HIPERATIVIDADE TEMPORÁRIA DO CÉREBRO Já que o cérebro humano só morre de verdade uma única vez, e a morte cerebral é um acontecimento definitivo e irreversível, os que passaram pelo “Efeito G” não sofreram uma morte cerebral, e sim, tiveram algum tipo específico de falta de oxigênio, de intoxicação, de curto circuito cerebral, de agressão cerebral ou de sobrecarga cerebral. Alguns indivíduos que sofrem paradas cardíacas vivenciam algo semelhante ao “Efeito G”. O “Efeito G” acontece quando o cérebro foi afetado pela força centrífuga, teve falta de oxigênio, passou por algum distúrbio neurológico, ingeriu alucinógenos, o dióxido de carbono (CO2) presente no sangue atingiu um nível elevado, ouve uma “Narcose pelo nitrogênio” (a chamada embriagues das profundidades), se levou alguma pancada na cabeça, ou alguém que quase “morreu”, volta ao normal de uma forma específica. Como o “Efeito G” age sobre as áreas do cérebro que controla o Eu e as sensações, o indivíduo afetado pelo “Efeito G” tem alucinações, onde julga que saiu e voltou para o seu corpo físico; vê luzes ou cores super luminosa, ou tem a sensação de que se encontra num túnel; e as lembranças gravadas pelo seu cérebro são interpretadas de forma mística. Para mostrar que a vida fora do corpo físico não passa de alucinações, de alguma descompressão, alguma hiperatividade temporária do cérebro, algum “curto circuito neurológico”, alguma falta de oxigênio, ou algum envenenamento; lembramos que quando o sistema límbico é envenenado, danificado ou super estimulado, é possível que o indivíduo passe por alguma experiência de suposta “vida fora do seu corpo”. O Sistema Límbico, cérebro intermediário, ou cérebro emocional, é um grupo de estruturas que inclui hipotálamo, tálamo, amídala, hipocampo, os corpos mamilares e o giro do cíngulo. E assim como existe um cérebro pensante, também existe um cérebro motor que ouve enxerga e tem memória. Sendo que todas as divisões têm que estar em consonância entre si, e para que isso aconteça é necessário haver uma espécie de computador central... Esse computador é o sistema límbico, que funciona através de mecanismos eletroquímicos, e através de substâncias chamadas neurotransmissores. A maioria dos humanos acredita no sobrenatural, pois o pensamento teleológico é um subproduto da cognição, ou de distúrbios como o Asperge, a esquizofrenia, e o misticismo. Sendo que os ateus já NASCEM com o cérebro pré-preparado para conviver com a realidade, sem precisar se agarrar nas superstições, ou nas mitológicas recompensas religiosas. E o cérebro dos ateus costuma redistribuir a tarefa de se preocupar com futilidades, para áreas mais nobres como a possibilidade de questionar, de compreender, ou de aceitar a realidade da vida... 1 Um estudo apresentado pela Association for Psychological Science provou que, os ateus são os menos propensos a pensar de forma mágica, Teológica, ou infantil. E que os ateus são os que mais procuram explicações racionais para acontecimentos como a morte, os desastres e as epidemias... REPRODUZINDO O “EFEITO G” Quando o derrame cerebral faz o individuo perder a noção de onde o seu corpo começa, e onde ele termina, o iludido tem a falsa impressão de que teria abandonado o corpo... É irracional afirmar que a Alma fica nos CAMPOS MORFOGENETICOS, e quando alguém relatar alguma “Experiência de Quase-Morte” (EQM) é evidente que se trataria de um engano, até porque, caso o cérebro de algum humano morra, não tem, mas volta... Caso as EQM aconteçam no momento em que o indivíduo pouco lógico é reanimado, ele pode armazenar na memória as alucinações, e como o senso do iludido está "bugado" pela sua crença no sobrenatural, o indivíduo místico termina interpretando o chamado “Fenômeno Lázaro” como sendo uma suposta prova da mitológica “Vida após a morte”. Sabe-se que a educação e a racionalidade fortalecem a capacidade de avaliar as informações que recebemos, pois elas possibilitam que nossos Julgamentos sejam mais acurados. E em 1999, uma equipe da clínica Rudolf Virchw, provocando desmaios de até 22 segundos de duração em 42 voluntários, constatou que os relatos dos que passaram pela pesquisa eram idênticos aos dos que tiveram experiências extras corporais, onde viram luzes e imagens estranhas ou super coloridas. Sentiram que saiu do corpo físico, viu a vida passar em retrospecto. Entraram em algum túnel extremamente claro, ou tiveram a sensação de uma paz suprema, completa e total... Em 2002, uma equipe do Hospital Universitário de Genebra, chefiada pelo neurologista Olaf Blanke, estimulou eletricamente a região do cérebro chamado “Giro angular”, e constatou que a paciente teve a sensação de está fora do seu corpo físico... A experiência em tela demoliu as superstições sobre a existência da Alma e provou que as explicações sobre as EQM se enceram no cérebro humano. Todavia os iludidos que passam por uma experiência extraordinária não se preocupam em saber se foi algo real ou o produto de algum desequilíbrio do seu cérebro. E sempre que confrontado com alguma explicação cientifica, o iludido tende a rejeitar a opinião negativa e a confiar tão-somente na sua própria experiência. Assim como, se agarrar na Reencarnação e no absurdo da vida fora da biologia; até porque, os2iludidos têm dificuldade de lidar com seus sentimentos, medos, frustrações e referências. Além de a Endorfina liberada pela Hipófise causar sensações de bem-estar, as EQM não passam de uma falta momentânea de oxigênio. De alguma atividade cerebral interrompida, ou de alguma sobrecarrega no cérebro da pessoa propensa a ter alucinações. Desmascarando a Bíblia Volume II 3 Deus é só uma ilusão do cérebro humano Nada vale os religiosos listarem os cientistas católicos, de uma época tão negra onde os ateus eram torturados fisicamente, e torturados psicologicamente... E é lógico que os intelectuais do passado foram católicos, pois naquela época eles eram obrigados serem católicos, senão iam parar na prisão ou parar na fogueira. Já que Deus é só uma falha do pensamento humano mágico ou primitivo, dos indivíduos que ainda valorizam as crendices culturais... Na hora de lidar com as pressões, com os conflitos, com as frustrações, e com as expectativas; nada seria mais natural do que o religioso cascudo ou fundamentalista apelar para algum mitológico “Amigo imaginário”... Pois o religioso crédulo ao invocar e “negociar” de forma esquizofrênica com as forças místicas em que acredita, ou distorcer a realidade de forma que ela se encaixe nas suas expectativas, estaria usaria a incerteza a seu favor; para gerar esperança, ou fugir da realidade... Além da OCITOCINA (um hormônio fabricado pela glândula pituitária), ao ser liberado durante os cultos religiosos acalmar o devoto, ajudar enfrentar o medo, e melhorar a auto-imagem do iludido... No artigo “Religious factors and hippocampal atrophy in late life”, Amy Owen e seus colegas da Universidade Duke (EUA), descobriram que as práticas religiosas como a oração e a crença emocional atrofiam o cérebro humano... É amplamente sabido que para se manter "operacional" o cérebro humano precisa de atividades estimulantes. E que investigar ativa mais o cérebro, do que apenas ter fé. Pois ter fé confina o cérebro a um campo pequeno de atividades. Sendo que as limitações no modo de pensar impedem a expansão da capacidade cerebral. Á medida que os nossos ancestrais foram evoluindo, desenvolvemos a capacidade de compreender as idéias e as intenções uns dos outros; sendo que alguns não só conseguiram absorver o conhecimento da época, como foram capaz de pesquisar, e até de pensar em oposição às crendices, e aos misticismos religiosos... As descomunais obras do passado provam que entre os milhões de iludidos sempre existiu alguns capaz de realizar feitos incríveis, e cuja genialidade ultrapassou a sua época. A Universidade Aarhus na Dinamarca provou que quando se encontram na presença de alguém Carismático, Alfa ou Líder, mais de 80% dos religiosos DESLIGAM parte do córtex pré-frontal, cuja função é definir a importância das informações que captamos. Em 2010, Geraint Rees da Universidade de Londres e sua equipe publicaram na revista “Science” que, a INTROSPECÇÃO ou capacidade de refletir até os próprios pensamentos, depende do córtex préfrontal do individuo... Como a massa cinzenta dos mais introspectivos é MAIOR, e possui uma estrutura REFORÇADA de conexões; os ateus são imunes as diversas mitologias religiosas. 3 Até porque o ateísmo é um DIMORFISMO CEREBRAL, e um aperfeiçoamento biológico e FILOSOFICO; pois com o passar do tempo a “Seleção natural” foi agregando racionalidade ao cérebro humano, bem como, aumentando a capacidade de mentalizar atos, e de conviver com a realidade. Embora seja difícil seguir adiante com o entusiasmo inicial, a neuroplasticidade (que é uma evolução do Behaviorismo), explica que a repetição das atividades que se deseja transformar num hábito, ao lapidar a mente facilita o cérebro trabalhar da forma que se almejava. Desmascarando a Bíblia Volume II 4 Os cultos freqüentes alteram a estrutural do cérebro humano A crença num Deuse que só existe nas mitologias pode causar alucinações, fanatismo, ou fazer com que ao longo do tempo o devoto precise aumentar o seu “consumo diário” de fantasias religiosas; e quando Deus é retirado, o iludido tem reações equivalentes as dos dependentes químicos. Como a Bíblia não é só um livro, mas também um “tóxico” que causa dependência, escraviza os religiosos, e os aliena. Principalmente quando o individuo tem uma inteligência mediana; acreditar sem questionar, e suas proles engrossam as fileiras de religiosos; apenas como alguma FORÇA DE TRABALHO... É impossível “libertar” o devoto do vicio chamado fé irracional; pois o devoto tem NECESSIDADE de crer na “VIDA ETERNA”, ainda que o seu “relacionamento” com o mitológico “Criador” divino seja apenas imaginário. A crença em Entidades é uma necessidade viciante que afeta o cérebro de maneira semelhante a drogas, como o álcool e a heroína. O “vício” em Deus pode ser tão grave quanto à dependência química, pois o comportamento religioso é a soma da predisposição biológica, com o ambiente em que o iludido cresceu, sua constituição psicológica, sua personalidade, suas atitudes, com suas experiências, com suas crenças, e com as atividades que o individuo exerce. Se levado ao extremo, o ato de acreditar em Jesus é tão viciante quanto qualquer droga; pois o sentimento religioso é um “vicio oculto” e uma das variáveis que modulam o cérebro humano, tornando o incapaz de se opor a sua personalidade, as suas crenças, e as suas expectativas. Assim como as drogas, as religiões acionam os sistemas de recompensas do cérebro encarregado de gerar prazer. Sendo que o efeito rebote da confusão religiosa é uma reação perturbadora, onde o uso crônico de Deus incentiva o consumo das mitologias religiosas, e vice-versa. Além do “estímulo” religioso (repetido através dos anos), moldar o cérebro do devoto, e causar dependência; como uma parcela dos humanos já nasce Dependentes químicos, ou Dependentes emocionais. É quase impossível o religioso ignorante, místico, sofrido, ou que usa o seu Deus diariamente, livra-se da sua dependência religiosa... Principalmente se o religioso cascudo ou fundamentalista começou ser doutrinado na infância, quando a sua personalidade ainda estava sendo desenvolvida. E com o passar do tempo, o uso crônico, o misticismo, e a dependência religiosa, transformam Deus numa fonte artificial de prazer, e numa síndrome amotivacional... Quando a Cocaína, a Morfina, a Heroína e o Ópio foram descobertos, eles foram tidos como “REMÉDIOS” miraculosos, e os fabricantes de medicamentos se orgulhavam de proclamar que os seus fármacos continham algum destes compostos. Á medida que os dogmas vão sendo substituídos pelas versões mais racionais (fornecidas pelos ateus), os absurdos existentes na Bíblia vão DESMORONANDO, pois no mundo atual não há mais como vencer a LÓGICA, o BOM SENSO e a REALIDADE apoiado apenas em jurássicas mitologias religiosas do passado. O devoto SABE disso, mas ainda não consegue se LIBERTAR do grilhão que as RELIGIÕES lhe puseram; e tem MEDO dos 4 mitológicos castigos divinos... Pesquisas neurocientíficas demonstram que a fé do religioso segue uma distribuição matemática conhecida com “LEI DO PODER”. E que os religiosos são vítima tanto das crendices culturais que infectam o cérebro humano, como de uma condição biológica onde o comportamento humano e causado pela urgência de acalmar a sensação de impotência diante da vida... E esse comportamento tem como causa a ação exagerada e simultânea de uma série de neurônios no cérebro, que geram o desejo incontrolável de acreditar na vida depois da morte. Desmascarando a Bíblia Volume II 5 Diversas áreas do cérebro humano trabalham em conjunto para liberar químicos indutores de euforia, como a Dopamina, a Ocitocina e a Adrenalina; e como a religiosidade afeta as funções cognitivas do iludido, de forma equivale ao consumo de alucinógenos. A falta de Deus causa um aumento nos hormônios da amídala; “e isso gera um sentimento ruim, que só pode ser revertido quando o religioso recebe de volta os estímulos do qual é “viciado”. Embora as “explicações” bíblicas só possuíssem os parcos recursos existentes na época em que foram inventadas, e no passado a busca por explicações fundisse as lendas, os mitos, as alegorias explicativas, os conhecimentos, a geografia, a astronomia, a astrologia, a arte, e a magia. Em tempos de incerteza é comum que os que NASCERAM PARA SERVIR procurem “ajuda” nas religiões, ainda que esse delírio seja desastroso, vicie, é faça o iludido perde a capacidade de RACIONALIZAR. As religiões causam DEPENDÊNCIA PSÍQUICA num grau acentuado, e o iludido ao se viciar em alguma “ENTIDADE” facilmente trocará a realidade por alguma fé irracional, deixará de usar a lógica, bem como terá uma necessidade incontrolável de acreditar num mundo milagroso que supostamente “interage” com os seus desejos e as suas necessidades. Além disso, existem as reincidências e os efeitos de longo prazo que a crença em Deus impõe sobre o cérebro humano; pois para o iludido as “explicações religiosas” são mais valorizadas do que a realidade incômoda. O mecanismo em tela explica porque na Bíblia tudo são “revelações”, “milagres” ou metáforas. Se você quer realmente aprender algo, dopar a sua mente com mitologias religiosas não é a solução. Quando o religioso não conhece a resposta, ele usa a chamada “FALÁCIA DA ALEGAÇÃO ESPECIAL” onde uma mentira seria um argumento melhor do que admitir que não se saberia nada. A psique dos predispostos a crer sem racionalizar, expostos as lavagens cerebrais praticadas pelas crenças, sofre ALTERAÇÕES causadas pela soma das mensagens repetitivas; e a longo prazo, a combinação da necessidade de acreditar com a doutrinação, afetam de forma irreversível o psicológico dos eternos iludidos, que já são suscetíveis ao VÍCIO de crer em Deus. Além das religiões não curar os dependentes químicos, mais sim, substitui a droga religiosa por alguma dependência psicológica. Está mais do que óbvio que as religiões exploram a fé dos devotos, se aproveita da fragilidade do povo, vende falsos “milagres”, e pratica uma "propaganda enganosa". Pois o interesse da religião não é a realidade, mas sim, arrebanhar “ovelhas”, aproveitar-se da fragilidade emocional do drogado, e fazer os implantes de controle mental. Já a ciência, ao desvendar os mecanismos do cérebro possibilitará produzir vacinas que acabarão com a dependência química, e através do experimento libertará a humanidade da escravidão religiosa. Se os iludidos vão de porta em porta tentando alastrar as suas mitologias, por que o lúcido não pode mostrar a realidade ou provar que as religiões estão “fora do prazo de validade”? Por que só os ateus não deveriam escrever livros, discursar, fazer perguntas que colocam as versões religiosas em xeque, ou mostrar que Deus é só uma mitologia? 5 Por que os ateus não poderiam ser “ateus missionários", ou divulgar os conhecimentos que farão os cristãos deixarem de acreditar em Jesus? Desmascarando a Bíblia Volume II 6 O CÉREBRO DOS RELIGIOSOS SOFRE DA CHAMADA “IRRACIONALIDADE PSICOLÓGICA” Além das religiões nada terem de divinas, e serem apenas formas de suprir as fraquezas dos iludidos, caso Deus existisse, Deus e o Diabo seriam a mesma Entidade, mas em “palcos” diferentes, representando personagens opostas, e travariam uma batalha eterna pela posse dos humanos. Além da fé religiosa ser incompatível com a realidade, e um insulto a racionalidade humana; até porque, se trataria apenas de alguma versão mitológica onde a vida humana nunca terminaria... Um estudo realizado pela Universidade Cornell dos Estados Unidos, descobriu que o cérebro dos fundamentalistas não raciocina de forma LÓGICA, e sofre da chamada “irracionalidade psicológica”, onde o devoto tem dificuldade de separar os sentimentos e as fantasias da realidade. A religiosidade é uma variação do INSTINTO ANIMAL de submissão ao líder; uma DISSOCIAÇÃO mental, e uma psicopatologia ou “mecanismo de defesa psicológica” onde as idéias, os sentimentos ou as “percepções” do iludido são separados da realidade de tal forma, que a mente mágica do iludido só se interessa pelas versões religiosas. Por essência, a fé do devoto seria irracional, e pertenceria à esfera do primitivo ou mágico. Sendo que os verdadeiros heróis da humanidade são uma minoria de ateus inteligentes, cultos e perseverantes, que com os avanços tecnológicos e científicos, estão criando o Admirável mundo do futuro. E não os profetas insanos que “provam” a existência do seu Deus virtual, com respostas exóticas, ou veneram imagens de gesso. Explicando porque alguns indivíduos mudam de personalidade, muda a sua crença, ou muda o papel que representa no “palco” da vida; depois que fica declepto, sofre algum Traumatismo craniano, ou passa por algum doloroso e inesquecível trauma. O psiquiatra Robert Lifton argumentou que a dissociação do Eu original levaria à formação de um segundo Eu, onde a antiga personalidade do indivíduo seria de tal forma substituída pela nova, que o “renascido” individuo agiria como se ele realmente fosse alguma outra pessoa, e não o seu antigo EU. Os distúrbios dissociativos freqüentemente são desencadeados por algum acidente, algum estresse, algum evento traumático, algum conflito interno, ou algo que força a mente escolher entre uma realidade indesejável e algum sentimento mais agradável. Mesmo que um determinado lúcido desejasse acreditar nos fetiches, isso não seria suficiente6 para que o mesmo acredite, até porque, as “explicações religiosas” não passam de versões mirabolantes ou sem pé ou cabeça, que ainda sobrevivem nos relatos dos iludidos. Desmascarando a Bíblia Volume II 7 SOBREVIVÊNCIA “FORA DO CORPO” OU SIMPLES “EFEITO G”? De que adiantaria REENCARNAR se após a morte jamais teríamos o mesmo CÉREBRO, o mesmo CORPO, a mesma MEMÓRIA, os mesmos ÁTOMOS, as mesmas características, o mesmo “EU”, a mesma Personalidade; e o mundo em que viveríamos seria diferente do que foi no passado? A Ciência propõe que a CAPACIDADE, a PERSONALIDADE, a CONSCIÊNCIA, e a MEMÓRIA dos humanos dependem da MENTE que o indivíduo possui, e não de alguma suposta Alma. E como prova lembra que, quando alguém sofre algum dano cerebral irreversível e comum o lesado ficar com seqüelas. Já a Reencarnação seria uma ilusão, ou alguma fuga da realidade. A Reencarnação é apenas uma fantasia e não algum fenômeno paranormal, e os relatos sobre supostas “Experiências fora do corpo” têm origem em algum tipo específico de atividade biológica, onde o cérebro perde o comando momentâneo do corpo, tem a sensação de que morreu, tem a impressão de que estaria fora do corpo, ou desliga as funções secundárias para poupar energia. Embora a Reencarnação seja excitante, prazerosa e pareça real, as “vidas passadas” e os relatos dos que "passaram" por acontecimentos durante o tempo em que supostamente estariam “mortos”, não passam de desarranjos, comandados pelo cérebro emocional do indivíduo que esteve numa situação problemática. A fim de economizar energia, ou só gastar em tarefas indispensáveis como a respiração, os batimentos cardíacos, a pressão arterial ou a manutenção dos sinais vitais, é comum que o cérebro humano desligue as áreas onde estão gravadas as lembranças, diminua a temperatura do corpo, ou mesmo entre em standby... Nos casos de pancada, perda da comunicação, falta de nutrientes ou alguma perda repentina de oxigênio, uma das primeiras células a entrar em curto, é um grupo cuja tarefa é controlar o trabalho do córtex cerebral. Sendo que o mecanismo em questão faz surgir o “Efeito G”, pois as versões dos que teriam supostamente saído do seu corpo físico, não passam de distúrbios neurológicos agravados pelo misticismo e pela dessincronização existente entre as duas metades do cérebro humano, ou por algum funcionamento anormal do cérebro, que foi modulado por alguma hiperatividade momentânea. Ao longo do tempo as EQM receberam denominações de: “Keshara”, termo sânscrito empregado pelos hindus; “Desdobramento”, termo oriundo do espiritismo; “Delog”, termo empregado pelos tibetanos; “Viagem Astra”, termo criado pelos americanos; “Arrebatamento”, termo empregado em Igrejas Protestantes; “Projeção da Consciência”, termo técnico usado por pesquisadores, “Efeito G” ou “Efeito Lázaro”. 7 No livro “CONTATO” Carl Sagan mostra que as experiências pessoais não têm relevância como prova da existência de Deus, da existência do Céu, da existência da suposta “Vida depois da morte”, ou de algo equivalente... Desmascarando a Bíblia Volume II 8 O ateu voltar a crer em Jesus seria como voltar a crer no “Papai Noel” O que alguns ateus idosos falam na hora da morte não pode ser valorizado, pois é normal que antes de morrer o cérebro desgastado do idoso o leve a pronunciar palavras discordantes, de tudo o que o individuo viveu e creu. Embora na sociedade atual os múltiplos papéis do homem sejam complexos, e a meia idade possa ser um processo de excepcional habilidade intelectual, e não um declínio mental. Já ficou provado que após os 45 anos de idade começa DECLINAR tanto a CAPACIDADE MENTAL PLENA, como a “MEMÓRIA DE CURTO PRAZO”, e as funções cognitivas do cérebro humano... Sendo que a mente do Homem racional compensa a redução das células cerebrais com o aumento do número de conexões que os neurônios restantes realizam entre si. A Natureza minimizaria o encolhimento do cérebro velho, mais racional, com uma coisa chamada SABEDORIA, pois em comparação com as crianças, (que não faz um bom uso das informações recebidas, são sonhadoras ou menos precisas), o amadurecimento melhora a qualidade das respostas. A “Reavaliação positiva”, por se basear nas experiências de vida e nas lições aprendidas, pode fazer com que o idoso adquirira “Sabedoria” e habilidade para administrar conflitos, até porque com a idade os sentimentos e as emoções diminuem, e isto torna mais fácil pensar antes de reagir. Pesquisas realizadas pela Universidade de Virgínia, o PROJETO CÉREBRO AZUL e a estereologia em três dimensões provam que aprender novidades ou usar habilidades que exige conhecimentos “cumulativos”, retarda o envelhecimento mental; faz com que os neurônios restantes realizem conexões entre si; e compensa parte dos neurônios destruídos pelo envelhecimento... A Neurociência prova que á medida que os pensamentos ateus esfriam, se vai ficando decrépito, e o Mal de Alzheimer ou a Demência senil tira do idoso a capacidade de questionar, os dogmas ocos e sem nexo, que são apresentados; o idoso místico passa acreditar que foi chamado por Jesus Cristo; acha que seguia o "caminho das trevas"; ou achar que passava pelo "Vale das sombras", mas que descobriu Jesus... Nas situações estressantes ou psicóticas, as mentes frágeis ou supersticiosas tendo perdido a capacidade de vencer o medo, ou de superar as dificuldades, passam a agir como se as fantasias em que o indivíduo se agarrou fosse alguma suposta revelação divina. Pois a psicanálise e os neurocientistas explicam que é comum o cérebro decrépito, com pouca plasticidade sináptica, governado pelas emoções, medroso, iludido, ou que estaria desesperado por alguma “resposta” vir a fantasiar que foi “chamado” por Jesus Cristo. Fatos e estudos provam que as religiões são uma “rede de proteção” que ameniza os sofrimentos, as crises, ou alguma má sorte; pois para a maioria dos humanos as religiões são úteis ou mesmo NECESSÁRIAS. 8 Principalmente se o crente for alguém sofrido, frágil, alienado, sujeito aos riscos sociais, ou do tipo que necessita ser parte de algum grupo. Nas estradas da vida é comum que o medo do desconhecido e a fragilidade emocional do iludido façam com que o individuo escolha uma crença para usar como referencia, se feche no “casulo” da fé, despreze os caminhos que não foram escolhidos, ou se agarre em amigos imaginários... Desmascarando a Bíblia Volume II 9 Por que muitos idosos terminam acreditando em Jesus? Além da fé ser o “Alzheimer” dos idosos, a “Dissonância Cognitiva” explica que, quando não se consegue conviver com pensamentos incômodos, o cérebro interpreta o infortúnio como sendo a vontade de algum suposto Deus, ou se recusa conhecer o que possa aumentar o seu conflito existencial. Como o envelhecimento é um período de declínio progressivo no funcionamento físico, cognitivo e psicossocial do corpo, o “PARADOXO DO ENVELHECIMENTO” mostra que ao envelhecer, perder sinapses, fica careca, ficar banguela, voltar a usar fraldas, ou perder a antiga coragem; alguns idosos terminam acreditando no mitológico “Papai do Céu”... Já que a velhice DIMINUI a capacidade MULTITAREFA do cérebro, e enfraquece as estruturas cerebrais, é normal que o místico sofrido, sozinho, do tipo que nasceu para obedecer, ou que perdeu algo importante, se agarre nas “recompensas” sobrenaturais. Pois quanto mais emocional, mais senil, mais sozinho, ou mais incapaz de aceitar que a morte é o fim da vida, mais o idoso senil precisaria de algum suposto Deus. Esse é um dos motivos porque alguns idosos ao ficar decrépito, perder milhões de neurônios, perderem a flexibilidade, perder a saúde, ficar obsoleto, se arrepender do que fez, ser pressionado por agressivas doutrinas religiosas, ou se conscientizar que a morte é uma etapa inevitável da vida, passa acreditar nos causos sobre Jesus. A explicação para o idoso iludido e cascudo ou fundamentalista não ceder diante da realidade, e não modificar uma só vírgula da sua crença tem tudo a ver com a forma como as idéias religiosas foram infiltradas na mente do mesmo, pois qualquer coisa que o desestabilize é tida como sendo Demoníaca! Através da neurogênese os cérebros jovens produzem neurônios o tempo todo, mas a senescência, o Alzheimer, e o Parkinson, ao MATAREM milhões de neurônios do cérebro idoso, e dificultar o funcionamento dos neurônios restantes, pode fazer com que o idoso retorne ao cristianismo, ainda que isso seja o mesmo que retornar à sua Infância. 9 Desmascarando a Bíblia Volume II 10 É evidente que o Demônio não existe! O Diabo não existindo, a crença no Deus dos hebreus vira uma relação de oferta/procura, impregnada de fantasias, onde o indivíduo aceita ser um servo do Senhor, em troca da fantasia de que receberia a Vida Eterna. Mesmo que o Demônio existisse ele não seria o responsável por nossos erros, nossos fracassos, nossas perversões, nossas fraquezas ou nossas taras. Enquanto a ciência investiga, compara, busca explicações, e não admite que algum conhecimento possa estar além da sua capacidade... As religiões, mesmo sendo a fonte da força emocional primitiva, não passam de maluquices irracionais, forjadas numa época tão atrasada que se acreditava em mitologias, pois a fé religiosa é simultaneamente tanto a maior força do devoto, como a sua maior fraqueza. Como a fé em Deus libere “FENOLPITENORO”, que reage com moléculas das células nervosas do cérebro, quando se tenta mostrar algum absurdo religioso, o devoto defende a sua crença com violência, ou algum comportamento agressivo e anti-social. Uma pesquisa feita em 2009 pela Universidade de Minnesota atribuiu à religiosidade humana ao chamado genes VMAT2. Já imaginou como seria o mundo sem a ciência, sem a liberdade de poder questionar, e com os religiosos dando a velha desculpa de que “Seja como Deus quiser...” Ainda bem que existem os que questionam os “por que” das coisas; pois a Fé religiosa não é uma virtude, mas sim, uma ingenuidade, onde o conhecimento se restringe a um único livro sagrado... A religião incentiva a existência de mistérios, e de poderes ocultos; mantêm os fiéis na ignorância, e sob os domínios dos clérigos. Educação de qualidade significa mais senso crítico, mais informação, mais fome de conhecimentos, e mais facilidade de se livrar das amarras religiosas. Já os carentes, os com menor poder aquisitivo, e os com alta credulidade, são os que mais precisam acreditar em algum suposto Deus. A promessa de uma recompensa após a morte incentiva os pobres, os ignorantes, os sofridos, ou os que têm uma vida cheia de privações, se agarrem em alguma crença religiosa. Pois quanto mais pobre é a pessoa, maior é a sua dedicação a uma crença religiosa. Além de ser mais fácil, e mais confortável para as “Massas” acreditar em alguma explicação mágica, do que aprender cálculos e fórmulas complexos. 10 Não é coincidência que as religiões usem técnicas de Auto-conforto onde é “oferecida” uma mistura de salvação, redenção, promessas de recompensa eterna, e se reforça os sentimentos de culpa, de obediência e de inadequação do religioso. Desmascarando a Bíblia Volume II 11 TIPOS DE RELIGIÕES Ao longo do tempo as religiões sempre estiveram em transformação e passaram por vários estágios tipo: O “ESTÁGIO MITOLÓGICO” das sociedades tribais como as gregas, as indígenas e as africanas, onde se acreditava em centenas de Entidades, se adorava astros, ídolos, animais, plantas e supostas “águas sagradas”. O “ESTÁGIO TEOLÓGICO”, que predominou nas culturas onde o crente só acreditaria na existência de um único Deus, e um único ser maligno, porém ainda estava preso a um passado arcaico, fantasioso e entulhado de magia. O “ESTÁGIO ATUAL”, no qual os iludidos, por não procurarem um apoio científico e terem suas mentes fechadas, ainda acreditam em Entidades virtuais que são capazes de fazer qualquer coisa, inclusive criar a si mesmo, mas que no dia- a- dia, se mostra incapaz de usar os recursos fora da sua época, e que não consegue resolver os problemas existenciais. E breve iniciaremos o estágio que será chamado de “O DESPERTAR”, onde os mais racionais não aceitarão, mas ser “servos” de algum suposto “Deus humano”. Pois além de não existir quem tome nota de tudo que acontece com cada um de nós, já estamos no limiar do “Admirável mundo novo” profetizado por Aldous Huxley em 1932, onde os mais racionais assumirão o dever/poder de construir e de dirigir o seu próprio destino. Quando o inevitável e revolucionário “DESPERTAR” chegar, a maior parte dos humanos já terão se transformados em criaturas tão evoluídas, que não aceitarão mais serem parasitados por superstições. No futuro, a humanidade não mais desperdiçará o seu tempo, a sua energia, e os seus recursos, paparicando as fantasiosas e virtuais “Entidades” inventadas por seus iludidos ancestrais. Demorou mais de 2 milhões de anos para que chegássemos aonde chegamos; somente no último século houve um progresso mais acelerado; e com base nas estatísticas observamos que só 2% dos humanos (ou seja, os ateus), possuem força mental e maturidade suficiente para distinguir a realidade da ficção religiosa. Até porque, a maioria, por ainda ter um cérebro primitivo, religioso, ou infantil, ainda precisa se agarrar nas mitologias que ajudam os iludidos se conformar com os sofrimentos e as dificuldades da vida... Ajuda aceitar as desigualdades, não se revoltar com as doenças, com a decrepitude, e com a desigualdade; bem como, se conformar com o fato de que a morte é o fim para o qual caminhamos após o nascimento... Nos os ateus somos os ANTICORPOS da milenar doença CHAMADA RELIGIÃO, sendo que tanto a maior diferença biológica como a maior diferença psicológica existente entre o ateu e o religioso está no cérebro... Pois enquanto o minúsculo Núcleo Intersticial do Hipotálamo Anterior, do cérebro religioso por ter pouca inteligência Intrapessoal acredita sem racionalizar, obedece mais pelo instinto de seguir o líder, e só consegue repetir o que decorou... 11 O cérebro do ateu consegue racionalizar, consegue investigar, deseja conhecer como as coisas acontecem, tem força mental para duvidar... Consegue conviver com a dura realidade da vida, sem enlouquecer. Aceita que a morte e o fim de tudo... E já não precisa mais se esconder no casulo da fé religiosa... Desmascarando a Bíblia Volume II 12 AS RELIGIÕES E A LAVAGEM CEREBRAL Os “camelôs da fé” realizam a “Reeducação Ideológica”, segundo a técnica criada em 1735 pelo presbiteriano Jonathan Edwards, em três etapas onde criam um PROBLEMA, DIVULGAM o problema e apresentam a “SOLUÇÃO” que mais possibilita controlar as “Ovelhinhas”. 1-Inicialmente, no chamado “COLAPSO FORÇADO” ou “Descondicionamento”, rompe-se os laços do indivíduo com o seu passado e apaga-se o que possa prender o individuo as suas origens... 2-Depois que o “Colapso forçado” desconectou a mente do iludido do que vinha moldando as suas ações/reações, é feita a “SUBMISSÃO E IDENTIFICAÇÃO”, onde o iludido é estimulado simpatizar com o Pastor e a achar que o Pastor é o seu “Grande benfeitor” ou libertador. Pois o Pastor o emanciparia de um passado tenebroso e lhe ofereceria a imperdível oportunidade de “Renascer”, poder levar uma “Nova vida” e de acreditar num poderoso amigo imaginário. Sendo que ao adotar o modo ensinado pelo Pastor, o iludido se torna um dependente psicológico que funciona segundo as “orientações” do seu manipulador. 3- Durante o “Recondicionamento” psicológico, o Reeducador “Reconstrói” a mente do iludido segundo a ideologia que ele professa. E o iludido, uma vez “Reeducado” ou “Robotizado”, passa a agir de forma teleguiada e segundo as diretrizes que lhe são transmitidas. A programação infiltrada pelos religiosos no cérebro do iludido consiste em sugestionar o subconsciente do iludido de maneira forte, constante e emocional, afim de que o iludido termine acreditando nas versões mais absurdas, desista de contestar, e se torne uma máquina de repetição inconsciente. As técnicas usadas pelos grupos religiosos são semelhantes às “Lavagens cerebrais” usadas por Hitler e as que os Chineses vêm usando com os que se atrevem contestar as regras do regime comunista. Pois o “Estupro da Mente” explora diversos instintos do psiquismo humano, tais como: O “Instinto de submissão ao líder”, o instinto do “Quem vem lá”? O instinto de conservação, o instinto gregário, os Conflitos emocionais, etc. As características mais exploradas pelos Pastores são: O “INSTINTO DE PREDOMÍNIO” ou tendência humana de querer atingir alguma posição de prestígio; A GREGARIEDADE ou necessidade de seguir o grupo, de se agrupar e a vontade de não parecer diferente; A necessidade de fazer as coisas da maneira certa, e o fato de os indivíduos só se realizarem em sociedade. 12 Como os Pastores são escolhidos não pelo seu conhecimento teológico ou a sua vocação, mas sim pelo malabarismo persuasivo da oratória, e pela capacidade de pedir prometendo pagar em dobro tudo o que for dado... O iludido termina fazendo de forma incondicional o que o Pastor determina. Até porque o “Instinto Gregário” ou “Senso social do ser humano” é um dos nossos valores básicos. Desmascarando a Bíblia Volume II 13 Durante o processo de “reeducação”, o humor é evitado até que a “felicidade” pareça uma dádiva só acessível aos convertidos. E tanto os “Conflitos Emocionais” como as dificuldades de adaptação são explorados, assim como se excita os brios do iludido, se convence o iludido de que ele cometeu culpas graves, e se tenta convencê-lo de que ele precisa se redimir… Sendo que o líder seria o seu único e “verdadeiro mestre”. Para reforçar a lavagem cerebral, é comum o Pastor usar táticas de coação disfarçada de atitude piedosa, amedrontar, ou cativar o iludido pela assistência que prestaria no campo da saúde, da economia ou do emprego... E essa artimanha costuma atenuar ou apagar tanto a ética como o senso crítico do beneficiado. O pesquisador Italiano Michele C. Del, depois de realizar longos e aprofundados estudos sobre as Lavagens Cerebrais, em seu livro, “APOLOGÉTICAS SEITAS E HERESIAS” põem em evidência as peculiaridades mais usadas pelos religiosos. Sendo que a sociedade não tem noção exata de quanto esse procedimento está em voga. E o livro em tela apresenta numerosos casos de lavagem cerebral exercidas pelos Pastores. Além de ser comum que os iludidos, os sofredores e os acriançados, acreditem em explicações mágicas, pois nossa ávida credulidade seria uma das características mais comum dos humanos. Não seria mera coincidência que no passado tenhamos achado que haveria uma relação causal entre os acontecimentos do dia- a -dia e nossos pensamentos, sonhos, rezas, desejos, gestos ou palavras. Pois esse tipo de falácia, que recebe a expressão em latim de “Post Hoc Ergo Propter Hoc” que significa “APÓS ISSO” ou “por causa disso”, teria sido muito comum. Como o inconsciente humano processa várias informações ao mesmo tempo, tem facilidade de gravar as emoções que nos sensibilizam. Costuma processar algumas emoções de maneira independente, separada ou “escondida” do Consciente; pode trazer à superfície emoções, acontecimentos ou informações que estariam gravados em nossa memória de forma tão indireta, paralela ou mascarada, que teríamos dificuldade de reconhecer nossos próprios medos, necessidades ou angústias. E só executa as tarefas de forma seriada. É comum que alguns fatos importantes retornem sobre a forma de traumas, desejos, angústias, ansiedades ou sonhos. Já que não existe vida fora da Natureza, e onde as leis físicas não funcionam tudo é tão irreal e ilusório que deve ser ignorado. A “existência” de algum mitológico Deus humano não passa de uma fantasia, dos que não tiveram sucesso em compreender o mundo em que vivemos. Sendo que os lúcidos já começaram entender que a lenda do Arquétipo Jesus pode ser desconsiderada e descartada, pois em termos de realidade, e de regularidade cósmica, os “milagres” de Jesus são conceitos impossíveis e fora do mundo real. Mesmo que algum lúcido deseje acreditar em algum determinado Deus, no virtual “Reino dos céus” ou na “Vida pós-morte”, as coisas não são tão simples assim, pois a morte é o nosso último endereço como ser racional. E sem o cérebro não há como manter a nossa personalidade. 13 Embora as religiões não tenham moral, não tenham limite, e não tenham Ética. Como ser religioso é se submeter ao que o “Livro Sagrado” determina, assim como, ter fé no que ainda não se pode provar. E nas religiões tudo é pré-determinado pelas suas jurássicas Leis; pois os profetas seriam os únicos que falariam por Deus. Os religiosos acreditam na bazofia de que fora da sua religião não haveria “salvação”. Desmascarando a Bíblia Volume II 14 A fé religiosa é tão viciante quanto o álcool, a cocaína e a heroína, sendo que ao longo do tempo o iludido precisa aumentar o consumo diário do “entorpecente religioso”. E quando a doutrinação é interrompida o crente passa por uma “Síndrome de abstinência”, onde precisa superar os efeitos que a crença religiosa impôs ao seu cérebro iludido. Como as crenças religiosas e a realidade são processadas por DIFERENTES estruturas do cérebro, para os pouco racionais ou muito emocionais não é necessário que as crendices sejam confirmadas pelos fatos do dia a dia, e sim, que elas acalmem os medos, ou que diminua as ansiedades do iludido. Esse é um dos principais motivos pelo qual mesmo indivíduos adultos, cultos e inteligentes, ainda acreditam em “Livros Sagrados”, na “Vida depois da morte”, em “Isolar o azar batendo 03 vezes na madeira”, ou no fantasioso “Livre Arbítrio”... Tanto a fé como a crença religiosa são um “Auto-convencimento circular”, um “Desamparo Aprendido” ou uma “Obediência à Autoridade”, onde o iludido submisso ou incapaz de racionalizar, acredita sem questionar, se submete, e substitui a realidade por alguma fé que hipoteticamente emanaria de Deus, através dos “profetas”, os únicos que “falam” por Deus. Embora a crença em Entidades seja só a troca de um mistério por outro absurdo, quando a realidade colide com as crenças religiosas, o devoto prefere as “versões piedosas” e ignora o resto, pois os humanos sendo como máquinas de repetição inconsciente, eles estão sempre repetindo as mesmas tarefas. Embora o cérebro do ateu PRIMEIRO analise as informações que recebeu, para só depois acreditar; como o mecanismo que permitiria RACIONALIZAR se encontra desativado no cérebro do religioso, o religioso termina acreditando no que ouviu dizer... Ou não passa para a fase 02, onde se questiona, se compara com a realidade, e se busca a verdade; pois no quesito religião o iludido ainda usaria o modo de “pensar” por emoção. E não perde tempo discutindo com os que se recusam aceitar o seu “Livro Sagrado”. Além do fanático fundamentalista ou biblionista (que ao abrir a boca vomita logo alguma frase automática tipo fulano de tal, Capítulo tal, e Versículo tais), combater as evidências que prejudicam as suas mitologias, e viver atolado em crenças irracionais, o iludido não consegue se libertar dos MITOS que desde a infância foram infiltrados na sua mente. A credulidade dos devotos é imensa, isso é um grande filão, e garante aos vigaristas um 14 mercado sempre em alta, pois a religião é uma arma de dominação pelo terror, pela submissão ou por alguma mitológica recompensa póstuma. A dogmática religiosa não admite a dialética, isto é, pôr em prova qualquer um dos seus valores estabelecidos. Desmascarando a Bíblia Volume II 15 15