O Sol como aliado da cidade de Lisboa

Propaganda
ID: 49672498
11-09-2013 | Imobiliário
Tiragem: 45304
Pág: 2
País: Portugal
Cores: Cor
Period.: Semanal
Área: 13,61 x 24,01 cm²
Âmbito: Informação Geral
Corte: 1 de 1
O Sol como aliado
da cidade de Lisboa
Luís Lima
O
Sol, a estrela à volta da qual todos nós
rodamos, poderá
assumir-se nestas
vésperas de um novo quadro comunitário de referência, para o septénio de 2014
a 2020, como astro rei aliado de
Lisboa. António Costa, atual presidente da Câmara Municipal de
Lisboa que se recandidata a novo mandato, está empenhado em
contratualizar um grande programa europeu virado para a melhoria da eficiência energética do
património da capital pelo aproveitamento da enorme exposição
solar da nossa Capital.
Lisboa é a cidade europeia com
maior número de horas anuais de
exposição solar, ou seja, a cidade
europeia com maior potencialidade energética, o que a torna beneficiária privilegiada desta energia e a
coloca na primeira linha das oportunidades que esta localização proporciona no próximo quadro de
apoio europeu a contemplar uma
atenção muito particular à reabilitação urbana das cidades.
Este programa – que desejo possa ser apoiado e reconhecido como
exequível também por outras forças político partidárias empenhadas e atentas à gestão pública da
nossa Capital – deverá ser também,
na opinião do atual presidente da
Câmara, um investimento que contemple uma reabilitação urbana no
centro histórico, com preocupações acrescidas na prevenção de
calamidades naturais.
O repovoamento, preferencialmente com população jovem, do
centro da cidade, neste quadro de
reabilitação urbana quase tão profundo como o da reconstrução / regeneração que ocorreu na sequência da tragédia de 1755 (posto que
sem a carga dramática inerente a
uma catástrofe como a que ainda
vive na nossa memória colectiva), é
uma opção de contraciclo económico que as cidades bem necessitam.
Isso mesmo reconhece o autarca
de Lisboa ao sublinhar que a adopção de programas como os que defende para a Capital no âmbito do
próximo quadro comunitário de
apoio podem ser um “fortíssimo
impulso” para a economia nacional, dado o “grande peso” da indústria da construção e do sector
imobiliário, responsáveis por uma
fatia significativa do desemprego,
em tais projetos.
Ignorar as exigências gritantes
de reabilitação do património
construído é atitude que nem os
países mais ricos aceitam, quanto mais países, como o nosso, que
atravessam difi culdades no que
toca ao fi nanciamento e no que
toda à dinamização da própria
Economia, duas realidades que
estão muito ligadas entre si e que
também passam pela Reabilitação
dos centros históricos das nossa
principais cidades.
Promovendo e recuperando emprego em sectores da população
mais vulneráveis por terem uma
formação simples e muito estreita
e uma idade difícil para adquirir
novas competências, alavancando
o turismo residencial nas cidades
com História e a qualidade de vida das populações e reassumindo
o papel que o imobiliário pode e
deve continuar a desempenhar na
recuperação económica do país.
É também curioso referir que este debate gerado pelas ideias que
estão a nascer em Lisboa no âmbito das eleições autárquicas em
curso equacione a possibilidade
da transferência da gestão dos
transportes públicos para os municípios, tal como já acontece em
muitas cidades da Europa com as
vantagens inerentes a uma gestão
mais próxima da realidade.
Trazendo mais Sol à cidade.
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção
e do Imobiliário de Língua
Oficial Portuguesa
[email protected]
Download