Clipping - Graveola

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ClippiNg
JorNal o globo (rio de JaNeiro) / 2012
SEGUNDO
CADERNO
CADERNO
estado de miNas (portal divirta-se) / 2012
OGLOBO
TERÇA-FEIRA 16.10.2012
oglobo.com.br
FRANKFURT
Uma edição
especial só com
notas sobre a
no la ‘Ave
nove
‘A nida
Brasil’ que
Brasil’,
termina na sexta
se
Gente Boa pág. 3
JOAQUIM FERREIRA DOS SANTOS
INCER
INCERTEZAS
POLÍTICAS
RONDAM A
HOMENAGEM AO
BRASIL EM 2013
pág. 10
DIVULGAÇÃO/FLAVIA
FLA MAFRA
FLAVIA
U
Cara a cara
GRA OLA E O LIXO
GRAVE
LIX POLIFÔNICO (à esquerda)
Idades: entre 25 e 33
Discos: “Graveola e o Lixo Polifônico
lif
lifônico
” (2009), “Um e
meio” (2010) e “Eu preciso de um liquidificador”
(2011/ 2012)
Como se define: “Lúdico experimental, barrocobeat,
boa música e péssimos cortes de cabelo, estética do
plágio etc.”
MAKEL KA
MAKELY
Idade: 37
Discos: “A outra cidade” (2003), “Danaide” (2006),
“Autófago
utóf ” (2008), “Cava
utófago
“Ca lo motor” (aplicativo para
celulares e tablets, 2012)
Como se define: “Minha música é um produto contraindustrial para médios e pequenos públicos”
JULIANA PERDIGÃO
PERDIGÃ
Idade: 33
Discos: “Álbum desconhecido” (2012), solo. Já gravou
NETOS DO
CLUBE
LEONARDO LICHOTE
[email protected]
C
om leveza mineira, o violonista e compositor Thiago Delegado define:
— Não somos mais os filhos do Clube
da Esquina, somos os netos, e neto tem sempre
mais liberdade e regalia. Isso nos dá oportunidade de experimentar mais, ousar mais, sem o
peso de ser a continuidade desse movimento
tão vitorioso e importante.
Delegado fala da geração de músicos que floresceu ao longo da última década em Minas Gerais, sobretudo em Belo Horizonte, discretamente — como que reafirmando o mito mineiro
da ação sem alarde. Artistas como ele próprio,
Juliana Perdigão, Makely Ka, Graveola e o Lixo
Polifônico, César Lacerda e Luiza Brina, que silenciosamente começam a conquistar espaço
no Brasil e fora dele — apenas como exemplos,
o Graveola lança seu CD na Europa (atualmente
está em turnê lá) e, ao lado de Delegado e
Makely Ka, integra uma noite mineira na Womex, uma das mais importantes feiras de música do mundo, realizada entre hoje e o dia 21.
A cena é ampla e inclui a crueza rock do Hell’s
Kitchen Project e o rap positivo de Flávio Renegado. Mas a cena dentro da cena de que trata esta reportagem é a dos herdeiros da tradição harmônica tão desafiadora quanto bela do olhar
da e tradição na engenharia de construção de
uma canção. Apresentar alguma inovação e ainda assim dialogar com a tradição me parece
muito mais arrojado do que simplesmente uma
ousadia formal gratuita, sem referências —
acredita Makely, que avalia o papel da beleza
nessa nova música mineira. — Penso que há
dois caminhos. Um deles é fácil, escorado em
convenções universalmente aceitas como belas, melodias doces, harmonias funcionais, letras suaves
sua . Essa beleza cansa rápido e não interessa. A outra é a beleza difícil, que causa estranhamento, que deixa uma dúvida, que você vai
percebendo aos poucos, vai descobrindo em camadas, vai se surpreendendo. Essa é a beleza
que interessa. Talvez seja esse o nosso caminho,
do equilíbrio formal e da beleza difícil.
DIÁLOGO COM UMA MINAS MÍTICA
MÍTIC
A clarinetista, cantora e compositora Juliana
Perdigão (integrante da Graveola e também da
banda de Tulipa Ruiz, além de ter uma carreira
solo), completa a ideia:
— Aqui tem mesmo uma certa busca pelo caminho do esmero musical, da harmonia dissonante, das melodias sinuosas, do domínio instrumental, das letras e arranjos plenos de nuances. Percebo que a reverência aos clássicos já
vem impregnada pela sua subversão.
Há um diálogo com uma Minas mítica, que
com grupos como Elefante
Elef
Groove, A Outra Cidade,
Proa e Graveola.
Como se define: “As situações de risco me são caras,
acho que a tática da cara a tapa não deixa de ser
uma escola”
escola
Cresce, e começa
a ganhar espaço,
uma geração
da música
mineira que une
lições de Milton
e cia. com
a articulação
da BH de hoje
“Praia da Estação”, ocupação bem-humorada de
uma área urbana para marcar uma posição sobre a política de ocupação cultural de espaços
públicos). Uma união que surgiu com um sentido de sobrevivência numa cidade na qual, para
os músicos, parecia fundamental conhecer leis
de incentivo, editais e saber afirmar seus pontos
de vista perante o governo. Uma reinvenção da
cidade, como aponta o compositor César Lacerda, mineiro que mora no Rio há cinco anos:
— Por uma deficiência a cidade precisou se
reinventar.
tar Os músicos precisaram se unir a fim
tar.
de criar um cenário possível. Consigo enxergar
dois grandes acontecimentos culturais em períodos distintos, ambos dialogando entre si. Primeiro: “A outra cidade”, disco-manifesto encabeçado por Makely Ka, Pablo Castro e Kristoff
Silva lançado em 2002 com participação de
mais de 30 músicos. É o gesto que transforma a
cidade. É a primeira vez, depois do Clube da Esquina, do pop e do metal dos anos 1990, que
surge uma geração comprometida com uma renovação do cenário musical. Segundo: Praia da
Estação e (o revitalizado) Carnaval de BH. Dois
momentos de intensificação do gesto agregador
na cidade. É quando os coletivos, os artistas e a
sociedade se juntam de maneira lúdica a fim de
discutir na rua assuntos centrais na vida política
da cidade. A banda-coletivo Graveola e o Lixo
Polifônico tem papel central nestes momentos
THIA DELEGADO
THIAGO
Idade: 29
Discos: “Serra do Curral” (2010) e “Thiago Delegado
Trio ao vivo no Museu de Arte da Pampulha”
mpulha (previsto
mpulha”
para 2012)
Como se define: “Cresci ouvindo samba e bossa
nova, me profissionalizei no choro e faço Música
Instrumental Brasileira”
CÉSAR LACERD
LACERDA
CERDA
Idade: 25
Discos: “César Lacerda”
da (EP,
da”
(EP 2011), “Ouça de fone”,
com Luiza Brina (2012). Em março dee 2013 lança
seu primeiro disco solo
Como se define: “Não consigo definir minha música.
Nem quero. Esse sentimento leviano me suspende
da barreira”
LUIZA BRINA
Idade: 24
Discos: “A toada vem é pelo vento”, com O Liquidifica-
dor (2011), e “Ouça de fone”, com César Lacerda
(2012)
Como se define: “Canção. Regada de culturas populares, mundo contemporâneo, desarranjos, espiritualidades e paixão”
JorNal da reCord NeWs tv (NaCioNal) / 2012
rolliNg stoNe magaziNe brasil / 2012
revista bravo (são paulo) / 2012
programa metrópolis - tv Cultura (NaCioNal) / 2013
laNçameNto do dvd - g1 músiCa (NaCioNal) / 2013
laNçameNto vozes iNvisíveis
álbum itaú Cultural (NaCioNal) / 2014
laNçameNto vozes iNvisíveis
blog amplifiCador - o globo (NaCioNal) / 2014
JorNal metro (portugal) / 2012
JorNal públiCo - ipsiloN (portugal) / 2012
vibratioNs magaziNe (fraNça) / 2013
the guardiaN (iNglaterra) / 2013
‘‘eles diluem samba numa mescla retalhada de folk-pop, enquanto
fagulhas elétricas de guitarras bagunçam tudo, evocando o espÍrito
da tropicália’’
“graveola tem uma estética indie única, usando flautas, escaletas
e até cartÕes musicais de natal para criar um som cosmopolita”
NeW iNterNatioNalist / 2013
volkskraNt (holaNda) / 2013
Eu Preciso de um
Liquidificador
by Graveola (Mais Um Discos CD MAIS013)
At the height of Brazil’s tropicalista movement in
the 1960s, visual artist Hélio Oiticica offered the
metaphor of anthropophagy – or cannibalism – as
a way of understanding the circulation of political,
social and artistic motifs through time.
Graveola, a group of hugely literate musical
pranksters from Brazil’s Minas Gerais state,
resurrect the idea in an album of verve and swerve,
whose title translates as ‘I need a liquidizer’.
Somehow it sounds better than cannibal.
Nothing is sacred here – folk, funk, samba,
surf guitar, TV jingles and bossa nova are all
thrown together in the name of creativity. The
result is glorious.
While Graveola’s instrumentation has moved
on from the toy and kitchen appliances of the
band’s early years, there is still a delicious and
airy playfulness at work – and the music’s great,
too. The only thing that’s not transmogrified
in the cannibalistic process are the lyrics – all
firmly in Portuguese. Even if you have no idea
what Graveola are singing about, it sounds fun;
and the collection of images on the sleeve’s
cover – saucepans, fish, kitchen scales and an
elephant – may possibly be a clue to some of
the sound sources that have been liquidized
to make this album.
★★★ LG
graveola.com.br
Above: Nothing
is sacred for Braz
il’s play ful Grav
eola.
MUSIC
Celebrating Subversion
by The Anti-Capitalist Roadshow
(Fuse
Fuse Records CF 099 2CD)
2CD
Brought together under the auspices of
socialist folkie and author Leon Rosselson,
this splendid double CD is crammed
with a lo-fi fury against the state we’re
in. Rosselson is aided and abetted in
his righteous indignation by a mighty
host that includes Palestinian-British singer Reem Kelani,
Frankie Armstrong, Peggy Seeger and socialist magician
(apparently the only one) Ian Saville.
Arising from Occupy! and fuelled by a deep disquiet at
the actions of Britain’s coalition government, the AntiCapitalist Roadshow’s subversion is aimed at the arms
trade, the dismantling of the welfare state and ‘the delirium
of consumerism’. There is a great, if nostalgic, sense of
political community that pervades the collection. Musicians
guest on each others’ tracks and sing, musically and
An impressive line-up
of musical lefties.
metaphorically, in concert.
High points are Peggy Seeger’s raucous arrangement
of a Depression-era ‘Doggone, Occupation is On’ and
Kelani and Rosselson’s ‘Song of the Olive Tree’– a lament
for Palestine that should make one weep. It also has a pert
buzuq (Levantine lute) section that will get feet going.
★★★★ LG
anticapitalistroadshow.co.uk
N e w I N t e r N at I o N a l I s t
●
M A R C H 2013
●
41
“este sexteto estudantil de belo horizonte acena respeitosamente
em direção ao movimento tropicália dos anos sessenta. mas enquanto
esta geração brasileira dos baby boomers via o pop anglo-saxão
como santo graal, o graveola utiliza-se de uma tela mais ampla
e especialmente mais brasileira- desvencilhados dos últimos
fragmentos de adoração a lennon-mcCartney. e quanto há para
desfrutar nestas 14 cançÕes inteligentes!”
dailY telegraph (iNglaterra) / 2013
“se o the mamas and the papas fizessem um álbum conceitual
no brasil, provavelmente soaria um pouco como essa mistura
de harmonia polifÔnica, riffs de rock e big band de metais
tocando samba”
JorNal o públiCo (portugal) / 2013
“sem que nenhuma corrente se imponha verdadeiramente, a
música dos graveola é uma harmoniosa chuva de detritos de
toda a espécie, dos anos 40 de Noel rosa, passando pelos 60
dos mutantes até os 00 do otto pós mangue beat. mas a cada
um, os graveola roubam apenas o estritamente necessário para
construir uma ponte até o outro.”
ituNes store usa - top albums / 2014
revista vogue (portugal) / 2014
Capa / Música / A banda Graveola e o Lixo Polifônico lança o CD 'Camaleão borboleta'
A banda Graveola e o Lixo Polifônico lança o CD 'Camaleão borboleta'
Mais relevante banda formada recentemente em BH, ela se tornou referência pela música e pela método de trabalho coletivo
por e Mariana Peixoto
10/06/2016 08:49
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(foto: VÂNIA CARDOSO/DIVULGAÇÃO)
'Camaleão borboleta' não é apenas o sexto trabalho do Graveola e o Lixo Polifônico, a mais relevante banda formada em Belo Horizonte neste início
de século. O sexteto se tornou referência tanto por sua música quanto pelo método de trabalho, que referenda o conceito de coletivo que domina a
produção musical contemporânea.
“O disco é um divisor de águas para o Graveola em sua busca pela sustentabilidade. Vamos ver como ele vai ecoar no Brasil e fora dele para
entender as pernas que temos para continuar com o trabalho”, afirma o guitarrista, cavaquinista e compositor José Luis Braga.
Camaleão borboleta será lançado hoje no site da banda (graveola.com.br) e do Natura Musical (naturamusical.com.br), gratuitamente. Amanhã,
estará disponível nas plataformas de streaming. São 10 faixas gestadas ao longo de 2015 de uma forma que a banda nunca havia trabalhado. Sem
pressa, com tempo (e recursos) para maturar toda produção. E mais importante: com um produtor “de responsa” pilotando o projeto.
saiba mais
Músicos mineiros do UDR são condenados por incitação de
estupro e homicídio
Depois de décadas vivendo no Rio de Janeiro, Chico Neves voltou, há três
anos, para a cidade onde nasceu. Na região de Nova Lima, mantém o
estupro e homicídio
Estúdio 304, montado em sua própria casa. “Chico tem uma metodologia
bem artesanal. Ele preza a forma de trabalho que não seja pragmática,
Black Sabbath revela detalhes de últimos shows da carreira
havia relação afetiva atrás de tudo. Às vezes nos encontrávamos com ele
e nem gravávamos, apenas conversávamos, ouvíamos música”, relembra
José Luis.
Banda Constantina lança o álbum audiovisual 'Mexido'
Graveola é coletivo desde sua origem, há 11 anos. Com três cantores e
instrumentistas que atuam como compositores (José Luis, Luiz Gabriel
Lopes e Luísa Brina) e três instrumentistas também arranjadores (Bruno
Orquestra Ouro Preto lança disco que será distribuído pelo
selo Naxos
de Oliveira, baixo; Gabriel Bruce, bateria; e Ygor Rajão, trompete e
escaleta), o grupo dividia a autoria das canções. Neste projeto, houve
Lançamento de disco no exterior é o único fato a marcar os
85 anos de João Gilberto
uma divisão: são três canções de José Luis, outras três de Luiza e quatro
de Luiz Gabriel. Eles assinam sozinhos ou com parceiros além da banda.
identidade “A música chega crua para o grupo e é completamente
Dia dos Namorados em BH terá atrações que vão do rap ao
brega
transformada (na gravação), já que os arranjos são coletivos. A música
ganha identidade. É isso que unifica o aspecto composicional do grupo”,
continua José Luis. Em Camaleão borboleta o Graveola está mais
Gal Costa reúne novos e antigos compositores no repertório
de Estratosférica, que volta a BH
tropicalista do que nunca. Ouve-se nas 10 canções franca referência aos
ritmos afrobrasileiros. Mas há ainda latinidade, um diálogo para além das
fronteiras físicas.
Back in Bahia (Luiza Brina e Gabo Gabo) é homenagem à Back in Bahia de Gilberto Gil. Com letra em inglês, lenta, quase etérea a despeito das
percussões, busca explicitar a paixão de Luiza pela Bahia. “Acho essa música mais Caetano do que Gil. Foi uma tentativa da Luiza em elucidar a
referência que tem deles”, diz José Luis.
Talismã (Luiz Gabriel/Gustavito/Chicó do Céu) é um ijexá que busca enfatizar as influências. Luiz Gabriel dividiu os vocais com Samuel Rosa (os
dois cantando no mesmo registro), que chegou ao grupo por meio de Chico Neves (produtor de vários álbuns do Skank).
Tempero segredo (José Luis Braga) remonta ao lado mais contestador do Graveola. A letra permite mais de uma leitura – o tempero do título é uma
erva secreta, por assim dizer. “Gosto muito de cozinhar e o uso de erva pode fazer bem para as pessoas. Comecei a pensar na legalização da
maconha, embora nem fume, assunto tabu dentro de um cenário político altamente retrógrado”, continua José Luis.
Com o trabalho maduro e pronto para vir a público, o Graveola vai passar os próximos meses na estrada. Embarca no fim deste mês para nova
temporada europeia para fazer ao menos uma dúzia de shows, alguns de destaque – em 1º de julho, o grupo se apresenta no festival Roskilde, na
Dinamarca, um dos maiores eventos de verão da Europa.
No fim de julho, a banda dá início à temporada nacional. A estreia será em 6 e 7 de agosto, no Cine Theatro Brasil, em Belo Horizonte. A preços
populares, garante José Luis.
CAMALEAO BORBOLETA
graveola e o lixo polifonico
bh
independente
musica
album
disco
MAIS SOBRE MÚSICA
S ang ue lat ino
Orquestra Ouro Preto lança disco que será distribuído
pelo selo Naxos
Len da
Lançamento de disco no exterior é o único fato a marcar
CMYK
Diversão&Arte
Warner/Divulgação
• Brasília, quarta-feira, 20 de julho de 2016 •
CORREIO BRAZILIENSE • 3
MÚSICA / Nova geração de cantores passeia pela riqueza da tradição popular
brasileira e investe em ritmos como o coco, o ijexá e o maracatu
Vania Cardoso/Divulgação
A banda Graveola
lança o CD Camaleão
e borboleta: dieta
sonora popular
brasileira e “músicas
que vêm do coração”
» AVENTURA
A VOLTA DE HARRY POTTER
Considerado o oitavo livro da saga do bruxinho, Harry
Potter and the cursed child (Harry Potter e a criança amaldiçoada, em tradução livre), será lançado mundialmente
em 30 de julho na cidade do Porto, em Portugal. A obra foi
escrita por Jack Thorne, com base no roteiro de J.K. Rowling
e John Tiffany para a peça de teatro homônima encenada
em Londres. Um dos protagonistas do enredo é Alvo Severo
Potter, filho de Harry com Gina Weasley. A história é centrada no primeiro ano do garoto na escola de magia Hogwarts. No Brasil, o livro será lançado em português pela
Editora Rocco, em outubro.
» CINEMA
NO PAÍS DOS GIGANTES
A versão cinematográfica de O bom gigante amigo, clássico infantil do escritor britânico Roald Dahl, estreia nas telas
brasileiras em 28 de julho. O livro de Roald Dahl narra em
um país de gigantes, mas o filme toma liberdade de interpretação e alia recursos de animação com locações em lugares
famosos do Reino Unido.
Arquivo Pessoal
Levezaeenergia
quevêmdaterra
e cantos para Orixás a
loas que regem danças
populares, a música
brasileira carrega uma
preciosa tradição. Com essência marcada por costumes e
crenças que encantam o imaginário, canções como as dos discos Ascensão; Mestres navegantes — Bragança e Cametá; e Camaleão e borboleta levam os
amantes da música a uma viagem pela cultura brasileira. Em
cada um dos CDs, recém-lançados, é possível passear por timbres que ecoam o amor e vontade de expressão populares.
Nos embalos de Ascensão,
mais de 50 músicos participaram, entre eles Céu, Tulipa Ruiz
e Karina Buhr. Produzido ao longo dos últimos cinco anos, o disco foi a última obra da eterna Serena Assumpção. Ainda antes de
descobrir que estava com câncer, a cantora recebeu a missão
de gravar músicas homenageando a exuberância dos orixás. Filha de Itamar Assumpção, ela
frequentava a Casa de Odé Pai
Decemi, onde aprendeu histórias sagradas e as transformou
em doces melodias.
Ao lado dos produtores DiPa
Paes e Pipo Pegoraro, Serena
compôs cada uma das 13 faixas
de Ascensão, que são cantos para Orixás. Segundo o produtor, a
ideia sempre foi preservar as
melodias e resignificar com os
convidados que iam participar.
“A gente criou com muito carinho, sempre pensando em
quem podia compor”. Nas palavras de DiPa, a cantora foi alimentando cada um dos músicos envolvidos no trabalho com
referências sagradas. Foi o som
do trovão, a sutileza das águas e
o soprar do vento que inspiraram as passagens da obra. “Ela
tirava tudo do subconsciente
para inventar os elementos que
envolvia as canções.”
Mesmo quando descobriu
que estava com câncer e começou a fazer os tratamentos, a
cantora continuou firme no trabalho. Sem apoio financeiro, só
conseguiu o selo Sesc depois de
aproximadamente dois anos de
produção. “Sereninha deixou tudo pronto, desenhado. A gente
não colocou nada além do que
ela fez. Nem com o nome na lombada do disco precisamos nos
preocupar”, ressalta DiPa. No olhar do produtor, foi por causa de
Serena que muitos dos músicos
envolvidos se debruçaram nas
belezas dos Orixás. “Ela tinha
um grande preparo de saber, de
contar histórias”, conta.
Serena deixou saudades. Todos
que deram a voz para Ascensão
eram muito próximos. Hoje,
Alexandre Kuma/Divulgaçao
D
MAGIA DAS PALAVRAS
A professora e escritora Lucília Garcez fala hoje no Auditório Alvorada do Centro de Convenções sobre o tema
Redação para concursos e vestibulares. Lucília é autora de
um livro sobre o tema, publicado pela Editora Martins Fontes, e procura desmistificar a ideia de que escrever é uma
habilidade inata dos gênios e não um processo de aprendizado acessível a todos. Amanhã, ela autografa, no Espaço
Abraço com Letras, o livro infantil Palavras mágicas. Com
muito humor, ela propõe uma brincadeira poética com as
palavras elegantes que promovem a civilidade e humanizam as relações cotidianas.
» MÚSICA
CONEXÃO SP-BSB
A cantora Mariana Degani é a principal atração do projeto
Quarta dimensão hoje. Paulistana, Mariana canta as músicas do seu primeiro disco solo, Furtacor. O CD foi lançado em
2015 e conta com a participação dos ex-companheiros da
Loungetude46. Sobem ao palco também as bandas brasilienses O bando de Sara e Mdnght Mdnght. Como de costume,
ingresso é no sistema Quanto vale o show e varia de R$ 5 a
quanto você quiser e puder pagar. O projeto acontece no Teatro Dulcina (SDS, Bl. C, S/N, 30/64) a partir das 20h.
» ROCK
GUNS N’ ROSES
Os ingressos para os shows da turnê do Guns N’ Roses,
Not is this lifetime Latin America tour 2016, começam a
ser vendidos a partir de segunda-feira (25). A banda se
apresenta no Estádio Nacional Mané Garrincha em 20 de
novembro e os ingressos desse show começam a ser vendidos na próxima quarta-feira (27) na Central de ingressos
do Brasília Shopping e no site www.eventim.com.br. Para
Brasília, existem seis opções de ingressos: cadeira superior (R$ 360), cadeira inferior (R$ 500), pista (R$ 600), cadeira VIP (R$ 800), pista premium (R$1.040) e camarote
(R$ 1.200). Os valores são referentes ao primeiro lote e podem sofrer alterações.
» SUSPENSE
VAMPIROS E AGENTES
A autora da saga Crepúsculo, Stephenie Meyer, lança seu
primeiro livro de suspense em novembro, segundo o The
Wall Street Jounal. The Chemist conta a história de uma exagente secreta que é perseguida por membros do governo
por saber demais. A escritora ficou famosa em 2005 com a
saga dividida em quatro livros sobre o romance entre o vampiro Edward Cullen e a humana Bella Swan.
CMYK
» LITERATURA
Mistura nacional: Serena Assumpção estampou a beleza dos orixás no disco Ascensão
net
Reproduçao/inter
ASCENSÃO
Último disco de
Serena Assumpção.
Selo Sesc, 13 faixas.
Preço sugerido: R$ 20.
Esse trabalho traz
nossa raiz. Em um
período de
intolerâncias, a gente
precisa se religar com
a terra, e esse disco
nos leva para um
lugar que nos eleva”
DiPa Paes,
produtor do disco Ascensão,
de Serena Assumpção
entre sorrisos e lágrimas, cada
um dos músicos reverencia os
batuques da cabocla inquieta,
mas serena. “Foi uma missão
cumprida mesmo. Ela deixou um
trabalho lindo que está em vários
lugares, de diversas formas e nos
arrepia pela música que nos toca”, acrescenta DiPa. Segundo o
ele, independentemente de ser
de canções de terreiro, o disco
ecoa vários sentidos. “Esse trabalho traz nossa raiz. Em um período de intolerâncias, a gente precisa se religar com a terra e esse
disco nos leva para um lugar que
Natura/Divulgação
net
Reproduçao/inter
MESTRES
NAVEGANTES
CAMALEÃO E
BORBOLETA
O CD não é comercializado,
mas está disponível em
plataformas digitais.
Álbum da banda Graviola.
Natura Musical, 10 faixas.
Preço sugerido: R$ 20.
nos eleva. Mostra não só o reconhecimento do candomblé, mas
de toda nossa cultura”, completa.
Quando se permite viajar pelos ritmos do carimbó e boi-bumbá, a grande retribuição é uma
bagagem de conhecimento marcada por diversidade cultural. Foi
depois de passear pelas margens
das regiões do Salgado paraense
e da Ilha do Marajó, que o músico
e produtor Betão Aguiar despertou a produção de Mestres navegantes. Projeto que visa incentivar a valorização do patrimônio
imaterial brasileiro, Mestres navegantes virou um CD. Nele, encontra-se um registro histórico, com
a voz de mestres paraenses que
mantêm vivo um acervo sobre a
música brasileira. Entre estilos
nomeados de ladainha, roda,
mazurca, xote e pássaro junino, o
disco é composto por 50 faixas.
essencial na dieta sonora.”, conta
o vocalista Luiz Gabriel Lopes. Há
11 anos na estrada musical o grupo gosta de descobrir matrizes
culturais para inspirar novas
composições. Segundo o cantor,
eles procuram estabelecer uma
vibração positiva em cada arranjo. “Acho que é uma questão de
tentar elevar a frequência, potencializar o poder de transformação e de cura que a música possui, na essência”, conta.
Na capa de Camaleão e borboleta, desenhos de folhagens e
frutos de guaraná chamam atenção. A artista plástica Patrícia
Amoni fez um trabalho de sensações e cores para representar
a força de transformações e metamorfoses que, no olhar de Luiz
Gabriel, é o reflexo de um trabalho feito com amor. “Apenas fazemos a música que vem do coração, e, dessa forma, acessamos um pouco da memória coletiva que está em todos nós”,
argumenta o músico. Toques leves e recheados de delicadeza
compõem cada uma das canções. “Num mundo com tanta
agressividade, fazer emergir a
sutileza através das camadas sonoras de uma canção é algo em
que de fato acreditamos, numa
perspectiva prática”, completa.
Doce melodia
Com referências no coco, maracatu, ijexá e samba-reggae, a
banda Graveola lançou o sexto
trabalho da carreira, o disco Camaleão e borboleta. “Nossa música está umbilicalmente ligada à
tradição da canção popular brasileira: é de onde nos formamos,
desde a infância, é um nutriente
"Psychedelic pop from Minas Gerais in Brazil that draws on the rich
heritage of samba, boss, tropicalia as much as blues, funk and rock.
If you get a chance to see these guys live - grab it!! "Pop psicodélico de Minas Gerais que se baseia na rica
herança do samba e da tropicália tanto quanto do blues, do funk e do rock.
Se você tem a chance de ver esses caras ao vivo, não perca!"
Gilles Peterson, BBC Radio 6 (Inglaterra)
bandcamp.com/gillespeterson
“Brilliant! Really fantastic! I can’t get enough of this... the whole album is
just luscious. It’s like listening to all the channels on television at once if
they were all playing great music” “Brilhante! Realmente fantástico! Eu não consigo parar de ouvi-los... o disco
é simplesmente delicioso. É como ouvir a todos os canais da televisão de uma
só vez, quando estão todos tocando boa música.”
Cerys Matthews, BBC 6 Music, (Inglaterra)
www.bbc.co.uk/programmes/p01d2jl3
“Neo tropicalistas, 21st century psychedelicists, twisted samba breakout
subversives....whatever you call them, whenever you listen to them, whenever
you’re lucky enough to be at one of their gigs, they’re gonna surprise and
exilirate and just plain funk you up... Like a breath of fresh air from the
mountains, Let them take you away from all this..... “ “Neo-tropicalistas, psicodélicos do século 21, subversivos do sambaremelexo... chame do que quiser, quando você tiver a sorte de vê-los ao vivo,
eles vão te surpreender e simplesmente fazê-lo requebrar... Como uma brisa
fresca das montanhas, se deixe levar por tudo isso...”
Max Reinhardt, BBC Radio 3 (Inglaterra)
www.bbc.co.uk/programmes/b0375s nf
"I love that Graveola record - its sublime! One of my top 10 albums of the year"
" Eu amo esse disco do Graveola, é sublime! Está no meu top 10 do ano"
Mathieu Schreyer, KCRW radio (EUA) www.kcrw.com/music/programs/oc
"Os Mutantes are a heavy influence on this band - they mix in samba, bossa,
tropicalia, rock, soul and funk... it's a really really great album"
"Os Mutantes são uma forte influência para essa banda - eles misturam samba,
bossa, tropicalia, rock, soul e funk... é realmente um grande álbum"
NPR Radio - National Public Radio (EUA)
www.npr.org/blogs/altlatino/2013/05/16/184324122/a-kind-of-magic-new-latinmusic-sprinkled-with-discovery-dust
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