Folha de Pernambuco - PE 18/12/2015 - 07:32 Planos terão que bancar exames ANS DETERMINOU que testes rápidos para dengue e exames para revelar chikungunya sejam ofertados a partir de janeiro A partir de janeiro, os planos de saúde passarão a cobrir testes rápidos para dengue e exames para detecção da chicungunya. Hoje, beneficiários já contam com procedimentos que avaliam estruturas sanguíneas, mas a maior parte dos diagnósticos advém da avaliação clínica, a que consdiera essencialmente os sintomas. Conforme a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a constatação de infeccões por zika será facilitada, já que, além da observação do quadro característico, também feita por exclusão das outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. No Estado, há 103 notificações. A expectativa de que, nos próximos dias, testes para detectar o vírus tenham início no Lacen. Atualmente, algumas instituições privadas têm ofertado esses exames. O de zika é mais raro e chega a custar entre R$ 400 e R$ 500. O de dengue tem um valor médio de R$ 120. Já o de chikungunya, de R$ 350. A novidade trará alívio o bolso. Por outro lado, o infectologista e membro do Comitê Técnico do Ministério da Saúde (MS) para apurar dengue, chikungunya e zika, Carlos Brito, explica que não dá para criar a expectativa de que todos, inclusive os atendidos na rede pública, serão submetidos a exames específicos. “A base é a avaliação clínica. Ela é soberana. Os exames laboratoriais costumam ser realizados quando há complicações, em investigações específicas”. Uma das explicações é de que os quadros costumam perdurar entre três e sete dias, de modo que, muitas vezes, com o diagnóstico obtido por meio da observação dos sintomas, o próprio paciente costuma não levar adiante a busca pela descoberta em laboratório, a menos que tenha gravidade. Carlos Brito, especialista que primeiro levantou a suspeita de circulação do zika no Estado, destaca ainda que notificar o adoecimento por zika como tal - e não como caso de dengue, como era feito até a semana passada -, mesmo que de forma clínica, é um avanço importante por fornecer aos órgãos responsáveis condições de planejar ações. “Se tivesse ocorrido antes, ajudaria os meios de assistência a se planejarem”, opina, citando o aumento do número de casos de microcefalia. Para as outras enfermidades transmitidas pelo Aedes, a lógica é a mesma, com base nas “predileções” de cada vírus. “Saber que determinada região vem tendo muitos casos de chikungunya, por exemplo, é ter a consciência de que será preciso reforçar certo tipo de assistência, nesse caso, voltado à complicações como dores nas articulações”. Folha de Pernambuco - PE 18/12/2015 - 07:32 Sangue: após transmissão do vírus, doação segue protocolo O Hemope passou a adotar procedimentos de triagem mais rígidos para evitar que quem apresenta quadros virais, inclusive sugestivos de zika, doe sangue enquanto estiver doente. Se, em até 15 dias após a doação, o paciente apresentar sintomas como febre, dores e manchas vermelhas pelo corpo, deverá comunicar à instituição. Na semana passada, a medida já havia sido alvo de uma nota técnica emitida pela Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados, do Ministério da Saúde, mas a orientação era para um prazo de sete dias. Atualmente, quem alega ter tido uma virose só pode fazer uma doação de sangue um mês após a cura da doença. A conduta surge após o relato de transmissão do vírus por meio de uma transfusão de sangue. O caso ocorreu em Campinas, em São Paulo, e está em investigação, mas sugere outra possibilidade de passagem do zika além da via sexual, apresentada em duas situações na literatura científica. “Nenhum desses fatos tem importância do ponto de vista epidemiológico, por serem casos isolados. E ainda que o vírus leve mais tempo na urina, esteja no sêmen, no próprio sangue, ele não fica ali cronicamente. Quando passa a fase aguda, ele vai embora. Ou seja, esse risco de transmissão não perduraria, como ocorre com Doenças Sexualmente Transmissíveis. Não se trata de uma DST”, esclarece o infectologista Carlos Brito. A diretora de Hemoterapia do Hemope, Anna Fausta, também tranquiliza a população, lembrando que a triagem tem justamente o intuito de conferir mais segurança à doação e à transfusão de sangue. “Se houver o indicativo de um paciente sobre seu adoecimento após esse período, a bolsa de sangue correspondente será rastreada”, explica. Atualmente, o sangue coletado passa por averiguações da presença de hepatites B e C, doença de chagas e do vírus HIV, mas a sorologia para dengue, zika e chikungunya teria que partir de orientações específicas do Ministério da Saúde. Folha de Pernambuco - PE 18/12/2015 - 07:32 Fiocruz dará laudo das mortes As três primeiras mortes suspeitas de bebês por microcefalia em Pernambuco ainda não podem ser relacionadas à exposição ao zika. Para tanto será necessário isolar o vírus e confirmar se o perímetro cefálico (PC) desses recém-nascidos está relacionado a danos no sistema nervoso central que afetaram o desenvolvimento. Essa investigação do vírus nos bebês será realizada pela Fiocruz. A instituição não deu prazo para o início das análises, nem para divulgação dos resultados. Até agora, o Ministério da Saúde só confirma uma morte de bebê microcefálico com infecção de zika, no Ceará. Já são 29 óbitos de bebês com microcefalia em investigação no Brasil. “Precisamos entender esse contexto e fazer uma investigação mais ampla. A microcefalia abre espaço para uma série de outras malformações. É a base para outras complicações que podem ter provocado as três mortes”, destacou o secretário de Saúde do Estado, Iran Costa. Dois dos óbitos aconteceram no Recife e um em São Lourenço da Mata. Na Capital, os bebês já nasceram mortos (natimortos) com 38 e 40 semanas de gestação. Em São Lourenço, o óbito ocorreu logo após o nascimento, que foi prematuro. Nesse último caso já havia diagnóstico de microcefalia durante a gestação. A infectologista Ângela Rocha, que participa do Comitê de Investigação de Microcefalia em Pernambuco, destacou que a morte desses bebês pode ser determinada por vários outros fatores e não apenas pela anomalia do cérebro. “A pesquisa pode apontar outras malformações. Às vezes, a morte não é pela microcefalia, mas por alguma alteração cardíaca que leva a uma incompatibilidade no feto”, disse. A médica destacou ainda que o exame de biologia molecular (PCR) pode não encontrar o vírus, pois o zika é detectável mais facilmente na fase aguda. “É preciso lembrar que o vírus pode não ser positivo no PCR. Mas, às vezes, nas estruturais fetais, pode permanecer mais tempo”. Folha de Pernambuco - PE 18/12/2015 - 07:32 Mais R$ 30 milhões para conter o Aedes RECURSOS SERÃO destinados a ações para conter o avanço do mosquito e à assistência das crianças com microcefalia Pernambuco terá R$ 30 milhões exclusivos para ações emergenciais de combate a epidemia de dengue e demais doenças transmitidas elo mosquito Aedes aegypti em 2016. O montante é relativo a emendas parlamentares e já está incluso na previsão orçamentária para a saúde no próximo ano, que é de R$ 5,10 bilhões. O Estado declarou situação de emergência no final de novembro. Quadro que permanecerá por 180 dias. Na ocasião, foram disponibilizados R$ 25 milhões dos cofres estaduais para controlar o avanço do mosquito e oferecer assistência às crianças com microcefalia. Já os R$ 30 milhões darão segurança às estratégias contra o Aedes - transmissor da dengue, zika e chicungunya. O governador Paulo Câmara destacou que, mesmo diante da crise financeira que deve persistir no próximo ano, qualquer investimento que puder ser feito na área será destinado às vítimas da microcefalia. “Não podemos ampliar a rede. Mas a exceção, e disso não vou abrir mão, é uma ampliação das unidades de atendimento às crianças com microcefalia”, firmou. A Secretaria Estadual de Saúde atendia, em média, dez crianças microcéfalas por ano. Atualmente, já são mais de 200. O Estado tem 920 casos suspeitos de microcefalia, o que representa 38% das notificações no País. MONITORAMENTO Ontem foi mais um dia de reunião de monitoramento do Aedes e microcefalia com o governador e as secretarias que compõem o front dessa batalha, como Saúde, Casa Civil e Planejamento. A secretária executiva de coordenação geral da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Ana Cláudia Callou, destacou que a gestão está realizando um diagnóstico das necessidades que a rede terá diante dessa nova demanda de crianças. “Parte dos recursos que teremos servirá para equipar algumas de nossas unidades e melhorar, sobretudo, a reabilitação”, contou. Ana Cláudia acredita que em até 15 dias esse diagnóstico dará uma dimensão dos que precisa ser melhorado e de quanto será preciso investir em contratação de recursos humanos. É certo que haverá a necessidade de incrementar equipes com fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos e terapeutas ocupacionais que farão a reabilitação desses bebês. Onde não há unidade estadual, o Governo reforçará os equipamentos municipais. Folha de Pernambuco - PE 18/12/2015 - 07:32 Câmeras de “olho” no mosquito A ajuda para combater o Aedes aegypti no Recife gora vem do alto. Cem câmeras de videomonitoraento da Secretaria de Segurança Urbana passaram a buscar, além de criminosos, focos de proliferação do inseto. De cima, os agentes que controlam os equipamentos buscam indícios de criadouros do vetor da dengue, zika e febre chikungunya. Uma cisterna destampada pode ser o sinal de alerta para a equipe da Secretaria Municipal de Saúde fazer a visita na residência. Dessa forma, duas moradias da comunidade de Passarinho receberam visitas ontem e foram encontradas focos. A novidade agradou os moradores que tiveram as casas visitadas após o flagra das câmeras de videomonitoramento. Para eles, quanto mais investirem na prevenção, melhor. O que eles querem é que o mosquito fique longe de suas residências. Mas para isso acontecer, os agentes públicos lembram a importância de a sociedade fazer a parte dela, fiscalizando a moradia e eliminando pontos que acumulam água. Qualquer recipiente, por menor que seja, pode juntar líquido e se transformar em criadouro. Folha de Pernambuco - PE 18/12/2015 - 07:32 Três novas drogas contra a hepatite C A cura nas mãos. É assim que 409 pacientes pernambucanos com hepatite C se sentem com a chegada das medicações Daclatasvir, Sofosbuvir e Simeprevir. Essas pessoas fazem parte do primeiro grupo no Estado cadastrado para receber os remédios. Mas a meta é que em 2016 esse número duplique levando em consideração o volume de novos doentes a cada ano. Em 2014 foram 387 pessoas com a enfermidade. Já em 2015, foram 112 casos confirmados e outros 129 estão em investigação. As três drogas compõem a geração mais moderna de remédios para o tratamento da doença, que agora tem chance de cura superior a 90%. O tratamento anterior curava entre 40% a 50% dos casos e apresentava uma série de efeitos colaterais além de restrição para transplantados e portadores de HIV. As drogas foram importadas pelo Governo Federal e chegaram a Pernambuco há uma semana. A distribuição foi iniciada ontem. Dois pacientes do Instituto do Fígado de Pernambuco (IFP) foram os primeiros a receber os novos remédios. “Estava aguardando há um ano. Tenho a esperança de ficar curada”, disse a gastrônoma Katya Costa, 43 anos. Ela teve o diagnóstico há cinco anos quando estava grávida. Todos os cuidados para evitar uma transmissão vertical (da mãe para o bebê) foram tomados e a criança nasce livre do vírus. Katya fez outros tratamentos, mas a doença voltou. Agora ela deposita a esperanças nos novos remédios. Na mesma espera estava Cícero Robério, 68. Ele descobriu a doença muito tardiamente, em 2004, quando comprometimento do fígado era completo. Precisou de um transplante e recebeu um novo fígado em 2009. “Troquei o fígado, mas não trocou o sangue. Então a doença ia voltar uma hora”. Tanto Katya quando Cícero vão receber as medicações porque fazem parte dos critérios do Ministério da Saúde para ter acesso às substâncias - remédios são indicados para pacientes que não responderam aos medicamentos habituais, os portadores de coinfecção com o HIV, cirrose descompensada e pré e pós-transplante. Dos 409 portadores de hepatite C que serão atendidos agora, cerca de 50% são do IFP. A presidente do Instituto do Fígado de Pernambuco, Leila Beltrão, comemorou a chegada das substâncias que são a revolução do cuidado esses pacientes. “Elas representam um avanço grande para a cura e na forma de disponibilização da medicação na forma oral, antes ela era subcutânea”, destacou. Diario de Pernambuco - PE 18/12/2015 - 08:05 Zika vírus associado à hidrocefalia Pesquisa realizada na UFBA detecta nova alteração em crianças infectadas com vírus transmitido pelo Aedes aegypti Quando estava grávida, a baiana Maria (nome fictício) ouviu, durante um exame de ultrassom, que a cabeça do filho não tinha o tamanho esperado para a idade gestacional. A palavra microcefalia assustou no diagnóstico. Na época, primeiro semestre deste ano, não se falava sobre a malformação como hoje. O bebê nasceu com 33,5 cm de perímetro cefálico (é considerado microcefalia com 32 cm ou menos), e o caso não foi notificado como suspeito da doença. Meses depois, porém, médicos descobriram que a cabeça do recém-nascido só havia crescido porque lesões cerebrais decorrentes da infecção por zika vírus também haviam causado hidrocefalia, quando há acúmulo excessivo de líquido dentro do crânio, aumentando o tamanho da cabeça. Sem diagnóstico da doença, a criança ficou sem acompanhamento durante dois meses. Quando a microcefalia e a hidrocefalia foram confirmadas, ele precisou passar por uma cirurgia de urgência. O caso foi pesquisado pelo médico especialista em medicina fetal e professor adjunto da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Manoel Sarno. Desde julho deste ano, ele coordena um grupo de estudos que iniciou pesquisa de acompanhamento de 100 gestantes com manchas vermelhas (um dos sintomas do zika vírus) pelo corpo. O médico conta que, quando começou o trabalho, em 24 de julho deste ano, não havia informações de que poderia existir uma epidemia de microcefalia no país. O Ministério da Saúde declarou situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) quase quatro meses depois, em 12 de novembro. "Com as informações que circulam nacionalmente, estamos fazendo uma avaliação retrospectiva dos casos de microcefalia, ou seja, investigando como foi a gestação depois que os bebês chegam", explicou Sarno. Segundo ele, 85% das mães de crianças com microcefalia ouvidas pela equipe relataram ter tido sintomas de zika vírus no primeiro trimestre da gravidez. Além de tabular dados sobre a gestação das mulheres, o grupo de estudo também está analisando as lesões cerebrais causadas pela infecção por zika. Anomalias cerebrais já foram identificadas, como calcificação de grandes áreas do cérebro e dilatações ventriculares. "A dilatação pode causar um acúmulo de líquidos e, no futuro, há a possibilidade de isso levar à hidrocefalia", esclareceu o médico. Em Pernambuco, não há relatos de casos de hidrocefalia associados à microcefalia relacionada ao zika vírus. De acordo com a infectologista Regina Coeli, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), a decorrência da hidrocefalia é mais frequente em casos de microcefalia por toxoplasmose congênita e que não há motivo para alarde. "Ainda não sabemos se os pacientes atendidos no estado relacionados à epidemia associada ao zika vírus terão hidrocefalia. Pelo que conhecemos de doenças congênitas, isso pode acontecer, mas não seria algo exclusivamente ligado à microcefalia causada pelo zika vírus", afirmou. Diario de Pernambuco - PE 18/12/2015 - 08:05 Diario Urbano Retomada de tratamento Após a falta de medicamentos quimioterápicos no Hospital Barão de Lucena, a família de Maria Creusa, 68, espera que o tratamento seja realmente retomado hoje, conforme informado pela Secretaria Estadual de Saúde. Maria Creusa, tratando-se de câncer de mama, precisa se submeter a 12 aplicações. O Estado de São Paulo - SP 18/12/2015 - 08:05 PE apura morte de bebê com microcefalia Três crianças diagnosticadas com a má-formação morreram em 6 dias; Estado tem a maior quantidade de casos no País, segundo ministério Em meio à epidemia de microcefalia que atinge Pernambuco, o Estado registrou, nos últimos seis dias, a morte de três bebês diagnosticados com a má-formação. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, é a primeira vez que há suspeita de óbito por esse problema na região. Os partos aconteceram na capital pernambucana e na cidade de São Lourenço da Mata, na região metropolitana do Recife. Ainda segundo a secretaria, dois bebês já nasceram mortos - o primeiro na sexta-feira passada e o segundo, anteontem. Eles estavam, respectivamente, com 38 e 40 semanas de gestação. O terceiro morreu horas depois do nascimento, também na sexta-feira. Em nota oficial, a Secretaria de Saúde confirmou as mortes, mas ressaltou que, apesar de os bebês apresentarem microcefalia, a má-formação ainda não pode ser apontada como a causa das mortes. A administração também não confirmou a relação dos casos com infecção das mães por zika. Pernambuco tem, segundo o último boletim oficial da pasta de saúde estadual, 85 casos de microcefalia confirmados. Na terça-feira passada, a secretaria divulgou o crescimento de casos investigados, que passaram de 804 para 920. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define como microcéfalos os bebês nascidos com perímetro cefálico igual ou menor do que 32 centímetros. Riscos. O clima é de apreensão entre as gestantes atendidas nas unidades de saúde de referência para o diagnóstico e tratamento da microcefalia no Estado de Pernambuco: o Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc) e o Instituto Materno Infantil Francisco Figueira (IMPI). "Estamos com medo. Por mais que os médicos tentem nos acalmar, é muito difícil saber que nossos filhos enfrentam riscos tão grandes. Eu mesma estou sem dormir direito há quase uma semana, desde que o ultrassom mostrou que meu filho, que está com 33 semanas, poderia ter microcefalia. É uma espera angustiante", disse a estudante Silvia Francisca Lajes, de 24 anos. Especialistas em retina e oftalmopediatria fazem hoje o segundo mutirão de atendimento para avaliar eventuais sequelas nos olhos das crianças diagnosticadas. A partir das 7 horas, as consultas serão realizadas no Hospital de Olhos de Pernambuco (Hope). O objetivoé orientar as famílias das crianças para o tratamento no campo visual, e os pacientes serão submetidos a exames complementares, como ultrassom. Casos. Dados divulgados pelo MINISTÉRIO DA SAÚDE nesta semana apontaram pela primeira vez a presença de casos de microcefalia nos Estados do Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Rio Grande do Sul. Segundo o relatório, são 2401 registros da doença em 549 municípios de 19 Estados e no Distrito Federal. Do total de suspeitas, 134 foram confirmadas e 102, descartadas. Foram registradas 29 mortes. Especialistas continuam conduzindo investigações em 2.165 registros. Jornal do Commercio - PE 18/12/2015 - 08:17 Oswaldo Cruz superlotado MICROCEFALIA Hospital já atende cerca de 220 bebês com malformação congênita. Número ultrapassa o de casos suspeitos no Recife Há quase dois meses, o Ambulatório de Infectologia Pediátrica do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc) tem concentrado a maioria dos atendimentos para os bebês com microcefalia do Estado. Com uma rotina de consultas intensa, que inclui agendamentos e demanda espontânea, a unidade de saúde atingiu um cenário de superlotação e já acumula cerca de 220 crianças com a malformação congênita acompanhadas desde que Pernambuco começou a vivenciar o avanço da anomalia. O número ultrapassa os casos suspeitos no Recife, que chega a 158 bebês em investigação. Diariamente, são realizados 15 atendimentos, mas há dias em que os médicos analisam até 20 crianças. Chefe do Setor de Infectologia Pediátrica do Huoc, Ângela Rocha percebe limitações na descentralização da assistência, mesmo passados 15 dias da divulgação da segunda versão do protocolo, que preconiza a distribuição dos atendimentos entre 10 hospitais do Estado. A médica considera que o suporte aos bebês seria eficiente se as famílias do interior fossem direcionadas para unidades mais próximas da cidade onde residem. “Já atendi gente de Quipapá (Zona da Mata Sul), cidade que é mais próxima do polo de Caruaru (Agreste) do que do Huoc. Também recebemos crianças que deveriam ir ao polo de Petrolina (Sertão), mas que estão enfrentando horas de viagem para vir ao Recife. A Secretaria de Saúde precisa aproveitar esses polos e adequá-los para o atendimento”, diz Ângela Rocha. A jovem Rafaela Lima, 17 anos, deixou o município de Inajá, no Sertão de Pernambuco, às 21h da última quarta-feira (16). Acompanhada do filho, Marcos, 4 meses, que nasceu com microcefalia, ela enfrentou oito horas de viagem até o Recife para que o bebê pudesse realizar seus primeiros exames no Huoc na manhã de ontem. Nascido na maternidade do Hospital Regional de Arcoverde, no Sertão, Marcos foi diagnosticado com microcefalia logo após o parto. A cabeça media apenas 28 centímetros. Rafaela foi encaminhada ao Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira (Imip), no Recife, para receber informações sobre a malformação e fazer os primeiros exames na criança. Depois de encaminhada ao Huoc, foram quatro meses até que ela conseguisse uma vaga para as primeiras consultas. “Não fazia ideia do que era microcefalia, não tive muitas informações. Ele não fez nem a tomografia ainda”, conta a jovem. O caso de Marcos é semelhante ao do bebê Caio, também de 4 meses, apenas pelo diagnóstico de microcefalia. A mãe, Jessica Kelly,17, deu à luz na Maternidade Professor Arnaldo Marques, no Ibura, Zona Sul do Recife. Lá, Caio permaneceu internado por 18 dias. Depois disso, o encaminhamento ao Huoc foi imediato, assim como a marcação dos exames. Entre os quatro bebês que estavam no hospital no início da manhã de ontem, Caio era o único que tinha feito a tomografia. Para Ângela Rocha, a histó- ria de Rafaela e Marcos não é um caso isolado. “Temos três polos de atendimento no interior capacitados para atender as crianças sem que elas precisem se deslocar ao Recife. Eles estão equipados com tomógrafos e são perfeitamente capazes de realizar os primeiros exames de imagem. Mesmo assim, os bebês vêm para o Huoc, que está superlotado”, destaca a médica. Jornal do Commercio - PE 18/12/2015 - 08:17 Atendimento começa no Agreste e no Sertão A Secretaria Estadual de Saúde informa que o atendimento para bebês com microcefalia e gestantes já foi iniciado, esta semana, nos três polos distribuídos no interior de Pernambuco: Caruaru (Agreste), Serra Talhada e Petrolina (ambas no Sertão). Na Região Metropolitana do Recife, a assistência fica sob a responsabilidade de cinco hospitais, além de unidades destinadas à reabilitação, como a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), e o Canto Mãe Coruja, que também está no interior. O Hospital Mestre Vitalino (HMV), em Caruaru, iniciou o atendimento esta semana. A neurologista Maria Paula Martins, coordenadora da equipe de neurologia e neuropediatria da unidade, informa que seis crianças já foram atendidas, mas não tiveram o diagnóstico de microcefalia confirmado porque o perímetro cefálico era maior do que 32 centímetros. “Elas vieram encaminhadas para avaliação por outras unidades de saúde. Aqui descartamos a suspeita porque o tamanho da cabeça estava dentro da normalidade”, explica Maria Paula. Ela acrescenta que o Mestre Vitalino já está com condições para realizar 25 consultas por semana para bebês com suspeitas de microcefalia e 25 tomografias. A partir de agora, o hospital atende casos que forem encaminhados das 4ª e 5ª Região de Saúde, que compreendem 53 municípios. As consultas serão realizadas todas as terças-feiras. Em breve, o hospital realizará exames do líquido da coluna, que complementa o diagnóstico da microcefalia em relação a complicações neurológicas decorrentes da malformação. “Também estamos analisando com a Secretaria Estadual de Saúde a possibilidade de oferecer aos bebês um trabalho de reabilitação, com sessões de fono, fisioterapias motora e respirató- ria”, conclui Maria Paula. Jornal do Commercio - PE 18/12/2015 - 08:17 Atenção se volta para óbitos MICROCEFALIA Estado faz análise de amostras de sangue e tecido para identificar causa da morte de três bebês com a anomalia A investigação dos três casos de bebês com microcefalia que vieram a óbito em Pernambuco e apresentavam microcefalia segundo critérios da Organização Mundial de Saúde (perímetro cefálico igual ou abaixo de 32 centímetros) contempla uma série de procedimentos para comprovar ou descartar se as mortes tiveram como causa a malformação congênita. “É uma análise criteriosa e que inclui amostras de sangue e tecidos, a fim de identificar ou não a presença do vírus zika. O material colhido, que inclui fragmentos de vísceras dos natimortos, como cérebro, fígado, coração, pulmão, rim e baço, provavelmente deverá ser encaminhado para o Instituto Evandro Chagas, em Belém”, diz a infectologista pediátrica Regina Coeli Ramos, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc). As placentas também precisam ser encaminhadas para auxiliar no diagnóstico. Esse procedimento laboratorial, segundo a médica, é essencial para atestar se os óbitos foram secundários a uma infecção congênita. “Nessa análise, muitos detalhes são pesquisados. Inclusive, é investigado todo o histórico do pré-natal da mulher. Até mesmo uma alteração cardíaca do bebê e um pico de hipertensão podem entrar como fatores capazes de favorecer a morte do bebê ainda na barriga”, ressalta Regina Coeli. O Protocolo de Vigilância e Resposta à Ocorrência de Microcefalia Relacionada à Infecção pelo Vírus Zika, do Ministério da Saúde, considera como caso suspeito de óbito natimorto de qualquer idade gestacional, de mulheres grávidas com relato de doença exantemática (aquela que se manifesta principalmente por manchas vermelhas na pele) durante a gestação. O caso passa a ser confirmado se for apresentada microcefalia ou outras alterações do sistema nervoso central, desde que seja identificada a presença do vírus zika na mãe ou no tecido fetal. Em Pernambuco, as três mortes dos bebês com microcefalia foram registradas na capital pernambucana (dois dos casos) e em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife. Dois bebês já nasceram mortos (os chamados natimortos) na sexta-feira (11) e na quarta-feira (15), com 38 e 40 semanas de gestação, respectivamente. Um deles veio a óbito no dia 11, logo após o nascimento, com 33 semanas de gestação (prematuro) e com diagnóstico de microcefalia intraútero. Apesar de três bebês apresentarem microcefalia, a anomalia congênita ainda não pode ser considerada a causa básica dos óbitos, que estão sendo investigados. Ao longo do aumento de casos de microcefalia no País, foi confirmada uma morte no Ceará. Duas foram descartadas no Rio de Janeiro, e 26 mortes são investigadas. Jornal do Commercio - PE 18/12/2015 - 08:17 “A maior crise dos últimos cem anos” A maior crise em saú- de pública dos últimos cem anos. Assim o vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Valcler Rangel, classificou a epidemia de microcefalia que atinge o Brasil. Após um debate promovido ontem, no Rio de Janeiro, pelo jornal Extra sobre o assunto. “Nos últimos cem anos, tivemos algumas grandes crises de saúde pública no mundo, entre elas a gripe espanhola, o surgimento da poliomielite e a varíola, mas a magnitude e o modo com que essa epidemia, apesar das incertezas, vem se apresentando não têm paralelo na história da saúde pública. Diria que é certamente uma das maiores crises, se não a maior que tivemos nos últimos cem anos”, ressaltou Valcler Rangel. Para vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz não apenas o Brasil, mas ninguém no mundo pode estar preparado para enfrentar situação semelhante. “Muitos (países) estão prestando atenção no Brasil. Estamos lidando com um fato desconhecido da ciência, não há outros cientistas no mundo que conheçam tanto o zika (e as complicações).” Valcler Rangel avalia que ter um sistema único de saúde ajudou o Brasil a mobilizar todos os municípios. “Isso é uma vantagem. Conseguimos definir e captar a informação muito rapidamente. O ruim é que há ainda uma desestruturação desse mesmo sistema, em função da falta de financiamento”, destacou. No momento, ressalta Valcler Rangel, o mais urgente, do ponto de vista científico, para combater a doença é, primeiramente, o desenvolvimento de diagnósticos para identificar exatamente o que a gestante tem e qual a diferença entre dengue, chicungunha e zika. “Outra prioridade absoluta é ter um conjunto de técnicas para controlar o mosquito. Uma terceira prioridade é conhecer melhor a relação (do vírus) com a microcefalia”, relata. Jornal do Commercio - PE 18/12/2015 - 08:17 Mar de lixo ajuda a manter criadouros Nas palafitas do Recife e de Olinda, a combinação falta de coleta regular de lixo com a má educação da população pode resultar em milhares de criadouros do mosquito Aedes aegypti. Tampinhas de garrafa, copos plásticos, depósitos de margarina e outros objetos descartados acumulam água e são locais perfeitos para a fêmea do inseto depositar os ovos. Na Comunidade Ponte Preta, bairro de Salgadinho, em Olinda, é difícil encontrar uma casa em que alguém não tenha tido dengue ou chicungunha, doenças transmitidas pelo mosquito, nos últimos quatro meses. Também é fácil achar lixo acumulado em vários pontos. As casas são construídas às margens do Rio Beberibe. Nas palafitas do Recife e de Olinda, a combinação falta de coleta regular de lixo com a má educação da população pode resultar em milhares de criadouros do mosquito Aedes aegypti. Tampinhas de garrafa, copos plásticos, depósitos de margarina e outros objetos descartados acumulam água e são locais perfeitos para a fêmea do inseto depositar os ovos. Na Comunidade Ponte Preta, bairro de Salgadinho, em Olinda, é difícil encontrar uma casa em que alguém não tenha tido dengue ou chicungunha, doenças transmitidas pelo mosquito, nos últimos quatro meses. Também é fácil achar lixo acumulado em vários pontos. As casas são construídas às margens do Rio Beberibe. Na comunidade de Roque Santeiro 1, bairro da Ilha do Leite, área central do Recife, a realidade é semelhante. Moradores das palafitas convivem com um ‘mar de lixo’. “Sempre foi assim. Não temos coleta”, diz Rafaela Ferreira, 16, com a filha recémnascida Rariele nos braços. O secretário de Serviços Públicos de Olinda, Manoel Sátiro, garante que há coleta manual de lixo em Ponte Preta. “O que aconteceu foi uma redução por questão financeira. Antes fazíamos todos os dias, exceto aos domingos. Agora são três vezes por semana”, diz. Ele vai enviar hoje uma equipe fiscalizar a comunidade. A Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) também assegura que a coleta domiciliar porta a porta na comunidade Roque Santeiro é realizada de segunda a sábado. Mas que diante da denúncia de lixo no local ,“fiscais vão verificar o serviço para corrigir qualquer falha”. Jornal do Commercio - PE 18/12/2015 - 08:17 Remédio gratuito para a hepatite C Três novos medicamentos vão dobrar a chance de cura dos pacientes com hepatite C em metade do tempo consumido na terapia convencional. Os remédios Sofosbuvir, Daclatasvir e Simeprevir sódico começaram a ser recebidos ontem, no Instituto do Fígado de Pernambuco. Serão beneficiados, inicialmente, 409 pacientes. As drogas serão distribuídas gratuitamente, mediante receita médica, na Farmácia do Estado. O tratamento chega aos pacientes após uma parceria entre o Ministério da Saúde e a indústria farmacêutica. “O acordo barateou o custo dos medicamentos. Na rede pública, o tratamento vai custar 40 mil reais ao ano por paciente. Já na rede privada, pode ser até 10 vezes maior”, informou o secretário estadual de Saúde, Iran Costa. A hepatite C é uma doença transmitida pelo contato com sangue contaminado, através do compartilhamento de objetos como seringas e alicates. O contágio também se dá por vias sexuais e durante a gestação. A doença é assintomática e pode levar a complicações como cirrose, câncer e insuficiência hepática. Portadora da doença há cinco anos, Kátya Costa parou o tratamento convencional porque o vírus desenvolveu resistência e os remédios Interferon e Ribavirina não estavam surtindo o efeito desejado. “Estou há um ano aguardando essa nova medicação. Além da cura, espero que não sinta tanto os efeitos colaterais”, comenta. Durante o tratamento antigo, quando tomava uma injeção por semana combinada com três comprimidos por dia, Kátya desenvolveu urticária. Os novos medicamentos, produzidos no Canadá, Estados Unidos e Holanda, prometem aumentar a chance de cura para 90%. O percentual no tratamento convencional é de 35% a 40%. Além disso, os efeitos colaterais são mínimos. “Os pacientes devem sentir apenas um leve enjoo ou dor de cabeça”, afirma a médica Leila Beltrão, presidente do Instituto do Fígado de Pernambuco. A médica também explica que o tratamento agora vai se estender por 12 ou 24 semanas, de acordo com a necessidade de cada paciente. Na terapia convencional, esse tempo pode chegar a 48 semanas. Os novos remédios são administrados por via oral e a prioridade é para os pacientes mais graves, transplantados e contaminados com outros vírus, como o HIV e o da hepatite B. Durante a entrega dos medicamentos, o secretário estadual de Saúde informou que a falta de medicamentos na Farmácia do Estado deverá começar a ser resolvida até o final do ano. O déficit atual é de 23 medicamentos. Desses, de 10 a 15 devem ser regularizados a partir da próxima semana. Folha de Pernambuco - PE 18/12/2015 - 07:32 Governos devem quase R$ 1 bilhão Governos estaduais e federal acumulam juntos uma dívida de R$ 927milhões de reais referentes à compra de medicamentos, segundo a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma). O levantamento aponta que, do total, 57%deste valor é de responsabilidade do Governo Federal. Porém, o Ministério da Saúde diz que os repasses estão regulares.b Os outros 43% referem-se à compras feitas pelo Distrito Federal e pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina. O montante é referente ao atraso no pagamento de remédios de todas as categorias, adquiridos pelo sis tema de compras públicas. Segundo a entidade, que reúne laboratórios responsáveis pela venda de 80% dos medicamentos de referência n Brasil, 29% dos atrasos têm mais de seis meses. “O atraso expressivo no pagamento começa a comprometer a sustentabilidade das operações” disse, em nota, a Interfarma. As compras públicas, segundo a entidade, representam a maior parte do faturamento da indústria farmacêutica. O Ministério da Saúde disse que os repasses referentes à oferta de medicamentos no SUS estão regulares. Folha de Pernambuco - PE 18/12/2015 - 07:32 Bebê sobrevive com coração artificial Duas paradas cardíacas e três meses ligado a um coração artificial é parte da história de Gustavo Henrique de Oliveira, que deve completar 1 ano no próximo dia 25, à espera de um transplante. “Eu tiro as minhas forças dele. Porque vejo a força que ele tem para lutar, para viver. Eu entro aqui, ele dá um sorriso para mim, já me dá força para a semana inteira”, diz a mãe, Luane Aparecida Barrios, que largou o emprego para acompanhar o filho no tratamento dos problemas cardíacos. Gustavo tem uma dilatação no coração. As causas da doença não puderam ser determinadas. Porém, as complicações fazem com que o órgão não tenha capacidade de suprir as necessidades do corpo. Para que o bebê pudesse resistir tempo suficiente para encontrar um doador de coração compatível, foi ligado a um ventrículo artificial, aparelho que ajuda o órgão doente a fazer o bombeamento do sangue. Foi a primeira vez que uma criança tão nova passou pelo procedimento no Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da Universidade São Paulo. O paciente mais jovem submetido ao procedimento até então tinha 15 anos. “Ele é o primeiro bebê, com menos de um ano, em que a gente conseguiu colocar esse coração artificial”, disse a cardiopediatra Estela Azeka. O coração artificial, de tecnologia alemã, pode ser usado por muitos meses. O tratamento tem alto custo e não é oferecido pelo SUS. Segundo Jatene, cada ventrículo artificial custa certa de R$ 200 mil. Essa é uma das razões pela qual o Incor está investindo no desenvolvimento de um coração mecânico infantil com tecnologia brasileira. O sistema poderá ajudar a dar sobrevida às 19 crianças que esperam por um coração no Incor. Folha de Pernambuco - PE 18/12/2015 - 07:32 Pílula “anticâncer” em breve será testada TESTES envolverão 210 pacientes com câncer de pulmão, mama, intestino, colo uterino, próstata, estômago, fígado e outros O Governo de São Paulo anunciou ontem que está se preparando para testar a “pílula anticâncer”, como ficou conhecida a substância fosfoeanolamina. Para isso ocorrer, porém, é necessária a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a liberação da fórmula de pesquisadores da USP São Carlos. Um protocolo para solicitar o início dos testes, elaborado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), já foi encaminhado para a Anvisa. O documento também foi entregue aos pesquisadores que desenvolveram a substância para que eles passem a fórmula para o governo produzir o medicamento para testes. A intenção do governo é fabricar a pílula no laboratório da Fundação para o Remédio Popular (Furp) em quantidade suficiente apenas para suprir a necessidade dos pacientes que participarão dos testes. Os criadores da fórmula também foram chamados pela gestão Geraldo Alckmin para participar de todos da pesquisa e acompanhar o desenvolvimento e reações dos pacientes ao longo do tratamento. O secretário de Estado da Saúde, David Uip, afirmou que está preparado para começar os testes imediatamente. “Inicialmente, serão 210 pacientes de dez grupos diferentes de câncer. Se a medicação se mostrar ativa e os pacientes se beneficiarem, dobramos esse número”, afirmou. Os dez grupos de tumores selecionados para iniciar os testes são: pescoço, pulmão, mama, cólon, intestino, colo uterino, próstata, melanoma, pâncreas, estômago e fígado. As pessoas escolhidas para participar dos testes serão aqueles em estado avançado da doença e devem obedecer critérios técnicos, como não ter sido diagnosticado como paciente em estágio terminal. O médico responsável pelo estudo, Paulo Hoff, explicou que isso ocorre para que a eficácia evolutiva do tratamento possa ser avaliada ao longo do tratamento. MANIFESTAÇÃO Cerca de 100 pacientes com câncer e parentes ocuparam o plenário e impediram o início da sessão na Assembleia Legislativa de SP na última quarta para conseguir a liberação da fosfoetanolamina sintética, substância ainda em fase de testes que ficou conhecida como “pílula do anticâncer” Liminares para obtenção do produto foram barradas pelo Tribunal de Justiça de SP, devido à falta de testes que com provem a eficácia da substância em humanos. Folha de Pernambuco - PE 18/12/2015 - 07:32 Fogo Cruzado PROMESSA - Com ou sem ajuda do Governo do Estado, o prefeito Geraldo Júlio (foto) pretende honrar pelos menos quatro das promessas de campanha que registrou em cartório em 2012: concluir a reforma do Geraldão, entregar o Compaz do Alto de Santa Terezinha, inaugurar a segunda etapa da Via Mangue e botar o Hospital da Mulher para funcionar. Jornal do Commercio - PE 18/12/2015 - 08:17 Voz do Leitor Foco do Aedes aegypti Há mais de uma semana um pneu está jogado em meio ao lixo na Rua Antônio Meira, no Alto do Pascoal, Bomba do Hemetério. E não se vê empenho em combater, mesmo diante de tantos casos de chicungunha, zika vírus e microcefalia. Daniel Gustavo, via comuniQ