Administração de Servidores Material Teórico Servidores de Redes e Tipos de Serviços Responsável pelo Conteúdo: Prof. Dr. Vagner da Silva Revisão Textual: Prof.ª Me. Sandra Regina Fonseca Moreira Servidores de Redes e Tipos de Serviços • Visão Geral sobre Servidores de Redes; • Serviços; • Servidores Virtualizados; • Tipos de Servidores; • Tipos de Serviços. OBJETIVOS DE APRENDIZADO • Conhecer as principais características envolvendo um servidor, seus aspectos físicos e tipos de serviços que devem ser providos por eles; • Entender como um servidor consegue oferecer mais do que um serviço, e quais as características que o tornam flexíveis para isso. Orientações de estudo Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua formação acadêmica e atuação profissional, siga algumas recomendações básicas: Determine um horário fixo para estudar. Procure manter contato com seus colegas e tutores para trocar ideias! Isso amplia a aprendizagem. Conserve seu material e local de estudos sempre organizados. Aproveite as indicações de Material Complementar. Mantenha o foco! Evite se distrair com as redes sociais. Seja original! Nunca plagie trabalhos. Assim: Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e horário fixos como seu “momento do estudo”; Não se esqueça de se alimentar e de se manter hidratado. Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo; No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você também encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados; Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discussão, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e de aprendizagem. UNIDADE Servidores de Redes e Tipos de Serviços Visão Geral sobre Servidores de Redes A comunicação feita pela Internet e em grande parte das redes de computadores se baseia no estilo cliente-servidor, ou seja, sempre haverá algum dispositivo solicitando informações para outro dispositivo que responderá a estas solicitações por um serviço instalado e configurado adequadamente. Para que uma máquina possa ser considerada um servidor e responder a um dispositivo, ela deverá ter instalado um serviço, e é este o motivo que faz estas máquinas serem chamadas de servidores. Os servidores devem responder às solicitações de vários usuários quase que simultaneamente, para isso, ele deve ter determinadas características, principalmente no quesito desempenho, para responder de forma eficaz a estas solicitações. Portanto, o servidor deve ser dimensionado em relação a recursos como processador, memória e interface de rede para dar vazão a estas solicitações. Como se pode perceber, um servidor deve ser uma máquina com poder computacional diferenciado, com um sistema operacional adequado a oferecer estes tipos de serviços. Eles evoluíram ao longo do tempo, passando de máquinas sendo montadas em uma torre, até lâminas ou soquetes sendo montados em rack. Figura 1 – Servidor montado em rack Fonte: Getty Images O primeiro servidor web no mundo foi configurado para disponibilizar páginas web. Tim Berners-Lee, inventor da World Wide Web, disponibilizou páginas web descrevendo como deveria ser feito o acesso aos documentos nela disponibilizados. Os primeiros servidores não tinham recursos diferenciados em relação aos computadores disponíveis na época. Disponibilizar páginas web contendo apenas textos, não exigiam recursos computacionais diferenciados. Com a evolução da tecnologia, outros serviços como transferência de arquivos, banco de dados e imagens vinculadas às páginas web foram disponibilizadas. 8 As requisições e acessos aos servidores foram crescendo e houve necessidade de desenvolver máquinas com diferencial computacional para prover acesso e respostas rápidas aos conteúdos solicitados. Imagens e sons foram vinculados às páginas web e, em consequência disso, os servidores tinham que ter recursos diferenciados. É possível encontrar servidores compostos por diversas configurações e capacidades computacionais, com custos considerados baixos e/ou elevados, de acordo com a necessidade da organização. Quanto maior desempenho e recursos disponíveis, maior será o custo do servidor. Os sistemas operacionais foram acompanhando a evolução do hardware. Atualmente, há versões exclusivas de sistemas operacionais para servidores, e eles oferecem segurança e flexibilidade na configuração dos serviços a serem disponibilizados. A Microsoft, na década de 90, apresentou o Windows Workgroup, que se tratava de uma versão que propôs a integração de recursos de redes de computadores, como compartilhamento de impressão e arquivos. A partir desse ponto, a empresa começou a desenvolver sistemas operacionais abrangendo as necessidades dos usuários de computadores pessoais e sistemas operacionais para abranger recursos de servidores. Figura 2 – Windows 3.1 WorkGroup Fonte: Wikimedia Commons Embora o Windows Workgroup oferecesse alguns serviços, o seu desenvolvimento não foi exclusivo para que se estabelecesse como um sistema operacional servidor por completo, e outras versões como Windows NT e Windows NT Server foram também propostos no mercado. A Microsoft começou a desenvolver um sistema operacional para servidores a partir da década de 2000. Em 2003, ela lançou 9 9 UNIDADE Servidores de Redes e Tipos de Serviços o Windows Server 2003 com características de configuração para servidores por completo. Dentre outros sistemas operacionais que a empresa desenvolveu, temos: • Windows Server 2003 (R2); • Windows Server 2008; • Windows Server 2008 (R2); • Windows Server 2012; • Windows Server 2012 (R2); • Windows Server 2016; • Windows Server 2019. O sistema operacional Linux é usado em larga escala em servidores e se tornaram atrativos pela estabilidade, desempenho e custo reduzido em relação às outras plataformas pagas. O Linux na versão servidor permite somente o uso de linha de comandos, e isso o torna um sistema operacional mais seguro, visto que, para configurá-lo, deve-se ter conhecimento sobre os comandos a serem aplicados. Para empresas de grande porte e até mesmo para um Data Center, o modelo de servidores em rack proveem escalabilidade, permitindo que os sistemas operacionais sejam virtualizados para aproveitar melhor os recursos que o hardware pode oferecer. Além disto, é possível economizar no espaço, na organização e energia elétrica, já que um soquete com sistemas operacionais virtualizados pode atender vários clientes com apenas uma interface de rede. A figura 3 apresenta uma máquina física contendo três máquinas virtuais. Figura 3 – Virtualização de servidores Fonte: Getty Images Com a evolução da computação em nuvem, há uma tendência na contratação de servidores que não estejam fisicamente na empresa, mas que sejam configurados na nuvem. Desta forma, a empresa paga pelo serviço contratado e até por demanda de processamento e uso de memória. 10 Serviços Em um servidor, pode-se configurar um ou mais serviços, mas geralmente configura-se mais que um serviço, e em casos mais específicos, em que a demanda pelos dados seja muito grande e o tempo de respostas deva ser rápido, configura-se apenas um serviço. Configurar mais que um serviço em um servidor requer que ele responda a solicitação de forma adequada, ou seja, caso um servidor tenha configurado o DHCP - Dynamic Host Configuration Protocol (Protocolo de configuração Dinâmica de Host) para fornecer endereço IP automaticamente e o serviço de transferência de arquivo FTP, ele deve responder adequadamente a estas solicitações. A resposta do servidor ao serviço adequado solicitado pelo cliente só pode ser feita pelo conceito conhecido como socket. Um socket é a junção do endereço IP com a porta referente àquela aplicação. Cada aplicação que fornece um serviço tem associada a ela, pelo menos, uma porta que é definida no protocolo TCP e UDP da camada de transporte. O DHCP tem especificado a porta 68, portando, qualquer dispositivo que se conectar a uma rede de computadores e estiver configurado para obter endereço automaticamente deverá fazer uma solicitação nesta porta. Já o FTP usa duas portas, o acesso ao servidor é feito pela porta 21 e a transferência de arquivos é feito pela porta 20. Como pode ser observada na figura 4, cada aplicação disponibilizada para comunicação na rede deve ser empacotada no protocolo UDP ou TCP, e neste protocolo é inserido o número da porta. Tabela 1 – Comparação entre modelo OSI e TCP/IP Camadas OSI Aplicação Apresentação Sessão Transporte Protocolos Incluídos Camadas TCP/IP SNMP TFTP NFS DNS BOOTP FTP Telnet Finger SMTP POP Aplicação UDP TCP Transporte de Máquina para Máquina Rede IP Dados Cartões de Interface de Rede Física Meio de Transmissão Internet Interface de Rede Fonte: Gallo, 2003 Portanto, para a solicitação de um serviço de um cliente a um servidor, primeiro o servidor deve ser identificado na rede, isto é feito pelo endereço IP do protocolo IP, depois de identificado o servidor, deve-se identificar o serviço, isto é feito pelo número da porta que está inserido, ou no protocolo UDP ou no TCP. 11 11 UNIDADE Servidores de Redes e Tipos de Serviços Todos os serviços conhecidos têm a eles associado um número de porta e, ao se instalar o serviço no servidor, é importante mantê-la conforme especificação. Em alguns casos, até para teste, costuma-se alterar o número da porta do serviço. Por exemplo, ao instalar um servidor de página web, a porta 80 é configurada para acesso a este serviço, no entanto, costuma-se alterar este número de porta para 8080 ou outro número, para testar o desenvolvimento de um site. Servidores Virtualizados Os computadores tradicionalmente usam apenas um sistema operacional para gerenciar os recursos físicos. Nestes casos, eles são considerados altamente acoplados e não podem ser separados. Essa característica oferece custos elevados e pouca flexibilidade na infraestrutura. A virtualização tem como objetivo melhorar o uso dos recursos físicos como CPU, memória, HD e interface de rede, permitindo o uso de múltiplos sistemas operacionais funcionando concorrentemente em uma única máquina. A virtualização é uma entidade lógica em que cada sistema operacional roda sobre a sua própria máquina virtual. Em uma máquina virtualizada, a camada de virtualização reside entre o hardware e a máquina virtual. A camada de virtualização também é conhecida como Hypervisor. Ela oferece a padronização de recursos de hardware como CPU, memória, rede, entre outros para todas as máquinas virtuais. Applications Applications Applications Windows Linux Suse Linux VM VM VM Hypervisor Hardware Figura 4 – Hypervisor Explor Conforme figura 4, cada máquina virtual instalada (VM) comunica-se com o hypervisor e esse tem como responsabilidade gerenciar os recursos físicos (hardware) para cada máquina virtual instalada. 12 Como instalar um hypervisor: https://bit.ly/2WNCJ6A O hypervisor é um software que permite a vários sistemas operacionais operarem concorrentemente sobre uma máquina física e interage diretamente com o hardware. Ele é o componente chave para a virtualização e continuidade de um Data Center e é composto por dois componentes: Kernel (núcleo) e Monitor da Máquina Virtual (VMM). O kernel do hypervisor fornece a mesma funcionalidade dos outros sistemas operacionais, como gerenciamento de processos e gerenciamento de sistema de arquivo. Ele é responsável por dar suporte a múltiplas máquinas virtuais e fornecer as funcionalidades de núcleo como escalonamento de recursos, pilhas, entre outros. O monitor da máquina virtual é responsável por executar o comando sobre a CPU, ele abstrai o hardware para dar a impressão que cada máquina virtual tem os seus próprios recursos como CPU, memória e dispositivos de entrada e saída. Essa característica aliou-se muito bem aos servidores, pois com um hardware há possibilidade de instalar e configurar vários servidores e sistemas operacionais diferentes. Isso aumenta a flexibilidade diminuindo os custos relacionados a equipamentos, espaço, energia e temperatura. Tipos de Servidores Há no mercado algumas alternativas em relação aos tipos de servidores, e a escolha por um ou outro está relacionada à necessidade, ao tamanho da empresa, bem como também ao desempenho que eles possam oferecer. Os servidores disponíveis atualmente são: • Servidores em torres: Usados em grande parte em pequenas e médias em- presas ou escritórios. Há uma tendência a escolher este tipo de servidor ao criar uma rede de uma pequena empresa, pois oferecem menor custo e pouco espaço físico para mantê-lo. Duas características podem ser consideradas na montagem destes servidores, uma delas refere-se às empresas com aproximadamente 25 funcionários. Para este caso, um servidor com processador com múltiplos núcleos supre as necessidades dos usuários. Acima de 25 funcionários, com acesso frequente ao servidor, deve-se considerar um servidor com mais processadores compostos de múltiplos núcleos, maior quantidade de memória e interface de rede com alta largura de banda. • Servidores em Rack: Esse tipo de servidor apresenta capacidade maior de processamento e armazenamento, pois um rack comporta mais hardware de servidores. Ele é utilizado por empresas de médio e grande porte, ocupa menos espaço físico e costuma trabalhar com sistemas operacionais virtualizados para melhor utilização do hardware. 13 13 UNIDADE Servidores de Redes e Tipos de Serviços • Servidores Blade: Tem as mesmas características dos servidores em Rack, Explor no entanto, são menores e apresentam melhores desempenhos. Eles oferecem melhores capacidades de armazenamento, melhor desempenho, menor consumo de energia além dos benefícios oferecidos no gerenciamento. Servidores Blade: https://bit.ly/2JJDQkd • Servidores White-box: Há uma linha de servidores que são fabricados utilizando componentes de fabricantes diferenciados. Isso se deve à flexibilidade em fornecer aos clientes condições diferenciadas de trabalho. Gigantes na área de informática como o Google e Facebook possuem servidores white-box. Como vantagem declarada para utilização destes servidores está o custo para fabricação. Os grandes fornecedores de computadores oferecem soluções para servidores objetivando melhorar a performance de Data Center. A Cisco desenvolveu uma linha de servidores denominada Cisco UCS (Unified Computing System) oferecendo uma opção ao white-box. Entre o diferencial, está a ferramenta de gerenciamento e performance desses servidores. A Dell com sua linha de servidores PowerEdge fornece um servidor altamente dimensionável para maximizar o desempenho na utilização de grande parte de aplicativos. A HP disponibiliza a linha de servidores HPE que contempla pequenas, médias e grandes empresas. Dependendo do tamanho da empresa, há um modelo específico para suprir suas necessidades. Tipos de Serviços Há diversos tipos de serviços que podem estar disponíveis para acesso das máquinas clientes, e sua utilidade vai desde fornecer informações quanto auxiliar na organização das informações da empresa. Veja abaixo quais são os servidores e suas características. Servidor de Arquivo Os servidores de arquivos são utilizados para armazenar, de forma organizada, os arquivos dos funcionários. Esse tipo de servidor tem como características principais o grande volume de armazenamento, segurança e controle de acesso para registro sobre alterações, criações e remoções feitas em documentos. Esse tipo de serviço deve: 14 • Restringir o acesso aos documentos confidenciais dando aos usuários acesso somente aos arquivos que precisam usar; • Dar flexibilidade no acesso aos documentos. Se estiver em um servidor, pode ser acessado de qualquer outra máquina; • Dar acesso aos arquivos durante 24 horas por dia, pois um servidor não deve ser desligado exceto para manutenção preventiva ou corretiva; • Organizar os arquivos melhorando a produtividade ao proporcionar que estes arquivos sejam encontrados rapidamente; • Compartilhar arquivos de projetos entre as equipes, proporcionando que vá- rios funcionários trabalhem diretamente nele; • Fazer backup de todos os arquivos evitando que informações sejam perdidas. Cada organização tem uma característica diferente e, consequentemente, deve ter uma pessoa especializada para avaliar e definir qual a melhor configuração de hardwares e softwares para serem usados nesse servidor de arquivo. Com a evolução dos dispositivos móveis, há uma tendência em levar o armazenamento para a nuvem, pois isso oferece vantagens como flexibilidade de acesso e de dispositivo também. Além disto, a escalabilidade e a segurança para manter os arquivos confidenciais com alta disponibilidade ficam por conta da empresa que os armazenam. Servidor de Impressão Os servidores de arquivos e de impressão foram alguns dos motivadores para a criação de redes de computadores. O objetivo do servidor de impressão é fornecer um ponto único de controle para impressora, diminuindo o custo com equipamentos de impressão. O servidor de impressão recebe uma solicitação de uma máquina cliente na rede de computadores e organiza a impressão. Portanto, a função deste servidor é centralizar a impressão e oferecer controle sobre a quantidade de páginas impressas, além de monitorar todas as impressões realizadas pelos computadores da empresa. É possível ainda dar permissão aos usuários que podem imprimir, e possibilita auditoria pelos administradores sobre o que foi impresso. É importante salientar que é possível usar nesta máquina de servidor de impressão outros serviços. Assim, ela não ficará subutilizada na empresa. Por exemplo, está máquina pode ser usada também como controle de acesso a usuários na rede de computadores, ou então, no próprio servidor de arquivos, pode-se instalar também um servidor de impressão. 15 15 UNIDADE Servidores de Redes e Tipos de Serviços Servidor de Banco de Dados Um servidor de banco de dados deve ser provido de gerenciadores de banco de dados para armazenar e manipular informações como cadastro de cliente, estoque, vendas e outras consideradas importantes para a empresa. Ele deve ter uma boa capacidade de armazenamento e deve ter aplicações que facilitem esse manuseio. Com a evolução da computação em nuvem, os Data Centers implementam uma rede com protocolo específico (Fibre Channel) para armazenamento de dados (Storage). Isso, em conjunto com os gerenciadores de banco de dados, permite maior segurança e eficiência no acesso às informações. Se nesse tipo de servidor estão as informações mais importantes da organização, então, é necessário que ofereça segurança e o devido acesso a quem as necessita. Há vários gerenciadores de banco de dados relacionais, dentre eles temos, o Firebird, MySQL, PostgreSQL, Oracle, SQL Server, IBM DB2. Servidor DNS Um servidor DNS tem como principal função responder a consultas enviando endereço IP de acordo com determinados domínios. Por exemplo, ao digitar na “url” de um browser um endereço, este deve ser traduzido para um endereço IP para que o protoloco IP trafegue pela grande rede. Portanto, estes servidores são importantes no tráfego de pacotes pela Internet. Sem os servidores DNS, teríamos que digitar o endereço IP do servidor que quiséssemos alcançar e nós, seres humanos, temos mais dificuldade em armazenar números que nomes. Lembrar-se de um endereço IP é o mesmo que conhecer uma pessoa por seu registro geral (RG) e não pelo nome. Há empresas que decidem implementar servidores DNS em sua infraestrutura, no entanto, o mais conveniente para acesso à Internet é usar os servidores do provedor de acesso à internet, pois é mais adequado, diminui custos e funciona sem grandes problemas. Geralmente os servidores DNS configurados na rede local da empresa são usados para vincular os nomes dos computadores a seus endereços. Assim, é possível, pelo nome da máquina, alcançar os computadores na rede local. Servidor WEB Um servidor de páginas web deve incorporar ferramentas para responder solicitações de clientes de forma estática e dinâmica. Atualmente, estes servidores trabalham com aplicações dinâmicas, ou seja, a resposta é dada ao cliente de acordo com a solicitação feita. 16 Para isto, estes servidores devem ter configurados, além do serviço de página web, os bancos de dados e uma linguagem de programação para auxiliar na resposta do cliente. O banco de dados pode até estar em outro servidor específico, isto depende muito do porte da empresa e da quantidade de solicitações que são feitas. Um site é composto por um conjunto de arquivos textos, áudios e vídeos que é enviado para o navegador e exibido na tela de um computador ou dispositivo. Todos estes arquivos digitais devem estar armazenados em algum local de forma organizada e o servidor de páginas web oferece a possibilidade de trabalhar com esta organização. Ultimamente, há uma tendência de a empresa optar pela contratação de um servidor de páginas, pois os custos envolvidos para manter um servidor e um administrador ficam mais caros. O servidor web, não importando a plataforma, deve fornecer segurança e performance para os usuários. A segurança é estabelecida por aplicativos específicos e até mesmo na configuração dos servidores de páginas web. Já a performance deve ser fornecida pelo hardware da máquina, portanto, questões sobre o processador, memória e interface de rede devem ser escolhidas conforme necessidade de cada empresa. Servidor DHCP Os servidores DHCP (Dynamic Hosts Configuration Protocol) fornecem de forma automática endereços IP e outras informações como a máscara de sub-rede, o default gateway, endereço IP do DNS para máquinas conectadas na rede. Para isto, basta que as máquinas clientes tenham sua configuração feita para receber endereço IP automaticamente. Este tipo de servidor otimiza a atividade do administrador de redes, pois não há necessidade de controlar e configurar um endereço IP para cada máquina conectada na rede manualmente. Basta ter um servidor DHCP devidamente configurado para que as máquinas recebam este endereço. Além de aplicações que podem ser instaladas para prover serviços DHCP, os roteadores também oferecem a possibilidade de configuração. No entanto, é mais conveniente ter um servidor instalado em uma máquina do que usar o roteador para prover este serviço, principalmente se o foco for empresas de médio e grande porte. Servidor de E-mail O conceito referente ao correio eletrônico (e-mail) está em enviar, receber, distribuir e armazenar mensagens contendo arquivos digitais e textos pela internet. Os clientes têm uma interface (browsers) para auxiliar nesta troca de mensagens. Ela permite aos usuários escrever, ler, gravar e enviar mensagens a outros usuários de correio eletrônico. 17 17 UNIDADE Servidores de Redes e Tipos de Serviços Alguns protocolos são envolvidos nesta troca de mensagens, são eles: SMTP, MIME, IMAP e POP. Cada um destes protocolos tem funções específicas para envio e recebimento de mensagens. O SMTP foca na transferência de mensagens entre as máquinas pelo estabelecimento de um link entre elas. Ele não presta outro serviço na troca de mensagens, pois, para isto, existem outros protocolos. O protocolo MIME foi desenvolvido como uma evolução de troca de e-mail dos dias atuais, ou seja, da necessidade de vincular aos e-mails outras mídias como vídeo, áudio e gráficos. Ele dá opção a diferentes tipos de dados e adéqua o cabeçalho para que isto seja possível. O POP é um protocolo desenvolvido para enviar mensagens de e-mail, e o funcionamento básico deste protocolo é o seguinte. O servidor invoca o serviço POP3 através do TCP porta 110. Quando o cliente quer usar o serviço, estabelece uma conexão TCP com o servidor. Quando a conexão é estabelecida pela primeira vez, o servidor envia um sinal que identifica o processo POP3. A sessão atual passa ao estado de autorização em que o cliente se identifica para o servidor enviando seu username e password para a conta de e-mail localizada no servidor. Considerando a autorização válida, a sessão entra no estado de transação em que o cliente direciona o servidor para manipular o mailbox do usuário de acordo com a configuração do programa de e-mail. Essa configuração pode incluir algo como recuperar todos os mails não lidos, deletar mensagens e enviar mensagens da fila. (GALLO, 2003) De acordo com a descrição acima, pode-se notar que, ao estabelecer uma conexão com o servidor de e-mail, o cliente pode manipular os e-mails que estão no servidor, desde que suas credenciais sejam conhecidas. O protocolo IMAP é semelhante ao POP3 em relação a sua funcionalidade, no entanto, fornece algumas características a mais que ele. Por exemplo, o protocolo IMAP permite baixar mensagens escolhidas pelo usuário, portanto, com o protocolo IMAP, o usuário recebe cabeçalho das mensagens e tem condições de escolher quais mensagens baixar. Isto não acontece com o protocolo POP, pois ele baixa todas as mensagens que estão no recipiente do usuário. Servidor Proxy A segurança em redes de computadores é essencial. Atualmente, há muitos ataques virtuais feitos em empresas no sentido de obter informações para diversas finalidades. Um dos itens de segurança que o administrador de redes deve ter cuidado está relacionado ao que os usuários estão acessando, pois há muitas aplicações maliciosas que podem deixar a rede vulnerável caso seja acessado ou obtido de forma irregular. 18 Figura 5 – Exemplo de topologia com servidor Proxy Fonte: Getty Images Um servidor proxy tem a função de filtrar pacotes que estão sendo encaminhados para fora da rede da empresa, ou seja, o controle é feito de dentro para fora. Portanto, ao tentar acessar a internet, conforme pode ser visto na figura 6, o pacote criado pela aplicação do funcionário irá passar pelo proxy para filtragem deste pacote e, caso não tenha regras para bloqueá-lo, este pacote seguirá pela Internet. O proxy é configurado no browser, portanto, ao tentar acessar alguma página na Internet, primeiro este pacote passa por um servidor proxy para filtragem destes pacotes. Além de fazer a função de filtragem de pacotes, um servidor proxy fornece a possibilidade de armazenar páginas da Internet, ou seja, ser um cache para melhorar o desempenho da rede. Um cache de páginas armazena as páginas mais requisitadas por uma empresa na Internet, assim, se algum usuário fizer acesso a esta página, ela estará armazenada neste servidor que poderá responder de forma mais rápida a requisição. Este procedimento evita que os pacotes trafeguem pela rede até o servidor onde está oficialmente armazenado, e essa característica é interessante, pois menos pacotes trafegando na grande rede, melhora a performance dela, além de atender rapidamente ao solicitante. Atualmente, houve uma convergência em relação a proxy e firewall, no entanto, há diferenças entre eles. Um firewall tem, nominalmente, como característica fazer a filtragem de pacotes no sentido da Internet para a rede interna, enquanto um proxy também faz a filtragem de pacotes, no entanto, no sentido da rede local para a rede externa. Há outros serviços disponíveis para servidores e conforme a necessidade do usuário final vai mudando, outros serviços são desenvolvidos e incorporados. 19 19 UNIDADE Servidores de Redes e Tipos de Serviços Material Complementar Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Vídeos Servidor de Rack Dell PowerEdge R620 https://youtu.be/Idw5iTh4_-w Servidores Corporativos, Blades, Appliance e Dimensões https://youtu.be/V0sd_fVvE-E Você sabe o que é e como funciona um Data Center? https://youtu.be/jQx6wItPuSo Leitura Virtualização de Servidores: Um Estudo de Caso na Empresa Sênior Engenharia http://bit.ly/2wcWrgx 20 Referências GALLO, M. A., et al. Comunicação entre Computadores e Tecnologias de Rede. Pioneira Thomson Learning, 2003. NEMETH, E; SNYDER, G; HEIN, T. R.; FORESTI, N. Manual Completo do Linux: Guia do Administrador. 2. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2007. Solution Brief. Seven Reasons Why Cisco UCS Is Better for Your Business Than White-Box Servers. Disponível em: <https://www.cisco.com/c/dam/en/ us/solutions/collateral/data-center-virtualization/unified-computing/whitepaper-ucs-whitebox.pdf>. Acessado em 20/01/2019. 21 21