HISTÓRIA DO RN O Brasil foi descoberto por Portugal no ano de 1500, porém somente após cerca de 30 anos de sua descoberta, Portugal voltou-se para a colonização de seu achado. O sistema usado por Portugal para a colonização do novo e selvagem país, que a principio era chamado Terra de Santa Cruz, foi o de Capitanias Hereditárias, onde eram feitas concessões de lotes de terras em forma de cartas de Doações. A Colônia foi então dividida em 15 lotes. A capitania do Rio Grande foi doada então a João de Barros. O Brasil na época do descobrimento era habitado por selvagens, e no Rio Grande havia a tribo dos índios Potiguares, conhecidos por sua braveza, esta que dificultou a colonização. Além dos Potiguares, por volta de 1550 o Brasil já havia sido também invadido pelos Franceses. Estas invasões preocupavam Portugal, e, uma vez que a Capitania do Rio Grande ficava localizada no ponto mais estratégico da costa brasileira, o Rei retomou a posse da Capitania e ordenou a construção de um forte para expulsar os Franceses da costa. Foi então assim que, segundo os livros de historia, nasceu o Rio Grande do Norte. A partir da construção de seu mais importante monumento, a Fortaleza dos Reis Magos, foi formado um povoado às suas proximidades, que daria origem posteriormente à cidade de Natal, fundada em 1599. Hoje os habitantes de Natal são conhecidos tanto por Natalenses quanto por Potiguares. O Rio Grande do Norte teve novamente em papel importante na História do Brasil durante a 2ª Guerra Mundial. Sua situação geográfica era fundamental para os Estados Unidos como ponto de apoio para defenderem ataques vindos da África em direção à América do Norte e do Canal do Panamá. Os dois países, Brasil e Estados Unidos estreitaram relações e foi construído no Rio Grande do Norte um Quartel General que serviu de base para os americanos durante a segunda Guerra. Um grande centro de chegada e saída de aeronaves movimentou o Estado durante a segunda grande guerra, e tornou Natal, além de Pearl Harbor um dos mais prováveis alvos de ataque inimigo. O Campo de Parnamirim, hoje conhecido como o Aeroporto Internacional Augusto Severo, era chamado Trampolim da Vitória, pois era dali que os americanos partiam em direção às áreas inimigas, e culminou na vitória dos aliados na 2ª Guerra Mundial. Economia do Rio Grande do Norte No inicio da colonização, a economia do RN era basicamente de subsistência, concentrando-se na pesca, pecuária e agricultura. A cultura da cana de açúcar, tão bem desenvolvida em outras capitanias, não teve o mesmo sucesso no Rio Grande, restringindo-se ao sul do Estado. O mais importante engenho é o Engenho do Cunhaú, fundado em 1630. A exploração do Pau-Brasil, grande riqueza brasileira e praticamente o primeiro produto exportado do Rio Grande do Norte para a Europa, consistia na maior atividade econômica na época da Colônia, e foi também o motivo de varias invasões à nossa costa, tanto de franceses quanto holandeses, atrás da sua exploração clandestina. Das atividades de subsistência, a pecuária foi a que mais se desenvolveu, com a criação de gado em grandes fazendas destinadas ao abastecimento das outras capitanias próximas. As fazendas de criação de gado deram origem aos distritos que hoje formam os 166 municípios do Estado do Rio Grande do Norte. Atualmente, a economia do Estado está em pleno desenvolvimento. Suas principais atividades se concentram nas áreas de Agricultura - com o cultivo de algodão, arroz, banana, castanha-de-caju, cana-de-açúcar, coco-da-baía, feijão, mandioca, milho, batata-doce, sisal, fumo, abacaxi e mamona; Pecuária - bovina, suínos, avicultura; Pesca; Extração vegetal - Carnaúba e Mineração - sal marinho, calcário, diatomito, estanho, caulim, gás natural, petróleo, tungstênio, feldspato, nióbio. O cultivo do algodão teve importante participação na economia do Rio Grande do Norte desde a colonização do Estado, e a pecuária ainda é uma das atividades econômicas mais fortes do Estado. Os pólos salineiros no na região litorânea do extremo norte do Estado movimentam o porto de Areia Branca, sendo responsável por 90% da produção nacional. Já a extração de petróleo movimenta o porto de Guamaré, sendo um dos maiores centros extratores de petróleo do país, e o maior produtor de petróleo "em terra" no Brasil. Estas duas atividades respondem pelo maior crescimento da Economia do Estado. O Rio Grande do Norte vem desenvolvendo-se rapidamente nos últimos anos. Sua industria, cujos principais produtos ainda são os têxteis, os artesanatos e cerâmicas, vem ganhando força graças às exportações. Produtos como o sal, camarão, frutas - mamão, melão, melancia, abacaxi, manga, etc - peixes e doces tornaram o Estado o campeão de exportações do Nordeste. A falta de estrutura ainda é um problema na economia, mas pólos industriais estão sendo montados, e melhorias e ampliações as estruturas de portos e aeroportos também estão contribuindo para o incremento das atividades econômicas. O setor turístico é outro setor em franco desenvolvimento. O Rio Grande do Norte conta com uma das paisagens mais belas do Nordeste brasileiro, e suas praias de águas mornas e seu clima sempre favorável o tornam o principal alvo de turistas nacionais e estrangeiros. O setor turístico no Estado ainda é carente de profissionais especializados e subsídios do Governo, mas novas Faculdades e Escolas de Turismo estão atuando cada vez mais no Rio Grande do Norte. É nítida a importância econômica que o Turismo assume como gerador de renda, empregos e receita no Estado. O Turismo constitui o segmento econômico que mais emprega no Rio Grande do Norte, principalmente através de pequenas e médias empresas, sendo a geração de empregos uma das razões que justificam o esforço de captação de novos investimentos. Ele é responsável também pelo principal papel que alavanca o desenvolvimento do Estado, já ocupando o posto de segunda fonte de renda estadual (Receita estimada de US$ 216.131.752 em 2002, segundo dados da SETUR-RN) e de maior empregador da iniciativa própria, com enorme potencial e perspectiva de incremento, face às peculiaridades do seu produto, que o privilegia frente aos pólos turísticos concorrentes. Em 2002, o Rio Grande do Norte recebeu 1.423.886 turistas, que tiveram uma permanência média de 3,28 dias no Estado. De acordo com pesquisas oficiais de demanda turística do Rio Grande do Norte, 91% dos turistas entrevistados pretendem retornar ao Estado em outra oportunidade, demonstrando o altíssimo percentual de aprovação do destino. (Fonte: SETURRN) O aeroporto Augusto Severo, em Parnamirim, distante apenas 18 km do centro de Natal, reformado e ampliado, interliga-se com todas as principais cidades do Brasil, recebendo diariamente uma média de 22 vôos domésticos, entre regulares e charters, operados pelas principais companhias aéreas, tais como VARIG, VASP, TAM, GOL com uma média de 22 fretamentos semanais chegando a mais de 50 fretamentos na alta estação. Segundo dados da INFRAERO/RN, o número de vôos charters no ano de 2002 foi de 1.518 domésticos e 143 internacionais. Houve ainda, no mesmo ano, 6.559 vôos regulares domésticos e 153 do exterior, totalizando 480.115 passageiros desembarcados. O destino Natal/RN tem sido muito procurado nos últimos anos por oferecer belas paisagens, tranqüilidade, lugares paradisíacos, boa infraestrutura de acomodações, bons preços de produtos e serviços, entre outros fatores que têm atraído turistas de todas as regiões do Brasil e de outros países. O projeto Nataltrip.com surgiu a partir dessa força que o turismo tem no Rio Grande do Norte, com o intuito de ajudar cada vez mais o crescimento dessa área, ajudando àqueles que ainda não visitaram o Estado à tomar decisões antecipadas e a se programar para uma viagem inesquecível! OLÔNIA Ponto estratégico para ocupação e domínio da costa setentrional dessa porção da América portuguesa a Capitania do Rio Grande seria reivindicada por várias nações. Os primeiros momentos da Capitania do Rio Grande A Capitania do Rio Grande (O início da colonização da Capitania foi muito conturbado. Somente quando revertida à Coroa é que ela é conquistada, no entanto, terá pouca significação econômica) (Por Genilson Medeiros Maia – Aluno do período 98.2) Os Potiguares (Primeiros grupos humanos a fazerem contato com os homens brancos, os potiguares, índios que habitavam no litoral, serão fundamentais tanto na resistência quanto no auxílio ao processo colonizador) (Por Francisca das Chagas de Souza O. Araújo; Francivalda Vicente da Silva; Maria das Vitórias de Araújo Macêdo e Maria Elineuza da Silva – Alunas do período 99.2) Os Tapuias (Considerados arredios, violentos e de difícil trato pelos colonizadores portugueses os índios que não falavam a língua geral, eram dominantes no interior da Capitania e foram povos guerreiros a se contraporem energicamente ao modelo colonizador ibérico) (Por Ednilda da Silva Oliveira; Maria Auricéia de Morais; Eliete Dantas de Medeiros e Maria de Lourdes Pereira de Medeiros – Alunas do período 99.2 ) Os franceses na costa potiguar (Primeiros europeus a explorarem sistematicamente a costa potiguar os franceses serão um obstáculo formidável às investidas colonizadoras portuguesas) (Por Francimar de Araújo Galvão; Josefa Emília de Macêdo; Maria Deusa dos Anjos Lima; Nilba dos Santos Medeiros – alunos do período 99.2) A Fortaleza dos Reis Magos (O domínio português começa por esse marco arquitetônico lançando o sentido inicial da capitania: bastião de defesa e trampolim para a colonização das terras mais meridionais) (Por Walter José da SILVA; Laura Ferreira de Souza MARTINS; Cícero Romão BARBOSA e Francisca da Silva GUSMÃO – Alunos do período 99.2) Os engenhos do Ferreiro Torto e do Cunhaú (Somente nesses dois engenhos prosperou a produção açucareira, mesmo assim a agitação militar da colônia não os fizeram progredir mais perenemente) (Por Lúcia Maria de Araújo; Maria Célia de Medeiros; Maria do Socorro de Medeiros e Erivan de Medeiros Alencar) Os holandeses no Rio Grande A invasão holandesa no Rio Grande (Depois de dominarem Pernambuco os holandeses aportam no Rio Grande. Uma colonização até hoje polêmica) (Por Genilson Medeiros Maia – Aluno do período 98.2) Os primeiros contatos dos holandeses com a Capitania do Rio Grande (Antes de dominarem Pernambuco, os holandeses já tinham aportado na costa potiguar) (Por Francisco Avelino da Silva; José Zoroastro da Silva e Lourival Marinho Filho – Alunos do período 99.2) A tomada do Forte (Última alternativa de resistência portuguesa, a Fortaleza dos Reis Magos foi sitiada e finalmente tomada pelos holandeses, a Capitania estava, enfim, dominada) (Por Rita Maria Soares Germano; Maria Ione de Medeiros; Ozaneide Santos e Selma Maria de Araújo – Alunas do período 99.2) Os holandeses e os tapuias (Guerreiros temidos e fiés aliados dos flamengos os janduís foram decisivos no período de domínio holandês da Capitania) (Por Evaneide Fidélis de Oliveira; Helder Alexandre Medeiros de Macedo; Márcia Batista de Araújo e Maria Helenice Dantas – Alunos do período 99.2) Os massacres (Unidos aos janduís os holandeses promoveram alguns dos mais sangrentos massacres da época na colônia) (Por Maria Auxiladora O. Silva; Maria Zilda de Morais; Nara Ednah de Brito e Neily Lopes Dutra – Alunas do período 99.2) Os processos de beatificação (Massacrados em plena celebração católica, hoje os indivíduos assassinados pelos janduís e holandeses são objetos de processos de beatificação) (Por Andriel Cleber Santos de Araújo; Antonia Medeiros de Morais; Maria das Graças Aguiar & Maria Idália Diniz Cavalcante – Alunos do período 99.2) IMPÉRIO A fisionomia do espaço norte-riograndense ganha contornos definidos pelo processo de construção do Estado Nacional: política, economia e sociedade vão aos poucos se "modernizando". O Seridó e a Guerra do Paraguai (O conflito platino tocou o interior da província acirrando os ânimos nacionalistas e causando em contrapartida crise na mão-de-obra) (Por Muirakytan K. de Macêdo – Professor do Curso de História do CERES – Campus de Caicó) Revoltas populares na Província do Rio Grande: o "Quebra-Quilos" e o "Motim das Mulheres" (Revoltas pouco estudadas na historiografia potiguar o "Quebra-Quilos" e o "Motim das Mulheres" são marcos da indignação popular contra arbitrariedades governamentais) (Por Muirakytan K. de Macêdo – Professor do Curso de História do CERES – Campus de Caicó) A última eleição do Império no Rio Grande do Norte (A última eleição do Império no Rio Grande do Norte, cujo embate deu-se no seio do próprio Partido Liberal, marcou a ascensão do Seridó no cenário político potiguar) (Por Genilson Medeiros Maia, Lúcia Araújo Dantas e Alan Aparecido Ferreira da Fonseca – Alunos do período 98.2) O Movimento Republicano no Rio Grande do Norte - pioneirismo seridoense (Antes que em Natal o movimento republicano fosse organizado o Seridó, através dos acadêmicos de Direito, criaram o Centro de Propaganda Republicana) (Por Maria Sueli de Araújo, Maria de Lourdes Dantas, Magda Maria da Silva e Joana D’arc de Sena – Alunas do período de 98.2) REPÚBLICA Nesse período de tensões sociais e políticas dramáticas o estado do Rio Grande do Norte será palco de significativos eventos nacionais. República Velha A cotonicultura no Rio Grande do Norte (Único produto agrícola a elevar o RN à condição de exportador para o mercado nacional e internacional, o algodão marcará a economia potiguar do século passado até meados do século XX) (Por Muirakytan K. de Macêdo – Professor do Curso de História do CERES – Campus de Caicó) O algodão na economia seridoense (O algodão mocó produzido no sertão seridoense definirá sociedade, economia e política do Rio Grande do Norte) (Por Muirakytan K. de Macêdo – Professor do Curso de História do CERES – Campus de Caicó) A Instauração da República do RN: Centralização x Descentralização (Proclamada a República o Rio Grande também se polarizará entre posições que advogam a centralização e a descentralização do Estado brasileiro) (Por Maria do Socorro Medeiros; Maria de Fátima Medeiros Diniz e Inácia Francisca dos Santos – Alunas do período 99.1) Do açúcar para o algodão: a mudança do eixo econômico favorece o interior do estado (Desde fins do século XIX que o algodão já ultrapassava o açucar na pauta comercial potiguar, mas será somente nas primeiras décadas do século XX que ele redefinirá mais perenemente o cenário social e político do estado) (Por Ana Maria da Silva Araújo e Concessa Araújo Macêdo - Alunas do período 99.1) Da oligarquia Maranhão à política do Seridó (Desde a colônia a política potiguar era determinada pela elite litorânea, o ano de 1924 será a data de rotação do eixo político, a partir daí a elite algodoeira do sertão seridoense será uma imprescidível peça no jogo político estadual) (Por Vitamar de Oliveira; Gilson de Azevêdo Pereira e Aristóteles Estevam de Medeiros Filho – Alunos do período 99.1) A Conturbada Década de 30 Antecedentes da Revolução de 30 no RN (As práticas oligáquicas e a política econômica problemática possibilitação a conjunção de forças revolucionárias no RN) (Por Josélia de Aráujo Silva; Sérgio Enilton da Silva; Wendell Góes Araújo; Ronye B. Pereira e Ailton José dos Santos– Alunos do período 99.1) A Revolução em curso (Militares descontentes e oposição sufocada tramarão o golpe que derrubará Juvenal Lamartine da governadoria do RN) (Por Josélia de Aráujo Silva; Sérgio Enilton da Silva; Wendell Góes Araújo; Ronye B. Pereira e Ailton José dos Santos– Alunos do período 99.1) As interventorias de Irineu Joffily e Aluísio Moura (Primeiros interventores no RN Joffily e Moura pouco poderão fazer para infundir o "espírito" revolucionário na viciada política potiguar) (Por Ezaú Macêdo de Medeiros; Eugebene Nunes de Queiróz; Dari Dantas Monteiro; Kléber Araújo de Medeiros e Solon Lima dos Santos – Alunos do período 99.1) As violentas eleições de 14 de outubro de 1934 (Teste de forças entre revolucionários e "carcomidos" essa eleição primará pela violência) (Por Maria de Fátima Dantas Araújo; Joelma da Silva Alves; Quênia Leilah R. de Araújo; Santana Francineide M. da Silva e Suerda Medeiros de Araújo – Alunas do período 99.1) Rearticulação oligárquica pós-30 (A despeito dos ideais revolucionários as oligarquias ressurgem dos bastidores, de onde nunca tinham deixado de atuar) (Por Vitamar de Oliveira; Gilson de Azevêdo Pereira e Aristóteles Estevam de Medeiros Filho – Alunos do período 99.1) Organização sindical no RN, após a Revolução de 1930 (Calada sistematicamente pelas truculentas práticas coronelísticas a organização operária vai a duras penas tomando forma) (Por Aristóteles Estevam de Medeiros Filho – Aluno do período 99.1) A guerrilha do Açu (Episódio marcante e pouco conhecido na historiografia potiguar, a guerrilha do Açu será a primeira ação armada organizada pelo PCB no estado) (Por Aristóteles Estevam de Medeiros Filho – Aluno do período 99.1) A Insurreição Comunista de 1935 em Natal (O estopim da revolução comunista foi aceso primeiro em Natal e o rastilho tenta se espalhar pelo interior do estado. Mas, sem apoio popular e acossado pelas armas oligárquicas, o movimento é sufocado) (Por Aristóteles Estevam de Medeiros Filho – Aluno do período 99.1)