Biografia de Alfredo Volpi

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Alfredo Volpi: o Pintor das Bandeirinhas!
O pintor em 1985, três anos antes de sua morte
(imagem: Ivani Stein / Folha Imagem)
Alfredo Volpi nasceu em Lucca, Itália, a 14 de abril de 1896. Em 1897,
a família Volpi emigra para São Paulo e se estabelece na região do
Ipiranga, com um pequeno comércio. Destino comum aos filhos de
imigrantes italianos, Volpi inicia-se em trabalhos artesanais e, em
1911, torna-se pintor decorador. Talvez daí decorra o gosto pelo
trabalho contínuo e gradual da sua linguagem estética, próprio da
valorização de um “saber fazer”.
Até os anos 30, Volpi elabora sua técnica e, principalmente, a partir
da década de 1930, emerge um trabalho mais consciente, utilizandose das cores para a construção de um equilíbrio muito próprio. Por
esses tempos, Volpi aproxima-se de artistas como Fúlvio Pennachi e
Francisco Rebolo Gonsales, integrando o Grupo Santa Helena. A
denominação do grupo, e a inserção de Volpi nele, é oriunda mais de
uma proximidade física dos pintores (que pintavam em uma sala do
Edifício Santa Helena) e da sua origem comum do que de uma
identificação estética. Volpi destoava do grupo especialmente por
não ser um pintor conservador.
Em 1938, Volpi conhece o pintor italiano Ernesto de Fiori. O
encontro seria muito frutífero para ambos, e se deu numa época
muito oportuna para Volpi, que enveredava para um caminho de
maior liberdade estética.
Um acontecimento fundamental para a evolução de Volpi foi a sua
“estada” em Itanhaém, entre 1939 e 1941. Sua esposa teve problemas
de saúde e mudou-se para o litoral, a fim de se tratar.
O artista a acompanhou, retornando a São Paulo apenas nos finais
de semana, em que procurava vender suas obras. A gravidade da
doença de Judite Volpi envolveu o artista em questionamentos que o
fizeram rever sua obra e suas concepções, liberando um potencial
criativo latente, ao qual Volpi finalmente conseguiria dar vazão. A
tensão própria de situações-limite possibilitou para Volpi uma
liberdade gestual que imprimiria uma nova dinâmica à sua obra. A
série de marinhas que Volpi pinta a partir dessa época evidenciam
uma obra muito própria que se desenvolveria gradualmente até
atingir um ápice abstrato em que as composições eram
compreendidas em termos de cores, linhas e formas.
Cabe ressaltar que Volpi recusava teorizações estéreis, mas estava
sempre muito bem informado das correntes artísticas do seu tempo,
embora não se filiasse explicitamente a nenhuma delas, já que sua
trajetória era extremamente pessoal. Esse é um dos pontos que
fazem dele um grande pintor: Volpi é moderno e atual sem se
importar com rótulos artificiais. A diferença é que ele não precisava
ser moderno ou popular; simplesmente era.
Era um pintor original, inventivo, que criou a sua própria
linguagem. Suas famosas "bandeirinhas" remetem a uma leitura
figurativa e seu abstracionismo geométrico fica evidente nas
fachadas e na série de bandeiras e mastros de festas juninas.
Temporada de festas juninas.Elas são uma homenagem ao interior
do país e aos santos da Igreja Católica: São João, São Pedro e Santo
Antônio. O pintor ítalo-brasileiro Alfredo Volpi ficava tão encantado
com as bandeirinhas das festas juninas que as desenhava em muitos
dos seus quadros, seja diante de um casarão ou até mesmo no
mastro de um barco. E para você qual é o símbolo máximo da festa
junina? Nossos escritores e desenhistas expõem suas visões e
impressões sobre essa festa: "A festa junina é uma festa que se
comemora todo ano no mês de junho. Nesse mês, as pessoas se
divertem: comem. bebem e dançam com muita alegria. Na festa
junina há comidas, bebidas e caldos. Os vestidos, usados pelas
dançarinas das quadrilhas são muito bem feitos e alegram a noite de
São João[ ...] ( Marina Lombardi) "Normalmente elas acontecem no
mês de junho por isso têm esse nome. Nessas festas acontecem
danças típicas do interior, fogueira, muitas bandeirinhas e muitas
brincadeiras."( Yan Henrique)
Alfredo Volpi
Fachada com Mastro
Releitura de Obra Por Alunos do Ensino Fundamental
Grande fachada festiva
FESTA DE SÃO JOÃO. (Década
de 40).
COMPOSIÇÃO, 1976
BANDEIRINHAS GEOMÉTRICAS.
(Fim da década de 50).
CASARIO,1952
http://tiafabiolasonhomeu.blogspot.com/2009/07/alfredo-volpi-opintor-das-bandeirinhas.html
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