APOSTILA 3 - MICROSCÓPIO ÓPTICO

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ESCOLA DE ENFERMAGEM WENCESLAU BRAZ
APOSTILA DE LABORATÓRIO
DISCIPLINA DE PARASITOLOGIA / 1º PERÍODO
DISCIPLINA DE MICROBIOLOGIA / 2º PERÍODO
MICROSCOPIA
Msc Thomazine, GR
Março 2006
1
ÍNDICE
Introdução, 3
Parte mecânica, 3
Sistema óptico de iluminação, 4
Sistema óptico de observação, 4
Lente objetiva, 5
Uso do microscópio, 6
Uso da objetiva de 100X, 6
Término do trabalho, 6
Anexo a apostila: Comunicado Técnico da EMBRAPA Nº3, Nov/96, p.1-7.
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APOSTILA 3 - MICROSCÓPIO ÓPTICO
Introdução: O estudo de preparações citológicas (microbiológicas ou parasitológicas)
exige sistemas ópticos adequados para observar as estruturas celulares. O aparelho mais
comumente utilizado é o microscópio óptico que utiliza a luz comum.
Um Microscópio basicamente compõe-se de :
PARTE MECÂNICA:
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PÉ ou BASE: Estrutura firme e relativamente pesada que se continua por um braço pelo
qual o instrumento pode ser erguido. Esse braço apóia-se o sistema óptico de
observação.
TUBO ou CANHÃO: Na parte superior encontra-se a lente ocular e na parte inferior
encontra-se a lente objetiva.
REVÓLVER: No microscópio de uso comum que contém mais de uma lente objetiva,
dispõe-se de um mecanismo acessório de rotação, o revólver, que permite facilmente
substituir as objetivas.
PLATINA: Uma pequena mesa, com uma abertura na parte central que serve de apoio
para o material a ser observado.
CHARRIOT: Dispositivo acessório que segura a lâmina através de uma garra, dá
movimentação ao material a ser observado por meio de cremalheiras perpendiculares, e
dá também o posicionamento do material focado por meio de escalas milimetradas.
SISTEMA DE APROXIMAÇÃO: Encontra-se na coluna, permitindo a movimentação
do sistema óptico em relação ao objeto. Consiste de dois parafusos, como comando
externo bilateral, um destinado a movimentos relativamente grosseiros denominado
MACROMÉTRICO e o segundo, mecanismo de enfoque de precisão denominado
MICROMÉTRICO.
SISTEMA ÓPTICO DE ILUMINAÇÃO
ESPELHO: Espelho refletor de luz natural / artificial.
FONTE LUMINOSA: Lâmpada colocada na região basal do microscópio.
CONDENSADOR: É também possível aumentar a quantidade de luz que atravessa o
objeto, tanto no caso da luz ser fraca, como no caso em que o aumento da objetiva exija
raios mais intensos. Nesse caso utiliza-se o condensador, que concentra os raios
luminosos.
No sistema óptico o condensador tem por finalidade dar uma iluminação
uniforme. É importante manter o condensador em altura ideal para as diferentes lâminas
observadas. Portanto não deverá ser abaixado ou levantado com o propósito de alterar a
intensidade da luz, esta deverá ser controlada pelo botão regulador da intensidade de
luz. A variação de altura do condensador regula o contraste da imagem.
SISTEMA ÓPTICO DE OBSERVAÇÃO
LENTE OBJETIVA: Projeta a imagem do objeto colocado sobre a platina na lente
superior (ocular). Essa imagem apresenta inversão lateral e horizontal. Para conseguir
focalizar a imagem nesse nível é necessário usar os mecanismos de aproximação antes
mencionados.
LENTE OCULAR: É basicamente uma lupa que aumenta uma porção da imagem real,
formada ao nível de diafragma. Para se obter o aumento real máximo obtido basta
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multiplicar o número de vezes que aumenta a ocular pelo número de vezes que aumenta
a objetiva.
LENTE OBJETIVA:
Limite de resolução é a menor distância que pode existir entre dois pontos que
possam ser distinguidos como tais. A qualidade de uma lente objetiva encontra-se não
tanto na sua possibilidade de aumentar a imagem do objeto, mas no poder de resolução
que esta tenha.
O limite de resolução de uma objetiva pode ser calculado pela seguinte fórmula:
LR = K* λ
A
K= constante com o valor de 0,81
λ = comprimento de onda da luz empregada em µm (luz branca = 0,55µm)
A = abertura numérica da lente em uso.
A abertura numérica é proporcional ao ângulo máximo dos raios que atingem a
lente e ao índice de refração do meio entre o objeto e a lente. Esta relação pode ser
representada:
A = n * senα
n = índice de refração do meio
α = ângulo que forma o raio mais externo captado pela lente
As lentes objetivas trazem inscrições que especificam suas características.
Exemplo:
10/032
160 -
ou
10/0,32
160/0,17
10 = aumento de 10 vezes.
0,32 = valor da abertura numérica
160 = comprimento mecânico do tubo em mm (distância da rosca da objetiva até a
ocular).
0,17 = espessura da lamínula que deve ser utilizada
- = esta anotação indica que a objetiva é insensível a variações pequenas de espessura da
lamínula.
Denomina-se imersão a técnica pela qual se coloca um fluído entre a objetiva e o
preparado, o que acarreta um aumento de A (abertura numérica).
As objetivas de 100X são sempre de imersão. O n do ar é igual a 1,0 e o do óleo
mineral é igual a 1,5.
As lentes oculares também ampliam a imagem, de forma que o aumento total da
imagem deve ser o resultado da multiplicação do aumento da ocular pelo aumento da
objetiva.
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USO DO MICROSCÓPIO
Seqüência de passos para se efetuar observações ao microscópio óptico:
01-) Limpar a lâmina a ser observada e as lentes do microscópio. Para esta operação,
utilize apenas lenço de papel.
02-) Colocar a menor objetiva na posição de foco.
03-) Elevar ao máximo a posição da platina.
04-) Colocar a lâmina sobre a platina (com a lamínula sempre voltada para cima).
05-) Ajustar o charriot de modo a centrar o material a ser observado no orifício da
platina.
06-) Olhar pela ocular, ao mesmo tempo que se abaixa lentamente a platina, girando o
parafuso do macrométrico, até que a preparação apareça focalizada. Os ajustes finais do
focalização devem ser efetuados com o micrométrico.
07-) Deslocar a lâmina sobre a platina afim de efetuar observações em toda sua
extenção, utilizando-se o charriot.
08-) Após obter uma boa focalização utilizar as objetivas de 10X e 40X.
USO DA OBJETIVA DE 100X
01-) Após focar com a objetiva de 40X, colocar o revólver em posição intermediária,
entre a objetiva de 40X e 100X.
02-) Colocar uma gota de óleo de imersão em cima da estrutura a ser obervada.
03-) Abaixar a objetiva de 100X e focalizar somente mexendo o micrométrico.
TÉRMINO DO TRABALHO
01-) Abaixar totalmente a platina.
02-) Limpar a lâmina e a objetiva com lenço de papel.
03-) Desliga o botão de intensidade da luz.
04-) Efetuar limpeza no microscópio, conforme manda Comunicado Técnico Nº3,
Nov/96, p.1-7.
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INVESTIGAÇÃO DE MICRORGANISMOS POR MICROSCOPIA
A procura por estruturas de bactérias, fungos ou protozoários deve ser
minuciosa, com calma e atenção, no decorrer de toda a lâmina sempre utilizando o
micrometro para a perfeita investigação nos diferentes planos (focos).
Paciente 0000
Amostra 0000
Data: 31/02/2006
A lâmina deverá apresentar-se sempre etiquetada e bem identificada. A busca
óptica por estruturas deverá ser sempre no sentido vai e vem, tomando cuidado para não
passar várias vezes pelo mesmo campo.
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