Título do artigo - ticEDUCA2010

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I Encontro Internacional TIC e Educação
O que há para além do rio da minha aldeia…
N. COSTA1, F.M. FERREIRA2, R.A.C. GARCIA1, H. MAGRO3,
P. MORGADO1, S.C. OLIVEIRA1,J. ROCHA1
1 - CEG - Centro de Estudos Geográficos, Instituto de Geografia e Ordenamento do Território,
Universidade de Lisboa, 2 - Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho, 3 - APG - Associação de
Professores de Geografia; Escola Secundária de Ferreira Dias
[email protected], [email protected], [email protected], [email protected],
[email protected], [email protected], [email protected]
RESUMO: As Tecnologias de Informação e
Comunicação criaram um conjunto de novas
ferramentas de localização e de representação
espacial que tornaram acessíveis a qualquer pessoa
possibilidades antes reservadas a especialistas.
Expressões como Cartografia na web, Mapas
digitais ou mesmo Neogeografia, são cada vez mais
frequentes para caracterizar essas alterações. Por
outro lado, o volume de informação com referência
geográfica disponibilizada na Internet não pára de
aumentar. A escola não pode passar ao lado destas
mudanças devendo, pelo contrário, integrar estas
novas ferramentas nas práticas educativas.
Apresenta-se um novo sítio web de recursos
educativos digitais para Geografia que utiliza este
tipo de ferramentas e propõe uma visão integrada da
sua utilização.
NOVAS TECNOLOGIAS E INFORMAÇÃO
GEOGRÁFICA
Tecnologias como o GPS (Global
Positioning System) simplificaram grandemente
o processo de localização e o registo de
percursos. Anteriormente, o mesmo processo
exigia, entre outros, conhecimentos relativos à
leitura
de
coordenadas
geográficas,
interpretação de mapas, determinação de rumos.
O facto de um receptor de GPS com o
respectivo software, nos apresentar a
localização em que nos encontramos com uma
grande aproximação não impede que os
mesmos conhecimentos sejam necessários para
uma verdadeira integração dessa informação,
para lá dos conhecimentos técnicos sobre o
funcionamento do dispositivo.
Palavras-chave: Cartografia na web, mapas digitais,
Neogeografia,
Por outro lado, os SIG (Sistemas de
Informação
Geográfica)
tornaram-se
ferramentas
indispensáveis
na
georreferenciação, tratamento e análise espacial
da informação geográfica.
ABSTRACT: Information and Communication
Technology has developed a set of new tools for
tracking and spatial representation that have given
everyone opportunities which were previously
available only to experts. Expressions such as web
mapping, digital maps or even Neogeography are
becoming more and more common when
characterising these changes. Moreover, the volume
of geo-referenced information available on the
Internet is constantly increasing. Schools cannot
ignore these changes and they should integrate these
new tools into their educational practices. A new
website containing digital learning resources for
geography teaching is presented. It uses these kinds
of tools and offers an integrated view of their use.
Mas é com a disseminação de ferramentas
de software livre e de código aberto, e a
vulgarização de sistemas de visualização e
consulta na web, incluindo também ferramentas
de pesquisa, manipulação e a possibilidade de
adicionar novos dados, que o acesso à
informação geográfica sofre uma verdadeira
revolução.
Keywords: Web mapping, digital maps,
Neogeography
UMA REVOLUÇÃO GEOESPACIAL
O
Geospatial
Revolution
(http://geospatialrevolution.psu.edu/)
503
Project
é um
I Encontro Internacional TIC e Educação
projecto do Penn State Public Broadcasting,
canal público de televisão dos Estados Unidos,
que tem como objectivo a produção de
materiais educativos sobre “o mundo dos mapas
digitais e a forma como está a mudar a maneira
como pensamos, nos comportamos e
interagimos”. O subtítulo do projecto – “The
location of anything is becoming everything”
revela, curiosamente, uma nova importância da
localização, após um período em que, com a
pressão do conceito de globalização e uma
leitura apressada do impacto espacial das
tecnologias de informação, alguns autores
anunciaram o fim da Geografia. (Graham,
1998).
informação muito diversificada mas com uma
base espacial. Apenas como exemplo de que
estas funcionalidades podem ultrapassar o
simples uso pessoal sugere-se a consulta do
website do Millennium Development Goals
(MDGs) Monitor, iniciativa das Nações Unidas
para acompanhar os resultados da campanha
Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
Para além de um visualizador disponível no site
do projecto (http://www.mdgmonitor.org) basta
transferir um ficheiro no formato kmz para
poder visualizar no Google Earth uma nova
camada com informação relativa à situação dos
Objectivos do Milénio em cada país. Uma das
razões do sucesso do Google Earth/maps reside
precisamente na facilidade e interoperabilidade
deste tipo de ficheiros. Baseados numa variante
da linguagem XML, o KML e os ficheiros
KMZ são ficheiros comprimidos que contêm
informação que está a tornar-se um standard
em termos de browsers geográficos.
Para Jeremy Crampton (Crampton, 2010),
não há ainda unanimidade quanto ao nome a
atribuir ao conjunto de ferramentas e serviços
online actualmente existente, precisamente pelo
facto de serem muito recentes. O mesmo autor
propõe uma sequência de acontecimentos que
nos ajuda a compreender melhor essa mudança.
O Google Maps foi colocado online em
Fevereiro de 2005. Quase de imediato surgiram
os primeiros desvios feitos por programadores
de forma a permitirem acrescentar informação
pessoal sobre as bases cartográficas do Google
Maps. É a partir daqui que se começa a divulgar
a expressão map mashups1. Importada da
música pop, a expressão designa a processo de
junção/sobreposição de duas músicas que se
tornou prática habitual dos DJ. Aplicado à
cartografia online o conceito refere a
possibilidade de adicionar informação a um
serviço de mapas na web.
Figura I. Monitor dos Objectivos do Milénio –
mashup no Google Earth
Em Junho de 2005 é a vez do Google Earth
ser disponibilizado utilizando um conjunto de
dados semelhante mas sobre um interface que
inclui um globo com uma série de
funcionalidades interactivas de navegação e que
corre a partir de um programa instalado
localmente. No mesmo mês o Google
disponibiliza o código da interface de
programação (API) e posteriormente passa a
incluir no seu serviço as próprias
funcionalidades que permitem acrescentar
informação criando mashups.
Ainda segundo Jeremy Crampton, “a
verdadeira democratização da cartografia só
chegaria com o advento de novos avanços na
tecnologia Web, muitas vezes designados por
funcionalidades Web 2.0, como as grandes
bases de dados distribuídas e hiperligadas,
mashups, e ferramentas personalizadas de
código aberto. Estas ferramentas são
profundamente diferentes, das suas precursoras
porque permitem cartografias colaborativas”.
(Crampton, 2010 – tradução dos autores).
Desde então o Google tornou-se um dos
sites de mapas mais consultados em todo o
mundo, por um lado por ter vindo a lançar
novos serviços e funcionalidades, mas também
pela possibilidade dos utilizadores adicionarem
É nas alterações provocadas por estas
ferramentas no próprio processo de recolha,
produção e disponibilização de informação
geográfica que se baseiam conceitos como o de
Neogeografia. 2
1
2
Para uma boa síntese consultar EDUCAUSE Learning
Para um cronologia sintética da utilização do termo ver
RANA e JOLIVEAU, 2009.
Initiative, 2006.
504
I Encontro Internacional TIC e Educação
Não sendo este o local para uma análise
detalhada das vantagens e inconvenientes duma
cartografia distribuída, chama-se apenas a
atenção para a abundante bibliografia
actualmente existente sobre o tema.
constituir um factor de aproximação com
experiências
espaciais que
ultrapassam
frequentemente a experiência directa do “rio da
minha aldeia”.
O EXEMPLO DO GEORED
PORQUE É QUE A ESCOLA NÃO PODE
O GEORED, Recursos Educativos Digitais
no ensino da Geografia resultou dum protocolo
entre a Direcção Geral da Inovação e
Desenvolvimento Curricular (DGIDC) do
Ministério da Educação e a Secretaria de Estado
do Ordenamento do Território e das Cidades, do
Ministério do Ambiente e do Ordenamento do
Território, por iniciativa do então Secretário de
Estado, o geógrafo João Ferrão. A parceria
envolveu o Instituto de Geografia e
Ordenamento do Território da Universidade de
Lisboa (IGOT), a Associação de Professores de
Geografia (APG) e o Instituto Geográfico
Português (IGP) e iniciou-se em 2008 com a
realização de acções de formação para
professores com o título “Mapas digitais e
ordenamento do território – a utilização de
ferramentas interactivas no desenvolvimento de
competências geográficas”. As acções de
formação tiveram um sucesso significativo
tendo envolvido cerca de 80 professores
oriundos de vários locais no país. A
colaboração entre professores dos Ensinos
Básico, Secundário e Superior e técnicos de
uma instituição como o IGP, garantiu o
equilíbrio entre rigor pedagógico e científico e
inovação
tecnológica,
que
contribuiu
decisivamente para esse sucesso.
IGNORAR
A escola não pode passar ao lado destas
mudanças devendo, pelo contrário, integrar
estas novas ferramentas nas práticas educativas.
Essencialmente por duas ordens de razões:
a) A informação geográfica disponível na
Internet é cada vez mais abundante e
diversificada. Para além da diversidade de
temas há também uma cada vez maior
diversidade de escalas. Apenas como exemplo
para reflexão, refiram-se sites como o do
Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento3, onde se encontram dados
socioeconómicos à escala mundial, do
Eurostat4, com informação muito diversificada
sobre a União Europeia, ou do Instituto
Nacional de Estatística5, com informação às
escalas nacional e regional. É também cada vez
mais frequente encontrar informação geográfica
nos websites de Câmaras Municipais
Uma parte significativa desta informação é
disponibilizada por instituições públicas que
utilizam este meio para manterem a informação
actualizada. Há também uma dimensão de
cidadania na utilização da informação
disponível nesses websites num contexto
educativo. Não há outro contexto em que se
possa dar alguma orientação sobre a sua
utilização e um enquadramento sobre como a
usar para compreender fenómenos espaciais.
Como resultado dessas acções os
professores em formação produziram um
conjunto muito interessante de materiais
baseados na utilização educativa de websites
com informação geográfica. Foram esses
materiais iniciais que vieram a resultar no
projecto de criação de um website de recursos
educativos para o ensino da Geografia.
b) As ferramentas de software disponíveis
na Web, em particular na Web 2.0, são cada vez
mais dinâmicas e interactivas adequando-se
particularmente a situações de pesquisa e
aprendizagem. Mesmo quando não concebidas
especificamente para uma utilização educativa
o seu potencial educativo é enorme.
O GEORED, disponível no endereço
http://geored.dgidc.min-edu.pt contém já um
número significativo de recursos, muitos dos
quais testados em sala de aula, elaborados por
uma equipa de professores que inclui muitos
dos que frequentaram inicialmente as acções de
formação sobre este tema. No centro do website
está uma base de dados que pode ser aumentada
com os contributos dos utilizadores.
Algumas dessas ferramentas passaram a
fazer parte do que podemos designar por
práticas geográficas de muitos jovens,
relacionadas, por exemplo com a pesquisa de
locais ou a georreferenciação de fotografias. As
possibilidades abertas pela sua integração em
actividades pedagógicas significativas pode
Pretende-se que seja um site dinâmico pelo
que
inclui
algumas
funcionalidades
especialmente adequadas a uma forte interacção
com os professores. Os utilizadores registados
3
http://www.undp.org
http://epp.eurostat.ec.europa.eu
5
http://www.ine.pt
4
505
I Encontro Internacional TIC e Educação
podem adicionar comentários pessoais e propor
novos recursos. A partilha de experiências, a
possibilidade de desenvolver novas ideias e de
colocar perguntas a especialistas são
oportunidades a explorar através de um fórum.
Um módulo de novidades divulgará iniciativas
nesta área a nível nacional e internacional.
Figura II. Tipologia de Recursos Educativos Digitais
no GEORED
O GEORED pode assim vir a constituir um
ponto de encontro indispensável para todos os
professores de Geografia que pretendam
enriquecer as suas estratégias de ensino com as
potencialidades
de
novas
ferramentas
tecnológicas.
UM
CONCEITO
RECURSOS EDUCATIVOS
INTEGRADO
Estes 4 elementos, apesar de poderem ser
consultados separadamente, constituem uma
teia de ligações que permanentemente aponta
para a sua possível interacção.
DE
Nos últimos anos tem-se assistido a um
interesse crescente sobre a utilização de
Recursos Educativos Abertos (REA - Open
Educational Resources/OER), não apenas no
sentido de recursos gratuitos sobre os quais não
recaem direitos, mas também no sentido de
serem reutilizáveis em contextos concretos e
proporcionando a utilização de práticas abertas.
A informação geográfica constitui uma
espécie de matéria-prima para a elaboração de
recursos. O software é aqui entendido como a
ferramenta que permite tratar essa informação.
A bibliografia, por seu lado, deve constituir um
horizonte permanente de procura de inovação,
de novos sentidos pedagógicos e de partilha de
investigação e conhecimento. Por último (mas
não menos importante…), a abordagem
pedagógica presente nos guiões de recursos
deve demonstrar que, neste contexto, o primado
é das ideias educativas, que se pretendem
eficazes na aprendizagem de conteúdos
geográficos.
No caso específico da informação
geográfica também autores como Jeremy
Crampton salientam a importância do
movimento Free and Open Source Software
(FOSS – Software Livre e de Código Aberto)
na expansão de novos serviços. "Um conceito
chave do movimento de software livre é que ele
pode criar e compartilhar informações mais
facilmente do que uma fonte fechada, como os
SIG tradicionais." (Crampton, 2010 – tradução
dos autores)
Numa analogia mais artesanal, este
conceito de recurso educativo aberto e
reutilizável inclui as matérias-primas, os teares,
o processo de tecelagem e o próprio pano
enquanto resultado final …
A opção do GEORED foi a de dar a
conhecer a informação pública, privilegiar SIG
na web de acesso livre ou SIG desktop open
source, assim como outras ferramentas de
cartografia na web.
NOVAS FORMAS DE APRENDER
Numa fase inicial da utilização educativa
das Tecnologias de Informação e Comunicação
(TIC) o debate entre “aprender com as TIC” e
“aprender TIC” parecia fazer sentido. O mesmo
se passou com as TIG, Tecnologias de
Informação Geográfica… Na fase actual a
resposta pode ser… que ambas as preocupações
são
importantes.
Num
contexto
de
aprendizagem profissional faz sentido, por
exemplo, aprender SIG ou outras ferramentas
TIG. Pelo contrário, num contexto de
aprendizagem de Geografia como forma de
compreensão de fenómenos espaciais é
claramente de valorizar a perspectiva de
aprender com as TIC/TIG.
Uma das ideias de base da concepção do
site, talvez a mais original, é a da articulação
entre 4 áreas: informação geográfica, software,
guiões pedagógicos (recursos) e bibliografia.
Num artigo com o sugestivo título
“Aprender com a geoinformação nas escolas
506
I Encontro Internacional TIC e Educação
alemãs”, Schubert & Uphues partem duma
análise conhecida nas escolas portuguesas…: os
resultados das escolas alemãs no estudo PISA
(Programme
for
International
Student
Assessment) não é positivo, quando comparado
com o dos outros países da OCDE. Os autores
partem desta constatação para concluírem da
necessidade de instituir um modelo que
combine o controle curricular com padrões de
competências. (Schubert & Uphues, 2009).
das muitas dúvidas que por vezes são colocadas
quanto à imprecisão do conceito de
competência, esse parece ser um programa a
propor a todos os alunos e professores de
Geografia.
No referido artigo os autores apresentam o
seguinte modelo de etapas, proposto por Y.
Schleicher
relativamente
ao
uso
de
Geoinformação e SIG nas aulas.
BEDNARZ, Sarah Witham (2004).
“Geographic information systems: A tool
to support geography and environmental
education?”. In GeoJournal, 60 (October
2005), pp. 191-199.
Aprender a pensar sobre o rio da minha
aldeia… e sobre o que há para além dele.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Ensino sobre SIG (centrado no
professor). O professor apresenta explicações
sobre o que é um SIG, como funciona e em que
é usado (a partir do 5º ano).
CAEIRO, Alberto/PESSOA, Fernando (19251ªed.) ; “O Tejo é mais belo” in O
guardador de Rebanhos. Lisboa :
Contexto, 1997.
2. Ensino com SIG (centrado no
professor). Aulas centradas no professor em que
os SIG, por exemplo com o uso de um
projector, são usados como ferramentas para
discutir um conteúdo geográfico (a partir do
6º/7º anos).
CERI, OCDE (2007) Giving Knowledge for
Free: the emergence of open educational
resources. Paris: OECD. [Online];
disponível em
http://www.oecd.org/dataoecd/35/7/38654
317.pdf
3. Aprendizagem com SIG (centrada no
aluno). Os SIG são usados pelos alunos que
exploram um conteúdo geográfico com a ajuda
do professor, utilizando conjuntos de dados prédefinidos (a partir do 8º/9º anos).
CRAMPTON, Jeremy W.; (2009).
“Cartography: maps 2.0” in Progress in
Human Geography 33(1) (2009) pp. 91–
100.
CRAMPTON, Jeremy W.; (2010). Mapping, A
Critical Introduction to Cartography and
GIS. Singapore: Wiley-Blackwell.
4. Investigação com SIG (centrada no
aluno). Os alunos criam os seus próprios
conjuntos de dados e trabalham com eles (a
partir do 10º/11º anos). (Schubert & Uphues,
2009 – tradução dos autores).
DODGE, Martin; Kitchin, Rob & Perkins,
Chris; (2009). Rethinking Maps. New
York: Routledege.
Este modelo pode ser claramente
transposto
para
outras
situações
de
ensino/aprendizagem utilizando ferramentas de
cartografia na Web e outras TIG.
EDUCAUSE Learning Initiative (2006); 7
things you should know about... Mapping
Mashups. [Online]; disponível em
http://net.educause.edu/ir/library/pdf/ELI7
016.pdf e acedido em 15.Julho.2010.
Numa
tentativa
de
síntese
das
competências geográficas os autores afirmam:
“É fundamental que os estudantes aprendam a
usar a tecnologia e a raciocinar espacialmente,
para que estejam preparados para compreender
e enfrentar questões económicas, políticas e
ambientais à escala local, nacional e global.”
(Schubert & Uphues, 2009 – tradução dos
autores).
FIELD, Kenneth (2008); Editorial „Maps,
mashups and smashups‟. In The
Cartographic Journal, Vol. 45 No. 4,
Novembro 2008, pp. 241–245.
GARTNER, Georg (2009); “Web mapping 2.0”
in DODGE, Martin; KITCHIN, Rob &
PERKINS, Chris (ed.); Rethinking Maps.
New York: Routledge.
Em termos de aprendizagem geográfica o
conceito chave das competências a desenvolver
é bem traduzido pelo título do relatório da
National Academy of Sciences dos Estados
Unidos: Learning to Think Spatially. Apesar
GRAHAM, Stephen (1998); The end of
geography or the explosion of place?
Conceptualizing space, place and
information technology. In Progress in
507
I Encontro Internacional TIC e Educação
Human Geography, 22,2 (1998), pp. 165185.
MCCLURG, Patricia A.; BUSS, Alan (2007).
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of GIS to Enhance Student Learning”. In
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European Commission. [Online];
disponível em
http://www.olcos.org/english/roadmap/.
Acedido em 15/07/2010.
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mainstream geography for everyone made
by everyone?', Journal of Location Based
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SCHUBERT, Jan Christoph and UPHUES,
Rainer (2009) 'Learning with
geoinformation in German schools:
systematic integration with a GIS
competency model', International
Research in Geographical and
Environmental Education, 18: 4, pp. 275 286.
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