Enviado por karina.bofinger

Hipercromias

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Afecções Inestéticas da Pele I – Tratamento Estético
das Afecções Hipercrômicas
Profa. Ms. Carine M. Rodrigues da Costa
Patologias Inestéticas - Hipercromias
Professora Msc. Carine M. Rodrigues da Costa
Fisioterapeuta.
Pós – graduada em Saúde Pública.
Mestre em Saúde Coletiva – UFMT
Doutoranda em Biociências Animal (UNIC – UFV)
Docente das disciplinas de Estética Facial UNIC.
Professora Supervisora de Estágio em Estética
Facial.
Coordenadora Clínica de Estética UNIC.
Fatores que alteram a Coloração da Pele
• Raça, estação do ano, sexo, ...
• Diferentes partes do corpo podem apresentar diferentes
colorações.
• Exemplo: diferenças entre Orientais e Ocidentais.
• A síntese de vitamina D na pele, degradação de ácido fólico
pela RUV, resistência à exposição solar direta e elementos
culturais
• Espessura da pele.
• Presença de vasos sanguíneos superficiais, hemoglobina
e vênulas.
- A Melanina é o fator determinante da coloração da pele.
• Humanos
a pigmentação da pele e cabelos depende:
Ø atividade melanogênica
Ø síntese de melanina
Ø tamanho, número, composição
melanossomas
Ø natureza química da melanina
e
distribuição
dos
• Nos caucasianos: as hipercromias surgem por anormalidades no
mecanismo enzimático que controla a pigmentação.
• Nos negros e asiáticos, por ter uma pele altamente pigmentada,
em razão da maior quantidade de melanina produzida, são mais
suscetíveis as hiperpigmentações.
BRANCOS # NEGROS
Diferentes atividades enzimáticas
• As Hiperpigmentações ou Hipercromias em geral são causadas por
distúrbios devido ao aumento da melanina e outros pigmentos na pele.
• Os principais desencadeadores são: a radiação solar, hormônios, agentes
externos (fonte de radicais livres), envelhecimento e inflamação, assim
como a genética.
• Genética: características dos melanossomas são codificadas pelos genes
da pigmentação.
Hormônios e Hipercromias
•
•
•
•
MSH - hipofisário (hormônio estimulante da melanina).
Estrogênio.
Progesterona (sua ação ainda não é bem definida).
Hormônios tireoideanos.
Obs: estrogênio e progesterona provocam a hiperpigmentação da face e das genitais.
MSH
• α-MSH (Hormônio Estimulador de Melanócito-α).
• É produzido nas células hipofisárias, neurônios, queratinócitos,
melanócitos e macrófagos, onde regula atividades neurológicas,
endócrinas e imunológicas.
• Uma vez que o α-MSH liga-se ao MC1-R (receptor de melanocortina
1), há a estimulação da produção do pigmento escuro.
Estrogênio
• Aumenta a vascularização da pele.
• Suprime a atividade da glândula sebácea.
• OBS: aumentar a atividade das células.
• Estudos já demonstraram que culturas de melanócitos humanos expressam
receptores de estrogênio e que o estradiol aumenta os níveis de TYR, TYRP
1 e TYRP 2, enzimas envolvidas na eumelanogênese humana, dentro dos
melanócitos humanos normais.
A PELE E O SOL
• Maior órgão do corpo humano e é em essência, um órgão de proteção e desta a
função que se destaca é a proteção contra os danos físicos causados principalmente
pelo sol.
• A ação dos raios UVB multiplica os melanócitos ativos e estimula a enzima
tirosinase. A produção aumentada de melanina é uma reação defensiva da pele,
promovendo a formação do eritema actínico (pigmentação indireta). A radiação UVA
oxida e escurece os precursores incolores da melanina, promovendo uma
pigmentação sem eritema (pigmentação direta) – envelhecimento.
• A pigmentação causada pela UVB é cancerigena.
• Danos: ELASTOSE E MELANOSE SOLAR.
MELANINA
• Função de prover a cor da pele e a fotoproteção natural.
• Como filtro solar, a melanina difrata ou reflete a radiação UV. Após a
irradiação, os melanossomas se reagrupam em torno do núcleo e
protegem, assim, o material genético da célula.
• Ela é um pigmento castanho denso, com alto peso molecular, que vai
ficando enegrecida.
• Existem 2 mil melanócitos (célula produtora de melanina) por milímetro
quadradro de pele da cabeça e antebraço e cerca de 1000 no restante do corpo.
• O fator de crescimento do fibroblasto (FGF2) que regula o número exato de
melanócitos na epiderme.
MELANÓCITOS
Na pele os melanócitos estão presentes na
camada basal da epiderme, na junção
dermo-epiderme e são responsáveis pela
produção de melanina.
São células com núcleo
citoplasma transparente.
pequeno
e
Ocorrem numa taxa de aproximadamente
um melanócito para dez células basais e
correspondem a 13% das células da
epiderme.
Os melanócitos são altamente dentríticos.
Cada melanócito fornece o pigmento para
vários
ceratinócitos,
na
epiderme
estabelecem estreita relação, transferindolhes os melanossomas.
Esta associação melanócito-queratinócito é
denominada unidade epidérmico-melânica
e é constituída por 1 melanócito e 36
queratinócitos .
Os queratinócitos fagocitam as pontas do
melanócito
dentrítico
carregado
de
melanina e, portanto a pigmentação da pele
de um indivíduo depende primeiramente da
quantidade de melanina transferida ao
queratinócito.
Obs: com a Idade (áreas não expostas) –
cerca de 6 a 8% a cada 10 anos do número
de melanócitos são diminuídos.
MELANOSSOMAS
• Organelas presentes no interior do melanócito.
• Em seu interior ocorre a síntese e deposição de melanina.
• Armazenamento da enzima tirosinase.
• Sede dos fenômenos bioquímicos que originam a melanina.
• Em uma mesma região do corpo, indivíduos de diferentes grupos étnicos
apresentam discretas variações no número de melanócitos. As
diferenças de cor observadas nas várias raças devem-se, basicamente,
ao tamanho dos melanossomas e a forma como eles se distribuem nos
queratinócitos.
• Os melanossomas passam por vários estágios, desde o 1º estágio em
que são despigmentados até o 4º, em que são repletamente
pigmentados.
• Os melanossomas nos negros são maiores e mais maduros.
MELANÓCITOS contêm
Melanossomas contêm
Tirosinase (enzima)
Age sobre a Tirosina (aminácido)
O2
Dopa
O2
Dopaquinona ......
•
-
As principais ações da Melanina são:
Inibir a oxidação lipídica.
Neutralizar radicais livres.
Oferecer proteção contra a oxidação.
Agente quelante de íons metálicos.
Eliminar e absorver radiação UV, luz visível e infravermelha.
•
A Melanina é classificada em 2 tipos:
- Eumelanina
- Feomelanina
A presença ou ausência de Cisteína irá determinar o tipo
de reação para a síntese de Eumelanina ou Feomelanina
MELANOGÊNESE
TIROSINA
O2
Tirosinase
DOPA
O2
Leucodopacromo
Tirosinase
DOPAquinona
DOPAcromo
Glutationa ou Cisteína
TRP2 (tirosinase)
DHI
DHICA
TRP1
Indol 5,6 –
quinona
DHI Melanina
(Preto)
Ácido indol – 5,6
quinona carboxílico
Cisteinildopa
Alanil- hidroxil
benzotiazina
DHICA melanina
(Marrom)
FEOMELANINA
EUMELANINA
3 passos da MELANOGÊNESE
1º: o passo inicial é a produção de cisteinildopa, que continua tão intensa
quanto for a quantidade de cisteína presente.
2º: o segundo passo é a oxidação da cisteinildopa para formar feomelanina.
3º: o terceiro (e último) passo é a produção de eumelanina, onde somente tem
início, após a maioria da cisteinildopa ser depletada.
• Entretanto, parece que a eumelanina se deposita sobre a feomelanina préformada e a relação entre feo e eumelanina é determinada pela atividade da
tirosinase e disponibilidade de cisteína.
Tipos de pigmentações melânicas
• Constitutiva: cor genética da pele saudável, não submetida a
radiação solar.
• Facultativa: resultante de exposição solar ou de doenças
pigmentantes, e reflete a capacidade geneticamente determinada
de bronzeamento em resposta à RUV.
• A Eumelanina absorve e dispersa a luz ultravioleta atenuando sua
penetração na pele e reduzindo os efeitos nocivos do sol (mais
escuro, menos queima).
• A Feomelanina, por outro lado, tem um grande potencial em gerar
radicais livres, em resposta à radiação UV, já que são capazes de
causar danos ao DNA, dessa forma, podendo contribuir para os
efeitos fototóxicos da radiação (por isso quanto mais claro maior
risco de câncer).
• A melanina total da pele resulta de uma mistura de monômeros de
feomelanina e eumelanina e a proporção entre as duas determina a
expressão fenotípica final da cor da pele e dos cabelos.
• Os principais fatores reguladores para a quantidade e qualidade da
melanina, produzida pelos melanócitos, incluem o α-MSH (hormônio
estimulante de melanócitos do tipo α ou melanocortina), MC1-R
ASIP (proteina sinalizadora AGOUTI), Fator de Transcrição de
Tirosinase (MITF), Catecolaminas, Prostaglandinas e Radiação
Ultra-violeta (RUV).
Fatores que interferem na Melanogênese
- POMC (proopiomelanocortina): é um precursor que dá origem a diversos
hormônios, sendo o principal regulador intrínseco da pigmentação. Localizase na glândula pituitária e é responsável pela produção do alfa MSH
(hormônio estimulante do melanócito), sofrendo clivagem também na pele e
também do ACTH (hormônio adrenocorticotrópico).
Este alfa MSH tem papel parácrino na regulação das funções do
melanócito.
Porém sua produção pituitária é insuficiente para a melanogênese, tendo
que ter a ação em conjunta do melanócito e queratinócitos (que também produz
alfa MSH ).
Fatores que interferem na Melanogênese
- O receptor de Melanocortina tipo 1 (MC1- R): É um receptor acoplado na
proteína G, que se localiza na superfície dos melanócitos. Sua ativação
resulta numa cadeia que leva a formação da eumelanina.
- Este receptor mostra especificidade para alfa MSH e ACTH, favorecendo a
melanogênese.
- Uma vez liberado estes hormônios eles irão se ligar neste receptor para que
assim possa ser desencadeada toda a cascata da formação da
EUMELANINA.
- A perda da sua função resultará em cabelos ruivos e peles claras.
• Os peptídeos derivados da POMC exercem seus efeitos por um
mecanismo dependente de AMP cíclico (AMPc) quando se ligam ao
receptor MC1R.
• Este receptor é acoplado a proteínas Gs, que atuam como mensageiras
estimulatórias da melanogênese.
• As proteínas Gs levam à ativação da adenilil ciclase (AC), que por sua vez,
produz AMPc a partir do ATP. O AMPc ativa uma proteína quinase (PKA),
que fosforila enzimas, canais iônicos e uma série de outros fatores
regulatórios, eventualmente alterando a expressão gênica.
• Por ser um gene polimórfico na população branca, agindo na redução da
habilidade da epiderme em responder a radiação UV – Marcador para
Neoplasias.
• Pessoas com efélides têm variação gênica no MC1-R, diferente de quem tem
melanose solar.
• Peles claras -
MC1-R -
Tirosinase
• Os efeitos do alfa MSH são mediados pelo MC1-R, sendo considerado o
ponto chave para a pigmentação, controlando as taxas de eumelanina e
feomelanina dentro dos melanossomas.
• É um importante determinante da sensibilização solar em humanos.
Fatores que interferem na Melanogênese
- ASIP (Proteina sinalizadora AGOUTI):
- Ele atua como um agonista inverso nos receptores de melanocortina,
principalmente MC1-R.
- O gene agouti codifica uma molécula sinalizadora parácrina que faz com que
os melanócitos do folículo piloso sintetizem o pigmento amarelo feomelanina
em vez do pigmento preto ou marrom eumelanina .
- A ligação de ASIP a MC1-R impede a sinalização iniciada pelo alfa-MSH.
Fatores que interferem na Melanogênese
- Fator de Transcrição de Tirosinase (MITF):
• Este fator é estimulado com a ligação do α-MSH ao MCR-1.
• É essencial na sobrevida dos melanócitos, pois regula a transcrição dos
genes envolvidos na melanogênese, como a Tirosinase, TRP1 e TRP2, ou
seja, é responsável direto por ativar a enzima Tirosinase e proteínas TRP-1
e TRP-2.
• É liberado dentro do melanócito em decorrência da ligação do α-MSH
produzido pelos queratinócitos após exposição a raios UV.
• É provável que o MTIF seja o coração de uma rede regulatória que controla a
sobrevivência, a proliferação e a diferenciação celular dos melanócitos.
• Além disso, este fator de transcrição tem um papel sobre a proteína Rab27A,
importante no transporte dos melanossomas.
Fatores que interferem na Melanogênese
- Catecolaminas:
• São derivadas do aminoácido tirosina.
• A dopamina é a primeiro catecolamina sintetizados a partir de DOPA.
• Também regulam a mudança de cor, pois podem ser secretados como
hormônios pelas glândulas supra-renais.
Fatores que interferem na Melanogênese
- Prostaglandinas:
- As prostaglandinas E2 e F2α (PGE2 e PGF2α) são conhecidas por serem
produzidas e liberadas a partir de queratinócitos humanos pela estimulação do
PAR2.
- PGE2 e PGF2α estimulam a dendricidade de melanócitos epidérmicos
humanos em cultura.
Fatores que interferem na Melanogênese
- Radiação UV:
Após uma única exposição a RUV, um aumento no tamanho dos
melanócitos pode ser observado, acompanhado de um aumento da atividade
da tirosinase.
Exposicões repetidas a RUV levam a um aumento no número de
melanossomas, estágio IV, transferidos aos ceratinócitos, bem como um
aumento no número de melanócitos ativos, assim como aumenta a densidade
destes melanócitos.
• Induz o alfa MSH e o ACTH nos melanócitos e queratinócitos, incentivando a melanogênse.
• Toda vez que a radiação é excessiva ocorre a liberação de mediadores pró-inflamatórios –
ativando a Endotelina tipo 1 (que é um peptídeo secretado pelo queratinócito) – a qual
estimula a tirosinase.
• A Endotelina 1 também aumenta da dendricidade dos melanócitos e o aumenta a
migração e melanização dos melanócitos.
• A ligação da ET-1 ao seu receptor de proteína G-acoplada nos melanócitos ativa
uma cascata de vias de sinalização, que resulta na mobilização do cálcio
intracelular, ativação de PKC, elevação dos níveis de adenosina monofosfato cílcico
(cAMP) e ativação da proteína quinase ativada por mitógeno (MAPK).
• A radiação UVB induz a produção do alfa MSH e o ACTH nos queratinócitos,
assim como da Endotelina 1.
• A radiação também estimula a melanocortina dentro dos melanócitos e
queratinócitos.
• Toda vez que a exposição solar é intensa, uma cascata inflamatória acontece
dentro da pele e o melanócito se sente fragilizado, com isso a melanina é
produzida em maior quantidade como defesa natural do organismo. Quanto
maior o estímulo, maiores serão as proteínas, receptores e hormônios
acionados.
• A pigmentação da pele depende do:
-
Tamanho dos melanossomas.
Número dos melanossomas.
Quantidade de melanina.
Tipo de melanina.
Transferência e distribuição nos queratinócitos.
Discromias
• Surge quando tem alteração no processo de formação da melanina.
• Pode ser:
Ø Acromia (ausência total de melanina, ex: Vitiligo)
Ø Hipocromia (redução do depósito de melanina, ex: Leucodermia)
Ø Hipercromia (manchas escuras!!!!)
HIPOCROMIA
• Quando comparada as hiper, oferecem menos possibilidades de tratamentos.
• Podem estar demonstrando uma atrofia da atividade melanocitária.
• A resposta aos tratamentos pode não ser positiva.
•
OBS: FARMÁCIA TRATA SOMENTE ALTERAÇÕES DE FUNDO ESTÉTICO.
Como tratar as Hipocromias
• Pigmerise: fitocomplexo natural, derivado da pimenta preta. Estimula a
proliferação do melanócito e protege o DNA.
• Óleo de Bergamota: estimula a produção de melanina.
• Eletrocautério: através da realização de peelings que irão favorecer a
renovação celular, mitose e homegenização da pele.
• Peelings: para harmonizar a pele e incentivar a renovação.
• Excimer Laser 308 nm:
• No vitiligo (competência Dermatológica) é mais complexo do que a simples
indução da migração de melanócitos provocada pela fototerapia em si.
• Um fator importante parece ser o estímulo da migração de melanócitos e sua
proliferação a partir de nichos genitores nos folículos pilosos.
• Esse estímulo se deve tanto à ação direta do UVB sobre os melanócitos
quanto à ação das citocinas secretadas pelos queratinócitos.
• CAUSAS DOS DISTÚRBIOS HIPERPIGMENTARES:
- AUMENTO DA SÍNTESE DE MELANINA e/ou
- DISTRIBUIÇÃO IRREGULAR DA MELANINA
•
TIPOS DE DISTÚRBIOS HIPERPIGMENTARES:
- Hiperpigmentação pós - exposição solar (Fitofotomelanose)
- Hiperpigmentação pós - inflamação (acne, machucado...)
- Cloasma/Melasma (alteração hormonal - MSH)
- Efélides ou Sarda(constitucional, racial...)
- Lentigos senis / Melanose solar (consequência do envelhecimento, perda da
função do melanócito).
Melasma
Melanose solar
Lentigo Senil
Hiperpigmentação pós-inflamatória
Efélides
CONTROLE DO SISTEMA PIGMENTAR
(etapas do clareamento)
* DISPERSÃO DO PIGMENTO (Peelings/ Esfoliantes)
* INIBIÇÃO DA MELANOGÊNESE (uso de ativos despigmentantes
- clareadores)
A DISPERSÃO (peelings) PROMOVE A SUPERFICIALIZAÇÃO DOS
PIGMENTOS MAIS PROFUNDOS E A INIBIÇÃO DA
MELANOGÊNESE EVITA A PERPETUAÇÃO EXCESSIVA DOS
PIGMENTOS DE MELANINA.
MELASMA
•
•
•
O Melasma é uma hipercromia
adquirida,
que
ocorre
predominantemente na face,
sendo
exacerbado
pelas
radiações
solares.
Está
associado à gravidez, ao uso de
anticoncepcionais, podendo ser
também de causa idiopática e
ocorrer em homens (menos
casos).
A predisposição genética e
racial
é
frequentemente
identificada.
Quando ocorre na gravidez é
denominado Cloasma.
• Normalmente a sua origem está relacionada à elevação sérica dos
hormônios melanotróficos, Estrogênio e, possivelmente da Progesterona,
especialmente no terceiro trimestre da gestação.
• O fator ambiental mais importante para o desenvolvimento do melasma é a
exposição à luz solar. A radiação ultravioleta pode causar peroxidação dos
lipídios nas membranas das células, levando ao surgimento dos radicais
livres, esses então estimulam os melanócitos a produzirem em excesso
melanina.
• Identificar o verdadeiro fator causal muitas vezes é difícil, principalmente em
casos onde ao indivíduo sofre a ação de múltiplos fatores.
• Estudos recentes mostram que inúmeros pepitídeos exercem regulação
parácrina ou autócrina nos melanócitos, sendo eles Endotelina 1, fator
estimulador de colonia granulocito-macrofago e fator stem cell tipo
membrana (SCF).
• Esta inter-relação tambem envolve alguns receptores específicos
expressos nos melanócitos, como: o receptor de endotelina B, o receptor
de fator stem cell e c-KIT (fator de crescimento dos mastócitos).
• O β-estradiol aumenta a expressão de α- MSH e MC1-R nos melanócitos.
• Ou seja, a total compreensão das causas do melasma é uma situação
complexa....
• Clinicamente, as lesões se manifestam como manchas acastanhadas, de
bordas irregulares e configuração geográfica, simétricas, ocorrendo na fronte,
têmporas, regiões malares, nasal, mandibulares e mentoniana e no lábio
superior.
• É progressiva.
• A maioria dos casos possui padrão misto de hipercromia.
• No padrão epidérmico, a concentração maior de melanócitos e melanina
ocorre na camada basal e na extensão da epiderme, proporciona uma
coloração castanha à pele.
• No padrão dérmico, o pigmento encontra-se na derme, dentro dos
melanófagos (macrófagos soltos na derme que fagocitam melanina).
Possue nuances variando entre azul, às vezes até acinzentado, em razão
do aumento de melanina nos macrófagos da derme.
• As controvérsias não se restringem as
causas do Melasma, mas alcançam sua
classificação e terapêutica. Têm sido
classificados pela clínica em centro-faciais,
malares e mandibulares; pelo exame com
lâmpada de Wood e histologicamente em
epidérmicos,
dérmicos
e
mistos
(epidérmico: escura; dérmico: azualada).
• A terapêutica difere entre os diferentes
tipos de Melasma.
HIPERCROMIA PÓS-INFLAMATÓRIA
• Em geral é decorrente de sequelas de diversos processos que afetam a pele
como acne, picadas de mosquitos, infecções, eações alérgicas, traumas
físicos, entre outros.
• O escurecimento da pele decorre do processo inflamatório, que altera a
atividade dos melanócitos, aumentando a sua produção e distribuição na
pele.
• A vantagem é que cessado o estímulo, não tende a acontecer em outros
locais. A desvantagem é que dependendo da extensão e profundidade da
lesão pode vir acompanhada de cicatriz.
MELANOSE SOLAR
• Também conhecida como mancha senil ou lentigo senil (para o corpo).
• Costuma acontecer mais em pessoas com a idade avançada pelo efeito
culmulativo do sol, sendo este seu grande vilão.
• Apresenta coloração escura, castanho-marrom, arrendodas, pequenas,
podendo chegar a alguns centímetros.
• Ocorre com maior frequência em pessoas claras e regiões como face, colo,
ombros e braços.
EFÉLIDES
• Conhecidas vulgarmente como sardas.
• Tem uma característica genética, mais comum em pessoas claras (fototipos 1
e 2, ruivos).
• A exposição solar é um fator de agravo.
• Apresentam coloração marrom ou castanho, com maior frequência em
regiões fotoexpostas como face, ombros e colo.
• Seu tamanho costuma ser pequeno, arredondado e regular.
• Alteração no MC1-R.
Fitofotomelanose
• São hipercromias que surgem pós-exposição a substâncias na pele,
normalmente cítricas, associada a radiação solar.
• Inicialmente pode causar queimaduras e bolhas.
• Associação com a Dermatologia (depende do caso).
Recursos para o Tratamento das Hipercromias
•
•
•
Peelings Químicos e Enzimáticos
Peelings Mecânicos
Corrente galvânica: ionização
Eletroporação
LED Azul
Laser Vermelho
Laser Infravermelho
Luz Intensa pulsada
Microagulhamento
Eletrocautério e Jato de Plasma
Laser Spectra YAG Q-switched
• Peelings Químicos:
- É uma abrasão promovida por ácidos que visa a renovação da pele pelo
princípio da descamação cutânea. Remove a epiderme e/ou derme,
preservando suficiente quantidade de anexos para haver a restauração do
tecido cutâneo.
- A quantidade de tecido comprometido irá depender de alguns fatores, como:
PH; Concentração; Tempo de exposição; Estrutura molecular; Preparo da pele
anteriormente; Características da pele.
- A escolha de qual ou quais agentes utilizar em um tratamento irá depender da
pele de cada cliente e dos resultados que se deseja obter.
1)
2)
3)
Os principais grupos usados são:
Alphahidroxiácidos: Mandélico, Glicólico, Lático, Málico, Cítrico e Tartárico
Betahidrohiácidos: Salicílico
Polihidroxiácidos: Lactobiônico e Gluconolactona
- Porém hoje, no mercado, existem outros agentes que não fazem parte destes grupos mas
que realizam bons resultados.
- Existem também os blends de ácidos associados a agentes despigmentantes, que além de
realizar a renovação celular irão tratar a alteração no melanócito doente.
- Tem-se também o Ácido Retinóico composto pertencente à classe dos retinoides e
derivado da vitamina A
OVER.
acelera a mitose da pele, favorecendo o TUN
• Peelings Mecânicos:
- São peelings realizados por equipamentos, onde o que se deseja é realizar a
renovação celular através do arraste promovidos por estes equipamentos.
- A escolha do equipamento a usar irá depender de cada situação apresentada
e dos resultados que se deseja obter.
- Os fatores que interferem na profundidade do peeling são: escolha do
aplicador; velocidade do movimento; ajuste da pressão; ajuste do fluxo de
óxido e número de passadas.
- Não pode ser utilizado em pele com perda de continuidade ou qualquer outro
tipo de lesão, como acne ativa.
- Os equipamentos são: Caneta diamantada, Peeling de Cristal e Peeling Ultrasônico.
• Caneta Diamantada:
- Trata-se de uma técnica do peeling mecânico, abrasivo, realizado através da pressão
negativa (vácuo) com a utilização de canetas com pontas diamantadas de diferentes
granulometrias (microns), realizando uma esfoliação mecânica.
- A escolha da ponteira irá depender para cada caso.
• Peeling de Cristal:
- É uma técnica à base de cristais de hidróxido de alumínio que faz uma
microdermoabrasão da pele, ou seja, uma esfoliação progressiva da superfície
cutânea feita pelos microcristais que remove as células mortas e estimula a
produção de colágeno e elastina, responsável pela textura e elasticidade da
epiderme.
- Esses microcristais são jogados na pele sobre uma pressão positiva e com o
movimento de arraste é feito o lixamento da pele, ao mesmo tempo é recolhido
às células mortas (pressão negativa) e o cristal usado para um recipiente a ser
desprezado.
• Peeling Ultra-sônico:
- Utiliza a vibração ultra-sônica aplicada na extremidade distal da espátula
posicionada na superfície da epiderme, exercendo um efeito mecânico,
favorecendo o desprendimento das células queratinizadas da superfície da
epiderme.
- É realizado com a pele umidecida, para que ocorra o desprendimento da pele.
- Invertendo-se a posição da espátula, no modo peeling+ionização, temos o
efeito de hidratação e ionização de cosméticos de acordo com a sua
polaridade, funcionando como uma corrente galvânica.
- Por transmitir corrente elétrica não pode ser usado em gestante ou pessoas
com complicações limitadas á corrente.
• Corrente galvânica: Ionização
- É uma técnica que permite a introdução, a partir da pele e das mucosas, de
íons medicamentosos para o interior dos tecidos, utilizando as propriedades
polares da corrente galvânica. Quando passa corrente continua através de
uma solução eletrolítica é produzido íons (partículas eletricamente carregadas
dissolvidas na solução) que migra de acordo com a carga elétrica. Com isso o
princípio ativo penetra no tecido para tratá-lo.
- Produto com polaridade Positiva deve ser ionizado na mesma polaridade para
que haja repulsão e penetração da carga.
- Produto com polaridade Negativa deve ser ionizado na mesma polaridade para
que haja repulsão e penetração da carga.
- Já um produto que apresentar as duas polaridades, deve ser ionizado
primeiramente em uma polaridade e depois na outra, para que ocorra a
penetração de todas as cargas.
- A pele oferece uma resistência à passagem da corrente, porém algumas
estruturas como folículo piloso e glândulas sudoríparas e sebáceas oferecem
menos resistência e conduzem melhor os íons.
- Deve-se ionizar de 3 a 5 minutos por região e somete usar um produto que seja
Eletrolítico.
• Eletroporação:
- Consiste na aplicação de ondas eletromagnéticas com pulsos curtos, de alta
voltagem, promovendo uma formação transitória de poros (<10nm) na
bicamada lipídica, aumentando o transporte na membrana plasmática,
favorecendo a permeação de ativos com fins específicos no meio intracelular.
- O veículo utilizado com a Eletroporação deve ser preferencialmente a base de
LIPOSSOMAS. Estes têm sido amplamente utilizados como veículo em
fórmulas dermocosméticas, em razão de que sua estrutura proporciona a
encapsulação de substâncias ativas hidrofílicas e lipofílicas e são
biodegradáveis.
- Devido à sua estrutura de bicamada, semelhante à estrutura das membranas
celulares, eles são capazes de interagir profundamente com as células do
organismo e penetrar mais facilmente no estrato córneo.
- A Eletroporação deve ser usada aproximadamente 5 minutos por região, até a
completa absorção do produto.
Ondas Eletromagnéticas
Altera o potencial de ação
da membrana celular
Aumenta em 400 x a
permeação celular (poros)
Penetração de ativos
• LED AZUL:
- Também denominado Luzes Emissoras de Diodo.
- Seus efeitos ocorrem como resultado direto da irradiação e não do
aquecimento.
- Seu comprimento de onda é de 470nm.
- Age sobre as Porfirina (molécula orgânica – existente nas proteínas da pele)
fazendo com que ela libere espécies reativas de oxigênio, peróxido de
hidrogênio – H2O2, que é instável, onde acaba se decompondo, liberando
oxigênio puro (o qual as bactérias e fungos não resistem) que irá atacar o P.
Acnes (anaeróbica), fazendo efeito bactericida e bacteriostático.
- Auxilia na hidratação tecidual pois estimula os canais de aquaporinas e a água
presente na derme para favorecer a hidratação á nível de epiderme.
- Para não causar um eritema importante ou mesmo correr um risco de causar
uma hipercromia pós-inflamatória decorrente do peeling seria interessante a
hidratação da pele, podendo este ser usado antes e após um peeling químico.
- Por agir na molécula chamada pré radical livre (H2O2) – que é produzida
durante a síntese de melanina e sintetizada pela tirosinase, o LED
desestabiliza esta molécula através da liberação de uma enzima intracelular
chamada Catalase, que irá decompor H2O2 em H2O de onde provém a
hidratação instantânea e libera uma molécula de O2, que fará efeito
antioxidante, quebrando a molécula de melanina que é uma molécula grande,
um biopolímero (proteína constituída por aminoácidos), alterando a sua
configuração, fazendo com que ela deixe de ser um cromóforo.
- Os íons de cobre e ferro presentes na tirosinase não impedem a ação da
catalase.
- Outra situação é que por ser a melanina formada a partir de uma aminoácido
(tirosina), o peróxido de hidrogênio tem a função de degradação dos
aminoácidos, devido ao seu elevado poder oxidativo, evitando a formação da
melanina por atuar diretamente no seu aminoácido precursor - tirosina.
LASER DE BAIXA POTÊNCIA
• Fonte de tratamento baseada na aplicação de luz laser gerada por diodos
emissores de luz para ativar ou inibir a atividade celular.
• Estimula o processo de cicatrização natural do organismo controlado através
de requerimento específico de comprimentos de onda da luz que tenham
efeitos fisiológicos particulares.
• Esse tipo de laser é o indicado para a Estética.
Mecanismo de ação do Laser da Estética
• Seu principal cromóforo biológico é o Citocromo C oxidase, presente no
interior da mitocôndria das células.
• Quando este cromóforo é estimulado, faz com que a mitocôndria trabalhe
mais, favorecendo a liberação de ATP (fonte de energia celular), o que levará a
um incremento na atividade celular e na produção de colágeno e elastina.
Efeitos fisiológicos
• A energia produzida aumenta a microcirculação local e reestabelece a
produção de ATP celular (energia) promovendo cicatrização, ação antiinflamatória e analgesia no local da irradiação
lembrando que
algumas hipercromias tem característica a ação inflamatória celular.
• A ação terapêutica se dá pela transformação da energia luminosa (da luz laser)
em energia química celular, ou seja, efeito fotoquímico. São vários os
mecanismos de ação do laser na célula, no entanto os principais são o
restabelecimento da produção de ATP celular e alteração do potencial de
membrana, que estimula a proliferação e diferenciação celular.
Efeitos fisiológicos
• O reestabelecimento energético celular induz a célula a retornar a sua
homeostase, ou seja, equilíbrio celular, favorecendo a cicatrização e
normalização das funções teciduais. Além disso, a luz laser reativa algumas
enzimas como a SOD (superóxido desmutase) importante para a remoção
dos radicais livres e consequente diminuição da inflamação levando à
aceleração da cicatrização.
• Outros efeitos fotofísicos que levam ao aumento da permeabilidade de
membrana também são relatados na literatura e relacionados à ativação de
células imunológicas entre outros efeitos celulares.
• Com comprimento de onda de 660 nm.
• Absorvido por cromóforos presentes na mitocôndria de células superficiais
(tecido epitelial e tecido conjuntivo subjacente).
• Aumento na síntese de ATP.
• Maior quantidade de energia, maior produção colágeno, elastina, etc .
• Aumento da microcirculação periférica superficial.
• Indicado para o tratamento de peles envelhecidas e na prevenção da mesma,
bem com na restauração da energia celular.
LASER INFRAVERMELHO
• Com comprimento de onda de 808 nm.
• Tem como principal cromóforo o Citocromo C oxidadase.
• Absorvido por substâncias presentes na membrana plasmática de células mais
profundas (tecido conjuntivo, tecido muscular, ósseo, cartilaginoso, etc)
boa atuação na cascata inflamória presente em algumas hipercromias.
• Alteração na permeabilidade da membrana com aumento na absorção de
nutrientes, água e dermocosméticos.
• Ativação do metabolismo celular.
• Muito usado para alívio de dor, edema, pré e pós-operatório, pós laser ablativo
e efeito anti-inflamatório.
• Luz Intensa Pulsada (LIP):
É fonte de energia luminosa policromática não ablativa, ou seja, gera calor na
pele sem causar danos.
- A LIP apresenta diferentes comprimentos de onda, sendo policromática e
divergente. Devido a isso sua aplicação torna-se menos sensível e menos
agressivo quando comparado com o Laser, porém sua aplicação é menos
específica pois aborda diferentes alterações em uma mesma aplicação. A não
ser que o equipamento tenha filtros de corte para cada tipo de tratamento.
- É absorvido pelos cromóforos biológicos da pele, que são hemoglobina,
melanina e água.
- Absorção de fótons por cromóforos biológicos e a tranferência de energia para
estes cromóforos, gera calor onde o resultado é a destruição ou ativação da
célula alvo.
-
- O tratamento de manchas hiperpigmentares com a luz intensa pulsada
consiste na aplicação de disparos de luz em intensidade controlada para a
remoção ou clareamento das manchas – FOTODESTRUIÇÃO.
- O conceito do tratamento é usar uma luz com comprimento de onda específico
para um tipo de alvo, ou seja, o disparo de luz é absorvido apenas pelo alvo,
sem afetar a pele ou afetando minimamente, a que não está manchada.
- No caso das manchas, o alvo é a melanina, que está aumentada nas lesões e
atrai o disparo de luz, o que vai promover a sua destruição.
•
•
•
•
Luz de média potência: atinge temperaturas até 60 graus.
Ele emite 2 tipos de energia: luminosa e térmica.
Policromática, não coerente, não colimada e espectro amplo.
Emite vários comprimentos de onda ao mesmo tempo (por isso a necessidade
de filtros).
• Quanto maior o comprimento de onda maior a profundidade.
• Fototermólise seletiva: - comprimento de onda; - duração de pulso
(milisegundos); - dosimetria em joules (fluência).
• 400 á 900 nm: somente algumas biomoléculas pigmentadas absorvem essa
luz (melanina e sangue). Se eu quiser atigir essas moléculas devo trabalhar
neixa faixa de comprimento de onda.
• Acima de 1000 nm o principal cromóforo é água (envelhecimento – derme rica
em água).
- Em média o espectro de emissão das LIPs vai de 400 a 1200 nm, onde se for
selecionado um filtro de corte de 530 nm seu espectro irá trabalhar em uma
emissão de 530 á 1200 nm, bloqueando a emissão comprimentos mais curtos.
- Lyra (3 filtros de corte):
- 480 nm (rejuvenescimento e manchas)
- 530 nm (telangietasias)
- 640 nm (pêlos)
- Light Pulse: - 430 nm (acne)
- 530 ou 590 nm (rejuvenescimento)
- 530 nm (manchas)
- 530 nm (terapia vascular)
- 640 ou 690 nm (epilação)
MICROAGULHAMENTO
• Através de microlesões provocadas na pele, o roller tem como ação, induzir a
produção de colágeno via percutânea, gerando um processo inflamatório local,
aumentando: a proliferação celular (principalmente dos fibroblastos), o
metabolismo celular deste tecido (derme e epiderme), a síntese de colágeno,
elastina e outras substâncias presentes no tecido, restituindo a integridade da
pele .
• Pesquisadores observaram que a técnica promove uma melhora na
permeação de vários ativos cosméticos e cosmecêuticos.
MICROAGULHAMENTO
• O microagulhamento é excelente para permitir a melhor penetração de
ingredientes que vão ajudar na restauração dos tecidos, como ácido
hialurônico, vitamina E, fatores de crescimento epidérmico, antioxidantes e
peptídeos.
• Com esta intenção as agulhas usadas são na faixa de 0,5 mm. Mas pode-se
usar agulhas maiores para incremento de colágeno e elastina.
• Contra-indicações: diabetes; doenças inflamatórias de pele; problemas
cicatriciais, quelóide, entre outros.
• Obs: esta técnica deve ser realizada com cautela e analisada caso a caso,
risco de feito rebote nas hipercromias.
Jato de Plasma x Eletrocautério
• Jato de plasma: emissor de ondas elétricas de corrente alternada ou
contínua que gera o plasma (4º estado da matéria). O plasma é um gás
ionizado com ions e elétrons e ao ser aquecido e em contato com o oxigênio
produz o plasma.
• Por ter corrente consegue introduzir substâncias ativas na pele.
• Indicações: melanoses, efélides, pintas, verrugas, estrias, blefaroplastia sem
corte e estímulo de colágeno e elastina.
Jato de Plasma
• Energia baixa: Em varredura, ele apresenta uma atividade séptica
interessante, sendo indicado na terapêutica da acne.
• Com o aumento do depósito de energia, gera-se uma resposta inflamatória que
estimula a produção de colágeno combatendo a flacidez e rugas, bem indicado
em protocolos de rejuvenescimento.
• Com grande carga de depósito pontual de energia, ele desenvolve ainda uma
atividade ablativa, que pode chegar até o nível de carbonização de algumas
formações cutâneas como nevos e xantelasmas.
•
Essa retração da pele explica a indicação da blefaroplastia.
• Eletrocautério: disparam jatos de energia elétrica em um campo magnético
seco, no caso a pele, não necessitando de nenhum meio condutor como no
plasma.
• Provoca microlesões na pele.
• Pode causar uma queimadura superficial controlada.
• Indicações: as mesmas do plasma, tendo também remoção de tatuagens, ...
• Obs: cuidado com fototipos altos!!!
Laser Spectra YAG Q-Switched
• Comprimento de onda de 532 nm, com pulsos curtos, rápidos.
• Não provoca aquecimento na pele.
• Atua varrendo a melanina depositada na pele e inibindo a produção do
melanócito.
• Indicação para tratamento de Melasma (quinzenal ou mensal).
Nutracêuticos
• São definidos como alimento ou parte de um alimento que proporciona
benefícios médicos e de saúde, incluindo a prevenção e ou tratamento de
doenças.
• Esses produtos podem abranger desde nutrientes isolados, suplementos
dietéticos e produtos herbais até alimentos processados, como cereais, sopas
e bebidas.
• São suplementos ingeridos, com benefícios que excedem simples cápsulas de
vitaminas.
Nutricosméticos
• São formulações a partir de ingredientes nutracêuticos na forma oral, com
função cosmética, podendo incluir aqui prevenção do envelhecimento pela
ação de componentes antioxidantes.
• Visa a ação ANTIOXIDANTE
combater radicais livres.
• Ingestão de suplementos para melhorar a aparência (suplementos orais).
• CÁPSULA DA BELEZA.
Nutricosméticos
• Em geral são compostos como as vitaminas A, C e E, o licopeno (presente
no tomate), os bioflavonoides (encontrados nas frutas cítricas e uvas
escuras), as catequinas (presentes no chá verde, uvas - resveratrol e
morango), o ácido fenólico (presente no brócolis, cenoura, grãos integrais), a
quercetina (das cascas de uva e vinhos), colágeno, Ômega 3, ácido elágico
(romã), cacau, ....
• O ideal é realizar exames para saber as deficiências.
• Procurar um profissional conhecedor do assunto para a prescrição correta.
FOTOPROTEÇÃO ORAL
• Ele é um complementar a fotoproteção tópica.
• Substâncias que se depositam na pele e neutralizam parcialmente os
malefícios da radiação solar
R.L
• Polypodim leucotomus: planta rica em polifenóis
• Extratos da folha da oliva: ricos em Oleuropeina (agente antiOx).
• Carotenóides: betacarotenos e licopenos.
• Precisa de um tempo para se depositar na pele e fazer barreira de proteção.
• Deve-se usar de 30 a 60 dias antes da exposicão solar e continuamente.
Alvos do tratamento Cosmetológico:
- Antes da tranferência da Melanina:
• Ação UV (fotoprotetores, antioxidantes, anti-inflamatórios e Inibidores da
Endotelina 1).
• Antagonistas do alfa MSH.
• Inibidores da tirosinase.
• Antioxidantes.
• Inibidores da transferência de melanossomos.
Alvos do tratamento Cosmetológico:
- Após a transferência de Melanina:
• Adsorvedores da melanina.
• Antioxidantes.
• Renovadores.
PRINCÍPIOS ATIVOS CLAREADORES
- Ácido Azeláico: Inibidor competitivo de enzimas de óxido-redução;
- Ácido Tranexâmico: Reduz a formação de mediadores de inflamação
envolvidos na melanogênese;
- Ácido Ascórbico (Vit C): Redutor sobre os componentes da síntese de
melanina, bloqueando a reação oxidativa em vários pontos, também reduzindo
a forma negra da melanina para mais clara;
- Vitis vinífera: Antioxidante;
- Skin Whitening Complex (Arbutina, AHAs, Aspergillus
Gamaorizanol): Inibidor da tirosinase e da melanogênese;
biofermentado,
- Nano Thalaspheres C/ Nano Kójico: Inibem a tirosinase e a síntese de melanina;
- Ácido ferúlico: Inibidor dos processos oxidativos da melanogênese;
- Citrolumine 8: Natural e sem conservantes, lipossomas entre 100 e 150nm, aumenta
a luminosidade da pele e clareia as manchas;
- Idebenona: Inibidor da síntese de melanina com estrutura similar à coenzima Q10 e
melhor perfil de segurança;
- Ácido Kójico: Despigmentante (inibidor da tirosinase por quelar íons cobre) natural
obtido por biotecnologia, como resultado da fermentação de cereais como arroz e
milho por diversos fungos;
- Ácido Fítico: Agente despigmentante extraído de cereais (arroz, aveia e gérmen de
trigo), atua como inibidor da tirosinase e apresenta alto potencial quelante,
complexando íons metálicos, em especial o ferro. Dessa forma inibe a produção de
espécies reativas de oxigênio e favorece a proteção antioxidante;
- Alfa Arbutin®: Enzimaticamente sintetizado a partir de hidroquinona e sacarideos.
Bloqueia a síntese da melanina na epiderme pela inibição da tirosinase;
- Belides®: Obtido das flores de margarida, é um ativo clareador que atua antes,
durante e após o processo de síntese de melanina. Antes: inibe a endotelina, além de
promover redução da ligação do α-MSH (hormônio melanotrófico-alfa) aos seus
receptores, com consequente diminuição da produção de eumelanina. Durante:
promove a redução da formação de radicais livres (ROS); Após: reduz a transferência
dos melanossomos formados no melanócito para as células epidérmicas;
- Neurolight®: Obtido da planta costeira Pancratium maritimum, possui um
mecanismo de ação original e inovador, inibindo a síntese de melanina por
melanócitos. Age seletivamente em pontos escuros, diminuindo o tamanho e a
coloração das manchas, sem alterar a pigmentação das áreas não
hiperpigmentadas;
- Algowhite® (Algas Marrons): Obtido a partir do extrato concentrado das algas
marrons Ascophyllum nodosum rico em polifenóis. Acelera a renovação celular
utilizando mecanismos endógenos de diferenciação epidérmica e esfoliação.
Como clareador inibe a tirosinase, a divisão celular dos melanócitos e a
comunicação melanócito-queratinócito. É um potente antioxidante que promove
proteção das membranas celulares e inibe ação dos radicais livres;
- Biowhite®: Associação de extratos vegetais de Morus nigra, Saxifraga stolonifera,
Scutellaria baicalensis e Vitis vinifera. Inibidor da Tirosinase, antioxidante e antiinflamatório;
- Hexyl Resorcinol: Agente despigmentante que atua em diferentes etapas no processo
da melanogênese: ação inibidora da tirosinase, ação antioxidante, ação renovadora
celular e estímulo da produção de glutationa (A ativação da glutationa desloca a
melanogênese em direção à síntese do pigmento claro);
- Ácido Tranexâmico: Agente despigmentante que atua na cascata inflamatória inibindo
a ativação da tirosinase;
- Bearberry (uva-ursi): Ação inibidora da tirosinase e antioxidante;
- Niacinamida: Forma biologicamente ativa da vitamina B3. Tem ação anti-inflamatória,
estimula o colágeno e ação seborreguladora. Pode reduzir a hiperpigmentação da
pele por inibir a transferência da melanina dos melanócitos para os queratinócitos;
- Antipollon: Adsorvedor da melanina já formada;
- Vcpmg: Tem ação anti-radical livre e inibidora da tirosinase;
- Azeloglicina: Ação despigmentante;
- Aqua licorice: Despigmentante e inibidor da tirosinase;
- Hentowhite: Derivado do resorcinol, inibe a tirosinase e atua antes, durante e depois
da formação da melanina;
- Melfade J: Associação da uva-ursi e do fosfato de ascorbil magnésio com potente ação
antioxidante, inibe e reduz a pigmentação existente;
- Clariskin: Despigmentante de origem natural;
- Melanwhite: Inibidor da tirosinase;
- Whitessense: Despigmentante natural extraído da jaca asiática, age inibindo a
transferência da melanina aos queratinócitos;
- Cromabright: Inibe a tirosinase;
- Adenin: Regenera os fibroblastos e tem ação antioxidante;
- Albatin: Inibe o dopacromo;
- Lumin White: Ação inibidora da tirosinase;
- Alpha-arbutim: Inibe a síntese da tirosinase;
- Biosome C: É um despigmentante lipossomado, com ação inibidora da tirosinase e
antioxidante;
- Fosfato de Ascorbil Magnésio: Libera a vitamina C estável com ação inibidora da
tirosinase.
- Ácido elágico: Polifenol natural contendo 4 grupos de hidroxilas presentes no
morango, uva, chá vede, eucalipto, nozes. Apresenta efeito antioxidante;
- Whitonyl II: Despigmentante. Controle da atividade dos melanócitos, limita o
transporte de melanossomas e reduz a hiperpigmentação induzida pelos raios UV;
- Superox Ctm: Reduz o extresse oxidativo;
- B-White: Inibe a produção de Tirosinase (inibição de MITF), reduzindo a formação
de melanina. Pode ser indicado para cuidado de pele étnica;
- Melanostatine / Melanostatine 5®:
Peptídeo sintético antagonista ao αMSH,
prevenindo a ativação da tirosinase, bloqueando a síntese de melanina. Muito
indicado para peles asiáticas;
- SuforaWhite®: Lipossomas ricos em sulforafano, fitonutriente com potente ação
clareadora atuando por neutralização de radicais livres e inibindo a ligação do αMSH
ao receptor melanocítico. Reduz o fotodano, previne e inibe a formação da melanina.
- O.D.A. White®: Inibe todo o processo metabólico da síntese de melanina, a partir do
núcleo do melanócito, por redução do nível de RNAm da tirosinase. O composto
mostra forte afinidade pelo complexo proteico PPARγ, que regula a transcrição do
gene da tirosinase;
- PHLORETIN INCI: Ativo extraído da casca da maçã, com ação despigmentante,
antioxidante, promotor de absorção. Inibe a ação da tirosinase. Inibe peroxidação
lipídica induzida pela radiação UV;
- OPEXTAN® : obtido do fruto da oliva, com notável ação antioxidante e varredora de
radical livre. Apresenta ação anti-inflamatória, característica fundamental para redução
de eritema solar, e prevenção do foto envelhecimento. Desta forma, sua principal função
é a redução da sensibilidade da pele à radiação UV (clinicamente testado).
- Actiwhite PW LS 9860®: Extract Composto por extrato de Pisum sativum (Pea),
uniformiza a cor e aumenta a luminosidade da pele, reduzindo a hiperpigmentação.
Inibe a síntese a síntese de melanina diminuindo a atividade da tirosinase e reduzindo a
maturação de melanossomos, por diminuição da expressão gênica de PMEL17.
Controle pigmentar e exposição solar
• Agem antes da produção/transferência
-
Antioxidantes
Anti-inflamatórios (Ac. Tranexâmico; Citrolumine; TGP-2; Opextan)
Inibidores da Endotelina 1 (Bélides; Algowhite)
Antagonistas do MSH (Bélides; Melanostatine; Suforawhite)
Inibição da formação Melanossomo – Tirosinase (Ácido dióico;
TGP-2; Whitonyl; Bwhite; Actiwhite; O.D.A. White)
Controle pigmentar e exposição solar
• Durante a produção – transferência
- Ativação da Tirosinase (Ácido kójico; Bélides; Whitonyl; Alfa-arbutim;
Algowhite; Citolumine 8; Cromabright; Lumin White; Albatin)
- Inibidores da transferência de Melanossomos ( Whitonyl;
Whitessence)
- Antioxidantes (Superox; Citrolumine; Nanolightening)
Controle pigmentar e exposição solar
• Após a tranferência de Melanina
- Adsorvedores de melanina
- Antioxidantes (Nanoshine;Cytovector Ferulic; Lumin White; Opextan;
Phloretin)
- Renovadores (Alfamix)
•
Referencial Bibliográfico:
1. AGNE, JE. Eletro termo fotoerapia. 4º edição. Editora Santa Maria, 2017.
2. AGNE, JE. Eu sei eletroterapia. 1ª edição. Livraria e editora Andreoli, 2011. 400p.
3. CESTARI, F.T.; DANTAS, L.P.; BOZA, J.C. Acquired hyperpigmentations. Anais Brasileiros de Dermatologia. V. 89,
n 1, Jan. – Fev. 2014.
4. CORSO, J.; HEPP, D. O gene MC1R e a pigmentação dos animais. Revista da Sociedade Brasileira de Genética.
Genética na escola. V. 81, n 2, 2013.
5. COSTA, A; MOISÉS, T.A.; CORDERO, T; ALVES, C.R.T; MARMIRORI, J. Associação de emblica, licorice e
belides como alternativa à hidroquinona no tratamento clínico do melasma. Anais Brasileiros de Dermatologia. V. 85,
n 5, Set. – Out., 2010.
6. FLOR, J.; DIAS, M.R. Protetores solares. Quim. Nova. V. 30, n 1, 153-158, 2007.
7. GONCHOROSKI, D.D.; CÔRREA, G.M. Tratamento de hipercromias pós-inflamatórias com diferentes formulações
clareadoras. Infarma. V. 17, n 3-4, 2005.
8. HANDEL, A.C.; MIOTI, L.D.B.; MIOT, H.A. Melasma: clinical and epidemiological review. Anais Brasileiros de
Dermatologia. V. 89, n 5, Set. – Out., 2014.
9. IKINO, J.K.; NUNES, D.H.; SILVA, V.P.M.; FRODE, T.S; SENS, M.M. Melasma and assessment of the quality of life
in Brazilian women. Anais Brasileiros de Dermatologia. V. 90, n 2, Março – Abril, 2015.
10. MIOT, L.D.B.; MIOT, H.A.; SILVA, M.G.; MARQUES, M.E.A. Estudo comparativo morfofuncional de melanócitos
em lesões de melasma. Anais Brasileiros de Dermatologia. V. 82, n 6, Nov. – Dez., 2006.
11. MIOT, L.D.B.; MIOT, H.A.; SILVA, M.G.; MARQUES, M.E.A. Fisiopatologia do Melasma. Anais Brasileiros de
Dermatologia. Vol. 84, nº 6, Nov. – Dez, 2009.
12. NICOLETTI, M.A.; ORSINE, E.M.A.; DUARTE, A.C.N.; BUONO, G.A. Hipercromias: aspéctos gerais e uso de
despigmentantes cutâneos. Cosmetics & Toiletries. V. 14, Mai-Jun, 2002.
13. PERETTI, S.C.; MOREIRA, M.A.L.; BARRETTO, G.R.; MORAES, C.A.P. Reverastrol para cosméticos no
clareamento da pele. InterfacEHS – Saúde, Meio Ambiente e Sustentabilidade. V. 10, n 1 – Junho de 2015, São
Paulo:
Centro
Universitário
Senac.
Disponível
em:
https://www.researchgate.net/profile/Geisi_Barreto/publication/282295260_Resveratrol_para_cosmeticos_no_claream
ento_da_pele/links/563ba02008ae405111a77023/Resveratrol-para-cosmeticos-no-clareamento-da-pele.pdf
14.VIDEIRA, I.F.S.; MOURA, D.F.L.; MAGINA, S. Mecanismos reguladores da melanogênese. Anais
Brasileiros de Dermatologia. V. 88, n 1, Jan. – Fev, 2013.
15. WASMEIER, C; HUME, A.N.; BOLASCO, G; SEABRA, M.C. Melanosomas at a glance. Jounal of Cell
Science, 121. 3995-3999. 2008.
OBRIGADA!!!!
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