécie passam a viver numa mesma
área, constitui-se uma população. É o caso da população humana de uma cidade, da população
de esquilos de uma floresta ou da população de sapos de uma lagoa.
Comunidade – as diferentes populações que habitam a mesma área mantêm entre si várias
relações e forma, assim, um novo nível de organização, chamado comunidade ou comunidade
biótica.
Ecossistema – a ecologia trata também das relações estabelecidas entre os seres vivos e o
meio físico, formado pelo ar, pela luz, pela temperatura, pela umidade, pelo solo, pela água e
pelos sais minerais. Esses fatores são chamados de fatores abióticos ou biótopo.
A reunião e a interação da comunidade com o ambiente físico forma um sistema ecológico
ou ecossistema. Assim, uma floresta – com sua vegetação, seus animais, seu tipo de solo e seu
clima característico – forma um ecossistema. O mesmo podemos dizer de um lago, um oceano,
um tronco de árvore e até mesmo um simples aquário.
Biosfera – o conjunto de florestas, campos, desertos e de outros grandes ecossistemas de
nosso planeta forma a biosfera. A biosfera é o conjunto de regiões do planeta em condições de
sustentar a vida de modo permanente.
A biosfera constitui uma camada de nosso planeta de aproximadamente 15 quilômetros de
espessura, abrangendo da mais alta montanha às profundezas dos oceanos.
63
2. Habitat e nicho ecológico
Para a ecologia, o lugar em que uma espécie é encontrada – isto é, o seu “endereço” dentro
da comunidade – chama-se habitat. O conjunto de relações que a espécie mantém com outras
espécies e com o ambiente físico-químico recebe o nome de nicho ecológico.
Desse modo, para descobrir qual o nicho de uma espécie, precisamos saber do que ela se
alimenta, onde e em que hora do dia obtém esse alimento, onde se reproduz e se abriga, etc. O
nicho corresponde ao “modo de vida”, à “profissão” ou ao papel ecológico que a espécie
desempenha no ecossistema.
Por exemplo, a onça pintada tem o mesmo habitat que a cotia, ambas vivem nas matas de
Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Amazônia –, mas as duas possuem nichos
diferentes: a onça, carnívora, sai à noite para caçar e, durante o dia, esconde-se em buracos; a
cotia, herbívora, sai à noite para comer raízes e frutas, quando, então, é caçada pela onça.
CADEIAS E TEIAS ALIMENTARES
A seqüência de seres vivos em que um serve de alimento para o outro é chamada cadeia
alimentar. Através dela, a matéria e a energia do ecossistema passam pelos seres vivos.
1. As cadeias alimentares
Os organismos autotróficos (plantas e alguns seres unicelulares) produzem substâncias
orgânicas a partir de gás carbônico, água e sais minerais. A principal fonte de energia usada no
processo da fotossíntese é a luz do sol.
Os compostos orgânicos dos corpos dos autotróficos servirão de alimento a todos os outros
seres vivos, chamados heterotróficos. Por isso, dizemos que os autotróficos são os produtores do
ecossistema.
Para se alimentar, os
animais herbívoros dependem
diretamente dos vegetais e são,
por esse motivo, chamados de
consumidores
primários.
Os
herbívoros, por sua vez, servem
de alimento aos carnívoros, que
são
os
consumidores
secundários. Esses carnívoros
também
podem
servir
de
alimento para outros carnívoros,
que são os consumidores
terciários, e assim por diante,
formando uma cadeia alimentar.
Cada etapa da cadeia alimentar é chamada de nível trófico. Assim, as plantas ocupam o
nível trófico dos produtores, os animais herbívoros ocupam o nível trófico dos consumidores
primários, e assim por diante.
Parte da matéria orgânica do corpo dos organismos passa para o nível trófico seguinte.
Outra parte, representada por folhas, galhos, fezes, excretas e cadáveres, é devolvida ao
ambiente. No solo ou na água, essa matéria orgânica morta é transformada em substâncias
minerais pela atividade de organismos representados, principalmente, por fungos e bactérias.
Esses organismos são chamados de decompositores.
Como as substâncias minerais produzidas pela degradação são utilizadas novamente pelos
vegetais na fotossíntese, podemos compreender o papel fundamental que desempenham os
64
decompositores ao promover a reciclagem da matéria orgânica. Sem eles, a matéria
mineral necessária à fotossíntese acabaria se esgotando e o nosso planeta seria transformado
num amontoado de cadáveres e detritos orgânicos.
2. A teia alimentar
Muitos animais têm alimentação variada, enquanto outros servem de alimento para mais de
uma espécie. Portanto, encontramos na comunidade um conjunto de cadeias interligadas,
formando o que se chama de teia alimentar.
Há animais que, por se alimentarem tanto de vegetais quanto de animais, não se prendem a
um único nível trófico, podendo ser ora consumidores primários, ora consumidores secundários
ou terciários. São os animais onívoros (omni=“tudo”; vorare=“devorar”), como por exemplo, o
homem.
RELAÇÕES ENTRE OS SERES VIVOS
Como os organismos interagem uns com os outros?
Os organismos de uma comunidade biológica interagem entre si, com indivíduos da
mesma espécies (relações intraespecíficas) ou com indivíduos de outra espécie (relações
interespecíficas).
Essas relações podem influir negativamente ( - ) sobre um ou ambos os organismos
que delas participam, outras influem positivamente ( + ). Algumas podem ser ainda
indiferentes ( 0 ) para os organismos. Os sinais são utilizados para especificar se a relação é
positiva para ambos os organismos ( +/+ ),
negativa para ambos os organismos ( -/- ),
positiva para um e negativa para o outro ( +/- ), positiva para um e indiferente para o outro (
+/0 ), entre outras situações.
Protocooperação
( +/+)
Mutualismo
( +/+ )
Predação
( +/- )
Parasitismo
( +/- )
Amensalismo
( +/- )
Competição
interespecífica
( -/- )
Comensalismo
( +/0 )
Relações Interespecíficas
Espécies se associam de maneira não obrigatória e se beneficiam
mutuamente. Ex: caranguejo-ermitão e anêmona. O ermitão serve de
meio de transporte para a anêmona, que o protege de ataques com
substâncias urticantes.
Espécies associadas se beneficiam mutuamente. Essa associação é
obrigatória para a sobrevivência das espécies envolvidas. Ex: cupins
e protozoários.
Espécies predadoras matam e se alimentam de indivíduos de outras
espécies. Ex: gaviões que caçam e se alimentam de roedores.
Uma espécie parasita tira proveito de outra (hospedeiro),
prejudicando-a. Ex: lombrigas intestinais que parasitam o ser
humano.
Uma espécie inibe o crescimento de outra através da liberação de
substâncias químicas. Assim, a primeira tem mais recursos para
crescer. Ex: fungos que liberam antibióticos.
Espécies com nichos ecológicos de alguma forma semelhantes
competem por um mesmo recurso escasso. Ex: competição de
plantas pela água presente no solo.
Uma espécie se associa com outra sem prejudicá-la. Nos casos mais
clássicos, uma espécie usa os restos alimentares de outra. Ex:
rêmora e tubarão. A rêmora se prende ao corpo do tubarão e, além
de obter restos de comida, ela consegue um eficiente meio de
65
Inquilinismo
( +/0 )
transporte.
Uma espécie utiliza o corpo de outra espécie como abrigo, sem
prejudicá-la. Exemplo: bromélias e orquídeas que habitam troncos de
árvores em busca de luz solar.
Relações Intraespecíficas
Colônias
( +/+ )
Sociedades
( +/+ )
Canibalismo
( +/- )
Competição
intraespecífica
( -/- )
Organismos ligados anatomicamente que podem ou não dividir
funções fisiológicas. Ex: recifes de corais.
Organismos não ligados anatomicamente se organizam de forma
cooperativa. Ex: sociedade de abelhas.
Um indivíduo se alimenta de outro da mesma espécie. Ex: algumas
fêmeas de aracnídeos e insetos se alimentam do macho após a
cópula.
Organismos da mesma espécie competem por um recurso escasso.
Existe praticamente em todas as espécies.
CICLOS DA MATÉRIA
Os organismos retiram constantemente da natureza substâncias e elementos químicos, que
depois retornam ao ambiente.
O processo contínuo de retirada e devolução de elementos químicos à natureza constitui os
ciclos biogeoquímicos.
1. CICLO DO CARBONO
As cadeias de carbono que formam as moléculas de açúcar são fabricadas pelos seres
autotróficos por meio da fotossíntese, na qual ocorre absorção de gás carbônico do ambiente. A
absorção do carbono atmosférico pelas plantas e outros seres autotróficos e sua transformação
em substâncias orgânicas são chamadas de fixação de carbono ou seqüestro de carbono. Dessa
forma, o carbono passa a circular pela cadeia alimentar na forma de moléculas orgânicas. Sua
volta ao ambiente se dá na forma de gás carbônico, por meio da respiração de praticamente todos
os seres vivos e da decomposição de seus corpos após a morte.
O ciclo do carbono está ligado ao do oxigênio, pois este é produzido na fotossíntese e
lançado na atmosfera; pela respiração, ele é consumido e se produz novamente gás carbônico.
Além da respiração, o gás carbônico é recolocado na atmosfera pela oxidação não biológica da
matéria orgânica em contato com o ar, como ocorre na combustão.
A produção de gás carbônico pela respiração e pela decomposição deveria ser naturalmente
compensada pelo consumo desse gás na fotossíntese. No entanto, o ser humano libera esse gás
na atmosfera, pela queima de combustíveis fósseis (carvão e petróleo) e de madeira, a uma
velocidade muito maior que a de assimilação pela fotossíntese. O resultado é um desequilíbrio no
ciclo de carbono, com aumento progressivo de gás carbônico na atmosfera.
Vejamos as possíveis conseqüências desse aumento.
66
EFEITO ESTUFA
O gás carbônico forma uma barreira na atmosfera que deixa passar a luz do Sol e retém o
calor irradiado pela superfície terrestre. Algo semelhante ocorre em uma estufa de vidro na qual
se cultivam plantas. O vidro deixa passar a luz, que é absorvida pelo solo e refletida na forma de
calor. No entanto, as ondas de calor não atravessam bem o vidro e são refletidas, aquecendo a
estufa. Por essa razão, o efeito do aquecimento do planeta é chamado de efeito estufa.
AQUECIMENTO GLOBAL
Com o aumento da produção de gás carbônico, por causa da queima de combustíveis
fósseis (em motores, nas indústrias e nas usinas) e, em menor grau, pelas queimadas de
florestas, a concentração desse gás vem aumentando gradativamente e há muitas evidências de
que esse fato vem provocando um aumento na temperatura média da Terra. Esse fenômeno é
chamado de aquecimento global.
Segundo estudos, em 2009 havia mais gás carbônico no ar do que a média dos últimos
650 mil anos. De 1970 a 2004, a emissão de gases que intensificam o efeito estufa (dos quais o
gás carbônico é o principal) subiu 70%.
Outros estudos mostram aumento no ritmo do derretimento do gelo nos pólos e
diminuição das geleiras nos Andes e no Himalaia. A redução total da camada de gelo no Ártico,
medida nos meses de verão, desde o início da década de 1970, já é de 40%. O aumento da
temperatura pode provocar a subida do nível dos mares por causa da expansão térmica da água
(a água quente ocupa mais volume que a fria) e do degelo de parte das calotas polares. Com
isso, grandes áreas do litoral seriam inundadas, muitas ilhas ficariam submersas e milhões de
pessoas ficariam desabrigadas, constituindo os chamados “refugiados do clima”. Diques teriam de
ser construídos em cidades costeiras. Além disso, o avanço das águas salgadas pode contaminar
os reservatórios de água doce mais próximo das regiões costeiras.
Em 2007, um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, do
inglês Intergovemmental Panel on Climate Change), um comitê de mais de 2 mil especialistas de
vários países, afirmou que muito provavelmente o aquecimento global se deve ao aumento das
emissões de gás carbônico provocadas pelo ser humano. Nele se prevê um aumento da
temperatura da Terra entre 1,8 °C e 6,4 °C. Um aumento de mais de 2 °C já seria suficiente para
provocar mudanças climáticas importantes, como um aumento de fenômenos climáticos
extremos: ondas de calor, secas e inundações mais freqüente, ciclones tropicais e furacões mais
intensos, aumento de chuvas torrenciais nas latitudes mais extremas e menos chuvas nas áreas
subtropicais.
As áreas afetadas por seca aumentarão e diminuirão os recursos de água potável para
boa parte das pessoas: mais de 1 bilhão de pessoas poderão sofrer com a falta de água.
Todas essas previsões, no entanto, dependem muito do que vai ocorrer com as emissões
de carbono no futuro e de quanto será o aumento da temperatura média do planeta. As
conseqüências serão mais graves, por exemplo, se ocorrer um aumento de temperatura que
ultrapassar os 2°C até 2100, mas menos graves se esse aumento se mantiver em, no máximo,
2°C.
O Protocolo de Kyoto
Pensando nesses problemas, os países têm se reunido e apresentado propostas para
reduzir gradativamente a emissão dos gases causadores do efeito estufa.
67
Em 2005, entrou em vigor o Protocolo de Kyoto: 141 países apoiaram a redução
da emissão de gás carbônico de 5,2%, em média, com relação aos níveis de 1990 (as cotas de
redução variam de cerca de 6% a 8%, conforme o país). A maioria dos países mais desenvolvidos
se comprometeu a atingir essa meta entre 2008 e 2012, primeiro período de cumprimento do
protocolo.
É possível, por exemplo, reduzir o consumo de combustíveis fósseis se houver
equipamentos mais eficientes, que queime menos combustível. Outra saída é investir no
aproveitamento de fontes alternativas de energia, que não emitem gás carbônico.
Além das medidas tomadas por governos e empresas, cada um de nós pode colaborar
para a solução do problema: diminuindo o consumo de energia, evitando o desperdício e usando
lâmpadas e aparelhos com consumo menor ou mais eficientes; utilizando , sempre que possível,
transporte coletivo; mantendo motores bem regulados; reduzindo o volume de lixo, reciclando e
reaproveitando materiais.
2. CICLO DO OXIGÊNIO
O oxigênio participa da composição de todas as moléculas que fazem parte da estrutura dos
seres vivos. Em sua forma livre é imprescindível à respiração dos seres aeróbios, sendo
encontrado como componente da atmosfera ou dissolvido na água.
O O2 passa pelo meio abiótico (ar e água) para os seres vivos durante os processos
respiratórios. Sua volta ao meio abiótico se dá através da fotossíntese. A maior parte do oxigênio
da atmosfera provém da fotossíntese realizada pelo fitoplâncton.
Uma parte do oxigênio da estratosfera (camada da atmosfera situada entre 10 e 45 km de
altura) é transformada pelos raios ultravioletas do Sol em gás ozônio (O 3). O ozônio forma uma
camada que funciona como um filtro protetor, retendo cerca de 80% de toda a radiação
ultravioleta.
As radiações ultravioleta são úteis em baixa intensidade- por exemplo, ativa a formação de
vitamina D em nossa pele. Em altas doses são extremamente nocivas.
A DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO
A camada de ozônio vem sendo destruída por gases liberados por aviões supersônicos (que
voam acima de 20Km de altitude), por cinzas de vulcões e, principalmente, por um grupo de
gases usados na indústria: os clorofluocarbonos, também chamados CFCs. Esses gases são
usados em aerosóis, geladeiras, aparelhos de ar refrigerado e na produção de plásticos e isopor.
Sob a ação dos raios ultravioleta, os CFCs liberam átomos de cloro, que reagem com o
ozônio transformando-o em oxigênio. No final da reação, o átomo de cloro é regenerado,
passando a destruir outra molécula de O3.
O aumento da radiação ultravioleta provocado pela progressiva destruição da camada de
ozônio pode reduzir a fotossíntese das plantas, comprometendo as colheitas, e destruir o
fitoplâncton, provocando desequilíbrios nos ecossistemas aquáticos. No homem esse tipo de
radiação aumenta a incidência de câncer de pele (devido ao aumento da taxa de mutações) e de
catarata (por lesões no cristalino do olho), além de prejuízos no sistema imunológico.
Além de não produzir mais CFCs, em 2007 o Brasil proibiu sua importação e o uso do
herbicida brometo de metila, que também destrói a camada de ozônio. O Brasil e outros países
em desenvolvimento assumiram o compromisso de banir os CFCs até 2010 (eles ainda são
usados em geladeiras e aparelhos de ar condicionado antigos, anteriores a 2000). Entre os
produtos que substituíram os CFCs, estão os hidroclorofluorcarbonos (HCFCs), que também têm
potencial de destruição do ozônio, embora menor que o dos CFCs. A produção dos HCFCs deve
ser interrompida em 2015 e sua eliminação deve se dar até 2040.
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POLUIÇÃO E DESEQUILÍBRIOS ECOLÓGICOS
1. A POLUIÇÃO DO AR
Além de contribuir para o efeito estufa, a queima de combustíveis fósseis por fábricas,
usinas e veículos motorizados lançam uma série de produtos tóxicos no ar. Um deles, o monóxido
de carbono (CO), é capaz de combinar-se com a hemoglobina do sangue, impedindo o transporte
de oxigênio pelas hemácias e dificultando a oxigenação dos tecidos.
A combustão por fábricas e veículos leva também à formação de óxidos de nitrogênio e de
enxofre, como o dióxido de nitrogênio (NO2) e o dióxido de enxofre (SO2). Esses gases irritam os
olhos, o nariz e a garganta, alem de prejudicar as vias respiratórias e os pulmões. Esses óxidos
causam também a chuva ácida. Isso acontece quando eles se combinam com o vapor de água,
formando ácidos, como o ácido nítrico (HNO3) e o ácido sulfúrico (H2SO4). A chuva torna-se tão
ácida (pH menor que 5) que pode destruir plantações, florestas, poluir rios e lagos, corroer prédios
e monumentos.
Outro componente lançado pela queima de combustível é o chumbo, quando adicionado à
gasolina para melhorar o desempenho do motor de carros, lançado no ar, o chumbo pode ser
absorvido pelo organismo, acumulando-se gradativamente e provocando lesões no sistema
nervoso.
2. A POLUIÇÃO DA ÁGUA
Vista do espaço, a Terra parece o Planeta Água, já que ¾ da sua superfície é formada pelos
oceanos, rios, lagos e lagoas. No entanto grande parte dessa água está poluída com resíduos
gerados pelas indústrias, cidades e atividades agrícolas. O acúmulo desses resíduos na água
pode ser identificado pela poluição térmica, que é a descarga de efluentes a altas temperaturas,
poluição física, que é a descarga de material em suspensão, poluição biológica, que é a descarga
de bactérias patogênicas e poluição química que pode ocorrer por deficiência de oxigênio, toxidez
e eutrofização.
3. A POLUIÇÃO DO SOLO
A poluição do solo ocorre pela contaminação de substâncias como lixo, esgoto, agrotóxicos
e outros tipos de poluentes produzidos pela ação do homem. O acúmulo desses materiais por si
só já interfere no ambiente, mas não podemos esquecer que eles também são carregados pelas
chuvas para represas de abastecimento, além de contaminar os lençóis freáticos. Cada brasileiro
produz 1 Kg de lixo doméstico por dia, ou seja, se a pessoa viver 70 anos terá produzido em torno
de 25 toneladas. Se multiplicarmos pela população brasileira, pode-se imaginar a dimensão do
problema.
ATIVIDADES
1. De onde viemos? Com certeza muitos já fizeram essa pergunta, em diferentes idades e de
diferentes formas. Somos curiosos e queremos saber como surgiu nossa própria espécie,
como surgiu os outros seres vivos, a Terra e o Universo. Até pouco mais de trezentos anos
atrás, as principais explicações para nossas origens eram de caráter religioso e atribuíam a
69
criação do Universo a entidades divinas. Nos três últimos séculos, porém, o
desenvolvimento da ciência trouxe novos dados para essa antiga discussão.
Diferencie abiogênese de biogênese.
2. A vida na biosfera terrestre nem sempre foi do jeito que observamos hoje. Os seres vivos
podem sofrer modificações ao longo das gerações, caracterizando a evolução. Assim, os seres
que hoje habitam a Terra descendem de outros organismos, dos quais só existem evidências.
Rastreando a história evolutiva dos seres, é possível afirmar que todos possuem um
parentesco evolutivo, que pode ser mais próximo ou mais distante.
Em relação às teorias de evolução, responda:
a) Lamarck propôs duas leis do mecanismo da evolução. Explique cada uma e cite um exemplo.
b) O que diz a teoria de Darwin? Explique o caso do pescoço das girafas.
3.
“Quando entramos numa mata, nos encantam o ambiente e a diversidade biológica.
Admiramos os raios de luz que se refletem nas folhas, os sons dos animais, as cores das
flores e os odores que exalam dos vegetais. Muitos seres vivos ali presentes são fixos, outros
são móveis. Alguns são minúsculos, outros nem tanto.
Os seres vivos formam uma unidade com o ambiente em que vivem. “A partir dessa
ideia, foi criado o termo ecologia”.
Defina ecologia, ecossistema, população e comunidade.
4. “A complexidade dos ecossistemas exige a manutenção das de equilíbrio para que uma
determinada espécie continue a existir em seu ambiente natural. A degradação ambiental
conduz ao desaparecimento de determinadas espécies nos ecossistemas afetados. Um dos
fatores essenciais para o equilíbrio ecológico é a manutenção de todos os elos da cadeia
alimentar”.
Caracterize, numa cadeia alimentar, os produtores, os consumidores e os
decompositores.
5. Na natureza todas as espécies são interdependentes de alguma forma. As relações entre os
seres vivos mantêm o equilíbrio na comunidade e regulam o crescimento das populações.
Partindo das informações acima, caracterize as seguintes interações biológicas entre as
espécies e cite exemplos.
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a) Sociedade
b) Mutualismo
c) Comensalismo
d) Parasitismo
e) Inquilinismo
6. O interesse público pelas questões ambientais aumentou nas últimas três décadas. Os meios
de comunicação divulgam diariamente notícias sobre os efeitos nocivos dos agrotóxicos,
derramamento de petróleo nos ambientes aquáticos, efeito estufa e destruição da camada de
ozônio. A maioria das pessoas, independentemente da classe social, sabe que sua vida é
afetada pela degradação ambiental.
a) Explique o que é efeito estufa e suas consequências para o ambiente.
b) Alguns gases liberados na atmosfera são responsáveis pela destruição da camada de
ozônio. Que gases são esses? Quais as consequências dessa destruição?
7. Explique como podemos diminuir a produção de lixo.
8. Explique o que é reciclagem de lixo e sua importância.
BIBLIOGRAFIA
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Ática, 2010.
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MACHADO, Sídio. Biologia – De olho no mundo do trabalho – volume único. São Paulo:
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Conquistando Espaços – Jovens e Adultos: MW gráfica e editora
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Paulo: Saraiva, 2010.
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UZUNIAN, Armênio; BIRNER, Ernesto. Biologia – volume único. 2ª edição. São Paulo:
Harbra, 2004.
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