Plantas

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Uma História Natural
Ecossistema
Ecossistema (grego oikos – casa e de systema – sistema) é um sistema dinâmico formado
pelo meio físico (fatores abióticos), pelos seres vivos e pelas interações que estes
estabelecem entre si (fatores bióticos) e com o meio.
Chama-se habitat ao local que reúne o conjunto de condições adequadas para a vida de
uma determinada espécie. Os habitats são influenciados pelas características climáticas de
cada região.
As Florestas Tropicais, têm um clima quente e húmido e uma fauna e flora ricas, sendo o
ecossistema com maior biodiversidade. As Florestas Temperadas e de Coníferas são
habitats onde se verificam variações climáticas constantes e as espécies estão adaptadas a
esse facto.
Nos Desertos, devido à baixa precipitação e à consequente falta de água, os seres vivos são
altamente especializados na sua captura.
As Savanas são habitats caracterizados por espaços vastos e secos com zonas de arbustos e
árvores. A biodiversidade das Montanhas é influenciada pelo seu microclima devido às
diferentes altitudes. A Tundra, onde a biodiversidade é baixa, é comum nas regiões polares
onde a vegetação no Inverno se encontra submersa por gelo.
Montanha
Como se formam as montanhas?
A orogénese ou orogenia é o conjunto de processos que levam à formação ou rejuvenescimento
de montanhas ou cadeias de montanhas produzido principalmente pelo diastrofismo
(dobramentos, falhas ou a combinação dos dois), ou seja, pela deformação compressiva da
litosfera continental.
A orogenia pode ser convergente, quando há colisão de placas, ou divergente, quando ocorre
separação das mesmas. A orogénese convergente traz como consequência a formação de
dobramentos, cordilheiras ou fossas. A sua atuação é marcada pela ocorrência frequente de
sismos e pela presença abundante de vulcões.
Quando os dobramentos são de datação geológica recente, (Era Cenozoica) como os Andes, são
considerados modernos, e quando possuem datações referentes a uma era geológica antiga,
(pré-Câmbrico, por exemplo) como o Escudo das Guianas, são considerados escudos e cratões.
As fossas, por sua vez, são formações recentes, datadas do Cenozoico, por exemplo a Fossa das
Marianas. São formadas quando, na colisão, uma placa se desloca para baixo de outra, criando o
que se costuma chamar de Zona de Subducção ou Zona de Benioff. Caracterizam-se por
representarem as áreas mais profundas do planeta, por estarem em contacto direto com a
astenosfera e pela sua grande instabilidade tectónica.
Já a orogénese divergente é responsável pela formação das dorsais, que (em linguagem não técnica)
são "cordilheiras submarinas" cujos picos formam ilhas que na sua maioria apresentam intensa
atividade vulcânica.
A distribuição das cadeias montanhosas continentais não obedece a uma disposição ordenada,
encontrando-se predominantemente na periferia dos escudos. Refiram-se, a título de exemplo, os
alinhamentos Alpes-Himalaias e Andes-Montanhas Rochosas-Alasca.
Superfície de erosão
Representação das dobras removidas pela erosão
Granito
http://sites.google.com/site/geologiaebiologia/biologia-e-geologia-10%C2%BA/a-terra-um-planeta-unico-a-protege
Formação de Cadeias de Montanhas com deformação e magmatismo associado.
Nível do mar
Sedimentação
enterramento profundo
dos sedimentos inicialmente depositados
intrusão magmática
Rocha
metamorfizada
http://sites.google.com/site/geologiaebiologia/biologia-e-geologia-10%C2%BA/a-terra-um-planeta-unico-a-proteger
As regiões da crosta continental hoje ocupadas por cadeias montanhosas, podem ter correspondido,
num passado muito distante, a bacias de sedimentação, que se localizavam entre dois continentes
Tipos de orogénese e de orógenos
Formação de um arco insular por subducção sob litosfera oceânica:
Convergência Oceânica-Continental
Crosta oceânica; Litosfera;
Astenosfera;
Crosta continental;
Arco de ilhas;
Fossa
http://pubs.usgs.gov/gip/dynamic/understanding.html
Formação de uma cordilheira marginal por subducção sob um bordo continental:
Convergência Oceânica-Continental
Crosta oceânica;
Litosfera;
Astenosfera;
Crosta continental;
Arco vulcânico;
Fossa
http://pubs.usgs.gov/gip/dynamic/understanding.html
Convergência Continental – Continental
Levantamento de um orógeno por colisão continental; embora na realidade a placa que
inicialmente se subduz é a que acaba por cavalgar sobre a outra:
http://pubs.usgs.gov/gip/dynamic/understanding.html
Crosta oceânica ancestral;
Crosta oceânica;
Litosfera;
Astenosfera;
Crosta continental;
Planalto
Faixa de montanhas
http://web.ics.purdue.edu/~braile/edumod/flipbook/flipbook.htm
Placa Euroasiática
posição atual da Índia
há 10 M.a.
há 30 M.a.
há 55 M.a.
há 71 M.a.
Massa continental “Índia”
Um dos fatores limitantes deste ecossistema é a
altitude, que condiciona a sobrevivência de algumas
espécies. A partir de determinada altitude as
espécies despendem um grande esforço na captura
de oxigénio, assim como para resistir a temperaturas
mais baixas e a um relevo difícil. Deste modo, a fauna
e flora sofrem especializações. As montanhas
constituem também uma barreira geográfica que
impede a dispersão de muitas espécies, podendo
existir um maior número de endemismos nessas
zonas.
A distribuição das espécies numa montanha é
diferenciada, ou seja, à medida que a altitude
aumenta são encontradas diferentes espécies.
A temperatura numa montanha decresce na medida
de 1º C/ 150m.
Floresta Temperada
O clima da Bacia do Mediterrâneo é caracterizado por invernos moderados e verões
quentes e secos em que as temperaturas podem oscilar entre os 30ºC (Verão) e os 0ºC
(Inverno). A pluviosidade é moderada (Outono e Inverno) e tem uma humidade relativa
média anual de 75%.
As plantas desta região, tem características xerófitas:
• Folhas modificadas (pequenas ou aciculares): menor área de exposição solar e assim
evitar a perda de água por transpiração (poupando energia em alturas onde a água não
abunda).
• As folhas, caules e troncos estão revestidos de ceras ou camada suberosa,
respectivamente.
Inicialmente toda a zona do mediterrâneo estaria coberta por florestas de coníferas e
carvalhos. Ao longo dos anos a intervenção humana levou a que esta vegetação tenha sido
alterada. O género mais representativo é o Quercus (carrasco, sobreiro, azinheira) e hoje
assiste-se maioritariamente a duas formações: Maquis e Garrigue.
O Garrigue é uma formação vegetal mais aberta, caracterizada por arbustos, que muitas
vezes se apresentam como pequenos tufos esparsos entre as manchas de herbáceas. São
plantas características o Rosmaninho, a Lavandula, o Carrasco…
O Maquis é semelhante ao Garrigue mas em solo tem granítico e silicioso. O mato é
caracterizado como denso e muitas vezes impenetrável devido à massa de pequenas
árvores e arbustos que formam o coberto vegetal, o qual não ultrapassa 3 a 5 metros de
altura. As espécies características são: a Urze, o Medronheiro, o Tojo, a Esteva...
A fauna é extremamente rica uma vez que estes matos se traduzem em zonas de
nidificação, abrigo e caça para espécies como o lince-ibérico, a águia-calçada, o javali, a
geneta, a raposa, o peneireiro-cinzento, a águia-cobreira, a fuínha, etc.
Estas características fazem com que quase metade das espécies de flora e fauna listadas na
Directiva Habitats ocorram na Região Mediterrânica.
Zona ribeirinha
Os rios são cursos de água permanentes que reúnem
três troços principais: o troço ou curso superior, no qual
predomina a ação de erosão; o troço ou curso médio,
onde o transporte é o principal agente atuante; o troço
ou curso inferior caracterizado pelo predomínio da
sedimentação de que resultam os depósitos aluviais ou
aluviões.
Inês Paulino_Fundão_2009
No estudo da evolução dos rios aplicam-se as noções de erosão regressiva, nível de base e perfil de
equilíbrio.
Um rio que desague no mar tem, como nível de base, o nível médio das águas oceânicas, ou seja, o
nível em função do qual ele regulariza o seu perfil. Este nível condiciona toda a rede fluvial dos
continentes que acaba por desaguar no mar (ou rede exorreica), por isso é designado por nível de
base geral. Quando um rio desagua noutro curso de água, ou passa por um lago ou açude, ou
encontra uma barra de rocha mais dura produz-se um efeito de regularização dos troços que ficam a
montante. Esses acidentes funcionam com determinantes do nível de base local.
Ao fim de um tempo mais ou menos longo, o perfil
longitudinal do seu percurso, com variações mais ou
menos bruscas de declive, acabará por regularizar o
perfil se o nível de base se mantiver estável o tempo
necessário para a conclusão do processo, atingindo o
perfil de equilíbrio.
Inês Paulino_Fundão_2009
Os principais fatores que condicionam a evolução do
perfil de um rio são o clima e a natureza geológica dos
terrenos. Deles dependem outros fatores como o
regime pluvial, o tipo e a intensidade da cobertura
vegetal, a natureza das rochas e, ainda, o tipo e a
amplitude de acidentes tectónicos.
A regularização do perfil faz-se de jusante para montante. As irregularidades vão-se esbatendo,
os rápidos vão recuando assim como as cabeceiras que vão penetrando na montanha. A
progressão da erosão vai-se verificando da foz para a nascente, ou seja, no sentido contrário ao
do rio. Por isso se designa regressiva ou remontante.
Por vezes, como resultado do recuo das cabeceiras, um curso de água intersecta outro. Designase esse fenómeno por captura porque as águas a montante do rio intersectado são adicionadas
ao curso que intersecta. O troço a jusante do rio intersectado permanece como um vale
abandonado.
Processo evolutivo de um rio
O estádio de evolução dos rios também é definido pelo seu perfil transversal. Mais a montante a água
corrente e os materiais que transporta vão escavando e aprofundando constantemente o leito
enquanto a escorrência e as torrentes laterais do vale vão desgastando as vertentes. Nesta fase o vale
é profundo e estreito. Mas, à medida que o rio se aproxima do perfil de equilíbrio, o processo de
erosão que leva ao escavamento do leito, vai diminuindo até dar lugar à sedimentação. As vertentes
continuam a recuar e a degradarem-se alargando continuamente o vale.
Pelo exposto, de acordo com o estádio evolutivo dos rios ou de partes do seu percurso, consideram-se
três fases na sua evolução: de juventude, de maturidade e senil.
Na fase de juventude predomina a erosão. O declive é acentuado e o perfil longitudinal é irregular
(existem rápidos).
Na fase de maturidade predomina a capacidade de transporte. O declive é menor, os vales são
profundos e, geralmente, apertados. O perfil longitudinal está mais regularizado.
Na fase senil predomina a sedimentação. Os vales são amplos, as vertentes muito afastadas e
degradadas. Formam-se extensas superfícies muito planas em resultado da agradação, ou seja, do
assoreamento pelos depósitos fluviais. Designam-se planícies aluviais. É o caso dos campos do baixo
Mondego e das lezírias do Tejo e do Sado.
Galopim de Carvalho (1977) refere “a influência de alguns aspetos geológicos no diálogo que
constantemente se trava entre o rio e os terrenos que percorre”.
http://geoportal.no.sapo.pt/images/percursorio.jpg
Assim, nos terrenos calcários dispostos em camadas horizontais os vales têm paredes quase verticais,
por vezes muito profundas – as gargantas ou canhões – em resultado da pouca ação de erosão das
vertentes por nestas rochas a infiltração ser máxima e a escorrência ser, por isso, praticamente nula.
Por outro lado, a elevada coerência do calcário favorece o carácter abrupto das vertentes, facto que
pode ser acentuado pela horizontalidade das camadas.
Por outro lado, nas rochas de natureza argilosa (em que se incluem os xistos) a escorrência ao longo
das vertentes é muito acentuada devido à sua grande impermeabilidade. Quase toda a água das
chuvas que não evapora, escorre em superfície. E são também rochas que facilmente são erodidas.
Neste caso o recuo e o rebaixamento das vertentes é muito intenso pelo que os vales tendem para
superfícies largas limitadas por vertentes pouco abruptas.
Nos granitos, que são mais permeáveis do que as rochas argilosas e também mais resistentes à erosão,
os vales apresentam perfis transversais mais vigorosos.
O leito de um rio é o espaço que pode ser ocupado pelas suas águas. Consideram-se: um leito maior,
também chamado leito ou planície de inundação, que consiste no espaço do vale inundável nos
períodos de cheia; um leito aparente, definido pelo sulco rasgado na planície de inundação, no qual
habitualmente circulam as águas e os materiais transportados; um leito menor, ou canal de estiagem,
que corresponde à fina faixa, sinuosa e mutável, que persiste no interior do leito aparente nos
períodos de menor drenagem o que, nas nossas latitudes, corresponde ao Verão.
Meandros são as sinuosidades de várias dimensões e profundidades existentes em certos troços de
um rio. O seu traçado afasta-se da direção geral do curso de água a que pertencem para aí voltar de
novo após curva bem acentuada.
(Texto adaptado de A.M. Galopim de Carvalho, 1977)
Zona Dunar
Em Portugal os sistemas dunares ocupam cerca de 450 Km da linha de costa.
As dunas resultam da acumulação de areias transportadas pelo vento, constituindo
ecossistemas costeiros que estabelecem a transição entre os sistemas marinho e terrestre
e uma barreira natural de proteção à paisagem humanizada adjacente. As plantas têm um
papel fundamental no seu processo de formação e manutenção (protegem da erosão).
Inês Paulino _São João da Caparica_2011
Inês Paulino _São João da Caparica_2011
http://www.drapc.min-agricultura.pt/base/documentos/fixacao_dunas.htm
Esquema representativo da formação de dunas (1-2) e os diferentes tipos
existentes (3-7) e a sua utilização pelo Homem.
Fatores Abióticos
Constituem o ambiente ou o meio físico-químico onde um organismo se desenvolve e
influenciam a distribuição e a quantidade de seres vivos num dado ecossistema, podendo
afetar o ciclo de vida bem como a disponibilidade de alimento, por exemplo.
Temperatura
Animais como peixes, répteis, anfíbios e insetos são afetados por este fator pois não regulam a
temperatura interna, estando dependente da temperatura externa (poiquilotérmicos), ao
contrário dos mamíferos e aves que controlam a sua temperatura interna (homeotérmicos).
Algumas adaptações a temperaturas desfavoráveis:
1) Procurar abrigo e/ou migrarem para zonas mais ou menos quentes, no caso dos animais
poiquilotérmicos.
2) Os homeotérmicos:
a) Aumento ou diminuição do revestimento corporal e do tamanho das
extremidades corporais
b) Mudança de cor de pelagem para absorver ou refletir radiação (e para
camuflagem contra predadores)
c) Hibernação
d) Estivação
e) Migração
Algumas plantas apresentam adaptações para evitar a perda de água em zonas mais
quentes do globo, enquanto outras deixam cair as folhas ou ficam reduzidas às partes
subterrâneas (ex. rizomas, bolbos, tubérculos) para resistir a temperaturas frias. Além disso cada
espécie tem uma temperatura ótima para germinação, floração e frutificação.
Água
Um outro fator que influencia o desenvolvimento dos seres vivos é a presença ou ausência de
Água. Quando a água é um fator limitante em determinados habitats (ex. desertos), os animais
têm a capacidade de a extrair dos alimentos e acumular no seu corpo. Podem também diminuir a
produção de urina e de transpiração.
As plantas apresentam estruturas de adaptação à presença ou restrição de água, tendo
diferentes designações consoante o meio onde conseguem sobreviver:
Planta Helófitas: plantas terrestres tolerantes à salinidade que colonizam zonas alagadas de água
salgada;
Plantas Mesófitas: vivem em solos bem drenados e estão adaptadas a variações das condições
ecológicas;
Plantas Hidrófitas: plantas que crescem totalmente ou parcialmente submersas em água e que
apresentam adaptações a essa condição (ex. aerênquimas, pneumatóforos);
Plantas Xerófitas: plantas que crescem em zonas onde a água é limitante e que podem
apresentar folhas reduzidas a espinhos para evitar a transpiração ou carnudas para
armazenamento de água, assim como adaptações das raízes e estratégias para evitar períodos de
maior calor (ex. permanência em forma de bolbo).
Luz
A luz é um fator abiótico que controla o comportamento e a morfologia dos animais,
podendo influenciar os ciclos de reprodução ou a cor da pelagem, p.e.
O fotoperíodo (numero de horas com luz de um dia) é um fator determinante para a
migração ou para a hibernação, pois indica o início e o fim destes processos.
O ciclo reprodutivo também é condicionado pela luz uma vez que o acasalamento e o
nascimento das crias estão dependentes das estações (sazonalidade).
A mudança de cor da pelagem é também condicionada pela luz, pois esta permite a
produção de melanina (pigmento da epiderme produzido em maior quantidade quando o
fotoperíodo é grande).
Nas plantas a luz é essencial para a produção de alimento (glicose) e libertação de oxigénio
através da realização da fotossíntese. Desta forma as plantas realizam normalmente um
crescimento dirigido para a fonte de luz (fototropismo positivo) e podem adaptar-se à
escassez de luz desenvolvendo folhas de maior área (ex. plantas do estrato herbáceo ou
arbustivo em florestas tropicais). As plantas trepadeiras podem inclusive realizar um
fototropismo negativo, dirigindo-se sempre para o tronco da árvore que trepam de forma
atingirem uma plataforma de luz em florestas densas.
Solo
O Solo é uma mistura complexa de minerais e matéria orgânica criado pela erosão e pela ação
dos seres vivos, processos que proporcionam constantemente a sua renovação. É do solo que
dependem as plantas (produtores primários) e a fauna (consumidores), consequentemente. A
fauna do solo permite por sua vez o seu arejamento e a decomposição da matéria orgânica em
sais minerais que nutrem as plantas, fechando o ciclo.
É um componente do ecossistema muito importante e a sua composição depende de fatores
bióticos e abióticos (clima, rocha-mãe, topografia, tempo, organismos que nele habitam). É
constituído, de um modo simplificado, por quatro horizontes e duas camadas:
O – Caracterizado pela presença do coberto vegetal e fauna.
A – Caracterizado por ser mineral embora tenha parte de matéria orgânica
B – Caracterizado por matéria inorgânica (Minerais)
C – Caracterizado pela presença da rocha–mãe alterada
R – Rocha-mãe
O solo constitui uma interface entre o coberto biológico e a rocha-mãe.
Existem vários tipos de solos, desde os muito porosos aos compactos e cada um tem a sua
especificidade em termos dos minerais que os constituem. Tanto para as plantas como
para os animais o solo é importante. Por um lado é o substrato onde habitam, por outro é
uma fonte de nutrientes.
No caso das plantas um solo pobre num nutriente, como por exemplo o azoto, limita o seu
crescimento. As plantas carnívoras vivem em solos pobres em azoto porque se adaptaram
a capturar insetos para a obtenção desse nutriente.
O Ciclo das Rochas
Em consequência da geodinâmica externa, as rochas preexistentes no exterior da crosta
fragmentam-se e são convertidos em sedimentos. Estes são transportados para zonas mais
baixas, chamadas bacias sedimentares, onde dão lugar à formação de rochas
sedimentares.
http://domingos.home.sapo.pt/rochas_7.html
O ciclo continua e o passo anterior pode repetir-se, dando lugar a sedimentos que formarão
posteriormente outra nova rocha sedimentar. Por sua vez, a rocha sedimentar pode ser
submetida a condições de alta pressão e temperatura, como acontece em zonas de atividade
tectónica, e transformar-se numa rocha metamórfica, ou fundir-se para formar
magma e originar uma nova rocha ígnea.
Do mesmo modo, se a rocha ígnea fica presa em condições adequadas de pressão ou de
temperatura, ou ambas, pode transformar-se em rocha metamórfica.
Em consequência, os materiais constituintes de uma rocha poderiam, com o passar do
tempo, fazer parte de outra muito diferente.
O ciclo continua com o regresso à crosta de algumas rochas: as massas rochosas situadas a
grande profundidade acabam por aflorar à superfície, ou por ascensão lenta do magma, ou
de uma forma muito mais rápida, se o fizerem como parte dos produtos expulsos numa
erupção vulcânica. Com mais tempo, pode produzir-se o afloramento de conjuntos
rochosos: as rochas podem chegar à superfície por erosão dos materiais que as cobrem ou
impulsionadas pelos movimentos tectónicos das placas litosféricas, por exemplo, a
formação de uma cordilheira origina a elevação de conjuntos rochosos enormes.
Fatores Bióticos
Os fatores bióticos referem-se aos seres vivos e às interações intra e interespecíficas que se
estabelecem no ecossistema e que o influenciam.
Interações intraespecíficas (entre indivíduos da mesma espécie)
 Cooperação (ex. abelhas)
 Competição (por luz, água e espaço)
Interações interespecíficas (entre indivíduos de espécies diferentes)
 Predação (ex. lince-coelho)
 Mimetismo (ex. borboletas, falsa-cobra-coral)
 Camuflagem (ex. camaleão)
 Comensalismo (ex. tubarão-rémora)
 Mutualismo (ex. anémona - peixe-palhaço)
 Simbiose (ex. fungo + alga e/ou cianobactérias = líquenes)
 Parasitismo (ex. cão – pulga)
O equilíbrio do ecossistema depende da relação entre os fatores bióticos e abióticos: as
interações entre os seres vivos e o meio físico e biológico que se dão no ecossistema são
importantes para a sua manutenção e equilíbrio. Uma perturbação nesta relação pode
causar um desequilíbrio.
Tanto as plantas como os animais dependem dos fatores bióticos e abióticos. Para
sobreviverem, adaptam-se de diferentes modos :
Animais:
1) adaptações anti predadores ou anti competição (ex. produção de toxinas, espinhos,
caracteres sexuais secundários).
2) adaptações comportamentais ou morfológicas de resposta a diferentes condições de
temperatura, luz e humidade (ex. hibernação, estivação, migração, alteração do
revestimento, da camada subcutânea de gordura, do tamanho das extremidades, da cor
da pelagem, da quantidade de água na urina, da impermeabilização
Plantas:
1) adaptações anti predadores (produção de tricomas, acúleos, resinas, toxinas).
2) adaptações à presença/restrição de água/luz/espaço.
3) adaptações reprodutivas que dependem de fatores como água, vento e animais para a
polinização e mesmo dispersão de sementes (flores e frutos coloridos e com aromas
intensos; órgãos reprodutores em locais estratégicos para o pólen ser levado pelo vento).
4) algumas são anuais, outras perdem as folhas para diminuir os gastos de energia quando a
taxa de fotossíntese é menor e assim conseguirem sobreviver a condições adversas evitando
a acumulação de gelo.
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