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ABSORÇÃO ATIVA DE SILÍCIO AFETA ALGUNS COMPONENTES DE
RESISTÊNCIA DO ARROZ A MANCHA PARDA
Leandro José Dallagnol (Bolsista CNPq); Mateus Vilas Boas Mielli (Estagiário voluntário);
Fabricio de Avila Rodrigues (Orientador).
A mancha parda do arroz, causada pelo fungo Bipolaris oryzae, é uma das doenças mais
destrutivas da cultura, sendo favorecida em condições de desequilíbrio nutricional. Uma
medida de controle é a utilização de silício (Si). Neste estudo, foi avaliado o efeito da
absorção ativa de Si sobre alguns componentes de resistência do arroz a mancha parda.
Plantas da cultivar japônica Oochikara e do mutante lsi1 (deficiente na absorção ativa de
Si) foram crescidas em solução nutritiva contendo 0 (-Si) e 2 (+Si) mmol Si L-1 de solução
nutritiva. A inoculação das plantas ocorreu aos 35 dias de idade com uma suspensão de
conídios de 3 x 105 conídios mL-1. Foi avaliado o período de incubação (PI), a eficiência
relativa de infecção (ERI), a taxa de expansão da lesão (r), o tamanho final da lesão (TFL),
a área abaixo da curva do progresso da expansão da lesão (AACPEL), a severidade final, a
área abaixo da curva do progresso da mancha parda (AACPMP) e o teor foliar de Si. O teor
foliar de Si foi de 3 e 8% na cv. Oochikara e 1 e 4% no mutante lsi1, respectivamente, nos
tratamentos -Si e +Si. O PI foi de 18 e 21 h nas plantas do mutante lsi1 e de 19 e 25 h na
cv. Oochikara, respectivamente, nos tratamentos -Si e +Si. Na presença de Si, houve uma
redução de 65 e 40% na ERI; 36 e 21% no r; 33 e 12% na TFL; 35 e 12% na AACPEL; 70
e 47% na severidade final e 75 e 50% AACPMP em plantas da cv. Oochikara e no mutante
lsi1, respectivamente. Os resultados deste estudo demonstram pela primeira vez a
importância da absorção ativa de Si pelo arroz para o aumento na resistência à mancha
parda.
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AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA DE FEIJÃO-CAUPI (Vigna unguiculata (L.)
Walp.) À FERRUGEM ASIÁTICA POR Phakopsora pachyrhizi Sydow & P.Sydow.
Michelle Bayerl Fernandes (Bolsista PIBIC/CNPq); Sergio Herminio Brommonschenkel
(Orientador); Sonia Regina Nogueira (Estudante de PG)
P. pachyrhizi (PP), agente etiológico da ferrugem asiática da soja, é um patógeno biotrófico
que depende de plantas vivas para se multiplicar e sobreviver. Os hospedeiros alternativos
funcionam como uma “ponte verde” permitindo a sobrevivência do patógeno entre períodos
de cultivos. Todavia, não existe um estudo detalhado de diferentes genótipos de plantas
hospedeiras ao patógeno e a maioria dos relatos de planta hospedeira existentes na literatura
possivelmente refere-se à P. Meibomiae. Desta forma, o objetivo do trabalho foi
caracterizar a reação de 55 genótipos de feijão caupi, relatado como hospedeiro de PP, ao
isolado PPUFV-01. A caracterização da reação foi feita visualmente e por microscopia de
luz, sendo caracterizados 5 tipos de reação: 1- ausência de sintomas; 2– pequenas
pontuações necróticas; 3- lesões necróticas sem urédias; 4- lesões necróticas com a
presença de urédias não-esporulantes e 5- lesões necróticas com urédias esporulantes.
Somente na reação tipo 5 foi percebida a abertura das urédias e a liberação dos
uredósporos, similar ao que acontece em soja. As lesões foram predominantemente
observadas nas folhas cotiledonares e, em alguns genótipos, nos trifólios. A reação de
imunidade (1) foi identificada em 7 genótipos, 17 genótipos apresentaram a reação 2, 22
genótipos apresentaram a reação 3, 7 a reação 4 e somente 2 genótipos (Vu 30 e Vu 32)
apresentaram a reação 5. O feijão caupi é hospedeiro de P.pachyrhizi no entanto não se
identificou nenhum genótipo de caupi com grau de suscetibilidade similar ao da soja.
(PIBIC/CNPq)
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AVALIAÇÃO DE FORMULAÇÕES PARA VEICULAÇÃO DOS ISOLADOS
FÚNGICOS DA PODRIDÃO BRANCA.
Cecilia Ladeira Lopes Costa (Bolsista IC /projeto); Acelino Couto Alfenas (Orientador);
Rafael César Silveira de Faria (Estagiário voluntário)
Após o corte raso das florestas de eucalipto, os tocos remanescentes constituem obstáculos
à mecanização e a destoca mecânica é de alto custo financeiro e ambiental. A degradação
natural de cepas e raízes é lenta, permanecendo praticamente inalterado por vários anos.
Assim, o emprego de fungos degradadores pode constituir uma alternativa para acelerar a
biodegradação. Este trabalho objetivou determinar a melhor formulação para a produção de
inóculo por meio de comparação da eficiência de degradação de cavacos de eucalipto por
seis isolados de podridão branca (BOB1, GAN, J5, LIB8 , GAN e Phanerochaete
chrysosporium ). As culturas foram repicadas para placas de Petri contendo meio BDA e
após 10 dias de incubação a 25ºC no escuro, discos de micélio de 7 mm de diâmetro foram
transferidos para Erlenmeyers contendo meio extrato de malte (2%) - glicose (1%) e
incubados por 10 dias nas mesmas condições anteriores. A mistura de micélio e meio
líquido foi assepticamente transferida para pacotes contendo as formulações: turfa; turfa +
glicose; serragem; serragem + glicose e serragem + farelo de arroz, previamente
esterilizados com raios gama. O conteúdo dos pacotes foi homogeneizado e mantidos a 25
ºC por 30 dias. Em seguida, uma amostra de 20g da formulação colonizada com os isolados
foi depositada em potes contendo 20 g de cavacos previamente esterilizados e mantidos em
câmara de crescimento a 26 ºC sob fotoperíodo de 12 h. Após oito semanas, os cavacos
foram secos a 60 ºC por 48h e pesados para determinar a perda de matéria seca. As médias
foram comparadas pelo teste de Tukey (p≤0,05). Os resultados indicaram que todos os
isolados apresentaram maior perda de matéria seca com a formulação veiculada com turfa
sendo os isolados BSB, LIB8, J5 e PC os mais eficientes com redução em torno de 17% de
matéria
seca.
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AVALIAÇÃO DO PROGRESSO DA FERRUGEM ASIÁTICA DA SOJA
(Phakopsora pachyrhizi) NUM EXPERIMENTO DE CONTROLE QUÍMICO.
Thiago Alves Ferreira (Estagiário voluntário); Wilker Nunes Medeiros (Estagiário
voluntário); Jéssica Schmidt (Pós-graduando DS); Francisco Xavier Ribeiro do Vale
(Orientador).
Nos últimos anos a ferrugem (Phakopsora pachyrizi) disseminou-se por ampla área de
plantio de soja, se tornando a mais importante doença da cultura. Para um controle eficiente
é indispensável conhecer a epidemiologia da doença. O presente trabalho objetivou
caracterizar o progresso da doença, a partir de diferentes tratamentos com e sem fungicida.
Dois experimentos foram conduzidos em Viçosa, Minas Gerais, considerando-se duas
diferentes épocas de plantio, utilizando-se as variedades ‘Conquista’ e ‘Vencedora’. As
parcelas experimentais foram constituídas de 10 sulcos de plantio, sendo um de bordadura,
distanciados 0,50m, com 5m de comprimento cada e 2m entre parcelas. O experimento,
constituído de oito tratamentos e três repetições, 24 parcelas, em delineamento em blocos
casualizados. O gradiente de doença foi obtido por meio de pulverização com o fungicida
tebuconazole aos 30; 60; 90; 30 e 60; 30 e 90; 60 e 90; 30 60 e 90 dias após a emergência
(DAE) e a testemunha sem aplicação. A severidade foi avaliada semanalmente a partir de
20 dias do plantio, sendo estimada visualmente com o auxílio de escala diagramática
descrita por Canteri & Godoy (2003) e a análise estatística por diferença de médias pelo
teste de Tukey (5%) com o software STATISTICA 6.0. Nos dois experimentos, a
testemunha apresentou os maiores valores de severidade (96 e 68,4 % para os experimentos
1 e 2, respectivamente) e os diferentes tratamentos reduziram significativamente a
porcentagem de área foliar lesionada, 83,93 e 64,6 % no tratamento com três
pulverizações. A área abaixo da curva de progresso da doença diferenciou estatisticamente
os tratamentos, sendo que nos dois experimentos foi obtida maior área no tratamento sem
controle da doença (1732,6 e 861,7) e menor área no tratamento com três pulverizações
(132,3 e 37,9), sendo que os tratamentos melhores foram o 3, 6, 7 e 8. (CNPq)
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BINÔMIO TEMPERATURA-TEMPO PARA ERRADICAÇÃO DE Quambalaria
eucalypti
Patricia Da Silva Machado (Bolsista IC /projeto); Acelino Couto Alfenas (Orientador);
Eraclides Maria Ferreira (Bolsista CNPq/PG); Daniel Henrique Breda Binoti (Bolsista
PIBIC/CNPq)
Binômio Temperatura-tempo para erradicação de Quambalaria eucalypti. Eraclides Maria
Ferreira (Doutoranda em Fitopatologia); Daniel Henrique Breda Binoti (Bolsista IC);
Acelino Couto Alfenas (Orientador). Em todas as fases de propagação clonal de eucalipto,
as condições ambientais favorecem a multiplicação e disseminação de patógenos.
Quambalaria eucalypti incide principalmente em minicepas de eucalipto podendo causar
manchas foliares e anelamento de hastes. Uma das formas de disseminação do patógeno se
dá através das tesouras de poda, sendo, portanto, fundamental sua erradicação para evitar a
disseminação da doença entre minicepas sadias. A eliminação do fungo deve ser realizada
por métodos alternativos, sendo a imersão em água quente um dos mais promissores. Desta
maneira, é fundamental determinar o binômio temperatura-tempo letal ao patógeno,
objetivo deste estudo. Para isso, alíquotas de 1ml de suspensão de inóculo de 1x105
coniídios/ml foram mantidas em tubos Eppendorf e submetidas a aquecimento em banhomaria nas seguintes temperaturas: 65, 70, 75, 80, 85, 90°C e tempos: 30, 60, 120, 180,
240s. Após o tratamento, a suspensão inóculo foi semeada em meio batata-dextrose-ágar
(BDA) com auxílio de uma alça de Drigalski seguindo de incubação a 28 ºC por 48 h no
escuro, quando se quantificou o número de colônias do fungo e calculou-se a porcentagem
de erradicação. Constatou-se erradicação total do patógeno a partir de 65°C/120s, 70°C/60s
e nas demais temperaturas em todos os tempos testados.
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CARACTERIZAÇAO MOLECULAR DE ISOLADOS DE BEGOMOVÍRUS
OBTIDOS DE TOMATEIROS EM PATY DO ALFERES, RJ.
Fernanda Prieto Bruckner (Estagiário voluntário); Jose Evando Aguiar Beserra Junior
(Bolsista CAPES/PG); Francisco Murilo Zerbini Junior (Orientador)
Os vírus do gênero begomovírus (família Geminiviridae), se caracterizam por possuírem o
genoma constituído por um ou dois componentes (A e B) de DNA circular de fita simples e
partículas icosaédricas geminadas, e infectarem espécies de dicotiledôneas. A infecção de
tomateiro por begomovírus tem se tornado um grande problema econômico no Brasil, fato
que se deve principalmente à disseminação do biótipo B do inseto vetor, a mosca branca
Bemisia tabaci. Em levantamento realizado em 1999 na região de Paty de Alferes, RJ, não
foi detectada infecção por begomovírus em tomateiros. Após 5 anos, novo levantamento
nessa região obteve um índice de infecção de 90%, dentre 119 amostras de tomateiro
coletadas. Cinco dessas amostras foram selecionadas para clonagem e sequenciamento dos
genomas completos dos agentes etiológicos. O DNA total das plantas infectadas foi
extraído segundo Dellaporta et al. (Pl. Mol. Biol. Rep. 1:19, 1983), e utilizado como molde
para a amplificação dos genomas virais completos utilizando-se a DNA polimerase do
bacteriófago phi-29. Após a amplificação, os DNAs foram clivados com enzimas de
restrição apropriadas a fim de gerar moléculas correspondentes a uma cópia do genoma
viral, e em seguida foram clonados no vetor pBluescript KS+. Foram obtidas sequências
completas para um clone do DNA-A do Tomato yellow vein streak virus e dois clones do
DNA-B do Tomato mild leaf curl virus, com identidades de nucleotídeos de 89, 90 e 93%,
repectivamente. Também foram obtidas sequências parciais (1300 nt) de dois clones, os
quais apresentaram identidade de, no máximo, 75% com o DNA-B do Bean dwarf mosaic
virus (BDMV) e de 82% com o DNA-A do Tomato crinkle leaf yellow virus (ToCLYV).
Embora as baixas identidades do BDMV e ToCLYV indiquem tratar-se de possíveis novos
vírus, a obtenção da sequência completa de seus genomas se faz necessária para a
identificação definitiva.
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DESENVOLVIMENTO DE SOLO SUPRESSIVO PARA Fusarium oxysporum f. sp.
phaseoli VISANDO O CONTROLE ECOLÓGICO DA MURCHA DO FEIJOEIRO:
DESENVOLVIMENTO DE Trichoderma COM RESISTÊNCIA AOS FUNGICIDAS
E AVALIAÇÃO DE SUA COLONIZAÇÃO EM FEIJOEIRO
Priscila Pinto de Freitas (Bolsista PIBIC/CNPq); Onkar Dev Dhingra (Orientador)
O Fusarium oxysporum (Schlecht.) f. sp. phaseoli Kendrick & Snyder causador da murcha
vascular do feijoeiro, se tornou uma das principais ameaças as cultura do feijoeiro. Varias
medidas de controle foram e estão sendo estudadas, sem muito sucesso, sendo que o
emprego de cultivares resistentes é o melhor método de controle, mas as variedades muito
apreciadas no Brasil são altamente suscetíveis à doença. Neste projeto principal, vem
estudando o controle da murcha através de uso de cepas de Trichoderma, com resultados
promissores. Nosso objetivo neste projeto foi desenvolver no isolado de Trichoderma sp.
selecionado, a resistência aos fungicidas comumente usados para controle de doenças do
feijoeiro e avaliar a movimentação deste nos tecidos internos da planta. Para desenvolver
um Trichoderma com resistência, foi selecionado o isolado TR11, sendo este, submetido à
mutagênese com radiação iônica para obtenção de mutantes resistentes a diferentes
fungicidas. Para avaliar a movimentação do fungo no interior da planta, foi realizada a
injeção de suspensão de conídios do isolado selvagem e de um mutante no interior da folha
e deposição da suspensão de conídios na superfície da folha. Com a exposição do TR11 a
radiação iônica obteve-se dois isolados mutantes, o TR11(M) apresentando resistência aos
fungicidas do grupo químico benzimidazois (benomyl, tiofanato-metilico e thiabendazol) e
o TR11(DM) com resistência à três do grupo benzimidazois, ao mancozebe e ao
tetraconazol. O mutante TR11(DM) e o isolado selvagem (TR11) que foram injetados nas
folhas apresentaram movimentação no interior da folhas em 1,5 cm em sete dias.
Entretanto, quando os conídios foram depositados na superfície da folha, não foi detectada
movimentação de nenhum dos isolado no interior das folhas, demonstrando que apesar da
capacidade de colonizar os tecidos internos da folhas, estes isolados de Trichderma não tem
capacidade de irromper a barreira de cutícula e epidérmica das folhas. (PIBIC/CNPq)
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DESENVOLVIMENTO DE UM SISTEMA SIMPLES PARA A PREVISÃO DA
PINTA PRETA DO TOMATEIRO: CRESCIMENTO MICELIAL, GERMINAÇÃO
DE CONÍDIOS E COMPONENTES EPIDEMIOLÓGICOS DE ALTERNARIA
SOLANI EM DIFERENTES CONDIÇÕES DE AMBIENTE.
Carine Rezende Cardoso (Bolsista PIBIC/CNPq); Mychele Batista Da Silva (Estagiário
voluntário); Eduardo Seiti Gomide Mizubuti (Orientador); Luiz Antonio Maffia
(Colaborador)
Quantificaram-se os efeitos da temperatura (TEMP – 5, 15, 22, 25 e 30oC) sobre o
crescimento micelial e da TEMP e tempo de incubação (2, 6, 12 e 24h) sobre a germinação
de conídios de isolados de A. solani oriundos de tomateiro e batateira. Adicionalmente, para
isolados de tomateiro, quantificou-se, em 2 experimentos, o efeito da TEMP (18, 22, 26 e
30 oC) e do período de molhamento foliar (MF – 2, 6, 12 e 24 h) sobre os componentes
epidemiológicos: freqüência de infecção (FI) nos terços inferior e médio da planta, período
de incubação (PI) e severidade (SEV) em tomateiro. Para isolados de ambos hospedeiros,
houve maior crescimento a 25°C. Não houve diferença de crescimento entre isolados
oriundos de batateira e tomateiro. Maiores valores de germinação ocorreram a 15, 22, e
25°C, independentemente do tempo de incubação. Não houve resposta quanto ao efeito da
temperatura em crescimento e germinação. Quanto maior o tempo de incubação maior a %
de germinação. A FI foi maior no terço inferior, a 26 oC com 24h de MF. O PI foi menor a
26°C com 24h de MF. Houve interação TEMP x MF para as variáveis SEV na metade da
epidemia, SEV final e área abaixo da curva de progresso. Maiores valores foram
registrados a 26°C/24 h de MF. (CNPq e FAPEMIG)
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DETECÇÃO DE Ralstonia solanacearum POR MEIO DE REAÇÃO DE PCR.
Leonardo Sarno Soares Oliveira (Bolsista PIBIC/CNPq); Lúcio Mauro da Silva
Guimarães(Bolsista pós-doutorado); Eraclides Maria Ferreira (Pós-graduando DS); Daniel
Henrique Breda Binoti (Bolsista de Iniciação Científica); Acelino Couto Alfenas
(Orientador).
A crescente incidência de murcha vascular causada por Ralstonia solanacearum em
plantios clonais de eucalipto constitui motivo de preocupação dado à severidade da doença
e ao escasso conhecimento atual sobre sua etiologia. Com base na importância da
identificação precisa dessa bactéria, o presente trabalho objetivou avaliar o nível de
detecção de R. solanacearum em minicepas clonais pela técnica de PCR. Para isso,
infestou-se o leito de um minijardim clonal com uma suspensão de inóculo a 108ufc/mL na
proporção de 0,25 L/m3 de areia, cuja população bacteriana no leito foi mantida por reinfestações realizadas em intervalos de 15 dias. Após 30 dias da infestação avaliou-se a
população bacteriana no efluente do minijardim. Para isso, a partir de uma série de
diluições da suspensão coletada do efluente, foi depositado 25µL da suspensão final em
placa de petri contendo 20 mL do meio de cultura CPD (Caseína Peptona Dextrose). Cerca
de 48h após, as colônias crescidas foram submetidas à reação de PCR, utilizando-se
primers específicos para R. solanacearum. A reação de PCR de colônias de bactérias
provenientes do efluente do minijardim apresentou amplificação para 17 das 24 colônias
testadas. Os resultados demonstraram que a reação de PCR a partir de colônia da bactéria
permitiu a detecção específica e eficiente do patógeno, dispensando a extração de DNA.
(CNPq).
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EFEITO DA COLETA DE BROTAÇÕES SOBRE A INCIDÊNCIA DE Ralstonia
solanacearum EM MINIJARDIM CLONAL DE Eucalyptus ssp.
Daniel Henrique Breda Binoti (Bolsista IC/ Projeto), Acelino Couto Alfenas (Orientador),
Eraclides Maria Ferreira (Doutoranda Fitopatologia), Patrícia Silva Machado (Bolsista IC)
Avaliaram-se os efeitos da poda de minicepas sobre a incidência da murcha bacteriana do
eucalipto causada por Ralstonia solanacearum em minijardim clonal. Para isso,
construíram-se canaletões com calhas de fibro-cimento contendo leito de areia e
fertirrigação de forma similar ao sistema de minijardim clonal empregado na produção de
mudas clonais. Transplantaram-se 96 mudas de três clones comerciais (A, B e C) de
eucalipto com 90 dias de idade para as calhas. Antes do plantio, removeu-se 1/3 do sistema
radicular das mudas. Cada clone foi submetido a dois tratamentos (T1-com poda; T2-sem
poda da parte aérea) similarmente ao procedimento de coleta de brotos. O clone C também
foi utilizado para monitoramento da doença a cada 15 dias. A população bacteriana no
substrato dos canaletões foi mantida por reinfestações quinzenais com uma suspensão de
inóculo ajustada para 108 ufc/ml. A infestação foi realizada na proporção de 0,25 L/m3 de
areia. A testemunha com e sem poda foi constituída de um canalete sem inoculação. A
confirmação da doença foi realizada pelo método de exsudação microscópica em gota.
Todos os materiais genéticos, quando submetidos à poda foram suscetíveis à doença.
Constatou-se uma incidência de 64.8, 77 e 100% aos 120 dias para os clones A, B e C,
respectivamente. Para o clone C, que foi avaliado a cada 15 dias, observou-se infecção de
50% aos 45 dias, chegando a 100% aos 75 dias após o transplantio. Nas plantas que não
sofreram podas, não foi detectada a presença da bactéria. A infecção, em mudas sujeitas ao
regime de podas, pode ser explicada pela infecção via raízes mortas, provenientes de
estresse causado pelas podas. Embora a bactéria não tenha sido detectada nas plantas não
podadas, estas apresentaram menor crescimento em relação à testemunha.
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EFEITO DA CONCENTRAÇÃO DE FARINHAS DE Brassica rapa
BIOFUMIGAÇÃO DE SOLOS INFESTADOS COM Meloidogyne incognita..
NA
Dalila Seni de Jesus (Bolsista PIBIC/CNPq); Rosangela D´Arc de Lima Oliveira
(Orientador); André Oliveira Lima (Bolsista CAPES/PG)
A biofumigação é uma prática que visa à utilização de gases liberados pela decomposição
de matéria orgânica incorporada ao solo. Com a retirada do brometo de metila do mercado,
há uma carência de métodos para controlar fitonematóides em substratos para a produção
de mudas, o que pode ser sanado com o uso de mostarda (Brassica rapa), já que em ensaios
preliminares, esta causou a morte de juvenis de Meloidogyne spp. Para se estudar o efeito
das farinhas de mostarda na biofumigação do solo infestado com M. incognita (Mi)
avaliou-se a ação nematicida de diferentes concentrações de três farinhas. Farinha de folhas
desidratadas nas doses de 0%; 0,1%; 0,2%; 0,4%; 0,8% e 1,6% (p/v), farinha de sementes
ou de sementes desengorduradas, nas doses de 0%; 0,05%; 0,1%; 0,2%; 0,4% e 0,8% (p/v)
foram incorporadas ao solo com 5.000 ovos de Mi por cada 2 L de solo. Os solos tratados
foram vedados em sacos plásticos e armazenados a 26 ºC por 7 dias, e 4 dias após o envase,
mudas de tomateiro foram transplantadas. Avaliaram-se número de galhas e de ovos por
sistema radicular. As farinhas de sementes foram mais eficientes na supressão de Mi do que
a farinha de folhas desidratadas. As melhores doses de farinha de sementes foram 0,4% e
0,8% com 99,5% e 99,9% de supressão para as variáveis analisadas, já para a farinha de
sementes desengorduradas a quantidade necessária para reduzir 99,4% do número de galhas
e 97,5% de ovos foi de 0,05% (p/v), mas 100% de supressão foi observada com a dose de
0,1%, mantendo-se essa porcentagem nas doses superiores. Com base nos resultados,
conclui-se que a biofumigação com B. rapa constitui-se numa forma eficiente de
tratamento de substratos infestados com os nematóides das galhas e pode ser uma
alternativa viável para substituir o brometo de metila no controle de nematóides.
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EFEITO DO SILENCIAMENTO DOS GENES TCTP, SNF 1 E SUB Α,
DIFERENCIALMENTE
EXPRESSOS
NA
INTERAÇÃO
TOMATEIROPOTYVIRUS, NA INFECÇÃO VIRAL
RIANI MOREIRA NETO (Bolsista IC /projeto); POLIANE ALFENAS ZERBINI (Coorientador); FRANCISCO MURILO ZERBINI JUNIOR (Orientador)
Para tentar elucidar o envolvimento de alguns genes do hospedeiro no contexto de uma
infecção viral, uma biblioteca subtrativa foi produzida a partir de plantas suscetíveis de
tomateiro infectadas pelo potyvírus Pepper yellow mosaic virus (PepYMV), utilizando-se
folhas inoculadas, 72 horas após a inoculação. Foram identificados diversos genes
diferencialmente expressos, dentre os quais os que codificam as proteínas "Translationallycontrolled tumor protein" (TCTP), "Sucrose non fermenting 1" (SNF1) e "Proteasome
subunit alpha" (Subα). Para a comprovação do envolvimento destes genes na interação
tomateiro-PepYMV foi realizada a análise funcional por meio de silenciamento gênico
induzido por vírus ("virus-induced gene silencing", VIGS). Para tal, fragmentos de cDNA
correspondentes aos genes TCTP (~400 nt), SNF1 (~600 nt), e Subα (~250 nt) foram
clonados no vetor viral TRV. Como controle positivo da indução do silenciamento foi
clonado um fragmento de aproximadamente 450 nt do gene que codifica a proteína fitoeno
dessaturase (PDS) no mesmo vetor. Células de Agrobacterium tumefaciens GV3101 foram
transformadas por choque térmico com as diferentes construções e utilizadas para
agroinocular plantas de Lycopersicon esculentum ´Moneymaker´. Uma vez confirmado o
silenciamento, as plantas foram inoculadas com o PepYMV. Os níveis de suscetibilidade
das plantas inoculadas, em comparação com as plantas nas quais os genes não foram
silenciados, estão sendo avaliados por qRT-PCR e ELISA indireto. (FAPEMIG e CNPq)
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EFEITO DO SILICATO DE POTÁSSIO, ACIBENZOLAR-S-METHYL E DE
FUNGICIDAS NO CONTROLE DA FERRUGEM ASIÁTICA DA SOJA
DUARTE, Henrique da Silva Silveira (Bolsista PROBIC-FAPEMIG); ZAMBOLIM,
Laércio (Orientador); RODRIGUES, Fabrício Ávila (Professor); LOPES, Ueder Pedro
(Estudante); COSTA, Danival Ricardo (Estudante); TEREZA, Josuel Silvestre (Estudante);
NETO, Pedro Nery Souza (Estudante).
Objetivando avaliar a eficiência do silicato de potássio (SP) (Fertisil , INEOS Silicas Ltda)
e de fungicidas no controle da ferrugem asiática Phakopsora pachyrhizi da soja foi
conduzido um experimento em blocos casualizados utilizando-se 10 tratamentos com 3
repetições. O plantio foi em novembro de 2005 utilizando-se a cultivar Monarca. Os
tratamentos foram: T1-testemunha (sem aplicação); T2- SP (1,2 kg/ha); T3- SP (2,4 kg/ha);
T4- SP (3,6 kg/ha); T5- SP (4,8 kg/ha); T6- tebuconazole (0,5 L/ha); T7- cloreto de
potássio (61,72 g/L); T8- mancozeb (3 kg/ha); T9- mancozeb (3 kg/ha) + SP (1,2 kg/ha) e
T10-acibenzolar-S-methyl (0,25 kg/ha). A inoculação foi feita no estádio V4 utilizando-se
uma suspensão de uredosporos. Os T2,T3,T4,T5,T7,T8 e T9 receberam as aplicações nos
estádios V5, R1, R4 e R5.4 e os T6 e T10 nos estádios R1, R4 e R5.4. Foi utilizado uma
volume de calda de 200 L/ha. Foram feitas 5 avaliações no terço inferior, médio e superior
da planta utilizando-se uma escala diagramática de 0 a 78,5% de severidade e calculou-se a
área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD). Comparando as doses de silicato
de potássio em relação a AACPD e Severidade final (Y final) do terço inferior, médio e
superior, e em relação a produtividade, observou-se que não houve resposta significativa na
diminuição da intensidade de doença (AACPD e Y final) e da produtividade nas doses
crescentes de silicato de potássio aplicados via foliar, mostrando a ineficiência do SP em
controlar a ferrugem. Os tratamentos 8, 9 e 10 apresentaram eficiência intermediária no
controle da ferrugem. O tratamento 6 foi o mais eficiente para controlar a ferrugem asiática
da soja porque apresentou AACPD e Y final do terço superior, AACPD e Y final do terço
médio, AACPD do terço inferior estatisticamente inferior e produtividade estatisticamente
superior. (FAPEMIG)
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ESTUDO DA HERANÇA DA RESISTÊNCIA DO HÍBRIDO DE TIMOR À Hemileia
vastatrix Berk. & Br.
Everton de Arruda Franchini (Bolsista PIBIC/CNPq); Laércio Zambolim (Orientador);
Eunize Maciel Zambolim (Orientador); Alexandre Sandri Capucho (Pós-graduando MS);
Eveline Teixeira Caixeta (Orientador).
A ferrugem, causada por Hemileia vastatrix, é um das principais doenças do cafeeiro. O
uso de variedades resistentes é a medida de controle mais eficiente, simples e baixo custo,
além de reduzir/eliminar o uso de defensivos agrícolas. O objetivo deste trabalho foi
caracterizar a herança da resistência do Híbrido de Timor UFV 443-3 à raça II de H.
vastatrix. Para isso, os progenitores contrastantes (UFV 443-3 e Catuaí Amarelo IAC 64) e
as plantas das gerações F1 (H 511-1) e F2 foram inoculadas com o patógeno. Para o estudo,
foi utilizado um isolado monopustular da raça II do patógeno, caracterizada em 1986. Essa
raça foi caracterizada novamente em 2006, pelo Laboratório de Biotecnologia do Cafeeiro.
Os uredosporos foram multiplicados em mudas de Catuaí Vermelho IAC 44 e
acondicionados em cápsulas de gelatina, mantidos em dessecador até a realização dos
ensaios. As inoculações consistiram na aplicação de 20 gotas de 5 μl de suspensão de
uredosporos (2mg/ml), na face abaxial de folhas destacadas e acondicionadas no interior de
gerboxs. Após incubação, os gerboxs foram transferidos para câmara com ambiente
controlado de umidade, temperatura e fotoperíodo. Foram realizadas quatro avaliações
semanais, a partir do surgimento de sinais do patógeno no controle positivo (Catuaí
Amarelo IAC 64). O Híbrido de Timor e o F1 foram resistentes, enquanto o Catuaí Amarelo
IAC 64 foi suscetível. Dos 246 indivíduos F2, 243 comportaram-se como resistentes e três
como suscetíveis. Esta segregação (63:1) sugere que a herança da resistência do Híbrido de
Timor UFV 443-3 à raça II de H. vastatrix é condicionada por três genes dominantes e
independentes. Estão em fase final de avaliação os retrocruzamentos resistente e suscetível,
com o objetivo de confirmar a segregação observada na geração F2.
(PIBIC/CNPq).
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ESTUDO DO ENVOLVIMENTO DOS GENES TCTP E SNF1 NA INTERAÇÃO
TOMATEIRO-POTYVIRUS
RIANI MOREIRA NETO (Bolsista IC /projeto); POLIANE ALFENAS ZERBINI (Coorientador); FRANCISCO MURILO ZERBINI JUNIOR (Orientador);
Os genes que codificam as proteínas "Translationally-controlled tumor protein" (TCTP) e
"Sucrose non fermenting 1" (SNF1) são induzidos durante as etapas iniciais da infecção de
tomateiro por potyvírus. TCTP é expressa em diversos organismos eucariotos e está
envolvida em vários processos celulares, entretanto o seu papel preciso ainda não é
totalmente entendido. Todas as seqüências de TCTPs de plantas disponíveis possuem
resíduos de tirosina conservados nas posições 64 e 73. Esses resíduos estão presentes
exclusivamente nas TCTPs de plantas. SNF1 é uma proteína envolvida na regulação global
do metabolismo de plantas. Como resposta a estresses que levam a uma redução no nível de
ATP, SNF1 desativa rotas metabólicas que consomem muita energia e ativa rotas
alternativas de síntese de ATP. Para determinar se o aumento no acúmulo de mRNA de
TCTP e SNF1 em plantas infectadas por potyvírus é devido a uma resposta generalizada a
estresses bióticos, ou se é uma resposta específica à infecção viral, plantas de tomateiro (cv.
Moneymaker) foram inoculadas com diferentes patógenos: o fungo Alternaria solani, a
bactéria Pseudomonas syringae pv. tomato, o nematóide Meloidogyne incognita, o
tobamovírus Tobacco mosaic virus (TMV), o cucumovírus Cucumber mosaic virus (CMV),
o begomovírus Tomato yellow spot virus (ToYSV) e o potyvírus Pepper yellow mosaic
virus (PepYMV). Amostras foliares foram coletadas 0 e 72 horas após a inoculação e o
acúmulo de mRNA de TCTP e SNF1 nestas plantas foi analisado por qRT-PCR. O
acúmulo do mRNA de TCTP foi duas vezes maior em plantas infectadas pelo PepYMV do
que em plantas sadias. Em plantas infectadas pelo demais patógenos, não ocorreu um
aumento no acúmulo do mRNA de TCTP. O acúmulo de SNF1 foi aumentado somente em
plantas infectadas por ToYSV e PepYMV, sendo respectivamente 3,3 e 2,2 vezes maiores
do que em plantas sadias. Estes resultados indicam que a expressão da proteína TCTP é
induzida especificamente apenas em plantas infectadas por potyvírus, e que SNF1 é
induzida especificamente em plantas infectadas por potyvírus e begomovírus. (Apoio
financeiro: FAPEMIG, CNPq)
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FUNGOS ASSOCIADOS AO AGUAPÉ (Eichhornia crassipes) NO BRASIL.
Eliane Mayumi Inokuti (bolsista- CNPQ); Dartanha José Soares (bolsista de Pós-Doutorado
Junior -CNPq) ; Robert Weingart Barreto(orientador).
Eichhornia crassipes (Pontederiaceae) é considerada, mundialmente, a pior planta aquática
invasora. Atualmente, essa planta ocorre em quase todas as regiões do mundo. A sua
multiplicação é explosiva e os prejuízos econômicos são incalculáveis. Em virtude de sua
importância muitos programas de controle têm sido desenvolvidos no mundo todo. Dentre
estes, o controle biológico é considerado o único método ecologicamente sustentável. Tanto
insetos quanto fungos têm sido investigados e utilizados. No Brasil, levantamentos
pioneiros dos fungos associados a esta planta foram realizados nos estados do Rio de
Janeiro, Minas Gerais e Amazonas, no entanto poucos foram os fungos encontrados. Entre
junho de 2004 a maio de 2006 um levantamento sistemático dos fungos associados a está
planta foi conduzido nos estados do Sul e Sudeste do Brasil, além de Mato Grosso, Mato
Grosso do Sul, Goiás e Rondônia, a fim de encontrar potenciais agentes de biocontrole.
Amostras apresentando diferentes sintomatologias foram conduzidas no laboratório e
examinadas sob microscópio. Foram identificados preliminarmente os seguintes fungos:
Acremonium zonatum, Cercospora sp., Dydimella sp., Leptosphaeria sp., Memnoniella
subsimplex, Mycosphaerella sp., Myrothecium verrucaria, Pleospora sp., Ramularia sp. e
Uredo echhorniae. Com base nos sintomas observados no campo, Leptosphaeria sp. e
Uredo eichhorniae parecem ter grande potencial como agentes de controle biológico.
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INDUÇÃO DE SÍNTESE DE GLICEOLINA EM COTILÉDONES DE SOJA POR
METABÓLITOS E EXTRATOS DE CÉLULAS DE PROCARIOTAS RESIDENTES
DE FILOPLANO SELECIONADAS COMO AGENTES DE CONTROLE
BIOLÓGICO.
Mônica Aparecida Freitas (Bolsista IC/projeto); Reginaldo da Silva Romeiro (Orientador);
Adriana Neves de Souza (Bolsista PIBIC/CNPQ); Flávio Augusto de Oliveira Garcia (Pósgraduando DS); Roberto Lanna Filho (Pós-graduando MS); Hélvio Gledson Maciel Ferraz
(Pós-graduando MS).
Indução de resistência é um fenômeno no qual plantas têm por meio de um estímulo de um
agente abiótico ou biótico, seus mecanismos de defesa ativados. Existem várias rotas
envolvidas na indução de resistência sendo a síntese de fitoalexinas uma delas. O presente
trabalho avaliou a capacidade de metabólitos e extratos celulares de duas estirpes de
Bacillus cereus, UFV-172 e UFV-075, em eliciar a síntese de fitoalexinas. Para isso, seções
de cotilédones de soja foram expostas a sobrenadantes de cultura e células rompidas de
UFV-172 e UFV-075, previamente selecionados como agentes de biocontrole de doenças
do feijoeiro, por imersão, em uma modificação do ensaio com cotilédones de Frank &
Paxton (Phytopathology, 61:954-958, 1971). As soluções eliciadoras continham os
antibióticos rifampicina (910µg.ml-1) e penicilina (300µg.ml-1) e ASM (ativador químico de
resistência, 100µg.ml-1) foi usado como controle. Foram utilizados cotilédones de duas
variedades de soja – BRS264 e F83-817. Após 24 horas (12 h escuro/12 h luz), os
cotilédones foram removidos, as soluções eliciadoras centrifugadas (10.000g/10min.) e
diluições 1:10 dos sobrenadantes tiveram sua absorbância medida a 285nm. Os resultados
indicaram que células rompidas e sobrenadantes de cultura de B. cereus induziram a síntese
de gliceolina, sendo potencial indutor de resistência. Ensaios similares com feijoeiro estão
sendo conduzidos, inclusive com a utilização também de células vivas de B. cereus.
(Apoio FAPEMIG e CNPq)
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MICOBIOTA ASSOCIADA A Sagittaria montividensis NO BRASIL.
Brenda Ventura Lima (bolsista PIBIC/CNPq); Dartanhã José Soares (bolsista de PósDoutorado Junior); Robert Weingart Barreto (Orientador).
Sagittaria montividensis é uma planta aquática pertecente a família Alismatacea, originária
da região meridional da América do Sul. É uma planta emergente, levemente lactífera e que
apresenta grande variação morfológica. Esta planta está entre as mais agressivas invasoras
em arrozais irrigados no sul do Brasil, infestando canais de irrigação e drenagem, bem
como taludes. Nos últimos anos, observou-se a emergência de biótipos com resistência a
herbicidas inibidores da ALS, o que tem dificultado o controle desta planta. Este problema
oferece uma oportunidade para a aplicação do controle biológico. Dentre os agentes para o
controle biológico de plantas invasoras, com maior potencial, em situações como esta estão
os fungos. No entanto a micobiota associada a esta planta no Brasil é quase completamente
desconhecida. Realizou-se, então, um levantamento de fungos associados a esta planta no
Brasil, visando à descoberta de potenciais agentes de biocontrole. Os levatamentos foram
feitos sobretudo nos estados das regiões Sul e Sudeste em 2005 e 2006. Oito espécies
fungicas foram coletadas: seis fungos anamórficos (Alternaria alternata, Cercospora apii,
Cercospora sagittariae, Colleotrichum gloesoporioides, Plectosporium alismatis e
Pseudocercospora sp.) e dois carvões (Doassansiopsis deformans e Narasinhamia
alismatis). Dentre estes merecem estudos mais aprofundados, devido aos danos às plantas
observados no campo, P. alismatis, C. sagittariae e Pseudocercospora sp. ( FAPEMIG)
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METODOLOGIA PARA OBTENÇÃO DE CULTURAS MONO-ASCOSPÓRICAS
DE Ceratocystis fimbriata
Natália Risso Fonseca (Estagiária voluntária); Acelino Couto Alfenas (Orientador);
Eraclides Maria Ferreira (Doutoranda em Fitopatologia); Daniel Henrique Breda Binoti
(Bolsista IC); Patrícia Silva Machado (Bolsista IC).
A murcha-de-ceratocystis é uma das principais enfermidades na eucaliptocultura. A
determinação da variabilidade genética na população do patógeno é fundamental para
embasar a seleção de material resistente à doença. Este estudo deve ser baseado em culturas
mono-ascospóricas, visando assegurar a pureza genética das culturas. Assim, neste
trabalho, objetivou-se descrever o método de obtenção de culturas mono-ascospóricas para
o estudo da variabilidade genética do fungo. Para isso, a massa de ascósporos de um
peritécio de cada isolado foi transferida para uma placa de Petri de 9 cm de diâmetro
contendo meio batata-dextrose-ágar (BDA), e rifamicina a 100 µl/ml. Foram utilizados 40
isolados. Após a transferência, com auxílio de uma alça de Drigalski esterilizada, a massa
de ascósporos foi espalhada por toda a área da placa. Posteriormente, as placas foram
mantidas a 25ºC no escuro por 16 a 20 h quando se avaliou o número de ascósporos
germinados sob microscópio estereoscópico 30x. Em geral, na extremidade dos tubos
germinativos de conídios e ascósporos formam-se endoconidióforos de cadeias curtas e a
partir destes, endoconídios originam-se verticalmente à superfície do ágar. Após a
visualização, com o auxílio de um estilete flambado e resfriado em meio de cultura, a
cadeia de endoconídios foi tocada com a ponta de um estilete. Os conídios aderidos à ponta
do estilete foram transferidos para o centro de outra placa de Petri contendo meio BDA
acrescido com rifamicina na mesma concentração anterior. As placas foram colocadas
novamente para incubação nas mesmas condições por 10 dias. Obtiveram-se dez culturas
mono-ascospóricas de cada isolado, totalizando 400 colônias. O método empregado
mostrou-se facilmente exeqüível e eficiente para a obtenção de culturas mono-ascospóricas
de C. fimbriata.
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MÉTODOS ALTERNATIVOS DE CONTROLE DE OÍDIO EM MINIJARDIM
CLONAL DE EUCALIPTO
Juliana Galvão de Sousa Magalhães (Estagiária voluntária), Acelino Couto Alfenas
(Orientador), Nairan Felix de Barros Filho (Colaborador).
O oídio (Oidium eucalypti) é, atualmente, a principal enfermidade em minicepas clonais de
eucalipto, mantidas em minijardim do tipo canaletão sob teto fixo ou retrátil. Seu controle
por meio de fungicidas convencionais é limitado pela ausência de produtos registrados para
a eucaliptocultura e exposição do princípio fungitóxico aos viveiristas. Assim, avaliaram-se
neste trabalho métodos alternativos para o controle da doença. Para isto, comparou-se a
atomização de água três vezes/dia, leite de vaca cru (10%) 2 vezes/semana, homeopatia à
base de cebola (10gotas/L) 1 vez/dia, triadimenol (Bayfidan) (2ml/L) alternado com
enxofre molhável (Kumulus) (3g/L) 1 vez/semana, Bioneem® (5%) 2 vezes/semana.
Minicepas não tratadas serviram como testemunha. Os produtos foram aplicados em plantas
de 2 clones de E. grandis x E. urophylla com 3 repetições de 18 minicepas por tratamento
em DIC. Determinou-se a incidência e severidade da doença. A severidade foi calculada
com base no percentual médio de pares de folhas doentes, sendo atribuído notas para cada
par, conforme a seguinte escala diagramática (% área foliar lesionada): 0- sem infecção, 12 a 15%, 2- 15 a 30%, 3- 30 a 60%, 4- 60 a 90%, 5- 90 a 100%. A partir das notas,
calculou-se o índice da doença (ID), através da fórmula de Mckinney´s. Entre os
tratamentos avaliados o Bioneem® apresentou menor incidência média de oídio 8,4%
seguido pelo leite 35,9%, homeopatia 45,1%, triadimenol/enxofre 53,8%, água 54,4%,
testemunha 62,5% . Quanto à severidade, o Bioneem® apresentou o melhor resultado
médio 3,9% seguido pelo leite 17,6%, homeopatia 23,4%, triadimenol/enxofre 29%, água
28,3% e testemunha 34,5%.
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MICOBIOTA DE Macfadyena unguis-cati NO BRASIL
Meiriele Silva (Bolsista PROBIC/FAPEMIG); Olinto Liparini Pereira (Co-orientador);
Robert Weingart Barreto (Orientador).
Macfadyena unguis-cati é uma trepadeira perene, lenhosa, pertencente à família
Bignoniaceae e nativa do Brasil. Esta espécie caracteriza-se por possuir ramos com
capacidade de subirem em espécies arbóreas de grande porte, graças à emissão de gavinhas
providas de uma unha terminal que se agarra ao suporte. A exemplo de outras espécies
nativas com potencial ornamental, Macfadyena unguis-cati foi introduzida na África do Sul
para composição de cercas vivas e paredes, escapando ao cultivo e infestando áreas de
vegetação natural, particularmente florestas, pomares cultivados, margens de estrada e
espaços urbanos abertos. Com o objetivo de se buscar possíveis agentes para controle
biológico clássico de M. unguis-cati, um levantamento da micobiota fitopatogênica
associada a esta espécie vegetal foi conduzido no Sul e no Sudeste do Brasil. Diversos
locais foram visitados e plantas de M. unguis-cati apresentando sintomas de doenças foram
coletadas e herborizadas em prensa botânica. Os herbários foram levados à Clínica de
Doenças de Plantas para análise sob microscópio esterioscópico e isolamento dos fungos
associados às lesões. As estruturas fúngicas foram montadas em lactofenol entre lâmina e
lamínula e observadas sob microscópio de luz para identificação e ilustração. Treze fungos
foram coletados durante o levantamento, incluindo novas espécies, novos relatos de
hospedeiros e novos relatos geográficos para o Brasil, a saber: Pseudocerospora sp.,
Prospodium sp., Pseudocercosporella sp., Passalora sp., Colletotrichum sp., Ramularia
sp., Cladosporium sp., Phoma sp., Irenopsis sp., Phyllosticta sp., Guignardia sp.,
Alternaria sp. e Asterina sp. Até o presente momento somente duas espécies de fungos
associados a M. unguis-cati são relatados na literatura: Micena citrocolor da Venezuela e
Uropixis rickiana da Argentina e Brasil. O potencial uso dessas espécies no controle
biológico clássico de M. unguis-cati será posteriormente avaliado. (FAPEMIG).
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RELAÇÃO ENTRE A FERRUGEM-ASIÁTICA (AGENTE CAUSAL Phakopsora
pachyrhizi) DA SOJA (Glycine max), DESFOLHA PRECOCE DA PLANTA E OS
DANOS CAUSADOS À PRODUÇÃO DE GRÃOS
Wilker Nunes Medeiros (Estagiário voluntário); Thiago Alves Ferreira (Estagiário
voluntário); Jéssica Schmidt (Pós-graduando DS); Francisco Xavier Ribeiro do Vale
(Orientador).
A soja (Glycine max) é hospedeira de diversas doenças causadas por fungos, bactérias,
vírus e nematóides, sendo atualmente a ferrugem-asiática (agente causal Phakopsora
pachyrhizi) a mais importante e de ocorrência em todas as regiões produtoras. A doença
causa rápido amarelecimento ou bronzeamento e queda prematura das folhas, o que
prejudica a fotossíntese, levando a redução do número de vagens e do número, peso e
qualidade dos grãos. Objetivou-se neste trabalho avaliar a relação existente entre severidade
da doença, desfolha precoce da planta e conseqüentemente os danos causados à produção e
à qualidade dos grãos. Os experimentos foram conduzidos em campo utilizando a cultivar
‘Conquista’. Para estabelecer diferentes níveis de severidade realizaram-se pulverizações
com fungicida tebuconazole aos 30; 60; 90; 30 e 60; 30 e 90; 60 e 90; 30, 60 e 90 dias após
a emergência e a testemunha, sem aplicação de fungicida. A severidade da doença foi
estimada visualmente com o auxílio de escala diagramática, no sentido de acompanhar o
progresso da doença através do gradiente artificial estabelecido, desde plantas sem sintomas
até a severidade máxima encontrada. Para análise da produção foram coletadas amostras de
10 plantas por parcela, quantificando o peso total das vagens secas, o número de grãos por
vagem e o peso de 100 grãos por planta. Os resultados demonstraram que a severidade
relacionou-se de forma linear positiva com a desfolha (y=2,15x + 0,932 e R 2=0,897),
enquanto que a produção de forma linear negativa com a severidade (y=-108,7x + 7757 e
R2=0,850) e com a desfolha (y=-45,74x + 7588 e R2=0,775). As perdas na produtividade
chegaram a 55,39% (diferença entre o melhor tratamento obtido e a testemunha). Dessa
forma, concluiu-se que a ferrugem-asiática da soja, ao causar uma desfolha precoce da
planta, prejudicou o enchimento e qualidade dos grãos, comprometendo a produção de
forma significativa. (CNPq)
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UFV / XVII SIC / NOVEMBRO DE 2007 / FITOPATOLOGIA
RESISTÊNCIA DA Cercospora coffeicola AO TEBUCONAZOL
EUGENIO CHAVES (Bolsista PIBIC/CNPq); LUIZ ANTONIO MAFFIA (Orientador);
RICARDO BRAINER MARTINS (Bolsista CNPq)
A mancha de olho pardo ou cercosporiose, causada por Cercospora coffeicola, é uma das
doenças mais importantes do cafeeiro. Considerando que fungicidas são intensivamente
aplicados na cultura, há risco de ocorrer seleção de isolados do patógeno resistentes a esses
produtos. Por isso, testou-se a sensibilidade de isolados de C. coffeicola ao fungicida
sistêmico tebuconazol (Folicur 200 CE). Obtiveram-se 25 isolados de lavouras cafeeiras de
Minas Gerais, 13 da Zona da Mata, 3 do Triângulo Mineiro e 9 isolados do Sul de Minas.
Avaliou-se o efeito da concentração de 10μg/ml no crescimento micelial. Compararam-se
os resultados aos obtidos anteriormente, e se obteve tendênca de crescimento maior de
alguns isolados frente à concentração do fungicida usada. Entretanto, a variabilidade dos
resultados foi alta, e o experimento será repetido.
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SELEÇÃO DE MATERIAIS
Meloidogyne javanica.
ORGÂNICOS
PARA
CONTROLE
DE
Silvia Leão de Carvalho (Bolsista PIBIC/CNPq); Everaldo Antônio Lopes (Doutor); Paulo
Afonso Ferreira (Pós-graduando MS); Silamar Ferraz (Orientador SIC e SIMPÓS);
Leandro Grassi de Freitas (Co-Orientador).
A incorporação das folhas secas de assa-peixe-branco (Vernonia polyanthes Less.),
algodão-de-seda (Calotropis procera (Aiton) Aiton), capim-cidreira (Cymbopogon citratus
(DC.) Stapf.), eucalipto (Eucalyptus citriodora Hook), mamona (Ricinus communis L.),
manga (Mangifera indica L.) e nim (Azadirachta indica A. Juss.), no experimento I; e de
crotalária (Crotalaria spectabilis Roth), falso-boldo (Plectranthus barbatus Andrews),
feijão-de-porco (Canavalia ensiformis (L.) DC.) e mucuna cinza (Mucuna pruriens var.
utilis (L.) DC.), no Experimento II, ambos na proporção de 5 g de folhas/kg de solo, foi
estudada como alternativa ao controle de Meloidogyne javanica, tal como o efeito da
incorporação ao solo de bagaço de cana-de-açúcar (Saccharum officinarum L.), cascas de
café (Coffea arabica L.), torta de mamona, sementes trituradas de feijão-de-porco, calcário
de conchas, carvão vegetal e cinzas, em proporções de 0,5 e 1% (p/p). Os materiais
orgânicos e os ovos do nematóide foram adicionados ao solo de vasos de 2 L e mudas de
tomateiro foram transplantadas após sete dias. O peso radicular, o número de galhas e o
número de ovos por sistema radicular foram avaliados após 60 dias. No experimento de
incorporação das folhas secas das plantas, Experimento II, o peso das raízes foi maior nas
parcelas que continham o material vegetal de crotalária ou falso-boldo e inferior ao da
testemunha onde foi aplicado mucuna cinza. Os números de galhas e de galhas/g de raiz
foram reduzidos pela incorporação de todas as plantas do Experimento I; além de crotalária
e falso-boldo no Experimento II. Cascas de café e bagaço de cana, na proporção de 1%,
foram eficientes em reduzir o número de ovos. A adição ao solo da torta de mamona, na
proporção de 1%, reduziu o número de galhas e de ovos do nematóide por sistema
radicular. Nas parcelas que receberam as sementes trituradas de feijão-de-porco foi
observado o controle significativo do patógeno.(CNPq)
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SENSIBILIDADE DE ISOLADOS DE Clonostachys rosea A INCETICIDAS E
HERBICIDAS USADOS NA CULTURA DO MORANGO
Paulo Eduardo França de Macedo (Bolsista PIBIC/CNPq); Luciano Viana Cota (Pósgraduando DS); Eduardo Seiti Gomide Mizubuti (Docente colaborador); Luiz Antonio
Maffia (Orientador)
O mofo cinzento, causado por Botrytis cinerea, reduz a produção e a qualidade em póscolheita de várias culturas, especialmente do morangueiro. Frente à necessidade de se obter
alternativa mais eficiente de controle da doença, vem-se avaliando o biocontrole para
definir um modelo de manejo integrado da doença. Em estudos de biocontrole, 4 isolados
de Clonostachys rosea, obtidos em condições brasileiras, foram antagonistas eficientes a B.
cinerea. Para uso desses isolados no manejo integrado da doença, demandam-se mais
informações. Avaliou-se o efeito de herbicidas (trifluralina, fluazifop-P-butílico, glifosato,
S metolacloro) e inseticidas (abamectcina, fenpropatrina, malationa e tiametoxam), usados
na cultura do morango, no crescimento micelial e germinação de conídios dos 4 isolados.
De cada pesticida, testaram-se 6 concentrações (comercial, 25 e 50% acima, e 25, 50 e 75%
abaixo da comercial), em ensaios em delineamento inteiramente casualizado, com 4
repetições (uma placa de Petri = uma unidade experimental), conduzidos por duas vezes.
Nenhum dos herbicidas reduziu o crescimento nem a germinação. Os inseticidas tiveram
efeitos similares no crescimento e germinação: tiametoxam, abamectcina e fenpropatrina
não os afetaram ou afetaram pouco. Malationa reduziu significativamente ambos, mesmo
na menor concentração. Portanto, a princípio, o uso dos herbicidas é compatível com o dos
isolados de C. rosea. Dos inseticidas, deve-se evitar malationa, para não reduzir a eficiência
do biocontrole, em programa de manejo integrado do mofo cinzento. (CNPq)
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SOBRENADANTE DE CULTURA DE Pseudomonas putida (UFV-0073)
PROMOVE
BIOCONTROLE
EXPERIMENTAL
DO
CRESTAMENTO
BACTERIANO DO TOMATEIRO.
Adriana Neves de Souza (Bolsista PIBIC/CNPQ); Hélvio Gledson Maciel Ferraz (Pósgraduando MS); Reginaldo da Silva Romeiro (Orientador), Mônica Aparecida de Freitas
(Bolsista IC/projeto); Flávio Augusto de Oliveira Garcia (Pós-graduando DS); Roberto
Lanna Filho (Pós-graduando MS);
O crestamento bacteriano Xanthomonas campestris pv. vesicatoria, é uma doença muito
importante na cultura do tomate, de difícil controle, onde o mesmo tem alguma efetividade
pelo uso de sementes livres do patógeno e cultivares resistentes. A ausência de um produto
com ação de eficácia comprovada é um problema, assim, o uso do controle biológico
torna-se uma alternativa para o manejo do crestamento bacteriano. O presente trabalho
teve como objetivo, testar metabólitos e extratos celulares de um isolamento de
Pseudomonas putida estirpe UFV-0073, contido em seu sobrenadante, no biocontrole
experimental do crestamento bacteriano. Para tanto, a estirpe UFV-0073 foi cultivada em
meio sólido 523 por 24 horas a 28°C, após, foi coletada em salina (0,85%), teve sua
turbidez ajustada (OD540nm =1,0), centrifugada (20.000g/15min), coletando-se o
sobrenadante. O sobrenadante foi dispensado, por atomização, em plantas de tomateiro
com 40 dias de idade. Após quatro dias, inoculou-se Xanthomonas campestris pv.
vesicatoria, por atomização (OD540nm = 0,15). Aguardou-se o aparecimento dos sintomas
da doença, avaliando-se a foi estimada severidade utilizando-se o software SEVERITY
1.0. Cada tratamento foi composto de 10 repetições no DIC e a análise estatística
(DMS=0,01 Tukey), indicou que o sobrenadante proporcionou controle com a mesma
eficiência que o fungicida cúprico (Cu++ 1,6g.L-1). É possível que substâncias sintetizadas
pelo agente de biocontrole e exportadas para o exterior da célula possuam atividade
antimicrobiana contra o patógeno ou atuem como eliciadores de resistência induzida.
(Apoio: CNPq.)
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UFV / XVII SIC / NOVEMBRO DE 2007 / FITOPATOLOGIA
UM MÉTODO SIMPLES PARA DETECTAR A POTENCIALIDADE DE
MICRORGANISMOS E PRODUTOS QUÍMICOS PARA INDUÇÃO DE
RESISTÊNCIA EM PLANTAS A PATÓGENOS.
Mônica Aparecida Freitas (Bolsista IC/projeto); Reginaldo da Silva Romeiro (Orientador);
Adriana Neves de Souza (Bolsista PIBIC/CNPQ); Flávio Augusto de Oliveira Garcia (Pósgraduando DS); Roberto Lanna Filho (Pós-graduando MS); Hélvio Gledson Maciel Ferraz
(Pós-graduando MS).
Plantas possuem dois tipos de mecanismos de defesa, os constitutivos, expressos na planta
mesmo na ausência do patógeno ou de um eliciador e os indutivos, aqueles expressos
mediante a um estímulo, como infecção por um patógeno, exposição a um eliciador biótico
ou abiótico. Dentre os mecanismos de defesa indutivo, a indução de resistência é um dos
quais esse pode ser expresso. Fitoalexinas são substâncias antimicrobianas que plantas
produzem como resposta a estímulos bióticos ou abióticos e cuja síntese pode ser entendida
como uma reação de resistência. Assim, microrganismos ou substâncias que induzirem sua
síntese são, potencialmente, indutores de resistência. Cotilédones de soja sintetizam
gliceolina, uma fitoalexina com pico de absorção a 285nm, quando expostos a eliciadores
(Albersheim & Valent, J. Cell. Biol., 1978). Este trabalho, teve como objetivo avaliar a
síntese de gliceolina em cotilédones de soja como um marcador da eliciação da indução de
resistência. Cotilédones de soja (variedade ´F83-817´ e ´BRS 264´) foram
longitudinalmente secionados e imersos em solução contendo acyl-benzolar-S-metil (ASM)
a 100
E. carotovora subsp. carotovora (fração Ecc) e, 24 horas
após, os cotilédones foram removidos, o líquido centrifugado (10.000g/10 min.) e diluições
1:7 dos sobrenadantes tiveram sua absorbância medida a 285nm. Resultados mostraram que
tanto o eliciador abiótico (ASM) como o biótico (fração Ecc) foram capazes de induzir a
síntese de gliceolina e, portanto, possuem potencialidade para indução de resistência. O
método pode ser utilizado para “screening” de agentes de biocontrole para indução de
resistência. (FAPEMIG e CNPq.)
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UFV / XVII SIC / NOVEMBRO DE 2007 / FITOPATOLOGIA