Pacientes com glaucoma recebem atendimento

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Secom - Secretaria de Comunicação Social - Governo do Estado da Bahia
Pacientes com glaucoma recebem atendimento especializado no HGRS
Saúde
Postado em: 02/06/2016 16:50
O diagnóstico precoce e o tratamento adequado ajudam a estabilizar a doença, que atinge 300 mil
pessoas na Bahia e não tem cura.
Fazer exames para identificar o glaucoma, doença que pode levar à cegueira e não apresenta
sintomas, e, se for necessário, tratar-se para garantir a visão. Esta é uma possibilidade oferecida
pelo Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, de forma gratuita.
O casal Ruy Dias, 71 anos, e Ana Mayre Oliveira, 64, realiza o tratamento contra a doença há
quatro anos no hospital. Nesta quinta-feira (2), os dois passaram por mais uma consulta com a
oftalmologista Vânia Correa, que foi residente na unidade e há oito anos é uma das quatro
integrantes da equipe.
Ana leva o tratamento adiante para não perder a visão. “Já usei todos os métodos possíveis, mas a
doutora Vânia disse que a doença está avançando e vou ter que fazer a cirurgia”. De acordo com
Ruy Dias, neste período em que fazem tratamento no Roberto Santos, o atendimento só melhorou.
“Quando nós começamos, não tinha esse anexo, e o tratamento já era bom. A gente vem de seis
em seis meses fazer o acompanhamento. Com essa ala nova, o atendimento, que já era 9,9, agora
está dez”.
Vânia Correa explica que o glaucoma atinge 300 mil pessoas na Bahia e 70 milhões em todo
mundo. A doença provoca o aumento da pressão ocular e a alteração do nervo ótico e do campo
visual. “É uma doença que no início não tem sintomas. Então, o paciente precisa fazer exames
periódicos. Todos podem desenvolver, mas é mais comum após os 40 anos, em afrodescendentes e
naquelas pessoas que apresentam outros casos na família”. Segundo ela, o exame é simples e fácil.
“A consulta básica oftalmológica já é capaz de levantar uma suspeita, porque mede a pressão ocular
e faz o exame de fundo de olho”.
Tratamento
Apesar de não ter cura, a oftalmologista ressalta que o acompanhamento pode estabilizar o
glaucoma e por isso é importante detectar o problema precocemente. “O principal tratamento é com
colírio e, se não conseguimos controlar com o medicamento, vamos pensar em laser ou em cirurgia.
Os colírios são disponibilizados pelo SUS, o paciente pode se cadastrar para recebê-los
gratuitamente nas clínicas especializadas”.
Vânia Correa informa que o paciente deve passar primeiro por uma consulta de rotina com um
oftalmologista generalista. “Depois, se houver a suspeita, ele será encaminhado para o setor de
glaucoma, para exames mais específicos e aprofundados. A partir disso, se houver realmente o
glaucoma, [ele] vai receber o tratamento adequado e ser encaminhado para a clínica onde pode
adquirir o colírio”.
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A médica lembra ainda que o Roberto Santos atende apenas por meio do Sistema Único de Saúde
(SUS). “Para marcar uma consulta inicial no ambulatório geral oftalmológico, basta ter uma
requisição, o cartão do SUS, identidade e comprovante de residência. O paciente vai fazer exame
de pressão, de fundo de olho e receber a prescrição de óculos, se for necessário. Se for identificada
a suspeita, ele será encaminhado para o especialista de glaucoma e receber o tratamento
adequado”, explica Vânia.
Repórter: Raul Rodrigues
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