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patologia apresetação infecções fúngicas

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PATOLOGIA
INFECÇÕES
FÚNGICAS
OPORTUNISTAS
Fungos patogênicos primários
• Conseguem invadir os tecidos de um
hospedeiro normal
Visão geral das
infecções
fúngicas
Fungos patogênicos oportunistas
• Somente são invasores de tecido de
indivíduo imunocomprometidos
Candida albicans e leveduras do gênero
Malassezia: são constituintes de nossa
microbiota normal
• Os demais patogênicos vivem sapróbios na
natureza
FACULDADE DE MEDICINA DE TAUBATÉ
Infecções fúngicas oportunistas
Muitos fungos são
oportunistas e não são em
geral patogênicos, exceto em
um hospedeiro comprometido.
Micoses sistêmicas que afetam gravemente pacientes imunocomprometidos com
frequência têm apresentações agudas com pneumonias rapidamente progressivas,
fungemia, ou manifestações de disseminação extrapulmonar.
Causas de imunidade comprometida:
• AIDS, azotemia, diabetes melito,
bronquiectasias, enfisemas, tuberculose,
linfoma, leucemia, outras malignidades
hematológicas, queimaduras e terapia com
corticoides, imunossupressores, ou
antimetabólitos.
EPIDEMIOLOGIA DAS
INFECÇÕES FÚNGICAS
Porta de entrada:
– Ruptura de barreiras do
hospedeiro
– Via inalatória
– Acidente laboratorial
– Inoculação por
traumatismo
- Fragmento vegetal
contaminado
Aspergilose
CAUSADA POR:
Transmissão:
Fatores de risco:
Aspergillus fumigatus
Aspergillus flavus
Aspergillus niger (Solo e
lugares úmidos)
Uso prolongado de antibióticos
Corticosteróides
Agentes imunossupressores
Radioterapia
Aids
Doença de Hodgkin
Leucemia
Alcoolismo
DPOC
Tuberculose - Aspergiloma
Inalação de esporos
Entidades clínicas:
Aspergiloma
- Colonização da árvore bronquica e atelectasia/ Mistura de hifas, fibrina e
exsudato pulmonar / Cavitação (tuberculose ou outras doença cavitária)
Aspergilose bronco-pulmonar
alérgica
Aspergilose invasiva
Endofitalmite (acidentes)
- Dispnéia / Sibilos / Tosse produtiva / Dor pleurítica / Febre
Invasão de vasos / Flebites / Tromboses / Infartos / Transplante de orgãos
Lesões pulmonares, Grocott
(Grocott - técnica de impregnação pela prata
que demonstra os fungos na cor marrom escura)
As hifas septadas
guardam notável
semelhança com
gomos de bambu,
aparecendo ocas em
corte transversal. Isto
se deve a que a técnica
impregna apenas a
parede externa do
parasita, ficando o
citoplasma da célula
fúngica sem corar.
Uma importante
característica do
gênero Aspergillus é a
regularidade do
diâmetro das hifas, e
nisto contrasta com a
mucormicose, onde as
hifas são de diâmetro
variável,
freqüentemente muito
espessas.
Aspergilose sistêmica
Fígado e baço aumentados de
volume (hepatoesplenomegalia).
Intensa impregnação biliar do
fígado, associada à intensa
icterícia. O aumento do baço é
inespecífico, geralmente referido
como esplenite aguda. É comum
em septicemias, e deve-se à maior
fagocitose de restos celulares por
macrófagos esplênicos.
Mucosa gástrica com
lesões hemorrágicas
elevadas. Aspecto
semelhante
no intestino (quadro
abaixo). Fígado e
baçoaumentados de
volume. Intensa
impregnação biliar
do fígado.
No coração - lesões
vegetantes no átrio E,
correspondendo a trombos
com colônias de Aspergillus
sp. Presumivelmente a partir
daí deu-se a disseminação
sistêmica dos parasitas.
Lesões
intraparenquimatosas
necro-hemorrágicas
múltiplas, algumas
associadas a focos de
meningite aguda
purulenta localizada
(exsudato de cor verde no
espaço subaracnóideo
recobrindo o sulco)
PULMÃO: fungos crescendo na
superfície de cartilagem brônquica. É
notável a capacidade invasiva dos
parasitas.
Criptococose
Cryptococcus neoformans
Um fungo arredondado (levedura), com diâmetro de 4 a 7 mm, que
se reproduz por brotamento simples. O fungo é circundado por
espessa cápsula gelatinosa mucopolissacarídica (3 a 5 mm), que se
cora com o PAS ou mucicarmim.
Fatores de risco
- Imunossupressão: aids,
neoplasias do sistema
linfóide
- Imunocompetentes
Manifestações clínicas
Contaminação
- Inalação de esporos
contidos em excretas de
pombos
- Infecção pulmonar primária
assintomática
- Acometimento SNC meningoencefalite
(cefaléia, irritabilidade, confusão
mental até coma, náuseas, vômitos,
paresias de nervos cranianos e edema
de papila. Há também febre e rigidez
de nuca)
Macroscopicamente, a grande quantidade
de fungos que preenche o espaço
subaracnóideo dá aspecto gelatinoso ao
líquor. Os fungos se introduzem também
nos espaços de Virchow-Robin, em torno
dos vasos que penetram no tecido nervoso, e
aí proliferam, comprimindo-os.
Na superfície de corte, a presença de fungos
nesta localização é notada como pequenos
cistos de conteúdo gelatinoso, geralmente
nos núcleos da base e no córtex cerebral,
que são muito sugestivos da etiologia
criptococócica. A dificuldade na circulação
liquórica pode levar a dilatação ventricular.
Os pacientes morrem por edema cerebral,
hipertensão intracraniana e hérnias.
Microscopicamente, a meningite
criptococócica se caracteriza
pela abundância de parasitas que se
multiplicam encontrando muito pouca
resistência. A cápsula
mucopolissacarídica tem papel
fundamental na patogenicidade do fungo,
inibindo a fagocitose e adsorvendo e
neutralizando anticorpos. A reação
inflamatória é mínima.
Diagnóstico: pesquisa dos fungos no líquor pela técnica da tinta nanquim.
Usa-se um centrifugado do líquor, adicionado de gotas de tinta e examinado ao
microscópico entre lâmina e lamínula.
A tinta preenche os espaços entre os fungos, dando um fundo negro contra o qual estes
se destacam. Há pleocitose linfomonocitária, hiperproteinoraquia e hipoglicoraquia.
Candidíase
Manifestações clínicas
Candida albicans
CONTAMINAÇÃO
É uma espécie de fungo diplóide que, reside no intestino, pele,
vagina e boca e que causa, oportunamente, alguns tipos de
infecção oral e vaginal nos seres humanos.
Prurido
Dispareunia
Ardor
Eliminação de um corrimento
vaginal em grumos semelhante
à nata de leite
Microabscessos renais por Candida
LESÕES INTERSTICIAIS
LESÕES TUBULARES
LESÕES GLOMERULARES
Um de um paciente aidético que apresentou infecção sistêmica pelo fungo Candida albicans. A Candida é um fungo oportunista, de
poder patogênico baixo. Somente ataca indivíduos cujas defesas foram reduzidas, ou quando há desequilíbrio da flora por
antibioticoterapia. Este corte de rim foi corado por Grocott, uma técnica de impregnação pela prata que demonstra os fungos na cor
marrom escura. Os fungos deste gênero assumem duas formas: leveduras (arredondadas) ou hifas (compridas). O tecido é também
corado por vermelho neutro, um corante suave que apenas delineia as estruturas (um corante mais forte poderia prejudicar a
visualização dos parasitas). As células em volta dos fungos são neutrófilos, constituindo portanto abscessos. Há também fungos
em glomérulos, inclusive no espaço de Bowman, e na luz de alguns túbulos.
Pneumocistose
Pneumocystis jiroveci
FATORES DE RISCO:
- Episódios prévios
- Contagem CD4<200 mm³
- Outros importantes
fatores de risco para a
doença
seriam: candidíase oral,
febre de origem
indeterminada, sudorese
noturna e perda ponderal
inexplicada.
TRANSMISSÃO:
Inalatória - inter humana
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:
Febre
Fadiga
Tosse Seca
Dispnéia -> Insuficiência Respiratória
PNEUMONITE
HIPOXEMIA
Patogenia/Fisiopatologia:
A exposição ao patógeno se dá nos primeiros anos de vida (geralmente entre 3 e 4
anos), mas não ocorre doença pois o sistema imune consegue conter a infecção. A
pneumocistose se desenvolve por reativação do patógeno já adquirido, e isso
acontece quando há imunossupressão do hospedeiro, quando as defesas celular e
humoral estão comprometidas, não conseguindo conter o microorganismo.
Trata-se de uma pneumonite intersticial, onde o patógeno se adere firmemente aos
alveolócitos tipo I e se prolifera. Com isso, há formação de exsudato alveolar
espumoso, composto de membranas celulares degeneradas do fungo, surfactante,
proteínas do hospedeiro e macrófagos alveolares. Ocorre também hipertrofia septal e
aumento da permeabilidade alvéolo-capilar, podendo, em casos mais graves, ocorrer
formação de membrana hialina e desenvolvimento de SARA (Síndrome da Angústia
Respiratória Aguda).
Devido às alterações supracitadas, há uma disfunção nas trocas gasosas. Ocorre
diminuição da capacidade de difusão da membrana, da complacência pulmonar e das
capacidades pulmonares total e vital.
HISTO-PATOLÓGICO
É necessária demonstração histopatológica do organismo para a
confirmação do diagnóstico. Utiliza-se coloração metenamina-prata,
Giemsa, Wright-Giemsa, Grocott modificado, Weigert-Gram ou com
anticorpo monoclonal. Habitualmente, obtêm-se espécimes de escarro
pela indução deste ou por broncoscopia. A sensibilidade varia de 30 a
80% para a indução do escarro e é > 95% para a broncoscopia com lavado
broncoalveolar.
Os cistos de Pneumocystis jirovecii são de parede espessa,
arredondados e com tamanho aproximado de 5-8 µm, embora
também existam cistos de paredes finas. Os cistos contêm até oito
corpos intracísticos. Precistos também foram descritos para este
organismo. Os precissores são esféricos, com diâmetro de 4-7 µm e
não contêm corpos intracísticos (mas podem conter um ou mais
núcleos). Cistos são encontrados nos pulmões e em muitas outras
amostras extrapulmonares, especialmente em pacientes
imunocomprometidos.
A, B: Cistos de P. jirovecii no tecido pulmonar, corados com prata
metenamina e hematoxilina e eosina (H & E). As paredes dos
cistos estão manchadas de preto; os corpos intracísticos não são
visíveis com esta mancha.
Ciclo do
Pneumocystis jirovecii:
Esses fungos são encontrados nos pulmões de mamíferos, onde
residem sem causar infecção evidente até que o sistema imunológico
do hospedeiro se torne debilitado. Então, uma pneumonia muitas vezes
letal pode resultar.
Fase assexuada: formas tróficas replicam - se por mitose para.
Fase sexual: formas tróficas haploides conjugam-se e produzem um
zigoto ou esporocito (cisto precoce). O zigoto sofre meiose e
subsequente mitose para produzir oito núcleos haploides (cisto de fase
tardia). Esporos exibem formas diferentes (como formas esféricas e
alongadas).
É postulado que o alongamento dos esporos precede a liberação do
estojo de esporos. Acredita-se que a liberação ocorre através de um
aluguel na parede celular. Após a liberação, o estojo de esporos vazio
geralmente colapsa, mas retém algum citoplasma residual. Um
estágio trófico, onde os organismos provavelmente se multiplicam
por fissão binária, também é reconhecido por existir. O organismo
causa doença em indivíduos imunossuprimidos.
Espaço reservado para texto
RAIO X
Paracoccidioidomicose
Paracoccidioides brasiliensis
– Forma filamentosa
SINAIS E SINTOMAS
Granulomas (limitam a disseminação das leveduras)
Pneumonia, com febre, sudorese, tosse e
expectoração e falta de ar.
Pode haver disseminação do fungo, mesmo na
ausência de sintomas pulmonares, com infecção de
órgãos e formação de granulomas levando a úlceras
vermelhas na pele e mucosas, particularmente na boca
e nariz, que serão talvez os sintomas mais comuns da
doença.
Por vezes há limitação da doença ao pulmão sem
resolução, desenvolvendo-se um quadro clínico
semelhante ao da tuberculose.
– Forma leveduriforme
"Doença do Capim":
Fungo ascomiceto dimórfico
Encontrada no solo, madeira
e superfície de vegetais
Encontrada no ser humano e
em outros animais infectados
Infecção somente por inalação da forma filamentosa!
Por isso, não há transmissão inter-humana
CORTE IMPREGNADO PELA PRATA PELA
TÉCNICA DE GROCOTT
O método de Grocott é simples, e cora a
parede celular do fungo em marrom. Isto
permite visualizar mais detalhes que em
HE, especialmente o processo de
reprodução do fungo, por brotamento
múltiplo ou criptoesporulação,
patognomônico da espécie.
Fisiopatologia
Uma vez inalada, a forma filamentosa
rapidamente se transforma na
leveduriforme e inicia sua multiplicação
por brotamento.
• Dissemina-se do pulmão para o
organismo pelas vias linfática e
sanguínea.
• Pode acometer qualquer órgão, sendo
mais frequente o envolvimento do
pulmão, laringe, pele, mucosas,
linfonodos, baço, fígado e adrenais.
• Induz resposta imune do tipo
granulomatosa
O controle da infecção depende da
resposta imune celular (Th1)
– Síntese de citocinas que ativam
macrófagos e linfócitos T (CD4+ e CD8+) ->
granulomas compactos
• Formas mais graves predominam
resposta imune Th2
– Ativação de linfócitos B e
hipergamaglobulinemia
– AC ++++ específicos
• Persistência de leveduras nos
granulomas (quiescência) – Recidivas
após vários anos
DIAGNÓSTICO
COMPLEMENTAR
Micológico: –
demonstração direta do
fungo (KOH) –
Crescimento em cultura
específica
Materiais biológicos –
escarro, raspado de
lesão cutânea ou
mucosa, biópsia de
linfonodo, pulmão, SNC,
laringe, etc.
HISTO-PATOLÓGICO
A HIPERPLASIA DA EPIDERME é reacional ao processo
inflamatório na derme, causado pelo Paracoccidioides
brasiliensis. Na região com hiperplasia
pseudocarcinomatosa observam-se microabscessos nas
papilas dérmicas, envolvidos por epiderme hiperplásica,
vários dos quais contêm o agente etiológico.
DERME: reação inflamatória crônica,
tanto inespecífica (linfócitos e plasmócitos)
como granulomatosa (predominando
gigantócitos), com numerosos fungos
fagocitados ou livres.
Brotamento duplo 'em cabeça de Mickey'.
Brotamento múltiplo. O brotamento múltiplo é considerado altamente
característico, se não patognomônico, do Paracoccidioides brasiliensis.
Histoplasmose
Histoplasma capsulatum
Fungo dimórfico
• Presente em solos
ácidos e permeáveis de
regiões úmidas
• Fezes de pássaros e
morcegos
DIAGNÓSTICO
Manifestação Clínica
Forma pulmonar
progressiva e
Acometimento linfonodal
e da mucosa oral
O envolvimento da medula
óssea é comum; •
Alterações laboratoriais;
– Cerca de 20% deles
podem desenvolver
meningoencefalite.
Exame microbiológico
Exame direto
Cultura
• Pesquisa de Ag e Ac – Sorologia
A histoplasmose disseminada (HD) é uma
infecção oportunista definidora de AIDS em
22-85% dos pacientes de áreas endêmicas;
• Pode ocorrer recrudescência de infecções
latentes e, menos frequentemente de
reexposições;
• Segunda infecção sistêmica mais notificada
em pacientes com AIDS.
necrose coagulativa, fibrose pulmonar difusa.
Macrófagos com fungos pequenos - Histoplasma.
Nos espaços respiratórios, notavam-se abundantes macrófagos de
citoplasma volumoso. Muitos continham grande quantidade de
corpúsculos claros, redondos, de diâmetro regular, que, com Grocott,
mostraram ser fungos. O pequeno tamanho e regularidade dos
parasitas, bem como a localização intracelular, sugeriram o
diagnóstico de Histoplasma spp., embora, como não tenham sido
realizadas culturas, o diagnóstico de certeza não seja possível.
IMPORTANTE
FIM, OBRIGADA!
ALUNOS:
LORENA MARQUES
LIGIA SILVA
LIGIA JUNQUEIRA
LUCIANA SANTOS
LUCAS PAULINO
TURMA 53
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