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2016 pdp geo ufpr fabiolalimeiradesouza

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SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DO PARANÁ
SUPERINTENDÊNCIA DA EDUCAÇÃO
DIRETORIA DE POLÍTICAS E TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS
PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL – PDE
CADERNO PEDAGÓGICO PDE 2016:
PROPOSTA PARA O ENSINO DE SOLOS EM GEOGRAFIA ATRAVÉS DE
ATIVIDADES EXPERIMENTAIS
CURITIBA – PR
2016
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DO PARANÁ
SUPERINTENDÊNCIA DA EDUCAÇÃO
DIRETORIA DE POLÍTICAS E TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS
PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL – PDE
FABÍOLA LIMEIRA DE SOUZA
ROSELIA MARIA SOARES LOCH
CADERNO PEDAGÓGICO PDE 2016:
PROPOSTA PARA O ENSINO DE SOLOS EM GEOGRAFIA ATRAVÉS DE
ATIVIDADES EXPERIMENTAIS
Produção Didático-Pedagógica, elaborada como
etapa do aperfeiçoamento em curso dentro do
Programa de Desenvolvimento Educacional - PDE,
mantido pela Secretaria de Estado da Educação do
Paraná – SEED, em convênio com a Universidade
Federal do Paraná – UFPR.
Orientação: Prof. Dr. Luís Lopes Diniz Filho.
CURITIBA – PR
2016
" Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."
(Cora Coralina)
FICHA PARA IDENTIFICAÇÃO PRODUÇÃO DIDÁTICO – PEDAGÓGICA
Título: Proposta para o ensino de solos em geografia através de atividades Experimentais.
Autoras
Fabíola Limeira de Souza
1
Roselia Maria Soares Loch
2
Disciplina/Área
Geografia
Escolas de Implementação
CE João Bettega
2
CE Guido Arzua
Município da escola
Curitiba
Núcleo Regional de Educação
Curitiba
Professor Orientador
Prof. Dr. Luís Lopes Diniz Filho
Instituição de Ensino Superior
UFPR
Relação Interdisciplinar
Ciências, Biologia e Arte
Resumo
Palavras-chave (3 a 5 palavras)
1
Atualmente os recursos naturais vêm sendo explorados de
forma abusiva e inconsequente, dentre estes recursos
está o solo que é um recurso importante para a
preservação da vida terrestre e do seu ambiente.
Pretende-se com esta Produção Didático-Pedagógica,
propor o uso de atividades experimentais como recurso
didático na disciplina de geografia, levando os alunos a
compreensão de que o solo é um recurso esgotável, e
passível de degradação. A finalidade é demonstrar que a
atividade experimental pode proporcionar situações
práticas e lúdicas de aprendizagem. A metodologia
adotada será a pesquisa-ação, pois ela permite associar a
prática de modo inovador possibilitando a processo de
ensino aprendizagem. Visto que os livros didáticos
abordam o tema geralmente de forma superficial e
associado às atividades agrícolas; sendo incompleta a
visão que o aluno tem das inúmeras funções que o solo
possui; faz-se necessário conhecer, aprofundar e
desenvolver mudanças para que aconteça a preservação
deste recurso. As discussões serão iniciadas a partir do
que ocorre no espaço de vivência do aluno. O material
didático a ser elaborado se constituirá em um “Caderno
Pedagógico”
Solos; Geografia; Experimentos; Ensino; Educação
Formato do Material Didático
Caderno Pedagógico
Público Alvo
Alunos do Ensino Fundamental – 6. Ano1
Alunos do Ensino Médio – 1. Ano 2
5
SUMÁRIO
1. POR QUE ESTUDAR O TEMA SOLOS?
07
2.
OBJETIVOS QUE FUNDAMENTAM ESTE CADERNO PEDAGÓGICO
07
3.
QUESTIONARIO DIAGNÓSTICO
09
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
10
UNIDADE 01
11
Tema 01: Discutindo e analisando a paisagem e o espaço
11
UNIDADE 02
16
Tema 01: Conhecendo o solo onde vivemos
16
Tema 02: O que é solo.
19
Tema 03: Formação do solo.
22
Tema 04: Perfil do solo e seus Horizontes.
24
UNIDADE 03
28
Tema 01: Morfologia do solo
28
Tema 02: Função do solo
32
Tema 03: Solos do Paraná
34
UNIDADE 04
45
Tema 01: O solo e o ser humano
45
Tema 02: O solo na cidade.
50
UNIDADE 05
58
Experimento 01: Porosidade do solo
58
Experimento 02: Ar no solo
61
Experimento 03: Coleção de cores de solos (colorteca)
64
Experimento 04: Formação do solo
67
Experimento 05: Impacto da gota de chuva no solo..
72
Experimento 06: O solo como filtro
75
Experimento 07: Infiltração da agua no solo
81
Experimento 08: Cobertura do solo e redução da erosão
86
6
Caro colega Professor(a)
Dentre as mais diversas áreas de estudo da Geografia as quais, diariamente,
os professores tentam transpor do mundo científico para o pedagógico em sala de
aula, algumas chamam mais a atenção devido à pouca intimidade com o assunto.
Nesse sentido, foi escolhido como proposta de estudo o tema Geografia dos Solos.
Os solos constituem parte essencial da vida na Terra, mas, notadamente, não
possuem o merecido lugar de destaque nos currículos de Geografia. Quando o
educador se dispõe a trabalhar este assunto em sala, percebe a fragilidade, o
desinteresse, a dispersão dos alunos perante as metodologias utilizadas em sala de
aula.
Partindo
desta
realidade
pretende-se
com
esta
Produção
Didático-
Pedagógica desenvolver estratégias para atender as dificuldades encontradas no
processo ensino aprendizagem de forma prática, procurando tornar as aulas mais
atraentes, visto que a sociedade vem exigindo adequações contínuas em diversos
aspectos, principalmente no que diz respeito a forma de se ensinar e aprender.
Neste Caderno Pedagógico serão trabalhados conteúdos essenciais para
conhecimento sobre o solo. É conveniente destacar que os materiais e os
experimentos escolhidos podem nortear também outros temas que possibilitem a
criação de projetos que envolvam mudanças de atitudes e a discussão dos valores
dos próprios alunos, contudo, serão necessários estudos complementares, que
devem ser realizados através de sugestões de materiais disponíveis online, bem
como em outras fontes.
Temos um grande desafio pela frente... Então, vamos lá?
7
1. POR QUE ESTUDAR O TEMA SOLOS?
Diante das diversas temáticas que são desenvolvidas dentro dos estudos da
Geografia, estudar e conhecer os solos torna-se um grande desafio e, para que
este estudo seja o mais significativo possível, precisamos contextualizar o estudo
dos solos dentro da Geografia, compreender a sua importância na mesma
dimensão como são tratados temas relacionados à atmosfera (clima, aquecimento
global), à hidrosfera (água, escassez e distribuição) e à litosfera (movimentos da
Terra, tsunamis, terremotos e relevo) e outros tantos assuntos trabalhados em
Geografia (Becker, 2007).
Para Gonçalves, Lopes e Durães (2012), a significância do solo como parte
do ambiente e componente de primordial importância para o homem é
frequentemente subestimada pelos professores de Geografia na escola.
Segundo os autores o estudo do solo na escola não será suficiente para a
resolução do problema da conservação, visto que a degradação ambiental
correlaciona-se a uma série de aspectos sociais, políticos, econômicos e culturais.
Mas é possível afirmar que, a escola é um importante caminho para que se possa
colocar a ideia da necessidade da conservação do solo no cotidiano da sociedade
através das aulas de Geografia e de outras disciplinas escolares como ciências,
biologia e química.
2. OBJETIVOS QUE FUNDAMENTAM ESTE CADERNO PEDAGÓGICO.
Pretende-se com este Caderno Pedagógico desenvolver ações que envolvam
os alunos nas discussões relacionadas à Geografia dos Solos.
Ações que
estimulem os alunos a buscar e relacionar o conteúdo aprendido com os
experimentos que serão expostos e trabalhados.
As discussões serão iniciadas a partir do que ocorre no espaço vivido do
aluno, ampliando as análises para outras escalas geográficas, levando à
8
compreensão dos fenômenos locais e globais, bem como a interação entre eles (...)
apontados nas Diretrizes Curriculares de Geografia do Estado do Paraná (2008).
Para tanto, desenvolveremos uma sequência de atividades, tendo como
embasamento didático, o Programa Solo na Escola do Setor de Ciências Agrárias da
Universidade Federal do Paraná.
Este programa caracteriza-se como uma extensão universitária de ensino de
solos no nível fundamental, médio e superior. Apresenta como objetivo geral a
promoção nos professores e estudantes do ensino fundamental e médio, sobre a
“conscientização de que o solo é um componente do ambiente natural que deve ser
adequadamente conhecido e preservado tendo em vista sua importância para a
manutenção do ecossistema terrestre e sobrevivência dos organismos que dele
dependem” (DESEA-UFPR, 2016).
Para atingir este objetivo, foram previstas e planejadas estratégias de ação,
como:

Investigar o conhecimento dos alunos sobre solos.

Elencar experimentos práticos e materiais pedagógicos existentes que
abordem o ensino sobre solos, buscando escolher e delinear a melhor alternativa
para a realidade local;

Organizar procedimentos didáticos e metodológicos pertinentes ao
tema trabalhado (ações envolvendo aula de campo, produção de maquetes,
mapeamento, exposições e diálogos interativos através de roda de conversa).
Esperamos que as sugestões apresentadas em cada unidade didática,
possam contribuir e nortear novas experiências de aprendizagem e minimizar os
problemas vivenciados em sala de aula, uma vez que, como afirmou Cora Coralina:
“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."
9
3. QUESTIONÁRIO DIAGNÓSTICO
Iniciaremos as atividades em sala de aula, aplicando um questionário com a
intenção de identificar o conhecimento prévio dos alunos sobre o tema solos. O
objetivo é de diagnosticar e analisar as dificuldades dos alunos, o mesmo servirá
como referência na implementação do caderno pedagógico na escola.
QUESTIONÁRIO DIAGNÓSTICO
A)
Assinale as alternativas com verdadeiro (V) ou falso (F): (*)
1) (
)
Os solos arenosos são mais porosos que os solos argilosos.
2) (
)
O solo mais fértil é aquele que possui maior quantidade de matéria orgânica.
3) (
)
Solos escuros sempre possuem elevado teor de matéria orgânica.
4) (
)
Não há solos nas cidades.
5) (
)
Por serem mais porosos, os solos arenosos conseguem reter mais água do que solos
argilosos.
6) (
)
A finalidade exclusiva do solo é o plantio de culturas agrícolas, pastagens e
reflorestamentos.
7) (
)
O solo é um recurso natural rapidamente renovável.
8) (
)
Os solos ocorrem de maneira aleatória na paisagem.
9) (
)
Infelizmente não há mapas de solos no Brasil.
10) (
) No solo há camadas que possuem somente areia, outras que possuem somente argila, e
outras que possui somente cascalho.
11) (
) Se for retirada a floresta, os solos da Amazônia endurecem (“viram pedra”) após alguns
anos.
12) (
) Todos os solos apresentam a mesma profundidade.
13) (
) Há pequena quantidade de organismos vivos no solo.
14) (
) Os vegetais se alimentam da matéria orgânica que é adicionada ao solo através de adubos
orgânicos.
B) O que é SOLO para você? Explique.
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
C) Sobre a relação entre o solo e a vida na Terra, responda:
1) Qual a importância do solo nas nossas vidas?
__________________________________________________________________________________
2) O que pode ocorrer se não protegermos ou conservamos os solos?
(*) Todas as alternativas são falsas.
__________________________________________________________________________________
10
4. REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA:
BECKER, E.L.S. Solo e Ensino. VIDYA, v. 25, n. 2, p.73-80, jul/dez, 2005 - Santa
Maria, 2007. Disponível: <http://www.periodicos.unifra.br/index.php/VIDYA/article
/wiew/396/370.> Acesso em 28 de novembro 2016
DESEA-UFPR. Departamento de Solos e Engenharia Agrícola da Universidade
Federal do Paraná. Programa Solo na Escola/Universidade Federal do Paraná:
Sobre o Programa. Disponível em: <http://www.escola.agrarias.ufpr.br/index_arqui
vos/sobre.htm>. Acesso em: 13 jun. 2016.
DURÃES, I.T.B; GONÇALVES,T.S;LOPES, L.O.M. Pedologia na Escola: A
abordagem do solo no Ensino Fundamental de Geografia. 2012.Disponível em:<
http://docplayer.com.br/21926974-Pedologia-na-escola-a-abordagem-do-solo-noensino-fundamental-de-geografia-1.html/> Acesso em 28 de novembro de 2016.
PARANÁ. Secretaria de estado da Educação. Diretrizes Curriculares da Educação
Básica – Geografia. Curitiba: SEED-PR, 2008.
11
UNIDADE 01
TEMA 01: Discutindo e analisando a paisagem e o espaço
INTRODUÇÃO
Nesta unidade será trabalhado o espaço geográfico e a relação do solo na
paisagem, conteúdos essenciais para que o aluno conheça o solo e sua importância
dentro do conjunto de elementos da natureza que compõe o espaço no qual ele está
inserido.
TEXTO 01 - ESPAÇO GEOGRÁFICO E O ESTUDO DO SOLO
Para o entendimento do espaço geográfico, objeto de estudo da Geografia, exige-se
a necessária compreensão de que este é formado pela inter-relação entre sistemas de
objetos naturais, culturais e técnicos e pelos sistemas de ações composta pelas relações
sociais, culturais, políticas e econômicas (SANTOS 1996, apud PARANÁ, 2008).
No estudo do espaço geográfico o solo exerce papel importante na dinâmica da
superfície terrestre, pois aparece como um corpo natural que apresenta a combinação de
todos os outros fatores do ambiente, portanto os solos compõem os primeiros vestígios de
uma região natural. Para "ler" estes vestígios, no entanto, devemos entender vários fatores,
como geológicos, biológicos, físicos e químicos, que deram origem aos solos,
principalmente as forças naturais e humanas que os modificam, as quais se configuram no
espaço geográfico.
12
TEXTO 02 - A RELAÇÃO SOLO E PAISAGEM
Quando observamos uma paisagem, muitas vezes não percebemos o solo, pois ele
está abaixo da superfície do terreno. Muitas vezes o solo é apresentado nos livros didáticos
como um corpo isolado dentro da paisagem, como se não fizesse parte do meio no qual
está inserido.
Segundo Carré e Mcbratney (2005, apud 2005, Campos, 2012. p. 965) a relação
“solo-paisagem”, refere-se ao somatório entre o solo e a paisagem definido no tempo e
espaço, ou seja, é o conjunto dos atributos do solo e da paisagem e a interação entre
ambos.
Segundo Cavalcanti (2005), para analisar a paisagem e atingir o significado de
espaço é necessário que os alunos compreendam que a paisagem atende a funções sociais
diferentes, é heterogênea, porque é um conjunto de objetos com diferentes datações e está
em constante processo de mudança. Portanto, a análise pedagógica da paisagem deve ser
no sentido de sua aproximação do real estudado, por meio de diferentes linguagens.
DICAS PARA O PROFESSOR:
Para saber mais sobre o espaço geográfico: a paisagem construída pela sociedade
acesse o link: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/espaco-geografico-apaisagem-construida-pela-sociedade.htm. Acesso em 29 de novembro de 2016.
ATIVIDADE 01
OBJETIVOS

Perceber diferenças entre os conceitos de paisagem natural e cultural.

Compreender o significado do termo paisagem para a Geografia.
13

Compreender que a paisagem é modificada pela ação humana ao longo da
história.
RECURSOS: Papel kraft ou cartolina, pincel atômico, lápis de cor, sulfite, cola,
tesoura e fita adesiva.
DURAÇÃO: 3 horas/aula
METODOLOGIA:

Comece a atividade propondo aos alunos que falem o que sabem sobre o
termo paisagem, proponha perguntas como: O que é paisagem? Que paisagens
vocês conhecem?

Após esta conversa inicial, solicite aos alunos que desenhem em um sulfite
uma paisagem, neste momento deixe que eles criem livremente, não interfira nas
produções, pois elas serão discutidas na roda de conversa.

Reúna os alunos em roda e discuta com eles as produções, questionando-os
sobre qual foi o critério de escolha da paisagem e do desenho feito. Observe se
algum aluno fala sobre paisagens sem intervenção do homem e paisagens
modificadas. Caso isso não apareça durante a conversa com os alunos escolha um
desenho que tenha essa comparação e levante a questão para o grupo.

Converse com eles sobre os dois tipos de paisagem, as naturais e aquelas
modificadas pelo homem (paisagens culturais), mostre as diferenças entre elas, diga
que as naturais não apresentam intervenção humana, diferente das culturais que
apresentam modificações feitas pela sociedade.

Divida a turma em grupos com cinco ou seis integrantes. Proponha aos
alunos que separem os desenhos elaborados em dois grupos: paisagens onde
predominam elementos naturais e paisagens onde predominam elementos
construídos pelo ser humano.
14

Depois dessa separação, cada grupo deverá colar seus desenhos em um
papel kraft ou cartolina, organizando o espaço do papel conforme modelo (figura 1).
Figura 1 - Quadro esquemático.

Cada grupo deverá elaborar um parágrafo para explicar o significado de
paisagem natural, paisagem cultural e espaço geográfico no painel que está
montando. Os painéis ficarão expostos no mural da sala.
AVALIAÇÃO: Como proposta de avaliação, o professor poderá avaliar, em um
primeiro momento, a participação dos estudantes ao se envolverem na atividade,
bem como capacidade de assimilação do que foi proposto, em um segundo
momento, avaliar o conhecimento assimilado e construído pelos alunos, de acordo
com os materiais produzidos e em relação aos objetivos traçados.
REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA:
CARRÉ, F.; MCBRATNEY, A. B. Digital terron mapping. Geoderma, v.128, p.340–
353, 2005.In: Campos, Milton César Costa. Relações solo-paisagem: conceitos,
evolução e aplicações. Guarapuava (Pr). Revista do Setor de Ciências Agrárias e
Ambientais V. 8 N. 3 Set./Dez. 2012
CAVALCANTI, L. de S. Cotidiano, meditação pedagógica e formação de
conceitos: uma contribuição de VYGOTSKI ao ensino de Geografia. CEDES, v.
24, n. 66, Campinas, 2005. p. 185-207.
15
LEPSCH, Igo F. Formação e conservação dos solos. 1. ed. São Paulo: Oficina de
Textos, 2002.
PARANÁ. Secretaria de estado da Educação. Diretrizes Curriculares da Educação
Básica – Geografia. Curitiba: SEED-PR, 2008.
Portal Uol Educação, O espaço geográfico: a paisagem construída pela
sociedade. Disponível em: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/espacogeografico-a-paisagem-construida-pela-sociedade.htm. Acesso em 29 de novembro
de 2016.
16
UNIDADE 02
TEMA 01: Conhecendo o solo onde vivemos
INTRODUÇÃO
Quando pensamos em solo muitas representações vem a nossa mente, entre
elas destacam-se o chão e a terra. Sem o solo provavelmente não haveria formas
vidas na Terra, entendido como um organismo vivo ele é à base da vida e da
alimentação humana.
A IMPORTANCIA DE ESTUDAR O SOLO
O solo é um componente fundamental do ecossistema terrestre pois, além de
ser a base de sustentação utilizado pelas plantas para o seu crescimento e
disseminação, fornecendo água, ar e nutrientes, exerce, também, multiplicidade de
funções como regulação da distribuição, escoamento e infiltração da água da chuva
e de irrigação, armazenamento e ciclagem de nutrientes para as plantas e outros
elementos, ação filtrante e protetora da qualidade da água e do ar.
Como recurso natural dinâmico, o solo é passível de ser degradado em
função do uso inadequado pelo homem, condição em que o desempenho de suas
funções básicas fica severamente prejudicado, o que acarreta interferências
negativas no equilíbrio ambiental, diminuindo drasticamente a qualidade vida nos
ecossistemas, principalmente naqueles que sofrem mais diretamente a interferência
humana como os sistemas agrícolas e urbanos.
O estudo científico do solo, a aquisição e disseminação de informações do
papel que o mesmo exerce na natureza e sua importância na vida do homem, são
17
condições primordiais para sua proteção e conservação, e uma garantia da
manutenção de meio ambiente sadio e auto-sustentável.
A população em geral desconhece a importância do solo, o que contribui para
ampliar processos que levam à sua alteração e degradação.
Fonte: Texto adaptado http://ambientes.ambientebrasil.com.br/agropecuario/programas_e_projetos/a_impor
tancia_de_estudar_o_solo.html - acesso em 02 de novembro de 2016
ATIVIDADE 01
OBJETIVOS:

Discutir com os alunos a importância do solo para o ser humano e a
necessidade de cuidar desse recurso natural.

Estimular os alunos para realização do trabalho coletivo.
METODOLOGIA
Após a introdução do tema, será apresentado aos alunos um vídeo que tem a
finalidade de mostrar a importância dos solos em nossas vidas.
Vídeo: Vamos falar sobre solos.
18

O professor deverá levantar questões a ser discutidas e anotadas pelos
alunos em pequenos grupos após a exibição do vídeo. Posteriormente as
discussões deverão ser socializadas numa roda de conversa envolvendo todos os
alunos da sala.

Sugestões de questionamentos que podem sem levantados pelo professor(a):
a) Qual a ideia principal do vídeo?
b) O que mais chamou a atenção?
c) Pontos positivos e negativos apresentados?

Lembrando que o professor não deve ser o primeiro a dar sua opinião, deve
posicionar-se, depois dos alunos. Compete ao professor fazer a síntese final
devolvendo ao grupo a releitura do vídeo apresentado, para que os mesmos
complementem as anotações realizadas anteriormente.
DICAS PARA O PROFESSOR:
O link a seguir é uma sugestão de artigo com o titulo “O vídeo na sala de aula”,
que apresenta como a incorporação da tecnologia ao ensino auxilia na formação
de alunos mais conscientes.
http://www.revistas.usp.br/comueduc/article/viewFile/36131/38851-acesso em 29
de novembro de 2016.
19
RECURSOS: Notebook, Data Show, Projetor Multimídia, TV Pendrive.
DURAÇÃO: 2 horas/aulas.
AVALIAÇÃO: Como proposta de avaliação, o professor poderá avaliar, em um
primeiro momento, a participação dos estudantes ao se envolverem na atividade,
bem como capacidade de assimilação do que foi proposto, em um segundo
momento, avaliar o conhecimento assimilado e construído pelos alunos, através da
roda de conversa e das anotações realizadas no caderno.
TEMA 02: O que é solo
INTRODUÇÃO:
Para Lepsch (2002) solo pode ser definido como uma massa natural, que
compõe a superfície da terra e dá suporte ao desenvolvimento de plantas, contém
matéria viva e é resultante da ação do clima e da biosfera sobre a rocha, cuja
transformação em solo se realiza durante certo tempo e é influenciada pelo tipo de
relevo.
TEXTO DE APOIO
20
O solo é formado a partir das rochas, que através do tempo, das mudanças
climáticas e com uma pequena ajuda de seres vivos (como os micro-organismos) acabam
por quebrar estes fragmentos em pedaços cada vez menores. Cada tipo de rocha diferente
dá ao solo propriedades diferentes, ou seja, eles terão profundidades, texturas (arenosa,
média ou argilosa) e até mesmo cores diferentes! E para cada solo, existe uma classificação
e um nome, assim como para as pessoas.
Mas o solo não é feito só de restos de rochas. Ele também possui uma parte
orgânica, formada pelos restos de animais e plantas. Eles, futuramente, irão nutrir outras
plantas para que estas cresçam fortes e saudáveis. Além dessa parte orgânica, o solo
também possui ar e água nele. Como? Você já reparou que um fragmento de solo apresenta
vários buraquinhos? Eles podem ser grandes ou pequenos, e alguns tão pequenos que só
podem ser vistos com lupas. Esses buraquinhos são chamados de poros do solo, e são
dentro desses poros que a água ou o ar se encontram. Muitos animais que vivem dentro do
solo, como minhocas e alguns insetos, vivem graças a esta água e ar.
Fonte: Texto extraído do site:http://www.trilhadafloresta.ufpr.br/solo.html - acesso em 10 de
novembro de 2016
ATIVIDADE 01
OBJETIVOS:

Verificar os componentes e as características de uma amostra de solo.
RECURSOS: Jornal, peneira, lupa, solo, caderno, lápis.

Esta atividade desperta o interesse dos alunos sobre os assuntos abordados
e permitem desenvolver atitudes procedimentais, a manipulação de materiais e
propiciam situações de investigação que são fundamentais na construção do
conhecimento.
21

Colete um pouco de solo do jardim da escola ou de outro local. Em seguida
abra a folha de jornal e peneire o solo coletado sobre ela. Utilizando a lupa, observe
o solo que foi peneirado.

Faça anotações no caderno o que for observado. Possivelmente serão
encontrados restos de vegetais, pequenos animais e pedacinhos de rochas.

Em seguida, toque o solo coletado e aperte-o com as mãos. Perceba e anote
no caderno as características, como umidade e textura do solo e observe a sua cor.

Proponha que alguns alunos socializem as informações observadas. Faça as
considerações que achar pertinente sobre o tema estudado.
DURAÇÃO: 2 horas/aulas.
AVALIAÇÃO: Será realizada em todos os momentos da aula. Como sugestão, o
professor pode avaliar a participação e o envolvimento dos alunos nas atividades
(com perguntas e comentários, por exemplo) ou, mais especificamente, o
desempenho na atividade de observação conseguindo registrar os componentes e
as características da amostra de solo.
ATIVIDADE 02
Realize os experimentos a seguir da Unidade 05.

Experimento nº 01: Porosidade do solo.

Experimento nº 02: Ar no solo.
DURAÇÃO: 2 horas/aulas.
22
TEMA 03: Formação do solo
a) Fatores de Formação do solo.
Figura 2 - http://slideplayer.com.br/slide/364880/
O processo de formação dos solos é chamado de pedogênese e ocorre
principalmente
em
razão
da
ação
do intemperismo
(desagregação
e
a
decomposição das rochas). Sendo assim, é importante observar que as
características dos solos, como tempo de constituição, sua estrutura e sua
profundidade estão relacionadas com os elementos influentes nesse processo,
chamados de fatores de formação dos solos.
Segundo Lepsch (2002), a existência de diferentes tipos de solos é controlada
por cinco fatores, sendo estes: o clima, os organismos vivos, o material de origem
(rocha), o relevo e a idade da superfície do terreno (tempo). A interação dinâmica
desses fatores propicia a formação do solo e conforme as características do local,
23
no qual envolve tipo de rocha, relevo, macro e micro-organismos, clima, em um
determinado tempo, são responsáveis pela origem de diversos tipos de solos.
b) Processos de Formação do solo.
Os fatores de formação fazem parte do processo de formação do solo.
Segundo Lima (2007), o solo sofre a ação de diversos processos de formação como
perdas, transformações, transportes e adições. Esses processos agem em
condições ambientais peculiares, originando solos com características bem
definidas. São úteis no entendimento das feições do solo, podendo assim identificálos e classificá-los.
Esses processos atuam com diferentes intensidades, sendo responsáveis por
diversos tipos de solos na natureza.
Figura 3 - http://slideplayer.com.br/slide/1838082/
24
ADIÇÃO: Tudo que é adicionado ao solo que não seja proveniente de seu material
de origem. Agentes de adição: chuva, ar, vegetação. Por exemplo: areia ou cinzas
vulcânicas trazidas de outro local e depositados sobre o perfil do solo.
TRANSPORTE: (translocação ou redistribuição): É todo o transporte de materiais
orgânicos e minerais que ocorre dentro do perfil do solo produzindo acumulações e
modificações visíveis. Principal agente é a água. As translocações ou redistribuição
são causa principal da diferenciação do solo em horizontes.
TRANSFORMAÇÃO: Ocorre quando o material existente no perfil ou horizonte sofre
alterações químicas, físicas e biológicas. Por exemplo: Os materiais vegetais que
caem no solo (folhas, galhos, frutos e flores) e as raízes que morreram por efeito de
atuação de organismos transformam-se em húmus, ocasionando assim a coloração
escura dos solos.
PERDAS: (remoção): A perda ou remoção é o processo pelo qual componentes do
solo deixam o perfil. Esse processo pode ocorrer em superfície ou em profundidade.
O agente principal da remoção é a agua e o processo denomina-se lixiviação e
eluviação.
TEMA 04: Perfil do solo e seus Horizontes
Ao viajar de carro você já observou um
barranco exposto como este apresentado
na figura ao lado?
Normalmente notam-se camadas
de solo com cores diferenciadas, essas
camadas são denominadas horizontes – os
Figura 4 - Perfil do Solo
(Foto: Fabíola Limeira de Souza)
quais são resultantes da ação conjunta dos
25
fatores de formação do solo. Essa sequência vertical é denominada perfil do solo,
que inicia na superfície do solo e termina na rocha, as diferentes camadas que
constituem o solo são nominados por letras maiúsculas - O, A,B, C e R”.
Perfil do solo: Horizontes
Representação esquemática do perfil do solo, mostrando seus principais horizontes.
Horizonte O – É constituído por uma manta de folhas, galhos, flores, frutos, restos e
dejetos de animais. Decompõe-se rapidamente, quando o solo é submetido ao
cultivo. A espessura é variável, estando condicionada estando condicionada
principalmente pelo clima e pelo tipo de vegetação.
Horizonte A - Está abaixo do horizonte O, quando este existe É formado pela
incorporação de matéria orgânica aos constituintes minerais do solo com os quais
fica intimamente misturada., é considerado um horizonte mineral, tem grande
importância agrícola (local onde concentra a maior parte das raízes das plantas) e
ambiental (horizonte superficial que primeiro recebe os poluentes depositados sobre
o solo).
Horizonte B - Situa-se abaixo do horizonte A e sua cor é devida principalmente aos
26
minerais de ferro da fração argila, sendo as mais comuns vermelha, amarela ou
vermelho-amarela. O teor de matéria orgânica, bem como a atividade biológica, é
menor do que o do horizonte A.
Horizonte C - Encontra-se abaixo do horizonte B. É a rocha intemperizada, podendo
apresentar manchas de diversas cores.
Horizonte R - É a última camada do perfil e representa a rocha que ainda não foi
intemperizada.
Fonte: Texto adapatado: <http://www.escola.agrarias.ufpr.br/arquivospdf/livro.pdf
/>acesso em 10 de novembro de 2016.
ATIVIDADE 01
Realize o experimento a seguir da Unidade 05.

Experimento nº 04: Formação do solo.
DURAÇÃO: 2 horas/aulas.
REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA:
LEPSCH, Igo F. Formação e conservação dos solos. 1. ed. São Paulo: Oficina de
Textos, 2002.
LIMA, V. C.; LIMA, M. R. de; MELO, V. de F. O solo no meio ambiente:
abordagem para professores do ensino fundamental e médio e alunos do
ensino médio. Universidade Federal do Paraná. Departamento de Solos e
Engenharia Agrícola. Curitiba: Departamento de Solos e Engenharia Agrícola, 2007.
27
Disponível em: < http://www.escola.agrarias.ufpr.br/arquivospdf/livro.pdf/> Acessado
em 10 de novembro de 2016.
Portal Ambiente Brasil, A importância de Estudar Solo. Disponível em: <
http://ambientes.ambientebrasil.com.br/agropecuario/programas_e_projetos/a_impor
tancia_de_estudar_o_solo.html>.Acesso em 29 de novembro de 2016.
Portal
Trilha
da
Floresta:
Solo.
Disponível
em:
http://www.trilhadafloresta.ufpr.br/solo.html - acesso em 10 de novembro de 2016.
Revista Comunicacação e educação. O vídeo na sala de aula. Disponível em
http://www.revistas.usp.br/comueduc/article/viewFile/36131/38851-acesso em 29 de
novembro de 2016.
Vamos
falar
sobre
solo.
IASS
Potsdam.Duração
5:48.
Disponível
em
https://www.youtube.com/watch?v=e8uqY0Aqcf0.Acesso em 11 de outubro de 2016.
28
UNIDADE 03
TEMA 01: Morfologia do solo
INTRODUÇÃO:
De acordo com os estudos de LEPSCH (2002), a morfologia é definida como
um ramo da ciência que estuda a forma de um objeto retratando-o com palavras e
desenhos. O objetivo da morfologia consiste em estudar a aparência do solo no
ambiente natural partindo das características visíveis a olho nu, ou prontamente
perceptíveis. O conjunto de características morfológicas constitui a base
fundamental para identificação do solo.
Características morfológicas do perfil do solo.
A) COR DO SOLO
A cor é um dos atributos fundamentais para caracterizar os solos e por muitos
pedólogos (profissionais que estudam o solo) é considerada umas das propriedades
morfológicas mais importantes pois constitui fonte de informação para a pedologia.
Segundo LEPSCH (2002), a cor é a característica normalmente mais notada.
Muitos nomes populares de solos são dados em função das respectivas colorações,
como por exemplo, “terra roxa”, “terra preta” e “sangue-de-tatu”.
As diversas tonalidades existentes no perfil são muito úteis à identificação e
delimitação dos horizontes e, às vezes, ressaltam certas condições de extrema
29
importância. Solos escuros, por exemplo, costumam identificar altos teores de restos
orgânicos de compostos. A cor vermelha está relacionada com solos bem drenados
e altos teores de óxidos de ferro (Fe).
Figura 1- LEPSCH, Igo F. Formação e conservação dos solos. São Paulo: Oficina de texto, 2002.
Segundo Lima (2007) para determinar as cores do solo, o método mais
empregados pelos pedólogos é a comparação de uma amostra de solo com
referência padronizada, eu é a carta de cores de Munsell (Figura 01).
B) TEXTURA DO SOLO
De acordo com EMBRAPA (2003), a textura do solo corresponde à proporção
relativa em que se encontram os diferentes tamanhos de
partículas, em
determinada massa de solo. Refere-se, especificamente, às proporções relativas
das partículas ou frações de areia, silte e argila. Consiste na propriedade física do
solo que menos sofre alteração ao longo do tempo. Possui tamanha relevância na
irrigação pois tem influência direta na taxa de infiltração de água, na aeração, na
capacidade de retenção de água e na nutrição. Os teores de areia, silte e argila no
solo influem diretamente no ponto de aderência aos implementos de preparo do solo
e plantio, facilitando ou dificultando o trabalho das máquinas. Influi também, na
escolha do método de irrigação a ser utilizado.
30
A textura é, geralmente, determinada em laboratório. Muitas vezes, no
entanto, ela pode ser avaliada diretamente no campo, como é o caso das descrições
de perfis de solos. Esta avaliação a campo deve ser seguida da determinação em
laboratório, que é mais precisa.
C) ESTRUTURA:
A estrutura do solo refere-se ao agrupamento e organização das partículas do
solo em agregados e relaciona-se com a distribuição das partículas e agregados
num volume de solo. Considerando que o espaço poroso é de importância similar ao
espaço sólido, a estrutura do solo pode ser definida também pelo arranjamento de
poros pequenos, médios e grandes, com consequência da organização das
partículas e agregados do solo. Esta última definição aponta um dos principais e
primário efeito da estrutura na qualidade dos solos.
D) CONSISTÊNCIA
Nas palavras de LEPSCH (2002): No interior dos agregados, as partículas de
areia, silte e argila, aderem umas às outras, sendo assim mantidas unidas com
diferentes graus de adesão. Isto faz com que uns solos sejam mais macios e outros
mais duros. A resistência do material do solo, em estado natural, a alguma força que
tende a rompê-los é conhecida como consistência e, na prática, é determinada
pressionando-se um agregado ou torrão de determinado horizonte do solo entre os
dedos.
O grau de consistência do solo varia em função de uma série de outras
características do solo, tais como textura, estrutura, agentes cimentantes (matéria
orgânica, óxidos de Ferro) etc., como do teor de umidade existente nos poros por
ocasião de sua determinação.
Sendo assim, a consistência do solo pode ser determinada em três estados
de umidade: molhado, úmido e seco.
Por exemplo, um torrão de solo úmido pode ser friável, quando se desfaz sob
leve pressão entre o indicador e polegar; firme, quando se desfaz sob pressão
31
moderada, porém apresentando pequena resistência; e muito firme, quando
dificilmente esmagável entre o indicador e polegar, sendo mais fácil fazê-lo
segurando-o entre as palmas das mãos.
E) ESPESSURA DOS HORIZONTES
A transição entre horizontes refere-se à faixa de transição na separação entre
os horizontes. É caracterizada observando-se o seu contraste e topografia.
Contraste: diz respeito à espessura da faixa de transição. Pode ser classificada em:
abrupta (2,5 cm);

clara (2,5 a 7,5 cm);

gradual (7,5 a 12,5 cm);

difusa (acima de 12,5 cm);
Figura 5 - Adaptado de: LEPSCH, Igo F. Formação e conservação dos solos. São Paulo: Oficina de texto, 2002.
32
ATIVIDADE 01
Realize o experimento a seguir da Unidade 05.

Experimento nº 03: Coleção de cores de solos (colorteca).
DURAÇÃO: 2 horas/aulas.
SUGESTÃO DE ATIVIDADE:

O Projeto Cores de Terra, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), lançou
em seu site uma receita que ensina como fazer uma tinta especial a base de terra.
Ela pode ser muito eficiente para evitar o uso das tintas comuns, que contêm
grandes quantidades de produtos químicos para saber mais sobre tintas e como
descartá-las. Acesse os sites:
- http://www.ecycle.com.br/component/content/article/42/1047-aprenda-a-fazer-tintaa-base-de-terra.html - acesso em 01 de dezembro de 2016.
- https://www.youtube.com/watch?v=jmoZMFZHpHQ - acesso em 01 de dezembro
de 2016.
TEMA 02: Função do solo
INTRODUÇÃO: A ONU- Organização das Nações Unidas decretou o ano 2015
como o Ano Internacional dos Solos, essa iniciativa teve como principal objetivo
mobilizar toda a sociedade para a importância dos solos, entendê-lo como parte
33
fundamental do meio ambiente e os perigos que envolvem a degradação deles em
todo o mundo.
Funções do solo no nosso ambiente
Os solos têm cinco papéis básicos ou funções no nosso ambiente.
Primeiro, o solo sustenta o crescimento das plantas, principalmente
fornecendo suporte mecânico, água e nutrientes para as raízes que posteriormente
distribuem para a planta inteira e são essenciais para sua existência. As
características dos solos podem determinar os tipos de vegetação ou de plantas que
neles se desenvolvem, sua produtividade e, de maneira indireta, determinam o
número e tipos de animais (incluindo pessoas) que podem ser sustentados por essa
vegetação.
Em segundo lugar, as características dos solos determinam o destino da
água na superfície da terra, essencial para a sobrevivência. A perda de água, sua
utilização, contaminação e purificação são todas afetadas pelo solo. Se pensarmos
que grande parte da água doce existente no planeta (rios, lagos e aquíferos) ou já
escorreu na superfície do solo ou viajou através dele, percebemos a importância dos
solos na distribuição, manutenção e qualidade da água dos nossos reservatórios
naturais e para a manutenção da vida na terra. As terríveis e devastadoras
enchentes, comuns nos grandes centros urbanos, são consequências da
impermeabilização dos seus solos, favorecendo o escorrimento na superfície e
acúmulo de grandes quantidades de água após uma chuva pesada.
Em terceiro lugar, o solo desempenha um papel essencial na reciclagem de
nutrientes e destino que se dá aos corpos de animais (incluindo o homem) e restos
de plantas que morreram na superfície da terra. Se esses corpos e resíduos não
tivessem sido assimilados pelo solo, reincorporados e convertidos em matéria
orgânica ou húmus do solo (reciclagem), plantas e animais teriam esgotado seus
34
alimentos anos atrás.
Em quarto lugar, o solo é o hábitat, a casa de muitos organismos. Um
punhado de solo pode conter bilhões de organismos vivos e mortos, que influenciam
as características do solo, como a porosidade, que é responsável pelo movimento e
manutenção de água e ar no solo. Também os organismos são de alguma forma
influenciados por essas características do solo.
Em quinto lugar, os solos não fornecem apenas o material (tijolos, madeira)
para a construção de nossas casas e edifícios, mas proporcionam a fundação, a
base para todas as estradas, aeroportos, casas e edifícios que construímos.
Fonte: https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/974201/1/Ecossistemacap3C.pdf.
ATIVIDADE 01
Realize o experimento a seguir da Unidade 05.

Experimento nº 06: O solo como um filtro.
DURAÇÃO: 2 horas/aulas.
TEMA 03: Solos do Paraná
INTRODUÇÃO:
Conhecer os tipos de solos de cada lugar constitui fonte de informação básica
para o desenvolvimento regional e para compreensão e solução dos problemas que
afetam este recurso natural tão importante. Todo o solo possui características
próprias e limitação para uso, os quais devem ser utilizados de forma adequada para
que ocorra preservação.
35
Os diversos tipos de solo do Paraná apresentam características morfológicas
distintas, o que determina sua classificação.
Conhecendo os solos do Paraná
Segundo Lima (et al, 2012), os solos de maior ocorrência no Estado do
Paraná
são:
Neossolos,
Cambissolos,
Argissolos,
Nitossolos,
Latossolos,
Espodossolos, Gleissolos e Organossolos.
- Neossolos: São pouco evoluídos e rasos, com ausência do horizonte B, ou sobre
a rocha de origem, são solos frágeis e devem ser evitados para a ocupação urbana,
não conseguem reter muita água e substâncias químicas, por isso não são bons em
filtrar os materiais poluentes. Podem ser de baixa ou alta fertilidade, encontrados em
22% do território estadual, normalmente em relevos inclinados [...]
- Cambissolos: Normalmente são solos pouco desenvolvidos, com horizonte B em
estágio inicial, a fertilidade pode ser baixa ou alta dependendo do clima e da rocha
de origem. Quando presentes em áreas de relevo inclinado são suscetíveis à
erosão, e deslizamentos de terras, não sendo aconselhável a ocupação urbana.
Quando férteis são intensamente usados mesmo sendo em áreas inclinadas,
quando encontrados em relevos planos e de pouca fertilidade a utilização de adubos
e corretivos os tornam produtivos [...]
- Argissolos: É um solo argiloso e possuem uma reduzida capacidade de reter
nutrientes para as plantas, podemos encontrá-lo em aproximadamente em 15% do
território estadual, do litoral até o noroeste, escassos nas regiões de rochas
basálticas (norte, oeste e sudoeste). São solos sujeitos a erosão, principalmente em
relevos declivosos [...]
- Nitossolos: Solos bem evoluídos, apresentando superfícies brilhantes que podem
ser causados pela presença de argila, são encontrados em aproximadamente em
36
15% do território de estado, principalmente nas regiões onde encontramos rochas
basálticas (norte, oeste e sudoeste). Na sua maioria são solos férteis, em relevos
mais acidentados e inclinados o risco de erosão é preocupante [...]
- Latossolos: São solos que sofreram bastante com o intemperismo, por isso são
considerados solos evoluídos e profundos, apresentam baixo índice de erosão e
fertilidade, conseguem drenar bem a água, por isso são estáveis e úteis para a
pavimentação e construções civis, possuem baixo índice de fertilidade precisando
passar por tratamento para a sua utilização, estão presentes em 31% do território do
Estado do Paraná [...]
- Espodossolos: São solos muito arenosos, com acúmulo de matéria orgânica e ou
óxidos de ferro no horizonte B. Ocorrem em 0,5% do território do estado, somente
na planície litorânea, apresentando grande quantidade de areia, são considerados
de baixa fertilidade, são considerados solos frágeis e devem ser considerados
apenas para a conservação da fauna e da flora [...]
- Gleissolos: Apresentam-se em 1% do território estadual, solos saturados em
água, suscetíveis a contaminação das águas subterrâneas por produtos químicos, e
por ser um solo frágil em sua maioria são áreas de preservação ambiental. Podemos
encontra-lo no litoral nas áreas de manguezais, em regiões planas ou abaciadas
(várzeas e banhados dos rios) [...]
- Organossolos: Solo essencialmente orgânico, são predominantes em 0,5% do
território do estado, predominantemente saturados por água (várzeas e banhados).
São solos de baixa fertilidade natural, solos de preservação ambiental, devendo ser
preservado, não sendo recomendado a sua utilização para atividades urbanas e
agrícolas [...]
Fonte: Conhecendo os principais solos do Paraná: abordagem para professores do
ensino fundamental e médio. LIMA, et al, 2012, p. 04-15 .
37
Consultando o mapa de solos
do Paraná (fig.1) é possível conhecer
a distribuição dos diferentes tipos de
solo no estado do Paraná.
Figura 1 - http://www.escola.agrarias.ufpr.br/arquivospdf/mapa_solos_pr.pdf
ATIVIDADE 01
OBJETIVO:

Promover o raciocínio lógico; revisar o conteúdo
- Solos decorrentes no
Paraná - a partir do Jogo da Memória Associativa, pela associação de textos e
imagens; propiciar um aprendizado lúdico e aumentar o interesse pelo tema.
RECURSOS: Papel cartão, 4 folhas papel fotográfico ou papel contact, tesoura e
cola.
PROCEDIMENTOS:

Imprimir os cartões em papel fotográfico, recortar e colar no papel cartão.
Para maior durabilidade revestir com papel contact.

Distribuir para cada grupo o material de apoio o livro Conhecendo os
principais solos do Paraná, disponível para download no link http://www.sbcsnepar.org.br/publicacoes/conhecendo-os-principais-solos-do-paran%C3%A1-detail
38

Divida a turma em grupo de 4 a 5 jogadores. Cada aluno terá a chance de
abrir 2 peças por vez, sendo uma de texto (dica) e outra de imagem, neste
momento o jogador deverá verificar se a peça da dica corresponde à peça da
imagem. Caso forme um par o jogador deve retirar as peças do jogo, do contrário
deverá retornar a peça no local que estava. Na sequência os demais jogadores
fazem o mesmo.
DURAÇÃO: 2 horas/aulas
AVALIAÇÃO: Será realizada em todos os momentos da aula. Como sugestão, o
professor pode avaliar a participação e o envolvimento dos alunos na elaboração e
participação do jogo.
CARTÕES JOGO DA MEMÓRIA JOGO DA MEMÓRIA ASSOCIATIVA
39
40
41
42
43
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:
DESEA-UFPR. Departamento de Solos e Engenharia Agrícola da Universidade
Federal do Paraná. Programa Solo na Escola/Universidade Federal do Paraná:
Sobre o Programa. Disponível em: <http://www.escola.agrarias.ufpr.br/index_arqui
vos/sobre.htm>. Acesso em: 13 jun. 2016.
EMBRAPA.
Cultivo
de
Algodão
Irrigado.
2003.
Disponível
em:
<http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Algodao/AlgodaoIrrigad
o/solos.htm&gt>. Acesso em 10 de novembro de 2016.
FERREIRA, Fernanda de Godoy; SANTOS, Jéssica Mayara Machado; OLIVEIRA,
Jully Gabriela Retzlaf de. Jogo Da Memória Associativa Do Clima E Vegetação
Da América: Uma Proposta Didática Do Projeto Pibid Geografia Uenp.
Disponivel
em
http://ensinodegeografiauenp.blogspot.com.br/2013/08/artigo-
publicado-no-i-simposio-de.html Acesso em 01 de dezembro de 2016.
LIMA, V. C.; LIMA, M. R. de; MELO, V. de F. O solo no meio ambiente:
abordagem para professores do ensino fundamental e médio e alunos do
ensino médio. Universidade Federal do Paraná. Departamento de Solos e
Engenharia Agrícola. Curitiba: Departamento de Solos e Engenharia Agrícola, 2007.
LIMA. Valmiqui C. LIMA, Marcelo R. MELO, Vander F. Conhecendo os principais
solos do Paraná: abordagem para professores do ensino fundamental e médio.
vi + 18 p. Curitiba: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo / Núcleo Estadual do
Paraná, 2012.
LEPSCH, Igo F. Formação e conservação dos solos. 1. ed. São Paulo: Oficina de
Textos, 2002.
MOREIRA, F. M. S; CARES, J. E.; ZANETTI, R. ; STUMER, S. L. O ecossitema o
solo: componentes, relações ecológicas e efeitos na produção vegetal. Lavras, MG:
UFLA, 2013. Disponível em: <http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream
/doc/974201/1/Ecossistemacap3C.pdf> Acesso em 10 de novembro de 2016.
44
Programa Solo na Escola ESALQ – USP, Conservação do solo. Disponível em:
<http://solonaescola.blogspot.com.br/search/label/conserva%C3%A7%C3%A3o%20
do%20solo>. Acesso em 10 de novembro de 2016.
Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, Mapa simplificado de solos do estado
do
Paraná.
Disponível
em:
<
http://www.sbcs-nepar.org.br/vitrine/publica
%C3%A7%C3%B5es/mapa-simplificado-de-solos-do-estado-do-paran%C3%A1detail>. Acesso em 13 junho 2016.
45
UNIDADE 04
TEMA 01: O solo e o Ser Humano
INTRODUÇÃO:
O ser humano é responsável por muitas das transformações que a natureza
sofre. Essas interferências realizadas a partir do trabalho humano, sobre o ambiente
podem alterar a qualidade do solo e da água. Podem ser consideradas negativas,
por exemplo, o uso de práticas inadequadas de cultivo do solo.
Mas podem ser positivas, quando por meio de uma consciência ecológica o
ser humano não visa unicamente à produção econômica, mas também à
conservação do solo e da água. A interferência do homem na natureza é
indispensável para a continuidade do funcionamento da sociedade, mas por outro
lado como vimos é preciso entender que ela necessita de respeito e cuidados
especiais, sendo esse o caminho para a sustentabilidade.
CONSERVAÇÃO DO SOLO
Se o solo deve ser conservado, significa que ele sofre modificações nas suas
características físicas, químicas e biológicas. A modificação do solo (intemperismo) pode
ser provocada por diversos fatores (alguns naturais), gerando erosão, compactação,
salinização, desertificação e outros processos.
O homem também pode interferir no intemperismo natural do solo, aumentando
muito os problemas. A implantação de culturas para subsistência (soja, café, cana-deaçúcar), a pecuária e o desmatamento são as principal praticas realizadas pelos
46
humanos no solo, e que, se mal manejadas, podem resultar num aumento da degradação
do solo.
Com o desmatamento e a retirada da cobertura natural o solo fica mais suscetível à
ação direta da agua da chuva, aumentando assim a erosão hídrica, gerando perda de
solo. Junto com a erosão pode ocorrer à perda de nutrientes (lixiviação) e também o
assoreamento (lixo, entulho) de rios e lagos, quando estes nutrientes são depositados
nos corpos d'agua. Em pouco tempo o solo se torna empobrecido, o que diminui a
produção agrícola. Portanto, a conservação do solo é necessária para evitar que a área
seja degradada.
Referências: Texto adaptado do site:
http://solonaescola.blogspot.com.br/search/label/conserva%C3%A7%C3%A3o%20do%20solo acesso em 10 de novembro de 2016.
ATIVIDADE 01
OBJETIVOS:

Reconhecer a importância do solo para os seres vivos, bem como a
necessidade de conservá-lo;

Entender que o deslizamento e as enchentes podem ser consequências da
falta de conservação e construção sob o solo;

Desenvolver atitudes de interação, de colaboração e de troca de experiências
em grupos.
DURAÇÃO: 2 horas/aulas.
METODOLOGIA:

A aula deverá ser desenvolvida a partir dos conhecimentos prévios da turma,
e ampliação das informações dos alunos acerca da importância do solo e sua
preservação.
47

O professor deverá organizar os alunos em uma roda de conversa e
estabelecer um diálogo a respeito do que eles sabem sobre importância do solo e
sua preservação. É fundamental oferecer a oportunidade de participação para todos
os alunos e valorizar a sua fala.

Na roda de conversa você poderá fazer perguntas a respeito do solo, como
por exemplo:
-
O que vocês já sabem sobre o solo? Por que é importante valorizá-lo? Ele
realmente está sendo ameaçado? De que forma?

Converse com os alunos e conte que ao longo do tempo, o solo vem sendo
profundamente danificado por ações humanas como: queimadas, desmatamento,
extração de metais e pedras preciosas, jogar lixo em locais impróprios. Tudo isso
polui o solo e prejudica o ambiente.

Mostre imagens da ação humana sobre o solo. Você poderá utilizar um
projetor para mostrar as imagens, a TV pendrive ou até mesmo imagens recortadas
de jornais ou revistas.

Proponha que os alunos produzam um pequeno resumo do que foi discutido
na roda de conversa e como tarefa de casa que recortem de revistas ou jornais pelo
menos uma figura que ilustre o tema discutido em sala de aula.
RECURSOS: Recortes de figuras sobre ação humana sobre solo, Notebook, Data
Show, Projetor Multimídia, TV Pendrive.
AVALIAÇÃO: Ela deve ser compreendida como parte diária do processo. Tem
como finalidade acompanhar o desenvolvimento e desempenho do aluno durante o
processo de aprendizagem. Sua prática deve criar condições para que o professor
possa adequar suas intervenções às necessidades de cada aluno e analisar os
resultados obtidos em relação aos objetivos propostos. Nesse sentido, o professor
48
deve observar no decorrer dessa aula se o aluno: reconheceu a importância do solo,
que ações humanas como os desmatamentos, as queimadas e o lixo podem
prejudica-lo, e se compreendeu a importância de preservá-lo.
ATIVIDADE 02
OBJETIVOS:

Entender como se escreve uma notícia, desenvolvendo a capacidade de
produzir textos;

Desenvolver atitudes de interação, de colaboração e de troca de experiências
com os colegas.
DURAÇÃO: 2 horas/aulas.
METODOLOGIA:

A proposta dessa atividade é que os alunos escrevam uma notícia abordando
um acontecimento fictício que tenha acontecido em sua cidade devido às ações
indevidas dos seres humanos em relação ao solo. E que apresente sua indignação
com os maus tratos ao solo por algumas pessoas.

Propor que escrevam uma notícia sobre um acontecimento que seja reflexo
do uso indevido do solo.
Tomando cuidado e orientando para que não se esqueçam de abordar:
- O assunto;
- Onde aconteceu;
- Como aconteceu;
- Com quem aconteceu;
- Por que aconteceu.
49

Pedir para que os alunos imaginem que sua reportagem foi publicada com
sucesso e que o jornal abriu um espaço para os leitores comentarem e
apresentarem propostas de solução de problemas. Considerando que ele fosse um
leitor de sua própria reportagem, o que ele escreveria nesse espaço?

Para facilitar o entendimento da atividade o professor pode levar para a sala
de aula jornais e revistas da sua cidade ou região ou pesquisar na internet
reportagens sobre o tema trabalhado e apresentar para os alunos.
RECURSOS: Jornais e revistas, Notebook, Data Show, Projetor Multimídia, TV
Pendrive.
AVALIAÇÃO: Ela deve ser compreendida como parte diária do processo. Tem
como finalidade acompanhar o desenvolvimento e desempenho do aluno durante o
processo de aprendizagem. Sua prática deve criar condições para que o professor
possa adequar suas intervenções às necessidades de cada aluno e analisar os
resultados obtidos em relação aos objetivos propostos. Nesse sentido, o professor
deverá observar se o aluno conseguiu escrever notícias, demonstrou interesse na
sua escrita e no desenvolvimento de sua linguagem oral e atitudes de interação com
seus colegas. Durante todo processo registre a participação dos alunos e anote
quais foram às intervenções.
DICAS PARA O PROFESSOR:
O sítio “Uol Educação”, disponível em: <http://educacao.uol.com.br/planos-deaula/fundamental/geografia-trabalho-com-o-jornal.htm>, acesso em: 29 de
novembro de 2016, dá dicas de como preparar uma aula com notícia de jornal e
reportagens.
50
ATIVIDADE 03
Realize os experimentos a seguir da Unidade 05.

Experimento nº 08: Cobertura do solo e redução da erosão.

Experimento nº 05: Impacto da gota de chuva no solo.
DURAÇÃO: 2 horas/aulas.
TEMA 02: O solo na Cidade
INTRODUÇÃO:
A ocupação desordenada do solo reflete principalmente nas grandes cidades,
esta concentração populacional tem sido motivo de vários estudos de diferentes
áreas. O homem ao desmatar as encostas de morros transforma uma região estável
em área de risco. Por este motivo é necessários realizar um planejamento urbano
eficaz e efetivo de proteção e conservação dos solos.
51
O solo no Ambiente Urbano
Por que deveríamos dar importância e atenção ao solo nas cidades, uma vez que
nesse ambiente não se pratica a agricultura? Contudo, também nas cidades, o solo exerce as
mesmas e indispensáveis funções comparativamente às zonas rurais, tais como:
armazenamento de água, filtragem de substâncias poluentes, além de suportar a vegetação de
jardins, praças e parques.
Mais que nas áreas rurais, no ambiente urbano, os solos vêm sendo constantemente
alterados e degradados pela deposição de diversos tipos de materiais estranhos a eles, assim
como pela remoção, inversão e mistura de seus horizontes e camadas.
Como resultado, a capacidade do solo em exercer suas múltiplas funções é
consideravelmente reduzida, refletindo-se na diminuição da qualidade de vida nas cidades e,
como consequência, acarretam enchentes, erosão, poluição das águas, morte de árvores
utilizadas na arborização, etc.
Referências: Texto extraído do site: http://www.escola.agrarias.ufpr.br/arquivospdf/livro.pdf - acesso em
10 de novembro de 2016
ATIVIDADE 01
OBJETIVOS:

Entender
que
as
enchentes
podem
ser
consequências
da
falta
de conservação e construção sob o solo.

Provocar um debate a respeito das enchentes que ocorrem em Curitiba,
identificando os possíveis problemas ocasionados.
52

Desenvolver atitudes de interação, de colaboração e de troca de experiências
em grupos.
DURAÇÃO: 2 horas/aulas.
METODOLOGIA:
 Socialize uma notícia com os alunos usando cópias ou um projetor de imagens.
 Propondo uma leitura: silenciosa, em grupo, coletiva, individual, entre outras.
 Instrua os alunos a observarem com atenção:
- Qual é o assunto
- Sobre o que está sendo falado
- Onde aconteceu
- Como aconteceu
- Com quem aconteceu
- Por que aconteceu
- O que eles sabem sobre o assunto
- Quais palavras encontradas no texto, não conheciam.
 Em seguida solicite que produzam um novo texto partir das questões propostas
na observação.
 Chame a atenção dos alunos que destaquem aquilo que considerarem
importante na notícia.
53
Pancadas rápidas de chuva estragam carros e
deixam feridos em Curitiba
Vários veículos ficaram sob a água da chuva que chegou à capital. No bairro Alto
da XV, idosa de 73 anos foi levada pela enxurrada.
Figura 01 - Um homem é visto em meio a carros submersos durante enchente em rua do bairro Alto da XV,
em Curitiba (Foto: Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)
Meia hora de chuva foi o suficiente para deixar várias ruas debaixo d'água em
Curitiba nesta segunda-feira (22). Duas pessoas ficaram feridas, várias ruas ficaram
alagadas e diversos prejuízos, como carros estragados, foram registrados.
A Rua Dias da Rocha, no Alto da XV, ficou sob a água. Alguns motoristas usaram a
calçada para conseguir passar pela via. Um estacionamento, que fica perto da linha do trem
que passa pelo bairro, foi inundado. A água invadiu os carros parados e arrastou outros.
“Eu estava lá em cima, trabalhando, mas não dava para descer, ele boiando",
lamenta a empregada doméstica Eloir Veloso. Ela afirma que não tem seguro e terá que
arcar com o prejuízo. Outras dezenas de carros tiveram que ser guinchados porque
deixaram de funcionar.
Um salão de beleza foi completamente destruído pela água. A dona, uma senhora de
73 anos, foi arrastada pela água por mais de 50 metros e só parou no meio de rua, embaixo
de um carro. Os objetos que estavam no comércio também foram levados.
54
Fonte: Texto adaptado
http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2016/02/pancadas-rapidas-de-
chuva-estragam-carros-e-deixam-feridos-em-curitiba.html - acesso em 30 de novembro de 2016.
 Em seguida proponha que alguns alunos socializem seus textos com a turma,
faça as considerações que achar pertinente como: explicando e refletindo com a
turma que as enchentes podem ser causadas por alguns motivos, entre eles, a
impermeabilização do solo provocada por áreas construídas com concreto e asfalto,
que diminuem a entrada de água no solo e aumentam a água que corre na
superfície. Mas que também podem ser provocadas por lixo jogado nas ruas que
entopem as redes de esgoto obstruindo a saída da água.

Recolha os demais textos para analisar as produções e fazer as
considerações necessárias.
RECURSOS: Reportagem, Notebook, Data Show, Projetor Multimídia, TV
Pendrive.
AVALIAÇÃO: Será realizada em todos os momentos da aula. Como sugestão, o
professor pode avaliar a participação e o envolvimento dos alunos nas atividades
(com perguntas e comentários, por exemplo) ou, mais especificamente, o
desempenho na atividade de produção do texto.
ATIVIDADE 02
OBJETIVOS:

Conscientizar da necessidade de preservar o solo no seu bairro e na sua
escola.
55

Identificar e mapear a presença de áreas verdes e deposito de lixo no entorno
da escola.

Ressaltar a importância da preservação de áreas verdes em espaços urbanos
para a melhoria da qualidade de vida.
DURAÇÃO: 2 horas/aulas.
METODOLOGIA:

Motivar os alunos para que observem durante o trajeto da escola para a casa
e vice-versa, locais onde são depositados os lixos, fazendo uma relação dos
materiais encontrados e a forma como poderiam ser reciclados. Fazer o registro
através da escrita no caderno. Os alunos podem utilizar o celular para fazer o
registro visual.

Dividir a turma em pequenos grupos para discutirem e anotarem os registros
realizados.

Se todo o solo da escola for recoberto por concreto ou piso, fazer com que os
alunos discutam os problemas ambientais deste fato e analisar se o entorno da
escola está na mesma condição.

Entregar um sulfite para cada grupo, para que os alunos possam mapear as
árvores e os espaços verdes que estão no entorno da escola e os possíveis
depósitos de lixo a céu aberto. Pedi para que concluam a atividade em equipe
elaborando um pequeno texto sobre o que ficou mais evidente no mapeamento.

Ao final da atividade o professor deverá organizar com os alunos uma roda de
conversa e estabelecer um diálogo a respeito do que foi discutido nos pequenos
grupos. É fundamental oferecer a oportunidade de participação para todos os alunos
e valorizar a sua fala.

Em seguida fazer um painel com os mapas produzidos e um registro coletivo.
No qual o professor poderá utilizar como apoio para conscientizar e refletir como os
alunos sobre: As modificações que ocorrem na paisagem e principalmente no solo
56
acontecem pelas necessidades do homem moderno. E que precisamos ter
consciência das consequências da impermeabilização do solo.
RECURSOS: Papel sulfite e Kraft, tesoura, cola, fita adesiva, pincel atômico.
AVALIAÇÃO: A avaliação será realizada no decorrer das atividades, inicialmente
observando
a
participação
nas
atividades
propostas,
analisando
seus
questionamentos e intervenções, procurando, através do diálogo, perceber se houve
apropriação dos conteúdos. O professor também acompanhará o desenvolvimento
da aula e a resolução das questões apresentadas, fazendo as intervenções
necessárias, sugerindo leituras e retomada de conteúdos, se necessário. A
compreensão e a capacidade de responder as questões da aula corretamente
também auxiliarão no processo de avaliação da aprendizagem em relação ao tema
proposto.
ATIVIDADE 03
Realize os experimento a seguir da Unidade 05.

Experimento nº 07: Infiltração de água no solo.
DURAÇÃO: 2 horas/aulas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:
LIMA, V. C.; LIMA, M. R. de; MELO, V. de F. O solo no meio ambiente:
abordagem para professores do ensino fundamental e médio e alunos do
ensino médio. Universidade Federal do Paraná. Departamento de Solos e
Engenharia Agrícola. Curitiba: Departamento de Solos e Engenharia Agrícola, 2007.
57
Portal
Uol
Educação,
Trabalho
com
Jornal.
Disponível
em:
http://educacao.uol.com.br/planos-de-aula/fundamental/geografia-trabalho-com-ojornal.htm. Acesso em: 29 de novembro de 2016.
Programa Solo na Escola ESALQ – USP, Conservação do solo. Disponível em:
http://solonaescola.blogspot.com.br/search/label/conserva%C3%A7%C3%A3o%20d
o%20solo. Acesso em 10 de novembro de 2016.
Portal G1, Pancadas rápidas de chuva estragam carros e deixam feridos em
Curitiba. Disponível em: http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2016/02/pancadasrapidas-de-chuva-estragam-carros-e-deixam-feridos-em-curitiba.html. Acesso em 29
de novembro de 2016.
58
UNIDADE 05
INTRODUÇÃO:
A unidade propõe a realização de uma sequência de experimentos, tendo
como embasamento didático, o Programa Solo na Escola do Setor de Ciências
Agrárias da Universidade Federal do Paraná.
O mencionado programa caracteriza-se como uma extensão universitária de
ensino de solos no nível fundamental, médio e superior. Apresenta como objetivo
geral a promoção nos professores e estudantes do ensino fundamental e médio,
sobre a “conscientização de que o solo é um componente do ambiente natural que
deve ser adequadamente conhecido e preservado tendo em vista sua importância
para a manutenção do ecossistema terrestre e sobrevivência dos organismos que
dele dependem” (DESEA-UFPR, 2016).
EXPERIMENTO 01: Porosidade do solo
1. OBJETIVOS

Demonstrar a existência de poros no solo;

Demonstrar a infiltração da água no solo ocupando seu espaço poroso.
2. MATERIAIS NECESSÁRIOS: Esponja seca, torrão de solo seco, amostra de
59
pedra, agua, folhas de jornal.
3. PROCEDIMENTOS

Colocar a esponja seca, a pedra, e o torrão de solo seco sobre a mesa forrada
com jornal (Figura 1);
Figura 1. Amostras de esponja, torrão de solo e pedra sobre a folha de jornal.
Foto: Maria Harumi Yoshioka.

Pingar um pouco de água sobre a esponja e observa que acontece. Repetir o
processo com a pedra e com a amostra de solo. Quebre o torrão de solo ao meio
para observar se a umidade penetrou dentro do torrão. Anotar os resultados;

Discutir os resultados em sala junto com os alunos.
60
Figura 2. Observar que o torrão de solo está úmido após receber a água.
Foto: Maria Harumi Yoshioka.
4. QUESTÕES E SUGESTÕES DE ATIVIDADES
Sugere-se a utilização das perguntas abaixo antes de se iniciar o
experimento, para que os alunos possam formular hipóteses do que irá
acontecer, para depois, confrontar com os resultados obtidos após o experimento.
Seria interessante escrever no quadro negro as respostas, antes do experimento
dos alunos, para discutir com os resultados obtidos.
o
O que acontecerá quando vocês jogarem a água sobre a esponja?
Explique.
o
O que acontecerá quando vocês jogarem a água sobre a pedra? Explique.
o
O que acontecerá quando vocês jogarem a água sobre o torrão de solo?
Explique.
o
O torrão de solo vai absorver água como a pedra ou como a esponja?
o
As perguntas sugeridas para os alunos responderem após a obtenção
dos resultados são:

O que aconteceu quando a água foi despejada sobre a esponja? Por quê?

O que aconteceu quando a água foi despejada sobre a pedra? Por quê?

O que aconteceu quando a água foi despejada sobre o torrão de solo seco?
Por quê?

O comportamento do torrão, em relação à absorção da água, se
assemelhou mais com a esponja ou com a pedra? Explique.
61
5. AVALIAÇÃO
A avaliação da experiência pode ser feita a partir de algumas perguntas:

Os alunos conseguiram concluir o experimento?

Os alunos responderam as questões corretamente ou tiveram muita
dificuldade?

Os alunos conseguiram discutir cada pergunta formulada entre eles e/ou com
o professor?

Os resultados alcançados pelos alunos foram satisfatórios no ponto de vista
do professor?
EXPERIMENTO 02: Ar no solo
1. OBJETIVOS

Demonstrar
a
presença
de
ar
no
espaço
poroso
do
solo
e,
consequentemente, que pode haver infiltração de água por esses poros.
2. MATERIAIS NECESSÁRIOS:

Água

Recipiente que deve ser transparente. Evitar vidro, pois este pode quebrar
se derrubado. Pode ser utilizada uma garrafa PET cortada ao meio ou um copo
plástico descartável transparente.

Torrão de solo seco. As amostras de solo devem manter sua estrutura
original e devem ser coletadas em um barranco. Preferencialmente da camada
mais superficial do solo, pois geralmente é mais porosa. As amostras devem ser
62
previamente secas ao ar sobre uma folha de jornal. Deixe no sol para acelerar a
secagem. Não destorroe o solo para esta experiência, mantendo os torrões inteiros.
3. PROCEDIMENTOS

Encher o recipiente com água

Colocar um torrão de solo seco com cuidado (Figura 1). Lembre-se que o
torrão deve estar bem seco, para que seus poros estejam preenchidos com ar, e o
experimento funcione adequadamente.
Figura 1. Colocar cuidadosamente o torrão seco dentro do recipiente transparente
com água.
Foto: Vinicius Macedo Prestes.

Observar que sairão bolhas de ar. Este efeito é bem rápido. Recomenda-se
ter vários torrões secos para demonstrar para aqueles alunos que não conseguiram
ver na primeira tentativa.
63
4. QUESTÕES E SUGESTÕES DE ATIVIDADES
Sugere-se a utilização das perguntas abaixo antes de se iniciar o
experimento, para que os alunos possam formular hipóteses do que irá acontecer,
para depois, confrontar com os resultados obtidos após o experimento. Seria
interessante escrever no quadro negro as respostas dos alunos.

O solo é poroso (como uma esponja) ou é um maciço (como uma rocha)?

Se existe poros no solo, o que há dentro deles?
Após a realização do experimento sugere-se formular algumas perguntas como
aquelas abaixo descritas:

O que aconteceu após a imersão do torrão na água? O que isso indica?

Qual a importância dos poros para a vida da planta?
5. AVALIAÇÃO
A avaliação da experiência pode ser feita a partir de algumas perguntas:

Os alunos conseguiram concluir o experimento?

Os alunos responderam as questões corretamente ou tiveram muita
dificuldade?

Os alunos conseguiram discutir cada pergunta formulada entre eles e/ou entre
o professor?

Os resultados alcançados pelos alunos foram satisfatórios no ponto de vista
do professor?
64
EXPERIMENTO 03: Coleção de cores de solos (Colorteca)
1. OBJETIVOS
 Demonstrar que o solo apresenta diferentes cores;
 Discutir com os alunos a origem destas diferentes cores.
2. MATERIAIS NECESSÁRIOS:

Amostras de solos diferentes com diferentes cores;

Folhas de jornal;

Recipientes plásticos pequenos com tampa;

Etiquetas;
3. PROCEDIMENTOS

Os próprios alunos podem trazer amostras de diferentes solos (e horizontes
destes solos) que existam próximo de suas casas. Mesmo aqueles que moram em
apartamentos podem procurar o solo no jardim do edifício ou em parques e praças
na imediação de sua residência. O professor deve incentivar os alunos a procurar
diferentes cores, para evitar que todos tragam somente amostras de horizonte A
(normalmente escura). Com estas amostras os alunos podem formar uma colorteca
(coleção de cores de solos);
65

Deixar secar as amostras de solo sobre uma folha de jornal;

Guardar as amostras em frascos de plástico com tampa. Os frascos de plástico
são mais adequados, pois são mais difíceis de quebrar. Pode-se colocar uma
pequena etiqueta por fora do frasco indicando o local de coleta da amostra e o
horizonte ou profundidade no qual foi coletado o solo. A identificação do local de
coleta auxilia a discussão das cores encontradas.
5. QUESTÕES E SUGESTÕES DE ATIVIDADES
Sugere-se a utilização das perguntas abaixo antes de se iniciar o
experimento, para que os alunos possam formular hipóteses do que irá acontecer,
para depois, confrontar com os resultados obtidos após o experimento. Seria
interessante escrever no quadro negro as respostas dos alunos.
66

Os solos tem diferentes cores ?

Quais as cores que devem ser encontradas nos solos ?

É possível encontrar diferentes cores de solos em nossa cidade ?
As perguntas sugeridas para os alunos responderem após a obtenção dos
resultados são:

Quais cores de solos foram encontradas em nossa colorteca de solos ?

Por que o solo tem cores diferentes ?

Por que algumas amostras de solos são escuros ?

Por que algumas amostras de solos são vermelhos ou amarelos ?

Por que algumas amostras de solos são acinzentadas ?

Por que algumas amostras de solos são claras ?
6. AVALIAÇÃO
A avaliação da experiência pode ser feita a partir de algumas perguntas:

Os alunos conseguiram concluir o experimento?

Os alunos responderam as questões corretamente ou tiveram muita
dificuldade?

Os alunos conseguiram discutir cada pergunta formulada entre eles
e/ou entre o professor?

Os resultados alcançados pelos alunos foram satisfatórios no ponto de
vista do professor?
67
EXPERIMENTO 04: Formação do solo
1. OBJETIVO

Demonstrar como ocorreu a formação do solo no decorrer do tempo com o
auxílio de uma maquete.
2. MATERIAIS NECESSÁRIOS:

Rocha inteira, que preferencialmente possa ser facilmente quebrada como,
por exemplo, rochas sedimentares (arenito, siltito, argilito, folhelho). Também se
podem usar pedaços de granito ou mármore já cortados, que podem ser
conseguidos como refugo em marmorarias. Caso o professor não consiga encontrar
rochas sedimentares friáveis ou refugos de mármore ou granito, pode-se utilizar
isopor pintado de forma que represente uma rocha;

Pedra brita (aquela de construção), com a cor mais próximo possível da rocha
descrita no item anterior;

Porção superficial mais escura do solo, denominada de horizonte A, seca e
triturada (Figura 1);

Porção vermelha, amarela ou marrom do solo denominada horizonte B, seco
e triturado (Figura 1). Normalmente está situado abaixo do horizonte A, embora
alguns solos não possuam o mesmo. Em geral o horizonte B não é escuro como o
horizonte A, nem apresenta cores mescladas como o horizonte C;

Porção que normalmente apresenta mescla de cores, que pode ou não conter
presença de fragmentos de rocha, do solo denominado de horizonte C, seco e
triturado (Figura 1). Normalmente este é o último horizonte antes da rocha, mas em
68
solos muito profundos pode não estar aparecendo no perfil, pois o horizonte B pode
ser muito espesso.

Caixa de madeira, de papelão ou plástico resistente que possa ser dividida
em partes iguais, para que nela possa ser representada a evolução da formação do
solo (tamanho aproximado de 30 x 50 cm, podendo ser um pouco maior ou menor);

Cola branca escolar;

Borrifador de água;
Figura 1. Perfil de solo em Pinhais (PR) mostrando os diferentes horizontes
encontrados.
Foto: Marcelo Ricardo de Lima.

Preferencialmente as amostras de horizonte A, B e C devem ser coletadas em
algum barranco situado nas proximidades da escola, desde que não tenha sido
69
anteriormente alterado por terraplanagens ou aterros. Se não há risco à segurança
dos alunos, seria interessante que os próprios participassem na coleta das amostras
no barranco. Caso as amostras estejam úmidas, deixar secando ao sol por 12 horas.
Contudo, se não há um barranco dentro da escola, ou nas suas proximidades, o
próprio professor deve coletar as amostras dos horizontes A, B e C, antes da aula,
mas se possível deve apresentar aos alunos uma foto do solo onde foi coletado.
3. PROCEDIMENTOS

Caso a caixa (madeira, papelão) não tenha divisórias, a mesmo deve ser
dividido em 5 partes iguais de 10 cm de largura (preferencialmente). Em cada
marca de 10 cm colocar um separador, que pode ser feito de madeira, papelão,
sua função será de impedir mistura de materiais. A caixa não precisa ser muito
profunda.

Lapidar, com uma ferramenta cortante, pedaços da rocha sedimentar friável
nas medidas de 10 cm de largura por 2 cm de espessura. Esta etapa deve ser feita
apenas por uma pessoa adulta, pois envolve o risco de ferimentos, por manusear
com material cortante.

No 1º espaço da caixa (à esquerda) colocam-se apenas pedaços de rocha.

No 2º espaço colocam-se, de baixo para cima, mais pedaços de rocha (⅔ do
que havia antes), um pouco de rocha fragmentada (utilizar a pedra brita), e 5 cm de
material do horizonte A (solo de coloração mais escura) seco e destorroado.

No 3º espaço colocar, de baixo para cima: pedaços de rocha (⅓ do inicial),
rocha fragmentada (pedra brita), horizonte C e horizonte A.

No 4º espaço colocar, de baixo para cima, pedaços de rocha inteira, rocha
fragmentada (pedra brita), horizonte C (maior que o horizonte B), horizonte B e
horizonte A.

No 5º espaço (na direita) colocar, de baixo para cima, pedaços de rocha
inteira, rocha fragmentada (pedra brita), horizonte C, horizonte B (maior que o
horizonte C) e horizonte A (Figura 2).
70
Figura 2. Etapa final da montagem da maquete.
Foto Jéssica Cristina Lozovei.

Para fixação dos materiais borrifar diversas vezes com solução de 50% de
cola branca e 50% de água (Figura 3). Talvez seja necessário deixar secar e
aplicar mais após um dia.
Figura3. Aplicação da mistura de água (50%) + cola (50%) sobre as amostras
para fixação da maquete.
71

O aspecto final desta maquete é observado na (Figura 4). Podem-se colocar
etiquetas para identificação de cada horizonte de solo.
Figura 4. Aspecto da maquete elaborada pela Profa. Noely Maria Lesnau com
seus alunos no Colégio Estadual para Surdos Alcindo Fanaya Júnior. Fonte:
Lesnau et al. (2014).
4. QUESTÕES E SUGESTÕES DE ATIVIDADES
Após a montagem da maquete, podem ser feitas perguntas para os
alunos, e assim o professor ter ideia da assimilação do conteúdo que foi feita
por eles:

De onde vem o solo?

Qual é o horizonte mais jovem do solo? E o mais antigo?

Quanto tempo leva para formar um solo?
5. AVALIAÇÃO
A avaliação da experiência pode ser feita a partir de algumas perguntas:
72

O professor e os alunos conseguiram montar a maquete a contento?

Os alunos responderam as questões corretamente ou tiveram muita
dificuldade?

Os alunos conseguiram discutir cada pergunta formulada entre eles e/ou entre
o professor?

Os resultados alcançados pelos alunos foram satisfatórios no ponto de vista
do professor?
EXPERIMENTO 05: Impacto da gota de chuva no solo
1.
OBJETIVOS

Demonstrar o início da erosão hídrica do solo causada pelo impacto da gota
de chuva;

Discutir fatores que causam a erosão hídrica do solo;

Discutir os efeitos da erosão hídrica;

Discutir sobre os problemas ambientais causadas pela erosão hídrica;
2.
MATERIAIS NECESSÁRIOS:

2 garrafas plásticas (PET) de 2 L;

1 garrafa plástica (PET) de 500 mL;

Aproximadamente 2 kg de solo;
73

Um tufo de grama de jardim com solo aproximadamente do mesmo diâmetro
da garrafa PET. Pode-se utilizar uma faca firme ou uma pá de jardinagem para
cortar o tufo de grama;

2 folhas de papel sulfite de cor branca;

Fita adesiva transparente.
3.
PROCEDIMENTOS

Cortar 2 garrafas PET ao meio, preservando a parte de baixo;

Em uma das garrafas PET cortadas colocar apenas solo; e na outra garrafa
PET cortada colocar solo e o tufo de grama na superfície;

Envolver as garrafas com o papel sulfite, fixando com fita adesiva
transparente (Figura 1);
Figura 1. Garrafas PET envolvidas com papel sulfite branco. Foto: Bruna Ohana da
Silva.

Encher a garrafa PET 500 mL com água. Esta garrafa servirá para similar a
chuva no solo.
74

A garrafa PET de 500 mL, cheia de água, deve ser inclinada na horizontal e
aberta a tampa parcialmente, para simular gotas de chuva, e deve ser mantida uma
altura de no mínimo 0,5 m entre a garrafa com água e as garrafas com solo. Quanto
mais alto estiver a garrafa que simula a chuva, melhor será o resultado do
experimento. Primeiro simule a chuva sobre o solo coberto com grama, e depois
sobre o solo descoberto;

Os alunos devem registrar se houve deposição de partículas na folha sulfite,
evidenciando o efeito do impacto da gota de chuva no solo coberto e descoberto
(Figura 2).
Figura 2. Resultado do experimento, no qual se deve observar a quantidade de
solo desagregado, evidenciado no papel sulfite. Foto: Bruna Ohana da Silva.
4.
QUESTÕES E SUGESTÕES DE ATIVIDADES
Sugere-se a utilização das perguntas abaixo antes de se iniciar o
experimento, para que os alunos possam formular hipóteses do que irá acontecer,
para depois, confrontar com os resultados obtidos após o experimento. Seria
interessante escrever as respostas dos alunos.

Qual a diferença na cobertura do solo nas duas garrafas plásticas
apresentadas?

Quando simular a chuva em cada uma das garrafas, o que irá acontecer?

Alguma sugestão sobre o motivo dos resultados que poderão ser obtidos?
75
As perguntas sugeridas para os alunos responderem após a obtenção dos
resultados são:

O que se observou em cada papel sulfite?

Em qual garrafa houve maior desagregação do solo?

É importante para o meio ambiente manter o solo coberto? Por quê?

Onde vai parar o solo que é perdido pela erosão?
5.
AVALIAÇÃO
A avaliação da experiência pode ser feita a partir de algumas perguntas:

Os alunos conseguiram concluir o experimento?

Os alunos responderam as questões corretamente ou tiveram muita
dificuldade?

Os alunos conseguiram discutir cada pergunta formulada entre eles
e/ou entre o professor?

Os resultados alcançados pelos alunos foram satisfatórios no ponto
de vista do professor?
EXPERIMENTO 06: O solo como um filtro
1. OBJETIVOS

Demonstrar a capacidade do solo em agir como um filtro de poluentes e
contaminantes do meio ambiente;
76

Discutir o resultado obtido, abordando os atributos do solo que contribuem
para a maior retenção de poluentes.
2. MATERIAIS NECESSÁRIOS

Duas amostras de solo: uma arenosa e outra argilosa (aproximadamente
300 g ou o necessário para completar o volume da garrafa). Caso não tenha
amostra de solo arenoso, pode ser utilizada areia de construção, mas neste caso
deve ser indicado aos alunos que a comparação é entre solo e areia. Não deve ser
usada massa cerâmica (popularmente conhecida como “argila” de modelar) nesta
experiência;

Folhas de jornal;

Rolo de macarrão velho ou garrafas de vidro;

Três garrafas PET de 2 L limpas e sem rótulo;

Tesoura. Apenas o professor deve utilizar a tesoura para evitar acidentes.

Dois círculos pequenos de tecido (aproximadamente 7 cm de diâmetro, ou o
tamanho necessário para vedar o gargalo da garrafa PET);

Pedaço de barbante ou elástico;

Metade de uma beterraba média;

Liquidificador;

Peneira.
3. PROCEDIMENTOS
PREPARO DO SOLO
77

Colocar as amostras de solo para secar sobre as folhas de jornal por alguns
dias ao ar livre em local seco. Após a secagem, passar uma garrafa de vidro ou
rolo de macarrão velho, com objetivo de destorroar um pouco as amostras, para
que isso não interfira no resultado final do experimento.
PREPARO DAS GARRAFAS

Com a tesoura corte a garrafa PET aproximadamente na metade da mesma.
Esta etapa deve ser feita pelo professor, pois envolve o uso de material perfuro
cortante.

Prender o tecido no gargalo da garrafa PET com o barbante ou elástico de
forma que o tecido fique firme.

Montar o experimento de modo que a parte superior fique como um funil
encaixado na parte inferior da garrafa.

Preencher o funil com as amostras de solo secas, anteriormente preparadas.
Em um funil será colocado o solo argiloso e em outro o solo arenoso. Deve ser
colocada uma quantidade de solo que não complete totalmente o funil, deixando
uma borda de no mínimo 2 cm.
PREPARO DO CORANTE

Cortar a beterraba em cubos e transferi-la para um liquidificador contendo 1
L de água. Fechar a tampa do liquidificador e bater por aproximadamente 2
minutos.

Coar a mistura utilizando uma peneira , reservar o bagaço (fibras retidas) e,
transferir o volume coado para uma garrafa PET de 2 L completando o seu volume
de água.
78

Por se tratar de um corante natural que pode sofrer degradação dos
compostos
que
expressam
a
cor
vermelha.
Assim,
recomenda-se
o
armazenamento em geladeira por no máximo três dias.
REALIZAÇÃO DO EXPERIMENTO

Antes da realização é importante que tenha um diálogo com os alunos,
procurando levantar hipóteses sobre o que vai acontecer (ver o item 3 deste roteiro).
Colocar lado a lado os funis contendo o solo arenoso e argiloso e adicionar a mesma
quantidade do corante de beterraba (Figura 1A e 1B, respectivamente). O volume a
ser utilizado depende do tamanho da garrafa PET utilizada. Se for uma garrafa de 2
litros é aproximadamente 200 ml. Observar a velocidade que vai ser filtrada a
solução e a coloração que vai sair.
Figura 1. Experimento sendo realizado: solução com corante foi adicionada
na amostra de solo arenoso (A) e argiloso (B). Foto: Eloana J. Bonfleur.
79

O resultado provável deste experimento é que a solução deve sair mais
rápida e mais vermelha na amostra de solo arenoso (Figura 2). Na amostra de solo
argiloso, a solução será filtrada mais lentamente e sua coloração será um vermelho
mais claro.
Figura 2. Comparativo entre a coloração do filtrado do solo argiloso e
arenoso. Foto: Eloana J. Bonfleur
4. QUESTÕES E SUGESTÕES DE ATIVIDADES
Sugere-se a utilização das perguntas abaixo antes de se iniciar o
experimento, para que os alunos possam ter ideia do que irá acontecer, para
depois, confrontar com os resultados obtidos após o experimento. Seria
interessante escrever no quadro negro as respostas dos alunos.
80

Por que a água se infiltrou (penetrou) nas duas amostras de solo e não ficou
parada na superfície?

Em qual das amostras a água começou a pingar antes? Por quê?

Em qual das amostras a água pingou mais (quanto foi liberado)? Tente
explicar o que houve;

Qual a aparência da água que está saindo de cada uma das amostras?

Qual tipo de solo foi mais eficiente para filtrar o “poluente” e evitar que ele
chegue ao lençol freático?
5. AVALIAÇÃO
A avaliação da experiência pode ser feita a partir de algumas perguntas:

Os alunos conseguiram concluir o experimento?

Os alunos responderam as questões corretamente ou tiveram muita
dificuldade?

Os alunos conseguiram discutir cada pergunta formulada entre eles e/ou entre
o professor?

Os resultados alcançados pelos alunos foram satisfatórios no ponto de vista
do professor?
81
EXPERIMENTO 07: Infiltração da água no solo
1. OBJETIVOS

Demonstrar a capacidade de infiltração e retenção da água em diferentes
tipos de solo;

Demonstrar a importância da matéria orgânica na retenção da água.
2. MATERIAIS NECESSÁRIOS

2 copos (pode ser aqueles de massa de tomate ou requeijão de 200 mL) de
uma amostra seca de solo arenoso. Na falta deste pode ser utilizada areia de
construção;

2 copos de uma amostra seca de solo argiloso. Não é para utilizar massa
cerâmica (também conhecida por “argila de modelar”);

2 copos de uma amostra seca de solo de uma floresta (solo de mata – pode
ser coletado em parques). É importante a presença da matéria orgânica e a textura
deste solo deve ser o mais argiloso possível;

3 garrafas plásticas descartáveis transparentes (de refrigerante – tipo PET de
2 L sem o rótulo);

Pedaços de tecido ou pano;

Barbante ou elástico;

Água;

Tesoura sem ponta;

Canetinha;
82

Jornais velhos;

1 copo de 200 mL (pode ser aqueles de massa de tomate ou requeijão).
3. PROCEDIMENTOS

Espalhar e deixar as amostras de solos secando por alguns dias sobre
algumas folhas de jornal ao ar livre, de preferência ao sol;

Preparar as garrafas plásticas cortando-as com a tesoura no meio. Esta
etapa deve ser feita sempre por um adulto, pois envolve o uso de instrumento de
corte com ponta. A parte da boca da garrafa será utilizada como um funil, e o fundo
desta como o suporte (Figura 1);
Figura 1. Montagem do experimento com as duas metades da garrafa PET de 2 L
cortada ao meio. Desenho: Maria Harumi Yoshioka.

Prender bem o tecido com o barbante ou elástico na extremidade de cada
garrafa-funil (na boca desta);

Colocar cada garrafa-funil sobre seu suporte que é a outra parte da garrafa
cortada (o fundo), de modo que fique apoiada (Figura 2);
83
Figura 2. Montagem das três garrafas PET de 2 L, cortadas ao meio, e com os
pedaços de tecido fixados com elásticos. Foto: Maria Harumi Yoshioka.

Numerar as garrafas-funil (01, 02, 03);

Encher cada garrafa-funil com um tipo de amostra de solo já preparada
anteriormente, colocando 2 copos de cada solo. A garrafa 1 com a amostra do solo
arenoso. A garrafa 2 com o solo argiloso e a garrafa 3 com o solo de mata;

Encher cada garrafa-funil com a mesma quantidade de água ou 2 copos em
cada uma das garrafas. Deve ser adicionada a água ao mesmo tempo em todos os
solos para comparar o tempo de infiltração;

Observar e anotar quanto tempo a água demorou para começar a pingar de
cada garrafa-funil;

Observar e anotar quanto tempo a água ficou pingando e o quanto dela foi
liberado em cada amostra de solo, marcando com uma canetinha em seu suporte
(parte da garrafa que está recebendo a água que pinga do solo);

Observar a cor da água que está pingando;

Comparar os resultados obtidos e discutir em sala de aula.
84
4. QUESTÕES E SUGESTÕES DE ATIVIDADES
Sugere-se a utilização das perguntas abaixo antes de se iniciar o
experimento, para que os alunos possam formular hipóteses do que irá acontecer,
para depois, confrontar com os resultados obtidos após o experimento. Seria
interessante escrever no quadro negro as respostas dos alunos.

Quando se jogar a água sobre as amostras, ela se infiltrará (entrará nestes
solos) ou ficará ali parada?

Em qual das amostras a água vai começar a pingar antes?

Em qual das amostras a água vai pingar por mais tempo?

Qual amostra pingará mais água?

Qual das amostras demorará mais tempo para começar a pingar a água?

A água que sair das amostras será cristalina ou terá uma outra coloração?

Qual das três amostras armazenará mais água?

Qual dessas amostras pode ser melhor para as plantas terem e absorverem
água para seu desenvolvimento e sobrevivência?

Qual solo poderá inundar com uma chuva forte, o arenoso ou argiloso?
As perguntas sugeridas para os alunos responderem após a obtenção dos
resultados são:

Por que a água se infiltrou (penetrou) nas três amostras de solo e não ficou ali
parada?

Em qual das amostras a água começou a pingar antes? Por quê?

Em qual das amostras a água pingou por mais tempo? Por quê?

Em qual das amostras a água pingou mais (quanto foi liberado)? Tente
explicar o que houve.
85

Em qual das amostras a água demorou mais para começar a pingar? Por
quê?

O que aconteceu na amostra de solo com matéria orgânica?

Qual a aparência da água que está saindo de cada uma das amostras?

Qual das três amostras armazena mais água? Tente explicar o que houve.

A partir dos resultados obtidos, diga qual é a melhor amostra para as plantas
terem e absorverem água para o seu crescimento e sobrevivência? Tente explicar
o que houve.

A partir da interpretação dos resultados obtidos com o experimento, imagine
que na horta ou jardim da sua escola tem apenas dois tipos de solo. De um lado
um solo arenoso e do outro lado um solo argiloso e de repente começou a chover
muito. Em qual dos solos vai ocorrer a inundação do terreno? Tente explicar o que
houve.
5. AVALIAÇÃO:
A avaliação da experiência pode ser feita a partir de algumas perguntas:

Os alunos conseguiram concluir o experimento?

Os alunos responderam as questões corretamente ou tiveram muita
dificuldade?

Os alunos conseguiram discutir cada pergunta formulada entre eles e/ou entre
o professor?

Os resultados alcançados pelos alunos foram satisfatórios no ponto de vista
do professor?
86
EXPERIMENTO 08: Cobertura do solo e redução da erosão
1. OBJETIVOS

Demonstrar o que é a erosão entre sulcos (ou laminar) no solo;

Discutir a importância da cobertura do solo na redução da erosão entre sulcos
(ou laminar);

Discutir sobre os problemas ambientais causadas pela erosão hídrica.
2. MATERIAIS NECESSÁRIOS

3 garrafas plásticas (PET) de água de 5 L;

3 garrafas plásticas (PET) de 2 L;

Aproximadamente 4 kg de solo destorroado;

Touceira de grama do tamanho da garrafa PET de 5 L, que pode ser
cortada com o auxílio de uma pá cortadeira (pá reta) em um jardim;

Restos de plantas para ser utilizado como palhada morta (folhas, raízes,
caules em decomposição). Podem ser usadas folhas varridas do jardim, restos
de grama cortada ou de poda de árvores;

Tesoura com ponta (somente o professor deve manusear a mesma);

Pedaço de madeira com aproximadamente 90 cm de comprimento, 10
cm de largura e 5 cm de altura;

Regador.
87
3. PROCEDIMENTOS

Cortar um retângulo na parte superior das três garrafas plásticas de
água 5 L com o auxílio da tesoura com ponta (Figura 1). Sugere-se ao
professor cortar as garrafas antes da aula para evitar que os alunos
manuseiem materiais cortantes;
Figura 1. Corte das garrafas PET de 5 L para montagem do experimento.
Foto: Bruna Ohana da Silva.

Cortar as 3 garrafas PET 2 L no meio, preservando a parte inferior .
Sugere-se ao professor cortar as garrafas antes da aula para evitar que os
alunos manuseiem materiais cortantes;

Na primeira garrafas plásticas de água 5 L, coloca-se uma touceira de
grama com solo. Procure colocar com cuidado a grama, procurando
88
conservar ao máximo a touceira, e sem destorroar a mesma, para não afetar
o resultado do experimento.

Na segunda garrafa colocar 2 kg de solo em cada garrafa plástica de
5 L, até aproximadamente na altura da tampa da garrafa e, em seguida
colocar os restos de plantas nas superfície até cobrir completamente o solo,
ficando uma boa camada de resíduos;

Na terceira garrafa apenas colocar cerca de 2 kg de solo destorroado,
e manter somente o solo sem nenhuma cobertura.

Colocar as três garrafas montadas lado a lado (Figura 2) sobre uma
mesa que possa ser molhada. Preferencialmente o experimento deve ser
montado fora da sala de aula para evitar sujar as carteiras ou o chão.
Figura 2. Garrafas de PET de 5 L preenchidas com grama (esquerda), resíduos
vegetais cobrindo o solo (centro) e solo sem cobertura (direita). Foto: Bruna Ohana
da Silva.

Apoiar as 3 garrafas plásticas de 5 L com o pedaço de madeira, para
criar uma inclinação (Figura 3), que fará com que a água escorra através da
boca da garrafa;
89
Figura 3. Detalhe da inclinação das garrafas de 5 L para facilitar a saída da água.
Foto: Bruna Ohana da Silva

Posicionar as 3 garrafas PET de 2 L cortadas, uma embaixo da boca
de cada uma das garrafas plásticas de 5 L;

Adicionar água, com um regador, através da abertura retangular feita
na parte superior de cada garrafa plástica de 5 L, simulando a chuva.
Procure adicionar quantidade semelhante de água nas três garrafas de 5 L
para começar a escorrer pela boca das garrafas;

Os alunos devem registrar a coloração da água que foi recebida nas
garrafas cortadas de 2 L, e se houve ou não perda de solo (Figura 4);
Figura 4. Resultado do experimento, no qual se deve observar a quantidade de água
perdida, a coloração da água e se há ou não perda visual de solo. Na esquerda o resultado
do solo com cobertura vegetal, no meio com cobertura morta, e à direita sem cobertura.
Foto: Bruna Ohana da Silva.
90
4. QUESTÕES E SUGESTÕES DE ATIVIDADES
Sugere-se a utilização das perguntas abaixo antes de se iniciar o
experimento, para que os alunos possam formular hipóteses do que irá acontecer,
para depois, confrontar com os resultados obtidos após o experimento. Seria
interessante escrever as respostas dos alunos no quadro ou no caderno.

Qual a diferença entre a cobertura do solo nas garrafas de 5 L apresentadas?

Quando simular a chuva em cada uma das garrafas de 5 L, o que irá
acontecer?

Qual garrafa de 5 L irá perder mais solo?
As perguntas sugeridas para os alunos responderem após a
obtenção dos resultados são:

O que se observou em cada garrafa?

Em qual garrafa houve maior perda de solo? E menor?

Por que em uma das garrafas houve menor perda de solo?

É importante para o meio ambiente manter o solo coberto? Por quê?

Onde vai parar o solo que é perdido pela erosão?

Quais são as consequências da erosão hídrica?
5. AVALIAÇÃO
A avaliação da experiência pode ser feita a partir de algumas
perguntas:

Os alunos conseguiram concluir o experimento?

Os alunos responderam as questões corretamente ou tiveram muita
dificuldade?
91

Os alunos conseguiram discutir cada pergunta formulada entre eles
e/ou entre o professor?

Os resultados alcançados pelos alunos foram satisfatórios no ponto
de vista do professor?
REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA
http://www.escola.agrarias.ufpr.br/index_arquivos/experimentoteca.htm
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