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BÍBLIA APOLOGÉTICA DE ESTUDO

Propaganda
t
^
A
B íblia.
4pologetica
1 DEESTUDO
Antigo e Novo Testamentos
Incluindo notas de estudo e auxílios
Traduzida em Português por
JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA
Edição Corrigida e Revisada
Fiel ao Texto Original
ilC P - Instituto Cristão de Pesquisas
Bíblia Apologética
Copyright © 2000 ICP - Instituto Cristão de Pesquisas
Texto bíblico utilizado:
A lmeida, Corrigida, Fiel - ACF
C opyright © 1994,1995 Sociedade Bíblica T rinitariana do Brasil
Caixa Postal 3352 - CEP 01060-970 São Paulo-SP
ISBN 09 078 6141-5
T o d o s o s d ire ito s re se rv a d o s
Presidente:
A ntonio Fonseca
Editor-geral:
Jam ierson Oliveira
Coordenador- teológico:
Elvis Brassaroto Aleixo
Revisor de textos:
João Lira
Mapas:
Missão Sepal (com adaptação)
Ilustrações:
Paulo C unha
Diagramação:
SPress Bureau
Impressão:
Geográfica - Divisão de Bíblias
Primeira Edição 2000
l 4 im pressão 20.000 exemplares
2a im pressão 40.000 exemplares
Segunda Edição 2005
I a im pressão 20.000 exemplares
"tíCP - Instituto Cristão de Pesquisas
C a ix a P o stal 832 - C E P 13201-970 - Ju n d ia í/S P
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Filiado à ASEC - Associação de Editores Cristãos
índice dos livros da Bíblia
Antigo Testamento
G ênesis
Abrev.
Cap.
Gn
50
Pag.
1
Ester
Et
10
497
Jó
Jó
42
505
P rov érb io s
E desiastes
Cantares de Salomão
Isaías
Jerem ias
L am entações
Ezequiel
D aniel
O séias
Joel
A m ós
O bad ias
Jonas
M iquéias
N aum
H abacuque
Sofonias
Ageu
Z acarias
Salm os
SI
150
534
M alaquias
Êxodo
ÊX
40
62
Levítico
Lv
27
110
N úm eros
Nm
36
143
D eu teronôm io
Dt
34
187
Josué
Js
24
228
Juizes
Jz
21
253
Rute
Rt
4
278
1Sam uel
ISm
31
283
2Sam uel
2Sm
24
317
IReis
lRs
22
345
2Reis
2Rs
25
377
1C rônicas
lC r
29
408
2C rônicas
2Cr
36
437
E sdras
Ed
10
471
N eem ias
Ne
13
482
Abrev.
Pv
Ec
Ct
Is
Jr
Lm
Ez
Dn
Os
Cap.
31
12
8
66
52
5
48
12
14
3
9
1
4
7
3
3
3
2
14
4
J1
Am
Ob
Jn
Mq
Na
Hc
Sf
Ag
Zc
Ml
Pag.
604
627
637
642
693
745
751
799
816
824
828
835
837
841
846
849
853
857
860
869
Novo Testamento
Abrev.
Cap.
Pag.
Cap.
Pag.
M ateus
Mt
28
895
2Tessalonicenses
2Ts
3
1211
M arcos
Mc
16
957
1T im óteo
2T im óteo
lT m
2Tm
Tt
6
1215
4
3
1221
1226
Lucas
Lc
24
988
João
Jo
21
1038
Atos
At
28
1084
R om anos
Rm
16
1124
IC o rín tio s
ICo
16
1144
2C oríntios
2Co
13
1165
G álatas
G1
6
1178
Abrev.
T ito
Filem om
Fm
1
1229
H ebreu s
Hb
13
1232
Tiago
Tg
IPe
5
1248
5
1255
3
1262
1266
1P edro
2P edro
ljo ã o
Efésios
Ef
6
1186
Filipenses
4
1194
2João
3João
C olossenses
FP
Cl
4
1199
Judas
1T essalonicenses
lTs
5
1206
A pocalipse
2Pe
ljo
2Jo
3Jo
Jd
Ap
-
5
1
1273
1
1
1276
22
1281
1278
índice dos livros da Bíblia
em ordem alfabética
A g e u ....................................................................... 857
Jo su é........................................................................ 228
A m ós....................................................................... 828
Ju d a s.................................................................... 1278
A p o ca lip se......................................................... 1281
Juizes........................................................................ 253
A tos....................................................................... 1084
Lam entações de J e re m ia s ................................... 745
Cantares de S alom ão ............................................. 637
Levítico.................................................................... 110
C o lo ssen ses....................................................... 1199
Lucas........................................................................ 988
Coríntios, 1......................................................... 1144
M alaquias............................................................... 869
C o rín tio s,2 ......................................................... 1165
M a rc o s .................................................................... 957
Crônicas, 1 ...............................................................408
M a te u s .................................................................... 895
Crônicas, 2 ...............................................................437
M iquéias.................................................................. 841
D an ie l..................................................................... 799
N a u m ...................................................................... 846
D eu te ro n ô m io .....................................................
187
N e e m ia s................................................................. 482
Eclesiastes.............................................................. 627
N úm ero s................................................................. 143
Efésios.................................................................. 1186
O b a d ia s .................................................................. 835
E sd ras........................................................................471
O sé ia s...................................................................... 816
E s te r ..........................................................................497
Pedro, 1 ................................................................ 1255
Ê x o d o ....................................................................... 62
Pedro, 2 ................................................................ 1262
E z e q u ie l................................................................. 751
P ro v é rb io s............................................................. 604
F ilem o m .............................................................. 1229
Reis, 1 ...................................................................... 345
F ilip en ses............................................................ 1194
Reis, 2 ...................................................................... 377
G á la ta s................................................................ 1178
R o m a n o s ............................................................ 1124
G ên esis.......................................................................
1
R ute.......................................................................... 278
H ab acu q u e............................................................ 849
S a lm o s .................................................................... 534
H e b r e u s .............................................................. 1232
Samuel, 1 ..................................................................283
Isaías..........................................................................642
Samuel, 2 ............................................................... 317
Je re m ia s................................................................. 693
S o fo n ia s................................................................. 853
Jó .............................................................................. 505
Tessalonicenses, 1.............................................. 1206
João...................................................................... 1038
Tessalonicenses, 2 .............................................. 1211
João, 1 .................................................................. 1266
T iag o.................................................................... 1248
João, 2 .................................................................. 1273
T im óteo, 1 .......................................................... 1215
João, 3 .................................................................. 1276
Tim óteo, 2 .......................................................... 1221
J o e l......................................................................... 824
T ito ....................................................................... 1226
Jo n a s....................................................................... 837
Z a c a r ia s ................................................................. 860
Prefácio da 2 Edição Ampliada
-
T o d o s os c ristã o s e s tã o fa m ilia riz a d o s c o m a G R A N D E C O M IS S Ã O , e x p re ssã o q u e se refe­
re à o rd e m d e Jesus p a r a q u e o ev a n g e lh o fosse p re g a d o a to d a c ria tu r a , c o n fo rm e le m o s e m M a ­
te u s 28.19, q u e diz: “P o rta n to id e, fazei d isc íp u lo s d e to d a s as n aç õ es , b a tiz a n d o -o s em n o m e d o
Pai, e d o F ilh o e d o E sp írito S a n to ” (C f. tb. M c 16.15,16; A t 1.8).
T o davia, m u ito s d o s q u e se d e d ic a m à p re g a ç ã o d o e v a n g elh o , o b ra o r d e n a d a p o r Jesus, s e n ­
te m g ra n d e d ific u ld a d e e m m a n u s e a r c o rre ta m e n te a P alav ra d e D e u s q u a n d o sã o q u e s tio n a d o s
so b re a e x p o siçã o q u e fazem d o ev a n g elh o .
A lg u n s e sc rito re s, q u a n d o a b o r d a m so b re o te m a “ev a n g e lism o p e s s o a l”, c o s tu m a m d iv id ir
as p esso as c o m q u e m v ã o d ia lo g a r e m q u a tro g ru p o s: a) cristãos; b ) d esvia d o s— s u b d iv id id o s em
d u a s classes: p e n ite n te s e im p e n ite n te s ; c) in créd u lo s— p esso as q u e p o u c o o u n a d a o u v ira m d o
S e n h o r Jesus C risto ; d ) heréticos.
Se p e rg u n ta rm o s q u a l d o s g r u p o s é m ais difícil d e ser a b o rd a d o , a resp o sta será, se m d ú v id a:
“O s h eré tico s”. Isso p o rq u e n ã o só h o stiliz am a p regação d o ev an g elh o , m a s ta m b é m a p re se n ta m fo r­
tes o b jeções às d o u trin a s b íblicas, c a u sa n d o g ra n d e e m b a ra ç o àq u e le q u e evangeliza. P o r esse m o ti­
vo, n ã o são p o u c o s os c ristão s q u e a b a n d o n a ra m o tra b a lh o d e evan g elização pessoal, p o r n ã o se e n ­
c o n tra re m p re p a ra d o s p a ra d ia lo g ar c o m o s a d e p to s das seitas e d as religiões n ão -c ristãs.
Esse p ro b le m a su sc ita u m p a ra d o x o q u e p o d e se r re s u m id o d a se g u in te fo rm a :
T o d o s o s c ristã o s e v an g élico s re c o n h e c e m a P ala v ra d e D e u s c o m o fo n te d e a u to rid a d e i n ­
d isc u tív e l e m m a té ria d e fé e p rá tic a . E m u n ís s o n o , os C R E M O S o u o s A R T IG O S D E FÉ d as ig re ­
jas ev an gélicas d e c la ra m , c o m p e q u e n a s d iferen ç as, s u a fé n a a u te n tic id a d e d a B íblia. D e m o d o
g eral, seus c re d o s d ec la ra m : “C re m o s s e r a B íblia a P a la v ra d e D eu s, a ú n ic a re g ra d e fé e p rá tic a
p a ra o c ristã o ”. Essa u n a n im id a d e em a c e ita r a B íblia c o m o in falív el P ala v ra d e D e u s é n o tá v e l, e
isso está p le n a m e n te d e a c o rd o c o m a p o siç ã o d o s c re n te s d e T essalô n ica, c o m o p o d e m o s le r em
1 T essalonicenses 2.13: “ P o r isso ta m b é m d a m o s , se m cessar, g raças a D e u s, p o is, h a v e n d o re c e b i­
d o d e n ó s a p a la v ra d a p re g a ç ã o d e D e u s, a receb estes, n ã o c o m o p a la v ra d e h o m e n s , m a s (s e g u n ­
d o é, n a v e rd a d e ) c o m o p a la v ra d e D e u s, a q u a l ta m b é m o p e r a e m v ó s, o s q u e cre stes”.
M as se isso é u m a re a lid a d e in egável, p o r q u e , e n tã o , p o u c o s c re n te s c o n h e c e m s a tis fa to ria ­
m e n te a P alav ra d e D eus? P o r q u e m u ito s n ã o e stã o a p to s p a r a a te n d e r à re c o m e n d a ç ã o d e 1P e­
d ro 3.15, q u e diz: “A ntes, sa n tifica i ao S e n h o r D e u s em v o sso s c o ra çõ es; e estai s e m p re p r e p a r a ­
d o s p a ra r e s p o n d e r c o m m a n s id ã o e te m o r a q u a lq u e r q u e v o s p e d ir a ra z ã o d a e s p e ra n ç a q u e h á
e m v ó s” ?
Abordando os adeptos das seitas
Este é o títu lo d o c a p ítu lo 14 d o liv ro O caos das seitas, n o q u a l, o a u to r, J. K. V an B aalen , a r ­
g u m e n ta : “N in g u é m chega a sa b e r d e m a is e, q u a n to m a is c o m p le to o n o sso c o n h e c im e n to , co m
IX
m a io r fac ilid a d e p o d e m o s fazer u so d ele p a ra fins p rá tic o s. A o m e s m o te m p o , u n s p o u c o s fato s
d o s q u a is re a lm e n te n o s a s s e n h o re a m o s são d e m u ito m a io r u tilid a d e d o q u e m u ito s fato s d o s
q u a is te m o s u m a id é ia geral, m a s q u e n ã o p o d e m o s d e fe n d e r c o n tra a ta q u e su til. A re sp o sta d o es­
co lar: ‘E u sei, m a s n ã o sei e x p lic a r’, e n g a n a s o m e n te o escolar. Se n ã o s o u b e rm o s r e s p o n d e r a o a r ­
g u m e n to d o s e c tá rio é p o r q u e n ã o d o m in a m o s o s fatos. É n o s s o c o n h e c im e n to in a d e q u a d o q u e
n o s o b rig a a a b a n d o n a r o c a m p o d e rro ta d o , d e s o n ra n d o o S e n h o r”.
O id e al se ria q u e to d o s os c ristã o s c o n h e c e sse m p ro fu n d a m e n te a q u ilo e m q u e c rê e m . M as,
in fe liz m e n te , m u ito s n ã o sã o c a p az es d e d e fin ir n e m d e d e fe n d e r su a fé.
A Bíblia Apologética de Estudo
A ssim , o IC P ( In s titu to C ris tã o d e P e sq u is a s ),d ia n te d as d ific u ld a d e s d e m u ito s c ristã o s n e s ­
se asp ec to , p r e p a ro u e sta n o v a e d iç ã o d a B íb lia A p o lo g é tic a d e E s tu d o , c u jo c o n te ú d o , 100% a m ­
p lia d o , visa a ju d a r a a tu a l g e ra ç ã o d e c ristã o s q u e se e sfo rç a m e m e v a n g e liz a r o s n ã o -a lc a n ç a d o s
( g ru p o a o q u a l p e rte n c e m o s se c tá rio s) e s e n te m falta d e u m a fe r ra m e n ta d e tr a b a lh o q u e facilite
o seu d iá lo g o c o m aq u e le s q u e d e s m e re c e m e /o u d e s c o n h e c e m a PALAVRA D E D E U S e a SALVA­
Ç Ã O o fe re c id a p o r C risto . Tal ta re fa , n o e n ta n to , n ã o se ria fácil se n ã o p u d é s s e m o s c o n ta r c o m o
au x ílio d e d iv e rso s c o la b o ra d o re s, e n tre os q u ais, d e sta c a m o s : N a ta n a e l R in a ld i, E g u in a ld o H élio
d e S o u za, Jailso n M a rin h o , H u g o lin o S ena B atista, M a rc o s H e ra ld o P aiva, Jo ã o F lávio M a rtin e z ,
P au lo C ris tia n o d a Silva, G ilso n B a rb o sa e P a u lo S érg io R o d rig u e s B atista. S erv o s d e D e u s q u e se
d e d ic a ra m m a is d ir e ta m e n te n e ste p ro je to .
N ã o p o u c a s vezes, f o m o s so lic ita d o s a aj u d a r irm ã o s c o m p ro b le m a s re la c io n a d o s às seitas,
p o rq u e , ao se re m v isita d o s p o r seu s a d e p to s, n ã o s o u b e ra m re f u ta r o s a rg u m e n to s a p re s e n ta d o s
c o n tra a fé c ristã . S em c o n ta r o s caso s e m q u e a lg u n s c ris tã o s p e r d e ra m p a re n te s p a ra as seitas e,
d e s e sp e ra d o s, te n ta r a m re sg a tá -lo s, m a s sem re s u lta d o s sa tisfa tó rio s.
É ju s ta m e n te p o r esse m o tiv o , e n tre o u tr o s , q u e a e q u ip e d o IC P esp e ra q u e , c o m a B íb lia
A p o lo g é tic a d e E s tu d o (e d iç ã o a m p lia d a ), o s irm ã o s se s in ta m m a is b e m p r e p a ra d o s p a r a o m i­
n istério .
T ra b a lh e m o s e n q u a n to é d ia , c o m o o b re iro s ca p az es e fru tífe ro s n o s c a m p o s d o S e n h o r, d e ­
f e n d e n d o a n o ssa fé!
“A m a d o s , p r o c u r a n d o e u escrev e r-v o s c o m to d a a d ilig ê n c ia a c erca d a sa lv aç ão c o m u m ,
tive p o r n e c e ssid a d e escrev er-v o s, e e x o rta r-v o s a b a ta lh a r p ela fé q u e u m a vez fo i d a d a ao s s a n ­
to s ” (Jd 1.3).
X
Como usar os recursos da
Bíblia Apologética de Estudo
A B íb lia A p o lo g é tic a d e E s tu d o (e d iç ã o a m p lia d a ) e m p re g a , c o m o b ase, a tr a d u ç ã o d e Jo ão
F erre ira d e A lm eid a: E d iç ão C o rrig id a e R evisada Fiel ao T ex to O rig in a l, p u b lic a d a p ela S o cie d a­
d e B íblica T rin ita ria n a , c u ja c a ra c te rístic a , e n tre o u tra s , é a e q u iv a lê n c ia p re c isa c o m a lin g u a g e m
e ru d ita , p o r m e io d a q u a l o tr a d u t o r p r o c u r a re p r o d u z ir o s asp e c to s fo rm a is d o te x to d a lín g u a
o rig in a l. O u seja, v o c a b u lá rio , e s tr u tu r a e asp ec to s estilístico s.
E sta B íblia a p re s e n ta u m a v a rie d a d e d e re c u rso s a p o lo g é tic o s, e n tre o s q u a is, d e s ta c a m -se
as “n o ta s d e r o d a p é ” e o “a p ê n d ic e ”, os q u a is c o n tê m d a d o s im p o r ta n te s s o b re c o n c e ito h is tó ri­
co e c u ltu ra l, sig n ific ad o relig io so e c o n te ú d o d o u tr in á r io d a s relig iõ es, se ita s e m o v im e n to s id e ­
ológicos.
A rela çã o q u e segue foi e la b o ra d a p a r a e x p lic a r c o m o o e s tu d a n te d ev e u tiliz a r e s ta o b r a q u e ,
se m d ú v id a , é u m a in d isp e n sá v e l f e r ra m e n ta p a ra o ex ercício d a a p o lo g é tic a cristã:
I n tr o d u ç ã o a o s liv r o s b íb lic o s . T extos exp licativ o s q u e c o n te m p la m a o rig e m d o títu lo d o
livro, a u to ria , d a ta ç ã o , a s s u n to p rim o r d ia l e, esp e c ia lm e n te , su a ên fase ap o lo g ética .
M e re c e m c o n f ia n ç a o s liv r o s a p ó c rifo s ? C o m e n tá rio in s e rid o e n tre o A n tig o e o N o v o Tes­
ta m e n to s , e x p o n d o , s is te m a tic a m e n te , su a s im p lic a ç õ e s d o u tr in á r ia s p a r a a o rto d o x ia cristã.
N o ta s d e e s tu d o . T ra z e m in fo rm a ç õ e s a re sp e ito d e d iv e rso s g ru p o s relig io so s. R e sp o n d e m e
a rg u m e n ta m , e s p e c ific a m e n te , o s v ersíc u lo s u sa d o s p e lo s m o v im e n to s h e ré tic o s e p elas relig iõ es.
As re sp o stas a p o lo g é tic a s f o ra m e la b o ra d a s d e m a n e ir a p rá tic a e co n c isa , e s p e c ific a m e n te p a ra
r e s p o n d e r às relig iõ es e se ita s q u e c ita m a B íblia S ag rad a . O o b je tiv o p r im o r d ia l d a s n o ta s é c a p a ­
c ita r o s c ristã o s ev an g élico s a lu ta r p e la D efesa da Fé ( Jd 3).
N esta n o v a e d iç ã o a m p lia d a d a B íb lia A p o lo g é tic a d e E s tu d o , o ICP, lite ra lm e n te , d u p lic o u
a q u a n tid a d e d e n o ta s. A q u elas q u e já c o n s titu ía m a p r im e ira e d içã o d a o b r a p a s s a ra m p o r re v i­
são e re fo rm u la ç ã o d e c o n te ú d o e estilo. F o ra m in s e rid o s íc o n es, a s so c ia d o s às n o ta s , p e lo s q u a is
o e s tu d a n te p o d e rá id e n tific a r m a is fa c ilm e n te os g ru p o s relig io so s e m q u e s tã o . M a is g ru p o s re li­
g io so s e m o v im e n to s id e o ló g ic o s f o ra m a c re sc e n ta d o s à o b ra , c o n fe rin d o -lh e , m a is u m a vez, c a ­
r á te r in é d ito . A lg u n s ex e m p lo s: e u b io se , v o d u ísm o , lo g o so fia, ra e lia n ism o , ca b ala, a g n o s tic ism o ,
g n o stic ism o , d e ísm o , u n iv e rsa lism o , re la tiv ism o , e n tre o u tro s.
A lém d isso , esta n o v a ed içã o tr a z d u a s n o v id a d e s ed ifican tes. A sa b er: 1) O a c ré sc im o d e c o ­
m e n tá r io s a p o lo g é tic o s fo rm u la d o s a p a r tir d e te x to s b íb lic o s g e ra lm e n te ig n o r a d o s p e la s seitas,
m a s d e g ra n d e im p o r tâ n c ia p a r a a defesa d a o rto d o x ia c ristã , m o r m e n te o q u e se refere à te o lo g ia ,
cristo lo g ia , p a ra c le to lo g ia e b ib lio lo g ia . 2) O a c ré sc im o d e n o ta s q u e r e s p o n d e m ao s a rg u m e n to s
ceticistas, q u e u sa m te x to s b íb lic o s a p a r e n te m e n te c o n tra d itó r io s ( q u a n d o a n a lis a d o s c o m o u ­
tr a s p assag e n s) p a r a p ô r e m d ú v id a a in fa lib ilid a d e d as S ag rad a s E sc ritu ra s.
XI
Apêndice
A tu a liz a d o e a m p lia d o em m a is d e 30 0 % e m relação ao c o n te ú d o d a p r im e ira e d içã o , tra z
d iv e rsa s e rele v an te s in fo rm a ç õ e s ao c o n te x to a p o lo g é tic o e h ere sio ló g ic o :
G lo s s á rio . T raz p a la v ra s e te rm o s u sa d o s n a s n o ta s m a rg in a is , e s c la re c e n d o o s v o c á b u lo s
te o ló g ic o s m a is c o m u n s n o m u n d o d a s seitas.
C r e d o s h is tó ric o s . D eclaraçõ es d o s pais da Igreja e d o s co n cílio s, d e ép o cas p o ste rio re s, q u e
n o rte a ra m a Igreja d ia n te d as falsas d o u trin a s q u e se le v a n ta ra m c o n tra a Ig reja d e C risto . D estac am se, n e s ta n o v a edição, a in se rç ão d e u m c o m e n tá rio so b re o p o u c o c o n h e c id o C re d o P rim itiv o .
T o m o d e L eão : D o c u m e n to d o g m á tic o e s c rito p elo b is p o L eão, d e R o m a , c u jo c o n te ú d o faz
a p o lo g ia à g e n u id a d e d a e n c a rn a ç ã o d e C risto , d e fe n d e n d o ta n to su a n a tu re z a h u m a n a q u a n to
su a n a tu re z a d iv in a
O s p a tr ia r c a s . S íntese b io g rá fic a d e d o ze “p a is” d a Ig re ja c ristã p rim itiv a .
O s h e r e s ia r c a s . S ín tese b io g rá fic a d e n o v e h ere g es q u e a fr o n ta r a m e d is to rc e ra m as d o u tr i­
n a s ap o s tó lic a s n o s p r im ó r d io s d a Ig reja cristã.
Q u a d r o r e s u m id o d o s c o n c ílio s t r i n i t á r i o s e c ris to ló g ic o s . P la n ilh a sim p lific a d a a p o n ta n ­
d o lo cal, d a ta , a s s u n to e m d isc u ssã o e re s u lta d o d o f ó ru m d o u tr in á rio .
A R e fo rm a P ro te s ta n e e s u a s p r in c ip a is c a u sa s. R e p ro d u ç ã o n a ín te g ra das fam o sas teses d o
re fo rm a d o r M a rtin h o L utero co m u m a in tro d u ç ã o explicativa so b re a ex p o sição d as c o rren te s h is­
tó ric as d o e p isó d io e o s diversos fatores q u e c u lm in a ra m c o m o e s to p im d a R e fo rm a P ro te sta n te.
C r o n o lo g ia d a s p r in c i p a is c o n fis s õ e s d e fé p r o te s ta n te s . P la n ilh a c o m d a ta s, n o m e s e u m
p e q u e n o c o m e n tá rio d as co n fissõ es d o u tr in á r ia s cristã s q u e s u r g ir a m ao lo n g o d a h is tó ria .
E s tu d o s o b r e h e r m e n ê u tic a . A s seitas n ã o p o s s u e m p r in c íp io s h e rm e n ê u tic o s e in te r p r e ­
ta m o s te x to s b íb lic o s c o n fo rm e su a s co n v e n iê n cia s. A o e v a n g e liz a rm o s os se c tá rio s, é f u n d a m e n ­
ta l c h a m a rm o s a a te n ç ã o d eles p a ra u m a in te r p re ta ç ã o le g ítim a d o te x to e m q u e s tã o . P ara isso,
p re c isa m o s, a c im a d e q u a lq u e r coisa, c o n h e c e r a lg u m a s re g ra s e leis fu n d a m e n ta is , c o m o as q u e
a p re s e n ta m o s aq u i.
C o m o id e n tif ic a r u m a s e ita . S c rip t d a p a le s tra já m in is tr a d a e m m a is d e cin co m il p ú lp ito s
em to d o o B rasil, d e m o n s tr a n d o as c a ra c te rístic a s d as se ita s e d o s falsos e n s in o s relig io so s. É u m
p a ra d ig m a c o m q u a tro p o n to s b ásico s, u m a f e r ra m e n ta ú til p a r a q u e o le ito r re c o n h e ç a as h e r e ­
sias q u e e n c o n tra c o tid ia n a m e n te .
D if e r e n ç a s e n t r e s e ita s e Ig re ja . S eção q u e a n a lis a as c a ra c te rís tic a s d a s se ita s e d a Igreja
v e rd a d e ira . A sp ecto s sociais, e s tr u tu r a o rg a n iz a c io n a l, litu rg ia e d o u tr in a sã o c o m p a ra d a s c o m o
p r o p ó s ito d e rev e lar ao le ito r o real o b je tiv o d a s seitas.
XII
O
frá g il a lic e rc e d a s s e ita s . A n álise d e d u tiv a acerca d e a lg u n s d o s falsos f u n d a m e n to s m a is
e m p re g a d o s p elo s se c tá rio s p a ra d e fe n d e r a le g itim id a d e d e seu g ru p o .
A s a lv a ç ã o n a s v á r ia s re lig iõ e s . É u m a a b o rd a g e m s o b re o d e s e n v o lv im e n to d a d o u tr in a
d a salv ação e m diversas relig iõ es atu ais. A q u i, o s p o s ic io n a m e n to s s o te rio ló g ic o s d a s g ra n d e s re ­
lig iõ es são c o m p a ra d o s e a n a lis a d o s à lu z d as E sc ritu ra s S ag rad as.
H is tó r ic o d a s r e lig iõ e s e s e ita s m u n d ia is e s e ita s b r a s ile ir a s . E ssa a b o rd a g e m a ju d a rá o es­
tu d a n te a te r u m a v isã o d o s p o n to s m a is c o m u n s d e a tu a ç ã o d o s g r u p o s relig io so s. C o n té m e s b o ­
ços h istó ric o s d e to d a s as g ra n d e s relig iõ es m u n d ia is , além d e u m a se p a ra ç ã o d id á tic a c o m d e s­
ta q u e p a ra o s g ru p o s se c tá rio s o r iu n d o s d o B rasil.
V o c a b u lá rio g re g o . C o n té m c e rca d e d u z e n ta s p alav ras e m p re g a d a s n o N o v o T estam e n to .
V ejam os c o m o fu n c io n a : tr a z o v e rb e te n a L ín g u a P o rtu g u e s a , o c o r r e s p o n d e n te n o g reg o , su a
tra n s lite ra ç ã o e u m v e rsíc u lo n e o te s ta m e n tá r io e m q u e a p a la v ra se e n c o n tr a in s e rid a . C o m isso,
o e s tu d a n te te m ao se u alc a n c e u m a g ra n d e p ro p o s ta : a o p o r tu n id a d e d e o b te r a lg u m a s n o çõ e s
d a lín g u a grega, d e v id o à rele v ân c ia d esse id io m a à exegese b íb lica . S eg u em , a in d a , a lg u m a s in ­
fo rm a ç õ e s h istó ric a s s o b re a S e p tu a g in ta e o a lfa b eto grego.
C o n f r o n to d o u t r i n á r i o . C o n f r o n ta as seitas e n tre si, e s p e c ia lm e n te as p s e u d o c ris tã s , a p a r ­
tir d e seus co n c e ito s so b re D e u s, Jesus, E sp írito S an to , B íblia e salvação.
S u p re m a c ia e c o n fia b ild a d e d o N o v o T e sta m e n to . C o m e n tá rio so b re a in e rrâ n c ia e a c o n fia ­
b ilid ad e h istó ric a e d o c u m e n ta l d o N o v o T estam e n to e m face d e o u tra s o b ra s secu lares h istó ricas.
C r o n o lo g ia d a s h e r e s ia s c a tó lic a s . A p o n ta m e n to d e ta lh a d o e c ro n o ló g ic o d a s h ere sias
ca tó lica s a d o ta d a s d u r a n te u m p e r ío d o d e 1650 an o s.
B ib lio g ra fia s . E stá d iv id id a e m d u a s seções. N a b ib lio g ra fia d e o b ra s o rto d o x a s , são s u g e ri­
d as m a is d e 120 o b ra s, c u jo o b je tiv o é a m p lia r as p esq u isas n a áre a ap o lo g é tic a . N a b ib lio g ra fia d e
o b ra s h e te ro d o x a s, são a p o n ta d a s m a is d e 300 fo n te s, d a s q u a is fo ra m e x tra íd o s o s c o m e n tá rio s
d o s g ru p o s relig io so s re fu ta d o s n as n o ta s d e ro d a p é d e sta B íblia.
ín d ic e r e m is s iv o . S e p a ra d o a lfa b e tic a m e n te , in d ic a to d a s as n o ta s c o m e n ta d a s n e s ta o b ra ,
se g u n d o o re sp e ctiv o e m p re g o d o g r u p o religioso. O s s u b tó p ic o s v ê m d e a c o rd o co m a d isp o s iç ã o
d o u tr in á r ia d o m o v im e n to .
C o n c o r d â n c i a B íb lic a . F e r r a m e n ta p a r a p e s q u is a e lo c a liz a ç ã o r á p id a d o s v e rsíc u lo s
b íb lico s.
I n s titu c io n a l d o IC P . A p re se n ta o IC P ( In s titu to C ristã o d e P e sq u isa s), re sp o n sá v e l p ela
p u b lic a ç ã o d e s ta o b ra , e a p o n ta os d ez p o n to s q u e e n c e r r a m su a d e c la ra ç ã o d o u tr in á r ia in te rd e n o m in a c io n a l.
M a p a s e g rá fic o s . D e m o n s tra ç ã o d o p a n o r a m a re lig io so m u n d ia l e b ra s ile iro a p a r tir d e
rec en te s d a d o s estatístic o s. O b je tiv o : a ju d a r o e s tu d a n te a e n te n d e r o s d esafio s e p ro g re sso s d a
Ig reja n a ev a n g eliza çã o d o m u n d o .
XIII
Símbolos utilizados nas notas da Bíblia Apologética de Estudo
cHj
C o m e n tá r io A p o lo g é tic o . T o m a m o s a c ru z , c o m o p r in c ip a l s ím b o lo c ristã o , p a r a re-
U
p r e s e n ta r o p o s ic io n a m e n to o r to d o x o d ia n te d e p a ssag e n s b íb lica s im p o r ta n te s q u e
d e fe n d e m as d o u tr in a s evangélicas. T ra ta -se d e te x to s q u e q u a se n u n c a sã o u tiliz a d o s p elas sei­
ta s, p o is lh es são in c o n v e n ie n te s.
R e s p o s ta A p o lo g é tic a . C o m esta in síg n ia , e x p re ssa m o s a “ se n te n ç a ” o r to d o x a d ia n te
=>
d a s m á s in te rp re ta ç õ e s e a p ro p ria ç õ e s se ctárias. O te o r d essa n o ta será s e m p re u m a ré ­
p lic a ex p lica tiv a e retific aç ão d o e rro im p e tr a d o p e lo g r u p o se c tá rio q u e d isto rc e o v ersíc u lo e m
an álise.
/Ck
C a to lic is m o R o m a n o . A fim d e d is tin g u ir o c a to lic is m o r o m a n o d o c ris tia n is m o b íb li-
K iU
co, b u s c a m o s re p re s e n tá -lo c o m a lg u m e le m e n to q u e lh e fosse p ec u lia r. A c re d ita m o s
q u e a m itra , p a rte d a in d u m e n tá r ia p a p a l, a te n d e p e rfe ita m e n te a esta n ecessid ad e.
J u d a ís m o . O m e n o rá , castiçal d e sete h a ste s, é u m a n tig o sím b o lo ju d e u d e riv a d o d o
castiçal q u e o rig in a lm e n te ficava n o te m p lo d e Je ru sa lé m , e rg u id o p elo filh o d e D av i,
S alo m ã o , n o sé cu lo 10 a.C .
Is la m is m o . T a m b é m c h a m a d o h ilal, to r n o u - s e o s ím b o lo a d o ta d o p elo islam ism o . P ossu i u m a a n tig a c o n e x ã o c o m a rea lez a e, e n tre o s m u ç u lm a n o s , g u a rd a re sso n â n c ia co m
o c a le n d á rio lu n a r, q u e o rd e n a su a s v id a s religiosas.
H in d u ís m o . O O M , o u A U M , é o so m m a is s a g ra d o p a r a o s h in d u s e a s e m e n te d e to ­
d o s o s m a n tra s . O “ 3” re p re s e n ta a tría d e d o s d e u se s d a cria çã o , d a p re se rv a ç ã o e d a d e s­
tru iç ã o . O “O ” é o silên c io p a r a se a lc a n ç a r D eu s.
B u d is m o . D iz -se d o B u d a q u e ele c o lo c o u e m m o v im e n to a r o d a d a v id a (d h a r m a )
q u a n d o e x p lic o u a lei n a tu ra l d as coisas p a r a c in c o asce tas d u r a n te se u p r im e iro ser­
m ã o e m S a rn a th , n a ín d ia .
M o r m o n is m o . E ste g r u p o asso cia o a n jo m e n c io n a d o e m A p o ca lip se 14.6 ao a n jo M o r o n i, q u e , se g u n d o se u s a d e p to s, te ria sid o o re sp o n sá v e l p o r te rm in a r a c o m p ila ç ã o d as
p la ca s d e M ó r m o n (p ro fe ta e p ai d e M o ro n i).
r™
!
T e s te m u n h a s d e Je o v á. S eu tra d ic io n a l sím b o lo é a a n tig a to r re d e v ig ilân c ia, o p o s to
■
'
d a se n tin e la q u e a le rta as p esso as d o p e rig o p ró x im o , c o m p o r ta m e n to a r r o g a d o p elo
g ru p o p o r m e io d e su a s m e n sa g e n s a p o c a líp tic a s.
E s p ir itis m o K a r d e c is ta . São o s “e s p írito s ” q u e , s e g u n d o K ard ec, d ita r a m a q u ilo q u e é
c o n s id e ra d o h o je o c â n o n e d o e s p iritism o . D aí, a re p re se n ta ç ã o d o g r u p o p e lo e s p írito
c o b e rto p o r u m le n ço l, im a g e m q u e fico u p o p u la rm e n te e s te re o tip a d a .
M a ç o n a ria . O e s q u a d ro e o c o m p a sso são se u s sím b o lo s m a is c o m u n s . O p r im e ir o r e ­
p re se n ta o d e s tin o , o c a m in h o p a r a c im a , d ir ig in d o - s e a o in fin ito , a D eu s. O se g u n d o ,
o se n so d e m e d id a s d as coisas, e sig n ific a a ju stiça .
XIV
Adventismo do Sétimo Dia. O decálogo de Moisés, notadamente a observância do sá­
bado, como consta no quarto mandamento, é o sustentáculo das doutrinas adventistas,
que pregam que a salvação em Cristo está condicionada à guarda das leis.
rfêc&fc Teologia da Prosperidade. Embora tenhamos optado por simbolizar esse movimento com as cédulas, por representarem o aspecto de mais vulto dentro dessa corrente, tal
prosperidade que apregoa não se restringe apenas ao aspecto financeiro.
Seitas Unicistas. O triângulo eqiiilátero representa a igualdade das pessoas divinas na
unidade composta da trindade cristã. A tarja sobre o triângulo remete à rejeição dos
grupos unicistas a esta doutrina bíblica.
Seitas Novaerenses. A fita entrelaçada foi concebida pelo esoterismo teosófico para ex­
plicar a interação do homem com as forças do cosmo: o homem unido ao visível e ao in­
visível, ao poder de supostos mestres de outras dimensões.
NVt
Hare Krishna. Segundo as escrituras indianas, foi do umbigo do deus Vishnu que teria
nascido a flor de lótus, da qual surgiu outra divindade: Brahma. Na iconografia hindu,
a epifania de Krishna se dá sobre a flor de lótus.
Seitas Orientais. A meditação é ponto comum entre quase todas as diversas seitas
orientais. A concepção que possuem acerca desta prática está voltada a uma concentra­
ção intensa do espírito por meio de oração mental na posição de lótus.
4
Ocultismo. O pentagrama evoca simbologia múltipla com variadas interpretações
místicas, mas quase sempre esteve associado à magia, à bruxaria e ao ocultismo em ge­
ral. Seu uso é ostensivo entre as sociedades religiosas secretas e no esoterismo.
Cultos Afros. Há quem acredite que sem o ritmo do atabaque não há Candomblé nem
qualquer outro culto afro. No entanto, ressalvamos que se trata somente de uma ilus­
tração, não devendo atribuir-se carga pejorativa a qualquer instrumento musical.
ÇT) Ceticismo. Empregamos este símbolo para referendar as incompreensões, dúvidas e
®
supostas contradições que alguns céticos alegam existir nas páginas das Escrituras Sa­
gradas e nas doutrinas cristãs.
Filosofias e Movimentos Seculares. “O pensador” de Rodin simboliza os conjuntos
doutrinários, escolas de pensamentos ou movimentos seculares que confrontam a Bí­
blia com princípios e raciocínios complexos e filosofantes.
Outros grupos religiosos. Dada a insuficiência simbólica para conceituar todos os gru­
pos religiosos com idéias díspares, escolhemos o globo para representá-los, afinal, to­
dos têm origem e expressão em várias partes do mundo.
XV
Antigo Testamento
INTRODUÇÃO AO LIVRO DE
Gênesis
T itulo
A palavra gênesis q uer dizer “origem ”, “princípio” ou “com eço”. Esse livro conta de que form a tudo o
que existe com eçou e com o surgiram os anim ais e os seres hum anos, o pecado e o sofrim ento, etc. Na Bí­
blia hebraica, seu nom e é bereshit, derivado do prim eiro versículo “No princípio...”.
A u t o r ia
e data
A autoria de Moisés é confirm ada no Novo Testamento nas palavras de Jesus ( Jo 5.45,46). Foi escrito
durante a peregrinação no deserto, p o r volta do ano 1500 a.C., segundo os m ais conservadores.
A ssunto
Alguns estudiosos dividem o livro em duas partes. A prim eira, do capítulo 1 ao 11, conta com o tudo
com eçou:“No princípio criou Deus...” A segunda, do capítulo 12 ao 50, relata a história dos patriarcas he­
breus: Abraão, Isaque, Jacó e seus doze filhos, que foram o com eço das doze tribos de Israel.
Ê nfase a po lo g é tic a
Por ser um dos livros m ais citados no Novo Testamento, confirm a d o u trin as fundam entais da fé cris­
tã, como, po r exemplo: o Universo com o um resultado da ação de Deus a p artir do nada (ex-nihilo) (1.1);
o Espírito Santo presente n o processo da criação do m undo (1.2); a criação do hom em à imagem e sem e­
lhança de Deus (1.26); o hom em com o um ser especial, superior às dem ais criaturas (1.28); a pluralidade
divina (1.26); a vinda de u m redentor p or m eio da própria raça hu m an a (3.15); a queda do h om em pela
sua desobediência (Cap. 3); o sofrim ento e a m orte com o conseqüências do pecado (3.17-19); a tran s­
missão do pecado para toda a raça hum ana p o r interm édio de Adão (5.3); a aliança de Deus com A braão
(Cap. 15 e 17), etc.
Embora m uitos tenham buscado negar o sentido literal dos capítulos iniciais de Gênesis, vem os que
tanto Jesus quanto os apóstolos colocam todas as narrativas com o verdadeiros acontecim entos e não com o
m era representação ou sim bolism o. A teologia m odernista, influenciada pelos avanços científicos do sé­
culo 19, tentou reinterpretar ou ignorar com pletam ente m uitas narrativas do livro, pois julgava que esta­
riam em desacordo com o conhecim ento científico. Mas a obra perm anece com o um livro fundam ental
para o entendim ento de toda a teologia cristã. U m a m á interpretação deste livro pode alterar drasticam en­
te os fundam entos do cristianism o e, po r isso, ele não deve ser tratad o com negligência.
Os capítulos de 1 a 3, principalm ente, requerem um a forte análise apologética, visto que m uitas seitas
e m ovim entos heréticos fazem interpretações e inferências distorcidas dessas passagens. Entre tais distor­
ções, citam os as seguintes: a tradução de Gênesis 1.2 na Tradução do Novo M undo, utilizada pelas Teste­
m unhas de Jeová, que se refere ao Espírito Santo com o um a “força ativa de D eus”; os “ufólatras” in terp re­
tam o term o elohim com o se referindo aos extraterrestres, devido à pluralidade que o term o expressa; os
m órm ons vêem na “im agem e sem elhança” um a referência ao aspecto físico de D eus e, além disso, defen­
dem a queda com o algo positivo para a hum anidade, sem a qual a divindade não seria alcançada; os adventistas usam o descanso de Deus no sétim o dia com o argum ento p ara a guarda do sábado; o u tro s grupos
interpretam o prim eiro pecado com o sendo o conhecim ento sexual e a serpente, com o um órgão sexual
masculino; entre outras distorções.
Pelo fato de esses textos serem um dos m ais expressivos e conhecidos da literatura universal sobre a o ri­
gem do hom em , sofre ataques e interpretações erradas com o poucos. O trabalho apologético em to rn o des­
tes capítulos, portanto, é essencial, um a vez que são a base do desenvolvim ento da d o u trin a da salvação.
GÊNESIS
O PRIMEIRO LIVRO DE MOISÉS CHAMADO
águas que estavam debaixo da expansão e as águas
que estavam sobre a expansão; e assim foi.
8E cham ou D eus à expansão Céus, e foi a tarde e a
A criação dos céus e da terra e de tudo o q ue
neles existe
N O p rincípio criou Deus os céus e a terra.
1
m anhã, o dia segundo.
M
E disse Deus: A juntem -se as águas debaixo dos céus
num lugar; e apareça a porção seca; e assim foi.
I0E cham ou D eus à porção seca Terra; e ao aju n ­
tam ento das águas cham ou Mares; e viu D eus que
2E a terra era sem form a e vazia; e havia trevas
sobre a face do abism o; e o Espírito de Deus se m ovia
sobre a face das águas.
3E disse Deus: Haja luz; e houve luz.
4E viu D eus que era boa a luz; e fez D eus separação
era bom .
entre a luz e as trevas.
’E D eus cham ou à luz Dia; e às trevas cham ou
Criação da vida vegetal
' 1E disse Deus: Produza a te rra erva verde, erva que
dê sem ente, árvore frutífera que dê fru to segundo
a sua espécie, cuja sem ente está nela sobre a terra;
Noite. E foi a tarde
e a m anhã, o dia prim eiro.
6E disse Deus: Haja um a expansão n o m eio das
águas, e haja separação entre águas e águas.
7E fez D eus a expansão, e fez separação entre as
e assim foi.
12E a terra p ro d u ziu erva, erva d a n d o sem ente
No principio criou Deus
( 1 . 1)
E o Espírito de Deus
( 1.2 )
r™ n Testemunhas de Jeová e unicismo. Negam a doutrina bf* ' blica da Trindade, procurando enfraquecer o conceito de
pluralidade presente na forma Elohim - plural de Eloah (Deus, na
língua hebraica).
r ™ j Testemunhas de Jeová ATraduçào do Novo Mundo (verI ' sáo da Bíblia das Testemunhas de Jeová), para negar a per­
sonalidade do Espirito Santo, traz 'força ativa de Deus" em lugar
de “Espírito de Deus". Em todas as passagens da TNM, o nome
Espírito Santo é grafado com iniciais minúsculas (Cf. Mt 4.1-3).
Ciência Cristã. Diz que 'Deus é o princípio da metafísica
divina (...] Deus é tudo em tudo [...] Deus, o Espírito, sendo
tudo, a matéria nada é” .
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A palavra hebraica para es■pírito (ruach) aparece 377 vezes no Antigo Testamento. Em
100 ocorrências é traduzida como Espírito de Deus e, nas de­
mais, espírito do homem, vento, respiração e sopro. Assim, pelo
fato de a palavra ruach ter vários significados, a Sociedade Torre
de Vigia (organização que publica a Tradução do Novo Mundo)
se apropria da palavra, atribuindo-lhe o significado mais conve­
niente á sua convicção doutrinária. A Bíblia, contudo, traz eviden­
tes e diversas referências aos atributos pessoais do Espírito Santo
(Jo 15.26; At 5.3,4; 13.2; 16.6.7; Rm 8.26,27; 1Co 6.19).
Raelianlsmo. Afirma: “Elohim, um substantivo masculino
plural em hebraico foi traduzido na palavra latina Deus, no
singular. A Bíblia, que nos remetia à idéia da existência de enti­
dades divinas, deveria ter esta sua palavra traduzida para o plu­
ral DEUSES, mas foi traduzida para o singular DEUS, o que é um
erro em si mesmo".
/2à
g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Deus é apresentado pela pri*= meira vez na Bíblia com o nome hebraico Elohim. Em Gêne­
sis 1.1, o verbo está no singular (criou) e o sujeito no plural (Deus).
Elohim é a forma plural de Eloah, mas o significado é o mesmo:
Deus. Quando analisamos o contexto bíblico (1.26: 3.22; 11.7),
podemos compreender a unidade composta de Deus na Trinda­
de, ou seja, um único Deus eternamente subsistente em três pes­
soas: Pai, Filho e Espírito Santo. Embora o nome Elohim, por si só,
nào prove a unidade composta, o contexto, porém, apóia a uni­
dade composta de Deus: "façamos... nossa" (1.26.27); ‘ eis que o
homem é como um de nós’ (3.22); "desçamos e confundamos"
(11.7. V.tb. 1.26,27).
úà Raelianlsmo. Entende que o mover do Espírito de Deus
vSô) seriam extraterrestres fazendo vôos de reconhecimento e
satélites artificiais colocados na órbita da Terra para estudar sua
constituição e atmosfera, tal como, hoje, estamos fazendo nos
planetas Marte e Júpiter.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Este versículo relata o pro■cesso divino na criação, por meio da açáo do Espírito San­
to de Deus. O texto e o contexto nada falam de extraterrestres ou
de naves e satélites, pois a idéia do autor é testificar e ratificar que
Deus é o Criador de todas as coisas (Is 45.18). Tanto a filosofia ra-
2
GÊNESIS 1
conform e a sua espécie, e a árvore frutífera, cuja se­
m ente está nela conform e a sua espécie; e viu D eus
que era bom .
13E foi a tarde e a m anhã, o dia terceiro.
I4E disse Deus: H aja lum inares na expansão dos
céus, para haver separação en tre o dia e a noite; e
sejam eles para sinais e para tem pos determ inados
e para dias e anos.
I5E sejam para lum inares na expansão dos céus,
para ilum inar a terra; e assim foi.
I6E fez Deus os dois grandes lum inares: o lum inar
m aior para governar o dia, e o lu m in ar m enor para
governar a noite; e fez as estrelas.
17E D eus os pôs na expansão dos céus para ilum i­
nar a terra,
l8E para governar o dia e a noite, e para fazer
separação entre a luz e as trevas; e v iu D eus que
era bom .
I9E foi a tarde e a m anhã, o dia quarto.
2 ‘E Deus criou as grandes baleias, e todo o réptil de
alma vivente qu e as águas abundantem ente p ro d u ­
ziram conform e as suas espécies; e toda a ave de asas
conform e a sua espécie; e viu D eus que era bom .
22E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e m ulti­
plicai-vos, e enchei as águas nos m ares; e as aves se
m ultipliquem na terra.
2VE foi a tarde e a m anhã, o dia quinto.
24E disse Deus: Produza a terra alm a vivente con­
form e a sua espécie; gado, e répteis e feras da terra
conform e a sua espécie; e assim foi.
25E fez D eus as feras da te rra con fo rm e a sua es­
pécie, e o gado co n fo rm e a sua espécie, e to d o o
réptil da te rra conform e a sua espécie; e viu Deus
que era bom .
Criação do h o m em
26E disse Deus: Façamos o hom em à nossa imagem,
conform e a nossa sem elhança; e d o m in e sobre os
peixes do m ar, e sobre as aves dos céus, e sobre o
gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que
se m ove sobre a terra.
27E criou Deus o hom em à sua imagem ; à imagem
de D eus o criou; hom em e m ulher os criou.
Criação da vida a n im a l
20E disse Deus: P roduzam as águas ab u n d a n te­
m ente répteis de alm a vivente; e voem as aves sobre
a face da expansão dos céus.
eliana quanto afilosofia mitológica greoo-romana não têm nenhu­
ma base para que possam afirmar que foram os deuses que cria­
ram a vida na Terra. Na Bíblia, Deus deixa claro que Ele é o único
Criador e que não há outro Deus além dele (Is 43.10; 45.12).
sessivo "nossa” (também 1* pessoa do plural) deveriam ser in­
terpretados como sendo o Criador falando ao mestre-de-obras,
Jesus. Declaram, ainda, que a pluralidade se refere à majesta­
de. O propósito desta interpretação é negar a doutrina bíblica
da Trindade.
Façamos o homem à nossa imagem
(1 26,27)
__g RESPOSTA APOLOGÉTICA: A idéia de que a raça huma«=> na é fruto de uma criação alienígena remonta a 1968, quan­
do o escritor Erick Von Daniken lançou seu livro Eram os deuses
astronautas? Como as demais seitas ufológicas, os raelianos ape­
nas adaptaram essa idéia antiga àsuafilosofia. A Bíblia ensina que
a vida só é possível pelo ato criador. Mesmo que no espaço exis­
tam planetas semelhantes ao nosso, lá não existiria vida se o Se­
nhor não a tivesse criado. E se Deus tivesse criado vida em ou­
tros planetas, e essas criaturas nos visitassem algum dia, o pró­
prio Deus não nos teria deixado ignorantes a respeito. Podemos
deduzir isso de Isaías 34.16. Além disso. Deus nos informou so­
bre detalhes muito exatos do futuro (por exemplo, a volta de Je­
sus, o fim deste mundo — respectivamente, Mt 24 e todo o livro
de Apocalipse). Um dia. os céus serão enrolados como um per­
gaminho envelhecido (Is 34.4; Ap 6.14). Assim, se Deus de fato ti­
vesse criado seres viventes em outro lugar (ou mundos), Ele, au­
tomaticamente. iria destruir a morada desses seres.
g RESPOSTA APOLOGÉTICA: A doutrina cristã da Trinda•» d e é biblicamente explicada pelos seguintes fundamentos:
a.) Há um só Deus (Dt 6.4; Is 43.10; 45.5,6); b.) Esse único Deus
é uma pluralidade de pessoas (1.26; 3.22. Comparar Is 6.1 -8 com
Jo 12.37-41 e At 28.25); c.) Há três pessoas chamadas de Deus
e eternas por natureza: o Pai (2Pe 1.17), o Filho (Jo 1.1; 20.28;
1Jo 5.20) e o Espírito Santo (At 5.3,4).
As Escrituras atribuem a Jesus a criação de todas as coisas:
“Sem ele nada do que foi feito se fez' (Jo 1.3). Em Jeremias 10.11,
lemos: “Os deuses que não fizeram os céus e a terra desapare­
cerão da terra e de debaixo deste céu’ . Atribuir a Jesus divinda­
de secundária é politeísmo. Ver Isaías 43.10: “Antes de mim deus
nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá". Além dis­
so, os reis e governadores náo usavam a pluralidade ao falarem
ao povo ou ao fazerem seus decretos. Por exemplo: “Assim diz
Ciro, rei da Pérsia* (Ed 1.2). E: “Esta é, pois, a cópia da carta que
o rei Artaxerxes deu ao sacerdote Esdras, o escriba das palavras
dos mandamentos do S e n h o r, e dos seus estatutos sobre Isra­
el: Artaxerxes, rei dos reis, ao sacerdote Esdras, escriba da lei do
Deus do céu; paz perfeita [. ..] Por mim se decreta que no meu rei­
no* (Ed 7.11 -13). Vemos, nessas passagens, que os reis empre­
gavam tanto a terceira pessoa do singular: "Assim diz Ciro* (e não
“dizem” ou "dizemos") quanto a primeira pessoa do singular: “Por
mim se decreta" (e náo “por nós se decreta" ou “decretamos").
Testemiínhas de Jeová. Declaram que o verbo ‘ façamos*
(1* pessoa do plural, “nós") e o respectivo pronome pos-
Unicismo. Deus estaria falando com os anjos (e não deixa
de citar, ainda, Gn 3.22; 11.7).
Raellanismo. O lider do movimento afirma que este tex­
to se refere à clonagem dos elohim. Com isso. está que­
rendo dizer que o homem é o criador de suas próprias imagens
e semelhanças.
3
GÊNESIS 1
28E D eus os abençoou, e D eus lhes disse: Frutificai
e m u ltip licai-vos, e enchei a te rra, e sujeitai-a; e
d o m in a i sobre os peixes do m a r e sobre as aves
dos céus, e sobre to d o o anim al q ue se m ove sobre
a terra.
iSE disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva
que dê semente, que está sobre a face de to d a a terra;
e to d a a árvore, em q ue há fru to que dê sem ente,
ser-vos-á para m antim ento.
,0E a todo o anim al da terra, e a toda a ave dos céus, e
a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda
a erva verde será para m antim ento; e assim foi.
__g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Esta interpretação nâo resis<=» te á análise do contexto, pois o versículo 27 diz claramen­
te: "E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o
criou'. O homem náo foi criado à imagem dos anjos, mas ã ima­
gem de Deus. Se neste texto Deus estivesse falando com seres
angelicais, estes teriam de ser iguais a Deus. já que, no versícu­
lo 27, lemos: “à imagem de Deus o criou’ e não à imagem de an­
jos. Além disso, se Deus estivesse falando com os anjos (1.26),
então os anjos também seriam criadores do homem. Essa teoria
é contrária às Escrituras, porçue só Deus é o Criador (Is 44.24;
45.5-7,18).
si mesmos (V. Nm 33.52; 2Cr 23.17; Ez 7.20). A palavra criar (em
hebraico, bara) indica que algo vem a ser, passa a existir. Portanto,
não pode estar se referindo ao que é eterno. No Antigo Testamen­
to, o termo bara jamais é empregado em relação ao que é eterno.
O mesmo acontece no Novo Testamento (V. Cl 1.15-16; Ap 4.11).
É igualmente falacioso o argumento de Eddy, quando diz que se
nós somos como Deus. Deus deve ser como nós. Ela se refere a
Deus tanto no masculino quanto no feminino (“Deus Pai-Mãe"), o
que é conhecido na Lógica como “conversão ilícita'. Porque to­
dos os cavalos têm quatro patas náo quer dizer que todos os se­
res de quatro patas são cavalos. Da mesma forma, pelo fato de
Deus ter criado homens e mulheres não significa que o próprio
Deus seja masculino e feminino. “Deus é Espírito' (Jo 4.24), ain­
da que os seres humanos criados por Ele possuam corpos (2.7).
O Antigo Testamento é monoteísta e distingue claramente entre
o Criador e o mundo criado, enquanto a Ciência Cristã é panteísta e desconhece essa distinção. Uma interpretação panteísta do
Antigo Testamento tenta inserir o Deus da Bíblia na visão panteísta
do Universo, mas nega-lhe um atributo essencial, o de Criador de
tudo quanto existe. Além disso, cada ser humano é uma criatura
finita trazida à existência por Deus, que é infinito e eterno.
Igreja local. Declara: ‘ Gênesis 1 e 2 dáo-nos um quadro
da criação de Deus, mostrando-nos a economia divina. Até
mesmo na criação de Deus há um quadro do desejo de Deus de
dispensar-se para dentro do seu homem criado. Devo testificar
que o meu único encargo e o meu único interesse é a economia
de Deus. Deus quer dispensar a si mesmo para dentro de nós
para nos fazer homens-deus, náo homens bons. Um cristão não
é meramente um homem bom, mas um homem-deus. Fomos fei­
tos à imagem de Deus com um espírito para recebê-lo para den­
tro de nós como nossa vida. nosso suprimento de vida e como
tudo para nós para ser o nosso conteúdo, a fim de que sejamos
homens-deus’ .
V . Mormonlsmo. Busca, nesta passagem, fundamento para
TÁ a idéia de que Deus tem um corpo físico. É da opinião de
que como o ser humano criado possui um corpo de carne e osso,
Deus Pai também deve ter um corpo físico, já que a humanidade
foi criada à sua imagem. Afirma seu fundador: “O Pai possui um
corpo de carne e ossos tão tangível como o do homem".
Teologia da Prosperidade. Um dos seus mestres afirma:
w ' 'Deus disse: Façamos o homem à nossa imagem, segundoa nossa semelhança. A palavra semelhança, no original hebrai­
co, significa 'exata duplicação de uma espécie' [...] Adão era uma
duplicação exata da espécie de Deus'.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Um princípio fundamental
•=> da Biblia é que ela interpreta a si mesma. Outros textos da
Sagrada Escritura sobre a natureza de Deus desautorizam a in­
terpretação mórmon desta passagem. Deus é Espírito (Jo 4.24),
e um espirito náo tem carne nem osso (Lc 24.39). Deus Pai, por­
tanto, não tem um corpo de carne e osso. O principal argumento
contra o mormonismo, todavia, é que o Criador é Deus, não ho­
mem (Nm 23.19. Is 45.12; Os 11.9; Rm 1.22,23).
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Lemos nas Escrituras que a
primeira criatura que tentou tornar-se igual a Deus foi Sa­
tanás (Is 14.12-14; Ez 28.14-16). Depois foi ao Éden e ofereceu a
divinização ao homem: 'sereis como Deus' (Gn 3.5). O homem
acreditou na mentira satânica e. por conta disso, trouxe desgra­
ça sobre a humanidade (Rm 5.12). Deus e os homens são, toda­
via, de naturezas distintas (Is 31.3; Ez 28.2,9). Embora sejamos
criados à imagem de Deus, náo possuímos nenhum dos atribu­
tos intransferíveis ou incomunicáveis de Deus — tais como: autoexistência, imutabilidade, onipotência, onisciência, onipresen­
ça e soberania absoluta. Por exemplo: Deus é eterno (SI 90.2),
mas o homem foi criado num ponto do tempo (Gn 1.26-31; Jó
38.4,21); Deus conhece tudo, até mesmo o coração do homem
(S1147.5; Is 40.13,14), mas o homem é ignorante acerca das coi­
sas de Deus (1Co 1.25).
E sujeitai-a; e dominai
(1.28)
Teologia da Prosperidade. Um dos mestres desta corw *' rente afirma: “Adão era um superser quando Deus o criou.
Náo sei se as pessoas sabem disso, mas ele foi o primeiro super­
homem que realmente viveu. Antes de tudo, as Escrituras decla­
ram objetivamente que ele tinha domínio sobre os peixes do mar
e as aves do céu — o que significa dizer que ele costumava voar.
Ora, como poderia ter domínio sobre os pássaros se náo pudes­
se fazer o que eles fazem? A palavra 'domínio', no hebraico, afir­
ma claramente que se você tem domínio sobre um objeto, você
fará tudo quanto esse objeto faz. Noutras palavras, se esse sujei­
to ou objeto fizer algo que você náo pode fazer, você não terá do­
mínio sobre ele. E levo isso ainda mais longe. Adão não somente
voava, mas voava pelo espaço sideral. Ele. com um pensamen­
to, estava na Lua’ .
Ciência Crlstà. Ensina que a humanidade é co-eterna com
Deus. Nas palavras de sua fundadora, Mary Baker Clover
Patterson Eddy, “homem e mulher — como coexistentes e eter­
nos com Deus — para sempre refletem, em glorificada qualida­
de, o Deus Pai-Máe infinito".
_ J g RESPOSTA APOLOGÉTICA: A visão da Ciência Cristã
<=» contém vários erros de interpretação bíblica. Contradiz o
significado das palavras imagem e semelhança ao afirmar que o
gênero humano é como Deus em todos os aspectos. A palavra
imagem (em hebraico, tzehlem) , quando usada para descrever a
relação entre os ídolos e os falsos deuses, indica que os ídolos
são apenas uma representação dos deuses e náo os deuses em
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A Bíblia não fala em tais po­
deres excepcionais que fariam de Adão um super-hòmem.
O Salmo 39.4-6 descreve a fragilidade do ser humano e Adão era
4
GÊNESIS 1,2
3IE viu Deus tu d o q uanto tinha feito, e eis que era
A fo rm a çã o do ja rd im do É d en
m uito bom ; e foi a tarde e a m anhã, o dia sexto.
4Estas são as origens dos céus e da terra, q uando
foram criados; no dia em que o S enhor Deus fez a
terra e os céus,
O prim eiro sábado
2
ASSIM os céus, a te rra e to d o o seu exército
5E to d a a p lanta do cam po q ue ainda não estava
na terra, e toda a erva d o cam po que ainda não
foram acabados.
2E havendo Deus acabado no dia sétim o a obra que
brotava; p o rq u e ainda o S en h o r D eus não tinha
fizera, descansou no sétim o dia de toda a sua obra,
que tinha feito.
feito chover sobre a terra, e não havia hom em para
lavrar a terra.
3E abençoou D eus o dia sétim o, e o santificou;
6U m vapor, porém , subia da terra, e regava toda a
face da terra.
porque nele descansou de toda a sua obra que Deus
criara e fizera.
7E form ou o S enhor D eus o hom em do pó da terra,
um ser humano: "Faze-me conhecer, SENHOR, o meu fim, [...]
para que eu sinta quanto sou frágil". Todas as manifestações so­
brenaturais que se dâo por intermédio do homem procedem de
Deus ou do diabo (At 16.16-18).
to das fragilidades carnais humanas, necessitar de descanso —
repouso físico (Jo 5.17).
E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra
(2.7)
E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom
(1.31)
Ciência Cristã. Alega que este texto é mentiroso, pois, se­
gundo acreditam, Deus náo criou a matéria. A matéria é
má; não existe.
COMENTÁRIO APOLOGÉTICO: Ao contrário do judaís­
mo, o hindulsmo e certos segmentos da filosofia grega as­
sumem que a matéria é inerentemente má. Por isso, a ioga e ou­
tras práticas ascetas hindus rejeitam a matéria, condenando-a de
forma irrestrita. O texto em análise relata que Deus qualificou sua
criação de ‘ muito boa" O versículo 29 descreve que a criação das
hortaliças, das plantas comestíveis e dos animais (v. 30) não foi
boa apenas aos olhos de Deus, por tê-los trazidos à existência;
antes, foi boa em relação à parte mais favorecida: o homem, por
obter, dessa forma, um meio de sobrevivência. Quanto à matéria
intrinsecamente humana (a carne), o texto bíblico, independente
da tese gnóstica, também a classifica como má. Todavia, a maté­
ria humana pode, e deve, ser empregada para o serviço espiritual
(2Co 5.10), o que irá beneficiá-la, mas náo torná-la boa. Isso por­
que é impossível “melhorar" a natureza carnal, eivada de fraque­
zas e necessidades (Mt 26.41). A carne sequer tem proveito em
si mesma quando em vida. quanto mais após a morte (Jo 6.63).
As Escrituras ensinam que tudo o que Deus fez é bom, inclusive
o aspecto visível da criação. Nossa esperança é a redenção e a
transformação da matéria e não a sua aniquilação. A Bíblia ensina
que o nosso corpo (matéria) é o templo do Espírito: "Não sabeis
vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em
vós?’ (1Co 3.16. V. tb.1Co 15.51-55, Rm 8.19-23).
tf
__g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Dizer que a matéria não exis<= te é contrariar o bom senso das Escrituras, é menosprezar
a lógica e a razão, é ignorar os fatos. A Bíblia diz que Deus criou o
mundo físico (1.1). O homem foi feito do pó da terra (2.7) e à ter­
ra (ou seja. ao pó) voltará (Ec 12.7). Jesus sempre tez alusão ás
coisas materiais tanto quanto às espirituais. O apóstolo Paulo diz
que colhemos as coisas materiais (Rm 15.27). A matéria, em si, é
neutra, náo é boa nem má. Tudo depende de como a utilizamos.
Uma faca serve tanto para cortar o pão que mata a fome de uma
criança como para assassinar um pai de família. Tudo depende
de sua utilização.
»p.
(K .
Gnostlclsmo. Declara que a maioria das pessoas é ignorante quanto à sua origem e condição.
__ H RESPOSTAAPOLOGÉTICA: É necessárioconsiderarque
«=• boa parte da população mundial não se interessa ou não
é suficientemente esclarecida para discorrer sobre sua origem
ou condição espiritual. Aquelas que estão habilitadas para tan­
to se sagraram em dois principais conceitos: criacionismo (2.7)
e evolucionismo (Charles Darwin, 1809— 1882). Quanto à con­
dição dos indivíduos no contexto espiritual (criacionismo) ou ao
seu meio (análogo ao evolucionismo), exige-se, igualmente, dis­
tinção de credos. O cristão, que acolhe a Bíblia como revelação
divina, conhece, aceita e propaga sua origem e condição na ter­
ra (Ec 12.7).
E havendo Deus acabado[...] descansou
(2.2,3)
CT) Ceticismo. Questiona a onipotência do Deus bíblico, afir® mando ser inepto conferir tal atributo a um “ser" que se
cansa.
E o homem foi feito alma vivente
(2.7)
r— 1 Testemunhas de Jeová. Declaram que o homem e o ani' ' mal são a mesma coisa, diferindo apenas no fato de o ho­
mem ser racional. Sáo aniquilacionistas, não crêem na sobrevi­
vência da alma.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: O argumento empregado
' pelos céticos da Biblia é infundado e pueril. O verbo he­
braico, neste texto, significa, literalmente, "cessar" ou “terminar",
do qual se origina o termo shabbat, cuja tradução em português é
“sábado" ou “dia de descanso", o que é condizente com a satisfa­
ção de Deus diante ao que Ele havia realizado, como se constata
em 1.31: "E viu Deus tudo quanto tinha feito, e viu que era bom...’
Por outro lado. o testemunho de Jesus a respeito da obra (traba­
lho) divina atesta que não seria possível a um Ser espiritual, isen­
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A expressão "alma viven>te" descreve o homem como criatura vivente. A referên­
cia 1.20,24.30, com relação aos animais, também significa cria­
turas viventes. Náo que o homem e os animais sejam da mesma
natureza, mas simplesmente porque as duas espécies possuem
5
GÊNESIS 2
e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o h o ­
m em foi feito alm a vivente.
8E plantou o S enhor Deus um jardim no Éden, do
lado oriental; e pôs ali o hom em que tinha formado.
‘'E o S enhor Deus fez bro tar da terra toda a árvore
agradável à vista, e boa para com ida; e a árvore da
vida no m eio do jardim , e a árvore do conhecim ento
do bem e do mal.
I0E saía u m rio do Éden para regar o jardim ; e dali
se dividia e se tornava em q uatro braços.
' 'O no m e do prim eiro é Pisom; este é o que rodeia
to d a a terra de Havilá, onde há ouro.
,2E o o u ro dessa te rra é bom ; ali há o bdélio, e a
p ed ra sardónica.
I3E o n om e do segundo rio é G iom ; este é o que
rodeia toda a terra de Cuxe.
HE o nom e do terceiro rio é Tigre; este é o que vai
para o lado oriental da Assíria; e o q u arto rio é o
Eufrates.
ISE to m o u o S en h or D eus o ho m em , e o pôs no
jardim do Éden para o lavrar e o guardar.
I6E o rdenou o S en h or Deus ao h om em , dizendo:
De toda a árvore do jardim com erás livrem ente,
17Mas da árvore do conhecim ento do bem e do
m al, dela não com erás; porque no dia em que dela
vida. Homens e animais são, entretanto, profundamente dife­
rentes. Os animais nào possuem morai, razão e espiritualida­
de. como o homem (1.26-31; Jó 32.8; SI 8.4.5) . A palavra "alma"
(do hebraico nephesh e do grego, psychô) é empregada em vá­
rios sentidos derivados. Na referência 2.7, poda ser entendida
por “pessoa’ . Pessoa é todo ser que possui os seguintes atribu­
tos: inteligência, vontade própria e sensibilidade. Não é possí­
vel, contudo, aplicar essa interpretação, conforme a referência
1.20,24,30, em relação aos animais. Os animais não são pesso­
as, embora tenham alma sensitiva. Em sentido próprio, a palavra
“alma" indica a parte imaterial, invisível, inteligente e consciente
do homem, que é separada do corpo por ocasião da morte físi­
ca (35.18; Mt 10.28; Lc 12.4,5) e reunida ao corpo na ressurrei­
ção (1 Rs 17.21,22). No estado intermediário, entre a morte e a
ressurreição do corpo, a alma permanece em estado conscien­
te, ou no céu — se for cristã (2Co 5.6-8; Fp 1.21-23) — ou no Ha­
des, em sofrimento — se for incrédula (Lc 16.22-25). Por oca­
sião da ressurreição, no arrebatamento da Igreja, o corpo (que
jaz no pó da terra) e a alma serão reunidos; os cristãos ressus­
citarão e possuirão a imortalidade do corpo (1Co 15.51-53; Fp
3.20,31; 1Ts 4.14,16,17). Em ICorintios 15.39, lemos: “Como
nem toda came é uma mesma carne, mas uma é a carne dos
homens, e outra a carne dos animais, outra a came dos peixes,
e outra a carne das aves. Da mesma forma, podemos dizer que
nem toda alma é a mesma alma, pois uma é a dos homens, e
outra a dos animais".
0 mesmo fez o apóstolo Paulo ao falar da queda dos nossos pri­
meiros pais (Rm 5.12).
comeres, certam ente m orrerás.
C o m o D eus criou a n tu lh e r
18E disse o S enhor Deus: N ão é b om que o hom em
esteja só; far-lhe-ei um a ajudadora idônea para ele.
'’Havendo, pois, o S en h or Deus form ado da terra
to d o o anim al do cam po, e toda a ave dos céus, os
trouxe a Adão, para este ver com o lhes cham aria; e
tu d o o que Adão cham ou a toda a alm a vivente, isso
foi o seu nom e.
20E Adão pôs os n om es a to d o o gado, e às aves
dos céus, e a to d o o anim al do cam po; mas para o
hom em não se achava ajudadora idônea.
2'E n tão o S en h o r D eus fez cair um sono pesado
sobre Adão, e este adorm eceu; e to m o u um a das suas
costelas, e cerrou a carne em seu lugar;
No dia em que dela comeres, certamente morrerás
(2.16,17)
'
Testemunhas de Jeová: Dizem que a morte é o cessar da
' atividade consciente e inteligente.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Os aniquilacionistas não
compreendem a advertência de Deus de que a morte seria
a conseqüência da desobediência à ordem de não comer da ár­
vore da ciência do bem e do mal. Sua dificuldade de compreen­
são está relacionada ao fato de que Adão e Eva comeram da árvo­
re proibida e continuaram fisicamente vivos, visto que Adáo viveu
até 930 anos. Mas Adão e Eva morreram espiritualmente ao pe­
car. Essa é a primeira morte que entrou no mundo; ou seja, a se­
paração entre o homem e Deus (Lc 15.24; Ef 2.1; 1Tm 5.6). Poste­
riormente, veio a morte física, que é a separação entre a alma e o
corpo (Lc 12.4,5). Em Tiago 5.20, lemos que se convertermos um
pecador, podemos salvar sua alma da morte espiritual.
Do conhecimento do bem e do mal
(2.17)
Ciência Cristã. Diz que o mal nào existe. É mentira. É ir­
real.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A Bíblia, por vezes, declara
• que o mal é uma triste realidade: "Sabemos que somos de
Deus. e que todo o mundo está no maligno" (1Jo 5.19). O mal é
tão real que pode habitar até mesmo dentro do homem mais san­
to: "Acho entào esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem,
o mal está comigo' (Rm 7.21). Ora, se o mal é uma ilusão, então
por que Deus advertiu Adão para não comer do fruto da árvore
do conhecimento do bem e do mal? É estranho que Deus usaria
como matéria de provação algo que não existe. Isso poderia ser
chamado de provação?
E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden
(2 .8)
Rosacrucianlsmo: Considera o Éden como uma condi­
ção, um estado, e não um lugar.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A Bíblia descreve o Jardim
= do Éden como um lugar literal e nào uma alegoria. Em seus
ensinos, Jesus se referiu à criação de Adão e Eva como verda­
de histórica: “... no princípio macho e fêmea os fez...” (Mt 19.4).
6
GÊNESIS 2,3
22E da costela que o S e n h o r D eus to m o u do h o ­
m em , form ou um a m ulher, e trouxe-a a Adão.
23E disse Adão: Esta é agora osso dos m eus ossos,
e carne da m inha carne; esta será cham ada m ulher,
p o rquanto do h om em foi tom ada.
24Portanto deixará o hom em o seu pai e a sua mãe,
feito. E esta disse à m ulher: É assim que Deus disse:
N ão com ereis de toda a árvore do jardim?
2E disse a m ulher à serpente: Do firuto das árvores
do jardim com erem os,
3Mas do fruto da árvore que está no meio do jar­
dim , disse Deus: N ão com ereis dele, nem nele toca­
reis para que não m orrais.
''Então a serpente disse à m ulher: C ertam ente não
morrereis.
’Porque D eus sabe que no dia em que dele com er­
des se abrirão os vossos olhos, e sereis com o Deus,
sabendo o bem e o mal.
6E viu a m u lh e r q u e aquela árvore era bo a para
se com er, e agradável aos olhos, e árvore desejável
e apegar-se-á à sua m ulher, e serão am bos um a
carne.
25E am bos estavam nus, o hom em e a sua m ulher;
e não se envergonhavam .
3
Tentação de E va e queda do h o m em
ORA, a serpente era m ais astuta que todas as
alim árias do cam po que o S en h o r D eus tinha
Deixará o homem [...] e apegar-se-á á sua mulher
(2.24)
sumiu otítulo de Bhagwan Shree (Senhor Deus), disse: ‘ Quando
vocês me chamam, chamam de fato a Jesus". Maharishi Mahesh
Yogi, declarou: "Aquietai-vos, e sabei que sois deuses'.
Ceticismo: Declara haver contradição entre este versículo
e 1Reis 11.3, texto no qual se enumeram as 700 esposas e
as 300 concubinas do harém de Salomão.
Teologia da Prosperidade. Vários escritores ligados a
esta doutrina divinizam o ser humano. Algumas declara­
ções que demonstram essa teologia: a.) "A razão para Deus criar
Adão foi seu desejo de reproduzir a si mesmo [...] Ele [Adão] não
era um deus pequenino. Não era um semideus. Nem ao menos
estava subordinado a Deus"; b.) "Você não tem um deus em seu
interior, você é um deus'; c.) “Eu sou um pequeno messias' ca­
minhando sobre a terra"; d.) “O homem [...] foi criado em termos
de igualdade com Deus, e poderia permanecer na presença de
Deus sem qualquer consciência de inferioridade [. ..]. Deus nos
criou tão parecidos com Ele quanto possível [...] Ele nos fez se­
res do mesmo tipo dele mesmo [...] O homem vivia no reino de
Deus. Vivia em pé de igualdade com Ele [...] O crente é chama­
do de Cristo [...] Eis quem somos; somos Cristo!'; e.) "Deus du­
plicou a si mesmo em espécie! [...) Adão foi uma exata duplica­
ção do tipo de Deus’ .
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A monogamia é ensinada
na Bíblia em várias oportunidades e de várias maneiras:
1) Pelo exemplo do versículo em destaque, já que Deus deu ao
primeiro homem apenas uma mulher; 2) pela proporcionalida­
de, visto que o número de concepção de crianças do sexo mas­
culino e feminino é tecnicamente igual: 3) Por preceito, visto que
tanto o Antigo Testamento quanto o Novo determinam a moda­
lidade monogâmica de união conjugal: 4) Por advertência, visto
que em 1Reis 11.11 vemos a punição que recaiu sobre Salomão
por ter-se desviado em sua velhice e servido a deuses estranhos;
e 5) Por prefiguração, uma vez que a união conjugal simboliza a
união entre Cristo Jesus (Noivo) e a Igreja (Noiva). A conduta de
Salomão, neste sentido, efetivamente não se acha em harmo­
nia com as exposições bíblicas que se referem às relações con­
jugais (Dt 17.17; 1Tm 3.2). De maneira prática, como ocorre em
outras circunstâncias bíblicas, o fato de ela narrar acontecimen­
tos semelhantes a este que envolve Salomão não significa que
aprove sua prática.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Todas as doutrinas que divi­
nizam o ser humano repetem, de alguma forma, a mentira
de Satanás (3.5).A idéiaque defendem, de que Cristo teria ensina­
do em João 10.31 -39 que os seres humanos são, de fato, deuses
em miniaturas, não se sustenta, tendo em vista o que Jesus ensi­
na em Marcos 12.29. A Bíblia toda. Antigo e Novo Testamentos,
ensina que há um só Deus (Dt 6.4; Nm 23.29; 1Sm 15.29; Is 43.10;
44 .6; Os 11.9; Mc 12.29; 1Co 8.4,6; Ef 4.6) . É preciso observar, ain­
da, que, segundo as Escrituras. Satanás mentiu no Éden, e que
toda doutrina que se fundamenta nessa mentira não é outra coisa
senão "doutrina de demônios" (Jo 8.44; 1Tm 2.14; 4.1).
Ora, a serpente [...] disse è mulher
(3-1)
COMENTÁRIO APOLOGÉTICO: O espiritismo moderno
começou com as manifestações mediúnicas, em 31 de
março de 1848, das irmãs Catarina e Margarida Fox, em Hydesville, Nova York, EUA. Os espiritas consideram a data de funda­
ção de sua religião o dia 18 de abril de 1857, quando foi publica­
do o Livro dos espíritos, de Leon Hippolyte Denizard Rivail, cujo
pseudônimo é Allan Kardec. Alguns estudiosos consideram Eva
a primeira vítima de uma manifestação mediúnica, quando o dia­
bo se utilizou da serpente (como uma espécie de médium) para
enganá-la. O aumento das atividades espíritas é o cumprimento
da profecia de 1Timóteo 4.1,2.
t
E deu também a seu marido, e ele comeu com ela
(3.6)
Igreja Local. Declara: "Adão, quando tomou para si o fruto
da árvore do conhecimento, sendo ele a própria terra, re­
cebeu Satanás, que então cresceu nele [...] O fruto de Satanás
foi semeado em Adão como uma semente no solo; assim Sata­
nás cresceu em Adão e tornou-se parte dele". E mais: “Quem en­
tão está na nossa alma? O ego. O nosso ego está em nossa alma.
Será que fomos impressionados com o fato de que todos os três
seres: Adão, Satanás e Deus — estão em nós hoje? Somos bas­
tante complicados. O homem Adão está em nós; o diabo. Sata-
E sereis como Deus, sabendo o bem e o mal
(3.5)
Nova Era. Proclama a divindade do homem, repetindo a
idéia da serpente: “Sereis como Deus’ . Rajneesh, que as­
7
GÊNESIS 3
p ara dar en ten d im en to ; to m o u d o seu fruto, e
com eu, e d eu tam bém a seu m arido, e ele com eu
com ela.
7E ntão foram abertos os olhos de am bos, e co­
nheceram que estavam nus; e coseram folhas de
figueira, e fizeram para si aventais.
8E ouviram a voz do S enhor Deus, que passeava no
jardim pela viração do dia; e esconderam -se Adão
e sua m ulher da presença do S enhor Deus, entre as
árvores do jardim .
9E cham ou o S en h o r D eus a Adão, e disse-lhe:
O nde estás?
nás, está em nós; e o Senhor da vida, o próprio Deus, está em nós.
Portanto, nos tornamos um pequeno jardim do Éden. Adão repre­
sentando a raça humana, a árvore da vida representando Deus e a
árvore do conhecimento representando Satanás são as três par­
tes do jardim do Éden: e agora todos eles estão em nós. Adão, o
ego, está em nossa alma: Satanás, o diabo, está em nosso corpo:
e Deus, o Deus Triúno. está em nosso espírito*.
V
Mormonlsmo. A segunda regra de fé de seus seguidores
eft é: “Cremos que os homens serão punidos pelos seus pró­
prios pecados e não pela transgressão de Adão". Quanto a este
artigo, o apóstolo mórmon, James Talmage, escreveu: “A justiça
divina proibe que nós sejamos considerados pecadores somen­
te porque os nossos pais transgrediram".
fa
Islamlsmo. Rejeita a doutrina bíblica do pecado original.
Tal crença é bem apresentada pelo erudito Ulfat Aziz Assamad: "... seria o cúmulo da injustiça condenar toda a raça huma­
na por um pecado cometido há milhares de anos pelos primei­
ros progenitores".
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A Bíblia ensina claramente
•= que Satanás é um ser pessoal distinto do homem. E fala
dele como um anjo de luz que procura enganar o homem (2Co
11.13-15).'Em Mateus 4.1-11, Jesus foi tentado por Satanás. O
diabo anda como leão, buscando a quem possa devorar: “Sede
sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derre­
dor. bramando como leão, buscando a quem possa tragar’ (1 Pe
5.8). Paulo ensina que devemos estar preparados contra todas as
investidas de Satanás, o qual habita nas regiões celestiais: ‘ No
demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu
poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais
estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos
que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principa­
dos, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste
século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares ce­
lestiais" (Ef 6.10-12).
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A Bíblia não nos considera
<=> pecadores somente por causa de Adão, mas “porque to­
dos pecaram" (SI 51.5; Rm 3.23). Por outro lado, também é ver­
dade que “o pecado entrou no mundo por um homem", Adão
(Rm 5.12; 1Co 15.21). Assim, somos “filhos da desobediên­
cia e, por natureza, filhos da ira" (Ef 2.2,3). É por isso que os
homens necessitam nascer de novo (Jo 3.3-7), para que pos­
sam se tomar filhos de Deus por adoção (Jo 1.12,13; Gl 4.4-6;
1Jo3.1).
E chamou o SENHOR Deus a Adão e disse-lhe:
Onde estás?
(3.9)
Tomou do seu fruto, e comeu
(3.6-9)
Ceticismo. Vale-se deste versículo para questionar os atri­
butos da onisciência e onipresença aplicados a Deus. se­
gundo a ortodoxia cristã.
Viver de Luz. Acredita que tudo começou com uma linda
e cheirosa maçã! Afirma, em suas escrituras, que “Eva não
resistiu ao encanto da fruta e. pela primeira vez na vida, sentiu
vontade não só de tocar, cheirar e apreciar, mas de ingerir aque­
la fruta tão linda e atraente. Ao experimentar o primeiro peda­
ço, Eva sentiu o prazer do paladar e apresentou sua descoberta
para seu companheiro Adão, que também experimentou e gos­
tou da maçâ. Até al não aconteceu nada de errado, pois a maçã
era um dos presentes de Deus e nunca fora proibida de ser de­
gustada com amor e prazer [...] Mas Eva se tornou dependente
daquele prazer...".
_ g RESPOSTA APOLOGÉTICA: É forçoso o apoio dos cé» ticos, neste texto, para questionar os atributos divinos
(onisciência e onipresença), cujo objetivo é impingir supostas
contradições à Bíblia. O exemplo cotidiano social mostra que
esta prática divina, de questionar o transgressor, mesmo conhe­
cendo de antemão seu erro, é comumente empregada em inves­
tigações policiais ou por pais que desejam ouvir uma confissão
do filho que praticou algum ato ilícito e cuja culpa já é conhe­
cida. Adão não tinha por hábito esconder-se, já que, até então,
não havia motivos para tal procedimento. Mas, ao tentar, inutil­
mente, “ocultar-se” de Deus, o Senhor, obviamente, conhecen­
do o seu paradeiro e o motivo que o levou a agir dessa forma (SI
139.2,3), procurou arrancar-lhe uma confissão. O Senhor Deus
empregou semelhante procedimento quando desejou desmas­
carar os crimes de Davi (2Sm 11.4,15), apresentando, pela boca
do profeta Natã, um enigma que fez que o próprio transgressor
entregasse a si mesmo (2Sm 12.1-15). As mensagens dos an­
jos que visitaram, a mando de Deus. José, Maria e Zacarias (Mt
1.20; Lc 1.5-11), antes do nascimento de Cristo, corroboram a
verdade sobre a onisciência divina. Além disso, o exemplo de
Mateus 26.33,34 deixa claro que Deus (na pessoa de seu Filho,
Jesus Cristo) tinha pleno conhecimento de que Pedro, temendo
ser morto por ter sido identificado como correligionário de Je­
sus. optaria por negar o Salvador. Quanto à sua onipresença, é
suficiente o texto de Joáo 1.48.
__g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Não encontramos, em ne«=> nhum lugar da Bíblia, que o fruto proibido fosse uma
maça, isso não é mais que especulação. Os adeptos dessa sei­
ta não conhecem nem o básico das Escrituras e tentam, de ma­
neira equivocada, usar a própria Bíblia para apoiar suas inter­
pretações errôneas da mesma. A problemática do contexto do
livro de Gênesis é outra. O pecado de Eva não se deu pelo fato
de ela ter comido um fruto, ou uma maçã, porque o Senhor ti­
nha dado toda liberdade ao casal para que se alimentasse (Cf.
2.9). Ou seja. a questão não era de ordem alimentar ou dietéti­
ca, mas de obediência a Deus. Aquela determinada árvore foi a
prova que Adão e Eva tiveram para optar por obedecer ou não a
Deus (Cf. 2.16,17). Após a queda do primeiro casal, Deus ainda
deu liberdade para que o homem se alimentasse de todo o tipo
de carne (Cf. 9.3) e isso deixa inconteste que Adão e Eva nun­
ca viveram de luz!
8
GÊNESIS 3
l0E ele disse: O uvi a tua voz soar no jardim , e temi,
porque estava nu, e escondi-m e.
1 'E Deus disse: Q uem te m ostrou que estavas nu?
Com este tu da árvore de que te ordenei que não
comesses?
l2Então disse Adão: A m u lh er que m e deste por
com panheira, ela m e deu da árvore, e comi.
i3E disse o S enhor D eus à m ulher: Por que fizeste
isto? E disse a m ulher: A serpente m e enganou, e
eu comi.
l4Então o S en h or D eus disse à serpente: Porquanto
fizeste isto, m aldita serás m ais que toda a fera, e mais
que todos os anim ais d o cam po; sobre o teu ventre
andarás, e pó com erás todos os dias da tua vida.
15E porei inim izade entre ti e a m ulher, e entre a tua
sem ente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu
lhe ferirás o calcanhar.
16E à m ulher disse: M ultiplicarei grandem ente
Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu?
Comeste tu da árvore?
(3.11)
a tu a dor, e a tu a conceição; com d o r darás à luz
filhos; e o teu desejo será para o teu m arido, e ele te
dom inará.
17E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua
mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizen­
do: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti;
com dor comerás dela todos os dias da tua vida.
l8Espinhos, e cardos tam bém , te produzirá; e co­
m erás a erva do campo.
19No suor do teu rosto com erás o teu pão, até que te
tornes à terra; porque dela foste tom ado; p o rquanto
és pó e em p ó te tornarás.
20E cham ou Adão o n o m e de sua m ulher Eva; p o r­
quanto era a m ãe de todos os viventes.
21E fez o S enhor D eus a Adão e à sua m ulher túnicas
de peles, e os vestiu.
22Então disse o S e n h o r Deus: Eis que o ho m em é
com o um de nós, sabendo o b em e o mal; ora, para
antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e ir­
repreensíveis diante dele em caridade; e nos predestinou para
filhos de adoção por Jesus Cristo” (Ef 1.4,5). O deus da con­
cepção das Testemunhas de Jeová é muito limitado, compa­
rável às limitações humanas. Na sua presciência, Deus sabia
que Jeremias seria profeta e o escolheu mesmo antes de nas­
cer: "Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que
saísse da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta"
(Jr 1.5). Deus tem conhecimento ilimitado e antecipado: onisciência e presciência (Rm 8.28-29), e, por esse motivo, pode
revelar as coisas que ainda vão acontecer, mas respeita o li­
vre-arbítrio humano.
Testemunhas de Jeová. Dizem que Deus não sabia que o
homem iria pecar. Seguem algumas perguntas e suas res­
pectivas respostas, cuidadosamente formuladas pela própria sei­
ta: “Incentivaria seus filhos a empreender um projeto com um fu­
turo maravilhoso, sabendo de Início que estava destinado ao fra­
casso? Será que o fato de Deus ter a capacidade de prever e de
predeterminar eventos prova que Ele faz isso com respeito a to­
das as ações de todas as suas criaturas?'.
Resposta: "Uma pessoa que tem um rádio pode ouvir as notícias
mundiais. Mas o fato de que pode ouvir certa estação não signi­
fica que realmente faça isto. Ela precisa primeiro ligar o rádio e
daí selecionar a estação. Da mesma forma, Jeová tem a capaci­
dade de predizer eventos, mas a Bíblia mostra que Ele faz uso
seletivo e com discrição dessa capacidade que tem, com a de­
vida consideração pelo livre-arbítrio com que dotou suas criatu­
ras humanas” .
Porei inimizade entre tl e a mulher
(3.15)
Catolicismo Romano. Pensadores católicos dizem que
esta passagem está se referindo a Maria, sua Imaculada
Conceição, e ã sua atuação na obra de redenção.
__g RESPOSTA APOLOGÉTICA: O versículo não faz nenhu■=» ma referência a Maria ou à sua alegada imaculada concep­
ção. Mesmo que Maria, de alguma forma indireta, pudesse ser li­
gada a este texto, seria um salto gigantesco procurar aqui evi­
dências a favor da Imaculada Conceição, porque não existe, nes­
ta passagem, nenhuma referência a respeito. A interpretação li­
teral do texto é que tanto Eva (e não Maria) quanto sua posterida­
de estarão em constante guerra contra Satanás e seu reino, cul­
minando na vitória esmagadora do Messias sobre o diabo e seus
seguidores. A “mulher", obviamente, é Eva, e a "semente da mu­
lher" é, clara e literalmente, sua descendência (Gn 4.1,25), culmi­
nando em Cristo, vitorioso sobre Satanás (Cf. Rm 16.20). Além
do mais, a passagem não diz que a mãe do Messias seria conce­
bida sem pecado.
"Quando Deus criou Adão, será que sabia que ele ia pecar?”
Resposta: 'Avisaria sobre um dano, sabendo ao mesmo tempo
em que você havia planejado tudo de modo que certamente lhes
resultaria em aflição? É, pois, razoável, atribuir isso a Deus?*.
. g RESPOSTA APOLOGÉTICA: A idéia de que Deus tenha
■= sido surpreendido com o pecado humano desconsidera
o fato de que o Senhor é onisciente, sabedor de tudo por essên­
cia (1 Cr 28.9: 29.17; SI 7.9; S1139.1; Is 43.12; 46.9,10; 48.5-7;
Jo 14.29; Ap 22.6). Deus, sabedor da queda do homem em pe­
cado, já havia providenciado, desde a eternidade, a redenção
por meio de seu Filho, o Cordeiro redentor (“ ... Cordeiro que
foi morto desde a fundação do mundo” — Ap 13.8; "mas com
o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado
e incontaminado, o qual, na verdade, em outro tempo, foi co­
nhecido, ainda antes da fundação do mundo” , 1Pe 1.20). Por
sua presciência (conhecimento de antemão), Deus já tinha vis­
to também os que iriam aceitar o sacrifício vicário e expiatório
de Cristo para sua salvação: “Como também nos elegeu nele
O homem é como um de nós
(3.22)
Nova Era. Declara que o problema do homem é a ignorân­
cia a respeito de sua própria divindade.
9
GÊNESIS 3,4
que não estenda a sua mão, e tom e tam bém da árvo­
re da vida, e com a e viva eternam ente,
230 S en h or Deus, pois, o lan-çou fora do jardim do
Éden, para lavrar a terra de que fora tom ado.
24E havendo lançado fora o hom em , pôs querubins
ao oriente do jardim do Éden, e um a espada infla­
m ada que andava ao redor, para guardar o cam inho
da árvore da vida.
5Mas para Caim e p ara a sua oferta não atentou.
E irou-se C aim fortem ente, e descaiu-lhe o sem ­
blante.
6E o S enhor disse a Caim: Por que te iraste? E por
que descaiu o teu semblante?
7Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se
não fizeres bem , o pecado jaz à p o rta, e sobre ti será
o seu desejo, m as sobre ele deves dom inar.
O n ascim ento de C aint e A b e l
E CO N H ECEU Adão a Eva, sua m ulher, e ela
concebeu e deu à luz a Caim , e disse: Alcancei
do S enhor um hom em .
2E deu à luz m ais a seu irm ão Abel; eAbel foi pastor
de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra.
3E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do
fruto da terra um a oferta ao S enhor .
4E Abel tam bém trouxe dos prim ogênitos das suas
ovelhas, e da sua gordura; e atentou o S enhor para
Abel e para a sua oferta.
O prim eiro h o m icíd io
8E falou C aim com o seu irm ão Abel; e sucedeu
que, estando eles no cam po, se levantou C aim con­
tra o seu irm ão Abel, e o m atou.
9E disse o S en h o r a Caim : O n d e está Abel, teu
irm ão? E ele disse: N ão sei; sou eu g u ard ad o r do
m eu irmão?
10E disse Deus: Q ue fizeste? A voz do sangue do teu
irm ão clama a m im desde a terra.
1 ‘E agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua
boca para receber da tua mão o sangue do teu irmão.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A Bíblia jamais afirma que
Deus criou o homem divino ou que o Senhor tenha prome­
tido ao homem que ele poderia tomar-se deus. Esta foi a seduto­
ra promessa de Satanás a Adão e Eva. Mas tal promessa, caso ti­
vesse sido feita por Deus, não teria qualquer sentido, já que Adão
e Eva, na concepção dessa seita, foram criados como deuses. O
homem rejeitou o Deus Criador e pessoal, que tem o direito de
estabelecer os padrões, e, ao agir dessa forma, o homem estabe­
leceu-se como seu próprio deus. Há apenas um Deus verdadeiro
(Is 43.10; Jr 10.10,11). Gênesis 3 ensina: a.) O homem não foi cria­
do como um deus; b.) O homem náo tornou-se um deus pela de­
sobediência; c.) Seja qual for o significado disso, trata-se de algo
que Deus não queria que acontecesse, porque não era bom; d.)
Essa atitude causou a expulsão do homem do Jardim, porque,
aparentemente, destruiu o tipo de existência que Deus havia pla­
nejado para o homem.
até Noé (5.1-32). A mulher de Caim (4.17) foi, obviamente, uma
de suas irmãs, ou, talvez, sobrinhas. O mesmo raciocínio é válido
também no caso de Sete (4.26; 5.6-8) e de todos os outros filhos
de Adão e Eva (5.4), visto que toda a humanidade descende uni­
camente de Adão e Eva (1.27,28; 2.7,18-24; 5.1,2).
4
Igreja da Unificação. Ensina o seguinte: “A queda de Eva
consistiu em duas espécies de casos de amor ilícito. O pri­
meiro [caso] foi a queda espiritual por meio do amor com o arcan­
jo”. Com isso ,querdizerqueJesus,ao completar sua obra de sal­
vação na cruz, só se preocupou com a redenção espiritual, por
isso Moon (por solicitação do próprio Jesus) veio completar a re­
denção física. Segundo ensinam, Jesus teria aparecido a Moon
quando este orava em uma montanha na Coréia, em 1936. A im­
possibilidade de Jesus cumprir as duas redenções teria sido de­
corrente do fato de Ele ter sido traído por João Batista, o que oca­
sionou a precipitação de sua morte sem que antes tivesse com­
pletado a segunda redenção.
4
Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra
(4.1,2)
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A Bíblia enfatiza que a obra
de redenção, única e eficaz, de Jesus já foi realizada na
cruz (Jo 19.30; Hb7.25; 9.11-24; 10.10-12). Tudo se deu em har­
monia com a presciência de Deus (At 2.23). João Batista, por
sua vez, náo traiu Jesus, mas completou cabalmente sua carrei­
ra (At 13.15), como fiel profeta de Deus e arauto do Messias, ra­
zão por que foi decapitado na prisão por ordem de Herodes (Mt
14.1-12). Quem traiu Jesus foi Judas Iscariotes. Sua traição, po­
rém, não impediu o cumprimento da obra de redenção que Je­
sus veio realizar.
Ceticismo. Apresenta a seguinte critica à Palavra de Deus:
se a Bíblia, em Gênesis 3.24, diz que Adão e Eva foram ex­
pulsos do Paraíso, e no capitulo 4 que tiveram Caim e Abel, e de­
pois seu filho Sete, com quem se casou Caim?
__o RESPOSTA APOLOGÉTICA: A Escritura Sagrada revela
o verdadeiro Deus e sua obra, seu amor pela humanida­
de manifestado em seu Filho, Jesus Cristo. Logo, a Bíblia é cristocêntrica e não um livro de história geral (Lc 19.10; Jo 3.16-19,36;
5.24). Esse livro traz apenas o que Deus julgou necessário ou im­
portante para que o homem pudesse compreender o plano divi­
no de redenção. Aqui não estão narrados todos os acontecimen­
tos com precisão cronológica e muito menos apresenta todos os
pormenores dos fatos que relata. Adão e Eva tiveram muitos ou­
tros filhos e filhas (5.4), além de Caim, Abel e Sete. O nascimento
de Sete recebe destaque (4.25,26) porque ele foi contado como
substituto de Abel (4.25) e. portanto, como primogênito em lugar
de Caim, tornando-se o segundo patriarca nagenealogiade Adão
E disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão?
(4.9)
Ceticismo. Usa este versículo para questionar os atribu­
tos de onisciência e onipresença aplicados a Deus, segun­
do a ortodoxia cristã.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Tal como foi observado na
referência 3.9. aqui também o objetivo da iniciativa divina
10
GÊNESIS 4
12Q uan do lavrares a terra, não te dará m ais a sua
força; fugitivo e vagabundo serás na terra.
l3Então disse Caim ao S e n h o r : É m aio r o m eu
castigo do que eu possa suportar.
MEis que hoje m e lanças da face da terra, e da tua
face m e esconderei; e serei fugitivo e vagabundo
na terra, e será que to d o aquele que m e achar, m e
m atará.
I50 S enhor , porém , disse-lhe: P o rtanto qualquer
que m atar a Caim , sete vezes será castigado. E pôs
o S enhor um sinal em C aim , para que o não ferisse
qualquer que o achasse.
I6E saiu Caim de diante da face do S enhor , e habi­
tou na terra de N ode, do lado oriental do Éden.
I7E conheceu Caim a sua m ulher, e ela concebeu,
e deu à luz a Enoque; e ele edificou um a cidade, e
cham ou o nom e da cidade conform e o nom e de seu
filho Enoque;
18E a E noque nasceu Irade, e Irade gerou a Meujael,
e M eujael gerou a M etusael e M etusael gerou a
Lameque.
19E to m ou Lam eque para si duas m ulheres; o nom e
de um a era Ada, e o nom e da outra, Zilá.
20E Ada deu à luz a Jabal; este foi o pai dos que h a­
bitam em tendas e têm gado.
2IE o no m e do seu irm ão era Jubal; este foi o pai de
todos os que tocam h arp a e órgão.
22E Zilá tam bém deu à luz a Tubalcaim, m estre de
toda a o bra de cobre e ferro; e a irm ã de Tubalcaim
fo i Noema.
23E disse Lam eque a suas m ulheres Ada e Zilá: Ouvi
a m inha voz; vós, m ulheres de Lam eque, escutai as
m inhas palavras; porque eu m atei um hom em p o r
m e ferir, e u m jovem p o r m e pisar.
24P orque sete vezes C aim será castigado; mas
Lam eque setenta vezes sete.
(desnecessária) de questionar Caim era uma confissão espontâ­
nea e nào a rebeldia dele. A insistência de Deus em dar oportuni­
dade de retratação a Caim — “Que fizeste..." (v. 10) — não é uma
prova do desconhecimento de Deus quanto ao homicídio. A com­
provação de que Deus conhecia os fatos encontra-se no segun­
do questionamento: "A voz do sangue do teu irmão clama a mim
desde a terra" (v. 10). O exemplo cotidiano social mostra que esta
prática divina, de questionar o transgressor mesmo conhecendo
de antemão seu erro, é comumente empregada em investigações
policiais ou por pais que desejam ouvir uma confissão do filho que
praticou um ato ilícito e cuja culpa já é conhecida. Deus usou o
mesmo procedimento quando desejou desmascarar os crimes
de Davi (2Sm 11.4,15), propondo, pela boca do profeta Natá, um
enigma que fez que o próprio transgressorse autodelatasse (2Sm
12.1 -15), o que demonstrou seu total conhecimento dos fatos. As
mensagens dos anjos que visitaram, a mando de Deus, José, Ma­
ria e Zacarias (Mt 1.20; Lc 1.5-11), antes do nascimento de Cristo,
corroboram a verdade a respeito da onisciância divina.
meio do texto sagrado, qual a cor da pele do casal original. Podese propor a questão inversa: "Quando surgiu a raça branca?”. Ao
contrário disso, as Sagradas Escrituras demonstram que não há
nenhuma depreciação em qualquer uma das raças, porque Deus
condena o racismo (At 10.34; Cl 3.11). As proibições dos mórmons quanto à ordenação ao sacerdócio aarônico e ao sacerdó­
cio de Melquisedeque de pessoas da raça negra e seus descen­
dentes estão registradas no livro The Wayto Perfection. Por meio
de uma revelação especial, estas ordenações foram abolidas em
junho de 1976. Mas sua doutrina histórica, que diz que os negros
estão sob maldição divina, nunca foi mudada.
Pôs o
S enhor
O n a scim en to de S ete
25E to rn o u Adão a conhecer a sua m ulher; e ela deu
à luz um filho, e cham ou o seu no m e Sete; porque,
disse ela, D eus m e deu o u tro filho em lugar de Abel;
porqu an to C aim o m atou.
26E a Sete tam b ém nasceu u m filho; e cham o u o
seu nom e Enos; então se com eçou a invocar o nom e
do S enhor .
E conheceu Caim a sua mulher
(4.16,17)
ÇT) Ceticismo. Questiona a credibilidade bíblica a partir desta
® referência, pois entende que se o único casal legítimo até
então era formado por Adão e Eva, como Caim e Abel poderiam
ter possuído mulheres?
um sinal em Caim
(4.15)
. H RESPOSTA APOLOGÉTICA: Gênesis 5.4 nos mostra que
«=» Adão, após ter gerado Sete. viveu mais oitocentos anos
e, ainda fecundo, gerou filhos e filhas. A longevidade propicia­
da por Deus ao primeiro casal possibilitou o cumprimento da or­
dem estabelecida em Gênesis 1.28; "Sede fecundos; multiplicaivos; enchei a terra". Logo, a multiplicação dos seres humanos e
a perfeita admissibilidade da existência de pares femininos para
Caim e Sete são legitimadas, restando a lógica compreensão de
que (visto que a lei mosaica, que regulava o grau de parentesco
entre os nubentes, ainda não havia sido promulgada — Lv 18.9;
20.17), para a época, não havia outra forma de se trazer uma ter­
ceira geração adâmica à vida, Caim e Sete casaram-se com suas
próprias irmãs.
V .
Mormonlsmo. Segundo afirmava, o sinal que Deus colocou em Caim era a cor negra. Esse pensamento fica claro
no livro de Moisés 7.8, 22. contido em A pérola de grande valor,
publicação da seita. Acreditava, também, que a descendência de
Caim e sua marca foram preservadas durante o Dilúvio por meio
de Cão, que teria se casado com uma descendente de Caim cha­
mada Egyptus. Os que nasceram com pele negra náo teriam lu­
tado valentemente ao lado de Deus na preexistência.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Não há qualquer base bíbli­
ca para tal afirmação, já que sequer podemos afirmar, por
11
GÊNESIS 5
A genealogia de S ete
ESTE é o livro das gerações de Adão. No dia
em que Deus criou o hom em , à sem elhança de
D eus o fez.
2H o m em e m ulher os criou; e os abençoou e
ch a m o u o seu no m e Adão, no dia em que foram
criados.
3E Adão viveu cento e trin ta anos, e gerou um filho à
sua sem elhança, conform e a sua imagem , e pôs-lhe
o no m e de Sete.
4E foram os dias de Adão, depois que gerou a Sete,
oitocentos anos, e gerou filhos e filhas.
SE foram todos os dias que Adão viveu, novecentos
e trin ta anos, e m orreu.
'’E viveu Sete cento e cinco anos, e gerou a Enos.
7E viveu Sete, depois que gerou a Enos, oitocentos
e sete anos, e gerou filhos e filhas.
8E foram todos os dias de Sete novecentos e doze
anos, e m orreu.
9E viveu Enos noventa anos, e gerou a Cainã.
I0E viveu Enos, depois que gerou a Cainã, oitocen­
tos e quinze anos, e gerou filhos e filhas.
1 'E foram todos os dias de Enos novecentos e cinco
anos, e m orreu.
,2E viveu C ainã setenta anos, e gerou a Maalalel.
BE viveu Cainã, depois que gerou a Maalalel, o ito ­
centos e quarenta anos, e gerou filhos e filhas.
14E foram todos os dias de Cainã novecentos e dez
anos, e m orreu.
I5E viveu Maalalel sessenta e cinco anos, e gerou
a Jerede.
16E viveu Maalalel, depois que gerou a Jerede, o ito ­
centos e trin ta anos, e gerou filhos e filhas.
I7E foram todos os dias de M aalalel oitocentos e
noventa e cinco anos, e m orreu.
I8E viveu Jerede cento e sessenta e dois anos, e
gerou a Enoque.
I9E viveu Jerede, depois que gerou a Enoque, o ito ­
centos anos, e gerou filhos e filhas.
2UE foram todos os dias de Jerede novecentos e
sessenta e dois anos, e m orreu.
2IE viveu E noque sessenta e cinco anos, e gerou a
M atusalém.
22E an dou E noque com Deus, depois que gerou a
M atusalém , trezentos anos, e gerou filhos e filhas.
23E foram todos os dias de E noque trezentos e ses­
senta e cinco anos.
24E andou E noque com Deus; e não apareceu mais,
p orquanto Deus para si o tom ou.
25E viveu M atusalém cento e oitenta e sete anos, e
gerou a Lameque.
26E viveu M atusalém , depois que gerou a Lam e­
que, setecentos e o iten ta e dois anos, e gerou filhos
e filhas.
J7E foram todos os dias de M atusalém novecentos
e sessenta e nove anos, e m orreu.
28E viveu Lam eque cento e o iten ta e dois anos, e
gerou um filho,
29A quem cham ou Noé, dizendo: Este nos consolará
acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos,
por causa da terra que o S enhor am aldiçoou.
i0E viveu L am eque, depois que gerou a Noé,
q uinh en to s e noventa e cinco anos, e gerou filhos
e filhas.
3IE foram todos os dias de Lam eque setecentos e
setenta e sete anos, e m orreu.
,2E era N oé da idade de q uinhentos anos, e gerou
N oé a Sem, Cão e Jafé.
Deus para si o tomou
(5.24)
irem para o céu, Jesus ensinou claramente que os patriarcas Abraão,
Isaque e Jacó vivem e estarão com todos os santos r>océu (Mt 8.11;
22.31,32). Estaverdade se repete em Hebreus 11.16; 12.22,23, onde
está declarado que os patriarcas e os crentes do Antigo Testamento
habitarão na cidade vindoura, a Jerusalém celestial.
Testemunhas de Jeová. Negam que Enoque tenha sido ar­
rebatado para não provar a morte, admitindo apenas que
ele não sentiu as dores da morte. São da mesma opinião quanto
ao arrebatamento de Elias, que, segundo dizem, foi encontrado
escrevendo uma carta a um dos reis de Judá. Tais idéias são de­
correntes do ensino que fala que os santos do Antigo Testamento
não irão para o céu, mas viverão aqui na terra. Segundo essa sei­
ta, somente 144 mil pessoas declaradas ungidas irão para o céu.
Enoque e Elias, porém, não fazem parte deste grupo.
A corrupção geral do gênero h u m an o
E ACONTECEU que, com o os h om ens com e­
çaram a m ultiplicar-se sobre a face da terra, e
lhes nasceram filhas,
■‘V iram os filhos de Deus que as filhas dos hom ens
6
Os filhos de Deus e as filhas dos homens
(6.1-4)
Testemunhas de Jeová. Segundo sua interpretação, a fra­
se “filhos de Deus” está se referindo aos anjos, que assumi­
ram corpos físicos e vieram à terra para ter relações sexuais com
belas mulheres, união da qual teriam nascido gigantes iníquos.
RESPOSTAAPOLjOGÉTICA: Enoque e Elias foram arrebata­
dos ao céu sem provara morte. São figuras do arrebatamento
da Igreja (1Ts4.16,17). Quanto aos santos do Antigo Testamento não
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Ainda que tal interpretação
possa ser defendida, acreditamos, porém, que os “filhos de
12
GÊNESIS 5 ,6
eram form osas; e to m aram para si m ulheres de
todas as que escolheram.
’Então disse o S en h o r : N ão contenderá o m eu
Espírito para sem pre com o h om em ; po rq u e ele
tam bém é carne; porém os seus dias serão cento e
vinte anos.
4Havia naqueles dias gigantes na terra; e tam bém
depois, quando os filhos de D eus entraram às filhas
dos h om ens e delas geraram filhos; estes eram os
valentes que houve na antiguidade, os hom ens de
fama.
até ao réptil, e até à ave dos céus; porque m e arre­
pendo de os haver feito.
8Noé, porém , achou graça aos olhos do S enhor .
9Estas são as gerações de Noé. Noé era hom em justo
e perfeito em suas gerações; Noé andava com Deus.
10E gerou Noé três filhos: Sem, Cão e Jafé.
1 'A terra, porém , estava corrom pida diante da face
de Deus; e encheu-se a terra de violência.
I2E viu D eus a terra, e eis que estava corrom pida;
porque todà a carne havia corrom pido o seu cam i­
nho sobre a terra.
’ E v iu o S en h or q u e a m a ld a d e d o h o m e m se
D eus a n u n c ia o d ilú vio a N o é
1JE ntão disse D eus a Noé: O fim de to d a a carne
é v ind o p eran te a m in h a face; p o rq u e a te rra está
cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra.
MFaze para ti u m a arca da m adeira de gofer; farás
com partim entos na arca e a betum arás p o r dentro
e por fora com betum e.
m u ltip lic a r a s o b re a t e r r a e q u e to d a a im a g in a ç ã o
d o s p e n s a m e n to s d e s e u c o ra ç ã o e ra só m á c o n ti ­
n u a m e n te .
6Então arrependeu-se o S en h o r de haver feito o
hom em sobre a terra e pesou-lhe em seu coração.
7E disse o S en h o r : D estruirei o hom em que criei de
sobre a face da terra, desde o hom em até ao anim al,
Deus” sejam os descendentes piedosos de Sete. Apresentamos,
para isso, os seguintes argumentos:
Em primeiro lugar, ao analisarmos o texto de Mateus 22.29,30,
que diz: ‘Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não co­
nhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. Porque na res­
surreição nem casam nem sáo dados em casamento; mas serào
como os anjos de Deus no céu”, entendemos que as paixões e
os apetites sexuais são especificamente manifestações do corpo
e não dos anjos celestiais.
Em segundo lugar, náo foi da união entre os "filhos de Deus” e
as “filhas dos homens” que nasceram os gigantes. Pelo contrá­
rio. eles já existiam antes desse acontecimento. Vejamos: “Havia,
naqueles dias, gigantes na terra; e também depois, quando os fi­
lhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram fi­
lhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os va­
rões de fama” (6.4).
Em terceiro lugar, caso esses "filhos de Deus” fossem anjos de­
caídos, seriam demônios e náo mais "filhos de Deus"; logo, náo
poderiam ser considerados como tais.
Em quarto lugar, os descendentes de Sete “invocavam o nome
do Senhor", tal como o próprio Sete (4.26). Ou seja, possuíam comunhàocom Deus. Andavam com Deus, como Enoque (5.22-24).
'Acharam graça diante do Senhor", como Noé (5.29; 6.8). E obti­
veram “testemunho de que agradaram a Deus e se tomaram her­
deiros da justiça que é segundo a fé" (Hb 11.5,7).
ser esclarecida pelo profeta Jonas para que não fosse subverti­
da, o que, sem dúvida, teria ocorrido se os seus habitantes fos­
sem deixados à mercê de seus próprios conceitos (Jn 3.4). O pró­
prio Deus declarou que os habitantes daquela cidade não eram
sequer capazes de distinguir a mão direita da esquerda (Jn 4.11).
O plano evangélico não é diferente: se o homem não crê nos en­
sinamentos de Cristo e de seus discípulos, por meio da Palavra,
será condenado (Mc 16.16). O apóstolo Paulo afirmou que a sa­
bedoria humana é loucura diante de Deus (1Co 3.19).
Então arrependeu-se o SENHOR de haver feito
o homem sobre a terra
(6. 6)
Mormonlsmo e Ceticismo. Questionam a imutabilida­
de divina descrita na Bíblia (Nm 23.19; Ml 3.6; Tg 1.17),
visto que o texto sagrado identifica arrependimento na condu­
ta de Deus. Que a alegação divina (“arrependeu-se o Senhor")
não condiz com a natureza perfeita e presciente pretendida pela
teologia bíblica.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: O versículo em estudo refe­
re-se à tristeza de Deus por conta da má índole do homem
(v. 5). Aqui, temos uma figura de linguagem (antropopática). para
o entendimento humano, que indica que Deus se contristou pela
desobediência do homem. De modo algum, está querendo dizer
que Deus cometeu erros. Em Números 23.19. o sentido da pala­
vra de Deus, ao contrário da palavra dos homens, se cumpre. Em
Jeremias 18.7-10, lemos: “No momento em que falar contra uma
nação, e contra um reino para arrancar, e para derrubar, e para
destruir, se a tal nação, porém, contra a qual falar se converter da
sua maldade, também eu me arrependerei do mal que pensava
fazer-lhe”. O texto mostra que se o homem se arrepender, Deus
nào lhe enviará o mal anunciado. Não se trata de um arrependi­
mento igual ao que os seres humanos sentem ao cometer erros.
Deus não erra, logo, seu "arrependimento" não é igual ao nosso.
Devemos reconhecer que o Deus soberano e imutável sabe lidar
apropriadamente com as mudanças no comportamento huma­
no. Quando os homens pecam, ou quando pecam e se arrepen­
dem, o Senhor Deus muda seu pensamento, abençoando ou pu-
A Imaginação dos pensamentos de seu coração
era só má continuamente
(6.5)
Espiritismo. Declara que o Senhor Deus concedeu ao ho­
mem o livre-arbitrío para que pudesse, por sua própria ex­
periência, discernir o bem e o mal.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: O conceito do bem e do mal
inerente aos homens está muito aquém de ser comparado
ao conceito divino, que em nada condiz com as medíocres idéias
humanas (Mt 5.39-44). O texto destacado prova que o homem,
em sua essência, é intrinsecamente mau, não conhecendo ou es­
tando disposto a praticar o amor desinteressado. Nínive precisou
13
GÊNESIS 6 ,7
ISE desta m aneira a farás: De trezentos côvados o
com prim ento da arca, e de cinqüenta côvados a sua
largura, e de trin ta côvados a sua altura.
1' Farás na arca um a janela, e de um côvado a aca­
barás em cima; e a p o rta da arca porás ao seu lado;
far-lhe-ás andares, baixo, segundo e terceiro.
l7P orque eis que eu trago u m dilúvio de águas
sobre a terra, para desfazer toda a carne em que há
espírito de vida debaixo dos céus; tu d o o que há na
terra expirará.
l8Mas contigo estabelecerei a m in h a aliança; e
entrarás n a arca, tu e os teus filhos, tua m ulher e as
m ulheres de teus filhos contigo.
l9E d e tu d o o q u e v iv e ,d e to d a a c a rn e ,d o is d e c a d a
espécie, farás en tra r na arca, para os conservar vivos
contigo; m acho e fêm ea serão.
20Das aves conform e a sua espécie, e dos anim ais
conform e a sua espécie, de to d o o réptil da terra
conform e a sua espécie, dois de cada espécie virão a
ti, para os conservar em vida.
21E leva contigo de toda a comida que se come e ajun­
ta-a para ti; e te será para m antim ento, a ti e a eles.
22Assim fez Noé; conform e a tu d o o que Deus lhe
m andou, assim o fez.
nindo, de acordo com a nova situação (Êx 32.12,14; 1Sm 15.11;
2Sm 24.16; Jr 18.11; Am 7.3-6).
Assim, a expressão "arrependeu-se o Senhor" está no real sen­
tido de mudança de atitude, e não passa de uma indicação de
que a atitude de Deus para com o homem que peca é necessa­
riamente diferente da atitude desse mesmo Deus para com o ho­
mem que lhe obedece. Um exemplo prático e perfeitamente apli­
cável vislumbra-se na experiência do profeta Jonas (Jn 3.4-10),
quando o plano de Deus, motivado pelo imutável critério de jus­
tiça divina que devastou Sodoma, era a ruína de Nínive, domina­
da pela extrema malícia de seus habitantes. A opção peta obedi­
ência, motivada pela fé dos ninivitas mediante a pregação de Jo­
nas, levou Deus a uma mudança de atitude. Ou seja, a uma apli­
cação correta (em termos divinos) de sua justiça, mostrando que
o Senhor sabe lidar apropriadamente com as mudanças de com­
portamento dos homens. Em confrontação com o arrependimen­
to humano, revela-se o contraste, porque o homem que se arre­
pende muda seus critérios e valores e, conseqüentemente, de ati­
tude. Mas com Deus é diferente. Embora Eie mude de atitude, ja­
mais altera seus critérios. E essa é uma de suas características na
qual se encontra estampada sua imutabilidade.
quando analisamos o relato bíblico, percebemos o quanto é es­
tranho os céticos evocarem esta questão, uma vez que é neces­
sário distinguir os versículos confrontados pela exegese. O texto
em estudo (6.19) refere-se à ordem de Deus a Noé. Jã a referên­
cia 7.2,3 é o registro das instruções adicionais do Senhor. Assim,
fica estabelecido o consenso, por meio do qual podemos ver clara
e perfeitamente o motivo que levou o Senhor a orientar o seu ser­
vo para que reservasse sete pares de animais limpos: esses ani­
mais deveriam ser usados no sacrifício durante o culto que seria
realizado após o dilúvio, como de fato aconteceu (8.20). Se não
houvesse mais de dois pares de animais limpos, eles seriam ex­
tintos. A preservação de apenas um par de animais imundos era
suficiente, porque eles não seriam imolados.
N o é e sua fa m ília e n tra m na arca
DEPOIS disse o S e n h o r a Noé: E ntra tu e to d a a
tua casa n a arca, p orque tenho visto que és justo
diante de m im nesta geração.
2De todos os anim ais lim pos tom arás para ti sete e
sete, o m acho e sua fêmea; m as dos anim ais que não
são lim pos, dois, o m acho e sua fêmea.
’T am bém das aves dos céus sete e sete, m acho e
fêmea, para conservar em vida sua espécie sobre a
face de toda a terra.
4Porque, passados ainda sete dias, farei chover so­
bre a terra quarenta dias e q uarenta noites; e desfarei
de sobre a face da terra to d a a substância que fiz.
5E fez N oé con fo rm e a tu d o o que o S en h o r lhe
ordenara.
6E era N oé da idade de seiscentos anos, q u ando o
7
dilúvio das águas veio sobre a terra.
7N oé e n tro u n a arca, e com ele seus filhos, sua
Entra tu e toda a tua cata na arca
(7.1)
/CK Catolicismo Romano. A Igreja Católica Romana compaU y ra a si mesma com a arca de Noé ao afirmar: “Fora da Igre­
ja não há salvação [...] ela é figurada pela arca de Noé, a única
que salva do dilúvio’ .
r ™ l Testemunhas de Jeová. Segundo declaram, ‘ Foi apenas
'
aquela única arca que sobreviveu ao dilúvio e não um semnúmero de embarcações". O que as conduz à seguinte conclu­
são: ”... Haverá apenas uma organização - a organização visível
de Deus - que sobreviverá.. .'. Entendem por organização visível
de Deus a Sociedade Torre de Vigia e todos que entrarem nela.
E de tudo o que vive, de toda a carne, dois de cada espécie
(6.19)
GD
Ceticismo. Confronta este versículo com Gênesis 7.2 para
afirmar que há contradição nas orientações divinas quanto
ao número de animais que deveriam ser arrebanhados na arca.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Em verdade, aarca não sim■
boliza nenhuma igreja ou organização religiosa, mas a sal­
vação oferecida na pessoa de Jesus. Cristo é a nossa única arca
de salvação. ‘ E em nenhum outro há salvação, porque também
debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens,
pelo qual devamos ser salvos" (At 4.12; Hb 7.25).
_ g
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Gênesis 7.2 diz: “De todos
os animais limpos tomarás para ti sete e sete, o macho e
sua fêmea; mas dos animais que não são limpos, dois, o macho e
sua fêmea". Alguns céticos sugerem que a diversidade numérica
- dois e sete - revela uma contradição na orientação divina. Mas,
14
GÊNESIS 7,8
m ulher e as m ulheres de seus filhos, po r causa das
águas do dilúvio.
aD os anim ais lim pos e dos anim ais que não são
limpos, e das aves, e de todo o réptil sobre a terra,
’E ntraram de dois em dois para ju n to de N oé na
arca, m acho e fêmea, com o D eus ordenara a Noé.
1°E aconteceu que passados sete dias, vieram sobre
a terra as águas do dilúvio.
11 No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segun­
do, aos dezessete dias do mês, naquele m esm o dia
se rom peram todas as fontes do grande abism o, e as
janelas dos céus se abriram ,
'"E houve chuva sobre a terra q uarenta dias e qua­
renta noites.
13E no m esm o dia entraram na arca Noé, seus filhos
Sem, Cão e Jafé, sua m ulher e as m ulheres de seus
filhos.
' “Eles, e todo o anim al conform e a sua espécie, e
todo o gado conform e a sua espécie, e todo o réptil
que se arrasta sobre a terra conform e a sua espécie,
e toda a ave conform e a sua espécie, pássaros de toda
qualidade.
,SE de toda a carne, em que havia espírito de vida,
en traram de dois em dois para ju n to de N oé na
arca.
,6E os que entraram eram m acho e fêmea de toda
a carne, com o D eus lhe tinha ordenado; e o S enhor
o fechou dentro.
O
d ilú vio chega
l7E d u ro u o dilúvio q u aren ta dias sobre a terra,
e cresceram as águas e levantaram a arca, e ela se
elevou sobre a terra.
I8E prevaleceram as águas e cresceram g ran d e­
m ente sobre a terra; e a arca andava sobre as águas.
19E as águas prevaleceram excessivamente sobre a
terra; e todos os altos m ontes que havia debaixo de
todo o céu, foram cobertos.
20Q uinze côvados acim a prevaleceram as águas; e
os m ontes foram cobertos.
2’E expirou toda a carne que se m ovia sobre a terra,
tan to de ave com o de gado e de feras, e de to d o o
réptil que se arrasta sobre a terra, e todo o hom em .
22T udo o que tinha fôlego de esp írito de vida
em suas n arinas, tu d o o que havia em terra seca,
m orreu.
23Assim foi destruído to d o o ser vivente que havia
sobre a face da terra, desde o h om em até ao anim al,
até ao réptil, e até à ave dos céus; e foram extintos da
15
terra; e ficou som ente Noé, e os que com ele estavam
na arca.
24E prevaleceram as águas sobre a terra cento e
cinqüenta dias.
As águas do d ilú v io
d im in u e m
E LEMBROU-SE D eus de Noé, e de todos os
seres, viventes, e de to d o o gado qu e estavam
com ele na arca; e Deus fez passar um vento sobre a
terra, e aquietaram -se as águas.
2C erraram -se tam bém as fontes do abism o e as
janelas dos céus, e a chuva dos céus deteve-se.
3E as águas iam -se escoando co n tin u am en te de
sobre a terra, e ao fim de cento e cin q ü en ta dias
m inguaram .
4E a arca repousou no sétim o mês, no dia dezessete
do mês, sobre os m ontes de Ararate.
5E foram as águas indo e m inguando até ao décimo
mês; no décim o mês, no prim eiro dia do mês, apa­
receram os cum es dos m ontes.
6E aconteceu que ao cabo de q uarenta dias, abriu
Noé a janela da arca que tinha feito.
8
N o é solta u m corvo e ta m b ém u m a p om ba
7E soltou u m corvo, que saiu, indo e voltando, até
que as águas se secaram de sobre a terra.
8D epois soltou u m a pom ba, para ver se as águas
tinham m inguado de sobre a face da terra.
9A p o m b a, p o rém , não achou rep o u so para a
planta do seu pé, e voltou a ele para a arca; porque
as águas estavam sobre a face de to d a a terra; e ele
estendeu a sua m ão, e to m o u -a, e recolheu-a co n ­
sigo na arca.
I0E esperou ainda o u tro s sete dias, e to rn o u a en ­
viar a pom ba fora da arca.
1 'E a pom ba voltou a ele à tarde; e eis, arrancada,
um a folha de oliveira no seu bico; e conheceu Noé
que as águas tin h am m inguado de sobre a terra.
l2E ntão esperou ainda o u tro s sete dias, e enviou
fora a pom ba; m as não to rn o u m ais a ele.
I3E aconteceu que n o an o seiscentos e u m , no
mês p rim eiro , n o p rim e iro dia do m ês, as águas
se secaram de sobre a terra. E ntão N oé tiro u a co ­
b e rtu ra da arca, e o lh o u , e eis que a face da te rra
estava enxuta.
14E no segundo mês, aos vinte e sete dias do mês, a
terra estava seca.
GÊNESIS 8,9
N o é e sua fa m ília saem da arca
l5Então falou D eus a N oé dizendo:
■'‘Sai da arca, tu com tu a m ulher, e teus filhos e as
m ulheres de teus filhos.
1 ■
’Todo o anim al que está contigo, de toda a carne,
de ave, e de gado, e de todo o réptil que se arrasta so­
bre a terra, traze fora contigo; e povoem ab undante­
m ente a terra e frutifiquem , e se m ultipliquem sobre
a terra.
l8E ntão saiu Noé, e seus filhos, e sua m ulher, e as
m ulheres de seus filhos com ele.
1 “T o d o o anim al, to d o o réptil, e toda a ave, e tu d o o
que se m ove sobre a terra, conform e as suas famílias,
saiu para fora da arca.
20E edificou N oé um altar ao S en h o r ; e tom ou de
todo o anim al lim po e de toda a ave lim pa, e ofereceu
holocausto sobre o altar.
2IE o S en h o r sen tiu o suave cheiro, e o S en h o r
disse em seu coração: N ão to rn arei m ais a am al­
diço ar a te rra p o r causa d o ho m em ; p o rq u e a
im aginação do coração d o h o m e m é m á desde a
sua m eninice, n em to rn a re i m ais a ferir to d o õ
vivente, com o fiz.
“ E nquanto a terra durar, sem enteira e sega, e frio e
calor, e verão e inverno, e dia e noite, não cessarão.
E tomou de todo o animal limpo e de toda
a ave limpa, e ofereceu holocaustos
Depois de ter ressuscitado, Jesus preparou uma refeição mati­
nal de peixe e pão em um braseiro junto à praia para alguns dos
seus discípulos (Jo 21.9-13). A ovelha (ou cordeiro), além de ser
usada como alimento, tinha outras utilidades; era um animal im­
portante por sua carne, leite e gordura da cauda que, às vezes,
chegava a pesar quase sete quilos. Na celebração da Páscoa,
matava-se um cordeiro, que era comido em lembrança ao livra­
mento da escravidão do Egito (Êx 12.1-28). A gordura era ofere­
cida a Deus, por ser considerada a melhor parte ou a parte mais
rica de um animal (Lv 3.16). Não podia ser comida em tempos pri­
mitivos. Mas. ao que parece, ignoravam essa lei quando os ani­
mais mortos eram usados apenas como alimento (Dt 12.15). Se
aplicarmos o mandamento "Não matarás" aos animais, devemos
aplicá-lo também aos vegetais, porque são seres vivos. Quanto
à alimentação, o Novo Testamento ensina que todas as criatu­
ras de Deus são boas para alimento quando recebidas com gra­
tidão (1Tm 4.35).
( 8 . 20 )
Ceticismo. Ignora o versículo em estudo e confronta a re­
ferência 6.19 com a referência 7.2 para alegar que há con­
tradição na narraçáo bíblica quanto à determinação divina so­
bre o número de animais que deveriam ser arrebanhados na
arca de Noé.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Trata-se de uma postura típi*=• ca daqueles que desejam desmerecer as Escrituras Sagra­
das. Ou seja. daqueles que extraem os textos de seus contextos
a fim de criarem suposições infundadas. O versículo em estudo
deixa claro que a orientação divina, na referência 7.2, deveria ser
mais precisa quanto ao montante de animais limpos a serem pre­
servados (sete pares), para que essas espécies não corressem
o risco de extinção, devido à previsão do seu consumo em holo­
causto. Devemos considerar, ainda, que a obra de criação já ha­
via sido encerrada (2.2,3).
A aliança q u e D eus fe z co m N o é e c o m todo o
gênero h u m a n o
E ABEN ÇO O U D eus a N oé e a seus filhos, e
disse-lhes:
Frutificai e m ultiplicai-vos e enchei a terra.
2E o tem or de vós e o pavor de vós virão sobre todo
o anim al da terra, e sobre to d a a ave dos céus; tu d o o
que se move sobre a terra, e todos os peixes do m ar,
nas vossas m ãos são entregues.
'T udo q u an to se m ove, qu e é vivente, será para
vosso m an tim en to ; tu d o vos ten h o d ado com o a
erva verde.
■'Acarne, porém , com sua vida, isto é, com seu san­
gue, não comereis.
9
Com seu sangue, nâo comereis
(9.4)
Testemunhas de Jeová. Com a intenção de proibir a
transfusão de sangue, fazem uso indevido de diversos
versículos especificamente destinados à orientação alimentar
do povo de Deus. Assim, citam o texto em estudo com a seguinte
argumentação: "A transfusão de sangue é o mesmo que comer
sangue, porque se assemelha à alimentação intravenosa*.
Tudo quanto se move, que é vivente, será para
vosso mantimento
(9.3)
cfh COMENTÁRIO APOLOGÉTICO: Na doutrina Hare KrishU na, comer carne é abominável, uma vez que os animais são
criaturas vivas e Deus disse ‘ Não matarás’ . Todavia, citar as Es­
crituras para fundamentar esse ensino é inútil, visto que foi o pró­
prio Deus quem deu os animais para alimento dos homens. Veja­
mos: o novilho era considerado amelhor de todas as carnes e, por
esse motivo, reservado para as ocasiões mais festivas (Lc 15.23).
O cabrito, ou bode (Lc 15.29). Algumas aves eram consideradas
impuras para alimento (Dt 14.11-20), mas a perdiz, a codomiz, o
ganso e o pombo podiam ser comidos. Os peixes, alimento pre­
dileto na Palestina, eram pescados em grandes quantidades no
mar da Galiléia e no rio Jordão.
g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Não há dúvida de que esta
passagem trata da proibição do uso do sangue de animais
como alimento, é uma situação bem diferente da que ocorre quan­
do alguém precisa de uma transfusão de sangue para sobreviver, jà
que, estando todos nós enfermos pelo pecado, o Senhor Jesus Cris­
to não negou derramar seu próprio sangue por nós - numa grande
“transfusão de sangue" (Hb9.11-28; 1Jo3.16). Jesus deu asuavida,
ou seja, o seu sangue, por nós. Como sabemos, as mudanças dou­
trinárias entre as Testemunhas de Jeová são comuns e cada umade-
16
GÊNESIS 9
’C ertam ente requererei o vosso sangue, o sangue
das vossas vidas; da m ão de todo o anim al o requere­
rei; com o tam bém da m ão do hom em , e da m ão do
irm ão de cada um requererei a vida do hom em .
6Q uem d erram ar o sangue do hom em , pelo h o ­
m em o seu sangue será derram ado; po rq u e Deus
fez o hom em conform e a sua imagem.
7Mas vós frutificai e m ultiplicai-vos; povoai ab u n ­
dantem ente a terra, e m ultiplicai-vos nela.
BE falou Deus a Noé e a seus filhos com ele, dizendo:
9E eu, eis que estabeleço a m in h a aliança convosco
e com a vossa descendência depois de vós.
I0E com toda a alm a vivente, que convosco está, de
aves, de gado, e de todo o anim al da terra convosco;
com todos que saíram da arca, até to d o o anim al
da terra.
1 'E eu convosco estabeleço a m in h a aliança, que
não será mais destruída toda a carne pelas águas do
dilúvio, e que não haverá m ais dilúvio, para destruir
a terra.
1 -E disse Deus: Este é o sinal da aliança que ponho
entre m im e vós, e entre toda a alm a vivente, que está
convosco, por gerações eternas.
1 ’O m eu arco tenho posto nas nuvens; este será po r
sinal da aliança entre m im e a terra.
14E acontecerá que, qu an d o eu trouxer nuvens
sobre a terra, aparecerá o arco nas nuvens.
’’Então m e lem brarei da m in h a aliança, que está
entre m im e vós, e entre toda a alm a vivente de toda
a carne; e as águas não se tornarão m ais em dilúvio
para destruir toda a carne.
I6E estará o arco nas nuvens, e eu o verei, para m e
lem brar da aliança eterna entre D eus e toda a alma
vivente de to d a a carne, que está sobre a terra.
I7E disse D eus a Noé: Este é o sinal da aliança que
tenho estabelecido en tre m im e entre toda a carne,
que está sobre a terra.
I8E os filhos de Noé, qu e da arca saíram , foram
Sem, Cão e Jafé; e Cão é o pai de Canaã.
19Estes três foram os filhos de Noé; e destes se p o ­
voou toda a terra.
las (das doutrinas) é tratada como uma "nova luz" e o conjunto de
mudanças é denominado "luz progressiva". No início, interpretavam
o texto em pauta oomo sendo uma proibição contra a vacinação. E
agiram dessa forma durante muitos anos. Tal proibição foi abolida
na revista A sentinela de janeiro de 1952 (p. 15). Depois, quando vie­
ram os transplantes de órgãos, ensinavam que tais procedimentos
poderiam ser comparado à prática do canibalismo, costume exis­
tente entre os bárbaros. Posteriormente, compararam o transplan­
te de órgãos á transfusão de sangue, ensinando que tais práticas
eram condenadas pela Bíblia em Atos 15.20,28. Liberaram o trans­
plante de órgãos, mas, ainda hoje, proíbem a transfusão de sangue
(desde julho de 1945).
Johanes Stoeffler. membro do corpo docente da Universidade de
Tübingen, na Alemanha, publicou, em 1499, um livro chamado Efe­
mérides , no qual anunciava o fim do mundo para 20 de fevereiro de
1524, por meio de um grande dilúvio. Foi tão grande a crença no
desastre que o rio Reno ficou repleto de barcos e "arcas”. No Bra­
sil, os membros da seita Borboletas Azuis esperaram em vão um
novo dilúvio. Muitas seitas se baseiam nas seguintes palavras de
Jesus: “E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda
do Filho do homem. Porquanto, assim como. nos dias anteriores
ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento,
até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que
veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Fi­
lho do homem" (Mt 24.37-39; Lc 17.26-27). Esses versículos apre­
sentam apenas a indiferença das pessoas antes da iminente des­
truição. Ou seja, demonstram o quanto o cotidiano das pessoas
não foi alterado: estavam como que anestesiadas espiritualmente,
a ponto de não perceberem a vinda da repentina destruição. Assim
também será com a vinda de Jesus: o cotidiano das pessoas es­
tará em total normalidade quando serão surpreendidas com a vin­
da do Filho do homem.
Não haverá mais dilúvio
(9.11)
COMENTÁRIO APOLOGÉTICO: Aindaque Deus tenha de­
clarado explicitamente que não destruiria mais o mundo com
águas, tem aparecido, de tempos em tempos, pessoas que acre­
ditam que o mundo acabará com as águas de um novo dilúvio.
t
17
N o é p la n ta u m a vinha
20E com eçou N oé a ser lavrador da terra, e plantou
um a vinha.
2'E bebeu do vinho, e em bebedou-se; e descobriuse no m eio de sua tenda.
22E viu Cão, o pai de Canaã, a nudez do seu pai, e
fê-lo saber a am bos seus irm ãos no lado de fora.
“ Então to m aram Sem e Jafé u m a capa, e puseram na sobre am bos os seus om bros, e indo virados para
trás, cobriram a nudez do seu pai, e os seus rostos
estavam virados, de m aneira que não viram a nudez
do seu pai.
24E despertou Noé do seu vinho, e soube o que seu
filho m en o r lhe fizera.
2’E disse: M aldito seja Canaã; servo dos servos seja
aos seus irm ãos.
26E disse: Bendito seja o S en h o r D eus de Sem; e
seja-lhe Canaã p o r servo.
27Alargue D eus a Jafé, e habite nas tendas de Sem;
e seja-lhe Canaã p o r servo.
28E viveu Noé, depois do dilúvio, trezentos e cin ­
qüenta anos.
GÊNESIS 9,10,11
2,)Estes são os filhos de Cão segundo as suas fam í­
lias, segundo as suas línguas, em suas terras, em suas
nações.
2IE a Sem nasceram filhos, e ele é o pai de todos os
filhos de Éber, o irm ão m ais velho de Jafé.
2iOs filhos de Sem são: Elão, Assur, Arfaxade, Lude
e Arã.
2,E os filhos de A rã são: Uz, H ul, G eter e Más.
24E Arfaxade gerou a Selá; e Selá gerou a Éber.
25E a Éber nasceram dois filhos: o no m e de um fo i
Pelegue, p o rq u an to em seus dias se rep artiu a terra,
e o nom e do seu irm ão foi Joctã.
26E Joctã gerou a A lm odá, a Selefe, a H azarm avé,
a Jerá,
27A H adorão, a Usai, a Dicla,
2SA O bal, a Abimael, a Sebá,
29A Ofir, a H avilá e a Jobabe; to d o s estes foram
filhos de Joctã.
,0E foi a sua habitação desde Messa, indo p ara
Sefar, m o n tan h a do oriente.
3'Estes são os filhos de Sem segundo as suas fam í­
lias, segundo as suas línguas, nas suas terras, segun­
do as suas nações.
“ Estas são as famílias dos filhos de N oé segundo as
suas gerações, nas suas nações; e destes foram divi­
didas as nações na terra depois do dilúvio.
29E foram todos os dias de N oé novecentos e cin­
qüenta anos, e m orreu.
O s descendentes de N oé
ESTAS, pois, são as gerações dos filhos
de Noé: Sem, Cão e Jafé; e nasceram -lhes
filhos depois do dilúvio.
2O s filhos de Jafé são: G om er, M agogue, M adai,
Javã, Tubal, M eseque e Tiras.
3E os filhos de G om er são: A squenaz, Rifate e
Togarma.
4E os filhos de Javã são: Elisá, Társis, Q u itim e
D odanim .
5Por estes foram repartidas as ilhas dos gentios nas
suas terras, cada qual segundo a sua língua, segundo
as suas famílias, entre as suas nações.
6E os filhos de Cão são: Cuxe, M izraim , P ute e
Canaã.
7E os filhos de Cuxe são: Sebá, Havilá, Sabtá, Raamá
e Sabtecá; e os filhos de Raamá: Sebá e Dedã.
“E Cuxe gerou a N inrode; este com eçou a ser pode­
roso na terra.
9E este foi poderoso caçador diante da face do
Se n h o r ; p o r isso se diz: C om o N inrode, poderoso
caçador diante do Senho r .
I0E o p rincípio do seu reino foi Babel, Ereque,
Acade e Calné, na terra de Sinar.
"D esta m esm a te rra saiu à Assíria e edificou a
Nínive, Reobote-Ir, Calá,
l2E Resen, entre N ínive e Calá (esta é a grande
cidade).
I3E M izraim gerou a Ludim, a A nam im , a Leabim,
a Naftuim ,
14A P atrusim e a Casluim (donde saíram os filis­
teus) e a Caftorim .
I5E C anaã gerou a Sidom , seu prim ogênito, e a
Hete;
,f‘E ao jebuseu, ao am orreu, ao girgaseu,
l7E ao heveu, ao arqueu, ao sineu,
l8E ao arvadeu, ao zem areu, e ao ham ateu, e depois
se espalha-ram as famílias dos cananeus.
I9E foi o term o dos cananeus desde Sidom , indo
para Gerar, até Gaza; indo para Sodom a e G o-m orra, Admá e Zeboim , até Lasa.
Toda a terra c o m unta m esm a língua
1 E ERA toda a terra de um a m esm a língua e
X de u m a m esm a fala.
2E aconteceu que, p artindo eles do oriente, acha­
ram um vale n a terra de Sinar; e hab itaram ali.
3E disseram uns aos outros: Eia, façam os tijolos e
queim em o-los bem . E foi-lhes o tijolo p o r pedra, e
o betum e p o r cal.
4E disseram : Eia, edifiquem os nós um a cidade e
um a to rre cujo cum e toque nos céus, e façam o-nos
um nom e, para que não sejam os espalhados sobre a
face de toda a terra.
5E ntão desceu o S e nho r para ver a cidade e a torre
que os filhos dos hom ens edificavam;
6E o Se n h o r disse: Eis que o povo é um , e todos têm
um a m esm a língua; e isto é o que com eçam a fazer;
1
Então desceu o SENHOR para ver a cidade
(11.5,7)
_ »
RESPOSTA APOLOGÉTICA: 0 emprego de recurso antropomórfico neste texto não desmerece o Deus TodoPoderoso nem lhe seqüestra a onipotência. O episódio em lide
é análogo aos observados nas referências 3.9 e 4.9. Ou seja.
constata-se uma aproximação de Deus — desceu, desçamos
e p Ceticismo. Emprega o texto em estudo para afirmar o se® guinte: se Deus realmente possuísse atributos sobrenatu­
rais, não necessitaria “descer" para ver a obra dos homens.
18
GÊNESIS 11,12
e agora, não haverá restrição para tu d o o que eles
intentarem fazer.
2IE viveu Reú, depois que gerou a Serugue, duzen­
tos e sete anos, e gerou filhos e filhas.
22E viveu Serugue trin ta anos, e gerou a Naor.
23E viveu Serugue, depois que gerou a Naor, duzen­
tos anos, e gerou filhos e filhas.
24E viveu N aor vinte e nove anos, e gerou a Terá.
25E viveu Naor, depois que gerou a Terá, cento e
dezenove anos, e gerou filhos e filhas.
26E viveu Terá setenta anos, e gerou a Abrão, a Naor,
e a Harã.
27E estas são as gerações de Terá: Terá gerou a
Abrão, a Naor, e a Harã; e H arã gerou a Ló.
28E m orreu H arã estando seu pai Terá ainda vivo,
na terra do seu nascim ento, em Ur dos caldeus.
29E to m aram A brão e N aor m ulheres para si: o
nom e da m u lh er de A brão era Sarai, e o nom e da
m ulher de N aor era Milca, filha de H arã, pai de
Milca e pai de Iscá.
30E Sarai foi estéril, não tin h a filhos.
J1E to m o u Terá a A brão seu filho, e a Ló, filho de
Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, m ulher
de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos cal­
deus, para ir à terra de Canaã; e vieram até H arã, e
habitaram ali.
32E foram os dias de Terá duzentos e cinco anos, e
m orreu Terá em Harã.
A confusão das línguas
7Eia, desçam os e confundam os ali a sua língua,
para que não entenda um a língua do outro.
8Assim o S enhor os espalhou dali sobre a face de
toda a terra; e cessaram de edificar a cidade.
9Por isso se cham ou o seu nom e Babel, porquanto
ali confundiu o S enhor a língua de toda a terra, e dali
os espalhou o S enhor sobre a face de toda a terra.
I“Estas são as gerações de Sem: Sem era da idade
de cem anos e gerou a Arfaxade, dois anos depois
do dilúvio.
II E viveu Sem, depois que gerou a Arfaxade, q ui­
nhentos anos, e gerou filhos e filhas.
I2E viveu Arfaxade trin ta e cinco anos, e gerou a
Selá.
13E viveu Arfaxade depois que gerou a Selá, q u atro­
centos e três anos, e gerou filhos e filhas.
I4E viveu Selá trin ta anos, e gerou a Éber;
15E viveu Selá, depois que gerou a Éber, quatrocen­
tos e três anos, e gerou filhos e filhas.
I6E viveu Éber trin ta e q u atro anos, e gerou a
Pelegue.
17E viveu Éber, depois que gerou a Pelegue, q u atro ­
centos e trin ta anos, e gerou filhos e filhas.
I8E viveu Pelegue trin ta anos, e gerou a Reú.
I9E viveu Pelegue, depois que gerou a Reú, duzen­
tos e nove anos, e gerou filhos e filhas.
20E viveu Reú trin ta e dois anos, e gerou a
Serugue.
D eus ch a m a A brão e lh e fa z promessas
1 ^ ORA, o S enhor disse a Abrão: Sai-te da tua
A tm i terra, da tua parentela e da casa de teu pai,
para a terra que eu te m ostrarei.
2E far-te-ei um a grande nação, e abençoar-te-ei e
engrandecerei o teu nom e; e tu serás u m a bênção.
— em relação ao homem com o intuito de submeter a seu crivo
os pensamentos e as atitudes humanas. Neste sentido, o con­
troverso deismo (V. notas sobre o assunto) encontra seu calcanhar-de-aquiles, visto que o texto retrata o intenso interes­
se divino pela criação maior. Antes, não se satisfazendo com
os propósitos inúteis e prejudiciais que a humanidade execu­
ta contra si mesma, participa, frustrando os planos que proce­
dem da concupiscência e soberba humanas, como no caso
das torres de Babel.
reza: o Pai (2Pe 1.17), o Filho (Jo 1.1; 20.28; 1Jo 5.20) e o Espí­
rito Santo (At 5.3,4).
As Escrituras atribuem a Jesus acriação de todas as coisas, por­
que “sem ele nada do que foi feito se fez“ (Jo 1.3). Em Jeremias
10.11, lemos: “Os deuses que não fizeram os céus e a terra desa­
parecerão da terra e de debaixo deste céu’ . Atribuir a Jesus divin­
dade secundária é politeísmo. Conferir Isaias 43.10, que diz: “ ...
antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum
haverá“ . Além disso, os reis e governadores não usavam a plura­
lidade quando falavam com o povo ou elaboravam seus decre­
tos. Por exemplo: “Assim diz Ciro, rei da Pérsia" (Ed 1.2). E: “Esta
é. pois, a cópia da carta que o rei Artaxerxes deu ao sacerdote Esdras, o escriba das palavras dos mandamentos do S e n h o r , e dos
seus estatutos sobre Israel: Artaxerxes, rei dos reis, ao sacerdote
Esdras, escriba da lei do Deus do céu; paz perfeita [...] Por mim
se decreta que no meu reino..." (Ed 7.11 -13). Vemos, nessas pas­
sagens, que os reis empregaram tanto a 3* pessoa do singular:
“Assim diz Ciro" (e não “dizem" ou “dizemos") quanto a 1* pes­
soa do singular: “Por mim se decreta" (e não “por nós" se decre­
ta ou “decretamos").
Desçamos e confundamos ali a sua língua
(11.7)
COMENTÁRIO APOLOGÉTICO: Os verbos desçamos e
confundamos indicam pluralidade de pessoas na unidade
da natureza divina. A doutrina cristã da Trindade é biblicamente
explicada pelos seguintes fundamentos: a.) Hé um só Deus (Dt
6.4; Is 43.10; 45.5,6); b.) Esse único Deus é uma pluralidade de
pessoas (Gn 1.26; 3.22. Comparar Is 6.1-8 com Jo 12.37-41; At
28.25); c.) Há três pessoas chamadas Deus e eternas por natu-
t
19
GÊNESIS 12,13
3E abençoarei os que te abençoarem , e am aldiço­
arei os que te am aldiçoarem ; e em ti serão benditas
todas as famílias da terra.
4 Assim partiu Abrão com o o Se n h o r lhe tinha dito,
e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e
cinco anos quando saiu de Harã.
’E to m o u Abrão a Sarai, sua m ulher, e a Ló, filho
de seu irm ão, e todos os bens que haviam adquirido,
e as alm as que lhe acresceram em H arã; e saíram
p ara irem à terra de Canaã; e chegaram à terra de
Canaã.
6E passou A brão p o r aquela terra até ao lugar de
Siquém , até ao carvalho de M oré; e estavam então
os cananeus na terra.
7E apareceu o Se n h o r a Abrão, e disse: À tua des­
cendência darei esta terra. E edificou ali um altar ao
Se n h o r , que lhe aparecera.
8E m oveu-se dali para a m ontanha do lado oriental
de Betei, e arm o u a sua tenda, tendo Betei ao ociden­
te, e Ai ao oriente; e edificou ali um altar ao Se nho r ,
e invocou o nom e do S enhor .
9D epois cam in h o u A brão dali, seguindo ainda
para o lado do sul.
Abrão desce ao Egito
l()E havia fom e naquela terra; e desceu A brão ao
Egito, para p eregrinar ali, p o rq u an to a fom e era
grande na terra.
" E aconteceu que, chegando ele para e n tra r no
Egito, disse a Sarai, sua m ulher: O ra, bem sei que és
m ulher form osa à vista;
l2E será que, qu an d o os egípcios te virem , dirão:
Esta é sua m ulher. E m atar-m e-ão a m im , e a ti te
guardarão em vida.
l5Dize, peço-te, que és m inha irm ã, para que m e
vá bem p o r tua causa, e que viva a m inha alm a por
am o r de ti.
14E aconteceu que, entrando Abrão n o Egito, viram
os egípcios a m ulher, que era m ui form osa.
I5E viram -na os príncipes de Faraó, e gabaram -na
diante de Faraó; e foi a m ulher tom ada para a casa
de Faraó.
I6E fez bem a A brão p o r am o r dela; e ele teve ove­
lhas, vacas, ju m en to s, servos e servas, ju m en tas e
camelos.
l7Feriu, p o rém , o Se n h o r a Faraó e a sua casa,
com grandes pragas, p o r causa de Sarai, m ulher de
Abrão.
'"Então cham ou Faraó a Abrão, e disse: Q ue é isto
que m e fizeste? Por que não m e disseste que ela era
tua mulher?
‘‘’Por que disseste: É m inha irmã? Por isso a tom ei
por m inha m ulher; agora, pois, eis aqui tu a m ulher;
tom a-a e vai-te.
2UE Faraó deu ordens aos seus hom ens a respeito
dele; e acom panharam -no, a ele, e a sua m ulher, e a
tu d o o que tinha.
A brão volta do Egito
1
SUBIU, pois, A brão do Egito para o lado
X J do sul, ele e sua m ulher, e tu d o o que tinha,
e com ele Ló.
2E era Abrão m u ito rico em gado, em p rata e em
ouro.
'E fez as suas jornadas do sul até Betei, até ao lugar
on d e a p rin cíp io estivera a sua tenda, en tre Betei
eAi;
4Até ao lugar do altar que o u tro ra ali tinha feito; e
Abrão invocou ali o nom e do Senho r .
5E tam bém Ló, que ia com Abrão, tin h a rebanhos,
gado e tendas.
‘’E não tin h a capacidade a terra para poderem h a­
b itar juntos; p o rq u e os seus bens eram m uitos; de
m aneira que não podiam habitar juntos.
Abrão e L ó separam -se
7E houve contenda en tre os pastores do gado de
A brão e os pastores do gado de Ló; e os cananeus e
os perizeus habitavam então na terra.
8E disse Abrão a Ló: O ra, não haja contenda entre
tuguês, o que não acontece com o idioma grego, rico em pala­
vras e do qual as línguas latinas herdaram 23% do vocábulário. O
grego possui expressões especificas para a palavra: “irmão* (do
mesmo sangue, consanguíneo): ade/tos; “primo" (“parente"):
anèpsiós; e "parentes” : syngenés. Não há como mascarar esta
realidade, visto que Isabel, prima de Maria, é tratada pelo subs­
tantivo grego syngenés (Lc 1.36). Colossenses 4.10 mostra Mar­
cos, sobrinho de Barnabé, sendo chamado de anépsiós, e João
18.26 discrimina o parente (syngenés) de Malco. Em todo o Novo
Testamento grego a palavraac/e/fos (irmão) jamais é aplicada para
designar parentes de qualquer grau.
E disse Abrão a Ló [...] porque somos Irmãos
(13.8)
Catolicismo Romano. Aplica este texto como alicerce para
o dogma da virgindade perpétua de Maria. E afirma o se­
guinte: se Abraão era tio de Ló e não irmão, como ele o trata, no
idioma hebraico, tal pode ser feito, no grego, em relação aos ir­
mãos de Jesus.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A comparação feita pela
Igreja católica é descabida, visto que o idioma hebraico é
pobre em palavras, precisando, às vezes, de adaptações no por­
20
GÊNESIS 13,14
m im e ti, e entre os m eus pastores e os teus pastores,
p orque somos irmãos.
‘'N ão está toda a terra diante de ti? Eia, pois, apartate de mim; e se escolheres a esquerda, irei para a direi­
ta; e se a direita escolheres, eu irei para a esquerda.
1(,E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a cam pina
do Jordão, que era toda bem regada, antes do Se nho r
ter destruído Sodom a e G om orra, e era com o o ja r­
dim do Se n h o r , com o a terra do Egito, qu an d o se
entra em Zoar.
"E n tã o Ló escolheu para si toda a cam pina do
Jordão, e partiu Ló para o oriente, e apartaram -se
u m do outro.
I2H abitou Abrão na terra de C anaã e Ló habitou
nas cidades da cam pina, e arm o u as suas tendas até
Sodoma.
13O ra,eram m aus os hom ens de Sodom a, e grandes
pecadores contra o Senhor .
I4E disse o Se n h o r a Abrão, depois que Ló se apar­
tou dele: Levanta agora os teus olhos, e olha desde o
lugar onde estás, para o lado do norte, e do sul, e do
oriente, e do ocidente;
‘^Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e
à tua descendência, para sem pre.
I6E farei a tua descendência com o o pó da terra; de
m aneira que se alguém p u der contar o pó da terra,
tam bém a tua descendência será contada.
l7Levanta-te, percorre essa terra, no seu com p ri­
m en to e na sua largura; porque a ti a darei.
I#E Abrão m udou as suas tendas, e foi, e habitou
nos carvalhais de M anre, que estão ju n to a H ebrom ;
e edificou ali um altar ao Senho r .
reis que estavam com ele, e feriram aos refains em
A sterote-Carnaim , e aos zuzins em Hã, e aos em ins
em Savé-Q uiriataim ,
6E aos horeus n o seu m o n te Seir, até El-Parã que
está ju n to ao deserto.
7D epois to rn aram e vieram a En-M ispate (que
é Cades), e feriram to d a a terra dos am alequitas, e tam bém aos am o rreu s, que habitavam em
Hazazom-Tamar.
"Então saiu o rei de Sodom a, e o rei de G om orra,
e o rei de Admá, e o rei de Zeboim , e o rei de Belá
(esta é Z oar), e o rd en aram batalha co n tra eles no
vale de Sidim,
9C o n tra Q uedorlaom er, rei de Elão, e Tidal, rei
de G oim , e A nrafel, rei de Sinar, e A rioque, rei de
Elasar; quatro reis contra cinco.
I0E o vale de Sidim estava cheio de poços de b e­
tum e; e fugiram os reis de Sodom a e de G om orra,
e caíram ali; e os restantes fugiram para um m onte.
" E to m aram to d o s os bens de Sodom a, e de
G om orra, e todo o seu m an tim en to e foram-se.
Ló é levado cativo
l2Também tom aram a Ló, que habitava em Sodoma,
filho do irm ão de Abrão, e os seus bens, e foram-se.
l3E ntão veio um , qu e escapara, e o co n to u a
Abrão, o hebreu; ele habitava ju n to dos carvalhais
de M anre, o am o rreu , irm ão de Escol, e irm ão de
Aner; eles eram confederados de Abrão.
1''O uvindo, pois, A brão q ue o seu irm ão estava
preso, arm o u os seus criados, nascidos em sua casa,
trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã.
I5E dividiu-se co n tra eles de noite, ele e os seus
criados, e os feriu, e os perseguiu até H obá, que fica
à esquerda de Damasco.
I6E to rn o u a trazer to d o s os seus bens, e to rn o u
a trazer tam bém a Ló, seu irm ão, e os seus bens, e
tam bém as m ulheres, e o povo.
17E o rei de Sodoma saiu-lhe ao encontro (depois que
voltou de ferir a Q uedorlaom er e aos reis que estavam
com ele) até ao Vale de Savé, que é o vale do rei.
G uerra de quatro reis contra cinco
E ACONTECEU nos dias de A nrafel, rei
de Sinar, A rioque, rei de Elasar, Q uedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de G oim ,
aQ ue estes fizeram guerra a Bera, rei de Sodoma,
a Birsa, rei de G om orra, a Sinabe, rei de Admá, e a
Semeber, rei de Zeboim, e ao rei de Belá (esta é Zoar).
3Todos estes se ajuntaram no vale de Sidim (que é
o M ar Salgado).
■•Doze anos haviam servido a Q uedorlaom er, mas
ao décim o terceiro ano rebelaram -se.
5E ao décim o q uarto ano veio Q uedorlaom er, e os
M
M elq u ised eq u e abençoa Abrão
l8E M elquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vi­
nho; e era este sacerdote do D eus Altíssimo.
« = S fíES™ f™ APOLOGÉTICA: A Bíblia declara que o sacerdócto de Melquisedeque se cumpnu na pessoa do Senhor Je­
sus, e que esse sacerdócio nâo tem sucessor, é Intransferível. Não
existe evidência bíblica de que Jesus tenha passado o sacerdócio
de Melquisedeque para outra pessoa. De fato, Hebreus 7.23 de-
Melquisedeque [... J era este sacerdote do Deu. Altíssimo
(14 im
.
Mormonlamo. Alegapossuirosacerdócio de Melquisedeqiie,
H k considerado o maior, para executar os trabalhos sagrados.
21
GÊNESIS 14,15,16
,9E abençoou-o, e disse: Bendito seja A brão pelo
Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra;
iuE b en d ito seja o D eus Altíssimo, que entregou
os teus inim igos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o
dízim o de tudo.
21E o rei de Sodom a disse a Abrão: D á-m e a m im as
pessoas, e os bens tom a para ti.
22Abrão, p orém , disse ao rei de Sodom a: Levantei
m in h a m ão ao S e n h o r, o D eus Altíssim o, o Pos­
suidor dos céus e da terra,
23Jurando que desde um fio até à correia de um sa­
pato, não tomarei coisa algum a de tu d o o que é teu;
para que não digas: Eu enriqueci a Abrão;
“ Salvo tão-som ente o que os jovens com eram , e a
p arte que toca aos hom ens que com igo foram , Aner,
Escol e M anre; estes que tom em a sua parte.
D eus a n im a Abrão e p rom ete-lhe u m filh o
DEPOIS destas coisas veio a palavra do
S e n h o r a Abrão em visão, dizendo: N ão te­
mas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssim o
galardão.
■’Então disse Abrão: Senhor D eus, que m e hás de dar,
pois ando sem filhos, e o m ordom o da m inha casa é o
dam asceno Eliézer?
3Disse m ais Abrão: Eis que não m e tens dado
filhos, e eis que um nascido na m in h a casa será o
m eu herdeiro.
4E eis que veio a palavra do S e n h o r a ele dizendo:
Este não será o teu herdeiro; m as aquele que de tuas
en tran h as sair, este será o teu herdeiro.
’E ntão o levou fora, e disse: O lha agora para os
céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disselhe: Assim será a tua descendência.
'’E creu ele no S e n h o r, e im putou-lhe isto por justiça.
7Disse-lhe mais: Eu sou o S e n h o r, que te tirei de Ur
dos caldeus, para dar-te a ti esta terra, para herdá-la.
um a cabra de três anos, e u m carneiro de três anos,
um a rola e um pom binho.
10E trouxe-lhe todos estes, e p artiu -o s pelo meio, e
pôs cada parte deles em frente da outra; m as as aves
não partiu.
" E as aves desciam sobre os cadáveres; Abrão,
porém , as enxotava.
,2E pondo-se o sol, u m profu n d o sono caiu sobre
Abrão; e eis que grande espanto e grande escuridão
caiu sobre ele.
1’Então disse a Abrão: Saibas, de certo, qu e p ere­
grina será a tua descendência em terra alheia, e será
reduzida à escravidão, e será afligida p o r q u a tro ­
centos anos,
14Mas tam bém eu julgarei a nação, à qual ela tem de
servir, e depois sairá com grande riqueza.
I5E tu irás a teus pais em paz; em bo a velhice serás
sepultado.
16E a quarta geração tornará para cá; porque a m edi­
da da injustiça dos am orreus não está ainda cheia.
D eus fa z tuna aliança co m A brão
,7E sucedeu que, posto o sol, houve escuridão, e
eis um forno de fum aça, e u m a to ch a de fogo, que
passou p o r aquelas m etades.
'"N aquele m esm o dia fez o S e n h o r u m a aliança
com Abrão, dizendo: À tu a descendência tenho
dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande
rio Eufrates;
,9E o queneu, e o quenezeu, e o cadm oneu,
2UE o heteu, e o perizeu, e os refains,
21E o am orreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu.
A g a r é dada por m u lh e r a Abrão
ORA Sarai, m u lh er de Abrão, não lhe dava
filhos, e ele tin h a u m a serva egípcia, cujo
nom e era Agar.
2E disse Sarai a Abrão: Eis que o S e n h o r m e tem im pe­
dido de dar à luz; toma, pois, a m inha serva; porventu­
ra terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai.
3
Assim to m o u Sarai, m u lh er de Abrão, a Ag
8E d isse ele: S e n h o r D eus , c o m o sa b e re i q u e h e i d e
h e rd á -la ?
9E disse-lhe: Tom a-m e um a bezerra de três anos, e
clara que os judeus tiveram uma sucessão de sacerdotes, devi­
do à morte de cada um deles. Entretanto, o versículo 24 decla­
ra quanto a Jesus: "Mas este, porque permanece eternamente,
tem um sacerdócio perpétuo*. Esta é a razão pela qual não pre­
cisamos de sacerdotes da ordem de Melquisedeque. Jesus Cris­
to é o único sacerdote de que necessitamos. Sendo sacerdo­
te eterno, da ordem de Melquisedeque, "pode também salvar
perfeitamente os que por ele se chegam a Deus. vivendo sempre
para interceder por eles’ (v. 25).
Tomou Sarai, mulher de Abrão, a Agar egfpcla,
sua serva, e deu-a por mulher
(16.3)
"v
Mormonlsmo. Aceitou, durante muitos anos, a poligamia,
» alegando que Joseph Smith havia recebido uma revelação
do Senhor de que o casamento polígamo era a vontade de Deus
para os seus seguidores. Hoje, admite esse tipo de união como
plano divino para o homem glorificado.
22
GÊNESIS 16,17
egípcia, sua serva, e deu-a po r m ulher a Abrão seu
m arido, ao fim de dez anos que Abrão habitara na
terra de Canaã.
4E ele possuiu a Agar, e ela concebeu; e vendo ela
que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus
olhos.
’Então disse Sarai a Abrão: M eu agravo seja sobre
ti; m inha serva pus eu em teu regaço; vendo ela ago­
ra que concebeu, sou m enosprezada aos seus olhos;
o S enhor julgue entre m im e ti.
6E disse A brão a Sarai: Eis que tua serva está na tua
mão; faze-lhe o que bom é aos teus olhos. E afligiu-a
Sarai, e ela fugiu de sua face.
7E o anjo do S f.n ho r a achou ju n to a um a fonte de
água no deserto, ju n to à fonte n o cam inho de Sur.
8E disse: Agar, serva de Sarai, d onde vens, e para
onde vais? E ela disse: Venho fugida da face de Sarai
m inha senhora.
9Então lhe disse o anjo do S en h o r : T orna-te para
tu a senhora, e hum ilha-te debaixo de suas mãos.
10Disse-lhe m ais o anjo do S en h o r : M ultiplicarei
sob rem a-neira a tua descendência, que não será
contada, po r num erosa que será.
"D isse-lhe tam bém o anjo do S e n h o r : Eis que
concebeste, e darás à luz u m filho, e cham arás o
seu nom e Ismael; p o rquanto o S en h or ouviu a tua
aflição.
I2E ele será hom em feroz, e a sua m ão será contra
todos, e a m ão de todos contra ele; e habitará diante
da face de todos os seus irm ãos.
13E ela cham ou o nom e do S enhor , que com ela fa­
lava: Tu és Deus que m e vê; porque disse: N ão olhei
eu tam bém para aquele que m e vê?
&
MPor isso se cham a aquele poço de Beer-Laai-Rói;
eis que está entre Cades e Berede.
1 ’E Agar deu à luz um filho a Abrão; e Abrão cha­
m o u o n o m e do seu filho que Agar tivera, Ismael.
I6E era Abrão da idade de oiten ta e seis anos, q u an ­
do Agar d eu à luz Ismael.
D eus m u d a o n o m e d e Abrão
1 ^ SENDO, pois, A brão da idade de noventa
A / e nove anos, apareceu o S en h or a Abrão, e
disse-lhe: Eu sou o D eus Todo-Poderoso, anda em
m inha presença e sê perfeito.
2E porei a m in h a aliança en tre m im e ti, e te m ulti­
plicarei grandissim am ente.
JEntão caiu Abrão sobre o seu rosto, e falou Deus
com ele, dizendo:
4Q uan to a m im , eis a m in h a aliança contigo: serás
o pai de m uitas nações;
5E não se cham ará m ais o teu n o m e Abrão, m as
A braão será o teu nom e; p orque p o r pai de m ui-tas
nações te ten h o posto;
6E te farei frutificar grandissim am ente, e de ti farei
nações, e reis sairão de ti;
7E estabelecerei a m in h a aliança en tre m im e ti e a
tua descendência depois de ti em suas gerações, por
aliança p erpétua, para te ser a ti p o r D eus, e à tu a
descendência depois de ti.
8E te darei a ti e à tua descendência depois de ti, a
terra de tuas peregrinações, to d a a te rra de Canaã
em perpétua possessão e ser-lhes-ei o seu Deus.
"'Disse m ais D eus a Abraão: Tu, porém , guardarás
a m inha aliança, tu, e a tu a descendência depois de
ti, nas suas gerações.
Islamismo. Cita o texto em estudo para apoiar a prática
da poligamia.
e Salomão, apesar de poligamos, foram abençoados por causa
da graça de Deus. Aliás, a Bíblia registra o alto preço da poliga­
mia de Salomão (1 Rs 11.4).
Em Mateus 19.4-6 e Marcos 10.6-9, Jesus cita o relato da cria­
ção da mulher e a Instituição do matrimónio (2.22-25) como fun­
damentos para o casamento monogámico. Conforme as pala­
vras de Jesus, em Marcos 7.7-9, as tradições humanas não po­
dem invalidar o mandamento de Deus. A monogamia fundamenta-se no mandamento de Deus. Já a poligamia, nas tradi­
ções humanas.
Os relatos bíblicos de poligamia descrevem costumes ou tradi­
ções de origem humana. 0 casamento monogámico tem sua raiz
no mandamento de Deus; ou seja, na vontade revelada do Cria­
dor, que, depois de ter criado o homem, deu-lhe "uma mulher e
disse já não serão dois, mas uma só carne" (2.22-24; Mc 10.8).
Não é boa prática cristã transformar em mandamentos os exem­
plos registrados na Bíblia para nosso ensino e admoestação (Rm
15.4,1Co 10.11 ;2Tm 3.16. V.tb. 1Rs11.3).
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A poligamia, união de um ho­
mem com várias mulheres, nâo deve ser confundida com o
adultério, que Implica cobiça e/ou relacionamento sexual com a
mulher do próximo. A Escritura registra alguns casos de poligamia,
inclusive de homens abençoados por Oeus, como patriarcas e reis
de Israel. O relato da poligamia no Antigo Testamento tem sido usa­
do pelos defensores dessa prática. Algumas vezes, sua origem era
a Infertilidade das esposas, como no caso de Abraão e Jacó (6.1-4;
30.1-5). Em outras, era as alianças políticas com reis estrangeiros,
seladas com casamentos, como no caso de Salomão (1 Rs 11.1).
Questiona-se a bênção divina sobre as pessoas que viviam de
modo diverso do que Deus ordenou. Deus. porém, abençoa as
pessoas não pelo fato de elas estarem aquém de seu ideal, mas a
despeito disso. Muitos homens não deixaram de ser abençoados
porterem adquirido outras esposas, mas por outros motivos. Davi
23
GÊNESIS 17,18
1 °Esta é a m inha aliança, que guardareis entre m im aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e fáe vós, e a tua descendência depois de ti: Q ue todo o lo-ei m ultiplicar grandissim am ente; doze príncipes
gerará, e dele farei u m a grande nação.
hom em entre vós será circuncidado.
2IA m in h a aliança, p o rém , estabelecerei com
11E circuncidareis a carne do vosso prepúcio; e isto
Isaque, o qual Sara d ará à luz neste tem p o d e­
será p o r sinal da aliança entre m im e vós.
120 filho de oito dias, pois, será circuncidado, todo term inado, no ano seguinte.
22Ao acabar de falar com Abraão, su b iu D eus de
o ho m em nas vossas gerações; o nascido na casa, e o
com prado p o r dinheiro a qualquer estrangeiro, que diante dele.
não fo r da tu a descendência.
A in stitu içã o da circuncisão
' ’C om efeito será circuncidado o nascido em tua
2íEntão to m o u A braão a seu filho Ismael, e a todos
casa, e o com prado po r teu dinheiro; e estará a m i­
os nascidos na sua casa, e a todos os com prados
nh a aliança na vossa carne por aliança perpétua.
I4E o hom em incircunciso, cuja carne do prepúcio p o r seu dinheiro, to d o o ho m em en tre os da casa
não estiver circuncidada, aquela alm a será extirpa­ de Abraão; e circuncidou a carne do seu prepúcio,
naquele m esm o dia, com o Deus falara com ele.
da do seu povo; quebrou a m inha aliança.
24E era Abraão da idade de noventa e nove anos,
quando lhe foi circuncidada a carne do seu prepúcio.
D eus m u d a o n o m e de Sarai
2’E Ismael, seu filho, era da idade de treze anos, quan­
1’Disse D eus m ais a A braão: A Sarai tua m ulher
não cham arás mais pelo no m e de Sarai, m as Sara do lhe foi circuncidada a carne do seu prepúcio.
26Naquele m esm o dia foram circuncidados Abraão
será o seu nom e.
e Ism ael seu filho,
l6Porque eu a hei de abençoar, e te darei dela um
27E todos os h o m en s da sua casa, os nascidos em
filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de
casa, e os com prados p o r dinheiro ao estrangeiro,
povos sairão dela.
l7Então caiu A braão sobre o seu rosto, e riu-se, e foram circuncidados com ele.
disse no seu coração: A um h o m em de cem anos
A p a recerem três h o m en s Abraão
há de nascer um filho? E dará à luz Sara da idade de
DEPOIS apareceu-lhe o Se n h o r nos car­
noventa anos?
valhais de M anre, estando ele assentado à
I8E disse A braão a Deus: Q uem dera que viva
po rta da tenda, no calor do dia.
Ismael diante de teu rosto!
2E levantou os seus olhos, e olhou, e eis três hom ens
I9E disse Deus: Na verdade, Sara, tu a m ulher, te
dará um filho, e cham arás o seu nom e Isaque, e com em pé ju n to a ele. E vendo-os, correu da p o rta da
ele estabelecerei a m inha aliança, por aliança perpé­ tenda ao seu encontro e inclinou-se à terra,
3E disse: M eu Senhor, se agora tenho achado graça
tua para a sua descendência depois dele.
20E quanto a Ismael, também te tenho ouvido; eis aos teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo.
fa n jo s”. em 19.1) que foram encontrar-se com Ló quanto para
o que permaneceu com Abraão (18.17; 19.28). Assim, segundo
a própria TNM, o varão que permaneceu com Abraão era Jeová
(18.22,33), e os dois varões que foram até Ló também eram Jeo­
vá (19.1,18). Além disso, aterceira pessoa do plural é empregada
no versículo 9 (“disseram") e, logo a seguir, o sujeito é o SENHOR
(ou, como traduz a TNM, Jeová), na terceira pessoa do singular.
Embora não se possa provar a doutrina da Trindade somente a
partir desta passagem, ela demonstra a possibilidade da plurali­
dade na divindade, ou seja, a manifestação de Deus (teofania) em
uma unidade composta.
Apareceu-lhe o SENHOR [...] e eis três homens
(18.1-33)
COMENTÁRIO APOLOGÉTICO: Deus se apresentou a
Abraão em três pessoas (varões, isto é, homens). A versão
de Almeida Corrigida e Revisada Fiel traduz as palavras Yáhweh
(v, 1,13,14,17,19,20,22,26,33) e Adonai (v. 3,27,30,31,32). ambas
no hebraico, por SENHOR e Senhor, respectivamente.
A Tradução do Novo Mundo das Testemunhas de Jeová usa,
tanto para o primeiro como para o segundo termo hebraico, o
nome Jeová (formado pelas consoantes de Yahweh e as vo­
gais de Adonai, a partir do costume judeu de pronunciar, ao
ler a Bíblia, o termo Adonai em lugar de Yahweh). A título de
comparação, leiam os versículos 1 e 3 nas seguintes versões:
“Apareceu-lhe o SENHOR“ (na ACF); "Jeová apareceu-lhe” (na
TNM); “ E disse: Meu Senhor" (na ACF); e “ Disse então: Jeo­
vá” (naTNM).
Ora, os mesmos termos (Yahweh: SENHOR e Adonai: Senhor.
E Jeová, na TNM) são empregados tanto para os dois homens
t
Inclinou-se à terra
(18.2)
Catolicismo Romano. A Igreja Católica usa o costume dos
orientais de prostrar-se diante de uma pessoa de posição
para justificar essa mesma prática diante das imagens dos “san­
tos" que ela mesma consagrou. O texto em referência nos infor-
24
GÊNESIS 18
4Q ue se traga já um pouco de água, e lavai os vossos
pés, e recostai-vos debaixo desta árvore;
5E trarei um bocado de pão, para que esforceis o
vosso coração; depois passareis adiante, porquanto
po r isso chegastes até vosso servo. E disseram : Assim
faze com o disseste.
fiE Abraão apressou-se em ir ter com Sara à tenda,
e disse-lhe: Amassa depressa três m edidas de flor de
farinha, e faze bolos.
7E correu A braão às vacas, e to m o u um a vitela
tenra e boa, e deu -a ao m oço, que se apressou em
prepará-la.
SE tom ou m anteiga e leite, e a vitela que tinha pre­
parado, e pôs tudo diante deles, e ele estava em pé
ju n to a eles debaixo da árvore; e com eram .
9E disseram-lhe: O nde está Sara, tu a m ulher? E ele
disse: Ei-la aí na tenda.
10E disse: Certam ente tom arei a ti por este tem po da
vida; e eis que Sara tua m ulher terá um filho. E Sara
escutava à porta da tenda, que estava atrás dele.
" E eram A braão e Sara já velhos, e adiantados
em idade; já a Sara havia cessado o costum e das
m ulheres.
12 Assim, pois, riu-se Sara consigo, dizendo: Terei
ainda deleite depois de haver envelhecido, sen-do
tam bém o m eu senhor já velho?
I3E disse o S en h o r a A braão: Por que se riu Sara,
dizendo: Na verdade darei eu à luz ainda, havendo
já envelhecido?
l4Haveria coisa algum a difícil ao S en h o r ? Ao tem ­
po determ inado tornarei a ti por este tem po da vida,
e Sara terá um filho.
I5E Sara negou, dizendo: N ão m e ri; p o rq u an to
tem eu. E ele disse: N ão digas isso, porque te riste.
Abraão intercede p o r Sodom a
23E chegou-se A braão, dizendo: D estruirás ta m ­
bém o justo com o ímpio?
24Se p o rventura houver cinqüenta justos na cida­
de, destruirás tam bém , e não pouparás o lugar p o r
causa dos cinqüenta justos que estão d entro dela?
“ Longe de ti que faças tal coisa, que m ates o justo
ma o seguinte: “E levantou [Abraão] os seus olhos, e olhou, e eis
três homens em pé junto a ele. E vendo-os, correu da porta da
tenda ao seu encontro e inclinou-se à terra'. O que não deixa de
ser mais um argumento para essa Igreja fundamentar seu ensi­
no sobre idolatria..
se (Dt 34.6). Seu alvo aparente foi prevenir a idolatria que o diabo
deseja encorajar (Jd 9).
Quanto ao texto em estudo, havia, ainda, a possibilidade de
Abraão ter entendido tratar-se de uma aparição divina, mesmo
não conhecendo a natureza triúna de Deus.
__g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Há muitos casos na Bíblia
« em que se prostrar diante de outra pessoa é aprovado, con­
forme o texto em estudo, mas o contexto é muito diferente. Primei­
ro, as pessoas se prostravam por respeito e não por reverência
ou culto. Segundo, o ato de prostrar-se foi entendido como uma
prática social e não como um rito religioso. Terceiro, a Bíblia con­
dena prostrar-se diante do anjo que esteja a serviço de Deus (Ap
22.8,9). Quarto, a Bíblia claramente condena a reverência diante
de qualquer imagem em veneração religiosa de culto ( Êx 20.4). E,
finalmente, Deus sempre agiu no sentido de evitar tal prática.
Querem ver um exemplo? Sabendo Deus que os devotos isra­
elitas poderiam ser tentados a venerar os restos mortais de Moi­
sés, o que fez? Enterrou-os em um lugar onde ninguém soubes-
Longe de ti que faças tal coisa [...] que
o justo seja como o ímpio
(18.25)
I6E levantaram -se aqueles hom ens dali, e olharam
para o lado de Sodom a; e A braão ia com eles, acom ­
panhando-os.
D eus a n u n cia a destruição de Sodom a e
G om orra
l7E disse o S en h o r : O cultarei eu a A braão o que
faço,
1 “Visto que A braão certam en te virá a ser um a
grande e p oderosa nação, e nele serão benditas
todas as nações da terra?
'’Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de
ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para
que guardem o cam inho do S enhor , para agir com
justiça e juízo; para que o S en h o r faça vir sobre
A braão o que acerca dele tem falado.
20Disse m ais o S e n h o r : P o rq u an to o clam or de
Sodom a e G o m o rra se tem m ultiplicado, e p o r­
quanto o seu pecado se tem agravado m uito,
21Descerei agora, e verei se com efeito têm pratica­
do segundo o seu clam or, que é vindo até m im ; e se
não, sabê-lo-ei.
“ E ntão viraram aqueles h om ens os rostos dali, e
foram -se p ara Sodom a; m as A braão ficou ainda em
pé diante da face do S enhor .
Espirttismo. Emprega o texto em estudo traçando um pa­
ralelo para explicar que o verdadeiro espírita e o verdadei­
ro cristão são iguais.
. g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Os defensores da doutrina
" espírita pecam por ignorar os princípios ortodoxos mais
básicos do cristianismo. E, ao se lançarem no descabido deva­
neio, acham que podem assemelhar-se aos que foram remidos
pelo sangue da aliança (1Co 6.11; Rm 5.9). O abismo de contras­
tes e divergências existentes entre o cristianismo bíblico e a pre-
25
GÊNESIS 18,19
com o ím pio; que o justo seja com o o ím pio, longe
de ti. N ão faria justiça o Juiz de toda a terra?
2í,E ntão disse o Se n h o r : Se eu em Sodom a achar
cin qüenta justos dentro da cidade, pouparei a todo
o lugar p o r am or deles.
27E respondeu A braão dizendo: Eis que agora m e
atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza.
28Se p o rv en tu ra de cinqüenta justos faltarem
cinco, destruirás p o r aqueles cinco toda a cidade?
E disse: N ão a destruirei, se eu achar ali quarenta
e cinco.
29E co n tinuou ainda a falar-lhe, e disse: Se porven­
tu ra se acharem ali quarenta? E disse: N ão o farei por
am o r dos quarenta.
’"Disse mais: O ra, não se ire o Senhor, se eu ainda
falar: Se p orventura se acharem ali trinta? E disse:
Não o farei se achar ali trinta.
31E disse: Eis que agora m e atrevi a falar ao Senhor:
Se porventura se acharem ali vinte? E disse: N ão a
destruirei po r am o r dos vinte.
32Disse mais: O ra, não se ire o Senhor, que ainda só
mais esta vez falo: Se porventura se acharem ali dez?
E disse: N ão a destruirei p or am or dos dez.
33E retirou-se o S enhor , q uando acabou de falar a
Abraão; e A braão tornou-se ao seu lugar.
Ló recebe os dois anjos e m sua casa
E VIERAM os dois anjos a Sodom a à tarde,
e estava Ló assentado à p o rta de Sodom a;
e vendo-os Ló, levantou-se ao seu encontro e inclinou-se com o rosto à terra;
2E disse: Eis agora, m eus senhores, en tra i, peçovos, em casa de vosso servo, e passai nela a noite, e
lavai os vossos pés; e de m adrugada vos levantareis
e ireis vosso cam inho. E eles disseram: N ão, antes na
rua passarem os a noite.
3E porfiou com eles m uito, e vieram com ele, e
entraram em sua casa; e fez-lhes banquete, e cozeu
bolos sem levedura, e com eram .
4E antes qu e se deitassem , cercaram a casa, os
hom ens daquela cidade, os h o m en s de Sodom a,
desde o m oço até ao velho; to d o o povo de to d o s
os bairros.
SE cham aram a Ló, e disseram -lhe: O nde estão os
hom ens que a ti vieram nesta noite? Traze-os fora a
nós, para que os conheçam os.
6Então saiu Ló a eles à porta, e fechou a p o rta atrás
de si,
7E disse: Meus irmãos, rogo-vos que não façais mal;
8Eis aqui, duas filhas tenho, que ainda não co­
nheceram hom ens; fora vo-las trarei, e fareis delas
com o bom fo r aos vossos olhos; som ente nada façais
tensa decodificação de Kardec impossibilita quaisquer tentativas
de comparações As doutrinas básicas do cristianismo sáo opos­
tas aos conceitos do espiritismo, dentre as quais podemos alis­
tar as seguintes: salvação por Cristo, deidade de Cristo, ressur­
reição, Trindade, inferno e céu. Isto posto, torna-se impraticável,
até para os verdadeiros espíritas, insistir no absurdo de comparar-se com os verdadeiros cristãos.
Traze-os fora a nós, para que os conheçamos
(19.5-8)
Homossexualismo. Os movimentos em defesa dos ho­
mossexuais (isto é, movimentos gays) afirmam que quan­
do os homens daquelas cidades pediram a Ló para conhecer os
visitantes (os dois anjos com aparência humana), não pretendiam
manter relações sexuais com eles. Dizem que, maliciosamente,
o verbo conhecer foi interpretado como sinônimo de ato sexual.
Afirmam, ainda, que o pecado de Sodoma e Gomorra foi a inospitalidade e não a homossexualidade. E baseiam este pensamen­
to no costume cananeu que garantia proteção a quem fosse re­
cebido sob um teto.
Muita coisa é alegada em favor disso a partir da frase de Ló:
“Nada façais a estes varões, porque por isso vieram à sombra do
meu telhado" (v. 8b). Por isso ele teria oferecido suas filhas para
que pudesse satisfazer a multidão zangada e. dessa forma, pro­
teger a vida dos visitantes que estavam sob seu teto.
A solicitação dos habitantes da cidade para conhecê-los se­
ria simplesmente um meio de obterem alguma informação so­
bre aqueles estranhos (19.7), já que a palavra hebraica ‘ conhe­
cer" fyadha). geralmente, não teria nenhuma conotação sexu­
al (cf. S1139.1).
Ainda que sou pó e cinza
(18.27)
Catolicismo Romano. Baseia-se nesta referência para jus­
tificar o uso de cinzas nos ritos eclesiásticos que antece­
dem a quaresma (Quarta-Feira de Cinzas).
R RESPOSTA APOLOGÉTICA: A questão primordial aqui
«=> não é exatamente a condenação ou a aprovação das cin­
zas como elemento de adoração a Deus, mas a distorção na in­
terpretação do texto. Quando Abraão fala com Deus dizendo que
era pó e cinza, estava se referindo, materialmente, ao que lhe era
peculiar, como homem: “pó", algo sem qualquer valor; "cinza",
coisa passageira. Em verdade, estava se humilhando. Em decor­
rência disso, observamos que não há cabimento, nesta referên­
cia, para que os católicos fundamentem sua tese quanto à práti­
ca ritualístlca a que se dedicam.
Ainda no Antigo Testamento, tradições como "rasgar as ves­
tes’ já haviam sido censuradas por Deus (Jl 2.12,13). Todas es­
sas práticas cerimoniais já foram abolidas pelo Senhor. Hoje, o
que Ele deseja é uma conversão interna, que transpareça exter­
namente (Is 1.11-16).
Nova Era. Alguns de seus adeptos utilizam o mesmo racio­
cínio empregado pelos grupos gays, como, por exemplo,
Matthew Fox. Acreditam que a homossexualidade é tão aceitável
ao ‘ cristo cósmico" quanto a heterossexualidade.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: É verdade que o verbo que
*=» aparece na referência em estudo é o hebraico yadha, que
26
GÊNESIS 19
a estes hom ens, p orque p o r isso vieram à som bra
do m eu telhado.
9Eles, porém , disseram: Sai daí. D isseram mais:
Com o estrangeiro este indivíduo veio aqui habitar, e
quereria ser juiz em tudo? Agora te faremos mais mal
a ti do que a eles. E arrem essaram -se sobre o hom em ,
sobre Ló, e aproxim aram -se para arrom bar a porta.
1 “Aqueles hom ens porém estenderam as suas mãos
e fizeram en trar a Ló consigo na casa, e fecharam a
porta;
UE feriram de cegueira os hom ens que estavam à
po rta da casa, desde o m enor até ao m aior, de m a­
neira que se cansaram para achar a porta.
l2Então disseram aqueles hom ens a Ló: Tens
alguém m ais aqui? Teu genro, e teus filhos, e tuas
filhas, e todos quantos tens nesta cidade, tira-os fora
deste lugar;
MPorque nós vam os d estru ir este lugar, porque
o seu clam or tem au m en tad o diante da face do
Senho r , e o S e nho r nos enviou a destruí-lo.
l4Então saiu Ló, e falou a seus genros, aos que h a­
viam de tom ar as suas filhas, e disse: Levantai-vos,
saí deste lugar, po rq u e o Se n h o r há de d estru ir a
cidade. Foi tido porém po r zom bador aos olhos de
seus genros.
,SE ao am anhecer os anjos ap ertaram com Ló,
dizendo: Levanta-te, tom a tu a m ulher e tuas duas
filhas que aqui estão, para que não pereças na injus­
tiça desta cidade.
l6Ele, porém , dem orava-se, e aqueles hom ens lhe
pegaram pela m ão, e pela m ão de sua m ulher e de
suas duas filhas, sendo-lhe o Se n h o r m isericordio­
so, e tiraram -no, e p useram -no fora da cidade.
I7E aconteceu que, tirando-os fora, disse: Escapate p o r tua vida; não olhes para trás de ti, e não pares
em toda esta cam pina; escapa lá para o m onte, para
que não pereças.
I8E Ló disse-lhe: O ra, não, m eu Senhor!
l<’Eis que agora o teu servo tem achado graça aos
teus olhos, e engrandeceste a tua m isericórdia que
a m im m e fizeste, para guardar a m in h a alm a em
vida; m as eu não posso escapar no m onte, para que
porventura não m e apanhe este mal, e eu m orra.
20Eis que agora aquela cidade está perto, para fugir
D estruição de S odom a e G om orra
24E ntão o Se n h o r fez chover enxofre e fogo, do
Se n h o r desde os céus, sobre Sodom a e G om orra;
2,E d estruiu aquelas cidades e toda aquela cam pi­
na, e todos os m oradores daquelas cidades, e o que
nascia da terra.
26E a m u lh er de Ló o lhou para trás e ficou conver­
tida nu m a estátua de sal.
27E A braão levantou-se aquela m esm a m anhã, de
m adrugada, e foi p ara aquele lugar o n d e estivera
diante da face do Se n h o r ;
28E o lhou para Sodom a e G o m o rra e p ara toda a
terra da cam pina; e viu, que a fum aça da terra subia,
com o a de um a fornalha.
29E aconteceu que, d estruindo D eus as cidades da
cam pina, lem brou-se D eus de Abraão, e tiro u a Ló
do m eio da destruição, d erru b an d o aquelas cidades
em que Ló habitara.
30E subiu Ló de Zoar, e habitou no m onte, e as suas
duas filhas com ele; p o rq u e tem ia h abitar em Zoar; e
habitou n u m a caverna, ele e as suas duas filhas.
3lEntão a prim ogênita disse à m enor: Nosso pai já
é velho, e não há hom em na terra que entre a nós,
segundo o costum e de toda a terra;
32Vem, dem os de beber v inho a nosso pai, e deitem o-n o s com ele, para que em vida conservem os a
descendência de nosso pai.
33E deram de beber vinho a seu pai naquela noite;
e veio a p rim ogênita e deitou-se com seu pai, e não
sentiu ele q u an d o ela se d eito u , n em q u an d o se
levantou.
34E suced eu , n o o u tro dia, q u e a p rim o g ê n ita
disse à m en o r: Vês aq u i, eu já o n te m à n o ite m e
tem vários significados (segundo os especialistas, ele aparece
mais de 900 vezes no Antigo Testamento). E aqui, neste caso,
tem conotação sexual, porque a resposta de Ló, oferecendo suas
duas filhas virgens, aponta nesta direção (v. 8).
Em verdade, aqueles não queriam as mulheres, antes, estavam
dominados pelo desejo homossexual. O Novo Testamento (Cf.
Jd 7) confirma que sua intenção era realmente a violação homos­
sexual. Os textos de 2Pe 2.7-10 e 1Tm 1.8-10 listam diversas vio­
lações da lei e colocam os sodomitas lado a lado com os parrici­
das. matricidas e roubadores de homens.
27
para lá, e é pequena; ora, deixe-m e escapar para lá
(não é pequena?), para que m in h a alm a viva.
2IE disse-lhe: Eis aqui, ten h o -te aceitado tam bém
neste negócio, p ara não d estru ir aquela cidade, de
que falaste;
22Apressa-te, escapa-te para ali; p orque nada pode­
rei fazer, enqu an to não tiveres ali chegado. Por isso
se cham ou o no m e da cidade Zoar.
23Saiu o sol sobre a te rra, q u an d o Ló en tro u em
Zoar.
GÊNESIS 19,20,21
11E disse A braão: Porque eu dizia com igo: Cer­
tam en te não há te m o r de D eus neste lugar, e eles
m e m atarão p o r causa da m inha m ulher.
12E, na verdade, é ela tam bém m inha irm ã, filha de
m eu pai, m as não filha da m inha mãe; e veio a ser
m inha m ulher;
I3E aconteceu que, fazendo-m e Deus sair errante
da casa de m eu pai, eu lhe disse: Seja esta a graça que
m e farás em to d o o lugar aonde chegarm os, dize de
m im : É m eu irm ão.
14Então to m o u A bim eleque ovelhas e vacas, e ser­
vos e servas, e os deu a Abraão; e restituiu-lhe Sara,
sua mulher.
15E disse A bim eleque: Eis que a m in h a te rra está
diante da tu a face; h abita o nde fo r b o m aos teus
olhos.
I6E a Sara disse: Vês que tenho dado ao teu irm ão
m il moedas de prata; eis que ele te seja p o r véu dos
olhos para com todos os que contigo estão, e até para
com todos os outros; e estás advertida.
I7E oro u A braão a Deus, e sarou Deus a Abimele­
que, e à sua m ulher, e às suas servas, d e m a-neira que
tiveram filhos;
l8P orque o Se n h o r havia fechado totalm ente todas
as m adres da casa de Abimeleque, p o r causa de Sara,
m ulher de Abraão.
deitei com m eu pai; d em o s-lh e de beb er v inho
tam b ém esta noite, e então en tra tu, d eita-te com
ele, p ara que em vida conservem os a descendência
de nosso pai.
,SE deram de beber vinho a seu pai tam bém naque­
la noite; e levantou-se a m enor, e deitou-se com ele;
e não sentiu ele quando ela se deitou, nem q uando
se levantou.
36E conceberam as duas filhas de Ló de seu pai.
,7E a prim ogênita deu à luz um filho, e cham ou-lhe
M oabe; este é o pai dos m oabitas até ao dia de hoje.
,8E a m enor tam bém deu à luz um filho, e cham oulhe Ben-Ami; este é o pai dos filhos de A m om até o
dia de hoje.
Abraão nega q u e Sara é sua m u lh e r
E PARTIU A braão dali para a terra do sul,
e habitou entre Cades e Sur; e peregrinou
em Gerar.
2E havendo A braão dito de Sara, sua m ulher: É
m inha irm ã; enviou A bim eleque, rei de G erar, e
tom ou a Sara.
’Deus, porém , veio a A bim eleque em sonhos de
noite, e disse-lhe: Eis que m o rto serás p o r causa da
m ulher que tom aste; porque ela tem m arido.
4Mas A bim eleque ainda não se tin h a chegado a
ela; p o r isso disse: Senhor, m atarás tam bém um a
nação justa?
’N ão m e disse ele m esm o: É m inha irm ã? E ela
tam bém disse: É m eu irm ão. Em sinceridade do
coração e em pureza das m inhas m ãos tenho feito
isto.
6E disse-lhe D eus em sonhos: Bem sei eu que na
sinceridade do teu coração fizeste isto; e tam bém
eu te tenho im pedido de pecar contra m im ; po r isso
não te perm iti tocá-la.
7Agora, pois, restitui a m ulher ao seu m arido, p o r­
que profeta é, e rogará p o r ti, para que vivas; porém
se não lha restituíres, sabe que certam ente m orrerás,
tu e tu d o o que é teu.
SE levantou-se Abimeleque pela m anhã de m a d ru ­
gada, cham ou a todos os seus servos, e falou todas
estas palavras em seus ouvidos; e tem eram m uito
aqueles hom ens.
9Então cham ou A bim eleque a A braão e disse-lhe:
Q ue nos fizeste? E em que pequei co n tra ti, para
trazeres sobre o m eu reino tam an h o pecado? Tu m e
fizeste aquilo que não deverias ter feito.
'"Disse m ais Abimeleque a Abraão: Q ue tens visto,
para fazer tal coisa?
O n a scim en to d e Isaque
E O Senho r visitou a Sara, com o tinha dito; e
fez o Se nho r a Sara com o tinha prom etido.
2E concebeu Sara, e deu a Abraão u m filho na sua
velhice, ao tem po determ inado, que D eus lhe tin h a
falado.
■'E Abraão pôs n o filho que lhe nascera, que Sara lhe
dera, o no m e de Isaque.
4E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando
era da idade de oito dias, com o D eus lhe tin h a o r­
denado.
5E era A braão da idade de cem anos, q u an d o lhe
nasceu Isaque seu filho.
6E disse Sara: D eus m e tem feito riso; todo aquele
que o ouvir se rirá comigo.
7Disse mais: Q uem diria a A braão que Sara daria
de m a m ar a filhos? Pois lhe dei u m filho n a sua
velhice.
8E cresceu o m en in o , e foi desm am ado; então
A braão fez u m g ran d e b an q u ete n o dia em que
Isaque foi desm am ado.
9E viu Sara que o filho de Agar, a egípcia, o qual
tinha dado a Abraão, zombava.
28
GÊNESIS 21,22
l0E disse a Abraão: Ponha fora esta serva e o seu
filho; porque o filho desta serva não herdará com
Isaque, m eu filho.
" E pareceu esta palavra m u ito m á aos olhos de
Abraão, po r causa de seu filho.
l2Porém Deus disse a A braão: N ão te pareça mal
aos teus olhos acerca do m oço e acerca da tu a serva;
em tu d o o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em
Isaque será cham ada a tua descendência.
l3Mas tam bém do filho desta serva farei um a n a­
ção, p o rquanto é tu a descendência.
com A braão, dizendo: D eus é contigo em tu d o o
que fazes;
23Agora, pois, ju ra-m e aq u i p o r D eus, que não
m entirás a m im , nem a m eu filho, n em a m eu neto;
segundo a beneficência que te fiz, m e farás a m im , e
à terra onde peregrinaste.
24E disse Abraão: Eu jurarei.
25A braão, p o rém , rep reen d eu a A bim eleque p o r
causa de u m poço de água, que os servos de A bim e­
leque haviam to m ad o à força.
26E ntão disse A bim eleque: Eu não sei quem fez
isto; e tam bém tu não m o fizeste saber, nem eu o
ouvi senão hoje.
27E to m o u A braão ovelhas e vacas, e deu-as a Abi­
m eleque; e fizeram am bos um a aliança.
28Pôs A braão, p o rém , à p arte sete cordeiras do
rebanho.
2,E A bimeleque disse a Abraão: Para que estão aqui
estas sete cordeiras, que puseste à parte?
30E disse: Tomarás estas sete cordeiras de minha mão,
para que sejam em testemunho que eu cavei este poço.
3lPor isso se ch am o u aquele lugar Berseba, p o r­
quanto am bos ju raram ali.
32Assim fizeram aliança em Berseba. D epois se
levantou A bim eleque e Ficol, príncipe do seu exér­
cito, e to rn aram -se p ara a terra dos filisteus.
33E plan to u um bosque em Berseba, e invocou lá o
nom e do Se nho r , Deus eterno.
34E p ereg rin o u A braão n a terra dos filisteus m u i­
tos dias.
A despedida d eA g a r e Ism ael
14Então se levantou A braão pela m an h ã de m a­
drugada, e to m o u pão e u m odre de água e os deu
a Agar, p o ndo-os sobre o seu om bro; tam bém lhe
deu o m enino e despediu-a; e ela partiu, andando
errante no deserto de Berseba.
' ’E consum ida a água do odre, lançou o m enino
debaixo de um a das árvores.
I6E foi assentar-se em frente, afastando-se à dis­
tância de um tiro de arco; porque dizia: Q ue eu não
veja m o rre r o m enino. E assentou-se em frente, e
levantou a sua voz, e chorou.
I7E ouviu D eus a voz do m enino, e b radou o anjo
de Deus a Agar desde os céus, e disse-lhe: Q ue tens,
Agar? N ão temas, p orque D eus ouviu a voz do m e­
n ino desde o lugar onde está.
18Ergue-te, levanta o m enino e pega-lhe pela mão,
porque dele farei u m a grande nação.
19E abriu-lhe Deus os olhos, e viu um poço de água; e
foi encher o odre de água, e deu de beber ao menino.
20E era Deus com o m enino, que cresceu; e habitou
no deserto, e foi flecheiro.
2IE hab itou no deserto de Parã; e sua m ãe tom oulhe m ulher da terra do Egito.
D eus m a n d a A braão m a ta r seu filh o Isaque
E ACONTECEU depois destas coisas, que
provou D eus a Abraão, e disse-lhe: Abraão!
E ele disse: Eis-m e aqui.
2E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho,
Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de M oriá, e ofe­
rece-o ali em holocausto sobre u m a das m ontanhas,
que eu te direi.
3Então se levantou A braão pela m an h ã de m adru-
A b im eleq u e fa z u m a aliança com Abraão
22E aconteceu naquele m esm o tem po que A bim e­
leque, com Ficol, príncipe do seu exército, falou
Toma o teu filho e oferece-o ali em holocausto
(22.1-18)
crifício, estava provando a fé e a obediência do patriarca. Isaque
não foi imolado, pois Deus já havia providenciado o carneiro do
holocausto em substituição e resgate de sua vida.
O caso de Isaque é um paralelo com a oferta que Deus faz de
seu Filho unigénito, Jesus Cristo, como prova de seu amor e em
resgate propiciatório ou vicário de toda a humanidade (Jo 3.16).
No que diz respeito à revelação de Deus no Antigo Testamento,
Jesus não fez diferença entre o Pai que o enviara e o Deus de Is­
rael, revelado no Antigo Testamento.
Por exemplo, em Mateus 22.37, Jesus reitera o ensino do Anti­
go Testamento, mais especificamente de Deuteronômio 6.5. de
Grupos religiosos marclonlstas. Para Marciáo, o Deus do
Antigo Testamento era mau e o Deus do Novo Testamen­
to bom. A referência em estudo é usada por essa seita para ne­
gar que o Deus de Israel, tal como revelado no Antigo Testamen­
to, era o verdadeiro Deus.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Para os cristãos, esta passa­
gem não apresenta dificuldades. É óbvio e claro que Deus,
ao pedir a Abraão para oferecero seu próprio filho, Isaque. em sa­
29
GÊNESIS 22,23
gada, e albardou o seu jum ento, e to m o u consigo
dois de seus m oços e Isaque seu filho; e cortou lenha
para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que
D eus lhe dissera.
"Ao terceiro dia levantou A braão os seus olhos, e
viu o lugar de longe.
5E disse A braão a seus moços: Ficai-vos aqui com
o jum ento, e eu e o m oço irem os até ali; e havendo
adorado, tornarem os a vós.
6E to m o u A braão a lenha do holocausto, e pô-la
sobre Isaque seu filho; e ele to m o u o fogo e o cutelo
na sua mão, e foram am bos juntos.
7Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu
pai! E ele disse: Eis-me aqui, m eu filho! E ele disse:
Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro
para o holocausto?
8E disse A braão: D eus proverá p ara si o cordeiro
para o holocausto, m eu filho. Assim cam inharam
am bos juntos.
9E chegaram ao lugar que Deus lhe dissera, e edi­
ficou A braão ali um altar e pôs em ordem a lenha, e
am arrou a Isaque seu filho, e deitou-o sobre o altar
em cim a da lenha.
10E estendeu A braão a sua m ão, e to m o u o cutelo
para im olar o seu filho;
11 Mas o anjo do S enhor lhe bradou desde os céus, e
disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-m e aqui.
l2Então disse: N ão estendas a tu a m ão sobre o
m oço, e não lhe faças nada; p o rq u an to agora sei
que tem es a Deus, e não m e negaste o teu filho, o
teu único filho.
l3Então levantou A braão os seus olhos e olhou; e
eis u m carneiro detrás dele, travado pelos seus chi­
fres, n u m m ato; e foi Abraão, e to m o u o carneiro, e
ofereceu-o em holocausto, em lugar de seu filho.
HE cham ou A braão o no m e daquele lugar: o S e ­
n h o r proverá ; donde se diz até ao dia de hoje: No
m onte do S enhor se proverá.
l5E ntão o anjo do S en h o r b rad o u a A braão pela
segunda vez desde os céus,
16E disse: Por m im m esm o jurei, diz o S en h o r :
Porquanto fizeste esta ação, e não m e negaste o teu
filho, o teu único filho,
l7Q ue deveras te abençoarei, e grandissim am ente
m ultiplicarei a tu a descendência com o as estrelas
dos céus, e com o a areia que está na praia do m ar;
e a tua descendência possuirá a p o rta dos seus ini­
migos;
IHE em tu a descendência serão ben d itas todas as
nações da terra; p o rq u a n to obedeceste à m in h a
voz.
' ‘‘Então A braão to rn o u aos seus m oços, e levan­
taram -se, e foram ju n to s p ara Berseba; e A braão
habitou em Berseba.
20E sucedeu depois destas coisas, que anunciaram
a Abraão, dizendo: Eis que tam bém Milca deu filhos
a N aor teu irm ão.
2lUz o seu prim ogênito, e Buz seu irm ão, e Q uem uel, pai de Arã,
22E Quésede, e Hazo, e Pildas, e Jidlafe, e Betuel.
23E Betuel gerou Rebeca. Estes oito deu à luz Milca
a Naor, irm ão de Abraão.
2,,E a sua concubina, cujo nom e era Reum á, ela lhe
deu tam bém a Tebá, Gaã, Taás e Maaca.
que devemos amar a Deus "de toda a tua alma e de todo o teu
coração". O próprio Antigo Testamento ensina que os sacrifícios
humanos são abomináveis aos olhos de Deus {Lv 18.21; 20.1 -5;
2Rs 23.10; Jr 32.35).
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A análise dos atinentesa este
episódio é suficiente para rechaçar a idéia ceticista. Embora
Deus tenha efetivamente requerido que Abraão imolasse seu filho,
Isaque, o Senhor agiu dessa forma com propósitos que até hoje
surtem efeitos (Mt 10.37). Obviamente que Deus, em sua presciên­
cia, sabia a posição de Abraão diante de tal determinação. Atendi­
do o pleito divino até o momento crucial, o próprio Deus, por inter­
médio de seu anjo, impediu o holocausto (22.11,12), o que é uma
demonstração de que esse tipo de procedimento não lhe apraz.
Ceticismo. Coteja este versículo e Levítico 18.21, dos quais
alega colher contradição, ao afirmar que a Bíblia ao mes­
mo tempo apresenta textos que retratam Deus requerendo sa­
crifícios humanos e textos em que este mesmo Deus proíbe tais
sacrifícios.
30
A m o rte de Sara
E FOI a vida de Sara cento e v in te e sete
anos; estes foram os anos da vida de Sara.
2E m orreu Sara em Q uiriate-A rba, que é H ebrom ,
na terra de Canaã; e veio A braão lam en tar Sara e
chorar p o r ela.
'D epois se levantou A braão de diante de sua m o r­
ta, e falou aos filhos de Hete, dizendo:
4E strangeiro e peregrino sou en tre vós; dai-m e
possessão de sepultura convosco, p ara que eu sepul­
te a m inha m o rta de diante da m inha face.
5E responderam os filhos de Hete a Abraão, dizendo-lhe:
"O uve-nos, m eu senhor; príncipe poderoso és no
m eio de nós; en terra a tu a m o rta na mais escolhida
de nossas sepulturas; n en h u m de nós te vedará a sua
sepultura, para en terrar a tu a m orta.
GÊNESIS 23,24
7Então se levantou Abraão, inclinou-se diante do
povo da terra, diante dos filhos de Hete,
8E falou com eles, dizendo: Se é de vossa vontade
que eu sepulte a m inha m o rta de diante de m inha
face, ouvi-m e e falai p o r m im a Efrom , filho de
Zoar,
9Q ue ele m e dê a cova de M acpela, que ele tem no
fim do seu cam po; que m a dê pelo devido preço em
herança de sepulcro no m eio de vós.
l0O ra Efrom habitava no m eio dos filhos de Hete; e
respondeu Efrom, heteu, a Abraão, aos ouvidos dos
filhos de Hete, de todos os que entravam pela porta
da sua ridade, dizendo:
"N ã o , m eu senhor, ouve-m e: O cam po te dou,
tam bém te d ou a cova que nele está, diante dos
olhos dos filhos do m eu povo ta dou; sepulta a tua
m orta.
12Então A braão se inclinou diante da face do povo
da terra,
13E falou a Efrom , aos ouvidos do povo da terra,
dizendo: Mas se tu estás por isto, ouve-m e, peço-te.
O preço do cam po o darei; tom a-o de m im e sepul­
tarei ali a m inha m orta.
I4E respondeu Efrom a Abraão, dizendo-lhe:
lsM eu senhor, ouve-m e, a terra é de quatrocentos
siclos de prata; que é isto entre m im e ti? Sepulta a
tua m orta.
16E Abraão deu ouvidos a Efrom , e A braão pesou a
Efrom a prata de que tinh a falado aos ouvidos dos
filhos de Hete, quatrocentos siclos de prata, corren­
te entre m ercadores.
,7Assim o cam po de Efrom, que estava em M acpe­
la, em frente de M anre, o cam po e a cova que nele
estava, e todo o arvoredo que no cam po havia, que
estava em todo o seu contorno ao redor,
l8Se confirm ou a A braão em possessão diante dos
olhos dos filhos de Hete, de todos os que entravam
pela po rta da cidade.
I9E depois sepultou A braão a Sara sua m ulher na
cova do cam po de Macpela, em frente de M anre, que
é H ebrom , na terra de Canaã.
“ Assim o cam po e a cova que nele estava foram
confirm ados a A braão, pelos filhos de H ete, em
possessão de sepultura.
A braão nuznda seu servo buscar u m a m u lh e r
para isaque
E ERA A braão já velho e adiantado em ida­
de, e o S f.n h o r havia abençoado a A braão
em tudo.
-E disse A braão ao seu servo, o m ais velho da casa,
que tin h a o governo sobre tu d o o que possuía: Põe
agora a tu a m ão debaixo da m in h a coxa,
’Para que eu te faça ju ra r pelo S en h or D eus dos
céus e D eus da terra, que não to m arás para m eu
filho m ulher das filhas dos cananeus, no m eio dos
quais eu habito.
4Mas que irás à m in h a te rra e à m inha parentela, e
dali tom arás m u lh er para m eu filho Isaque.
5E disse-lhe o servo: Se p o rv en tu ra não quiser
seguir-m e a m ulher a esta terra, farei, pois, to rn ar o
teu filho à terra d onde saíste?
6E A braão lhe disse: G uarda-te, que não faças lá
to rn ar o m eu filho.
70 S en h or Deus dos céus, que m e to m o u da casa
de m eu pai e da terra da m in h a parentela, e que m e
falou, e que m e ju rou, dizendo: À tu a descendência
darei esta terra; ele enviará o seu anjo adiante da tua
face, para que tom es m u lh er de lá para m eu filho.
“Se a m ulher, p o rém , não quiser seguir-te, serás
livre deste m eu ju ram en to ; som ente n ão faças lá
to rn ar a m eu filho.
9Então pôs o servo a sua m ão debaixo da coxa de
A braão seu senhor, e ju ro u -lh e sobre este negócio.
I0E o servo to m o u dez cam elos, dos cam elos do
seu senhor, e partiu, pois que todos os bens de seu
senhor estavam em sua m ão, e levantou-se e partiu
para M esopotâm ia, para a cidade de Naor.
Nào tomarás para meu filho mulher das filhas dos cananeus
(24.3,4)
esposas de quaisquer outros povos (Dt 7.1-3). Quanto ao episó­
dio que envolve Sansào e Dalila, a filistéia. não é correto, como
pensam os céticos, achar que Deus se agradava dessa união. En­
tretanto, o Senhor se valeu daquilo que Ele mesmo havia conce­
dido a Sansão (força sobrenatural) para que fosse usado contra
os filisteus em momento oportuno.
O povo judeu sentia-se oprimido e escravizado pelos filisteus, de
quem Sansão havia se tornado “amigo", e, poroontadisso, parecia
não haver nenhuma esperança de libertação para Israel. Mas Deus
aproveitou-se da obstinada desobediência de San são para promo­
ver entre ele e os filisteus a demanda que libertou os judeus.
Ceticismo. Confronta este versiculo com Juizes 14.4 para
fundamentar suposta contradição bíblica, uma vez que o
texto de Juizes parece admitir, com o apoio divino, a união entre
servos do Senhor e idólatras.
. g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Na referência em estudo,
«=* Abraão dá exemplo a seus descendentes para que tomas­
sem mulheres de linhagem semita e nào dos cananeus, que eram
amaldiçoados (9.24-27). Logo, os judeus nào deveriam buscar
31
GÊNESIS 24
1 'E fez ajoelhar os camelos fora da cidade, ju n to a
um poço de água, pela tarde, ao tem po que as moças
saíam a tirar água.
I2E disse: Ó Senho r , Deus de m eu senhor Abraão,
d á-m e hoje bo m encontro, e faze beneficência ao
m eu senhor Abraão!
13Eis que eu estou em pé ju n to à fonte de água e as fi­
lhas dos hom ens desta cidade saem para tirar água;
1 '’Seja, pois, que a donzela, a quem eu disser: Abaixa
agora o teu cântaro para que eu beba; e ela disser:
Bebe, e tam b ém darei de beber aos teus camelos;
esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque, e
qu e eu conheça nisso que usaste de benevolência
com m eu senhor.
O encontro co m R ebeca
l5E sucedeu que, antes que ele acabasse de falar,
eis que Rebeca, que havia nascido a Betuel, filho de
Milca, m ulher de Naor, irm ão de Abraão, saía com
o seu cântaro sobre o seu om bro.
16E a donzela era m ui form osa à vista, virgem , a
quem hom em não havia conhecido; e desceu à fon­
te, e encheu o seu cântaro e subiu.
17Então o servo correu-lhe ao encontro, e disse: Peçote, deixa-me beber um pouco de água do teu cântaro.
I8E ela disse: Bebe, m eu senhor. E apressou-se e
abaixou o seu cântaro sobre a sua m ão e deu-lhe
de beber.
I9E, acabando ela de lhe dar de beber, disse: Tirarei
tam bém água para os teus camelos, até que acabem
de beber.
20E apressou-se, e despejou o seu cântaro no bebe­
douro, e correu o u tra vez ao poço para tirar água, e
tiro u para todos os seus camelos.
2IE o hom em estava adm irado de vê-la, calandose, para saber se o Se n h o r havia prosperado a sua
jo rn ad a ou não.
22E aconteceu que, acabando os cam elos de beber,
to m o u o hom em u m p endente de o u ro de m eio
siclo de peso, e duas pulseiras para as suas m ãos, do
peso de dez siclos de ouro;
23E disse: De quem és filha? Faze-mo saber, peçote. H á tam bém em casa de teu pai lugar para nós
pousarm os?
24E ela lhe disse: Eu sou a filha de Betuel, filho de
Milca, o qual ela deu a Naor.
25D isse-lhe mais: T am bém tem os palha e m uito
pasto, e lugar para passar a noite.
2AE ntão inclinou-se aquele h om em e ad o ro u ao
Se n h o r ,
32
27E disse: Bendito seja o Se n h o r D eus de m eu se­
n h o r A braão, que não retiro u a sua benevolência
e a sua verdade de m eu senhor; q u an to a m im , o
Se n h o r m e guiou n o cam inho à casa dos irm ãos de
m eu senhor.
28E a donzela correu, e fez saber estas coisas n a casa
de sua mãe.
29E Rebeca tinha um irm ão cujo nom e era Labão, o
qual correu ao encontro daquele hom em até a fonte.
,0E aconteceu que, q u an d o ele viu o pendente, e as
pulseiras sobre as m ãos de sua irm ã, e q u an d o ouviu
as palavras de sua irm ã Rebeca, que dizia: Assim m e
falou aquele h o m em ; foi ter com o h om em , que
estava em pé ju n to aos camelos, à fonte,
31E disse: E ntra, bendito do S e n h o r ; p o r que estás
fora? pois eu já preparei a casa, e o lugar p ara os
camelos.
32Então veio aquele h o m em à casa, e desataram
os cam elos, e d eram palha e pasto aos cam elos, e
água para lavar os pés dele, e os pés dos hom ens que
estavam com ele.
3 ’D epois puseram com ida diante dele. Ele, porém ,
disse: N ão com erei, até qu e ten h a dito as m inhas
palavras. E ele disse: Fala.
34Então disse: Eu sou o servo de Abraão.
J5E o S e n h o r ab en ço o u m u ito o m eu senhor, de
m aneira que foi engrandecido, e deu-lhe ovelhas e
vacas, e prata e ouro, e servos e servas, e camelos e
jum entos.
36E Sara, a m u lh e r do m eu senhor, deu à luz um
filho a m eu senhor depois da sua velhice, e ele deulhe tu d o q u anto tem.
37E m eu senhor m e fez jurar, dizendo: N ão tom arás
m ulher para m eu filho das filhas dos cananeus, em
cuja terra habito;
’“Irás, porém , à casa de m eu pai, e à m in h a família,
e tom arás m u lh er para m eu filho.
39E ntão disse eu ao m eu senhor: P orventura não
m e seguirá a m ulher.
40E ele m e disse: O S enho r , em cuja presença tenho
andado, enviará o seu anjo contigo, e prosperará o
teu cam inho, para que tom es m ulher p ara m eu filho
da m in h a família e da casa de m eu pai;
4‘Então serás livre do m eu ju ram en to , q u an d o
fores à m in h a família; e se não te derem , livre serás
do m eu juram ento.
42E hoje cheguei à fonte, e disse: Ó Se n h o r , D eus
de m eu senhor Abraão, se tu agora prosperas o m eu
cam inho, no qual eu ando,
43Eis que estou ju n to à fonte de água; seja, pois, que
GÊNESIS 24,25
a donzela que sair para tirar água e à qual eu disser:
Peço-te, dá-m e um pouco de água do teu cântaro;
44E ela m e disser: Bebe tu e tam bém tirarei água
para os teus camelos; esta seja a m ulher que o S e­
n hor designou ao filho de m eu senhor.
45E antes que eu acabasse de falar no m eu coração,
eis que Rebeca saía com o seu cântaro sobre o seu
om bro, desceu à fonte e tiro u água; e eu lhe disse:
Peço-te, dá-m e de beber.
46E ela se apressou, e abaixou o seu cântaro de sobre si,
e disse: Bebe, e tam bém darei de beber aos teus came­
los; e bebi, e ela deu tam bém de beber aos camelos.
47E n tio lhe perguntei, e disse: De quem és filha? E
ela disse: Filha de Betuel, filho de Naor, que lhe deu
Milca. Então eu pus o p en d en te no seu rosto, e as
pulseiras sobre as suas mãos;
48E in d in a n d o -m e adorei ao S enhor , e bendisse ao
S enhor , Deus do m eu senhor Abraão, que m e havia
encam inhado pelo cam inho da verdade, para tom ar
a filha do irm ão de m eu senhor para seu filho.
49Agora, pois, se vós haveis de fazer benevolência e ver­
dade a meu senhor, fazei-mo saber; e se não, também
m o fazei saber, para que eu vá à direita, ou à esquerda.
,0Então responderam Labão e Betuel, e disseram:
D o S en h or procedeu este negócio; n ão podem os
falar-te mal o u bem .
5lEis que Rebeca está diante da tua face; tom a-a, e
vai-te; seja a m ulher do filho de teu senhor, com o
tem dito o S enhor .
,2E aconteceu que, o servo de Abraão, ouvindo as
suas palavras, inclinou-se à terra diante do S enhor .
” E tiro u o servo jóias de p rata e jóias de ouro, e
vestidos, e deu-os a Rebeca; tam bém deu coisas
preciosas a seu irm ão e à sua mãe.
,4Então com eram e beberam , ele e os hom ens que
com ele estavam, e passaram a noite. E levantaram se pela m anhã, e disse: D eixai-m e ir a m eu senhor.
55E ntão disseram seu irm ão e sua mãe: Fique a
donzela conosco alguns dias, o u pelo m enos dez
dias, depois irá.
,6Ele, porém , lhes disse: N ão m e detenhais, pois o
S enhor tem prosperado o m eu cam inho; deixai-m e
partir, para que eu volte a m eu senhor.
57 E disseram : C ham em os a donzela, e p ergunte­
mos-lho.
Rebeca co n sen te e m casar co m lsaque
5SE cham aram a Rebeca, e disseram -lhe: Irás tu
com este hom em ? Ela respondeu: Irei.
59Então despediram a Rebeca, sua irm ã, e sua ama,
e o servo de Abraão, e seus hom ens.
,>0E abençoaram a Rebeca, e disseram-lhe: Ó nossa
irmã, sê tu a m ãe de milhares de milhares, e que a tua
descendência possua a p o rta de seus aborrecedores!
6IE Rebeca se levantou com as suas m oças, e su ­
b iram sobre os cam elos, e seguiram o hom em ; e
tom ou aquele servo a Rebeca, e partiu.
62O ra, lsaque v in h a de o n d e se vem d o poço de
Beer-Laai-Rói; p orque habitava na terra do sul.
63E lsaque saíra a orar no campo, à tarde; e levantou
os seus olhos, e olhou, e eis que os camelos vinham .
MRebeca tam bém levantou seus olhos, e viu a Isaque, e desceu do camelo.
65E disse ao servo: Q uem é aquele h o m em que vem
pelo cam po ao nosso encontro? E o servo disse: Este
é m eu senhor. Então to m o u ela o véu e cobriu-se.
“ E o servo contou a lsaque todas as coisas que fizera.
67E lsaque trouxe-a para a tenda de sua mãe Sara, e
tom ou a Rebeca, e foi-lhe por mulher, e am ou-a. Assim
lsaque foi consolado depois da morte de sua mãe.
Abraão expirou [...] e foi congregado ao seu povo
(25.8)
seu povo*. Esta expressão se repete em Gênesis 49.33, por ocasião da morte de Jacó. Em que lugar Abraão e Jacó foram congregados ao seu povo, na sepultura ou no sheol (o mundo Invisível
dos mortos)? Certamente, não na sepultura, mas no sheol. Jacó
COMENTÁRIO APOLOGÉTICO: Sobre a morte de Abraão,
a referência em estudo declara:"... e foi congregado ao
A braão casa com Q u etu ra e te m filh o s dela
E ABRAÀO to m o u outra m ulher; e o seu
nom e era Q uetura;
2E deu-lhe à luz Z inrã, Jocsã, Medã, M idiã, Jisbaque e Suá.
3E Jocsã gerou Seba e D edã; e os filhos de Dedã
foram Assurim, Letusim e Leum im.
4E os filhos de M idiã foram Efá, Efer, Enoque, Abida e Elda. Estes todos foram filhos de Q uetura.
’Porém A braão deu tu d o o que tin h a a lsaque;
6Mas aos filhos das concubinas que A braão tinha,
deu A braão presentes e, vivendo ele ainda, despe­
diu-os do seu filho lsaque, enviando-os ao oriente,
para a terra oriental.
7Estes, pois, são os dias dos anos d a vida de Abraão,
que viveu cento e setenta e cinco anos.
Abraão m orre
aE A braão expirou, m o rren d o em boa velhice, ve­
lho e farto de dias; e foi congregado ao seu povo;
33
GÊNESIS 25,26
O na scim en to de Esaú e Jacó
24E cu m p rin d o -se os seus dias p ara d ar à luz, eis
gêm eos n o seu ventre.
2SE saiu o prim eiro ruivo e todo com o u m vestido
de pêlo; p or isso cham aram o seu nom e Esaú.
26E depois saiu o seu irm ão, agarrada sua m ão ao
calcanhar de Esaú; p o r isso se cham ou o seu nom e
Jacó. E era Isaque da idade de sessenta anos q uando
os gerou.
27E cresceram os m eninos, e Esaú foi ho m em p eri­
to na caça, ho m em do cam po; m as Jacó era hom em
simples, h abitando em tendas.
2“E amava Isaque a Esaú, porque a caça era de seu
gosto, m as Rebeca am ava a Jacó.
29E Jacó cozera um guisado; e veio Esaú do cam po,
e estava ele cansado;
Í0E disse Esaú a Jacó: D eixa-m e, peço-te, com er
desse g u isa d o verm elho, porque estou cansado. Por
isso se cham o u Edom .
3lE ntão disse Jacó: V ende-m e hoje a tu a p rim o -
9E Isaque e Ismael, seus filhos, sepultaram -no na
cova de M acpela, no cam po de Efrom, filho de Zoar,
heteu, que estava em frente de M anre,
luO cam po que A braão co m p rara aos filhos de
Hete. Ali está sepultado A braão e Sara, sua mulher.
ME aconteceu depois da m o rte de A braão, que
D eus abençoou a Isaque seu filho; e habitava Isaque
ju n to ao poço Beer-Laai-Rói.
Os descendentes de Ism ael
l2Estas, porém , são as gerações de Ismael filho de
Abraão, que a serva de Sara, Agar, egípcia, deu a
Abraão.
I3E estes são os nom es dos filhos de Ismael, pe­
los seus nom es, segundo as suas gerações: O p ri­
m ogênito de Ismael era Nebaiote, depois Q uedar,
Adbeel e M ibsão,
l4M isma, D um á, Massá,
15H adade, Tema, Jetur, Nafis e Q uedem á.
l6Estes são os filhos de Ismael, e estes são os seus
nom es pelas suas vilas e pelos seus castelos; doze
príncipes segundo as suas famílias.
I7E estes são os anos da vida de Ism ael, cento e
trin ta e sete anos, e ele expirou e, m orrendo, foi con­
gregado ao seu povo.
ISE h ab itaram desde H avilá até Sur, que está em
frente do Egito, com o quem vai para a Assíria; e fez o
seu assento diante da face de todos os seus irm ãos.
genitura.
32E disse Esaú: Eis qu e estou a p o n to de m o rrer;
para que m e s e rv irá a prim ogenitura?
33Então disse Jacó: Jura-m e hoje. E ju ro u -lh e e
vendeu a sua p rim ogenitura a Jacó.
,4E Jacó deu pão a Esaú e o guisado de lentilhas;
e ele com eu, e bebeu, e levantou-se, e saiu. Assim
desprezou Esaú a sua prim ogenitura.
Os descendentes de Isaque
1-’E estas são as gerações de Isaque, filho de Abraão:
Abraão gerou a Isaque;
20E era Isaque da idade de quarenta anos, q uando
to m o u p or m ulher a Rebeca, filha de Betuel, aram eu
de Padã-Arã, irm ã de Labão, aram eu.
2IE Isaque orou insistentem ente ao S e n h o r po r sua
m ulher, p orquanto era estéril; e o S e n h o r ouviu as
suas orações, e Rebeca sua m ulher concebeu.
22E os filhos lutavam d entro dela; então disse: Se
assim é, p o r que sou eu assim ? E foi p erg u n ta r ao
Isaque vai a G erar -por causa da fo m e
E HAVIA fom e na terra, além da p rim e i­
ra fom e, q ue foi nos dias de A braão; p o r
isso foi Isaque a A bim eleque, rei dos filisteus, em
23E o S e n h o r lhe disse: D uas nações h á no teu
ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas,
e u m povo será m ais forte do que o o u tro povo, e o
m aior servirá ao m enor.
Gerar.
2E apareceu-lhe o S enho r , e disse: N ão desças ao
Egito; habita na terra que eu te disser;
3Peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoa­
rei; p o rq u e a ti e à tua descendência darei todas estas
terras, e confirm arei o ju ram en to que tenho jurado
a A braão teu pai;
4E m ultiplicarei a tu a descendência com o as es­
trelas dos céus, e darei à tu a descendência todas
estas terras; e p o r m eio dela serão benditas todas as
nações da terra;
morreu efoi congregado ao seu povo. Demoraram quarenta dias
para embalsamá-lo (50.3). Os egípcios choraram sua morte durante
setentadias (50.3). Depois, conduziram o corpo embalsamado para
ser sepultad o em Macpela (50.13), o que prova que Jacó "foi congregado ao seu povo", náo na sepultura dos seus pais, mas no sheol. visto que, até entáo, não havia sido ainda sepultado.
S e n h o r.
34
GÊNESIS 26
’P orquanto A braão obedeceu à m inha voz, e guar­
dou o m eu m andado, os m eus preceitos, os m eus
estatutos, e as m inhas leis.
6Assim h abitou Isaque em Gerar.
7E perguntando-lhe os hom ens daquele lugar acer­
ca de sua m ulher, disse: É m in h a irm ã; porque tem ia
dizer: É m inha m ulher; para que porventura (dizia
ele) não m e m atem os ho m en s daquele lugar por
am or de Rebeca; porque era form osa à vista.
*E aconteceu que, com o ele esteve ali m uito tem po,
Abimeleque, rei dos filisteus, o lhou por um a janela,
e viu, e eis que Isaque estava brincando com Rebeca
sua mulher.
9Então cham ou A bim eleque a Isaque, e disse: Eis
que na verdade é tua m ulher; com o pois disseste: É
m inha irmã? E disse-lhe Isaque: P orque eu dizia:
Para que eu porventura não m orra p or causa dela.
IHE disse Abimeleque: Q ue é isto que nos fizeste?
Facilm ente se teria deitado alguém deste povo
com a tua mulher, e tu terias trazido sobre nós um
delito.
"E m an dou Abimeleque a todo o povo, dizendo:
Q ualquer que tocar neste hom em ou em sua m u ­
lher, certam ente m orrerá.
I2E sem eou Isaque naquela m esm a terra, e colheu
naquele m esm o ano cem m edidas, porque o S enhor
o abençoava.
I3E engrandeceu-se o hom em , e ia enriquecendose, até que se to rn o u m ui poderoso.
UE tin h a possessão de ovelhas, e possessão de
vacas, e m uita gente de serviço, de m aneira que os
filisteus o invejavam.
1SE todos os poços, que os ser-vos de seu pai tinham
cavado nos dias de seu pai Abraão, os filisteus e n tu ­
lharam e encheram de terra.
l6Disse tam bém A bim eleque a Isaque: A parta-te
de nós; p o rq u e m u ito m ais poderoso te tens feito
do que nós.
17Então Isaque partiu dali e fez o seu acam pam ento
no vale de Gerar, e habitou lá.
18E to rn o u Isaque e cavou os poços de água que
cavaram nos dias de A braão seu pai, e que os filisteus
entulharam depois da m o rte de Abraão, e cham ouos pelos nom es que os cham ara seu pai.
l9Cavaram , pois, os servos de Isaque naquele vale,
e acharam ali um poço de águas vivas.
2UE os pastores de G erar porfiaram com os pasto­
res de Isaque, dizendo: Esta água é nossa. Por isso
cham ou aquele poço Eseque, p orque contenderam
com ele.
21Então cavaram o u tro poço, e tam bém porfiaram
sobre ele; p o r isso ch am ou-o Sitna.
22E p artiu dali, e cavou o u tro poço, e não porfia­
ram sobre ele; p o r isso ch am ou-o Reobote, e disse:
P orque agora nos alargou o S en h o r , e crescem os
nesta terra.
2,D epois subiu dali a Berseba.
24E apareceu-lhe o S enhor naquela m esm a noite,
e disse: Eu sou o D eus de A braão teu pai; não temas,
porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e m ultipli­
carei a tua descendência p o r am o r de A braão m eu
servo.
“ Então edificou ali um altar, e invocou o nom e do
S enhor , e arm ou ali a sua tenda; e os servos de Isaque
cavaram ali u m poço.
A b im e le q u e fa z u m a aliança co m Isaque
26E A bim eleque veio a ele de Gerar, com Auzate seu
amigo, e Ficol, príncipe do seu exército.
27E disse-lhes Isaque: Por que viestes a m im , pois
que vós m e odiais e m e repelistes de vós?
28E eles disseram: H avem os visto, na verdade, que
o S en h o r é contigo, p o r isso dissemos: Haja agora
juram en to entre nós, entre nós e ti; e façam os alian­
ça contigo.
29Q ue não nos faças m al, com o nós te não tem os
tocado, e com o te fizemos som ente bem , e te deixa­
m os ir em paz. Agora tu és o bendito do S enhor .
i0Então lhes fez u m banquete, e co m eram e b e­
beram ;
Abraão obedeceu à minha voz
(26.5)
Senhor lhe pediu para que saisse da terra dos seus pais (12.1;
At 7.1 -4). Obedeceu a Deus quando o Senhor lhe pediu para que
andasse em sua presença e fosse perfeito (17.1,2). Obedeceu a
Deus quando o Senhor lhe pediu para que guardasse o concerto
da circuncisão (17.9-11). Obedeceu a Deus quando o Senhor lhe
pediu para que ouvisse sua mulher Sara e mandasse Agar, a ser­
va, sair de sua casa (21.12). Obedeceu a Deus quando o Senhor
lhe pediu paraque oferecesse seu filho Isaque em sacrifício (22.2).
E obedeceu a Deus quando o Senhor lhe pediu para que perma­
necesse na terra que haveria de lhe indicar (26.2,3).
Adventismo do Sétimo Dia. Afirma que Abraão ouviu a
YU U voz de Deus e guardou os seus mandamentos (preceitos).
Logo, teria guardado o sábado.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: O texto não declara que es­
ses preceitos ou estatutos fossem os Dez Mandamentos,
visto que a lei foi dada 430 anos depois de Abraão (Gl 3.17). Que
preceitos ou leis Abraão guardou? Obedeceu a Deus quando o
35
GÊNESIS 26,27
seus olhos com o enganador; assim trarei eu sobre
m im m aldição, e não bênção.
I3E disse-lhe sua mãe: M eu filho, sobre m im seja a
tua maldição; som ente obedece à m in h a voz, e vai,
traze-mos.
I4E foi, e to m o u -o s, e trouxe-os a sua m ãe; e sua
m ãe fez um guisado saboroso, com o seu pai gos­
tava.
15D epois to m o u Rebeca os vestidos de gala de Esaú,
seu filho m ais velho, que tinha consigo em casa, e
vestiu a Jacó, seu filho m enor;
l6E com as peles dos cabritos cobriu as suas m ãos e
a lisura do seu pescoço;
l7E deu o guisado saboroso e o pão que tin h a p re­
parado, na m ão de Jacó seu filho.
I8E foi ele a seu pai, e disse: M eu pai! E ele disse:
Isaque m a n d a Esaú fa ze r-lh e u m guisado
E ACONTECEU que, com o Isaque enve­ Eis-me aqui; quem és tu, m eu filho?
,9E Jacó disse a seu pai: Eu sou Esaú, te u p rim o ­
lheceu, e os seus olhos se escureceram , de
m aneira que não podia ver, cham ou a Esaú, seu filho gênito; tenho feito com o m e disseste; levanta-te
m ais velho, e disse-lhe: M eu filho. E ele lhe disse: agora, assenta-te e com e da m inha caça, para que a
tua alm a m e abençoe.
Eis-me aqui.
20Então disse Isaque a seu filho: C om o é isto, que
2E ele disse: Eis que já agora estou velho, e não sei o
tão cedo a achaste, filho meu? E ele disse: Porque o
dia da m inha m orte;
3Agora, pois, tom a as tuas arm as, a tu a aljava e o S e n h o r teu Deus a m an d o u ao m eu encontro.
21E disse Isaque a Jacó: Chega-te agora, para que
teu arco, e sai ao cam po, e apanha para m im alguma
te apalpe, m eu filho, se és m eu filho Esaú m esm o,
caça.
4E faze-me um guisado saboroso, com o eu gosto, e ou não.
22Então se chegou Jacó a Isaque seu pai, que o apal­
traze-mo, para que eu com a; para que m inha alma
pou,
e disse: A voz é a voz de Jacó, porém as m ãos são
te abençoe, antes que m orra.
5E Rebeca escutou q u an d o Isaque falava ao seu as m ãos de Esaú.
21E não o conheceu, p orquanto as suas m ãos esta­
filho Esaú. E foi Esaú ao cam po para apanhar a caça
vam cabeludas, com o as m ãos de Esaú seu irm ão; e
que havia de trazer.
abençoou-o.
24E disse: És tu m eu filho Esaú mesmo? E ele disse:
Rebeca e Jacó enganam a Isaque
ftEntão falou Rebeca a Jacó seu filho, dizendo: Eis Eu sou.
25E ntão disse: Faze chegar isso p erto de m im , para
que tenho ouvido o teu pai que falava com Esaú teu
que com a da caça de m eu filho; p ara que a m inha
irm ão, dizendo:
7Traze-m e caça, e faze-me um guisado saboroso, alm a te abençoe. E chegou-lhe, e com eu; trouxe-lhe
para que eu com a, e te abençoe diante da face do tam bém vinho, e bebeu.
26E disse-lhe Isaque seu pai: O ra chega-te, e beijaSe nho r , antes da m inha m orte.
“Agora, pois, filho m eu, ouve a m inha voz naquilo m e, filho m eu.
27E chegou-se, e beijou-o; então sentindo o cheiro
que eu te m ando:
9Vai agora ao rebanho, e traze-m e de lá dois bons das suas vestes, abençoou-o, e disse: Eis que o chei­
cabritos, e eu farei deles um guisado saboroso para ro do m eu filho é com o o cheiro do cam po, que o
Se n h o r abençoou;
teu pai, com o ele gosta;
2“Assim , pois, te dê D eus do orvalho dos céus, e
l0E levá-lo-ás a teu pai, para que o com a; para que
te abençoe antes da sua m orte.
das g o rd u ras da terra, e ab u n d ân cia de trigo e de
1 ‘Então disse Jacó a Rebeca, sua mãe: Eis que Esaú m osto.
m eu irm ão é hom em cabeludo, e eu hom em liso;
29Sirvam -te povos, e nações se encurvem a ti; sê
,2P orventura m e apalpará o m eu pai, e serei aos senho r de teus irm ãos, e os filhos da tu a m ãe se en-
3,E levantaram -se de m adrugada e juraram um ao
outro; depois os despediu Isaque, e despediram -se
dele em paz.
,2E aconteceu, naquele m esm o dia, que vieram os
servos de Isaque, e anunciaram -lhe acerca do ne­
gócio do poço, que tinham cavado; e disseram-lhe:
Temos achado água.
33E ch am ou-o Seba; p o r isso é o no m e daquela
cidade Berseba até o dia de hoje.
340 r a , sendo Esaú da idade de quarenta anos, to ­
m o u p o r m ulher a Judite, filha de Beeri, heteu, e a
Basemate, filha de Elom, heteu.
3,E estas foram para Isaque e Rebeca um a am argu­
ra de espírito.
36
GÊNESIS 27,28
curvem a ti; m alditos sejam os que te am aldiçoarem ,
e benditos sejam os que te abençoarem .
43Agora, pois, m eu filho, ouve a m inha voz, e levanta-te; acolhe-te a Labão m eu irm ão, em Harã,
44E m o ra com ele alguns dias, até que passe o furor
de teu irm ão;
45Até q ue se desvie de ti a ira de teu irm ão, e se
esqueça do que lhe fizeste; então m andarei trazerte de lá; p o r que seria eu desfilhada tam bém de vós
am bos n u m m esm o dia?
46E disse Rebeca a Isaque: Enfadada estou da m i­
nha vida, p o r causa das filhas de Hete; se Jacó tom ar
m ulher das filhas de H ete, com o estas são, das filhas
desta terra, para que m e servirá a vida?
E saú descobre q u e J a c ó já havia
tom ado a bênção
30E aconteceu que, acabando Isaque de abençoar
a Jacó, apenas Jacó acabava de sair da presença de
Isaque seu pai, veio Esaú, seu irm ão, da sua caça;
3IE fez tam bém ele um guisado saboroso, e trouxeo a seu pai; e disse a seu pai: Levanta-te, m eu pai, e
com e da caça de teu filho, para que m e abençoe a
tu a alma.
32E disse-lhe Isaque seu pai: Q uem és tu? E ele disse:
Eu sou teu filho, o teu prim ogênito Esaú.
33Então estrem eceu Isaque de um estrem ecim ento
m uito grande, e disse: Q uem , pois, éaquele que apa­
n h o u a caça, e ma trouxe? E com i de tudo, antes que
tu viesses, e abençoei-o, e ele será bendito.
14Esaú, ouvindo as palavras de seu pai, b rad o u
com grande e m ui am argo brado, e disse a seu pai:
A bençoa-m e tam bém a m im , m eu pai.
3,E ele disse: Veio teu irm ão com sutileza, e tom ou
a tua bênção.
36E ntão disse ele: N ão é o seu nom e justam ente
lacó, tanto que já duas vezes m e enganou? A m inha
prim ogenitura m e tom ou, e eis que agora m e to m o u
a m inha bênção. E perguntou: N ão reservaste, pois,
para m im n enhum a bênção?
37Então respondeu Isaque a Esaú dizendo: Eis que
o ten h o posto p o r senhor sobre ti, e todos os seus
irm ãos lhe tenho dado p o r servos; e de trig o e de
m osto o tenho fortalecido; que te farei, pois, agora,
m eu filho?
38E disse Esaú a seu pai: Tens u m a só bênção, m eu
pai? A bençoa-m e tam bém a m im , m eu pai. E levan­
tou Esaú a sua voz, e chorou.
39Então respondeu Isaque, seu pai, e disse-lhe: Eis
que a tu a habitação será nas gorduras da terra e no
orvalho dos altos céus.
40E pela tua espada viverás, e ao teu irm ão servirás.
Acontecerá, porém , que q u an d o te assenhoreares,
então sacudirás o seu jugo do teu pescoço.
41E Esaú odiou a Jacó p o r causa daquela bênção,
com que seu pai o tinha abençoado; e Esaú disse no
seu coração: Chegar-se-ão os dias de luto de m eu
pai; e m atarei a Jacó m eu irm ão.
42E foram denunciadas a Rebeca estas palavras de
Esaú, seu filho m ais velho; e ela m an d o u cham ar a
Jacó, seu filho m enor, e disse-lhe: Eis que Esaú teu
irm ão se consola a teu respeito, propondo m atar-te.
Isaque m a n d a Jacó a Padã-Arã
E ISAQUE cham ou a Jacó, e abençoou-o, e
o rd en o u -lh e, e disse-lhe: N ão tom es m u ­
lher de entre as filhas de Canaã;
2Levanta-te, vai a Padã-A rã, à casa de Betuel, pai
de tua m ãe, e tom a de lá um a m u lh er das filhas de
Labão, irm ão de tu a mãe;
3E Deus Todo-Poderoso te abençoe, e te faça fru ti­
ficar, e te m ultiplique, p ara qu e sejas um a m ultidão
de povos;
4E te dê a bênção de A braão, a ti e à tu a descendên­
cia contigo, para que em herança possuas a te rra de
tuas peregrinações, que D eus deu a Abraão.
5Assim despediu Isaque a Jacó, o qual se foi a
Padã-A rã, a Labão, filho de Betuel, aram eu, irm ão
de Rebeca, m ãe de Jacó e de Esaú.
éVendo, pois, Esaú que Isaque abençoara a Jacó, e
o enviara a Padã-Arã, para to m ar m u lh er dali para
si, eque, abençoando-o, lhe ordenara, dizendo: N ão
tom es m ulher das filhas de Canaã;
7E que Jacó obedecera a seu pai e a sua m ãe, e se
fora a Padã-Arã;
8Vendo tam bém Esaú que as filhas de C anaã eram
m ás aos olhos de Isaque seu pai,
9Foi Esaú a Ism ael, e to m o u p ara si p o r m ulher,
além das suas m ulheres, a M aalate filha de Ismael,
filho de Abraão, irm ã de Nebaiote.
A visão da escada d e Jacó
l0Partiu, pois, Jacó de Berseba, e foi a Harã;
11E chegou a u m lugar o nde passou a noite, porque
já o sol era posto; e to m o u u m a das pedras daquele
lugar, e a pôs p o r seu travesseiro, e deitou-se naquele
lugar, para dorm ir.
12E sonhou: e eis u m a escada posta na terra, cujo
to p o tocava n o s céus; e eis q ue os anjos de Deus
subiam e desciam p o r ela;
37
GÊNESIS 28,29
bem , e eis aqui Raquel sua filha, que vem com as
ovelhas.
7E ele disse: Eis que ainda é pleno dia, não é tem po
de aju n tar o gado; dai de b eber às ovelhas, e ide
ap ascen tá-te.
SE disseram: N ão podem os, até que todos os reba­
nhos se ajuntem , e rem ovam a pedra de sobre a boca
do poço, para que dem os de beber às ovelhas.
l3E eis que o Se n h o r estava em cim a dela, e disse:
Eu sou o Se n h o r D eus de A braão teu pai, e o D eus
de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti
e à tu a descendência;
l4E a tu a descendência será com o o pó da terra, e
estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e
ao sul, e em ti e na tua descendência serão benditas
todas as fam ílias da terra;
l5E eis que estou contigo, e te guardarei por onde
q uer que fores, e te farei to rn ar a esta terra; porque
não te deixarei, até que haja cum prido o que te te­
n h o falado.
“'Acordando, pois, Jacó do seu sono, disse: Na ver­
dade o S enhor está neste lugar; e eu não o sabia.
I7E tem eu, e disse: Q uão terrível è este lugar! Este
não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a
p o rta dos céus.
A coluna de B etei
l8Então levantou-se Jacó pela m an h ã de m a d ru ­
gada, e to m o u a ped ra que tin h a posto p o r seu
travesseiro, e a pôs po r coluna, e d erram o u azeite
em cim a dela.
I9E cham ou o nom e daquele lugar Betei; o nom e
porém daquela cidade antes era Luz.
20E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for com igo,
e m e guardar nesta viagem que faço, e m e der pão
para comer, e vestes para vestir;
2 ‘E eu em paz to m a r à casa de m eu pai, o S enho r
m e será por Deus;
22E esta pedra que tenho posto po r coluna será casa
de Deus; e de tudo quanto m e deres, certam ente te
darei o dízimo.
Jacó chega ao poço d e H arã
ENTÃO pôs-se Jacó a cam inho e foi à terra
do povo do oriente;
2E olhou, e eis u m poço no cam po, e eis três reba­
nhos de ovelhas que estavam deitados ju n to a ele;
porque daquele poço davam de beber aos rebanhos;
e havia um a grande pedra sobre a boca do poço.
5E ajuntavam ali todos os rebanhos, e rem oviam a
pedra de sobre a boca do poço, e davam de beber às
ovelhas; e tornavam a pôr a pedra sobre a boca do
poço, no seu lugar.
4E disse-lhes Jacó: Meus irm ãos, d onde sois? E dis­
seram: Somos de Harã.
5E ele lhes disse: Conheceis a Labão, filho de Naor?
E disseram : Conhecem os.
6D isse-lhes mais: Está ele bem ? E disseram : Está
Jacó en co n tra R aquel
9Estando ele ainda falando com eles, veio Raquel
com as ovelhas de seu pai; porque ela era pastora.
I0E aconteceu que, vendo Jacó a Raquel, filha de La­
bão, irm ão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, irm ão
de sua m ãe, chegou Jacó, e revolveu a pedra de sobre
a boca do poço e d eu de beber às ovelhas de Labão,
irm ão de sua mãe.
11E Jacó beijou a Raquel, e lev an to u a sua voz e
chorou.
I2E Jacó an u n cio u a Raquel que era irm ão de seu
pai, e que era filho de Rebeca; então ela correu, e o
anun cio u a seu pai.
13E aconteceu que, ouvindo Labão as novas de Jacó,
filho de sua irm ã, correu-lhe ao encontro, e ab ra­
çou-o, e beijou-o, e levou-o à sua casa; e ele contou
a Labão todas estas coisas.
HEntão Labão disse-lhe: V erdadeiram ente és tu o
m eu osso e a m in h a carne. E ficou com ele u m mês
inteiro.
l5D epois disse Labão a Jacó: P orque tu és m eu
irm ão, hás de servir-m e de graça? D eclara-m e qual
será o teu salário.
I6E Labão tinha duas filhas; o nom e da m ais velha
era Lia, e o nom e da m enor Raquel.
17Lia tinha olhos tenros, mas Raquel era de fo rm o ­
so sem blante e form osa à vista.
18E Jacó am ava a Raquel, e disse: Sete anos te servi­
rei p o r Raquel, tu a filha menor.
19Então disse Labão: M elhor é que eu a dê a ti, do
que eu a dê a o u tro hom em ; fica comigo.
20Assim serviu Jacó sete anos p o r Raquel; e estes
lhe pareceram com o poucos dias, pelo m u ito que
a amava.
Labão engana Jacó
2' E disse Jacó a Labão: D á-m e m in h a m ulher, p o r­
que m eus dias são cum pridos, para que eu m e case
com ela.
22Então reu n iu Labão a todos os h om ens daquele
lugar, e fez u m banquete.
38
GÊNESIS 29,30
J3E aconteceu, à tarde, que to m o u Lia, sua filha, e
trouxe-a a Jacó que a possuiu.
24E Labão deu sua serva Zilpa a Lia, sua filha, por
serva.
25E aconteceu que pela m anhã, viu que era Lia;
pelo que disse a Labão: Por que m e fizeste isso?
N ão te tenho servido p o r Raquel? Por que então
m e enganaste?
26E disse Labão: N ão se faz assim no nosso lugar,
que a m enor se dê antes da prim ogênita.
27C um pre a sem ana desta; então te darem os ta m ­
bém a outra, pelo serviço que ainda outros sete anos
comigo servires.
Jacó casa co m R aq u el
2#E Jacó fez assim, e cum priu a sem ana de Lia; e n ­
tão lhe deu po r m ulher Raquel sua filha.
2I)E Labão deu sua serva Bila po r serva a Raquel,
sua filha.
10E possuiu tam bém a Raquel, e am ou tam bém a
Raquel m ais do que a Lia e serviu com ele ainda
outros sete anos.
3'Vendo, pois, o Se n h o r que Lia era desprezada,
abriu a sua m adre; porém Raquel era estéril.
O
n ascim ento dos filh o s de Jacó
32E concebeu Lia, e deu à luz u m filho, e cham ou-o
Rúben; pois disse: Porque o Se n h o r atendeu à m inha
aflição, por isso agora m e am ará o m eu m arido.
,3E concebeu ou tra vez, e deu à luz um filho, dizen­
do: Porquanto o Se n h o r ouviu que eu era des-prezada, e deu-m e tam bém este. E cham ou-o Simeão.
34E concebeu outra vez, e deu à luz um filho, dizendo:
Agora esta vez se unirá m eu m arido a m im , porque três
filhos lhe tenho dado. Por isso cham ou-o Levi.
35E concebeu ou tra vez e d eu à luz um filho, dizen­
do: Esta vez louvarei ao Senho r . Por isso cham ou-o
Judá; e cessou de dar à luz.
VENDO Raquel que não dava filhos a Jacó,
teve inveja de sua irm ã, e disse a Jacó: Dám e filhos, se não m orro.
2Então se acendeu a ira de Jacó co n tra Raquel, e
disse: Estou eu no lugar de Deus, que te im pediu o
fruto de teu ventre?
3E ela disse: Eis aqui m inha serva Bila; coabita com
ela, para que dê à luz sobre m eus joelhos, e eu assim
receba filhos por ela.
4Assim lhe deu a Bila, sua serva, por m ulher; e Jacó
a possuiu.
39
5E concebeu Bila, e deu a Jacó um filho.
6Então disse Raquel: Julgou-m e D eus, e tam bém
ouviu a m in h a voz, e m e d eu um filho; p o r isso
cham ou-lhe Dã.
7E Bila, serva de Raquel, concebeu o u tra vez, e deu
a Jacó o segundo filho.
8Então disse Raquel: C om g randes lutas tenho
lutado com m inha irm ã; tam bém venci; e cham oulhe Naftali.
’Vendo, pois, Lia que cessava de ter filhos, to m o u
tam bém a Zilpa, sua serva, e deu -a a Jacó p o r m u ­
lher.
I0E deu Zilpa, serva de Lia, u m filho a Jacó.
"E n tã o disse Lia: A fortunada! e ch am ou-lhe
Gade.
12D epois deu Zilpa, serva de Lia, u m segundo filho
a Jacó.
l3Então disse Lia: Para m in h a ventura; p o rq u e as
filhas m e terão p o r bem -aventurada; e cham ou-lhe
Aser.
I4E foi R úben nos dias da ceifa do trigo, e achou
m andrágoras n o cam po. E trouxe-as a Lia sua mãe.
Então disse Raquel a Lia: O ra dá-m e das m a n d rá­
goras de teu filho.
I5E ela lhe disse: É já p o u co que hajas to m a d o o
m eu m arido, tom arás tam bém as m andrágoras do
m eu filho? Então disse Raquel: Por isso ele se deitará
contigo esta noite pelas m andrágoras de teu filho.
l6V indo, pois, Jacó à ta rd e d o cam p o , saiu -lh e
Lia ao en c o n tro , e disse: A m im p o ssu irá s, esta
noite, p o rq u e certam e n te te aluguei com as m a n ­
drág o ras do m eu filho. E d eito u -se com ela aquela
noite.
,7E ouviu D eus a Lia, e concebeu, e deu à luz um
quin to filho.
l8Então disse Lia: D eus m e tem dado o m eu galar­
dão, pois tenho dado m in h a serva ao m eu m arido.
E cham ou-lhe Issacar.
,9E Lia concebeu o u tra vez, e deu a Jacó um sexto
filho.
20E disse Lia: Deus m e deu um a boa dádiva; desta
vez m orará o m eu m arido com igo, porque lhe tenho
dado seis filhos. E ch am ou-lhe Zebulom .
2IE depois teve u m a filha, e cham ou-lhe Diná.
22E lem brou-se D eus de Raquel; e Deus a ouviu, e
abriu a sua madre.
23E ela concebeu, e deu à luz um filho, e disse: Tirou-m e D eus a m in h a vergonha.
24E cham ou-lhe José, dizendo: O Se n h o r m e acres­
cente o u tro filho.
GÊNESIS 30,31
'"'Então separou Jacó os cordeiros, e pôs as faces do
rebanho p ara os listrados, e to d o o m o reno entre o
rebanho de Labão; e pôs o seu reb an h o à p arte, e não
o pôs com o rebanho de Labão.
41E sucedia que cada vez que concebiam as ovelhas
fortes, p u n h a Jacó as varas nos canos, d ian te dos
olhos do rebanho, p ara que concebessem d iante
das varas.
42Mas, q u an d o era fraco o rebanho, não as punha.
Assim as fracas eram de Labão, e as fortes de Jacó.
43E cresceu o h o m em em grande m aneira, e teve
m uito s rebanhos, e servas, e servos, e cam elos e
jum entos.
Labão fa z u m novo acordo cotn Jacó
25E aconteceu que, com o Raquel deu à luz a José,
disse Jacó a Labão: D eixa-m e ir, que m e vá ao m eu
lugar, e à m inha terra.
26D i-m e as m inhas m ulheres, e os m eus filhos, pe­
las quais te tenho servido, e ir-me-ei; pois tu sabes o
serviço que te tenho feito.
27Então lhe disse Labão: Se agora tenho achado gra­
ça em teus olhos, fica comigo. Tenho experim entado
que o S en h or m e abençoou po r am or de ti.
28E disse mais: D eterm ina-m e o teu salário, que
to darei.
29E ntão lhe disse: Tu sabes com o te tenho servido,
e com o passou o teu gado comigo.
30P orque o pouco que tin h as antes de m im tem
au m en tado em grande núm ero; e o S enhor te tem
abençoado p o r m eu trabalho. Agora, pois, quando
hei de trabalhar tam bém p o r m inha casa?
3IE disse ele: Q ue te darei? Então disse Jacó: N ada
me darás. Se m e fizeres isto, tornarei a apascentar e
a guardar o teu rebanho;
32Passarei hoje por todo o teu rebanho, separando
dele todos os salpicados e m alhados, e todos os m o ­
renos entre os cordeiros, e os m alhados e salpicados
entre as cabras; e isto será o m eu salário.
33Assim testificará po r m im a m inha justiça no dia
de am anhã, qu an d o vieres e o m eu salário estiver
diante de tua face; tu d o o que não for salpicado e
m alhado entre as cabras e m oreno entre os cordei­
ros, ser-m e-á p o r furto.
34Então disse Labão: Q uem dera seja conform e a
tu a palavra.
35E separou naquele m esm o dia os bodes listrados
e m alhados e todas as cabras salpicadas e m alhadas,
todos em que havia brancura, e todos os m orenos
entre os cordeiros; e deu-os nas m ãos dos seus
filhos.
36E pôs três dias de cam inho entre si e Jacó; e Jacó
apascentava o restante dos rebanhos de Labão.
D eus m anda Jacó to m a r á terra dos seus pais
1 ENTÃO ouvia as palavras dos filhos de
X Labão, que diziam: Jacó tem tom ad o tudo
o que era de nosso pai, e do que era de nosso pai fez
ele toda esta glória.
2Viu tam bém Jacó o rosto de Labão, e eis que não
era para com ele com o anteriorm ente.
3E disse o S enhor a Jacó: T orna-te à terra dos teus
pais, e à tu a parentela, e eu serei contigo.
4Então m a n d o u Jacó cham ar a Raquel e a Lia ao
cam po, para ju n to do seu rebanho,
5E disse-lhes: Vejo que o rosto de vosso pai não é
para com igo com o anteriorm ente; porém o D eus de
m eu pai tem estado comigo;
6E vós m esm as sabeis que com to d o o m eu esforço
tenho servido a vosso pai;
7Mas vosso pai m e enganou e m u d o u o salário dez
vezes; porém D eus não lhe p erm itiu que m e fizesse
mal.
8Q uan d o ele dizia assim: Os salpicados serão o teu
salário; então todos os rebanhos davam salpicados.
E q u an d o ele dizia assim: O s listrados serão o teu
salário, então todos os rebanhos davam listrados.
’Assim D eus tiro u o gado de vosso pai, e deu-o a
m im .
10E sucedeu que, ao tem po em que o rebanho co n ­
cebia, eu levantei os m eus olhos e vi em sonhos,
e eis que os bodes, que cobriam as ovelhas, eram
listrados, salpicados e m alhados.
1 ‘E disse-m e o anjo de D eus em sonhos: Jacó! E eu
disse: Eis-me aqui.
12E disse ele: Levanta agora os teus olhos e vê todos
os bodes que cobrem o rebanho, que são listrados,
salpicados e m alhados; p o rq u e ten h o visto tu d o o
que Labão te fez.
l3Eu sou o D eus de Betei, o nde tens u n g id o u m a
3
A m aneira com o Jacó enga n o u Labão
37Então to m o u Jacó varas verdes de álam o e de ave­
leira e de castanheiro, e descascou nelas riscas b ra n ­
cas, descobrindo a brancura que nas varas havia,
38E pôs estas varas, que tin h a descascado, em
frente aos rebanhos, nos canos e nos bebedouros
de água, aonde os rebanhos vinham beber, para que
concebessem quando vinham beber.
39E concebiam os rebanhos diante das varas, e as ove­
lhas davam crias listradas, salpicadas e malhadas.
40
GÊNESIS 31
coluna, onde m e fizeste um voto; levanta-te agora,
sai-te desta terra e to rna-te à terra da tua parentela.
,4Então responderam Raquel e Lia e disseram lhe: Há ainda para nós p arte o u herança na casa de
nosso pai?
15Não nos considera ele com o estranhas? Pois ven deu-nos, e com eu de todo o nosso dinheiro.
16Porque toda a riqueza, que Deus tirou de nosso
pai, é nossa e de nossos filhos; agora, pois, faze tudo
o que Deus te m andou.
,7Então se levantou Jacó, pondo os seus filhos e as
suas m ulheres sobre os camelos;
IRE levou todo o seu gado, e todos os seus bens, que
havia adquirido, o gado que possuía, que alcançara
em Padã-Arã, para ir a Isaque, seu pai, à terra de
Canaã.
I9E havendo Labão ido a tosquiar as suas ovelhas,
furtou Raquel os ídolos que seu pai tinha.
2UE Jacó logrou a Labão, o aram eu, porque não lhe
fez saber que fugia.
2IE fugiu ele com tu d o o que tinha, e levantouse e passou o rio; e se dirigiu para a m o n tan h a de
Gileade.
saudades de voltar à casa de teu pai, p o r que furtaste
os m eus deuses?
3'E ntão respondeu Jacó, e disse a Labão: Porque
temia; pois que dizia comigo, se porventura não me
arrebatarias as tuas filhas.
32C om quem achares os teus deuses, esse não viva;
reconhece diante de nossos irm ãos o que é teu do
que está com igo, e to m a-o para ti. Pois Jacó não
sabia que Raquel os tin h a furtado.
3iEntão en tro u Labão n a tenda de Jacó, e na te n ­
da de Lia, e na tenda de am bas as servas, e não os
achou; e saindo da ten d a de Lia, e n tro u na tenda
de Raquel.
34Mas tin h a to m ad o Raquel os ídolos e os tinha
posto na albarda de um camelo, e assentara-se sobre
eles; e apalpou Labão toda a tenda, e não os achou.
3,E ela disse a seu pai: N ão se acenda a ira aos olhos
de m eu senhor, que não posso levantar-m e diante
da tua face; p o rq u an to tenho o costum e das m ulhe­
res. E ele p rocurou, m as não achou os ídolos.
36E ntão iro u -se Jacó e co n ten d eu com Labão; e
respondeu Jacó, e disse a Labão: Q ual é a m in h a
transgressão? Qual é o m eu pecado, que tão fu rio ­
sam ente m e tens perseguido?
37H avendo apalpado to d o s os m eus m óveis, que
achaste de todos os m óveis de tu a casa? Põe- no aqui
diante dos m eus irm ãos e de teus irm ãos; e que ju l­
guem entre nós am bos.
,8Estes vinte anos eu estive contigo; as tuas ovelhas
e as tuas cabras nu n ca ab o rtaram , e não com i os
carneiros do teu rebanho.
39N ão te trouxe eu o despedaçado; eu o pagava; o
furtado de dia e o furtado de noite da m inha m ão
o requerias.
40Estava eu assim: De dia m e consum ia o calor, e de
noite a geada; e o m eu sono fugiu dos m eus olhos.
4lTenho estado agora vinte anos na tua casa; ca­
torze anos te servi p o r tuas duas filhas, e seis anos
p o r teu rebanho; m as o m eu salário tens m udado
dez vezes.
42Se o D eus de m eu pai, o D eus de A braão e o tem o r
de Isaque não fora com igo, p o r certo m e despedi­
rias agora vazio. D eus aten d eu à m inha aflição, e ao
trabalho das m inhas m ãos, e repreendeu-íe ontem
à noite.
Labão persegue Jacó
22E no terceiro dia foi anunciado a Labão que Jacó
tinha fugido.
23Então to m o u consigo os seus irm ãos, e atrás dele
seguiu o seu cam inho por sete dias; e alcançou-o na
m ontanha de Gileade.
24Veio, porém , Deus a Labão, o aram eu, em sonhos,
de noite, e disse-lhe: G uarda-te, que não fales com
Jacó nem bem nem mal.
2,Alcançou, pois, Labão a Jacó, e arm ara Jacó a sua
tenda naquela m ontanha; arm ou tam bém Labão
com os seus irmãos a sua, na m ontanha de Gileade.
26Então disse Labão a Jacó: Q ue fizeste, que m e
lograste e levaste as m inhas filhas com o cativas pela
espada?
27Por que fugiste ocultam ente, e lograste-m e, e não
me fizeste saber, para que eu te enviasse com alegria,
e com cânticos, e com tam boril e com harpa?
28T am bém não m e perm itiste beijar os m eus fi­
lhos e as m inhas filhas. Loucam ente agiste, agora,
fazendo assitn.
29Poder havia em m inha m ão para vos fazer mal,
mas o D eus de vosso pai m e falou on tem à noite,
dizendo: G uarda-te, que não fales com Jacó nem
bem nem mal.
50E agora se querias ir embora, p o rq u an to tinhas
A aliança en tre Labão e Jacó em G aleede
43Então respondeu Labão, e disse a Jacó: Estas filhas
são m inhas filhas, e estes filhos são m eus filhos, e este
rebanho é o m eu rebanho, e tu d o o que vês, é meu; e
41
GÊNESIS 31,32
e enviei para o anunciar a m eu senhor, para que ache
graça em teus olhos.
6E os mensageiros voltaram a Jacó, dizendo: Fomos
a teu irm ão Esaú; e tam bém ele vem para en co n trarte, e quatrocentos h om ens com ele.
'E ntão Jacó tem eu m uito e angustiou-se; e repartiu
o povo que com ele estava, e as ovelhas, e as vacas, e
os camelos, em dois bandos.
sPorque dizia: Se Esaú vier a um b an d o e o ferir, o
outro bando escapará.
9Disse mais Jacó: Deus de m eu pai Abraão, e Deus
de m eu pai Isaque, o Senho r , que m e dis-seste: Torna-te à tua terra, e a tua parentela, e far-te-ei bem ;
"’M enor sou eu que todas as beneficências, e que
toda a fidelidade que fizeste ao teu servo; p o rq u e
com m eu cajado passei este Jordão, e agora m e to r­
nei em dois bandos.
11 Livra-me, peço-te, da m ão de m eu irm ão, da m ão
de Esaú; p o r que eu o tem o; p o rv en tu ra não venha,
e m e fira, e a m ãe com os filhos.
12E tu o disseste: C ertam ente te farei bem , e farei
a tu a descendência com o a areia do m ar, que pela
m ultidão não se pode contar.
13E passou ali aquela noite; e to m o u do que lhe veio
à sua mão, um presente para seu irm ão Esaú:
l4D uzentas cabras e vinte bodes; duzentas ovelhas
e vinte carneiros;
1’Trinta camelas de leite com suas crias, quarenta
vacas e dez novilhos; vinte jum entas e dez ju m en tinhos;
l6E deu-os na m ão dos seus servos, cada rebanho à
parte, e disse a seus servos: Passai adiante de m im e
pond e espaço entre rebanho e rebanho.
17E ordenou ao prim eiro, dizendo: Q u an d o Esaú,
m eu irm ão, te encontrar, e te p erg u n tar, dizendo:
De quem és, e p ara onde vais, e de quem são estes
diante de ti?
l8Então dirás: São de teu servo Jacó, presente que
envia a m eu senhor, a Esaú; e eis que ele m esm o vem
tam bém atrás de nós.
,9E ord en o u tam bém ao segundo, e ao terceiro, e a
todos os q ue vinham atrás dos rebanhos, dizendo:
C onfo rm e a esta m esm a palavra falareis a Esaú,
quan d o o achardes.
20E direis tam bém : Eis que o teu servo Jacó vem
atrás de nós. Por que dizia: Eu o aplacarei com o
presente, qu e vai adiante de m im , e depois verei a
sua face; p o rv en tu ra ele m e aceitará.
2lAssim, passou o presente adiante dele; ele, p o ­
rém , passou aquela noite no arraial.
que farei hoje a estas m inhas filhas, ou a seus filhos,
que deram à luz?
44Agora pois vem , e façam os aliança eu e tu , que
seja p o r testem unho entre m im e ti.
4,Então to m o u Jacó um a pedra, e erigiu-a por
coluna.
46E disse Jacó a seus irmãos: A juntai pedras. E to ­
m aram pedras, e fizeram um m ontão, e com eram
ali sobre aquele m ontão.
47E ch a m o u -o Labão Jegar-Saaduta; porém Jacó
ch am o u -o Galeede.
4tlE ntão disse Labão: Este m o n tão seja hoje por
testem unha entre m im e ti. Por isso se lhe cham ou
Galeede,
49E Mispá, porquanto disse: A tente o Se n h o r entre
m im e ti, q uando nós estiverm os apartados um do
outro.
5HSe afligires as m inhas filhas, e se tom ares m ulhe­
res além das m inhas filhas, ninguém está conosco;
atenta que Deus é testem unha entre m im e ti.
5lDisse m ais Labão a Jacó: Eis aqui este m esm o
m ontão, e eis aqui essa coluna que levantei entre
m im e ti.
S2Este m ontão seja testem unha, e esta coluna seja
testem unha, que eu não passarei este m ontão a ti,
e q ue tu não passarás este m o n tão e esta coluna a
m im , p ara mal.
5íO D eus de A braão e o Deus de Naor, o Deus de
seu pai, julgue entre nós. E ju ro u Jacó pelo tem or de
seu pai Isaque.
54E ofereceu Jacó um sacrifício na m o n ta n h a, e
convidou seus irm ãos, para com er pão; e com eram
pão e passaram a noite na m ontanha.
” E levantou-se Labão pela m anhã de m adrugada,
e beijou seus filhos e suas filhas e ab en-çoou-os e
partiu; e voltou Labão ao seu lugar.
A visão de Jacó e m M a a n a im
JA C Ó também seguiu o seu cam inho, e
en contraram -no os anjos de Deus.
2E Jacó disse, qu an d o os viu: Este é o exército de
Deus. E cham ou aquele lugar M aanaim .
Jacó envia m ensageiros a E saú
3E enviou Jacó m ensageiros adiante de si a Esaú,
seu irm ão, à terra de Seir, territó rio de Edom.
4E ordenou-lhes, dizendo: Assim direis a m eu se­
n h o r Esaú: Assim diz Jacó, teu servo: C om o peregri­
no m orei com Labão, e m e detive lá até agora;
5E tenho bois e jum entos, ovelhas, e servos e servas;
42
GÊNESIS 32,33
Jacó passa o vau de Jaboque e luta com u m anjo
22E levantou-se aquela mesma noite, e tom ou as
suas duas mulheres, e as suas duas servas, e os seus
onze filhos, e passou o vau de Jaboque.
23E tom ou-os e fê-los passar o ribeiro; e fez passar
tudo o que tinha.
24 Jacó, porém, ficou só; e lutou com ele um ho­
mem, até que a alva subiu.
2,E vendo este que não prevalecia contra ele, tocou
a juntura de sua coxa, e se deslocou a juntura da coxa
de Jacó, lutando com ele.
26E disse: Deixa-me ir, porque já a alva subiu.
Porém ele disse: Não te deixarei ir, se não me aben­
çoares.
27E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó.
28Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Is­
rael; pois como príncipe lutaste com Deus e com os
homens, e prevaleceste.
29E Jacó lhe perguntou, e disse: Dá-me, peço-te, a
saber o teu nome. E disse: Por que perguntas pelo
meu nome? E abençoou-o ali.
30E chamou Jacó o nom e daquele lugar Peniel, por­
que dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha
alma foi salva.
3IE saiu-lhe o sol, quando passou a Peniel; e man­
quejava da sua coxa.
’-Por isso os filhos de Israel não com em o nervo
encolhido, que está sobre a juntura da coxa, até o dia
de hoje; porquanto tocara a juntura da coxa de Jacó
no nervo encolhido.
3E ele mesmo passou adiante deles e inclinou-se à
terra sete vezes, até que chegou a seu irmão.
4Então Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçouo, e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e
choraram.
’Depois levantou os seus olhos, e viu as mulheres,
e os m eninos, e disse: Quem são estes contigo? E ele
disse: Os filhos que Deus graciosamente tem dado
a teu servo.
6Então chegaram as servas; elas e os seus filhos, e
inclinaram-se.
7E chegou também Lia com seus filhos, e inclina­
ram-se; e depois chegou José e Raquel e inclina­
ram-se.
8E disse Esaú: De que te serve todo este bando que
tenho encontrado? E ele disse: Para achar graça aos
olhos de meu senhor.
9Mas Esaú disse: Eu tenho bastante, meu irmão;
seja para ti o que tens.
l0Então disse Jacó: Não, se agora tenho achado gra­
ça em teus olhos, peço-te que tomes o meu presente
da minha mão; porquanto tenho visto o teu rosto,
com o se tivesse visto o rosto de Deus, e tomaste
contentamento em mim.
1 'Toma, peço-te, a minha bênção, que te foi tra­
zida; porque Deus graciosamente ma tem dado; e
porque tenho de tudo. E instou com ele, até que a
tomou.
,2E disse: Caminhemos, e andemos, e eu partirei
adiante de ti.
l3Porém ele lhe disse: Meu senhor sabe que estes
filhos são tenros, e que tenho com igo ovelhas e vacas
de leite; se as afadigarem som ente um dia, todo o
rebanho morrerá.
l4Ora passe o m eu senhor adiante de seu servo;
e eu irei com o guia pouco a pouco, conform e ao
passo do gado que vai adiante de mim, e conforme
ao passo dos m eninos, até que chegue a meu senhor
em Seir.
O
encontro d e E saú e Jacó
E LEVANTOU Jacó os seus olhos, e olhou, e
eis que vinha Esaú, e quatrocentos homens
com ele. Então repartiu os filhos entre Lia, e Raquel,
e as duas servas.
2E pôs as servas e seus filhos na frente, e a Lia e seus
filhos atrás; porém a Raquel e José os derradeiros.
Tenho visto a Deus face a face
(32.30)
testemunhar com olhos humanos sua glória celeste descober­
ta. A referência em estudo nos mostra que Jacó estava diante
de uma manifestação teofânica de Deus. Ou seja, uma aparição
representada na forma humana. Neste caso, tratava-se de uma
aparição tangível, mas que não refletia a glória e o resplendor ce­
leste. O que seria algo impossível, de acordo com êxodo 33.20.
Para o apóstolo Paulo, era extremamente possivel contemplar
o resplendor divino de forma íntima, imanente (2Co 4.6). Jesus
atestou a possibilidade da contemplação de Deus, o Pai, ape­
nas em representação humana, quando disse: *Quem me vê a
mim vê o Pai" (Jo 14.9).
Mormonismo. Afirma que Deus Pai tem corpo físico e ros­
to que podem ser vistos.
ÇT) Ceticismo. Diz haver contradição entre a referência em es® tudo e Éxodo 33.20,23 e João 1.18, por não concordarem
com a possibilidade de o homem ver o Senhor face a face.
__g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Existe diferença entre con>= templar uma representação de Deus em figura humana e
43
GÊNESIS 33,34
darei o que m e disserdes; dai-m e som en te a m oça
por m ulher.
1-’Então responderam os filhos de Jacó a Siquém e
a H am or, seu pai, enganosam ente, e falaram , p o r­
quanto havia violado a D iná, sua irm ã.
I4E disseram -lhe: N ão p o d em o s fazer isso, d ar a
nossa irm ã a um hom em não circuncidado; porque
isso seria um a vergonha para nós;
' ’N isso, porém , co nsentirem os a vós: se fordes
com o nós; que se circuncide to d o o h o m em entre
vós;
l6Então dar-vos-em os as nossas filhas, e to m are­
m os nós as vossas filhas, e h abitarem os convosco, e
serem os um povo;
l7Mas se não nos ouvirdes, e não vos circuncidar­
des, tom arem os a nossa filha e ir-nos-em os.
I8E suas palavras foram boas aos olhos de H am or,
e aos olhos de Siquém, filho de H am or.
19E não tardou o jovem em fazer isto; p orque a filha
de Jacó lhe contentava; e ele era o m ais ho n rad o de
toda a casa de seu pai.
2<’Veio, pois, H am o r e Siquém , seu filho, à p o rta
da sua cidade, e falaram aos hom ens da sua cidade,
dizendo:
2‘Estes h o m en s são pacíficos conosco; p o rtan to
habitarão nesta terra, e negociarão nela; eis que a
terra é larga de espaço para eles; tom arem os nós as
suas filhas p o r m ulheres, e lhes darem os as nossas
filhas.
22Nisto, porém , consentirão aqueles hom ens, em
habitar conosco, para que sejamos um povo, se todo
o ho m em entre nós se circuncidar, com o eles são
circuncidados.
23E seu gado, as suas possessões, e to d o s os seus
anim ais não serão nossos? C onsintam os som ente
com eles e habitarão conosco.
24E deram ouvidos a H am or e a Siquém, seu filho,
todos os que saíam da p o rta da cidade; e foi circun­
cidado todo o hom em , de todos os que saíam pela
po rta da sua cidade.
15E Esaú disse: Perm ite então que eu deixe contigo
alguns da m inha gente. E ele disse: Para que é isso?
Basta q ue ache graça aos olhos de m eu senhor.
"'Assim voltou Esaú aquele dia pelo seu cam inho
a Seir.
l7Jacó, porém , partiu para Sucote e edificou para
si um a casa; e fez cabanas para o seu gado; p o r isso
cham ou aquele lugar Sucote.
Jacó chega à S iq u é m e levanta u m altar
l8E chegou Jacó salvo à Salém, cidade de Siquém,
que está na terra de Canaã, quando vinha de PadãArã; e arm o u a sua tenda diante da cidade.
|,*E com prou um a parte do cam po em que esten­
dera a sua tenda, da m ão dos filhos de H am or, pai de
Siquém , p o r cem peças de dinheiro.
20E levantou ali um altar, e cham ou-lhe: D eus, o
Deus de Israel.
D iná é desflorada
E SAIU D iná, filha de Lia, que esta dera a
Jacó, para ver as filhas da terra.
2E Siquém , filho de H am or, heveu, príncipe da­
quela terra, viu-a, e tom ou-a, e deitou-se com ela,
e hum ilhou-a.
'E apegou-se a sua alm a com D iná, filha de Jacó, e
am ou a m oça e falou afetuosam ente à moça.
4Falou tam bém Siquém a H am or, seu pai, dizendo:
Tom a-m e esta m oça por m ulher.
’Q uan d o Jacó ouviu que D iná, sua filha, fora vio­
lada, estavam os seus filhos no cam po com o gado;
e calou-se Jacó até que viessem.
6E saiu H am or, pai de Siquém , a Jacó, para falar
com ele.
7E vieram os filhos de Jacó d o cam po, ouvindo isso,
e entristeceram -se os hom ens, e iraram -se m uito,
p o rq u an to Siquém com etera um a insensatez em
Israel, deitando-se com a filha de Jacó; o que não se
devia fazer assim.
“Então falou H am or com eles, dizendo: A alm a de
Siquém, m eu filho, está enam orada da vossa filha;
dai-lha, peço-vos, po r m ulher;
9E aparentai-vos conosco, dai-nos as vossas filhas,
e tom ai as nossas filhas para vós;
l0E habitareis conosco; e a te rra estará diante de
vós; habitai e negociai nela, e tom ai possessão nela.
" E disse Siquém ao pai dela, e aos irm ãos dela:
Ache eu graça em vossos olhos, e darei o que m e
disserdes;
,2A um entai m uito sobre m im o dote e a dádiva e
A traição de Sinteão e Levi
25E aconteceu que, ao terceiro dia, q u an d o esta­
vam com a mais violenta dor, os dois filhos de Jacó,
Simeão e Levi, irm ãos de Diná, to m aram cada um
a sua espada, e en traram afoitam ente na cidade, e
m ataram todos os hom ens.
26M ataram tam b ém ao fio da espada a H am or, e
a seu filho Siquém ; e to m aram a D iná da casa de
Siquém , e saíram.
44
GÊNESIS 34,35
27Vieram os filhos de Jacó aos m o rto s e saquearam
a cidade; porquanto violaram a sua irm ã.
28As suas ovelhas, e as suas vacas, e os seus ju m en ­
tos, e o que havia na cidade e no cam po, tom aram .
29E todos os seus bens, e todos os seus m eninos, e
as suas mulheres, levaram presos, e saquearam tudo
o que havia em casa.
30Então disse Jacó a Sim eão e a Levi: Tendes-m e
turbado, fazendo-m e cheirar mal entre os m o rad o ­
res desta terra, entre os cananeus e perizeus; tendo
eu pouco povo em núm ero, eles ajuntar-se-ão, e
serei destruído, eu e m inha casa.
3,E eles disseram : D evia ele tra ta r a nossa irm ã
com o a u m a prostituta?
8E m orreu D ébora, a am a de Rebeca, e foi sepulta­
da ao pé de Betei, debaixo do carvalho cujo no m e
cham ou Alom-Bacute.
9E apareceu Deus o u tra vez a Jacó, v indo de PadãArã, e abençoou-o.
I0E disse-lhe Deus: O teu no m e é Jacó; não te
cham arás m ais Jacó, m as Israel será o teu nom e. E
cham ou-lhe Israel.
1 'Disse-lhe m ais Deus: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; frutifica e m ultiplica-te; u m a nação, sim, um a
m ultidão de nações sairá de ti, e reis procederão dos
teus lombos;
l2E te darei a ti a terra que tenho dado a Abraão e a
Isaque, e à tua descendência depois de ti darei a terra.
13E Deus subiu dele, do lugar o n d e falara com ele.
14E Jacó pôs um a coluna no lugar onde falara com
ele, um a coluna de pedra; e d erram o u sobre ela um a
libação, e deitou sobre ela azeite.
I5E ch am o u Jacó aquele lugar, o n d e D eus falara
com ele, Betei.
D eus m anda Jacó a B etei levantar u m altar
DEPOIS disse D eus a Jacó: Levanta-te,
sobe a Betei, e habita ali; e faze ali um altar
ao Deus que te apareceu, qu an d o fugiste da face de
Esaú teu irmão.
2Então disse Jacó à sua família, e a todos os que com
ele estavam: Tirai os deuses estranhos, que há no meio
de vós, e purificai-vos, e m udai as vossas vestes.
’E levantem o-nos, e subam os a Betei; e ali farei um
altar ao Deus que m e respondeu no dia da m inha
angústia, e que foi com igo no cam inho que tenho
andado.
4Então deram a Jacó todos os deuses estranhos,
que tinham em suas m ãos, e as arrecadas que esta­
vam em suas orelhas; e Jacó os escondeu debaixo do
carvalho que está ju n to a Siquém.
5E partiram ; e o terro r de D eus foi sobre as cidades
que estavam ao redor deles, e não seguiram após os
filhos de Jacó.
6Assim chegou Jacó a Luz, que está na te rra de
Canaã (esta é Betei), ele e to d o o povo que com
ele havia.
7E edificou ali um altar, e cham ou aquele lugar ElBetel; p o rquanto Deus ali se lhe tinha m anifestado,
q u an d o fugia da face de seu irm ão.
O na scim en to de B e n ja m im e a
m o rte d e R a q u el
l6E p artiram de Betei; e havia ainda u m pequeno
espaço de terra para chegar a Efrata, e deu à luz Ra­
quel, e ela teve trabalho em seu parto.
17E aconteceu que, tendo ela trabalho em seu parto,
lhe disse a parteira: N ão tem as, p orque tam bém este
filho terás.
I8E aconteceu que, saindo-se-lhe a alm a (porque
m orreu), cham ou-lhe Benoni; m as seu pai cham oulhe Benjamim.
l9Assim m o rreu Raquel, e foi sepultada no cam i­
nho de Efrata; que é Belém.
20E Jacó pôs u m a coluna sobre a sua sepultura; esta
é a coluna da sepultura de Raquel até o dia de hoje.
2'E ntão p artiu Israel, e estendeu a sua tenda além
de Migdal Eder.
22E aconteceu que, habitando Israel naquela terra,
Pôs uma coluna sobre a sua sepultura
(35.20)
lar quanto no plural. Suas designações: a) Um terreno que
pode ser vendido e comprado para qualquer finalidade, como.
por exemplo, sepultar parentes (Éx 14.11); b) Um lugar que
pode ser tocado por uma pessoa viva (Nm 19.16); c) Um lu­
gar em que os ossos (restos mortais) podem ser encontrados
(2Rs 13.21); d) Um lugar que pode ser cavado e ossos, exuma­
dos (2Rs 23.16). Diferentemente, sheol, no hebraico, e hades,
no grego, sempre são citados no singular, nunca no plural; e
se referem a um lugar invisível da alma, nunca ao local do sepultamento do corpo (Lc 16.23).
Testemunhas de Jeová. Ensinam que o sheol e o hades
significam a sepultura comum da humanidade. Na sepul­
tura, os mortos estão em descanso, aguardando o dia da ressur­
reição. Não estão lá para ser condenados pelos pecados que co­
meteram em vida, mas. sim, para alcançar uma nova oportunida­
de de salvação durante os mil anos do reinado de Cristo.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A palavra hebraica para
sepultura é kever, e pode ser vista tanto no singu­
45
GÊNESIS 35,36
Sam á e M izá; estes foram os filhos d e Basem ate,
m ulher de Esaú.
UE estes foram os filhos de A olibam a, m u lh er de
Esaú, filha de Aná, filho de Zibeão; ela teve de Esaú:
Jeús, Jalão e Coré.
l5Estes são os príncipes dos filhos de Esaú: os filhos
de Elifaz, o prim ogênito de Esaú, o príncipe Temã, o
príncipe Omar, o príncipe Zefô, o príncipe Quenaz.
"’O príncipe C oré, o p rín cip e G aetã, o p rín cip e
Amaleque; estes são os príncipes de Elifaz na terra
de Edom; estes são os filhos de Ada.
I7E estes são os filhos de Reuel, filhos de Esaú: o
príncipe N aate, o p rín cip e Zerá, o príncipe Samá,
o príncipe M izá; estes são os prín cip es de Reuel,
na terra de Edom ; estes são os filhos de Basemate,
m ulher de Esaú.
I8E estes são os filhos de A olibam a, m u lh er de Esaú:
o príncipe Jeús, o príncipe Jalão, o p rín cip e Coré;
estes são os príncipes de A olibam a, filha de Aná,
m ulher de Esaú.
l9Estes são os filhos de Esaú, e estes são seus p rín ­
cipes: Ele é Edom.
-‘’Estes são os filhos de Seir, horeu, m oradores da­
quela terra: Lotã, Sobal, Zibeão e Aná,
2'D isom , Eser e Disã; estes são os prín cip es dos
horeus, filhos de Seir, na terra de Edom .
22E os filhos de Lotã foram H ori e H om ã; e a irm ã
de Lotã era Tim na.
23Estes são os filhos de Sobal: Alvã, M anaate, Ebal,
Sefô e Onã.
24E estes são os filhos de Zibeão: Aiá e Aná; este é o
Aná que achou as fontes term ais no deserto, q uando
apascentava os ju m en to s de Zibeão, seu pai.
2,E estes são os filhos de Aná: D isom e A olibam a,
afilha de Aná.
26E estes são os filhos de Disã: H endã, Esbã, Itrã e
Querã.
27Estes são os filhos d e Eser: Bilã, Zaavã e Acã.
2ítEstes são os filhos de Disã: Uz e Arã.
29Estes são os prín cip es dos horeus: o príncipe
Lotã, o p rín cip e Sobal, o príncipe Zibeão, o p rín ­
cipe Aná.
,0O p rín cip e D isom , o príncipe Eser, o príncipe
Disã: estes são os príncipes dos horeus segundo os
seus p rincipados na terra de Seir.
3IE estes são os reis qu e reinaram na te rra de
E dom , antes que reinasse rei algum sobre os filhos
de Israel.
32Reinou, pois, em E dom Bela, filho de Beor, e o
nom e da sua cidade foi Dinabá.
foi Rúben e deitou-se com Bila, concubina de seu
pai; e Israel o soube. E eram doze os filhos de Jacó.
2,Os filhos de Lia: Rúben, o prim ogênito de Jacó,
depois Simeão e Levi, e Judá, e Issacar e Zebulom ;
24O s filhos de Raquel: José e Benjamim;
2,E os filhos de Bila, serva de Raquel: D ã e Naftali;
2f,E os filhos de Ziipa, serva de Lia: G ade e Aser.
Estes são os filhos de Jacó, que lhe nasceram em
Padã-Arã.
27E Jacó veio a seu pai Isaque, a M anre, a Q uiriateA rba (que é H ebrom ), o nde peregrinaram A braão
e Isaque.
28E foram os dias de Isaque cento e oitenta anos.
29E Isaque expirou, e m orreu, e foi recolhido ao seu
povo, velho e farto de dias; e Esaú e Jacó, seus filhos,
o sepultaram .
Os d escendentes de Esaú
E ESTAS são as gerações de Esaú (que é
Edom ).
2Esaú to m ou suas m ulheres das filhas de Canaã; a
Ada, filha de Elom, heteu, e a Aolibama, filha de Aná,
filho de Zibeão, heveu.
}E a Basemate, filha de Ismael, irm ã de Nebaiote.
■*E Ada teve de Esaú a Elifaz; e Basem ate teve a
Reuel;
5E A olibam a deu à luz a Jeús, Jalão e Coré; estes
são os filhos de Esaú, que lhe nasceram na terra de
Canaã.
6E Esaú tom ou suas m ulheres, e seus filhos, e suas
filhas, e todas as almas de sua casa, e seu gado, e to ­
dos os seus anim ais, e todos os seus bens, que havia
ad q u irid o na terra de Canaã; e foi para outra terra
apartando-se de Jacó, seu irm ão;
7Porque os bens deles eram m uitos para habitarem
juntos; e a terra de suas peregrinações não os podia
sustentar p o r causa do seu gado.
8P ortanto Esaú habitou na m o n tan h a de Seir; Esaú
é Edom.
9Estas, pois, são as gerações de Esaú, pai dos edomeus, na m o n tan h a de Seir.
l0Estes são os nom es dos filhos de Esaú: Elifaz, filho
de Ada, m ulher de Esaú; Reuel, filho de Basemate,
m ulher de Esaú.
n E os filhos de Elifaz foram : Temã, O m ar, Zefô,
G aetã e Quenaz.
,2E T im na era concubina de Elifaz, filho de Esaú, e
teve de Elifaz a Amaleque. Estes são os filhos de Ada,
m ulher de Esaú.
L,E estes foram os filhos de Reuel: N aate, Zerá,
46
GÊNESIS 36,37
33E m o rreu Bela; e Jobabe, filho de Zerá, de Bozra,
reinou em seu lugar.
i4E m orreu Jobabe; e Husão, da terra dos tem anitas, reinou em seu lugar.
” E m orreu Husão, e em seu lugar reinou Hadade,
filho de Bedade, o que feriu a M idiã, no cam po de
Moabe; e o nom e da sua cidade/oi Avite.
36E m o rreu H adade; e Samlá de M asreca reinou
em seu lugar.
r E m o rreu Samlá; e Saul de Reobote, ju n to ao rio,
reinou em seu lugar.
38E m orreu Saul; e Baal-Hanã, filho de Acbor, rei­
nou em seu lugar.
,9E m o rreu Baal-H anã, filho de Acbor; e H adar rei­
nou em seu lugar, e o nom e de sua cidade/oi Pau; e o
nom e de sua m ulher fo i M eetabel, filha de M atrede,
filha de Me-Zaabe.
40E estes são os nom es dos príncipes de Esaú, se­
gundo as suas gerações, segundo os seus lugares,
com os seus nom es: o príncipe T im na, o príncipe
Alva, o príncipe Jetete,
410 príncipe Aolibama, o príncipe Ela, o príncipe
Pinom ,
420 príncipe Q uenaz, o príncipe Temã, o príncipe
Mibzar,
4,0 príncipe Magdiel, o príncipe Irã: estes são os
príncipes de Edom , segundo as suas habitações, na
terra da sua possessão. Este é Esaú, pai de Edom.
Os sonhos de José
E JACÓ habitou na terra das peregrinações
de seu pai, na terra de Canaã.
2Estas são as gerações de Jacó. Sendo José de dezes­
sete anos, apascentava as ovelhas com seus irmãos;
sendo ainda jovem, andava com os filhos de Bila, e
com os filhos de Zilpa, m ulheres de seu pai; e José
trazia m ás notícias deles a seu pai.
3E Israel am ava a José m ais do que a todos os seus
filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe um a
túnica de várias cores.
4 Vendo, pois, seus irm ãos que seu pai o am ava mais
do que a todos eles, o d iaram -n o , e não p o -d iam
falar com ele pacificamente.
sTeve José u m sonho, que contou a seus irm ãos;
por isso o odiaram ainda mais.
"E disse-lhes: Ouvi, peço-vos, este sonho, que tenho
sonhado:
7Eis que estávamos atan d o m olhos no m eio do
cam po, e eis que o m eu m olho se levantava, e ta m ­
47
bém ficava em pé, e eis que os vossos m olhos o ro ­
deavam, e se inclinavam ao m eu m olho.
8Então lhe disseram seus irm ãos: Tu, pois, deveras
reinarás sobre nós? Tu deveras terás d o m ínio sobre
nós? Por isso ainda m ais o odiavam p o r seus sonhos
e por suas palavras.
9E teve José o u tro sonho, e o co ntou a seus irm ãos, e
disse: Eis que tive ainda o u tro sonho; e eis que o sol,
e a lua, e onze estrelas se inclinavam a m im .
I0E co n tan d o -o a seu pai e a seus irm ãos, rep re­
endeu-o seu pai, e disse-lhe: Q ue son h o é este que
tiveste? P o rv en tu ra virem os, eu e tu a m ãe, e teus
irm ãos, a inclinar-nos p erante ti em terra?
"S eu s irm ãos, pois, o invejavam; seu pai porém
guardava este negócio no seu coração.
l2E seus irm ãos foram apascentar o rebanho de seu
pai, ju n to de Siquém.
13Disse, pois, Israel a José: N ão apascentam os teus
irm ãos ju n to de Siquém? Vem, e enviar-te-ei a eles.
E ele respondeu: Eis-me aqui.
14E ele lhe disse: O ra vai, vê com o estão teus irmãos,
e com o está o rebanho, e traze-m e resposta. Assim o
enviou do vale de H ebrom , e foi a Siquém.
I5E ach o u -o u m h o m em , p o rq u e eis q ue andava
erran te pelo cam po, e p erg u n to u -lh e o h o m em ,
dizen-do: Q ue procuras?
I6E ele disse: P rocuro m eus irm ãos; dize-m e, peçote, onde eles apascentam .
I7E disse aquele hom em : Foram -se daqui; porque
ouvi-os dizer: Vamos a Dotã. José, pois, seguiu atrás
de seus irm ãos, e achou-os em Dotã.
O s irm ãos d e José conspiram a sua m orte
1SE v iram -n o de longe e, antes que chegasse a eles,
conspiraram co n tra ele para o m atarem .
19E d isseram u m ao o u tro : Eis lá vem o so n h ad o r-m o r!
20V inde, pois, agora, e m atem o-lo, e lancem o-lo
num a destas covas, e direm os: U m a fera o com eu; e
verem os que será dos seus sonhos.
2IE o u v in d o -o R úben, liv ro u -o das suas m ãos, e
disse: N ão lhe tirem os a vida.
22Tam bém lhes disse Rúben: N ão derram eis san­
gue; lançai-o nesta cova, que está n o deserto, e não
lanceis m ãos nele; isto disse para livrá-lo das m ãos
deles e para to rn á-lo a seu pai.
23E aconteceu que, chegando José a seus irm ãos,
tiraram de José a sua túnica, a túnica de várias cores,
que trazia.
GÊNESIS 37,38
Ju d á e Tam ar
E ACONTECEU no m esm o tem p o que
Judá desceu de entre seus irm ãos e entrou
na casa de um h o m em de A dulão, cujo n o m e era
H ira,
2E viu Judá ali a filha de um hom em cananeu, cujo
nom e era Sua; e to m o u -a p o r m ulher, e a possuiu.
!E ela concebeu e d eu à luz um filho, e cham oulhe Er.
4E to rn o u a conceber e deu à luz um filho, e cham ou-lh e Onã.
’E co n tin u o u ainda e deu à luz um filho, e cham oulhe Selá; e Judá estava em Q uezibe, q u an d o ela o
deu à luz.
6Judá, pois, to m o u um a m ulher para Er, o seu p ri­
m ogênito, e o seu nom e era Tamar.
7Er, p o rém , o prim o g ên ito de Judá, era m au aos
olhos do S enhor , p o r isso o S enhor o m atou.
sE ntão disse Judá a O nã: Toma a m u lh er do teu
irm ão, e casa-te com ela, e suscita descendência a
teu irm ão.
9O nã, porém , soube que esta descendência não h a­
via de ser para ele; e aconteceu que, q u an d o possuía
a m ulh er de seu irm ão, derram ava o sêm en na terra,
para não dar descendência a seu irm ão.
I0E o q u e fazia e ra m a u a o s o lh o s d o S enhor , p e lo
24E tom aram -no, e lançaram -no na cova; porém a
cova estava vazia, não havia água nela.
25D epois assentaram -se a com er pão; e levantaram
os seus olhos, e olharam , e eis que um a com panhia
de ismaelitas vinha de Gileade; e seus camelos tra ­
ziam especiarias e bálsam o e m irra, e iam levá-los
ao Egito.
José é vendido pelos seus irm ãos
26Então Judá disse aos seus irm ãos: Q ue proveito
haverá que m atem os a nosso irm ão e escondam os
o seu sangue?
27Vinde e vendam o-lo a estes ismaelitas, e não seja
nossa m ão sobre ele; porque ele é nosso irm ão, nos­
sa carne. E seus irm ãos obedeceram .
28Passando, pois, os m ercadores m idianitas, ti­
raram e alçaram a José da cova, e venderam José
p o r vinte moedas de prata, aos ismaelitas, os quais
levaram José ao Egito.
29Voltando, pois, R úben à cova, eis que José não
estava na cova; então rasgou as suas vestes.
30E voltou a seus irm ãos e disse: O m enino não está;
e eu aonde irei?
3'E ntão tom aram a túnica de José, e m ataram um
cabrito, e tingiram a túnica no sangue.
32E enviaram a túnica de várias cores, m andando
levá-la a seu pai, e disseram : Tem os achado esta
túnica; conhece agora se esta será o u não a túnica
de teu filho.
33E conheceu-a, e disse: É a túnica de m eu filho; um a
fera o com eu; certam ente José foi despedaçado.
,4Então Jacó rasgou as suas vestes, pôs saco sobre os
seus lom bos e lam entou a seu filho m uitos dias.
3,E levantaram -se todos os seus filhos e todas as
suas filhas, para o consolarem ; recusou porém ser
consolado, e disse: P orquanto com choro hei de
descer ao m eu filho até a sepultura. Assim o chorou
seu pai.
36E os m idianitas venderam -no no Egito a Potifar,
oficial de Faraó, capitão da guarda.
q u e ta m b é m o m a to u .
"E n tã o disse Judá a Tam ar sua nora: Fica-te vi­
úva na casa de teu pai, até que Selá, m eu filho, seja
grande. P orquanto disse: Para que p o rventura não
m o rra tam bém este, com o seus irm ãos. Assim se foi
T am ar e ficou na casa de seu pai.
l2Passando-se pois m uitos dias, m o rreu a filha de
Sua, m u lh er de Judá; e depois de consolado Judá
subiu aos tosquiadores das suas ovelhas em Tim na,
ele e H ira, seu amigo, o adulam ita.
13E d eram aviso a Tam ar, dizendo: Eis que o teu
sogro sobe a T im na, a tosquiar as suas ovelhas.
l4E ntão ela tiro u de sobre si os vestidos da sua v iu ­
vez e cobriu-se com o véu, e envolveu-se, e assentouse à entrada das duas fontes que estão no cam inho de
duas partes. O lugar dos santos era chamado Seio de Abraáo, Tro­
no da glória e Jardim do Éden. A outra parte era o infemo. lugar
de tormento consciente dos perdidos (Lc 16.19-31). Na referên­
cia em estudo, fica claro que Jacó não considerava o sheol como
simples sepultura, mas um lugar na região inferior. Prova disso é
que ele desejou ir ao sheol para encontrar-se com José, seu filho
querido. Jacó não esperava encontrar seu filho na sepultura, mas
em outro lugar, no mundo invisível dos mortos (V. Lc 16.23). Sen­
do assim, sheol não pode significar simplesmente a sepultura co­
mum da humanidade.
Hei de descer ao meu fllho até a sepultura
(37.35,36)
Testemunhas de Jeová. Dogmatizam a palavra sheol, di­
zendo que significa única e exclusivamente a sepultura co­
mum da humanidade.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: No hebraico, o termo tradu­
zido na ACF por sepultura também é sheol, que é corres­
pondente à palavra grega hades, cujo significado é ‘ o mundo Invi­
sível dos mortos". Antes da vinda de Cristo, o sheol se dividia em
48
GÊNESIS 38,39
Tim na, porque via que Selá já era grande, e ela não
lhe fora dada po r mulher.
I5E vendo-a Judá, teve-a po r um a prostituta, p o r­
que ela tinha coberto o seu rosto.
i6E dirigiu-se a ela no cam inho, e disse: Vem,
peço-te, deixa-m e possuir-te. P orquanto não sabia
que era sua nora. E ela disse: Q ue darás, para que
possuas a mim?
1 'E ele disse: Eu te enviarei um cabrito do rebanho.
E ela disse: D ar-m e-ás p en h o r até que o envies?
l8Então ele disse: Q ue p enhor é que te darei? E ela
disse: O teu selo, e o teu cordão, e o cajado que está
em tua m ão. O que ele lhe deu, e possuiu-a, e ela
concebeu dele.
I9E ela se levantou, e se foi e tiro u de sobre si o seu
véu, e vestiu os vestidos da sua viuvez.
20E Judá enviou o cabrito po r m ão do seu am igo, o
adulam ita, para to m a r o pen h o r da m ão da m ulher;
porém não a achou.
21E p erguntou aos hom ens daquele lugar, dizendo:
O nde está a prostituta que estava no cam inho ju n to
às duas fontes? E disseram: Aqui não esteve p rosti­
tuta alguma.
22E tornou-se a Judá e disse: N ão a achei; e tam bém
disseram os hom ens daquele lugar: Aqui não esteve
prostituta.
23Então disse Judá: Deixa-a ficar com o penhor,
p ara que porv en tu ra não caiam os em desprezo;
eis que ten h o enviado este cabrito; m as tu não a
achaste.
24E aconteceu que, quase três meses depois, deram
aviso a Judá, dizendo: Tamar, tua nora, adulterou, e
eis que está grávida do adultério. Então disse Judá:
T irai-a fora para que seja queim ada.
25E tirando-a fora, ela m an d o u dizer a seu sogro:
Do hom em de quem são estas coisas eu concebi. E ela
disse mais: Conhece, peço-te, de quem é este selo, e
este cordão, e este cajado.
^ E conheceu-os Judá e disse: M ais ju sta é ela do
que eu, p o rq u an to não a te n h o dado a Selá m eu
filho. E nunca m ais a conheceu.
27E aconteceu ao tem p o de d ar à luz que havia
gêmeos em seu ventre;
2KE sucedeu que, d ando ela à luz, que um pôs fora
a mão, e a parteira tom ou-a, e atou em sua m ão um
fio encarnado, dizendo: Este saiu prim eiro.
29Mas aconteceu que, to rn an d o ele a recolher a sua
mão, eis que saiu o seu irm ão, e ela disse: C om o tu
tens rom pido, sobre ti é a rotura. E cham aram -lhe
Perez.
49
30E depois saiu o seu irm ão, em cuja m ão estava o
fio encarnado; e cham aram -lhe Zerá.
José tia casa de Potifar
E JOSÉ foi levado ao Egito, e Potifar, ofi­
cial de Faraó, capitão da guarda, hom em
egípcio, co m p ro u -o da m ão dos ism aelitas que o
tinham levado lá.
2E o S en h or estava com José, e foi hom em p ró sp e­
ro; e estava na casa de seu senhor egípcio.
’Vendo, pois, o seu senhor q ue o S e n h o r estava
com ele, e tu d o o que fazia o S e n h o r prosperava em
sua mão,
4José achou graça em seus olhos, e servia-o; e ele
o pôs sobre a sua casa, e entregou n a sua m ão tudo
o que tinha.
’E aconteceu que, desde que o pusera sobre a sua
casa e sobre tu d o o que tinha, o S en h or abençoou
a casa do egípcio p o r am o r de José; e a bênção do
S en h or foi sobre tu d o o q ue tin h a, na casa e no
campo.
6E deixou tu d o o que tin h a na m ão de José, de
m aneira que nada sabia do que estava com ele, a não
ser do pão qu e com ia. E José era form oso de porte,
e de semblante.
7E aconteceu depois destas coisas que a m u lh er do
seu senhor pôs os seus olhos em José, e disse: Deitate comigo.
8Porém ele recusou, e disse à m u lh er do seu senhor:
Eis que o m eu senhor não sabe do que há em casa co­
migo, e entregou em m in h a m ão tu d o o que tem;
9N inguém há m aio r do que eu nesta casa, e n e­
n h u m a coisa m e vedou, senão a ti, p o rq u an to tu és
sua m ulher; com o pois faria eu tam an h a maldade,
e pecaria contra Deus?
I0E aconteceu que, falando ela cada dia a José, e
não lhe d ando ele ouvidos, para deitar-se com ela,
e estar com ela,
"S ucedeu n u m certo dia que ele veio à casa para
fazer seu serviço; e n en h u m dos da casa estava ali;
l2E ela lhe pegou pela sua roupa, dizendo: Deitate comigo. E ele deixou a sua roupa na m ão dela, e
fugiu, e saiu para fora.
I3E aconteceu que, vendo ela que deixara a sua
roupa em sua m ão, e fugira para fora,
l4C h am o u aos ho m en s de sua casa, e falou-lhes,
dizendo: Vede, m eu m arido trouxe-nos u m hom em
hebreu para escarnecer de nós; veio a m im para dei­
tar-se comigo, e eu gritei com grande voz;
15E aconteceu que, ouvindo ele que eu levantava a
GÊNESIS 39,40
do seu sonho, o copeiro e o padeiro do rei do Egito,
que estavam presos na casa do cárcere.
6E veio José a eles pela m anhã, e o lh o u p ara eles, e
viu que estavam p erturbados.
7Então p erg u n to u aos oficiais de Faraó, que com
ele estavam no cárcere da casa de seu senhor, dizen­
do: Por que estão hoje tristes os vossos semblantes?
8E eles lhe disseram : Tivem os u m sonho, e n in ­
guém há que o interprete. E José disse-lhes: N ão são
de D eus as interpretações? C ontai-m o, peço-vos.
''Então contou o copeiro-m or o seu sonho a José,
e disse-lhe: Eis que em m eu sonho havia u m a vide
diante da m inha face.
1 °E na vide três sarm entos, e b ro tan d o ela, a sua flor
saía, e os seus cachos am adureciam em uvas;
1 ‘E o copo de Faraó estava na m inha m ão, e eu to ­
m ava as uvas, e as esprem ia no copo de Faraó, e dava
o copo na m ão de Faraó.
12E ntão disse-lhe José: Esta é a sua interpretação:
O s três sarm entos são três dias;
’’D entro ainda de três dias Faraó levantará a tua
cabeça, e te restaurará ao teu estado, e darás o copo
de Faraó n a sua m ão, conform e o costum e antigo,
quand o eras seu copeiro.
l4Porém lem bra-te de m im , q uando te for bem ; e
rogo-te que uses com igo de com paixão, e que faças
m enção de m im a Faraó, e faze-me sair desta casa;
15Porque, de fato, fui roubado da terra dos hebreus;
e tam p o u co aqui nada tenho feito p ara que m e p u ­
José na prisão interpreta dois sonhos
E ACONTECEU, depois destas coisas, que sessem nesta cova.
l6Vendo então o padeiro-m or que tin h a interpre­
o
copeiro do rei do Egito, e o seu padeiro,
tado bem , disse a José: Eu tam bém sonhei, e eis que
ofenderam o seu senhor, o rei do Egito.
2E indignou-se Faraó m uito co n tra os seus dois três cestos brancos estavam sobre a m inha cabeça;
l7E no cesto m ais alto havia de todos os m anjares
oficiais, contra o copeiro-m o r e contra o padeirode Faraó, o bra de padeiro; e as aves o com iam do
mor.
3E entregou-os à prisão, na casa do capitão da cesto, de sobre a m inha cabeça.
l8E ntão respondeu José, e disse: Esta é a sua inter­
guarda, n a casa do cárcere, n o lugar onde José es­
pretação: Os três cestos são três dias;
tava preso.
l9D entro ainda de três dias Faraó tirará a tu a cabe­
4E o capitão da guarda pô-los a cargo de José, para
ça e te p en d u rará n u m pau, e as aves com erão a tua
que os servisse; e estiveram m uitos dias na prisão.
5E am bos tiveram um sonho, cada um seu sonho, carne de sobre ti.
20E aconteceu ao terceiro dia, o dia do nascim ento
na m esm a noite, cada um conform e a interpretação
m inha voz e gritava, deixou a sua roupa comigo, e
fugiu, e saiu para fora.
I6E ela pôs a sua roupa perto de si, até que o seu
senhor voltou à sua casa.
17Então falou-lhe conform e as m esm as palavras,
dizendo: Veio a m im o servo hebreu, que nos tro u ­
xeste, para escarnecer de m im ;
l8E aconteceu que, levantando eu a m in h a voz e
gritando, ele deixou a sua roupa com igo, e fugiu
para fora.
I9E aconteceu que, ouvindo o seu senhor as p a­
lavras de sua m ulher, que lhe falava, dizendo: C on­
form e a estas m esm as palavras m e fez teu servo, a
sua ira se acendeu.
20E o senhor de José o tom ou, e o entregou na casa
do cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam
encarcerados; assim esteve ali na casa do cárcere.
210 Se nho r , porém , estava com José, e estendeu so­
bre ele a sua benignidade, e deu-lhe graça aos olhos
do carcereiro-m or.
22E o carcereiro-m or entregou na m ão de José to ­
dos os presos que estavam na casa do cárcere, e ele
ordenava tudo o que se fazia ali.
21E o carcereiro-m or não teve cuidado de n e ­
n hu m a coisa que estava na m ão dele, p o rquanto o
S e n h o r estava com ele, e tudo o que fazia o S e n h o r
prosperava.
gãos, e decretavam a morte de alguém na ocasião em que come­
moravam seus aniversários. Nenhum herói da fé comemorou ani­
versário, mas apenas homens ímpios..
O dia do nascimento de Faraó
(40.20-22)
Testemunhas de Jeová. Afirmam que há apenas dois ani­
versários na Bíblia: o de Faraó e o de Herodes (Mt 14.6; Mc
6.21). Com base nisso, a Sociedade Torre de Vigia proíbe que
seus adeptos celebrem aniversário e ataca aqueles que o come­
moram. Dizem que tanto Faraó quanto o rei Herodes eram reis pa­
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Contrariando as Testemu­
nhas de Jeová, a Bíblia relata alguns outros aniversários.
Jó era um homem justo e celebrava os aniversários de seus fi­
lhos. “E Iam seus filhos à casa uns dos outros e faziam ban-
50
GÊNESIS 40,41
de Faraó, que fez um banquete a todos os seus ser­
vos; e levantou a cabeça do copeiro-m or, e a cabeça
do padeiro-m or, no m eio dos seus servos.
21E fez to rn ar o copeiro-m or ao seu oficio de copei­
ro, e este deu o copo na m ão de Faraó,
22Mas ao padeiro-m or enforcou, com o José havia
interpretado.
2iO copeiro-m or, porém , não se lem brou de José,
antes se esqueceu dele.
1 'E ntão tivem os um son h o na m esm a noite, eu e
ele; sonham os, cada um conform e a interpretação
do seu sonho.
I2E estava ali conosco um jovem hebreu, servo do
capitão da guarda, e contam os-lhe os nossos sonhos
e ele no-los interpretou, a cada um conform e o seu
sonho.
I3E com o ele nos in terp reto u , assim aconteceu; a
m im m e foi restituído o m eu cargo, e ele foi enfor­
cado.
José interpreta os sonhos de Faraó
u Então m an d o u Faraó cham ar a José, e o fizeram
E ACONTECEU que, ao fim de dois anos sair logo do cárcere; e barbeou-se e m u d o u as suas
inteiros, Faraó sonhou, e eis que estava em roupas e apresentou-se a Faraó.
pé ju n to ao rio.
‘'E Faraó disse a José: Eu tive u m sonho, e ninguém
2E eis que subiam do rio sete vacas, form osas à vista
há que o interprete; m as de ti ouvi dizer que quando
e gordas de carne, e pastavam no prado.
ouves u m sonho o interpretas.
SE eis que subiam do rio após elas outras sete vacas,
U'E respondeu José a Faraó, dizendo: Isso não está
feias à vista e m agras de carne; e paravam ju n to às
em m im ; D eus dará resposta de paz a Faraó.
outras vacas na praia do rio.
l7Então disse Faraó a José: Eis que em m eu sonho
4E as vacas feias à vista e m agras de carne, com iam
estava eu em pé na m argem do rio,
as sete vacas form osas à vista e gordas. E ntão acor­
1SE eis que subiam do rio sete vacas gordas de carne
d o u Faraó.
e form osas à vista, e pastavam no prado.
5Depois d orm iu e sonhou ou tra vez, e eis que bro ­
I9E eis que o u tras sete vacas subiam após estas,
tavam de u m m esm o pé sete espigas cheias e boas.
m
u ito feias à vista e m agras de carne; n ão tenho
6E eis que sete espigas m iúdas, e queim adas do
visto
o utras tais, q u anto à fealdade, em to d a a terra
vento oriental, brotavam após elas.
do
Egito.
7E as espigas m iúdas devoravam as sete espigas
20E as vacas m agras e feias com iam as prim eiras
grandes e cheias. Então acordou Faraó, e eis que era
sete
vacas gordas;
um sonho.
2IE
en travam em suas en tran h as, m as não se co­
8E aconteceu que pela m anhã o seu espírito perturnhecia
que houvessem entrado; p o rq u e o seu pare­
bou-se, e enviou e cham ou todos os adivinhadores
cer
era
feio
com o no princípio. Então acordei.
do Egito, e todos os seus sábios; e Faraó contou22D
epois
vi
em m eu sonho, e eis que de u m m esm o
lhes os seus sonhos, m as ninguém havia que lhos
pé subiam sete espigas cheias e boas;
interpretasse.
2VE eis que sete espigas secas, m iúdas e queim adas
’Então falou o copeiro-m or a Faraó, dizendo: Das
do vento oriental, brotavam após elas.
m inhas ofensas m e lem bro hoje:
1 "Estando Faraó m uito indignado contra os seus 24E as sete espigas m iúdas devoravam as sete espi­
servos, e p o n d o -m e sob prisão na casa do capitão gas boas. E eu contei isso aos magos, m as ninguém
da guarda, a m im e ao padeiro-m or,
houve que m o interpretasse.
quetes cada um por sua vez', o que indica a comemoração do
aniversário de cada um deles (Jó 1.4). Jó, referindo-se ao seu
dia de nascimento, afirmou: "Pereça o dia em que nasci.,.',
(Jó 3.2,3). No versfculo 1, lemos: “Depois disto abriu Jó a sua
boca, e amaldiçoou o seu dia'. Tanto Faraó quanto Herodes,
pelo fato de serem reis ímpios e violentos, estavam acostuma­
dos a executar as pessoas em qualquer ocasião e não somen­
te no dia de seu aniversário.
As Testemunhas de Jeová náo proíbem celebrações e aniversá­
rios de casamento, e comemoraram com grande pompa os 100
anos de aniversário do nascimento de sua instituição (em edições
especiais de A Sentinela e Despertai!). Náo comemoram somente
o dia do aniversário natalício (de nascimento). Junto a essa inter­
pretação oficial, a Sociedade Torre de Vigia acrescenta Eclesiastes 7.1, que diz: “Melhor é a boa fama do que o melhor ungüento,
e o dia da morte do que o dia do nascimento". Mas essa tese não
resiste à verdade da Palavra de Deus. Lucas 1.14 diz: “ E terás pra­
zer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento'. O nasci­
mento de João Batista foi uma ocasião de festa e alegria. Os filhos
de Jó (servo temente e fiel a Deus) não deixavam passar em bran­
co seus respectivos aniversários. Por que se baseiam em Faraó e
Herodes para que possam proibir essas comemorações?
51
GÊNESIS 41,42
43E o fez subir no segundo carro que tinha, e clam a­
vam diante dele: Ajoelhai. Assim o pôs sobre toda a
terra do Egito.
44E disse Faraó a José: Eu sou Faraó; po rém sem ti
ninguém levantará a sua m ão o u o seu pé em toda
a terra do Egito.
4,E Faraó ch am o u a José de Z afenate-Panéia, e
deu-lhe p o r m u lh er a A zenate, filha de Potífera,
sacerdote de O m ; e saiu José p o r toda a te rra do
Egito.
46E José era da idade de trin ta anos q u an d o se apre­
sentou a Faraó, rei do Egito. E saiu José da presença
de Faraó e passou p o r to d a a terra do Egito.
47E nos sete anos de fartura a terra produziu ab u n ­
dantem ente.
4SE ele aju n to u todo o m an tim en to dos sete
anos, que houve n a te rra do Egito; e g u ard o u o
m an tim e n to nas cidades, p o n d o nas m esm as o
m antim en to do cam po que estava ao redor de cada
cidade.
49Assim aju n to u José m uitíssim o trigo, com o a
areia do m ar, até que cessou de contar; p o rquanto
não havia num eração.
,0E nasceram a José dois filhos (antes que viesse um
ano de fom e), que lhe deu Azenate, filha de Potífera,
sacerdote de O m .
51E cham o u José ao prim ogênito M anassés, p o r­
que disse: Deus m e fez esquecer de todo o m eu tra ­
balho, e de toda a casa de m eu pai.
52E ao segundo cham ou Efraim; p orque disse: Deus
m e fez crescer na terra da m inha aflição.
53E ntão acabaram -se os sete anos de fartu ra que
havia n a terra do Egito.
54E com eçaram a vir os sete anos de fom e, com o
José tin h a dito; e havia fome em todas as terras, mas
em tod a a terra do Egito havia pão.
55E ten d o to d a a te rra do Egito fom e, clam ou o
povo a Faraó p o r pão; e Faraó disse a todos os egíp­
cios: Ide a José; o que ele vos disser, fazei.
S6H avendo, pois, fome sobre toda a terra, abriu José
tu d o em que havia m antim ento, e vendeu aos egíp­
cios; p o rq u e a fom e prevaleceu na terra do Egito.
57E de todas as terras vinham ao Egito, para com ­
p rar de José; p o rq u an to a fom e prevaleceu em todas
as terras.
“ Então disse José a Faraó: O sonho de Faraó é um
só; o que Deus há de fazer, m ostrou-o a Faraó.
-6As sete vacas form osas são sete anos, as sete
espigas form osas tam bém são sete anos, o sonho
éum só.
27E as sete vacas feias à vista e m agras, que subiam
depois delas, são sete anos, e as sete espigas m iúdas
e queim adas do vento oriental, serão sete anos de
fome.
“ Esta é a palavra que ten h o dito a Faraó; o que
Deus há de fazer, m ostrou-o a Faraó.
29E eis que vêm sete anos, e haverá grande fartura
em toda a terra do Egito.
,0E depois deles levantar-se-ão sete anos de fome, e
toda aquela fartura será esquecida na terra do Egito,
e a fom e consum irá a terra;
3IE não será conhecida a abundância n a terra, por
causa daquela fom e que haverá depois; porquanto
será gravíssima.
32E que o sonho foi repetido duas vezes a Faraó, é
porque esta coisa é determ inada por Deus, e Deus
se apressa em fazê-la.
33Portanto, Faraó previna-se agora de um hom em
entendido e sábio, e o p onha sobre a terra do Egito.
34Faça isso Faraó e p onha governadores sobre a
terra, e tom e a q u in ta p arte da te rra do Egito nos
sete anos de fartura,
3,E ajuntem toda a com ida destes bons anos, que
vêm , e am ontoem o trigo debaixo da m ão de Faraó,
para m antim ento nas cidades, e o guardem .
36Assim será o m an tim e n to para p rovim ento da
terra, para os sete anos de fome, que haverá na terra
do Egito; para que a terra não pereça de fome.
37E esta palavra foi boa aos olhos de Faraó, e aos
olhos de todos os seus servos.
Faraó põe José com o governador do E gito
38E disse Faraó a seus servos: A charíam os um h o ­
m em com o este em quem haja o espírito de Deus?
'“'D epois disse Faraó a José: Pois que D eus te fez
saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio
com o tu.
40Tu estarás sobre a m inha casa, e por tu a boca se
governará todo o m eu povo, som ente no tro n o eu
serei m aior que tu.
4'Disse m ais Faraó a José: Vês aqui te tenho posto
sobre toda a terra do Egito.
42E tiro u Faraó o anel da sua m ão, e o pôs na m ão
de José, e o fez vestir de roupas de linho fino, e pôs
u m colar de ouro no seu pescoço.
O s irtnãos d e José descem ao Egito
V EN D O então Jacó que havia m antim ento
no Egito, disse a seus filhos: Por que estais
olhando uns para os outros?
52
GÊNESIS 42
2Disse mais: Eis que tenh o ouvido que há m anti­
m entos no Egito; descei para lá, e com prai-nos dali,
para que vivamos e não m orram os.
3Então desceram os dez irm ãos de José, para com ­
prarem trigo no Egito.
4A Benjam im , porém , irm ão de José, não enviou
Jacó com os seus irm ãos, porque dizia: Para que lhe
não suceda, porventura, algum desastre.
’Assim, entre os que iam lá foram os filhos de
Israel p ara com prar, p o rq u e havia fom e na te rra
de Canaã.
6José, pois, era o governador daquela terra; ele ven­
dia a todo o povo da terra; e os irm ãos de José chega­
ram e inclinaram -se a ele, com o rosto em terra.
7E José, vendo os seus irm ãos, conheceu-os; porém
m o stro u -se estranho para com eles, e falou-lhes
asperam ente, e disse-lhes: D e on d e vindes? E eles
disseram : Da terra de C anaã, para co m prarm os
m antim ento.
fiJosé, pois, conheceu os seus irm ãos; m as eles não
o conheceram .
9Então José lem brou-se dos sonhos que havia tido
deles e disse-lhes: Vós sois espias, e viestes para ver
a nudez da terra.
1ÜE eles lhe disseram: Não, senhor m eu; m as teus
servos vieram com prar m antim ento.
1 ‘Todos nós som os filhos de um m esm o hom em ;
som os h om ens de retidão; os teus servos não são
espias.
I2E ele lhes disse: Não; antes viestes para ver a n u ­
dez da terra.
I3E eles disseram: Nós, teus servos, somos doze ir­
m ãos, filhos de um h om em n a terra de Canaã; e eis
que o mais novo está com nosso pai hoje; m as um
já não existe.
l4Então lhes disse José: Isso é o que vos tenho dito,
sois espias;
15N isto sereis provados; pela vida de Faraó, não
saireis daqui senão q uando vosso irm ão m ais novo
vier aqui.
16Enviai um dentre vós, que traga vosso irm ão, mas
vós ficareis presos, e vossas palavras sejam provadas,
se há verdade convosco; e se não, pela vida de Faraó,
vós sois espias.
17E pô-los juntos, em prisão, três dias.
ISE ao terceiro dia disse-lhes José: Fazei isso, e vive­
reis; porque eu tem o a Deus.
l9Se sois hom ens de retidão, que fique um de vos­
sos irm ãos preso na casa de vossa prisão; e vós ide,
levai m antim ento para a fom e de vossa casa,
53
20E trazei-m e o vosso irm ão m ais novo, e serão
verificadas vossas palavras, e não m orrereis. E eles
assim fizeram.
21 Então disseram uns aos outros: N a verdade, somos
culpados acerca de nosso irm ão, pois vim os a angús­
tia da sua alma, quando nos rogava; nós porém não
ouvimos, por isso vem sobre nós esta angústia.
22E Rúben respondeu-lhes, dizendo: N ão vo-lo dizia
eu: N ão pequeis contra o m enino; m as não ouvistes; e
vedes aqui, o seu sangue tam bém é requerido.
23E eles não sabiam que José os entendia, porque
havia intérprete entre eles.
24E retirou-se deles e chorou. D epois to rn o u a eles,
e falou-lhes, e to m o u a Simeão dentre eles, e am arrou-o perante os seus olhos.
Os irm ãos de José vo lta m do E gito
25E ordenou José, que enchessem os seus sacos de
trigo, e que lhes restituíssem o seu dinheiro a cada
um no seu saco, e lhes dessem com ida para o cam i­
nho; e fizeram -lhes assim.
26E carregaram o seu trigo sobre os seus jum entos
e partiram dali.
27E, ab rin d o um deles o seu saco, para dar pasto
ao seu ju m e n to n a estalagem , viu o seu dinheiro;
porque eis que estava na boca do seu saco.
28E disse a seus irm ãos: Devolveram o m eu d in h ei­
ro, e ei-lo tam bém aqui no saco. Então lhes desfale­
ceu o coração, e pasm avam , dizendo um ao outro:
Q ue é isto que Deus nos tem feito?
29E vieram p ara Jacó, seu pai, na terra de Canaã; e
contaram -lhe tu d o o que lhes aconteceu, dizendo:
3(lO hom em , o senhor da terra, falou conosco aspe­
ram ente, e trato u -n o s com o espias da terra;
31Mas dissem os-lhe: Som os hom ens de retidão;
não som os espias;
n Somos doze irm ãos, filhos de nosso pai; um não
mais existe, e o mais novo está hoje com nosso pai
na terra de Canaã.
33E aquele h o m em , o sen h o r da terra, nos disse:
N isto conhecerei que vós sois hom ens de retidão;
deixai com igo um de vossos irm ãos, e tom ai para a
fom e de vossas casas, e parti,
34E trazei-m e vosso irm ão m ais novo; assim sabe­
rei que não sois espias, m as homens de retidão; então
vos darei o vosso irm ão e negociareis na terra.
3,E aconteceu que, despejando eles os seus sacos,
eis que cada um tin h a o pacote com seu dinheiro no
seu saco; e viram os pacotes com seu dinheiro, eles
e seu pai, e tem eram .
GÊNESIS 42,43
l2E tom ai em vossas m ãos d in h eiro em dobro,
e o dinheiro que voltou na boca dos vossos sacos
tornai a levar em vossas m ãos; bem p ode ser que
fosse erro.
l3Tomai tam b ém a vosso irm ão, e levantai-vos e
voltai àquele hom em ;
14E Deus Todo-Poderoso vos dê m isericórdia dian ­
te do hom em , p ara qu e deixe vir convosco vosso
o u tro irm ão, e B enjam im ; e eu, se fo r desfilhado,
desfilhado ficarei.
36Então Jacó, seu pai, disse-lhes: Tendes-m e des­
filhado; José já não existe e Sim eão não está aqui;
agora levareis a Benjamim. Todas estas coisas vie­
ram sobre m im .
37Mas R úben falou a seu pai, dizendo: M ata os
m eus dois filhos, se eu não to rn ar a trazê-lo para ti;
entrega-o em m inha m ão, e tornarei a trazê-lo.
38Ele porém disse: N ão descerá m eu filho convos­
co; p o rq uanto o seu irm ão é m o rto , e só ele ficou.
Se lhe suceder algum desastre n o cam inho po r
onde fordes, fareis descer m inhas cãs com tristeza
à sepultura.
Os irm ãos d e José ja n ta m co m ele
15E os hom ens to m aram aquele presente, e dinhei­
ro em dobro em suas m ãos, e a Benjamim; e levan­
taram -se, e desceram ao Egito, e apresentaram -se
diante de José.
l6Vendo, pois, José a Benjam im com eles, disse ao
que estava sobre a sua casa: Leva estes hom ens à casa,
e m ata reses, e p rep ara tudo; p o rq u e estes hom ens
com erão com igo ao m eio-dia.
17E o ho m em fez com o José dissera, e levou-os à
casa de José.
18E ntão tem eram aqueles hom ens, p o rq u an to
foram levados à casa de José, e diziam : Por causa do
dinheiro que dantes voltou nos nossos sacos, fomos
trazidos aqui, para nos incrim inar e cair sobre nós,
para que nos tom e p o r servos, e a nossos jum entos.
1 ‘'P or isso chegaram -se ao hom em que estava sobre
a casa de José, e falaram com ele à p o rta da casa,
20E disseram : Ai! senhor m eu, certam ente desce­
m os dantes a co m p rar m antim ento;
21E aconteceu que, chegando à estalagem, e ab rin ­
do os nossos sacos, eis que o dinheiro d é cada um
estava na boca do seu saco, nosso dinheiro p o r seu
peso; e to rn am o s a trazê-lo em nossas mãos;
22Tam bém tro u x em o s o u tro d in h eiro em nossas
m ãos, p ara co m p rar m an tim en to ; não sabem os
quem ten h a posto o nosso d in h eiro nos nossos
sacos.
23E ele disse: Paz seja convosco, não temais; o vosso
Deus, e o D eus de vosso pai, vos tem dado u m tesou­
ro nos vossos sacos; o vosso dinheiro m e chegou a
m im . E trouxe-lhes fora a Simeão.
24D epois levou os hom ens à casa de José, e deu-lhes
água, e lavaram os seus pés; tam bém deu pasto aos
seus jum entos.
25E prep araram o presente, para q u an d o José viesse
ao m eio-dia; p o rq u e tin h a m ouvido que ali haviam
de com er pão.
26Vindo, pois, José à casa, trouxeram -lhe ali o p re­
Os irm ãos de José descem outra vez ao Egito
E A FOM E era gravíssima na terra.
2E aconteceu que, com o acabaram de
com er o m an tim e n to que trouxeram do Egito,
disse-lhes seu pai: Voltai, com prai-nos um pouco
de alimento.
3Mas Judá respondeu-lhe, dizendo: F ortem ente
nos protestou aquele hom em , dizendo: N ão vereis
a m inha face, se o vosso irm ão não vier convosco.
4Se enviares conosco o nosso irm ão, descerem os e
te com prarem os alim ento;
’M asse não o enviares,não desceremos; porquanto
aquele hom em nos disse: N ão vereis a m inha face, se
o vosso irm ão não vier convosco.
6E disse Israel: P or que m e fizeste tal m al, fazen­
do saber àquele ho m em que tínheis ainda outro
irmão?
7E eles disseram : Aquele hom em particu larm en ­
te nos p erg u n to u p o r nós, e pela nossa parentela,
dizendo: Vive ainda vosso pai? Tendes m ais um
irm ão? E respondem os-lhe conform e as m esm as
palavras. Podíam os nós saber que diria: Trazei
vosso irmão?
sEntão disse Judá a Israel, seu pai: Envia o jovem
com igo, e levantar-nos-em os, e irem os, para que
vivam os e não m orram os, nem nós, nem tu, nem
os nossos filhos.
9Eu serei fiador po r ele, da m inha m ão o requere­
rás; se eu não o trouxer, e não o puser perante a tu a
face, serei réu de crim e para contigo para sempre.
I0E se não nos tivéssem os detido, certam ente já
estaríam os segunda vez de volta.
"E n tã o disse-lhes Israel, seu pai: Pois que assim
é, fazei isso; tom ai do mais precioso desta terra em
vossos vasos, e levai ao h om em u m presente: um
p o u co do bálsam o e um pouco de mel, especiarias e
m irra, terebinto e am êndoas;
54
GÊNESIS 43,44
sente que tinham em suas mãos; e inclinaram -se a
ele até à terra.
27E ele lhes perguntou com o estavam, e disse: Vos­
so pai, o ancião de quem falastes, está bem? Ainda
vive?
28E eles disseram: Bem está o teu servo, nosso pai
vive ainda. E abaixaram a cabeça, e inclinaram -se.
29E ele levantou os seus olhos, e viu a Benjamim,
seu irm ão, filho de sua mãe, e disse: Este é vosso ir­
m ão m ais novo de quem falastes? D epois ele disse:
Deus te dê a sua graça, m eu filho.
30E José apressou-se, po rq u e as suas entranhas
com overam -se por causa do seu irm ão, e procurou
onde chorar; e en trou na câm ara, e chorou ali.
3'D epois lavou o seu rosto, e saiu; e conteve-se, e
disse: Ponde pão.
32E serviram -lhe à parte, e a eles tam bém à parte, e
aos egípcios, que com iam com ele, à parte; porque
os egípcios não podem com er pão com os hebreus,
po rq u an to é abom inação para os egípcios.
33E assentaram -se diante dele, o prim ogênito
segundo a sua prim ogenitura, e o m enor segundo
a sua m enoridade; do que os hom ens se m aravilha­
vam entre si.
34E apresentou-lhes as porções que estavam diante
dele; p orém a porção de Benjam im era cinco vezes
m aio r do que as porções deles todos. E eles bebe­
ram , e se regalaram com ele.
8Eis que o dinheiro, que tem os achado nas bocas
dos nossos sacos, te to rn am o s a trazer desde a terra
de Canaã; com o, pois, fu rtaríam o s da casa do teu
senhor prata ou ouro?
9 Aquele, com quem de teus servos for achado, m o r­
ra; e ainda nós serem os escravos do m eu senhor.
I0E ele disse: O ra seja tam bém assim conform e as
vossas palavras; aquele com quem se achar será m eu
escravo, porém vós sereis desculpados.
11E eles apressaram -se e cada u m pôs em terra o seu
saco, e cada um abriu o seu saco.
I2E buscou, com eçando do m aior, e acabando no
mais novo; e achou-se o copo no saco de Benjamim.
13E ntão rasgaram as suas vestes, e carregou cada
um o seu jum ento, e to rn aram à cidade.
I4E veio Judá com os seus irm ãos à casa de José,
porque ele ainda estava ali; e p rostraram -se diante
dele em terra.
!,E disse-lhes José: Q ue é isto qu e fizestes? N ão
sabeis vós q ue um h o m em com o eu pode, m uito
bem , adivinhar?
A h u m ild e súplica d e Judá
l6E ntão disse Judá: Q ue direm os a m eu senhor?
Q ue falaremos? E com o nos justificaremos? Achou
D eus a iniqüidade de teus servos; eis que somos es­
cravos de m eu senhor, tan to nós com o aquele em
cuja m ão foi achado o copo.
17Mas ele disse: Longe de m im que eu tal faça; o h o ­
m em em cuja m ão o copo foi achado, esse será m eu
servo; porém vós, subi em paz para vosso pai.
l8E ntão Judá se chegou a ele, e disse: Ai! senhor
m eu, deixa, peço-te, o teu servo dizer um a palavra
aos ouvidos de m eu senhor, e não se acenda a tu a ira
contra o teu servo; p orque tu és com o Faraó.
'''M eu senhor p erg u n to u a seus servos, dizendo:
Tendes vós pai, ou irmão?
20E dissemos a m eu senhor: Temos u m velho pai,
e um filho da sua velhice, o m ais novo, cujo irm ão é
m orto; e só ele ficou de sua m ãe, e seu pai o ama.
21Então tu disseste a teus servos: Trazei-m o a m im ,
e porei os m eus olhos sobre ele.
22E nós dissem os a m eu senhor: Aquele m oço não
poderá deixar a seu pai; se deixar a seu pai, este
m orrerá.
23E ntão tu disseste a teus servos: Se vosso irm ão
m ais novo não descer convosco, nunca m ais vereis
a m inha face.
24E aconteceu que, su b in d o n ó s a teu servo m eu
pai, e co ntando-lhe as palavras de m eu senhor,
A astúcia d e José para d eter seus irmãos
E DEU ordem ao que estava sobre a sua
casa, dizendo: Enche de m a n tim en to os
sacos destes hom ens, q uanto puderem levar, e põe
o dinheiro de cada um na boca do seu saco.
2E o m eu copo, o copo de prata, porás na boca do
saco do m ais novo, com o dinheiro do seu trigo. E fez
conform e a palavra que José tinha dito.
’V inda a luz da m anhã, despediram -se estes h o ­
m ens, eles com os seus jum entos.
4Saindo eles da cidade, e não se havendo ainda dis­
tanciado, disse José ao que estava sobre a sua casa:
Levanta-te, e persegue aqueles hom ens; e, alcançando-os, lhes dirás: Por que pagastes mal p o r bem?
5N ão é este o copo em que bebe m eu senhor e
pelo qual bem adivinha? Procedestes mal n o que
fizestes.
6E alcançou-os, e falou-lhes as m esm as palavras.
7E eles disseram-lhe: Por que diz m eu senhor tais
palavras? Longe estejam teus servos de fazerem
sem elhante coisa.
55
GÊNESIS 44,45
"Pelo que Deus m e enviou adiante de vós, para
conservar vossa sucessão n a terra, e para guardarvos em vida p o r um grande livram ento.
"Assim não fostes vós que m e enviastes para cá, se­
não Deus, que m e tem posto p o r pai de Faraó, e p o r
senhor de toda a sua casa, e com o regente em toda
a terra do Egito.
’Apressai-vos, e subi a m eu pai, e dizei-lhe: Assim
tem dito o teu filho José: D eus me tem posto p o r
senhor em toda a terra do Egito; desce a m im , e não
te dem ores;
IHE habitarás na terra de G ósen, e estarás perto de
m im , tu e os teus filhos, e os filhos dos teus filhos, e as
tuas ovelhas, e as tuas vacas, e tu d o o que tens.
1' E ali te sustentarei, p o rq u e ainda haverá cinco
anos de fom e, p ara que não pereças de pobreza, tu e
tua casa, e tu d o o que tens.
I2E eis que vossos olhos, e os olhos de m eu irm ão
Benjam im , vêem que é m inha boca que vos fala.
I3E fazei saber a m eu pai toda a m in h a glória no
Egito, e tu d o o que tendes visto, e apressai-vos a
fazer descer m eu pai para cá.
l4E lançou-se ao pescoço de Benjamim seu irm ão,
e chorou; e Benjam im chorou também ao seu pes­
coço.
I5E beijou a todos os seus irm ãos, e chorou sobre
eles; e depois seus irm ãos falaram com ele.
25Disse nosso pai: Voltai, com prai-nos um pouco
de m antim ento.
26E nós dissemos: N ão poderem os descer; mas, se
nosso irm ão m enor for conosco, desceremos; pois
não poderem os ver a face do hom em se este nosso
irm ão m enor não estiver conosco.
27E ntão disse-nos teu servo, m eu pai: Vós sabeis
que m inha m ulher m e deu dois filhos;
28E um ausentou-se de m im , e eu disse: C ertam en­
te foi despedaçado, e não o tenho visto até agora;
29Se agora tam bém tirardes a este da m inha face,
e lhe acontecer algum desastre, fareis descer as m i­
nhas cãs com aflição à sepultura.
30Agora, pois, indo eu a teu servo, m eu pai, e o
m oço não indo conosco, com o a sua alm a está ligada
com a alma dele,
3'Acontecerá que, vendo ele que o m oço ali não
está, m orrerá; e teus servos farão descer as cãs de teu
servo, nosso pai, com tristeza à sepultura.
32Porque teu servo se deu por fiador por este moço
para com m eu pai, dizendo: Se eu o não tornar para ti,
serei culpado para com m eu pai por todos os dias.
33Agora, pois, fique teu servo em lugar deste m oço
por escravo de m eu senhor, e que suba o m oço com
os seus irmãos.
34Porque, com o subirei eu a m eu pai, se o m oço
não fo r com igo? para que não veja eu o m al que
sobrevirá a m eu pai.
Faraó ouve fa la r dos irmãos d e José
16E esta notícia ouviu-se na casa de Faraó: Os ir­
m ãos de José são vindos; e pareceu bem aos olhos
de Faraó, e aos olhos de seus servos.
17E disse Faraó a José: Dize a teus irmãos: Fazei isto:
carregai os vossos anim ais e parti, tornai à terra de
Canaã.
I8E to rn ai a vosso pai, e às vossas famílias, e vinde
a m im ; e eu vos darei o m elhor da terra do Egito, e
com ereis da fartu ra da terra.
I9A ti, pois, é ordenado: Fazei isto: tom ai vós da ter­
ra do Egito carros para vossos m eninos, para vossas
m ulheres, e para vosso pai, e vinde.
20E não vos pese coisa alguma dos vossos utensí­
lios; p o rq u e o m elhor de toda a terra do Egito será
vosso.
21E os filhos de Israel fizeram assim. E José deu-lhes
carros, co n fo rm e o m an d ad o de Faraó; tam bém
lhes deu com ida para o cam inho.
22A to d o s lhes deu, a cada um , m udas de roupas;
mas a Benjam im d eu trezentas peças de p rata, e
cinco m udas de roupas.
José dá-se a co n h ecer a seus irmãos
ENTÃO José não se podia conter diante de
todos os que estavam com ele; e clam ou:
Fazei sair daqui a todo o hom em ; e ninguém ficou
com ele, quando José se deu a conhecer a seus ir­
mãos.
2E levantou a sua voz com choro, de m aneira que os
egípcios o ouviam , e a casa de Faraó o ouviu.
3E disse José a seus irmãos: Eu sou José; vive ainda
m eu pai? E seus irm ãos não lhe puderam responder,
porque estavam pasm ados diante da sua face.
4E disse José a seus irm ãos: Peço-vos, chegai-vos
a m im . E chegaram -se; então disse ele: Eu sou José
vosso irm ão, a quem vendestes para o Egito.
’Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese
aos vossos olhos p or m e haverdes vendido para cá;
porque para conservação da vida, D eus m e enviou
adiante de vós.
6P orque já houve dois anos de fom e no m eio da
terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá
lavoura nem sega.
56
GÊNESIS 45,46
23E a seu pai enviou sem elhantem ente dez ju m e n ­
tos carregados do m elhor do Egito, e dez jum entos
carregados de trigo e pão, e com ida para seu pai,
para o cam inho.
24E despediu os seus irm ãos, e partiram ; e disselhes: N ão contendais pelo cam inho.
2,E subiram do Egito, e vieram à terra de Canaã, a
Jacó seu pai.
26Então lhe anunciaram , dizendo: José ainda vive,
e ele tam bém é regente em toda a terra do Egito. E o
seu coração desm aiou, porque não os acreditava.
27Porém , havendo-lhe eles contado todas as pala­
vras de José, que ele lhes falara, e vendo ele os carros
que José enviara para levá-lo, reviveu o espírito de
Jacó seu pai.
28E disse Israel: Basta; ainda vive m eu filho José; eu
irei e o verei antes que m orra.
I3E os filhos de Issacar: Tola, Puva, Jó e Sinrom .
14E os filhos de Zebulom : Serede, Elom e Jaleel.
l5Estes são os filhos de Lia, que ela deu a Jacó em
Padã-Arã, além de D iná, sua filha; todas as alm as de
seus filhos e de suas filhas foram trin ta e três.
I6E os filhos de Gade: Zifiom, Hagi, Suni, Esbom,
E ri.A rodi e Areli.
I7E os filhos de Aser: Im na, Isvá, Isvi, Berias e Sera, a
irm ã deles; e os filhos de Berias: H éber e M alquiel.
' “Estes são os filhos de Zilpa, a qual Labão deu à sua
filha Lia; e deu a Jacó estas dezesseis almas.
l9Os filhos de Raquel, m u lh er de Jacó: José e Ben­
jam im .
20E nasceram a José n a terra do Egito, M anassés
e Efraim , que lhe d eu A zenate, filha de Potífera,
sacerdote de O m .
2IE os filhos de B enjam im : Belá, Bequer, Asbel,
Gera, N aam ã, Eí, Rôs, M upim , H upim e Arde.
22Estes são os filhos de Raquel, que nasceram a
Jacó, ao todo catorze almas.
23E o filho de Dã: Husim.
24E os filhos de Naftali: Jazeel, Guni, Jezer e Silém.
2,Estes são os filhos de Bila, a qual Labão deu à
sua filha Raquel; e deu estes a Jacó; todas as almas
foram sete.
26Todas as almas que vieram com Jacó ao Egito, que
saíram dos seus lom bos, fora as m ulheres dos filhos
de Jacó, todas foram sessenta e seis almas.
27E os filhos de José, que lhe nasceram n o Egito,
eram duas almas. Todas as alm as da casa de Jacó, que
vieram ao Egito, eram setenta.
Jacó e toda a sua fa m ília descem ao Egito
E PARTIU Israel com tu d o q u an to tinha,
e veio a Berseba, e ofereceu sacrifícios ao
Deus de seu pai Isaque.
2E falou D eus a Israel em visões de noite, e disse:
Jacó, Jacó! E ele disse: Eis-m e aqui.
3E disse: Eu sou Deus, o Deus de teu pai; não tem as
descer ao Egito, p orque eu te farei ali um a grande
nação.
4E descerei contigo ao Egito, e certam ente te farei
tornar a subir, e José porá a sua m ão sobre os teus
olhos.
5Então levantou-se Jacó de Berseba; e os filhos de
Israel levaram a seu pai Jacó, e seus meninos, e as suas
mulheres, nos carros que Faraó enviara para o levar.
6E tom aram o seu gado e os seus bens que tinham
adquirido na terra de Canaã, e vieram ao Egito, Jacó
e toda a sua descendência com ele;
7Os seus filhos e os filhos de seus filhos com ele, as
filhas, e as filhas de seus filhos, e toda a sua descen­
dência levou consigo ao Egito.
8E estes são os nom es dos filhos de Israel, que
vieram ao Egito, Jacó e seus filhos: Rúben, o p rim o ­
gênito de Jacó.
‘"E os filhos de Rúben: Enoque, Palu, H ezrom e
Carm i.
I0E os filhos de Simeão: Jemuel, Jam im , O ade, Jaquim , Zoar e Saul, filho de um a m ulher cananéia.
11E os filhos de Levi: G érson, C oate e M erari.
,2E os filhos de Judá: Er, O nã, Selá, Perez e Zerá;
Er e O nã, porém , m orreram na terra de Canaã; e os
filhos de Perez foram H ezrom e H am ul.
O en co n tro de José com seu pai
28E Jacó enviou Judá adiante de si a José, para o
encam inhar a Gósen; e chegaram à terra de Gósen.
29Então José ap ro n to u o seu carro, e subiu ao en ­
contro de Israel, seu pai, a Gósen. E, apresentandose-lhe, lançou-se ao seu pescoço, e ch o ro u sobre o
seu pescoço longo tem po.
,0E Israel disse a José: M orra eu agora, pois já tenho
visto o teu rosto, que ainda vives.
•’ ’D epois disse José a seus irm ãos, e à casa de seu
pai: Eu subirei e anunciarei a Faraó,e lhe direi: M eus
irm ãos e a casa de m eu pai, que estavam na terra de
Canaã, vieram a mim!
32E os hom ens são pastores de ovelhas, p o rq u e são
hom ens de gado, e trouxeram consigo as suas ove­
lhas, e as suas vacas, e tu d o o que têm.
33Q uando, pois, acontecer que Faraó vos cham ar, e
disser: Q ual é o vosso negócio?
57
GÊNESIS 46,47
14Então José recolheu to d o o dinheiro que se achou
na terra do Egito, e na te rra de C anaã, pelo trigo
que com pravam ; e José trouxe o dinheiro à casa de
Faraó.
' ’Acabando-se, pois, o dinheiro da terra do Egito,
e da terra de Canaã, vieram todos os egípcios a José,
dizendo: D á-nos pão; p o r que m orrerem os em tua
José a n u n cia a Faraó a chegada de seu pai
ENTÀO veio José e anu n cio u a Faraó, e presença? p o rq u an to o dinheiro nos falta.
'hE José disse: Dai o vosso gado,e eu vo-lo darei por
disse: M eu pai e os m eus irm ãos e as suas
ovelhas, e as suas vacas, com tu d o o que têm , são vosso gado, se falta o dinheiro.
17E ntão trouxeram o seu gado a José; e José deuvindos da te rra de C anaã, e eis que estão na terra
lhes pão em troca de cavalos, e das ovelhas, e das
de Gósen.
2E to m o u um a parte de seus irm ãos, a saber, cinco vacas e dos jum entos; e os sustentou de pão aquele
ano p o r todo o seu gado.
hom ens, e os pôs diante de Faraó.
I8E acabado aquele ano, vieram a ele n o segundo
"'Então disse Faraó a seus irm ãos: Q ual é o vosso
negócio? E eles disseram a Faraó: Teus servos são ano e disseram -lhe: N ão o cultarem os ao m eu se­
n h o r que o dinheiro acabou; e m eu senhor possui os
pastores de ovelhas, tan to nós com o nossos pais.
'’Disseram m ais a Faraó: V iem os para peregrinar anim ais, e n enh u m a o u tra coisa nos ficou diante de
nesta terra; po rq u e não há pasto para as ovelhas m eu senhor, senão o nosso corpo e a nossa terra;
' ‘'P or que m orrerem os diante dos teus olhos, tanto
de teus servos, p o rq u an to a fom e é grave na terra
de Canaã; agora, pois, rogam os-te que teus servos nós com o a nossa terra? C om pra-nos a nós e a nossa
terra p o r pão, e nós e a nossa terra serem os servos de
habitem na terra de Gósen.
’Então falou Faraó a José, dizendo: Teu pai e teus Faraó; e dá-nos sem ente, para que vivam os, e não
m orram os, e a terra não se desole.
irm ãos vieram a ti;
20Assim José co m p ro u toda a terra do Egito para
6A terra do Egito está diante de ti; no m elhor da
terra faze habitar teu pai e teus irm ãos; habitem na Faraó, porque os egípcios venderam cada um o seu
terra de G ósen, e se sabes que entre eles há hom ens cam po, po rq u an to a fom e prevaleceu sobre eles; e a
valentes, os porás por m aiorais do gado, sobre o que terra ficou sendo de Faraó.
2IE, q u anto ao povo, fê-lo passar às cidades, desde
eu tenho.
7E trouxe José a Jacó, seu pai, e o apresentou a Fa­ um a extrem idade da terra do Egito até a outra ex­
trem idade.
raó; e Jacó abençoou a Faraó.
“ Som ente a terra dos sacerdotes não a com prou,
8E Faraó disse a Jacó: Q uantos são os dias dos anos
p
o rqu an to os sacerdotes tinham porção de Faraó, e
da tua vida?
eles
com iam a sua porção que Faraó lhes tinha dado;
l)E Jacó disse a Faraó: O s dias dos anos das m inhas
peregrinações são cento e trin ta anos, poucos e por isso não venderam a sua terra.
23Então disse José ao povo: Eis que hoje ten h o com ­
m aus foram os dias dos anos da m inha vida, e não
chegaram aos dias dos anos da vida de m eus pais nos p rado a vós e a vossa terra para Faraó; eis aí tendes
sem ente para vós, para que semeeis a terra.
dias das suas peregrinações.
24H á de ser, p o rém , qu e das colheitas dareis o
I(,E Jacó abençoou a Faraó, e saiu da sua presença.
1 'E José fez habitar a seu pai e seus irm ãos e deu- q uinto a Faraó, e as q uatro partes serão vossas, para
lhes possessão na terra do Egito, no m elhor da terra, sem ente do cam po, e p ara o vosso m an tim en to , e
dos que estão nas vossas casas, e para que com am
na terra de Ramessés, com o Faraó ordenara.
12E José sustentou de pão a seu pai, seus irm ãos e vossos filhos.
2’E disseram : A vida nos tens dado; achem os gra­
to d a a casa de seu pai, segundo as suas famílias.
ça aos olhos de m eu senhor, e serem os servos de
C om o José com prou toda a terra do
Faraó.
E gito para Faraó
26José, pois, estabeleceu isto p o r estatuto, até ao
l3E não havia pão em toda a terra, porque a fome dia de hoje, sobre a terra do Egito, que Faraó tirasse
era m u ito grave; de m odo que a terra do Egito e a o quinto; só a terra dos sacerdotes não ficou sendo
terra de Canaã desfaleciam p o r causa da fome.
de Faraó.
,4Então direis: Teus servos foram hom ens de gado
desde a nossa m ocidade até agora, tanto nós com o
os nossos pais; para que habiteis na terra de Gósen,
porque todo o pastor de ovelhas é abom inação aos
egípcios.
58
GÊNESIS 47 ,4 8 ,4 9
27Assim habitou Israel na terra do Egito, na terra de
Gósen, e nela tom aram possessão, e frutificaram , e
m ultiplicaram -se m uito.
28E Jacó viveu na terra do Egito dezessete anos, de
sorte que os dias de Jacó, os anos da sua vida, foram
cento e quarenta e sete anos.
29Chegando-se, pois, o tem po da m o rte de Israel,
cham ou a José, seu filho, e disse-lhe: Se agora tenho
achado graça em teus olhos, rogo-te que ponhas a
tua m ão debaixo da m in h a coxa, e usa com igo de
beneficência e verdade; rogo-te que não m e enterres
no Egito,
30Mas que eu jaza com os m eus pais; p o r isso m e
levarás do Egito e m e enterrarás na sepultura deles.
E ele disse: Farei conform e a tu a palavra.
3'E disse ele: Jura-m e. E ele jurou-lhe; e Israel incli­
nou-se sobre a cabeceira da cama.
de velhice, já não podia ver; e fê-los chegar a ele, e
beijou-os, e abraçou-os.
Jacó abençoa José e seus filh o s
ME Israel disse a José: Eu não cu idara ver o teu
rosto; e eis que Deus m e fez ver tam bém a tu a des­
cendência.
12Então José os tiro u dos joelhos de seu pai, e incli­
nou-se à terra diante da sua face.
|3E to m o u José a am bos, a Efraim n a sua m ão d i­
reita, à esquerda de Israel, e M anassés na sua mão
esquerda, à direita de Israel, e fê-los chegar a ele.
l4M as Israel estendeu a sua m ão direita e a pôs
sobre a cabeça de Efraim , que era o m enor, e a sua
esquerda sobre a cabeça de Manassés, dirigindo as
suas m ãos propositadam ente, não obstante M anas­
sés ser o prim ogênito.
15E abençoou a José, e disse: O Deus, em cuja presen­
Jacó adoece
ça andaram os m eus pais Abraão e Isaque, o Deus que
E ACONTECEU, depois destas coisas, que m e sustentou, desde que eu nasci até este dia;
alguém disse a José: Eis que te u pai está
160 anjo que m e livrou de to d o o mal, abençoe estes
enferm o. Então to m o u consigo os seus dois filhos, rapazes, e seja cham ado neles o m eu nom e, e o nom e
Manassés e Efraim.
de m eus pais A braão e Isaque, e m ultipliquem -se
2E alguém participou a Jacó, e disse: Eis que José com o peixes, em m ultidão, no m eio da terra.
teu filho vem a ti. E esforçou-se Israel, e assentou-se
l7Vendo, pois, José que seu pai p u n h a a sua m ão
sobre a cama.
direita sobre a cabeça de Efraim, foi m au aos seus
3E Jacó disse a José: O D eus T odo-Poderoso m e olhos; e to m o u a m ão de seu pai, para a tran sp o r de
apareceu em Luz, na te rra de C anaã, e m e aben­ sobre a cabeça de Efraim à cabeça de Manassés.
çoou.
18E José disse a seu pai: N ão assim, m eu pai, porque
■'E m e disse: Eis que te farei frutificar e m ultiplicar, este é o prim ogênito; põe a tu a m ão direita sobre a
e to rn ar-te-ei um a m ultidão de povos e darei esta sua cabeça.
terra à tua descendência depois de ti, em possessão
19Mas seu pai recusou, edisse:E uosei,m eu filho, eu o
perpétua.
sei; tam bém ele será um povo, e tam bém ele será gran­
5 Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na de; contudo o seu irm ão m enor será m aior que ele, e a
terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são sua descendência será um a m ultidão de nações.
meus: Efraim e Manassés serão m eus, com o R úben
20Assim os ab en ço o u naquele dia, dizendo: Em
e Simeão;
ti abençoará Israel, dizendo: D eus te faça com o a
6Mas a tua geração, que gerarás depois deles, será Efraim e com o a M anassés. E pôs a Efraim diante
tua; segundo o nom e de seus irm ãos serão cham a­ de Manassés.
dos na sua herança.
2'D epois disse Israel a José: Eis que eu m orro, m as
7Vindo, pois, eu de Padã, m o rreu -m e Raquel n o ca­ D eus será convosco, e vos fará to rn a r à te rra de
m inho, na terra de Canaã, havendo ainda pequena vossos pais.
distância para chegar a Efrata; e eu a sepultei ali, no
22E eu tenho dado a ti um pedaço da terra a m ais do
cam inho de Efrata, que é Belém.
que a teus irm ãos, que tom ei com a m in h a espada e
8E Israel viu os filhos de José, e disse: Q uem são com o m eu arco, da m ão dos am orreus.
estes?
9E José disse a seu pai: Eles são m eus filhos, que
Jacó abençoa seus filh o s e m orre
Deus me tem dado aqui. E ele disse: Peço-te, traze­
DEPOIS cham ou Jacó a seus filhos, e disse:
mos aqui, para que os abençoe.
Ajuntai-vos, e anunciar-vos-ei o que vos há
,(,O s olhos de Israel, po rém , estavam carregados de acontecer nos dias vindouros;
59
GÊNESIS 49
2 Ajuntai-vos, e ouvi, filhos de Jacó; e ouvi a Israel
vosso pai.
3Rúben, tu és m eu prim ogênito, m in h a força e o
princípio de m eu vigor, o mais excelente em alteza e
o mais excelente em poder.
4Im petuoso com o a água, não serás o mais exce­
lente, porquanto subiste ao leito de teu pai. E ntão o
contam inaste; subiu à m inha cama.
5Simeão e Levi são irm ãos; as suas espadas são ins­
trum entos de violência.
<’No seu secreto conselho não entre m in h a alma,
com a sua congregação m inha glória não se ajunte;
porque no seu furor m ataram hom ens, e na sua
teim a arrebataram bois.
'M aldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira,
pois era dura; eu os dividirei em Jacó, e os espal harei
em Israel.
8Judá, a ti te louvarão os teus irm ãos; a tua m ão será
sobre o pescoço de teus inimigos; os filhos de teu pai
a ti se inclinarão.
9Judá é um leãozinho, da presa subiste, filho meu;
encurva-se, e deita-se com o um leão, e com o um
leão velho; quem o despertará?
,0O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador
dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congre­
garão os povos.
11 Ele am arrará o seu jum en tin h o à vide, e o filho da
sua jum enta à cepa mais excelente; ele lavará a sua
roupa no vinho, e a sua capa em sangue de uvas.
I20 s olhos serão verm elhos de vinho, e os dentes
brancos de leite.
l3Z ebulom habitará no p o rto dos m ares, e será
com o p o rto dos navios, e o seu term o será para
Sidom.
l4Issacar ^ ju m e n to de fortes ossos, deitado entre
dois fardos.
'^E viu ele que o descanso era bom , e que a terra
era deliciosa e abaixou seu o m bro para acarretar, e
serviu debaixo de tributo.
l6D ã julgará o seu povo, com o um a das tribos de
Israel.
,7Dã será serpente ju n to ao cam inho, um a víbora
ju n to à vereda, que m o rd e os calcanhares do cavalo,
e faz cair o seu cavaleiro p o r detrás.
I8A tua salvação espero, ó Se n h o r !
,9Quanto a Gade, u m a tro p a o acom eterá; m as ele
a acom eterá p o r fim.
20D e Aser, o seu pão será gordo, e ele dará delícias
reais.
2lNaftali é u m a gazela solta; ele dá palavras for­
mosas.
22José é um ram o frutífero, ram o frutífero ju n to à
fonte; seus ram os correm sobre o m uro.
2íO s flecheiros lhe deram am argura, e o flecharam
e odiaram .
240 seu arco, porém , susteve-se no forte, e os bra­
ços de suas m ãos foram fortalecidos pelas m ãos
do Valente de Jacó (de onde é o pastor e a pedra de
Israel).
2SPelo D eus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo
Todo-Poderoso, o qual te abençoará com bênçãos
dos altos céus, com bênçãos do abism o que está em ­
baixo, com bênçãos dos seios e da m adre.
26As bênçãos de teu pai excederão as bênçãos de
m eus pais, até à extrem idade dos outeiros eternos;
elas estarão sobre a cabeça de José, e sobre o alto da
cabeça do que foi separado de seus irm ãos.
27Benjam im é lobo que despedaça; pela m an h ã
com erá a presa, e à tarde repartirá o despojo.
28Todas estas são as doze tribos de Israel; e isto é o
que lhes falou seu pai q uando os abençoou; a cada
u m deles abençoou segundo a sua bênção.
29D epois o rdenou-lhes, e disse-lhes: Eu m e co n ­
grego ao m eu povo; sepultai-m e com m eus pais, na
cova que está no cam po de Efrom, o heteu,
5uNa cova que está no cam po de M acpela, que
está em frente de M anre, na terra de Canaã, a qual
A braão co m p ro u com aquele cam po de E from , o
heteu, p o r herança de sepultura.
J'Ali sepultaram a A braão e a Sara sua m ulher; ali
sepultaram a Isaque e a Rebeca sua m ulher; e ali eu
sepultei a Lia.
Todas estas são as doze tribos de Israel
(49.28)
distribuída, o que esclarece o seguinte: não havia uma tribo com
o nome de José, mas haveria duas tribos intrinsecamente rela­
cionadas a José. Estamos falando das tribos Efraim e Manassés. Em termos práticos, Efraim seria a tribo “A" e Manassés a tri­
bo "B" da casa de José. A questão é dirimida pelo fato de a tribo
de Levi não ter recebido possessão territorial: seus descenden­
tes foram distribuídos pelo território de Canaã, após sua conquis­
ta (Nm 18.23,24). Como podemos ver, doze territórios foram es­
tabelecidos para as tribos de Israel. E não treze.
Ceticismo. Compara esta referência com Gênesis 48.20
para questionar o número correto das tribos de Israel (doze
ou treze?), alegando que há contradição.
. H RESPOSTA APOLOGÉTICA: Jacó foi pai de doze filhos
<= e não de treze. O texto de Gênesis 48.22 mostra que José
foi favorecido por seu pai com uma porção dobrada da herança
60
GÊNESIS 49,50
320 cam po e a cova que está nele,foram com prados
aos filhos de Hete.
33A cabando, pois, Jacó de dar instruções a seus
filhos, encolheu os pés na cam a, e expirou, e foi
congregado ao seu povo.
que A braão tin h a co m p rad o com o cam po, p o r
herança de sepultura de Efrom , o heteu, em frente
de Manre.
14D epois de haver sepultado seu pai, voltou José
para o Egito, ele e seus irm ãos, e todos os que com
ele subiram a sepultar seu pai.
A lam entação -por Jacó e o seu enterro
ENTÃO José se lançou sobre o rosto de seu
pai e chorou sobre ele, e o beijou.
*E José ordenou aos seus servos, os m édicos, que
em balsamassem a seu pai; e os m édicos em balsam a­
ram a Israel.
3E cum priram -se-lhe quarenta dias; porque assim
se cum prem os dias daqueles que se em balsam am ;
e os egípcios o choraram setenta dias.
4Passados, pois, os dias de seu choro, falou José à
casa de Faraó, dizendo: Se agora tenho achado graça
aos vossos olhos, rogo-vos que faleis aos ouvidos de
Faraó, dizendo:
5M eu pai m e fez jurar, dizendo: Eis que eu m orro;
em m eu sepulcro, que cavei para m im na terra de
Canaã, ali m e sepultarás. Agora, pois, te peço, que eu
suba, para que sepulte a m eu pai; então voltarei.
fiE Faraó disse: Sobe, e sepulta a teu pai com o ele
te fez jurar.
TE José subiu para sepultar a seu pai; e subiram com
ele todos os servos de Faraó, os anciãos da sua casa,
e todos os anciãos da terra do Egito.
sC om o tam bém toda a casa de José, e seus irmãos, e
a casa de seu pai; som ente deixaram na terra de Gósen
os seus m eninos, e as suas ovelhas e as suas vacas.
9E subiram tam bém com ele, tan to carros com o
gente a cavalo; e o cortejo foi grandíssim o.
"’C hegando eles, pois, à eira de Atade, que está
além do Jordão, fizeram um grande e dolorido
pranto; e fez a seu pai um a grande lam entação por
sete dias.
"E vendo os m oradores da terra, os cananeus,
o luto na eira de A tade, disseram : É este o p ran to
grande dos egípcios. Por isso cham ou-se-lhe AbelM izraim , que está além do Jordão.
I2E fizeram -lhe os seus filhos assim com o ele lhes
ordenara.
l3Pois os seus filhos o levaram à terra de C anaã,
e o sepultaram na cova do cam po de M acpela,
José a n im a a seus irm ãos
15Vendo en tão os irm ãos de José que seu pai já
estava m o rto , disseram : P o rv en tu ra nos odiará
José e certam ente nos retribuirá todo o m al que lhe
fizemos.
‘'’P ortanto m an d aram dizer a José: Teu pai o rd e­
nou, antes da sua m orte, dizendo:
17Assim direis a José: Perdoa, rogo-te, a tra n s ­
gressão de teus irm ãos, e o seu pecado, p o rq u e te
fizeram mal; agora, pois, rogam os-te que perdoes a
transgressão dos servos do Deus de teu pai. E José
chorou q uando eles lhe falavam.
l8D epois vieram tam b ém seus irm ãos, e p ro stra­
ram -se d iante dele, e disseram : E is-nos aqui p o r
teus servos.
I9E José lhes disse: N ão temais; p o rv en tu ra estou eu
em lugar de Deus?
2UVós bem intentastes m al co n tra m im ; porém
D eus o in te n to u para bem , p ara fazer com o se vê
neste dia, para conservar m uita gente com vida.
21Agora, pois, não temais; eu vos sustentarei a vós e
a vossos filhos. Assim os consolou, e falou segundo
o coração deles.
A m o rte d e José
22José, pois, hab ito u no Egito, ele e a casa de seu pai;
e viveu José cento e dez anos.
23E viu José os filhos de Efraim, da terceira geração;
tam b ém os filhos de M aquir, filho de M anassés,
nasceram sobre os joelhos de José.
24E disse José a seus irm ãos: Eu m o rro ; mas Deus
certam ente vos visitará, e vos fará subir desta te rra à
terra que ju ro u a Abraão, a Isaque e a Jacó.
25E José fez ju rar os filhos de Israel, dizendo: C er­
tam en te vos visitará D eus, e fareis tra n sp o rta r os
m eus ossos daqui.
26E m o rreu José da idade de cento e dez anos, e o
em balsam aram e o puseram n u m caixão no Egito.
61
INTRODUÇÃO AO LIVRO DE
Êxodo
T I tulo
Êxodo é o term o grego aplicado a este livro na Septuaginta, cujo significado é “saída”, “p artida”, porque
descreve a saída do povo de Israel do Egito. Em hebraico, o título do livro, com o os dem ais, tam bém vem
das prim eiras palavras do texto. A saber: Shemot, que expressa: “os nom es de”.
A u toria e data
C onform e M arcos 7.10 e outras passagens análogas, Moisés é o seu autor, pois foi testem unha ocular
da m aior parte dos acontecim entos narrados. Escreveu o livro entre 1450 e 1410 a.C., aproxim adam ente,
d u ran te os anos de peregrinação.
A ssunto
O livro tem quatro partes principais: 1) A libertação dos israelitas; 2) A viagem até o M onte Sinai; 3)
O antigo concerto, tam bém conhecido com o a antiga aliança, q uando D eus entrega ao povo a sua lei; e 4)
A construção do santuário móvel, que era arm ado e desarm ado d u ran te a peregrinação dos israelitas no
deserto (B L H ,p.71).
Ê nfase apologética
Este é o segundo livro de Moisés. Nele está fundam entada a instituição da Lei, um dos elem entos mais
im portantes da história de Israel e de to d o o contexto teológico, tanto do Novo quanto do Antigo Testa­
mento. N arra tam bém o p onto inicial da história de Israel, iniciando com a sua libertação e os prim eiros
anos de peregrinação no deserto.
O
principal p o n to deste livro que exige um a exposição apologética é o que se refere à relação entre o
cristão e a lei. Alguns grupos fazem distinção entre lei m oral, que corresponde aos Dez M andam entos es­
critos nas duas tábuas de pedra, e lei cerim onial, descrita no restante dos livros mosaicos. Tais grupos ale­
gam que a últim a foi abolida po r Jesus na cruz, enquanto a prim eira, isto é, a lei m oral, m antém sua igual
validade. Neste aspecto, destacam a necessidade da guarda do sábado, não reconhecendo nesta lei um si­
nal distintivo entre D eus e o povo de Israel.
O utros grupos, em bora não façam esta distinção, criam u m legalismo que, m esm o não ganhando ex­
pressão teológica, na prática é a obediência aos preceitos m orais da lei, que teriam prerrogativas fu n d a­
m entais para a salvação.
O
judaísm o, talvez, seja a m elhor expressão do apego à letra da lei e o não reconhecim ento da transitoriedade deste concerto (Rm 10.1 -4). Para os judeus, a eternidade da lei não perm ite que n en h u m de seus
preceitos seja invalidado e, por isso, deve ser considerada na íntegra.
A O SEGUNDO LIVRO DE MOISÉS CHAMADO
E xodo
Os descendentes d e Jacó n o Egito
os afligirem com suas cargas. P orque edificaram a
ESTES pois são os nom es dos filhos de Israel,
que entraram no Egito com Jacó; cada um e n ­
trou com sua casa:
Faraó cidades arm azéns, P itom e Ramessés.
l2M as q u an to m ais os afligiam, tan to m ais se m u l­
tiplicavam , e tan to m ais cresciam; de m aneira que
se enfadavam p o r causa dos filhos de Israel.
L,E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com
1
2Rúben, Simeão, Levi, e Judá;
’Issacar, Z ebulom , e Benjamim;
4Dã e Naftali, G ade e Aser.
dureza;
5Todas as almas, pois, que procederam dos lo m ­
bos de Jacó, foram setenta almas; José, porém , es­
u Assim que lhes fizeram am argar a vida com dura
servidão, em b arro e em tijolos, e com to d o o tra ­
tava no Egito.
6Faleceu José, e todos os seus irm ãos, e toda aque­
balho no cam po; com todo o seu serviço, em que os
obrigavam com dureza.
la geração.
TE osfilhos de Israel frutificaram, aum entaram m ui­
to, e multiplicaram -se, e foram fortalecidos grande­
mente; de m aneira que a terra se encheu deles.
As -parteiras p o u p a m as vidas aos recém -nascidos
15E o rei do Egito falou às parteiras das hebréias (das
quais o nom e de um a era Sifrá, e o da o u tra Puá),
l6Edisse: Q u an d o ajudardes a d ar à luz às hebréias,
e as virdes sobre os assentos, se for filho, m atai-o;
mas se for filha, então viva.
O rei q u e ttão co n h e ce u José
8E levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não
conhecera a José;
90 qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos
l7As parteiras, porém , tem eram a D eus e não fize­
ram com o o rei do Egito lhes dissera, antes conserva­
vam os m eninos com vida.
de Israel é m uito, e m ais poderoso do que nós.
lüEia, usem os de sabedoria para com eles, para que
l8E ntão o rei do Egito cham o u as parteiras e disse-lhes: Por que fizestes isto, deixando os m eninos
com vida?
não se m ultipliquem , e aconteça que, vindo guerra,
eles tam bém se ajuntem com os nossos inim igos, e
pelejem contra nós, e subam da terra.
1'E puseram sobre eles m aiorais de tributos, para
‘"E as parteiras disseram a Faraó: É que as m ulhe­
res hebréias não são com o as egípcias; p o rq u e são
E as parteiras disseram a Faraó...
que. caso cometessem o ato, eram condenadas à pena de mor­
te. E, para se livrarem dessa sentença, preferiam apresentar ao
rel “meias-verdades" (1.19). Ou seja, não revelavam a Faraó que
haviam chegado tarde para o trabalho de parto. O atraso das par­
teiras, como vimos, era proposital.
Embora as Escrituras registrem as faltas de pessoas tementes a
Deus. tais pessoas, porém, jamais as recomendam. O Senhor Deus
nào abençoou aquelas mulheres (1.20,21) porterem mentido a Fa­
raó, mas porque foram tementes ao Senhor, preservando o povo
hebreu da extinção pelo decreto sanguinário do rei egípcio. Neste
sentido, se acha consagrado o princípio de que a lealdade ao Se­
nhor nem sempre concorda com as ordens arbitrárias e injustas
dos governantes (ou mandantes) seculares (Rm 13; 1Pe 2.17).
<1-19)
Ceticismo. Confronta esta passagem com Levitico 19.11,
afirmando que Sifráe Puá mentiram a Faraó, transgredindo
a lei, mas, mesmo assim. Deus as abençoou, o que implicaria em
contradição quanto ao que a Bíblia ensina a respeito (1.20,21).
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A ordem do rel era para que
as parteiras praticassem o infanticídio contra o povo he­
breu (1.16). Para evitar a barbaridade do ato, as parteiras lança­
ram máo de uma estratégia: a morosidade (demora). Assim, as
mães davam à luz seus filhos sozinhas, e quando as parteiras
chegavam |á era tarde. não podiam mais matar as crianças, por­
63
ÊXODO 1,2,3
vivas, e já têm dado à luz antes que a parteira ve­
nha a elas.
’’’P ortanto Deus fez bem às parteiras. E o povo se
au m entou, e se fortaleceu m uito.
2IE aconteceu que, com o as parteiras tem eram a
Deus, ele estabeleceu-lhes casas.
“ Então ordenou Faraó a todo o seu povo, dizen­
do: A todos os filhos que nascerem lançareis no rio,
mas a todas as filhas guardareis com vida.
O n ascim ento de M oisés
E FOI um hom em da casa de Levi e casou com
um a filha de Levi.
2E a m ulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo
que ele era form oso, escondeu-o três meses.
3N ão podendo, porém , m ais escondê-lo, to m o u
um a arca de juncos, e a revestiu com b arro e be­
tum e; e, pondo nela o m enino, a pôs nos juncos à
m argem do rio.
4E sua irm ã postou-se de longe, para saber o que
lhe havia de acontecer.
5E a filha de Faraó desceu a lavar-se no rio, e as
suas donzelas passeavam, pela m argem do rio; e ela
viu a arca no m eio dos juncos, e enviou a sua cria­
da, que a tom ou.
'’E abrindo-a, viu ao m en in o e eis que o m enino
chorava; e m oveu-se de com paixão dele, e disse:
Dos m eninos dos hebreus é este.
7Então disse sua irm ã à filha de Faraó: Irei ch a­
m ar um a am a das hebréias, que crie este m enino
para ti?
SE a filha de Faraó disse-lhe: Vai. Foi, pois, a m oça,
e cham ou a m ãe do m enino.
‘'Então lhe disse a filha de Faraó: Leva este m enino,
e cria-m o; eu te darei teu salário. E a m ulher tom ou
o m enino, e criou-o.
I0E, q uando o m en in o já era grande, ela o tr o u ­
xe à filha de Faraó, a qual o adotou; e cham ou-lhe
Moisés, e disse: P orque das águas o tenho tirado.
2
m ens h ebreus contendiam ; e disse ao injusto: Por
que feres a teu próxim o?
M0 qual disse: Q uem te tem posto a ti p o r m aioral
e juiz sobre nós? Pensas m atar-m e, com o m ataste o
egípcio? Então tem eu Moisés, e disse: C ertam ente
este negócio foi descoberto.
’’O u v in d o , pois, Faraó este caso, p ro c u ro u m a­
ta r a Moisés; m as Moisés fugiu de diante da face de
Faraó, e h ab ito u na terra de M idiã, e assentou-se
ju n to a um poço.
I6E o sacerdote de M idiã tin h a sete filhas, as quais
vieram tirar água, e encheram os bebedouros, para
d ar de beber ao rebanho de seu pai.
l7Então vieram os pastores, e expulsaram -nas dali;
Moisés, porém , levantou-se e defendeu-as, e deu de
beber ao rebanho.
,SE voltando elas a Reuel seu pai, ele disse: Por que
hoje tornastes tão depressa?
I9E elas disseram : U m hom em egípcio nos livrou
da m ão dos pastores; e tam bém nos tiro u água em
abundância, e deu de beber ao rebanho.
2UE disse a suas filhas: E onde está ele? P or que dei­
xastes o hom em ? C ham ai-o para que com a pão.
2IE M oisés co n sen tiu em m o rar com aquele h o ­
m em ; e ele deu a Moisés sua filha Zípora,
22A qual d eu à luz um filho, a quem ele ch am o u
G érson, p o rq u e disse: Peregrino fui em terra es­
tranha.
A m o rte do rei do Egito
2,E aconteceu, depois de m uitos dias, que m o rre n ­
do o rei do Egito, os filhos de Israel suspiraram p o r
causa da servidão, e clam aram ; e o seu clam or subiu
a Deus p o r causa de sua servidão.
24E ouviu Deus o seu gemido, e lem brou-se Deus da
sua aliança com A braão, com Isaque, e com Jacó;
25E viu Deus os filhos de Israel, e aten to u D eus para
a sua condição.
D eus fa la co m Aloisés do m eio
da sarça ardente
E APASCENTAVA Moisés o rebanho de Jetro,
seu sogro, sacerdote em M idiã; e levou o reba­
n ho atrás do deserto, e chegou ao m o n te de Deus,
a H orebe.
2E a p a r e c e u - lh e o a n jo d o S enhor e m u m a c h a m a
d e fo g o d o m e io d u m a sa rça ; e o lh o u , e eis q u e a sar­
M oisés m ata u m egípcio e fo g e para M idiã
"E aconteceu naqueles dias que, sendo Moisés já
hom em , saiu a seus irm ãos, e aten to u para as suas
cargas; e viu que um egípcio feria a um hebreu, h o ­
m em de seus irm ãos.
12E olhou a um e a o u tro lado e, vendo que não ha­
via ninguém ali, m a to u ao egípcio, e escondeu-o
na areia.
L,E to rn o u a sair n o dia seguinte, e eis que dois h o ­
3
ça a r d ia n o fo g o , e a sa rç a n ã o se c o n s u m ia .
’E M oisés disse: Agora m e virarei para lá, e verei
esta grande visão, porque a sarça não se queim a.
64
ÊXODO 3
■'E vendo o S e n h o r que se virava para ver, bradou
Deus a ele do m eio da sarça, e disse: Moisés, Moisés.
Respondeu ele: Eis-me aqui.
, E disse: N ão te chegues para cá; tira os sapatos
de teus pés; po rq u e o lugar em que tu estás é te r­
ra santa.
6Disse mais: Eu sou o D eus de teu pai, o Deus
de A braão, o D eus de Isaque, e o D eus de Jacó. E
Moisés encobriu o seu rosto, p o rq u e tem eu olhar
para Deus.
7E disse o S e n h o r : T enho visto atentam ente a afli­
ção do m eu povo, que está no Egito, e tenho ouvi­
do o seu clam or p o r causa dos seus exatores, p o r­
que conheci as suas dores.
"Portanto desci para livrá-lo da m ão dos egípcios,
e para fazê-lo subir daquela terra, a um a terra boa e
larga, a um a terra que m ana leite e mel; ao lugar do
cananeu, e do heteu, e do am orreu, e do perizeu, e
do heveu, e do jebuseu.
9E agora, eis que o clam or dos filhos de Israel é vin-
do a m im , e tam bém ten h o visto a opressão com que
os egípcios os oprim em .
lüVem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó para que
tires o m eu povo (os filhos de Israel) do Egito.
1'E ntão M oisés disse a Deus: Q uem sou eu, que vá
a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?
,2E disse: C ertam en te eu serei contigo; e isto te
será p o r sinal de que eu te enviei: Q uan d o houve­
res tirado este povo do Egito, servireis a Deus n es­
te m onte.
1 'E ntão disse Moisés a Deus: Eis que q uando eu for
aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos
pais m e enviou a vós; e eles m e disserem: Q ual é o
seu nom e? Q ue lhes direi?
I4E disse D eus a M oisés: e u s o u o q u e sou. Disse
mais: Assim dirás aos filhos de Israel: e u s o u m e en ­
viou a vós.
15E D eus disse m ais a Moisés: Assim dirás aos filhos
de Israel: O S e n h o r Deus de vossos pais, o Deus de
A braão, o Deus de Isaque, e o D eus de Jacó, m e en-
A uma terra que mana leite e mel
(3.8)
a identificação e. por isso, pegaram em pedras para atirar nele.
Queriam condená-lo por blasfêmia por ter pronunciado o nome
de Deus (coisa que eles, em hipótese alguma, faziam). Mas Jesus
proferiu o santo nome de Deus em referência a si mesmo: “Antes
que Abraão existisse, EU SOU".
Como se não bastasse, a edição anotada da Tradução do Novo
Mundo (com referências de 1986, p. 84) afirma que a locução gre­
ga Ego eimi ho on significa: “Eu sou o Ser" ou “Eu sou o Existen­
te'. Mas em João 1.18 a mesma expressão (rto on) é empregada
para definir a relação que há entre o Deus Pai e o Deus unigéni­
to, Jesus Cristo.
Tal tradução, elaborada pela Sociedade Torre de Vigia, deve ser
rejeitada, porque adultera o texto bíblico com o único objetivo de
dissociar Jesus da unidade divina e classificá-lo como mero re­
presentante de Jeová Deus.
ÇT) Ceticismo. Confronta a referência em estudo com Núme"
ros 13.32, interpretando-a equivocadamente ao atribuir co­
notação de miséria em Canaã, um forte motivo de contradição,
visto que. aqui, a terra é citada como fértil.
. - g RESPOSTA APOLOGÉTICA: O contexto de Números 13,
<= por si só, prova que a interpretação dos céticos é incabí­
vel. O relatório apresentado por alguns espias que acompanha­
ram Josué e Calebe no reconhecimento de Canaã era exagerado
e covarde, não refletia os benefícios da terra, como no caso dos
outros espias enviados antes deles (Nm 13.27). É fato que, na oca­
sião, existiam em Canaã homens de alta estatura e fortes guerrei­
ros (Nm 13.28), porque a região vinha sendo palco de constan­
tes batalhas campais entre as tribos que desejavam tomá-la, por
ser uma terra extremamente fértil. O texto de Números 14.36,37 é
uma prova cabalcontra atese dos céticos, por documentar a mor­
te dos covardes que induziram o povo à murmuração.
EU SOU me enviou a vós
(3.14)
Ciência Cristã. Sua visão sobre Deus é panteista. Ou seja,
Deus é “Tudo em tudo".
EU SOU O QUE SOU
(3-14)
._W RESPOSTA APOLOGÉTICA: A Bíblia mostra tanto a transS cendência quanto a imanência de Deus. Deus está fora de
sua criação (Gn 1.1), mas age dentro dela (At 17.24,25). O Deus
da Bíblia é um ser pessoal (possui personalidade) e pode dizer de
si mesmo “EU SOU". O Senhor Deus pensa, decide, ama, se ira,
perdoa, se alegra, etc. Deus é piedoso: “Passando, pois, o Senhor
perante ele, clamou: O Senhor Deus, misericordioso e piedoso,
tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade” (34.6).
r — 1 Testemunhas de Jeová. A Tradução do Novo Mundo traz:
' ' “Mostrarei Ser”. E, em João 8.58: "eu tenho sido’ . Seu ob­
jetivo, com isso, evidentemente, é inferiorizar Jesus, negando ao
Filho de Deus a divindade que lhe é devida. Dessa forma, tal tra­
dução evita a associação natural entre o EU SOU, da referência
em estudo, e o EU SOU, do evangelho de João.
__sg RESPOSTA APOLOGÉTICA: O texto da Tradução do
•>= Novo Mundo não corresponde ao original bíblico, mas
atende unicamente ao propósito da Sociedade Torre de Vigia:
negar a divindade de Jesus Cristo. Nas palavras de Jesus, em
João 8.58, o Senhor repete, a respeito de si mesmo, o nome de
Deus revelado a Moisés, conforme a referência em estudo. Os ju­
deus que ouviram Jesus pronunciar essas palavras entenderam
Este é meu nome eternamente
(3.15)
r ™ l Testemunhas de Jeová. Usam este versículo para argumentar que são as únicas pessoas que adoram o verdadeiro Deus, uma vez que somente elas chamam Deus de Jeová.
65
ÊXODO 3 ,4
M ilagres através de M oisés
ENTÃO respondeu Moisés, e disse: Mas eis que
não m e crerão, nem ouvirão a m inha voz, p o r­
que dirão: O Se n h o r não te apareceu.
2E o Se n h o r disse-lhe: Q ue é isso n a tu a mão? E ele
disse: U m a vara.
3E ele disse: Lança-a na terra. Ele a lançou na terra,
e torn o u -se em cobra; e Moisés fugia dela.
4Então disse o Se n ho r a Moisés: Estende a tu a m ão
e pega-lhe pela cauda. E estendeu sua m ão, e pegoulhe pela cauda, e to rn o u -se em vara na sua m ão;
5Para que creiam que te apareceu o Se n h o r Deus
de seus pais, o D eus de A braão, o Deus de Isaque e
o D eus de Jacó.
6E disse-lhe m ais o Se n h o r : Põe agora a tua m ão no
teu seio. E, tirando-a, eis que a sua m ão estava lep ro ­
sa, branca com o a neve.
7E disse: T o rn a a p o r a tu a m ão no teu seio. E to r­
n o u a colocar sua m ão no seu seio; depois tiro u -a do
seu seio, e eis que se to rn ara com o a sua carne.
KE acontecerá que, se eles não te crerem , nem o u ­
virem a voz do prim eiro sinal, crerão à voz do d er­
radeiro sinal;
‘’E se acontecer que ainda não creiam a estes dois si­
nais, nem ouvirem a tua voz, to m arás das águas do
rio, e as derram arás na terra seca; e as águas, que to ­
m arás do rio, tornar-se-ão em sangue sobre a te r­
ra seca.
,0Então disse Moisés ao Se n h o r : Ah, m eu Senhor!
eu não sou hom em eloqüente, nem de o n tem nem
de anteontem , nem ainda desde que tens falado ao
teu servo; p o rq u e sou pesado de boca e pesado de
língua.
n E disse-lhe o Se n h o r : Q uem fez a boca do h o ­
m em? o u quem fez o m u d o , ou o surdo, o u o que
vê, ou o cego? N ão sou eu, o Se n h o r ?
Para essa seita, quem chama Deus de Deus ou Senhor pode es­
tar chamando ou orando a um deus falso. Se alguém deseja falar
com o Deus verdadeiro, segundo afirmam, deve chamá-lo pelo
nome de Jeová.
vem ter um relacionamento íntimo com o Senhor, chamando-o de
“Aba, Pai* (Rm8.15; GI4.6). Onome outorgado aos cristãos para
que fosse invocado na nova aliança é o do Senhor Jesus (At 4.1012; 16.30,31; Fp2.9-11; C l3.17).
__B RESPOSTA APOLOGÉTICA: Esse entendimento só sur■= giu em 1931, quando os adeptos dessa seita adotaram
o nome organizacional de Testemunhas de Jeová, indicando,
como base bíblica para isso, Isaías 43.10. Antes, afirmavam: “O
nome Deus quer dizer o Altíssimo, o Criador de todas as coisas. O
nome Jeová significa os propósitos do Eterno para com suas cria­
turas. O nome Deus Todo-Poderoso quer dizer que o seu poder é
ilimitado. O nome Altíssimo dá a entender que Ele é o Supremo e
que além dele não existe nenhum outro. E o nome Pai quer dizer
que Ele é o Doador da vida*.
O Senhor Jesus nunca iniciou suas orações dizendo: “Deus
Jeová" ou “JeováDeus’ , mas: "Pai” (Mt 11.25; 26.39-42; Lc 10.21;
22.42; 23.34-46; Jo 11.41; 12.27, 28; 17.1-26). A oração-modelo ensinada por Jesus se inicia da seguinte maneira: ‘ Pai nosso*
(Mt 6.9; Lc 11.2). Os cristãos, na qualidade de filhos de Deus, de­
Que é Isso na tua mão?
(4.2)
viou a vós; este é m eu nom e eternam ente, e este é
m eu m em orial de geração em geração.
l6Vai, e ajunta os anciãos de Israel e dize-lhes: O
Se n h o r D eus de vossos pais, o D eus de Abraão, de
Isaque e de Jacó, m e apareceu, dizendo: C ertam ente
vos tenho visitado e visto o que vos é feito no Egito.
l7P o rtan to eu disse: Far-vos-ei subir da aflição do
Egito à terra do cananeu, do heteu, do am orreu,
do perizeu, do heveu e do jebuseu, a um a terra que
m ana leite e mel.
I8E ouvirão a tua voz; e irás, tu com os anciãos de
Israel, ao rei do Egito, e dir-lhe-eis: O Se n h o r Deus
dos hebreus nos encontrou. Agora, pois, deixa-nos
ir cam inho de três dias para o deserto, para que sa­
crifiquem os ao Se n h o r nosso Deus.
‘''Eu sei, porém , que o rei do Egito não vos deixará
ir, nem ainda p o r um a m ão forte.
2HP orque eu estenderei a m in h a m ão, e ferirei ao
Egito com todas as m inhas m aravilhas que farei no
m eio dele; depois vos deixará ir.
21E eu darei graça a este povo aos olhos dos egíp­
cios; e acontecerá que, quando sairdes, não saireis
vazios,
22P orque cada m ulher pedirá à sua vizinha e à sua
hóspeda jóias de prata, e jóias de ouro, e vestes, as
quais poreis sobre vossos filhos e sobre vossas filhas;
e despojareis os egípcios.
4
66
Ceticismo. Usa esta referência para questionar o atribu­
to da onisciência que a ortodoxia cristã aplica, correta­
mente, a Deus.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: O argumento ceticista que
desmerece a pessoa de Deus por ter questionado a Moiséí
quanto ao que havia em sua mão é extremamente pobre. Será qui
Deus realmente não sabia? Claro que sim. Aiém de onisciente, i
Senhor Deus é presciente. portanto, sabia que se tratava de um
vara. Moisés também estava ciente do objeto que carregava, ap<
nas não conhecia o plano de Deus para aquele artefato. Daí a in
portãnciado questionamento, paraque Moisés contemplasse o s<
brenatural e não questionasse a legitimidade do "sinal" divino.
ÊXODO 4,5
12Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te en ­
sinarei o que hás de falar.
l3Ele, porém , disse: Ah, m eu Senhor! Envia pela
m ão daquele a quem tu hás de enviar.
l4Então se acendeu a ira do S enhor contra Moisés,
e disse: N ão é Arão, o levita, teu irmão? Eu sei que ele
falará m uito bem ; e eis que ele tam bém sai ao teu en­
contro; e, vendo-te, se alegrará em seu coração.
I5E tu lhe falarás, e porás as palavras na sua boca;
e eu serei com a tua boca, e com a dele, ensinandovos o que haveis de fazer.
I6E ele falará po r ti ao povo; e acontecerá que ele te
será por boca, e tu lhe serás p o r Deus.
17T om a, pois, esta vara na tu a m ão, com que fa­
rás os sinais.
29Então foram M oisés e Arão, e ajuntaram todos os
anciãos dos filhos de Israel.
WE Arão falou todas as palavras que o S enhor falara
a Moisés e fez os sinais perante os olhos do povo.
31E o povo creu; e q u an d o ouviram que o S enhor
visitava aos filhos de Israel, e que via a sua aflição,
inclinaram -se, e adoraram .
M oisés e A rão fa la m a Faraó
E DEPOIS foram M oisés e A rão e disseram
a Faraó: Assim diz o S en h o r D eus de Israel:
Deixa ir o m eu povo, para que m e celebre u m a fes­
ta no deserto.
2M as Faraó disse: Q u em é o S en h o r , cuja voz
eu ouvirei, para deixar ir Israel? N ão conheço o
S en h or , nem tam pouco deixarei ir Israel.
3E eles disseram: O D eus dos hebreus nos enco n ­
trou; p o rtan to deixa-nos agora ir cam inho de três
dias ao deserto, para que ofereçam os sacrifícios ao
S enhor nosso Deus, e ele não venha sobre nós com
pestilência o u com espada.
4Então disse-lhes o rei do Egito: Moisés e Arão, por
que fazeis cessar o povo das suas obras? Ide às vos­
sas cargas.
’E disse tam bém Faraó: Eis que o povo da terra já é
m uito, e vós os fazeis ab an d o n ar as suas cargas.
M oisés volta para o Egito
' “Então foi Moisés, e voltou para Jetro, seu sogro,
e disse-lhe: Eu irei agora, e tornarei a m eus irm ãos,
que estão no Egito, para ver se ainda vivem. Disse,
pois, Jetro a Moisés: Vai em paz.
‘‘'Disse tam bém o S en h or a Moisés em M idiã: Vai,
volta para o Egito; porque todos os que buscavam a
tua alm a m orreram .
-°Tom ou, pois, M oisés sua m u lh e r e seus filhos,
e os levou sobre um jum en to , e to rn o u à terra do
Egito; e Moisés to m o u a vara de D eus na sua mão.
21E disse o S en h or a Moisés: Q u ando voltares ao
Egito, atenta que faças diante de Faraó todas as m a­
ravilhas que tenho posto na tua m ão; mas eu lhe en­
durecerei o coração, para que não deixe ir o povo.
22Então dirás a Faraó: Assim diz o S en h or : Israel é
m eu filho, m eu prim ogênito.
2,E eu te tenho dito: Deixa ir o m eu filho, para que
me sirva; mas tu recusaste deixá-lo ir; eis que eu m a­
tarei a teu filho, o teu prim ogênito.
24E aconteceu no cam inho, n u m a estalagem, que o
S enhor o encontrou, e o quis m atar.
2,Então Zípora to m o u um a pedra aguda, e circun­
cidou o prepúcio de seu filho, e lançou-o a seus pés,
e disse: C ertam ente m e és um esposo sanguinário.
26E desviou- se dele. Então ela disse: Esposo sangui­
nário, p or causa da circuncisão.
27Disse o S enhor a Arão: Vai ao deserto, ao encon­
tro de Moisés. E ele foi, e en controu-o no m onte de
Deus, e beijou-o.
28E relatou M oisés a A rão todas as palavras do
S en h or , com que o enviara, e to d o s os sinais que
lhe m andara.
Faraó aflige os israelitas
'’P o rtan to deu ordem Faraó, naquele m esm o dia,
aos exatores do povo, e aos seus oficiais, dizendo:
7D aqui em diante não torneis a dar palha ao povo,
para fazer tijolos, com o fizestes antes: vão eles m es­
mos, e colham palha para si.
8E lhes im poreis a conta dos tijolos que fizeram a n ­
tes; nada dim inuireis dela, p o rq u e eles estão ocio­
sos; p o r isso clam am , dizendo: V am os, sacrifique­
m os ao nosso Deus.
9Agrave-se o serviço sobre estes hom ens, para que
se ocu p em nele e não confiem em palavras m e n ­
tirosas.
"’Então saíram os exatores do povo, e seus oficiais,
e falaram ao povo, dizendo: Assim diz Faraó: Eu não
vos darei palha;
1 'Id e vós m esm os, e tom ai vós palha o nde a achar­
des; p o rq u e nada se d im in u irá de vosso serviço.
l2E ntão o povo se espalhou p o r to d a a te rra do
Egito, a colher restolho em lugar de palha.
' 3E os exatores os apertavam , dizendo: Acabai vos­
sa obra, a tarefa de cada dia, com o q u an d o havia
palha.
67
ÊXODO 5 ,6
poderosa os deixará ir, sim , p o r um a m ão p o d ero ­
sa os lançará de sua terra.
2Falou m ais D eus a Moisés, e disse: Eu sou o
14E foram açoitados os oficiais dos filhos de Israel,
que os exatores de Faraó tin h am posto sobre eles,
dizendo estes: P or que não acabastes vossa tarefa,
fazendo tijolos com o antes, assim tam bém ontem
e hoje?
lsP or isso, os oficiais dos filhos de Israel, foram e
clam aram a Faraó, dizendo: P or que fazes assim a
teus servos?
"’Palha não se dá a teus servos, e nos dizem: Fazei
tijolos; e eis que teus servos são açoitados; porém o
teu povo tem a culpa.
'"M as ele disse: Vós sois ociosos; vós sois ociosos;
p o r isso dizeis: Vamos, sacrifiquem os ao S en h or .
lsIde, pois, agora, trabalhai; palha p o rém não se
vos dará; contudo, dareis a conta dos tijolos.
‘‘'Então os oficiais dos filhos de Israel viram -se em
aflição, p o rq u a n to se dizia: N ada dim inuireis de
vossos tijolos, da tarefa do dia no seu dia.
S en h or .
5E eu apareci a A braão, a Isaque, e a Jacó, com o
o D eus T o d o-P oderoso; m as pelo m eu n o m e, o
S en h o r , não lhes fui perfeitam ente conhecido.
4E tam bém estabeleci a m in h a aliança com eles,
para dar-lhes a terra de Canaã, a terra de suas pere­
grinações, na qual foram peregrinos.
’E tam bém ten h o ouvido o gem ido dos filhos de
Israel, aos quais os egípcios fazem servir, e lem breim e da m inha aliança.
6P o rtan to dize aos filhos de Israel: Eu sou o S en h or ,
e vos tirarei de debaixo das cargas dos egípcios, e vos
livrarei da servidão, evos resgatarei com braço esten­
dido e com grandes juízos.
"E eu vos to m arei p o r m eu povo, e serei vosso
Deus; e sabereis qu e eu sou o S en h o r vosso Deus,
que vos tiro de debaixo das cargas dos egípcios;
SE eu vos levarei à terra, acerca da qual levantei m i­
nha m ão, ju ran d o que a daria a A braão, a Isaque e a
Jacó, e vo-la darei p o r herança, eu o S en h o r .
'’Deste m odo falou Moisés aos filhos de Israel, mas
eles não ouviram a Moisés, p o r causa da angústia de
espírito e da d u ra servidão.
1 "Falou mais o S en h or a Moisés, dizendo:
1 ‘Entra, e fala a Faraó rei do Egito, que deixe sair os
filhos de Israel da sua terra.
l2M oisés, p o rém , falou p erante o S en h o r , dizen­
do: Eis que os filhos de Israel não m e têm ouvido;
com o, pois, Faraó m e ouvirá? T am bém eu sou incircunciso de lábios.
‘■
’Todavia o S en h or falou a M oisés e a Arão, e deulhes m an d am e n to para os filhos de Israel, e para
O s israelitas q ueixam -se d e M oisés e Arão
20E en contraram a Moisés e a A rão, que estavam
defronte deles, quando saíram de Faraó.
21E disseram-lhes: O S enhor atente sobre vós, e j ulgue isso, p o rq u an to fizestes o nosso caso repelente
diante de Faraó, e diante de seus servos, dando-lhes
a espada nas m ãos, para nos m atar.
22E ntão, to rn an d o -se M oisés ao S e n h o r , disse:
Senhor! p o r que fizeste mal a este povo? p o r que
m e enviaste?
23Porque desde que m e apresentei a Faraó para fa­
lar em teu nom e, ele m altratou a este povo; e de n e­
n h u m a sorte livraste o teu povo.
6
D eus p ro m ete livrar os israelitas
ENTÃO disse o S en h or a Moisés: A gora verás o
que hei de fazer a Faraó; p orque p o r um a m ão
nhor e Deus, são nomes diferentes para o único Deus verdadei­
ro, os mórmons acreditam que cada um destes nomes designa
um deus diferente. Entretanto, um exame mais detalhado do con­
texto mostra que Elohim e Jehovah são um e é o mesmo Deus
dos hebreus.
Gênesis 2 refuta esta distinção arbitrária. Vejamos o que diz o
versículo 4:"... no dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus".
Quando Jacó disse a Isaque: “Porque o Senhor teu Deus . ", a tra­
dução literal é: “Porque Jehovahteu£toWm...’ (Gn27.20). Todavia,
o maior obstáculo para os mórmons é o shema |udaico de Deuteronômio 6.4, que diz:"... o Senhor nosso Deus é o único Senhor". Na
língua original hebraica, a versão literal desse texto é: “Jeová, nosso
Elohim é o único Elohim'. Por desconhecerem as línguas originais
da Bíblia, os mórmons inventaram essa separação absurda entre
Elohim e Jeová, criando, com isso. dois deuses separados.
Mas pelo meu nome, o Senhor [Jeová], náo lhes
perfeitamente fui conhecido
(6.3)
'v
Mormonismo. Alegaque Jesusé Jeová, pois só Jesus apa'feii receu a Abraão (Jo 8.56-58).
_£=) RESPOSTA APOLOGÉTICA: Os cristãos ortodoxos tam■=» bém crêem que Jesus é Jeová, mas não é este o caso. En­
quanto nós, os evangélicos, entendemos que o nome Jeová é
um dos nomes do Deus triúno - Pai, Filho e Espirito Santo, os
mórmons crêem totalmente diferente: que Jesus é Jeová e o Pai
de Jesus é Elohim. Idealizam as três pessoas da Trindade como
três deuses separados, com a única diferença de serem unidos
em propósitos e pensamentos. Enquanto os cristãos compreen­
dem que Elohim e Jehovah, traduzidos, respectivamente, por Se­
68
ÊXODO 6 ,7
Faraó rei do Egito, para que tirassem os filhos de
Israel da terra do Egito.
G enealogias d e R ú b en , Sim eâ o e L evi
l4Estas são as cabeças das casas de seus pais: Os fi­
lhos de Rúben, o p rim ogênito de Israel: E noque
e Palu, H ezrom e C arm i; estas são as famílias de
Rúben.
I5E os filhos de Simeão: Jem uel, Jam in, O ade,
Jaquim , Z oar e Saul, filho de um a cananéia; estas
são as famílias de Simeão.
I6E estes são os nom es dos filhos de Levi, segundo
as suas gerações: G érson, C oate e M erari; e os anos
da vida de Levi foram cento e trin ta e sete anos.
l7Os filhos de G érson: Libni e Simei, segundo as
suas famílias;
1SE os filhos de Coate: Anrão, Izar, H ebrom e Uziel;
e os anos da vida de C o a te /o ra m cento e trin ta e
três anos.
'“’E os filhos de Merari: M ali e M usi; estas são as fa­
mílias de Levi, segundo as suas gerações.
20E A nrão tom ou p o r m ulher a Joquebede, sua tia,
e ela deu-lhe Arão e Moisés: e os anos da vida de
Anrão foram cento e trin ta e sete anos.
2IE os filhos de Izar: C orá, Nefegue e Zicri.
22E os filhos de Uziel: M isael, Elzafã e Sitri.
23E Arão tom ou por m ulher a Eliseba, filha de Aminadabe, irm ã de N aasson; e ela deu-lhe N adabe,
Abiú, Eleazar e Itam ar.
24E os filhos de Corá: Assir, Elcana e Abiasafe; estas
são as famílias dos coraítas.
25E Eleazar, filho de Arão, to m o u p o r m ulher um a
das filhas de Putiel, e ela deu-lhe a Finéias; estes são
os cabeças dos pais dos levitas, segundo as suas fa­
mílias.
2,'Estes são A rão e Moisés, aos quais o S en h or dis­
se: Tirai os filhos de Israel da terra do Egito, segun­
do os seus exércitos.
27Estes são os que falaram a Faraó, rei do Egito,
para que tirasse do Egito os filhos de Israel; estes são
Moisés e Arão.
D eus a n im a M oisés a fa la r outra vez a Faraó
28E aconteceu que naquele dia, q uando o S enhor
falou a M oisés na terra do Egito,
29Falou o S en h o r a M oisés, dizendo: Eu sou o
S en h o r ; fala a Faraó, rei d o Egito, tu d o q u an to eu
te digo.
“ Então disse Moisés p erante o S en h o r : Eis que eu
sou incircunciso de lábios; com o, pois, Faraó m e
ouvirá?
ENTÃO disse o S en h or a Moisés: Eis que te te­
nho posto por deus sobre Faraó, e Arão, teu ir­
m ão, será o teu profeta.
2T u falarás tu d o o que eu te m andar; e Arão, teu ir­
m ão, falará a Faraó, que deixe ir os filhos de Israel
da sua terra.
3Eu, p o rém , endu recerei o coração de Faraó, e
m ultiplicarei na terra do Egito os meus sinais e as
m inhas maravilhas.
4Faraó, pois, n ão vos ouvirá; e eu porei m in h a mão
sobre o Egito, e tirarei m eus exércitos, m eu povo,
os filhos de Israel, da te rra do Egito, com grandes
juízos.
5Então os egípcios saberão que eu sou o S en h o r ,
quan d o estender a m in h a m ão sobre o Egito, e tira r
os filhos de Israel do m eio deles.
6Assim fizeram M oisés e Arão; com o o S en h or lhes
ordenara, assim fizeram.
7E M oisés era da idade de o iten ta anos, e A rão
da idade de o iten ta e três anos q u an d o falaram a
Faraó.
8E o S f.n h o r falou a M oisés e a Arão, dizendo:
9Q u an d o Faraó vos falar, dizendo: Fazei vós um
m ilagre, dirás a Arão: T om a a tu a vara, e lança-a
diante de Faraó; e se to rn ará em serpente.
7
O coração d e Faraó é en d u recid o
1 “Então Moisés e Arão foram a Faraó, e fizeram as­
sim com o o S f.nho r ordenara; e lançou Arão a sua
vara d iante de Faraó, e diante dos seus servos, e to r ­
nou-se em serpente.
11E Faraó tam bém cham ou os sábios e encantado-
enganar a humanidade por meio de atos sobrenaturais. O próprio
Jesus atestou a respeito (Mt 24.24). As obras do diabo se repetem
por toda a história e terão o seu ápice em Apocalipse 13.13,14. To­
davia. o que devemos enfatizar aqui é a origem das imitações re­
alizadas pelos magos do Egito. Em 2Timóteo 3.8, Paulo comenta
que Janes e Jambres eram homens corruptos quanto á fé. e. por
conta disso, a fonte do poder que os habilitou a resistir a Moisés
era maligna. Do mesmo modo, existem, hoje. movimentos que
Os magos do Egito fizeram também o mesmo
(7.11)
Ceticismo. Questiona a onipotência do Deus bíblico, afir­
mando que os encantadores egípcios eram capazes de fa­
zer sinais semelhantes aos que Moisés, por seu Deus. fazia.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Quanto à prática da magia,
temos visto, desde Gênesis 3, o esforço de Satanás para
69
ÊXODO 7,8
res; e os m agos do Egito fizeram tam bém o m esm o
com os seus encantam entos.
l2P o rq u e cada um lançou sua vara, e to rn aram se em serpentes; m as a vara de A rão tragou as va­
ras deles.
1 ’Porém o coração de Faraó se endureceu, e não os
ouviu, com o o Se n h o r tinha falado.
HE ntão disse o Se n h o r a Moisés: O coração de
Faraó está endurecido, recusa deixar ir o povo.
' sVai pela m anhã a Faraó; eis que ele sairá às águas;
p õ e-te em frente dele na beira do rio, e tom arás em
tu a m ão a vara que se to rn o u em cobra.
I6E lhe dirás: O Senho r D eus dos hebreus m e tem
enviado a ti, dizendo: Deixa ir o m eu povo, para
q u e m e sirva no deserto; porém eis que até agora
n ão tens ouvido.
l7Assim diz o Se n h o r : N isto saberás que eu sou o
Se n h o r : Eis que eu com esta vara, que ten h o em m i­
nha m ão, ferirei as águas que estão n o rio, e to rnarse-ão em sangue.
I8E os peixes, que estão no rio, m orrerão, e o rio
cheirará mal; e os egípcios terão nojo de beber da
água do rio.
2,E virou-se Faraó, e foi para sua casa; nem ainda
nisto pôs seu coração.
24E todos os egípcios cavaram poços ju n to ao rio,
para beberem água; p o rq u an to não podiam beber
da água do rio.
2,Assim se cu m p riram sete dias, depois que o
Se n h o r ferira o rio.
A prim eira praga: as águas tornam -se em sangue
19Disse m ais o Se n h o r a Moisés: Dize a Arão: T om a
tua vara, e estende a tu a m ão sobre as águas do Egito,
sobre as suas correntes, sobre os seus rios, e sobre os
seus tanques, e sobre todo o ajuntam ento das suas
águas, para que se tornem em sangue; e haja sangue
em toda a terra do Egito, assim nos vasos de m adei­
ra com o nos de pedra.
2HE M oisés e Arão fizeram assim com o o S e n h o r
tin h a m andado; e A rão levantou a vara, e feriu as
águas que estavam no rio, diante dos olhos de Faraó,
e diante dos olhos de seus servos; e todas as águas do
rio se to rnaram em sangue,
21E os peixes, que estavam no rio, m orreram , e o rio
cheirou mal, e os egípcios não podiam beber a água
do rio; e houve sangue po r toda a terra do Egito.
22Porém os magos do Egito também fizeram o m es­
m o com os seus encantam entos; de m odo que o co­
ração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, com o
o Se n ho r tinha dito.
A segunda praga: A s rãs
DEPOIS disse o Se n h o r a Moisés: Vai a Faraó
e dize-lhe:
Assim diz o Se n h o r : Deixa ir o m eu povo, para que
me sirva.
2E se recusares deixá-lo ir, eis que ferirei com rãs
todos os teus term os.
*E o rio criará rãs, que subirão e virão à tua casa, e
ao teu d o rm itó rio , e sobre a tu a cam a, e às casas dos
teus servos, e sobre o teu povo, e aos teus fornos, e
às tuas am assadeiras.
4E as rãs subirão sobre ti, e sobre o teu povo, e so­
bre todos os teus servos.
’Disse m ais o Se n h o r a Moisés: Dize a Arão:
Estende a tu a m ão com tu a vara sobre as correntes,
e sobre os rios, e sobre os tanques, e faze subir rãs so­
bre a terra do Egito.
6E A rão estendeu a sua m ão sobre as águas do
Egito, e subiram rãs, e cobriram a terra do Egito.
7E ntão os m agos fizeram o m esm o com os seus
en can tam en to s, e fizeram subir rãs sobre a terra
do Egito.
SE Faraó cham ou a Moisés e a Arão, e disse: Rogai ao
Senho r que tire as rãs de m im e do m eu povo; depois
deixarei ir o povo, para que sacrifiquem ao Se n h o r .
9E disse Moisés a Faraó: D igna-te dizer-m e q u an ­
do é que hei de rogar p o r ti, e pelos teus servos, e por
teu povo, para tirar as rãs de ti, e das tuas casas, e fi­
quem som ente no rio?
10E ele disse: A m anhã. E Moisés disse: Seja confor­
m e à tu a palavra, para que saibas que ninguém há
com o o Sen h o r nosso Deus.
11E as rãs apartar-se-ão de ti, das tuas casas, dos teus
servos, e do teu povo; som ente ficarão no rio.
,2E ntão saíram M oisés e A rão da presença de
Faraó; e M oisés clam o u ao Se n h o r p o r causa das
rãs que tin h a posto sobre Faraó.
procuram imitar a manifestação do poder de Oeus, mas tais movimentos estão longe da vontade divina (Mt 7.21 -23; Jo 6.40).
Devemos, ainda, observar que o poder dos magos era limitado, o que fica claro a partir da terceira praga, quando o bordão de
Arào trouxe piolhos sobre homens e animais e os magos não puderam repetir o feito (8.18). Diante disso, entendemos que, apesar
de possuir poder suficiente e deixar os homens perplexos, Satanás não pode proceder como e quando quiser (Jó 1 - 2).
70
8
ÊXODO 8 ,9
15E o S enhor fez conform e a palavra de Moisés; e as
rãs m orreram nas casas, nos pátios, e nos campos.
14E a ju n ta ra m -se em m o n tõ e s, e a te rra c h e i­
ro u mal.
l5V endo, pois, Faraó que havia descanso, en dure­
ceu o seu coração, e não os ouviu, com o o S enhor
tinha dito.
27D eixa-nos ir cam in h o de três dias ao deserto,
para que sacrifiquem os ao S en h o r nosso Deus,
com o ele nos disser.
28E ntão disse Faraó: D eixar-vos-ei ir, para que
sacrifiqueis ao S en h or vosso D eus no deserto; so­
m ente que, indo, não vades longe; orai tam bém
por m im .
^ E M oisés disse: Eis q u e saio de ti, e o rarei ao
S e n h o r , q u e estes en x a m e s de m o scas se r e ti­
rem a m a n h ã de F araó , d o s seus servos, e d o seu
p ovo; s o m e n te q u e F araó n ão m ais m e engane,
n ão d e ix a n d o ir a este p o v o p a ra sa crifica r ao
A terceira praga: Os piolhos
l6Disse m ais o S en h o r a Moisés: D ize a Arão:
Estende a tu a vara, e fere o pó da terra, para que se
to rn e em piolhos p o r toda a terra do Egito.
17E fizeram assim; e Arão estendeu a sua m ão com
a sua vara, e feriu o pó da terra, e havia m uitos pio­
lhos nos hom ens e no gado; todo o pó da terra se to r­
no u em piolhos em toda a terra do Egito.
I8E os m agos fizeram tam bém assim com os seus
encantam entos para pro d u zir piolhos, m as não p u ­
deram ; e havia piolhos nos hom ens e n o gado.
|l*Então disseram os m agos a Faraó: Isto é o dedo
de Deus. Porém o coração de Faraó se endureceu, e
não os ouvia, com o o S en h or tinha dito.
Senhor.
30Éntão saiu Moisés da presença de Faraó, e orou
ao S en h o r .
31E fez o S enhor conform e a palavra de Moisés, e os
enxam es de m oscas se retiraram de Faraó, dos seus
servos, e do seu povo; não ficou u m a só.
32Mas endureceu Faraó ainda esta vez seu coração,
e não deixou ir o povo.
A q u in ta praga: A peste nos an im a is
DEPOIS o S en h or disse a Moisés: Vai a Faraó, e
A quarta praga: A s moscas
dize-lhe: Assim diz o S en h o r D eus dos hebreus:
20Disse m ais o S en h o r a Moisés: L evanta-te pela
Deixa ir o m eu povo, para que m e sirva.
m anhã cedo e põe-te diante de Faraó; eis que ele sai­
2P orque se recusares deixá-los ir, e ainda p o r fo r­
rá às águas; e dize-lhe: Assim diz o S en h o r : Deixa ir
ça os detiveres,
o m eu povo, para que m e sirva.
'Eis que a m ão do S en h o r será sobre teu gado, que
2 ' P orque se não deixares ir o m eu povo, eis que en está no cam po, sobre os cavalos, sobre os jum entos,
viarei enxam es de m oscas sobre ti, e sobre os teus
sobre os camelos, sobre os bois, e sobre as ovelhas,
servos, e sobre o teu povo, e às tuas casas; e as casas
com
pestilência gravíssima.
dos egípcios se encherão destes enxam es, e tam bém
4E
o
S enhor fará separação entre o gado dos israe­
a terra em que eles estiverem.
litas
e
o gado dos egípcios, para que nada m o rra de
22E naquele dia eu separarei a terra de G ósen, em
tu
d
o
o
que for dos filhos de Israel.
que m eu povo habita, que nela não haja enxam es
5E
o
S en h o r assinalou certo tem p o , dizendo:
de moscas, para que saibas que eu sou o S en h o r no
A
m
anhã
fará o S enhor esta coisa na terra.
m eio desta terra.
6E
o
S
en
h
or fez isso no dia seguinte, e todo o gado
23E porei separação entre o m eu povo e o teu povo;
dos
egípcios
m orreu; po rém do gado dos filhos de
am anhã se fará este sinal.
Israel
não
m
o
rreu nenhum .
-4E o S enhor fez assim; e vieram grandes enxames
7E
Faraó
enviou
a ver, e eis que do gado de Israel
de moscas à casa de Faraó e às casas dos seus servos,
e sobre toda a terra do Egito; a terra foi corro m p i­ não m o rrera n enhum ; porém o coração de Faraó se
agravou, e não deixou ir o povo.
da destes enxames.
2,Então cham ou Faraó a Moisés e a Arão, e disse:
A sexta praga: A s úlceras
Ide, e sacrificai ao vosso Deus nesta terra.
“Então disse o S en h o r a M oisés e a Arão: T om ai
26E M oisés disse: N ão convém que façam os as­
sim, p o rq ue sacrificaríamos ao S en h or nosso Deus vossas m ãos cheias de cinza do forno, e M oisés a es­
a abom inação dos egípcios; eis que se sacrificás­ palhe p ara o céu diante dos olhos de Faraó;
9E to rn a r-se -á em pó m iú d o so b re to d a a te r­
semos a abom inação dos egípcios perante os seus
olhos, não nos apedrejariam eles?
ra do Egito, e se to rn a rá em sarna, qu e arrebente
9
71
ÊXODO 9,1 0
ra; e o Se n h o r fez chover saraiva sobre a terra do
Egito.
24E havia saraiva, e fogo m isturado en tre a sarai­
va, tão grave, qual nu n ca houve em to d a a terra do
Egito desde que veio a ser um a nação.
2,E a saraiva feriu, em toda a terra do Egito, tu d o
q u an to havia n o cam po, desde os hom ens até aos
animais; tam bém a saraiva feriu toda a erva do cam ­
po, e quebrou todas as árvores do cam po.
26Som ente na terra de Gósen, onde estavam os fi­
lhos de Israel, não havia saraiva.
27Então Faraó m an d o u cham ar a Moisés e a Arão,
e disse-lhes: Esta vez pequei; o Senho r é justo, mas
eu e o m eu povo ímpios.
2“O rai ao Se n h o r (pois q ue basta) para qu e não
haja mais trovões de Deus nem saraiva; e eu vos dei­
xarei ir, e não ficareis m ais aqui.
2''Então lhe disse Moisés: Em saindo da cidade es­
tenderei m inhas m ãos ao Se n h o r ; os trovões cessa­
rão, e não haverá m ais saraiva; para que saibas que
a terra é do Se n h o r .
3üTodavia, q u anto a ti e aos teus servos, eu sei que
ainda não tem ereis diante do Se n h o r Deus.
31E o linho e a cevada foram feridos, p o rq u e a ceva­
da já estava na espiga, e o linho na haste.
,2M as o trigo e o centeio não foram feridos, p o r­
que estavam cobertos.
33Saiu, pois, M oisés da presença de Faraó, da ci­
dade, e estendeu as suas m ãos ao Se n h o r ; e cessa­
ram os trovões e a saraiva, e a chuva não caiu mais
sobre a terra.
34V endo Faraó que cessou a chuva, e a saraiva, e os
trovões, pecou ainda mais; e endureceu o seu cora­
ção, ele e os seus servos.
35Assim o coração de Faraó se en dureceu, e não
deixou ir os filhos de Israel, com o o Se n h o r tinha
dito p o r Moisés.
em úlceras, nos h om ens e no gado, po r toda a te r­
ra do Egito.
IHE eles to m aram a cinza do forno, e puseram -se
dian te de Faraó, e M oisés a espalhou para o céu;
e to rn o u -se em sarna, que arrebentava em úlceras
nos hom ens e no gado;
" D e m aneira que os m agos não podiam parar
diante de Moisés, p o r causa da sarna; p orque havia
sarna nos magos, e em todos os egípcios.
l2Porém o Se n h o r endureceu o coração de Faraó, e
não os ouviu, com o o S e n h o r tinha dito a Moisés.
A i am eaças de D eus
1'E n tão disse o Se n h o r a Moisés: Levanta-te pela
m an h ã cedo, e põe-te diante de Faraó, e dize-lhe:
Assim diz o Se n h o r D eus dos hebreus: Deixa ir o
m eu povo, para que m e sirva;
l4P orque esta vez enviarei todas as m inhas pragas
sobre o teu coração, e sobre os teus servos, e sobre
o teu povo, para que saibas que não há o u tro com o
eu em toda a terra.
l5P orque agora tenho estendido m inha m ão, para
te ferir a ti e ao teu povo com pestilência, e para que
sejas destruído da terra;
16Mas, deveras, para isto te m antive, para m ostrar
m eu poder em ti, e para que o m eu nom e seja a n u n ­
ciado em toda a terra.
I7Tu ainda te exaltas contra o m eu povo, para não
o deixar ir?
A sétim a praga: A saraiva
,8Eis que am anhã po r este tem po farei chover sa­
raiva m ui grave, qual nunca houve no Egito, desde
o dia em que foi fundado até agora.
l9Agora, pois, envia, recolhe o teu gado, e tu d o o
que tens no cam po; todo o hom em e anim al, que for
achado no cam po, e não for recolhido à casa, a sa­
raiva cairá sobre eles, e m orrerão.
20Q u em dos servos de Faraó tem ia a palavra do
Se n h o r , fez fugir os seus servos e o seu gado para
as casas;
JIMas aquele que não tin h a considerado a pala­
vra do Se n h o r deixou os seus servos e o seu gado
no cam po.
22Então disse o Se n h o r a Moisés: Estende a tua m ão
para o céu, e haverá saraiva em toda a terra do Egito,
sobre os hom ens e sobre o gado, e sobre toda a erva
do cam po, na terra do Egito.
23E M oisés estendeu a sua vara para o céu, e o
Se n h o r deu trovões e saraiva, e fogo corria pela te r­
D eus am eaça Faraó co m a praga dos gafanhotos
DEPOIS disse o Se n h o r a Moisés: Vai a
Faraó, p o rq u e ten h o endurecido o seu co­
ração, e o coração de seus servos, p ara fazer estes
m eus sinais no m eio deles,
2E p ara que contes aos ouvidos de teus filhos, e dos
filhos de teus filhos, as coisas que fiz no Egito, e os
m eus sinais, que ten h o feito entre eles; para que sai­
bais que eu sou o Se n h o r .
3Assim foram M oisés e Arão a Faraó, e disse­
ram -lhe: Assim diz o S e n h o r D eus dos hebreus:
72
ÊXODO 10,11
Até quando recusarás hum ilhar-te diante de mim?
Deixa ir o m eu povo para que m e sirva;
4P orque se ainda recusares deixar ir o m eu povo,
eis que trarei am anhã gafanhotos aos teus term os.
5E cobrirão a face da terra, de m odo que não se p o ­
derá ver a terra; e eles com erão o restante que esca­
pou, o que vos ficou da saraiva; tam bém com erão
toda a árvore que vos cresce no cam po;
6E encherão as tuas casas, e as casas de todos os teus
servos e as casas de todos os egípcios, quais nunca
viram teus pais, nem os pais de teus pais, desde o dia
em que se acharam na terra até o dia de hoje. E virou-se, e saiu da presença de Faraó.
‘E os servos de Faraó disseram -lhe: Até quando
este hom em nos há de ser po r laço? Deixa ir os h o ­
mens, para que sirvam ao S enhor seu Deus; ainda
não sabes que o Egito está destruído?
8Então M oisés e A rão foram levados o u tra vez a
Faraó, e ele disse-lhes: Ide, servi ao S en h o r vosso
Deus. Q uais são os que hão de ir?
9E Moisés disse: H avem os de ir com os nossos jo ­
vens, e com os nossos velhos; com os nossos filhos,
e com as nossas filhas, com as nossas ovelhas, e com
os nossos bois havem os de ir; porque tem os de ce­
lebrar u m a festa ao S en h o r .
1 “Então ele lhes disse: Seja o S en h or assim convos­
co, com o eu vos deixarei ir a vós e a vossos filhos;
olhai que há mal diante da vossa face.
1 'N ão será assim; agora ide vós, hom ens, e servi ao
S en h or ; pois isso é o que pedistes. E os expulsaram
da presença de Faraó.
A oitava praga: Os gafanhotos
' -Então disse o S enhor a Moisés: Estende a tu a m ão
sobre a terra do Egito para que os gafanhotos ve­
nham sobre a terra do Egito, e com am toda a erva
da terra, tudo o que deixou a saraiva.
1’Então estendeu M oisés sua vara sobre a terra
do Egito, e o S en h or trouxe sobre a terra u m vento
oriental to d o aquele dia e toda aquela noite; e acon­
teceu que pela m anhã o vento oriental trouxe os ga­
fanhotos.
I4E vieram os gafanhotos sobre to d a a terra do
Egito, e assentaram -se sobre todos os term os do
Egito; tão num erosos foram que, antes destes n u n ­
ca houve tantos, nem depois deles haverá.
15Porque cobriram a face de toda a terra, de m odo
que a terra se escureceu; e com eram toda a erva da
terra, e todo o fruto das árvores, que deixara a sa­
raiva; e não ficou verde algum nas árvores, nem na
erva do cam po, em to d a a terra do Egito.
“'’Então Faraó se apressou a ch am ar a Moisés e a
Arão, e disse: Pequei contra o S en h or vosso Deus,
e contra vós.
17Agora, pois, peço-vos que perdoeis o m eu peca­
do som ente desta vez, e que oreis ao S en h or vosso
Deus que tire de m im som ente esta m orte.
18E saiu da presença de Faraó, e o ro u ao S en h o r .
19Então o S enhor trouxe um vento ocidental for­
tíssimo, o qual levantou os gafanhotos e os lançou
no M ar V erm elho; não ficou um só gafanhoto em
todos os term os do Egito.
20O S e n h o r , porém , en d u receu o coração de
Faraó, e este não deixou ir os filhos de Israel.
A nona praga: A s trevas
2 'E ntão disse o S enhor a Moisés: Estende a tua m ão
para o céu, e virão trevas sobre a terra do Egito, tre ­
vas que se apalpem.
22E Moisés estendeu a sua m ão para o céu, e h o u ­
ve trevas espessas em to d a a terra do Egito p o r três
dias.
2,N ão viu um ao o u tro , e ninguém se levantou do
seu lugar p o r três dias; m as todos os filhos de Israel
tinham luz em suas habitações.
24Então Faraó cham ou a Moisés, e disse: Ide, servi
ao S en h o r ; som ente fiquem vossas ovelhas e vossas
vacas; vão tam bém convosco as vossas crianças.
25Moisés, porém , disse: T u tam bém darás em nos­
sas m ãos sacrifícios e holocaustos, que ofereçam os
ao S enhor nosso Deus.
26E tam bém o nosso gado há de ir conosco, nem
um a u n h a ficará; p o rq u e daquele havem os de to ­
m ar, para servir ao S enhor nosso Deus; porque não
sabem os com que havem os de servir ao S en h o r , até
que cheguem os lá.
270 S enhor , porém , endureceu o coração de Faraó,
e este não os quis deixar ir.
28E disse-lhe Faraó: V ai-te de m im , guarda-te que
não mais vejas o m eu rosto; p o rq u e no dia em que
vires o m eu rosto, m orrerás.
29E disse Moisés: Bem disseste; eu nunca m ais ve­
rei o teu rosto.
D eus a n u n c ia a iMoisés a m orte de todos os
prim ogênitos
1 E O SENHOR disse a Moisés: A inda um a
JL praga trarei sobre Faraó, e sobre o Egito;
1
73
ÊXODO 11,12
6E o guardareis até ao décim o q u arto dia deste mês,
e todo o ajuntam ento da congregação de Israel o sa­
crificará à tarde.
7E to m arão do sangue, e p ô -lo -ão em am bas as
om breiras, e na verga da porta, nas casas em que o
com erem .
“E naquela noite com erão a carne assada no fogo,
com pães ázimos; com ervas am argosas a com erão.
‘’N ão com ereis dele cru, nem cozido em água, se­
não assado n o fogo, a sua cabeça com os seus pés e
com a sua fressura.
I0E nada dele deixareis até am anhã; mas o que dele
ficar até am anhã, queim areis no fogo.
1 'Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos,
os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o
comereis apressadamente; esta é a páscoa do S e n h o r .
I2E eu passarei pela terra do Egito esta noite, e fe­
rirei todo o prim ogênito na terra do Egito, desde os
hom ens até aos anim ais; e em to d o s os deuses do
Egito farei juízos. Eu sou o S e n h o r .
ISE aquele sangue vos será p o r sinal nas casas em
que estiverdes; vendo eu sangue, passarei p o r cim a
de vós, e não haverá entre vós praga de m o rtan d a­
de, q u an d o eu ferir a terra do Egito.
ME este dia vos será p o r m em ória, e celebrá-lo-eis
por festa ao S e n h o r ; nas vossas gerações o celebra­
reis po r estatuto perpétuo.
' ’Sete dias com ereis pães ázimos; ao prim eiro dia
tirareis o ferm ento das vossas casas; p o rq u e qual­
quer que com er pão levedado, desde o prim eiro até
ao sétim o dia, aquela alma será cortada de Israel.
lhE ao prim eiro dia haverá santa convocação; ta m ­
bém ao sétim o dia tereis santa convocação; n en h u ­
m a obra se fará neles, senão o que cada alm a houver
de com er; isso som ente aprontareis para vós.
l7G uardai pois a festa dos pães ázimos, p o rq u e n a­
quele m esm o dia tirei vossos exércitos da terra do
Egito; pelo que guardareis a este dia nas vossas ge­
rações p o r estatuto perpétuo.
lsN o prim eiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde,
com ereis pães ázimos até vinte e um do mês à tarde.
'■’Por sete dias não se ache n en h u m ferm ento nas
vossas casas; porque qualquer que com er pão leve­
dado, aquela alma será cortada da congregação de
Israel, assim o estrangeiro com o o natural da terra.
“ N enhum a coisa levedada com ereis; em todas as
vossas habitações com ereis pães ázimos.
2' C ham ou pois M oisés a todos os anciãos de I srael,
e disse-lhes: Escolhei e to m ai vós co rd eiro s para
vossas famílias, e sacrificai a páscoa.
depois vos deixará ir daqui; e, quando vos deixar ir
totalm ente, a toda a pressa vos lançará daqui.
2Fala agora aos ouvidos do povo, que cada hom em
peça ao seu vizinho, e cada m ulher à sua vizinha,
jóias de prata e jóias de ouro.
3E o S e n h o r deu ao povo graça aos olhos dos egíp­
cios; tam bém o hom em M oisés era m ui grande na
terra do Egito, aos olhos dos servos de Faraó e aos
olhos do povo.
4Disse m ais Moisés: Assim o S e n h o r tem dito: À
m eia- noite eu sairei pelo m eio do Egito;
SE to d o o prim ogênito na terra do Egito m orrerá,
desde o prim ogênito de Faraó, que haveria de assentar-se sobre o seu tro n o , até ao prim ogênito da
serva que está detrás da m ó, e to d o o prim ogênito
dos animais.
6E haverá grande clam or em toda a terra do Egito,
com o nu nca houve sem elhante e nunca haverá;
7Mas en tre todos os filhos de Israel nem m esm o
um cão m overá a sua língua, desde os hom ens até
aos anim ais, para que saibais que o S e n h o r fez dife­
rença entre os egípcios e os israelitas.
8Então todos estes teus servos descerão a m im , e
se inclinarão diante de m im , dizendo: Sai tu, e todo
o povo que te segue as pisadas; e depois eu sairei. E
saiu da presença de Faraó ardendo em ira.
90 S e n h o r dissera a Moisés: Faraó não vos ouvirá,
para que as m inhas m aravilhas se m ultipliquem na
terra do Egito.
10E Moisés e Arão fizeram todas estas m aravilhas
diante de Faraó; m as o S e n h o r endureceu o cora­
ção de Faraó, que não deixou ir os filhos de Israel
da sua terra.
A instituição da 'primeira páscoa
E FALOU o S e n h o r a M oisés e a A rão na
terra do Egito, dizendo:
2Este m esm o mês vos será o princípio dos meses;
este vos será o prim eiro dos meses do ano.
3Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos
dez deste mês tom e cada um para si um cordeiro,
segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada
família.
4Mas se a família for pequena para um cordeiro, en­
tão tom e um só com seu vizinho perto de sua casa,
conform e o núm ero das almas; cada um conform e
ao seu com er, fareis a conta conform e ao cordeiro.
50 cordeiro, ou cabrito, será sem m ácula, um m a­
cho de um ano, o qual tom areis das ovelhas o u das
cabras.
74
ÊXODO 12
“ Então tom ai um m olho de hissopo, e m olhai-o
no sangue que estiver na bacia, e passai-o na verga
da porta, e em am bas as om breiras, do sangue que
estiver na bacia; porém n enhum de vós saia da p o r­
ta da sua casa até à m anhã.
2,Porque o S enhor passará para ferir aos egípcios,
porém q uando vir o sangue na verga da porta, e em
am bas as om breiras, o S enhor passará aquela p o r­
ta, e não deixará o destruidor en trar em vossas ca­
sas, para vos ferir.
“ P o rtan to guardai isto p o r estatu to para vós, e
para vossos filhos para sem pre.
25E acontecerá que, quando entrardes na terra que
o S enhor vos dará, com o tem dito, guardareis este
culto.
26E acontecerá que, quando vossos filhos vos dis­
serem: Q ue culto é este?
27Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao
S enhor , que passou as casas dos filhos de Israel no
Egito, q uando feriu aos egípcios, e livrou as nossas
casas. Então o povo inclinou-se, e adorou.
28E foram os filhos de Israel, e fizeram isso com o o
S enhor ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram.
vacas, com o tendes dito; e ide, e abençoai-m e ta m ­
bém a m im .
33E os egípcios apertavam ao povo, apressando-se
para lançá-los da terra; p o rq u e diziam : T odos se­
rem os m ortos.
34E o povo to m o u a sua massa, antes que levedas­
se, e as suas am assadeiras atadas em suas roupas so­
bre seus om bros.
35Fizeram, pois, os filhos de Israel conform e à p a­
lavra de Moisés, e pediram aos egípcios jóias de p ra ­
ta, e jóias de ouro, e roupas.
36E o S enhor deu ao povo graça aos olhos dos egíp­
cios, e estes lhe davam o que pediam ; e despojaram
aos egípcios.
A saída dos israelitas do Egito
37Assim p artiram os filhos de Israel de Ramessés
para Sucote, cerca de seiscentos m il a pé, som ente
de hom ens, sem co n tar os m eninos.
38E subiu tam bém com eles m uita m istura de gente,
e ovelhas, e bois, um a grande quantidade de gado.
39E cozeram bolos ázim os da m assa que levaram
do Egito, p orque não se tin h a levedado, p o rq u an to
foram lançados do Egito; e não se p u d eram deter,
nem p repararam com ida.
40O tempo que os filhos de Israel h ab itaram no
Egito fo i de q uatrocentos e trin ta anos.
41E aconteceu que, passados os q u atro cen to s e
trin ta anos, naquele m esm o dia, todos os exércitos
do S enhor saíram da terra do Egito.
42Esta noite se guardará ao S enhor , porque nela os ti­
rou da terra do Egito; esta é a noite do S enhor, que de­
vem guardar todos os filhos de Israel nas suas gerações.
43Disse m ais o S enhor a Moisés e a Arão: Esta é a
ordenança da páscoa: n en h u m filho do estrangei­
ro com erá dela.
44P orém to d o o servo com p rad o p o r dinheiro, de­
pois que o houveres circuncidado, en tão com e­
rá dela.
A m orie dos prim ogênitos
29E aconteceu, à m eia-noite, que o S en h o r feriu
a todos os prim ogênitos na terra do Egito, desde o
prim ogênito de Faraó, que se sentava em seu trono,
até ao prim ogênito do cativo que estava no cárcere,
e todos os prim ogênitos dos anim ais.
'°E Faraó levantou-se de noite, ele e todos os seus
servos, e todos os egípcios; e havia grande clam or
no Egito, porque não havia casa em que não hou­
vesse um m orto.
3'E ntão cham ou a M oisés e a A rão de noite, e dis­
se: Levantai-vos, saí do m eio do m eu povo, tanto
vós com o os filhos de Israel; e ide, servi ao S en h o r ,
com o tendes dito.
32Levai tam bém convosco vossas ovelhas e vossas
E aconteceu, à meia-noite, que o SENHOR feriu a
todos os primogênitos na terra do Egito
(12.29,30)
nal de seus governantes. Éóbvioque os egípcios, comoumtodo, es­
tavam felizes e satisfeitos porterem os israelitas como seus escravos
em suas terras, pois não precisavam ver seusfilhos submetidosatrabalhos forçados e braçais. Os egípcios, que até então já haviam sofri­
do várias calamidades, poderiam ter-se manifestado por meio de um
golpe de Estado, evitando, assim, maiores prejuízos. Mas não, pre­
feriram deixar a decisão final para seu líder. Possivelmente, acredita­
vam que somente no palácio real ou nas residências da aristocracia
vidas seriam ceifadas, o que. evidentemente, não mudaria a postura
soberba de Faraó. Somente uma catástrofe nos moldes bíblicos po­
deria induzir a libertação do povo de Deus.
Ceticismo. Questionaa justiça divina declarada pela teolo­
gia bíblica, uma vez que afirma que o povo egípcio era res­
ponsável pela opressáo de Faraó contra Israel.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A questão aqui parece ser
<=■ maissociopolitica do que religiosa Assim, époucocrfvel que
se possa negociar com uma nação a não ser de forma coletiva, por­
que o destino de um povo está intimamente ligado à política nacio­
75
ÊXODO 12,13
entre teus olhos, p ara que a lei do S en h o r esteja em
tua boca; p o rq u an to com m ão forte o S en h o r te ti­
rou do Egito.
1 “P ortanto tu guardarás este estatuto a seu tem po,
de ano em ano.
“ T am bém acontecerá que, q u an d o o S enhor te
houver in tro d u zid o na terra dos cananeus, com o
ju ro u a ti e a teus pais, q u an d o ta houver dado,
J2Separarás para o S enhor tu d o o que ab rir a m a­
dre e todo o prim ogênito dos anim ais que tiveres;
os m achos serão do S en h o r .
"P o ré m , to d o o p rim o g ên ito da ju m en ta resga­
tarás com um cordeiro; e se o não resgatares, cor­
tar-lhe-ás a cabeça; m as to d o o prim ogênito do h o ­
m em , entre teus filhos, resgatarás.
14E q u ando teu filho te p erguntar no fu tu ro , dizen­
do: Q ue é isto? D ir-lhe-ás: O S enhor nos tiro u com
m ão forte do Egito, da casa da servidão.
1’P o rq u e sucedeu que, en d u recen d o -se Faraó,
para não nos deixar ir, o S enhor m atou todos os p ri­
m ogênitos na terra do Egito, desde o prim ogênito
do hom em até o prim ogênito dos anim ais; p o r isso
eu sacrifico ao S en h or todos os prim ogênitos, sen­
do machos; porém a todo o prim ogênito de m eus
filhos eu resgato.
U'E será isso p o r sinal sobre tu a m ão, e p o r frontais
entre os teus olhos; porque o S en h or , com m ão for­
te, nos tiro u do Egito.
4,0 estrangeiro e o assalariado não com erão dela.
4f,N um a casa se com erá; não levarás daquela carne
fora da casa, nem dela quebrareis osso.
47Toda a congregação de Israel o fará.
4íiPorém se algum estrangeiro se hospedar conti­
go e quiser celebrar a páscoa ao S en h o r , seja-lhe cir­
cuncidado todo o hom em , e então chegará a cele­
brá-la, e será com o o natural da terra; m as nenhum
incircunciso com erá dela.
4l)U m a m esm a lei haja para o natural e para o es­
trangeiro que peregrinar entre vós.
5"E to d o s os filhos de Israel o fizeram ; com o o
S en h or ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram.
s 1E aconteceu naquele m esm o dia que o S enhor ti­
ro u os filhos de Israel da terra do Egito, segundo os
seus exércitos.
O s ■primogênitos são santificados a D eus
1 ^ ENTÃO falou o S enhor a Moisés, dizendo:
J. J
^Santifica-me todo o prim ogênito, o que
abrir to d a a m adre entre os filhos de Israel, de h o ­
m ens e de animais; porque m eu é.
JE Moisés disse ao povo: Lem brai-vos deste m es­
m o dia, em que saístes do Egito, da casa da servidão;
pois com m ão forte o S en h or vos tiro u daqui; p o r­
tanto não com ereis pão levedado.
4Hoje, no mês de Abibe, vós saís.
5E a c o n te c e rá q u e , q u a n d o o S en h or te h o u v e r i n ­
t r o d u z id o n a t e r r a d o s c a n a n e u s , e d o s h e te u s , e d o s
a m o rre u s , e d o s h e v e u s , e d o s je b u s e u s , a q u a l j u r o u
D eus g u ia o povo pelo c a m in h o
1TE aconteceu que, quando Faraó deixou ir o povo,
D eus não os levou pelo cam inho da terra dos filis­
teus, que estava mais perto; porque Deus disse: Para
que porv en tu ra o povo não se arrependa, vendo a
guerra, e volte ao Egito.
l8M as D eus fez o povo ro d ear pelo cam in h o do
deserto do M ar V erm elho; e arm ados, os filhos de
Israel subiram da terra do Egito.
l9E M oisés levou consigo os ossos de José, p o r­
q uan to havia este solenem ente ajuram entado os fi-
a te u s p a is q u e te d a ria , te r r a q u e m a n a le ite e m e l,
g u a rd a r á s e ste c u lto n e s te m ês.
6Sete dias com erás pães ázimos, e ao sétim o dia ha­
verá festa ao S en h o r .
Sete dias se com erá pães ázimos, e o levedado não
se verá contigo, nem ainda ferm ento será visto em
to d o s os teus term os.
8E naquele m esm o dia farás saber a teu filho, d i­
zendo: Isto é pelo que o S enhor m e tem feito, q u an ­
do eu saí do Egito.
9E te será p o r sinal sobre tu a m ão e p o r lem brança
E Moisés levou consigo os ossos de José
(13.19)
g
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Esta passagem-ou qualquer outra - não habilita a interpretação apresentada por
Roma. O propósito em destaque é a retirada dos ossos de José
do Egito e não a veneração desses ossos. Insere, ainda, a prá­
tica cultural de preservação dos restos mortais. É oportuno re­
memorarmos o que o rei Ezequias fez com a serpente de metal
que Moisés havia construído, a mando de Deus e com um fim
específico, que o povo passou a venerá-la, dando-lhe até um
nome. Vejamos otexto: 'Ele tirou os altos, quebrou as estátuas.
Catolicismo Romano. Emprega este texto para apoiar o
dogma da veneração de reliquias, a respeito da qual afir­
ma: "... São permissiveise proveitosas as reliquias dos santos...".
E cita, ainda, a declaração do Concílio de Trento: “... Também os
santos corpos dos santos mártires [...] e daqueles que habitam
comCristo[...] devem ser honrados pelos fiéis.. .".O objetivo des­
sa veneração é alcançar benefícios da parte dos "santos".
76
ÊXODO 13,14
lhos de Israel, dizendo: C ertam ente D eus vos visita­
rá; fazei, pois, subir daqui os m eus ossos convosco.
20Assim partiram de Sucote, e acam param -se em
Etã, à entrada do deserto.
2IE o S enhor ia adiante deles, de dia nu m a co lu ­
na de nuvem para os guiar pelo cam inho, e de n o i­
te n u m a coluna de fogo para os ilum inar, para que
cam inhassem de dia e de noite.
22N unca tirou de diante do povo a coluna de n u ­
vem, de dia, nem a coluna de fogo, de noite.
taram seus olhos, e eis que os egípcios vinham atrás
deles, e tem eram m uito; então os filhos de Israel cla­
m aram ao S f.n h o r .
" E disseram a M oisés: N ão havia sepulcros no
Egito, para nos tirar de lá, p ara que m o rram o s nes­
te deserto? Por que nos fizeste isto, fazendo-nos sair
do Egito?
l2N ão é esta a palavra qu e te falam os no Egito, d i­
zendo: Deixa-nos, que sirvam os aos egípcios? Pois
que m elh o r nos fora servir aos egípcios, do que
m orrerm os no deserto.
l3Moisés, porém , disse ao povo: N ão temais; estai
quietos, e vede o livram ento do S en h o r , que hoje
vos fará; p orque aos egípcios, que hoje vistes, n u n ­
ca mais os tornareis a ver.
D eus a n u n cia a ruína dos egípcios
ENTÃO falou o S f.n h o r a M oisés, dizen­
do:
2Fala aos filhos de I srael que voltem , e que se acam ­
pem d iante de P i-H airote, en tre M igdol e o m ar,
diante de Baal-Zefom; em frente dele assentareis o
cam po ju n to ao mar.
’Então Faraó dirá dos filhos de Israel: Estão em ba­
raçados na terra o deserto os encerrou.
4E eu endurecerei o coração de Faraó, para que os
persiga, e serei glorificado em Faraó e em todo o seu
exército, e saberão os egípcios que eu sou o S en h o r .
E eles fizeram assim.
’Sendo, pois, an unciado ao rei do Egito que o
povo fugia, m u d o u -se o coração de Faraó e dos
seus servos contra o povo, e disseram : P or que fi­
zem os isso, havendo deixado ir a Israel, para que
não nos sirva?
6E ap ro n to u o seu carro, e to m o u consigo o seu
povo;
7E to m o u seiscentos carros escolhidos, e todos os
carros do Egito, e os capitães sobre eles todos.
8P orque o S en h or endureceu o coração de Faraó,
rei do Egito, para que perseguisse aos filhos de Israel;
porém os filhos de Israel saíram com alta mão.
9E os egípcios perseguiram -nos, todos os cavalos e
carros de Faraó, e os seus cavaleiros e o seu exérci­
to, e alcançaram -nos acam pados ju n to ao m ar, per­
to de P i-H airote, diante de Baal-Zefom.
I0E aproxim ando Faraó, os filhos de Israel levan-
M
I40 S en h or p e le ja rá p o r v ó s, e v ó s v o s c a la re is.
A passagem pelo m ar
l5Então disse o S enhor a Moisés: Por que clamas a
mim? Dize aos filhos de Israel que m archem .
’6E tu, levanta a tu a vara, e estende a tu a m ão sobre
o m ar, e fende-o, para que os filhos de Israel passem
pelo m eio do m ar em seco.
I7E eis que endurecerei o coração dos egípcios, e
estes entrarão atrás deles; e eu serei glorificado em
Faraó e em todo o seu exército, nos seus carros e nos
seus cavaleiros,
18E os egípcios saberão que eu sou o Sen h o r , q u a n ­
do for glorificado em Faraó, nos seus carros e nos
seus cavaleiros.
I9E o anjo de Deus, que ia diante do exército de Israel,
se retirou, e ia atrás deles; tam bém a coluna de nuvem
se retirou de diante deles, e se pôs atrás deles.
20E ia en tre o cam po dos egípcios e o cam po de
Israel; e a nuvem era trevas para aqueles, e para es­
tes clareava a noite; de m aneira que em toda a noite
não se aproxim ou u m do outro.
2‘Então Moisés estendeu a sua m ão sobre o m ar, e
o S en h or fez retirar o m ar p o r u m forte vento o rien ­
tal toda aquela noite; e o m ar to rn o u -se em seco, e
as águas foram partidas.
não intervém no mundo com ações sobrenaturais. Eles não crêem
na revelação (Mt 16.17; Lc 24.45; 2Co 4.6) e, por isso, desmere­
cerem a Biblia (revelação escrita). A referência em estudo aponta
para uma das maiores demonstrações do poder divino. Por causa
do entendimento que sustentam, que o Criador está ausente de
sua criação (Hb 11.6, SI 58.10,11. V. notas), também não conside­
ram a abertura do Mar Vermelho como uma provisão sobrenatural
do Criador, cujo objetivo era o livramento do seu povo. Os deistas
dizem que esse milagre não passa de uma fábula.
deitou abaixo os bosques, e fez em pedaços a serpente de me­
tal que Moisés fizera; porquanto até aquele dia os filhos de Israel
lhe queimavam incenso, e lhe chamaram Neustâ” (2Rs 18.4).
E as éguas foram partidas
(14.21)
Í
COMENTÁRIO APOLOGÉTICO: Diantedeste milagre, cai
por terra a opinião dos céticos e dos deistas de que Deus
77
ÊXODO 14,15
’Os abism os os cobriram ; desceram às pro fu n d e­
zas com o pedra.
6A tu a d estra, ó S e n h o r , se tem glorificado em
p o d er, a tu a d estra, ó Se n h o r , tem desped açad o
o inim igo;
7E com a grandeza da tua excelência derrubaste aos
que se levantaram co n tra ti; enviaste o teu furor, que
os consum iu com o o restolho.
8E com o sopro de tuas narinas am ontoaram -se as
águas, as correntes pararam com o m ontão; os abis­
m os coalharam -se no coração do mar.
90 inimigo dizia: Perseguirei, alcançarei, repartirei
os despojos; fartar-se-á a m inha alma deles, arranca­
rei a m inha espada, a m inha m ão os destruirá.
1 “Sopraste com o teu vento, o m ar os cobriu; afu n ­
daram -se com o chum bo em veem entes águas.
" Ó Se n h o r , q u em é com o tu en tre os deuses?
Q uem é com o tu glorificado em santidade, ad m irá­
Os egípcios perecem no m ar
vel em louvores, realizando maravilhas?
27Então Moisés estendeu a sua m ão sobre o m ar, e
l2Estendeste a tu a m ão direita; a terra os tragou.
o m ar retornou a sua força ao am anhecer, e os egíp­
L,Tu, com a tu a beneficência, guiaste a este povo,
cios, ao fugirem, foram de encontro a ele, e o Se n h o r
que salvaste; com a tua força o levaste à habitação
derru b o u os egípcios no m eio do m ar,
da tua santidade.
2!iP orque as águas, to rn an d o , cobriram os carros e
,4O s povos o ouviram , eles estrem eceram , um a
os cavaleiros de todo o exército de Faraó, que os ha­
do r apoderou-se dos habitantes da Filístia.
viam seguido no m ar; n enhum deles ficou.
l5E ntão os príncipes de Edom se pasm aram ; dos
29Mas os filhos de Israel foram pelo m eio do m ar
poderosos dos m oabitas apoderou-se um trem or;
seco; e as águas foram -lhes com o m uro à sua m ão
derreteram -se to d o s os habitantes de Canaã.
direita e à sua esquerda.
‘'’Espanto e pavor caiu sobre eles; pela grandeza do
,0Assim o Se n h o r salvou Israel naquele dia da mão
teu braço em udeceram com o pedra; até qu e o teu
dos egípcios; e Israel viu os egípcios m ortos na praia povo houvesse passado, ó Se n h o r , até que passasse
do mar.
este povo que adquiriste.
3IE viu Israel a grande m ão que o Se n h o r m ostra­
l7Tw os introduzirás, e os plantarás no m o n te da
ra aos egípcios; e tem eu o povo ao Se n h o r , e creu no tu a herança, tio lugar que tu, ó Se n h o r , aparelhaste
Se n h o r e em Moisés, seu servo.
para a tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as
tuas m ãos estabeleceram .
O
câ n tico de M oisés
lsO Se n h o r reinará eterna e perpetuam ente;
ENTÃO cantou M oisés e os filhos de Israel
l9P orque os cavalos de Faraó, com os seus carros e
este cântico ao Se n h o r , e falaram , dizendo: com os seus cavaleiros, entraram no m ar, e o Senho r
C antarei ao Se n h o r , porque gloriosam ente triu n ­ fez to rn ar as águas do m ar sobre eles; m as os filhos
fou; lançou no m ar o cavalo e o seu cavaleiro.
de Israel passaram em seco pelo m eio do m ar.
20 Se n h o r é a m inha força, e o meu cântico; ele m e
20E ntão M iriã, a profetisa, a irm ã de Arão, to m o u
foi por salvação; este é o m eu Deus, p o rtan to lhe fa­ o tam boril na sua m ão, e todas as m ulheres saíram
rei um a habitação; ele é o Deus de m eu pai, p o r isso atrás dela com tam boris e com danças.
o exaltarei.
2IE M iriã lhes respondia: C antai ao Se n h o r , p o r­
’O Se n h o r é hom em de guerra; o Se n h o r é o seu que gloriosam ente triu n fo u ; e lançou no m ar o ca­
nom e.
valo com o seu cavaleiro.
4Lançou no m ar os carros de Faraó e o seu exérci­
22D epois fez M oisés p a rtir os israelitas do M ar
to; e os seus escolhidos príncipes afogaram -se no V erm elho, e saíram ao deserto de Sur; e andaram
M ar Vermelho.
três dias no deserto, e não acharam água.
22E os filhos de Israel entraram pelo m eio do m ar
em seco; e as águas foram -\hes com o m u ro à sua di­
reita e à sua esquerda.
2íE os egípcios os seguiram, e entraram atrás deles
todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus ca­
valeiros, até ao m eio do m ar.
24E aconteceu que, na vigília daquela m anhã, o
Se n h o r , na coluna do fogo e da nuvem , viu o cam ­
po dos egípcios; e alvoroçou o cam po dos egípcios.
25E tirou-lhes as rodas dos seus carros, e dificultosam ente os governavam . E ntão disseram os egíp­
cios: Fujam os da face de Israel, porque o Se n h o r por
eles peleja contra os egípcios.
26E disse o Se n h o r a Moisés: Estende a tu a m ão so­
bre o m ar, para que as águas to rn em sobre os egíp­
cios, sobre os seus carros e sobre os seus cavaleiros.
78
ÊXODO 15,16
As águas d e M ara
23Então chegaram a M ara; m as não puderam be­
ber das águas de M ara, porque eram am argas; por
isso cham ou-se o lugar Mara.
24E o povo m u rm u ro u co n tra M oisés, dizendo:
Q ue havem os de beber?
25E ele clam ou ao Se n h o r , e o Se n h o r m ostrou-lhe
um a árvore, que lançou nas águas, e as águas se to r­
naram doces. Ali lhes deu estatutos e um a o rd en a n ­
ça, e ali os provou.
26E disse: Se ouvires aten to a voz do Se n h o r teu
Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e
inclinares os teus ouvidos aos seus m andam entos,
e guardares todos os seus estatutos, nen h u m a das
enferm idades porei sobre ti, que pus sobre o Egito;
p orque eu sou o Se nho r que te sara.
27Então vieram a Elim, e havia ali doze fontes de
água e setenta palm eiras; e ali se acam param ju n ­
to das águas.
somos nós? As vossas m urm urações não são contra
nós, m as sim contra o Se n h o r .
9D epois disse Moisés a Arão: Dize a to d a a congre­
gação dos filhos de Israel: Chegai-vos à presença do
Se n h o r , p o rq u e ouviu as vossas m urm urações.
I0E aconteceu que, q u an d o falou A rão a to d a a
congregação dos filhos de Israel, e eles se viraram
para o deserto, eis que a glória do S e n h o r ap are­
ceu na nuvem .
D eus m a n d a co d o m izes e m aná
1'E o Se n h o r falou a M oisés, dizendo:
l2T en h o ouvido as m u rm u raçõ es dos filhos de
Israel. Fala-lhes, dizendo: Entre as duas tardes co­
mereis carne, e pela m anhã vos fartareis de pão; e sa­
bereis que eu sou o Se n ho r vosso Deus.
I3E aconteceu que à tard e su b iram codornizes, e
cobriram o arraial; e pela m an h ã jazia o orvalho ao
redor do arraial.
I4E qu an d o o orvalho se levantou, eis que sobre a
face do deserto estava u m a coisa m iúda, redonda,
m iúda com o a geada sobre a terra.
15E, vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos
outros: Q ue é isto? P o rq u e não sabiam o que era.
Disse-lhes pois M oisés: Este é o p ão que o Se n h o r
vos deu p ara com er.
l6Esta é a palavra que o Se n h o r tem m an d ad o :
Colhei dele cada u m conform e ao que pode com er,
um ôm er p o r cabeça, segundo o n ú m ero das vos­
sas almas; cada um to m ará para os que se acharem
na sua tenda.
I7E os filhos de Israel fizeram assim; e colheram ,
uns m ais e o u tro s m enos.
18Porém , m ed in d o -o com o ôm er, n ão sobejava ao
que colhera m uito, n em faltava ao que colhera p o u ­
co; cada um colheu tan to q u an to podia com er.
''’E disse-lhes Moisés: N inguém deixe dele para
am anhã.
20Eles, p o rém , não d eram ouvidos a Moisés, a n ­
tes alguns deles deixaram dele p ara o dia seguinte;
e criou bichos, e cheirava mal; p o r isso indignou-se
M oisés co n tra eles.
21 Eles, pois, o colhiam cada m anhã, cada u m co n ­
form e ao q ue podia com er; p o rq u e, aquecendo o
sol, derretia-se.
Os israelitas m u rm u ra m reclam ando pão
E PARTINDO de Elim, toda a congregação
dos filhos de Israel veio ao deserto de Sim,
que está entre Elim e Sinai, aos quinze dias do mês
segundo, depois de sua saída da terra do Egito.
2E to d a a congregação dos filhos de Israel m u rm u ­
rou contra Moisés e contra Arão no deserto.
3E os filhos de Israel disseram -lhes: Q uem dera ti­
véssemos m orrido por m ão do Se n h o r na terra do
Egito, q uando estávam os sentados ju n to às panelas
de carne, q uando com íam os pão até fartar! Porque
nos tendes trazido a este deserto, para m atardes de
fome a toda esta m ultidão.
'’Então disse o Se n h o r a Moisés: Eis que vos farei
chover pão dos céus, e o povo sairá, e colherá dia­
riam ente a porção para cada dia, para que eu o p ro ­
ve se anda em m inha lei o u não.
5E acontecerá, no sexto dia, que prepararão o que
colherem ; e será o d obro do que colhem cada dia.
6E ntão disseram M oisés e A rão a todos os filhos
de Israel: À tarde sabereis que o Se n h o r vos tiro u da
terra do Egito,
7E am anhã vereis a glória do S e n h o r , p o rq u an to
ouviu as vossas m urm urações contra o Se n h o r . E
quem somos nós, para que m urm ureis contra nós?
sDisse m ais Moisés: Isso será qu an d o o Se n h o r à
tarde vos der carne para com er, e pela m anhã pão
a fartar, p o rquanto o Se n ho r ouviu as vossas m u r­
m urações, com que m u rm urais contra ele. E quem
M a n á no sábado
22E aconteceu que ao sexto dia colheram pão em d o ­
bro, dois ôm eres para cada um ; e todos os príncipes
da congregação vieram, e co n taram -no a Moisés.
79
ÊXODO 16,17
3,E com eram os filhos de Israel m an á q u aren ta
anos, até qu e en traram em terra habitada; com e­
ram m aná até que chegaram aos term o s da terra
de Canaã.
,6E um ôm er é a décim a parte do efa.
23E ele disse-lhes: Isto é o que o Se n h o r tem dito:
A m anhã é repouso, o santo sábado do Se n h o r ; o que
quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes
cozer em água, cozei-o em água; e tu d o o que sobe­
jar, guardai para vós até am anhã.
24E guardaram -no até o dia seguinte, com o Moisés
tinha ordenado; e não cheirou mal nem nele h o u ­
ve algum bicho.
2?E ntão disse Moisés: C om ei-o hoje, p o rq u a n ­
to hoje é o sábado do Se n h o r ; hoje não o achareis
no cam po.
2,'Seis dias o colhereis, m as o sétim o dia é o sába­
do; nele não haverá.
27E aconteceu ao sétim o dia, que alguns do povo
saíram para colher, m as não o acharam .
28Então disse o Se n h o r a Moisés: Até quando re­
cusareis gu ard ar os m eus m an d am en to s e as m i­
nhas leis?
29Vede, p o rq u a n to o Se n h o r vo s deu o sábado,
p o rtanto ele n o sexto dia vos dá pão para dois dias;
cada um fique no seu lugar, ninguém saia do seu lu ­
gar no sétim o dia.
,0Assim repousou o povo no sétim o dia.
31E ch am ou a casa de Israel o seu no m e m aná; e
era com o sem ente de coentro branco, e o seu sabor
com o bolos de mel.
32E disse Moisés: Esta é a palavra que o Se n h o r tem
m andado: Encherás um ôm er dele e guardá-lo-ás
para as vossas gerações, para que vejam o pão que
vos tenho dado a com er neste deserto, quando eu
vos tirei da terra do Egito.
,3Disse tam bém Moisés a Arão: T om a um vaso, e
põe nele um ôm er cheio de m aná, e coloca-o diante
do Se n h o r , para guardá-lo para as vossas gerações.
34C om o o Se n h o r tinha ordenado a Moisés, assim
A rão o pôs diante do T estem unho, para ser gu ar­
dado.
Os israelitas m u rm u ra m pela fa lta d e água
1 ^ DEPOIS to d a a congregação dos filhos de
J . / Israel p artiu do deserto de Sim pelas suas
jornadas, segundo o m a n d am en to do Se n h o r , e
acam pou em Refidim; e não havia ali água para o
povo beber.
2Então contendeu o povo com Moisés, e disse: Dános água para beber. E M oisés lhes disse: P or que
contendeis comigo? P or que tentais ao Se n h o r ?
'T en d o pois ali o povo sede de água, o povo m u r­
m u ro u contra M oisés, e disse: Por que nos fizeste
subir do Egito, para nos m atares de sede, a nós e aos
nossos filhos, e ao nosso gado?
4E clam ou M oisés ao Se n h o r , dizendo: Q ue farei a
este povo? D aqui a pouco m e apedrejará.
5Então disse o Se n h o r a Moisés: Passa diante do
povo, e to m a contigo alguns dos anciãos de Israel;
e tom a na tua m ão a tua vara, com que feriste o rio,
evai.
6Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em
H orebe, e tu ferirás a rocha, e dela sairão águas e o
povo beberá. E M oisés assim o fez, diante dos olhos
dos anciãos de Israel.
7E cham ou aquele lugar Massá e M eribá, p o r cau­
sa da co ntenda dos filhos de Israel, e p o rq u e ten ta­
ram ao Se n h o r , dizendo: Está o Se n h o r no m eio de
nós, ou não?
A m a le q u e peleja contra os israelitas
8Então veio A m aleque, e pelejou contra Israel em
Refidim.
zendo isso da maneira que a lei no Antigo Testamento prescrevia:
não sair de casa no sábado (16.29); não ferver ou assar comida
(16.23); guardar o sábado dentro de casa (16.29); não acender
fogo (35.3); não fazer viagens (Ne 10.31); nào carregar peso
(Jr 17.21); nào fazer transações comerciais (Am 8.5); etc.
Os defensores da observância do sábado, como um pro­
cedimento necessário para a salvação, Ignoram os ensinos do
Novo Testamento a respeito desse dia (Mt 12.1-13; At 15.1,10;
Cl 2.16,17). Em verdade, estão colocando sua esperança em suas
próprias obras e não na obra redentora de Cristo (Rm 3.28; Gl 2.16;
Gl 3.10,11). Estão ensinando a outros oque eles mesmos não pra­
ticam (Mt 23.15; At 15.1,10; Rm 2.21). E, por conta disso, tornamse culpados da própria lei, pois nào a cumprem integralmente,
atraindo sobre si mesmos a maldição da lei (Dt 27.11—28.1-68;
Js 24.19,20; Gl 5.1-5; Tg 1.23; 2.10).
Até quando recusareis guardar os meus mandamentos...?
( 16 . 28 )
(Tv^i Adventismo do Sétimo Dia. Afirma que a guarda do sábaY ÍllJ do foi instituída no Éden e que Adão já a observava.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Em Êxodo 15.25, lê-se que
Deus"... lhes deu estatutos e uma ordenação, e ali [no de­
serto] os provou*. Logo, o sábado foi ordenado no deserto, de­
pois da saída dos filhos de Israel do Egito, e não antes. Os cris­
tãos. segundo o testemunho claro do Novo Testamento, estão
livres da observância do sábado (Cl 2.16,17).
De fato, a tentativa de reconciliação com Deus por meio de
obras implica a nulidade da obra de Cristo e a obrigatoriedade
de se guardar toda a lei (Gl 5.2,3). Assim, aqueles que conside­
ram ser importante guardar o sábado devem julgar se estão fa­
80
ÊXODO 17,18
9P or isso disse M oisés a Josué: Escolhe-nos h o ­
m ens, e sai, peleja contra Amaleque; am anhã eu es­
tarei sobre o cum e do outeiro, e a vara de Deus es­
tará na m inha mão.
I0E fez Josué com o Moisés lhe dissera, pelejando
co n tra A m aleque; m as M oisés, A rão, e H u r subi­
ram ao cum e do outeiro.
1 'E acontecia que, q u an d o Moisés levantava a sua
mão, Israel prevalecia; m as quando ele abaixava a
sua m ão, A m aleque prevalecia.
12Porém as m ãos de Moisés eram pesadas, por isso
to m aram um a pedra, e a puseram debaixo dele,
para assentar-se sobre ela; e Arão e H u r sustenta­
ram as suas m ãos, um de u m lado e o o u tro do o u ­
tro; assim ficaram as suas m ãos firm es até que o sol
se pôs.
13E assim Josué desfez a A m aleque e a seu povo, ao
fio da espada.
'■•Então disse o Se n h o r a Moisés: Escreve isto
para m em ória n u m livro, e relata-o aos ouvidos de
Josué; que eu totalm ente hei de riscar a m em ória de
A m aleque de debaixo dos céus.
I5E Moisés edificou um altar, ao qual cham ou: o
Se n h o r £ m in h a
b a n d e ir a .
I6E disse: P orquanto ju ro u o Se n h o r , haverá guer­
ra do Se n h o r contra A m aleque de geração em ge­
ração.
O
sogro de M oisés traz-lhe sua m u lh e r
e seus filh o s
ORA Jetro, sacerdote de M idiã, sogro de
Moisés, ouviu todas as coisas que Deus
tin h a feito a M oisés e a Israel seu povo, com o o
Senho r tinha tirado a Israel do Egito.
2E Jetro, sogro de Moisés, to m o u a Zípora, a m u ­
lher de Moisés, depois que ele lha enviara,
3C om seus dois filhos, dos quais u m se cham a­
va G érson; porque disse: Eu fui peregrino em te r­
ra estranha;
4E o o u tro se cham ava Eliézer; p o rq u e disse: O
Deus de m eu pai foi po r m inha ajuda, e m e livrou
da espada de Faraó.
5V indo, pois, Jetro, o sogro de M oisés, com seus
filhos e com sua m ulher, a M oisés no deserto, ao
m o n te de Deus, o nde se tinha acam pado,
6Disse a Moisés: Eu, te u sogro Jetro, venho a ti,
com tua m ulher e seus dois filhos com ela.
7Então saiu M oisés ao encontro de seu sogro, e in ­
clinou-se, e beijou-o, e perguntaram um ao outro
com o estavam, e entraram na tenda.
81
8E Moisés co n to u a seu sogro todas as coisas que o
tin h a feito a Faraó e aos egípcios por am o r
de Israel, e to d o o trabalho que passaram no cam i­
nho, e como o Se n h o r os livrara.
9E alegrou-se Jetro de to d o o bem que o Senho r ti­
nha feito a Israel, livrando-o da m ão dos egípcios.
10E Jetro disse: Bendito seja o Se n h o r , que vos li­
vrou das m ãos dos egípcios e da m ão de Faraó; que
livrou a este povo de debaixo da m ão dos egípcios.
1 'Agora sei que o Se n h o r é m aior que todos os deu ­
ses; porque n a coisa em que se ensoberbeceram , os
sobrepujou.
l2Então Jetro, o sogro de Moisés, to m o u holocaus­
to e sacrifícios para Deus; e veio Arão, e todos os an ­
ciãos de Israel, para com erem pão com o sogro de
Moisés diante de Deus.
I3E aconteceu que, no o u tro dia, M oisés assentouse para julgar o povo; e o povo estava em pé diante
de Moisés desde a m anhã até à tarde.
l4V endo, pois, o sogro de M oisés tu d o o que ele fa­
zia ao povo, disse: Q ue é isto, que tu fazes ao povo?
Por que te assentas só, e to d o o povo está em pé
diante de ti, desde a m anhã até à tarde?
1’E ntão disse M oisés a seu sogro: É p o rq u e este
povo vem a m im , para consultar a Deus;
l6Q u an d o tem algum negócio vem a m im , para
que eu julgue en tre um e o u tro e lhes declare os es­
tatu to s de D eus e as suas leis.
I70 sogro de Moisés, porém , lhe disse: N ão é bom
o que fazes.
lsT o talm en te desfalecerás, assim tu com o este
povo que está contigo; p o rq u e este negócio é m ui
difícil para ti; tu só não o podes fazer.
19O uve agora m in h a voz, eu te aconselharei, e Deus
será contigo. Sê tu pelo povo diante de Deus, e leva
tu as causas a Deus;
2UE declara-lhes os estatutos e as leis, e faze-lhes sa­
ber o cam inho em q ue devem an d ar, e a o bra que
devem fazer.
2IE tu d en tre to d o o povo p ro cu ra ho m en s ca­
pazes, tem entes a D eus, h om ens de verdade, que
odeiem a avareza; e p õ e-n o s sobre eles p o r m aio ­
rais de mil, m aiorais de cem, m aiorais de cin q ü en ­
ta, e m aiorais de dez;
22Para que julguem este povo em to d o o tem po; e
seja que to d o o negócio grave tragam a ti, mas todo
o negócio pequeno eles o julguem ; assim a ti m esm o
te aliviarás da carga, e eles a levarão contigo.
2,Se isto fizeres, e Deus to m andar, poderás então
Se n h o r
ÊXODO 18,19,20
I2E m arcarás lim ites ao povo em redor, dizendo:
Guardai-vos, não subais ao m onte, n em toqueis o
seu term o; to d o aquele que to car o m o n te, certa­
m ente m orrerá.
'■N enhum a m ão tocará nele; p o rq u e ce rtam en ­
te será apedrejado ou asseteado; q uer seja anim al,
quer seja hom em , não viverá; soando a buzina lo n ­
gam ente, então subirão ao m onte.
14Então M oisés desceu do m onte ao povo, e san ti­
ficou o povo; e lavaram as suas roupas.
ISE disse ao povo: Estai p ro n to s ao terceiro dia; e
não vos chegueis a m ulher.
I6E aconteceu que, ao terceiro dia, ao am anhecer,
houve trovões e relâm pagos sobre o m onte, e um a
espessa nuvem , e um sonido de buzina m u i forte,
de m aneira que estrem eceu todo o povo que esta­
va n o arraial.
17E Moisés levou o povo fora do arraial ao en co n ­
tro de Deus; e puseram -se ao pé do m onte.
1KE todo o m o n te Sinai fumegava, p orque o Se n h o r
descera sobre ele em fogo; e a sua fum aça subiu
com o fumaça de u m a fornalha, e to d o o m onte tre ­
m ia grandem ente.
,VE o sonido da buzina ia crescendo cada vez mais;
Moisés falava, e D eus lhe respondia em voz alta.
20E, descendo o Se n h o r sobre o m o n te Sinai, so­
bre o cum e do m onte, cham ou o Senho r a Moisés
ao cum e do m onte; e Moisés subiu.
21E disse o Se n h o r a Moisés: Desce, adverte ao povo
que não traspasse o term o para ver o Se n h o r , para
que m uitos deles não pereçam .
22E tam bém os sacerdotes, qu e se chegam ao
Se n h o r , se hão de santificar, para que o Se n h o r não
se lance sobre eles.
“ E ntão disse M oisés ao Se n h o r : O povo não p o ­
derá subir ao m o n te Sinai, p o rq u e tu nos tens ad ­
vertido, dizendo: M arca term os ao red o r do m o n ­
te, e santifica-o.
24E disse-lhe o Se n h o r : Vai, desce; depois subirás
tu, e A rão contigo; os sacerdotes, porém , e o povo
não traspassem o termo para subir ao Se n h o r , para
que não se lance sobre eles.
25Então M oisés desceu ao povo, e disse-lhe isto.
subsistir; assim tam bém todo este povo em paz irá
ao seu lugar.
24E M oisés d eu ouvidos à voz de seu sogro, e fez
tu d o q u an to tinha dito;
25E escolheu M oisés hom ens capazes, de to d o o
Israel, e os pôs p o r cabeças sobre o povo; m aiorais
de mil, m aiorais de cem, m aiorais de cinqüenta e
m aiorais de dez.
26E eles julgaram o povo em to d o o tem po; o negó­
cio árd u o trouxeram a Moisés, e to d o o negócio pe­
q u eno julgaram eles.
27E ntão despediu Moisés o seu sogro, o qual se foi
à sua terra.
D eus fa la com M oisés no m o n te Sinai
AO terceiro m ês da saída dos filhos de
Israel da terra do Egito, no m esm o dia che­
garam ao deserto de Sinai,
2P orque partiram de Refidim e entraram no deser­
to de Sinai, onde se acam param . Israel, pois, ali se
acam pou em frente ao m onte.
3E subiu M oisés a D eus, e o Se n h o r o cham ou
do m onte, dizendo: Assim falarás à casa de Jacó, e
anunciarás aos filhos de Israel:
4Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, com o vos
levei sobre asas de águias, e vos trouxe a m im ;
5Agora, pois, se diligentem ente ouvirdes a m inha
voz e guardardes a m inha aliança, então sereis a m i­
n h a prop riedade peculiar den tre todos os povos,
porque toda a terra é m inha.
6E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo san­
to. Estas são as palavras que falarás aos filhos de
Israel.
7E veio Moisés, e cham ou os anciãos do povo, e ex­
pôs diante deles todas estas palavras, que o Se nho r
lhe tinha ordenado.
8Então todo o povo respondeu a um a voz, e disse:
T u d o o que o Senho r tem falado, farem os. E relatou
M oisés ao Sf.n h o r as palavras do povo.
9E disse o Se n h o r a Moisés: Eis que eu virei a ti
num a nuvem espessa, para que o povo ouça, falan­
do eu contigo, e para que tam bém te creiam eterna­
m ente. P orque Moisés tinha anunciado as palavras
do seu povo ao Se n h o r .
Os dez m a n d a m en to s
1 "Disse tam bém o Se n h o r a Moisés: Vai ao povo,
ENTÃO falou D eus todas estas palavras,
e santifica-os hoje e am anhã, e lavem eles as suas
dizendo:
roupas,
11E estejam prontos para o terceiro dia; p o rquanto
2Eu sou o Se n h o r teu D eus, que te tirei da terra do
no terceiro dia o Se n h o r descerá diante dos olhos de Egito, da casa da servidão.
to d o o povo sobre o m onte Sinai.
■
’N ão terás o u tro s deuses diante de m im .
82
ÊXODO 20
4Não farás para ti im agem de escultura, nem algu­
ma sem elhança do que há em cim a nos céus, nem
em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
’N ão te encurvarás a elas nem as servirás; porque
eu, o Se n h o r teu Deus, sou D eus zeloso, que visito a
iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e qu ar­
ta geração daqueles que m e odeiam .
6E faço m isericórdia a m ilhares dos que m e am am
e aos que guardam os m eus m andam entos.
7N ão tom arás o nom e do Se n h o r teu D eus em vão;
porque o Se n ho r não terá p o r inocente o qu e to m ar
o seu n o m e em vão.
8Lem bra-te do dia do sábado, para o santificar.
9Seis dias trabalharás, e farás to d a a tu a obra.
l0M as o sétim o dia é o sábado do Se n h o r te u Deus;
não farás n en h u m a o b ra, nem tu , nem teu filho,
nem tu a filha, nem o teu servo, nem a tu a serva, nem
o teu anim al, nem o teu estrangeiro, que está den ­
tro das tuas portas.
11P orque em seis dias fez o Se n h o r os céus e a ter-
Visfto a iniqüidade dos pais nos filhos
(20.5,6)
tro deus diante de Deus eficar sem culpa? Curvar-se diante de ima­
gens, ou tomar o seu santo nome em vào e ficar sem culpa? De­
sejavam honrar seus pais? Ou quereriam matar alguém? Cometer
adultério, furtar, testemunhar falsamente, cobiçar e ficar sem cul­
pa? Podiam, então, os sacerdotes violar o sábado no templo e fi­
car sem culpa?". A resposta é óbvia: “Sim!”. Jesus, como Senhor
do sábado, com autoridade para determinar o grau de culpabilida­
de de quem trabalha nesse dia, declarou: 'Mas, se vós soubésseis
o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condena­
ríeis os inocentes” (Mt 12.7). Além disso, não estamos mais debai­
xo do antigo concerto (Hb 8.6-13). O sábado foi abolido (Os 2.11;
Cl 2.14-17). Mas os adventistas insistem em dizer que a palavra “sá­
bados" , em Colossenses 2.14-17, se refere aos sábados de cerimô­
nias anuais, denominados festas (Lv 23.37).
Os próprios adventistas declaram que as palavras "sábado" e “sá­
bados" e a expressão "dia de sábado", que aparecem 60 vezes no
NovoTestamento, em 59 dos casos estão se referindo ao sábado se­
manal. Por que motivo, então, deixam de interpretar o texto de Co­
lossenses 2.16 dessa maneira, visto que se fosse entendido no seu
real sentido, contaria com o apoio de mais 59 referências bíblicas?
Confirmando o nosso ponto de vista, diz Samuele Bacchiocchi,
escritor adventista: “Um outro significado argumentado contra os
sábados cerimoniaisouanuaiséo fato dequeestesjá estão inclu­
ídos nas palavras 'dias de festa', positivamente que a palavra SABBATON, como é usada em Colossenses 2.16, não pode se refe­
rir aos sábados festivos, anuais ou cerimoniais...".
Com isso, vemos que é a doutrina adventista que determina a
compreensão de seus adeptos a respeito dessa passagem, sem
levar em consideração as evidências lingüísticas e contextuais
e indo contra as regras de hermenêutica bíblica. O sábado e to­
das as instituições do culto no Antigo Testamento foram sombra
ou símbolo preparatório de bênçãos da salvação presente e fu­
tura em Jesus Cristo.
^
Maldição hereditária. Muitos textos são usados para defen(jer essa doutrina, tais como: Levítico 26.39; Números
14.18; 23.8; Deuteronômio 30.19; Efésios 4.27; 5.15-16. O mais
enfatizado, porém, é a referência em estudo.
. g RESPOSTA APOLOGÉTICA; O texto em pauta está rela«= cionado à nação de Israel e à idolatria. Nada diz a respeito
de "espíritos* do alcoolismo, do adultério, da pornografia, etc. O
ensino de todas as passagens supracitadas é que o pecado tem
efeitos ou conseqüências funestos, não apenas para quem o pra­
tica, mas também para os outros. Os filhos que pecam pelo exem­
plo dos pais demonstram que não amam a Deus. Mas o Senhor
Deus, de forma alguma, irá amaldiçoar os filhosdosidólatras sim­
plesmente por serem seus filhos, mas por se tomarem participan­
tes e imitadores dos pecados dos pais.
De igual modo. Deus não irá abençoar os filhos dos fiéis sim­
plesmente por serem seus filhos, antes, fará que se tornem par­
ticipantes e imitadores da fidelidade dos pais. As maldições bí­
blicas que aparecem no Antigo Testamento recaem sobre todos
aqueles que não desfrutam da comunhão com Deus (Dt27.11-25;
Ml 2.2). Os justos (os crentes fiéis), todavia, que são abençoados
por Deus, não podem ser amaldiçoados (Nm 23.8,23; Pv 3.33;
26.2; Rm 8.33,34; 1Jo 5.18).
Ao mesmo tempo em que a Bibiia previne sobre as conse­
qüências do pecado, também ensina (e faz isso claramente) so­
bre a responsabilidade de cada indivíduo. Todos nascemos pe­
cadores, ou seja, sob o domínio do pecado (do pecado original).
Mas cada um de nós é responsável pelos pecados que comete e
prestará cortas de seus atos a Deus (Jr 31.29-30; Ez 18.20; Rm 6.6-7;
1 Co 5.7; Gl 3.13; Cl 2.14,15).
Lembra-te do dia do sábado, para o santificar
( 20 . 8 )
Porque em seis dias fez o SENHOR os céus
e a terra [...] e ao sétimo dia descansou
I Adventlsmo do Sétimo Dia. Argumenta: "Você gostaria
( 20 . 11 )
I
de ter outro deus diante de Deus? Curvar-se diante de ima­
gens, ou tomar o seu Santo nome em vão? Não desejam vocês
ÇT) Ceticismo. Questiona a onipotência do Deus bíblico ao afirhonrar seus pais? Ou querem matar alguém? Cometer adultério,
® mar ser inepto conferir tal atributo a um "ser” que se cansa.
furtar, testemunhar falsamente, cobiçar?” . Efica aguardando pela
. g RESPOSTA APOLOGÉTICA: O verbo hebraico neste texresposta que, obviamente, é: “Não". Em seguida, pergunta: “Por
= to significa, literalmente, “cessar" ou “terminar", do qual se
que então você não guarda o sábado, se o mesmo faz parte do
origina o termo shabbat. cuja tradução em português é: "sába­
corpo dos Dez Mandamentos?".
do" ou "dia de descanso", o que está de acordo com a satisfação
__ g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Em resposta atai questionade Deus diante da obra que tinha realizado, como pode ser vis­
=» mento, devemos ler Mateus 12.5, que diz: “Ou não tendes
to em Gênesis 1.31: "E viu Deus tudo quanto tinha feito, e viu que
lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sá­
era bom...’ . Outrossim, o testemunho de Jesus sobre a obra divi­
bado, e ficam sem culpa?’ . Diante disso, deveríamos fazer aos sana atesta que não seria possível um “ser" espiritual (ainda que fos­
batistas as mesmas perguntam com as quais gostam de abordar
se um anjo), isento das fragilidades humanas, sentir necessida­
seus ouvintes. A saber: "Os sacerdotes no templo podiam ter ou­
de de descanso — repouso físico (Jo 5.17).
83
ÊXODO 20
ra, o m ar e tu d o que neles há, e ao sétim o dia des­
cansou; p o rtan to abençoou o Se n h o r o dia do sába­
do, e o santificou.
l2H o n ra a teu pai e a tua m ãe, p ara que se p ro lo n ­
guem os teus dias na terra que o S e n h o r teu Deus
te dá.
‘■
’N ão m atarás.
HN ão adulterarás.
l5N ão furtarás.
l6N ão dirás falso testem unho contra o teu próxi­
mo.
,7N ão cobiçarás a casa do teu próxim o, não cobi­
çarás a m u lh er do teu próxim o, nem o seu servo,
nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jum ento,
n em coisa algum a do teu próxim o.
I8E todo o povo viu os trovões e os relâmpagos, e o
sonido da buzina, e o m onte fum egando; e o povo,
vendo isso retirou-se e pôs-se de longe.
I9E disseram a Moisés: Fala tu conosco, e ouvire­
mos: e não fale D eus conosco, p ara que não m o r­
ramos.
20E disse M oisés ao povo: N ão tem ais, D eus veio
para vos provar, e para que o seu tem o r esteja d ian ­
te de vós, a fim de que não pequeis.
2IE o povo estava em pé de longe. Moisés, porém ,
se chegou à escuridão, o nde Deus estava.
i2Então disse o Se n h o r a Moisés: Assim dirás aos
filhos de Israel: Vós tendes visto que, dos céus, eu
falei convosco.
2,N ão fareis ou tro s deuses com igo; deuses de p ra­
ta ou deuses de o u ro não fareis p ara vós.
24U m altar de terra m e farás, e sobre ele sacrifica­
rás os teus holocaustos, e as tuas ofertas pacíficas, as
tuas ovelhas, e as tu as vacas; em todo o lugar, o nde
eu fizer celebrar a m em ória do m eu nom e, virei a ti
e te abençoarei.
Não matarás
(20.13)
fruto da poligamia resultou sempre em tragédias para os servos
de Deus ao longo da história bíblica. À luz do Novo Testamento,
essa prática é inadmissível (1Tm 3.2; Tt 1.6).
CT) Ceticismo. Confronta este versículo com Juizes 3.20,21
® e afirma que há contradição entre os dois textos, uma vez
que, em Juizes, o próprio Deus suscitou um homem a cometer
homicídio.
Não fale Deus conosco
(20.19)
<s>
Catolicismo Romano. Para justificar a intercessão dos
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Os céticos precisam, messantos, diz que Moisés rogava pelo povo. E vai mais lon­
•
mo considerando o sétimo mandamento, compreender e
ge ao afirmar que o nome Medianeiro ou Mediador é aplicado so­
aceitar que Deus é o Concessor da vida e, conseqüentemente,
mente a Jesus Cristo (1Tm 2.5), porque sua mediação éabsoluta­
tem direito sobre ela (Jó 1.21), podendo tomá-la quando e como
mente necessária, suficiente, não carecendo de auxilio, mas isso
quiser sem que, com isso, transgrida seus próprios estatutos.
não exclui os medianeiros subalternos e dependentes de Cristo.
Quanto ao texto de Juizes, alegam que Eúde fora levantado por
Deus como libertador do povo israelita (Jz 3.15). É necessário es­
clarecer que nem tudo o que a Biblia relata está em harmonia com
os mandamentos divinos. Ou seja, não significa que ela aprove.
O próprio texto em análise não apresenta, sequer por inferência,
aprovação divina ao bárbaro assassinato perpetrado por Eúde.
Em suma, a Bíblia tão-somente relata o fato
. B RESPOSTA APOLOGÉTICA: Há problemas graves nesse
■=■ argumento católico, porque a Bíblia nào reconhece nem
menciona qualquer mediação ao lado da única e suficiente me­
diação de Cristo. Não fala de mediadores ou medianeiros subal­
ternos, mas de um só Mediador (ou Medianeiro). Jesus disse:
"Eu sou o caminho, a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai se­
não por mim" (Jo 14.6). Os apóstolos deram testemunho inequí­
voco disso: “Debaixo do céu nenhum outro nome há, dado en­
tre os homens, pelo qual devamos ser salvos' (At 4.12). “Porque
há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus
Cristo, homem' (1Tm2.5). "Se alguém pecar, temos um Advoga­
do para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo 2.1).
Se a mediação de Cristo é ÚNICA, então exclui qualquer outra
mediação. Cristo é o verdadeiro e único Mediador, o que torna fal­
sos todos os outros mediadores ou medianeiros. A intercessão
de Moisés não serve como exemplo para a mediação dos “san­
tos", conforme ensina a Igreja Católica. Moisés estava vivo e os
“santos” católicos já morreram, portanto não participam mais das
coisas deste mundo.
Não adulterarás
(20.14)
Mormonlsmo. Em sua concepção, ter várias esposas não
1 * era adultério até 06/10/1890. Adultério seria tomar esposas
de outros homens, já casados.
. . g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Isso não é verdade. Os dois
•= exemplos constituem pecado. Em seu livro. Doutrinas e
convênios, os próprios mórmons nomeiam a poligamia de adulté­
rio. Vejamos: ‘ Amarás a tua esposa de todo o teu coração e a ela
te apegarás e a nenhuma outra. E aquele que olhar uma mulher
para a cobiçar, negará a fé e não terá o Espirito: e se não se arre­
pender será expulso. Não cometerás adultério. E o que cometer
adultério, e não se arrepender, será expulso. Mas o que haja co­
metido adultério e se arrepender de todo o seu coração, e o aban­
donar; e não mais o cometer; tu perdoarás" (D&C 42.22-24). O Li­
vro de Mórmon também é contraa poligamia (Mosias 11.1-2; Jacó
2.24-27). A ordem de Deus era: “Tampouco para si multiplicará
mulheres, para que o seu coração não se desvie...” (Dt 17:17). O
Se um ferir uma mulher grávida
(21.22,23)
COMENTÁRIO APOLOGÉTICO: A Palavra de Deus consi­
dera a vida de um feto como a vida de um adulto. Logo, não
temos aqui uma brecha para que oaborto seja aceito. Pelo contrá-
t
84
ÊXODO 20,21
25E se m e fizeres um altar de pedras, não o farás de
pedras lavradas; se sobre ele levantares o teu buril,
profaná-lo-ás.
2f,T am bém não subirás ao m eu altar p o r degraus,
p ara qu e a tua nudez não seja d escoberta d ia n ­
te deles.
o seu próxim o, m a tan d o -o à traição, tirá-lo-ás do
m eu altar, para que m orra.
I50 que ferir a seu pai, o u a sua m ãe, certam en ­
te será m orto.
I6E quem rap ta r um h o m em , e o vender, o u for
achado na sua m ão, certam ente será m orto.
As leis acerca dos servos e dos hom icidas
ESTES são os estatutos que lhes proporás.
2Se com prares um servo hebreu, seis anos
servirá; mas ao sétim o sairá livre, de graça.
5Se en trou só com o seu corpo, só com o seu cor­
po sairá; se ele era hom em casado, sua m ulher sai­
rá com ele.
4Se seu senhor lhe houver dado um a m ulher e ela
lhe houver dado filhos o u filhas, a m ulher e seus fi­
lhos serão de seu senhor, e ele sairá sozinho.
5M as se aquele servo expressam ente disser: Eu
am o a m eu senhor, e a m inha m ulher, e a m eus fi­
lhos; não quero sair livre,
6Então seu senhor o levará aos juizes, e o fará che­
gar à porta, o u ao um bral da porta, e seu senhor lhe
furará a orelha com u m a sovela; e ele o servirá para
sempre.
7E se um hom em vender sua filha para ser serva, ela
não sairá com o saem os servos.
8Se ela não agradar ao seu senhor, e ele não se des­
posar com ela, fará que se resgate; não poderá ven­
dê-la a um povo estranho, agindo deslealm ente
com ela.
yM as se a desposar com seu filho, fará com ela co n ­
form e ao direito das filhas.
l0Se lhe tom ar outra, não d im inuirá o m a n tim en ­
to desta, nem o seu vestido, nem a sua obrigação
marital.
"E se lhe não fizer estas três coisas, sairá de graça,
sem dar dinheiro.
l2Q uem ferir alguém , de m o d o que este m orra,
certam ente será m orto.
’’P orém se lhe não arm o u cilada, m as D eus lho
entregou nas m ãos, ord en ar-te-ei um lugar para
onde fugirá.
l4M as se alguém agir prem ed itad am en te contra
As leis acerca dos q u e a m aldiçoam os pais ou
fe re m q u a lq u e r pessoa
l7E quem am aldiçoar a seu pai o u a sua mãe, certa­
m ente será m orto.
18E se dois h o m en s pelejarem , ferindo-se um ao
outro com pedra o u com o pu n h o , e este não m o r­
rer, m as cair na cama,
l9Se ele to rn a r a levantar-se e an d ar fora, sobre o
seu bord ão , então aquele que o feriu será absolvi­
do; som ente lhe pagará o tem p o que perdera e o fará
curar totalm ente.
20Se alguém ferir a seu servo, ou a sua serva, com
pau, e m o rrer debaixo da sua m ão, certam ente será
castigado;
21P orém se sobreviver p o r um o u dois dias, não
será castigado, p orque é d inheiro seu.
22Se alguns h o m en s pelejarem , e um ferir um a
m ulher grávida, e for causa de que aborte, po rém
não havendo o u tro dan o , certam ente será m u lta­
do, conform e o que lhe im puser o m arido d a m u ­
lher, e julgarem os juizes.
2,M as se houver m orte, então darás vida p o r vida,
2401ho p o r olho, d en te p o r dente, m ão p o r m ão,
pé por pé,
25Q ueim adura p o r queim adura, ferida p o r ferida,
golpe p o r golpe.
26E qu an d o alguém ferir o olho do seu servo, ou
o olho da sua serva, e o danificar, o deixará ir livre
pelo seu olho.
27E se tirar o dente do seu servo, ou o dente da sua
serva, o deixará ir livre pelo seu dente.
28E se algum b oi escornear h o m em ou m ulher,
que m o rra, o boi será apedrejado certam ente, e a
sua carne não se com erá; m as o d o n o do boi será
absolvido.
29Mas se o boi dantes era escorneador, e o seu dono
rio. O objetivo da multa imposta a quem provocasse um parto pre­
maturo era auxiliar a mulher em suas dificuldades. Mas se do par­
to sobreviesse morte, nâo se aceitaria reparação financeira: seria
"vida por vida". É importante notar que, no original, a palavra em­
pregada neste contexto é yatsa, que significa, literalmente: "sair"
ou "dar à luz". Não tem o sentido de aborto voluntário.
E quando alguém ferir o olho do seu
servo [...] o deixará Ir livre pelo seu olho
(21.26)
Ceticismo. Usa o paralelo entre este texto e Deuteronômio
15.12-18 para afirmar que a Bíblia apresenta normas con­
traditórias para a alforria dos escravos.
85
ÊXODO 21,22
6Se irro m p er um fogo, e pegar n o s espinhos, e
queim ar a m eda de trigo, o u a seara, o u o cam ­
po, aquele que acendeu o fogo to talm en te pagará
o queim ado.
7Se alguém der ao seu próxim o dinheiro, ou bens, a
guardar, e isso for furtado da casa daquele hom em ,
o ladrão, se for achado, pagará o dobro.
8Se o ladrão não for achado, então o d o n o da casa
será levado d iante dos juizes, a ver se não pôs a sua
m ão nos bens do seu próxim o.
9Sobre todo o negócio fraudulento, sobre boi, so­
bre ju m en to , sobre gado m iúdo, sobre roupa, so ­
bre toda a coisa perdida, de que alguém disser que é
sua, a causa de am bos será levada p erante os juizes;
aquele a quem condenarem os juizes pagará em d o ­
bro ao seu próxim o.
l0Se alguém der a seu próxim o a guardar um ju m en ­
to, ou boi, ou ovelha, ou outro animal, e este m orrer,
ou for dilacerado, ou arrebatado, ninguém o vendo,
11Então haverá ju ra m e n to do Se n h o r en tre a m ­
bos, de que não pôs a sua m ão nos bens do seu p r ó ­
xim o; e seu d o n o o aceitará, e o o u tro não o res­
tituirá.
l2Mas, se de fato lhe tiver sido furtado, pagá-lo-á
ao seu dono.
1 'P o rém se //lefor dilacerado, trá-lo-á em testem u­
nho disso, e não pagará o dilacerado.
I4E se alguém pedir em prestado a seu próxim o al­
gum animal, e for danificado ou m orto, não estando
presente o seu dono, certam ente o pagará.
15Se o seu d o n o estava presente, não o pagará; se foi
alugado, será pelo seu aluguel.
foi conhecedor disso, e não o guardou, m atando
hom em o u m ulher, o boi será apedrejado, e ta m ­
bém o seu dono m orrerá.
3USe lhe for im posto resgate, então dará p o r resgate
da sua vida tudo q uanto lhe for im posto,
3lQ uer tenha escorneado um filho, q uer tenha escorneado um a filha; conform e a este estatuto lhe
será feito.
32Se o boi escornear um servo, o u um a serva, darse-á trin ta siclos de prata ao seu senhor, e o boi será
apedrejado.
33Se alguém ab rir um a cova, ou se alguém cavar
u m a cova, e não a cobrir, e nela cair um boi ou um
jum ento,
340 d o no da cova o pagará; pagará em d inheiro ao
seu dono, m as o anim al m orto será seu.
35Se o boi de alguém ferir o boi do seu próxim o,
e m orrer, então se venderá o boi vivo, e o d inheiro
dele se repartirá igualm ente, e tam bém repartirão
entre si o boi m orto.
3<>M as se foi n o tó rio que aquele boi antes era escorneador, e seu d ono não o guardou, certam ente p a­
gará boi p o r boi; porém o m orto será seu.
As leis acerca da propriedade
SE alguém furtar boi ou ovelha, e o degolar
ou vender, p o r um boi pagará cinco bois, e
pela ovelha quatro ovelhas.
2Se o ladrão for achado roubando, e for ferido, e
m orrer, o que o feriu não será culpado do sangue.
3Se o sol houver saído sobre ele, o agressor será
culpado do sangue; o ladrão fará restituição total;
e se não tiver com que pagar, será vendido p o r seu
furto.
■•Se o furto for achado vivo na sua m ão, seja boi, ou
ju m en to , ou ovelha, pagará o dobro.
’Se alguém fizer pastar o seu anim al num cam po
ou n u m a vinha, e largá-lo para com er no cam po de
o u tro, o m elhor do seu p róprio cam po e o m elhor
da sua própria vinha restituirá.
A s leis acerca da im oralidade e idolatria
l6Se alguém enganar alguma virgem , que não for
desposada, e se deitar com ela, certam ente a d o tará
e tom ará p o r sua m ulher.
l7Se seu pai inteiram ente recusar dar-lha, pagará
ele em d inheiro conform e ao dote das virgens.
I8A feiticeira não deixarás viver.
Quanto ao procedimento descrito em Deuteronômio, não tem
nada a ver com este, uma vez que: 1) dita normas sobre os ser­
vos hebreus que se vendiam a seus próprios irmãos (v. 12);
2) não fala de alforria sendo concedida como compensação
pelos ferimentos por agressões físicas; 3) relata um favorecimento superior ao não permitir que a alforria se resumisse em
si mesma, ou seja, o senhor do sen/o hebreu deveria, ao dispensá-lo, conceder-lhe direito ao gado, aos cereais e ao fru­
to do lagar (v. 14). Assim, não há nadaque habilite o questio­
namento dos céticos.
. - B RESPOSTA APOLOGÉTICA: É um exagero cético tentar
«=» desmerecer a Palavrade Deus confrontando textos que em
nada se comunicam, a nâo ser pela questão do forro da escra­
vidão. O que se observa na referência em estudo é que o escra­
vo. que não era hebreu e pertencia a uma classe social inferior,
não podia aplicar a Lei de Talião (descrita até o v. 25) ao seu ofensor. Mas se fosse ferido gravemente nos olhos ou nos dentes por
agressão cometida pelo senhor, este deveria compensá-lo, por
tê-lo lesado, com a alforria, deixando-o livre, como ressarcimen­
to pelo mal que lhe causou.
86
ÊXODO 22,23
19T odo aquele que se deitar com anim a], certa­
m ente m orrerá.
20O que sacrificar aos deuses, e não só ao Se n h o r ,
será m orto.
2lO estrangeiro não afligirás, nem o oprim irás;
pois estrangeiros fostes na terra do Egito.
22A n en hum a viúva nem órfão afligireis.
21Se de algum m odo os afligires, e eles clam arem a
m im , eu certam ente ouvirei o seu clamor.
24E a m inha ira se acenderá, e vos matarei à espada; e
vossas mulheres ficarão viúvas, e vossos filhos órfãos.
25Se em prestares dinheiro ao m eu povo, ao pobre
que está contigo, não te haverás com ele com o um
usurário; não lhe im poreis usura.
26Se tom ares em p enhor a ro u p a d o teu próxim o,
lho restituirás antes do p ô r do sol,
27P orque aquela é a sua cobertura, e o vestido da
sua pele; em que se deitaria? Será pois que, q u an ­
do clamar a m im , eu o ouvirei, p orque sou m iseri­
cordioso.
28A Deus não am aldiçoarás, e o príncipe dentre o
teu povo não maldirás.
29As tuas prim ícias, e os teus licores não retardarás;
o prim ogênito de teus filhos m e darás.
30Assim farás dos teus bois e das tuas ovelhas: sete
dias estarão com sua mãe, e ao oitavo dia m os darás.
3IE ser-m e-eis hom ens santos; p o rta n to não co­
m ereis carne despedaçada n o cam po; aos cães a
lançareis.
5Se vires o ju m e n to , daquele que te odeia, caído
debaixo da sua carga, deixarás pois de ajudá-lo?
Certam ente o ajudarás a levantá-lo.
6N ão perverterás o direito do teu pobre na sua de­
m anda.
7D e palavras de falsidade te afastarás, e não m a­
tarás o inocente e o justo; p o rq u e não justificarei
o ím pio.
"Tam bém suborno não tom arás; porque o su b o r­
no cega os que têm vista, e perverte as palavras dos
justos.
9T am bém nâo o p rim irás o estrangeiro; pois vós
conheceis o coração do estrangeiro, pois fostes es­
trangeiros na terra do Egito.
O te ste m u n h o falso e a injustiça
NÃO adm itirás falso boato, e não porás a
tua m ão com o ím pio, para seres testem u­
nha falsa.
2N ão seguirás a m ultidão para fazeres o mal; nem
nu m a d em anda falarás, to m a n d o parte com a
m aioria para torcer o direito.
3N em ao pobre favorecerás na sua dem anda.
4Se encontrares o boi do teu inim igo, o u o seu ju ­
m ento, desgarrado, sem falta lho reconduzirás.
As três festas
l4Três vezes no ano m e celebrareis festa.
I5A festa dos pães ázim os guardarás; sete dias co­
m erás pães ázim os, com o te ten h o o rd en ad o , ao
tem po apon tad o no m ês de Abibe; p o rq u e nele saís­
te do Egito; e ninguém apareça vazio p erante m im ;
l6E a festa da sega dos p rim eiros frutos do teu tra ­
balho, que houveres sem eado no cam po, e a festa da
colheita, à saída do ano, q u an d o tiveres colhido do
cam po o teu trabalho.
Ao sétimo dia descansarás
(23.12)
Em Colossenses 2.14-17, o apóstolo Paulo, divinamente inspi­
rado. explica a relação entre o ministério de Cristo e a abolição
do sábado no Novo Testamento: ‘ Havendo riscado a cédula que
era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira
nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E,
despojando os principados e potestades, os expôs publicamente
e deles triunfou em si mesmo. Portanto, ninguém vos julgue pelo
comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua
nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o
corpo é de Cristo". Ver também Êxodo 16.28; 20.8:31.17,18.
O ano de descanso e o sábado
' “T am bém seis anos sem earás tu a terra, e recolhe­
rás os seus frutos;
"M as ao sétim o a dispensarás e deixarás descan­
sar, para que possam com er os pobres do teu povo,
e da sobra com am os anim ais do cam po. Assim fa­
rás com a tu a vinha e com o teu olival.
12Seis dias farás os teus trabalhos, m as ao sétim o
dia descansarás; para que descanse o te u boi, e o teu
jum ento; e para que tom e alento o filho da tu a es­
crava, e o estrangeiro.
13E em tudo o que vos ten h o dito, guardai-vos; e
do nom e de o u tro s deuses nem vos lem breis, nem
se ouça da vossa boca.
COMENTÁRIO APOLOGÉTICO: Oséias 2.11 fala da aboli­
ção da observância do dia do sábado: “E farei cessar todo
o seu gozo, e as suas festas, e as suas luas novas e os seus sába­
dos, e todas as suas festividades'. Esta profecia se cumpriu com
o ministério de Cristo: 'Vindo a plenitude dos tempos, Deus en­
viou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir
os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de
filhos'(Gl 4.4,5).
Í
87
ÊXODO 23,24
que darei nas tuas m ãos os m oradores d a terra, para
que os lances fora de diante de ti.
,2N ão farás aliança algum a com eles, o u com os
seus deuses.
33N a tua terra não habitarão, para que não te façam
pecar contra m im ; se servires aos seus deuses, cer­
tam ente isso será u m laço para ti.
17Três vezes no ano todos os teus hom ens aparece­
rão d iante do S enhor D eus .
18N ão oferecerás o sangue do m eu sacrifício com
pão levedado; nem ficará a g ordura da m inha festa
de n oite até pela m anhã.
l9As prim ícias dos prim eiros frutos da tua terra
trarás à casa do S en h or teu Deus; não cozerás o ca­
brito no leite de sua mãe.
D eus m a n d a M oisés e os anciãos
su b irem ao m o n te
DEPOIS disse a Moisés: Sobe ao S en h o r , tu
e Arão, N adabe e Abiú, e setenta dos anci­
ãos de Israel; e adorai de longe.
2E só Moisés se chegará ao S en h or ; mas eles não se
cheguem , nem o povo suba com ele.
3 Veio, pois, Moisés, e co n to u ao povo todas as p a­
lavras do S en h o r , e to d o s os estatutos; então o povo
respondeu a u m a voz, e disse: T odas as palavras, que
o S en h or tem falado, faremos.
4Moisés escreveu todas as palavras do S en h or , e levantou-se pela m anhã de m adrugada, e edificou um
altar ao pé do m o n te, e doze m o n u m en to s, segun­
do as doze tribos de Israel;
’E enviou alguns jovens dos filhos de Israel, os
quais ofereceram holocaustos e sacrificaram ao
S en h or sacrifícios pacíficos de bezerros.
'’E Moisés to m o u a m etade do sangue, e a pôs em
bacias; e a outra m etade do sangue espargiu sobre
o altar.
7E to m o u o livro da aliança e o leu aos ouvidos do
povo, e eles disseram : T udo o que o S en h or tem fa­
lado farem os, e obedecerem os.
8E ntão to m o u Moisés aquele sangue, e espargiuo sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da alian­
ça qu e o S enhor tem feito convosco sobre todas es­
tas palavras.
9E subiram M oisés e Arão, N adabe e Abiú, e seten­
ta dos anciãos de Israel.
I0E viram o D eus de Israel, e debaixo de seus pés
havia com o que u m a pavim entação de pedra de sa­
fira, que se parecia com o céu n a sua claridade.
1 ‘P orém não estendeu a sua m ão sobre os escolhi­
dos dos filhos de Israel, m as viram a Deus, e com e­
ram e beberam .
D eus p rom ete enviar u m anjo
20Eis que eu envio um anjo diante de ti, para que
te guarde pelo cam inho, e te leve ao lugar que te te­
n h o preparado.
2lG uarda-te diante dele, e ouve a sua voz, e não o
provoques à ira; p orque não perdoará a vossa rebel­
dia; porque o m eu nom e está nele.
22Mas se diligentem ente ouvires a sua voz, e fizeres
tu d o o que eu disser, então serei inim igo dos teus
inimigos, e adversário dos teus adversários.
23P orque o m eu anjo irá adiante de ti, e te levará aos
am orreus, e aos heteus, e aos perizeus, e aos cananeus, heveus e jebuseus; e eu os destruirei.
24N ão te inclinarás diante dos seus deuses, nem
os servirás, nem farás conform e às suas obras; an ­
tes os destruirás totalm ente, e quebrarás de to d o as
suas estátuas.
25E servireis ao S en h or vosso Deus, e ele abençoa­
rá o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do m eio de
vós as enferm idades.
26N ão haverá m u lh er que aborte, nem estéril na
tua terra; o nú m ero dos teus dias cum prirei.
27Enviarei o m eu terro r adiante de ti, destruindo a
todo o povo aonde entrares, e farei que todos os teus
inim igos te voltem as costas.
28T am bém enviarei vespões adiante de ti, que lan­
cem fora os heveus, os cananeus, e os heteus de
d iante de ti.
29N ão os lançarei fora de diante de ti n u m só ano,
para que a terra não se torne em deserto, e as feras
do cam po não se m ultipliquem contra ti.
30Pouco a pouco os lançarei de diante de ti, até que
sejas m ultiplicado, e possuas a terra p o r herança.
31E porei os teus term os desde o M ar V erm elho até
ao m ar dos filisteus, e desde o deserto até ao rio; p o r­
. g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Deus se manifestou de muiS . tas maneiras, e a esse procedimento divino chamamos de
teofania (Nm 12.8). As visões que as pessoas tinham de Deus
eram parciais, de acordo com asua percepção humana. Ninguém
jamais viu o Senhor Deus completamente, ou seja, em sua ple-
E viram o Deus de Israel
(24.9-11)
Mormonismo. Emprega esta passagem para afirmar que
Deus Pai tem um corpo ffsico, podendo ser visto pelos ho-
88
ÊXODO 24,25
12Então disse o Sen h o r a Moisés: Sobe a m im ao
m onte, e fica lá; e dar-te-ei as tábuas de pedra e a lei, e
os m andam entos que tenho escrito, para os ensinar.
13E levantou-se Moisés com Josué seu servidor; e
subiu Moisés ao m o n te de Deus.
NE disse aos anciãos: Esperai-nos aqui, até que to r­
nem os a vós; e eis que Arão e H ur ficam convosco;
quem tiver algum negócio, se chegará a eles.
I5E, subindo Moisés ao m onte, a nuvem cobriu o
m onte.
I6E a glória do S en h o r repousou sobre o m o n te
Sinai, e a nuvem o cobriu p o r seis dias; e ao sétimo
dia cham ou a Moisés do m eio da nuvem .
I7E o parecer da glória do S en h o r era com o um
fogo consum idor no cum e do m onte, aos olhos dos
filhos de Israel.
IKE Moisés entrou no m eio da nuvem , depois que
subiu ao m onte; e M oisés esteve no m onte quaren­
ta dias e quarenta noites.
’C onform e a tu d o o qu e eu te m o strar para m o d e­
lo do tabernáculo, e para m odelo de todos os seus
pertences, assim m esm o o fareis.
A arca d e m adeira d e acácia
'“T am bém farão um a arca de m adeira de acácia; o
seu co m p rim en to será de dois côvados e m eio, e a
sua largura de u m côvado e m eio, e de um côvado e
m eio a sua altura.
1 'E cobri-la-á de o u ro puro; p o r d en tro e p o r fora
a cobrirás; e farás sobre ela u m a coroa de o u ro ao
redor;
l2E fundirás para ela q u atro argolas de o uro, e as
porás nos q u atro can to s dela, duas argolas n um
lado dela, e duas argolas n o u tro lado.
I JE farás varas de m adeira de acácia, e as cobrirás
com ouro.
I4E colocarás as varas nas argolas, aos lados da arca,
para se levar com elas a arca.
” As varas estarão nas argolas da arca, não se tira­
rão dela.
lhDepois porás na arca o testemunho, que eu te darei.
D eus m anda o povo trazer ofertas para o
tabernáculo
ENTÃO falou o S en h o r a M oisés, d izen­
do:
2Fala aos filhos de Israel, que m e tragam um a oferta
alçada; de todo o hom em cujo coração se m over vo­
luntariam ente, dele tom areis a m inha oferta alçada.
*E esta é a oferta alçada que recebereis deles: o uro,
e prata, e cobre,
4E azul, e p úrpura, e carm esim , e linho fino, e pê­
los de cabras,
5E peles de carneiros tintas de verm elho, e peles de
texugos, e m adeira de acácia,
fiA zeitepara a luz, especiarias para o óleo da unção,
e especiarias para o incenso,
"Pedras de ônix, e pedras de engaste para o éfode
e para o peitoral.
8E m e farão um santuário, e habitarei no meio deles.
O propiciatório d e ouro puro
' 7T am bém farás um p ro p iciató rio de o u ro puro;
o seu co m p rim en to será de dois côvados e m eio, e a
sua largura de u m côvado e meio.
l8Farás tam bém dois qu eru b in s de ouro; de ouro
batido os farás, nas duas extrem idades do p ro p i­
ciatório.
l9Farás um q u eru b im n a extrem idade de um a
parte, e o o u tro q uerubim na extrem idade da ou tra
parte; de um a só peça com o propiciatório, fareis os
q u eru b in s nas duas extrem idades dele.
■’’O s qu eru b in s estenderão as suas asas p o r cima,
cob rin d o com elas o p ro p iciató rio ; as faces deles
um a defronte da outra; as faces dos querubins esta­
rão voltadas para o propiciatório.
O segundo argumento desenvolveu a teoria da pedagogia di­
vina, que é resumida da seguinte forma por dom Estevão Betten­
court: "...Os cristãos foram percebendo que a proibição de fazer
imagens no Antigo Testamento tinha o mesmo papel de pedago­
go (condutor de crianças destinado a cumprir as suas funções e
retirar-se) que a Lei de Moisés em geral tinha junto ao povo de Is­
rael. Por isso o uso das imagens foi-se implantando. As gerações
cristãs compreenderam que. segundo o método da pedagogia
divina, atualizada na Encarnação, deveriam procurar subir ao in­
visível passando pelo visível que Cristo apresentou aos homens;
a meditação das fases da vida de Jesus e a representação artís­
tica das mesmas se tornaram recursos com que o povo fiel pro­
curou aproximar-se do Filho de Deus. Assim criaram a idéia de
nitude. porque Ele habita na luz inacessível (Jo 1.18; 1Tm 6.16.
V. tb. Gn 32.30).
Farás também dois querubins
(25.18;37.7)
Catolicismo Romano. Para escapar da acusação de que
seus fiéis praticam a idolatria, a Igreja Católica Romana de­
senvolveu trés argumentos básicos. O primeiro deles é que o texto de
Êxodo 20.4,5 não se tratava (ou não se trata) de uma proibição abso­
luta, mas condicionada pelas circunstâncias em que se encontravam
os israelitas, visto que o próprio Deus lhes mandou construir imagens
sagradas (25.17-22; 1Rs 6.23-29; 7.23-28; 1Cr 22.8-13).
89
ÊXODO 25
largura de u m côvado, e a sua altura de u m côva-
2IE porás o propiciatório em cim a da arca, depois
que houveres p osto na arca o testem u n h o que eu
te darei.
-2E ali virei a ti, e falarei contigo de cim a do p ro p i­
ciatório, do m eio dos dois querubins (que estão so­
bre a arca do testem unho), tudo o que eu te ordenar
para os filhos de Israel.
do e meio.
24E cobri-la-ás com o u ro puro; tam bém lhe farás
um a coroa de o u ro ao redor.
2,T am bém lhe farás um a m oldura ao redor, da lar­
gura de quatro dedos, e lhe farás um a coroa de ouro
ao redor da m oldura.
26T am bém lhe farás q uatro argolas de ouro; e p o ­
A mesa de m adeira de acácia
2,T am bém farás um a mesa de m adeira de acácia;
o seu co m p rim en to será de dois côvados, e a sua
rás as argolas aos q u atro cantos, que estão nos seus
q u atro pés.
sistem em cultuar imagens? c.) Se as imagens fossem realmente
o livro daqueles que não sabem ler. por que os católicos alfabe­
tizados são tão devotos e apegados a elas?; d.) Será que pode­
mos desobedecer a Bíblia para superar uma deficiência de enten­
dimento? e.) Onde está a base bíblica para a teoria da pedagogia
divina?; f.) Será que a encarnação do Verbo poderia servir de base
para se fazer imagens dos santos e cultuá-los?
O verdadeiro cristianismo é fé exclusiva na obra do Senhor Je­
sus (Jo3.16; Rm5.8; Ef 2.8,9; 1Tm 2.5; Tt 2.11). É adoração úni­
ca a Deus: *Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás’
(Mt 4.11; Lc4.8).
O principal de todos os mandamentos é: a.) "Ouve, ó Israel, o
Senhor nosso Deus é o único Senhor! Amarás ao Senhorteu Deus
de todo o teu coração, de toda a sua alma, de todo o teu entendi­
mento e de todas as tuas forças” (Mc 12.29,30; Mt 22.37); b.) “Mas
vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores ado­
rarão o Pai em espírito e em verdade, pois o Pai procura a tais que
assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram
o adorem em espírito e em verdade" (Jo 4.23,24).
Quanto àteoria dos três tipos de devoção: dulia, hiperdulia e la­
tria, perguntamos: Qual é a diferença entre dulia e hiperdulia? E
qual é a diferença dessas duas em relação à latria?
A verdade é que os três termos se confundem. Dulia e hiperdu­
lia podem estar envolvidos com latria. A distinção entre eles não
define coisa alguma. As pessoas que se prostram diante da ima­
gem de Conceição Aparecida, ou de São João, ou de São Sebas­
tião ou de Jesus sabem que estão cultuando em níveis diferen­
tes? Para elas não seria tudo a mesma coisa?
Imaginemos o procedimento de um católico romano bem ins­
truído em um culto. De inicio, ele pretende cultuar São João. En­
tão. dobra seus joelhos diante da imagem de tal “santo" e pratica
a dulia. Depois, resolve cultuar Maria, deixando a dulia para prati­
car a hiperdulia. E. finalmente, decide prestar culto a Deus. colo­
cando em prática a latria.
Não acreditamos que o povo católico romano saiba diferenciar
esses três tipos de adoração. E, mesmo que soubesse, dificilmen­
te conseguiria respeitar os limites de cada uma delas.
"O culto aos santos só começa a partir de cem anos, aproxima­
damente, depois da morte de Jesus, com uma tímida veneração
aos mártires. A primeira oração dirigida expressamente à Mãe de
Deus é a invocação sub tuum praesidium, formulada no fim do sé­
culo 3oou, mais provavelmente, no início do 4o. Não podemos di­
zer que a veneração dos santos - e muito menos a veneração da
Mãe de Cristo - faça parte do patrimônio original".
Se o culto aos santos e a Maria fosse correto, João. que escre­
veu o último evangelho, no ano 100 d.C., aproximadamente, com
certeza teriafalado a respeito e incentivado tal prática. No entanto,
nos adverte: “Filhinhos. guardai-vos dos ídolos’ (1Jo 5.21).
que, nas igrejas, as imagens tornaram-se a Bíblia dos iletrados,
dos simples e das crianças, exercendo função pedagógica de
grande alcance. É o que notam alguns escritores cristãos anti­
gos: 'O desenho mudo sabe falar sobre as paredes das igrejas
e ajuda grandemente'. O que a Bíblia é para os que sabem ler, a
imagem o é para os iletrados'.
O terceiro argumento criou a teoria da distinção de devoção ou
culto: dulia (devoção aos santos e aos anjos), hiperdulia (devo­
ção a Maria) e latria (culto prestado a Deus).
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Deus proibiu seu povo de
= confeccionar e cultuar imagens, estátuas, ou qualquer ou­
tro objeto ou ser. visto que os povos pagãos atribulam a esses
artefatos de barro, madeira, ou de qualquer material corruptível,
caráter religioso, acreditando, inclusive, que a divindade se fazia
presente por meio de tal prática.
O Deus Todo-Poderoso instruiu seu povo a não cuituar ima­
gens (20.23; 34.17), por isso as imagens que mandou confec­
cionar não tinham por objetivo elevar a piedade de Israel e muito
menos serviam de modelo para reflexão ou conduta: eram ape­
nas símbolos decorativos e representativos. É o caso da Arca
da Aliança, dos querubins no tabernáculo e no templo, entre ou­
tros utensílios (1 Rs 6.23-29: 7.23-26,1 Cr 22.8-13) e ornamentos
(1Rs 7.23-28). Essas figuras jamais foram adoradas ou venera­
das ou vistas como objetos de devoção ou adoração. Se os fi­
lhos de Israel tivessem agido dessa forma, Deus mandaria des­
truir esses objetos, como aconteceu com a serpente de bronze
que Moisés levantou no deserto e o povo a transformou em obje­
to de culto (2Rs18.4).
Quando analisamos esta questão na história de Israel na anti­
guidade (o povo hebreu que recebeu os mandamentos de Deus)
e dos judeus religiosos de hoje, que procuram se manter fiéis a
Deus, entendemos que, embora o Antigo Testamento proibisse,
relativamente, a confecção de imagens, a adoração ou culto a es­
sas imagens eiaabsolutamente proibido: "Não te prostrarás dian­
te delas e não lhes prestarás culto" (20.4b).
Em algumas sinagogas do século 3° (e em algumas mais recen­
tes), encontramos pinturas de heróis da fé em seus vitrais, mas
nunca veremos judeus orando, cultuando ou invocando Moisés,
Abraão ou Ezequiel. Não existem argumentos e evidências que
justifiquem o culto, a veneração ou a fabricação de imagens no
Novo Testamento.
Considerando o segundo argumento apresentado pelos católi­
cos, de que um dos objetivos da Igreja romana é ensinar a Bíblia
ao povo por meio das imagens, especialmente aos menos alfabe­
tizados, surgem-nos algumas perguntas: a.) Por que cultuar ima­
gens, se o objetivo é ensinar a Bíblia?: b.) Por que, após tantos
anos, com milhares de católicos já alfabetizados, os fiéis ainda in-
90
ÊXODO 25,26
27D efronte da m oldura estarão as argolas, com o
lugares para os varais, para se levar a mesa.
28Farás, pois, estes varais de m adeira de acácia,
e cobri-los-ás com ouro; e levar-se-á com eles a
mesa.
29T am bém farás os seus pratos, e as suas colheres, e
as suas cobertas, e as suas tigelas com que se hão de
oferecer libações; de ouro p u ro os farás.
10E sobre a mesa porás o pão da proposição peran ­
te a m inha face perpetuam ente.
3lT am bém farás u m candelabro de o u ro puro; de
ouro batido se fará este candelabro; o seu pé, as suas
hastes, os seus copos, os seus botões, e as suas flores
serão do m esm o.
32E dos seus lados sairão seis hastes; três hastes do
candelabro de um lado dele, e três hastes do outro
lado dele.
33N um a haste haverá três copos a m odo de am ên­
doas, um botão e um a flor; e três copos a m odo de
am êndoas na o utra haste, um botão e um a flor; as­
sim serão as seis hastes que saem do candelabro.
i4M as no candelabro m esm o haverá q u atro co­
pos a m odo de am êndoas, com seus botões e com
suas flores;
35E um botão debaixo de duas hastes que saem dele;
e ainda u m botão debaixo de duas outras hastes que
saem dele; e ainda um botão debaixo de duas outras
hastes que saem dele; assim se fará com as seis has­
tes que saem do candelabro.
''’Os seus botões e as suas hastes serão do mesmo;
tudo será de um a só peça, obra batida de ouro puro.
37T am bém lhe farás sete lâm padas, as quais se
acenderão para ilum inar defronte dele.
,HO s seus espevitadores e os seus apagadores serão
de o u ro puro.
39De um talento de o u ro p u ro os farás, com todos
estes vasos.
40Atenta, pois, que o faças conform e ao seu m ode­
lo, que te foi m ostrado no m onte.
4E farás laçadas de azul na orla de u m a co rtina,
n a extrem idade, e na ju n tu ra; assim tam bém farás
na orla da extrem idade da outra cortina, na segun­
da juntura.
’C in q ü en ta laçadas farás n u m a co rtin a, e outras
cinqüenta laçadas farás na extrem idade da cortina
que está na segunda ju n tu ra; as laçadas estarão p re­
sas um a com a outra.
6Farás tam b ém cin q ü en ta colchetes de o u ro , e
ajuntarás com estes colchetes as cortinas, um a com
a outra, e será um tabernáculo.
?Farás tam bém co rtin as de pêlos de cabras para
servirem de tenda sobre o tabernáculo; onze cor­
tinas farás.
* 0 co m prim ento de u m a cortina será de trin ta cô­
vados, e a largura da m esm a cortina de q u atro côva­
dos; estas onze cortinas serão da m esm a m edida.
9E ju n tarás cinco destas cortinas à parte, e as outras
seis cortinas tam bém à parte; e dobrarás a sexta co r­
tina à frente da tenda.
I0E farás cinqüenta laçadas na b orda de um a cor­
tina, na extrem idade, na ju n tu ra, e outras cinqüen­
ta laçadas n a b o rd a da outra co rtin a, n a segunda
jun tu ra.
"F arás tam b ém cin q ü en ta colchetes de cobre, e
colocarás os colchetes nas laçadas, e assim ajuntarás
a tenda, para que seja um a.
12E a parte que sobejar das cortinas da tenda, a sa­
ber, a m etade da cortina que sobejar, penderá de so­
bra às costas do tabernáculo.
I3E um côvado de um lado, e o u tro côvado do o u ­
tro, que sobejará no co m p rim en to das cortinas da
tenda, penderá de sobra aos lados do tabernáculo de
um e de o u tro lado, para cobri-lo.
l4Farás tam b ém à tenda u m a coberta de peles de
carneiro, tintas de verm elho, e outra coberta de pe­
les de texugo em cima.
A s tábuas do tabernáculo
l5Farás tam b ém as tábuas p ara o tabernáculo de
As cortinas do tabernáculo
m adeira de acácia, que serão postas verticalm ente.
E O TABERNÁCULO farás de dez cortinas
■'’O co m p rim en to de u m a táb u a será de dez cô ­
de linho fino torcido, e azul, púrp u ra, e car­ vados, e a largura de cada táb u a será de u m côva­
mesim; com querubins as farás de obra esmerada.
do e meio.
20 co m p rim en to de um a co rtin a será de vinte e l7D ois encaixes terá cada tábua, travados u m com
oito côvados, e a largura de um a co rtin a de q u a­ o outro; assim farás com todas as tábuas do taber­
tro côvados; todas estas cortinas serão de um a m e­ náculo.
dida.
I8E farás as tábuas para o tabernáculo assim: vinte
3Cinco cortinas se enlaçarão um a à outra; e as ou­ tábuas para o lado m eridional.
tras cinco cortinas se enlaçarão u m a com a outra.
l9Farás tam bém q u aren ta bases de prata debaixo
91
ÊXODO 26,27
37E farás para esta co rtin a cinco colunas de m a ­
deira de acácia, e as cobrirás de ouro; seus colche­
tes serão de o uro, e far-lhe-ás de fundição cinco ba­
ses de cobre.
das vinte tábuas; duas bases debaixo de um a tábua
para os seus dois encaixes e duas bases debaixo de
o u tra tábua para os seus dois encaixes.
-°Tam bém haverá vinte tábuas ao outro lado do ta­
bernáculo, para o lado norte,
21C om as suas quaren ta bases de prata; duas b a­
ses debaixo de um a tábua, e duas bases debaixo de
o u tra tábua,
22E ao lado do tabernáculo para o ocidente farás
seis tábuas.
2,Farás tam bém duas tábuas para os cantos do ta­
bernáculo, de am bos os lados.
24E p o r baixo se ajuntarão, e tam bém em cim a dele
se ajuntarão nu m a argola. Assim se fará com as duas
tábuas; am bas serão por tábuas para os dois cantos.
2,5Assim serão as oito tábuas com as suas bases de
prata, dezesseis bases; duas bases debaixo de um a
tábua, e duas bases debaixo da ou tra tábua.
26Farás tam bém cinco travessas de m adeira de acá­
cia, para as tábuas de um lado do tabernáculo,
27E cinco travessas para as tábuas do outro lado do
tabernáculo; com o tam bém cinco travessas para as
tábuas do o u tro lado do tabernáculo, de am bos os
lados, para o ocidente.
2íiE a travessa central estará no m eio das tábuas,
passando de um a extrem idade até à outra.
29E cobrirás de o u ro as tábuas, e farás de o u ro as
suas argolas, para passar por elas as travessas; ta m ­
bém as travessas as cobrirás de ouro.
30E ntão levantarás o tabernáculo conform e ao
m odelo que te foi m ostrado no m onte.
O a ltar dos holocaustos
FARÁS tam bém o altar de madeira de acá­
cia; cinco côvados será o com prim ento, e
cinco côvados a largura (será q uadrado o altar), e
três côvados a sua altura.
2E farás as suas p o n tas nos seus q uatro cantos; as
suas pontas serão do m esm o, e o cobrirás de cobre.
3Far-//ie-ás tam bém os seus recipientes, para reco­
lher a sua cinza, e as suas pás, e as suas bacias, e os
seus garfos e os seus braseiros; todos os seus uten sí­
lios farás de cobre.
4Far-lhe-ás tam bém um crivo de cobre em form a
de rede, e farás a esta rede q uatro argolas de metal
nos seus q u atro cantos.
’E as porás d en tro da borda do altar p ara baixo, de
m aneira que a rede chegue até ao m eio do altar.
bFarás tam bém varais para o altar, varais de m adei­
ra de acácia, e os cobrirás de cobre.
7E os varais serão postos nas argolas, de m an ei­
ra que os varais estejam de am bos os lados do altar,
quando for levado.
"Oco e de tábuas o farás; com o se te m o stro u no
m onte, assim o farão.
O pátio do tabernáculo
9Farás tam b ém o pátio do tab ern ácu lo , ao lado
m eridional que dá para o sul; o pátio terá cortinas
de linho fino torcido; o co m p rim en to de cada lado
O véu do tabernáculo
’1D epois farás um véu de azul, e púrpura, e carm e­ será de cem côvados.
1 lrTambém as suas vinte colunas e as suas vinte b a­
sim, e de linho fino torcido; com querubins de obra
ses serão de cobre; os colchetes das colunas e as suas
prim a se fará.
32E colocá-lo-ás sobre quatro colunas de madeira faixas serão de prata.
1 'Assim tam bém para o lado n o rte as cortinas, no
de acácia, cobertas de ouro; seus colchetes serão de
com prim ento, serão de cem côvados; e as suas vinte
o uro, sobre quatro bases de prata.
33Pendurarás o véu debaixo dos colchetes, e porás a colunas e as suas vinte bases serão de cobre; os col­
arca do testem unho ali dentro do véu; e este véu vos chetes das colunas e as suas faixas serão de prata,
12E na largura do pátio para o lado do ocidente ha­
fará separação entre o santuário e o lugar santíssimo,
34 E porás a coberta do propiciatório sobre a arca verá cortinas de cin qüenta côvados; as suas colunas
dez, e as suas bases dez.
do testem unho no lugar santíssim o,
3,E
a mesa porás fora do véu, e o candelabro de­ 1’S em elhantem ente a largura do pátio do lado
fronte da mesa, ao lado do tabernáculo, para o sul; oriental para o levante será de cinqüenta côvados.
m as a mesa porás ao lado do norte.
l4D e m aneira que haja quinze côvados de cortinas
36Farás tam bém para a porta da tenda, um a cortina de um lado; suas colunas três, e as suas bases três.
de azul, e p úrpura, e carm esim , e de linho fino to r­
I5E quinze côvados das cortinas do o u tro lado; as
cido, de obra de bordador.
suas colunas três, e as suas bases três.
92
ÊXODO 27,28
l6E à p o rta do pátio haverá um a co rtin a de vinte
côvados, de azul, e púrp u ra, e carm esim , e de linho
fino torcido, de obra de bordador; as suas colunas
quatro, e as suas bases quatro.
17Todas as colunas do pátio ao redor serão cingidas
de faixas de prata; os seus colchetes serão de prata,
m as as suas bases de cobre.
' “O co m prim ento do pátio será de cem côvados,
e a largura de cada lado de cinqüenta, e a altura de
cinco côvados, as cortinas serão de linho fino torci­
do; m as as suas bases serão de cobre.
l9No tocante a todos os vasos do tabernáculo em
todo o seu serviço, até todos os seus pregos, e todos
os pregos do pátio, serão de cobre.
8E o cinto de o bra esm erada do seu éfode, que es­
tará sobre ele, será da sua m esm a obra, igualm ente,
de ouro, de azul, e de p ú rp u ra, e de carm esim , e de
linho fino torcido.
9E tom arás duas pedras de ônix, e gravarás nelas os
nom es dos filhos de Israel,
l0Seis dos seus nom es n u m a pedra, e os outros seis
nom es na o u tra pedra, segundo as suas gerações;
" C o n fo rm e à o b ra do la p id ário , como o lavor
de selos lavrarás estas d u as pedras, com os n o ­
m es d o s filhos de Israel; engastadas ao red o r em
o u ro as farás.
12E porás as duas pedras nas om breiras do éfode,
por pedras de m em ó ria p ara os filhos de Israel; e
Arão levará os seus nom es sobre am bos os seus om ­
bros, para m em ória d iante do S e n h o r .
l3Farás tam bém engastes de ouro,
l4E duas cadeiazinhas de o u ro puro; de igual m e­
dida, de o bra de fieira as farás; e as cadeiazinhas de
fieira porás nos engastes.
''’Farás tam bém o peitoral do juízo de o bra esm e­
rada, conform e à obra do éfode o farás; de o u ro , de
azul, e de p ú rp u ra, e de carm esim , e de linho fino
torcido o farás.
1 '’Q uadrado e duplo, será de um palm o o seu co m ­
prim ento, e de u m palm o a sua largura.
I7E o encherás de pedras de engaste, com qu atro
ordens de pedras; a o rd em de um sárdio, de um to ­
pázio, e de um carbúnculo; esta será a prim eira o r­
dem ;
lsE a segunda o rd em será de um a esm eralda, de
um a safira, e de um diam ante;
l9E a terceira o rd em será de u m jacinto, de um a
ágata, e de u m a am etista;
20E a q u arta ordem será de um berilo, e de u m ônix,
e de um jaspe; engastadas em o u ro serão nos seus
engastes.
21E serão aquelas pedras segundo os nom es dos fi­
lhos de Israel, doze segundo os seus nom es; serão
esculpidas com o selos, cada u m a com o seu nom e,
para as doze tribos.
“ T am bém farás para o p eitoral cadeiazinhas de
igual m edida, obra trançada de o u ro puro.
21T am bém farás p ara o peitoral dois anéis de o uro,
e porás os dois anéis nas extrem idades do peitoral.
24E ntão porás as duas cadeiazinhas de fieira de
o u ro nos dois anéis, nas extrem idades do peitoral;
25E as duas p ontas das duas cadeiazinhas de fieira
colocarás nos dois engastes, e as porás nas om brei­
ras do éfode, na frente dele.
O
azeite puro
20T u pois ordenarás aos filhos de Israel que te tra ­
gam azeite p u ro de oliveiras, batido, para o candeei­
ro, para fazer arder as lâm padas continuam ente.
2)N a tenda da congregação, fora do véu que está
diante do testem unho, Arão e seus filhos as porão
em ordem , desde a ta rd e até a m anhã, p erante o
S en h or ; isto será um estatuto perpétuo para os fi­
lhos de Israel, pelas suas gerações.
Deus escolhe A rão e se u sfd h o s para sacerdotes
DEPOIS tu farás chegar a ti teu irm ão Arão,
e seus filhos com ele, do m eio dos filhos de
Israel, para m e adm inistrarem o ofício sacerdotal;
a saber: Arão, N adabe, e Abiú, Eleazar e Itam ar, os
filhos de Arão.
2E farás vestes sagradas a Arão teu irm ão, para gló­
ria e ornam ento.
•’Falarás tam bém a todos os que são sábios de co­
ração, a quem eu tenho enchido do espírito da sa­
bedoria, que façam vestes a A rão para santificá-lo;
para que m e adm inistre o ofício sacerdotal.
As vestes sacerdotais
4Estas pois são as vestes que farão: u m peitoral, e
um éfode, e um m anto, e um a túnica bordada, um a
m itra, e u m cinto; farão, pois, santas vestes para
Arão, teu irm ão, e para seus filhos, para m e adm i­
nistrarem o ofício sacerdotal.
’E to m arão o ouro, e o azul, e a púrp u ra, e o car­
m esim, e o linho fino,
6E farão o éfode de ouro, e de azul, e de púrpura, e de
carmesim, e de linho fino torcido, de obra esmerada.
7Terá duas om breiras, que se un am às suas duas
pontas, e assim se unirá.
93
ÊXODO 28,29
40T am bém farás túnicas aos filhos de Arão, e farlhes-ás cintos; tam bém lhes farás tiaras, para glória
e ornam ento.
4IE vestirás com eles a Arão, teu irm ão, e tam bém
seus filhos; e os ungirás e consagrarás, e os santifica­
rás, para que m e adm inistrem o sacerdócio.
42Faze-lhes tam bém calções de linho, para co b ri­
rem a carne nua; irão dos lom bos até as coxas.
43E estarão sobre A rão e sobre seus filhos, q u a n ­
do en trarem n a ten d a da congregação, o u q u a n ­
do chegarem ao altar para m inistrar no santuário,
para que não levem iniqüidade e m orram ; isto será
estatuto perp étu o para ele e para a sua descendên­
cia depois dele.
26Farás tam bém dois anéis de ouro, e os porás nas
duas extrem idades do peitoral, na sua b orda que es­
tiver ju n to ao éfode por dentro.
27Farás tam bém dois anéis de ouro, que porás nas
duas om breiras do éfode, abaixo, na frente dele,
perto da sua ju n tu ra , sobre o cinto de obra esm e­
rada do éfode.
28E ligarão o peitoral, com os seus anéis, aos anéis
do éfode p o r cim a, com um cordão de azul, para
que esteja sobre o cinto de obra esm erada do éfode;
e nu n ca se separará o peitoral do éfode.
29Assim Arão levará os nom es dos filhos de Israel
no peito ral do juízo sobre o seu coração, q u a n ­
do e n tra r no santuário, para m em ória diante do
S en h or continuam ente.
O sacrifício e as cerim ônias da consagração
ISTO é o que lhes hás de fazer, para os santi­
ficar, para que m e adm inistrem o sacerdó­
cio: Tom a u m novilho e dois carneiros sem mácula,
2E pão ázimo, e bolos ázimos, am assados com azei­
te, e coscorões ázimos, untados com azeite; com flor
de farinha de trigo os farás,
3E os porás n u m cesto, e os trarás no cesto, com o
novilho e os dois carneiros.
4E ntão farás chegar a Arão e a seus filhos à p o rta da
tenda da congregação, e os lavarás com água;
5D epois tom arás as vestes, e vestirás a Arão da tú ­
nica e do m an to do éfode, e do éfode, e do peitoral; e
o cingirás com o cinto de o bra de artífice do éfode.
6E a m itra porás sobre a sua cabeça; a coroa da san­
tidade porás sobre a m itra.
7E tom arás o azeite da unção, e o derram arás sobre
a sua cabeça; assim o ungirás.
8D epois farás chegar seus filhos, e lhes farás ves­
tir túnicas.
9E os cingirás com o cinto, a Arão e a seus filhos, e lhes
atarás as tiaras, para que tenham o sacerdócio por esta­
tuto perpétuo, e consagrarás a Arão e a seus filhos;
l0E farás chegar o novilho diante da ten d a da co n ­
gregação, e A rão e seus filhos p orão as suas m ãos so­
bre a cabeça do novilho;
“ E im olarás o novilho perante o S en h or , à p o rta
da tenda da congregação.
12D epois tom arás do sangue do novilho, e o porás
com o teu dedo sobre as p o n tas do altar, e to d o o
sangue restante derram arás à base do altar.
1-’T am bém to m arás to d a a g o rd u ra que cobre as
entranhas, e o redenho de sobre o fígado, e am bos
os rins, e a g ordura que houver neles, e queim á-losás sobre o altar;
U rim e T u m in t
30T am b ém porás no peitoral do juízo U rim e
T um im , para que estejam sobre o coração de Arão,
q uando entrar diante do S en h o r : assim Arão levará
o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração d ian ­
te do S en h or continuam ente.
31T am bém farás o m anto do éfode, to d o de azul.
,2E a abertura da cabeça estará no m eio dele; esta
ab ertu ra terá u m a b orda de o bra tecida ao redor;
com o abertura de cota de m alha será, para que não
se rom pa.
3,E nas suas bordas farás rom ãs de azul, e de p ú r ­
p u ra, e de carm esim , ao red o r das suas bordas; e
cam painhas de ouro no m eio delas ao redor.
í4U m a cam painha de o u ro , e um a rom ã, outra
cam painha de ouro, e outra rom ã, haverá nas b o r­
das d o m an to ao redor,
i5E estará sobre Arão quando m inistrar, para que se
ouça o seu sonido, quando entrar no santuário dian­
te do S en h or , e quando sair, para que não m orra.
A lâm ina de ouro p uro
am bém farás um a lâmina de ouro puro, e nela gra­
varás com o as gravuras de selos: santidade ao S enhor .
37E atá-la-ás com um cordão de azul, de m odo que
esteja na m itra, na frente da m itra estará;
38E estará sobre a testa de Arão, para que A rão leve
a iniqüidade das coisas santas, que os filhos de Israel
santificarem em todas as ofertas de suas coisas san­
tas; e estará continuam ente na sua testa, para que te­
nham aceitação perante o S en h o r .
39Tam bém farás túnica de linho fino; tam bém fa­
rás u m a m itra de lin h o fino; m as o cinto farás de
o bra de bordador.
94
ÊXODO 29
l4M as a carne do novilho, e a sua pele, e o seu es­
terco queim arás com fogo fora do arraial; é sacrifí­
cio pelo pecado.
15Depois tom arás um carneiro, e Arão e seus filhos
p orão as suas m ãos sobre a cabeça do carneiro,
l6E im olarás o carneiro, e tom arás o seu sangue, e
o espalharás sobre o altar ao redor;
17E partirás o carneiro p o r suas partes, e lavarás as
suas entranhas e as suas pernas, e as porás sobre as
suas partes e sobre a sua cabeça.
l8Assim queim arás todo o carneiro sobre o altar;
é um holocausto para o S en h o r , cheiro suave; um a
oferta queim ada ao S e n h o r .
19Depois tom arás o o u tro carneiro, e Arão e seus fi­
lhos porão as suas m ãos sobre a sua cabeça;
i0E im olarás o carneiro e tom arás do seu sangue,
e o porás sobre a p o n ta da orelha direita de Arão, e
sobre as pontas das orelhas direitas de seus filhos,
com o tam bém sobre os dedos polegares das suas
m ãos direitas, e sobre os dedos polegares dos seus
pés direitos; e o restante do sangue espalharás sobre
o altar ao redor;
2'E ntão tom arás do sangue, que estará sobre o al­
tar, e do azeite da unção, e o espargirás sobre Arão
e sobre as suas vestes, e sobre seus filhos, e sobre as
vestes de seus filhos com ele; para que ele seja santi­
ficado, e as suas vestes, tam bém seus filhos, e as ves­
tes de seus filhos com ele.
2~Depois tom arás do carneiro a gordura, e a cau­
da, e a gordura que cobre as entranhas, e o redenho
do fígado, e am bos os rins com a gordura que hou­
ver neles, e o om bro direito, p orque é carneiro das
consagrações;
23E u m pão, e u m bolo de pão azeitado, e um coscorão do cesto dos pães ázim os que estão diante do
to perpétuo dos filhos de Israel, porque é oferta al­
çada; e a oferta alçada será dos filhos de Israel, dos
seus sacrifícios pacíficos; a sua oferta alçada será
para o S en h o r .
29E as vestes sagradas, q ue são de A rão, serão de
seus filhos depois dele, para serem ungidos com elas
para serem consagrados com elas.
30Sete dias as vestirá aquele que de seus filhos for
sacerdote em seu lugar, q u an d o en tra r na tenda da
congregação para m in istrar no santuário.
3IE tom arás o carneiro das consagrações e cozerás
a sua carne no lugar santo;
32E A rão e seus filhos com erão a carne deste car­
neiro, e o pão que está no cesto, à po rta da tenda da
congregação.
,3E com erão as coisas com que for feita expiação,
para consagrá-los, e p ara santificá-los; mas o estra­
nho delas não com erá, p o rq u e são santas.
34E se sobejar alguma coisa da carne das consagra­
ções ou do pão até pela m anhã, o que sobejar quei­
m arás com fogo; não se com erá, porque é santo.
35Assim, pois, farás a Arão e a seus filhos confor­
m e a tu d o o que eu te tenho ordenado; por sete dias
os consagrarás.
?<’T am bém cada dia prepararás um novilho por sa­
crifício pelo pecado para as expiações, e purificarás
o altar, fazendo expiação sobre ele; e o ungirás para
santificá-lo.
S7Sete dias farás expiação pelo altar, e o santifica­
rás; e o altar será santíssim o; tu d o o que to car o al­
tar será santo.
,sIsto, pois, é o que oferecereis sobre o altar: dois
cordeiros de u m ano, cada dia, continuam ente.
39U m co rd eiro oferecerás pela m anhã, e o o u tro
cordeiro oferecerás à tarde.
40C om um co rd eiro a décim a p arte de flor de fa­
rinha, m isturada com a quarta p arte de u m him de
azeite batido, e p ara libação a q u arta p arte de um
him de vinho,
41E o outro cordeiro oferecerás à tarde, e com ele farás
com o com a oferta da m anhã, e conform e à sua liba­
ção, por cheiro suave; oferta queim ada é ao Senhor .
42Este será o holocausto co n tínuo p o r vossas ge­
rações, à p o rta da tenda da congregação, perante o
S enhor , onde vos encontrarei, para falar contigo ali.
43E ali virei aos filhos de Israel, para que p o r m inha
glória sejam santificados.
44E santificarei a ten d a da congregação e o altar;
tam bém santificarei a Arão e seus filhos, para que
me adm inistrem o sacerdócio.
S en h o r .
24E tu d o porás nas m ãos de A rão, e nas m ãos de
seus filhos; e com m ovim ento oferecerás p erante
o S enhor .
25D epois o tom arás das suas m ãos e o queim arás
no altar sobre o holocausto p o r cheiro suave peran­
te o Sen h o r ; é oferta queim ada ao S en h o r .
26E tom arás o peito do carneiro das consagrações,
que é de Arão, e com m ovim ento oferecerás peran ­
te o Se n h o r ; e isto será a tua porção.
27E santificarás o peito da oferta de m ovim ento e
o om bro da oferta alçada, que foi m ovido e alçado
do carneiro das consagrações, que for de Arão e de
seus filhos.
28E será para A rão e para seus filhos p o r estatu ­
95
ÊXODO 29,30
45E habitarei n o m eio dos filhos de Israel, e lhes se­
rei o seu Deus,
4'’E saberão que eu sou o S enhor seu Deus, que os
tenho tirado da terra do Egito, para habitar no meio
deles. Eu sou o S en h or seu Deus.
O altar do incenso
E FARÁS um altar para queim ar o incenso;
de m adeira de acácia o farás.
20 seu co m p rim en to será de um côvado, e a sua
largura de um côvado; será quadrado, e dois côvados a sua altura; dele m esm o serão as suas pontas.
3E com o u ro p u ro o forrarás, o seu teto, e as suas
paredes ao redor, e as suas pontas; e lhe farás um a
coroa de o u ro ao redor.
4Tam bém lhe farás duas argolas de ouro debaixo da
sua coroa; nos dois cantos as farás, de am bos os la­
dos; e serão para lugares dos varais, com que será
levado.
’E os varais farás de m adeira de acácia, e os forra­
rás com ouro.
f’E o porás diante do véu que está diante da arca do
testem unho, diante do propiciatório, que está sobre
o testem unho, o nde m e ajuntarei contigo.
7E Arão sobre ele queim ará o incenso das especia­
rias; cada m anhã, quando puser em ordem as lâm ­
padas, o queim ará.
8E, acendendo A rão as lâm padas à tarde, o quei­
m ará; este será incenso contínuo perante o S enhor
pelas vossas gerações.
9N ão oferecereis sobre ele incenso estranho, nem
holocausto, nem oferta; nem tam pouco derram areis
sobre ele libações.
I0E u m a vez n o ano A rão fará expiação sobre as
suas p ontas com o sangue do sacrifício das expia­
ções; u m a vez no ano fará expiação sobre ele pelas
vossas gerações; santíssim o é ao S en h o r .
*
14Q ualquer que passar pelo arrolam ento, de vinte
anos para cima, dará a oferta alçada ao S en h o r .
1 sO rico não dará mais, e o p obre não dará m enos
da m etade do siclo, q uando derem a oferta alçada ao
S en h or , para fazer expiação p o r vossas almas.
|6E tom arás o dinheiro das expiações dos filhos de
Israel, e o darás ao serviço da tenda da congregação;
e será para m em ória aos filhos de Israel d iante do
S en h o r , para fazer expiação p o r vossas almas.
A pia de cobre
l7E falou o S en h o r a Moisés, dizendo:
lsFarás tam bém u m a pia de cobre com a sua base
de cobre, para lavar; e a porás en tre a ten d a da co n ­
gregação e o altar; e nela deitarás água.
,I,E Arão e seus filhos nela lavarão as suas m ãos e
os seus pés.
2<>Q u an d o en trarem na ten d a da congregação,
lavar-se-ão com água, p ara q ue não m o rram , ou
qu an d o se chegarem ao altar para m inistrar, para
acender a oferta queim ada ao S en h o r .
21 Lavarão, pois, as suas m ãos e os seus pés, para que
não m orram ; e isto lhes será p o r estatuto perpétuo a
ele e à sua descendência nas suas gerações.
O azeite da santa u n çã o
22Falou m ais o S en h or a Moisés, dizendo:
21Tu, pois, to m a para ti das principais especiarias,
da m ais p u ra m irra q u in h en to s siclos, e de canela
arom ática a m etade, a saber, duzentos e cinqüenta
siclos, e de cálam o arom ático d uzentos e cin q ü en ­
ta siclos,
24E de cássia quin h en to s siclos, segundo o siclo do
santuário, e de azeite de oliveiras um him .
2,E disto farás o azeite da santa unção, o perfum e
com posto segundo a o bra do perfum ista: este será o
azeite da santa unção.
26E com ele ungirás a tenda da congregação, e a arca
do testem unho,
O resgate da alm a
27E a mesa com todos os seus utensílios, e o cande­
“ Falou m ais o S enhor a Moisés dizendo:
labro com os seus utensílios, e o altar do incenso.
12Q uan do fizeres a contagem dos filhos de Israel,
28E o altar do holocausto com todos os seus u te n ­
conform e a sua som a, cada um deles dará ao S enhor sílios, e a pia com a sua base.
o
resgate da sua alma, quando os contares; para que 29Assim santificarás estas coisas, p ara qu e sejam
não haja entre eles praga algum a, qu an d o os con- santíssim as; tu d o o que to car nelas será santo.
tares.
,0T am bém ungirás a Arão e seus filhos, e os santifi­
’’T o d o aquele que passar pelo arrolam ento dará carás para m e adm inistrarem o sacerdócio.
isto: a m etade de um siclo, segundo o siclo do san­
3IE falarás aos filhos de Israel, dizendo: Este m e
tu á rio (este siclo é de vinte geras); a m etade de um
será o azeite da santa unção nas vossas gerações.
32N ão se ungirá com ele a carne do hom em , nem
siclo é a oferta ao S en h o r .
96
ÊXODO 30,31
fareis outro de sem elhante com posição; santo é, e
será santo para vós.
3 íO hom em que com puser um perfum e com o este,
ou dele puser sobre um estranho, será extirpado do
seu povo.
O
incenso santo
í4Disse mais o S enhor a Moisés: T om a especiarias
arom áticas, estoraque, e onicha, e gálbano; estas es­
peciarias aromáticas e o incenso puro, em igual pro­
porção;
” E disto farás incenso, um perfum e segundo a arte
do perfum ista, tem perado, p u ro e santo;
36E um a parte dele m oerás, e porás diante do tes­
tem unho, na tenda da congregação, on d e eu virei a
ti; coisa santíssima vos será.
J7Porém o incenso que fareis conform e essa com ­
posição, não o fareis para vós m esm os; santo será
para o S enhor .
380 hom em que fizer tal com o este para cheirar,
será extirpado do seu povo.
m unho, e o propiciatório que estará sobre ela, e to ­
dos os pertences da tenda;
8E a m esa com os seus utensílios, e o candelabro
de ouro p u ro com to d o s os seus pertences, e o al­
tar do incenso;
9E o altar do holocausto com todos os seus utensí­
lios, e a pia com a sua base;
l0E as vestes do m inistério, e as vestes sagradas de
Arão o sacerdote, e as vestes de seus filhos, para ad ­
m inistrarem o sacerdócio;
1 'E o azeite da unção, e o incenso arom ático para
o santuário; farão conform e a tu d o que te tenho
m andado.
O
sábado santo
i:Falou m ais o S enhor a Moisés, dizendo:
,3T u, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo:
C ertam en te guardareis m eus sábados; p o rq u a n ­
to isso é um sinal entre m im e vós nas vossas gera­
ções; para que saibais que eu sou o S enhor , que vos
santifica.
l4P o rtan to guardareis o sábado, p orque santo é
para vós; aquele que o p ro fan ar certam ente m o r­
rerá; p o rq u e qualquer que nele fizer alguma obra,
aquela alm a será elim inada do meio do seu povo.
1 'Seis dias se trabalhará, porém o sétimo dia é o sá­
bado do descanso, santo ao S en h or ; qualquer que
no dia do sábado fizer algum trabalho, certam en ­
te m orrerá.
“ G uardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua.
l7Entre m im e os filhos de Israel será um sinal para
sem pre; p o rq u e em seis dias fez o S en h o r os céus
e a terra, e ao sétim o dia descansou, e restaurou-se.
Os artífices da obra do tabernáculo
1 DEPOIS falou o S enhor a Moisés, dizendo:
A 2Eis que eu tenho cham ado po r nom e a
Bezalel, o filho de Uri, filho de H ur, da tribo de Judá,
3E o enchi do Espírito de Deus, de sabedoria, e de
entendim ento, e de ciência, em todo o lavor,
4Para elaborar projetos, e trabalhar em ouro, em
prata, e em cobre,
’E em lapidar pedras para engastar, e em entalhes
de m adeira, para trabalhar em todo o lavor.
6E eis que eu ten h o posto com ele a Aoliabe, o filho
de Aisamaque, da tribo de Dã, e tenho dado sabedo­
ria ao coração de todos aqueles que são hábeis, para
que façam tudo o que te tenho ordenado.
7A saber: a tenda da congregação, e a arca do teste­
3
As duas tábuas do te stem u n h o
18E deu a Moisés (q u an d o acabou de falar com ele
Porque em seis dias tez o SENHOR os céus e
a terra, • ao sétimo dia descansou
(31.17)
se um anjo), isento das fragilidades humanas, sentir necessidade
de descanso — repouso físico (Jo 5.17).
Será um sinal para sempre
(31.17,18)
Ceticismo. Questiona a onipotência do Deus bíblico,
afirmando ser inepto conferir tal atributo a um ser que
se cansa.
(£v£) Adventlsmo do Sétimo Dia. Afirma que esta referência
\ 5 iU comprova que a guarda do sábado é obrigatória por causa
da expressão "para sempre", para a qual dão a seguinte interpre­
tação: "de duração permanente” .
. - g RESPOSTA APOLOGÉTICA: O verbo hebraico neste tex■=■ to significa, literalmente, "cessar" ou “terminar", do qual se
origina o termo shabbat, cuja tradução em português é: "sába­
do" ou ‘ dia de descanso", o que está de acordo com a satisfação
de Deus diante da obra que tinha realizado, como pode ser vis­
to em Gênesis 1.31: "E viu Deus tudo quanto tinha feito, e viu que
era bom...". Outrossim, o testemunho de Jesus sobre a obra divi­
na atesta que não seria possível um ser espiritual (ainda que fos­
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Há outros textos na Bí­
blia que falam de “preceitos perpétuos* ou “para sem­
pre" e não são considerados “de duração permanente" pelos
próprios sabatistas. Segundo a Bíblia, são preceitos perpétu­
os: a circuncisão (Gn 17.7,13), a unção dos sacerdotes (40.15)
97
ÊXODO 31,32
O
bezerro de ouro
MAS vendo o povo que Moisés tardava em
descer do m onte, acercou-se de Arão, e disse-lhe: Levanta-te, faze-nos deuses, que vão adian­
te de nós; porque q uanto a este Moisés, o hom em
que nos tiro u da terra d o Egito, não sabem os o que
lhe sucedeu.
2E A rão lhes disse: A rrancai os pendentes de ouro,
que estão nas orelhas de vossas m ulheres, e de vos­
sos filhos, e de vossas filhas, e trazei-mos.
3Então todo o povo arran co u os pendentes de
o u ro , que estavam nas suas orelhas, e os tro u x e­
ram a Arão.
4E ele 05 to m o u das suas m ãos, e trabalhou o ouro
com um buril, e fez dele um bezerro de fundição.
Então disseram: Este é teu deus, ó Israel, que te ti­
rou da terra do Egito.
5E Arão, vendo isto, edificou um altar diante dele; e
apregoou Arão, e disse: A m anhã será festa ao Senhor .
6E no dia seguinte m adrugaram , e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo
assentou-se a com er e a beber; depois levantou-se
a folgar.
"Então disse o S en h o r a Moisés: Vai, desce; p o r­
que o teu povo, que fizeste subir do Egito, se tem
corrom pido,
8E depressa se tem desviado do cam inho que eu lhe
tinha ordenado; eles fizeram para si u m bezerro de
fundição, e p erante ele se inclinaram , e ofereceram lhe sacrifícios, e disseram: Este é o teu deus, ó Israel,
que te tiro u da terra do Egito.
‘'Disse mais o S en h o r a Moisés: T enho visto a este
povo, e eis que é povo de d ura cerviz.
l0Agora, pois, deixa-m e, para que o m eu fu ro r se
acenda contra ele, e o consum a; e eu farei de ti um a
grande nação.
"M oisés, porém , suplicou ao S en h o r seu D eus e
disse: Ó S en h or , p o r que se acende o teu furor co n ­
tra o teu povo, que tiraste da te rra do Egito com
grande força e com forte mão?
u Por que hão de falar os egípcios, dizendo: Para
m al os tirou, para m atá-los nos m ontes, e para destruí-los da face da terra? T o rn a-te do fu ro r da tua
ira, e arrepende-te deste m al contra o teu povo.
1’Lem bra-te de A braão, de Isaque, e de Israel, os
e a celebração da Páscoa (12.14). Por que só vèem no sábado
um preceito perpétuo?
E arrepende-te deste mal contra o teu povo
(32.12)
n o m onte Sinai) as duas tábuas do testem unho, tá­
buas de pedra, escritas pelo dedo de Deus.
Ceticismo. Questionaa imutabilidade divina descrita na Bí­
blia (Nm 23.19; Ml 3.6; Tg 1.17), visto que a referência em
estudo identifica "arrependimento" na conduta de Deus, o que
não condiz com sua natureza perfeita e presciente, conforme pre­
tendida pela teologia bíblica.
E tez dele um bezerro de fundição
(32.4)
Esoterismo. Afirma que o Antigo Testamento contém mui­
tos textos referentes ã adoração astrológica planetária. O
bezerro de ouro, fabricado por Arão, foi baseado na astrologia
egípcia dodeusTaurus, otouro (32.1-35).
.__g RESPOSTA APOLOGÉTICA: O emprego da linguagem
=> antropomórfica na referência em pauta não desmerece a
presciência do DeusTodo-Poderoso e muito menos contradiz as
declarações bíblicas que atestam a imutabilidade divina. A ex­
pressão “arrepende-te", queem seu sentido real significa “mudar
de atitude", é simplesmente uma indicação, em linguagem huma­
na, de que o procedimento de Deus para com o homem que peca
é necessariamente diferente da posição que o Senhor toma em
relação à pessoa que lhe obedece.
Um exemplo prático e perfeitamente aplicável pode ser visto na
vida de Jonas (Jn 3.4-10). Deus pretendia destruir Nínive por cau­
sa da extrema malícia de seus habitantes, tal como fez com Sodoma, por meio de seu imutável critério e justiça divina. Mas a obedi­
ência dos ninivitas. por conta da pregação do profeta Jonas, fez
que Deus optasse por uma “mudança de atitude". Ou seja, uma
aplicaçáo correta (em termos divinos) de sua justiça, em uma per­
feita e sábia demonstração de que o Pai sabe lidar apropriada­
mente com as mudanças de comportamento dos homens.
Confrontando o “arrependimento" de Deus com o arrependi­
mento do homem, constatamos haver grandes diferenças. O ho­
mem, quando se arrepende, muda seus critérios, seus valores e.
conseqüentemente, sua atitude. O Senhor Deus, não, ao se “ar­
repender", muda de atitude, mas sem jamais alterar seus critérios,
característica em que se acha estampada sua imutabilidade!
g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Israel foi bem advertido
“ quanto à proibição dessa prática. No Antigo Testamento,
os adivinhos, e todos os que os consultavam, deviam ser ape­
drejados, como podemos observar nos textos que seguem: a.)
"Não vos viráreis para os adivinhadores e encantadores; não os
busqueis, contaminando-vos com eles. Eu sou o SENHOR vos­
so Deus" (Lv 19.31); b.) “Quando alguém se virar para os adi­
vinhadores e encantadores, para se prostituir com eles, eu po­
rei a minha face contra ele, e o extirparei do meio do seu povo"
(Lv 20.6); c.) "Quando, pois, algum homem ou mulher em si ti­
ver um espírito de necromancia ou espírito de adivinhação, cer­
tamente morrerá, serão apedrejados; o seu sangue será sobre
eles” (Lv 20.27).
Alguns lideres religiosos e políticos de Israel se envolveram
com a astrologia, mas Deus sempre levantava para si homens fi­
éis para que pudessem combater a prática da astrologia; "Tam­
bém destituiu os sacerdotes que os reis de Judá estabelece­
ram para incensarem sobre os altos nas cidades de Judá e ao
redor de Jerusalém, como também os que queimavam incen­
so a Baal. ao Sol, à Lua. e aos planetas, e a todo o exército dos
céus" (2Rs23.5).
98
ÊXODO 32
teus servos, aos quais p o r ti m esm o tens jurad o ,
e lhes disseste: M ultiplicarei a vossa descendência
com o as estrelas dos céus, e darei à vossa descendên­
cia toda esta terra, de que tenho falado, para que a
possuam por herança eternam ente.
l4Então o S enhor arrependeu-se do mal que disse­
ra que havia de fazer ao seu povo.
I5E virou-se M oisés e desceu do m o n te com as
duas tábuas do testem unho na m ão, tábuas escri­
tas de am bos os lados; de um e de o u tro lado esta­
vam escritas.
I6E aquelas tábuas eram obra de D eus; tam bém a
escritura era a m esm a escritura de D eus, esculpi­
da nas tábuas.
17E, ouvindo Josué a voz do povo que jubilava, dis­
se a Moisés: A larido de guerra há no arraial.
1 “Porém ele respondeu: N ão é alarido dos vitorio­
sos, nem alarido dos vencidos, m as o alarido dos
que cantam , eu ouço.
M oisés m anda m a ta r os idólatras
2,E, vendo M oisés que o povo estava despido, p o r­
que Arão o havia deixado despir-se para vergonha
entre os seus inim igos,
26Pôs-se em pé Moisés na p o rta do arraial e disse:
Q uem é do S en h o r , venha a m im . Então se ajunta­
ram a ele todos os filhos de Levi.
27E disse-lhes: Assim diz o S en h or Deus de Israel:
C ada um p o n h a a sua espada sobre a sua coxa; e pas­
sai e to rn ai pelo arraial de p o rta em porta, e m ate
cada um a seu irm ão, e cada um a seu am igo, e cada
um a seu vizinho.
28E os filhos de Levi fizeram conform e à palavra
de Moisés; e caíram do povo aquele dia uns três mil
hom ens.
29P orq u an to M oisés tin h a dito: Consagrai hoje as
vossas m ãos ao S e n h o r ; p o rq u a n to cada um será
contra o seu filho e contra o seu irm ão; e isto, para
que ele vos conceda hoje u m a bênção.
M oisés quebra as tábuas do te ste m u n h o
19E aconteceu que, chegando Moisés ao arraial, e
vendo o bezerro e as danças, acendeu-se-lhe o furor,
e arrem essou as tábuas das suas m ãos, e quebrou-as
ao pé do m onte;
•°E tom ou o bezerro que tinham feito, e queim ou-o
no fogo, m oendo-o até que se to m o u em pó; e o espar­
giu sobre as águas, e deu-o a beber aos filhos de Israel.
2IE Moisés perguntou a Arão: Q ue te tem feito este
povo, que sobre ele trouxeste tam an h o pecado?
22Então respondeu Arão: Não se acenda a ira do meu
senhor; tu sabes que este povo é inclinado ao mal;
23E eles m e disseram : Faze-nos um deus que vá
ad ian te de nós; p orque não sabem os o que suce­
deu a este Moisés, a este hom em que nos tiro u da
terra do Egito.
24Então eu lhes disse: Q uem tem ouro, arranque-o;
e deram -m o, e lancei-o no fogo, e saiu este bezerro.
M oisés in terced e -pelo povo
30E aconteceu que no dia seguinte Moisés disse ao
povo: V ós com etestes gran d e pecado. Agora, p o ­
rém , subirei ao S en h or ; porv en tu ra farei p ropicia­
ção p o r vosso pecado.
3'Assim to rn o u -se Moisés ao S en h o r , e disse: Ora,
este povo com eteu grande pecado fazendo para si
deuses de ouro.
32Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, riscam e, peço-te, do teu livro, que tens escrito.
33Então disse o Sen h or a Moisés: Aquele que pecar
contra m im , a este riscarei do m eu livro.
34Vai, pois, agora, conduze este povo para onde te
tenho dito; eis que o m eu anjo irá adiante de ti; p o ­
rém no dia da m in h a visitação visitarei neles o seu
pecado.
35Assim feriu o S enhor o povo, p o r ter sido feito o
bezerro que Arão tin h a form ado.
Porventura (arei propiciação por vosso pecado
(32.30-33)
2Co5.14,15,18-21;1Jo2.1,2; Hb9.11-14). Oque os cristãos fazemé
praticar, entre si, a solidariedade, própria de irmãos: “Levai as cargas
uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo" (Gl 6.2).
Quanto ao sentimento de Moisés, ele preferia a própria morte à
condenação do povo de Israel. O apóstolo Paulo, no Novo Tes­
tamento. expressa o mesmo sentimento (Rm 9.1-5; 10.1,2). Em­
bora tais gestos indiquem um amor profundo, um pecador não
pode remir outro pecador (SI 49.7,8). E muito menos a misericór­
dia de Deus pode ser movida pela vontade humana (Rm 9.15,16).
Assim, a referência em estudo não serve como fundamento para
a doutrina católica, que. aliás, contradiz a doutrina da auto-suficiência da morte de Cristo para a imputação da justiça aos que nele
crêem (Jo 19.30; Hb 1.3; 2.14,15).
Catolicismo Romano. Em defesa da doutrina das indul­
gências, ensina uma expiação vicária dos membros do cor­
po de Cristo, a igreja: 'Como Cristo, a Cabeça sofreu a expiação e
tomou lugar dos membros, assim também um membro pode to­
mar o lugar de outro membro".
__g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Deus não riscou o nome de
*=» Moisés de seu livro, isto é, não tomou a vida de Moisés como
propiciação pelo pecado de idolatria do povo de Israel. Ao contrário,
"visitou, neles, o seu pecado" (v. 34,35). Só existe uma propiciação
pelos pecados dahumanidade.osacrifíciodoRlho de Deus (Rm5.l8;
99
ÊXODO 33
D eus não irá no m eio do povo,
m as enviará u m anjo
DISSE m ais o S en h or a Moisés: Vai, sobe
daqui, tu e o povo que fizeste subir da te r­
ra do Egito, à terra que jurei a Abraão, a Isaque, e a
Jacó, dizendo: À tu a descendência a darei.
2E enviarei um anjo adiante de ti, e lançarei fora os
cananeus, e os am orreus, e os heteus, e os perizeus,
e os heveus, e os jebuseus,
3 A um a terra que m ana leite e mel; porque eu não
subirei no m eio de ti, p o rq u an to és povo de dura
cerviz, para que te não consum a eu no cam inho.
4E, ouvindo o povo esta m á notícia, pranteou-se e
ninguém pôs sobre si os seus atavios.
’P orq u anto o S enhor tinha dito a Moisés: Dize aos
filhos de Israel: És povo de d u ra cerviz; se p o r um
m o m en to subir no m eio de ti, te consum irei; p o ­
rém agora tira os teus atavios, para que eu saiba o
que te hei de fazer.
hEntão os filhos de Israel se despojaram dos seus
atavios, ao pé do m onte Horebe.
7E to m o u Moisés a tenda, e a estendeu para si fora
do arraial, desviada longe do arraial, echam ou-lhe a
tenda da congregação. E aconteceu que todo aquele
que buscava o S enhor saía à tenda da congregação,
que estava fora do arraial.
SE acontecia que, saindo M oisés à tenda, to d o o
povo se levantava, e cada um ficava em pé à porta
da sua tenda; e olhava para Moisés pelas costas, até
ele en trar na tenda.
9E sucedia que, entrando Moisés na tenda, descia
a coluna de nuvem , e punha-se à po rta da tenda; e o
S enhor falava com Moisés.
I()E, vendo to d o o povo a coluna de nuvem que es­
tava à p o rta da tenda, tod o o povo se levantava e
cada um , à porta da sua tenda, adorava.
11E falava o S enhor a Moisés face a face, com o qual­
q u er fala com o seu am igo; depois tornava-se ao
arraial; m as o seu servidor, o jovem Josué, filho de
N um , nu n ca se apartava do m eio da tenda.
Falava o S e n h o r a Moisés face a face
(33.11)
rito não tem carne e osso* (Lc 24.39). Logo, o Deus Pai nào tem
um corpo físico!
W
M oisés roga a D eus a sua presença
12E Moisés disse ao S enhor : Eis que tu m e dizes: Faze
subir a este povo, porém não m e fazes saber a quem
hás de enviar comigo; e tu disseste: C onheço-te por
teu nom e, tam bém achaste graça aos m eus olhos.
15Agora, pois, se ten h o achado graça aos teus
olhos, rogo-te que m e faças saber o teu cam inho, e
conhecer-te-ei, para que ache graça aos teus olhos;
e considera que esta nação é o teu povo.
,4Disse pois: Irá a m in h a presença contigo para te
fazer descansar.
l5Então lhe disse: Se tu m esm o não fores conosco,
não nos faças subir daqui.
l6C om o, pois, se saberá agora que te n h o achado
graça aos teus olhos, eu e o teu povo? Acaso não é
p o r andares tu conosco, de m odo a serm os separa­
dos, eu e o teu povo, de todos os povos que há so­
bre a face da terra?
1'E n tã o disse o S en h o r a Moisés: Farei tam bém
isto, que tens dito; p o rq u an to achaste graça aos
m eus olhos, e te conheço p o r nom e.
M oisés roga a D eus q u e lhe
m ostre a sua glória
lflEntão ele disse: Rogo-te que m e m ostres a tua
glória.
l9P orém ele disse: Eu farei passar to d a a m inha
bondade p o r d iante de ti, e proclam arei o n o m e do
S enhor diante de ti; e terei m isericórdia de quem eu
tiver m isericórdia, e m e com padecerei de quem eu
m e com padecer.
20E disse mais: N ão poderás ver a m inha face, por­
quanto hom em nenhum verá a m inha face, e viverá.
1 'Disse mais o S en h o r : Eis aqui um lugar ju n to a
m im ; aqui te porás sobre a penha.
Mormonlsmo. Usa esta referência para defender sua doutrina que diz que o Oeus Pai tem um corpo físico.
__ sg RESPOSTA APOLOGÉTICA: A frase "face a face” , usa= da no hebraico, significa “pessoalmente", “diretamente"
ou “intimamente". Moisés teve o privilégio de experimentar uma
espécie de relacionamento, sem mediador, com Deus. Mas tan­
to ele quanto qualquer outro mortal jamais viram o rosto (a essên­
cia) de Deus (1Tm 6.16). A Bíblia é extremamente dara e enfática
quando diz que “Deus é Espirito, e importa que os que o adoram
o adorem em espírito e em verdade" (Jo 4.24). E mais: “Um espi­
E, havendo eu tirado a minha mão, me verás pelas
costas; mas a minha face nào se verá
(33.21-23)
ÇT) Ceticismo. Para os céticos, estes versículos apresentam
"
contradição, pois nào concordam entre si com a possibili­
dade de o homem poder ver o Senhor face a face.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A inaptidão dos céticos
•
quanto às questões espirituais é o seu maior obstácu­
lo para que possam compreender os conceitos textuais bíbli-
100
ÊXODO 33,34
A s novas tábuas dos dez m an d a m en to s
ENTÃO disse o Se n h o r a M oisés: Lavra
duas tábuas de pedra, com o as prim eiras; e
eu escreverei nas tábuas as m esm as palavras que es­
tavam nas prim eiras tábuas, que tu quebraste.
2E p rep ara-te para am anhã, para que subas pela
m anhã ao m onte Sinai, e ali põe-te diante de m im
no cum e do m onte.
3E ninguém suba contigo, e tam bém ninguém apa­
reça em to d o o m onte; nem ovelhas nem bois se
apascentem defronte do m onte.
4Então Moisés lavrou duas tábuas de pedra, com o as
primeiras; elevantando-se pela m anhã de madrugada,
subiu ao m onte Sinai, com o o Senhor lhe tinha orde­
nado; e levou as duas tábuas de pedra nas suas mãos.
5E o Se n h o r desceu nu m a nuvem e se pôs ali ju n to
a ele; e ele proclam ou o nom e do Se n h o r .
6P assando, pois, o S e n h o r p era n te ele, clam ou:
O Se n h o r , o Se n h o r D eus, m isericordioso e pie­
doso, tard io em irar-se e grande em beneficência
e verdade;
7Q ue guarda a beneficência em m ilhares; que p er­
doa a in iqüidade, e a transgressão e o pecado; que ao
culpado não tem por inocente; que visita a iniqüida­
de dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos
até a terceira e quarta geração.
8E M oisés apressou-se, e inclinou a cabeça à te r­
ra, adorou,
9E disse: Senhor, se agora tenho achado graça aos
teus olhos, vá agora o S enhor no m eio de nós; p o r­
que este é povo de du ra cerviz; porém perdoa a nos­
sa iniqüidade e o nosso pecado, e tom a-nos po r tua
herança.
D eus fa z u m a aliança c o m Israel
10Então disse: Eis q ue eu faço u m a aliança; farei
diante de to d o o teu povo m aravilhas que nunca fo­
ram feitas em toda a terra, n em em nação alguma;
de m aneira que todo este povo, em cujo m eio tu es­
tás, veja a o bra do Se n h o r ; p o rq u e coisa terrível é o
que faço contigo.
1 'G u ard a o que eu te o rdeno hoje; eis que eu lança­
rei fora diante de ti os am orreus, e os cananeus, e os
heteus, e os perizeus, e os heveus e os jebuseus.
l2G uarda-te de fazeres aliança com os m oradores
da terra aonde hás de entrar; para que não seja por
laço n o m eio de ti.
' 3M as os seus altares derrubareis, e as suas estátuas
quebrareis, e os seus bosques cortareis.
l4P orque não te inclinarás d ian te de o u tro deus;
pois o no m e do Se n h o r é Zeloso; é um Deus zeloso.
,5Para que não faças aliança com os m oradores da
terra, e quando eles se prostituírem após os seus deu­
ses, ou sacrificarem aos seus deuses, tu, com o convi­
dado deles, com as tam bém dos seus sacrifícios,
l6E tom es mulheres das suas filhas para os teus fi­
lhos, e suas filhas, p rostituindo-se com os seus d eu ­
ses, façam que tam b ém teus filhos se p ro stitu am
com os seus deuses.
17N ão te farás deuses de fundição.
‘*A festa dos pães ázim os guardarás; sete dias co­
m erás pães ázim os, com o te te n h o o rd en ad o , ao
tem po apon tad o do m ês de Abibe; p o rq u e n o mês
de Abibe saíste do Egito.
19 T u d o o que abre a m adre m eu é, até to d o o teu
gado, que seja m acho, e que abre a m adre de vacas
e de ovelhas;
20O b u rro , porém , que ab rir a madre, resgatarás
com u m cordeiro; mas, se o não resgatares, cortarlhe-ás a cabeça; todo o prim ogênito de teus filhos res­
gatarás. E ninguém aparecerá vazio diante de mim.
2'Seis dias trabalharás, m as ao sétim o dia descan­
sarás: na arad u ra e n a sega descansarás.
cos. São coisas bem diferentes: contemplar uma representação
de Deus em forma de figura humana ou algo semelhante e tes­
temunhar com os olhos humanos a glória celeste e descober­
ta de Deus.
O texto em destaque nos mostra que Deus (o Pai), por sua infi­
nita bondade, não deixou que Moisés visse aquilo que, certamen­
te, não poderia resistir (33.20). Por isso o Senhor lhe mostrou ape­
nas o que Moisés poderia ver: "as costas" (33.23). O versículo 22
é responsável pela descrição do zelo divino para com seu servo,
porque, segundo a advertência divina, Moisés teria morrido se ti­
vesse visto a face do Altíssimo.
No evangelho de João, temos a afirmação de que Deus (o
Pai) fora revelado pela Imagem humana de seu Filho, Jesus
Cristo. Paulo, por sua vez, diz ser perfeitamente possível con­
templar o resplendor divino de forma, imanente (2Co 4.6). E é
desse mesmo apóstolo o testemunho de que Cristo, uma vez
glorificado com o Pai, já não podia mais ser contemplado por
ele face a face: ‘ Subitamente o cercou um resplendor de luz
docéu"(At9.3).
Jesus atestou a possibilidade de contemplação de Deus (o
Pai) apenas em representação humana: *Quem me vê a mim vê
o Pai’ (Jo 14.9).
22E acontecerá que, quando a m inha glória passar,
pôr-te-ei n um a fenda da penha, e te cobrirei com a
m inha m ão, até que eu haja passado.
23E, havendo eu tirado a m inha m ão, m e verás pe­
las costas; mas a m inha face não se verá.
101
ÊXODO 34,35
35Assim, pois, viam os filhos de Israel o rosto de
Moisés, e que resplandecia a pele do seu rosto; e to r­
nava Moisés a p ô r o véu sobre o seu rosto, até entrar
para falar com ele.
22T am bém guardarás a festa das sem anas, que é a
festa das prim ícias da sega do trigo, e a festa da co­
lheita no fim do ano.
2,T rês vezes ao ano todos os hom ens aparecerão
p erante o Senhor D eus , o D eus de Israel;
24P o rq ue eu lançarei fora as nações de diante de ti,
e alargarei o teu território; ninguém cobiçará a tua
terra, q u an d o subires para aparecer três veres no
ano diante do S enhor teu Deus.
25N ão sacrificarás o sangue do m eu sacrifício com
pão levedado, nem o sacrifício da festa da páscoa fi­
cará da noite para a m anhã.
26As prim ícias dos p rim eiros frutos da tua terra
trarás à casa do S enhor teu Deus; não cozerás o ca­
b rito no leite de sua mãe.
27Disse m ais o S en h or a Moisés: Escreve estas pa­
lavras; p orque conform e ao teor destas palavras te­
nho feito aliança contigo e com Israel.
28E e stev e ali c o m o S enhor q u a r e n ta d ia s e q u a r e n ­
O sábado
ENTÂO M oisés convocou to d a a congre­
gação dos filhos de Israel, e disse-lhes: Estas
são as palavras que o S en h or o rd en o u que se cu m ­
prissem.
2Seis dias se trabalhará, mas o sétim o dia vos será
santo, o sábado do repouso ao S en h or ; to d o aquele
que nele fizer qualquer trabalho m orrerá.
3N ão acendereis fogo em n en h u m a das vossas m o ­
radas n o dia do sábado.
As ofertas para o tabernáculo
4Falou mais M oisés a to d a a congregação dos filhos
de Israel, dizendo: Esta é a palavra que o S en h or o r­
denou, dizendo:
5Tom ai do que tendes, um a oferta para o Senhor ;
cada um , cujo coração é voluntariamente disposto, a
trará por oferta alçada ao S enhor : ouro, prata e cobre,
6C om o tam bém azul, p ú rp u ra , carm esim , linho
fino, pêlos de cabras,
7E peles de carneiros, tintas de verm elho, e peles de
texugos, m adeira de acácia,
8E azeite para a lum inária, e especiarias para o azei­
te da unção, e para o incenso arom ático.
9E pedras de ônix, e pedras de engaste, para o éfode e para o peitoral.
I0E venham todos os sábios de coração entre vós, e
façam tu d o o que o S en h or tem m andado;
110 tabernáculo, a sua ten d a e a sua coberta, os seus
colchetes e as suas tábuas, as suas barras, as suas co­
lunas, e as suas bases;
l2A arca e os seus varais, o propiciatório e o véu de
cobertura,
13A m esa e os seus varais, e todos os seus pertences;
e os pães da proposição,
l4E o candelabro da lum inária, e os seus utensílios,
e as suas lâm padas, e o azeite para a lum inária,
l5E o altar do incenso e os seus varais, e o azeite da
ta n o ite s ; n ã o c o m e u p ã o , n e m b e b e u á g u a , e e s c re ­
v e u n a s tá b u a s as p a la v ra s d a a lia n ç a , o s d e z m a n ­
d a m e n to s .
O rosto de M oisés resplandece
29E aconteceu que, descendo M oisés do m o n te
Sinai trazia as duas tábuas do testem unho em suas
mãos, sim, q u an d o desceu do m onte, Moisés não
sabia que a pele do seu rosto resplandecia, depois
que falara com ele.
’“O lhando, pois, Arão e to d o s os filhos de Israel
para Moisés, eis que a pele do seu rosto resplande­
cia; por isso tem eram chegar-se a ele.
31Então Moisés os cham ou, e Arão e todos os p rín ­
cipes da congregação to rn aram -se a ele; e M oisés
lhes falou.
32D epois chegaram tam b ém todos os filhos de
Israel; e ele lhes o rdenou tudo o que o S en h or fala­
ra com ele no m o n te Sinai.
33Assim que Moisés acabou de falar com eles, pôs
um véu sobre o seu rosto.
34Porém , entrando Moisés perante o S e n h o r , para
falar com ele, tirava o véu até sair; e, saindo, falava
com os filhos de Israel o que lhe era ordenado.
E azeite para a luminária
(35.8)
Catolicismo Romano. Usa esta referência para apoiar o
emprego de velas em suas liturgias e práticas cultuais.
"
RESPOSTA APOLOGÉTICA: O azeite, neste versículo,
tanto quanto na referência 27.20, representa unçáo, e tam­
bém o Espirito Santo e a presença de Deus (em espirito) entre os
homens. Mas os católicos, baseados em uma falsa interpretação
da Bíblia, empregam velas em seus rituais, acendendo-as aos
mortos (que supostamente estão no purgatório) e oferecendo-as
aos "santos de devoção", como indulgências. Tais procedimen­
tos. no entanto, não têm respaldo bíblico.
102
ÊXODO 35,36
unção, e o incenso arom ático, e a cortina da porta
para a entrada do tabernáculo,
l60 altar do holocausto, e o crivo de cobre, os seus
varais, e todos os seus pertences, a pia e a sua base,
l7As cortinas do pátio, as suas colunas e as suas ba­
ses, e o reposteiro da porta do pátio,
l8As estacas do tabernáculo, e as estacas do pátio,
e as suas cordas,
l9As vestes do m inistério para m inistrar no santu­
ário, as vestes santas de Arão o sacerdote, e as vestes
de seus filhos, para adm inistrarem o sacerdócio.
o Se n h o r tem cham ado p o r nom e a Bezalel, filho de
Uri, filho de H u r, da trib o de Judá.
31E o Espírito de D eus o encheu de sabedoria, en ­
tendim ento, ciência e em to d o o lavor,
32E para criar invenções, para trabalhar em o u ro , e
em prata, e em cobre,
33E em lapidar de pedras para engastar, e em en ­
talhar m adeira, e para trabalhar em to d a a obra es­
m erada.
34T am bém lhe dispôs o coração para ensinar a ou­
tros; a ele e a Aoliabe, o filho de Aisamaque, da tri­
bo de Dã.
35E ncheu-os de sabedoria do coração, para fazer
toda a obra de m estre, até a m ais engenhosa, e a do
gravador, em azul, e em p ú rp u ra, em carm esim , e
em linho fino, e do tecelão; fazendo toda a obra, e
criando invenções.
A prontidão do povo em trazer ofertas
20Então toda a congregação dos filhos de Israel saiu
da presença de Moisés,
2IE veio to d o o hom em , a quem o seu coração m o ­
veu, e to d o aquele cujo espírito voluntariam ente o
excitou, e trouxeram a oferta alçada ao Se n h o r para
a o bra da tenda da congregação, e para todo o seu
serviço, e para as vestes santas.
22Assim vieram hom ens e m ulheres, todos dispos­
tos de coração; tro u x eram fivelas, e pendentes, e
anéis, e braceletes, todos os objetos de ouro; e todo
o hom em fazia oferta de o u ro ao Se n h o r ;
23E todo o hom em que se achou com azul, e p ú r­
pura, e carm esim , e linho fino, e pêlos de cabras, e
peles de carneiro tintas de verm elho, e peles de te­
xugos, os trazia;
24T odo aquele que fazia oferta alçada de prata ou
de metal, a trazia por oferta alçada ao Se n h o r ; e todo
aquele que possuía m adeira de acácia, a trazia para
toda a obra do serviço.
25E todas as m ulheres sábias de coração fiavam
com as suas m ãos, e traziam o que tin h am fiado, o
azul e a p úrpura, o carm esim e o linho fino.
26E todas as m ulheres, cujo coração as m oveu em
habilidade fiavam os pêlos das cabras.
27E os príncipes traziam pedras de ônix e pedras de
engastes para o éfode e para o peitoral,
2SE especiarias, e azeite para a lum inária, e para o
azeite da unção, e para o incenso arom ático.
29T o d o hom em e m ulher, cujo coração volu n ta­
riam ente se m oveu a trazer alguma coisa para toda
a o bra que o Se n h o r o rdenara se fizesse pela m ão
de Moisés; assim os filhos de Israel trouxeram por
oferta voluntária ao Se n h o r .
M oisés entrega aos obreiros
as ofertas do povo
2E ntão M oisés ch am o u a Bezalel e a Aoliabe, e a
to d o o h o m em sábio de coração, em cujo co ra­
ção o Se n h o r tin h a d ado sabedoria; a to d o aq u e­
le a quem o seu coração m oveu a se chegar à obra
para fazê-la.
3Estes receberam de M oisés to d a a oferta alçada,
que trouxeram os filhos de Israel para a o bra do ser­
viço do santuário, para fazê-la, e ainda eles lhe tra ­
ziam cada m an h ã ofertas voluntárias.
4E vieram todos os sábios, que faziam to d a a obra
do santuário, cada u m da o bra que fazia,
5E falaram a M oisés, dizendo: O povo traz m u i­
to m ais do que basta para o serviço da o bra que o
Se n h o r o rd en o u se fizesse.
6Então m an d o u M oisés que proclam assem por
todo o arraial, dizendo: N en h u m hom em , nem m u ­
lher, faça mais obra algum a para a oferta alçada do
santuário. Assim o povo foi proibido de trazer mais,
7P orque tin h am m aterial bastante para to d a a obra
que havia de fazer-se, e ainda sobejava.
D eus cham a B ezalel e A oliahe
“ Depois disse Moisés aos filhos de Israel: Eis que
As cortinas
8Assim to d o o sábio de coração, en tre os que fa-
ASSIM trab alh aram Bezalel e Aoliabe, e
to d o o h o m em sábio de coração, a quem
o Se n h o r dera sabedoria e inteligência, p ara saber
com o haviam de fazer to d a a o b ra p ara o serviço
do santuário, conform e a tu d o o que o Se n h o r ti­
nha ordenado.
103
ÊXODO 36,37
ziam a obra, fez o tabernáculo de dez cortinas de
lin h o fino to rcid o , e de azul, e de p ú rp u ra , e de
carm esim , com querubins; da ob ra m ais esm era­
da as fez.
90 co m prim ento de cada cortina era de vinte e oito
côvados, e a largura de quatro côvados; todas as cor­
tinas tinham u m a m esm a m edida.
I0E ligou cinco cortinas u m a com a outra; e outras
cinco cortinas tam bém ligou um a com outra.
1 'D epois fez laçadas de azul na b orda de um a cor­
tina, à extrem idade, na juntu ra; assim tam bém fez
na borda, à extrem idade da ju n tu ra da segunda co r­
tina.
12C inqüenta laçadas fez nu m a cortina, e cinqüenta
laçadas fez nu m a extrem idade da cortina, que se li­
gava com a segunda; estas laçadas eram contrapos­
tas um a a outra.
l3Tam bém fez cinqüenta colchetes de ouro, e com
estes colchetes un iu as cortinas um a com a outra; e
assim foi feito um tabernáculo.
HFez tam bém cortinas de pêlos de cabras para a
tenda sobre o tabernáculo; fez onze cortinas.
1 ’O co m prim ento de um a cortina era de trin ta cô­
vados, e a largura de quatro côvados; estas onze co r­
tinas tinham um a m esm a m edida.
I6E uniu cinco cortinas à parte, e outras seis à parte,
l7E fez cinqüenta laçadas na b orda da últim a co r­
tina, na jun tu ra; tam bém fez cinqüenta laçadas na
borda da cortina, na ou tra juntura.
IKFez tam bém cinqüenta colchetes de metal, para
ajuntar a tenda, para que fosse um todo.
A coberta d e peles e as tábuas
19Fez tam bém , para a tenda, um a coberta de peles
de carneiros, tintas de verm elho; e po r cim a um a
coberta de peles de texugos.
20T am bém fez, de m adeira de acácia, tábuas levan­
tadas para o tabernáculo, que foram colocadas ver­
ticalm ente.
2'O co m prim ento de cada tábua era de dez côva­
dos, e a largura de um côvado e meio.
22Cada tábua tinha duas cavilhas pregadas um a a
o u tra; assim fez com todas as tábuas do ta b ern á­
culo.
23Assim, pois, fez as tábuas para o tabernáculo;
vinte tábuas para o lado que dá para o sul;
24E fez quarenta bases de p rata debaixo das v in ­
te tábuas; duas bases debaixo de um a tábua, para as
suas duas cavilhas, e duas debaixo de o utra, para as
suas duas cavilhas.
2,Tam bém fez vinte tábuas ao o u tro lado do taber­
náculo, do lado norte,
26C om as suas q u aren ta bases de prata; duas b a­
ses debaixo de u m a tábua, e duas bases debaixo de
o u tra tábua.
27E ao lado do tabernáculo para o ocidente fez seis
tábuas.
28Fez tam bém duas tábuas para os cantos do tab er­
náculo nos dois lados,
29As quais p o r baixo estavam juntas, e tam bém se
ajuntavam p o r cim a com um a argola; assim fez com
am bas nos dois cantos.
30Assim eram oito tábuas com as suas bases de p ra ­
ta, a saber, dezesseis bases; duas bases debaixo de
cada tábua.
3'Fez tam bém travessas de m adeira de acácia; cin­
co para as tábuas de um lado do tabernáculo,
32E cinco travessas p ara as tábuas do o u tro lado do
tabernáculo; e o utras cinco travessas para as tábuas
do tabernáculo do lado ocidental.
,3E fez que a travessa do meio passasse pelo meio
das tábuas de u m a extrem idade até a outra.
34E cobriu as tábuas de ouro, e as suas argolas (os
lugares das travessas) fez de ouro; as travessas tam ­
bém cobriu de ouro.
Os véus e as colunas
35D epois fez o véu de azul, e de p ú rp u ra, e de car­
m esim , e de linho fino torcido; de obra esm erada o
fez com querubins.
36E fez-lhe q uatro colunas de m adeira de acácia, e
as cobriu de ouro; e seus colchetes fez de ouro, e fu n ­
diu-lhe q uatro bases de prata.
37Fez tam bém para a porta da ten d a o véu de azul,
e de p ú rp u ra, e de carm esim , e de linho fino to rci­
do, da o bra do b o rdador,
38C om as suas cinco colunas e os seus colchetes; e
as suas cabeças e as suas m olduras cobriu de ouro; e
as suas cinco bases eram de cobre.
A arca
FEZ tam bém Bezalel a arca de m adeira de
acácia; o seu co m p rim en to era de dois cô­
vados e meio; e a sua largura de um côvado e meio;
e a sua altura de um côvado e meio.
2E cobriu-a de o u ro p u ro p o r d en tro e p o r fora; e
fez-lhe um a coroa de o u ro ao redor;
3E fu ndiu-lhe q uatro argolas d eo u ro nos seus q u a­
tro cantos; n u m lado duas, e no o u tro lado duas a r­
golas;
104
ÊXODO 37,38
4E fez varais de m adeira de acácia, e os cobriu de
ouro;
5E pôs os varais pelas argolas aos lados da arca, para
se levar a arca.
O propiciatório
6Fez tam bém o propiciatório de o u ro puro; o seu
co m p rim ento era de dois côvados e m eio, e a sua
largura de um côvado e meio.
7Fez tam bém dois querubins de ouro; de obra bati­
da os fez, nas duas extrem idades do propiciatório.
'U m querubim na extrem idade de um lado, e o o u ­
tro n a o u tra extrem idade do o u tro lado; de um a só
peça com o propiciatório fez os querubins nas duas
extrem idades dele.
9E os q uerubins estendiam as asas po r cim a, co­
brindo com elas o propiciatório; e os seus rostos es­
tavam defronte um do outro; os rostos dos q u eru ­
bins estavam virados para o propiciatório.
do feitio de am êndoas, um botão e um a flor; assim
eram as seis hastes que saíam do candelabro.
2uMas n o m esm o candelabro havia q uatro copos
do feitio de am êndoas com os seus botões e com as
suas flores.
21 E havia u m botão debaixo de duas hastes da m es­
m a peça; e outro b o tão debaixo de duas hastes da
m esm a peça; e mais um botão debaixo de duas has­
tes da m esm a peça; assim se fez para as seis hastes,
que saíam dele.
22Os seus botões e as suas hastes eram da m esm a
peça; tu d o era um a o bra batida de o u ro puro.
23E fez-lhe, de o u ro p u ro , sete lâm padas com os
seus espevitadores e os seus apagadores;
24De u m talento de o u ro p u ro fez o candelabro e
todos os seus utensílios.
O altar do incenso
2,E fez o altar do incenso de m adeira de acácia; de
um côvado era o seu com prim ento, e de u m côvado
A m esa
a sua largura, era quadrado; e de dois côvados a sua
l0Fez tam b ém a m esa de m adeira de acácia; o seu altura; dele m esm o eram feitas as suas pontas.
com prim ento era de dois côvados, e a sua largura de
26E co b riu -o de o u ro p u ro , a p arte su p erio r e as
um côvado, e a sua altura de um côvado e meio.
suas paredes ao redor, e as suas pontas; e fez-lhe
1 'E cobriu-a de ouro p uro, e fez-lhe u m a coroa de um a coroa de o u ro ao redor.
ouro ao redor.
27Fez-lhe tam b ém duas argolas de o u ro debai­
l2Fez-lhe tam bém , ao redor, um a m oldura da lar­ xo da sua coroa, e os seus dois cantos, de am bos os
gura da m ão; e fez um a coroa de ouro ao red o r da seus lados, para neles se colocar os varais, e com
m oldura.
eles levá-lo.
l3F u n d iu-lhe tam bém q u atro argolas de ouro; e
28E os varais fez de m adeira de acácia, e os cobriu
pôs as argolas nos q u atro cantos que estavam em de ouro.
seus qu atro pés.
u Defironte da m oldura estavam as argolas para os
O a zeite da u n çã o e o incenso arom ático
lugares dos varais, para se levar a mesa.
^ T am b ém fez o azeite santo da unção, e o incenso
l5Fez tam bém os varais de m adeira de acácia, e os arom ático, p u ro , qual obra do perfum ista.
cobriu de ouro, para se levar a mesa.
!<’E fez de ouro p u ro os utensílios que haviam de
O altar do holocausto
estar sobre a mesa, os seus pratos e as suas colheres,
FEZ tam bém o altar do holocausto de m a­
e as suas tigelas e as suas taças em que se haviam de
deira de acácia; de cinco côvados era o seu
oferecer libações.
com prim ento, e de cinco côvados a sua largura, era
quadrado; e de três côvados a sua altura.
O candelabro
2E fez-lhe as suas p o n tas nos seus q u atro cantos;
17Fez tam bém o candelabro de o u ro puro; de obra da m esm a peça eram as suas pontas; e cobriu-o de
batida fez este candelabro; o seu pedestal, e as suas cobre.
hastes, os seus copos, as suas maçãs, e as suas flores,
3Fez tam bém to d o s os utensílios do altar; os cin­
form avam com ele um a só peça.
zeiros, e as pás, e as bacias, e os garfos, e os brasei­
lsSeis hastes saíam dos seus lados; três hastes do ros; todos esses pertences fez de cobre.
candelabro, de um lado dele, e três do o u tro lado.
4Fez tam bém , para o altar, um crivo de cobre, em
|l,N um a haste estavam três copos do feitio de am ên­ form a de rede, n a sua cercadura em baixo, até ao
doas, um botão e um a flor; e na outra haste três copos m eio do altar.
105
ÊXODO 38,39
5E fundiu q u atro argolas para as quatro extrem i­
dades do crivo de cobre, para os lugares dos varais.
6E fez os varais de m adeira de acácia, e os cobriu
de cobre.
7E pôs os varais pelas argolas aos lados do altar,
para com eles levar o altar; fê-lo oco e de tábuas.
8Fez tam bém a pia de cobre com a sua base de co­
bre, dos espelhos das mulheres que se reuniam , para
servir à p o rta da tenda da congregação.
O pátio
9Fez tam bém o pátio do lado meridional; as cortinas
do pátio eram de linho fino torcido, de cem côvados.
10As suas vinte colunas e as suas vinte bases eram
de cobre; os colchetes destas colunas e as suas m ol­
duras eram de prata;
11E do lado norte cortinas de cem côvados; as suas vin­
te colunas e as suas vinte bases eram de cobre, os col­
chetes das colunas e as suas m olduras eram de prata.
I2E do lado do ocidente cortinas de cinqüenta côva­
dos, as suas colunas dez, e as suas bases dez; os colche­
tes das colunas e as suas m olduras eram de prata.
13E do lado leste, ao oriente, cortinas de cinqüen­
ta côvados.
14As cortinas de um lado da porta eram de quinze
côvados; as suas colunas três e as suas bases três.
15E do o u tro lado da po rta do pátio, de am bos os
lados, eram cortinas de quinze côvados; as suas co­
lunas três e as suas bases três.
l6T odas as cortinas do pátio ao redor eram de li­
n ho fino torcido.
17E as bases das colunas eram de cobre; os colchetes
das colunas e as suas m olduras eram de prata; e o re­
vestim ento dos seus capitéis era de prata; e todas as
colunas do pátio eram cingidas de prata.
ISE a cobertura da po rta do pátio era de ob ra de
b o rdador, de azul, e de p úrpura, e de carm esim , e
de linho fino torcido; e o com prim ento era de vin­
te côvados, e a altura, na largura, de cinco côvados,
conform e as cortinas do pátio.
I9E as suas quatro colunas e as suas q u atro bases
eram de cobre, os seus colchetes de prata, e o revesti­
m ento dos seus capitéis, e as suas m olduras, tam ­
bém de prata.
20E todas as estacas do tabernáculo e do pátio ao re­
d o r eram de cobre.
A enum eração das coisas
do tabernáculo
2'Esta é a enum eração das coisas usadas no tab er­
náculo do testem u n h o , que p o r ord em de Moisés
foram contadas para o m inistério dos levitas, por
interm édio de Itam ar, filho de Arão, o sacerdote.
22Fez, pois, Bezalel, o filho de Uri, filho de H u r, da
tribo de Judá, tu d o q u an to o Se nho r tin h a o rd en a­
do a Moisés.
23E com ele Aoliabe, filho de A isam aque, da tri­
bo de Dã, um m estre de obra, e engenhoso artífice,
e bord ad o r em azul, e em p ú rp u ra e em carm esim
e em linho fino.
24T odo o o u ro gasto na obra, em to d a a o b ra do
santuário, a saber, o o u ro da oferta, fo i vinte e nove
talentos e setecentos e trin ta siclos, conform e ao siclo do santuário;
25E a prata dos arrolados da congregação fo i cem
talentos e m il e setecentos e setenta e cinco siclos,
conform e o siclo do santuário;
26U m beca p o r cabeça, isto é, m eio siclo, conform e
o siclo do santuário; de todo aquele que passava aos
arrolados, da idade de vinte anos para cima, que fo ­
ram seiscentos e três mil e quinhentos e cinqüenta.
27E houve cem talentos de prata para fu n d ir as b a­
ses do santuário e as bases do véu; para as cem bases
cem talentos; u m talento para cada base.
28E dos m il e setecentos e setenta e cinco siclos fez
os colchetes das colunas, e cobriu os seus capitéis, e
os cingiu de m olduras.
29E o cobre da oferta fo i setenta talentos e dois mil
e quatrocentos siclos.
30E dele fez as bases da po rta da tenda da congrega­
ção e o altar de cobre, e o crivo de cobre e todos os
utensílios do altar.
31E as bases do pátio ao redor, e as bases da porta
do pátio, e todas as estacas do tabernáculo e todas as
estacas do pátio ao redor.
As vestes dos sacerdotes
FIZERAM tam bém as vestes do m in isté­
rio, p ara m in istrar n o san tu ário , de azul,
e de p ú rp u ra e de carm esim ; tam b ém fizeram as
vestes santas, para Arão, com o o Se n h o r o rd en a­
ra a Moisés.
2Assim se fez o éfode de o uro, de azul, e de p ú rp u ­
ra, e de carm esim e de linho fino torcido.
3E estenderam as lâm inas de o u ro , e as co rtaram
em fios, para tecê-los entre o azul, e entre a p ú rp u ­
ra, e en tre o carm esim , e entre o linho fino com tra ­
balho esm erado.
4F izeram -lhe om b reiras qu e se ajuntavam ; e
uniam -se em suas duas pontas.
106
ÊXODO 39
5E o cinto de obra esm erada do éfode, que estava
sobre ele, form ava com ele um a só peça e era de obra
sem elhante, de ouro, de azul, e de púrp u ra, e de car­
mesim, e de linho fino torcido, com o o Se n h o r o r­
denara a Moisés.
T a m b é m p rep araram as pedras de ônix, engas­
tadas em ouro, lavradas com gravuras de um selo,
com os nom es dos filhos de Israel.
7E as pôs sobre as om breiras do éfode por pedras
de m em ória para os filhos de Israel, com o o Se nho r
o rdenara a Moisés.
8Fez-se tam bém o peitoral de obra de artífice,
com o a obra do éfode, de ouro, de azul, e de p ú r­
pura, e de carm esim , e de linho fino torcido.
’Q u ad rado era; d u p lo fizeram o peitoral; o seu
com prim ento era de u m palm o, e a sua largura de
um palm o dobrado.
I0E engastaram nele q u atro ordens de pedras; um a
o rd em de um sárdio, de um topázio, e de um car­
búnculo; esta era a prim eira ordem ;
11E a segunda ordem de um a esm eralda, de um a
safira e de um diam ante;
12E a terceira ordem de um jacinto, de um a ágata,
e de um a am etista;
13E a quarta ordem de um berilo, e d e u m ô n ix ,e d e
u m jaspe, engastadas em engastes de ouro.
14Estas pedras, pois, eram segundo os nom es dos
filhos de Israel, doze segundo os seus nom es; com o
gravuras de selo, cada um a com o seu nom e, segun­
do as doze tribos.
15T am bém fizeram para o peitoral cadeiazinhas de
igual m edida, obra de ouro p uro trançado.
I6E fizeram dois engastes de ouro e duas argolas de
ouro; e puseram as duas argolas nas duas extrem i­
dades do peitoral.
17E puseram as duas cadeiazinhas de trança de
o u ro nas duas argolas, nas duas extrem idades do
peitoral.
IKE as outras duas pontas das duas cadeiazinhas de
trança puseram nos dois engastes; e as puseram so­
bre as om breiras do éfode na frente dele.
19Fizeram tam bém duas argolas de ouro, que puse­
ram nas duas extrem idades do peitoral, na sua b o r­
da que estava ju n to ao éfode p o r dentro.
20Fizeram m ais duas argolas de ouro, que p use­
ram nas duas om breiras do éfode, abaixo, na frente
dele, perto da sua juntura, sobre o cinto de obra es­
merada do éfode.
2 ‘E ligaram o peitoral com as suas argolas às argo­
las do éfode com u m cordão de azul, para que esti­
vesse sobre o cinto de o bra esm erada do éfode, e o
peitoral não se separasse do éfode, com o o Se n h o r
ordenara a Moisés.
22E fez-se o m a n to do éfode de o bra tecida, to d o
de azul.
23E a abertura do m a n to estava no m eio dele, com o
abertura de cota de m alha; esta abertura tinha um a
borda em volta, para que se não rompesse.
24E nas bordas do m an to fizeram rom ãs de azul, e
de pú rp u ra, e de carm esim , de fio torcido.
25Fizeram tam b ém as cam painhas de o u ro p uro,
pondo as cam painhas n o m eio das rom ãs nas b o r­
das do m anto, ao redor, en tre as rom ãs;
26U m a cam painha e um a rom ã, outra cam painha e
outra rom ã, nas bordas do m an to ao redor; para m i­
nistrar, com o o Se n h o r o rd en ara a Moisés.
27Fizeram tam bém as túnicas de linho fino, de obra
tecida, para Arão e para seus filhos.
2SE a m itra de linho fino, e o o rn ato das tiaras de li­
n h o fino, e os calções de linho fino torcido,
2"E o cinto de linho fino torcido, e de azul, e de
púrp u ra, e de carm esim , o bra de b ordador, com o o
Se n h o r ordenara a Moisés.
“ Fizeram tam bém , de o u ro p uro, a lâm ina da co­
roa de santidade, e nela escreveram o escrito com o
de gravura de selo: s a n t id a d e a o Se n h o r .
31E ataram -n a com um cordão de azul, para p ren ­
dê-la à parte superior da m itra, com o o Se n h o r o r­
denara a Moisés.
32Assim se acabou toda a obra do tabernáculo da
tenda da congregação; e os filhos de Israel fizeram
conform e a tu d o o que o Se n h o r ord en ara a Moisés;
assim o fizeram.
O tabernáculo é entregue
a M oisés
3 ,D epois trouxeram a Moisés o tabernáculo, a ten ­
da e to d o s os seus pertences; os seus colchetes, as
suas tábuas, os seus varais, e as suas colunas, e as
suas bases;
34E a cobertura de peles de carneiro tintas de ver­
m elho, e a cobertura de peles de texugos, e o véu de
cobertura;
35 A arca do testem unho, e os seus varais, e o p ro ­
piciatório;
36A mesa com todos os seus pertences, e os pães da
proposição;
370 candelabro p u ro com suas lâm padas, as lâm ­
padas em ordem , e to d o s os seus pertences, e o azei­
te para a lum inária;
107
ÊXODO 39,40
"T am b ém o altar de ouro, e o azeite da unção, e o
incenso arom ático, e a cortina da porta da tenda;
,90 altar de cobre, e o seu crivo de cobre, os seus va­
rais, e todos os seus pertences, a pia, e a sua base;
■“‘As cortinas do pátio, as suas colunas, e as suas ba­
ses, e a cortina da po rta do pátio, as suas cordas, e os
seus pregos, e todos os utensílios do serviço do ta­
bernáculo, para a tenda da congregação;
41As vestes do m inistério para m inistrar no sa n tu ­
ário; as santas vestes de Arão o sacerdote, e as vestes
dos seus filhos, para adm inistrarem o sacerdócio.
42C onform e a tu d o o que o Sen h o r ordenara a M oi­
sés, assim fizeram os filhos de Israel toda a obra.
4iViu, pois, Moisés toda a obra, e eis que a tinham
feito; com o o Se n h o r ordenara, assim a fizeram; en ­
tão Moisés os abençoou.
' 5E os ungirás com o ungiste a seu pai, para que me
adm inistrem o sacerdócio, e a sua unção lhes será
p o r sacerdócio p erpétuo nas suas gerações.
I6E Moisés fez conform e a tudo o que o Sf.n h o r lhe
ordenou, assim o fez.
O tabernáculo é levantado
17Assim, n o prim eiro mês, no ano segundo, ao p ri­
m eiro dia do mês foi levantado o tabernáculo.
'"M oisés levantou o tabernáculo, e pôs as suas b a­
ses, e arm o u as suas tábuas, e colocou nele os seus
varais, e levantou as suas colunas;
' ’E estendeu a ten d a sobre o tabernáculo, e pôs
a cob ertu ra da te n d a sobre ela, em cim a, com o o
Se n h o r ordenara a Moisés.
“ T o m o u o testem u n h o , e pô-lo n a arca, e co lo ­
cou os varais na arca; e pôs o propiciatório em cima
da arca.
D eus m anda M oisés levantar o tabernáculo
2IE in tro d u ziu a arca no tabernáculo, e pen d u ro u
FALOU m ais o Se n h o r a Moisés, dizendo:
-N o p rim eiro mês, no prim eiro dia do o véu da cobertura, e cobriu a arca do testem unho,
mês, levantarás o tabernáculo da tenda da congre­ com o o Sf.n h o r o rd en ara a Moisés.
22Pôs tam bém a mesa na tenda da congregação, ao
gação,
3E porás nele a arca do testem u n h o , e cobrirás a lado do tabernáculo, p ara o norte, fora do véu,
23E sobre ela pôs em ord em o pão perante o S e n ho r ,
arca com o véu.
4Depois colocarás nele a mesa, e porás em ordem o com o o Se n h o r o rd en ara a Moisés.
24Pôs tam bém na ten d a da congregação o cande­
que se deve p ôr em ordem nela; tam bém colocarás
labro na frente da m esa, ao lado do tabernáculo,
nele o candelabro, e acenderás as suas lâm padas.
5E porás o altar de ouro para o incenso diante da para o sul,
25E acendeu as lâm padas perante o Se n h o r , com o
arca do testem unho; então pendurarás a cortina da
o Se n h o r ord en ara a Moisés.
porta do tabernáculo.
26E pôs o altar de o u ro na tenda da congregação,
'’Porás tam bém o altar do holocausto diante da
diante do véu,
po rta do tabernáculo da tenda da congregação.
27E acendeu sobre ele o incenso de especiarias aro ­
7E porás a pia entre a tenda da congregação e o al­
máticas, com o o Se n h o r ord en ara a Moisés.
tar, e nela porás água.
2sP e n d u ro u ta m b é m a c o rtin a da p o rta do ta ­
“Depois porás o pátio ao redor, e pendurarás a cor­
b ern ácu lo ,
tina à porta do pátio.
29E pôs o altar do holocausto à porta do tabernácu­
‘'E ntão tom arás o azeite da unção, e ungirás o ta ­
bernáculo, e tu d o o que há nele; e o santificarás com lo da tenda da congregação, e sobre ele ofereceu h o ­
locausto e oferta de alim entos, com o o Se n h o r o r­
todos os seus pertences, e será santo.
"’U ngirás tam bém o altar do holocausto, e todos denara a Moisés.
,0Pôs tam bém a pia entre a tenda da congregação
os seus utensílios; e santificarás o altar; e o altar será
santíssimo.
e o altar, e nela pôs água para lavar.
31E Moisés, e Arão e seus filhos nela lavaram as suas
' 'Então ungirás a pia e a sua b ase, e a santificarás.
l2Farás tam b ém chegar a A rão e a seus filhos à m ãos e os seus pés.
p o rta da tenda da congregação; e os lavarás com
32Q u an d o en trav am n a ten d a da congregação, e
água.
qu an d o chegavam ao altar, lavavam -se, com o o
I !E vestirás a Arão as vestes santas, e o ungirás, e o Se n h o r ord en ara a Moisés.
santificarás, para que m e adm inistre o sacerdócio.
3,Levantou tam bém o pátio ao redor do taberná­
l4T am bém farás chegar a seus filhos, e lhes vesti­ culo e do altar, e p en d u ro u a cortina da p o rta do p á­
rás as túnicas,
tio. Assim M oisés acabou a obra.
108
ÊXODO 40
A n u v e m cobre o tabernáculo
34Então a nuvem cobriu a tenda da congregação, e
a glória do Se n h o r encheu o tabernáculo;
3,De m aneira que M oisés não podia en trar na te n ­
da da congregação, porq u an to a nuvem perm ane­
cia sobre ela, e a glória do Se n h o r enchia o taber­
náculo.
36Q uando, pois, a nuvem se levantava de sobre o
tabernáculo, então os filhos de Israel cam inhavam
em todas as suas jornadas.
37Se a nuvem , porém , não se levantava, não cam i­
nhavam , até ao dia em que ela se levantasse;
38P o rq u an to a nuvem do Se n h o r estava de dia so­
bre o tabernáculo, e o fogo estava de noite sobre
ele, perante os olhos de to d a a casa de Israel, em
todas as suas jornadas.
109
INTRODUÇÃO AO LIVRO DE
Levítico
T it u l o
Faz referência aos levitas— a trib o sacerdotal. Foi o no m e atrib u íd o em grego pela Septuaginta. N o h e­
braico, é wayyiqta, que significa: “e cham ou”, as duas prim eiras palavras d o livro.
A u t o r ia
e data
Este é o terceiro livro escrito p o r Moisés, conform e é dem onstrado n a passagem neotestam entária de
M arcos 1.44, entre outras sem elhantes. Tam bém foi elaborado d u ran te a peregrinação no deserto, entre
1450 e 1410 a.C.
A ssunto
Seu tem a principal é a santidade. A palavra hebraica qodesh, traduzida p o r “santidade” o u “santo”, apa­
rece m ais de 150 vezes em suas páginas. A expressão “Sereis santos porque eu sou santo” é freqüentem en­
te repetida em todo o livro (11.44,45; 19.2; 20.7,26).
Sua linguagem é voltada para a classe sacerdotal. Sacerdote, sacrifício, sangue e ofertas são term os com u m ente referidos. É um verdadeiro “m anual do levita”, a trib o sacerdotal, p o r m eio do qual são o rien ta­
dos nas m inúcias dos sacrifícios e do serviço do tabernáculo em geral. Tam bém são instruídos com respei­
tos às grandes festas do calendário hebreu e em diversas leis dietéticas que regulam entavam a vida diária
do povo de Israel.
Ê nfase a p o lo g é tic a
Alguns grupos ligados às religiões africanas buscam um a justificação para suas práticas no livro de Le­
vítico, ignorando que o sacrifício de C risto foi a realização de to d o o sim bolism o que envolvia os dem ais
tipos de sacrifício. O judaísm o tam bém perm anece acreditando na validade dos m esm os.
Além disso, os grupos que dão ênfase à Lei consideram as leis dietéticas ainda válidas e, p o r isso, se abs­
têm de certos tipos de carne, não com o dieta alim entícia, m as com o preceito religioso.
A questão da transfusão de sangue, elem ento tão polêm ico do grupo das Testem unhas de Jeová, b u s­
ca em Levítico seu apoio, identificando sangue com alm a e p roibindo seus m em bros de receberem sangue
p o r meio da transfusão, m esm o que disto dependa sua vida.
As festas judaicas, de igual m odo, tam bém são consideradas válidas, ainda hoje, p o r alguns grupos que
realizam anualm ente essas com em orações, alegando que seu sentido sim bólico é atual.
Por esse motivo, este livro, em bora possua destinatários tão específicos, sofre m ás interpretações e dis­
torções sérias, que precisam ser esclarecidas à luz da m ensagem neotestam entária.
LEVÍTICO
O TERCEIRO LIVRO DE MOISÉS CHAMADO
Os holocaustos
E CH A M O U o Se n h o r a Moisés, e falou com ele
da tenda da congregação, dizendo:
-’Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Q uando algum
de vós oferecer oferta ao Se nho r , oferecerá a sua ofer­
ta de gado, isto é, de gado vacum e de ovelha.
’Se a sua oferta fo r holocausto de gado, oferece­
rá m acho sem defeito; à p o rta da tenda da congre­
gação a oferecerá, de sua p ró p ria vontade, p era n ­
te o Senhor .
■*Ep orá a sua m ão sobre a cabeça do holocausto,
para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação.
’D epois degolará o bezerro perante o Se n h o r ; e os
filhos de Arão, os sacerdotes, oferecerão o sangue, e
espargirão o sangue em redor sobre o altar que está
diante da porta da tenda da congregação.
6Então esfolará o holocausto, e o partirá nos seus
pedaços.
7E os filhos de Arão, o sacerdote, porão fogo sobre o
altar, pondo em ordem a lenha sobre o fogo.
“Tam bém os filhos de Arão, os sacerdotes, porão
em ordem os pedaços, a cabeça e o redenho sobre a
lenha que está no fogo em cim a do altar;
’Porém a sua fressura e as suas pernas lavar-se-ão
com água; e o sacerdote tu d o isso queim ará sobre o
altar; holocausto é, oferta queim ada, de cheiro su­
ave ao Se nho r .
I0E se a sua oferta/or de gado m iúdo, de ovelhas ou
de cabras, p ara holocausto, oferecerá m acho sem
defeito.
1‘E o degolará ao lado do altar que dá para o norte,
1
Degolará o bezerro [...] oferecerão o sangue
(1.5)
Cultos af ros. Seus adeptos afirmam que, no Antigo Testa­
mento. Deus exigia o sangue dos animais, por isso seus ri­
tuais estão em harmonia com a Biblia.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A matança de animais no An­
tigo Testamento apontava para o sacrifício perfeito e aceitá­
vel do Filho de Deus, Jesus Cristo. O sangue daqueles animais era
perante o Se n h o r ; e os filhos de Arão, os sacerdotes,
espargirão o seu sangue em redor sobre o altar.
l2D epois o p artirá nos seus pedaços, com o ta m ­
bém a sua cabeça e o seu redenho; e o sacerdote os
porá em ordem sobre a lenha que está no fogo so­
bre o altar;
l3Porém a fressura e as p ernas lavar-se-ão com
água; e o sacerdote tu d o oferecerá, e o queim ará so­
bre o altar; holocausto é, oferta queim ada, de chei­
ro suave ao Se nho r .
14E se a sua oferta ao Se n h o r for holocausto de aves,
oferecerá a sua oferta de rolas ou de pom binhos;
15E o sacerdote a oferecerá sobre o altar, e tirar-lheá a cabeça, e a queim ará sobre o altar; e o seu sangue
será esprem ido na parede do altar;
l6E o seu p apo com as suas penas tira rá e o lan ­
çará ju n to ao altar, p ara o lado do orien te, no lu ­
gar da cinza;
17E fendê-la-á ju n to às suas asas,porém não a p a rti­
rá; e o sacerdote a queim ará em cim a do altar sobre a
lenha que está no fogo; holocausto é, oferta queim a
da de cheiro suave ao Senho r .
As ofertas d e a lim entos
E QUANDO alguma pessoa oferecer oferta de
alim entos ao Se n h o r , a sua oferta será de flor de
farinha, e nela deitará azeite, e p o rá o incenso so­
bre ela;
2E a trará aos filhos de Arão, os sacerdotes, um dos
quais tom ará dela um p u n h ad o da flor de farinha,
e do seu azeite com to d o o seu incenso; e o sacerdo-
2
ineficaz para limpar os pecados dos homens (Hb 10.4). Somen­
te o sangue de Cristo, derramado na cruz uma só vez (Hb 10.12),
pôde (e ainda pode) purificar o homem de todos os seus peca­
dos (Jo 1.29; 1Jo 1.7).
Concluímos, errtão. que todos os sacrifícios do Antigo Testamento
eram táo-somente um tipo do verdadeiro e único sacrifício de Jesus.
Logo, as pessoas que sacrificam animais com propósitos religiosos
(um ritual ineficaz, diga-se de passagem) estâo, na verdade, sacrifi­
cando náo ao Deus da Bíblia, mas aos demônios (1Co 10.20,21).
111
LE V ÍTIC 02.3
te a q u e im a rá c o m o m e m o r ia l s o b re o a lta r; o fe rta
q u e im a d a é, d e c h e ir o su a v e a o S en h o r .
3E o qu e sobejar da oferta de alim entos, será de
Arão e de seus filhos; coisa santíssim a é, das ofertas
queim adas ao S enhor .
4E, q u an d o ofereceres oferta de alim entos, cozi­
da no forno, será de bolos ázim os de flor de fari­
nha, am assados com azeite, e coscorões ázimos u n ­
tados com azeite.
5E, se a tua oferta fo r oferta de alim entos cozida na
caçoula, será da flor de farinha sem ferm ento, am as­
sada com azeite.
6Em pedaços a partirás, e sobre ela deitarás azeite;
oferta é de alimentos.
7E, se a tua oferta for oferta de alim entos de frigi­
deira, far-se-á da flor de farinha com azeite.
8Então trarás a oferta de alim entos, que se fará d a­
quilo, ao S e n h o r ; e se apresentará ao sacerdote, o
qual a levará ao altar.
9E o sacerdote tom ará daquela oferta de alim entos
com o m em orial, e a queim ará sobre o altar; oferta
queim ada é de cheiro suave ao S enhor .
10E, o que sobejar da oferta de alim entos, será de
Arão e de seus filhos; coisa santíssim a é, das ofertas
queim adas ao S enhor .
" N e n h u m a oferta de alim entos, que oferecerdes
ao S en h or , se fará com ferm ento; po rq u e de n e­
n h u m ferm ento, nem de mel algum , oferecereis
oferta queim ada ao S enhor .
l2Deles oferecereis ao S en h o r p o r oferta das p ri­
mícias; porém sobre o altar não subirão p o r chei­
ro suave.
I3E todas as tuas ofertas dos teus alim entos te m ­
perarás com sal; e não deixarás faltar à tua oferta de
alim entos o sal da aliança do teu Deus; em todas as
tuas ofertas oferecerás sal.
HE, se fize res a o S en h o r o f e r ta d e a lim e n to s d a s
p r im íc ia s , o fe re c e rá s c o m o o f e rta d e a lim e n to s d a s
tu a s p r im íc ia s d e e sp ig a s v e rd e s, to s ta d a s a o fo g o ;
isto é, d o g r ã o tr ilh a d o d e e sp ig a s v e rd e s c h eias.
15E sobre ela deitarás azeite, e porás sobre ela incen­
so; oferta é de alimentos.
lftAssim o sacerdote queim ará o seu m em orial do
seu grão trilhado, e do seu azeite, com todo o seu in ­
censo; oferta queim ada é ao S enhor .
Os sacrifícios de paz
3
E SE a s u a o f e r ta /o r s a c r if ic io p a c ífic o ; se a o f e ­
re c e r d e g a d o , m a c h o o u fê m e a , a o fe re c e rá se m
d e f e ito d ia n te d o S e n h o r.
JE porá a sua m ão sobre a cabeça da sua oferta, e a
degolará diante da p o rta da tenda da congregação;
e os filhos de Arão, os sacerdotes, espargirão o san­
gue sobre o altar em redor.
’D epois oferecerá, do sacrifício pacífico, a oferta
queim ada ao S en h o r ; a gordura que cobre a fressura, e toda a g ordura que está sobre a fressura,
4E am bos os rins, e a g ordura que está sobre eles, e
ju n to aos lom bos, e o redenho que está sobre o fíga­
do com os rins, tirará.
'E os filhos de Arão queim arão isso sobre o altar,
em cim a do holocausto, que estará sobre a lenha
que está no fogo; oferta queim ada é de cheiro sua­
ve ao S enhor .
6E se a sua oferta fo r de gado m iúdo p o r sacrifício
pacífico ao S enhor , seja m acho ou fêmea, sem d e­
feito o oferecerá.
7Se oferecer u m cordeiro p o r sua oferta, oferecêlo-á perante o S en h o r ;
“E porá a sua m ão sobre a cabeça da sua oferta, e
a degolará diante da tenda da congregação; e os fi­
lhos de Arão espargirão o seu sangue sobre o altar
em redor.
9Então, do sacrifício pacífico, oferecerá ao S enhor ,
po r oferta queim ada, a sua gordura, a cauda toda,
a qual tirará do espinhaço, e a gordura que cobre a
fressura, e toda a gordura que está sobre a fressura;
' “C om o tam b ém am bos os rins, e a g o rd u ra que
está sobre eles, e ju n to aos lom bos, e o redenho que
está sobre o fígado com os rins, tirá-los-á.
11E o sacerdote queim ará isso sobre o altar; alim en­
to é da oferta queim ada ao S enhor .
l2Mas, se a sua oferta fo r u m a cabra, p eran te o
S en h or a oferecerá,
13E p orá a sua m ão sobre a sua cabeça, e a degolará
diante da tenda da congregação; e os filhos de Arão
espargirão o seu sangue sobre o altar em redor.
l4D epois oferecerá dela a sua oferta p o r oferta
queim ada ao S enhor , a gordura que cobre a fressu­
ra, e toda a g ordura que está sobre a fressura;
l5C om o tam b ém am bos os rins, e a g o rd u ra que
está sobre eles, e ju n to aos lom bos, e o redenho que
está sobre o fígado com os rins, tirá-los-á.
'*E o sacerdote o queim ará sobre o altar; alim en­
to é da oferta queim ada de cheiro suave. Toda a gor­
du ra será do S enhor .
l7E statuto p erp é tu o é pelas vossas gerações, em
todas as vossas habitações: n en h u m a gordura nem
sangue algum com ereis.
112
LEVÍTICO 4
O sacrifício pelos pecados dos sacerdotes
FALOU m ais o S enhor a Moisés, dizendo:
2Fala aos filhos de Israel, dizendo: Q u ando
um a alma pecar, por ignorância, contra alguns dos
m andam entos do S enhor , acerca do que não se deve
fazer, e proceder contra algum deles;
'S e o s a c e r d o te u n g i d o p e c a r p a r a e s c â n d a lo d o
p o v o , o fe re c e rá a o S enhor , p e lo s e u p e c a d o , q u e c o ­
m e te u , u m n o v ilh o s e m d e f e ito , p o r e x p ia ç ã o d o
pecado.
4E trará o novilho à po rta da tenda da congregação,
perante o S enhor , e porá a sua m ão sobre a cabeça do
novilho, e degolará o novilho perante o S enhor .
5Então o sacerdote u ngido tom ará d o sangue do
novilho, e o trará à tenda da congregação;
6E o sacerdote m olhará o seu dedo no sangue, e d a­
quele sangue espargirá sete vezes perante o S enhor
diante do véu do santuário.
7Tam bém o sacerdote porá daquele sangue sobre
as pontas do altar do incenso aromático, perante o
S enhor que está na tenda da congregação; e to d o o
restante do sangue do novilho d erram ará à base do
altar do holocausto, que está à p o rta da ten d a da
congregação.
8E tirará toda a g ordura do novilho da expiação; a
gordura que cobre a fressura, e toda a gordura que
está sobre a fressura,
'’E os dois rins, e a gordura que está sobre eles, que
está ju n to aos lom bos, e o redenho de sobre o fíga­
do, com os rins, tirá-los-á,
10C om o se tira do boi do sacrifício pacífico; e o sa­
cerdote os queim ará sobre o altar do holocausto.
1 ‘Mas o couro do novilho, e toda a sua carne, com
a sua cabeça e as suas pernas, e as suas entranhas, e
o seu esterco,
l2Enfim, o novilho to d o levará fora do arraial a
um lugar lim po, onde se lança a cinza, e o q ueim a­
rá com fogo sobre a lenha; onde se lança a cinza se
queim ará.
O sacrifício pelos pecados do povo
1 -'Mas, se toda a congregação de Israel pecar por ig­
norância, e o erro for oculto aos olhos do povo, e se
fizerem contra alguns dos m andam entos do S enhor ,
aquilo que não se deve fazer, e forem culpados,
l4E q uando o pecado que com eteram for conheci­
do, então a congregação oferecerá um novilho, p or
expiação do pecado, e o tra rá diante da tenda da
congregação,
l5E os anciãos da congregação p orão as suas m ãos
sobre a cabeça do novilho perante o S en h or ; e degolar-se-á o novilho perante o S enhor .
u’Então o sacerdote ungido trará do sangue do n o ­
vilho à tenda da congregação,
l7E o sacerdote m olhará o seu dedo naquele san­
gue, e o espargirá sete vezes perante o S enhor , dian ­
te do véu.
18E daquele sangue p orá sobre as pontas do altar,
que está perante a face do S enhor , na tenda da co n ­
gregação; e todo o restante do sangue d erram ará à
base do altar do holocausto, que está diante da p o r­
ta da tenda da congregação.
‘9E tira rá dele to d a a sua g ordura, e queim á-la-á
sobre o altar;
20E fará a este novilho, com o fez ao novilho da ex­
piação; assim lhe fará, e o sacerdote p o r eles fará
propiciação, e lhes será perdoado o pecado.
21D epois levará o novilho fora do arraial, e o quei­
m ará com o queim o u o prim eiro novilho; é expia­
ção do pecado da congregação.
O sacrifício pelos pecados de u m p rín cip e
22Q u an d o u m p rín cip e pecar, e p o r ignorância
proceder contra algum dos m an d am en to s do Se­
n h o r seu Deus, naquilo que não se deve fazer, e as­
sim for culpado;
2,O u se o pecado que com eteu lhe for notificado,
então trará pela sua oferta um b ode tirado das ca­
bras, m acho sem defeito;
24E p orá a sua m ão sobre a cabeça do bode, e o de­
golará n o lugar onde se degola o holocausto, p eran ­
te a face do S en h o r ; expiação do pecado é.
25D epois o sacerdote com o seu dedo to m ará do
sangue da expiação, e o p orá sobre as p ontas do altar
do holocausto; então o restante do seu sangue d erra­
m ará à base do altar do holocausto.
26Tam bém queim ará sobre o altar to d a a sua gor­
dura com o g o rd u ra do sacrifício pacífico; assim o
sacerdote p o r ele fará expiação do seu pecado, e lhe
será perdoado.
O sacrifício pelos pecados de q u a lq u e r pessoa
27E, se qualquer pessoa do povo da terra pecar p o r
ignorância, fazendo contra algum dos m an d am en ­
tos do S enhor , aquilo que não se deve fazer, e assim
for culpada;
28O u se o pecado qu e com eteu lhe for notificado,
então trará pela sua oferta um a cabra sem defeito,
pelo seu pecado que com eteu,
29E p orá a sua m ão sobre a cabeça da oferta da ex-
113
LEVÍTICO 4,5
piação do pecado, e a degolará no lugar do ho lo ­
causto.
,0D epois o sacerdote com o seu dedo tom ará do
seu sangue, e o porá sobre as pontas do altar do h o ­
locausto; e todo o restante do seu sangue d erram a­
rá à base do altar;
31E tir a r á to d a a g o r d u r a , c o m o se t ir a a g o r d u r a d o
sa c rifíc io p a c ífic o ; e o s a c e rd o te a q u e im a r á s o b re o
a lta r, p o r c h e iro su a v e a o S en h o r ; e o s a c e rd o te fa rá
e x p ia ç ã o p o r e la, e s e r -lh e -á p e r d o a d o o pecado.
32Mas, se pela sua oferta trouxer um a cordeira para
expiação do pecado, sem defeito trará.
33E porá a sua m ão sobre a cabeça da oferta da ex­
piação do pecado, e a degolará po r oferta pelo peca­
do, no lugar onde se degola o holocausto.
,4D epois o sacerdote com o seu dedo tom ará do
sangue da expiação do pecado, e o porá sobre as
pontas do altar do holocausto; então todo o restan­
te do seu sangue derram ará na base do altar.
35E tirará toda a sua gordura, com o se tira a gor­
d u ra do cordeiro do sacrifício pacífico; e o sacer­
dote a queim ará sobre o altar, em cim a das ofer­
tas queim adas do S en h or ; assim o sacerdote por ele
fará expiação dos seus pecados que com eteu, e ele
será perdoado.
O
sacrifício pelos pecados ocultos
E Q U AN D O alguma pessoa pecar, ouvindo
um a voz de blasfêmia, de que fo r testem unha,
seja porque viu, o u porque soube, se o não d en u n ­
ciar, então levará a sua iniqüidade.
2O u, quando alguma pessoa tocar em algum a coi­
sa im unda, seja corpo m orto de fera im unda, seja
corpo m o rto de anim al im undo, seja corpo m orto
de réptil im undo, ainda que não soubes-se, co n tu ­
do será ele im undo e culpado.
3O u, q uando tocar a im undícia de um hom em ,
seja qualquer que fo r a sua im undícia, com que se
faça im undo, e lhe for oculto, e o souber depois, será
culpado.
4O u, q u ando alguma pessoa jurar, pronunciando
tem erariam ente com os seus lábios, para fazer mal,
ou para fazer bem , em tu d o o que o hom em p ro ­
nuncia tem erariam ente com ju ram en to , e lhe for
oculto, e o souber depois, culpado será nu m a des­
tas coisas.
sSerá, pois, que, culpado sendo nu m a destas coisas,
confessará aquilo em que pecou.
6E a s u a e x p ia ç ã o t r a r á a o S enhor , p e lo s e u p e c a d o
q u e c o m e te u : u m a fê m e a d e g a d o m iú d o , u m a c o r ­
deira, ou um a cabrinha pelo pecado; assim o sacer­
dote por ela fará expiação do seu pecado.
7Mas, se em sua m ão não houver recurso para gado
m iúdo, então trará, p ara expiação da culpa que co­
m eteu, ao S en h or , duas rolas o u dois pom binhos;
um para expiação do pecado, e o o u tro p ara h olo­
causto;
8E os trará ao sacerdote, o qual prim eiro oferecerá
aquele que é para expiação do pecado; e com a sua
un h a lhe fenderá a cabeça ju n -to ao pescoço, m as
não o partirá;
9E do sangue da expiação do pecado espargirá so­
bre a parede do altar, porém o que sobejar daque­
le sangue esprem er-se-á à base do altar; expiação
do pecado é.
10E do o u tro fará holocausto conform e ao costu­
me; assim o sacerdote p o r ela fará expiação do seu
pecado que com eteu, e ele será perdoado.
1 ‘Porém , se em sua m ão não houver recurso para
duas rolas, o u dois po m b in h o s, então aquele que
pecou trará com o oferta a décim a parte de um efa
de flor de farinha, p ara expiação do pecado; não dei­
tará sobre ela azeite nem lhe porá em cim a o incen­
so, p o rq u an to é expiação do pecado;
l2E a trará ao sacerdote, e o sacerdote dela to m a­
rá a sua m ão cheia pelo seu m em orial, e a queim a­
rá sobre o altar, em cim a das ofertas queim adas do
S en h o r ; expiação de pecado é.
IJAssim o sacerdote p o r ela fará expiação do seu
pecado, que com eteu em algum a destas coisas, e lhe
será perdoado; e o restante será do sacerdote, com o
a oferta de alim entos.
O sacrifício pelo sacrilégio
l4E falou o S enhor a Moisés, dizendo:
1 ’Q u an d o alguma pessoa com eter u m a transgres­
são, e pecar p o r ignorância nas coisas sagradas do
S en h or , en tão trará ao S en h or pela expiação, um
carneiro sem defeito do rebanho, conform e à tu a es­
tim ação em siclo de prata, segundo o siclo do san tu ­
ário, para expiação da culpa.
l6Assim restituirá o que pecar nas coisas sagra­
das, e ainda lhe acrescentará a q u in ta parte, e a dará
ao sacerdote; assim o sacerdote, com o carneiro da
expiação, fará expiação p o r ele, e ser-lhe-á perd o a­
do o pecado.
O
sacrifício pelos pecados de ignorância
l7E, se algum a pessoa pecar, e fizer, contra algum
dos m an d am en to s d o S en h or , aquilo qu e não se
114
LEVÍTICO 5,6
deve fazer, ainda que o não soubesse, contudo será
ela culpada, e levará a sua iniqüidade;
l8E trará ao sacerdote um carneiro sem defeito do
rebanho, conform e à tu a estim ação, p ara expiação
da culpa, e o sacerdote por ela fará expiação do erro
que com eteu sem saber; e ser-lhe-á perdoado.
' “'Expiação de culpa é; certam ente se fez culpado
diante do S enhor .
O
sacrifício pelos pecados voluntários
FALOU mais o S en h or a Moisés, dizendo:
2Q uando alguma pessoa pecar, e transgredir
contra o S enhor, e negar ao seu próxim o o que lhe deu
em guarda, ou o que deixou na sua mão, ou o roubo, ou
o que reteve violentamente ao seu próximo,
’O u que achou o perdido, e o negar com falso ju ra ­
m ento, o u fizer algum a outra coisa de todas em que
o hom em costum a pecar;
4Será pois que, com o pecou e tornou-se culpado,
restituirá o que roubou, o u o que reteve violenta­
m ente, o u o depósito que lhe foi dado em guarda,
ou o perdido que achou,
5O u tu d o aquilo sobre que ju ro u falsam ente; e o
restituirá no seu todo, e ainda sobre isso acrescen­
tará o quinto; àquele de quem é o dará no dia de sua
expiação.
6E a s u a e x p ia ç ã o t r a r á a o S en h o r : u m c a r n e ir o se m
d e fe ito d o r e b a n h o , c o n f o r m e à t u a e s tim a ç ã o , p a r a
e x p ia ç ã o d a c u lp a trará a o sa c e rd o te ;
7E o sacerdote fará expiação p o r ela diante do
S enhor , e será perdoada de qualquer das coisas que
fez, tornando-se culpada.
A lei do holocausto
8Falou mais o S enhor a Moisés, dizendo:
9Dá ordem a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a
lei do holocausto; o holocausto será queim ado so­
bre o altar toda a noite até pela m anhã, e o fogo do
altar arderá nele.
,0E o sacerdote vestirá a sua veste de linho, e vesti­
rá as calças de linho, sobre a sua carne, e levantará
a cinza, q u an d o o fogo houver consum ido o ho lo ­
causto sobre o altar, e a porá ju n to ao altar.
“ D epois despirá as suas vestes, e vestirá outras
vestes; e levará a cinza fora do arraial para um lu ­
gar limpo.
I20 fogo que está sobre o altar arderá nele, não se
apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada
m anhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto e
sobre ele queim ará a gordura das ofertas pacíficas.
u O fogo arderá co n tin u am en te sobre o altar; não
se apagará.
A lei da oferta d e a lim en to s
HE esta é a lei da oferta de alim entos: os filhos de
Arão a oferecerão perante o S en h o r d iante do altar.
15E dela tom ará um p unhado da flor de farinha, da
oferta e do seu azeite, e todo o incenso que estiver so­
bre a oferta de alimentos; então o acenderá sobre o al­
tar, cheiro suave é isso, p o r ser m em orial ao Senhor .
I6E o restante dela com erão Arão e seus filhos; ázi­
m o se com erá n o lugar santo, no pátio da tenda da
congregação o com erão.
I7Levedado não se cozerá; sua porção é que lhes
dei das m inhas ofertas queim adas; coisa santíssi­
ma é, com o a expiação do pecado e com o a expia­
ção da culpa.
l8Todo o ho m em en tre os filhos de A rão com erá
dela; estatuto perp étu o será para as vossas gerações
das ofertas queim adas do S en h o r ; todo o que as to ­
car será santo.
A oferta na consagração dos sacerdotes
19Falou m ais o S en h o r a Moisés, dizendo:
20Esta é a oferta de Arão e de seus filhos, a qual ofe­
recerão ao S enhor no dia em que ele for ungido; a
décim a parte de um efa de flor de farinha pela oferta
de alim entos contínua; a m etade dela pela m anhã, e
a outra m etade à tarde.
21N um a caçoula se fará com azeite; cozida a trarás;
e os pedaços cozidos da oferta oferecerás em chei­
ro suave ao S enhor .
22Tam bém o sacerdote, que de entre seus filhos for
ungido em seu lugar, fará o m esm o; p o r estatuto
perpétuo será ela toda queim ada ao S enhor .
23Assim to d a a oferta do sacerdote será totalm ente
queim ada; não se com erá.
A lei da expiação do pecado
24Falou m ais o S en h or a Moisés, dizendo:
25Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei da
expiação do pecado; no lugar o nde se degola o h o ­
locausto se degolará a expiação do pecado perante
o S en h o r ; coisa santíssim a á
2óO sacerdote que a oferecer pelo pecado a com e­
rá; no lugar santo se com erá, no pátio da tenda da
congregação.
27Tudo o que tocar a carne da oferta será santo; se o
seu sangue for espargido sobre as vestes de alguém,
lavarás em lugar santo aquilo sobre o qu e caiu.
115
LEVÍTICO 6 ,7
28E o vaso de barro em que for cozida será quebra­
do; porém , se for cozida num vaso de cobre, esfregar-se-á e lavar-se-á na água.
2T o d o o hom em entre os sacerdotes a com erá; coi­
sa santissím a é.
,0Porém , não se com erá n enhum a oferta pelo pe­
cado, cujo sangue se traz à tenda da congregação,
para expiar n o santuário; no fogo será queim ada.
A lei da expiação da culpa
E ESTA è a lei da expiação da culpa; coisa san­
tíssim a é.
2No lugar o nde degolam o holocausto, degolarão
a oferta pela expiação da culpa, e o seu sangue se es­
pargirá sobre o altar em redor.
JE dela se oferecerá toda a sua gordura; a cauda, e a
gordura que cobre a fressura.
■Também am bos os rins, e a gordura que neles há,
que está ju n to aos lom bos, e o redenho sobre o fíga­
do, com os rins se tirará;
5E o sacerdote os queim ará sobre o altar em oferta
queim ada ao S en h o r ; expiação da culpa è.
6Todo o varão entre os sacerdotes a com erá; no lu ­
gar santo se com erá; coisa santíssim a é.
7C om o a expiação pelo pecado, assim será a expia­
ção da culpa; um a m esm a lei haverá para elas; será
do sacerdote que houver feito propiciação com ela.
T a m b é m o sacerdote, que oferecer o holocausto
de alguém, terá para si o couro do holocausto que
oferecer.
9C om o tam bém toda a oferta que se cozer n o for­
no, com tudo que se preparar na frigideira e na caçoula, será do sacerdote que a oferecer.
‘T a m b é m toda a oferta am assada com azeite, ou
seca, será de todos os filhos de Arão, assim de um
com o de outro.
7
1 ’Com os bolos oferecerá por sua oferta pão leve­
dado, com o sacrifício de ação de graças da sua ofer­
ta pacífica.
'"•E de to d a a oferta oferecerá um a parte por oferta
alçada ao S enhor , que será do sacerdote que espar­
gir o sangue da oferta pacífica.
1 'M as a carne do sacrifício de ação de graças da sua
oferta pacífica se com erá no dia do seu oferecim en­
to; nada se deixará dela até à m anhã.
‘'“E, se o sacrifício da sua oferta fo r voto, ou ofer­
ta voluntária, no dia em que oferecer o seu sacrifí­
cio se com erá; e o q ue dele ficar tam bém se com e­
rá no dia seguinte;
l7E o que ainda ficar da carne do sacrifício ao ter­
ceiro dia será queim ado no fogo.
1 “Porque, se da carne do seu sacrifício pacífico se co­
m er ao terceiro dia, aquele que a ofereceu não será acei­
to, nem lhe será im putado; coisa abominável será, e a
pessoa que dela com er levará a sua iniqüidade.
|l|E a carne que tocar algum a coisa im unda não se
com erá; com fogo será queim ada; m as da outra car­
ne, qualquer que estiver lim po, com erá dela.
20Porém , se algum a pessoa com er a carne do sa­
crifício pacífico, que é do S en h or , tendo ela sobre
si a sua im undícia, aquela pessoa será extirpada do
seu povo.
2IE, se um a pessoa tocar algum a coisa im unda,
como im u n d ícia de h om em , o u gado im u n d o , ou
qualquer abom inação im unda, e com er da carne do
sacrifício pacífico, que é do S enhor , aquela pessoa
será extirpada do seu povo.
A lei do sacrifício da paz
' 'E e s ta é a lei d o sa c rifíc io p a c ífic o q u e se o fe re c e ­
rá a o S en h or :
,2Se o oferecer p o r oferta de ação de graças, com o
sacrifício de ação de graças, oferecerá bolos ázim os
am assados com azeite; e coscorões ázim os am assa­
dos com azeite; e os bolos am assados com azeite se­
rão fritos, de flor de farinha.
D eus proíbe o co m er a gordura e o sangue
22D epois falou o S enhor a Moisés, dizendo:
2íFala aos filhos de Israel, dizendo: N enhum a gor­
du ra de boi, nem de carneiro, nem d e cabra com e­
reis;
■'■'Porém pode-se usar da g ordura de corpo m o r­
to, e da g ordura do dilacerado por feras, para toda a
obra, m as de n en h u m a m aneira a comereis;
25Porque qualquer que com er a gordura do animal,
do qual se oferecer ao S f.n h o r oferta queim ada, a
pessoa qu e a com er será extirpada do seu povo.
2<’E n en h u m sangue com ereis em qualquer das vos­
sas habitações, q u er de aves quer de gado.
Nenhum sangue comereis
(7.26,27)
taçáo: "A transfusão de sangue é o mesmo que comer sangue.
porque se assemelha à alimentação*.
r ~ " j Testemunhas de Jeová. Fazem uso indevido desta refe'
réncia para proibir a transfusão de sangue. Sua argumen-
. g RESPOSTA APOLOGÉTICA: O texto proibe explicita■=» mente a ingestão de sangue de aves e de animais, mas
116
LEVÍTICO 7,8
í7Toda a pessoa que com er algum sangue, aquela
pessoa será extirpada do seu povo.
A consagração d e A rão e seus filh o s
FALOU m ais o Se n h o r a Moisés, dizendo:
2Toma a Arão e a seus filhos com ele, e as ves­
tes, e o azeite da unção, com o tam bém o novilho da
expiação do pecado, e os dois carneiros, e o cesto
dos pães ázimos,
3E reúne toda a congregação à p o rta da tenda da
congregação.
4Fez, pois, Moisés com o o Se n h o r lhe ordenara, e
a congregação reuniu-se à p o rta da tenda da co n ­
gregação.
’Então disse Moisés à congregação: Isto é o que o
Se n h o r o rd en o u que se fizesse.
6E Moisés fez chegar a Arão e a seus filhos, e os la­
vou com água.
7E vestiu-lhe a túnica, e cingiu-o com o cinto, e pôs
sobre ele o m anto; tam bém pôs sobre ele o éfode, e
cingiu-o com o cinto de obra esm erada do éfode e
o aperto u com ele.
8D epois pôs-lhe o peitoral, p o n d o no peitoral o
U rim e o Tum im ;
9E pôs a m itra sobre a sua cabeça; e sobre esta, na
parte dianteira, pôs a lâm in a de ouro, a coroa da
santidade, com o o Se n h o r ordenara a Moisés.
10Então Moisés to m o u o azeite da unção, e ungiu o
tabernáculo, e tudo o que havia nele, e o santificou;
1 'E dele espargiu sete vezes sobre o altar, e u ngiu o
altar e todos os seus utensílios, com o tam bém a pia
e a sua base, para santificá-las.
12D epois d erram o u do azeite da unção sobre a ca­
beça de Arão, e ungiu-o, para santificá-lo.
' ’T am bém M oisés fez chegar os filhos de Arão, e
vestiu-lhes as túnicas, e cingiu-os com o cinto, e
aperto u -lh es as tiaras, com o o Se n h o r o rd en ara a
Moisés.
14Então fez chegar o novilho da expiação do peca­
do; e Arão e seus filhos puseram as suas m ãos sobre
a cabeça do novilho da expiação do pecado;
15E o degolou; e Moisés to m o u o sangue, e pôs dele
com o seu dedo sobre as p ontas do altar em redor,
e purificou o altar; depois d erram o u o restante do
sangue à base do altar, e o santificou, para fazer ex­
piação p o r ele.
16D epois to m o u to d a a g ordura que está na fressura, e o redenho do fígado, e os dois rins e a sua gor­
dura; e Moisés queim o u -o s sobre o altar.
l7M as o novilho com o seu couro, e a sua carne,
e o seu esterco, queim ou com fogo fora do arraial,
com o o Se n h o r ord en ara a Moisés.
' “D epois fez chegar o carn eiro d o holocausto; e
Arão e seus filhos puseram as suas m ãos sobre a ca­
beça do carneiro;
os adeptos dessa seita ampliam seu conteúdo, incluindo a ad­
ministração médica de sangue humano, algo jamais imagina­
do por Moisés, e muito menos pelos antigos israelitas que liam
o Pentateuco. A ingestão de sangue era proibida pela lei mo­
saica porque o sangue constituía uma parte importante dos
sacrifícios: entre outras coisas, prenunciava o precioso san­
gue de Jesus, o Cordeiro de Deus. Utilizar estes versículos
como uma visão profética sobre os prós e os contras dos pro­
cedimentos médicos é ignorar totalmente o contexto da pas­
sagem (Gn 9.4).
A porção dos sacerdotes
“ Falou m ais o Se n h o r a Moisés, dizendo:
igFala aos filhos de Israel, dizendo: Q uem oferecer
ao Senho r o seu sacrifício pacífico, trará a sua ofer­
ta ao Se n h o r do seu sacrifício pacífico.
30As suas próprias m ãos trarão as ofertas queim a­
das do Se n h o r ; a gordura do peito com o peito trará
para m ovê-lo por oferta m ovida perante o Senhor .
31E o sacerdote queim ará a gordura sobre o altar,
porém o peito será de A rão e de seus filhos.
^T am bém a espádua direita dareis ao sacerdote
por oferta alçada dos vossos sacrifícios pacíficos.
33Aquele dos filhos de Arão que oferecer o sangue
do sacrifício pacífico, e a gordura, esse terá a espá­
dua direita para a sua porção;
34Porque o peito m ovido e a espádua alçada tom ei
dos filhos de Israel dos seus sacrifícios pacíficos, e
os dei a Arão, o sacerdote, e a seus filhos, por estatu­
to perpétuo dos filhos de Israel.
35Esta é a porção de Arão e a porção de seus filhos das
ofertas queimadas do Senhor , desde o dia em que ele os
apresentou para adm inistrar o sacerdócio ao Senhor .
3<>0 que o Sen h o r ordenou que se lhes desse dentre
os filhos de Israel no dia em que os ungiu; estatuto
perpétuo é pelas suas gerações.
37Esta é a lei do holocausto, da oferta de alim entos,
e da expiação do pecado, e da expiação da culpa, e da
oferta das consagrações, e do sacrifício pacífico,
38Q ue o Se n h o r ordenou a Moisés n o m o n te Sinai,
no dia em que ordenou aos filhos de Israel que ofe­
recessem as suas ofertas ao Se n h o r , no deserto de
Sinai.
117
LEVÍTICO 8,9
l9E degolou-o; e Moisés espargiu o sangue sobre o
altar em redor.
20P artiu tam bém o carneiro nos seus pedaços; e
Moisés queim ou a cabeça, e os pedaços e a gordura.
2'P o rém a fressura e as pernas lavou com água; e
Moisés queim ou to d o o carneiro sobre o altar; h o ­
locausto de cheiro suave, um a oferta queim ada ao
Se nho r , com o o Se n h o r ordenou a Moisés.
22D epois fez chegar o o u tro carneiro, o carneiro
da consagração; e Arão com seus filhos puseram as
suas m ãos sobre a cabeça do carneiro.
23E degolou-o; e Moisés to m o u do seu sangue, e o
pôs sobre a ponta da orelha direita de Arão, e sobre
o polegar da sua m ão direita, e sobre o polegar do
seu pé direito.
24Moisés tam bém fez chegar os filhos de Arão, e pôs
daquele sangue sobre a ponta da orelha direita deles,
e sobre o polegar da sua m ão direita, e sobre o p o ­
legar do seu pé direito; e Moisés espargiu o restante
do sangue sobre o altar em redor.
25E to m o u a gordura, e a cauda, e toda a gordura
que está na fressura, e o redenho do fígado, e am bos
os rins, e a sua gordura e a espádua direita.
26Tam bém do cesto dos pães ázim os, que esta­
va diante do Se n h o r , tom ou um bolo ázim o, e um
bolo de pão azeitado, e um coscorão, e os pôs sobre
a gordura e sobre a espádua direita.
2TE tudo isto pôs nas m ãos de Arão e nas m ãos de
seus filhos; e os ofereceu por oferta m ovida peran ­
te o Se nho r .
28D epois Moisés to m o u -o s das suas m ãos, e os
queim o u no altar sobre o holocausto; estes foram
um a consagração, por cheiro suave, oferta queim a­
da ao Se nho r .
29E to m ou M oisés o peito, e ofereceu-o por ofer­
ta m ovida perante o Senho r . Aquela foi a porção de
Moisés do carneiro da consagração, com o o Se n h o r
ordenara a Moisés.
’°Tomou Moisés tam bém do azeite da unção, e do
sangue que estava sobre o altar, e o espargiu sobre
Arão e sobre as suas vestes, e sobre os seus filhos, e
sobre as vestes de seus filhos com ele; e santificou a
Arão e as suas vestes, e seus filhos, e as vestes de seus
filhos com ele.
31E Moisés disse a Arão, e a seus filhos: Cozei a car­
ne diante da p o rta da tenda da congregação, e ali a
com ereis com o pão que está no cesto da consagra­
ção, com o tenho ordenado, dizendo: Arão e seus fi­
lhos a comerão.
32Mas o que sobejar da carne e do pão, q u eim a­
reis com fogo.
33Tam bém da p o rta da tenda da congregação não
saireis por sete dias, até ao dia em que se cu m p ri­
rem os dias da vossa consagração; p o rq u an to p o r
sete dias ele vos consagrará.
34C om o se fez neste dia, assim o Se n h o r ord en o u se
fizesse, para fazer expiação p o r vós.
3'’Ficareis, pois, à p o rta da tenda da congregação
dia e noite p o r sete dias, e guardareis as o rd en a n ­
ças do Senho r , para que não m orrais; porque assim
m e foi ordenado.
36E Arão e seus filhos fizeram todas as coisas que o
S en h o r ordenara pela m ão de Moisés.
Arão oferece sacrifícios p o r si e pelo povo
E ACONTECEU, ao dia oitavo, que Moisés c h a ­
m ou a Arão e seus filhos, e os anciãos de Israel,
2E disse a Arão: Toma um bezerro, para expiação do
pecado, e um carneiro para holocausto, sem defei­
to; e traze-os perante o Senhor .
’D epois falarás aos filhos de Israel, dizendo: Tomai
um b ode p ara expiação do pecado, e um bezerro,
e um cordeiro de u m ano, sem defeito, p ara h o lo ­
causto;
4Tam bém um b o i e u m carneiro p o r sacrifício p a­
cífico, para sacrificar perante o Se nho r , e oferta de
alim entos, am assada com azeite; p o rq u an to hoje o
Se n h o r vos aparecerá.
’E ntão trouxeram o que o rd en ara Moisés, diante
da tenda da congregação, e chegou-se toda a co n ­
gregação e se pôs perante o S enho r .
6E disse Moisés: Esta é a coisa que o S e nho r orde­
n o u qu e fizésseis; e a glória do S e n h o r vos ap are­
cerá.
7E disse Moisés a Arão: Chega-te ao altar, e faze a
tua expiação de pecado e o teu holocausto; e faze
expiação p o r ti e pelo povo; depois faze a oferta
do povo, e faze expiação p o r eles, co m o o rd en o u
o Senho r .
“E ntão A rão se chegou ao altar, e degolou o bezer­
ro da expiação que era p o r si mesm o.
SE os filhos de Arão trouxeram -lhe o sangue, e m o ­
lhou o seu dedo no sangue, e o pôs sobre as pontas do
altar; e o restante do sangue derram ou à base do altar.
l0Mas a gordura, e os rins, e o redenho do fígado de
expiação do pecado, q u eim ou sobre o altar, com o o
Se n h o r ordenara a Moisés.
"P o rém a carne e o couro queim o u com fogo fora
do arraial.
118
9
LEVÍTICO 9,10
12Depois degolou o holocausto, e os filhos de Arão
lhe entregaram o sangue, e espargiu-o sobre o al­
tar em redor.
BTam bém lhe entregaram o holocausto nos seus
pedaços, com a cabeça; e queim ou-o sobre o altar.
I4E lavou a fressura e as pernas, e as queim ou sobre
o holocausto no altar.
‘‘’D epois fez chegar a oferta do povo, e to m o u o
bode da expiação do pecado, que era pelo povo, e
o degolou, e o p rep aro u p o r expiação d o pecado,
com o o prim eiro.
“ Fez tam bém chegar o holocausto, e ofereceu-o
segundo o rito.
' 7E fez chegar a oferta de alim entos, e a sua m ão en­
cheu dela, e queim ou-a sobre o altar, além do holo­
causto da m anhã.
l8D epois degolou o boi e o carneiro em sacrifício
pacífico, que era pelo povo; e os filhos de Arão en­
tregaram -lhe o sangue, que espargiu sobre o altar
em redor.
,9C om o tam bém a gordura do boi e do carneiro,
a cauda, e o que cobre a fressura, e os rins, e o redenho do fígado.
20E puseram a gordura sobre os peitos, e queim ou
a gordura sobre o altar;
2'M as os peitos e a espádua direita Arão ofereceu
por oferta m ovida perante o Senho r , com o Moisés
tin h a ordenado.
22D epois Arão levantou as suas m ãos ao povo e o
abençoou; e desceu, havendo feito a expiação do pe­
cado, e o holocausto, e a oferta pacífica.
23Então entraram Moisés e A rão na tenda da con­
gregação; depois saíram , e abençoaram ao povo; e a
glória do Se n h o r apareceu a todo o povo.
24Porque o fogo saiu de diante do Se n h o r , e con­
su m iu o holocausto e a gordura, sobre o altar; o
que vendo to d o o povo, jubilaram e caíram sobre
as suas faces.
rem a m im , e serei glorificado diante de todo o povo.
Porém Arão calou-se.
4E M oisés ch am o u a M isael e a Elzafa, filhos de
Uziel, tio de Arão, e disse-lhes: Chegai, levai a vossos
irmãos de diante do santuário, para fora do arraial.
5E ntão chegaram , e os levaram nas suas túnicas
para fora do arraial, com o Moisés lhes dissera.
6E Moisés disse a Arão, e a seus filhos Eleazar e
Itam ar: N ão descobrireis as vossas cabeças, nem
rasgareis vossas vestes, para que não m orrais, nem
venha grande indignação sobre to d a a congregação;
m as vossos irm ãos, to d a a casa de Israel, lam entem
este incêndio que o Se n h o r acendeu.
7N em saireis da p o rta da ten d a da congregação,
para que não m orrais; p o rq u e está sobre vós o azei­
te da unção do Senho r . E fizeram conform e à pala­
vra de Moisés.
Os sacerdotes e a bebida fo rte
8E falou o Se n h o r a Arão, dizendo:
9N ão bebereis v in h o n em bebida forte, n em tu
nem teus filhos contigo, q u an d o entrardes na tenda
da congregação, para que não m orrais; estatuto per­
p étuo será isso entre as vossas gerações;
10E para fazer diferença entre o santo e o profano e
entre o im u n d o e o lim po,
"E p ara en sin ar aos filhos de Israel to d o s os es­
tatu to s que o Se n h o r lhes tem falado p o r m eio de
Moisés.
N adabe e A b iú m orrem d ia n te do S e n h o r
E OS filhos de Arão, N adabe e Abiú, to m a­
ram cada um o seu incensário e puseram
neles fogo, e colocaram incenso sobre ele, e ofere­
ceram fogo estranho p erante o S enhor, o q u e não
lhes ordenara.
2Então saiu fogo de diante do Se n h o r e os consu­
m iu; e m orreram perante o Se nho r .
3E disse Moisés a Arão: Isto é o que o Se n h o r falou,
dizendo: Serei santificado naqueles que se chega­
A lei acerca das coisas santas
12E disse Moisés a Arão, e a Eleazar e a Itam ar, seus
filhos, que lhe ficaram: Tom ai a oferta de alim en­
tos, restante das ofertas queim adas do Senho r , e com ei-a sem levedura ju n to ao altar, p o rq u an to é coi­
sa santíssima.
’’P ortanto a com ereis n o lugar santo; p orque isto
é a tu a porção, e a p orção de teus filhos, das ofer­
tas queim adas do S e n h o r ; p orque assim m e foi o r­
denado.
l4Tam bém o peito d a oferta m ovida e a espádua da
oferta alçada, com ereis em lugar lim po, tu, e teus fi­
lhos e tuas filhas contigo; porque foram dados por
tu a porção, e p o r porção de teus filhos, dos sacrifí­
cios pacíficos dos filhos de Israel.
15A espádua da oferta alçada e o peito da oferta m o ­
vida trarão com as ofertas queim adas de gordura,
para oferecer por oferta m ovida p eran te o Se n h o r ; o
que será p o r estatuto perpétuo, p ara ti e para teus fi­
lhos contigo, com o o Se n h o r tem ordenado.
119
LEVÍTICO 10,11
Os anim ais q u e se devem e não se devem com er
E FALOU o S en h or a Moisés e a Arão, diX zendo-lhes:
2Fala aos filhos de Israel, dizendo: Estes são os ani­
mais, que com ereis dentre todos os anim ais que há
sobre a terra;
'D en tre os anim ais, todo o que tem unhas fendi­
das, e a fenda das u nhas se divide em duas, e ru m i­
na, deles comereis.
■
‘Destes, porém , n ão com ereis; dos que rum inam
o u dos que têm unhas fendidas; o camelo, que ru ­
m ina, m as não tem u nhas fendidas; esse vos será
im undo;
5E o coelho, porque rum ina, m as não tem as unhas
fendidas; esse vos será im undo;
6E a lebre, p orque rum ina, m as não tem as unhas
fendidas; essa vos será im unda.
7Tam bém o porco, p orque tem unhas fendidas, e a
fenda das unhas se divide em duas, m as não ru m i­
na; este vos será im undo.
8Das suas carnes não com ereis, nem tocareis nos
seus cadáveres; estes vos serão im undos.
9De todos os anim ais que há nas águas, com ereis os
seguintes: todo o que tem barbatanas e escamas, nas
águas, nos m ares e nos rios, esses comereis.
10Mas todo o que não tem barbatanas, nem esca­
m as, nos m ares e nos rios, todo o réptil das águas, e
todo o ser vivente que há nas águas, estes serão para
vós abom inação.
1 ‘Ser-vos-ão, pois, p o r abom inação; da sua carne
não comereis, e abom inareis o seu cadáver.
l2Todo o que não tem barbatanas o u escamas, nas
águas, será para vós abom inação.
13Das aves, estas abom inareis; não se com erão, se­
rão abom inação: a águia, e o quebrantosso, e o xofrango,
l4E o m ilhano, e o abutre segundo a sua espécie.
1 ’Todo o corvo segundo a sua espécie,
l6E o avestruz, e o m ocho, e a gaivota, e o gavião se­
gundo a sua espécie.
,7E o bufo, e o corvo m arinho, e a coruja,
l8E a gralha, e o cisne, e o pelicano,
19E a cegonha, a garça segundo a sua espécie, e a
poupa, e o m orcego.
20Todo o inseto que voa, que anda sobre q uatro pés,
será para vós u m a abom inação.
2'M as isto com ereis de todo o inseto que voa, que
anda sobre q u atro pés: o que tiver p ernas sobre os
seus pés, para saltar com elas sobre a terra.
22Deles com ereis estes: a locusta segundo a sua es­
pécie, o gafanhoto devorador segundo a sua espé-
E o coelho, porque rumina [...] E a lebre, porque rumina
(11.5,6)
Destes, porém, não comereis
(11.1-24)
l6E M oisés diligentem ente buscou o bode da ex­
piação, e eis que já fora queim ado; p o rtan to in ­
d ig n o u -se grandem ente co n tra Eleazar e contra
Itam ar, os filhos de Arão que ficaram , dizendo:
l7Por que não com estes a expiação do pecado no
lugar santo, pois é coisa santíssim a e Deus a deu a
vós, para que levásseis a iniqüidade da congregação,
para fazer expiação p o r eles diante do Se n h o r ?
18Eis que não se trouxe o seu sangue para dentro do
santuário; certam ente devíeis te r com ido no sa n tu ­
ário, com o ten h o ordenado.
l9Então disse Arão a Moisés: Eis que hoje oferece­
ram a sua expiação pelo pecado e o seu holocausto
perante o S enhor , e tais coisas m e sucederam ; se hoje
tivesse com ido da oferta da expiação pelo pecado,
seria isso porventura aceito aos olhos do S en h o r ?
20E Moisés, ouvindo isto, deu-se p o r satisfeito.
11
Ceticismo. Diz que o texto bíblico não está correto, uma
vez que o coelho e a lebre não são animais ruminantes.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Os animais considerados
limpos precisavam ruminar e ter as unhas fendidas, para
que fossem usados como alimento e servissem para o holocaus­
to oferecido ao Senhor Deus. O texto hebraico referente a este versiculo traduz os animais em destaque da seguinte maneira: "coe­
lho”, shalan, uma espécie de ratazana; e "lebre", 'amebheth.
Realmente, o coelho e a lebre não são "animais ruminantes" —
assim como o porco e o camelo —, mas roedores. Não se trata de
uma descrição de caráter científico, mas de uma indicação daqui­
lo que se verifica na prática. Ou seja, tais animais, se observarmos
bem, dão a impressão de que estão ruminando, devido ao fato de
estarem sempre movendo as maxilas.
(W ?) Adventlsmo do Sétimo Dia. Declara que Deus proibiu o
\ Í lU consumo de certos animais, por isso proibe a ingestão de
alimentos descritos na lei como imundos.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: 0 apóstolo Paulo recomendaliberdade na alimentação .A distinção entre animais
puros e impuros na lei de Moisés (Rm 14.1,2; 1Tm 4.3-5) ou a pro­
cedência pagã da carne vendida no mercado (1Co 8.4; 10.25) não
deveriam preocupar a consciência dos cristãos: 'Todas as coisas
são puras para os puros” (Tt 1.15). E mais: “O manjar não nos faz
agradáveis a Deus. porque, se comemos, nada temos de mais,
e, se não comemos, nada nos falta" (1Co 8.8). Os fracos é que fa­
zem diferença entre alimentos, abstendo-se da carne e comendo
legumes (Rm 14.2; 1Co8.9; 10.28).
O apóstolo Paulo adverte que a proibição de alimentos e de ou-
120
LEVÍTICO 11,12
cie, o grilo segundo a sua espécie, e o gafanhoto se­
gundo a sua espécie.
23E todos os outros insetos que voam , que têm qua­
tro pés, serão para vós um a abom inação.
24E por estes sereis im undos: qualquer que tocar os
seus cadáveres, im undo será até à tarde.
2,Q ualquer que levar os seus cadáveres lavará as
suas vestes, e será im u n d o até à tarde.
2l,Todo o anim al que tem un h a fendida, m as a fen­
da n ão se divide em duas, e todo o que n ão ru m i­
na, vos será por im undo; qualquer que tocar neles
será im undo.
27E to d o o anim al que anda sobre as suas patas,
todo o anim al que anda a q u atro pés, vos será por
im undo; qualquer que tocar nos seus cadáveres será
im undo até à tarde.
28E o que levar os seus cadáveres lavará as suas vestes, e
será im undo até à tarde; eles vos serão por imundos.
29Estes tam bém vos serão p o r im undos entre os
répteis que se arrastam sobre a terra; a d oninha, e o
rato, e a tartaruga segundo a sua espécie,
30E o ouriço cacheiro, e o lagarto, e a lagartixa, e a
lesma e a toupeira.
3'Estes vos serão po r im undos dentre todos os rép­
teis; qualquer que os tocar, estando eles m ortos, será
im undo até à tarde.
32E tudo aquilo sobre o que cair algum a coisa deles
estando eles m ortos será im undo; seja vaso de m a­
deira, o u veste, o u pele, o u saco, q ualquer in stru ­
m ento, com que se faz alguma obra, será posto na
água, e será im undo até à tarde; depois será lim po.
33E todo o vaso de barro, em que cair alguma coi­
sa deles, tu d o o que houver nele será im undo, e o
vaso quebrareis.
J4Todo o alim ento que se com e, sobre o qual cair
água de tais vasos, será im undo; e toda a bebida que
se bebe, depositada nesses vasos, será im unda.
35E aquilo sobre o que cair algum a p arte de seu
corpo m orto, será im undo; o forno e o vaso de bar­
ro serão quebrados; im undos são: p o rtan to vos se­
rão p o r im undos.
36Porém a fonte ou cisterna, em que se recolhem
águas, será lim pa, m as quem tocar no seu cadáver
será im undo.
37E, se dos seus cadáveres cair alguma coisa sobre
alguma sem ente que se vai semear, será limpa;
38Mas se for deitada água sobre a sem ente, e se dos
seus cadáveres cair alguma coisa sobre ela, vos será
p o r im unda.
,9E se m o rrer algum dos anim ais, que vos servem de
m antim ento, quem tocar no seu cadáver será im u n ­
do até à tarde;
*°E quem com er do seu cadáver lavará as suas ves­
tes, e será im u n d o até à tarde; e quem levar o seu
corpo m o rto lavará as suas vestes, e será im u n d o
até à tarde.
4lTam bém todo o réptil, que se arrasta sobre a ter­
ra, será abom inação; n ão se com erá.
42Tudo o que an d a sobre o ventre, e tu d o o que
anda sobre q uatro pés, ou que tem m uitos pés, en ­
tre todo o réptil que se arrasta sobre a terra, não co­
mereis, p o rq u an to são u m a abom inação.
43N ão vos façais abom ináveis, p o r n en h u m réptil
que se arrasta, nem neles vos contam ineis, p ara não
serdes im undos p o r eles;
44Porque eu sou o Se n h o r vosso Deus; p o rtan to vós
vos santificareis, e sereis santos, porque eu sou san­
to; e não vos contam inareis com n en h u m réptil que
se arrasta sobre a terra;
4,Porque eu sou o S enho r , que vos fiz subir da ter­
ra do Egito, p ara que eu seja vosso Deus, e para que
sejais santos; p o rq u e eu sou santo.
46Esta é a lei dos anim ais, e das aves, e de to d a cria­
tu ra vivente que se m ove nas águas, e de to d a cria­
tu ra que se arrasta sobre a terra;
47Para fazer diferença entre o im u n d o e o lim po; e
entre anim ais que se pod em com er e os anim ais que
não se podem comer.
tras dádivas e bênçãos de Deus é indicio da origem demoníaca
da doutrina de certos grupos religiosos sectários e apóstatas. Os
cristàos verdadeiros e fiéis recebem os alimentose as demais dádivas de Deus com ação de graças, santificando-os pela Palavra
de Deus a pela oração (1Tm 4.1-6).
Em sua visão. Pedro viu um lençol descer do céu com alimentos considerados imundos pela lei. mas uma voz lhe ordenou que os comesse. Ao recusar, a voz lhe disse: "Não
faças tu comum (ou seja, Impuro] ao que Deus purificou’
(At 10.15).
A purificação da m u lh e r depois do parto
1
FALOU m ais o Se n h o r a Moisés, dizendo:
í
2Fala aos filhos de Israel, dizendo: Se um a
m ulher conceber e der à luz um m enino, será im u n ­
da sete dias, assim com o nos dias da separação da
sua enferm idade, será im unda.
3E no dia oitavo se circuncidará ao m enino a carne
do seu prepúcio.
4D epois ficará ela trin ta e três dias no sangue da
121
LEVÍTICO 12,13
sua purificação; nenhum a coisa santa tocará e não
entrará no santuário até que se cum pram os dias da
sua purificação.
5Mas, se dér à luz um a m enina será im u n d a duas
sem anas, com o na sua separação; depois ficará ses­
senta e seis dias no sangue da sua purificação.
6E, q u ando forem cum pridos os dias da sua p u ri­
ficação po r filho o u p or filha, trará um cordeiro de
u m ano p o r holocausto, e um p o m b in h o o u um a
rola para expiação do pecado, diante da p o rta da
tenda da congregação, ao sacerdote.
70 q u a l o o fe re c e rá p e r a n te o S enhor , e p o r ela fa rá
p r o p ic ia ç ã o ; e s e rá lim p a d o flu x o d o s e u sa n g u e ;
e s ta é a lei d a q u e d e r à lu z m e n i n o o u m e n in a .
KMas, se em sua m ão não houver recursos para um
cordeiro, então tom ará duas rolas, ou dois pom binhos, um para o holocausto e o u tro para a p ro p i­
ciação do pecado; assim o sacerdote p o r ela fará ex­
piação, e será lim pa.
A s leis acerca da praga da lepra
1 ^ FALOU m ais o S en h or a M oisés e a Arão,
A 3 dizendo:
2Q u an do um hom em tiver na pele da sua carne,
inchação, ou pústula, ou m ancha lustrosa, na pele
de sua carne como praga da lepra, então será leva­
do a Arão, o sacerdote, ou a um de seus filhos, os sa­
cerdotes.
3E o sacerdote exam inará a praga na pele da carne;
se o pêlo na praga se to rn o u branco, e a praga pare­
cer m ais profunda do que a pele da sua carne, é p ra ­
ga de lepra; o sacerdote o exam inará, e o declarará
p o r im undo.
4Mas, se a m ancha na pele de sua ca rn e/o r branca,
e não parecer m ais profunda do que a pele, e o pêlo
não se to rn o u branco, então o sacerdote encerrará o
que tem a praga p o r sete dias;
5E ao sétim o dia o sacerdote o exam inará; e eis que,
se a praga, ao seu parecer parou, e na pele não se es­
tendeu, então o sacerdote o en cerrará p o r outro s
sete dias;
6E o sacerdote ao sétim o dia o exam inará ou tra vez;
e eis que, se a praga se recolheu, e na pele não se es­
tendeu, então o sacerdote o declarará p o r lim po; é
um a pústula; e lavará as suas vestes, e será lim po.
7Mas, se a pústula na pele se estende grandem ente,
depois que foi m ostrado ao sacerdote para a sua p u ­
rificação, outra vez será m ostrado ao sacerdote,
8E o sacerdote o exam inará, e eis que, se a p ú stu ­
la na pele se tem estendido, o sacerdote o declarará
po r im undo; é lepra.
’Q u an d o no ho m em houver praga de lepra, será
levado ao sacerdote,
l0E o sacerdote o exam inará, e eis que, se há incha­
ção branca na pele, a qual to rn o u o pêlo em branco,
e houver carne viva na inchação,
"L ep ra inveterada é na pele da sua carne; p o rta n ­
to, o sacerdote o declarará por im undo; não o encer­
rará, porque im u n d o é.
12E, se a lepra se espalhar de todo n a pele, e a lepra
cobrir toda a pele do que tem a praga, desde a sua
cabeça até aos seus pés, q u anto pod em ver os olhos
do sacerdote,
l3E ntão o sacerdote exam inará, e eis que, se a le­
pra tem coberto to d a a sua carne, então declarará
o que tem a praga p o r lim po; todo se to rn o u b ra n ­
co; lim po está.
14Mas no dia em que aparecer nela carne viva será
im undo.
15Vendo, pois, o sacerdote a carne viva, declará-loá por im undo; a carne é im unda; é lepra.
l<’O u, to rn an d o a carne viva, e m u d an d o -se em
branca, então virá ao sacerdote,
17E este o exam inará, e eis que, se a praga se to rn o u
branca, então o sacerdote declarará lim po o que tem
a praga; lim po está.
l8Se tam bém a carne, em cuja pele houver alguma
úlcera, sarar,
l9E, em lugar da pústula, vier inchação branca ou
m ancha lustrosa, tiran d o a verm elho, m ostrar-se-á
então ao sacerdote.
20E o sacerdote exam inará, e eis que, se ela p are­
ce m ais funda do que a pele, e o seu pêlo se to rn o u
branco, o sacerdote o declarará p o r im undo; é p ra ­
ga da lepra que b ro to u da pústula.
2IE o sacerdote, vendo-a, e eis que se nela não hou­
ver pêlo branco, nem estiver m ais funda do qu e a
pele, m as encolhida, então o sacerdote o en cerra­
rá p o r sete dias.
22Se ela grandem ente se estender na pele, o sacer­
dote o declarará p o r im undo; praga è.
2 ,M as se a m ancha p arar no seu lugar, não se esten­
dendo, inflam ação da pústula é; o sacerdote, pois, o
declarará p o r limpo.
24O u, q u an d o na pele da carne houver q u eim ad u ­
ra de fogo, e no que é sarado da queim adura houver
m ancha lustrosa, tiran d o a verm elho ou branco,
25E o sacerdote vendo-a, e eis que se o pêlo na m a n ­
cha se to rn o u b ranco e ela parece m ais funda do que
122
LEVÍTICO 13
a pele, lepra é, que floresceu pela queim adura; p or­
tan to o sacerdote o declarará p o r im u n d o ; é p ra ­
ga de lepra.
26Mas, se o sacerdote, vendo-a, e eis que, se na m a n ­
cha não aparecer pêlo branco, nem estiver m ais fu n ­
da do que a pele, m as recolhida, o sacerdote o encer­
rará p o r sete dias.
27Depois o sacerdote o exam inará ao sétim o dia; se
grandem ente se houver estendido na pele, o sacer­
dote o declarará po r im undo; é praga de lepra.
28Mas se a m ancha parar no seu lugar, e na pele não
se estender, m as se recolher, inchação da queim a­
dura é; p ortanto o sacerdote o declarará p o r limpo,
porque inflam ação é da queim adura.
2VE, q u ando hom em o u m ulher tiver chaga na ca­
beça ou na barba,
30E o sacerdote, exam inando a chaga, e eis que, se
ela parece mais funda do que a pele, e pêlo am arelo
fino h á nela, o sacerdote o declarará p o r im undo; é
tinha, é lepra da cabeça o u da barba.
31Mas, se o sacerdote, havendo examinado a praga da
tinha, e eis que, se ela não parece mais funda do que a
pele, e se nela não houver pêlo preto, então o sacerdote
encerrará o que tem a praga da tinha por sete dias.
32E o sacerdote exam inará a praga ao sétim o dia; e
eis que, se a tinha não se tiver estendido, e nela não
houver pêlo am arelo, nem a tinha parecer m ais fun­
da do que a pele,
33Então se rapará; m as não rapará a tinha; e o sa­
cerdote segunda vez encerrará o que tem a tinha por
sete dias.
34D epois o sacerdote exam inará a tinha ao sétim o
dia; e eis que, se a tinha não se houver estendido na
pele, e ela não parecer m ais funda do que a pele, o
sacerdote o declarará p o r lim po, e lavará as suas ves­
tes, e será lim po.
35Mas, se a tinha, depois da sua purificação, se h o u ­
ver estendido grandem ente na pele,
36Então o sacerdote o exam inará, e eis que, se a ti­
nha se tem estendido na pele, o sacerdote não b u s­
cará pêlo am arelo; im u n d o está.
37Mas, se a tin h a ao seu ver parou, e pêlo preto nela
cresceu, a tin h a está sã, lim po está; p o rtan to o sacer­
dote o declarará p o r lim po.
38E, q uando hom em o u m u lh er tiver m anchas lus­
trosas brancas na pele da sua carne,
wE ntão o sacerdote olhará, e eis que, se na pele da
sua carne aparecem m anchas lustrosas escurecidas,
é im pigem que floresceu n a pele, lim po está.
4<>E, q u an d o os cabelos do hom em caírem da cabe­
ça, calvo é, m as lim po está.
4IE, se lhe caírem os cabelos n a frente da cabeça,
m eio calvo é; mas lim po está.
42Porém , se na calva, o u na m eia calva, houver p ra­
ga branca averm elhada, é lepra, florescendo na sua
calva ou na sua m eia calva.
43H avendo, pois, o sacerdote exam inado, e eis que,
se a inchação da praga, na sua calva ou m eia calva,
está branca, tiran d o a verm elho, com o parece a le­
pra na pele da carne,
44Leproso é aquele h om em , im u n d o está; o sacer­
dote o declarará totalm ente p o r im undo, na sua ca­
beça tem a praga.
4,Também as vestes do leproso, em quem está a praga,
serão rasgadas, e a sua cabeça será descoberta, e cobrirá
o lábio superior, e clamará: Im undo, imundo.
46Todos os dias em que a praga houver nele, será
im undo; im u n d o está, habitará só; a sua habitação
será fora do arraial.
47Q u an d o tam bém em algum a roupa houver p ra ­
ga de lepra, em roupa de lã, o u em ro u p a de linho,
48O u no fio urdido, ou no fio tecido, seja de linho,
ou seja de lã, ou em pele, ou em qualquer o bra de
peles,
49E a praga na roupa, ou na pele, o u no fio urdido,
ou no fio tecido, ou em qualquer coisa de peles apa-
Quando também em alguma roupa houver
praga de lepra, em roupa
de lã, ou em roupa de linho...
(13.47,59)
senta uma relação de anomalias que podem ser distintas pelos
sintomas. O versículo 6 refere-se a um tipo de doença que pode­
ria apresentar melhora em uma semana, o que já não seria típico
no caso do mal de Hansen. Os versículos 7 e 8 dizem respeito a
uma úlcera de pele seguida de gangrena (necrose do tecido cutâ­
neo). O versículo 24 fala dos casos de infecções em áreas quei­
madas da pele e o 30 da descamaçáo que se observa no couro
cabeludo, nos casos de psoríase.
Voltando àquestão das alterações nos tecidos das vestimentas,
tais problemas eram classificados como sara 'at. já que princípios
semelhantes serviam para diagnosticar “imundicias" nas vestes.
Então, segundo o relato bíblico, o "mofo progressivo" era imundo
(Lv 13.47-52), mas o "mofo estável", limpo (Lv 13.53-58).
Ceticismo. Diz que há incoerência na Bíblia, simplesmen­
te porque compreende que os versículos em estudo estão
se referindo a uma enfermidade que. humana e cientificamente
falando, jamais poderia acometer um tecido morto.
g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Tal critica provém dos par<=• cos conhecimentos dos céticos sobre a língua hebraica. A
expressão sara até muito mais genérica do que a simples identifi­
cação de uma alteração patológica da pele. Levítico 13.2-42 apre­
123
LE V ÍTIC 013,14
recer verde ou verm elha, praga de lepra é, po r isso se
m ostrará ao sacerdote,
,UE o sacerdote exam inará a praga, e encerrará
aquilo que tem a praga po r sete dias.
51Então exam inará a praga ao sétim o dia; se a praga
se houver estendido na roupa, ou n o fio urdido, ou
no fio tecido o u na pele, para qualquer obra que for
feita da pele, lepra roedora é, im unda está;
S2Por isso se queim ará aquela roupa, ou fio urdido,
ou fio tecido de lã, o u de linho, ou de qualquer obra
de peles, em que houver a praga, p orque lepra roe­
d ora é; com fogo se queim ará.
’JMas, o sacerdote, vendo, e eis que, se a praga não
se estendeu na roupa, ou no fio urdido, o u no teci­
do, ou em qualquer obra de peles,
,4Então o sacerdote ordenará que se lave aquilo no
qual havia a praga, e o encerrará segunda vez po r
sete dias;
” E o sacerdote, exam inando a praga, depois que
for lavada, e eis q u e se ela não m u d o u o seu as­
pecto, nem se estendeu, im u n d o está, com fogo o
queim arás; praga p en etran te é, seja p o r d en tro ou
p o r fora.
S6Mas se o sacerdote verificar que a praga se tem re­
colhido, depois de lavada, então a rasgará da roupa,
ou da pele ou do fio urdido o u tecido;
57E, se ainda aparecer na roupa, ou no fio urdido ou
tecido ou em qualquer coisa de peles, lepra brotante
é; com fogo queim arás aquilo em que há a praga;
58Mas a roupa o u fio urdido o u tecido o u qualquer
coisa de peles, que lavares, e de que a praga se reti­
rar, se lavará segunda vez, e será lim pa.
59Esta é a lei da praga da lepra na roupa de lã, ou de
Unho, ou do fio urdido, ou tecido, ou de qualquer
coisa de peles, para declará-la lim pa, ou para decla­
rá-la im unda.
A lei acerca do leproso depois de sarado
DEPOIS falou o S enhor a Moisés, dizendo:
2Esta será a lei do leproso no dia da sua p u ­
rificação: será levado ao sacerdote,
*E o sacerdote sairá fora do arraial, e o exam inará, e
eis que, se a praga da lepra do leproso for sarada,
4Então o sacerdote ordenará que por aquele que se
houver de purificar se tom em duas aves vivas e lim ­
pas, e pau de cedro, e carm esim , e hissopo.
’M andará tam bém o sacerdote que se degole um a
ave n u m vaso de barro sobre águas vivas,
6E tom ará a ave viva, e o pau de cedro, e o carm esim ,
M
e o hissopo, e os m olhará, com a ave viva, no sangue
da ave que foi degolada sobre as águas correntes.
TE sobre aquele que há de purificar-se da lepra es­
pargirá sete vezes; en tão o declarará p o r lim po, e
soltará a ave viva sobre a face do cam po.
8E aquele que tem de purificar-se lavará as suas ves­
tes, e rapará todo o seu pêlo, e se lavará com água; as­
sim será lim po; e depois entrará no arraial, porém ,
ficará fora da sua tenda p o r sete dias;
9E será que ao sétim o dia rapará todo o seu pêlo, a
sua cabeça, e a sua barba, e as sobrancelhas; sim , ra ­
pará todo o pêlo, e lavará as suas vestes, e lavará a sua
carne com água, e será lim po,
10E ao oitavo dia tom ará dois cordeiros sem defei­
to, e um a cordeira sem defeito, de um ano, e três d í­
zim as de flor de farinha para oferta de alim entos,
am assada com azeite, e um logue de azeite;
1 *E o s a c e rd o te q u e faz a p u rific a ç ã o a p r e s e n ta r á
o h o m e m q u e h o u v e r d e p u rific a r-s e , c o m a q u e la s
co isas, p e r a n te o S enhor , à p o r t a d a te n d a d a c o n ­
g re g a ç ã o .
12E o sacerdote tom ará um dos cordeiros, e o ofere­
cerá p o r expiação da culpa, e o logue de azeite; e os
oferecerá por oferta m ovida p erante o S enhor .
l3E ntão degolará o cordeiro no lugar em que se d e­
gola a oferta da expiação do pecado e o holocausto,
no lugar santo; p o rq u e quer a oferta da expiação da
culpa com o a da expiação do pecado é para o sacer­
dote; coisa santíssim a é.
,4E o sacerdote to m ará do sangue da expiação da
culpa, e o p orá sobre a p o n ta da orelha direita d a­
quele que tem de purificar-se e sobre o d edo p o ­
legar d a sua m ão d ireita, e no dedo polegar do seu
pé direito.
’’T am bém o sacerdote tom ará do logue de azei­
te, e o d erram ará na palm a da sua p ró p ria m ão es­
querda.
16E ntão o sacerdote m olhará o seu d edo direito
no azeite que está na sua m ão esquerda, e d aq u e­
le azeite com o seu dedo espargirá sete vezes p eran ­
te o S en h o r ;
l7E o restante do azeite, que está na sua mão, o sa­
cerdote p orá sobre a po n ta da orelha direita daque­
le que tem de purificar-se, e sobre o dedo polegar da
sua m ão direita, e sobre o dedo polegar do seu pé d i­
reito, em cim a do sangue da expiação da culpa;
ISE o restante do azeite que está na m ão do sacer­
dote, o p o rá sobre a cabeça daquele que tem de p u ri­
ficar-se; assim o sacerdote fará expiação p o r ele pe­
rante o S enhor .
124
LEVÍTICO 14
1 ta m b é m o sacerdote fará a expiação do pecado, e
fará expiação p o r aquele que tem de purificar-se da
sua im undícia; e depois degolará o holocausto;
-°E o sacerdote oferecerá o holocausto e a oferta de
alim entos sobre o altar; assim o sacerdote fará ex­
piação p or ele, e será limpo.
21Porém s t fo r pobre, e em sua m ão não houver re­
cursos p ara tanto, to m ará um cordeiro para expia­
ção da culpa em oferta de m ovim ento, para fazer ex­
piação p or ele, e a dízim a de flor de farinha, am as­
sada com azeite, p ara oferta de alim entos, e u m logue de azeite,
22E duas rolas, o u dois pom b in h o s, conform e as
suas posses, dos quais um será para expiação do p e­
cado, e o o u tro para holocausto.
23E ao oitavo dia da sua purificação os trará ao sa­
cerdote, à p o rta da tenda da congregação, p era n ­
te o S enhor .
24E o sacerdote tom ará o cordeiro da expiação da
culpa, e o logue de azeite, e os oferecerá por oferta
m ovida perante o S enhor .
25Então degolará o cordeiro da expiação da cu l­
pa, e o sacerdote tom ará do sangue da expiação da
culpa, e o po rá sobre a p o n ta da orelha direita d a­
quele que tem de purificar-se, e sobre o dedo pole­
gar da sua m ão direita, e sobre o dedo polegar do
seu pé direito.
26Tam bém o sacerdote d erram ará do azeite na pal­
m a da sua p rópria m ão esquerda.
27Depois o sacerdote com o seu dedo direito espar­
girá do azeite que está n a sua m ão esquerda, sete ve­
zes perante o S enhor .
28E o sacerdote porá do azeite que está na sua m ão
na p o n ta da orelha direita daquele que tem de p u ri­
ficar-se, e no dedo polegar da sua m ão direita, e no
dedo polegar do seu pé direito; no lugar do sangue
da expiação da culpa.
29E o que sobejar do azeite que está na m ão do sacer­
dote porá sobre a cabeça daquele que tem de purifi­
car-se, para fazer expiação por ele perante o S enhor .
30D epois oferecerá um a das rolas ou um dos p o m ­
binhos, conform e suas posses,
3'S im , c o n f o rm e a s s u a s p o ss e s , s e rá u m para e x ­
p ia ç ã o d o p e c a d o e o o u t r o para h o l o c a u s t o c o m
a o f e rta d e a lim e n to s ; e assim o s a c e r d o te fa rá e x ­
p ia ç ã o p o r a q u e le q u e te m d e p u r if ic a r - s e p e r a n ­
te o S enhor .
32Esta é a lei daquele em quem estiver a praga da le­
pra, cujas posses não lhe perm itirem o devido para
purificação.
A lei acerca da lepra n u m a casa
33Falou mais o S en h or a Moisés e a Arão, dizendo:
34Q uando tiverdes en trad o na terra de Canaã que
vos hei de d ar p o r possessão, e eu enviar a praga da
lepra em algum a casa d a terra da vossa possessão,
35Então aquele, de quem for a casa, virá e inform ará
ao sacerdote, dizendo: Parece-m e que há com o que
praga em m in h a casa.
36E o sacerdote o rd en ará que desocupem a casa,
antes que en tre p ara exam inar a praga, para que
tu d o o que está na casa não seja contam inado; e d e­
pois en tra-rá o sacerdote, para exam inar a casa;
37E, vendo a praga, e eis que se ela estiver nas pare­
des da casa em covinhas verdes o u vermelhas, e p a­
recerem m ais fundas do que a parede,
38Então o sacerdote sairá da casa para fora da p o r­
ta, e fechá-la-á p o r sete dias.
39Depois, ao sétim o dia o sacerdote voltará, e exa­
m inará; e se vir que a praga nas paredes da casa se
tem estendido,
40Então o sacerdote o rd en ará que a rran q u e m as
pedras, em que estiver a praga, e que as lancem fora
da cidade, n u m lugar im undo;
41E fará raspar a casa p o r den tro ao redor, e o pó que
houverem raspado lançarão fora da cidade, n u m lu ­
gar im undo;
42D epois tom arão o u tras pedras, e as porão no lu ­
gar das prim eiras pedras; e o u tro b arro se tom ará, e
a casa se rebocará.
43Porém , se a praga to rn a r a b ro tar na casa, depois
de arrancadas as pedras e raspada a casa, e de novo
rebocada,
44Então o sacerdote en trará e exam inará, se a praga
na casa se tem estendido, lepra roedora h á na casa;
im un d a está.
45P o rtan to se d errib ará a casa, as suas pedras, e a
sua m adeira, com o tam bém todo o b arro da casa; e
se levará p ara fora da cidade a u m lugar im undo.
46E o que en tra r naquela casa, em qualquer dia em
que estiver fechada, será im u n d o até à tarde.
47Tam bém o que se deitar a d o rm ir em tal casa, la­
vará as suas roupas; e o que com er em tal casa lava­
rá as suas roupas.
48Porém , to rn an d o o sacerdote a en tra r na casa e
exam inando-a, se a praga não se tem estendido, d e­
pois que a casa foi rebocada, o sacerdote a declarará
p o r lim pa, porque a praga está curada.
49D epois tom ará, p ara expiar a casa, duas aves, e
pau de cedro, e carm esim e hissopo;
125
LE V ÍTIC 014,15
5ÜE degolará um a ave nu m vaso de barro sobre
águas correntes;
5lE ntão tom ará pau de cedro, e o hissopo, e o car­
m esim , e a ave viva, e os m olhará no sangue da ave
degolada e nas águas correntes, e espargirá a casa
sete vezes;
,2Assim expiará aquela casa com o sangue da ave, e
com as águas correntes, e com a ave viva, e com o pau
de cedro, e com o hissopo, e com o carm esim .
5íEntão soltará a ave viva para fora da cidade, so­
bre a face do cam po; assim fará expiação pela casa,
e será lim pa.
MEsta é a lei de toda a praga da lepra, e da tinha,
55E da lepra das roupas, e das casas,
56E da inchação, e das pústulas, e das m anchas lus­
trosas;
,7Para ensinar quando alguma coisa será im unda, e
q uando será lim pa. Esta é a lei da lepra.
Im u n d ícia s do h o m em e da m u lh e r
FALOU m ais o S en h o r a M oisés e a Arão
dizendo:
2Falai aos filhos de Israel, e dizei-lhes: Q ualquer
hom em que tiver fluxo da sua carne, será im undo
p o r causa do seu fluxo.
3Esta, pois, será a sua im undícia, p o r causa do seu
fluxo; se a sua carne vasa o seu fluxo o u se a sua car­
ne estanca o seu fluxo, esta é a sua im undícia.
4Toda a cam a, em que se deitar o que tiver fluxo,
será im unda; e toda a coisa, sobre o que se assen­
tar, será im unda.
5E q u alquer que tocar a sua cam a, lavará as suas
roupas, e se banhará em água, e será im undo até à
tarde.
6E aquele que se assentar sobre aquilo em que se as­
sentou o que tem o fluxo, lavará as suas roupas, e se
banhará em água, e será im undo até à tarde.
7E aquele que tocar a carne do que tem o fluxo, la­
vará as suas roupas, e se b an h ará em água, e será
im undo até à tarde.
sQ uan d o tam bém o que tem o fluxo cuspir sobre
um lim po, então lavará este as suas roupas, e se ba­
nhará em água, e será im undo até à tarde.
9Tam bém toda a sela, em que cavalgar o que tem o
fluxo, será im unda.
I0E qualquer que tocar em algum a coisa que esteve
debaixo dele, será im undo até à tarde; e aquele que
a levar, lavará as suas roupas, e se banhará em água,
e será im undo até à tarde.
1'Tam bém todo aquele em quem tocar o que tem
o fluxo, sem haver lavado as suas m ãos com água,
lavará as suas roupas, e se banhará em água, e será
im undo até à tarde.
I2E o vaso de b arro, que tocar o que tem o fluxo,
será quebrado; porém , todo o vaso de m adeira será
lavado com água.
‘’Q u ando, pois, o q ue tem o fluxo, estiver lim po
do seu fluxo, contar-se-ão sete dias para a sua p u ri­
ficação, e lavará as suas roupas, e banhará a sua car­
ne em águas correntes; e será limpo.
I4E ao oitavo dia tom ará duas rolas ou dois pom binhos, e virá p erante o Se nho r , à p o rta da tenda da
congregação e os dará ao sacerdote;
15E o sacerdote oferecerá um para expiação do pe­
cado, e o o u tro para holocausto; e assim o sacer­
dote fará p o r ele expiação do seu fluxo p eran te o
Se nho r .
‘'’Tam bém o h o m em , q uando sair dele o sêm en da
cópula, toda a sua carne banhará com água, e será
im u n d o até à tarde.
17Tam bém to d a a roupa, e toda a pele em que h o u ­
ver sêm en da cópula se lavará com água, e será
im un d o até à tarde.
,flE tam bém se um hom em se deitar com a m ulher
e tiver emissão de sêm en, am bos se b anh arão com
água, e serão im undos até à tarde.
l9Mas a m ulher, q u an d o tiver fluxo, e o seu fluxo
de sangue estiver na sua carne, estará sete dias na
sua separação, e qualq u er q ue a tocar, será im u n ­
do até à tarde.
20E tu d o aquilo sobre o que ela se deitar d u ran te a
sua separação, será im undo; e tu d o sobre o que se
assentar, será im undo.
2,E qualquer que tocar na sua cam a, lavará as suas
vestes, e se banhará com água, e será im u n d o até à
tarde.
22E qualquer que tocar algum a coisa, sobre o que
ela se tiver assentado, lavará as suas vestes, e se b a­
nhará com água, e será im u n d o até à tarde.
23Se tam bém tocar alguma coisa que estiver sobre
a cam a o u sobre aquilo em que ela se assentou, será
im un d o até à tarde.
24E se, com efeito, qualquer h o m em se deitar com
ela, e a sua im undícia estiver sobre ele, im u n d o será
p o r sete dias; tam bém to d a a cam a, sobre que se d ei­
tar, será im unda.
25T am bém a m ulher, q u an d o tiver o fluxo do seu
sangue, p o r m uitos dias fora do tem p o d a sua se­
paração, ou q uando tiver fluxo de sangue p o r mais
tem po do que a sua separação, todos os dias do flu­
126
LEVÍTICO 15,16
xo da sua im undícia será im unda, com o nos dias da
sua separação.
2'’Toda a cam a, sobre que se deitar todos os dias do
seu fluxo, ser-lhe-á com o a cam a da sua separação;
e toda a coisa, sobre que se assentar, será im unda,
conform e a im undícia da sua separação.
27E q u alquer que a tocar será im undo; p o rtan to
lavará as suas vestes, e se banhará com água, e será
im undo até à tarde.
28Porém quando for lim pa do seu fluxo, então se
contarão sete dias, e depois será lim pa.
2VE ao oitavo dia tom ará duas rolas, o u dois pom binhos, e os trará ao sacerdote, à po rta da tenda da
congregação.
,0E ntão o sacerdote oferecerá um para expiação
do pecado, e o o utro para holocausto; e o sacerdote
fará p o r ela expiação d o fluxo da sua im undícia pe­
rante o S enhor .
31Assim separareis os filhos de Israel das suas
im undícias, para que não m o rra m nas suas im undícias, co ntam inando o m eu tabernáculo, que está
no m eio deles.
32Esta é a lei daquele que tem o fluxo, e daquele
O bode da expiação e o bode emissário
(16.1-22)
Adventismo do Sétimo Dia e Igreja Local. Declaram que
VÜjLI o bode emissário tipificava Satanás. Vejamos o que ensi­
nam os adventistas: "Satanás não somente arrastou o peso e cas­
tigo de seus próprios pecados, mas também dos pecados da hos­
te dos remidos, os quais foram colocados sobre ele e também
deve sofrer pela ruína de almas, por ele causada'. Agora, a Igreja
Local, pelas palavras de Witness Lee: ‘ Ele também fez com que
todos os nossos pecados fossem postos sobre Satanás...".
„_n RESPOSTA APOLOGÉTICA: Os versículos 5 e 10 da refe=» réncia em estudo declaram que, para a expiação do peca­
do, eram apresentados dois bodes. Satanás não é a oferta pelo
nosso pecado. Foi Cristo, e somente Ele, quem carregou os nos­
sos pecados: ‘ Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas en­
fermidades, e as nossas dores levou sobre si" (Comparar Is 53.46.11.12 com Mt 8.16,17; Jo 1.29:1Pe2.24). A obra expiatória de
Cristo é tipificada pelos dois bodes (16.5,10), sobre os quais eram
confessadas as iniqüidades e transgressões de todo o povo: en­
quanto um era sacrificado ao Senhor e o seu sangue aspergi­
do sobre o propiciatório, no interior do templo (v. 15). o outro era
apresentado vivo ao Senhor e enviado ao deserto (v. 21).
O Novo Testamento apresenta Jesus como remoção — propi­
ciação (Rm 3.25; Hb 2.17; 1Jo 2.2 e 4.10) — e como o Cordeiro
de Deus, que tira o pecado do mundo (Jo 1.29; 1Jo 3.5). Atribuirá
Satanás participação na remoção dos pecados é fazer do diabo
co-salvador dos pecadores com Cristo. A morte do primeiro bode
Indicava expiação plena do pecado: ‘ Deus, enviando o seu Filho
[...] condenou o pecado na carne’ (Rm 8.3). A expulsão do segun­
do bode indicava a completa remoção da maldição: ‘ Nenhuma
condenação há para os que estão em Cristo Jesus’ (Rm 8.1).
Quem ensina que os pecados não são expiados somente por
de quem sai o sêm en d a cópula, e que fica p o r eles
im undo;
3,C om o tam bém d a m u lh er enferm a n a sua sepa­
ração, e daquele qu e padece do seu fluxo, seja h o ­
m em o u m ulher, e do hom em que se deita com m uIher im unda.
C om o o su m o sacerdote deve
en tra r n o santuário
E FALOU o S e n h o r a Moisés, depois da
m o rte dos dois filhos de Arão, que m o rre ­
ram q uando se chegaram diante do S enhor .
2Disse, pois, o S enhor a Moisés: Dize a Arão, teu ir­
m ão, que não entre n o santuário em to d o o tem po,
para den tro do véu, diante do propiciatório que está
sobre a arca, para que não m orra; porque eu apare­
cerei n a nuvem sobre o propiciatório.
3C om isto Arão en trará n o santuário: com u m n o ­
vilho, p ara expiação do pecado, e um carneiro para
holocausto.
''Vestirá ele a tú n ica santa de linho, e terá cerou­
las de linho sobre a sua carne, e cingir-se-á com um
cinto de linho, e se cobrirá com u m a m itra de linho;
Cristo, mas também por Satanás, está pregando outro evange­
lho (2Co 11.4; Gl 1.8,9). Como é possivel atribuir a Satanás a obra
da salvação? Não há outro salvador além de Cristo. Satanás foi
condenado por seu próprio pecado (2Pe 2.4). O Filho de Deus
veio justamente para desfazer as obras do diabo e trazer à luz a
vida e a incorrupçáo pelo evangelho (1Jo 3.8; 2Tm 1.10). Sata­
nás não será eliminado da existência, mas lançado no lago de
fogo (Ap 20.10).
New Lite Mission. Afirma que o ritual da imposição de
mãos feito por Arão é uma figura do batismo de Jesus efe­
tuado por João Batista. Assim como Arão transferia os pecados
do povo para o bode. João Batista, como representante da huma­
nidade, transferiu nossos pecados para Jesus.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A maioria dos argumentos
dos adeptos dessa seita é destituída de fundamento bíbli­
co. Há uma enorme diferença entre a expiação feita por Arão sob o
bode emissário e o batismo de Jesus efetuado por João Batista. É
digno de nota que nenhum dos evangelistas dos sinópticos mos­
tra João Batista impondo as mãos sobre a cabeça de Jesus.
O ofício do sumo sacerdote não era batizar, mas fazer expiação,
uma vez por ano. Se o batismo de João fosse um antítipo do sa­
crifício sacerdotal, isso levaria ao absurdo de afirmar que João fez
expiação pela humanidade como se fosse co-redentor. o que se­
ria uma grande heresia. No batismo, João não estava transferin­
do os pecados para Jesus, mas apenas cumprindo toda a justiça.
Até porque João se recusou a batizar Jesus, por achar um ritual
desnecessário, pois o propósito de seu batismo era o arrependi­
mento de pecados e Jesus não possuía pecados.
No Antigo Testamento, o ritual da imposição de mãos era reser­
vado a ocasiões especiais, tal como a oração e a bênção, jamais
para transferir pecados. A imposição de mãos em simbologia à
transferência de pecados era praticada somente em animais.
127
LEVÍTICO 16
estas são vestes santas; p o r isso banhará a sua carne
na água, e as vestirá.
SE da congregação dos filhos de Israel tom ará dois
bodes p ara expiação do pecado e um carneiro para
holocausto.
6D epois Arão oferecerá o novilho da expiação, que
será para ele; e fará expiação p o r si e pela sua casa.
T am b ém tom ará am bos os bodes, e os porá peran ­
te o S enhor , à porta da tenda da congregação.
8E A rão lançará sortes sobre os dois bodes; um a
pelo S enhor , e a o u tra pelo bode emissário.
9E ntão Arão fará chegar o bode, sobre o qual cair
a sorte pelo S enhor , e o oferecerá para expiação do
pecado.
10Mas o bode, sobre que cair a sorte para ser bode
em issário, apresentar-se-á vivo peran te o S en h or ,
para fazer expiação com ele, a fim de enviá-lo ao de­
serto com o bode emissário.
O
sacrifício pelo próprio su n w sacerdote
n E A rão fará chegar o novilho da expiação, que
será p o r ele, e fará expiação po r si e pela sua casa; e
degolará o novilho da sua expiação.
l2Tomará tam bém o incensário cheio de brasas de
fogo do altar, de diante do S enhor , e os seus punhos
cheios de incenso aromático m oído, e o levará para
dentro do véu.
I3E p o r á o in c e n s o s o b re o fo g o p e r a n te o S enhor ,
e a n u v e m d o in c e n s o c o b r ir á o p r o p ic ia tó r io , q u e
está s o b re o te s te m u n h o , p a r a q u e n ã o m o r r a .
HE tom ará do sangue do novilho, e com o seu dedo
espargirá sobre a face do propiciatório, para o lado
oriental; e perante o propiciatório espargirá sete ve­
zes do sangue com o seu dedo.
O
sacrifício pelo povo
’’D epois degolará o bode, da expiação, que será
pelo povo, e trará o seu sangue para d en tro do véu;
e fará com o seu sangue com o fez com o sangue do
novilho, e o espargirá sobre o propiciatório, e p e­
rante a face do propiciatório.
l6Assim fará expiação pelo santuário p o r causa das
im undícias dos filhos de Israel e das suas transgres­
sões, e de todos os seus pecados; e assim fará para a
tenda da congregação que reside com eles n o meio
das suas im undícias.
17E n en h u m hom em estará na tenda da congrega­
ção q u an do ele en trar para fazer expiação no san­
tuário, até que ele saia, depois de feita expiação por
si m esm o, e pela sua casa, e p o r to d a a congrega­
ção de Israel.
' “Então sairá ao altar, que está p erante o S enhor , e
fará expiação p o r ele; e tom ará do sangue do novi­
lho, e do sangue do bode, e o porá sobre as pontas
do altar ao redor.
I9E daquele sangue espargirá sobre o altar, com o
seu dedo, sete vezes, e o purificará das im undícias
dos filhos de Israel, e o santificará.
“ H avendo, pois, acabado de fazer expiação pelo
santuário, e pela tenda da congregação, e pelo altar,
então fará chegar o b ode vivo.
2IE Arão p orá am bas as suas m ãos sobre a cabeça
do bode vivo, e sobre ele confessará todas as iniqüidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgres­
sões, e todos os seus pecados; e os porá sobre a ca­
beça do bode, e enviá-lo-á ao deserto, pela m ão de
um h om em designado para isso.
22Assim aquele b ode levará sobre si todas as iniqüidades deles à terra solitária; e deixará o bode no
deserto.
2,D epois Arão virá à tenda da congregação, e des­
pirá as vestes de linho, que havia vestido q u an d o e n ­
trara no santuário, e ali as deixará.
24E banhará a sua carne em água no lugar santo, e
vestirá as suas vestes; então sairá e preparará o seu
holocausto, e o holocausto do povo, e fará expiação
po r si e pelo povo.
2STam bém queim ará a gordura da expiação do p e­
cado sobre o altar.
26E aquele que tiver levado o b ode em issário lavará
as suas vestes, e ban h ará a sua carne em água; e de­
pois en trará n o arraial.
2"Mas o novilho da expiação, e o bode da expiação
do pecado, cujo sangue foi trazido para fazer expia­
ção no santuário, serão levados fora do arraial; p o ­
rém as suas peles, a sua carne, e o seu esterco quei­
m arão com fogo.
28E aquele que os queim ar lavará as suas vestes, e
b anhará a sua carne em água; e depois en trará no
arraial.
A fe sta a n u a l das expiações
29E isto vos será p o r estatuto perpétuo: no sétim o
mês, aos dez do mês, afligireis as vossas almas, e ne­
n h u m trabalho fareis nem o n atural nem o estran ­
geiro que peregrina en tre vós.
,0Porque naquele dia se fará expiação p o r vós, para
purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossos
pecados perante o S enhor .
128
LEVÍTICO 16,17
■'É um sábado de descanso para vós, e afligireis as
vossas almas; isto é estatuto perpétuo.
32E o sacerdote, que for ungido, e que for sagrado,
para adm inistrar o sacerdócio, no lugar de seu pai,
fará a expiação, havendo vestido as vestes de linho,
as vestes santas;
“ Assim fará expiação pelo santo santuário; tam ­
bém fará expiação pela tenda da congregação e pelo
altar; sem elhantem ente fará expiação pelos sacer­
dotes e p or todo o povo da congregação.
34E isto vos será p o r estatuto perpétuo, para fazer
expiação pelos filhos de Israel de todos os seus pe­
cados, um a vez no ano. E fez Arão com o o Senho r
ordenara a Moisés.
O sangue de todos os a nim ais deve ser trazido à
porta do tabernáculo
FALOU m ais o S e n h o r a Moisés, dizendo:
2Fala a Arão e aos seus filhos, e a todos os
filhos de Israel, e dize-lhes: Esta é a palavra que o
S e n h o r ordenou, dizendo:
3Q u alq uer hom em da casa de Israel que degolar
boi, o u cordeiro, ou cabra, no arraial, ou quem os
degolar fora do arraial,
4E não os trouxer à p o rta da tenda da congrega­
ção, para oferecer oferta ao S e n h o r diante do taber­
náculo d o S e n h o r , a esse h om em será im putado o
sangue; derram ou sangue; p o r isso será extirpado
do seu povo;
5Para que os filhos de Israel, trazendo os seus sacri­
fícios, que oferecem sobre a face do cam po, os tra ­
gam ao S e n h o r , à p o rta da tenda da congregação,
ao sacerdote, e os ofereçam por sacrifícios pacífi­
cos ao S e n h o r .
6E o sacerdote espargirá o sangue sobre o altar do
S e n h o r , à po rta da tenda da congregação, e queim a­
rá a gordura por cheiro suave ao S e n h o r .
Qualquer homem [...] que comer algum sangue
(17.10-16)
Testemunhas de Jeová. Com base neste texto, proibem a
transfusão de sangue.
— 3 RESPOSTA APOLOGÉTICA: Por que o Antigo Testamen<= to proibia o uso de sangue como alimento? Porque o san­
gue e a gordura dos animais eram elementos de culto, pertenciam
ao Senhor e foram reservados por Ele para a expiação: ‘ Porque a
vida da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o
altar, para fazer expiação pelas vossas almas: porquanto é o san­
gue que fará expiação pela alma’ (17.11).
O sangue dos animais não deveria, em hipótese alguma, ser uti­
7E nunca m ais oferecerão os seus sacrifícios aos de­
m ônios, após os quais eles se prostituem ; isto serlhes-á p o r estatuto perp étu o nas suas gerações.
sD ize-lhes, pois: Q u alq u er h o m em da casa de
Israel, o u dos estrangeiros que p ereg rin am entre
vós, que oferecer holocausto ou sacrifício,
9E não o trouxer à p o rta da tenda da congregação,
para oferecê-lo ao S e n h o r , esse hom em será extir­
pado do seu povo.
A proibição d e co m er sangue
l0E qualquer hom em da casa de Israel, o u dos es­
trangeiros que peregrinam entre eles, que com er al­
gum sangue, contra aquela alm a porei a m inha face,
e a extirparei do seu povo.
1 'P orque a vida da carne está n o sangue; pelo que
vo-lo ten h o dado sobre o altar, para fazer expiação
pelas vossas almas; p o rq u an to é o sangue que fará
expiação pela alma.
l2P ortanto ten h o dito aos filhos de Israel: N enhum
dentre vós com erá sangue, nem o estrangeiro, que
peregrine entre vós, com erá sangue.
1’T am bém qualq u er h o m em dos filhos de Israel,
o u dos estrangeiros que peregrinam entre eles, que
caçar anim al o u ave que se com e, d erram ará o seu
sangue, e o cobrirá com pó;
MPorquanto a vida de to d a a carne é o seu sangue;
p o r isso tenho dito aos filhos de Israel: N ão com e­
reis o sangue de n en h u m a carne, porque a vida de
toda a carne é o seu sangue; qualquer que o com er
será extirpado.
1 ’E to d o o hom em entre os naturais, o u entre os es­
trangeiros, que com er corpo m o rto ou dilacerado,
lavará as suas vestes, e se b an h ará com água, e será
im u n d o até à tarde; depois será lim po.
l6Mas, se 05 não lavar, n em b an h ar a sua carne, le­
vará sobre si a sua iniqüidade.
lizado na alimentação. Seu uso exclusivo era fazer expiação, ra­
zão pela qual a Bíblia apresenta diversas referências proibindo
sua utilização para fins alimentícios (7.26; Gn 9.4; 17.12; 17.14;
19.26; Dt 12.16; 12.23, entre outras passagens).
O sangue não utilizado na expiação deveria ser derramado so­
bre a terra, conforme Deuteronômio 12.16: “Tão-somente o san­
gue náo comereis; sobre a terra o derramareis como água". É im­
portante notarmos que os judeus ortodoxos, observadores fiéis
das ordenanças e leis bíblicas, não têm qualquer objeção à trans­
fusão de sangue. Segundo o rabino Ricardo Segni: *Do sangue
é proibido apenas o consumo como alimentação, mas não a uti­
lização para outros fins. inclusive o comercial. Nào há objeçáo ju­
daica às transfusões de sangue" (7.26,27; Gn 9.4).
129
LEVÍTICO 18
C asam entos ilícitos
FALOU m ais o S enhor a Moisés, dizendo:
2Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Eu
sou o S en h or vosso Deus.
3N ão fareis segundo as obras da terra do Egito, em
que habitastes, nem fareis segundo as obras da ter­
ra de Canaã, para a qual vos levo, nem andareis nos
seus estatutos.
4Fareis conforme os m eus juízos, e os m eus estatu­
tos guardareis, para andardes neles. Eu sou o S enhor
vosso Deus.
’Portanto, os m eus estatutos e os m eus juízos guar­
dareis; os quais, observando-os o ho m em , viverá
p o r eles. Eu sou o S enhor .
6N en h um h om em se chegará a qualquer parenta da sua carne, para descobrir a sua nudez. Eu sou
o S enhor .
7Não descobrirás a nudez de teu pai e de tua mãe:
ela é tua mãe; não descobrirás a sua nudez.
sNão descobrirás a nudez da m ulher de teu pai; é
nudez de teu pai.
’A nudez da tua irm ã, filha de teu pai, o u filha de
tu a mãe, nascida em casa, ou fora de casa, a sua n u ­
dez não descobrirás.
I0A nudez da filha do teu filho, o u da filha de tua
filha, a sua nu d ez não d escobrirás; p o rq u e é tu a
nudez.
"A nudez da filha da m ulher de teu pai, gerada
de teu pai (ela é tua irm ã), a sua nudez não desco­
brirás.
12A nudez da irm ã de teu pai não descobrirás; ela é
parenta de teu pai.
13A nudez da irm ã de tu a m ãe não descobrirás; pois
ela é parenta de tu a mãe.
14A nudez do irm ão de teu pai não descobrirás; não
te chegarás à sua m ulher; ela é tu a tia.
15A nudez de tua n ora não descobrirás: ela é m ulher
de teu filho; não descobrirás a sua nudez.
16A nudez da m u lh er de teu irm ão não descobrirás;
é a nudez de teu irm ão.
I7A nudez de u m a m ulher e de sua filha não des­
cobrirás; não tom arás a filha de seu filho, nem a fi­
lha de sua filha, p ara descobrir a sua nudez; parentas são; m aldade é.
1SE não tom arás u m a m ulher ju n tam en te com sua
irm ã, para fazê-la sua rival, descobrindo a sua n u ­
dez diante dela em sua vida.
Parentas são; maldade é
(18.16,17)
ção dos céticos, ora requer sacrifícios humanos, ora condena es­
ses mesmos sacrifícios.
cAj COMENTÁRIO APOLOGÉTICO: Como se pode observar
U na referência em estudo, Oeus condena a prática do inces­
to. Os relatos bíblicos sobre este tipo de depravação podem (e
muitas vezes são) ser usados pelos críticos que acusam a Bíblia
de apresentar contradições. No exemplo de Caim (o mais empre­
gado pelos céticos), Oeus ainda não tinha concedido tal manda­
mento ao seu povo (Gn 4.17), o que só veio a acontecer nos dias
de Moisés (v. 17).
Quanto ao exemplo de Ló, foi pecado, porque sua atitude já era
algo extremamente reprovado por Deus; ou seja, contrariava os
propósitos divinos para a humanidade (Gn 19.30-38). Em suma,
a Escritura Sagrada denomina o incesto como perversão sexual
e iniqüidade perante Deus.
g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Deus jamais fomentou aprá<=■ tica de sacrifícios humanos. Aconfrontação procedida para
inferir contradição ao texto bíblico revela incapacidade e ignorân­
cia sobre o contexto de Gênesis e a referência em estudo. No caso
de Abraão, Deus estava tào-somente provando a fé de seu ser­
vo quando lhe pediu para imolar em holocausto seu filho Isaque.
E Abraão demonstrou submissão ao Senhor ao atender ao pedi­
do que lhe fora feito. Mas. como prova do veto divino aos sacrifí­
cios humanos, o próprio Deus. por meio de seu anjo (Gn 22.11 14), repreendeu a Abraão para que não prosseguisse com o ato,
provendo um cordeiro para o holocausto.
E da tua descendência não darás nenhum
para fazer passar pelo fogo perante Moloque
(18.21)
Homossexualismo. Declara que a proibição contra esta
prática é restritamente direcionada ao contexto legislativo
do Antigo Testamento, não estando em vigor nos dias atuais.
Ceticismo. Confronta este texto com Gênesis 22.2 para
conferir contradição à Bíblia que, de acordo com a acusa­
U niões abom ináveis
l9E não chegarás à m u lh er d u ran te a separação da
sua im undícia, p ara descobrir a sua nudez,
20N em te deitarás com a m u lh er de teu próxim o
para cópula, para te contam inares com ela.
2IE da tu a descendência não darás n en h u m para
fazer passar pelo fogo perante M oloque; e não p rofa­
narás o nom e de teu Deus. Eu sou o S enhor .
22Com hom em não te deitarás, com o se fosse m u ­
lher; abom inação é;
23N em te deitarás com um anim al, para te conta­
m inares com ele; nem a m ulher se p orá perante um
anim al, para ajuntar-se com ele; confusão é.
Abominação é
(18.22-24)
. g RESPOSTA APOLOGÉTICA: A Palavra de Deus demons•=» tra que a proibição da prática homossexual não era me-
130
LEVÍTICO 18,19
24C om n en h u m a destas coisas vos contam ineis;
porque com todas estas coisas se contam inaram as
nações que eu expulso de diante de vós.
25Por isso a terra está contam inada; e eu visito a sua
iniqüidade, e a terra vom ita os seus m oradores.
“ Porém vós guardareis os m eus estatutos e os
m eus juízos, e nenhum a destas abom inações fa­
reis, nem o natural, nem o estrangeiro que peregri­
na entre vós;
27Porque todas estas abom inações fizeram os h o ­
m ens desta terra, que nela estavam antes de vós; e a
terra foi contam inada.
2SPara que a terra não vos vom ite, havendo-a con­
tam inado, com o vom itou a nação que nela estava
antes de vós.
2<)Porém , qualquer que fizer algum a destas abom i­
nações, sim, aqueles que as fizerem serão extirpa­
dos do seu povo.
30Portanto guardareis o m eu m andam ento, não fa­
zendo n enhum a das práticas abom ináveis que se fi­
zeram antes de vós, e não vos contam ineis com elas.
Eu sou o S en h or vosso Deus.
A repetição d e diversas leis
FALOU m ais o S enhor a Moisés, dizendo:
■Fala a to d a a congregação dos filhos de
Israel, e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o S enhor
vosso Deus, sou santo.
!Cada u m tem erá a sua m ãe e a seu pai, e guardará
os m eus sábados. Eu sou o S en h o r vosso Deus.
4N ão vos viráreis para os ídolos nem vos fareis d eu ­
ses de fundição. Eu sou o S en h or vosso Deus.
5E, q u an d o oferecerdes sacrifício pacífico ao
S enhor , da vossa pró p ria vontade o oferecereis.
6No dia em que o sacrificardes, e no dia seguinte, se
ramente um preceito do Antigo Testamento, antes, é condena­
da também no Novo Testamento: “Nào erreis: nem os devassos,
nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os
sodomitas (...) herdarão o reino de Deus' (1Co 6.10). Confira Ro­
manos 1.26,27,1 Timóteo 1.10 e Gênesis 19.5-8.
Nem mentireis, nem usareis de falsidade
(19.11)
Ceticismo. Confronta esta passagem com Êxodo
1.18,19, afirmando que Sifrá e Puá mentiram a Faraó,
transgredindo a lei, mas, mesmo assim. Deus as abençoou,
o que implicaria em contradição quanto ao que a Bíblia ensi­
na a respeito.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: A ordem do rei era para que
= as parteiras praticassem o infanticídio contra o povo he­
breu (Êx 1.16). Para evitar a barbaridade do alo, as parteiras lan­
comerá; m as o que sobejar ao terceiro dia, será quei­
m ado com fogo.
7E se alguma coisa dele for com ida ao terceiro dia,
coisa abom inável é; não será aceita.
8E qualquer que o com er levará a sua iniqüidade,
po rq u an to p ro fan o u a san tid ad e d o S e n h o r ; p o r
isso tal alm a será extirpada do seu povo.
9Q uan d o tam bém fizerdes a colheita da vossa terra,
o canto do teu cam po não segarás totalm ente, nem
as espigas caídas colherás da tu a sega.
I“Sem elhantem ente não rabiscarás a tu a vinha,
nem colherás os bagos caídos da tu a vinha; deixálos-ás ao p o b re e ao estrangeiro. Eu sou o S enhor
vosso Deus.
II N ão furtareis, nem m entireis, nem usareis de fal­
sidade cada u m com o seu próxim o;
12N em jurareis falso pelo m eu nom e, pois p rofana­
rás o n o m e do teu D eus. Eu sou o S enhor .
' •’N ão oprim irás o teu próxim o, nem o roubarás; a
paga do diarista não ficará contigo até pela m anhã.
l4N ão am aldiçoarás ao surdo, nem porás tro p e­
ço diante do cego; m as tem erás o teu Deus. Eu sou
o S enhor .
15N ão farás injustiça no juízo; não respeitarás o p o ­
bre, nem h o n rarás o poderoso; com justiça julga­
rás o teu próxim o.
l6N ão andarás com o m exeriqueiro en tre o teu
povo; não te porás co n tra o sangue do teu próxim o.
Eu sou o S enhor .
17N ão odiarás a teu irm ão no teu coração; não dei­
xarás de repreender o teu próxim o, e p o r causa dele
não sofrerás pecado.
l8N ão te vingarás nem guardarás ira co n tra os fi­
lhos do teu povo; m as am arás o teu próxim o com o
a ti m esm o. Eu sou o S enhor .
çaram mão de uma estratégia: a morosidade (demora). Assim,
as mães davam à luz seus filhos sozinhas, e quando as parteiras
chegavam já era tarde, não podiam mais matar as crianças, por­
que, caso cometessem o ato, eram condenadas à pena de mor­
te. E, para se livrarem dessa sentença, preferiam apresentar ao rei
"meias-verdades" (Êx 1.19). Ou seja, não revelavam a Faraó que
haviam chegado tarde para o trabalho de parto. O atraso das par­
teiras, como vimos, era proposital.
Embora as Escrituras registrem as faltas de pessoas temen­
tes a Deus, tais pessoas, porém, jamais as recomendam. O Se­
nhor Deus não abençoou aquelas mulheres (1.20,21) por terem
mentido a Faraó, mas porque foram tementes ao Senhor, pre­
servando o povo hebreu da extinção pelo decreto sanguinário
do rei egípcio. Neste sentido, se acha consagrado o princípio de
que a lealdade ao Senhor nem sempre concorda com as ordens
arbitrárias e injustas dos governantes (ou mandantes) seculares
(Rm 13; 1Pe2.17).
131
LEVÍTIC019,20
l9G uardarás os m eus estatutos; não perm itirás que
se ajuntem m isturadam ente os teus anim ais de d i­
ferentes espécies; n o teu cam po não sem earás se­
mentes diversas, e não vestirás roupa de diversos es­
tofos m isturados.
2ÜE, q u an d o u m h om em se deitar com um a m u ­
lher que for serva desposada com o u tro hom em , e
não for resgatada nem se lhe houver dado liberda­
de, então serão açoitados; não m orrerão, pois ela
não foi libertada.
2IE, por expiação da sua culpa, trará ao S enhor , à
p o rta da tenda da congregação, u m carneiro da ex­
piação,
22E, com o carneiro da expiação da culpa, o sacer­
dote fará propiciação por ele perante o S enhor , pelo
pecado que com eteu; e este lhe será perdoado.
23E, q u an d o tiverdes en trad o na terra, e p la n tar­
des to d a a árvore de com er, ser-vos-á incircunciso o seu fruto; três anos vos será incircunciso; dele
não se comerá.
24Porém no q uarto ano todo o seu fruto será santo
para dar louvores ao S enhor .
25E no quinto ano com ereis o seu fruto, para que
vos faça aum entar a sua produção. Eu sou o S enhor
vosso Deus.
2hN ão com ereis coisa alguma com o sangue; não
agourareis nem adivinhareis.
2rN ão cortareis o cabelo, arredondando os cantos
da vossa cabeça, nem danificareis as extrem idades
da tua barba.
2#Pelos m ortos não dareis golpes na vossa carne; nem
fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o S enhor.
2''Não contam inarás a tu a filha, fazendo-a prostituir-se; para que a terra não se prostitua, nem se en­
cha de maldade.
’“Guardareis os m eus sábados, e o m eu santuário
reverenciareis. Eu sou o S enhor .
3‘N ão vos viráreis para os adivinhadores e encan­
tadores; não os busqueis, contam inando-vos com
eles. Eu sou o S enhor vosso Deus.
“ D iante das cãs te levantarás, e honrarás a face do
ancião; e tem erás o teu Deus. Eu sou o S enhor .
,3E q uando o estrangeiro peregrinar convosco na
vossa terra, não o oprim ireis.
Não vos viráreis para os adivinhadores
(19.31)
COMENTÁRIO APOLOGÉTICO: Deus proibiu a mediunidade (contato com os mortos) e a prática de adivinha­
ções: "Entre ti nào se achará (...] nem adivinhador, nem prog-
t
3■
’C om o um n atu ra l en tre vós será o estrangeiro
que peregrina convosco; am á-lo-ás com o a ti m es­
mo, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou
o S enhor vosso Deus.
35N ão com etereis injustiça no juízo, nem na vara,
nem no peso, n em na m edida.
36Balanças justas, pesos justos, efa justo, e justo him
tereis. Eu sou o S enhor vosso Deus, que vos tirei da
terra do Egito.
,7Por isso guardareis to d o s os m eus estatutos, e
todos os m eus juízos, e os cum prireis. Eu sou o
S enhor .
As penas de diversos crim es
FALOU m ais o S enhor a Moisés, dizendo:
2T am bém dirás aos filhos de Israel:
Q ualquer que, dos filhos de Israel, o u dos estran ­
geiros que peregrinam em Israel, d er da sua descen­
dência a M oloque, certam ente m orrerá; o povo da
terra o apedrejará.
3E eu porei a m in h a face contra esse hom em , e o ex­
tirparei do m eio do seu povo, p o rq u an to deu da sua
descendência a M oloque, p ara co n tam in ar o m eu
santuário e profanar o m eu santo nom e.
4E, se o povo da terra de algum a m aneira esconder
os seus olhos daquele h om em , q u an d o der da sua
descendência a M oloque, para não o m atar,
5E ntão eu po rei a m in h a face co n tra aquele h o ­
m em , e contra a sua família, e o extirparei do m eio
do seu povo, bem com o a todos que forem após ele,
prostituindo-se com M oloque.
' Q u an d o alguém se v irar p ara os adivinhadores
e encantadores, para se p ro stitu ir co m eles, eu p o ­
rei a m in h a face co n tra ele, e o extirparei do m eio
do seu povo.
7P ortan to santificai-vos, e sede santos, pois eu sou
o S enhor vosso Deus.
8E guardai os m eus estatutos, e cum pri-os. Eu sou
o S enhor que vos santifica.
‘'Q uan d o um hom em am aldiçoar a seu pai ou a sua
m ãe, certam ente m orrerá; am aldiçoou a seu pai ou
a sua mãe; o seu sangue será sobre ele.
'“T am bém o h o m em qu e ad u lterar com a m u ­
lher de o u tro , havendo ad u lterad o com a m u lh er
nosticador, nem feiticeiro [...] nem quem consulte os mortos’
(Ot 19.10,11). Hoje, a adivinhação compreende, entre outras prá­
ticas, a rabdomancia (uso de varas), a radiestesia (uso de pândulos), a quiromancia (uso das mãos), a cartomancia (uso de car­
tas) , consulta aos búzios e runas.
132
LEVÍTICO 20,21
do seu próxim o, certam ente m orrerá o adúltero e
a adúltera.
1 ‘E o hom em que se deitar com a m ulher de seu
pai descobriu a nudez de seu pai; am bos certam en­
te m orrerão; o seu sangue será sobre eles.
1 S em elhantem ente, quando um hom em se deitar
com a sua nora, am bos certam ente m orrerão; fize­
ram confusão; o seu sangue será sobre eles.
’’Q uando tam bém um hom em se deitar com ou­
tro hom em , com o com m ulher, am bos fizeram abo­
m inação; certam ente m orrerão; o seu sangue será
sobre eles.
HE, q u ando um hom em to m ar um a m ulher e a sua
mãe, m aldade é; a ele e a elas queim arão com fogo,
para que não haja m aldade no m eio de vós.
1’Q uando tam bém u m h om em se deitar com um
anim al, certam ente m orrerá; e m atareis o animal.
1 T am b ém a m ulher que se chegar a algum animal,
p ara ajuntar-se com ele, aquela m u lh er m atarás
bem assim com o o anim al; certam ente m orrerão;
o seu sangue será sobre eles.
I7E, q u an d o u m h om em to m a r a sua irm ã, filha
de seu pai, ou filha de sua mãe, e vir a nudez dela, e
ela a sua, torpeza é; p o rtan to serão extirpados aos
olhos dos filhos do seu povo; descobriu a nudez de
sua irm ã, levará sobre si a sua iniqüidade.
' SE, quando um hom em se deitar com um a m ulher
no tem po da sua enferm idade, e descobrir a sua n u ­
dez, descobrindo a sua fonte, e ela descobrir a fon­
te do seu sangue, am bos serão extirpados do meio
do seu povo.
‘‘'Tam bém a nudez da irm ã de tua mãe, o u da irm ã
de teu pai não descobrirás; p o rq u an to descobriu a
sua parenta, sobre si levarão a sua iniqüidade.
2HQ uan do tam bém um hom em se deitar com a sua
tia descobriu a nudez de seu tio; seu pecado sobre si
levarão; sem filhos m orrerão.
2IE quando um hom em to m ar a m ulher de seu ir­
mão, im undícia é; a nudez de seu irm ão descobriu;
sem filhos ficarão.
22G uardai, pois, todos os m eus estatutos, e todos os
meus juízos, e cum pri-os, para que não vos vom ite a
terra, para a qual eu vos levo para habitar nela.
23E não andeis nos costum es das nações que eu ex­
pulso de diante de vós, p orque fizeram todas estas
coisas; p ortanto fui enfadado deles.
2,,E a vós vos ten h o dito: Em herança possuireis a
sua terra, e eu a darei a vós, para a possuirdes, terra
que m ana leite e mel. Eu sou o S e n h o r vosso Deus,
que vos separei dos povos.
25Fareis, pois, diferença entre os anim ais lim pos e
im undos, e entre as aves im undas e as limpas; e as
vossas alm as não fareis abom ináveis p o r causa dos
anim ais, o u das aves, o u de tu d o o que se arrasta so­
bre a terra; as quais coisas apartei de vós, para tê-las
po r im undas.
26E ser-m e-eis santos, p o rq u e eu, o S e n h o r, sou
santo, e vos separei dos povos, para serdes meus.
27Q u ando, pois, algum hom em o u m ulher em si ti­
ver u m espírito de necrom ancia ou espírito de ad i­
vinhação, certam ente m orrerá; serão apedrejados;
o seu sangue será sobre eles.
Leis acerca dos sacerdotes
DEPOIS disse o S enhor a Moisés: Fala aos
sacerdotes, filhos de Arão, e dize-lhes: O sa­
cerdote não se contam inará p o r causa de u m m o r­
to entre o seu povo,
2Salvo p o r seu parente mais chegado: p o r sua mãe,
e p o r seu pai, e p o r seu filho, e p o r sua filha, e p o r
seu irm ão.
3E p o r sua irm ã virgem , chegada a ele, que ainda
não teve m arido; p o r ela tam bém se contam inará.
4Ele sendo principal entre o seu povo, não se co n ­
tam inará, pois que se profanaria.
5N ão farão calva n a sua cabeça, e não rap arão as
extrem idades da sua b arb a, nem d arão golpes na
sua carne.
6Santos serão a seu Deus, e não profanarão o nom e
do seu Deus, porque oferecem as ofertas queimadas do
Senhor , e o pão do seu Deus; portanto serão santos.
7N ão to m arão m u lh er p ro stitu ta o u desonrada,
nem to m arão m u lh er rep u d iad a de seu m arido;
pois santo é a seu Deus.
“P ortanto o santificarás, p o rq u an to oferece o pão
do teu Deus; santo será p ara ti, pois eu, o S e n h o r que
vos santifica, sou santo.
9E quando a filha de um sacerdote com eçar a prosti­
tuir-se, profana a seu pai; com fogo será queimada.
I0E o sum o sacerdote entre seus irm ãos, sobre cuja
cabeça foi d erram ad o o azeite da unção, e que for
consagrado p ara vestir as vestes, não descobrirá a
sua cabeça nem rasgará as suas vestes;
11E não se chegará a cadáver algum , nem p o r causa
de seu pai nem p o r sua m ãe se contam inará;
12N em sairá do santuário, para que não profane o
santuário do seu Deus, pois a coroa do azeite da u n ­
ção do seu D eus está sobre ele. Eu sou o Senho r .
I3E ele tom ará p o r esposa um a m u lh er n a sua vir­
gindade.
133
LEVÍTICO 21,22
14Viúva, ou repudiada o u desonrada ou p ro stitu ­
ta, estas não tom ará; mas virgem do seu povo tom a­
rá p o r mulher.
’’E não profanará a sua descendência entre o seu
povo; porque eu sou o Se n h o r que o santifico.
16Falou m ais o Se n h o r a Moisés, dizendo:
17Fala a Arão, dizendo: N inguém da tu a descen­
dência, nas suas gerações, em que houver algum de­
feito, se chegará a oferecer o pão do seu Deus.
l8Pois n e n h u m h om em em quem houver algu­
m a deform idade se chegará; como hom em cego, ou
coxo, o u de nariz chato, o u de m em bros dem asiada­
m ente com pridos,
l9O u h o m em que tiver quebrado o pé, ou a m ão
quebrada,
20O u corcunda, o u anão, o u que tiver defeito no
olho, o u sarna, o u im pigem , o u que tiver testícu­
lo m utilado.
2lN en h um h o m em da descendência de Arão, o
sacerdote, em quem houver algum a deform idade,
se chegará p ara oferecer as ofertas queim adas do
Se n h o r ; defeito nele há; não se chegará para ofere­
cer o pão do seu Deus.
22Ele com erá do pão do seu Deus, tanto do santís­
sim o com o do santo.
2,Porém até ao véu não entrará, nem se chegará ao
altar, p o rquanto defeito há nele, para que não p ro ­
fane os m eus santuários; po rq u e eu sou o Se n h o r
que os santifico.
24E Moisés falou isto a Arão e a seus filhos, e a todos
os filhos de Israel.
Leis acerca dos sacerdotes
DEPOIS falou o Se n h o r a M oisés, dizen­
do:
2Dize a Arão e a seus filhos que se apartem das coi­
sas santas dos filhos de Israel, que a m im m e santi­
ficam, p ara que não profanem o m eu santo nom e.
Eu sou o Senho r .
3D ize-lhes: Todo o hom em , que en tre as vossas
gerações, de toda a vossa descendência, se chegar
às coisas santas que os filhos de Israel santificam
ao Se n h o r , te n d o sobre si a sua im undícia, aq u e­
la alm a será extirpada de diante da m inha face. Eu
sou o Senhor .
4N inguém da descendência de Arão, que for lepro­
so, ou tiver fluxo, com erá das coisas santas, até que
seja lim po; com o tam bém o que tocar algum a coi­
sa im u n d a de cadáver, o u aquele de que sair sêmen
da cópula,
’O u qualquer que tocar a algum réptil, pelo qual
se fez im undo, o u a algum hom em , pelo qual se fez
im undo, segundo toda a sua im undícia;
60 hom em que o to car será im u n d o até à tarde,
e não com erá das coisas santas, m as banhará a sua
carne em água.
"E havendo-se o sol já posto, então será lim po, e
depois com erá das coisas santas; p o rq u e este é o
seu pão.
"O corpo m o rto e o dilacerado não com erá, para
que não se contam ine com ele. Eu sou o Se nho r .
’G uardarão, pois, o m eu m andam ento, p ara que
p o r isso não levem pecado, e m o rram nele, havendo-o profanado. Eu sou o Sen h o r que os santifico.
luT am bém n e n h u m estran h o com erá das coisas
santas; nem o hóspede do sacerdote, nem o diarista
com erá das coisas santas.
11 Mas q uando o sacerdote com prar algum a pessoa
com o seu dinheiro, aquela com erá delas, e os nasci­
dos na sua casa, estes com erão do seu pão.
12E, q uando a filha do sacerdote se casar com h o ­
m em estranho, ela não com erá da oferta das coi­
sas santas.
1 ’Mas q u an d o a filha do sacerdote for viúva ou re­
pudiada, e não tiver filho, e se houver to rn ad o à casa
de seu pai, com o na sua m ocidade, do pão de seu pai
com erá; m as n en h u m estranho com erá dele.
I4E q u an d o alguém p o r erro com er a coisa santa,
sobre ela acrescentará um a q u in ta parte, e a dará ao
sacerdote com a coisa santa.
15Assim não profanarão as coisas santas dos filhos
de Israel, que oferecem ao Sf.nh o r ,
l6N em os farão levar a in iq ü id ad e da culpa, co­
m end o as suas coisas santas; pois eu sou o S enho r
que as santifico.
Leis acerca dos sacrifícios
l7Falou m ais o Se n h o r a Moisés, dizendo:
l8Fala a Arão, e a seus filhos, e a todos os filhos de
Israel, e dize-lhes: Q ualquer que, da casa de Israel,
o u dos estrangeiros em Israel, oferecer a sua oferta,
quer dos seus votos, q uer das suas ofertas voluntá­
rias, que oferecem ao Se n h o r em holocausto,
‘“Segundo a sua vontade, oferecerá m acho sem d e­
feito, o u dos bois, ou dos cordeiros, o u das cabras.
20N en h u m a coisa em que haja defeito oferecereis,
porqu e não seria aceita em vosso favor.
2IE, q u an d o alguém oferecer sacrifício pacífico ao
Se n h o r , separando d o sb o is o u d a s ovelhas um voto,
134
LEVÍTICO 22,23
ou oferta voluntária, sem defeito será, para que seja
aceito; n enhum defeito haverá nele.
lenidades do S enhor , qu e convocareis, serão santas
convocações; estas são as m inhas solenidades:
220 ceg o , o u q u e b r a d o , o u a le ija d o , o v e rru g o s o ,
o u sa rn o s o , o u c h e io d e im p ig e n s , e ste s n ã o o fe re ­
c ere is ao S enhor , e d e le s n ã o p o r e is o f e rta q u e im a ­
d a a o Sen h or s o b re o a lta r.
23Porém boi, ou gado m iúdo, com prido o u curto
de m em bros, poderás oferecer poroferta voluntária,
m as p o r voto não será aceito.
240 m a c h u c a d o , o u m o íd o , o u d e s p e d a ç a d o , o u
c o r ta d o , n ã o o fe re c e re is a o S en h o r ; n ã o fa re is isto
n a v o ssa te rra .
2,T am bém da m ão do estrangeiro nen h u m ali­
m ento oferecereis ao vosso Deus, de todas estas coi­
sas, pois a sua corrupção está nelas; defeito nelas há;
não serão aceitas em vosso favor.
26Falou m ais o S enhor a Moisés, dizendo:
27Q uan do nascer o boi, o u cordeiro, o u cabra, sete
dias estará debaixo de sua mãe; depois, desde o o i­
tavo dia em diante, será aceito p o r oferta queim a­
da ao S enhor .
28Tam bém boi o u gado m iúdo, a ele e a seu filho
não degolareis no m esm o dia.
29E, q u a n d o o fe re c e rd e s sa c rifíc io s d e lo u v o re s a o
S enhor , o o fe re c e re is d a v o ssa v o n ta d e .
30N o m esm o dia se com erá; dele nada deixareis fi­
car até pela m anhã. Eu sou o S enhor .
3'P or isso guardareis os m eus m andam entos, e os
cum prireis. Eu sou o S enhor .
32E não profanareis o m eu santo nom e, para que eu
seja santificado no m eio dos filhos de Israel. Eu sou
o S enhor que vos santifico;
33Q ue vos tirei da terra do Egito, p ara ser o vosso
Deus. Eu sou o Senhor .
A s festas solenes do S e n h o r
DEPOIS falou o S enhor a Moisés, dizendo:
2Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: As soO sétimo dia será o sábado do descanso
(23.3)
(JY?) Adventlsmo do Sétimo Dia. Usa este texto para ensinar
\ÍJ-U que a guarda do sábado é um procedimento necessário
à salvação.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Os cristãos, segundo o tes­
temunho claro do Novo Testamento, estão livres da obser­
vância do sábado (Cl 2.16,17). De fato. a tentativa de reconcilia­
ção com Deus por meio de obras implica a nulidade da obra de
Cristo e a obrigatoriedade de se guardar toda a lei (Gl 5.2,3). As­
sim, aqueles que consideram ser importante guardar o sábado
devem julgar se estão fazendo isso da maneira que a lei no Anti­
go Testamento prescrevia: não sair de casa no sábado (Èx 16 .29);
O sábado
3Seis dias trab alh o se fará, m as o sétim o dia será
o sábado do descanso, santa convocação; n enhum
trabalho fareis; sábado do S enhor é em todas as vos­
sas habitações.
A páscoa
4Estas são as solenidades do Senhor , as santas convo­
cações, que convocareis ao seu tem po determ inado:
5No mês prim eiro, aos catorze do mês, pela tarde,
é a páscoa do S enhor .
6E aos quinze dias deste m ês é a festa dos pães ázi­
m os do S en h o r ; sete dias com ereis pães ázimos.
7No prim eiro dia tereis santa convocação; n enhum
trabalho servil fareis;
8Mas sete dias oferecereis oferta q u eim ada ao
S en h o r ; ao sétim o dia haverá santa convocação; n e­
nhum trabalho servil fareis.
As prim ícias
9E falou o S enhor a Moisés, dizendo:
l0Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Q u an d o h o u ­
verdes en trad o na terra, que vos hei de dar, e fizer­
des a sua colheita, então trareis um m olho das p ri­
mícias da vossa sega ao sacerdote;
11E ele m overá o m olho p erante o S enhor , para que
sejais aceitos; no dia seguinte ao sábado o sacerdote
o moverá.
I2E no dia em que m overdes o m olho, preparareis
um cordeiro sem defeito, de u m ano, em holocaus­
to ao S enhor ,
13E a sua oferta de alim entos, será de duas dízimas
de flor de farinha, am assada com azeite, para oferta
queim ada em cheiro suave ao S enhor , e a sua liba­
ção será de vinho, um q u arto de him.
não ferver ou assar comida (Êx 16.23); guardar o sábado den­
tro de casa (Êx 16.29); não acender fogo (êx 35.3); não fazer via­
gens (Ne 10.31); não carregar peso (Jr 17.21); não fazer transa­
ções comerciais (Am 8.5).
Os defensores da observância do sábado, como um proce­
dimento necessário para a salvação, ignoram os ensinos do
Novo Testamento a respeito desse dia (Mt 12.1-13; At 15.1,10; Cl
2.16,17). Em verdade, estão colocando sua esperança em suas
próprias obras e não na obra redentora de Cristo (Rm 3.28; Gl
2.16; Gl 3.10.11). Estão ensinando a outros o que eles mesmos
não praticam (Mt 23.15; At 15.1,10; Rm2.21). E, por conta disso,
tornam-se culpados da própria lei. pois não a cumprem integral­
mente. atraindo sobre si mesmos a maldição da lei (Dt 27.11—
28.1 -68; Js 24.19,20; Gl 5.1 -5; Tg 1.23; 2.10).
135
LEVÍTICO 23
' 4E não com ereis pão, nem trigo tostado, nem espi­
gas verdes, até aquele m esm o dia em que trouxerdes
a oferta do vosso Deus; estatuto perpétuo d por vos­
sas gerações, em todas as vossas habitações.
1 ’D epois para vós contareis desde o dia seguinte ao
sábado, desde o dia em que trouxerdes o m olho da
oferta m ovida; sete sem anas inteiras serão.
16Até ao dia seguinte ao sétim o sábado, contareis
cinqüenta dias; então oferecereis nova oferta de ali­
m entos ao S enhor .
17Das vossas habitações trareis dois pães de m ovi­
m ento; de duas dízim as de farinha serão, levedados
se cozerão; prim ícias são ao S enhor .
1 “T am bém com o pão oferecereis sete cordeiros
sem defeito, de um ano, e um novilho, e dois car­
neiros; holocausto serão ao S enhor , com a sua ofer­
ta de alim entos, e as suas libações, por oferta quei­
m ada de cheiro suave ao S enhor .
'T a m b é m oferecereis um bode para expiação do
pecado, e dois cordeiros de um ano p o r sacrifício
pacífico.
“ Então o sacerdote os m overá com o pão das p ri­
mícias por oferta m ovida perante o S enhor , com os
dois cordeiros; santos serão ao S en h or para uso do
sacerdote.
2IE naquele m esm o dia apregoareis que tereis san­
ta convocação; n enhum trabalho servil fareis; esta­
tu to perpétuo é em todas as vossas habitações pelas
vossas gerações.
22E, quando fizerdes a colheita da vossa terra, não
acabarás de segar os cantos do teu cam po, nem colhe­
rás as espigas caídas da tua sega; para o pobre e para o
estrangeiro as deixarás. Eu sou o S enhor vosso Deus.
23E falou o S en h or a Moisés, dizendo:
24Fala aos filhos de Israel, dizendo: N o mês sétimo,
ao prim eiro do mês, tereis descanso, m em orial com
sonido de trom betas, santa convocação.
Estas são as solenidades do
(23.37,38)
S enhor
(Ty?i Adventlsmo do Sétimo Dia. Segundo interpreta, estas so\31Ü lenidades ou festas se referiam aos sábados cerimoniais ou
festas anuais, já abolidos, e não à observância do sábado sema­
nal. E fundamenta sua teoria em Colossenses 2.16.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: De acordo com o texto em
referência, o número de festas dos judeus era sete: Asmos,
Páscoa, Pentecostes (ou Primícias), Trombetas, Expiação e Ta­
bernáculos (que se dividia em duas, primeiro e último dia). Todas
elas são indicadas no versículo 37, que diz: “Estas são as soleni­
dades [ou festas] do Senhor”. Mas o versículo 38 acrescenta: “Os
25N enhum trab alh o servil fareis, m as oferecereis
oferta queim ada ao S enhor .
O dia da expiação
26Falou m ais o S en h or a Moisés, dizendo:
27Mas aos dez dias desse sétim o mês será o dia da
expiação; tereis santa convocação, e afligireis as vos­
sas almas; e oferecereis oferta queim ada ao S enhor .
-*E naquele m esm o dia n en h u m trab alh o fareis,
p orque é o dia da expiação, para fazer expiação por
vós perante o S en h or vosso Deus.
2I>Porque to d a a alm a, que naquele m esm o dia se
não afligir, será extirpada do seu povo.
30Tam bém toda a alma, que naquele m esm o dia fi­
zer algum trabalho, eu a destruirei do m eio do seu
povo.
3' N enhum trabalho fareis; estatuto perpétuo é p e­
las vossas gerações em todas as vossas habitações.
32Sábado de descanso vos será; então afligireis as
vossas almas; aos nove do mês à tarde, de u m a tarde
a ou tra tarde, celebrareis o vosso sábado.
33E falou o S en h or a Moisés, dizendo:
34Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias
deste m ês sétim o será a festa dos tab ern ácu lo s ao
S enhor p o r sete dias.
35Ao p rim eiro dia haverá santa convocação; n e­
n h u m trabalho servil fareis.
36Sete dias oferecereis ofertas queim adas ao
S en h o r ; ao oitavo dia tereis santa convocação, e ofe­
recereis ofertas queim adas ao S en h o r ; dia de proibi­
ção é, n enhum trabalho servil fareis.
37Estas são as solenidades do S en h or , qu e ap re­
goareis p ara santas convocações, p ara oferecer ao
S en h or oferta queim ada, holocausto e oferta de ali­
m entos, sacrifício e libações, cada qual em seu dia
próprio;
38Além dos sábados do S enhor , e além dos vos­
sos dons, e além de todos os vossos votos, e além
sábados do Senhor', o que deixa claro que esses sábados não
estavam incluídos nas solenidades do versículo 37.
Quando o apóstolo Paulo declara: "Portanto, ninguém vos jul­
gue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de fes­
ta, ou da lua nova. ou dos sábados, que são sombras das coi­
sas futuras, mas o corpo é de Cristo" (Cl 2.16,17), seu objetivo
é nos mostrar, com clareza, que. na cruz, os dias de festa (cha­
mados pelos adventistas de “sábados anuais ou cerimoniais")
e os sábados semanais (indicados pela palavra sábados) fo­
ram abolidos.
Em verdade, o sábado semanal era uma sombra (um tipo) que
apontava para o verdadeiro descanso que desfrutamos em Cris­
to (Comparar Is 11.10 com Mt 11.28-30).
136
LEVÍTICO 23,24
d e t o d a s a s v o ssa s o f e r ta s v o lu n tá r ia s , q u e d a r e is
a o S en h or .
wPorém aos quinze dias do mês sétim o, quando ti­
verdes recolhido do fruto da terra, celebrareis a festa
do S enhor por sete dias; no prim eiro dia haverá des­
canso, e no oitavo dia haverá descanso.
40E n o prim eiro dia tom areis para vós ram os de
form osas árvores, ram os de palm eiras, ram os de ár­
vores frondosas, e salgueiros de ribeiras; e vos ale­
grareis perante o S enhor vosso Deus p or sete dias.
4IE c e le b ra re is e s ta fe s ta a o S en h or p o r se te d ia s
c a d a a n o ; e s ta tu to p e r p é tu o é p e la s v o ssas g e ra ç õ e s;
n o m ê s s é tim o a c e le b ra re is .
4'Sete dias habitareis em tendas; todos os naturais
em Israel habitarão em tendas;
43Para que saibam as vossas gerações que eu fiz ha­
bitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da
terra do Egito. Eu sou o S en h or vosso Deus.
44Assim p ro n u n cio u Moisés as solenidades do
S enhor aos filhos de Israel.
A lei acerca das lâm padas
E FALOU o S en h or a Moisés, dizendo:
^Ordena aos filhos de Israel que te tragam
azeite de oliveira, puro, batido, para a lum inária,
para m anter as lâm padas acesas continuam ente.
3A rã o as p o r á e m o r d e m p e r a n te o S e n h o r c o n ti ­
n u a m e n te , d e s d e a ta r d e a té à m a n h ã , fo ra d o v é u
d o te s te m u n h o , n a te n d a d a c o n g re g a ç ã o ; e s ta tu to
p e r p é tu o è p e la s v o ssas g e ra ç õ e s.
4Sobre o candelabro de ouro p u ro p orá em ordem
as lâm padas perante o S enhor continuam ente.
O pão para a »tesa do S exhor
’Também tom arás da flor de farinha, e dela cozerás
doze pães; cada pão será de duas dízimas de um efa.
6E o s p o r á s e m d u a s file iras, se is e m cada file ira , s o ­
b r e a m e s a p u r a , p e r a n te o S e n h o r.
7E s o b r e cada file ira p o r á s in c e n s o p u r o , p a r a q u e
seja, p a r a o p ã o , p o r o f e rta m e m o r ia l; o f e rta q u e i­
m a d a é a o S e n h o r.
Vlda por vida
(24.17,18)
Testemunhas de Jeová. Segundo afirmam, o homem e o
animal sáo a mesma coisa, diferindo apenas no fato de o
homem ser racional. São aniquilacionistas. Ou seja, não crêem
na sobrevivência da alma.
__g RESPOSTA APOLOGÉTICA: O texto em estudo usa o ter«=> mo "vida" ou “alma” , que no hebraico é nephesh, para se
referir ao homem e ao animal como seres vivos. A diferença na pu­
“Em cada dia de sábado, isto se p o rá em o rd em
perante o S en h o r co n tin u am en te, pelos filhos de
Israel, p o r aliança perpétua.
9E será de Arão e de seus filhos, os quais o com e­
rão no lugar santo, p o rq u e um a coisa santíssim a é
para eles, das ofertas queim adas ao S enhor , p o r es­
tatuto perpétuo.
A p ena do pecado d e blasfêm ia
l0E apareceu, no meio dos filhos de Israel o filho de
um a m u lh er israelita, o qual era filho de um hom em
egípcio; e o filho da israelita e u m hom em israelita
discutiram no arraial.
"E n tã o o filho da m u lh er israelita blasfem ou o
nom e do S enhor , e o am aldiçoou, p o r isso o trouxe­
ram a Moisés; e o nom e de sua m ãe era Selomite, fi­
lha de D ibri, da trib o de Dã.
,2E eles o puseram na prisão, até que a vontade do
S en h or lhes pudesse ser declarada.
I3E falou o S enhor a Moisés, dizendo:
l4Tira o que tem blasfem ado para fora do arraial; e
todos os que o ouviram p orão as suas m ãos sobre a
sua cabeça; então toda a congregação o apedrejará.
I5E aos filhos de Israel falarás, dizendo: Q u alq u er
que am ald iço ar o seu D eus, levará sobre si o seu
pecado.
I(>E aquele que blasfem ar o nom e do S enhor , cer­
tam ente m orrerá; toda a congregação certam ente o
apedrejará; assim o estran g eiro co m o o n atu ral,blas­
fem ando o nom e do S enhor , será m orto.
17E quem m atar a alguém certam ente m orrerá.
l8Mas qu em m atar um anim al, o restitu irá, vida
p o r vida.
l9Q uan d o tam bém alguém desfigurar o seu próxi­
mo, com o ele fez, assim lhe será feito:
■“ Q u eb rad u ra p o r q u eb ra d u ra , olho p o r olho,
dente p o r dente; com o ele tiver desfigurado a al­
gum hom em , assim se lhe fará.
21Q uem , pois, m atar um anim al, restitui-lo-á, mas
quem m atar um ho m em será m orto.
22U m a m esm a lei tereis; assim será para o estrannição é que demonstra a distinção entre a vida (ou alma) dos ho­
mens e a dos animais. Não há como restituir a vida humana, por
isso o agressor deve pagar com sua própria vida. Já a perda de
um animal pode ser restitufda por outro.
A diferenciação das penas esclarece que o ser humano tem
uma dignidade peculiar, está acima de todas as demais criatu­
ras. O ensino da imortalidade da alma é bem claro na Escritura:
“E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma;
temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e
o corpo" (Mt 10.28).
137
LEVÍTICO 24,25
geiro com o para o natural; pois eu som o S enhor vos ­
so Deus.
23E disse Moisés, aos filhos de Israel que levas­
sem o que tinha blasfem ado para fora do arraial, e
o apedrejassem ; e fizeram os filhos de Israel com o o
S en h or ordenara a Moisés.
O
ano sabático
FALOU m ais o S enhor a Moisés no m onte
Sinai, dizendo;
2Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Q u ando tiver­
des en trado na terra, que eu vos dou, então a terra
descansará u m sábado ao S enhor .
3Seis anos sem earás a tu a terra, e seis anos podarás
a tua vinha, e colherás os seus frutos;
4Porém ao sétim o ano haverá sábado de descanso
para a terra, um sábado ao S en h o r ; não sem earás o
teu cam po nem podarás a tua vinha.
’O que nascer de si m esm o da tua sega, não colhe­
rás, e as uvas da tua separação não vindim arás; ano
de descanso será para a terra.
6Mas os frutos do sábado da terra vos serão p o r ali­
m ento, a ti, e ao teu servo, e à tu a serva, e ao teu dia­
rista, e ao estrangeiro que peregrina contigo;
7E ao teu gado, e aos teus anim ais, que estão na tua
terra, todo o seu prod u to será p o r m antim ento.
O ano do ju b ile u
T am b ém contarás sete sem anas de anos, sete vezes
sete anos; de m aneira que os dias das sete sem anas
de anos te serão quarenta e nove anos.
Sete semanas de anos
(25.8)
Testemunhas de Jeová. O segundo presidente da Socie­
dade Torre de Vigia, Joseph F. Rutherford, multiplicou o pe­
ríodo de cinqüenta anos entre cada jubileu pelos setenta anos de
servidão sob o império babilónico e chegou à conclusão de que,
em 1925, ocorreria a ressurreição corporal dos príncipes:
'Simplesmente calculou que estes júbilos de cinqüenta anos
cada um dará o total de 3500 anos [...] Portanto, podemos se­
guramente esperar que 1925 marcará a volta às condições de
perfeição humana de Abraáo, Isaque, Jacó e antigos fiéis, es­
pecialmente esses mencionados pelo apóstolo no capítulo onze
de Hebreus",
Estava tão certo de que sua profecia se cumpriria que chegou
a comprar uma mansão em San Diego, Califórnia, à qual deu o
nome de Beth Sarim (Casa dos príncipes), para abrigar os fiéis do
Antigo Testamento que ressuscitariam em tal data.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Além do descanso sema­
nal para homens livres ou escravos e animais emprega­
dos no trabalho, a lei mosaica previa o descanso da terra: "Seis
anos semearás a tua terra [...] Porém ao sétimo ano haverá sá­
''Então no mês sétimo, aos dez do mês, farás pas­
sar a trom beta do jubileu; n o dia da expiação fareis
passar a trom beta p o r toda a vossa terra,
1()E santificareis o an o qiiinquagésim o, e aprego­
areis liberdade na terra a todos os seus m oradores;
ano de jubileu vos será, e tornareis, cada u m à sua
possessão, e cada u m à sua família.
1 'O ano qüinquagésim o vos será jubileu; n ão se­
meareis nem colhereis o que nele nascer de si m es­
m o, nem nele vindim areis as uvas das separações,
1 •’Porque jubileu é, santo será p ara vós; a novidade
do cam po comereis.
l3N este ano do jubileu to rn areis cada u m à sua
possessão.
I4E q u ando venderdes algum a coisa ao vosso p ró ­
xim o, ou a com prardes da m ão do vosso próxim o,
ninguém engane a seu irm ão;
l5C onform e ao n ú m ero dos anos, desde o jubileu,
com prarás ao teu próxim o; e conform e o n úm ero
dos anos das colheitas, ele a venderá a ti.
l6C onform e se m u ltip liq u em os anos, a u m en ta­
rás o seu preço, e conform e à dim inuição dos anos
abaixarás o seu preço; porque conforme o núm ero
das colheitas é que ele te vende.
l;N inguém , pois, engane ao seu próxim o; m as te­
rás tem o r do teu Deus; porque eu sou o S en h or vos­
so Deus.
I8E observareis os m eus estatutos, e guardareis os
m eus juízos, e os cum prireis; assim habitareis se­
guros na terra.
bado de descanso para a terra" (v. 3,4). Ao final de 49 anos, ou
sete semanas de anos, havia o Ano do jubileu, celebrado com o
perdão das dívidas, libertação de escravos e devolução das pos­
ses (v. 10,13,14).
O Ano do Jubileu tinha por objetivo prevenir ou, ao menos, pór
limites à opressão (v. 14,17), e figurava também o tempo da gra­
ça e do perdão trazido por Cristo para toda a humanidade: “Eis
aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação"
(2Co 6.2; ver Hb 4.16).
O não-cumprimento da profecia de Rutherford mostra que ele
foi reprovado no teste bíblico do verdadeiro profeta (Dt 18.2022; Jr 23.32).
Catolicismo Romano. Declarou que 2000 seria o "ano do
jubileu’ que proclamaria indulgências plenárias aos fiéis.
, _ g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Não existe identidade entre o
■=■ jubileu católico romano e o jubileu bíblico. As indulgências
constituem cancelamento de pecados de quem vai a Roma. É o pe­
cado de simonia (o que se refere ao ato de Simão, o mago, que pre­
tendeu comprar de Pedro o dom de conferir o Espírito Santo), apon­
tado por Pedro em Atos 8.18-23. A salvação é gratuita, pela fé em
Cristo: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé" (Ef 2.8).
138
LEVÍTICO 25
19E a terra dará o seu fruto, e com ereis a fartar, e
nela habitareis seguros.
20E se disserdes: Q ue com erem os no ano sétimo?
eis que n ão havem os de sem ear nem fazer a n o s­
sa colheita;
2' Então eu m andarei a m inha bênção sobre vós no
sexto ano, para que dê fruto po r três anos,
22E no oitavo ano semeareis, e com ereis da colhei­
ta velha até ao ano nono; até que venha a nova co­
lheita, com ereis a velha.
23Tam bém a terra não se venderá em perpetuida­
de, p orque a terra é m inha; pois vós sois estrangei­
ros e peregrinos comigo.
24Portanto em toda a terra da vossa possessão da­
reis resgate à terra.
2,Q uando teu irm ão em pobrecer e vender alguma
parte da sua possessão, então virá o seu resgatador,
seu parente, e resgatará o que vendeu seu irmão.
26E se alguém não tiver resgatador, porém conse­
guir o suficiente para o seu resgate,
27Então contará os anos desde a sua venda, e o que
ficar restituirá ao hom em a quem a vendeu, e to rn a ­
rá à sua possessão.
28Mas se não conseguir o suficiente para restituirlha, então a que fo i vendida ficará n a m ão do com ­
p rad o r até ao ano do jubileu; porém no ano do ju ­
bileu sairá, e ele tornará à sua possessão.
29E, quando alguém vender um a casa de m oradia
em cidade m urada, então poderá resgatá-la até que
se cu m p ra o ano da sua venda; d uran te um ano in­
teiro será lícito o seu resgate.
!l)Mas, se, cum prindo-se-lhe um ano inteiro, ainda
não for resgatada, então a casa, que estiver na cida­
de que tem m uro, em perpetuidade ficará ao que a
com prou, pelas suas gerações; não sairá no jubileu.
3'M as as casas das aldeias que não têm m uro ao re­
dor, serão estim adas com o o cam po da terra; para
elas haverá resgate, e sairão no jubileu.
32Mas, no tocante às cidades dos levitas, às casas das
cidades da sua possessão, direito perpétuo de resga­
te terão os levitas.
33E se alguém com prar dos levitas, um a casa, a casa
com prada e a cidade da sua possessão sairão do p o ­
der do com prador no jubileu; porque as casas das
cidades dos levitas são a sua possessão n o m eio dos
filhos de Israel.
í4Mas o cam po do arrabalde das suas cidades não
se venderá, porque lhes é possessão perpétua.
35E, quando teu irm ão em pobrecer, e as suas forças
decaírem, então sustentá-lo-ás, com o estrangeiro e
peregrino viverá contigo.
36N ão tom arás dele juros, nem ganho; m as do teu
Deus terás tem or, para que teu irm ão viva contigo.
37N ão lhe darás teu dinheiro com usura, nem d a­
rás do teu alim ento p o r interesse.
38Eu sou o S e n h o r v o ss o Deus, que vos tirei da ter­
ra do Egito, para vos d ar a terra de C anaã, para ser
vosso Deus.
39Q u an d o tam bém teu irm ão em pobrecer, estan­
do ele contigo, e vender-se a ti, não o farás servir
com o escravo.
40C om o diarista, com o peregrino estará contigo;
até ao ano do jubileu te servirá;
4' Então sairá do teu serviço, ele e seus filhos com ele,
e tornará à sua família e à possessão de seus pais.
42Porque são meus servos, que tirei da terra do Egito;
não serão vendidos com o se vendem os escravos.
43N ão te assenhorearás dele com rigor, m as do teu
Deus terás tem or.
44E qu anto a teu escravo ou a tu a escrava que tive­
res, serão das nações que estão ao redor de vós; d e­
les com prareis escravos e escravas.
4'’Tam bém os com prareis dos filhos dos forasteiros
que peregrinam entre vós, deles e das suas famílias
que estiverem convosco, que tiverem gerado na vos­
sa terra; e vos serão p o r possessão.
46E possuí-los-eis p o r herança p ara vossos filhos
depois de vós, para herdarem a possessão; p erp e tu ­
am ente os fareis servir; m as sobre vossos irm ãos, os
filhos de Israel, não vos assenhoreareis com rigor,
uns sobre os outros.
47E se o estrangeiro ou peregrino que está contigo
alcançar riqueza, e teu irm ão, que está com ele, em ­
pobrecer, e vender-se ao estrangeiro ou peregrino que
está contigo, ou a alguém da família do estrangeiro,
48D epois que se houver vendido, haverá resgate
para ele; um de seus irm ãos o poderá resgatar;
49O u seu tio, ou o filho de seu tio o poderá resga­
tar; ou u m dos seus parentes, da sua família, o p o ­
derá resgatar; ou, se alcançar riqueza, se resgatará a
si mesm o.
50E acertará com aquele q u e o com prou, desde o
ano que se vendeu a ele até ao ano do jubileu, e o p re­
ço da sua venda será conform e o núm ero dos anos;
conform e os dias de u m diarista estará com ele.
5‘Se ainda faltarem m uitos anos, conform e a eles
restituirá, p ara seu resgate, p arte do dinheiro pelo
qual foi vendido,
52E se ainda restarem poucos anos até ao ano do
139
LEVÍTICO 25,26
8Cinco de vós perseguirão a um cento deles, e cem
de vós perseguirão a dez mil; e os vossos inim igos
cairão à espada diante de vós.
9E para vós olharei, e vos farei frutificar, e vos m u l­
tiplicarei, e confirm arei a m inha aliança convosco.
I0E com ereis da colheita velha, há m u ito tem p o
guardada, e tirareis fora a velha p o r causa da nova.
11E porei o m eu tabernáculo no m eio de vós, e a m i­
nha alm a de vós não se enfadará.
1 -E andarei no m eio de vós, e eu vos serei p o r Deus,
e vós m e sereis p o r povo.
13Eu sou o S en h or vosso Deus, que vos tirei da ter­
ra dos egípcios, para que não fôsseis seus escravos;
e quebrei os tim ões do vosso jugo, e vos fiz andar
eretos.
jubileu, então fará contas com ele; segundo os seus
anos restituirá o seu resgate.
,JC o m o diarista, de ano em ano, estará com ele;
não se assenhoreará sobre ele com rigor diante dos
teus olhos.
,4E, se desta sorte não se resgatar, sairá no ano do
jubileu, ele e seus filhos com ele.
" P o rq u e os filhos de Israel m e são servos; m eus
servos são eles, que tirei da terra do Egito. Eu sou o
S enhor vosso Deus.
M a ndam entos
NÃO fareis para vós fdolos, nem vos levan­
tareis im agem de escultura, nem estátua,
nem poreis pedra figurada na vossa terra, para incli­
nar-vos a ela; porque eu sou o S en h or vosso Deus.
2G uardareis os m eus sábados, e reverenciareis o
m eu santuário. Eu sou o S enhor .
Promessas -para os obedientes
ASe andardes nos m eus estatutos, e guardardes os
m eus m andam entos, e os cum prirdes,
4Então eu vos darei as chuvas a seu tem po; e a ter­
ra dará a sua colheita, e a árvore do cam po dará o
seu firuto;
’E a debulha se vos chegará à vindim a, e a vin d i­
m a se chegará à sem enteira; e com ereis o vosso pão
a fartar, e habitareis seguros na vossa terra.
''Também darei paz na terra, e dorm ireis seguros, e
não haverá quem vos espante; e farei cessar os ani­
mais nocivos da terra, e pela vossa terra não passa­
rá espada.
"E perseguireis os vossos inim igos, e cairão à espa­
da diante de vós.
Guardareis os meus sábados [...] a terra folgará
nos seus sábados
(26.2,34)
(Vy?! Adventlsmo do Sétimo Dia. Ensina que “os meus sãba\3IXl dos" sáo os sábados semanais e os "seus sábados", os sá­
bados cerimoniais, já abolidos.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Se os sábados chamados
«= por Deus de “os meus sábados" e “seus sábados" são di­
ferentes, poderíamos, por analogia, raciocinar que o Pai, mencio­
nado por Jesus em João 20.17 como “meu Pai", é diferente do
Pai mencionado por Jesus com a invocação de “vosso Pai". Será
que o fato de se alterar o pronome possessivo mudou também o
Pai? Comparemos Isaías 56.7 (“Também os levarei ao meu san­
to monte, e os alegrarei na minha casa de oração...") com Mateus
23.37,38 (“Jerusalém. Jerusalém [...] Bs que a vossa casa vai fi­
car-vos deserta"). Será que podemos admitir que estes dois tex­
tos estão se referindo a duas casas diferentes ou ao templo de
Jerusalém?
A d vertên cia s para os desobedientes
MMas, se não m e ouvirdes, e não cum prirdes todos
estes m andam entos,
1,E se rejeitardes os m eus estatutos, e a vossa alm a
se enfadar dos m eus juízos, não cu m p rin d o to ­
dos os m eus m an d am en to s, p ara invalidar a m i­
nha aliança,
w’Então eu tam bém vos farei isto: porei sobre vós
terror, a tísica e a febre ardente, que consum am os
olhos e ato rm en tem a alma; e sem eareis em vão a
vossa sem ente, pois os vossos inim igos a com erão.
I7E porei a m inha face contra vós, e sereis feridos
diante de vossos inim igos; e os que vos odeiam , de
vós se assenhorearão, e fugireis, sem ninguém vos
perseguir.
I8E, se ainda com estas coisas não m e ouvirdes, en ­
tão eu prosseguirei a castigar-vos sete vezes mais,
po r causa dos vossos pecados.
Comparemos, agora, Números 28.3,6 (“E dir-lhes-ás: Esta é a
oferta queimada que oferecereis ao SENHOR: dois cordeiros de
um ano, sem defeito, cada dia, em contínuo holocausto: este é o
holocausto contínuo, instituído no monte Sinai, em cheiro suave,
oferta queimada ao SENHOR") com Deuteronômio 12.6: (“E ali
trareis os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios, e os vossos
dízimos, e a oferta alçada da vossa mão. e os vossos votos, e as
vossas ofertas voluntárias, e os primogênitos das vossas vacas e
das vossas ovelhas"). Poderíamos, porventura, entender que es­
tão se referindo a sacrifícios diferentes simplesmente porque o
pronome "vossos" é empregado no segundo texto?
Se fosse assim, seria lógico comparar Levítico 26.2 com Levítico 26.34,35 e ensinar que se referem a sábados distintos sim­
plesmente porque trazem pronomes possessivos diferentes:
meus e seus?
Ora, as mesmas instituições dizem que são do Senhor porque
foram ordenadas pelo Senhor e dos judeus porque foram desig­
nados para os judeus. O que passar disso é jogo de palavras para
fundamentar uma lei que fora abolida por Cristo na cruz.
140
LEVÍTICO 26,27
l9Porque quebrarei a soberba da vossa força; e fa­
rei que os vossos céus sejam com o ferro e a vossa ter­
ra com o cobre.
20E em vão se gastará a vossa força; a vossa terra
não dará a sua colheita, e as árvores da terra não d a­
rão o seu fruto.
2IE se andardes co n trariam en te para com igo, e
não m e quiserdes ouvir, trar-vos-ei pragas sete ve­
zes mais, conform e os vossos pecados.
22Porque enviarei entre vós as feras do cam po, as
quais vos desfilharão, e desfarão o vosso gado, e vos
dim inuirão; e os vossos cam inhos serão desertos.
2,Se ainda com estas coisas não vos corrigirdes
voltando para m im , m as ainda andardes con traria­
m ente para comigo,
24Eu tam bém andarei co n trariam en te para co n ­
vosco, e eu, eu m esm o, vos ferirei sete vezes mais por
causa dos vossos pecados.
2,Porque trarei sobre vós a espada, que executará
a vingança da aliança; e ajuntados sereis nas vossas
cidades; então enviarei a peste entre vós, e sereis en­
tregues na m ão do inim igo.
26Q uando eu vos quebrar o sustento do pão, então
dez m ulheres cozerão o vosso pão nu m só forno, e
devolver-vos-ão o vosso pão p o r peso; e comereis,
m as não vos fartareis.
27E se com isto não m e ouvirdes, m as ainda an d ar­
des contrariam ente para comigo,
28Tam bém eu para convosco andarei c o n tra ria ­
m ente em furor; e vos castigarei sete vezes mais por
causa dos vossos pecados.
29Porque com ereis a carne de vossos filhos, e a car­
ne de vossas filhas.
J0E destruirei os vossos altos, e desfarei as vossas
imagens, e lançarei os vossos cadáveres sobre os ca­
dáveres dos vossos deuses; a m in h a alm a se enfa­
dará de vós.
3IE reduzirei as vossas cidades a deserto, e asso­
larei os vossos santuários, e não cheirarei o vosso
cheiro suave.
,2E assolarei a terra e se espantarão disso os vossos
inim igos que nela m orarem .
33E espalhar-vos-ei entre as nações, e desem bai­
nharei a espada atrás de vós; e a vossa terra será as­
solada, e as vossas cidades serão desertas.
34Então a terra folgará nos seus sábados, todos os
dias da sua assolação, e vós estareis na terra dos vos­
sos inimigos; então a terra descansará, e folgará nos
seus sábados.
35Todos os dias da assolação descansará, porque
não descansou n o s vossos sábados, q u an d o h ab i­
táveis nela.
36E, q u anto aos que de vós ficarem, eu porei tal p a­
vor nos seus corações, nas terras dos seus inimigos,
que o ru íd o de um a folha m ovida os perseguirá;
e fugirão como quem foge da espada; e cairão sem
ninguém os perseguir.
37E cairão uns sobre os o u tro s com o diante da es­
pada, sem ninguém os perseguir; e não podereis re­
sistir diante dos vossos inim igos.
38E perecereis entre as nações, e a terra dos vossos
inim igos vos consum irá.
39E aqueles que en tre vós ficarem se consum irão
pela sua in iq ü id ad e nas terras dos vossos in im i­
gos, e pela iniqüidade de seus pais com eles se con­
sum irão.
40Então confessarão a sua iniqüidade, e a in iq ü id a­
de de seus pais, com as suas transgressões, com que
transgrediram co n tra m im ; com o tam bém eles an ­
daram contrariam ente para comigo.
41Eu tam bém andei para com eles contrariam ente,
e os fiz en trar na terra dos seus inim igos; se então o
seu coração incircunciso se hum ilhar, e então to m a­
rem p o r bem o castigo da sua iniqüidade,
42Tam bém eu m e lem brarei da m in h a aliança com
Jacó, e tam bém da m in h a aliança com Isaque, e ta m ­
bém da m in h a aliança com A braão m e lem brarei, e
da terra m e lem brarei.
43E a terra será abandonada p o r eles, e folgará nos
seus sábados, sendo assolada p o r causa deles; e to ­
m arão p o r bem o castigo da sua iniqüidade, em ra ­
zão m esm o de que rejeitaram os m eus juízos e a sua
alm a se enfastiou dos m eus estatutos.
44E, dem ais disto tam bém , estando eles na terra dos
seus inim igos, não os rejeitarei nem m e enfadarei
deles, para consum i-los e invalidar a m inha aliança
com eles, p orque eu sou o Se n h o r seu Deus.
45A ntes p o r am o r deles m e lem brarei da aliança
com os seus antepassados, que tirei da terra do Egito
perante os olhos dos gentios, p ara lhes ser p o r Deus.
Eu sou o Senho r .
4<’Estes são os estatutos, e os juízos, e as leis que
deu o Se n h o r entre si e os filhos de Israel, no m onte
Sinai, pela m ão de Moisés.
Votos especiais
FALOU m ais o Se n h o r a Moisés, dizendo:
2Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes:
Q u an d o alguém fizer p articu la r voto, segundo a
tua avaliação serão as pessoas ao S e nho r .
141
LEVlTICO 27
’Se for a tu a avaliação de um hom em , da idade
de vinte anos até a idade de sessenta, será a tu a ava­
liação de cinqüenta siclos de prata, segundo o siclo
do santuário.
4Porém , se for m ulher, a tu a avaliação será de trin ­
ta siclos.
5E, se for de cinco anos até vinte, a tu a avaliação de
um h om em será vinte siclos e da m ulher dez siclos.
6E, se/o r de um m ês até cinco anos, a tu a avaliação
de u m hom em será de cinco siclos de p rata, e a tua
avaliação pela m ulher será de três siclos de prata.
7E, se for de sessenta anos e acim a, pelo ho m em
a tu a avaliação será de quinze siclos e pela m ulher
dez siclos.
"Mas, se/or mais pobre do que a tu a avaliação, en­
tão apresentar-se-á diante do sacerdote, para que o
sacerdote o avalie; conform e as posses daquele que
fez o voto, o avaliará o sacerdote.
9E, se/o r anim al dos que se oferecem em oferta ao
S enhor , tu d o q uanto der dele ao S en h o r será santo.
1 "Não o mudará, nem o trocará bom por mau, ou m au
por bom; se porém de alguma maneira trocar animal
por animal, tanto um como o outro, será santo.
1 'E, se fo r a lg u m a n im a l im u n d o , d o s q u e n ã o se
o fe re c e m e m o f e rta a o S enhor , e n tã o a p r e s e n ta r á o
19E se aquele que santificou o cam po de algum a
m aneira o resgatar, então acrescentará a q u in ta par­
te do dinheiro da tu a avaliação, e ficará seu.
20E se não resgatar o cam po, ou se vender o cam po
a outro hom em , n u n ca m ais se resgatará.
21Porém havendo o cam po saído no ano do ju b i­
leu, será santo ao S enhor , com o cam po consagrado;
a possessão dele será do sacerdote.
22E se alguém santificar ao S enhor o cam po que com ­
prou, e não for parte do campo da sua possessão,
“ Então o sacerdote lhe contará o valor da tua ava­
liação até ao ano do jubileu; e no m esm o dia dará a
tu a avaliação com o coisa santa ao S enhor .
24N o ano do ju b ileu o cam po to rn ará àquele de
quem o com prou, àquele de quem era a possessão
do campo.
25E toda a tu a avaliação se fará conform e ao siclo
do santuário; o siclo será de vinte geras.
26Mas o prim ogênito de u m anim al, p o r já ser do
S enhor , ninguém o santificará; seja boi ou gado m i­
údo, do S en h or é.
27Mas, se/or de u m anim al im undo, o resgatará, se­
gundo a tua estim ação, e sobre ele acrescentará a sua
quinta parte; e se não se resgatar, vender-se-á segun­
do a tu a estimação.
a n im a l d ia n te d o s a c e rd o te ,
N ão há resgate para as coisas consagradas
2STodavia, n en h u m a coisa consagrada, que alguém
consagrar ao S enhor de tudo o que tem , de hom em ,
ou de anim al, o u do cam po da sua possessão, se ven­
derá n em resgatará; to d a a coisa consagrada será
santíssim a ao S enhor .
29Toda a coisa consagrada que for consagrada do
s a n ta a o S enhor , o s a c e rd o te a a v a lia rá , seja b o a o u
hom em , não será resgatada; certam ente m orrerá.
seja m á ; c o m o o s a c e rd o te a av aliar, a ssim se rá.
30T am bém todas as dízimas do cam po, da sem ente
' ’Mas, se o que a santificou resgatar a sua casa, en­
tão acrescentará a q u in ta parte do d inheiro sobre a do cam po, do fruto das árvores, são do S en h o r ; san­
tas são ao S enhor .
tu a avaliação, e será sua.
31Porém , se alguém das suas dízim as resgatar algu­
16Se tam bém alguém santificar ao S en h o r um a
parte do cam po da sua possessão, então a tu a avalia­ m a coisa, acrescentará a sua quinta p arte sobre ela.
32No tocante a todas as dízimas do gado e do reb a­
ção será segundo a sua sem ente: um ô m e r de se­
m ente de cevada será avaliado p o r cin q ü en ta si­ n h o , tu d o o qu e passar debaixo da vara, o dízim o
será santo ao S enhor .
clos de prata.
31N ão se investigará entre o b o m e o m au, nem o
l7Se santificar o seu cam po desde o ano do jubileu,
trocará; m as, se de algum a m aneira o trocar, tan to
conform e à tua avaliação ficará.
1 "Mas, se santificar o seu cam po depois do ano do um com o o o u tro será santo; não serão resgatados.
34Estes são os m an d am en to s que o S en h or o r­
jubileu, então o sacerdote lhe contará o dinheiro
conform e aos anos restantes até ao ano do jubileu, d en o u a M oisés, p ara os filhos de Israel, n o m o n ­
te Sinai.
e isto se abaterá da tua avaliação.
12E o sacerdote o avaliará, seja bo m o u seja m au; se­
gundo a avaliação do sacerdote, assim será.
l3P orém , se de algum a m a n e ira o resgatar, e n ­
tão acrescen tará a sua q u in ta p a rte so b re a tu a
avaliação.
I4E q u a n d o a lg u é m s a n tific a r a s u a c a sa p a r a ser
142
INTRODUÇÃO AO LIVRO DE
Números
T it u l o
Seu nom e foi conferido pela Septuaginta, pois narra os dois recenseam entos dos exércitos israelitas. O
primeiro, realizado no Sinai, no início da peregrinação (cap. 1), e o segundo, nos limites de Canaã (cap. 26).
Este no m e vem da versão grega A rithm oi que, na Vulgata, se en co n tra com o N um eri. Todavia, seu título
m ais exato é o hebreu, bemidbar, que significa “no deserto”.
A u t o r ia
e data
É de Moisés, que o escreveu na m esm a época dos dem ais. Provavelm ente, p o r tratar-se das n arrati­
vas dos acontecim entos no deserto, deve tê-lo elaborado n o período em que estiveram p arados em Cades-Barnéia.
A ssunto
Sua prim eira parte conclui a narração da experiência no Sinai retrocedendo ao tem p o do Êxodo (Levítico funciona com o um tipo de parênteses). A m aior parte do livro relata algum as das experiências da p e­
regrinação, desde o m om ento que Israel p artiu do Sinai até chegar, com a nova geração, p róxim o às fro n ­
teiras da terra prom etida.
O
prim eiro ano e m eio (aproxim adam ente) dos quarenta anos de Israel está registrado em Êxodo 12.37
até N úm eros 14.45; e os últim os meses, em N úm eros 20.14 até o final do livro. E ntre 14.45 e 20.14 há um
período de trin ta e oito anos (Cf. D t 2.14).
Nota-se, com freqüência, em suas páginas, a m urm uração dos filhos de Israel, d u ran te a peregrinação
no deserto, contra Moisés, devido às dificuldades encontradas com a falta de água e o fastio pelo m aná que
caía diariam ente. Tam bém há a m enção do relatório negativo de dez espias, a tentativa de en co n trar um
líder para o retorno ao Egito e o castigo de Deus expresso na peregrinação no deserto d u ran te quarenta
anos, período equivalente à contagem num érica dos dias de espionagem .
ê n fa s e a p o lo g é tic a
O
livro de N úm eros é voltado para a narração dos fatos que envolvem a peregrinação de Israel no de­
serto. Tam bém , com o o p ró p rio nom e diz e já foi exposto, trata-se do censo de Israel, a contagem dos seus
exércitos. Por esse m otivo, não é um trabalho doutrinário. N ão se presta à exposição de novas leis o u m an ­
dam entos, mas, principalm ente, dos acontecim entos desse período.
É interessante destacar o fato relativo à confecção da serpente de bronze, u m a vez que este único ato
ordenado por Deus tem sido utilizado p ara justificar a confecção e adoração de imagens. M as vemos que
a finalidade e os fatos posteriores que envolvem este episódio são suficientes p ara m o strar que a in te n ­
ção de Deus, ao dar esta ordem a Moisés, nada tinha a ver com permissão ou incitação à idolatria (Nm 21.4-9;
2Rs 18.4).
NÚMEROS
O QUARTO LIVRO DE MOISÉS CHAMADO
20Foram , pois, os filhos de Rúben, o p rim o g ên i­
D eus m anda M oisés n u m era r
to de Israel, as suas gerações, pelas suas famílias, se­
os h om ens de guerra
FALOU m ais o Se n h o r a M oisés no deserto de gundo a casa de seus pais, pelo n ú m ero dos nom es,
Sinai, na tenda da congregação, no prim eiro dia cabeça p o r cabeça, to d o o ho m em de vinte anos
do segundo m ês, n o segundo ano da sua saída da para cima, todos os que podiam sair à guerra,
2lForam contados deles, da trib o de Rúben, qu a­
terra do Egito, dizendo:
2T om ai a som a de toda a congregação d o sfilhosde renta e seis m il e quinhentos.
22Dos filhos de Simeão, as suas gerações pelas suas
Israel, segundo as suas famílias, segundo a casa de
seus pais, conform e o núm ero dos nom es de todo o famílias, segundo a casa dos seus pais; os seus co n ­
tados, pelo n ú m ero dos nom es, cabeça p o r cabeça,
hom em , cabeça p o r cabeça;
3Da idade de vinte anos para cima, todos os que em to d o o hom em de vinte anos para cima, todos os que
Israel podem sair à guerra, a estes contareis segun­ podiam sair à guerra,
2iForam contados deles, da tribo de Simeão, cin­
do os seus exércitos, tu e Arão.
4Estará convosco, de cada tribo, um hom em que qüenta e nove m il e trezentos.
24D os filhos de Gade, as suas gerações, pelas suas
seja cabeça da casa de seus pais.
’Estes, pois, são os nom es dos h om ens que estarão famílias, segundo a casa de seus pais, pelo n ú m ero
dos nom es dos de vinte anos para cima, todos os que
convosco: D e Rúben, Elizur, filho de Sedeur;
podiam sair à guerra,
6De Simeão, Selumiel, filho de Zurisadai;
2iForam contados deles, da trib o de Gade, q u aren ­
7De Judá, N aasson, filho de A m inadabe;
ta
e cinco mil e seiscentos e cinqüenta.
RDe Issacar, N atanael, filho de Zuar;
2
A
D os filhos de Judá, as suas gerações, pelas suas fa­
''De Zebulom , Eliabe, filho de H elom ;
IHDos filhos de José: De Efraim, Elisama, filho de mílias, segundo a casa de seus pais; pelo n ú m ero dos
nom es dos de vinte anos para cima, todos os que p o ­
A m iúde; de Manassés, Gamaliel, filho de Pedazur;
diam sair à guerra,
" D e Benjam im , Abidã, filho de G ideoni;
27Foram contados deles, da tribo de Judá, setenta e
l2De Dã, Aieser, filho de Amisadai;
q u atro mil e seiscentos.
” De Aser, Pagiel, filho de Ocrã;
2KD os filhos de Issacar, as suas gerações, pelas suas
l4De Gade, Eliasafe, filho de Deuel;
famílias, segundo a casa de seus pais, pelo núm ero
15De Naftali, Aira, filho de Enã.
u’Estes foram os cham ados da congregação, os dos nom es dos de vinte anos para cima, to d o s os que
príncipes das tribos de seus pais, os cabeças dos m i­ podiam sair à guerra,
29Foram co n tad o s deles da trib o de Issacar, cin ­
lhares de Israel.
l7Então to m aram Moisés e Arão a estes hom ens, qüenta e q u atro m il e quatrocentos.
1(JDos filhos de Z ebulom , as suas gerações, pelas
que foram declarados pelos seus nom es,
,8E reuniram toda a congregação no prim eiro dia suas famílias, segundo a casa de seus pais, pelo n ú ­
do mês segundo, e declararam a sua descendência m ero dos nom es dos de vinte anos para cima, todos
segundo as suas famílias, segundo a casa de seus os que podiam sair à guerra,
31Foram contados deles, da trib o de Z ebulom , cin­
pais, pelo n ú m e ro dos nom es dos de vinte anos
p ara cim a, cabeça p o r cabeça;
qüenta e sete m il e quatrocentos.
19C om o o Se n h o r ordenara a Moisés, assim os co n ­
32D os filhos de José, dos filhos de Efraim, as suas
to u no deserto de Sinai.
gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus
1
144
NÚMEROS 1,2
pais, pelo núm ero dos nom es dos de vinte anos para
cima, todos os que podiam sair à guerra,
ilForam contados deles, da trib o de Efraim, q u a­
renta m il e quinhentos.
34Dos filhos de M anassés, as suas gerações, pelas
suas famílias, segundo a casa de seus pais, pelo n ú ­
m ero dos nom es dos de vinte anos para cima, todos
os q u e podiam sair à guerra,
35Foram contados deles, da trib o de M anassés,
trin ta e dois mil e duzentos.
,6Dos filhos de Benjam im , as suas gerações, pelas
suas famílias, segundo a casa de seus pais, pelo n ú ­
m ero dos nom es dos de vinte anos para cim a, todos
os que podiam sair à guerra,
i7Foram contados deles, da trib o de B enjam im ,
trin ta e cinco mil e quatrocentos.
3SDos filhos de Dã, as suas gerações, pelas suas fa­
mílias, segundo a casa de seus pais, pelo n úm ero dos
nom es dos de vinte anos para cima, todos os que p o ­
diam sair à guerra,
i9Foram contados deles, da tribo de Dã, sessenta e
dois mil e setecentos.
■"'Dos filhos de Aser, as suas gerações, pelas suas fa­
mílias, segundo a casa de seus pais, pelo n úm ero dos
nom es dos de vinte anos para cima, todos os que p o ­
diam sair à guerra,
4lForam contados deles, da tribo de Aser, q u aren ­
ta e um mil e quinhentos.
42Dos filhos de Naftali, as suas gerações, pelas suas
famílias, segundo a casa de seus pais, pelo núm ero
dos nom es dos de vinte anos para cim a, todos os que
podiam sair à guerra,
AiForam contados deles, da tribo de N aftali, cin­
qüenta e três mil e quatrocentos.
44Estes foram os contados, que contaram Moisés
e Arão, e os príncipes de Israel, doze hom ens, cada
um era pela casa de seus pais.
4,Assim foram todos os contados dos filhos de Is­
rael, segundo a casa de seus pais, de vinte anos para
cima, todos os que podiam sair à guerra em Israel;
46T odos os contados eram seiscentos e três m il e
quinhentos e cinqüenta.
Os levitas não são contados
4"Mas os levitas, segundo a tribo de seus pais, não
foram contados entre eles,
48P orq u an to o S en h o r tin h a falado a Moisés, d i­
zendo:
4‘'P orém não contarás a trib o de Levi, nem to m a­
rás a som a deles en tre os filhos de Israel;
50M as tu põ e os levitas so b re o ta b e rn á c u lo do
te ste m u n h o , e so b re to d o s os seus u te n sílio s, e
so b re tu d o o q u e p e rte n c e a ele; eles levarão o
ta b e rn á c u lo e to d o s os seus u ten sílio s; e eles o
ad m in istra rã o , e acam p ar-se -ã o ao red o r do ta ­
bernácu lo .
SIE, q u an d o o tabernáculo partir, os levitas o d e­
sarm arão; e, q uando o tabernáculo se houver de as­
sentar no arraial, os levitas o arm arão; e o estranho
que se chegar m orrerá.
,2E os filhos de Israel arm arão as suas tendas, cada
um no seu esquadrão, e cada um ju n to à sua b an ­
deira, segundo os seus exércitos.
’ ’M as os levitas arm arão as suas tendas ao red o r do
tabernáculo do testem unho, para que não haja in ­
dignação sobre a congregação dos filhos de Israel,
pelo que os levitas terão o cuidado da guarda do ta ­
bernáculo do testem unho.
154Assim fizeram os filhos de Israel; conform e a tudo
o que o Senhor ordenara a Moisés, assim o fizeram.
Cada um junto à sua bandeira
(1.52; 2.2-34)
adoração. Bandeira, estandarte ou pendão são a mesma coisa.
É a insígnia distintiva de uma nação, corporação ou comunidade
religiosa. A Bíblia revela claramente que cada tribo de Israel tinha
sua própria bandeira, mas a referência em estudo não diz que os
israelitas praticavam formas sutis de idolatria, embora estivessem
acampados junto à sua bandeira (2.2). A própria Sociedade Tor­
re de Vigia usa a torre como insígnia ou logotipo. Logo, não é ido­
latria ter símbolo e respeitá-lo.
COMENTÁRIO APOLOGÉTICO: Estes textos sâo um for­
te fundamento contra os ensinos das Testemunhas de Jeo­
vá que afirmam oseguinte: não praticam formas sutis de idolatria,
como. por exemplo, prestar devoção a bandeiras e cantar hinos
que glorificam nações. Compreendemos sua preocupação em
relação à idolatria, porém, saudar a bandeira ou alguém não é
t
A ordem das tribos no a ca m p a m en to
E FALOU o S enhor a Moisés e a Arão, dizendo:
2O s filhos de Israel arm arão as suas tendas,
cada um debaixo da sua bandeira, segundo as in ­
sígnias da casa de seus pais; ao redor, defronte da
tenda da congregação, arm arão as suas tendas.
*Os q ue arm arem as suas tendas do lado do o rie n ­
te, para o nascente, serão os da b an d eira do exér­
cito de Judá, seg u n d o os seus esq u ad rõ es, e N aassom , filho de A m inadabe, será p rín cip e dos fi­
lhos de Judá.
4E o seu exército, os que foram contados deles, era
de setenta e q u atro mil e seiscentos.
5E ju n to a ele arm ará as suas tendas a tribo de Issa-
2
145
NÚMEROS 2,3
car; e N atanael, filho de Z uar, será príncipe dos fi­
lhos de Issacar.
6E o seu exército, os que foram contados deles, era
de cinqüenta e quatro m il e quatrocentos.
7D epois a tribo de Zebulom ; e Eliabe, filho de Helam , será príncipe dos filhos de Zebulom .
8E o seu exército, os q u e foram contados deles, era
de cinqüenta e sete m il e quatrocentos.
T o d o s os que/oram contados do exército de Judá,
cento e oitenta e seis mil e quatrocentos, segundo os
seus esquadrões, estes m archarão prim eiro.
I0A b an deira do exército de R úben, segundo os
seus esquadrões, estará para o lado do sul; e Elizur,
filho de Sedeur, será príncipe dos filhos de Rúben,
1 'E o seu exército, os que foram contados deles, era
de q uarenta e seis mil e quinhentos.
I2E ju n to a ele arm ará as suas tendas a tribo de Simeão; e Selumiel, filho de Zurisadai, será príncipe
dos filhos de Simeão.
13E o seu exército, os que foram contados deles, era
de cinqüenta e nove mil e trezentos.
l4Depois a tribo de Gade; e Eliasafe, filho de D euel, será príncipe dos filhos de Gade.
,5E o seu exército, os que foram contados deles, era
de quarenta e cinco m il e seiscentos e cinqüenta.
1'’Todos os que foram contados no exército de R ú­
ben foram cento e cinqüenta e um m il e q u atrocen­
tos e cinqüenta, segundo os seus esquadrões; e estes
m archarão em segundo lugar.
l7Então partirá a tenda da congregação com o exér­
cito dos levitas no m eio dos exércitos; com o arm a­
ram as suas tendas, assim m archarão, cada um no
seu lugar, segundo as suas bandeiras.
18A b andeira do exército de Efraim segundo os
seus esquadrões, estará para o lado do ocidente; e
Elisama, filho de A m iúde, será príncipe dos filhos
de Efraim.
I9E o seu exército, os que foram contados deles, era
de q uarenta m il e quinhentos.
20E ju n to a ele estará a trib o de M anassés; e Gamaliel, filho de Pedazur, será príncipe dos filhos de
Manassés.
21E o seu exército, os que foram contados deles, era
de trin ta e dois mil e duzentos.
22Depois a tribo de Benjamim; e Abidã, filho de Gideoni, será príncipe dos filhos de Benjam im ,
23E o seu exército, os que foram contados deles, era
de trin ta e cinco m il e quatrocentos.
24T odos os que foram contados no exército de
Efraim foram cento e oito m il e cem, segundo os seus
esquadrões; e estes m archarão em terceiro lugar.
25A bandeira do exército de D ã estará para o norte,
segundo os seus esquadrões; e Aieser, filho de Amisadai, será príncipe dos filhos de Dã.
26E o seu exército, os que foram contados deles, era
de sessenta e dois mil e setecentos.
27E ju n to a ele arm ará as suas tendas a trib o de
Aser; e Pagiel, filho de O crã, será p rín cip e dos fi­
lhos de Aser.
2SE o seu exército, os que foram contados deles, era
de quarenta e um mil e quinhentos.
29D epois a tribo de Naftali; e Aira, filho de Enã, será
príncipe dos filhos de Naftali.
30E o seu exército, os queforam contados deles, era
de cinqüenta e três m il e quatrocentos.
3,Todos os que foram contados no exército de Dã
foram cento e cin qüenta e sete mil e seiscentos; estes
m archarão em últim o lugar, segundo as suas b an ­
deiras.
32Estes são os que foram contados dos filhos de Is­
rael, segundo a casa de seus pais; todos os que foram
contados dos exércitos pelos seus esquadrões foram
seiscentos e três m il e q uinhentos e cinqüenta.
33Mas os levitas não foram contados entre os filhos
de Israel, com o o S enhor ordenara a Moisés.
34E os filhos de Israel fizeram conform e a tu d o o
que o Senhor ord en ara a Moisés; assim arm aram o
arraial segundo as suas bandeiras, e assim m archa­
ram , cada qual segundo as suas gerações, segundo
a casa de seus pais.
Os serviços dos levitas n o tabernáculo
E ESTAS são as gerações de Arão e de Moisés,
no dia em que o S en h or falou com M oisés, no
m o n te Sinai.
2E estes são os nom es dos filhos de Arão: o p rim o ­
gênito N adabe; depois Abiú, Eleazar e Itam ar.
3Estes são os nom es dos filhos de Arão, dos sacer­
dotes ungidos, cujas m ãos foram consagradas para
adm in istrar o sacerdócio.
4Mas N adabe e Abiú m o rreram perante o S en h o r ,
quand o ofereceram fogo estranho perante o Senhor
no deserto de Sinai, e não tiveram filhos; porém Ele­
azar e Itam ar adm inistraram o sacerdócio diante de
Arão, seu pai.
5E falou o S en h o r a Moisés, dizendo:
‘Faze chegar a trib o de Levi, e p õ e-n a d ian te de
Arão, o sacerdote, para que o sirvam ,
7E ten h am cuidado d a sua guarda, e da guarda de
146
3
NÚMEROS 3
toda a congregação, diante da ten d a da congrega­
ção, para adm inistrar o m inistério do tabernáculo.
SE tenham cuidado de todos os utensílios da te n ­
da da congregação, e da guarda dos filhos de Israel,
para adm inistrar o m inistério do tabernáculo.
9Darás, pois, os levitas a Arão e a seus filhos; dentre
os filhos de Israel lhes são dados em dádiva.
10M as a Arão e a seus filhos ordenarás que guar­
dem o seu sacerdócio, e o estranho que se chegar
m orrerá.
1'E falou o S enhor a Moisés, dizendo:
l2E eu, eis que te n h o to m ad o os levitas d o m eio
dos filhos de Israel, em lugar de to d o o prim ogêni­
to, que abre a m adre, entre os filhos de Israel; e os
levitas serão meus.
l3P orque todo o prim ogênito è m eu; desde o dia
em que tenho ferido a todo o prim ogênito na terra
do Egito, santifiquei para m im to d o o prim ogênito
em Israel, desde o hom em até ao animal: m eus se­
rão; Eu sou o S e n h o r.
I4E falou o S en h or a M oisés no deserto de Sinai,
dizendo:
15C onta os filhos de Levi, segundo a casa de seus
pais, pelas suas famílias; contarás a todo o hom em
da idade de um m ês para cima.
,6E M oisés os co n to u conform e ao m an d ad o do
S en h or , com o lhe foi ordenado.
l7Estes, pois, foram os filhos de Levi pelos seus n o ­
mes: G érson, e Coate e M erari.
I8E estes são os nom es dos filhos de G érson pelas
suas famílias: Libni e Simei.
I9E os filhos de Coate pelas suas famílias: A m rão, e
Izar, H ebrom e Uziel.
20E os filhos de M erari pelas suas famílias: Mali e
Musi; estas são as famílias dos levitas, segundo a casa
de seus pais.
2lDe G érson è a família dos libnitas e a família dos
simeítas; estas são as famílias dos gersonitas.
22O s que deles foram contados pelo n ú m ero de
todo o hom em da idade de um mês para cim a, sim,
os que deles fo ram co n tad o s eram sete m il e q u i­
nhentos.
23As famílias dos gersonitas arm arão as suas tendas
atrás do tabernáculo, ao ocidente.
24E o príncipe da casa p atern a dos gersonitas será
Eliasafe, filho de Lael.
25E os filhos de G érson terão a seu cargo, na tenda
da congregação, o tabernáculo, a tenda, a sua cober­
ta, e o véu da p o rta da ten d a da congregação.
26E as cortinas do pátio, e o pavilhão da p o rta do
pátio, que estão ju n to ao tabernáculo e ju n to ao al­
tar, em redor; com o tam b ém as suas cordas para
todo o seu serviço.
27E de Coate é a família dos am ram itas, e a família
dos jizaritas, e a família dos hebronitas, e a família
dos uzielitas; estas são as famílias dos coatitas.
28Pelo n ú m ero contado de todo o ho m em da id a­
de de u m m ês para cima, eram oito m il e seiscentos,
que tin h am cuidado da guarda do santuário.
29As famílias dos filhos de C oate arm arão as suas
tendas ao lado do tabernáculo, do lado do sul.
,0E o príncipe da casa p aterna das famílias dos co ­
atitas será Elisafã, filho de Uziel.
3IE a sua guarda será a arca, e a mesa, e o candela­
bro, e os altares, e os utensílios do san tu ário com
que m inistram , e o véu com to d o o seu serviço.
32E o p rín cip e dos prín cip es de Levi será Eleazar,
filho de A rão, o sacerdote; terá a su p e rin te n d ê n ­
cia so b re os qu e têm cu id ad o da g u ard a do sa n ­
tuário.
33De M erari é a família dos m alitas e a família dos
musitas; estas são as famílias de M erari.
34E os que deles foram co ntados pelo n ú m e ro de
todo o hom em de um m ês para cim a, foram seis mil
e duzentos.
3,E o príncipe da casa p aterna das famílias de M e­
rari será Zuriel, filho de Abiail; arm arão as suas te n ­
das ao lado do tabernáculo, do lado do norte.
,6E os filhos de M erari terão a seu cargo as tá b u ­
as do tabernáculo, os seus varais, as suas colunas,
Mas a Arão e a seus filhos ordenarás
que guardem o seu sacerdócio
(3.10)
ria exercer o sacerdócio. A partir desse fato, o ceticismo se arroga o di­
reito de apontar contradição na Palavra de Deus ao comparar o texto
em análise com 2Samuel 8.18, por ignorar que o termo hebraico para
sacerdote, kohen, tem um sentido mais amplo: "servo”, “ministro" e
"conselheiro”.Adefinição“ministro",àexceçâo da tradução ARC, que
traz “príncipe", é empregada por todas as versões evangélicas bra­
sileiras. Assim, concluímos que os filhos de Davi não são encontra­
dos, por exemplo, oferecendo sacrifícios (tarefa efetivamente exdusiva dos descendentes de Arão), mas apenas exercendo o sacerdócio
doméstico; ou seja, atuando como conselheiros espirituais.
Ceticismo. Segundo afirma, há contradição na Bíblia quan­
do o versículo em referência, que proíbe a ordenação de sa­
cerdotes que não pertencessem à descendência de Arão, é con­
frontado com 2Samuel 8.18.
, _ .g RESPOSTA APOLOGÉTICA: A Bíblia, no Antigo Testamento,
=» diz que quem não pertencesse à linhagem levítica não pode­
147
NÚMEROS 3 ,4
as suas bases, e todos os seus utensí-lios, com todo
o seu serviço.
J7E as colunas do pátio em redor, e as suas bases, as
suas estacas e as suas cordas.
,8E os que arm arão as suas tendas diante do taber­
náculo, ao oriente, diante da tenda da congregação,
para o nascente, serão Moisés e Arão, com seus fi­
lhos, tendo o cuidado da guarda do santuário, pela
guarda dos filhos de Israel; e o estranho que se che­
gar m orrerá.
39T o d o s os que foram contados dos levitas, que
co ntaram Moisés e Arão po r m andado do Se n h o r ,
segundo as suas famílias, to d o o hom em de um mês
para cima, foram vinte e dois mil.
40E disse o S f.n m o r a Moisés: C o n ta to d o o p rim o ­
gênito h o m em dos filhos de Israel, da idade de um
m ês para cim a, e to m a o n ú m e ro dos seus nom es,
4 'E para m im tom arás os levitas (eu sou o Se n h o r ),
em lugar de todo o prim ogênito dos filhos de Israel,
e os anim ais dos levitas, em lugar de todo o p rim o ­
gênito entre os anim ais dos filhos de Israel.
42E co n tou Moisés, com o o Se n h o r lhe ordenara,
todo o prim ogênito entre os filhos de Israel.
4,E todos os prim ogênitos hom ens, pelo núm ero
dos nom es dos da idade de um m ês para cima, se­
gun d o os que eram contados deles, foram vinte e
dois m il e duzentos e setenta e três.
44E falou o Se n h o r a Moisés, dizendo:
45T om a os levitas em lugar de todo o prim ogênito
entre os filhos de Israel, e os anim ais dos levitas em
lugar dos seus anim ais; p o rq u an to os levitas serão
meus: Eu sou o S e n h o r .
46Q u an to aos duzentos e setenta e três, que se h o u ­
verem de resgatar dos prim ogênitos dos filhos de Is­
rael, que excedem ao n úm ero dos levitas,
Oa idade de trinta anos para cima
(4.3,23,35)
Ceticismo. Confronta o texto em análise com Números
8.24; 1Crônicas 23.3,24 e Esdras 3.8 para alegar contradi­
ção bíblica quanto à idade exigida para a separação dos ofician­
tes do tabernáculo.
.. g RESPOSTA APOLOGÉTICA: A referènciaem estudo escla<=■ rece que a idade apropriada para que alguém pudesse exer­
cer os ofícios do tabernáculo (auxiliar os sacerdotes na manuten­
ção e transporte do mobiliário e das vasilhas sagradas) era de. no
mínimo, trinta anos. Quanto ao texto de Números 8.24. registra que
seriam separados para o oficio sagrado os levitas que tivessem aci­
ma de vinte e cinco anos, de onde não se deve inferir contradição
na Bíblia por conta das faixas etárias citadas no texto em análise.
Como em qualquer outro ofício, o sagrado também requeria uma
4"Tomarás, p o r cabeça, cinco siclos; conform e ao
siclo do santuário os tom arás, a vinte geras o siclo.
4SE a Arão e a seus filhos darás o dinheiro dos res­
gatados, dos que sobram entre eles.
4VEntão Moisés to m o u o dinheiro do resgate dos
que excederam sobre os resgatados pelos levitas.
s"Dos prim ogênitos dos filhos de Israel recebeu o
dinheiro, m il e trezentos e sessenta e cinco sidos, se­
gundo o siclo do santuário.
5IE Moisés deu o dinheiro dos resgatados a Arão e
a seus filhos, segundo o m andado do Se n h o r , com o
o S en h o r o rd en ara a Moisés.
Os deveres dos levitas
E FALOU o Se nho r a Moisés e a Arão, dizendo:
2Fazei a som a dos filhos de Coate, dentre os fi­
lhos de Levi, pelas suas famílias, segundo a casa de
4
seus pais;
3D a idade de trin ta anos para cim a até aos cinqüen­
ta anos, será to d o aquele que en tra r neste serviço,
para fazer o trabalho na tenda da congregação.
4Este será o m inistério dos filhos de Coate na tenda
da congregação, nas coisas santíssimas.
’Q uan d o p artir o arraial, Arão e seus filhos virão e
tirarão o véu da tenda, e com ele cobrirão a arca do
testem unho;
hE pôr-lhe-ão p o r cim a um a coberta de peles de te­
xugos, e sobre ela estenderão u m pano, todo azul, e
lhe colocarão os varais.
7T am bém sobre a mesa da proposição estenderão
um p ano azul; e sobre ela porão os pratos, as colhe­
res, e as taças e os jarros para libação; tam bém o pão
co n tín u o estará sobre ela.
“D epois estenderão em cim a deles um pano de car-
preparação, um aprendizado, o que exigia do levita cinco anos de
experiência antes de exercer efetivamente sua função.
Já o texto de 1Crônicas 23.3,24 registra duas situações que fa­
ziam que o responsável diminuísse, para vinte anos, a idade dos
aspirantes levitas aos ofícios do tabernáculo. A saber: a) Visto que
o tabernáculo não precisava mais ser transportado, as responsa­
bilidades também diminuíram, o que possibilitou o ingresso de
levitas mais jovens; b) Na época em que ocorreu esta alteração,
o número de levitas que retornou da Babilônia era de apenas se­
tenta e quatro (Ed 2.40).
Mas é preciso distinguir a contagem feita no versículo 3 da con­
tagem do versículo 24. Nesta última, foram arrolados somente
aqueles que atuariam efetivamente nos ofícios do tabernáculo
('filhos de Arão', v. 5). Na primeira, aqueles que exerceriam ou­
tras funções (filhos de Coate", v. 15). Logo, Esdras 3.8 apenas
segue esta orientação.
148
NÚMEROS 4
mesim , e com a coberta de peles de texugos o cobri­
rão, e lhe colocarão os seus varais.
9Então tom arão um pano azul, e cobrirão o can­
delabro da lum inária, e as suas lâm padas, e os seus
espevitadores, e os seus apagadores, e todos os seus
vasos de azeite, com que o servem.
I0E envolverão, a ele e a todos os seus utensílios,
na coberta de peles de texugos; e o colocarão so­
bre os varais.
1 'E sobre o altar de ouro estenderão um pano azul,
e com a coberta de peles de texugos, o cobrirão, e lhe
colocarão os seus varais.
12T am bém tom arão todos os utensílios do m inis­
tério, com que servem n o santuário; e os colocarão
n u m p ano azul, e os cobrirão com um a coberta de
peles de texugos, e 05 colocarão sobre os varais.
13E tirarão as cinzas do altar, e por cim a dele esten­
derão um pano de púrpura.
,4E sobre ele colocarão todos os seus in stru m en ­
tos com que o servem: os seus braseiros, os garfos e
as pás, e as bacias; todos os pertences do altar; e por
cim a dele estenderão um a coberta de peles de texu­
gos, e lhe colocarão os seus varais.
’’H avendo, pois, Arão e seus filhos, ao p artir do ar­
raial, acabado de cobrir o santuário, e todos os ins­
trum entos do santuário, então os filhos de C oate vi­
rão para levá-lo; m as no santuário não tocarão para
que não m orram ; este é o cargo dos filhos de Coate
na tenda da congregação.
16Porém o cargo de Eleazar, filho de A rão, o sacer­
dote, será o azeite da lum inária e o incenso arom á­
tico, e a contínua oferta dos alim entos, e o azeite da
unção, o cargo de todo o tabernáculo, e de tu d o que
nele há, o santuário e os seus utensílios.
17E falou o Se n h o r a Moisés e a Arão, dizendo:
18N ão deixareis extirpar a trib o das famílias dos coatitas do m eio dos levitas.
l9M as isto lhes fareis, para que vivam e não m o r­
ram , q u an d o se aproxim arem das coisas santís­
simas: Arão e seus filhos virão, e a cada u m coloca­
rão no seu m inistério e no seu cargo,
-"Porém não entrarão a ver, q u an d o cobrirem o
santuário, para que não m orram .
2lFalou m ais o Se n h o r a Moisés, dizendo:
22Fazei tam bém a som a dos filhos de Gérson, segun­
do a casa de seus pais, segundo as suas famílias:
23Da idade de trin ta anos para cim a até aos cin ­
qüenta, contarás a todo aquele que en trar a se o cu ­
par no seu serviço, p ara executar o m inistério na
tenda da congregação.
24Este será o m inistério das famílias dos gersonitas
no serviço e no cargo.
25Levarão, pois, as cortinas do tabernáculo, e a te n ­
da da congregação, e a sua coberta, e a coberta de
peles de texugos, que está p o r cim a dele, e a cortina
da p o rta da tenda da congregação,
26E as cortinas do pátio, e a cortina da p o rta do p á­
tio, que está ju n to ao tabernáculo, e ju n to ao altar
em redor, e as suas cordas, e to d o s os in stru m e n ­
tos do seu m inistério, com tu d o o que diz respeito a
eles, para que sirvam.
27T odo o m inistério dos filhos dos gersonitas, em
todo o seu cargo, e em todo o seu trabalho, será se­
gundo o m and ad o de Arão e de seus filhos; e lhes d e­
signareis as responsabilidades do seu cargo.
28Este é o m in istério das fam ílias dos filhos dos
gersonitas na ten d a da congregação; e a sua g u ar­
da será debaixo da m ão de Itam ar, filho de Arão, o
sacerdote.
29Q u an to aos filhos de M erari, segundo as suas fa­
mílias e segundo a casa de seus pais os contarás;
30Da idade de trin ta anos p ara cim a, até aos cin­
qüenta, contarás a todo aquele que en trar neste ser­
viço, para adm inistrar o m inistério da tenda da co n ­
gregação.
3'Esta, pois, será a responsabilidade do seu cargo,
segundo to d o o seu m inistério, na tenda da congre­
gação: As tábuas do tabernáculo, e os seus varais, e
as suas colunas, e as suas bases;
í2C om o tam bém as colunas do pátio em redor, e
as suas bases, e as suas estacas, e as suas cordas, com
todos os seus instru m en to s, e com to d o o seu m i­
nistério; e contareis os objetos que ficarão a seu car­
go, no m e p o r nom e.
33Este é o m inistério das famílias dos filhos de M e­
rari, segundo to d o o seu m inistério, na ten d a da
congregação, debaixo da m ão de Itam ar, filho de
Arão, o sacerdote.
,4Moisés, pois, e Arão e os príncipes da congrega­
ção co n taram os filhos dos coatitas, segundo as suas
famílias e segundo a casa de seus pais;
35Da idade de trin ta anos para cim a, até aos cin ­
qüenta, todo aquele que e n tro u neste serviço, para
o m inistério da ten d a da congregação.
360 s que deles fo ra m co n tados, pois, segundo as
suas fam ílias, fo ram dois m il e setecentos e cin ­
qüenta.
37Estes são os que foram contados das famílias dos
coatitas, de to d o aquele que m inistrava n a ten ­
da da congregação, os quais M oisés e A rão conta-
149
NÚMEROS 4 ,5
ram , co nform e ao m an d ad o do S enhor pela m ão
de Moisés.
’“Sem elhantem ente os que foram contados dos fi­
lhos de G érson, segundo as suas famílias, e segundo
a casa de seus pais;
39D a idade de trin ta anos para cim a até aos cin ­
qüenta, todo aquele que en tro u neste serviço, para
o m inistério na tenda da congregação.
'"’Os que deles foram contados, segundo as suas fa­
mílias, segundo a casa de seus pais, foram dois m il e
seiscentos e trinta.
41Estes são os contados das famílias dos filhos de
G érson, de to d o aquele que m inistrava na tenda
da congregação; os quais Moisés e Arão contaram ,
conform e ao m andado do S en h or .
42E os que foram contados das famílias dos filhos
de M erari, segundo as suas famílias, segundo a casa
de seus pais;
43Da idade de trin ta anos para cim a, até aos cin­
qüenta, todo aquele que en tro u neste serviço, para
o m inistério na tenda da congregação.
44Os que deles foram contados, segundo as suas fa­
mílias, eram três m il e duzentos.
45Estes são os contados das famílias dos filhos de
Merari; os quais Moisés e Arão contaram , conform e
ao m andado do S en h o r , pela m ão de Moisés.
46Todos os que deles foram contados, que contaram
Moisés e Arão, e os príncipes de Israel, dos levitas, se­
gundo as suas famílias, segundo a casa de seus pais;
47Da idade de trin ta anos para cim a, até aos cin­
qüenta, todo aquele que entrava a executar o m i­
nistério da adm inistração, e o m inistério das cargas
na tenda da congregação,
4SOs que deles foram contados foram oito mil q u i­
n hentos e oitenta.
49C onform e ao m andado do S enhor , pela m ão de
M oisés, foram contados cada qual segundo o seu
m inistério, e segundo o seu cargo; assim foram con­
tados p o r ele, com o o S enhor ordenara a Moisés.
im u n d o deve ser lançado
fo ra do arraial
E FALOU o S enhor a Moisés, dizendo:
2O rdena aos filhos de Israel que lancem fora
do arraial a to d o o leproso, e a to d o o que p ad e­
ce fluxo, e a todos os im u n d o s p o r causa de contato
com algum m orto.
’Desde o hom em até a m ulher os lançareis; fora do
arraial os lançareis; p ara que não co n tam in em os
seus arraiais, no m eio dos quais eu habito.
4E os filhos de Israel fizeram assim, e os lançaram
fora do arraial; com o o S enhor falara a Moisés, as­
sim fizeram os filhos de Israel.
E confessará o seu pecado que cometeu
(5.7)
mento de primeira grandeza neste ensino, uma vez que bastava
à parte lesada manifestar-se. na presença de algumas testemu­
nhas, ao lider eclesiástico local, o que obrigava o culpado a ad­
mitir o seu erro.
A confissão de pecados, cujo propósito é alcançar o perdão di­
vino, deve ser dirigida a Deus, conforme ensina a Bíblia: “Agora,
pois, fazei confissão ao SENHOR Deus de vossos pais, e fazei a
sua vontade: e apartai-vos dos povos das terras, e das mulheres
estrangeiras" (Ed 10.11). “Se confessarmos os nossos pecados,
ele [Deus] é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos puri­
ficar de toda a injustiça’ (1Jo 1.9).
Catolicismo Romano. Usa este versículo para provar que
a "confissão de pecados" por parte dos fiéis ao sacerdote
católico tem respaldo bíblico.
___b RESPOSTA APOLOGÉTICA: A referência em estudo de
•=■ maneira nenhuma ampara o dogma romano de ‘ confis­
são de pecados", antes, está se referindo ã lei da reparação e
indenização pelos pecados cometidos contra o próximo. A pre­
tendida “confissão de pecados* a um sacerdote sequer era ele­
O
A restituição
5Falou mais o S en h or a Moisés, dizendo:
6Dize aos filhos de Israel: Q u an d o h o m e m o u
m u lh e r fizer algum de to d o s os p ecados h u m a ­
nos, tran sg red in d o co n tra o S e n h o r , tal alm a cul­
pada é.
7E confessará o seu pecado que com eteu; pela sua
culpa, fará plena restituição, segundo a som a total,
e lhe acrescentará a sua quinta parte, e a dará àque­
le con tra quem se fez culpado.
“M as, se aquele h o m em não tiver resgatador, a
quem se restitua a culpa, então a culpa que se resti­
tu ir ao S enhor será do sacerdote, além do carneiro
da expiação pelo qual p o r ele se fará expiação.
9Sem elhantem ente toda a oferta de todas as coisas
santificadas dos filhos de Israel, que trouxerem ao
sacerdote, será sua.
I0E as coisas santificadas de cada um serão suas; o
que alguém der ao sacerdote será seu.
A prava da m u lh e r suspeita de adultério
"F alo u m ais o S enhor a Moisés, dizendo:
'-Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Q u an d o a
m u lh er de alguém se desviar, e tran sg red ir co n ­
tra ele,
150
NÚMEROS 5,6
l3De m aneira que algum hom em se tenha deita­
do com ela, e for oculto aos olhos de seu m arido, e
ela o tiver ocultado, havendo-se ela contam inado,
e contra ela não houver testem unha, e tio feito não
for apanhada,
14E o espírito de ciúm es vier sobre ele, e de sua m u ­
lher tiver ciúm es, p o r ela se haver contam inado, ou
sobre ele vier o espírito de ciúm es, e de sua m ulher
tiver ciúmes, não se havendo ela contam inado,
15Então aquele h om em tra rá a sua m ulher p era n ­
te o sacerdote, e ju n ta m e n te tra rá a sua oferta p o r
ela; u m a décim a de efa de farinha de cevada, so ­
bre a qual não deitará azeite, nem sobre ela porá
incenso, p o rq u an to é oferta de alim entos p o r ci­
úm es, o ferta m em o rativ a, que traz a in iq ü id ad e
em m em ória.
I6E o sacerdote a fará chegar, e a p orá peran te a
face do Se n h o r .
I7E o sacerdote to m a rá água santa n u m vaso de
barro; tam bém tom ará o sacerdote do pó que h o u ­
ver no chão do tabernáculo, e o deitará na água.
18Então o sacerdote apresentará a m ulher perante
o Se n h o r , e descobrirá a cabeça da m ulher; e a ofer­
ta m em orativa, que é a oferta p o r ciúm es, po rá so­
bre as suas m ãos, e a água am arga, que traz consigo
a m aldição, estará na m ão do sacerdote.
]9E o sacerdote a fará jurar, e dirá àquela m ulher:
Se ninguém contigo se d eitou, e se não te apartaste
de teu m arido pela im undícia, destas águas am ar­
gas, am aldiçoantes, serás livre.
20Mas, se te apartaste de teu m arido, e te contam i­
naste, e algum hom em , fora de teu m arido, se dei­
tou contigo,
2' Então o sacerdote fará ju ra r à m ulher com o ju ra ­
m ento da m aldição; e o sacerdote dirá à m ulher: O
Se n h o r te ponha po r m aldição e p o r praga no m eio
do teu povo, fazendo-te o Se n h o r consum ir a tua
coxa e inchar o teu ventre.
22E esta água am aldiçoante entre nas tuas e n tra ­
nhas, para te fazer inchar o ventre, e te fazer consu­
m ir a coxa. Então a m ulher dirá: A m ém , Amém .
23D epois o sacerdote escreverá estas m esm as m al­
dições n u m livro, e com a água am arga as apagará.
24E a água am arga, am aldiçoante, dará a beber à
m ulher, e a água am aldiçoante en tra rá nela para
am argurar.
25E o sacerdote tom ará a oferta po r ciúm es da m ão
da m ulher, e m overá a oferta p erante o Se n h o r ; e a
oferecerá sobre o altar.
26T am bém o sacerdote tom ará u m p u n h ad o da
oferta m em orativa, e sobre o altar a queim ará; e de­
pois dará a beber a água à m ulher.
27E, h avendo-lhe d ad o a b eber aquela água, será
que, se ela se tiver co n tam inado, e co n tra seu m ari­
do tiver transgredido, a água am aldiçoante entrará
nela para am argura, e o seu ventre se inchará, e co n ­
sum irá a sua coxa; e aquela m u lh er será p o r m aldi­
ção no m eio do seu povo.
28E, se a m ulher se não tiver contam inado, m as es­
tiver lim pa, então será livre, e conceberá filhos.
29Esta é a lei dos ciúm es, q u ando a m ulher, em p o ­
der de seu m arido, se desviar e for contam inada;
i0O u q u an d o sobre o ho m em vier o espírito de ciú­
mes, e tiver ciúm es de sua m ulher, apresente a m u ­
lher p eran te o Se n h o r , e o sacerdote nela execute
toda esta lei.
31E o h o m em será livre d a in iqüidade, p o rém a
m ulher levará a sua iniqüidade.
A lei do nazireado
E FALOU o Se n ho r a Moisés, dizendo:
2Faia aos filhos de Israel, e dize-lhes: Q uan d o
um ho m em ou m u lh er se tiver separado, fazendo
voto de nazireu, para se separar ao Se n h o r ,
3De vinho e de bebida forte se apartará; vinagre de
vinho, nem vinagre de bebida forte não beberá; nem
beberá algum a beberagem de uvas; n em uvas fres­
cas nem secas com erá.
4T odos os dias do seu nazireado não com erá de
coisa algum a, que se faz da vinha, desde os caroços
até às cascas.
5Todos os dias do voto do seu nazireado sobre a sua
cabeça não passará navalha; até que se cu m p ram os
dias, que se separou ao Se n h o r , santo será, deixando
crescer livrem ente o cabelo da sua cabeça.
‘’T odos os dias que se separar para o Se n h o r n ão se
aproxim ará do corpo de u m m orto.
7P o r seu pai, o u p o r sua m ãe, p o r seu irm ão, ou
p o r sua irm ã, p o r eles se não co n tam in ará quando
forem m ortos; p o rq u an to o nazireado do seu Deus
está sobre a sua cabeça.
8T o d o s os dias d o seu n a z ire a d o sa n to será ao
Se n h o r .
9E se alguém vier a m o rre r ju n to a ele p o r acaso, su­
bitam ente, que contam ine a cabeça do seu nazirea­
do, então no dia da sua purificação rapará a sua ca­
beça, ao sétim o dia a rapará.
,0E ao oitavo dia tra rá d u as rolas, o u dois pom b in h o s, ao sacerd o te, à p o rta da te n d a d a co n ­
gregação;
151
NÚMEROS 6,7
1 'E o sacerdote oferecerá, um para expiação do pe­
cado, e o o u tro para holocausto; e fará expiação por
ele, do q ue pecou relativam ente ao m o rto ; assim
naquele m esm o dia santificará a sua cabeça.
12E ntão separará os dias do seu nazireado ao Se­
n h o r , e para expiação da transgressão trará um cor­
deiro de um ano; e os dias antecedentes serão perdi­
dos, p o rq u an to o seu nazireado foi contam inado.
I3E esta éa lei do nazireu: no dia em que se cum p ri­
rem os dias do seu nazireado, trá-lo-ão à po rta da
tenda da congregação;
14E ele oferecerá a sua oferta ao Se n h o r , um cordei­
ro sem defeito de um ano em holocausto, e um a cor­
deira sem defeito de um ano para expiação do peca­
do, e um carneiro sem defeito por oferta pacífica;
l5E um cesto de pães ázimos, bolos de flor de fari­
n h a com azeite, am assados, e coscorões ázim os u n ­
tados com azeite, com o tam bém a sua oferta de ali­
m entos, e as suas libações.
lfcE o sacerdote os trará perante o Se n h o r , e sacrifi­
cará a sua expiação do pecado, e o seu holocausto;
l7T am bém sacrificará o carneiro em sacrifício p a­
cífico ao Se n h o r , com o cesto dos pães ázimos; e o
sacerdote oferecerá a sua oferta de alim entos, e a
sua libação.
l8Então o nazireu à porta da tenda da congregação
rapará a cabeça do seu nazireado, e tom ará o cabe­
lo da cabeça do seu nazireado, e o porá sobre o fogo
que está debaixo do sacrifício pacífico.
l9Depois o sacerdote tom ará a espádua cozida do
carneiro, e um pão ázim o do cesto, e um coscorão
ázim o, e os porá nas m ãos do nazireu, depois de ha­
ver rapado a cabeça do seu nazireado.
20E o sacerdote os oferecerá em oferta de m ovi­
m en to p erante o S e n h o r : Isto é santo para o sa­
cerdote, ju ntam ente com o peito da oferta de m o ­
vim ento, e com a espádua da oferta alçada; e depois
o nazireu poderá beber vinho.
21Esta é a lei do nazireu, que fizer voto da sua ofer­
ta ao Se n h o r pelo seu nazireado, além do que suas
posses lhe perm itirem ; segundo o seu voto, que fi­
zer, assim fará conform e à lei do seu nazireado.
O
m odo d e abençoar os filh o s de Israel
22E falou o Se n h o r a Moisés, dizendo:
23Fala a Arão, e a seus filhos dizendo: Assim aben­
çoareis os filhos de Israel, dizendo-lhes:
240 S enhor te a b e n ç o e e te g u a rd e ;
2,0 S en h o r fa ça r e s p la n d e c e r o s e u r o s to s o b r e ti,
e t e n h a m is e ric ó rd ia d e ti;
260 Senho r sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz.
27Assim porão o m eu n o m e sobre os filhos de Isra­
el, e eu os abençoarei.
As ofertas dos príncipes na dedicação do
tabernáculo
E ACONTECEU, no dia em que Moisés acabou
de levantar o tabernáculo, e o ungiu, e o santifi­
cou, e todos os seus utensílios; tam bém o altar, e to ­
dos os seus pertences, e os ungiu, e os santificou,
2Q ue os príncipes de Israel, os cabeças da casa de
seus pais, os que foram príncipes das tribos, que es­
tavam sobre os que foram contados, ofereceram ,
’E tro u x eram a sua oferta p erante o Senhor, seis
carros cobertos, e doze bois; p o r dois príncipes um
carro, e cada um deles um boi; e os apresentaram
diante do tabernáculo.
4E falou o Se n h o r a Moisés, dizendo:
5Recebe-05 deles, e serão para servir no m in isté­
rio da tenda da congregação; e os darás aos levitas,
a cada qual segundo o seu m inistério.
6Assim Moisés recebeu os carros e os bois, e os deu
aos levitas.
'D o is carros e q uatro bois deu aos filhos de G érson,
segundo o seu m inistério;
8E q u atro carros e oito bois d eu aos filhos de M erari, segundo o seu m inistério, debaixo da m ão de
Itam ar, filho de Arão, o sacerdote.
9Mas aos filhos de Coate nada deu, p o rq u an to a seu
cargo estava o santuário e o levavam aos om bros.
,0E ofereceram os príncipes para a consagração do
altar, no dia em que foi ungido; apresentaram , pois,
os príncipes a sua oferta perante o altar.
1 ‘E disse o Se n h o r a Moisés: Cada príncipe ofere­
cerá a sua oferta, cada qual no seu dia, para a co n ­
sagração do altar.
I20 que, pois, no p rim eiro dia ap resen to u a sua
oferta foi N aassom , filho de A m inadabe, pela tr i­
bo de Judá.
13E a sua oferta fo i um prato de prata, do peso de
cento e trin ta siclos, um a bacia de prata de setenta
siclos, segundo o siclo do santuário; am bos cheios
de flor de farinha, am assada com azeite, para ofer­
ta de alim entos;
l4U m a colher de dez siclos de o u ro , cheia de in ­
censo;
l5U m novilho, u m carneiro, um co rd eiro de um
ano, para holocausto;
l6U m b ode para expiação do pecado;
17E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carnei-
152
7
NÚMEROS 7
ros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta fo i
a oferta de Naassom, filho de A m inadabe.
IHN o segundo dia fez a sua oferta N atanael, filho de
Zuar, príncipe de Issacar.
,9E como sua oferta ofereceu um prato de prata, do
peso de cento e trin ta siclos, um a bacia de prata de
setenta siclos, segundo o siclo do santuário; am bos
cheios de flor de farinha am assada com azeite, para
a oferta de alim entos;
20U m a colher de dez siclos de ouro, cheia de in ­
censo;
2lU m novilho, um carneiro, um cordeiro de um
ano, para holocausto;
“ U m bode para expiação do pecado;
23E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carnei­
ros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta fo i
a oferta de N atanael, filho de Zuar.
24N o terceiro dia ofereceu o príncipe dos filhos de
Zebulom , Eliabe, filho de Helom .
25A sua oferta fo i um p rato de prata, do peso de
cento e trin ta siclos, um a bacia de prata de setenta
siclos, segundo o siclo do santuário; am bos cheios
de flor de farinha am assada com azeite, para ofer­
ta de alimentos;
26U m à colher de dez siclos de o uro, cheia de in ­
censo;
27U m novilho, um carneiro, um cordeiro de um
ano, para holocausto;
2aUm bode para expiação do pecado;
29E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carnei­
ros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta fo i
a oferta de Eliabe, filho de H elom .
30N o qu arto dia ofereceu o príncipe dos filhos de
R úben, Elizur, filho de Sedeur;
3IA sua oferta fo i um p rato de prata, do peso de
cento e trin ta siclos, um a bacia de prata de setenta
siclos, segundo o siclo do santuário; am bos cheios
de flor de farinha, am assada com azeite, para ofer­
ta de alimentos;
,2Um a colher de dez siclos de ouro, cheia de incenso;
33U m novilho, um carneiro, um cordeiro de um
ano, para holocausto;
,4U m bode para expiação do pecado;
35E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carnei­
ros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi
a oferta de Elizur, filho de Sedeur.
36No quinto dia ofereceu o príncipe dos filhos de Simeão, Selumiel, filho de Zurisadai.
37A sua oferta foi um p rato de prata, do peso de
cento e trin ta siclos, um a bacia de prata de setenta
siclos, segundo o siclo do santuário; am bos cheios
de flor de farinha am assada com azeite, para ofer­
ta de alim entos;
38U m a colher de dez siclos d e o u ro , cheia de in ­
censo;
’’U m novilho, um carneiro, um co rd eiro de um
ano para holocausto;
40U m bode para expiação do pecado;
41E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carnei­
ros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta/oi
a oferta de Selumiel, filho de Zurisadai.
42N o sexto dia ofereceu o p rín cip e dos filhos de
Gade; Eliasafe, filho de Deuel.
43A sua oferta fo i um p rato de prata, do peso de
cento e trin ta siclos, u m a bacia de p rata de setenta
siclos, segundo o siclo do santuário; am bos cheios
de flor de farinha, am assada com azeite, para ofer­
ta de alim entos;
44U m a colher de dez siclos de o u ro , cheia de in ­
censo;
4,U m novilho, um carneiro, u m cordeiro de um
ano, para holocausto;
46U m bode para expiação do pecado.
47E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carnei­
ros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi
a oferta de Eliasafe, filho de Deuel.
4SN o sétim o dia ofereceu o príncipe dos filhos de
Efraim, Elisama, filho de Amiúde.
49A sua oferta fo i u m p rato de p rata, do peso de
cento e trin ta siclos, um a bacia de prata de setenta
siclos, segundo o siclo do santuário; am bos cheios
de flor de farinha, am assada com azeite, para ofer­
ta de alim entos;
,0U m a colher de dez siclos de o u ro , cheia de in ­
censo;
5lU m novilho, um carneiro, um cordeiro de um
ano, para holocausto;
52U m bode para expiação do pecado;
53E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carnei­
ros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta fo i
a oferta de Elisama, filho de A m iúde.
,4N o oitavo dia ofereceu o p rín cip e dos filhos de
M anassés, Gamaliel, filho de Pedazur.
55A sua oferta fo i u m p rato de p rata, do peso de
cento e trin ta siclos, u m a bacia de prata de setenta
siclos, segundo o siclo do santuário; am bos cheios
de flor de farinha, am assada com azeite, para ofer­
ta de alim entos;
56U m a colher de dez siclos de o u ro , cheia de in ­
censo;
153
NÚMEROS 7,8
S7Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um
ano, para holocausto;
,8U m bode para expiação do pecado;
,9E p ara sacrifício pacífico dois bois, cinco carnei­
ros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta fo i
a oferta de Gamaliel, filho de Pedazur.
hHN o dia n o n o ofereceu o p ríncipe dos filhos de
Benjam im , A bidã, filho de G ideoni;
61A sua oferta fo i um p rato de prata, do peso de
cento e trin ta siclos, um a bacia de prata de setenta
siclos, segundo o siclo do santuário; am bos cheios
de flor de farinha, am assada com azeite, para ofer­
ta de alimentos;
“ U m a colher de dez siclos de ouro, cheia de incenso;
63U m novilho, um carneiro, um cordeiro de um
ano, para holocausto;
64U m bode para expiação do pecado;
65E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carnei­
ros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta fo i
a oferta de Abidã filho de Gideoni.
“ No décim o dia ofereceu o príncipe dos filhos de
Dã, Aieser, filho de Amisadai.
67À sua oferta fo i um p ra to de prata, do peso de
cento e trin ta siclos, um a bacia de prata de setenta
siclos, segundo o siclo do santuário; am bos cheios
de flor de farinha, am assada com azeite, para ofer­
ta de alim entos;
“ Uma colher de dez siclos de ouro, cheia de incenso;
MU m novilho, um carneiro, um cordeiro de um
ano, para holocausto;
70U m bode para expiação do pecado;
71E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carnei­
ros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta fo i
a oferta de Aieser, filho de Amisadai.
72No dia undécim o ofereceu o príncipe dos filhos
de Aser, Pagiel, filho de Ocrã;
7,A sua oferta fo i um p rato de prata, do peso de
cento e trin ta siclos, um a bacia de prata de setenta
siclos, segundo o siclo do santuário; am bos cheios
de flor de farinha, am assada com azeite, para ofer­
ta de alim entos;
74U m a colher de dez siclos de ouro, cheia de incenso;
7,U m novilho, um carneiro, um cordeiro de um
ano, para holocausto;
76U m bode para expiação do pecado;
77E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carnei­
ros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta fo i
a oferta de Pagiel, filho de Ocrã.
78N o duodécim o dia ofereceu o príncipe dos filhos
de Naftali, Aira, filho de Enã.
79A sua oferta fo i um p rato de p rata, do peso de
cento e trin ta siclos, u m a bacia de prata de setenta
siclos, segundo o siclo do santuário; am bos cheios
de flor de farinha, am assada com azeite, para ofer­
ta de alimentos;
“ U m a colher de dez siclos de ouro, cheia de incenso;
8'U m novilho, u m carneiro, um cordeiro de um
ano, para holocausto;
82U m bode para expiação do pecado;
83E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carnei­
ros, cinco bodes, cinco cordeiros de u m ano; esta fo i
a oferta de Aira, filho de Enã.
S4Esta fo i a consagração do altar, feita pelos prínci­
pes de Israel, no dia em que foi ungido, doze pratos de
prata, doze bacias de prata, doze colheres de ouro.
8,Cada p rato de p rata de cento e trin ta siclos, e cada
bacia de setenta; to d a a prata dos vasos fo i dois m il e
quatrocentos siclos, segundo o siclo do santuário;
8('D oze colheres de o u ro cheias de incenso, cada
colher de dez siclos, segundo o siclo do santuário;
todo o o u ro das colheres/o» de cento e vinte siclos;
87T od o s os anim ais para holocausto foram doze
novilhos, doze carneiros, doze cordeiros de u m ano,
com a sua oferta de alim entos e doze bodes para ex­
piação do pecado.
88E to d o s os anim ais para sacrifício pacífico fo ­
ram v in te e q u atro novilhos, os carneiros sessen­
ta, os bodes sessenta, os cordeiros de um an o ses­
senta; esta foi a consagração do altar, depois que
foi ungido.
S<1E, q u an d o M oisés entrava na ten d a da congre­
gação para falar com ele, então ouvia a voz que lhe
falava de cim a do propiciatório, que estava sobre a
arca do testem unho entre os dois querubins; assim
com ele falava.
Fala a Arão, e dize-lhe: Quando acenderes as lâmpadas
„ OEo i, n i.T .
__ p RESPOSTA APOLOGÉTICA: O texto em análise decli«=* na tão-somente sobre o cerimonial determinado por Deus
no tabernáculo (Éx 27.20). O objetivo especifico desses utensllios era única e exclusivamente iluminar o local em que se en-
1' '
Catolicismo Romano. Emprega esteversículo para avalizar
o emprego de velas em suas liturgias e práticas cultuais.
D
C om o devem ser acesas as lâm padas
E FALOU o S e n h o r a M oisés, dizendo:
2Fala a Arão, e dize-lhe: Q uan d o acenderes as
154
NÚMEROS 8
lâm padas, as sete lâm padas ilum inarão o espaço em
frente d o candelabro.
3E Arão fez assim: A cendeu as lâm padas do cande­
labro para ilum inar o espaço em frente, com o o Se­
n h o r ordenara a Moisés.
4E era esta a obra do candelabro, obra de o u ro ba­
tido; desde o seu pé até às suas flores era ele de ouro
batido; conform e ao m odelo que o S enhor m ostra­
ra a Moisés, assim ele fez o candelabro.
HE separarás os levitas do m eio dos filhos de Isra­
el, para que os levitas sejam meus.
!,E depois os levitas en trarão para fazerem o ser­
viço da tenda da congregação; e tu os purificarás, e
por oferta m ovida os oferecerás.
l6P orq u an to eles, dentre os filhos de Israel, m e são
dados; em lugar de to d o aquele que abre a m adre,
do prim ogênito de cada um dos filhos de Israel, para
m im os tenho tom ado.
I7P orque m eu é todo o prim ogênito entre os filhos
de Israel, entre os h om ens e entre os animais; no dia
A consagração dos levitas
em que, na terra do Egito, feri a todo o prim ogêni­
5E falou o S en h or a Moisés, dizendo:
to, os santifiquei para m im .
'’Tom a os levitas do meio dos filhos de Israel e p u ­
I8E tom ei os levitas em lugar de todo o prim ogêni­
rifica-os;
to entre os filhos de Israel.
7E assim lhes farás, para os purificar: Esparge so­
I9E os levitas, dados a A rão e a seus filhos, dentre os
bre eles a água da expiação; e sobre toda a sua car­ filhos de Israel, ten h o dado para m inistrarem o m i­
ne farão passar a navalha, e lavarão as suas vestes, e nistério dos filhos de Israel na tenda da congrega­
ção e p ara fazer expiação pelos filhos de Israel, para
se purificarão.
"Então tom arão um novilho, com a sua oferta de ali­ que não haja praga entre eles, chegando-se os filhos
m entos de flor de farinha amassada com azeite; e to ­ de Israel ao santuário.
20E assim fizeram Moisés e Arão, e toda a congre­
marás tu outro novilho, para expiação do pecado.
gação
dos filhos de Israel, com os levitas; conform e
9E farás chegar os levitas perante a tenda da congrega­
a tu d o o que o S enhor o rd en ara a M oisés acerca dos
ção e ajuntarás toda a congregação dos filhos de Israel.
levitas, assim os filhos de Israel lhes fizeram.
1 °Farás, pois, chegar os levitas perante o S enhor ; e os
21E os levitas se purificaram , e lavaram as suas vestes,
filhos de Israel porão as suas m ãos sobre os levitas.
e Arão os ofereceu por oferta m ovida perante o S e­
11E Arão oferecerá os levitas por oferta m ovida, pe­
n h o r , e Arão fez expiação p o r eles, para purificá-los.
rante o S en h or , pelos filhos de Israel; e serão para
22E depois vieram os levitas, para exercerem o seu
servirem no m inistério do S en h o r .
m inistério na tenda da congregação, p erante Arão
12E o s lev itas c o lo c a r ã o as s u a s m ã o s s o b r e a c a b e ç a e perante os seus filhos; com o o S en h or ord en ara a
d o s n o v ilh o s ; e n tã o sa c rific a tu , u m para e x p ia ç ã o
M oisés acerca dos levitas, assim lhes fizeram.
d o p e c a d o , e o o u t r o para h o lo c a u s to a o S en h o r ,
23E falou o S enhor a Moisés, dizendo:
p a r a fa ze r e x p ia ç ã o p e lo s lev itas.
2,,Este é o ofício dos levitas: Da idade de vinte e cin­
13E porás os levitas perante Arão, e perante os seus co anos para cim a entrarão, para fazerem o serviço
filhos, e os oferecerá por oferta m ovida ao S en h o r .
no m inistério da tenda da congregação;
contravam no tabernáculo (êx 25.37) e, nos cerimoniais, segun­
do muitos, representavam a presença divina.
Os católicos romanos empregam este artefato para fins ritu­
ais e como forma de sufrágios, oferecendo-o aos mortos que,
supostamente, estáo no purgatório e aos “santos' de devoçáo
como indulgência. Tal procedimento, no entanto, nào possui res­
paldo bíblico.
Da idade de vinte e cinco anos para cima
(8.24)
GD
Ceticismo. Confronta este texto com outros versículos
bíblicos (como, por exemplo. Nm 4,3,23,35; 1Cr 23.3,24;
Ed 3.8) para alegar contradição na Biblia quanto à idade para a
separação dos oficiantes do templo.
__g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Quanto a este versículo, po<=» demos considerar que, assim como em qualquer outro ofí­
cio, o sagrado também requeria uma preparação, um aprendiza­
do, o que exigia do levita cinco anos de experiência antes de exer­
cer efetivamente sua função.
Já o texto de 1Crônicas 23.3,24 registra duas situações que fa­
ziam que o responsável diminuísse, para vinte anos, a idade dos
aspirantes levitas aos ofícios do tabernáculo. A saber: a) Visto que
o tabernáculo não precisava mais ser transportado, as responsa­
bilidades também diminuíram, o que possibilitou o ingresso de
levitas mais jovens; b) Na época em que ocorreu esta alteração,
o número de levitas que retornou da Babilônia era de apenas se­
tenta e quatro (Ed 2.40).
Mas é preciso distinguir a contagem feita no versículo 3 da con­
tagem do versículo 24. Nesta última, foram arrolados somente
aqueles que atuariam efetivamente nos ofícios do tabernáculo
("filhos de Arão', v. 5). Na primeira, aqueles que exerceriam ou­
tras funções (“filhos de Coate", v. 15). Logo, Esdras 3.8 apenas
segue esta orientação.
155
NÚMEROS 8 ,9 ,1 0
tiver em viagem, e deixar de celebrar a páscoa, essa
alm a do seu povo será extirpada; p o rq u an to não
ofereceu a oferta do Se n h o r a seu tem po d eterm i­
nado; esse hom em levará o seu pecado.
I4E, q u ando um estrangeiro peregrinar entre vós,
e tam bém celebrar a páscoa ao S e n h o r , segundo o
estatuto da páscoa e segundo o seu rito assim a cele­
brará; um m esm o estatuto haverá para vós, assim
para o estrangeiro, com o para o natural da terra.
2,Mas desde a idade de cinqüenta anos sairão do
serviço deste m inistério, e nunca m ais servirão;
i6Porém com os seus irm ãos servirão na tenda da
congregação, para terem cuidado da guarda; m as o
m inistério não exercerão; assim farás com os levi­
tas q u an to aos seus deveres.
/V celebração da páscoa n o deserto d e Sin a i
E FALOU o Se n h o r a Moisés no deserto de Si­
nai, no ano segundo da sua saída da terra do
Egito, no prim eiro mês, dizendo:
2Celebrem os filhos de Israel a páscoa a seu tem ­
po determ inado.
3N o dia catorze deste mês, pela tarde, a seu te m ­
po d eterm in ad o a celebrareis; segundo todos os
seus estatutos, e segundo todos os seus ritos, a ce­
lebrareis.
''Disse, pois, M oisés aos filhos de Israel que cele­
brassem a páscoa.
5Então celebraram a páscoa no dia catorze do p ri­
m eiro mês, pela tarde, no deserto de Sinai; co n ­
form e a tu d o o que o Se n h o r ordenara a Moisés, as­
sim fizeram os filhos de Israel.
9
S eg unda celebração para os ausentes e os
im undos
6E houve alguns que estavam im undos p o r terem
tocado o corpo de um hom em m orto; e não podiam
celebrar a páscoa naquele dia; por isso se chegaram
perante M oisés e Arão naquele m esm o dia;
7E aqueles hom ens disseram -lhe: Im u n d o s esta­
mos nós pelo corpo de um hom em m orto; p o r que
seríam os privados de oferecer a oferta do Se n h o r a
seu tem po determ inado no m eio dos filhos de Is­
rael?
HE disse-lhes Moisés: Esperai, e eu ouvirei o que o
Se n h o r vos ordenará.
9Então falou o Se n h o r a Moisés, dizendo:
l0Fala aos filhos de Israel, dizendo: Q u an d o al­
guém en tre vós, o u entre as vossas gerações, for
im u n d o p o r tocar corpo m o rto , o u achar-se em
jo rn ad a longe de vós, co n tu d o ainda celebrará a
páscoa ao Se n h o r .
" N o m ês segundo, n o dia catorze à tarde, a ce­
lebrarão; com pães ázim os e ervas am argas a co ­
m erão.
l2Dela nada deixarão até à m anhã, e dela não q u e­
brarão osso algum; segundo todo o estatuto da pás­
coa a celebrarão.
'■
’Porém , q uando um h om em for lim po, e não es­
A n u ve m g u ia n d o a m archa dos israelitas
l5E no dia em que foi levantado o tabernáculo, a
nuvem cobriu o tabernáculo sobre a tenda do teste­
m unh o ; e à tarde estava sobre o tabernáculo com
um a aparência de fogo até à m anhã.
lhAssim era de co n tín u o : a nuvem o cobria, e de
noite havia aparência de fogo.
17Mas sem pre que a n uvem se alçava de sobre a te n ­
da, os filhos de Israel partiam ; e no lugar o nde a n u ­
vem parava, ali os filhos de Israel se acam pavam .
'"Segundo a ordem do Se n h o r , os filhos de Israel
partiam , e segundo a ordem do Se n h o r se acam pa­
vam ; todos os dias em que a nuvem parava sobre o
tabernáculo, ficavam acam pados.
' 9E, q u an d o a nuvem se detinha m uitos dias sobre
o tabernáculo, então os filhos de Israel cum priam a
ordem do Se n h o r , e não partiam .
20E, q u an d o a nuvem ficava poucos dias sobre o
tabernáculo, segundo a ordem do Se n h o r se aloja­
vam , e segundo a ordem do Senho r partiam .
2'P o rém , outras vezes a nuvem ficava desde a ta r­
de até à m anhã, e q u ando ela se alçava pela m anhã,
então partiam ; q uer de dia q uer de noite alçando-se
a nuvem , partiam .
22O u, q u an d o a nuvem sobre o tabernáculo se d e­
tinha dois dias, o u um mês, ou u m ano, ficando so­
bre ele, então os filhos de Israel se alojavam, e não
partiam ; e alçando-se ela, partiam .
2,Segundo a ordem do Se n h o r se alojavam , e se­
gundo a ordem do Se n h o r partiam ; cum priam o seu
dever p ara com o Se n h o r , segundo a ordem do Se ­
n h o r p o r interm édio de Moisés.
As duas trom betas de prata
FALOU mais o Se n h o r a Moisés, dizendo:
2Faze-te duas trom betas de prata; de obra
batida as farás, e elas te servirão para a convocação
da congregação, e para a partida dos arraiais.
3E, q uando as tocarem , então to d a a congregação
se reunirá a ti à p o rta da tenda da congregação.
156
NÚMEROS 10
4Mas, q uando tocar um a só, então a ti se congrega­
rão os príncipes, os cabeças dos m ilhares de Israel.
’Q uando, retinindo, as tocardes, então partirão os
arraiais que estão acam pados do lado do oriente.
6Mas, q uando a segunda vez retinindo, as to car­
des, então partirão os arraiais q u e estão acam pa­
dos do lado do sul; retin in d o , as tocarão para as
suas partidas.
7Porém , ajuntando a congregação, as tocareis; mas
sem retinir.
8E os filhos de Arão, sacerdotes, tocarão as tro m ­
betas; e a vós serão p o r estatuto perpétuo nas vos­
sas gerações.
9E, quando na vossa terra sairdes a pelejar contra o
inimigo, que vos oprim e, tam bém tocareis as tro m ­
betas retinindo, e perante o Senhor vosso Deus haverá
lembrança de vós, e sereis salvos de vossos inimigos.
'"Sem elhantem ente, no dia da vossa alegria e nas
vossas solenidades, e nos princípios de vossos m e­
ses, tam bém tocareis as trom betas sobre os vossos
holocaustos, sobre os vossos sacrifícios pacíficos, e
vos serão por m em orial perante vosso Deus: Eu sou
o Se nho r vosso Deus.
20E sobre o exército da trib o dos filhos de Gade,
Eliasafe, filho de Deuel.
2,Então p artiram os coatitas, levando o santuário;
e os outros levantaram o tabernáculo, en q u an to es­
tes vinham .
22D epois p artiu a bandeira do arraial dos filhos de
Efraim segundo os seus exércitos; e sobre o seu exér­
cito estava Elisama, filho de Amiúde.
23E sobre o exército da trib o dos filhos de M anassés, Gamaliel, filho de Pedazur.
24E sobre o exército da trib o dos filhos de Benja­
m im , Abidã, filho de Gideoni.
25Então p artiu a b an d eira do arraial dos filhos
de Dã, fechando todos os arraiais segundo os seus
exércitos; e sobre o seu exército estava Aieser, filho
de Amisadai.
2,’E sobre o exército da trib o dos filhos de Aser, Pagiel, filho de Ocrã.
27E sobre o exército da tribo dos filhos de Naftali,
Aira, filho de Enã.
28Esta era a ordem das partidas dos filhos de Israel
segundo os seus exércitos, q u an d o partiam .
Moisés roga a H obabe q u e vá c o m eles
29Disse então Moisés a H obabe, filho de Reuel, o
Os israelitas partem do S in a i
m idianita, sogro de Moisés: N ós cam inham os para
1 'E aconteceu, no ano segundo, n o segundo mês,
aquele lugar, de que o Se n h o r disse: V o-lo darei; vai
aos vinte do mês, que a nuvem se alçou de sobre o
conosco e te farem os bem ; p o rq u e o Se n h o r falou
tabernáculo da congregação.
bem sobre Israel.
I2E os filhos de Israel, segundo a o rdem de m a r­
J0P orém ele lhe disse: N ão irei; antes irei à m inha
cha, partiram do deserto de Sinai; e a nuvem p arou
terra e à m inha parentela.
no deserto de Parã.
’'E ele disse: O ra, não nos deixes; p o rq u e tu sa­
l3Assim p artiram pela prim eira vez segundo a o r­
bes onde devem os acam par no deserto; nos servi­
dem do Se n h o r , po r interm édio de Moisés.
rás de guia.
MP orque prim eiram ente p artiu a bandeira do a r­
32E será que, vindo tu conosco, e sucedendo o
raial dos filhos de Judá segundo os seus exércitos; e bem q ue o Se n h o r nos fizer, tam b ém n ó s te fare­
sobre o seu exército estava N aassom , filho de Ami- m os bem .
nadabe.
I5E sobre o exército da tribo dos filhos de Issacar,
A bênção d e M oisés
N atanael, filho de Zuar.
33Assim p artiram do m o n te d o Se n h o r cam inho
IAE sobre o exército da tribo dos filhos de Zebulom , de três dias; e a arca da aliança do Se n ho r cam inhou
Eliabe, filho de Helom .
diante deles cam inho de três dias, para lhes buscar
l7Então desarm aram o tabernáculo, e os filhos de lugar de descanso.
G érson e os filhos de M erari partiram , levando o ta ­
’■•E a nuvem do S e n h o r ia sobre eles de dia, q u a n ­
bernáculo.
do partiam do arraial.
'"D epois partiu a bandeira d o arraial de R úben se­
35Acontecia que, p artin d o a arca, Moisés dizia: Le­
gundo os seus exércitos; e sobre o seu exército esta­ vanta-te, Se n h o r , e dissipados sejam os teus inim i­
va Elizur, filho de Sedeur.
gos, e fujam diante de ti os que te odeiam .
I9E sobre o exército da trib o dos filhos de Simeão,
3<’E, p o usando ela, dizia: Volta, ó Se n h o r , para os
Selumiel, filho de Zurisadai.
m uitos m ilhares de Israel.
157
NÚMEROS 11
D eus designa setenta anciãos para a judarem
M oisés
lhE disse o Se n h o r a Moisés: A junta-m e setenta h o ­
m ens dos anciãos de Israel, que sabes serem anciãos
do povo e seus oficiais; e os trarás p erante a tenda da
congregação, e ali estejam contigo.
17Então eu descerei e ali falarei contigo, e tirarei do
espírito que está sobre ti, e o porei sobre eles; e co n ­
tigo levarão a carga do povo, para que tu não a le­
ves sozinho.
I8E dirás ao povo: Santificai-vos p ara am anhã, e
com ereis carne; p o rq u an to chorastes aos ouvidos
do S en h o r , dizendo: Q uem nos dará carne a comer?
Pois íam os bem no Egito; p o r isso o Se n h o r vos dará
carne, e comereis;
,9N ão com ereis u m dia, nem dois dias, nem cinco
dias, nem dez dias, nem vinte dias;
20M as um m ês inteiro, até vos sair pelas narinas,
até que vos enfastieis dela; p o rq u an to rejeitastes ao
Se n h o r , que está no m eio de vós, e chorastes diante
dele, dizendo: Por que saím os do Egito?
2IE disse Moisés: Seiscentos m il h o m en s de pé é
este povo, no m eio do qual estou; e tu tens dito: D arlhes-ei carne, e com erão um mês inteiro.
22D egolar-se-ão para eles ovelhas e vacas que lhes
bastem ? O u ajuntar-se-ão para eles todos os peixes
do m ar, que lhes bastem?
23Porém , o Se n h o r disse a Moisés: Teria sido en ­
curtada a m ão do Se n h o r ? Agora verás se a m inha
palavra se há de cu m p rir ou não.
24E saiu Moisés, e falou as palavras do Se n h o r ao
povo, e aju n to u setenta h om ens dos anciãos do
povo e os pôs ao redor da tenda.
M oisés acha pesado o seu cargo
2,Então o Se n h o r desceu na nuvem , e lhe falou; e,
1 'E disse Moisés ao Se n h o r : P or que fizeste m al a tirand o do espírito, que estava sobre ele, o pôs sobre
teu servo, e p o r que não achei graça aos teus olhos, aqueles setenta anciãos; e aconteceu que, q u an d o o
visto que puseste sobre m im o cargo de to d o este espírito repo u so u sobre eles, profetizaram ; m as d e­
povo?
pois nu n ca mais.
l2C oncebi eu p o rv en tu ra to d o este povo? D ei-o
26P orém no arraial ficaram dois hom ens; o nom e
eu à luz? para que m e dissesses: leva-o ao teu colo, de u m era Eldade, e do o u tro M edade; e re p o u ­
com o a am a leva a criança que m am a, à terra que ju ­ sou sobre eles o espírito (p o rq u an to estavam entre
raste a seus pais?
os inscritos, ainda que não saíram à tenda), e p ro ­
13De onde teria eu carne para dar a todo este povo? fetizavam no arraial.
P o rq u an to contra m im choram , dizendo: D á-nos
27E ntão co rreu u m m oço e an u n cio u a M oisés e
carne a com er;
disse: Eldade e M edade profetizam n o arraial.
l4Eu só não posso levar a to d o este povo, porque
28E Josué, filho de N um , servidor de Moisés, um
m u ito pesado é para mim.
dos seus jovens escolhidos, respondeu e disse: M oi­
15E se assim fazes com igo, m ata-m e, peço-te, se te­ sés, m eu senhor, proíbe-lho.
n h o achado graça aos teus olhos, e não m e deixes
29P orém , M oisés lhe disse: T ens tu ciúm es por
ver o m eu mal.
m im ? Q uem dera que to d o o povo do Se nho r fos­
As m urm urações dos israelitas
1 E A CO N TECEU que, queixou-se o povo
JL falando o que era m al aos ouvidos do Se­
n h o r ; e ouvindo o Se n h o r a sua ira se acendeu; e o
fogo do Se n h o r ardeu entre eles e consum iu os que
estavam na últim a parte do arraial.
2Então o povo clam ou a Moisés, e Moisés orou ao
S e n h o r , e o fogo se apagou.
3Pelo que cham ou aquele lugar Taberá, porquanto
o fogo do Se n h o r se acendera entre eles.
4E o vulgo, que estava n o m eio deles, veio a ter
gran d e desejo; pelo que os filhos de Israel to rn a ­
ram a chorar, e disseram : Q uem nos dará carne a
comer?
sL em bram o-nos dos peixes que n o Egito com ía­
m os de graça; edos pepinos, e dos melões, e dos porros, e das cebolas, e dos alhos.
6Mas agora a nossa alm a se seca; coisa n enhum a há
senão este m aná diante dos nossos olhos.
:E era o m aná com o sem ente de coentro, e a sua cor
com o a cor de bdélio.
8Espalhava-se o povo e o colhia, e em m oinhos o
m oía, o u nu m gral o pisava, e em panelas o cozia, e
dele fazia bolos; e o seu sabor era com o o sabor de
azeite fresco.
<>E, q u an do o orvalho descia de noite sobre o a r­
raial, o m aná descia sobre ele.
l0Então Moisés ouviu chorar o povo pelas suas fa­
mílias, cada qual à porta da sua tenda; e a ira do Se­
n h o r grandem ente se acendeu, e pareceu m al aos
olhos de Moisés.
1
158
NÚMEROS 11,12,13
7N ão é assim com o m eu servo Moisés que é fiel em
toda a m inha casa.
,0Depois Moisés se recolheu ao arraial, ele e os an ­
8Boca a boca falo com ele, claram ente e não p o r
ciãos de Israel.
enigm as; pois ele vê a sem elhança do S en h o r ; por
que, pois, não tivestes tem o r de falar contra o meu
C o d o m izes são m andadas
servo, co n tra Moisés?
3‘Então soprou um vento do S en h or e trouxe co’Assim a ira do S en h o r co n tra eles se acendeu; e
dornizes do m ar, e as espalhou pelo arraial quase ca­ retirou-se.
m inho de um dia, de um lado e de o u tro lado, ao re­
I0E a nuvem se retiro u de sobre a tenda; e eis que
dor do arraial; quase dois côvados sobre a terra.
M iriã ficou leprosa com o a neve; e olhou Arão para
’-Então o povo se levantou to d o aquele dia e toda M iriã, e eis que estava leprosa.
aquela noite, e todo o dia seguinte, e colheram as co­
' 1Por isso Arão disse a Moisés: Ai, senhor m eu, não
dom izes; o que m enos tinha, colhera dez ômeres; e ponhas sobre nós este pecado, pois agim os louca­
as estenderam para si ao redor do arraial.
m ente, e tem os pecado.
33Q uan d o a carne estava entre os seus dentes, an ­
l2O ra, não seja ela com o u m m o rto , q ue saindo
tes que fosse m astigada, se acendeu a ira do S enhor do ventre de sua mãe, a m etade da sua carne já es­
co n tra o povo, e feriu o S e n h o r o povo com um a teja consum ida.
praga m u i grande.
13C lam ou, pois, M oisés ao S e n h o r , dizendo: ó
34Por isso o nom e daquele lugar se cham ou Q ui- Deus, rogo-te que a cures.
brote-A taavá, p o rq u an to ali enterraram o povo que
14E disse o S en h or a Moisés: Se seu pai cuspira em
teve o desejo.
seu rosto, não seria envergonhada sete dias? Este­
35De Q uibrote-A taavá cam inhou o povo para H a- ja fechada sete dias fora do arraial, e depois a reco­
zerote, e pararam em H azerote.
lham .
' 5Assim Miriã esteve fechada fora do arraial sete dias,
A sedição de M iriã e Arão
e o povo não partiu, até que recolheram a Miriã.
1
^ E falaram M iriã e Arão contra Moisés, por
l6P orém , depois o povo p a rtiu de H azerote; e
X m causa da m ulher cusita, com quem casara; acam pou-se n o deserto de Parã.
po rq u an to tinha casado com um a m ulher cusita.
2E disseram : P o rventura falou o S en h o r som en­
D oze h o m en s são etiviados para espiar a terra de
te p o r Moisés? N ão falou tam bém p o r nós? E o Se­
C anaã
n h o r o ouviu.
E falou o S en h or a Moisés, dizendo:
3E era o hom em M oisés m ui m anso, mais do que
2Envia hom ens que espiem a terra de C a­
todos os hom ens que havia sobre a terra.
naã, que eu hei de d ar aos filhos de Israel; de cada
4E logo o S en h o r disse a M oisés, a A rão e a M i­ tribo de seus pais enviareis u m hom em , sendo cada
riã: Vós três saí à tenda da congregação. E saíram um príncipe entre eles.
eles três.
3E enviou-os Moisés do deserto de Parã, segundo a
'E n tão o S enhor desceu na coluna de nuvem , e se ordem do Senhor; to d o s aqueles hom ens eram ca­
pôs à porta da tenda; depois cham ou a Arão e a M i­ beças dos filhos de Israel.
riã e am bos saíram.
4E estes são os seus nom es: D a trib o de R úben, Sa6E disse: O uvi agora as m inhas palavras; se entre m ua, filho de Zacur;
vós houver profeta, eu, o S en h o r , em visão a ele me
5Da tribo de Simeão, Safate, filho de H ori;
farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele.
6Da tribo de Judá, Calebe, filho de Jefoné;
se p ro fe ta , e q u e o S enhor p u se ss e o s e u e s p ír ito s o ­
b r e ele!
E envlou-09 Moisés do deserto de Pará
(13.3)
Ceticismo. Confronta este versículo com Números 20.1
para dizer que há contradição bíblica quanto à região em
que teria iniciado a missão dos doze espias.
.. . g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Tanto o versículo em estudo
■= quanto o texto confrontado estão corretos, visto que o de­
serto de Parã se estende pelo Porto de Elote, seguindo até o gol­
fo de Acaba, no sentido norte-nordeste, atravessando Naal Pará
e Har Ramom, que incluem a região de Cades Barnéia, na mes­
ma latitude de Punon. Logo, os espias iniciaram a viagem em Ca­
des Barnéia, que fica no deserto de Parã, conforme indica o versí­
culo 26:"... e a toda a congregação dos filhos de Israel no deserto
de Pará, em Cades".
159
NÚMEROS 13,14
7Da trib o de Issacar, Jigeal, filho de José;
8Da trib o de Efraim, Oséias, filho de N um ;
9Da trib o de Benjam im , Palti, filho de Rafu;
"’D a trib o de Zebulom , Gadiel, filho de Sodi;
11 D a tribo de José, pela tribo de Manassés, Gadi fi­
lho de Susi;
,2Da tribo de Dã, Amiel, filho de Gemali;
l3Da trib o de Aser, Setur, filho de Micael;
l'*Da trib o de Naftali, Nabi, filho de Vofsi;
l5Da trib o de Gade, Geuel, filho de M aqui.
l6Estes são os nom es dos hom ens que Moisés en ­
viou a espiar aquela terra; e a Oséias, filho de N um ,
M oisés cham ou Josué.
l7Enviou-os, pois, M oisés a espiar a terra de Canaã; e disse-lhes: Subi p o r aqui para o lado do sul, e
subi à m ontanha:
l8E vede que terra é, e o povo que nela habita; se é
forte o u fraco; se pouco o u m uito.
,9E com o é a terra em que habita, se boa ou má; e
quais são as cidades em que eles habitam ; se em a r­
raiais, o u em fortalezas.
2HT am bém com o é a terra, se fértil ou estéril; se nela
há árvores, ou não; e esforçai-vos, e tom ai do fru ­
to da terra. E eram aqueles dias os dias das p rim í­
cias das uvas.
21Assim subiram e espiaram a terra desde o deserto
de Zim , até Reobe, à entrada de Ham ate.
22E subiram para o lado d o sul, e vieram até Hebrom ; e estavam ali Aimã, Sesai e Talm ai, filhos de
A naque (H ebrom foi edificada sete anos antes de
Zoã no Egito).
23Depois foram até ao vale de Escol, e dali co rta­
ram u m ram o de vide com um cacho de uvas, o
qual trouxeram dois homens, sobre um a vara; com o
tam bém das rom ãs e dos figos.
24C ham aram àquele lugar o vale de Escol, p o r cau­
sa do cacho que dali cortaram os filhos de Israel.
25E eles voltaram de espiar a terra, ao fim de q u a­
renta dias.
26E cam inharam , e vieram a M oisés e a Arão, e a
to d a a congregação dos filhos de Israel n o deser­
to de Parã, em Cades; e deram -lhes notícias, a eles,
e a tod a a congregação, e m o straram -lh es o fruto
da terra.
27E contaram -lhe, e disseram: Fom os à terra a que
nos enviaste; e verdadeiram ente m ana leite e mel, e
este é o seu fruto.
2sO povo, porém , que habita nessa te rra é p o d ero ­
so, e as cidades fortificadas e m ui grandes; e tam bém
ali vim os os filhos de Anaque.
29Os am alequitas habitam na terra do sul; e os heteus, e os jebuseus, e os am orreus habitam na m o n ­
tanha; e os cananeus habitam ju n to do m ar, e pela
m argem do Jordão.
,nEntão Calebe fez calar o povo p erante Moisés, e
disse: C ertam en te subirem os e a possuirem os em
herança; p o rq u e seguram ente prevalecerem os co n ­
tra ela.
3lPorém , os ho m en s que com ele subiram disse­
ram : N ão p o d erem o s subir co n tra aquele povo,
p orqu e é m ais forte do que nós.
32E infam aram a terra que tin h am espiado, dizen­
do aos filhos de Israel: A terra, pela qual passam os
a espiá-la, é terra que consom e os seus m oradores;
e to d o o povo que vim os nela são h om ens de g ran­
de estatura.
33T am b ém vim os ali gigantes, filhos de A naque,
descendentes dos gigantes; e éram os aos nossos
olhos com o gafanhotos, e assim tam bém éram os
aos seus olhos.
E verdadeiramente mana leite e mel [...] é terra
que consome os seus moradores
(13.27,32)
cabfvel. O relatório apresentado por alguns espias que acompa­
nharam Josué e Calebe no reconhecimento de Canaã era exa­
gerado e covarde, não refletia os benefícios da terra, como no
caso dos outros espias enviados antes deles (v. 27). É fato que.
na ocasião, existiam em Canaã homens de alta estatura e fortes
guerreiros (v. 28), porque a região vinha sendo palco de cons­
tantes batalhas campais entre as tribos que desejavam tomála, por ser uma terra extremamente fértil. O texto de Números
14.36.37 é uma prova cabal contra a tese dos céticos, por do­
cumentar a morte dos covardes que induziram o povo à mur­
muração.
Ceticismo. Simplesmente pelo fato de o versículo 27 di­
zer 'verdadeiramente mana leite e mel' e o 32 'terra que
consome os seus moradores* (numa alusão à miséria, segundo
os céticos) usa estas referências para fundamentar uma supos­
ta contradição bíblica.
__g RESPOSTA APOLOGÉTICA: O contexto desta referên>=> cia, por si só, prova que a interpretação dos céticos é in-
Os israelitas q u erem vo lta r para o E gito
E ntão to d a a congregação levantou a sua
voz; e o povo chorou naquela noite.
2E to d o s os filhos de Israel m u rm u ra ra m co n tra
M oisés e co n tra Arão; e toda a congregação lhes dis­
se: Q uem dera tivéssemos m o rrid o na terra do Egi­
to! ou, m esm o neste deserto!
3E p o r qu e o S enhor nos traz a esta terra, para cair­
m os à espada, e para que nossas m ulheres e nossas
M
160
NÚMEROS 14
crianças sejam po r presa? N ão nos seria m elhor vol­
tarm os ao Egito?
4E diziam uns aos outros: C onstituam os u m líder,
e voltem os ao Egito.
’Então M oisés e Arão caíram sobre os seus rostos
perante toda a congregação dos filhos de Israel.
6E Josué, filho de N um , e Calebe filho de Jefoné,
dos que espiaram a terra, rasgaram as suas vestes.
7E falaram a toda a congregação dos filhos de Is­
rael, dizendo: A terra pela qual passam os a espiar é
terra m u ito boa.
8Se o Se n h o r se agradar de nós, então nos porá nes­
ta terra, e no-la dará; terra que m ana leite e mel.
“T ão -so m en te não sejais rebeldes contra o S en h or ,
e não tem ais o povo dessa terra, p o rq u an to são eles
nosso pão; retirou-se deles o seu am paro, e o S enhor
é conosco; não os temais.
"’Mas toda a congregação disse que os apedrejas­
sem; porém a glória do S en h o r apareceu na tenda
da congregação a todos os filhos de Israel.
1 'E disse o S en h or a Moisés: Até q u an d o m e p ro ­
vocará este povo? e até q uando não crerá em m im ,
apesar de todos os sinais que fiz no m eio dele?
l2C om pestilência o ferirei, e o rejeitarei; e te farei
a ti povo m aior e m ais forte do que este.
13E disse Moisés ao S en h or : Assim os egípcios o o u ­
virão; p o rquanto com a tua força fizeste subir este
povo do m eio deles.
UE dirão aos m oradores desta terra, os quais ouvi­
ram que tu, ó S en h or , estás no m eio deste povo, que
face a face, ó S en h o r , lhes apareces, que tua nuvem
está sobre ele e que vais adiante dele nu m a coluna de
nuvem de dia, e n u m a coluna de fogo de noite.
I5E se m atares este povo co m o a u m só h o m em ,
então as nações, que antes ouviram a tu a fama, fa­
larão, dizendo:
“’P orq u an to o S en h o r não podia p ô r este povo na
terra que lhe tinha jurado; p o r isso os m ato u no d e­
serto.
l7Agora, pois, rogo-te que a força do m eu Senhor
se engrandeça; com o tens falado, dizendo:
l80 S enhor é longânim o, e grande em m isericór­
dia, que perdoa a iniqüidade e a transgressão, que
o culpado não tem p o r inocente, e visita a in iq ü i­
dade dos pais sobre os filhos até a terceira e q u ar­
ta geração.
’’Perdoa, pois, a iniqüidade deste povo, segundo a
grandeza da tu a m isericórdia; e com o tam b ém p er­
doaste a este povo desde a terra do Egito até aqui.
20E disse o S e n h o r : C o n fo rm e à tu a palavra lhe
perdoei.
21Porém , tão certam en te como eu vivo, e com o a
glória do S enhor encherá to d a a terra,
22E que todos os hom ens qu e viram a m in h a gló­
ria e os m eus sinais, que fiz no Egito e n o deserto,
e m e ten taram estas dez vezes, e não obedeceram à
m inha voz,
2,N ão verão a terra de que a seus pais jurei, e n e­
n h u m daqueles que m e provocaram a verá.
24P orém o m eu servo Calebe, p o rq u an to nele hou-
Os quais ouviram que tu, ó SENHOR, estás
no melo deste povo, que face a face
(14.14)
Visita a Iniqüidade dos pais sobre
os filhos
(14.18)
ÇT) Ceticismo. Enxerga contradição entre este versículo e os
"
de Génesis 32.30 e João 1,18 por, supostamente, não con­
cordarem entre si sobre a possibilidade de o homem poder ver o
Senhor face a face.
xg». Maldição Hereditária. Os seguidores desta doutrina usam
este versículo para justificar e promover a idéia de um Deus
vingativo que castiga, indiscriminadamente, gerações posterio­
res por causa das ações funestas de seus ancestrais.
g RESPOSTAAPOLOGÉTICA: O contexto da referência em
■=> análise prova que não se trata de uma aparição divina que
reproduza a glória de Oeus em sua total plenitude (1Sm 2.8). Aexpressão “facea face' está relacionada à "nuvem de glória” que co­
bria o tabernáculo e certificava ao povo da presença divina. Todas
as semanas, doze pães sagrados eram oferecidos a Deus sobre
a mesa dos pães da proposição. O termo hebraico para citar esta
ocasião èsulham v*lehem panim. que traduzido é: “a mesa com
o pão da Presença". O apóstolo Paulo afirmou que era possível a
contemplação do resplendordivino de forma imanente (2Co4.6).
Mas é dele também o testemunho de que Cristo, uma vez glorifi­
cado com o Pai, já não podia mais ser contemplado por ele face
a face: “... subitamente o cercou um resplendor de luz do céu" (At
9.3). O próprio Jesus, em certa ocasião, atestou a possibilidade
da contemplação de Deus (o Paí) apenas em representação hu­
mana: “Quem me vê a mim vê o Pai" (Jo 14.9).
_ | | RESPOSTAAPOLOGÉTICA: O texto em pauta está rela= cionado à nação de Israel e à idolatria. Nada diz a respei­
to de “espíritos” do alcoolismo, do adultério, da pornografia, etc.
O ensino desta passagem é que o pecado tem efeitos ou conse­
qüências fatais, não apenas para quem o pratica, mas também
para os outros. Os filhos que pecam pelo exemplo dos pais de­
monstram que não amam a Deus. Mas o Senhor Deus, de forma
alguma, irá amaldiçoar os filhos dos idólatras simplesmente por
serem seus filhos, mas por se tornarem participantes e imitado­
res dos pecados dos pais.
De igual modo, Deus não irá abençoar os filhos dos fiéis sim­
plesmente por serem seus filhos, antes, fará que se tornem
participantes e imitadores da fidelidade dos pais. As maldi­
ções bíblicas que aparecem no Antigo Testamento recaem so­
bre todos aqueles que não desfrutam da comunhão com Deus
(Dt 27.11 -25; Ml 2.2). Osjustos (os crentes fiéis), todavia, abençoa-
161
NÜMEROS 14
ve o u tro espírito, e perseverou em seguir-m e, eu o
levarei à terra em que entrou, e a sua descendência
a possuirá em herança.
2,O ra, os am alequitas e os cananeus habitam no
vale; tornai-vos am anhã e cam inhai para o deserto
pelo cam inho do M ar Verm elho.
Aos m u rw u ra d o res não é p erm itid o entrar na
terra de C anaã
26Depois falou o Senhor a Moisés e a Arão dizendo:
27Até q u an d o sofrerei esta m á congregação, que
m u rm u ra contra mim? Tenho ouvido as m u rm u ra­
ções dos filhos de Israel, com que m u rm u ram con­
tra m im .
28Dize-lhes: Vivo eu, diz o Se n h o r , que, com o fa­
lastes aos m eus ouvidos, assim farei a vós outros.
^ N este deserto cairão os vossos cadáveres, com o
tam bém todos os que de vós foram contados segun­
do toda a vossa conta, de vinte anos para cim a, os
que dentre vós contra m im m urm urastes;
,uN ão entrareis na terra, pela qual levantei a m inha
m ão que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho
de Jefoné, e Josué, filho de N um .
3‘Mas os vossos filhos, de que dizeis: P or presa se­
rão, porei nela; e eles conhecerão a te rra que vós
desprezastes.
32Porém , quanto a vós, os vossos cadáveres cairão
neste deserto.
33E vossos filhos pastorearão neste deserto q u a ­
renta anos, e levarão sobre si as vossas infidelidades,
até que os vossos cadáveres se consum am neste de­
serto.
34S egundo o n ú m e ro dos dias em q u e esp ias­
tes esta te rra , q u a re n ta dias, cada dia re p re se n ­
ta n d o um ano, levareis sobre vós as vossas in iq ü i-
dos por Deus, nào podem ser amaldiçoados (23.8,23;Pv3.33;26.2;
Rm 8.33.34; 1Jo 5.18).
Ao mesmo tempo em que a Bíblia previne sobre as conseqüên­
cias do pecado, também ensina (e faz isso claramente) sobre a
responsabilidade de cada indivíduo. Todos nascemos pecado­
res, ou seja, sob o domínio do pecado (do pecado original). Mas
cada um de nós é responsável pelos pecados que comete e pres­
tará contas de seus atos a Deus (Jr31.29-30; Ez 18.20; Rm6.6-7;
1C o 5.7; G l3.13; Cl 2.14.15).
Que se levantou contra mim; neste deserto se
consumirão, e aí falecerão
(14.35)
Ceticismo. Com base apenas no testemunho arqueológi­
co, contradita este texto ao afirmar que se o mesmo pos­
dades q u a re n ta anos, e co n h ecereis o m eu afas­
ta m en to .
3SEu, o Sf.n h o r , falei; assim farei a to d a esta m á
congregação, que se levantou contra m im ; neste de­
serto se consum irão, e aí falecerão.
36E os hom ens que M oisés m andara a espiar a te r­
ra, e que, voltando, fizeram m u rm u rar toda a co n ­
gregação contra ele, infam ando a terra,
37Aqueles m esm os hom ens que infam aram a terra,
m orreram de praga perante o Se n h o r .
38Mas Josué, filho de N um , e Calebe, filho de Jefo­
né, que eram dos h om ens que foram espiar a terra,
ficaram com vida.
39E falou Moisés estas palavras a todos os filhos de
Israel; então o povo se co ntristou m uito.
40E levantaram -se pela m anhã de m adrugada, e su ­
b iram ao cum e do m onte, dizendo: Eis-nos aqui, e
subirem os ao lugar que o Se n h o r tem falado; p o r­
q u an to havem os pecado.
4'M as Moisés disse: Por que transgredis o m an d a­
do do Se n h o r ? Pois isso não prosperará.
42N ão subais, pois o Se n h o r não estará no m eio
de vós, para qu e não sejais feridos diante dos vos­
sos inimigos.
43P o rq u e os am alequitas e os cananeus estão ali
diante da vossa face, e caireis à espada; pois, p o r­
quanto vos desviastes do Se n h o r , o Se n h o r não es­
tará convosco.
44C o n tu d o , tem erariam en te, te n taram su b ir ao
cum e do m onte; m as a arca da aliança do Se n h o r e
M oisés não se apartaram do m eio do arraial.
45E ntão desceram os am alequitas e os cananeus,
que habitavam n a m o ntanha, e os feriram , d erro ­
tando -o s até H orm á.
sui veracidade histórica, logo a região deveria estar eivada de
sepulturas.
. a RESPOSTA APOLOGÉTICA: A condição de nômade do
“ povo peregrino hebreu e, por conseqüência, suas constan­
tes mudanças de acampamento impediam-no de edificar sepultu­
ras com estruturas duráveis, à medida que a geração mais velha ia
perecendo. Assim, não se pode falar na preservação de esquele­
tos sepultados em covas rasas, cavadas na areia ou em pedriscos,
e muito menos na possibilidade de sua violação, por parle dos ani­
mais que se alimentavam da carne de cadáveres pútridos.
A reclamação dos céticos, portanto, não procede, para que pos­
sa comprometer a veracidade histórica do registro bíblico, segun­
do o qual, todos os adultos que se envolveram na rebelião de Cades Barnéia faleceram antes da travessia do rio Jordão. Exceto,
é claro. Josué e Calebe.
162
NÚMEROS 15
A repetição de diversas leis
DEPOIS falou o S e n h o r a M oisés, dizen­
do:
2Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Q u ando en­
trardes na terra das vossas habitações, que eu vos
hei de dar,
3E ao Se n h o r fizerdes oferta queim ada, holocaus­
to, ou sacrifício, para cu m p rir u m voto, ou em ofer­
ta voluntária, ou nas vossas solenidades, para fa­
zerdes ao Se n h o r um cheiro suave de ovelhas ou
gado,
4E ntão aquele que ap resentar a sua oferta ao Se­
n h o r , p o r oferta de alim entos trará u m a décim a de
flor de farinha m isturada com a q uarta parte de um
him de azeite.
5E de vinho para libação prepararás a q uarta par­
te de um him , para holocausto, o u p ara sacrifício
para cada cordeiro;
6E para cada carneiro prepararás um a oferta de ali­
m entos de duas décim as de flor de farinha, m istura­
da com a terça parte de u m h im de azeite.
7E de vinho para a libação oferecerás a terça parte
de um him ao Se n h o r , em cheiro suave.
8E, q u ando preparares novilho para holocausto ou
sacrifício, para cum prir um voto, ou um sacrifício
pacífico ao Se n h o r ,
9C om o novilho apresentarás u m a oferta de ali­
m entos de três décimas de flor de farinha m isturada
com a m etade de um him de azeite.
I0E de vinho para a libação oferecerás a m etade de
um him , oferta queim ada em cheiro suave ao Se ­
' “Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Q uan d o en ­
trardes n a terra em que vos hei de introduzir,
1’A contecerá que, q u an d o com erdes do pão da
terra, então oferecereis ao Se n h o r oferta alçada.
20Das prim ícias da vossa m assa oferecereis um
bolo em oferta alçada; com o a oferta da eira, assim
o oferecereis.
21Das prim ícias das vossas massas dareis ao Senho r
oferta alçada nas vossas gerações.
22E, q u a n d o vierdes a errar, e não cu m p rird e s
to d o s estes m a n d am e n to s, qu e o Se n h o r falou a
Moisés,
23T udo q u an to o S e n h o r vo s tem m and ad o p o r in ­
term édio de Moisés, desde o dia que o S e n h o r o rd e­
nou, e dali em diante, nas vossas gerações,
24Será que, q u an d o se fizer algum a coisa p o r ig­
norância, efor encoberto aos olhos da congregação,
toda a congregação oferecerá u m novilho p ara h o ­
locausto em cheiro suave ao S e n h o r, com a sua ofer­
ta de alim entos e libação co n fo rm e ao estatu to , e
um bode para expiação do pecado.
25E o sacerdote fará expiação p o r to d a a congrega­
ção dos filhos de Israel, e lhes será perdoado, p o r­
quan to foi p o r ignorância; e tro u x eram a sua ofer­
ta, oferta queim ada ao Se n h o r , e a sua expiação do
pecado p eran te o Se n h o r , p o r causa da sua igno­
rância.
26Será, pois, p erdoado a to d a a congregação dos fi­
lhos de Israel, e m ais ao estrangeiro que peregrina
no m eio deles, p o rq u an to p o r ignorância sobreveio
a to d o o povo.
nhor.
27E, se algum a alm a pecar p o r ignorância, para ex­
1 'Assim se fará com cada boi, o u com cada carnei­ piação do pecado oferecerá um a cabra de um ano.
ro, ou com cada um dos cordeiros ou cabritos.
28E o sacerd o te fará expiação pela pessoa qu e p e ­
l2Segundo o nú m ero que oferecerdes, assim o fa­ cou, q u a n d o p ecar p o r ig n o rân cia, p e ra n te o S e ­
reis com cada um , segundo o n úm ero deles.
n h o r , fazen d o ex piação p o r ela, e lhe será p e r­
' ’Todo o natural assim fará estas coisas, oferecen­ doad o .
do oferta queim ada em cheiro suave ao S e n h o r .
29Para o natural dos filhos de Israel, e para o estran­
u Q u an d o tam bém p eregrinar convosco algum geiro que no m eio deles peregrina, u m a m esm a lei
estrangeiro, ou que estiver no m eio de vós nas vos­ vos será, para aquele que pecar p o r ignorância.
sas gerações, e ele apresentar um a oferta qu eim a­
J0Mas a pessoa q ue fizer algum a coisa tem erariada de cheiro suave ao S e n h o r, com o vós fizerdes, m ente, q u er seja dos n atu rais q u er dos estrangei­
assim fará ele.
ros, injuria ao S e n h o r; tal pessoa será extirpada do
l5U m m esm o estatuto haja para vós, ó congrega­ m eio do seu povo.
ção, e para o estrangeiro que entre vós peregrina, p o r
3'P ois desprezou a palavra do S e n h o r, e an ulou o
estatuto p erpétuo nas vossas gerações; com o vós, seu m andam ento; totalm ente será extirpada aquela
assim será o peregrino p erante o S e n h o r.
pessoa, a sua iniqüidade será sobre ela.
l6U m a m esm a lei e um m esm o direito haverá para
32E stando, pois, os filhos de Israel no deserto,
vós e para o estrangeiro que peregrina convosco.
acharam um h o m em ap an h an d o lenha n o dia de
l7Falou mais o Se n h o r a Moisés, dizendo:
sábado.
163
NÚMEROS 15,16
33E os que o acharam apanhando lenha o trouxe­
ram a M oisés e a A râo, e a toda a congregação.
14E o puseram em guarda; p o rq u an to ainda não es­
tava declarado o que se lhe devia fazer.
"D isse, pois, o Se n h o r a Moisés: C ertam ente m o r­
rerá aquele hom em ; toda a congregação o apedre­
jará fora do arraial.
3hEntão toda a congregação o tiro u para fora do a r­
raial, e o apedrejaram , e m orreu, com o o Se n h o r o r­
d enara a Moisés.
37E falou o Se n h o r a Moisés, dizendo:
38Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Q ue nas b o r­
das das suas vestes façam franjas pelas suas gera­
ções; e nas franjas das bordas po n h am um cordão
de azul.
WE as franjas vos serão p ara que, vendo-as, vos
lem breis de todos os m an d am e n to s do S e n h o r , e
os cum prais; e não seguireis o vosso coração, nem
após os vossos olhos, pelos quais andais vos pros­
tituindo.
40Para que vos lem breis de todos os m eus m a n ­
dam entos, e os cum prais, e santos sejais a vosso
Deus.
4'Eu sou o Se n h o r vosso D eus, que vos tirei da te r­
ra do Egito, para ser vosso Deus. Eu sou o S e nho r
vosso Deus.
A rebelião de Coré, D atâ e A birão
E C oré, filho de Jizar, filho de C oate, fi­
lho de Levi, to m o u consigo a D atã e a Abi­
rão, filhos de Eliabe, e a O m , filho de Pelete, filhos
de Rúben.
2E levantaram -se p erante M oisés com duzentos e
cin q ü en ta hom ens dos filhos de Israel, príncipes
da congregação, cham ados à assem bléia, hom ens
de posição,
3E se congregaram co n tra M oisés e co n tra Arão,
e lhes disseram: Basta-vos, pois que toda a congre­
gação é santa, todos são santos, e o Sen h o r está no
m eio deles; por que, pois, vos elevais sobre a co n ­
gregação do Se n h o r ?
4Q u an do M oisés ouviu isso, caiu sobre o seu ros­
to.
5E falou a C oré e a toda a sua congregação, dizen­
do: A m anhã pela m anhã o Sen h o r fará saber quem é
seu, e quem é o santo que ele fará chegar a si; e aque­
le a quem escolher fará chegar a si.
6Fazei isto: T om ai vós incensários, C oré e to d o
seu grupo;
7E, p o n d o fogo neles am anhã, sobre eles deitai in ­
censo perante o Se n h o r ; e será que o ho m em a quem
o S e n h o r escolher, este será o santo; basta-vos, fi­
lhos de Levi.
“Disse m ais M oisés a Coré: O uvi agora, filhos de
Levi:
9Porventura p o u co para vós é que o D eus de Is­
rael vos ten h a separado da congregação de Israel,
para vos fazer chegar a si, e ad m in istrar o m inisté­
rio do tabernáculo do Se n h o r e estar p erante a co n ­
gregação para m inistrar-lhe;
"’E te fez chegar, e todos os teus irm ãos, os filhos
de Levi, contigo? ainda tam bém procurais o sacer­
dócio?
"A ssim tu e to d o o te u grupo estais contra o Se n h o r ;
e Arão, quem é ele, que m urm ureis contra ele?
I2E M oisés m a n d o u cham ar a D atã e a A birão,
filhos de Eliabe; p o rém eles disseram : N ão su b i­
rem os;
13Porventura p ouco é que nos fizeste subir de um a
terra que m ana leite e mel, para nos m atares neste
deserto, senão que tam bém queres fazer-te p rín ci­
pe sobre nós?
,4N em tam p o u co nos trouxeste a u m a te rra que
m ana leite e mel, nem nos deste cam po e vinhas em
herança; porventura arrancarás os olhos a estes h o ­
mens? N ão subirem os.
' ’Então Moisés irou-se m uito, e disse ao Se n h o r :
N ão atentes para a sua oferta; nem um só ju m en to
tom ei deles, n em a n en h u m deles fiz mal.
l6Disse m ais M oisés a Coré: T u e to d o o teu g ru ­
po ponde-vos p erante o Sk n h o r , tu e eles, e Arão,
am anhã.
I7E tom ai cada u m o seu incensário, e neles p o nde
incenso; e trazei cada u m o seu incensário perante o
Se n h o r , duzentos e cinqüenta incensários; tam bém
tu e Arão, cada u m o seu incensário.
' “T om aram , pois, cada um o seu incensário, e n e­
les puseram fogo, e neles deitaram incenso, e sepuseram p erante a p o rta da ten d a da congregação com
M oisés e Arão.
1 °E C oré fez aju n tar contra eles to d o o povo à po rta
da tenda da congregação; então a glória do Senho r
apareceu a toda a congregação.
2(>E falou o Se n h o r a M oisés e a Arão, dizendo:
2'A partai-vos do m eio desta congregação, e os
consum irei n u m m om ento.
22M as eles se p ro straram sobre os seus rostos, e dis­
seram : Ó Deus, D eus dos espíritos de toda a carne,
pecará um só h o m em , e indignar-te-ás tu co n tra
toda esta congregação?
164
NÚMEROS 16,17
23E falou o S enhor a Moisés, dizendo:
24Fala a toda esta congregação, dizendo: Subi do
derredor da habitação de Coré, D atã e Abirão.
25Então Moisés levantou-se, e foi a D atã e a Abirão;
e após ele seguiram os anciãos de Israel.
26E falou à congregação, dizendo: Desviai-vos,
peço-vos, das tendas destes hom ens ím pios, e não
toqueis nada do que é seu para que porventura não
pereçais em todos os seus pecados.
J7Subiram , pois, do d erred o r da habitação de
Coré, D atã e Abirão. E D atã e A birão saíram , e se
puseram à porta das suas tendas, ju ntam ente com as
suas m ulheres, e seus filhos, e suas crianças.
28Então disse Moisés: N isto conhecereis que o Se­
n h o r m e enviou a fazer todos estes feitos, que de
m eu coração não procedem.
29Se e s te s m o r r e r e m c o m o m o r r e m to d o s o s h o ­
m e n s , e se f o r e m v is ita d o s c o m o sã o v is ita d o s to d o s
o s h o m e n s , então o S en h or n ã o m e e n v io u .
3()Mas, se o S en h or criar algum a coisa nova, e a te r­
ra abrir a sua boca e os tragar com tu d o o que é seu,
e vivos descerem ao abism o, então conhecereis que
estes hom ens irritaram ao S en h o r .
31E aconteceu que, acabando ele de falar todas estas
palavras, a terra que estava debaixo deles se fendeu.
32E a terra abriu a sua boca, e os tragou com as suas
casas, com o tam bém a todos os hom ens que perten­
ciam a Coré, e a todos os seus bens.
33E eles e tudo o que era seu desceram vivos ao abis­
m o, e a te rra os cobriu, e pereceram do m eio da co n ­
gregação.
34E todo o Israel, que estava ao redor deles, fugiu ao
clam or deles; porque diziam: Para que não nos tra ­
gue a terra tam bém a nós.
3íEntão saiu fogo do S enhor , e consum iu os duzen­
tos e cinqüenta hom ens que ofereciam o incenso.
36E falou o S enhor a Moisés, dizendo:
37Dize a Eleazar, filho de A rão, o sacerdote, que
tom e os incensários do m eio do incêndio, e espalhe
o fogo longe, p orque santos são;
38Q u an to aos incensários daqueles que pecaram
co n tra as suas alm as, deles se façam folhas esten­
didas para cobertura do altar; p o rq u an to os tro u ­
xeram perante o S en h o r ; pelo que santos são; e se­
rão p o r sinal aos filhos de Israel.
39E Eleazar, o sacerdote, to m o u os incensários de
metal, que trouxeram aqueles que foram queimados,
e os estenderam em folhas para cobertura do altar,
*°Por m em orial p ara os filhos de Israel, que n e­
n h u m estranho, que não for da descendência de
Arão, se chegue para acender incenso p erante o S e ­
n h o r ; para que não seja com o Coré e a sua congrega­
ção, com o o S enhor lhe tin h a dito p o r interm édio
de Moisés,
41Mas no dia seguinte to d a a congregação dos fi­
lhos de Israel m u rm u ro u co n tra M oisés e contra
Arão, dizendo: Vós m atastes o povo do S en h o r .
42E aconteceu que, aju n tan d o -se a congregação
contra Moisés e Arão, e virando-se para a tenda da
congregação, eis que a nuvem a cobriu, e a glória do
S enhor apareceu.
43V ieram , pois, M oisés e Arão perante a tenda da
congregação.
44Então falou o S en h or a M oisés, dizendo:
45Levantai-vos do m eio desta congregação, e a
consum irei n u m m o m en to ; en tão se p ro straram
sobre os seus rostos,
4(,E disse M oisés a Arão: T o m a o teu incensário,
e põe nele fogo do altar, e deita incenso sobre ele,
e vai depressa à congregação, e faze expiação p o r
eles; p o rq u e grande indignação saiu de d ian te do
Senhor; já com eçou a praga.
47E to m o u -o A rão, com o M oisés tin h a falado, e
correu ao m eio da congregação; e eis que já a praga
havia com eçado entre o povo; e deitou incenso nele,
e fez expiação pelo povo.
4SE estava em pé entre os m o rto s e os vivos; e ces­
sou a praga.
4,E os que m o rreram daquela praga foram cato r­
ze m il e setecentos, fora os q ue m o rreram pela cau­
sa de Coré.
,ÜE voltou Arão a M oisés à p o rta da ten d a da c o n ­
gregação; e cessou a praga.
A vara d e A rão floresce
1 ^ ENTÃO falou o S enhor a Moisés, dizendo:
X / 2Fala aos filhos de Israel, e tom a deles um a
vara para cada casa p atern a de todos os seus prínci­
pes, segundo as casas de seus pais, doze varas; e es­
creverás o n o m e de cada um sobre a sua vara.
’P orém o no m e de Arão escreverás sobre a vara de
Levi; p o rq u e cada cabeça da casa de seus pais terá
um a vara.
4E as porás n a ten d a da congregação, p erante o tes­
tem un h o , o n d e eu virei a vós.
5E será que a vara do ho m em que eu tiver escolhi­
do florescerá; assim farei cessar as m u rm u raçõ es
dos filhos de Israel co n tra m im , com que m u rm u ­
ram contra vós.
6Falou, pois, M oisés aos filhos de Israel; e todos
165
NÚMEROS 17,18
os seus príncipes deram -lhe cada um um a vara, para
cada príncipe um a vara, segundo ascasasdeseuspais,
doze varas; e a vara de Arão estava entre as deles.
"E M oisés pôs estas varas perante o Se n h o r na te n ­
da do testem unho.
“Sucedeu, pois, que no dia seguinte Moisés entrou
na ten d a do testem unho, e eis que a vara de Arão,
pela casa de Levi, florescia; porque produzira flores
e b ro tara renovos e dera am êndoas.
9Então M oisés tiro u todas as varas de diante do Se­
n h o r a todos os filhos de Israel; e eles o viram , e to ­
m aram cada um a sua vara.
l0Então o Se n h o r disse a Moisés: T o m a a pôr a vara
de A rão p erante o testem unho, para que se gu ar­
de p o r sinal para os filhos rebeldes; assim farás aca­
bar as suas m urm urações contra m im , e n ão m o r­
rerão.
11E Moisés fez assim; com o lhe ordenara o Se n h o r ,
assim fez.
12E ntâo falaram os filhos de Israel a Moisés, dizen­
do: Eis aqui, nós expiram os, perecem os, nós todos
perecem os.
l3T odo aquele que se ap roxim ar do tab ern ácu ­
lo do Se n h o r , m orrerá; serem os pois todos c o n ­
sumidos?
Os deveres e direitos dos sacerdotes, e dos levitas
ENTÀO disse o Senhor a Arão: Tu, e teus
filhos, e a casa de teu pai contigo, levareis
sobre vós a iniqüidade do santuário; e tu e teus fi­
lhos contigo levareis sobre vós a iniqüidade do vos­
so sacerdócio.
2E tam bém farás chegar contigo a teus irm ãos, a
tribo de Levi, a tribo de teu pai, para que se ajuntem
a ti, e te sirvam; m as tu e teus filhos contigo estareis
perante a tenda do testem unho.
3E eles cum prirão as tuas ordens e terão o encargo
de to d a a tenda; m as não se chegarão aos utensílios
do santuário, nem ao altar, para que não m orram ,
tan to eles com o vós.
4Mas se ajuntarão a ti, e farão o serviço da tenda da
congregação em todo o m inistério da tenda; e o es­
tran h o não se chegará a vós.
5Vós, pois, fareis o serviço do santuário e o servi­
ço do altar; para que não haja o u tra vez furor sobre
os filhos de Israel.
6E eu, eis que tenho tom ado vossos irm ãos, os levi­
tas, do m eio dos filhos de Israel; são dados a vós em
dádiva pelo Se n h o r , para que sirvam ao m inistério
d a ten d a da congregação.
7Mas tu e teus filhos contigo cum prireis o vosso sa­
cerdócio no tocante a tu d o o que é do altar, e a tudo
o que está d en tro do véu, nisso servireis; eu vos te­
nho dado o vosso sacerdócio em dádiva m inisterial
e o estranho que se chegar m orrerá.
"Disse m ais o Se n h o r a Arão: Eis que eu te tenho
dado a guarda das m inhas ofertas alçadas, com to ­
das as coisas santas dos filhos de Israel; p o r causa da
unção as ten h o dado a ti e a teus filhos p o r estatu­
to perpétuo.
9Isto terás das coisas santíssim as do fogo; to d as
as suas ofertas co m to d as as suas ofertas de ali­
m entos, e com to d as as suas expiações pelo p eca­
do, e com todas as suas expiações pela culpa, que
m e apresentarão; serão coisas santíssim as para ti e
p ara teus filhos.
l0N o lugar santíssim o as com erás; to d o o hom em
a com erá; santas serão para ti.
"T a m b é m isto será teu: a o ferta alçada dos seus
dons com todas as ofertas m ovidas dos filhos de Is­
rael; a ti, a teus filhos, e a tuas filhas contigo, as te­
nh o d ado p o r estatuto perpétuo; to d o o que estiver
lim po na tu a casa, delas com erá.
l2T o d o o m elh o r do azeite, e to d o o m elh o r do
m osto e do grão, as suas prim ícias que derem ao Se­
n h o r , as tenho d ado a ti.
1 '’O s prim eiros frutos de tu d o que houver na terra,
que trouxerem ao Se n h o r , serão teus; todo o que es­
tiver lim po na tu a casa os com erá.
l4T oda a coisa consagrada em Israel será tua.
1 T u d o que ab rir a m adre, e to d a a carne que tro u ­
xerem ao S e n h o r , ta n to de h o m en s com o de an i­
mais, será teu; po rém os prim ogênitos dos hom ens
resgatarás; tam b ém os p rim ogênitos dos anim ais
im undos resgatarás.
" O s que deles se houverem de resgatar resgatarás,
da idade de u m mês, segundo a tu a avaliação, p o r
cinco siclos de dinheiro, segundo o siclo do santuá­
rio, que é de vinte geras.
17M as o prim ogênito de vaca, ou prim ogênito de
ovelha, o u p rim o g ên ito de cabra, não resgatarás,
santos são; o seu sangue espargirás sobre o altar, e a
sua gordura queim arás em oferta queim ada de chei­
ro suave ao Se n h o r .
I8E a carne deles será tua; assim com o o peito da
oferta de m o v im en to , e o o m b ro d ireito, teus se­
rão.
‘T o d a s as ofertas alçadas das coisas santas, qu e os
filhos de Israel oferecerem ao Se n h o r , ten h o dado a
ti, e a teus filhos e a tuas filhas contigo, p o r estatuto
166
NÚMEROS 18,19
perpétuo; aliança perpétua de sal perante o Senho r
é, para ti e para a tu a descendência contigo.
i0Disse tam bém o Se n h o r a Arão: N a sua terra he­
rança n en h u m a terás, e n o m eio deles, nen h u m a
p arte terás; eu sou a tu a parte e a tu a herança no
m eio dos filhos de Israel.
21E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os
dízim os em Israel p or herança, pelo m inistério que
executam , o m inistério da tenda da congregação.
22E nunca m ais os filhos de Israel se chegarão à te n ­
da da congregação, para que não levem sobre si o pe­
cado e m orram .
23M as os levitas executarão o m inistério da te n ­
da da congregação, e eles levarão sobre si a sua in i­
qüidade; pelas vossas gerações estatu to perpétuo
será; e no m eio dos filhos de Israel n en h u m a he­
rança terão,
24P orque os dízim os dos filhos de Israel, que ofe­
recerem ao Se n h o r em oferta alçada, te n h o dado
p o r herança aos levitas; p o rq u an to eu lhes disse: No
meio dos filhos de Israel n enhum a herança terão.
25E falou o Se n h o r a Moisés, dizendo:
26T am bém falarás aos levitas, e dir-lhes-ás: Q u an ­
do receberdes os dízim os dosfilh o sd e Israel, que eu
deles vos tenho dado por vossa herança, deles ofe­
recereis u m a oferta alçada ao Se n h o r , os dízim os
dos dízimos.
27E contar-se-vos-á a vossa oferta alçada, com o
grão da eira, e com o plenitude do lagar.
28Assim tam bém oferecereis ao Se n h o r um a oferta
alçada de todos os vossos dízim os, que receberdes
dos filhos de Israel, e deles dareis a oferta alçada do
Se n ho r a Arão, o sacerdote.
29De todas as vossas dádivas oferecereis toda a
oferta alçada do Se n h o r ; de tu d o o m elhor deles, a
sua santa parte.
“ D ir-lhes-ás pois: Q u ando oferecerdes o m elhor
deles, com o novidade da eira, e com o novidade do
lagar, se contará aos levitas.
3IE o com ereis em todo o lugar, vós e as vossas fa­
mílias, p o rque vosso galardão é pelo vosso m inis­
tério n a tenda da congregação.
32Assim, não levareis sobre vós o pecado, q u a n ­
do deles oferecerdes o m elhor; e não profanareis
as coisas santas dos filhos de Israel, para que não
m orrais.
A água da separação
FALOU m ais o Se n h o r a M oisés e a Arão
dizendo:
2Este é o estatuto da lei, que o Se n h o r o rdenou, d i­
zendo: Dize aos filhos de Israel que te tragam um a
novilha ruiva, que não tenha defeito, e sobre a qual
não tenha sido posto jugo.
’E a dareis a Eleazar, o sacerdote; ele a tirará para
fora do arraial, e degolar-se-á diante dele.
4E Eleazar, o sacerdote, to m ará d o seu sangue com
o seu dedo, e dele espargirá para a frente da tenda
da congregação sete vezes.
5Então queim ará a novilha perante os seus olhos;
o seu couro, e a sua carne, e o seu sangue, com o seu
esterco, se queim ará.
6E o sacerdote to m ará pau de cedro, e hissopo, e
carm esim , e os lançará n o m eio do fogo que quei­
m a a novilha.
7Então o sacerdote lavará as suas vestes, e banhará
a sua carne na água, e depois entrará no arraial; e o
sacerdote será im u n d o até à tarde.
T a m b é m o que a q u eim o u lavará as suas vestes
com água, e em água ban h ará a sua carne, e im u n ­
do será até à tarde.
M
E um hom em lim po ajuntará a cinza da novilha,
e a porá fora do arraial, n u m lugar lim po, e ficará
ela guardada para a congregação dos filhos de Isra­
el, para a água da separação; expiação é.
]0E o que ap an h o u a cinza da novilha lavará as suas
vestes, e será im u n d o até à tarde; isto será p o r esta­
tu to p erp étu o aos filhos de Israel e ao estrangeiro
que peregrina no m eio deles.
11 Aquele que tocar em algum m o rto , cadáver de al­
gum hom em , im u n d o será sete dias.
u Ao terceiro dia se purificará com aquela água, e
ao sétim o dia será lim po; m as, se ao terceiro dia se
não purificar, não será lim po ao sétim o dia.
L,T odo aquele que tocar em algum m o rto , cadáver
de algum h om em , e n ão se purificar, contam ina o
tabernáculo do Se n h o r ; e aquela pessoa será extir­
pada de Israel; p o rq u e a água d a separação não foi
espargida sobre ele, im u n d o será; está nele ainda a
sua im undícia.
14Esta é a lei, q u an d o m o rrer algum ho m em em al­
gum a tenda, to d o aquele que en tra r n aquela te n ­
da, e todo aquele que nela estiver, será im u n d o sete
dias.
' T a m b é m to d o o vaso aberto, sobre o qual não
houver p ano atado, será im undo.
I6E to d o aquele qu e sobre a face do cam po tocar
em alguém que for m o rto pela espada, o u em outro
m o rto ou nos ossos de algum h om em , o u nu m a se­
pultura, será im u n d o sete dias.
167
NÚMEROS 19,20
l7Para um im u n d o , pois, to m arão da cinza da
queim a da expiação, e sobre ela colocarão água
corrente n um vaso.
I8E um hom em lim po tom ará hissopo, e o m olha­
rá naquela água, e a espargirá sobre aquela tenda, e
sobre todos os móveis, e sobre as pessoas que ali es­
tiverem , com o tam bém sobre aquele que tocar os
ossos, ou em alguém que foi m orto, o u que faleceu,
ou n u m a sepultura.
19E o lim po ao terceiro e sétimo dia espargirá sobre o
im undo; e ao sétim o dia o purificará; e lavará as suas
vestes, e se banhará na água, e à tarde será limpo.
“ Porém o que for im undo, e se não purificar, do
m eio da congregação será ele extirpado; porquanto
contam inou o santuário do S en h or ; água de separa­
ção sobre ele não foi espargida; im u n d o é.
211sto lhes será por estatuto perpétuo; e o que espar­
gir a água da separação lavará as suas vestes; e o que
tocar a água da separação será im undo até à tarde,
“ E tu d o o que tocar o im undo tam bém será im u n ­
do; e a pessoa que o tocar será im unda até à tarde.
M oisés fe re a rocha e as águas saem
7E o S enhor falou a Moisés dizendo:
T o m a a vara, e ajunta a congregação, tu e Arão,
teu irm ão, e falai à rocha, perante os seus olhos, e
dará a sua água; assim lhes tirarás água da rocha, e
darás a beber à congregação e aos seus anim ais.
‘'E ntão Moisés to m o u a vara de diante do S en h o r ,
com o lhe tinha ordenado.
10E Moisés e Arão reu n iram a congregação diante
da rocha, e Moisés disse-lhes: O uvi agora, rebeldes,
porventura tirarem os água desta rocha para vós?
11 Então Moisés levantou a sua m ão, e feriu a rocha
duas vezes com a sua vara, e saiu m uita água; e b e­
beu a congregação e os seus anim ais.
I2E o S en h or disse a Moisés e a Arão: P o rq u an to
não crestes em m im , p ara m e santificardes diante
dos filhos de Israel, p o r isso não introduzireis esta
congregação na terra que lhes tenho dado.
l3Estas são as águas de M eribá, p o rq u e os filhos
de Israel co n ten d eram com o S en h o r ; e se santifi­
cou neles.
A m orte de M iriã
C H EG A N D O os filhos de Israel, to d a a
congregação, ao deserto de Z im , no mês
prim eiro, o povo ficou em Cades; e M iriã m orreu
ali, e ali foi sepultada.
2E não havia água para a congregação; então se reu­
niram contra M oisés e contra Arão.
3E o povo contendeu com Moisés, dizendo: Q uem
dera tivéssemos perecido quan d o pereceram n os­
sos irm ãos perante o S en h o r !
4E p o r que trouxestes a congregação do S en h or a
este deserto, para que m orram os aqui, nós e os nos­
sos animais?
5E p o r que nos fizestes subir do Egito, para nos
trazer a este lugar mau? lugar onde não há sem en­
te, nem de figos, nem de vides, nem de rom ãs, nem
tem água para beber.
‘Então Moisés e Arão se foram de diante do povo à
porta da tenda da congregação, e se lançaram sobre
os seus rostos; e a glória do S en h or lhes apareceu.
M oisés solicita passagem através d e E d o m
l4D epois Moisés, de Cades, m an d o u mensageiros
ao rei de Edom , dizendo: Assim diz teu irm ão Israel:
Sabes todo o trabalho que nos sobreveio,
l5C om o nossos pais desceram ao Egito, e nós no
Egito habitam os m uitos dias; e como os egípcios nos
m altrataram , a nós e a nossos pais;
16E clam am os ao S en h or , e ele ouviu a nossa voz,
e m a n d o u um anjo, e nos tiro u do Egito; e eis que
estam os em Cades, cidade na extrem idade dos teus
term os.
l7D eixa-nos,pois, passar pela tu a terra; não passa­
rem os pelo cam po, nem pelas vinhas, nem bebere­
m os a água dos poços; irem os pela estrada real; não
nos desviarem os para a direita nem para a esquer­
da, até que passem os pelos teus term os.
l8P orém E dom lhe disse: N ão passarás p o r m im ,
para que eu não saia com a espada ao teu encontro.
'‘’Então os filhos de Israel lhe disseram: Subirem os
pelo cam inho aplanado, e se eu e o m eu gado beber-
Chegando os filhos de Israel [...] o povo ficou em Cades
( 20 . 1)
Ceticismo. Confronta este versículo com Números 13.3
para dizer que há contradição bíblica quanto à região em
que teria iniciado a missão dos doze espias.
__g RESPOSTA APOLOGÉTICA: Tantooversículoem estudo
«= quanto o texto confrontado estão corretos, visto que o de­
serto de Pará se estende pelo Porto de Elote. seguindo até o gol­
fo de Acaba, no sentido norte-nordeste. atravessando Naal Parã
e Har Ramom, que incluem a região de Cades Baméia, na mesma
latitude de Punon. Logo, os espias iniciaram a viagem em Cades
Baméia, que fica no deserto de Pará, conforme indica Números
13.26:"... e a toda a congregação dos filhos de Israel no deserto
de Pará, em Cades".
168
NÚMEROS 20,21
m os das tuas águas, darei o preço delas; não desejo
algum a outra coisa, senão passar a pé.
“ Porém ele disse: N ão passarás. E saiu-lhe Edom
ao encontro com m uita gente, e com m ão forte.
2'Assim recusou E dom deixar passar a Israel pelo
seu term o; p o r isso Israel se desviou dele.
A m orte de Arão
“ E ntão partiram de Cades; e os filhos de Israel,
toda a congregação, chegaram ao m onte H or.
23E falou o S en h or a Moisés e a A rão no m onte H or,
nos term os da terra de Edom , dizendo:
24Arão será recolhido a seu povo, porque não en ­
trará na terra que te n h o dado aos filhos de Isra­
el, p o rq u an to rebeldes fostes à m in h a ordem , nas
águas de M eribá.
2ST om a a Arão e a Eleazar, seu filho, e faze-os su­
bir ao m onte H or.
26E despe a Arão as suas vestes, e veste-as em Ele­
azar, seu filho, porque A rão será recolhido, e m o r­
rerá ali.
27Fez, pois, M oisés com o o S en h o r lhe ordenara;
e subiram ao m onte H o r perante os olhos de toda
a congregação.
28E Moisés despiu a Arão de suas vestes, e as vestiu
em Eleazar, seu filho; e m orreu Arão ali sobre o cum e
do monte; e desceram Moisés e Eleazar do m onte.
2‘V endo, pois, toda a congregação que Arão era m or­
to, choraram a Arão trinta dias, toda a casa de Israel.
Os israelitas destroem os ca naneus
1 O uvindo o cananeu, rei de Arade, que haX bitava para o lado sul, que Israel vinha pelo
cam inho dos espias, pelejou contra Israel, e dele le­
vou alguns prisioneiros.
2Então Israel fez um voto ao S en h o r , dizendo: Se
de fato entregares este povo na m inha m ão, destrui­
rei totalm ente as suas cidades.
’O S en h o r , pois, ouviu a voz de Israel, e lhe en ­
tregou os cananeus; e os israelitas destruíram to tal­
m ente, a eles e às suas cidades; e o no m e daquele lu­
gar cham ou H orm á.
2
Faze-te uma serpente ardente
(21.4-9)
Catolicismo Romano. Cita a fabricação da serpente de
bronze para justificar a feitura de imagens.
_g RESPOSTA APOLOGÉTICA: A Bíblia diz que a serpente
<=• de bronze não foi feita para ser cultuada. Era apenas um
símbolo, para que o povo pudesse olhar e ser curado: “E, como
As serpentes ardentes e a serpente de bronze
4Então partiram do m o n te H or, pelo cam inho do
M ar V erm elho, a rodear a terra de Edom; porém a
alma d o povo angustiou-se naquele cam inho.
’E o povo falou contra D eus e contra Moisés: Por
que nos fizestes subir do Egito para qu e m orrêsse­
m os neste deserto? Pois aqui nem pão nem água há;
e a nossa alm a tem fastio deste pão tão vil.
6Então o S en h or m a n d o u entre o povo serpentes
ardentes, que picaram o povo; e m o rreu m uita gen­
te em Israel.
Por isso o povo veio a M oisés, e disse: H avem os
pecado, p o rq u an to tem os falado co n tra o S enhor e
contra ti; o ra ao S enhor que tire de nós estas serpen­
tes. Então Moisés o ro u pelo povo.
8E disse o S f.n h o r a Moisés: Faze-te um a serpente
ardente, e põe-na sobre um a haste; e será que viverá
to d o o que, tendo sido picado, olhar para ela.
9E Moisés fez um a serpente de m etal, e pô-la so­
bre um a haste; e sucedia que, picando algum a ser­
pente a alguém, q u an d o esse olhava para a serpen­
te de m etal, vivia.
Jornadas dos israelitas
"'Então os filhos de Israel partiram , e alojaram -se
em O bote.
"D ep o is p artiram de O b o te e alojaram -se nos o u ­
teiros de Ije-A barim , no deserto que está defronte
de M oabe, ao nascente do sol.
l2Dali partiram , e alojaram -se ju n to ao ribeiro de
Zerede.
I3E dali p artiram e alojaram -se no lado de A rnom ,
que está n o deserto e sai dos term os dos am orreus;
porque A rnom é o term o de M oabe, en tre M oabe
e os am orreus.
‘■•Por isso se diz no livro das guerras do S en h o r : O
que fiz n o M ar V erm elho e nos ribeiros de A rnom ,
‘SE à co rrente dos ribeiros, que descendo para a si­
tuação de Ar, se encosta aos term os de M oabe.
16E dali partiram para Beer; este é o poço do qual
o S en h o r disse a Moisés: A ju n ta o povo e lhe d a­
rei água.
Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Fi­
lho do homem seja levantado" (Jo 3.14). Posteriormente, quan­
do os israelitas fizeram desse simbolo um ídolo, o rei Ezequias
o destruiu: “ Ele tirou os altos, quebrou as estátuas, deitou abai­
xo os bosques, e fez em pedaços a serpente de metal que Moi­
sés fizera: porquanto até aquele dia os filhos de Israel lhe quei­
mavam incenso, e lhe chamaram Neustà" (2 Rs 18.4).
169
NÚMEROS 21,22
34E disse o S enhor a Moisés: N ão o tem as, porque
eu o tenho d ad o na tu a m ão, a ele, e a to d o o seu
povo, e a sua terra, e far-lhe-ás com o fizeste a Siom,
rei dos am orreus, que habitava em H esbom .
3SE de tal m aneira o feriram , a ele e a seus filhos, e
a todo o seu povo, qu e n en h u m deles escapou; e to ­
m aram a sua terra em possessão.
l7Então Israel cantou este cântico: Brota, ó poço!
Cantai dele:
l!T u , poço, que cavaram os príncipes, que escava­
ram os nobres do povo, e o legislador com os seus
bordões; e do deserto partiram para M ataná;
l9E de M ataná a Naaliel, e de Naaliel a Bamote.
20E de B am ote ao vale que está n o cam po de M oabe, no cum e de Pisga, e à vista do deserto.
Os israelitas fe re m os reis de M oabe e de Basã
2' Então Israel m andou mensageiros a Siom, rei dos
am orreus, dizendo:
22D eixa-m e passar pela tu a terra; não nos desvia­
rem os pelos cam pos nem pelas vinhas; as águas dos
poços não beberem os; irem os pela estrada real até
q u e passem os os teus term os.
2,Porém Siom não deixou passar a Israel pelos seus
term os; antes Siom congregou to d o o seu povo, e
saiu ao e n contro de Israel no deserto, e veio a Jaza,
e pelejou contra Israel.
24Mas Israel o feriu ao fio da espada, e to m o u a sua
terra em possessão, desde A rnom até Jaboque, até
aos filhos de A m om ; p o rq u an to o term o dos filhos
de A m om era forte.
2SAssim Israel to m o u todas as cidades; e habitou
em todas elas, em H esbom e em todas as suas al­
deias.
26P o rq ue H esbom era cidade de Siom , rei dos
am orreus, que tinha pelejado contra o precedente
rei dos m oabitas, e tinha tom ad o da sua m ão toda a
sua terra até A rnom .
27P or isso dizem os que falam em provérbios: V in­
de a H esbom ; edifique-se e estabeleça-se a cidade
de Siom.
2SP orque fogo saiu de H esbom , e um a cham a da
cidade de Siom; e consum iu a Ar dos m oabitas, e os
senhores dos altos de A rnom .
29Ai de ti, Moabe! perdido és, povo de Q uem ós!
entregou seus filhos, que iam fugindo, e suas filhas,
com o cativas a Siom, rei dos am orreus.
3I,E nós os derribam os; H esbom perdida é até Dibom , e os assolam os até N ofá, que se estende até
M edeba.
3 'Assim Israel habitou na terra dos am orreus.
,2D epois m a n d o u M oisés espiar a Jazer, e to m a ­
ram as suas aldeias, e daquela possessão lançaram
os am orreus que estavam ali.
33Então viraram -se, e subiram o cam inho de Basã;
e O gue, rei de Basã, saiu contra eles, ele e todo o seu
povo, à peleja em Edrei.
B ala q u e e Balaão
DEPOIS p artiram os filhos de Israel, e
acam p aram -se nas cam pinas de M oabe,
além do Jordão na altura de Jericó.
2V endo, pois, Balaque, filho de Zipor, tu d o o que
Israel fizera aos am orreus,
3M oabe tem eu m u ito d iante deste povo, p o rq u e
era num eroso; e M oabe andava angustiado p o r cau­
sa dos filhos de Israel.
4Por isso M oabe disse aos anciãos dos m idianitas: A gora lam berá esta congregação tu d o quanto
houver ao redor de nós, com o o boi lam be a erva do
cam po. N aquele tem po Balaque, filho de Z ipor, era
rei dos m oabitas.
’Este enviou m ensageiros a Balaão, filho de Beor,
a Petor, que está ju n to ao rio, na terra dos filhos do
seu povo, a cham á-lo, dizendo: Eis qu e um povo
saiu do Egito; eis que cobre a face da terra, e está p a­
rado defronte de m im .
6Vem, pois, agora, rogo-te, amaldiçoa-m e este povo,
pois mais poderoso é do que eu; talvez o poderei fe­
rir e lançar fora da terra; porque eu sei que, a quem tu
abençoares será abençoado, e a quem tu amaldiçoares
será amaldiçoado.
7Então foram -se os anciãos dos m oabitas e os a n ­
ciãos dos m idianitas com o preço dos encantam en­
tos nas suas mãos; e chegaram a Balaão, e disseram lhe as palavras de Balaque.
BE ele lhes disse: Passai aqui esta noite, e vos trarei
a resposta, com o o S en h or m e falar; então os p rín ­
cipes dos m oabitas ficaram com Balaão.
“E veio D eus a Balaão, e disse: Q uem são estes h o ­
m ens que estão contigo?
IHE Balaão disse a Deus: Balaque, filho de Zipor, rei
dos m oabitas, os enviou, dizendo:
1'Eis que o povo que saiu do Egito cobre a face da
terra; vem agora, am aldiçoa-o; porventura poderei
pelejar co n tra ele e expulsá-lo.
12Então disse Deus a Balaão: Não irás com eles, nem
am aldiçoarás a este povo, porquanto é bendito.
l3Então Balaão levantou-se pela m anhã, e disse aos
170
NÜMEROS 22
príncipes de Balaque: Ide à vossa terra, porque o S e­
n ho r recusa deixar-m e ir convosco.
ME levantaram -seos príncipes dos m oabitas, e vie­
ram a Balaque, e disseram: Balaão recusou vir co­
nosco.
l5Porém Balaque to rn o u a enviar m ais príncipes,
m ais honrados do que aqueles.
I60 s quais foram a Balaão, e lhe disseram : Assim
diz Balaque, filho de Zipor: Rogo-te que não te de­
m ores em vir a m im .
l7P orque grandem ente te honrarei, e farei tudo o
que m e disseres; vem pois, rogo-te, am aldiçoa-m e
este povo.
18Então Balaão respondeu, e disse aos servos de Ba­
laque: A inda que Balaque m e desse a sua casa cheia
de prata e de o u ro , eu não poderia ir além da o r­
dem do S enhor m eu Deus, para fazer coisa peque­
na ou grande;
19Agora, pois, rogo-vos que tam bém aqui fiqueis esta
noite, para que eu saiba o que mais o Senhor m e dirá.
20Veio, pois, D eus a Balaão, de noite, e disse-lhe:
Se aqueles hom ens te vieram cham ar, levanta-te, vai
com eles; todavia, farás o que eu te disser.
2lEntão Balaão levantou-se pela m anhã, e albardou
a sua jum enta, e foi com os príncipes de Moabe.
22E a ira de Deus acendeu-se, porque ele se ia; e o
anjo do S enhor pôs-se-lhe no cam inho p o r adver­
sário; e ele ia cam inhando, m o n tad o na sua ju m e n ­
ta, e dois de seus servos com ele.
23Viu, pois, a jum enta o anjo do S en h o r , que esta­
va no cam inho, com a sua espada desem bainhada
na mão; pelo que desviou-se a jum enta do cam inho,
indo pelo cam po; então Balaão espancou a ju m e n ­
ta para fazê-la to rn ar ao cam inho.
24Mas o anjo do S en h o r pôs-se nu m a vereda en ­
tre as vinhas, havendo um a parede de um e de o u ­
tro lado.
2,V endo, pois, a jum enta, o anjo do S en h or , encos­
tou-se contra a parede, e apertou contra a parede o
pé de Balaão; p or isso to rn o u a espancá-la.
26Então o anjo do S enhor passou mais adiante, e pôsse num lugar estreito, onde não havia caminho para se
desviar nem para a direita nem para a esquerda.
27E, vendo a ju m en ta o anjo do S en h o r , deitou-se
debaixo de Balaão; e a ira de Balaão acendeu-se, e
espancou a ju m en ta com o bordão.
28Então o S en h or ab riu a boca da jum enta, a qual
disse a Balaão: Q ue te fiz eu, que m e espancaste es­
tas três vezes?
29E Balaão disse à jum enta: P or que zom baste de
m im ; quem dera tivesse eu u m a espada na m ão,
porque agora te m ataria.
30E a jum enta disse a Balaão: Porventura não sou a
tua jum enta, em que cavalgaste desde o tem po em
que m e to m ei tu a até hoje? Acaso tem sido o m eu
costum e fazer assim contigo? E ele respondeu: Não.
3'E ntão o S en h or abriu os olhos a Balaão, e ele viu
o anjo do S en h o r , que estava no cam inho e a sua es­
pada desem bainhada na m ão; pelo que inclinou a
cabeça, e prostrou-se sobre a sua face.
32Então o anjo do S en h or lhe disse: Por que já três
vezes espancaste a tu a jum enta? Eis que eu saí para
ser teu adversário, p o rq u an to o teu cam inho é p er­
verso diante de m im ;
,3Porém a ju m en ta m e viu, e já três vezes se desviou
de d iante de m im ; se ela não se desviasse de diante
de m im , na verdade que eu agora te haveria m ata­
do, e a ela deixaria com vida.
34E ntão Balaão disse ao anjo do S en h o r : Pequei,
porque não sabia que estavas neste cam inho para te
opores a m im ; e agora, se parece m al aos teus olhos,
voltarei.
35E disse o anjo do S en h or a Balaão: V ai-te com es­
tes hom ens; m as som ente a palavra q ue eu falar a
ti, esta falarás. Assim Balaão se foi com os p rín ci­
pes de Balaque.
36O uvindo, pois, Balaque que Balaão vinha, saiulhe ao enco n tro até à cidade de M oabe, que está no
term o de A rnom , n a extrem idade do term o dele.
37E Balaque disse a Balaão: Porventura não enviei
Eu não poderia ir além da ordem do SENHOR meu Deus,
para fazer coisa pequena ou grande
(22.17-22,33)
dança de atitude divina ocorreu, provavelmente, por causa dos
pensamentos escusos de Balaão, devido às ofertas materiais de
Balaque. Dal o motivo da ira manifesta (v. 22) e da severa adver­
tência divina (v. 33).
O caráter leviano de Balaão fez que Balaque e seu povo
destruíssem o caminho que conduzia o povo hebreu ao Se­
nhor Deus. E fez isso por meio da prostituição física e espiri­
tual (25.1-3; 31.16). A morte de Balaão, pelas mãos dos isra­
elitas (Nm 31.8), comprova sua corrupção e o fim que Deus
lhe atribuiu.
Ceticismo. Questiona a coerência bíblica neste capítulo,
uma vez que Deus se irou contra Balaão, intentando matálo, mesmo depois que Balaão prometeu fidelidade ao Senhor.
__g RESPOSTA APOLOGÉTICA: A Bíblia nos ensina que Deus
>=> prova - sonda - os corações, numa clara referência à sua
onisciência quanto às reais intenções do homem (SI 7.9). A mu­
171
NÚMEROS 22,23
o contem plo; eis que este povo habitará só, e entre
as nações não será contado.
"’Q uem contará o pó de Jacó e o n ú m ero d a q u ar­
ta parte de Israel? Q ue a m inha alm a m o rra da m o r­
te dos justos, e seja o m eu fim com o o seu.
"E n tã o disse Balaque a Balaão: Q ue m e fizeste?
Cham ei-te para am aldiçoar os m eus inim igos, mas
eis que inteiram ente os abençoaste.
11E ele respondeu, e disse: Porventura não terei cui­
dado de falar o que o S enhor pôs na m inha boca?
13Então Balaque lhe disse: R ogo-te que venhas co ­
migo a o u tro lugar, de o nde o verás; verás som ente
a últim a parte dele, mas a to d o ele não verás; e am al­
diçoa-m o dali.
,4Assim o levou consigo ao cam po de Zofim , ao
cum e de Pisga; e edificou sete altares, e ofereceu um
novilho e um carneiro sobre cada altar.
1'’Então disse a Balaque: Fica aqui ju n to do teu h o ­
locausto, e eu irei ali ao en contro do S enhor.
,6E, en c o n tran d o -se o S en h o r com Balaão, pôs
um a palavra na sua boca, e disse: T o rn a para Bala­
que, e assim falarás.
17E, vindo a ele, eis que estava ju n to do holocausto,
e os príncipes dos m oabitas com ele; disse-lhe pois
Balaque: Q ue coisa falou o S en h o r ?
diligentem ente a cham ar-te? Por que não vieste a
mim? N ão posso eu na verdade honrar-te?
isE ntão Balaão disse a Balaque: Eis que eu tenho
v indo a ti; porventura poderei eu agora de algum a
fo rm a falar algum a coisa? A palavra que D eus p u ­
ser na m inha boca, essa falarei.
ÍSE Balaão foi com Balaque, e chegaram a Q uiriate-H uzote.
40Então Balaque m atou bois e ovelhas; e deles en­
viou a Balaão e aos príncipes que estavam com ele.
4'E sucedeu que, pela m anhã Balaque tom ou a Ba­
laão, e o fez subir aos altos de Baal, e viu ele dali a úl­
tim a parte do povo.
B alaque edifica sete altares
ENTÃO Balaão disse a Balaque: Edificam e aqui sete altares, e p repara-m e aqui
sete novilhos e sete carneiros.
JFez, pois, Balaque com o Balaão dissera: e Bala­
que e Balaão ofereceram um novilho e um carnei­
ro sobre cada altar.
3Então Balaão disse a Balaque: Fica-te ju n to do teu
holocausto, e eu irei; porventura o S en h or m e sairá
ao encontro, e o que m e m ostrar te notificarei. En­
tão foi a um lugar alto.
4E e ncontrando-se Deus com Balaão, este lhe dis­
se: Preparei sete altares, e ofereci um novilho e um
carneiro sobre cada altar.
5Então o S enhor pôs a palavra na boca de Balaão, e
disse: T orna-te para Balaque, e assim falarás.
6E to rn an d o para ele, eis que estava ju n to do seu
holocausto, ele e todos os príncipes dos moabitas.
7Então proferiu a sua parábola, e disse: De Arã, me
m andou trazer Balaque, rei dos m oabitas, das m o n ­
tanhas do oriente, dizendo: Vem , am aldiçoa-m e a
Jacó; e vem, denuncia a Israel.
8C om o amaldiçoarei o que Deus não amaldiçoa? E
com o denunciarei, quando o S e n h o r não denuncia?
9P orque do cum e das penhas o vejo, e dos outeiros
A s profecias d e Balaão
l8E ntão proferiu a sua parábola, e disse: Levantate, Balaque, e ouve; inclina os teus ouvidos a m im ,
filho de Zipor.
1 ‘’D eus não é hom em , para que m inta; nem filho do
hom em , para que se arrependa; porventura diria ele,
e não o faria? O u falaria, e não o confirmaria?
20Eis que recebi mandado de abençoar; pois ele tem
abençoado, e eu não o posso revogar.
2lN ão viu iniqüidade em Israel, nem contem plou
m aldade em Jacó; o S e n h o r seu Deus éc o m ele, e no
m eio dele se ouve a aclamação de um rei.
Deus não é homem, para que minta; nem
lilho do homem, para que se arrependa
(23.19)
Ceticismo. Diz haver contradição entre Gênesis 6.6,1 Sa­
muel 15.10,11 e Jonas 3.10 e o texto em estudo por não
concordarem com o que dizem.
RESPOSTA APOLOG ÉTICA: O arrependimento registrado
nos textos destacados pelo ceticismo se refere à mudança
de atitude. Em linhas gerais, a compreensão desta questão deve
ser fundamentada nas seguintes verdades: o homem demonstra
arrependimento quando apresenta atitude diferente daquela da
qual decorreu o mal, ou seja. corrigindo-se. Mas para que esta mudançadeatitude se manifeste, oagente, necessariamente, mudará
seus critérios, valores e conceitos. Em contrapartida, Deus, quan­
do muda de atitude, jamais muda seus critérios e estatutos. A ex­
pressão “arrependeu-se o Senhor" (Gn 6.6; 1Sm 15.10,11) está no
seu real sentido: mudança de atitude. Mas essa mudança é sim­
plesmente uma indicação (em linguagem humana) de que a atitu­
de de Deus para com o homem que peca é diferente de sua atitude
em relação ao que lhe é obediente. Quanto a estes imutáveis con­
ceitos divinos, lemos o testemunho de Tiago 1.17.
172
NÚMEROS 23,24
22D eus os tirou do Egito; as suas forças são com o
as do boi selvagem.
23Pois contra Jacó não vale encan tam en to , nem
adivinhação contra Israel; neste tem p o se dirá de
Jacó e de Israel: Q ue coisas D eus tem realizado!
24Eis que o povo se levantará com o leoa, e se ergue­
rá com o leão; não se deitará até que com a a presa, e
beba o sangue dos m ortos.
25Então Balaque disse a Balaão: N em o am aldiço­
arás, nem o abençoarás.
26Porém Balaão respondeu, e disse a Balaque: Não
te falei eu, dizendo: T udo o que o S en h or falar isso
farei?
J’Disse mais Balaque a Balaão: O ra vem , e te levarei
a outro lugar; porventura bem parecerá aos olhos de
Deus que dali m o amaldiçoes.
28Então Balaque levou Balaão consigo ao cum e de
Peor, que dá para o lado d o deserto.
2<)Balaão disse a Balaque: Edifica-m e aqui sete al­
tares, e prepara-m e aqui sete novilhos e sete car­
neiros.
’"Balaque, pois, fez com o dissera Balaão: e ofere­
ceu u m novilho e um carneiro sobre cada altar.
VENDO Balaão que bem parecia aos olhos
do Senhor que abençoasse a Israel, não se
foi esta vez com o antes ao en contro dos encanta­
m entos; mas voltou o seu rosto para o deserto.
2E, levantando Balaão os seus olhos, e vendo a Is­
rael, que estava acam pado segundo as suas tribos,
veio sobre ele o Espírito de Deus.
3E proferiu a sua parábola, e disse: Fala, Balaão, fi­
lho de Beor, e fala o hom em de olhos abertos;
4Fala aquele que ouviu as palavras de Deus, o que
vê a visão do T odo-Poderoso; que cai, e se lhe abrem
os olhos:
sQ uão form osas são as tuas tendas, ó Jacó, as tuas
moradas, ó Israel!
6C om o ribeiros se estendem , com o jardins à beira
dos rios; com o árvores de sândalo o S en h o r os plan­
tou, com o cedros ju n to às águas;
E o seu rei se erguerá mais do que Agague
(24.7)
Ceticismo. Alega anacronismo entre este versículo e 1Sa­
muel 15.8, entendendo que Agague não deveria ser men­
cionado por ter sido um rei contemporâneo de Saul.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: É típico dos contradizentes, como os céticos, levantarem questões descabidas
que sirvam para desacreditar o texto bíblico. Mas suas teorias
?De seus baldes m anarão águas, e a sua sem ente es­
tará em m uitas águas; e o seu rei se erguerá mais do
que Agague, e o seu reino será exaltado.
“Deus o tiro u do Egito; as suas forças são com o as
do boi selvagem; consum irá as nações, seus inim i­
gos, e q u eb rará seus ossos, e com as suas setas os
atravessará.
9Encurvou-se, deitou-se com o leão, e com o leoa;
quem o despertará? benditos os que te abençoarem ,
e m alditos os que te am aldiçoarem .
,0Então a ira de Balaque se acendeu contra Balaão,
e bateu ele as suas palm as; e Balaque disse a Balaão:
Para am aldiçoar os m eus inim igos te tenho cham a­
do; porém agora já três vezes os abençoaste in tei­
ram ente.
1 'Agora, pois, foge p ara o teu lugar; eu tin h a dito
que te ho n raria grandem ente; m as eis que o S enhor
te privou desta honra.
12Então Balaão disse a Balaque: N ão falei eu tam bém
aos teus mensageiros, que m e enviaste, dizendo:
13A inda que Balaque m e desse a sua casa cheia de
prata e ouro, não poderia ir além da ordem do S e­
n h o r , fazendo bem o u mal de m eu próprio coração;
o que o S en h or falar, isso falarei eu?
l4Agora, pois, eis que m e vou ao m eu povo; vem ,
avisar-te-ei do que este povo fará ao teu povo nos
últim os dias.
15Então proferiu a sua parábola, e disse: Fala Balaão,
filho de Beor, e fala o hom em de olhos abertos;
l6Fala aquele q ue o uviu as palavras de D eus, e o
que sabe a ciência do Altíssimo; o que viu a visão do
T odo-P oderoso, que cai, e se lhe abrem os olhos.
l7V ê-lo-ei, m as não agora, contem plá-lo-ei, m as
não de perto; um a estrela procederá de Jacó e um
cetro subirá de Israel, que ferirá os term os dos m oabitas, e destruirá todos os filhos de Sete.
18E E dom será u m a possessão, e Seir, seus in im i­
gos, tam bém será u m a possessão; pois Israel fará
proezas.
I9E do m in ará um de Jacó, e m atará os que restam
das cidades.
sempre são fundamentadas nos parcos conhecimentos bíbli­
cos e teológicos que possuem. Tanto neste quanto no texto
de 1Samuel, “agague* é um título que se atribuía aos monar­
cas da tribo dos amalequitas, tal como o nome "faraó”, entre o
povo egípcio e “césar", entre os romanos. 0 título "César" ser­
via para lembrar o último nome de Gaius Julius Caesar, precur­
sor desta linhagem. O Novo Testamento cita quatro personalida­
des dessa classe: Augusto (Lc 2.1); Tibério (Mt 22.17); Cláudio
(At 17.7) eNero(Fp 4.22).
173
NÚMEROS 24 ,2 5 ,2 6
-"E vendo os am alequitas, proferiu a sua parábola,
e disse: A m aleque é a prim eira das nações; porém o
seu fim será a destruição.
21E v endo os quenitas, proferiu a sua parábola, e
disse: Firm e está a tu a habitação, e puseste o teu n i­
n h o n a penha.
22Todavia o quenita será consum ido, até que Assu r te leve p o r prisioneiro.
23E, p roferindo ainda a sua parábola, disse: Ai,
quem viverá, q uando D eus fizer isto?
24E as naus virão das costas de Q uitim e afligirão
a Assur; tam bém afligirão a Éber; que tam bém será
para destruição.
25Então Balaão levantou-se, e se foi, e voltou ao seu
lugar, e tam bém Balaque se foi pelo seu cam inho.
Os israelitas p ecam com as filh a s dos m oabitas
E ISRAEL deteve-se em Sitim e o povo co­
m eçou a prostituir-se com as filhas dos m o­
abitas.
2Elas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deu­
ses; e o povo comeu, e inclinou-se aos seus deuses.
^Juntando-se, pois, Israel a Baal-Peor, a ira do S e­
n ho r se acendeu contra Israel.
■'Disse o S en h o r a Moisés: T om a todos os cabeças
do povo, e enforca-os ao S f.n h o r diante do sol, e o
ard o r d a ira do S enhor se retirará de Israel.
’Então M oisés disse aos juizes de Israel: Cada um
m ate os seus hom ens que se ju n taram a Baal-Peor.
hE eis que veio um hom em dos filhos de Israel, e
trouxe a seus irm ãos um a m idianita, à vista de M oi­
sés, e à vista de toda a congregação dos filhos de Isra­
el, ch o rando eles diante da tenda da congregação.
7V endo isso Finéias, filho de Eleazar, o filho de
Arão, sacerdote, se levantou do m eio da congrega­
ção, e to m o u um a lança na sua m ão;
8E foi após o hom em israelita até à tenda, e os atra­
vessou a am bos, ao ho m em israelita e à m ulher,
pelo ventre; então a praga cessou de sobre os fi­
lhos de Israel.
E os que morreram daquela praga foram vinte e quatro mil
(25.9)
Ceticismo. Confronta este texto com 1Corlntios 10.8 para
fundamentar uma suposta contradição, uma vez que a
epístola paulina enumera vinte e três mil mortos.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: É um erro dos céticos asso­
ciar este texto com 1Coríntios 10.8, acreditando que Paulo
estava se referindo ao episódio protagonizado por Balaão. Bala­
que e o povo hebreu, do qual resultou na morte de vinte e qua­
tro mil pessoas. Em verdade, o apóstolo está fazendo menção
VE os que m orreram daquela praga foram vinte e
qu atro mil.
‘“Então o S enhor falou a Moisés, dizendo:
“ Finéias, filho de Eleazar, o filho de Arão, sacer­
dote, desviou a m in h a ira de sobre os filhos de Is­
rael, pois foi zeloso com o m eu zelo no m eio d e­
les; de m odo que, no m eu zelo, não consum i os fi­
lhos de Israel.
l2P o rta n to dize: Eis que lhe d o u a m in h a alian­
ça de paz;
1 ’E ele, e a sua descendência depois dele, terá a alian­
ça do sacerdócio perpétuo, p o rquanto teve zelo pelo
seu Deus, e fez expiação pelos filhos de Israel.
14E o nom e do israelita, que foi m o rto com a m idia­
nita, era Zim ri, filho de Saiu, príncipe da casa p ater­
na dos sim eonitas.
’’E o nom e da m u lh er m idianita m o rta era Cosbi, filha de Z ur, cabeça do povo da casa p aterna en ­
tre os m idianitas.
“ Falou mais o S enhor a Moisés, dizendo:
,7Afligireis os m idianitas e os ferireis,
'"P orque eles vos afligiram a vós com os seus en ­
ganos com que vos enganaram n o caso de Peor, e
no caso de Cosbi, filha do príncipe dos m idianitas,
irm ã deles, que foi m o rta no dia da praga no caso
de Peor.
D eus m a n d a contar os israelitas
ACONTECEU, pois, que, depois daquela
praga, falou o S enhor a Moisés, e a Eleazar,
filho de Arão, o sacerdote, dizendo:
2T om ai a som a de to d a a congregação dos filhos
de Israel, da idade de vinte anos para cima, segun­
do as casas de seus pais; todos os que em Israel p o ­
dem sair à guerra.
3Falaram -lhes, pois, Moisés.e Eleazar, o sacerdote,
nas cam pinas de M oabe, ju n to ao Jordão na altura
de Jericó, dizendo:
4Conta o povo da idade de vinte anos p ara cima,
do texto de êxodo 32.6, quando os israelitas instigaram a Arão a
confeccionar um bezerro de ouro, diante do qual o povo se pros­
trou enquanto aguardava Moisés, que estava no Monte Horebe,
ocasião em que Deus puniu todos os transgressores. Mas o nú­
mero de vítimas não foi especificado (Êx 32.35). Na carta de Pau­
lo, esta correlação aparece no versículo 7: "Não vos façais, pois,
idólatras [...] o povo assentou-se a comer e a beber, e levantouse para folgar".
Isto posto, fica desmerecida a idéia de contradição entre a refe­
rência em destaque e o texto 1Coríntios 10,8 que, como provado,
acha-se inserido em outro contexto.
174
NÚMEROS 26
com o o S en h or ordenara a M oisés e aos filhos de Is­
rael, que saíram do Egito.
5Rúben, o prim ogênito de Israel; os filhos de Rúben: de Enoque, a família dos enoquitas; de Palu, a
família dos paluítas;
6De H ezrom , a fam ília dos hezronitas; de C arm i, a
família dos carmitas.
rEstas são as famílias dos rubenitas; e os que foram
deles contados foram q uarenta e três m il e setecen­
tos e trinta.
8E os filhos de Palu, Eliabe;
9E os filhos de Eliabe, N em uel, e D atã, e Abirão:
estes, D atã e Abirão, foram os do conselho da con­
gregação, que contenderam co n tra M oisés e co n ­
tra Arão no grupo de Coré, quando rebelaram co n ­
tra o S e n h o r;
l0E a terra abriu a sua boca, e os tragou com Coré,
quando m orreu aquele grupo; quando o fogo co n ­
sum iu duzentos e cinqüenta hom ens, os quais ser­
viram de advertência.
1'M as os filhos de Coré não m orreram .
,2O s filhos de Sim eão, segundo as suas famílias:
de N em uel, a família dos nem uelitas; de Jam im , a
família dos jam initas; de Jaquim , a família dos jaquinitas;
L,De Zerá, a família dos zeraítas; de Saul, a fam í­
lia dos saulitas.
,4Estas são as famílias dos sim eonitas, vinte e dois
mil e duzentos.
’’O s filhos de Gade, segundo as suas gerações; de
Zefom , a família dos zefonitas; de Hagi, a família
dos hagitas; de Suni, a família dos sunitas;
l6De O zni, a família dos oznitas; de Eri, a família
dos eritas;
17De Arode, a família dos aroditas; de Areli, a fa­
mília dos arelitas.
18Estas são as famílias dos filhos de G ade, segun­
do os que foram deles contados, quarenta mil e qui­
nhentos.
l9Os filhos de Judá, Er e O nã; m as Er e O nã m o rre­
ram na terra de Canaã.
20Assim os filhos de Judá foram segundo as suas fa­
mílias; de Selá, a família dos selanitas; de Perez, a fa­
mília dos perezitas; de Zerá, a família dos zeraítas.
2IE os filhos de Perez foram: de H ezrom , a família
dos hezronitas; de H am ul, a família dos ham ulitas.
22Estassão as famílias de Judá, segundo os que foram
deles contados, setenta e seis m il e quinhentos.
230 s filhos de Issacar, segundo as suas fam ílias,/o­
ram: de Tola, a família dos tolaítas; de Puva, a fam í­
lia dos puvitas;
24De Jasube, a família dos jasubitas; de Sinrom , a
família dos sinronitas.
25Estas são as famílias de Issacar, segundo os que
foram deles contados, sessenta e q u atro mil e tre ­
zentos.
2í,Os filhos de Zebulom , segundo as suas famílias,
foram: de Serede, a família dos sereditas; de Elom,
a fam ília dos elonitas; de Jaleel, a família dos jaleelitas.
27Estas são as famílias dos zebulonitas, segundo
os que fo ra m deles co n tados, sessenta m il e q u i­
nhentos.
28Os filhos de José segundo as suas famílias, foram
M anassés e Efraim.
29O s filhos de M anassés foram ; de M aquir, a fam í­
lia dos m aquiritas; e M aquir gerou a Gileade; de Gileade, a família dos gileaditas.
,0Estes são os filhos de Gileade; de Jezer, a família
dos jezeritas; de H eleque, a família dos helequitas;
3IE de Asriel, a família dos asrielitas; e de Siquém,
a família dos siquem itas;
32E de Semida, a família dos sem idaítas; e de Hefer,
a família dos heferitas.
33P orém , Zelofeade, filho de H efer, não tin h a fi­
lhos, senão filhas; e os nom es das filhas de Zelofead e foram Maalá, N oa, Hogla, M ilca e Tirza.
34Estas são as famílias de M anassés; e os que foram
deles contados, foram cinqüenta e dois m il e sete­
centos.
’’Estes são os filhos de Efraim, segundo as suas fa­
mílias: de Sutela, a família dos sutelaítas; de Bequer,
a família dos bequeritas; de Taã, a família dos taanitas.
36E estes são os filhos de Sutela: de Erã, a família
dos eranitas.
37Estas são as famílias dos filhos de Efraim, segun­
do os que foram deles contados, trin ta e dois mil e
quinhentos; estes são os filhos de José, segundo as
suas famílias.
380 s filhos de Benjam im , segundo as suas famílias:
de Belá, a família dosbelaítas; de Asbel, a fam ília dos
asbelitas; de Airã, a família dos airam itas;
3,De Sufã, a fam ília dos sufam itas; de H ufã, a fam í­
lia dos hufam itas.
40E os filhos de Belá foram A rde e N aam ã; de Arde,
a família dos arditas; de N aam ã, a fam ília dos naam anitas.
41Estes são os filhos de Benjamim, segundo as suas
175
NÚMEROS 26,27
famílias; e os que foram deles contados, foram qua­
renta e cinco m il e seiscentos.
Estes são os filhos de Dã, segundo as suas fam í­
lias; de Suã, a família dos suam itas. Estas são as fa­
m ílias de Dã, segundo as suas famílias.
4,T odas as famílias dos suam itas, segundo os que
foram deles contados, foram sessenta e quatro mil
e quatrocentos.
44Os filhos de Aser, segundo as suas famílias, fo ­
ram: de Im na, a família dos im naítas; de Isvi, a fam í­
lia dos isvitas; de Berias, a família dos beriítas.
4-Dos filhos de Berias,foram; de Héber, a família dos
heberitas; de Malquiel, a família dos malquielitas.
46E o nom e da filha de Aser foi Sera.
47Estas são as famílias dos filhos de Aser, segundo
os que foram deles contados, cinqüenta e três m il e
quatrocentos.
4SOs filhos de Naftali, segundo as suas famílias; de
Jazeel, a fam ília dos jazeelitas; de G uni, a fam ília
dos gunitas;
49De Jezer, a família dos jezeritas; de Silém, a fam í­
lia dos silemitas.
’"Estas são as famílias de Naftali, segundo as suas
famílias; e os que foram deles contados, foram q u a­
renta e cinco m il e quatrocentos.
’ 1Estes são os que foram contados dos filhos de Is­
rael, seiscentos e um m il e setecentos e trinta.
A lei acerca da divisão da terra
52E falou o S enhor a Moisés, dizendo:
” A estes se repartirá a terra em herança, segundo
o n úm ero dos nom es.
,4Aos m uitos aum entarás a sua herança, e aos p o u ­
cos dim inuirás a sua herança; a cada um se dará a
sua herança, segundo os que foram deles contados.
’‘’Todavia a terra se repartirá por sortes; segundo
os nom es das tribos de seus pais a herdarão.
’''Segundo sair a sorte, se repartirá a herança deles
entre as tribos de m uitos e as de poucos.
,7E estes são os que foram contados dos levitas, se­
gundo as suas famílias: de G érson, a família dos gersonitas; de C oate, a família dos coatitas; de M erari,
a família dos m eraritas.
’“Estas são as famílias de Levi: a família dos libnitas, a família dos hebronitas, a família dos m alitas,
a família dos m usitas, a família dos coreítas. E C o­
ate gerou a Anrão.
ME o nom e da m ulher de A nrão era Joquebede, fi­
lha de Levi, a qual nasceu a Levi no Egito; e de A nrão
ela teve Arão, e Moisés, e M iriã, irm ã deles.
60E a A rão n asceram N ad a b e, A biú, E leazar, e
Itam ar.
61Porém N adabe e Abiú m o rreram q u an d o tro u ­
xeram fogo estranho perante o S en h o r .
62E os que deles foram contados eram vinte e três
mil, todo o hom em da idade de um m ês para cima;
porqu e estes não foram contados entre os filhos de
Israel, p o rq u an to não lhes foi dada herança en tre
os filhos de Israel.
61Estes são os que foram contados p o r M oisés e Ele­
azar, o sacerdote, que contaram os filhos de Israel
nas cam pinas de M oabe, ju n to ao Jordão na dire­
ção de Jericó.
64E entre estes n en h u m houve dos que foram c o n ­
tados por Moisés e Arão, o sacerdote, q u an d o co n ta­
ram aos filhos de Israel no deserto de Sinai.
65P o rq u e o S en h o r dissera deles q ue certam ente
m orreriam no deserto; e n en h u m deles ficou senão
Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de N um .
A lei acerca das heranças
E CHEGARAM as filhas de Zelofeade, filho
de Hefer, filho de Gileade, filho de M aquir,
filho de M anassés, entre as famílias de M anassés, fi­
lho de José; e estes são os nom es delas; M aalá, N oa,
Hogla, Milca, e Tirza;
2E apresentaram -se diante de Moisés, e d iante de
Eleazar, o sacerdote, e diante dos príncipes e de toda
a congregação, à p o rta da tenda da congregação, d i­
zendo:
3N osso pai m o rre u no deserto, e não estava en ­
tre os que se congregaram co n tra o S en h or no g ru ­
po de Coré; m as m o rreu no seu p ró p rio pecado, e
não teve filhos.
4P or que se tiraria o nom e de nosso pai do m eio da
sua família, p o rq u an to não teve filhos? D á-nos p o s­
sessão entre os irm ãos de nosso pai.
5E M oisés levou a causa delas p erante o S en h o r .
6E falou o S en h or a Moisés, dizendo:
7As filhas de Zelofeade falam o que é justo; certam en­
te lhes darás possessão de herança entre os irmãos de
seu pai; e a herança de seu pai farás passar a elas.
8E falarás aos filhos de Israel, dizendo: Q uan d o al­
guém m o rrer e não tiver filho, então fareis passar a
sua herança à sua filha.
9E, se não tiver filha, então a sua herança dareis a
seus irmãos.
l0Porém , se não tiver irm ãos, então dareis a sua he­
rança aos irm ãos de seu pai.
1' Se tam bém seu pai não tiver irm ãos, então dareis
176
NÚMEROS 27,28
a sua herança a seu parente, àquele que lh e/o r o mais
chegado da sua família, para que a possua; isto aos
filhos de Israel será p o r estatuto de direito, com o o
S enhor ordenou a Moisés.
D eus a n u n cia a m orte de M oisés
'-D epois disse o S enhor a Moisés: Sobe a este m o n ­
te de Abarim, e vê a terra que ten h o dado aos filhos
de Israel.
I3E, te n d o -a visto, então serás recolhido ao teu
povo, assim com o foi recolhido teu irm ão Arão;
l4P orquanto, no deserto de Zim , na contenda da
congregação, fostes rebeldes ao m eu m andado de m e
santificar nas águas diante dos seus olhos (estas são as
águas de M eribá de Cades, no deserto de Zim).
15Então falou Moisés ao S en h o r , dizendo:
' ftO S en h or , Deus dos espíritos de toda a carne, p o ­
nha um hom em sobre esta congregação,
irQ ue saia diante deles, e que entre diante deles, e
que os faça sair, e que os faça entrar; para que a con­
gregação do S enhor não seja com o ovelhas que não
têm pastor.
Josué é designado para sucessor de M oisés
'“Então disse o S en h or a Moisés: T om a a Josué, fi­
lho de N um , hom em em quem há o Espírito, e im ­
põe a tua m ão sobre ele.
I9E apresenta-o perante Eleazar, o sacerdote, e pe­
rante toda a congregação, e dá-lhe as tuas ordens na
presença deles.
20E põe sobre ele da tua glória, para que lhe obede­
ça toda a congregação dos filhos de Israel.
2‘E apresentar-se-á perante Eleazar, o sacerdote, o
qual p o r ele consultará, segundo o juízo de U rim ,
perante o S en h or ; conform e a sua palavra sairão, e
conform e a sua palavra entrarão, ele e todos os fi­
lhos de Israel com ele, e toda a congregação.
22E fez Moisés com o o S f.n h o r lhe ordenara; p o r­
que to m ou a Josué, e apresentou-o perante Eleazar,
o sacerdote, e perante toda a congregação;
23E sobre ele im pôs as suas m ãos, e lhe deu ordens,
com o o S en h or falara por interm édio de Moisés.
O
holocausto perpétuo
FALOU m ais o S en h or a Moisés, dizendo:
2D á o rdem aos filhos de Israel, e dizelhes: Da m inha oferta, do m eu alim en to p ara as
m inhas ofertas queim adas, do m eu cheiro suave,
tereis cuidado, para m e oferecê-las ao seu tem po
determ inado.
3E dir-lhes-ás: Esta é a oferta queim ada que ofere­
cereis ao S en h o r : dois cordeiros de u m ano, sem d e­
feito, cada dia, em co n tín u o holocausto;
4U m cordeiro sacrificarás pela m anhã, e o o u tro
cordeiro sacrificarás à tarde;
’E a décim a parte de um efa de flor de farinha em
oferta de alim entos, m isturada com a quarta parte
de um him de azeite batido.
6Este é o holocausto contínuo, instituído n o m o n ­
te Sinai, em cheiro suave, oferta queim ada ao Se­
nhor.
TE a sua libação será a quarta parte de um him para
um cordeiro; no santuário, oferecerás a libação de
bebida forte ao S en h o r .
8E o o u tro cordeiro sacrificarás à tarde, com o a
oferta de alim entos d a m anhã, e com o a sua liba­
ção o oferecerás em oferta queim ada de cheiro su ­
ave ao S en h o r .
Ofertas para dias santos
9Porém , no dia de sábado, oferecerás dois cordei­
ros de um ano, sem defeito, e duas décimas de flor
de farinha, m isturada com azeite, em oferta de ali­
m entos, com a sua libação.
"’H olocausto é de cada sábado, além do holocaus­
to contínuo, e a sua libação.
" E nos p rincípios dos vossos m eses oferecereis,
em holocausto ao S en h or , dois novilhos e u m car­
neiro, sete cordeiros de u m ano, sem defeito;
12E três décim as de flor de farinha m isturada com
azeite, em oferta de alim entos, para um novilho; e
duas décim as de flor de farinha m isturada com azei­
te, em oferta de alim entos, para um carneiro.
I3E u m a décim a de flor de farinha m isturada com
azeite em oferta de alim entos, para um cordeiro;
holocausto é de cheiro suave, oferta queim ada ao
S en h o r .
14E as suas libações serão a m etade de um him de
vinho para u m novilho, e a terça parte de um him
para um carneiro, e a quarta parte de um him para
um cordeiro; este é o holocausto da lua nova de cada
mês, segundo os meses do ano.
' ’T am bém um bode para expiação do pecado ao
S en h o r , além do holocausto contínuo, com a sua li­
bação se oferecerá.
l6P orém no mês prim eiro, aos catorze dias do mês,
é a páscoa do S en h or .
I7E aos quinze dias do m esm o m ês haverá festa;
sete dias se com erão pães ázimos.
177
NÚMEROS 28,29
lsN o p rim eiro dia haverá santa convocação; n e­
n h u m trabalho servil fareis;
l9M as oferecereis oferta queim ada em holocausto
ao S en h o r , dois novilhos e um carneiro, e sete cor­
deiros de um ano; eles serão sem defeito.
20E a sua oferta de alim entos será de flor de farinha
m istu rad a com azeite; oferecereis três décim as para
u m novilho, e duas décim as para um carneiro.
21 Para cada um dos sete cordeiros oferecereis um a
décima;
22E um bode para expiação do pecado, para fazer
expiação p or vós.
2,Estas coisas oferecereis, além do holocausto da
m anhã, que é o holocausto contínuo.
24Segundo este m odo, cada dia oferecereis, p o r sete
dias, o alim ento da oferta queim ada em cheiro sua­
ve ao S en h o r ; além do holocausto contínuo se ofe­
recerá isto com a sua libação.
25E no sétim o dia tereis santa convocação; nenhum
trabalho servil fareis.
“ S em elhantem ente, tereis santa convocação no
dia das prim ícias, quando oferecerdes oferta nova
de alim entos ao S en h o r , segundo as vossas sem a­
nas; n en hum trabalho servil fareis.
27Então oferecereis ao S en h or por holocausto, em
cheiro suave, dois novilhos, um carneiro e sete cor­
deiros de um ano;
28E a sua oferta de alim entos de flor de farinha m is­
tu rad a com azeite: três décim as para um novilho,
duas décim as para um carneiro;
29E um a décima, para cada um dos sete cordeiros;
"'U m bode para fazer expiação p or vós.
3lAlém do holocausto contínuo, e a sua oferta de
alim entos, os oferecereis (ser-vos-ão eles sem defei­
to) com as suas libações.
A s ofertas na festa das trom betas
SEMELHANTEMENTE, tereis santa co n ­
vocação no sétim o mês, no prim eiro dia do
mês; n en hum trabalho servil fareis; será para vós dia
de sonido de trom betas.
2Então por holocausto, em cheiro suave ao S en h o r ,
oferecereis um novilho, um carneiro e sete cordei­
ros de um ano, sem defeito.
3E pela sua oferta de alim entos de flor de farinha
m isturada com azeite, três décim as para o novilho,
e duas décim as para o carneiro,
4E u m a décim a para cada um dos sete cordeiros.
5E u m bode para expiação do pecado, para fazer
expiação p o r vós;
6 Além do holocausto do mês, e a sua oferta de ali­
m entos, e o holocausto co n tín u o , e a sua oferta de
alim entos, com as suas libações, segundo o seu esta­
tu to , em cheiro suave, oferta queim ada ao S en h o r .
7E no dia dez deste sétim o m ês tereis santa co n ­
vocação, e afligireis as vossas almas; n en h u m tra ­
balho fareis.
"Mas por holocausto, em cheiro suave ao S e n h o r ,
oferecereis um novilho, um carneiro e sete c o r­
deiros de um ano; eles serão sem defeito.
l|E, pela sua oferta de alim entos de flor de farinha
m isturada com azeite, três décim as para o novilho,
duas décimas para o carneiro,
l0E um a décim a para cada um dos sete cordeiros;
1 'U m bode para expiação do pecado, além da ex­
piação do pecado pelas propiciações, e do holocaus­
to co n tín u o , e da sua oferta de alim entos com as
suas libações.
As ofertas nas festas solenes
l2Sem elhantem ente, aos quinze dias deste sétim o
mês tereis santa convocação; n enhum trabalho ser­
vil fareis; m as sete dias celebrareis festa ao S en h o r .
I3E, por holocausto em oferta queim ada, de chei­
ro suave ao S en h o r , oferecereis treze novilhos, dois
carneiros e catorze cordeiros de u m ano; todos eles
sem defeito.
14E, pela sua oferta de alim entos de flor de farinha
m isturada com azeite, três décim as p ara cada um
dos treze novilhos, duas décim as para cada carnei­
ro, entre os dois carneiros;
l?E u m a décim a p ara cada um dos catorze c o r­
deiros;
l6E u m bode para expiação do pecado, além do
holocausto co n tín u o , a sua oferta de alim entos e a
sua libação;
l7D epois, no segundo dia, doze novilhos, dois car­
neiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito;
l8E a sua oferta de alim entos e as suas libações para
os novilhos, para os carneiros e p ara os cordeiros,
conform e o seu núm ero, segundo o estatuto;
19E um bode para expiação do pecado, além do h o ­
locausto co n tín u o , da sua oferta de alim entos e das
suas libações.
20E, no terceiro dia, onze novilhos, dois carneiros,
catorze cordeiros de um ano, sem defeito;
2IE as suas ofertas de alim entos, e as suas liba­
ções p ara os novilhos, para os carneiros e p ara os
cordeiros, conform e o seu núm ero, segundo o es­
tatuto;
178
NÚMEROS 29,30
22E um bode para expiação do pecado, além do h o ­
locausto contínuo, e da sua oferta de alim entos e da
sua libação.
23E, no quarto dia, dez novilhos, dois carneiros, ca­
torze cordeiros de um ano, sem defeito;
24A sua oferta de alim entos, e as suas libações para
os novilhos, para os carneiros, e para os cordeiros,
conform e o seu núm ero, segundo o estatuto;
25E um bode para expiação do pecado, além do ho­
locausto contínuo, da sua oferta de alim entos e da
sua libação.
26E, no q uinto dia, nove novilhos, dois carneiros e
catorze cordeiros de u m ano, sem defeito.
27E a sua oferta de alim entos, e as suas libações para
os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros,
conform e o seu núm ero, segundo o estatuto;
28E u m bode para expiação do pecado além do h o ­
locausto co n tín u o , e da sua oferta de alim entos e
da sua libação.
29E, no sexto dia, oito novilhos, dois carneiros, ca­
torze cordeiros de um ano, sem defeito;
30E a sua oferta de alim entos, e as suas libações para
os bezerros, para os carneiros e para os cordeiros,
conform e o seu núm ero, segundo o estatuto;
3IE um bode para expiação do pecado, além do h o ­
locausto contínuo, da sua oferta de alim entos e da
sua libação.
32E, no sétim o dia, sete novilhos, dois carneiros,
catorze cordeiros de um ano, sem defeito.
33E a sua oferta de alim entos, e as suas libações para
os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros,
conform e o seu núm ero, segundo o seu estatuto,
,4E um bode para expiação do pecado, além do ho­
locausto contínuo, da sua oferta de alim entos e da
sua libação.
35No oitavo dia tereis dia de solenidade; nenhum
trabalho servil fareis;
36E por h o lo c a u s to em o fe rta q u e im a d a d e c h e ir o
su a v e a o S en h or o fe re c e re is u m n o v ilh o , u m c a r ­
n e ir o , se te c o r d e ir o s d e u m a n o , se m d e fe ito ;
37A sua oferta de alim entos e as suas libações para
o novilho, para o carneiro e para os cordeiros, con­
form e o seu núm ero, segundo o estatuto.
38E u m bode para expiação do pecado, além do h o ­
locausto contínuo, e da sua oferta de alim entos e da
sua libação.
39Estas coisas fareis ao S enhor nas vossas solenidades além dos vossos votos, e das vossas ofertas vo­
luntárias, com os vossos holocaustos, e com as vos­
sas ofertas de alim entos, e com as vossas libações, e
com as vossas ofertas pacíficas.
40E falou M oisés aos filhos de Israel, conform e a
tudo o que o S en h or ordenara a Moisés.
A lei acerca dos votos
E FALOU M oisés aos cabeças das tribos
dos filhos de Israel, dizendo: Esta é a pala­
vra que o S en h o r tem ordenado.
2Q uan d o u m hom em fizer voto ao S en h or , o u fi­
zer ju ram en to , ligando a sua alm a com obrigação,
não violará a sua palavra: segundo tu d o o que saiu
da sua boca, fará.
’T am bém q u an d o u m a m ulher, na sua m ocidade,
estando ainda na casa de seu pai, fizer voto ao S e ­
n h o r , e com obrigação se ligar,
4E seu pai ouvir o seu voto e a sua obrigação, com
que ligou a sua alma; e seu pai se calar para com ela,
todos os seus votos serão válidos; e to d a a obrigação
com que ligou a sua alma, será válida.
5Mas se seu pai lhe tolher n o dia que tal ouvir, to ­
dos os seus votos e as suas obrigações com que tiver
ligado a sua alma, não serão válidos; m as o S enhor
lhe perdoará, p o rq u an to seu pai lhos tolheu.
6E se ela for casada, e for obrigada a alguns votos,
ou à pronunciação dos seus lábios, com que tiver li­
gado a sua alma;
7E seu m arido o ouvir, e se calar para com ela no dia
em que o ouvir, os seus votos serão válidos; e as suas
obrigações com que ligou a sua alma, serão válidas.
"Mas se seu m arido lhe tolher no dia em que o o u ­
vir, e anular o seu voto a que estava obrigada, com o
tam bém a pronunciação dos seus lábios, com que
ligou a sua alma; o S en h or lhe perdoará.
‘’N o tocante ao voto da viúva, ou da repudiada, tudo
com que ligar a sua alma, sobre ela será válido.
l0Porém se fez voto na casa de seu m arido, o u ligou
a sua alm a com obrigação de ju ram ento;
11E seu m arido o ouviu, e se calou para com ela, e não
lho tolheu, todos os seus votos serão válidos, e toda a
obrigação, com que ligou a sua alma, será válida.
l2Porém se seu m arido lhos an ulou no dia em que
os ouviu; tu d o q u an to saiu dos seus lábios, q u er dos
seus votos, q uer da obrigação da sua alma, não será
válido; seu m arido lhos anulou, e o S en h or lhe p er­
doará.
l3T odo o voto, e to d o o ju ram en to de obrigação,
para h u m ilh ar a alm a, seu m arid o o confirm ará,
o u anulará.
l4Porém se seu m arido, de dia em dia, se calar in ­
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NÚMEROS 30,31
oficiais do exército, capitães dos m ilhares e capitães
das centenas, que vinham do serviço d a guerra.
I5E Moisés disse-lhes: Deixastes viver todas as m u ­
lheres?
l6Eis que estas foram as que, p o r conselho de Ba­
laão, deram ocasião aos filhos de Israel de transgre­
dir con tra o S enhor no caso de Peor; por isso houve
aquela praga entre a congregação do S en h o r .
17Agora, pois, m atai to d o o hom em