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AAP - Língua Portuguesa - 6º ano do Ensino Fundamental (1)

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AVALIAÇÃO
DA APRENDIZAGEM
EM PROCESSO
AVALIAÇÃO
DA APRENDIZAGEM
EM PROCESSO
6
6
Língua
Portuguesa
Língua
Portuguesa
6º ano do Ensino Fundamental
Turma ___________________
Turma _________________________
6º ano do Ensino Fundamental
3º Bimestre de 2017
Data ______ /______ /______
3º Bimestre de 2017
Data _______ / _______ / _______
Escola ________________________________________________
Escola _______________________________________________________________________
Aluno ________________________________________________
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Leia o texto e responda às questões 01, 02 e 03.
As pérolas
Carlos Drummond de Andrade
Dentro do pacote de açúcar, Renata encontrou uma pérola. A pérola era
evidentemente para Renata, que sempre desejou possuir um colar de pérolas,
mas sua profissão de doceira não dava para isto.
─ Agora vou esperar que cheguem outras pérolas ─ disse Renata, confiante. E
ativou a fabricação de doces, para esvaziar mais pacotes de açúcar.
Os clientes queixavam-se que os doces de Renata estavam demasiado doces,
e muitos devolviam as encomendas. Por que não aparecia outra pérola? Renata
deixou de ser uma doceira qualificada, e ultimamente só fazia arroz-doce.
Envelheceu.
A menina que provou o arroz doce, aquele dia, quase já ia quebrando um dente,
ao mastigar um pedaço encaroçado. O caroço era uma pérola. A mãe não quis
devolvê-la a Renata, e disse:
─ Quem sabe se não aparecerão outras, e eu farei com elas um colar de pérolas?
Vou encomendar arroz-doce toda semana.
ANDRADE. Carlos Drummond de. As pérolas. In: Rick e a girafa. 1. ed. São Paulo: Ática, 2001. p. 7071. Série: Para Gostar de Ler júnior.
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Questão 01
Renata encontrou uma pérola dentro do pacote de açúcar. Depois disso ela
(A)
(B)
(C)
(D)
deixou de comprar o açúcar.
mandou fazer um colar de pérolas.
encontrou outras pérolas no açúcar.
aumentou a fabricação de doces.
Questão 02
A menina, ao provar o arroz-doce, quase quebrou o dente porque mastigou
(A)
(B)
(C)
(D)
uma pérola.
um torrão de açúcar.
um grão de arroz.
uma pedra.
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Questão 03
Em “Renata deixou de ser uma doceira qualificada...”, a palavra destacada tem
a finalidade de indicar
(A)
(B)
(C)
(D)
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nome (substantivo).
característica (adjetivo).
ação (verbo).
definição (artigo).
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Leia o trecho do conto e responda às questões 04, 05 e 06.
O mistério do coelho pensante
Clarice Lispector
Pois olhe, Paulo, você não pode imaginar o que aconteceu com aquele
coelho.
Se você pensa que ele falava, está enganado. Nunca disse uma só palavra
na vida. Se pensa que era diferente dos outros coelhos, está enganado. Para
dizer a verdade, não passava de um coelho. O máximo que se pode dizer é que
se tratava de um coelho muito branco.
Por isso tudo é que ninguém nunca imaginou que ele pudesse ter algumas
ideias. Veja bem: eu nem disse “muitas ideias”, só disse “algumas”. Pois olhe,
nem de algumas achavam ele capaz.
A coisa especial que acontecia com aquele coelho era também especial
com todos os coelhos do mundo. É que ele pensava essas algumas ideias com
o nariz dele. O jeito de pensar as ideias dele era mexendo bem depressa o nariz.
Tanto franzia e desfranzia o nariz que o nariz vivia cor-de-rosa. Quem olhasse
podia achar que pensava sem parar. Não é verdade. Só o nariz dele é que era
rápido, a cabeça não. E para conseguir cheirar uma só ideia, precisava franzir
quinze mil vezes o nariz.
Pois bem. Um dia o nariz de Joãozinho ─ era assim que se chamava esse
coelho - um dia o nariz de Joãozinho conseguiu farejar uma coisa tão maravilhosa
que ele ficou bobo. De pura alegria, seu coração bateu tão depressa como se ele
tivesse engolido muitas borboletas. Joãozinho disse para ele mesmo:
─ Puxa, eu não passo de um coelho branco, mas acabo de cheirar uma ideia
tão boa que até parece de menino!
[...]
LISPECTOR, Clarice. O mistério do coelho pensante. In: O mistério do coelho pensante e outros contos.
Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2010. p. 69-70.
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Questão 04
Indique qual é a personagem que cheira ideias:
(A)
(B)
(C)
(D)
Paulo.
Borboleta.
Menino.
Joãozinho.
Questão 05
Leia o trecho: “Um dia o nariz de Joãozinho ─ era assim que se chamava
esse coelho ─ um dia o nariz de Joãozinho conseguiu farejar uma coisa tão
maravilhosa que ele ficou bobo.” Os travessões que aparecem antes e depois
da parte grifada indicam
(A)
(B)
(C)
(D)
6
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um diálogo.
uma explicação.
um pensamento.
uma enumeração.
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Questão 06
O coelho franzia e desfranzia tanto o nariz que o nariz
(A)
(B)
(C)
(D)
encontrava ideias.
farejava borboletas.
vivia cor-de-rosa.
pensava sem parar.
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Leia o texto e responda às questões 07, 08 e 09.
Qual é a diferença entre o trabalho do palhaço e o da palhaça?
DE SÃO PAULO
30/11/2013 00h01
“Olha, mãe, o palhaço é mulher!” Essa foi a reação de um menino ao ver
Guadalupe, criação de Tereza Gontijo, passar pelos corredores de um hospital
em dia de apresentação.
Segundo Tereza, tal surpresa não é incomum - em outro episódio, uma
criança perguntou a ela: “Você é homem ou mulher?”.
“Quando pensam em palhaços, as pessoas lembram da figura masculina”,
diz Tereza. Mas o cenário está mudando.
Guadalupe é uma das personagens femininas que estarão na Palhaçaria
Paulistana, que presta, pela primeira vez, homenagem às palhaças. Elas
serão “mestres de cerimônia” de espetáculos, que acontecerão entre 7 e 10
de dezembro, no vale do Anhangabaú, em São Paulo. No último dia, elas irão
se reunir para apresentações só com mulheres. Os ingressos começam a ser
distribuídos uma hora antes.
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Veteranas
Val de Carvalho, que interpreta a palhaça Xaveco Fritza, estudou em escola
de circo e foi uma das primeiras palhaças do país.
Na época, só existiam duplas de palhaços homens. “Antes, mesmo quando
as mulheres trabalhavam com isso, elas se vestiam de homens. Agora existem
as palhaças, com figurino feminino.”
Lu Lopes, que dá vida à palhaça Rubra, diz que não existem desvantagens
em vestir o nariz vermelho sendo mulher. E completa: “A palhaça é tão esperta
que a desvantagem acaba virando a favor dela”.
Para Val, apesar das dificuldades, o trabalho é gratificante. “Você pode ser o
que quiser. Faz com que o outro veja a simplicidade.”
Editoria de Arte/Folhapress
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/2013/11/1378535-palhacas-mulheres-contam-comoe-trabalhar-em-um-universo-dominado-por-homens.shtml>. Acesso em: 30 de junho de 2017. (adaptado)
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Questão 07
As aspas utilizadas em “’Quando pensam em palhaços, as pessoas lembram da
figura masculina’” (3º parágrafo) indicam uma
(A)
(B)
(C)
(D)
fala.
explicação.
enumeração.
ideia.
Questão 08
De acordo com o texto, as palhaças costumam falar de
(A)
(B)
(C)
(D)
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perucas e chapéus.
futebol e namoro.
vestidos e calçolas.
maternidade e TPM.
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Questão 09
Ao perceber que se trata de uma mulher fazendo o papel de palhaço, as pessoas
(A)
(B)
(C)
(D)
reagem mal.
acham graça.
ficam espantadas.
permanecem indiferentes.
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Leia o texto e responda às questões 10, 11 e 12.
O anão violinista e seu cachecol
Jorge Miguel Marinho
Enquanto os sinos badalavam no pequeno Reino, muito longe dali um anão
violinista partia definitivamente da sua cidade natal.
Ele se chamava Nícolas, tinha uma idade indefinível e andava sempre com
um enorme cachecol. Para ele não importava se chovia, se fazia sol ou se aquele
lugar distante ficava coberto de sol. O anão jamais saía de casa sem arrastar
pelo chão as pontas de seu cachecol.
Uma única vez ele foi fazer um concerto num pequeno teatro da cidade
e esqueceu o agasalho amarelo. Nesse dia não houve espetáculo porque o
músico não conseguia lembrar os acordes mais simples de um prelúdio sem o
seu compridíssimo cachecol.
As pessoas estranhavam aquela mania de Nícolas, mas todos adoravam
ouvi-lo na praça tocando o Bolero de Ravel1 .
Bastava ele subir no coreto e todo mundo sentia um arrebatamento no peito,
um calor agradável na fronte, uma vontade incontrolável de cantar. Os homens
largavam o trabalho, as crianças pulavam o muro da escola e as mulheres
deixavam a comida queimar.
A cidade parava e muita gente dizia que a vida começava a flutuar.
O músico abraçava tanto o instrumento que era difícil perceber onde aparecia
o violino e onde surgia o anão.
[...] Quando se entregava a uma serenata de Mozart2 , ficava mais loiro, com
a pele quase transparente e os olhos cheios de luz. As mãos pareciam enormes
e, dependendo da tonalidade do tempo, muitos imaginavam que elas tocavam
o céu.
1 Maurice Ravel - foi um compositor francês e pianista francês. Nasceu em 1875, morreu em 1937. Sua
composição mais famosa foi Bolero que estreou em 1928.
2 Wolfgang Amadeus Mozart - compositor austríaco. Nasceu em Salzburgo em 1756, morreu em Viena
em 1791. Suas principais obras: óperas, sonetos, concertos, composições para piano, sonatas e outras composições musicais.
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Todos se encantavam.
Os inimigos se olhavam nos olhos, os marreteiros3 silenciavam e os
estranhos que passavam pela cidade trocavam objetos pessoais e apertavam
fortemente as mãos.
Mas era só o violino parar e o lugar voltava ao normal.
Os comerciantes se irritavam com a pausa [...], as mulheres atiravam as
panelas no quintal. Alguns permaneciam mais tempo diante do coreto, mas logo
lembravam os seus nomes e começavam a caminhar.
Por isso, quase todos concordavam que, em nome da segurança do trabalho,
da tranquilidade das famílias e do repúdio às incontroláveis emoções, Nícolas
deveria partir.
[...]
MARINHO, Jorge Miguel. O anão violinista e seu enorme cachecol. In: A visitação do amor. 1. ed. São
Paulo: Biruta, 2008. p. 10-11.
3 Marreteiro - 1. Bras. Quem trabalha demolindo paredes ou perfurando pedras com marreta. 2. SP Pop.
Vendedor ambulante; CAMELÔ. Disponível em: <http://www.aulete.com.br/marreteiro>. Acesso em:
30 de junho de 2017.
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Questão 10
Em “Nesse dia não houve espetáculo porque o músico não conseguia lembrar
os acordes mais simples de um prelúdio sem o seu compridíssimo cachecol”, o
substantivo em destaque se refere
(A)
(B)
(C)
(D)
a Ravel com seu Bolero.
a Mozart com sua Sonata.
a Nícolas, o violinista anão.
a Prelúdio, o espetáculo.
Questão 11
A maioria das ações relacionadas ao músico aconteciam
(A)
(B)
(C)
(D)
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no teatro.
no coreto.
na escola.
na calçada.
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Questão 12
A música tocada por Nícolas
(A)
(B)
(C)
(D)
deixava as pessoas mais solidárias.
fazia surgir a raiva nas pessoas.
levava as pessoas ao desespero.
estimulava a desordem na cidade.
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ANOTAÇÕES
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