Informática - Estuda Que Passa

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Informática
Linux
Professor Márcio Hunecke
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Informática
O SISTEMA OPERACIONAL GNU/LINUX
Características Gerais
O Linux surgiu por meio do Projeto GNU (GNU’s Not Unix) e é
regido pelo sistema de licenciamento GPL (General Public License).
O sistema operacional Linux é composto por duas partes principais:
Kernel – O kernel é o “núcleo” do sistema e é responsável pelas
funções de mais baixo nível, como o gerenciamento de memória,
de processos e da CPU. O kernel também é o responsável pelo
suporte aos sistemas de arquivos, dispositivos e periféricos
conectados ao computador, como placas SCSI, placas de rede,
de som, portas seriais, etc. Embora o kernel seja uma parte
importante do Linux, ele sozinho não constitui o sistema
GNU/Linux. É chamado Linux o conjunto do kernel e demais
programas, como shells, compiladores, bibliotecas de funções, etc.
Aplicações de Sistema – O kernel faz muito pouco sozinho, uma vez que ele só provê os recursos
necessários para que outros programas sejam executados. Logo, é essencial a utilização de
outros programas (chamamos de PACOTES) para implementar os vários serviços necessários ao
sistema operacional. As aplicações de sistemas são aquelas necessárias para fazer com que o
sistema funcione. Entre elas podemos citar o Samba, Apache, Bind, Postfix, Lilo, Grub, Putty,
Shell, Vi.
Uma distribuição LINUX consiste na organização do Kernel do programa e de todas as demais
aplicações que ela comporta.
Muitas destas versões são “não comerciais” (gratuitas) e outras são comerciais (pagas). Mas
todas elas têm o código fonte aberto.
Dentre as versões mais conhecidas, podemos citar:
•• Red Hat (suporte é pago e é a mais usada mundialmente em servidores)
•• Fedora (versão não comercial do Red Hat voltado para estações de trabalho)
•• CentOS (versão não comercial do Red Hat voltado para servidores)
•• Ubuntu (mais utilizada em estações de trabalho)
•• Android (desenvolvido pelo Google e voltado para dispositivos móveis)
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•• Mandriva (= Conectiva + Mandrake)
•• Kurumin (brasileira)
•• SuSE
•• Slackware
•• Debian
•• Gentoo
O ambiente gráfico
No Linux a responsabilidade pelo ambiente gráfico não é do kernel e sim de um programa
especial, o XFree86. No entanto, este programa provê apenas as funções de desenho de
elementos gráficos e interação com a placa de vídeo. A interação final do usuário com a interface
gráfica se dá por meio de programas gerenciadores de janelas (chamados de interfaces), como
o KDE, o WindowMaker X-Windows (X11) e o GNOME, responsáveis pela “aparência” do seu
Linux.
Comparativo Windows x Linux
Para compararmos os dois sistemas, vamos levar em consideração o Windows, em qualquer de
suas versões, e o Núcleo (Kernel) do sistema Operacional LINUX, já que existem várias versões
de distribuição no mercado, cada qual regida por suas próprias regras.
WINDOWS XP OU 7
LINUX
Proprietário
Software Livre
Sistema Operacional Gráfico
Sistema não Gráfico
Copyright
CopyLeft – regido pela Licença GNU
Código Fechado
Código Aberto
Software Comercial
O Kernel não é comercial
Não diferencia maiúsculas e minúsculas
Diferencia maiúsculas e minúsculas
Utiliza extensões para identificar tipo de Não precisa de extensões para identificar
arquivo
tipo de arquivo
Sistema de Arquivos FAT e NTFS
Sistema de Arquivos EXT2, EXT3* e
ReiserFS que suporta Journaling.
Identifica as partições e dispositivos com Identifica as partições e dispositivos com/
letras (C:, E:)
(/bin, /Pendrive)
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Informática – Linux – Prof. Márcio Hunecke
Gerenciando Arquivos e Pastas do Linux
No Windows, temos uma estrutura baseada em letras identificando cada dispositivo,
geralmente da seguinte forma:
Arquivos do sistema: Residem em C: onde temos os diretórios: Meus Documentos, Arquivos de
Programas, etc.
“Drive de disco flexível 3,5”: É acessado em A:
Unidade de CD-ROM: É acessado geralmente em D:
O caminho até um arquivo é descrito, por exemplo, dessa forma: C:\Usuários\MarcioHunecke\
Documentos\arquivo.txt.
No GNU/Linux, não temos essa estrutura baseada em letras, mas sim baseada em pontos de
montagem.
Arquivos do sistema: A partição que contém esses arquivos é chamada de raiz e seu ponto
de montagem é o “/”. Numa estrutura padrão (aceitável para todas as versões) teríamos, pelo
menos, os seguintes diretórios:
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/usr (de “user”) – onde fica a maior parte dos programas
/home – arquivos do usuário
/bin – armazena os executáveis de alguns comandos básicos do sistema
/sbin – armezena os executáveis que estão disponíveis somente para o root
/boot – armazena o Kernel (ou núcleo) do Sistema Operacional e os arquivos carregados
durante a inicialização do sistema.
/dev – armazena links para dispositivos de hardware (arquivos para placa de som,
interrupção do mouse, etc.) – semelhante ao Painel de Controle do Windows
/etc – Arquivos de configuração de sistema, tem a mesma função do Painel de Controle do
Windows.
/mnt (de “mount”) – serve de ponto de montagem para o CD-ROM (/mnt/cdrom), drive de
disquetes (/mnt/floppy)
/root – arquivos do usuário root
Nomes de Arquivos
Outra diferença importante para os usuários é o fato de os nomes dos arquivos no GNU/Linux
serem “case sensitive”, ou seja, as letras maiúsculas e minúsculas fazem diferença, por exemplo,
no GNU/Linux, posso ter os seguintes nomes de arquivos em um mesmo diretório:
# ls -1
teste
tesTE
TESTE
Uma última diferença diz respeito às extensões dos arquivos, que não são necessárias para
os arquivos no GNU/Linux. Enquanto no Windows, um arquivo nomeado “arquivo.exe” é um
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executável e um “texto.doc” é um documento de texto, no GNU/Linux podemos ter somente os
nomes “arquivo” e “texto”. Então como saber o tipo de arquivo se o mesmo não tem extensão?
A identificação dos arquivos é feita baseada no conteúdo do cabeçalho dos mesmos.
Nada impede que o usuário crie pastas na Raiz e armazene ali os seus arquivos, no entanto é
altamente recomendável que ele faça isso na pasta /home, evitando confusões desnecessárias.
Usuários no Linux
Tanto no Windows como no Linux, é necessário se autenticar no sistema com um usuário
válido, que podem ser nomes comuns, como Sérgio, Edgar e Pedro. Contudo, no Linux, existe
um usuário que se chama Root e que é o Administrador do Sistema, também chamado de
SuperUser (Super Usuário). Para facilitar o gerenciamento, os usuários podem ser organizados
em grupos, como RH, COMPRAS. No caso do Root, seu grupo por padrão é o Root.
Alguns Comandos do Linux
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ls – (list) Utilizado para listar o conteúdo de um diretório
cp – (copy) Copia arquivos e diretórios
mv – (move) Move arquivos e diretórios (Cuidado com o renomear!!!)
rm – (remove) Apaga arquivos e diretórios
cd – (change directory) Troca de diretório
pwd – (print work directory) Mostra o diretório (Não confundir com passwd)
find – Procurar arquivos e diretórios
mkdir – (make directory) Cria diretórios
chown – (change owner) Troca o proprietário dos arquivos ou diretórios
chmod – (change mod) Troca as permissões dos arquivos e diretórios
cat – Cria, concatena ou imprime arquivos na tela
gzip e tar – Utilizado para compactar arquivos ou pastas
clear – Limpa a tela
chmod – (change mod) Troca as permissões dos arquivos e diretórios
useradd – Adiciona usuários
passwd – (password) Troca a senha
man – (manual) Páginas de manuais do Linux
kill – Encerra programa
touch – Altera a data de um arquivo. Se arquivo não existir, cria um arquivo vazio
grep – Permite fazer filtro em um arquivo texto ou log
tail – Mostra a parte inicial e final de um arquivo texto, respectivamente
diff – Compara dois arquivos, mostrando as diferenças
cut – Comando recortar
sort – Permite ordenar linhas em um arquivo texto
ifconfig – Apresenta configurações de rede
top – Similar ao Gerenciador de Tarefas do Windows
Observação: O Linux somente possui Lixeira quando é utilizado com interface gráfica.
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