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Relação entre IMC e Percentual de gordura com estilo de vida e prática de atividades físicas

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Centro Universitário São José de Itaperuna
Curso de Pós-Graduação em Educação Física Escolar
ALINE DO NASCIMENTO BARBOSA
MARCELLA MACHADO DE ALCANTARA BARBOSA
TATYANA SALES LUQUETTI
RELAÇÃO ENTRE IMC E PERCENTUAL DE GORDURA COM ESTILO DE
VIDA E PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS:
uma comparação entre escola pública e privada
Itaperuna/RJ
2011
ALINE DO NASCIMENTO BARBOSA
MARCELLA MACHADO DE ALCANTARA BARBOSA
TATYANA SALES LUQUETTI
RELAÇÃO ENTRE IMC E PERCENTUAL DE GORDURA COM ESTILO DE
VIDA E PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS:
uma comparação entre escola pública e privada
Artigo apresentado como requisito
final para a obtenção do título de
Especialista ao Programa de PósGraduação em Educação Física
Escolar do Centro Universitário
São José de Itaperuna.
Orientador: Prof. Msndo Douglas
Aparecido Dopp
Co-orientador: Profª Drª Dulce
Helena Pontes Ribeiro
Itaperuna/RJ
2011
RELAÇÃO ENTRE IMC E PERCENTUAL DE GORDURA COM ESTILO DE
VIDA E PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS:
uma comparação entre escola pública e privada
Aline do Nascimento Barbosa1
Marcella Machado de Alcantara Barbosa2
Tatyana Sales Luquetti3
RESUMO: A obesidade é uma doença crônica e multicausal e é considerada
um fator de risco para o desenvolvimento de diversas doenças. A redução da
atividade física de rotina e o aumento de atividades sedentárias têm papel
importante na etimologia da obesidade na infância. O objetivo deste estudo foi
comparar o percentual de gordura, o IMC, o estilo de vida e o nível de atividade
física dos alunos da rede pública e particular de ensino. A amostra foi
composta por alunos do 6º ano: 26 de um colégio da rede pública estadual e 22
da rede particular de ensino, ambas localizadas em Itaperuna-RJ. Desses
escolares, foram mensuradas a estatura, a massa corporal e as dobras
cutâneas (tríceps e panturrilha), para a realização dos cálculos do IMC e do
Percentual de Gordura e para a correlação dos dados com os hábitos adotados
pelos avaliados foi aplicado um questionário. Constatou-se que em ambas as
escolas os índices de massa corporal foram classificados como normal, no
entanto, notou-se divergência quando se analisou o percentual de gordura. Na
rede pública, meninos e meninas apresentaram amplitude ótima, enquanto que
na rede particular, os meninos foram classificados com percentual de gordura
alto, e as meninas, moderadamente alto. Com base no questionário
supracitado verificou-se que os alunos da rede particular adotam um estilo de
vida menos ativo. Conclui-se que devido à adoção de padrões
comportamentais hipocinéticos, a clientela da rede particular apresenta maiores
índices de massa corporal e percentual de gordura.
Palavras Chaves: Obesidade. Doença. Crianças.
1Introdução
Cada vez mais a obesidade tem sido alvo de estudos e pesquisas devido
ao aumento de sua incidência nas sociedades contemporâneas, preocupando
Cursando pós-graduação em Educação Física Escolar na FSJ. Graduada em Educação
Física na FUNITA. Professora da rede pública municipal de Natividade. E-mail:
[email protected]
2 Cursando pós-graduação em Educação Física Escolar na FSJ. Graduada em Educação
Física na FUNITA. Professora da rede pública estadual. E-mail: [email protected]
3 Cursando pós-graduação em Educação Física Escolar na FSJ. Graduada em Educação
Física na FUNITA. Instrutora de musculação em academia. E-mail: [email protected]
1
os órgãos de saúde pública, assim como toda a sociedade. Em face desse
quadro, surge este problema: até que ponto o estilo de vida e o nível de
atividade física interferem no IMC e no percentual de gordura de crianças?
Dessa indagação emergiu os seguintes objetivos:
a) Geral: comparar o percentual de gordura, o IMC, o estilo de vida e o
nível de atividade física dos alunos do 6º ano da rede pública e
particular de ensino, ambas da cidade de Itaperuna-RJ.
b) Específicos: Aplicar o termo de consentimento livre e esclarecido;
selecionar os indivíduos; coletar a estatura e a massa corporal dos
avaliados; realizar o cálculo do IMC; mensurar as dobras cutâneas de
tríceps e panturrilha; somar as dobras encontradas e converter os
resultados na categoria correspondente; aplicar o questionário sobre o
nível de atividade física e analisar os dados encontrados.
A escolha desse tema justifica-se pelo desenvolvimento cada vez mais
precoce dos casos de obesidade, aumentando sua incidência em crianças,
pela relação dessa patologia com diversas doenças, pela tendência de crianças
obesas se tornarem adultos obesos, pela discriminação que esses jovens
podem sofrer na sociedade e, além disso, adultos que eram obesos quando
crianças têm seus riscos de mortalidade aumentados.
Como hipótese, acredita-se que há diferença significativa entre os alunos
da rede pública e particular de ensino, sendo que esta apresentaria o IMC e o
percentual de gordura mais elevado, e que essa diferença estaria diretamente
relacionada ao estilo de vida e ao nível de atividade física dos alunos.
Neste intento, este estudo procurou embasamento em teóricos como
Sotelo et al. (2004), Santo, Mercês (2005), Borba (2006), Teixeira et al. (2009),
dentre os demais.
2 Revisão de literatura
A obesidade é uma doença crônica e multicausal, caracterizada pelo
acúmulo de tecido adiposo em todo o corpo ou em determinadas partes do
mesmo (SOTELO et al., 2004).
No Brasil, um estudo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística) em 2009 revelou que metade dos adultos brasileiros
apresenta excesso de peso e que 12,4% dos homens e 16,9% das mulheres já
são obesos, verificou também que um terço das crianças de 5 a 9 anos está
com peso acima do recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde)
e que 21,7% dos adolescentes de 10 a 19 anos estão com sobrepeso.
(REVISTA E. F., 2012, 4-5 p.).
Esta patologia vem assumindo grande importância devido à sua relação
direta ou indireta com outras doenças como a diabetes melitos tipo II (DM), a
osteoartrite, a aterosclerose, a apneia obstrutiva do sono, as dislipidemias, as
doenças cardíacas, a hipertensão arterial, ao acidente vascular cerebral, a
doença da vesícula biliar, aos distúrbios alimentares ou de humor e ao câncer
de próstata, mama, endométrio e ovário (SANTO; MERCÊS, 2005; BORBA,
2006; TEIXEIRA et al., 2009).
Em crianças, a obesidade pode causar distúrbios psicológicos, dificuldade
de relacionamento social, baixa na autoestima, afetar seu desenvolvimento
motor, acelerar a puberdade, elevar o colesterol e propiciar diversos problemas
de saúde que poderão se prolongar pela vida adulta e em alguns casos levar a
morte (BORBA, 2006).
Diversos fatores podem desencadear a obesidade, esses podem ser
endógenos ou exógenos, os fatores endógenos, ou seja, de origem interna são
responsáveis por menos de 5% dos casos dessa doença, dentre eles
destacam-se a genética, alterações hormonais, problemas neurológicos,
ineficiência metabólica, entre outros. Os fatores exógenos, ou seja, de origem
externa são os principais causadores da obesidade e estão relacionados a
aspectos ambientais, culturais, sociais e emocionais (OLIVEIRA, 2002;
BORBA, 2006).
O aumento da violência e a diminuição dos espaços para a prática de
atividades físicas provocados pelo crescimento das cidades, aliado ao avanço
tecnológico ocasionaram uma mudança na forma de ocupação do tempo das
crianças, que trocaram o tipo de brincadeira, passando a realizar atividades
cada vez mais sedentárias, gastando mais tempo em frente à televisão, no
computador e em jogos eletrônicos (MELLO et al., 2004; SANTO; MERCÊS,
2005; CAMPAGNOLO et al. 2008).
Os maus hábitos alimentares constituem outro fator determinante para o
desenvolvimento da obesidade, esses se intensificaram nas últimas décadas
com o aumento do consumo de açúcares simples, de produtos industrializados
e de alimentos ricos em gorduras saturadas, ao mesmo tempo em que ocorreu
o declínio da ingestão de leguminosas e hortaliças (MELLO et al., 2004;
SANTO; MERCÊS, 2005).
A distribuição da gordura corporal está diretamente ligada às chances que
o indivíduo tem para adquirir determinadas doenças, essa distribuição
anatômica irá definir os tipos de obesidade, que podem ser do tipo I que é
caracterizada pelo excesso de massa corporal ou percentual de gordura
distribuída por todo o corpo, a do tipo II que é caracterizada pelo acúmulo de
gordura no tronco, particularmente no abdômen, constituindo o formato
andróide, encontrada principalmente em homens e associada à hipertensão e
Diabetes Melitos, por isso é considerada a mais invasiva, e a do tipo III que é o
acúmulo excessivo de gordura na parte inferior do corpo, constituindo o formato
ginecóide, ocorrendo principalmente em mulheres (BORBA, 2006).
O tipo de obesidade mais encontrado em crianças é o tipo I, ou seja, a
gordura não está centralizada em uma determinada parte do corpo, mas à
medida que vão crescendo, o tipo de obesidade vai sendo definido (BORBA,
2006). É necessário identificar o mais cedo possível os casos de obesidade,
principalmente a infantil, para que se possa eliminar seus fatores causadores,
evitando que essa doença se agrave (SANTO; MERCÊS, 2005).
Um efetivo combate a obesidade infantil implica em modificar os hábitos
da criança e de toda a família, por isso este tratamento se torna tão complexo,
pois necessita da participação ativa dos pais e da criança, que muitas vezes
encontra dificuldade em entender os riscos que a obesidade pode causar.
Reeducação alimentar, atividade física e mudanças comportamentais, dentro
de um ambiente positivo, de acolhimento, compreensão e cumplicidade da
família podem trazer excelentes resultados. Os pais devem adotar e
estabelecer uma alimentação saudável com horários para as refeições e
lanches, limitar o tempo de utilização do computador, televisão e jogos
eletrônicos e estimular a prática de atividades físicas, pois crianças que são
ativas desde cedo têm maior probabilidade de permanecerem ativas quando
adultas. Devem também dar bons exemplos, pois como já comprovado em
estudos, se a mãe pratica atividade física, o filho é 2 vezes mais ativo, se o pai
pratica atividade física, o filho é 3,5 vezes mais ativo e se ambos praticarem o
filho será 6 vezes mais ativo (BASTOS; PEREIRA, 2006).
Um estilo de vida sedentário constitui uma das principais causas para o
desenvolvimento da obesidade em todas as faixas etárias, por isso é de suma
importância a prática regular de atividades físicas, pois esta traz benefícios
para a saúde física e mental do praticante e contribui no processo de promoção
da saúde, da qualidade de vida e prevenção de doenças (MASCARENHAS et
al., 2005; BARUKI et al., 2006; DUMITH et al., 2008).
Existem diversas formas de diagnosticar se um indivíduo se encontra em
um quadro de obesidade, como a pesagem hidrostática, a bioimpedância
elétrica, o Índice de Massa Corporal (IMC) e a utilização das medidas das
dobras cutâneas, mas os dois últimos são os métodos mais utilizados em
estudos por apresentarem maior praticidade de realização e menor custo
financeiro (BORBA, 2006; MARTINS; FILHO, 2006).
O IMC é muito utilizado em estudos clínicos por ser aceito pela
comunidade científica, mas este método não é tão fidedigno em adultos, por
não considerar as divergências da composição corporal, que são menos
significativas nas crianças. Sua fórmula é igual a massa corporal dividida pela
altura ao quadrado, sendo que a massa corporal é expressa utilizando a
unidade de medida quilograma e a altura em metros. (TRITSCHLER, 2003;
MELLO et al., 2004; SOTELO et al., 2004; SANTO; MERCÊS, 2005; BORBA,
2006).
A avaliação da adiposidade através da mensuração da espessura das
pregas cutâneas mostra como a gordura está distribuída no corpo, sabendo-se
que não só a quantidade total de gordura, mas também a sua localização são
importantes na determinação dos riscos à saúde. A coleta é realizada em
determinadas partes do corpo, de acordo com o protocolo utilizado e a amostra
a ser analisada. (OLIVOTO, 2004; BORBA, 2006; DUQUIA et al., 2008).
3 Metodologia
Os passos metodológicos foram os seguintes:
3.1 Amostra
A amostra foi composta por 26 alunos da turma 601 do Colégio Estadual
10 de Maio e 22 alunos da turma 600 da Escola de Aplicação da Fundação
Educacional e Cultural São José, ambos da cidade de Itaperuna-RJ.
Os dados da escola pública foram coletados no dia 10 de fevereiro de
2012, na parte da tarde, dentro da sala de aula e enquanto os da particular
foram obtidos no dia 15 de fevereiro de 2012, no período da manhã, na quadra
da escola. Em ambas as instituições escolares, as dobras cutâneas foram
mensuradas pelo mesmo avaliador.
Para a obtenção dos dados referentes à adiposidade foram utilizados o
IMC e a mensuração das dobras cutâneas e para a análise do estilo de vida e
nível de atividade física foi aplicado um questionário ao final das avaliações
(ANEXO 3).
O presente estudo respeitou a Resolução 196/96, para pesquisas em
serem humanos, sendo aplicado um termo de consentimento livre e esclarecido
pelo qual os responsáveis autorizavam os alunos a participarem da pesquisa
(ANEXO 1).
3.2 Estatística
O presente estudo trata-se de uma pesquisa descritiva, de corte
transversal, no qual seus valores serão expressos em média e desvio padrão.
3.3 Instrumentos
Para a mensuração do IMC foram utilizados os seguintes instrumentos:
 Balança Clínica da marca Filizola® com capacidade máxima para
150kg e precisão de 100 gramas
 Trena da marca Sanny Medical de 2m
 Tábua para estatura
Para a mensuração do percentual de gordura foram utilizados:
 Compasso de dobras cutâneas da marca Sanny.
 Lápis Dermatográfico Carci
 Trena da marca FisioStore de 1,5m
3.4 Métodos
A. IMC
O IMC foi obtido através do protocolo proposto por Quetelet,1800.
Inicialmente foi pedido ao avaliado para subir na balança de costas para a
escala de medida, ficando na posição ereta e sem se movimentar, o avaliador
fazia a leitura dos valores e anotava na ficha de anamnese do avaliado. Para a
mensuração da estatura, foi utilizada uma fita métrica fixada na parede, o
avaliador se posicionava no lado direito do avaliado, pedindo para que o
mesmo ficasse ereto e com os olhos fixos num eixo horizontal paralelo ao
chão, de acordo com a linha de Frankfurt e era solicitado ao aluno para que
realizasse uma inspiração forte e executasse uma apnéia até que fosse
colocada uma tábua no vértex de sua cabeça, feito isso pedia-se ao avaliado
para se retirar dessa posição para que o avaliador realizasse a leitura e
transcrevesse a estatura do aluno para sua ficha de anamnese. Logo após a
coleta dos dados, o avaliador os digitou numa tabela no computador para os
devidos cálculos do IMC. Os valores de IMC encontrados foram classificados
de acordo com a tabela da OMS, 2002 (ANEXO 4).
B. Percentual de Gordura
O percentual de gordura foi obtido através da mensuração das dobras
cutâneas do tríceps e panturrilha baseado no protocolo de Lohman,1987 para
crianças e adolescentes. As localizações desses pontos anatômicos estão
descritas abaixo.
- Tríceps
Determinada paralelamente ao eixo longitudinal do braço, em sua face
posterior, sendo seu ponto exato no ponto médio acrômio-radial.
(DIAS, 2004)
Medida e localização da dobra cutânea do tríceps
- Panturrilha medial
Obtida com o indivíduo sentado, com o joelho em 90 graus de flexão,
tornozelo em posição anatômica e o pé sem apoio. Tomou-se a dobra no
sentido paralelo ao eixo longitudinal do corpo, na altura de maior circunferência
da perna.
(DIAS, 2004)
Localização e medida da dobra cutânea da panturrilha
O compasso foi manuseado na mão direita e o gatilho deste com o dedo
indicador, com a mão esquerda foi pinçado o tecido adiposo subcutâneo entre
o polegar e o indicador, tendo cuidado para que o músculo não seja pinçado
junto, em caso de dúvida foi solicitado uma breve contração e posterior
relaxamento do músculo. A prega foi pinçada no ponto determinado e as
extremidades do compasso foram ajustadas perpendicularmente a prega, um
cm abaixo dos dedos, foram aguardados 2 segundos antes de efetuar a leitura.
Em cada uma das dobras cutâneas, foram coletadas três medidas e registrada
a medida mediana. Foram somadas as medidas do tríceps e da panturrilha e o
resultado encontrado foi classificado segundo o nomograma proposto por
Lohman, 1987.
4 Resultados e Discussão
A TABELA I apresenta a média e o desvio padrão do IMC e do percentual
de gordura dos avaliados segundo o sexo. Observa-se que em ambas as
instituições os índices de massa corporal são classificados como normal, no
entanto, nota-se divergência quando se analisa o percentual de gordura. Na
rede pública, meninos e meninas apresentaram amplitude ótima, enquanto que
na rede particular, os meninos foram classificados com percentual de gordura
alto, e as meninas, moderadamente alto.
TABELA I - Valores de IMC e Percentual de Gordura
Escola Pública
Escola Particular
N=48
Meninos
Meninas
Meninos
Meninas
IMC
17,45 ± 1,95
16,88 ± 1,23
20,48 ± 3,06
18,33 ± 2,68
Percentual de Gordura
16,39 ± 9,09
18,81 ± 5,91
27,82 ± 11,27 28,12 ± 10,55
Os gráficos abaixo mostram a classificação dos índices de massa corporal
dos avaliados de acordo com a OMS (2002). O GRÁFICO I mostra que 81%
dos alunos da escola pública apresentam IMC na categoria normal, 19% estão
com baixo peso e nenhum aluno apresentou IMC acima do recomendado.
Enquanto que na escola particular, 27% encontram-se com sobrepeso, 9% já
são considerados obesos e 64% dos alunos estão dentro do normal, como
mostra o GRÁFICO II.
Esses resultados também foram observados por Oliveira (2002) em um
estudo realizado na Bahia, com crianças da rede pública e privada de ensino
da zona urbana, onde constatou que nas escolas públicas 6,5 % dos alunos
encontram-se com sobrepeso e 2,7% são obesos e, nas escolas privadas,
13,4% dos escolares foram diagnosticados com sobrepeso e 7% com
obesidade, sendo que o presente estudo apresentou diferença superior ao
comparar a rede pública e particular.
Classificação do IMC
Escola Pública
19%
Baixo Peso
Normal
81%
Sobrepeso
Obeso
GRÁFICO I – Classificação do IMC da Escola Pública
Classificação do IMC
Escola Particular
9%
Baixo Peso
27%
64%
Normal
Sobrepeso
Obeso
GRÁFICO II – Classificação do IMC da Escola Particular
Os gráficos a seguir apresentam a classificação do percentual de gordura
dos avaliados de acordo com o protocolo de Lohman (1987). O GRÁFICO III
mostra que 77% dos alunos da escola pública apresentam percentual de
gordura na categoria ideal, 15% moderadamente alto e 4% muito alto.
Enquanto que na escola particular 87% dos alunos estão acima do ideal, sendo
32% moderadamente alto, 32% alto e 23% muito alto, e apenas 13%
apresentaram percentual de gordura ideal, como mostra o GRÁFICO IV.
Um estudo realizado por Campos et al (2010) em Porto Velho (RO)
apresentou resultados semelhantes no que se refere aos dados da escola
pública, onde 27,27% dos alunos foram encontrados abaixo dos níveis de
gordura considerados normais e 72,72% estavam dentro dos padrões de
normalidade.
No
entanto,
apresentou
divergências
entre
as
escolas
particulares, pois no estudo em Porto Velho, 57,14% foram classificados com
percentual de gordura ideal, 28,57% moderadamente alto e 14% alto.
Classificação do %G
Escola Pública
4% 4%
Muito Baixo
15%
Baixo
Ideal
77%
Moderadamente
Alto
Alto
GRÁFICO III – Classificação do percentual de gordura da Escola Pública
Classificação do %G
Escola Particular
23%
13%
Muito Baixo
32%
32%
Baixo
Ideal
Moderadamente
Alto
Alto
GRÁFICO IV – Classificação do percentual de gordura da Escola Particular
Com relação à situação socioeconômica, a obesidade mostrou-se mais
prevalente nas crianças de maior poder aquisitivo (escola particular), o que vai
de acordo com a literatura, pois segundo Silva, Balaban, Motta (2005) o
crescimento da obesidade está mais associado ao status socioeconômico do
que à aspectos étnicos e geográficos.
O questionário aplicado referente ao estilo de vida adotado pelos alunos
vem elucidar os resultados encontrados acima, como nos mostra os gráficos a
seguir.
Os GRÁFICOS V e VI mostram que os alunos da escola particular
passam mais tempo assistindo televisão, jogando videogame ou no
computador se comparados aos alunos da escola pública.
Quantas horas por dia você costuma passar
assistindo televisão, jogando videogame ou
ficando no computador?
Escola Pública
12%
15%
1 a 2 horas
35%
3 a 4 horas
5 a 6 horas
Mais de 6 horas
38%
GRÁFICO V – Questão número 1 do questionário da Escola Pública
Quantas horas por dia você costuma passar
assistindo televisão, jogando videogame ou
ficando no computador?
Escola Particular
14%
1 a 2 horas
32%
27%
3 a 4 horas
5 a 6 horas
27%
Mais de 6 horas
GRÁFICO VI – Questão número 1 do questionário da Escola Particular
Os GRÁFICOS VII e VIII mostram que 82% dos alunos da escola
particular utilizam meios de transporte automotivos para se locomoverem no
trajeto escolar. Em contrapartida 65% dos alunos da escola pública utilizam
meios de transporte ativo, ou seja, praticam alguma forma de atividade física
durante esse percurso, proporcionando assim um maior gasto calórico.
Como você vai de casa para escola?
Escola Pública
A pé
8%
De bicicleta
27%
50%
15%
De ônibus/ Van/
Kombi
De carro/Moto
Outro Meio de
transporte
GRÁFICO VII – Questão número 2 do questionário da Escola Pública
Como você vai de casa para escola?
Escola Particular
A pé
18%
De bicicleta
5%
77%
De ônibus/ Van/
Kombi
De carro/Moto
Outro Meio de
transporte
GRÁFICO VIII – Questão número 2 do questionário da Escola Particular
De acordo com os GRÁFICOS IX e X não houve diferença significativa
entre os alunos das escolas pública e particular em relação ao tempo gasto se
exercitando durante as aulas de educação física. Isso mostra que infelizmente
as poucas horas de educação física na escola não são suficientes para atenuar
seus hábitos sedentários fora da escola.
Em uma aula de educação física, quanto
tempo você passa realmente se exercitando
ou praticando esportes?
Escola pública
Eu não faço
educação física
4%
42%
27%
Menos de 30
minutos
31 a 60 minutos
27%
Mais de 60
minutos
GRÁFICO IX – Questão número 3 do questionário da Escola Pública
Em uma aula de educação física, quanto
tempo você passa realmente se exercitando
ou praticando esportes?
Escola Particular
18%
46%
36%
Eu não faço
educação física
Menos de 30
minutos
31 a 60 minutos
Mais de 60
minutos
GRÁFICO X – Questão número 3 do questionário da Escola Particular
Os GRÁFICOS XI e XII mostram que 88% dos alunos da escola pública
praticam atividades físicas fora do período escolar, enquanto que na escola
particular somente 50% cultiva esse estilo de vida saudável.
Você pratica alguma atividade física fora da
escola?
Escola Pública
12%
Não
Sim
88%
GRÁFICO XI – Questão número 4 do questionário da Escola Pública
Você pratica alguma atividade física fora da
escola?
Escola Particular
Não
50%
50%
Sim
GRÁFICO XII – Questão número 4 do questionário da Escola Particular
Os GRÁFICOS XIII e XIV mostram que além de um maior número de
alunos de escola pública praticarem atividade física fora da escola, eles a
fazem com mais freqüência.
Quantas vezes por semana você pratica
atividade física?
Escola Pública
19%
12%
11%
31%
27%
Não pratica
1 vez por semana
2 ou 3 vezes por
semana
4 ou 5 vezes por
semana
Mais de 5 vezes
por semana
GRÁFICO XIII – Questão número 5 do questionário da Escola Pública
Quantas vezes por semana você pratica
atividade física?
Escola Particular
Não pratica
14%
9%
50%
23%
4%
1 vez por semana
2 ou 3 vezes por
semana
4 ou 5 vezes por
semana
Mais de 5 vezes
por semana
GRÁFICO XIV– Questão número 5 do questionário da Escola Particular
A última pergunta do questionário verificou que os alunos da rede pública
de ensino não praticam atividade física fora da escola por falta de interesse ou
falta de opção, repetindo este quadro na rede particular de ensino.
A partir da análise do questionário observa-se que a falta de atividade
física constitui uma das principais causas para o desenvolvimento do
sobrepeso e da obesidade. Constatou-se que os alunos da rede particular
adotam um estilo de vida mais sedentário, tendo como conseqüência maiores
níveis de gordura. No estudo realizado por Oliveira (2002) em Feira de Santana
(BA) apontou uma relação inversa entre a prática sistemática de exercícios
físicos e a prevalência do sobrepeso e obesidade na amostra avaliada.
Para Pollock e Wilmore (1993), “a inatividade física tem papel
potencializador no aumento da gordura corporal e a atividade física é um dos
meios de controlar e manipular este aumento” (p.60).
Com base nessas pesquisas, observa-se a necessidade da estimulação
da prática de atividades físicas desde a infância, pois dessa forma a criança
adotará um estilo de vida mais ativo e saudável e provavelmente o manterá
durante a vida adulta, uma vez que esta prática pode contribuir no combate,
controle e prevenção de diversas doenças, inclusive a obesidade (SANTO;
MERCÊS, 2005).
5 Conclusão
Os hábitos, o estilo de vida e os fatores que colaboram para a aquisição
de determinadas condutas são decorrentes do ambiente social e físico em que
a criança/jovem vive. Por isso devido às maiores facilidades os alunos da rede
privada de ensino apresentam uma tendência cada vez maior à adoção de
padrões comportamentais hipocinéticos, caracterizados por um predomínio de
atividades de lazer passivo (assistir televisão, jogos eletrônicos) em detrimento
das atividades físicas e de um estilo de vida mais ativo. Em conseqüência
desses hábitos os índices de massa corporal e o percentual de gordura
encontrado nos alunos da rede privada foram mais elevados.
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Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v.11, n.4, Niterói, jul./ago. 2005.
MELLO, E. D.; LUFT, V. C.; MEYER, F. Obesidade infantil: como podemos ser
eficazes? Jornal de Pediatria, v. 80, n.3, 2004.
OLIVEIRA, A. M. A. Sobrepeso e obesidade infantil: prevalência e influência
de fatores biopsicossociais em Freira de Santana-Ba. 2001,196 p. Dissertação
(Mestrado em Saúde Coletiva) - Departamento de Saúde, UEFS, 2002.
OLIVOTO, R. R. Pregas cutâneas x impedância bioelétrica: mensuração da
composição corporal. Revista Digital, ano 10, n.7, Buenos Aires, abril de 2004.
Disponível em: <http://www.efdeportes.com/>. Acesso em 26 de out. de 2011.
POLLOCK, M. L.; WILMORE, J. H. Exercício na Saúde e na Doença:
avaliação e prescrição para prevenção e reabilitação. 2° ed. Rio de Janeiro:
Medsi, 1993.
REVISTA E. F. O futuro da humanidade? Ano 10, n. 43, mar. 2012, 4-5 p.
SANTO, E. E.; MERCÊS, G. Sobrepeso e Obesidade Infantil: Influencias dos
Hábitos Alimentares e da Prática de Atividade Física. Diálogospossíveis, ano
4, n.2, ago/dez 2005.
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jan./mar., 2005.
SOTELO, Y. O. M.; COLUGNATI, F. A. B.; TADDEI, J. A. A. C. Prevalência de
sobrepeso e obesidade entre escolares da rede pública segundo três critérios
de diagnóstico antropométrico. Caderno de Saúde Pública, v.20, n.1, Rio de
Janeiro, jan./fev. 2004.
TEIXEIRA, V. S. S. et al. Avaliação do efeito da obesidade infantil e a do
adolescente sobre as propriedades ventilométricas e força muscular do
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TRITSCHLER, K. Medida e Avaliação em Educação Física e Esportes.
Editora Manole, 5. ed., São Paulo, 2003, 258-263 p.
ANEXO 1 - TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Dados de identificação
Título do Projeto: Relação entre IMC e percentual de gordura com estilo de vida
e prática de atividades físicas: uma comparação entre escola pública e privada.
Pesquisadores Responsáveis: Aline do Nascimento Barbosa, Marcella
Machado de Alcântara Barbosa e Tatyana Sales Luqueti.
Instituição a que pertence os Pesquisadores Responsáveis: Centro
Universitário São José
Telefones para contato: (22) 38244513 - (22) 98383407
O seu filho (a) está sendo convidado (a) a participar da pesquisa que tem
como finalidade comparar o percentual de gordura, o IMC, o estilo de vida e o
nível de atividade física dos alunos da rede pública e da rede particular, ambos
da cidade de Itaperuna – RJ.
Esse estudo se justifica pelo aumento nos índices de obesidade infantil
relatados nos últimos anos, tendo em vista que essa patologia é considerada
um fator de risco para o desenvolvimento de diversas doenças. Além disso, o
diagnóstico precoce de casos de obesidade infantil torna-se importante para se
eliminar seus fatores causadores, evitando que essa doença se agrave.
A participação de seu(sua) filho(a) envolverá a avaliação das medidas da
massa corporal, estatura e dobras cutâneas (tríceps e panturrilha), sendo
calculado com os valores obtidos, o IMC e o Percentual de Gordura. Além da
aplicação de um questionário para avaliação do nível de atividade física.
A participação nesta pesquisa não traz complicações legais, nem
apresenta riscos e desconfortos maiores. Os procedimentos adotados neste
estudo obedecem aos Critérios da Ética em Pesquisa com Seres Humanos
conforme Resolução no. 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. Nenhum dos
procedimentos usados oferece riscos à dignidade do avaliado.
Você não terá qualquer forma de remuneração financeira nem despesas
relacionadas ao estudo, visto que este não apresenta riscos à integridade física
nem demanda que o avaliado realize alguma atividade que esteja fora de seu
contexto cotidiano.
DECLARAÇÃO DO RESPONSÁVEL PELO PARTICIPANTE:
Eu, _______________________________________ fui informado (a) dos
objetivos da pesquisa acima de maneira clara e detalhada. Estou ciente de que
os resultados da pesquisa poderão ser publicados, mas que o nome de
meu(minha) filho(a) ou qualquer outra identificação não poderá ser revelada.
Sei que em qualquer momento poderei solicitar novas informações e motivar
minha decisão se assim o desejar.
Itaperuna, ___/___/2011.
________________________________
Aline do Nascimento Barbosa
_________________________________
Marcella Machado de Alcântara Barbosa
__________________________________
Tatyana Sales Luqueti
________________________
Douglas Dopp
ANEXO 2 - ANAMNESE
IDENTIFICAÇÃO
Nome:_______________________________________________________
Turma: _____
Colégio: ( ) Fundação São José
( ) Colégio 10 de Maio
Sexo: ( ) Masculino
( ) Feminino
Data de Nascimento ______/ ______/______
Idade: __________
Estatura: ___________ Massa Corporal: ____________ IMC:__________
Classificação do IMC:
( ) Baixo Peso
( ) Normal
(
(
) Sobrepeso
) Obeso
Dobras cutâneas: Tríceps ________ Panturrilha ________
Σ das dobras ________
Percentual de gordura: __________
Classificação do percentual de gordura:
( ) Muito Baixo
( ) Moderadamente Alto
( ) Baixo
( ) Alto
( ) Ideal
( ) Muito Alto
ANEXO 3 - QUESTIONÁRIO
Nome: ___________________________________ Data ___/___/___
Escola: ___________________________________ Série: _______
Idade: _______
Sexo: ( ) Masculino ( ) Feminino
1) Quantas horas por dia você costuma passar assistindo televisão, jogando
videogame ou ficando no computador?
(
(
(
(
) 1 a 2 horas
) 3 a 4 horas
) 5 a 6 horas
) Mais de 6 horas
2) Como você vai de casa para escola?
(
(
(
(
(
) A pé
) De bicicleta
) De ônibus / Van / Kombi
) De carro/ Moto
) Outro meio de transporte
3) Em uma aula de educação física, quanto tempo você passa realmente se
exercitando ou praticando esportes?
(
(
(
(
) Eu não faço educação física
) Menos de 30 minutos
) 31 a 60 minutos
) Mais de 60 minutos
4) Você pratica alguma atividade física fora da escola?
( ) Não (vá direto para a pergunta 6)
( ) Sim (responda o questionário até a pergunta 5)
5) Com que frequência você pratica atividades físicas?
(
(
(
(
) 1 vez por semana
) 2 ou 3 vezes por semana
) 4 ou 5 vezes por semana
) Mais de 5 vezes por semana
6) Qual o motivo de você não praticar exercícios físicos?
(
(
(
(
(
) Falta de tempo
) Falta de dinheiro
) Falta de interesse
) Falta de opção (minha cidade não oferece a atividade física que gosto)
) Por motivo de saúde
ANEXO 4 – TABELA DE CLASSIFICAÇÃO DO IMC SEGUNDO A OMS
(2002)
Idade
Sexo
6 anos
MAS
FEM
7 anos
Baixo Peso
Normal
Sobrepeso
Obeso
Abaixo de 14,1
Abaixo de 13,7
14,1 - 17,2
13,7 - 17,0
17,2 - 18,8
17,0 - 17,5
Acima de 18,0
Acima de 17,5
MAS
FEM
Abaixo de 14,4
Abaixo de 14,1
14,4 - 17,5
14,1 - 17,5
17,5 - 18,2
17,5 - 18,3
Acima de 18,2
Acima de 18,3
8 anos
MAS
FEM
Abaixo de 14,3
Abaixo de 14,1
14,3 - 18,0
14,1 - 18,7
18,0 - 19,1
18,7 - 19,8
Acima de 19,1
Acima de 19,8
9 anos
MAS
FEM
Abaixo de 14,6
Abaixo de 14,6
14,6 - 19,0
14,6 - 19,8
19,0 - 19,9
19,8 - 21,2
Acima de 19,9
Acima de 21,2
10 anos
MAS
FEM
Abaixo de 15,0
Abaixo de 14,5
15,0 - 18,8
14,5 - 20,7
18,8 – 19,8
20,7 - 22,0
Acima de 19,8
Acima de 22,0
11 anos
MAS
FEM
Abaixo de 15,1
Abaixo de 15,3
15,1 - 21,5
15,3 - 21,8
21,5 - 22,5
21,8 - 23,4
Acima de 22,5
Acima de 23,4
12 anos
MAS
FEM
Abaixo de 15,7
Abaixo de 15,6
15,7 - 21,7
15,6 - 23,1
21,7 - 23,7
23,1 - 24,6
Acima de 23,7
Acima de 24,6
13 anos
MAS
FEM
Abaixo de 16,4
Abaixo de 16,3
16,4 - 22,2
16,3 - 23,8
22,2 - 24,0
23,8 - 25,2
Acima de 24,0
Acima de 25,2
14 anos
MAS
FEM
Abaixo de 17,0
Abaixo de 17,1
17,0 - 23,1
17,1 - 24,7
23,1 - 24,2
27,7 - 26,2
Acima de 24,2
Acima de 26,2
15 anos
MAS
FEM
Abaixo de 17,5
Abaixo de 17,5
17,5 - 23,4
17,5 - 24,1
23,4 - 24,1
24,1 - 25,6
Acima de 24,1
Acima de 25,6
16 anos
MAS
FEM
Abaixo de 18,5
Abaixo de 18,3
18,5 - 24,8
18,3 - 25,7
24,8 - 25,9
25,7 - 26,8
Acima de 25,9
Acima de 26,8
17 anos
MAS
FEM
Abaixo de 18,4
Abaixo de 17,9
18,4 - 24,9
17,9 - 25,7
24,9 - 26,1
25,7 - 26,2
Acima de 26,1
Acima de 26,2
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