Diapositivo 1

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Perdiz – Vermelha ou
Perdiz – Comum
Nome científico: Alectoris rufa
Espécie cinegética
Ave sedentária
Característica dominante:
Bico e patas de cor vermelho
Distribuição
Distribuição
Perdiz Vermelha
Perdiz grega
Perdiz Chukar
Híbridos
Habitat e locais onde vive e
se encontra
Áreas com culturas cerealíferas, intercalados com zonas de mato e
incultos, sem vegetação muito densa e abundante, mais conhecido
por mosaico.
Também se pode encontrar em vinhas.
Alimentação
Insectívora no primeiro mês de vida.
Herbívora, com produtos de origem quase só vegetal ( folhas,
rebentos, flores, raízes de plantas, bagas, etc. );
Granívora, composta essencialmente com grãos de trigo, cevada e
aveia.
Comportamento e
Reprodução
Acasalamento:
Janeiro / Fevereiro – Sul do País
Fevereiro / Março – Norte do País
Postura de ovos:
Março / Abril - Sul do País
Abril / Maio – Norte do País
OBS: Depende muito das condições atmosféricas
Comportamento e
Reprodução (continuação)
Ninhos
São feitos no solo, em pequenas depressões, junto a tufos de ervas,
linhas de água e caminhos
Número de ovos por ninhada variável ( 8 / 23 ) / Média: 12 ovos.
Número de ninhadas: 1 a 2 por ano, sendo a 2.ª ninhada incubada
pelo macho geralmente.
Em condições normais, em dez ninhadas só ,aproximadamente 50
perdigotos chegam ao estado adulto ( 5 animais por ninhada ),
morrendo , em média 7 animais por ninhada.
Comportamento e
Reprodução (continuação)
Incubação:
Inicia-se com a postura do último ovo e dura cerca de 23 dias
Desenvolvimento
Embrionário da
Perdiz
Desenvolvimento de Órgãos
Internos (1 a 5 Dias)
1º Dia
Desenvolvimento do Blastodermo
que apresenta uma área interna
transparente e outra externa opaca.
2º Dia
Inicia-se o seu desenvolvimento no
sistema nervoso.
3º Dia
Proliferação dos vasos sanguíneos
sobre a gema, começa a bater o
coração. Observam-se três vesículas no
cérebro. Inicia-se a formação dos
amnios.
4º Dia
Começam a desenvolver-se
vestígios do nariz , asas e patas.
5º Dia
Inicia-se a formação do que será a
língua. Vem-se os olhos como um ponto
pequeno.
Desenvolvimento de Órgãos
Externos (5 a 15 Dias)
6º Dia
O embrião que cresceu
notavelmente, tem forma de “C”.
7º Dia
Começam os movimentos do embrião,
os olhos estão proeminentes e
distinguem-se das asas e das patas,
começa a formação do bico e do
“diamante”.
8º Dia
Desenvolvem-se vestígios dos dedos. O
abdómen cresce mais em tamanho, o
cérebro faz-se mais pequeno para ser
incluído no crânio.
9º Dia
O colo alarga-se e vê-se a separação
entre a cabeça e o tórax.
10º Dia
O embrião começa a parecer-se a uma
ave. Aparece a abertura da boca.
11º Dia
O bico, já formado, endurece-se. Vêmse poros na pele. Os dedos estão
separados.
12º Dia
O embrião aumenta de peso e funde-se
à gema que começa a encolher-se.
13º Dia
Começa a aparecer o pulmão. Nota-se o
orifício do ouvido.
14º Dia
Formam-se as unhas e as escamas da
pele das patas. Maior crescimento das
penas.
15º Dia
O corpo está coberto de penas na sua
totalidade.
Desenvolvimento do
embrião (16 a 23 Dias)
16º Dia
O embrião roda a cabeça vazia ao pólo
do ovo onde está a câmara de ar .
17º Dia
A cabeça do embrião está debaixo da
asa direita. O intestino delgado entra no
abdómen.
18º Dia
Desaparece a clara e a gema fica como
único alimento. Endurece-se o bico e as
unhas.
19º Dia
Observam-se os uratos e os alantoides.
O bico aponta para a câmara de ar.
20º Dia
Falta absorver, pelo o umbigo, parte da
gema.
21º Dia
O bico entra na câmara de ar e começa
a respiração pulmonar.
22º Dia
O embrião ocupa todo o ovo, começa a
picar a casca e iniciam-se os
nascimentos.
23º Dia
Nascimento.
Comportamento e
Reprodução (continuação)
Eclosão :
Maio / Junho
1ª quinzena de Junho, no Sul do
País
2º quinzena de Junho, no Norte do País
Os perdigotos abandonam de imediato o ninho,
após a eclosão e acompanham os pais, por isso
se chama uma espécie nidífuga.
A partir da eclosão dos ovos ( Maio / Junho ), no
Verão as perdizes passam a viver em bandos,
até á próxima época de acasalamento, em
Janeiro do ano seguinte. Altura em que voltam a
viver em casais.
Diferenciação de Sexo
Observação na Natureza
Mesmo com a ajuda de binóculo é difícil
diferenciar os indivíduos isolados ou em
grupo, a não ser na época do
acasalamento -fase de casal -em que se
nota o maior porte do macho.
observação do Animal em mão
(morto ou vivo)
Diferenciação de Sexo
Observação na Natureza
Em principio a existência de Esporão
identificará o macho, podendo, no
entanto, aparecerem fêmeas velhas
com esporão.
Os machos têm a base do esporão
larga e extremidade arredondada. Os
tarsos são compridos e grossos.
As fêmeas quando apresentam
esporão, é mais estreito na base e
pontiagudo na extremidade. Os
tarsos são mais curtos e delgados
que os dos machos.
Diferenciação de Sexo
(continuação)
O peso e tamanho do animal são também indicativos do sexo.
Normalmente o macho é maior e mais pesado do que a fêmea e
possui uma cabeça mais volumosa. Em média um macho pesa
483 gr e uma fêmea 395gr.
Determinação da idade
Observação na Natureza
Os jovens podem distinguir-se dos adultos até à idade de
cerca de 3 meses, não só porque o seu tamanho é menor,
mas também porque andam sempre acompanhados por
animais adultos.
Observação em mão (vivo ou morto)
Pode determinar-se a idade da perdiz através do
desenvolvimento da plumagem das asas.
Determinação da idade
(continuação)
A partir de 1 mês de idade, os perdigotos começam a
dar as reminges primárias. Este facto, que ocorre no
início do Verão, prolongando-se até Outubro/ Novembro.
Nos indivíduos juvenis, a muda das penas faz-se do nº1
até à nº8 (fig.1) enquanto que nas aves com mais de um
ano as penas são todas substituídas da nº1 à nº10 (fig.
1).
Determinação da idade
(continuação)
Com base nas características da muda das remiges primárias e
no aspecto das penas podemos definir as duas classes de
idade - juvenil e adulto - do seguinte modo:
Juvenil - Individuo com menos de um ano cujas remiges
primárias nº9 e 10 não estejam em muda (fig. 2) e cujas
extremidades apresentam um aspecto aguçado (fig. 3).
Estas remiges podem por vezes apresentar uma pinta creme na
extremidade.
Determinação da idade
(continuação)
Determinação da idade
(continuação)
Adulto - Individuo com mais de um ano cujas remiges 9 e/ou 10
estejam em muda ou mudados (fig. 4). As extremidades destas
penas têm um aspecto arredondado (fig. 5) e nunca apresentam
uma pinta creme.
PERÍODO VENATÓRIO
Outubro a Dezembro.
Processos, Meios e
Instrumentos de Caça
Meios e Instrumentos de Caça
Processos
de caça
Armas
de
Fogo *
Arco e
Besta **
Pau
Cavalo
Aves de
Presa***
Cães de
Caça
Salto
Sim
Sim
Sim
Não
Não
Sim
(Só em zonas
de caça)
Sim
Sim
Não
Não
Não
Sim
Cetraria
Não
Não
Não
Sim
sim
Sim
Batida
* Só caçadeiras por ser uma espécie de caça menor
- Cartuchos carregados com chumbo numero 6 e 7.
** Virotões e flechas com ponta de impacto.
*** Só podem ser soltas 2 aves de presa por cada peça de caça.
Cães de caça
Process
os de
caça
Cães de Caça
Salto
2 cães por caçador
Batida
Sem cães de caça
Cetraria
2 cães por caçador
Nº Limite
Raças mais indicadas e utilizadas:
Perdigueiro Português ou Perdigueiro Nacional – Raça
Portuguesa
Pointer, Braco Alemão, Epagneul Breton, Seter, etc. – Raças
Estrangeiras
NÚMERO DE EXEMPLARES
PERMITIDO ABATER POR DIA E
POR CAÇADOR
Actualmente são 3 perdizes por dia e por caçador.
-Nas áreas ordenadas de caça ( Zonas de Caça ) e para o nível da
população ser mantido e melhorado não se deve abater, anualmente,
mais de 50 % do efectivo existente.
Dias de Caça
É permitido caçar ás perdizes ás Quintas – Feiras, Domingos e
Feriados Nacionais obrigatórios, excluindo o dia de Natal e ainda as
seguintes excepções:
-Nos concelhos em que todos os terrenos estejam ordenados, o exercício
de caça pode ser praticado nos dias previstos nos respectivos P. A. E.s
das Zonas de caça;
-Nas Zonas de Caça Turística em que é permitida em qualquer dia da
semana nos termos dos respectivos P. A. E.s;
-Nos terrenos cinegéticos não ordenados e nos processos de caça sem
armas de fogo ( processo de cetraria ), bem como quando se utiliza Arco
e Besta, os dias de caça são á Quarta – Feira e Sábado, não coincidentes
com dias de feriado nacional obrigatório.
-Nos dias em que se realizem eleições ou referendos, quer sejam
nacionais, quer sejam municipais e ou locais.
Especulações sobre economia
Cinegética
PERDIZ VERMELHA
•Áreas potenciais
Área cerealífera ……………………………………………….4 214 000 ha
Montado com cultura arvense …………………………………110 300 ha
Incultos …………………………………………………..……… 470 000 ha
Vinhas …………………………………………...…….…………337 000 ha
Olivais …………………………………………………….………546 000 ha
TOTAL ………………………………..………………………. 6 670 000 ha
Densidade e população potenciais
Considerando valores da ordem das 0,5 a 2 perdizes/ha há uma população potencial anual de 3,4 a 13,3 milhões de
perdizes.
Especulações sobre economia
Cinegética (continuação)
Possibilidades cinegéticas
Abate anual de aproximadamente 50% da população total, que corresponde a uma produção
de 1,70 a 6,65 milhões de perdizes/ano.
O valor da carne destas perdizes, tendo em conta que cada perdiz morta vale actualmente no
mercado nacional cerca de 2000$00, é da ordem dos 3,4 a 13,3 milhões de contos.
Especulações sobre economia
Cinegética (continuação)
Valor cinegético
Se 10% das possibilidades cinegéticas anuais de perdizes forem
reservadas para turistas, o seu valor é acrescido de mais 2000$00/peça, a
que corresponde um valor acrescentado da ordem dos 340 mil a 1,3
milhões de contos.
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