1º BIMESTRE - 2016 Professor: Otto Terra

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1º BIMESTRE - 2016
Disciplina: História
Professor: Otto Terra
Série: 1º Ano
TEXTO BASE: MESOPOTÂMIA
A cerca de 10.000 a.C. o homem desenvolveu a agricultura e a domesticação de
animais inaugurando o período neolítico e iniciando um longo, lento, gradual e não
uniforme processo de sedentarização.
O
homem
após
o
advento
da
agricultura
foi
deixando
a
condição
de
caçador/coletor e passou a dominar o ambiente em que vivia, criando condições para
formar o que viria a ser as primeiras civilizações da antiguidade.
O território propício a esse processo de sedentarização se estendeu do norte do
Egito (desde sua foz), passando por regiões doa atuais países: Israel, Líbano, Jordânia,
Síria, Iraque e Irã. Era o chamado: Crescente Fértil.
OBS: O nome Crescente Fértil dá-se porque a área onde houve o estabelecimento
das primeiras civilizações – as quais sofriam influencias das inundações dos respectivos rios,
formava uma zona fértil com uma forma semelhante a uma lua crescente.
Tal região se caracterizava por ser abastecida por importantes rios: Nilo (no Egito),
Tigre e Eufrates (Mesopotâmia) – que permitiam a esses povos se estabelecerem nas
margens dos respectivos rios valendo-se da fertilidade das terras que eram alimentadas
pelas constantes inundações.
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A Mesopotâmia é uma região localizada ao que hoje conhecemos como Iraque,
entre os rios Tigre e Eufrates – por isso, chamamos a Mesopotâmia de Civilizações
Hidráulicas, pois dependiam desses rios para sua sobrevivência.
A região da Mesopotâmia caracteriza-se por se localizar em uma grande planície, de
clima temperado e com os rios Tigre e Eufrates funcionando como barreiras naturais. Foi
na Mesopotâmia que surgiram as primeiras cidades da antiguidade compostas, inicialmente,
por grupamentos de pessoas em torno de 1000 (mil) habitantes.
Suas primeiras cidades pertenciam a povos Sumérios que ocuparam a região entre
3500 a 2500 a.C., sendo elas: Eridu, Ur, Uruk, Lagash, Kish e Nippur.
OBS: Tem-se fontes históricas que comprovam a formação de cidades datadas de
8.000 a.C. a 7.200 a.C. na região da Palestina: Jericó (8.000 a.C.) e Beidha (7.200
a.C.).
Tem-se na formação dos primeiros vilarejos e cidades o conceito do que viria a ser o
Estado a partir, principalmente, do aprofundamento das relações sociais do trabalho e
da estratificação social (criação de classes sociais) – que propiciaram o domínio
político de determinados grupos sobre outros nessas sociedades.
Quanto às cidades da Mesopotâmia e a organização político-social baseavam-se em
estruturas
descentralizadas,
isto
é,
com
a
concepção
de
cidades-estados
–
independentes entre si, em que geralmente o poder político e militar era exercido pelo
Patesí (Rei), seguidos por uma estrutura social que contemplava a nobreza, os
sacerdotes, trabalhadores livres (agricultores, atividade pastoril, artesãos) e
escravos.
Ao contrário do antigo Egito, na Mesopotâmia o Patesí (rei) não era visto com um
deus encarnado, na verdade, exercia grande poder como representante dos deuses
administrando todas as terras ocupadas pela população – que eram pertencentes a
esses deuses e em muitas situações, detinha mais prestígio e poderes que os sacerdotes
por deter o poder político e militar e em alguns casos, por ter maior influência religiosa que
determinados sacerdotes. Parte da população livre trabalhava nas terras valendo-se de uma
estrutura econômica baseada no modo de produção asiático - que utilizava o trabalho
como uma forma de pagamento de impostos.
Nas cidades-estados da mesopotâmia, prevalecia um modelo Teocrático – em que a
religião ocupava papel central na sociedade - e a sociedade em modo geral era Politeísta –
em que os deuses eram representados por forças da natureza, entre eles: Anu (deus do
céu), Shamash (deus do sol e da justiça) e Marduk.
Dentro da lógica religiosa dos povos da Mesopotâmia, não era semelhante à
moralidade judaico-cristã, ou seja, não prevalecia o conceito de certo/errado, bem/mal,
mas sim, o conceito de ordem/caos – característico do modus vivendi (modo de vida) da
população – muito ligadas às secas e enchentes da região – em que nem sempre o caos era
totalmente ruim e nem a ordem era totalmente boa, mas que o equilíbrio entre as forças da
natureza (deuses) propiciava a prosperidade.
Os sacerdotes também exerciam grande influência e prestígio nas cidades-estados
mesopotâmicos – pois acumulavam atividades não somente religiosas nos templos
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(zigurates) como também exerciam atividades econômicas – favorecidos socialmente
pelas doações da população aos templos.
Zígurate.
Quanto aos principais povos que ocuparam a Mesopotâmia, temos os Sumérios,
Acádios, Amoritas, Caldeus e Assírios.
Os primeiros povos a ocuparem a Mesopotâmia foram os Sumérios (entre 3.500
a.C. e 2.500 a.C.) e tiveram grande participação na história da humanidade por inventarem
a mais antiga forma de escrita: a escrita cuneiforme e por desenvolverem a roda. Tais
povos ocuparam o sul da Mesopotâmia e foram posteriormente dominados pelos Acádios
(2.550 a.C.).
Segundo uma abordagem eurocêntrica do século XIX, foi com os Sumérios que o
homem deixou a “Pré-História” e inaugurou a “Idade Antiga” a partir do surgimento da
escrita a 3.500 a.C..
Os Caldeus eram povos que surgiram do deserto da Síria (2.550 a.C.) e
caracterizaram-se por exercer domínio sobre os Sumérios, unificando as Cidades-estados sob
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o comando do rei Sargão I, inaugurando o conceito de Império (um reino dominando outros)
e estendendo seus domínios desde o Golfo Pérsico até o norte da Mesopotâmia. Dominado
posteriormente pelos Guti.
Os Amoritas passaram a ocupar a Mesopotâmia vindos do deserto da Arábia, se
estabelecendo na Babilônia e por isso, conhecidos como babilônicos; Tiveram com seu rei
Hamurabi sua expansão dominando desde o Golfo Pérsico até a Assíria, formando o
Primeiro império Babilônico. Foi ainda com Hamurabi que foi criado um código de Leis
que viria a ser conhecido como Código de Hamurabi ou Lei de Talião – um conjunto de
Leis
com
281
artigos
que
buscava
arbitrar
sobre
a
sociedade
com
determinada
proporcionalidade sobre as faltas cometidas: “Olho por olho, sente por dente”.
Posteriormente dominados pelos Cassitas e Hititas.
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Os Assírios, povos originários de região entre a Europa e Ásia, (2.000 a.C.) se
estabeleceram no norte da Mesopotâmia próximo ao rio Tigre – em uma região denominada
Assíria. Contribuiram com a humanidade
formando
um dos
primeiros exércitos
permanentes expandindo suas fronteiras a partir de 1.700 a.C.. Sob o comando de
Assurbanipal, teve sua maior prosperidade.
Os Caldeus eram oriundos da Arábia (1.000 a.C.) se estabeleceram no Sul da
Mesopotâmia
(Caldeia)
se
aliando
aos
povos
medos
e
derrotando
os
Assírios.
Conquistaram a Babilônia e foram conhecidos como o 2º Império Babilônico. Teve em
Nabucodonosor seu principal rei – e foi responsável pelas grandes obras urbanas, como
templos, jardins, muralhas, ruas e palácios. Foram vencidos posteriormente pelos Persas.
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