E-Book LGTT 2017

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2017
Diamuleto Altivo Banze
Zefanias Jone Magodo
LOGÍSTICA E GESTÃO DE TRANSPORTES EM ECOTURISMO
Diamuleto Altivo Banze
Zefanias Jone Magodo
Instituto Superior Politécnico de Manica
Divisão de Economia, Gestão e Turismo
Curso de Ecoturismo e Gestão de Fauna Bravia
1ª Edição, Matsinho, 2017
SOBRE OS AUTORES
Autor
Diamuleto Altivo Banze
Graduado em Ecoturismo e Gestão de Fauna Bravia; Mestrando em Mudanças Climáticas Actualmente esta
afecto na Divisão de Economia, Gestão e Turismo onde trabalha como assistente universitário no curso de
Licenciatura em Ecoturismo e Gestão de Fauna Bravia no Instituto Superior Politécnico de Manica (ISPM),
leccionando os módulos de Gestão de Áreas de Conservação Transfronteiras, Gestão da Biodiversidade e
Logística e Gestão de Transportes em Ecoturismo. É técnico em Sistemas de Informação Geográfica,
Remote Sensing, Ecologia, Estudos e Pesquisas em Wildlife. Contacto para correspondência:
[email protected]m
Coautor
Zefanias Jone Magodo
Graduado em Ecoturismo e Gestão de Fauna Bravia; Mestre em Gestão e Auditorias Ambientais; Mestrando
Ciências Jurídicas Publico Forense; e encontra-se vinculado ao Cybertracker level II. Actualmente esta
afecto na Divisão de Economia, Gestão e Turismo onde trabalha como assistente universitário no Curso de
Licenciatura em Ecoturismo e Gestão de Fauna Bravia no Instituto Superior Politécnico de Manica (ISPM),
leccionando os módulos de Identificação e Inventario de Plantas, Armamento e Tiro, Fiscalização e
Estratégias de Defesa Pessoal, Comércio de Recursos Florestais e Faunísticos e Legislação Aplicada ao
Turismo e Conservação. Contacto para correspondência: [email protected]
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NOTA PRÉVIA
A nossa missão é melhorar o acesso e a disponibilidade de informação na área de logística e gestão de
transportes em ecoturismo, prestar apoio às actividades de ensino -aprendizagem, pesquisa, treinamento
nesta temática.
A apostila é dirigida ao estudante do curso de ecoturismo e gestão de fauna bravia aos de mais que
desenvolvem actividades nas áreas de Logística e Gestão de Transportes.
Consta na apostila conteúdos que derivam de vivências e pesquisas realizadas pelos autores, buscando
despertar aos leitores a promoção de estudos e pesquisa na matéria nela abordada.
Importa referir que a apostila não é o ponto final e nem retrata todos conteúdos da temática abordada, não
esgota todas opiniões, recomendando-se o contacto com os autores para a melhoria da mesma.
Nós acreditamos em você!
Desejamos sucesso na sua formação profissional!
Os autores.
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Sumário
SOBRE OS AUTORES........................................................................................................................ i
NOTA PRÉVIA................................................................................................................................... ii
UNIDADE I: Introdução a logística .....................................................................................................1
1.1.
Logística e gestão de transporte em ecoturismo......................................................................2
1.1.1.
Alguns Conceitos Básicos..............................................................................................3
1.1.2.
Processos Logísticos/Logística Integrada........................................................................4
1.1.3.
Áreas da logística..........................................................................................................5
1.1.4.
Actividades da logística .................................................................................................6
1.1.5.
Desafios da gestão logística...........................................................................................7
1.2.
Perfil do Profissional logístico em ecoturismo..........................................................................9
UNIDADE II: Introdução à gestão da Cadeia de Suprimentos........................................................... 13
2.1. Supply Chain Management SCM (Gestão da Cadeia de Suprimentos) ........................................ 14
2.2. Dinâmica da Cadeia de Suprimentos) ....................................................................................... 15
2.3. Fluxo logístico......................................................................................................................... 15
UNIDADE III: Introdução à gestão de transportes em ecoturismo .................................................... 16
3.1. Transportes em Ecoturismo ..................................................................................................... 17
3.2. Historial e evolução dos transportes e o ecoturismo ................................................................... 17
3.2.1. Evolução dos Transportes Rodoviário................................................................................. 18
3.2.2. Evolução dos Transportes Ferroviário................................................................................. 19
3.2.4. Evolução dos Transportes Marítimos .................................................................................. 19
3.2.5. Evolução dos Transportes Aéreos...................................................................................... 20
3.3. Classificação dos transportes turísticos..................................................................................... 20
3.4. Vantagens e desvantagens de cada modal de transporte ........................................................... 21
UNIDADE IV: Introdução à Estocagem e Armazenagem em ecoturismo .......................................... 25
4.1. Estocagem e Armazenagem .................................................................................................... 26
4.2. Evolução Histórica da armazenagem ........................................................................................ 26
4.2.1. Objetivos gerais da armazenagem ..................................................................................... 27
4.3. Funções Básicas da Armazenagem.......................................................................................... 28
4.3.1. Fatores que determinam a necessidade de armazenar ........................................................ 28
iii
4.3.2. Factores contra a necessidade de armazenar ..................................................................... 29
4.4. Tipos de armazenagem ........................................................................................................... 29
UNIDADE V: Introdução à Movimentação/Manuseio de cargas em ecoturismo ................................ 30
5.1. Movimentação/Manuseio de cargas em ecoturismo ................................................................... 31
UNIDADE VI: Introdução à Distribuição de Cargas em Ecoturismo .................................................. 34
6.1. Distribuição de bens e serviços ................................................................................................ 35
6.2. Tipos de distribuição ............................................................................................................... 35
6.3. Métodos de distribuição ........................................................................................................... 36
UNIDADE VII: Introdução à Sistemas de Informação logística ......................................................... 37
7.1. Sistema de informação logística ............................................................................................... 38
7.2. Princípios e Funcionalidade da informação ............................................................................... 38
7.2.1. Princípios ......................................................................................................................... 39
7.2.2. Funcionalidade da informação ........................................................................................... 40
7.3. Reengenharia de processos e sistemas de informação logística ................................................. 42
UNIDADE VIII: Introdução à Custos logísticos ................................................................................. 43
8.1. Custos Logísticos.................................................................................................................... 44
8.2. Classificação dos custos.......................................................................................................... 45
8.3. Tipos dos custos logísticos ...................................................................................................... 46
8.4. Elementos dos Custos Logísticos ............................................................................................. 47
8.4.1. Custos de Armazenagem .................................................................................................. 47
8.4.2. Custos de Transportes ...................................................................................................... 48
8.4.3. Custos de Estocagem ....................................................................................................... 48
8.4.4. Custos com processamento de pedidos.............................................................................. 49
Referências ..................................................................................................................................... 51
iv
UNIDADE I: INTRODUÇÃO A LOGÍSTICA
UNIDADE I: INTRODUÇÃO A LOGÍSTICA
E GESTÃO DE TRANSPORTES EM ECOTURISMO
No final da unidade, estará dotado de ferramentas que
o auxilie a:
 Explicar o historial e a evolução da logística;
 Compreender diversas terminologias ligadas a
logística e gestão de transporte;
 Descrever os processos logísticos;
 Conhecer as Áreas e actividades da Logística;
 Identificar os desafios da gestão logística;
 Conhecer o perfil, as competências e os requisitos
necessários para o exercício da actividade
logística.
1
UNIDADE I: INTRODUÇÃO A LOGÍSTICA
1.1. Logística e gestão de transporte em ecoturismo
A logística e gestão de transporte não é apenas assunto vital nas empresas hoje, é acima de tudo um tema
essencial para o desenvolvimento de qualquer empresa, quer seja ela de pequeno ou grande porte. A
evolução e surgimento da actividade turística no geral e do ecoturismo em particular está relacionada de
alguma forma com o surgimento e evolução dos meios de transporte. Estes últimos, permitiram a
aproximação de povos e encurtamento de distância entre polos e destinos turísticos. Daí a necessidade de
estudá-los por forma a adequar os meios aos tipos de transporte existentes.
O módulo de Logística e Gestão de Transporte em Ecoturismo poderá dotar o estudante de ferramentas de
gestão logística e transporte aplicáveis no campo profissional, permitindo-o a levar a quantidade exacta do
produto ao lugar adequado na hora correcta pelo preço justo, diminuindo a brecha existente entre a produção
e demanda de modo que os consumidores tenham bens e serviços quando e onde quiserem, e na condição
que desejada.
O estudante que frequentar o módulo e o fizer com sucesso, será capaz de:
 Apresentar conceitos e várias abordagens relativos a logística e gestão de transporte;
 Descrever as áreas e as actividades da Logística;
 Apresentar os principais desafios do Gerenciamento Logístico ;
 Caracterizar cada tipo de transporte e sua importância para a actividade ecoturística;
 Orçar o uso de transporte de acordo com as vias de acesso
 Identificar e fazer a interligação de diversos tipos de transporte
2
UNIDADE I: INTRODUÇÃO A LOGÍSTICA
1.1.1. Alguns Conceitos Básicos
Muito de nós estão constantemente lendo ou ouvindo expressões como: a logística desta empresa é boa; o
problema daquele evento foi à falta de logística; a logística desta instituição foi fundamental para o sucesso
do projeto. Estas e outras expressões são frequentes no dia-a-dia de várias pessoas.
Mas, afinal, o que é Logística?
Devido a amplitude do conceito, nesta apostila, troucemos alguns construímos um conceito na qual vai guialo, podendo conceituar a logística como o processo de planeamento, implementação e controlo, de um
eficiente e efetivo fluxo e armazenamento de produtos, serviços e respectivas informações, desde a origem
até o ponto de consumo, com o propósito de atender os requisitos do cliente.
Alguns autores conceituam a logística como sendo:
O movimento e manuseio de produtos desde o ponto de produção até o ponto de consumo ou uso.
(American Marketing Association, 1948).
Stone (1968), conceitua-a como sendo a arte e a ciência de determinar requisitos ou necessidades; obtêlos e finalmente, mantê-los numa condição de disponibilidade operacional para sua vida inteira.
Transporte
Diz-se transporte, à parte da logística responsável pelo deslocamento de pessoas e cargas em geral, através
dos vários modais existentes.
Pode-se dizer ainda que é o meio de deslocamento de pessoas e cargas de um lugar ao outro.
Turismo
O conceito de turismo pode ser abordado em diversas perspectivas e disciplinas, isso devido a complexidade
das relações entre os elementos que o formam.
Turismo é o movimento provisório das pessoas, por períodos inferiores a um ano, para destinos fora do lugar
de residência e de trabalho, as actividades empreendidas durante a estadia e as facilidade que são criadas
para satisfazer as necessidades dos turistas.
3
UNIDADE I: INTRODUÇÃO A LOGÍSTICA
Há que se destacar a definição que foi adotada pela OMT (1994), que une todos os pontos positivos das
expostas anteriormente e, por sua vez, formaliza os aspectos da atividade turística. Como segue: “O turismo
compreende as atividades que realizam as pessoas durante suas viagens e estadas em lugares diferentes
do seu entorno habitual, por um período consecutivo inferior a um ano, com finalidade de lazer, negócios ou
outras”.
1.1.2. Processos Logísticos/Logística Integrada
A logística integrada é uma lógica simples que consiste em dirigir o processo de planear, alocar e controlar
os recursos financeiros e humanos comprometidos com a distribuição física, apoio a manufatura e operações
de compra. Ela é composta pela logística de abastecimento, distribuiç ão, manufactura e a organizacional.
A logística de abastecimento é a actividade que administra o transporte de materiais dos fornecedores
para a empresa, o descarregamento no recebimento e armazenamento das matérias-primas e concorrentes.
Para além de velar pela estruturação da modulação de abastecimento, embalagem de materiais,
administração do retorno das embalagens e decisões sobre acordos no sistema de abastecimento da
empresa.
A logística de distribuição é a administração do centro de distribuição, localização de unidades de
movimentação nos seus endereços, abastecimento da área de separação de pedidos, controle da
expedição, transporte de cargas entre fábricas e centro de distribuição e coordenação dos roteiros de
transportes urbanos.
A logística de manufactura é a atividade que administra a movimentação para abastecer os postos de
conformação e montagem, segundo ordens e cronogramas estabelecidos pela programação da produção.
Pode-se ainda que trata do deslocamento dos produtos acabados no final das linhas de montagem para os
armazéns de produtos acabados.
A logística organizacional é aquela que ocorre dentro de um sistema organizacional, em função da
organização, planeamento, controle e execução do fluxo de produtos, desde o desenvolvimento e aquisição
até produção e distribuição para o consumidor final, para atender às necessidades do mercado a custos
reduzidos e uso mínimo de capital.
4
UNIDADE I: INTRODUÇÃO A LOGÍSTICA
Com a evolução da logística, um outro fator importante surgiu, que é Logística Reversa, esta área da
logística empresarial está associada a retornos de produtos, reciclagem, substituição de materiais,
reutilização de materiais, descarte de resíduos e reformas, reparos e remanufactura.
Quando repararmos para os processos logísticos, varias questões podem nos ocorrer na mente: Qual é a
missão da gestão logística? Qual seria o seu raio de acção? Quais as áreas de actuação?
De forma sumativa, pode-se dizer que a missão da gestão logística é planear e coordenar todas as
atividades necessárias para alcançar níveis desejáveis dos serviços e qualidade ao custo mais baixo
possível. Portanto, a logística deve ser vista como o elo de ligação entre o mercado e a atividade operacional
da empresa, onde o seu raio de ação estende-se sobre toda a organização, desde a gestão de matériasprimas até a entrega do produto final ao consumidor final.
1.1.3. Áreas da logística
A evolução da logística empresarial tem início a partir de 1980, com as demandas decorrentes da
globalização, alteração estrutural da economia mundial e desenvolvimento tecnológico, tendo como
consequência a segmentação da logística empresarial em três grandes áreas:
Administração de materiais: que é o conjunto de operações associadas ao fluxo de materiais e
informações, desde a fonte de matéria-prima até a entrada na fábrica; em resumo é “disponibilizar para
produção”; sendo que participam desta área os setore s de: Suprimentos, Transportes, Armazenagem e
Planeamento e Controle de Estoques.
Movimentação de materiais: transporte eficiente de produtos acabados do final de linha de produção até
o consumidor; sendo que fazem parte o planeamento e controle da p rodução, Estocagem em processo e
Embalagem.
Distribuição física: que é o conjunto de operações associadas à transferência dos bens obje cto de uma
transação desde o local de sua produção até o local designado no destino e no fluxo de informação
associado, devendo garantir que os bens cheguem ao destino em boas condições comerciais,
oportunamente e a preços competitivos; em resumo é “tirar da produção e fazer chegar ao cliente”.
Participam os setores de Planeamento dos Recursos da Distribuição, Armazenagem, Trans portes e
Processamento de Pedido.
5
UNIDADE I: INTRODUÇÃO A LOGÍSTICA
1.1.4. Actividades da logística
As Actividades primárias da Logística: Transporte; Gestão de Estoque; Processamento de Pedidos, são
primordiais para atingir os objectivos logísticos de custo e nível de serviços já que elas contribuem com a
maior parcela do custo total da logística ou por outra, elas são essenciais para a coordenação e o
cumprimento da tarefa logística.
Transportes: é uma actividade muito importante, pois absorve de um a dois terços dos custos logísticos. É
essencial, pois nenhuma firma moderna pode operar sem providenciar a movimentação de suas matérias primas ou de seus produtos acabados de alguma forma. Adiciona valor de lugar ao produto.
Gestão de Estoques: para se atingir um grau razoável de disponibilidade de produto, é necessário manter
estoques, que agem como reguladores entre a oferta e a demanda. Responsável por aproximadamente um
a dois terços dos custos logísticos. Agrega valor de tempo ao produto.
Processamento de Pedidos: sua importância deriva no facto de ser um elemento crítico em termos de tempo
necessário para levar bens e serviços aos clientes.
Têm-se notado que, apesar de transportes, gestão de estoques e processamento de pedidos serem os
principais elementos que contribuem para a disponibilidade e a condição física de bens e serviços, há uma
6
UNIDADE I: INTRODUÇÃO A LOGÍSTICA
série de atividades adicionais que apoiam estas atividades primárias. Elas são actividades de apoio:
Armazenagem; Manuseio de Materiais; Embalagem; Obtenção; Administração de Informações
Armazenagem: refere-se à administração do espaço necessário para manter estoques. Envolve problemas
como: localização, dimensionamento da área, arranjo físico, configuração do armazém.
Manuseio de Materiais: está associada com a armazenagem e também apoia a manutenção de estoques.
Está relacionada à movimentação do produto no local de armazenamento.
Embalagem: o objetivo é movimentar bens sem danificá-los além do economicamente razoável.
Obtenção: é a atividade que deixa o produto disponível para o sistema logístico. Trata da seleção das fontes
de suprimento, das quantidades a serem adquiridas, da programação de compras e da forma pela qual o
produto é comprado. Esta actividade, não deve ser confundida com a função de compras, pois esta envolve
detalhes de procedimento, tais como a negociação de preços e avaliação de vendedores, que não são
relacionados com a tarefa logística.
Administração de Informações: nenhuma função logística dentro de uma firma poderia operar eficientemente
sem as necessárias informações de custo e desemp enho, manter uma base de dados com informações
importantes (por ex: localização dos clientes, volumes de vendas, padrões de entregas e níveis de
estoques), apoia a administração eficiente e efetiva das atividades primárias e de apoio.
1.1.5. Desafios da gestão logística
Na logística, são conhecidas 3 grandes desafios ligados a sua gestão a destacar: encurtar os fluxos
logísticos, melhorar a visibilidade do fluxo logístico e gerir a logística como um sistema.
Encurtar o fluxo logístico: As empresas tendem a encurtar os fluxos logísticos e trazê-los para próximo de
suas plantas o que permite a operação adotando-se os princípios de Just-in-Time na entrega, e na
fabricação, agilizando a colocação dos produtos no mercado.
Entende-se por Just-in-Time como filosofia de manufatura baseada na eliminação de toda e qualquer perda
e na melhoria contínua da produtividade. Envolve a execução com sucesso de todas as atividades de
manufatura necessárias para gerar um produto final, desde o projeto até a entrega. Os elementos princi pais
do Just-in-Time são: ter somente o estoque necessário, quando necessário; melhorar a qualidade tendendo
a zero defeito; redução de tempo e tamanhos de lotes da produção; revisar as operações e realizar tudo isto
7
UNIDADE I: INTRODUÇÃO A LOGÍSTICA
a um custo mínimo. De forma ampla, aplica-se a todas as formas de manufatura, seções de trabalho e
processos, bem como as atividades repetitivas.
Melhorar a visibilidade do fluxo logístico: a visibilidade do fluxo logístico é de vital importância para a
identificação dos gargalos de produção e na redução dos estoques, para isto as barreiras departamentais
devem ser quebradas e as informações compartilhadas. As estruturas devem ser voltadas para o mercado,
caracterizadas pela qualidade dos sistemas de informação.
Gerir a logística como um sistema: o processo logístico deve ser gerenciado de forma sistêmica, pela
importância na combinação da capacidade de produção com as necessidades do mercado. É importante
que o processo reconheça os inter-relacionamentos e interligações da cadeia de eventos que conectam
fornecedor ao cliente.
É importante entender que o impacto de uma decisão em qualquer parte do sistema causará reflexos no
sistema inteiro. Neste caso, os gerentes devem identificar como finalidade principal adicionar valor ao seu
negócio pelo enfoque no fluxo de materiais.
A logística tem como essência a preocupação de obter vantagem competitiva em mercados cada vez mais
voláteis, sobrevivendo às empresas que conseguirem adicionar valor ao cliente em prazos cada vez
menores.
A finalidade principal de qualquer sistema lógico é a satisfação do cliente. Esta é uma ideia simples, nem
sempre fácil de ser entendido por gerentes envolvidos com o planeamento da produção ou controle de
estoque, que parecem estar distantes do mercado.
O facto evidente é que todas organizações possuem o serviço ao cliente como meta. Em verdade, muitas
pessoas de empresas bem-sucedidas começaram a examinar os padrões de seus serviços internos para
que todas as pessoas que trabalham no negócio compreendessem que elas deveriam p restar serviços para
alguém, no caso o cliente.
O objetivo deve ser estabelecido de uma cadeia de clientes, que liga as pessoas em todos os níveis de
organização, direta ou indiretamente, ao mercado; o administrador é forçado a pensar e agir de forma
sistêmica, transformando a logística, de ferramenta operacional em ferramenta estratégica para as
empresas.
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UNIDADE I: INTRODUÇÃO A LOGÍSTICA
1.2. Perfil do Profissional logístico em ecoturismo
O perfil do profissional logístico é estabelecido a partir de competências profissionais de carácter geral,
acrescido das competências específicas por habilitação, ambas direcionadas, para a capacidade laborar
frente às mudanças e adequadas às condições locais e regionais. Estas competências significam:
1. Domínio das bases tecnológico, ou conjunto sistematizado de conceitos, princípios e processos
tecnológicos, resultantes da aplicação de conhecimentos científicos à área da indústria e que dão suporte
às competências;
2. Capacidade de mobilização, de forma articulada, dos saberes e habilidades necessárias à o btenção de
resultados produtivos, compatíveis com os padrões de qualidade requisitados nas produções da área.
1.2.1. Competência Geral
1- Planear as operações dos processos logísticos, atendendo a suprimentos, produção e distribuição
de bens e serviços:
 Identificar os dados da demanda;
 Definir os recursos internos e externos;
 Elaborar cronograma físico e financeiro das operações;
 Definir os indicadores de controlo das operações;
 Elaborar o plano operacional das operações dos processos logísticos;
 Elaborar planos de contingência.
2- Executar as operações dos processos logísticos, atendendo a suprimentos de bens e serviços:
 Operacionalizar o plano de trabalho de suprimentos;
 Administrar as operações de transportes In-bound;
 Administrar estoques de materiais;
 Administrar embalagens;
 Elaborar relatório periódico referente às actividades.
3- Executar as operações dos processos logísticos, atendendo a produção de bens e serviços:
 Operacionalizar o plano de trabalho da produção;
9
UNIDADE I: INTRODUÇÃO A LOGÍSTICA
 Abastecer a linha de produção;
 Dar destino as embalagens e resíduos da produção;
 Armazenar produtos acabados da produção;
 Elaborar relatório periódico referente às atividades.
4- Executar as operações dos processos logísticos, atendendo a distribuição de bens e serviços:
 Operacionalizar o plano de trabalho de distribuição;
 Administrar a distribuição de produtos acabados (expedição);
 Administrar as operações de transportes Outbound;
 Administrar embalagens e distribuição de produtos acabados;
 Elaborar relatório periódico referente às atividades.
5- Controlar as operações dos processos logísticos atendendo a suprimentos, produção e distribuição
de bens e serviços:
 Monitorar os indicadores estabelecidos no planeamento;
 Mensurar o desempenho dos processos e das atividades logísticas;
 Comparar os resultados obtidos;
 Realizar ajustes e melhorias;
 Elaborar relatório periódico referente às atividades.
1.2.2. Requisitos para ser um Profissional da Logística
São funções que exigem aptidões, conforme a natureza destas podem ser espec ializadas, médias ou
inferiores, para tal, considera-se Pessoa Qualificada, a que executa com perícia, todas as tarefas e
operações de sua ocupação, mediante um sistema de formação, tal pessoa deve possuir conhecimentos
tecnológicos, que lhe permite resolver os problemas de seu trabalho, deve ter por fim, elevada capacidade
de julgamento.
1.2.3. Habilidades Necessárias
Social: Saber lidar com pessoas.
Digitação: Saber digitar e lidar com computadores.
Falar: Saber falar com outras pessoas para obter informações eficientemente.
10
UNIDADE I: INTRODUÇÃO A LOGÍSTICA
Ouvir com atenção: Saber prestar total atenção a que outras pessoas estão dizendo, tentando entender o
que estão dizendo, os pontos colocados e fazer perguntas adequadas além de não interromper em horas
inadequadas.
Aprender: Entender as implicações de novas informações para resolução e decisõe s sobre problemas
atuais e futuros.
Matemática: Usar a matemática para resolver problemas.
Compreensão oral: Saber ouvir e entender informação e ideias apresentadas por palavras e frases orais.
Sensibilidade a problemas: Saber distinguir quando algo está (ou irá ficar) errado. Não significa que irá
resolver o problema porém saber identificar quando existe um problema.
Raciocínio dedutivo: Saber aplicar regras gerais a problemas específicos para produzir respostas que
façam sentido.
Organização de informação: Saber arranjar coisas ou ações em uma certa ordem ou padrão segundo uma
regra ou conjunto de regras específicas (ex: padrão de números, letras, palavras, imagens, operações
matemáticas). Em resumo, saber organizar mercadorias eficientemente em locais peq uenos e cheio de
mercadorias.
Destreza manual: Habilidade em rapidamente mover a mão ou mão e braço ou duas mãos de modo a
segurar, manipular ou montar objetos.
Coordenação dos membros: Habilidade de coordenar (sentado, de pé ou deitado) dois ou mais membros
(duas mãos ou duas pernas ou uma mão e uma perna).
Visão de perto: Habilidade de ver detalhes bem de perto.
Comunicação oral: Saber comunicar eficientemente (de modo que outras pessoas possam entender)
informações ou ideias ao falar.
Raciocínio indutivo: Habilidade de combinar informações para formar regras ou conclusões gerais e,
também, a habilidade de encontrar relações entre eventos aparentemente sem relações.
Força estática: Habilidade de exercer força muscular para levantar, empurrar, puxar ou carregar objetos
Conhecimentos Necessários: Devem conhecer as técnicas e características das funções com que
trabalham.
11
UNIDADE I: INTRODUÇÃO A LOGÍSTICA
1.2.4. Qualidades Pessoais
Organizado: Manter sempre em constante ordem os estoques e identificar os mesmos com exatidão numa
adversidade de material
Confiabilidade: Ser confiável, responsável e cumpridor de seus deveres.
Atenção a detalhe: Ser cuidadoso com detalhes e completo ao executar seu trabalho. Saber trabalhar com
precisão, detalhista ao registrar entradas e saídas de mercadorias em estoque.
Cooperação: Ser agradável e prestativo com outras pessoas.
Preocupação com outras pessoas: Ter sensibilidade às necessidades de outras pessoas e ajudá-las
quando necessário.
Auto controle: Controlar emoções e evitar comportamento agressivo mesmo em situações difíceis. Ao lidar
com clientes saber ser profissional e ter maturidade para saber lidar com clientes que algumas vezes ficam
zangados. Saber ser calmo e não tomar o assunto como pessoal.
Integridade: Ser honesto e ético.
Persistência: Ser persistente em face de obstáculos.
Iniciativa: Aceitar responsabilidades e desafios.
Orientação social: Preferir trabalhar com outros do que sozinho.
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UNIDADE II: Introdução à gestão da Cadeia de Suprimentos
UNIDADE II: Introdução à gestão da Cadeia de Suprimentos
Supply Chain Management
No final da unidade, estará dotado de ferramentas que o auxilie a:
 Explicar o historial e a origem da cadeia de suprimentos;
 Compreender diversas terminologias ligadas a gestão de
suprimentos;
 Entender e explicar a sua dinâmica da cadeia de suprimentos.
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UNIDADE II: INTRODUÇÃO À GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS
2.1. Supply Chain Management SCM (Gestão da Cadeia de Suprimentos)
A Gestão da Cadeia de Suprimentos trata do ciclo da vida dos processos que compreendem os fluxos físicos,
informativos, financeiros e de conhecimento, sendo esta uma rede de vários negócios e relações entre
diversas empresas. A sua gestão, está relacionada à maneira pela qual as relações e a integração entre os
elos da cadeia, a tomada de decisão, o compartilhamento das informações e a gestão das operações
ocorrem.
É uma abordagem de gestão empresarial voltada a o ferecer o máximo de valor agregado nos produtos e
serviços ao cliente e o máximo de retorno sobre o investimento do activo fixo (o investimento das
organizações no negócio), através da gestão efetiva e o ptimizada dos fluxos de materiais, produtos,
informações e recursos financeiros, de extremo a extremo da cadeia (do início ao fim da área de atividade),
desde as fontes de suprimentos até o consumidor final.
Trata-se da integração de todos os componentes da cadeia de negócios, sem verticalizar (assumir a
operação) as atividades, mas com a focalização (dedicação ao que é importante) de cada empresa em seu
negócio principal.
A cadeia de suprimentos consiste na rede facilidades e operações de distribuição que executa as actividades
de aquisição, transformação dos materiais e produtos intermediários e finais e a distribuição desses produtos
acabados ao consumidor. Existe tanto para produtos manufaturados, como para serviços, e sua
complexidade varia em função da actividade desenvolvida pela empresas (Ganeshan, Harrison, 2002).
Sistema de uma empresa e seus elementos componentes, com destaque ao subsistema logístico
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UNIDADE II: INTRODUÇÃO À GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS
2.2. Dinâmica da Cadeia de Suprimentos)
A cadeia de suprimentos, deve ser vista como um sistema dinâmico por causa dos elementos que o
compõem que são dinâmicas.
De forma analítica, pode notar que a cadeia de suprimento inclui todas as actividades envolvidas com o
planeamento, coordenação e controle de materiais, componentes e produtos (matéria-prima, produtos
semiacabados e acabados), desde os fornecedores até o consumidor final. O fluxo físico inicia-se no
fornecedor e termina no cliente. Actualmente, este fluxo pode retomar ao produtor inicial. A isto, chama-se
de canal logístico reverso (Ballou, 2001; Lacerda, 2001) e se dá no caso de retomo de embalagens, produtos
avariados, obsoletos, desgaste ou, ainda, no caso de produtos que afetem o meio ambiente.
2.3. Fluxo logístico
Esse fluxo, pode incluir não somente uma empresa, mas sim uma série de empresas e seu escopo estendese além do movimento apenas de materiais compreendendo também o fluxo de informações. Inclui as
actividades de gestão de suprimentos, obtenção, gestão de materiais, gestão da produção, planeamento
das instalações e serviço ao consumidor, assim como o transporte e distribuição física (Vokurka, Lumus,
2000). Associam-se, também, as atividades de marketing, vendas e finanças.
O conceito do fluxo logístico é resultado da soma dos custos entre as atividades de transporte,
armazenagem, processamento de pedidos, que são conflituantes entre si. Pode-se reduzir
significativamente os custos de transporte com aumento dos pontos de armazenagem, porém em
contrapartida há um aumento dos custos de armazenagem e processamento de pedidos.
15
UNIDADE III: Introdução à gestão de transportes em ecoturismo
UNIDADE III: Introdução à gestão de transportes em
ecoturismo
No final da unidade, estará dotado de ferramentas que o auxilie a:
 Explicar o historial e a evolução dos transportes e sua relação
com a actividade ecoturística;
 Compreender diversas terminologias ligadas a gestão de
transporte;
 Saber classificar os transportes;
 Identificar as vantagens e desvantagens de cada tipo de
transporte na actividade ecoturística;
 Identificar os desafios da gestão dos transportes;
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UNIDADE III: INTRODUÇÃO À GESTÃO DE TRANSPORTES EM ECOTURISMO
3.1. Transportes em Ecoturismo
Olhado para aquilo que é a natureza do homem, podemos notar que este não foi preparado pra mover-se
com velocidade, facto este comprovado pois, muitos animais o superam em rapidez, é possível notar ainda,
que está incapacitado de voar como as aves, nem mesmo de nadar por um tempo prolongado submerso na
água como os peixes. Mas este é privilegiado em relação a todos, pois possui um cérebro muito
desenvolvido, com a imaginação criadora e activa, o que tem permitido que viaje levando meio milhão de
vezes seu próprio peso ao redor do mundo a bordo de diversos meios de transporte, seja por água, terra ou
ar.
Fazer turismo no geral e em particular o ecoturismo, esta relacionado com estar em outro lugar e em
consequência disso, a relação entre o transporte e o ecoturismo sempre foi considerado como o “ovo e a
galinha”. Desta forma, infraestrutura adequada e acesso aos mercados emissores são importante pré
requisitos para o desenvolvimento de qualquer destinação, por outro lado a demanda turística tem
estimulado o desenvolvimento rápido do transporte.
Como milhões de turistas esperam serem transportados as suas destinações de forma segura, rápida e
confortável, por um custo razoável, a indústria do transporte tem vindo a se ajustar para adequar-se a esta
demanda maior e mais sofisticada.
3.2. Historial e evolução dos transportes e o ecoturismo
A história mostra-nos que a evolução e surgimento da actividade turística de modo geral e do ecoturismo
em particular está de alguma forma relacionada com o surgimento e evolução dos meios de transporte, pois
estes, permitem a aproximação de povos e o encurtamento de distância entre polos e destinos turísticos.
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UNIDADE III: INTRODUÇÃO À GESTÃO DE TRANSPORTES EM ECOTURISMO
3.2.1. Evolução dos Transportes Rodoviário
Fonte: http://transpruim.blogspot.com/
Pode se perceber que, desde os primeiros tempos da sua existência o homem sempre reconheceu a
necessidade de se deslocar entre variados lugares, sendo que durante séculos, os tradicionais meios de
transporte usavam como principal forma de sua deslocação a tracção animal.
Com a evolução natural, o homem necessitou de meios que lhe permitissem deslocar-se entre dois lugares
distantes de forma cada vez mais rápida possível. Onde, graças à revolução industrial, surgiram os primeiros
engenhos com motores a vapor, já com a invenção de Rudolf Diesel, os motores de explosão, deu-se um
enorme incremento no transporte rodoviário e com o lançamento do “Model T” por Henry Ford, lançou-se
definitivamente a era do automóvel. E, com a expansão da rede de estradas, os transportes rodoviários de
passageiros começaram a ganhar terreno face ao seu mais directo concorrente, o comboio, onde
actualmente com uma rede de autoestradas bem desenvolvida, a re de de transportes rodoviários chegam
quase em todos os cantos do mundo.
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UNIDADE III: INTRODUÇÃO À GESTÃO DE TRANSPORTES EM ECOTURISMO
3.2.2. Evolução dos Transportes Ferroviário
Fonte: https://sites.google.com/site/andandonofuturo/a
A história dos transportes ferroviários remota a data de 1705, com a invenção da máquina a vapor por
Thomas Newcomen, máquina que depois foi melhorada por James Watt em 1765, sendo que a primeira
locomotiva foi apresentada em público em 1814, graças a George Stephenson.
Com a revolução industrial, houve um aumento do volume da produção de mercadorias e a necessidade de
transportá-las com rapidez para diferentes cantos do mundo, dai que este meio de transportes foi muito
incentivado e varias linhas foram contruídos, visando fazer ligações entre deferentes pontos.
3.2.4. Evolução dos Transportes Marítimos
Fonte: http://meios-de-transporte.info/evolucao-dos- transpor tes.html
Este tipo de transporte, foi estimulado pela concentração da população junto ao litoral, e zonas fluviais, onde
o mar tornou-se numa referência económica e cultural para muitos povos, atraindo os homens, as
actividades e os recursos.
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UNIDADE III: INTRODUÇÃO À GESTÃO DE TRANSPORTES EM ECOTURISMO
Já durante o século XIX grandes avanços foram dados, isso graças à tecnologia da energia a vapor, sendo
que o Savannah, foi o primeiro barco a empregar a propulsão a vapor, numa travessia transatlântica em
1819. E actualmente, com o motor diesel e com a modernização das embarcações, tornou o funcio namento
deste tipo de transporte o mais económico possível.
3.2.5. Evolução dos Transportes Aéreos
Fonte: http://slideplayer.com.br/slide/330895/
A história da aviação remonta a tempos pré-históricos, sendo que no século XVIII o Homem voou pela
primeira vez. Este, é a forma de transporte mais moderna e que mais rapidamente se desenvolveu, sendo
que a sua maior notabilidade, foi após a primeira guerra mundial. Actualmente é o meio de transporte mais
usado para a actividade turística quando trata-se de destinos muito distantes devido a sua comodidade.
3.3. Classificação dos transportes turísticos
Os transportes de pessoas e bens possuem diferentes tipos de modais, cada um com custos e
características operacionais próprias, que os tornam mais adequados para certo s tipos de operações e
produtos, desta forma, os transportes são classificados de acordo com:
Modalidade:
 Terrestre: rodoviário e ferroviário;
 Aquáticos: marítimo, fluvial e lacustre;
 Aéreo
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UNIDADE III: INTRODUÇÃO À GESTÃO DE TRANSPORTES EM ECOTURISMO
Forma:
Uni-modal: envolve apenas uma modalidade;
Intermodal: envolve mais de uma modalidade e para cada trecho/ modal é realizado um contrato;
Multimodal: envolve mais de uma modalidade, porém regido por um único contrato;
Segmentados: envolve diversos contratos para diversos modais;
Sucessivos: quando a pessoa e a carga, para alcançar o destino final, necessitar ser transbordada para
prosseguimento em veículo da mesma modalidade de transporte (regido por um único contrato).
3.4. Vantagens e desvantagens de cada modal de transporte
Ferroviário é feito por ferrovias, movimentando-se sobre carris, é constituído por carruagens interligadas
entre si, sua infra-estrutura apresenta terminais (estações), onde é permitida a carga e descarga. Os serviços
de transporte são arrendados à operadores que podem ser privados ou públicos e, tem como:
Vantagens
 Destinadas a grandes quantidades de carga e adequado para longas distâncias;
 São relativamente mais rápidos que o marítimo;
 São de menor custo de seguro;
 Menor custo de frete.
Desvantagens
 Necessitam da conjugação com outros modais de transporte para alcançar o destino final da carga;
 Possui custos e riscos de manuseio nos transbordos elevados;
 Grande risco de roubos e furtos;
 Menor flexibilidade no trajeto;
 Necessidade maior de transporto.
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UNIDADE IV: INTRODUÇÃO À ESTOCAGEM E ARMAZENAGEM EM ECOTURISMO
Rodoviário (feito por rodovias), este tipo de transporte, movimenta-se em caminhos pavimentados, sendo
que não apresentam necessidade de terminais, as suas infra-estruturas são uma propriedade pública e, em
determinados trajectos exigem uma taxa de utilização. Para além de que apresenta uma legislação
organizada pelo estado.
Vantagens
 É adequado para curtas e médias distâncias;
 Simplicidade no atendimento das demandas e agilidade no acesso às cargas;
 Menor manuseio da carga e menor exigência de embalagem;
 Serviço porta-a-porta: mercadoria sofre apenas uma operação de carga (ponto de origem) e outra
de descarga (local de destino);
 Maior frequência e disponibilidade de vias de acesso;
 Maior agilidade e flexibilidade na manipulação das cargas;
 Facilidade na substituição de veículos, no caso de acidente ou quebra;
Desvantagens
 Fretes mais altos em alguns casos;
 Menor capacidade de carga entre todos os outros modais;
 Menos competitivo para longas distâncias.
 Dependente da regulamentação.
 Mais caro em grandes distâncias.
Hidroviário/Marítimo (feito pela água), é realizado por navios em oceanos e mares, podendo ser de
cabotagem (interno ou doméstico) ou longo curso. É um modal de grande relevância na ligação de
continentes, podendo ser utilizado para todos os tipos de carga, e para qualquer porto do globo, sendo o
único veículo de transporte que possibilita a remessa normal e regular de milhares de toneladas ou de metros
cúbicos de qualquer produto de uma só vez.
Em face da grande diversidade de cargas, actualmente, existem vários tipos de navios dentre os quais os
de carga geral, carga seca, com controlo de temperatura, graneleiro para sólidos ou líquidos, tanque,
petroleiro, roll-on roll-off (rampas com movimentos individuais para dentro e para fora) e porta-contentor.
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UNIDADE IV: INTRODUÇÃO À ESTOCAGEM E ARMAZENAGEM EM ECOTURISMO
Vantagens
 Maior capacidade de carga;
 Carrega qualquer tipo de carga;
 Menor custo de transporte.
Desvantagens
 Necessidade de transbordo nos portos;
 Distância dos centros de produção;
 Maior exigência de embalagens;
 Menor flexibilidade nos serviços aliado a frequente congestionamentos nos portos.
Importa referir que no hidroviário encontram-se também os fluviais (realizada em rios) e lacustres (realizada
em lagos).
Aeroviário, que consiste em transportar mercadorias (cargas) e/ou pessoas através de aeronaves (tráfego
aéreo). É baseado em normas extremamente rígidos da Associação de Transporte Aéreo Internacional
(IATA), os seus serviços são de terminal a terminal (aeroportos) e, actualmente a sua capacidade de carga
tem vindo a aumentar significativamente.
Vantagens
 Veloz, permitindo uma resposta rápida do exportador as demandas dos clientes;
 Menor custo de reposição de estoques por parte dos importadores devido a rapidez do atendimento;
 Redução nos custos de embalagens, marcação e despesas de seguro, em virtude do exíguo
manuseio da carga; e
 Atendimento em praticamente todas as regiões do mundo.
Desvantagens
 Restrições a grandes quantidades de carga, quer em termos de volume ou de peso;
 Frete mais caro relativamente aos demais modais de transporte, inviabilizando o transporte de
cargas de baixo valor agregado;
 Menor capacidade de carga e Limitações a cargas perigosas; e
 Conjugação com outros modais de transporte para alcançar o destino final.
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UNIDADE IV: INTRODUÇÃO À ESTOCAGEM E ARMAZENAGEM EM ECOTURISMO
É de salientar que, cada modal de transporte, possui as suas vantagens e desvantagens, sendo que ao se
fazer a escolha da melhor opção, analisa-se as características dos serviços, rotas possíveis, capacidade de
transporte, versatilidade, segurança e rapidez.
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UNIDADE IV: Introdução à Estocagem e Armazenagem em ecoturismo
UNIDADE IV: Introdução à Estocagem e Armazenagem em
ecoturismo
No final da unidade, estará dotado de ferramentas que o auxilie a:
 Explicar o historial e a evolução dos armazéns;
 Compreender diversas terminologias ligadas a gestão de
armazéns;
 Saber classificar os armazéns;
 Identificar as vantagens e desvantagens de cada tipo de
armazém;
 Compreender o papel do estoque na logística em ecoturismo.
 Identificar os desafios da gestão dos armazéns;
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UNIDADE IV: INTRODUÇÃO À ESTOCAGEM E ARMAZENAGEM EM ECOTURISMO
4.1. Estocagem e Armazenagem
Para começar, vamos dar alguns conceitos aos termos aqui apresentados, pois, em muitos casos é
confundida a estoque e o armazém. Quando falamos de estoque, estamos a falar de um determinado
produto e/ou serviços que se tem guardado, já o armazém é basicamente a estrutura que se utiliza para
guardar os produtos ou mercadorias.
Exemplo: Eu tenho guardado no disco duro todos pacotes turísticos para a viagem à Monte Binga. Repare
nessa expressão como armazém e estoque se diferem, um é o espaço físico e o outro é o que se tem
estocado ali.
É comum em empresas que um se torne sinônimo do outro, muitas vezes um computador guarda somente
um tipo de pacote turístico. Aí teremos um armazém que estoca pacote turístico, por exemplo, neste
armazém posso afirmar que está meu estoque de pacotes turísticos, acaba virando quase que a mesma
coisa, porém não podemos esquecer desta diferença básica.
Na logística, armazenar é um complexo de atividades inerentes ao conjunto de operações logísticas,
operações estas, levadas a cabo devido ao desafio para estocar matérias e garantir o suprimento no exato
momento de consumo.
De acordo com o Conselho Internacional de Logística, Armazenagem, é a “atividade que compreende o
planejamento, coordenação, controle e desenvolvimento das operações destinadas a abrigar, manter
adequadamente estocado e em condições de uso, bem como expedir no momento oportuno os materiais
necessários à empresa”.
4.2. Evolução Histórica da armazenagem
 1800 A.C - José primeiro consultor em estocagem e movimentação, nomeado pelo Rei do Egito
(Gênese 41)
 1860 - Introdução do parafuso e da engrenagem, neste ano, iniciou a movimentação vertical,
empilhamento manual;
 1900 - Começou o desenvolvimento dos carros plataformas, a motor;
 1926 - Os carros plataformas, já podiam colocar um estrado em cima do outro;
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UNIDADE IV: INTRODUÇÃO À ESTOCAGEM E ARMAZENAGEM EM ECOTURISMO
 1933 - Empilhadeira elevam uma tonelada a um máximo de 4,5 metros;
 1939 - Nova era das empilhadeiras elétricas. Apareceram os palets e estruturas de madeiras;
 1946 - A produção de cantoneiras ajustáveis, amplamente usada nas industrias;
 1950 - Mais ou menos nesse período, surgiram as estruturas porta-palets, armações soldadas e
parafusadas;
 Século XX - Armazéns e estruturas projetados e adaptados a cada situação.
A armazenagem dentro das empresas representava uma função esquecida, daí que, o papel dos
colaboradores que actuavam nessa fase do processo ilustrava uma preocupação somente com o cliente
interno nas empresas, deixando claro que o importante era fazer a sua fase, não existindo a integração entre
as operações que observamos nos conceitos logísticos de hoje em dia (Soares, sd).
A palavra integração aponta para a “capacidade das empresas promoverem a execução da atividade de
armazenar, com inteligência, objetivando a diminuição de estoques e transformando a atividade em uma
Gestão de Armazenagem”.
Pode se perceber que a armazenagem não acrescenta nada ao valor do produto, mas representa
porcentagem significativa no seu custo, assim ressaltamos que cada centavo conquistado nessa fase
diminui o valor do custo total do produto.
Neste caso, a importância da armazenagem é fundamental para o bom desenvolvimento das cadeias de
suprimentos que atuam cada vez mais de forma enxuta, com estoques baixos, e em busca constante da
aplicação da técnica do Just-in-Time (JIT). Com isso, para que a armazenagem consiga atender a essas
grandes expectativas do mercado precisa executar suas actividades com perfeição, promovendo, por
exemplo, a diminuição dos índices de avarias.
A inteligência para gestão dos recursos requer procedimentos e técnicas de armazenagem de maneira
sustentável, o que significa que não precisamos que o estoque seja sempre farto e alto, mas sim que atenda
as necessidades futuras no momento exato de utilização desses recursos.
4.2.1. Objetivos gerais da armazenagem
 Maximizar o uso dos espaços;
 Facilitar o acesso aos itens do Depósito;
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UNIDADE IV: INTRODUÇÃO À ESTOCAGEM E ARMAZENAGEM EM ECOTURISMO
 Proteger e abrigar os materiais;
 Facilitar a movimentação interna do Depósito;
 Maximizar a utilização de mão - de - obra e equipamentos.
 Boa organização;
 Satisfazer as necessidades do cliente;
 Registar das operações;
 Agregar valor ao produto.
Logo, o objetivo do armazenamento “é estocar mercadorias da maneira mais eficiente possível, usando o
espaço nas três dimensões”. Neste caso leva-se em consideração questões relativas ao layout envolvendo
as embalagens e as estruturas para o acondicionamento dos estoques, bem como sua movimentação. O
objetivo básico, é maximizar o uso efetivo de recursos, enquanto são satisfeitas as necessidades do usuário.
Recursos escassos em armazéns:
 Espaço;
 Pessoas;
 Equipamentos.
4.3. Funções Básicas da Armazenagem
 Recebimento (descarga);
 Identificação e classificação;
 Conferência (qualitativa e quantitativa);
 Endereçamento para os estoques;
 Estocagem;
 Remoção dos estoques (separação de pedidos);
 Segregação de itens;
 Embalagem;
 Expedição;
 Registro das operações.
4.3.1. Fatores que determinam a necessidade de armazenar
 Necessidade de compensação de diferentes capacidades das fases de produção;
 Equilíbrio sazonal;
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UNIDADE IV: INTRODUÇÃO À ESTOCAGEM E ARMAZENAGEM EM ECOTURISMO
 Garantia da continuidade da produção;
 Aumento da velocidade na movimentação;
 Redução das perdas de materiais por avarias.
4.3.2. Factores contra a necessidade de armazenar
 A mercadoria parada custa (mão-de-obra, equipamentos, manutenção);
 A mercadoria ocupa espaço em edifícios;
 A armazenagem requer estruturas administrativas e de controlo;
 O material “envelhece” (problemas com data de validade etc.).
4.4. Tipos de armazenagem
 Armazém Alfandegado – Bonded Warehousing, onde são colocados os produtos sem a
necessidade de pagar taxas ou tarifas aduaneiras. Necessita de aprovação do governo e fica
permanentemente sob leis e garantias de funcionamento.
 Armazéns Infláveis ou pneumáticas – aquelas sustentadas pela diferença de pressão de ar entre as
suas partes interna e externa, criada com o auxílio de ventiladores.
 Armazéns Estruturais – recobertos com lona, tecido sintético ou coberturas especiais e têm a
estrutura de aço ou alumínio. Diferentemente dos armazéns infláveis, os estruturais não se prendem
a limitações de comprimento ou largura, podendo -se conjugá-los sem limites em diferentes
dimensões desde que se disponha da área necessária para operação.
 Armazém Primário – Local destinado ao armazenamento de UNIMOVS.
 Armazém Secundário – Local destinado ao armazenamento de UNICOMS, ou o módulo mínimo de
vendas.
 Armazém Terciário – Local destinado ao armazenamento de UNIAPS, embalagens de apresentação
com as quais os usuários têm contacto directo.
Legenda: UNIAP – embalagem de apresentação; UNICOM – embalagem de comercialização; UNIMOV –
embalagem de movimentação
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UNIDADE V: Introdução à Movimentação/Manuseio de cargas em ecoturismo
UNIDADE V: Introdução à Movimentação/Manuseio de cargas
em ecoturismo
No final da unidade, estará dotado de ferramentas que o auxilie a:
 Conhecer os objectivos do manuseio de cargas;
 Descrever a importância do manuseio de cargas;
 Compreender os aspectos fundamentais e formas de
Movimentação de cargas em ecoturismo.
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UNIDADE V: INTRODUÇÃO À MOVIMENTAÇÃO/MANUSEIO DE CARGAS EM ECOTURISMO
5.1. Movimentação/Manuseio de cargas em ecoturismo
Movimentação de cargas se refere a todo tipo de movimento realizado com a carga. A movimentação
envolve o processo de saída da mercadoria do seu produtor até chegar ao destinatário, podendo ocorrer de
diversas maneiras e utilizando-se de diversos equipamentos.
Actualmente, o ambiente organizacional tem encontrado muitas dificuldades em cumprir a sua missão
empresarial de forma independente, pois, esta tem vindo a ser cada vez mais difícil. Sendo assim, as
organizações tem vindo a buscar não só o desenvolvimento e a implementação das estratégias competitivas,
mas também, com importância relevante e em franco crescimento, as estratégias cooperativas, visando
atingir os objetivos com mais rapidez e menor risco.
A gestão de materiais é um conceito vital que pode resultar na redução de custos e no aperfeiçoamento do
desempenho de uma organização quando é adequadamente entendida e executada, trata-se de um
conceito que deve estar contido na filosofia da empresa e em sua organização.
Já a movimentação de material, é um subsistema encarregado do controle e normalização das transações
de recebimento, fornecimento, devoluções, transferências de materiais e quaisquer outros tipos de
movimentações de entrada e de saída de material. Onde dependendo do tipo de organização e de seu porte,
a movimentação de material adquire maior, menor ou relativa importância e complexidade dentro do sistema.
Mas para tal, deve-se ter em consideração os seguintes pressupostos:

Determinar o melhor método, do ponto de vista econômico para a movimentação, considerando as
condições particulares de cada operação, pois, cada produto exige uma técnica adequada, sacos,
paletes, granel, natureza do material, distância a ser percorrida, condições ambientais (temperatura,
umidade, natureza do piso e espaço), equipamento, grau de urgência, segurança;

Conhecer as técnicas a serem utilizadas, verificar possibilidades de melhorias e inovações na
movimentação;

Integrar as actividades de movimentação, olhar para o conjunto: recebimento, estocagem,
produção, inspeção, embalagem, expedição e transporte, partes integrantes do sistema de
movimentação como um todo;

Integração na cadeia de suprimentos, incluindo logística reversa, pois níveis de estoque reduzidos
ao longo da cadeia reduzem a movimentação, fluxo de materiais e informações, concomitantes.
31
UNIDADE V: INTRODUÇÃO À MOVIMENTAÇÃO/MANUSEIO DE CARGAS EM ECOTURISMO
Na movimentação, é essencial planear um fluxo contínuo e progressivo de materiais (continuidade do fluxo
na direção do produto final):
Processo de fabricação: distâncias mínimas, posicionamento dos equipamentos deve preve r a menor
movimentação possível, aconselha-se que se movimente os materiais em linha reta pois a menor distância
entre dois pontos é uma reta.
Quanto a força motora, a mais econômica é a gravidade, deve se verificar:

Diferença de nível, a possibilidade de se fazer a movimentação por gravidade;

Plano inclinado, escorregador ou roletes;

Primeira de uma série de estações pode ser construída de modo que os materiais fluam
sucessivamente para os níveis inferiores.
Deve-se fazer o aproveitamento dos espaços verticais:

Percentual de ocupação, m³, capacidade cúbica,

Empilhamento de materiais, equipamentos adequados para a altura,

Limitação: taxa de compressão dos materiais,

Nas áreas de trabalho, espaços agrupados e não organizados e corredores bloqueados devem ser
eliminados.
É possível notar que movimentar um certo número de itens aglomerados em uma única unidade mais fácil
do que cada um desses itens separadamente (unitização), pois, isso vai causar menor incidência de danos
e avarias ao material, porque o risco de danos é diretamente proporcional ao número de operações a que
cada item está sujeito,
O uso de sistemas sofisticados, inclusive baseados em sistemas informatizados de gestão, permite uma
base salutar para tomadas de decisões no tocante à movimentação e armazenagem de materiais.
Já a movimentação e armazenagem de materiais são factores que através de suas ações, resultam redução
de custos consideráveis à organização. Movimentar e armazenar materiais nos dias actuais são mais do
que ações básicas, é uma ciência que vem se desenvolvendo cada vez mais, levando em conta acima de
tudo, os recursos organizacionais.
32
UNIDADE V: INTRODUÇÃO À MOVIMENTAÇÃO/MANUSEIO DE CARGAS EM ECOTURISMO
As técnicas de movimentação e armazenamento de materiais são bastantes sofisticadas nos dias de hoje,
mas, caso não sejam utilizada de maneira correcta, recursos importantes serão desperdiçados pelas
organizações.
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UNIDADE VI: Introdução à Distribuição de Cargas em Ecoturismo
UNIDADE VI: Introdução à Distribuição de Cargas em
Ecoturismo
No final da unidade, estará dotado de ferramentas que o auxilie a:
 Compreender o que o Logístico precisa saber para a
distribuição e os seus processos;
 Conhecer os circuitos de Distribuição em ecoturismo;
 Conhecer os intermediários na distribuição de cargas em
Ecoturismo assim como os canais de distribuição.
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UNIDADE VI: INTRODUÇÃO À DISTRIBUIÇÃO DE CARGAS EM ECOTURISMO
6.1. Distribuição de bens e serviços
A distribuição preocupa-se principalmente com a movimentação de produtos para o cliente, mas neste caso
vale lembrar que não estamos nos referindo ao cliente final. Geralmente o cliente de uma fábrica não é o
consumidor final do produto. Por ex: uma empresa de doces não vende seu produto diretamente a pessoa
que irá consumir o doce.
O produto é vendido a um revendedor e só depois chega ao cliente final, isto é, aquele que realmente quer
comprar para comer.
O processo logístico responsável por essa movimentação é a distribuição física. Algum tempo atrás,
especialista no assunto consideravam que era uma fonte de custos que consumia os ganhos de um
determinado período.
Quando se fala em distribuição física é comum essa expressão ser remetida diretamente ao transporte, mas,
esse processo logístico envolve muito mais que isso. A embalagem, por exemplo, faz parte deste processo,
uma vez que o material escolhido para a proteção do produto depende do modal de transporte utilizado e
da roteirização escolhida, este é um dos processos logísticos mais complexo dentro da cadeia.
6.2. Tipos de distribuição
Partindo do pressuposto que a distribuição é complexa, é natural que haja alguns tipos, os quais variarão
de acordo com as diversas circunstâncias que a empresa pode enfrentar. Os principais tipos de distribuição
são:
 Pelo sistema próprio de vendas;
 Pelo sistema de vendas de terceiros;
 Através de agentes e representantes comissionados;
 Através de distribuidores especializados.
Marco Aurélio Dias, em seu livro Administração de Materiais, salienta que a escolha de cada um dos tipos
de distribuição dependerá de uma série de factores tanto de origem quanto de destinação, tais como bens
de produção ou de consumo, conforme os citados a seguir:
 Produção em ritmo acelerado;
 Produção dentro de um plano industrial esquematizado;
 Produto destinado ao consumo em massa;
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UNIDADE VI: INTRODUÇÃO À DISTRIBUIÇÃO DE CARGAS EM ECOTURISMO
 Produto especializado para uso técnico;
 Produto de transformação destinado às indústrias;
 Produto de uso supérfluo.
Não foi possível arrolar todos os factores, o que quer dizer que, e sses são apenas alguns exemplos de
factores de origem que influenciam na distribuição.
6.3. Métodos de distribuição
Para uma distribuição necessariamente acelerada, a distribuição feita pela própria organização de venda é
o método mais indicado quando existe produção em grande escala. Este método, pode ser indicada para
empresas que produzem máquinas pesadas e distribuem direto ao cliente final. De todos os métodos, este
é o mais difícil de encontrar no mercado, pois a maior parte dos produtos não é comprada diretamente do
fabricante, ou do produtor.
Quando isso acontece, significa que o produtor está utilizando a distribuição por meio de organização de
vendas realizado por terceiros, que é a mais indicada para esse tipo de venda. O que pode-se notar é que
nem sempre a fábrica está localizada onde a demanda pelo produto está. Um outro aspecto que pode-se
verificar, é a quantidade comprada pelo consumidor, onde por ser pequeno o volume de pedido, torna-se
inviável para a fábrica enviar a cada um, o pedido de compra.
Imagine que você seja um proprietário de uma empresa de fornecimento de água mineral. O consumidor,
quando adquire esse tipo de produto, solicita no máximo três caixas.
Imagine se você fosse responsável em enviar o produto solicitado?
Com certeza seria uma distribuição extremamente assombrosa e inviabilizaria o processo.
É fácil agora compreender porque não devemos comprar direto da fábrica, digo isso porque alguns devem
pensar que se fosse eliminado o retalhista, o processo poderia se tornar mais barato. Esse raciocínio é
válido somente para grandes quantidades, caso contrário é uma opção cara.
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UNIDADE VII: Introdução à Sistemas de Informação logística
UNIDADE VII: Introdução à Sistemas de Informação logística
No final da unidade, estará dotado de ferramentas que o auxilie a:
 Conhecer e compreender a funcionalidade e princípios dos
sistemas de informação logística
 Conhecer a arquitectura do sistema de informação logística.
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UNIDADE VII: INTRODUÇÃO À SISTEMAS DE INFORMAÇÃO LOGÍSTICA
7.1. Sistema de informação logística
Falar de Sistema de informação logística é falar de uma ferramenta que interliga as atividades logísticas
num processo integrado, processo esse, constituído por quatro níveis de funcionalidade: transações,
controle de gestão, análise de decisão e planeamento estratégico (Bowersox et al., 1996).
Fonte: Bowersox et al., 1996
7.2. Princípios e Funcionalidade da informação
Desde a sua criação, a logística foca-se na eficiência do fluxo de bens ao longo dos canais de distribuição,
este fluxo era, muitas vezes, menosprezado, porque nem sempre foi visto como de vital impo rtância para o
cliente. Para além disso, a velocidade das trocas de informação era limitada à velocidade de circulação do
papel. A informação exacta e atempada, é vista como sendo de importância crítica para o projecto de
sistemas logísticos por três razões (Bowersox et al., 1996):

Os clientes têm necessidade de observar informações sobre o estado da encomenda,
disponibilidade do produto, tempo de entrega e facturação, sendo como tal, estes elementos
necessários de um conglomerado total do serviço prestado;

Com o objectivo de se reduzir os stocks ao longo da cadeia de abastecimento, os gestores
aperceberam-se que a informação pode ser eficiente na redução dos mesmos e das necessidades
de mão-de-obra;
38
UNIDADE VII: INTRODUÇÃO À SISTEMAS DE INFORMAÇÃO LOGÍSTICA

A informação aumenta a flexibilidade em relação ao como, q uando e onde devem os recursos ser
aplicados para ganhar vantagem estratégica
7.2.1. Princípios
Os sistemas de informação logística têm que incorporar seis princípios/características de modo a serem
capazes de cumprir as necessidades de informação dos gestores e suportar adequadamente o planeamento
e operação da empresa (Bowersox et al., 1996):
7.2.1.1. Disponibilidade
Primeiro que tudo, a informação logística tem que estar disponível de uma forma consistente, neste caso, a
rapidez de disponibilidade é necessária para conseguir responder às necessidades dos clientes e à gestão
de decisões. Esta rapidez é crítica pois, os clientes necessitam frequentemente de aceder ao nível de stock
e ao estado das encomendas.
A descentralização das operações logísticas exige que a informação esteja disponível e possa ser
actualizada em qualquer lugar num país, ou mesmo no mundo. Desta forma, a disponibilidade da informação
pode contribuir para a redução da incerteza dos tempos de planeamento e operação.
7.2.1.2. Rigor
A informação logística deve ser rigorosa de modo a poder reflectir tanto o estado actual como o periódico
das actividades de forma a reflectir tanto as encomendas dos clientes como o nível dos stocks. O rigor é
definido como a relação entre a informação registad a pelo sistema de informação logística e os níveis ou
estados físicos atuais.
7.2.1.3. Oportuno
Existem momento certos em que a informação é necessária, e como tal a informação logística tem que ser
disposta oportunamente de modo a fornecer um feedback útil à rápida gestão. Considera-se como momento
oportuno, o atraso entre a ocorrência da actividade e a disponibilidade da informação no sistema logístico.
39
UNIDADE VII: INTRODUÇÃO À SISTEMAS DE INFORMAÇÃO LOGÍSTICA
7.2.1.4. Excepção
Estes sistemas de informação têm que ser baseados em excepções de modo a conseguirem enfatizar
problemas e oportunidades. As operações logísticas incluem frequentemente um largo número de clientes,
produtos, fornecedores e fornecedores de serviços.
7.2.1.5. Flexibilidade
Têm de ser flexíveis de modo a conterem capacidade para cumprir as ne cessidades tanto dos utilizadores
do sistema como dos clientes. Os sistemas de informação logística têm que ser capazes de fornecer
informação à medida das necessidades de clientes específicos.
7.2.1.6. Formato apropriado
Têm que ter o formato apropriado, pois têm que fornecer relatórios logísticos com uma disposição que seja
perceptível, contendo a informação, estrutura e sequência correcta.
7.2.2. Funcionalidade da informação
Como referido anteriormente, os sistemas logísticos constituem processos inte grados constituídos por 4
níveis de funcionalidade: Transacção, controlo de gestão, análise de decisão e planeamento estratégico,
podendo ser por vezes representados graficamente em forma de pirâmide. O nível mais básico (a
transacção), inicia e regista actividades logísticas individuais, tais como entrada de encomendas, selecção
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UNIDADE VII: INTRODUÇÃO À SISTEMAS DE INFORMAÇÃO LOGÍSTICA
de encomendas, envio de encomendas, preços, facturação e inquéritos de clientes. O segundo nível
(controlo de gestão), foca-se nos relatórios e medições de índices de desempenho.
Planeamento
estrategico
Analise da decisão
Controlo de gestao
Transacção
Níveis de funcionalidade da informação (Bowersox et al., 1996)
Estes índices de desempenho, são necessários para poder fornecer à gestão um feedback sobre os níveis
de serviço e utilização de recursos. O terceiro nível (análise de decisão), foca-se na decisão de aplicações
para assistir os gestores a identificar, avaliar e comparar estratégias logísticas e alternativas tácticas. O
quarto nível (planeamento estratégico), têm como objectivo o suporte de informação ao desenvolvimento e
melhoramento de estratégias logísticas (Bowersox et al., 1996).
7.2.2.1. Arquitetura da informação
Os sistemas de informação logística combinam software e hardware para gerir, controlar e medir as
atividades logísticas. O hardware incluí computadores, dispositivos de input/output e multimédia. O software
incluí sistemas operativos e aplicações utilizados no processamento de transações, controle de gestão,
análise de decisão e planeamento estratégico.
Este tipo de arquitetura inclui a informação base para manter o armazenamento dos dados e a execução de
componentes. A informação base contém ordens de compra, estado dos stocks e encomendas dos clientes.
O armazenamento de dados contém informação relativa a actividades passadas e o seu estado corrente e
bases para planeamentos futuros (Bowersox et al., 1996).
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UNIDADE VII: INTRODUÇÃO À SISTEMAS DE INFORMAÇÃO LOGÍSTICA
7.3. Reengenharia de processos e sistemas de informação logística
Actualmente, muitas empresas estão a rever a forma como processam os seus negócios de modo a
conseguirem manter-se competitivas. A reengenharia dos processos de negócio é um termo entre muitos
outros utilizados actualmente, que serve para descrever o processo de modificação do método em que uma
empresa opera.
À medida que uma empresa realiza certas mudanças, os sistemas de negócio têm que mudar e desenvolverse de modo a suportar as novas formas de negócio. Os sistemas de informação logística têm vindo a ser
utilizados para ajudar ao suporte de novos processos e estratégias de um ambiente cada vez mais
concorrencial (Robeson et al., 1994).
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UNIDADE VIII: Introdução à Custos logísticos
UNIDADE VIII: Introdução à Custos logísticos
No final da unidade, estará dotado de ferramentas que o auxilie a:
 Compreender os custos de Transporte, Armazenagem,
Movimentação de Materiais e de Estoques.
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UNIDADE VIII: INTRODUÇÃO À CUSTOS LOGÍSTICOS
8.1. Custos Logísticos
O que é Custo logístico total? Para começar, pode-se dizer que é necessário oferecer um nível de serviço
em logística que surpreenda o cliente. Para isso a empresa precisa de todos os setores da organização,
pois nossas operações são integradas e não devemos entender os custos de uma forma isolada.
De acordo com Faria e Costa (2005), [...] o conceito de custo logístico total é a premissa que sustenta as
análises dos custos de todo o macroprocesso logístico, auxiliando o gestor na tomada de decisão. Pela ótica
da logística integrada, os custos não podem ser vistos de forma isolada como se fossem elementos
independentes, assumindo que possuem uma relação direta com outras categorias de custos.
Até onde a contabilidade contribui para o processo de levantamento dos custos logísticos? Se você
tiver que começar um dia o programa de integração de uma organização, comece pela contabilidade, pois,
é na contabilidade que todas as informações financeiras da organização descansam.
O processo de contabilização mediante as contas contábeis permite a identificação de todos os gastos e
despesas da organização.
Para Bertó e Beulke (2013), a abrangência do cálculo de custos é muito ampla nos dias actuais, assim
sendo, na vida das organizações não é muito diferente. Grande parte das decisões diárias envolve de
alguma forma o custo. Ele apresenta quatro campos de abrangência e aplicação dos custos, sendo eles:
contábeis, vinculadas ao planeamento, voltadas à gestão económico-financeira, mercadológica e voltadas
ao controle.
E agora, com as descrições acima, deu para perceber que a contabilidade é fundamental para o
processo de levantamento dos custos?
Alguns conceitos importantes que o gestor de logística deve conhecer para poder compreender os custos
logísticos, de acordo com Faria e Costa (2005), “envolvem os gastos, competência e ou regime de caixa,
investimentos, perdas.
Elementos de custo
Conceito
Envolvem sacrifícios
financeiros
para uma
empresa, que podem ser representados, pela
entrega ou promessa de entrega de ativos
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UNIDADE VIII: INTRODUÇÃO À CUSTOS LOGÍSTICOS
Gastos
(normalmente dinheiro) Os gastos desembolsáveis
são aqueles que irão afetar o caixa da empresa
quando consumidos, como, por exemplo, os custos
de transporte, enquanto os não desembolsáveis
são aqueles considerados econômicos, ou seja,
afetam o resultado econômico da empresa mas não
afetam o caixa no curto prazo, tal como a
depreciação de um veículo.
Comtemplam os recursos comprometidos para
funcionamento específico. São os gastos ativados,
ou seja, que fazem parte do activo da empresa,
compostos por bens e direitos, de propriedade da
Investimentos
empresa e que beneficiarão os exercícios, presente
e futuro. A tendência atual é terceirizar algumas
atividades como, por exemplo, serviços de
transportes de operadoras logísticas que são
especializados nesta área, otimizando, de forma
eficiente, os investimentos envolvidos nos
processos logísticos.
Estão associadas aos
Perdas
bens ou serviços
consumidos de forma anormal ou involuntária, ou
seja, algo inesperado, tal como a obsolescência
dos estoques. Pode-se associar também às falhas
e aos desperdícios incorridos no processo.
Elementos de custos e seus conceitos.
Fonte: Faria e Costa (2005)
8.2. Classificação dos custos
Considerando que a gestão dos custos logísticos visa, além de uma redução dos custos, a melhoria no nível
de serviço, são apresentados a seguir os custos que impactam no processo logístico.
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UNIDADE VIII: INTRODUÇÃO À CUSTOS LOGÍSTICOS
Finalidade da Informação
Classificação dos Custos Logísticos
Quanto ao relacionamento com o objeto
Diretos e Indiretos
Quanto ao comportamento diante do volume de Variáveis e Fixos
atividade
Controláveis e não controláveis;
Custos de Oportunidade;
Custos Relevantes;
Quanto ao relacionamento com o processo de Custos Irrecuperáveis;
gestão
Custos Incrementais ou Diferenciais;
Custos Ocultos (Hidden Costs);
Custo-Padrão;
Custo-Meta;
Custo Kaizen;
Custo do Ciclo de Vida.
Classificação dos Custos Logísticos quanto à finalidade da informação.
Fonte: Faria e Costa, 2005
8.3. Tipos dos custos logísticos
Para Fontoura (2013), os custos classificam-se quanto a sua apropriação e volume. Quanto à apropriação
refere-se a forma de identificar, alocar os custos aos produtos, as quais de acordo com o autor podem ser:
 Custos diretos: Custos que podem ser facilmente identificados com os produtos ou serviços a que
se referem, sendo que para tal não necessite de critérios de rateio.
 Custos indiretos: Custos ou despesas que não são facilmente identificados aos produtos ou
serviços, normalmente são alocados por algum critério de rateio, direcionamento, ou são
recuperados pela ferramenta margem de contribuição defendida pelo custeio variável.
 Custos variáveis: Aqueles que variam de acordo com o volume da produção ou serviço. Tem como
característica ser fixo em se tratando de custo unitário.
 Custos fixos: Aqueles que não variam dentro de uma capacidade instalada, entretanto, o custo
unitário varia de acordo com o volume da produção.
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UNIDADE VIII: INTRODUÇÃO À CUSTOS LOGÍSTICOS
8.4. Elementos dos Custos Logísticos
A logística reúne uma variedade de custos, que envolvem as atividades desde a compra até o
armazenamento, passando pelo transporte e distribuição.
8.4.1. Custos de Armazenagem
Os custos voltados para o armazenamento de materiais levam em consideração os requisitos conceituais
da actividade. Você sabe que um produto ao ser adquirido por uma empresa, quando chega, deve ter o
recebimento da mercadoria. Depois esses materiais serão acondicionados e estocados no armazém e
depois despachados quando necessários. Neste fluxo rápido e simples observamos que os custos vão estar
ligados ao processo de recebimento e o sistema utilizado, a estocagem (A estocagem deve ser pensada
tridimensionalmente, levando em consideração também a altura) e a expedição e seu sistema.
Assim, os custos de armazenagem impactam na qualidade do serviço prestado por uma empresa. Para
Castiglioni (2008), “os custos crescem na mesma proporção que o nível de serviço e oferecido a um cliente”.
Uma empresa pode adotar diversas estratégias para o seu armazenamento. Se adotar um único local, os
seus custos fixos serão os mesmos, mas se adotar diversos locais, ela terá um aumento substancial nos
seus custos fixos.
Elementos da estrutura dos custos logísticos (Castiglioni, 2008)
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UNIDADE VIII: INTRODUÇÃO À CUSTOS LOGÍSTICOS
Para calcular o custo de armazenagem de determinado material/produto, pode-se utilizar a seguinte
expressão:
CA = Q/2 x I x P
Onde:
Q = Quantidade de material em estoque no tempo considerado.
I = Taxa de armazenagem, expressa geralmente em termos de percentagem do custo unitário.
P = Preço unitário do material.
8.4.2. Custos de Transportes
Dentro do universo dos custos logísticos, o custo do transporte certamente está incluído naqueles que mais
pesam no orçamento das empresas, onde os gastos para se manter uma frota em atividade confirmam isso.
Em meio aos custos de aquisição, manutenção, depreciação e operaç ão dos veículos, o empresário
principalmente o micro e pequeno sente o quanto pode ser dispendioso manter uma logística própria.
Além disso, entre os custos do transporte, existem muitos outros englobados. Como se sabe, Moçambique
tem uma malha rodoviária extensa e é por ela que grande parte da produção é escoada, este factor impacta
diretamente os custos dos transportes, pois os caminhões deslocam grandes distâncias, expostos a todo
tipo de intempéries, como a má infraestrutura rodoviária, riscos de acidentes e roubos de cargas. Tudo isso
faz com que o preço final do transporte seja bastante elevado.
8.4.3. Custos de Estocagem
Na estocagem de produtos se tem como elementos do custo os seguintes:
Custo de Oportunidade do Capital Parado: quanto a empresa está deixando de ganhar ao aplicar seus
recursos em estoque.
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UNIDADE VIII: INTRODUÇÃO À CUSTOS LOGÍSTICOS
Custo com Impostos e Seguros: Custos associados ao pagamento de taxas e seguros contra incêndios ou
roubo de produtos.
Custo com Risco de Manter Estoques: Custos associados à depreciação, obsolescência, furtos e roubos.
Custos com faltas: Custo que a falta de produtos acarreta no Nível de Serviço ao Cliente
8.4.4. Custos com processamento de pedidos
São elementos dos custos de processamento de pedidos os seguintes:
Itens do Custo de Processamento de Pedidos
Aquisição
Vendas
Salários e encargos do pessoal de compras
Salários e encargos de digitadores, conferentes,
separadores de pedidos
Custo de oportunidade dos equipamentos Custo de oportunidade dos equipamentos
utilizados no processo de aquisição (FAX, utilizados no processo de aquisição (FAX,
Computadores)
Computadores)
Custo de depreciação destes equipamentos
Custo de depreciação destes equipamentos
Custo do aluguer de espaço ou custo de Custo do aluguer de espaço ou custo de
oportunidade do imóvel utilizado
oportunidade do imóvel utilizado
Energia, telefone, internet
Energia, telefone, internet
Materiais utilizados (papel, canetas)
Materiais utilizados (papel, canetas)
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UNIDADE VIII: INTRODUÇÃO À CUSTOS LOGÍSTICOS
A grande dificuldade, cinge-se em custear as actividades logísticas, sendo estas ligadas à alta proporção de
custos indiretos à segmentação de produtos e serviços. Contudo importa referir que para além de se investir
na formação do ser humano, e preciso investir em sistemas que reduzam a possibilidade de erros e avarias,
reduzindo desperdícios, ineficiências e redundâncias. De modo que haja eficácia e eficiência no processo
logístico, assim como na empresa de forma geral, um trabalho integrado entre as áreas operacionais, é
necessário, para que, todos os desperdícios e custos logísticos existentes, sejam identificados, mensurados,
informados, e posteriormente, minimizados e/ou eliminados, com isso estaria a se alavancar e sustentar
vantagem competitiva em todos seus segmentos, pois a cadeia, só será competitiva quando apresentar
melhor qualidade e menor preço para o consumidor.
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Referências

Bertó, D. J.; Beulke, R. (2013). Gestão de custos. 3. ed. São Paulo: Saraiva.

Bowerox, Donald J.; Closs, David J.; Cooper, M. Bixby (1996). Logistical management: the integrated
supply chain process. Nova Iorque: McGraw-Hill, ISBN 978-0-07-114070-6

De La Torre, Francisco. (2002.) Sistema de Transportes. 1ª edição, Editora Rocca LTD, ISBN: 85-7241-3790

Faria, A. C.; Costa, M. de F. G. (2005). Gestão de custos logísticos. São Paulo: Atlas

Fontoura, F. B. B. (2013). Gestão de custos: Uma visão integradora e prática dos métodos de
custeio. São Paulo: Atlas.

http://www.transportesemmovimento.com/trrodoviario.htm

Lambert, R., Cooper, M., Pagh. C. (1998). Supply Chain Management: implementation issues and research
opportunities. The International Journal of Logistics Management, vol.9, nº 2.

Robeson, James F.; Copacino, William C., eds. (1994). The logistics handbook. Nova Iorque: The Free Press.
ISBN 978-0-02-926595-6

Soares, Charles Antônio. (sd). Armazenamento, Transporte E Distribuição.
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