Aulas de História

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DEUS, GLÓ[email protected] E OURO
A expansão marítimomarítimocomercial compreende o
período das grandes
viagens empreendidas
pelos países europeus nos
séculos XV e XVI em busca
de riquezas alémalém-mar.
Inseridas no contexto do
desenvolvimento do
mercantilismo, elas
resultaram numa
importante revolução
comercial e na formação
de vastos impérios
coloniais..
coloniais
A principal motivação das grandes navegações
foi a necessidade de quebrar o monopólio
árabe--italiano no comércio de especiarias
árabe
especiarias.. Até
então, os mercadores de cidades como Gênova
e Veneza controlavam a entrada de todos os
produtos vindos do Oriente. Era preciso
encontrar outra rota que evitasse o mar
Mediterrâneo. Além disso, a Europa vivia um
momento de esgotamento das minas de metais
preciosos, o que bloqueava o comércio e
provocava uma verdadeira sede de ouro.
Principais rotas do comércio europeu no século XIII
Mas, para empreender tamanha
aventura, era necessário mais que
vontade. Apenas um Estado
centralizado e forte poderia juntar
os recursos indispensáveis e
comandar com sucesso projetos a
tão longo prazo. Além disso, era
fundamental ter a tecnologia
apropriada: navios, mapas,
instrumentos de navegação etc. Os
dois países que primeiro reuniram
essas características foram
Portugal e Espanha.
Esquadra de Cabral
[email protected] [email protected] PENÍ[email protected] IBÉ[email protected]
[email protected]ÃO [email protected]
Com a unificação como monarquia nacional
desde 1385, quando João I venceu a disputa
com o reino de Castela e assumiu o trono do
país na Revolução de Avis
Avis,, Portugal foi a
primeira nação européia a lançarlançar-se ao
oceano Atlântico. Além do governo forte,
outros fatores que explicam a primazia
portuguesa são a posição geográfica
favorável, a situação de paz interna (ao
contrário da França e da Inglaterra,
envolvidas na Guerra dos Cem Anos), a
determinação de disseminar a fé cristã e a
avançada náutica, cujos estudos - que
resultaram na invenção da caravela - se
concentravam na célebre Escola de
Sagres.
Lisboa no século XVI
A conquista de Ceuta, na costa do Marrocos, marcou o início da
expansão ultramarina portuguesa, em 1415. O segundo grande passo
foi dado pelo navegador Bartolomeu Dias,
Dias, que, em 1488, contornou o
cabo da Boa Esperança (batizado primeiramente de cabo das
Tormentas). Dez anos depois, Vasco da Gama chegou à Índia. Em
1500, a expedição de Pedro Álvares Cabral aportou no Brasil.
Os portugueses criaram
diversos pontos de
comércio nos locais em
que paravam. Com isso,
puderam criar seu
império marítimomarítimocomercial, que, a
princípio, só tinha
objetivos de exploração,
não de povoamento.
Porto de Lisboa, em gravura de
Theodore de Bry
[email protected]
Fundada pelo infante D. Henrique, em 1417, a
mítica "Escola de Sagres" era, na verdade, um
local de reunião de navegantes e cientistas onde,
reunindo a prática e a ciência, se desenvolveram
novos métodos de navegar, desenharam cartas
marítimas e adaptaram navios. Segundo cronistas
da época, largavam todos os anos dois ou três
navios para exploração.
Castelo em Guimarães
@S [email protected]@ÇÕES [email protected]
[email protected]ÃO [email protected]@
Ocupados com a
unificação dos reinos
locais de Aragão e
Castela, que ocorreu
em 1469, e com a
expulsão dos árabes,
na Guerra da
Reconquista, que só
se concluiria em
1492, os espanhóis
começaram sua
expansão marítima
um pouco mais
tarde.
Em 1492, os reis Fernando de Aragão e Isabel de
Castela aprovaram o audacioso plano de
Cristóvão Colombo de chegar ao Oriente indo
rumo ao Ocidente. No meio do caminho, no
entanto, o navegador deparou com a ilha de
Guanaani,, atualmente parte das Bahamas. Mais
Guanaani
tarde, o episódio ficaria conhecido como o
descobrimento da América.
Porém, até então, pensavapensava-se que as terras faziam
parte da Ásia. Sendo assim, Portugal reivindicou
direitos sobre as áreas descobertas, e, em 1494,
as duas potências assinaram o Tratado de
Tordesilhas, dividindo entre si as terras já
conhecidas e as que ainda seriam descobertas por
meio de uma linha imaginária localizada a 370
léguas do arquipélago de Cabo Verde.
Verde.
Somente nos primeiros anos do século seguinte a existência do novo
continente seria confirmada, pelo navegador florentino a serviço da
Espanha Américo Vespúcio,
Vespúcio, em cuja homenagem se escolheu o nome
América.
Além de resultar na formação de enormes impérios coloniais,
principalmente na América, a descoberta de novas terras e rotas
comerciais provocou alterações profundas na sociedade européia. O
Velho Mundo se tornou o centro e o principal beneficiado de um
comércio mundial que interligava quatro continentes. Por causa disso, a
diversificação dos produtos e o aumento dos valores negociados
proporcionaram um enriquecimento maciço das burguesias. Essas
mudanças, conhecidas como Revolução Comercial, estabeleceriam as
condições financeiras necessárias para uma transformação ainda maior:
a Revolução Industrial.
Os impérios coloniais europeus
O “[email protected] DE @DÃO”
Por todo o século XV Portugal e
Espanha disputam as novas terras.
Roma intervém com dúzias de bulas
papais, confusas, contraditórias e
até adulteradas, sempre excluindo
outros países da partilha. Após a
viagem de Colombo, a magnitude
dos interesses em jogo leva à
Capitulação da Partição do Mar ou
Tratado de Tordesilhas (1494): o
mundo é dividido “de pólo a pólo
pólo””
por um meridiano a 370 léguas das
Ilhas de Cabo Verde: as terras a leste
ficam com Lisboa, a oeste com
Madri
A ratificação pontifícia deste
tratado só veio a ocorrer em
1506, ano da morte de
Colombo, pelo Papa Júlio II.
O Tratado de Tordesilhas
impediu um conflito entre as
duas nações ibéricas mas seria
duramente contestado pelas
demais nações européias
européias...
...
“Gostaria que os espanhóis e
os portugueses mostrassem
onde está o testamento de
Adão que dividiu o mundo
apenas entre os reinos
ibéricos.”
ibéricos
.” (Francisco I, rei da
França)
Cópia do Tratado de Tordesilhas
O custo humano das grande navegações foi
sintetizado no poema de Fernando Pessoa, Mar
Portuguez
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Áudio: Mar Portuguez, André Luiz Oliveira
Em R_sumo...
Monopólio da rota
mediterrânea das especiarias
pelas cidades italianas
Formação dos Estados centralizados
Interesses da burguesia
Esgotamento das minas de
metais preciosos (ouro e prata)
no continente europeu
Espírito cruzadista –
evangelização dos “bárbaros”
Desenvolvimento de novas
tecnologias náuticas
MERCANTILISMO
EXPANSÃO MARÍTIMA [séc. XV - XVI]
Conquista e colonização da América – Montagem do Sistema Colonial
Deslocamento do eixo comercial do Mediterrâneo para o Atlântico
Fortalecimento dos Estados europeus – Enriquecimento da burguesia
Aumento da escravidão – Tráfico de escravos africanos
Destruição de povos e culturas – Evangelização, Europeização
Início da “globalização”
Interesses dos grupos sociais e da Coroa na Expansão
Burguesia
Nobreza
+ Novos mercados e fontes de
matérias--primas
matérias
+ ApoderarApoderar-se de novas terras e
cargos
Clero
Camadas populares
+ Expandir a fé cristã [espírito
de Cruzada]
+ Melhores condições de vida
[marinheiros, colonos]
Coroa
+ Resolver problemas econômicos [falta de cereais e de metais
preciosos]
+ Combater e converter os muçulmanos à religião cristã [“serviço de
Deus”]
+ Reforçar o prestígio do reino
As Condições do Pioneirismo Português
No início do século XV, as condições para que se desse início à
Expansão estavam reunidas apenas em Portugal. Vejamos:
Portugal atravessava um período de paz desde 1411.
Possui uma longa costa atlântica e bons portos naturais
o que, aliado à proximidade do Mediterrâneo, possibilitou
a existência de marinheiros experientes.
A presença de outras culturas na Península, sobretudo a
muçulmana, permitiu o domínio da navegação astronômica,
possível através de conhecimentos de astronomia e cálculo
matemático, assim como do contacto com diversos
instrumentos náuticos (a bússola, o astrolábio, o quadrante).
O avanço da construção naval portuguesa, que pode
exemplificar--se com o aperfeiçoamento do principal navio
exemplificar
das Descobertas: a Caravela.
Estado centralizado (segunda metade do século XIV)
“Dia-a-dia os traficantes estão raptando nosso povo –
crianças deste país, filhos de nobres e vassalos, até mesmo pessoas
de nossa própria família. (...) Essa forma de corrupção e vício está tão
difundida que nossa terra acha-se completamente despovoada. (...) Neste nosso
reino, só precisamos de padres e professores, nada de mercadorias, a menos que
sejam vinho e farinha para a Missa. (...) É nosso desejo que este reino não seja um
lugar de tráfico ou transporte de escravos.”
(Carta de Affonso I, Manikongo [governante do reino do Congo, 1526] ao rei de Portugal, em Adam Hochschild,
O fantasma do rei Leopoldo.)
As esperanças do Manikongo foram frustradas, pois a presença portuguesa na
África, no século XVI, estava subordinada aos princípios
a) liberais.
b) imperialistas.
c) mercantilistas.
d) socialistas.
e) fisiocratas.
“O tempo das descobertas foi, ainda, o tempo de Lutero,
Calvino, Erasmo, Thomas Morus, Maquiavel, ... Leonardo da Vinci,
Michelangelo, Van Eyek, da Companhia de Jesus…”
(Adauto Novaes, Experiência e destino.)
O período e os nomes citados no texto correspondem a:
a) cultura do Renascimento científico e artístico italiano, política Iluminista e
Humanista e Contra-Reforma religiosa.
b) cultura Iluminista e Renascentista, política do Absolutismo Real e Reforma
Presbiteriana.
c) cultura do Renascimento e Humanismo, política Absolutista, Reforma e ContraReforma.
d) cultura do Renascimento e do Iluminismo, reformas da política Absolutista e
difusão do paganismo.
e) cultura do Renascimento artístico e científico, Despotismo Esclarecido e
políticas de liberdade religiosa.
No expansionismo europeu dos séculos XVI e XVIII,
Mercantilismo e Absolutismo devem ser vistos como ingredientes
básicos, tendo em vista que.
a) A aliança do Estado com a burguesia comercial tornou possível a concentração
dos recursos necessários à realização das empresas marítimas.
b) A formação dos Estados Nacionais na Europa se completara no século XV com o
apoio da nobreza enriquecida com as navegações.
c) As descobertas marítimas foram, em sua maioria, financiadas por nobres
feudais enriquecidos com os lucros das Cruzadas.
d) Os planos de navegação e descobertas de novos territórios eram sempre de
propriedade do rei.
e) O fechamento do Mediterrâneo à navegação européia obrigou os navios
irlandeses e holandeses a se aventurarem rumo ao Atlântico.
"Gostaria de ver o testamento de Adão para saber de
que forma este dividira o mundo". (Francisco I, rei da França, em 1540)
O famoso “Testamento de Adão”, ao qual o soberano francês se referia para
reivindicar para o seu país a participação no processo expansionista ultramarino
europeu, tem origem:
a) na superioridade da marinha francesa, no século dezesseis, sobre a frota naval
dos países atlânticos da Europa.
b) na concessão feita, pelo Papa Alexandre VI, de terras na África e na Ásia para a
exploração da Espanha.
c) na assinatura do Tratado de Tordesilhas, entre Portugal e Espanha, que “dividia”
o mundo entre os países da Península Ibérica.
d) na participação da França, junto aos demais países católicos europeus, na
expulsão dos muçulmanos da bacia do Mediterrâneo, na época das Cruzadas.
e) na existência de um pretenso documento que dava às nações da Europa o
direito de dominar e explorar as áreas subdesenvolvidas da África e da América.
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