ISSN: 2316-2678 IMPACTO DA MICROCEFALIA CAUSADO PELO ZIKA VÍRUS NO BRASIL Samara Mendes da Costa , Paloma Leandro Oliveira Alves Orientador: Poliana Moreira de Medeiros Carvalho Área: saúde Modalidade: oral Instituição de Ensino: Faculdade de Juazeiro do Norte O vírus Zika é um flavivírus (família Flaviviridae) transmitido pelo mosquito Aedes aegypti e por sexo sem proteção. Em 2015, no Brasil, ocorreu um surto de infecção pelo Zika Vírus, sendo o primeiro a ter uma associação entre o vírus e a microcefalia, que é caracterizada como uma má formação congênita onde não há o desenvolvimento normal do cérebro, sendo classificada em congênita e pós-natal. Esta associação ocorre através de uma infecção intrauterina. O principal objetivo do artigo é sintetizar e integrar o conhecimento sobre o vírus Zika e a microcefalia, avaliando o impacto da doença sobre a vida do paciente, visando a melhoria na qualidade de vida. Para elaboração do artigo, utilizou-se de uma revisão integrativa, onde foram resumidos os dados encontrados na literatura para avaliar as proporções e dificuldades encontradas no estudo da doença. A pesquisa de dados foi realizada em bases eletrônicas e avaliada por meio do critério de inclusão da integralidade dos artigos. No Brasil segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde − Ministério da Saúde na SE 27 do ano de 2016 foram registrados 174.003 casos prováveis de febre pelo vírus Zika dos quais 78.421 foram confirmados, com incidência de 85,1 casos/100 milhab, distribuídos em 2.251 municípios. Quanto às gestantes, foram registrados 14.739 casos prováveis, sendo 6.903 confirmados por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial. Na Secretaria de Saúde do Estado do Ceará até 31 de agosto de 2016 foram notificados 336 casos de microcefalia e alterações no sistema nervoso central (SNC), destes, 85 foram confirmados, 149 descartados e 102 estão em investigação. Diante do desafio de se enfrentar uma doença ainda pouco conhecida e com poucos recursos diagnósticos, cabem algumas propostas, entre elas: fortalecer o SUS e o sistema complexo de vigilância epidemiológica para detecção de casos suspeitos. É necessário investir de forma arrojada no controle de vetores, na formação de profissionais de saúde e na participação da comunidade no enfrentamento da epidemia; utilizar com rigor técnico os larvicidas e inseticidas conhecidos, além de substâncias alternativas que obtiverem prévia avaliação da ANVISA. Finalmente, é importante ressaltar a necessidade de melhorar o controle vetorial do mosquito no país, afim de minimizar os impactos causados, além da atenção em relação ao impacto familiar causado pela microcefalia. Palavras-chave: Microcefalia. Zika vírus. Gestante