Resumo Aula-tema 01: Panorama mundial e nacional

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 Resumo
Aula-tema 01: Panorama mundial e nacional – ecossistemas
No momento atual, a preocupação de governos, sociedade civil e cidadãos
deve visar a sustentabilidade. Para se compreender esse conceito, é necessário
considerar o panorama mundial da sustentabilidade ambiental, partindo da
importância dos ecossistemas para manutenção da qualidade de vida na Terra.
Ecossistemas são sistemas ecológicos formados por seres vivos (bióticos) e
elementos não vivos (abióticos) que interagem entre si e com o meio, como, por
exemplo, um lago e uma floresta. São considerados bióticos os organismos vivos
que habitam determinado ecossistema e constituem a biota: seres humanos,
plantas, animais, microrganismos animais e vegetais. Os elementos abióticos que
compõem um ecossistema são: minerais (rochas, petróleo), clima, luz solar e
temperatura. São elementos que influenciam o comportamento dos seres bióticos.
Os ecossistemas podem ser classificados da seguinte forma:
1) Quanto às características físicas do meio em: terrestres – a exemplo do
pantanal e dos campos; e aquáticos – como os manguezais; os rios, os
mares e os oceanos.
2) Quanto à intervenção humana em: naturais – rios, oceanos, mares,
florestas; e artificiais – reservatórios, plantações.
A soma de todos os ecossistemas constitui a biosfera, que corresponde à
porção do planeta Terra onde existe vida.
A manutenção dos ecossistemas acontece devido à luz do sol, que é a
principal fonte de energia. Além dela, outras fontes primárias de energia são
encontradas na natureza e podem gerar energia direta – como o petróleo, o carvão
mineral, o gás natural, a energia eólica (do vento), a hídrica (da água), a biomassa
(origem vegetal e animais), a energia oceânica (das ondas e marés) e a geotérmica
(do calor originado pela Terra). Esses recursos naturais são imprescindíveis para a
vida na Terra e para o desenvolvimento econômico da sociedade. Essas fontes de
energia podem ser:
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1) renováveis – que se renovam naturalmente, como, por exemplo, a
energia eólica;
2) não renováveis – que não têm a capacidade de renovação, como, por
exemplo, o petróleo, cuja formação leva milhões de anos.
As fontes secundárias de energia são transformadas a partir das fontes
primárias, gerando eletricidade, gasolina, vapor e outros produtos.
A energia solar pode ser capturada, a exemplo do que acontece com os
aquecedores e fornos solares. Ela pode ainda ser transformada em energia elétrica
e armazenada para servir à iluminação e à movimentação mecânica de máquinas.
Como se pode observar, é grande o poder da energia solar, que é uma fonte de
energia renovável.
Com a finalidade de garantir o funcionamento dos ecossistemas de forma
equilibrada, acontecem dois fluxos na natureza: o fluxo de energia e os ciclos
biogeoquímicos.
O fluxo de energia inicia-se pela fotossíntese e chega ao ser humano pela
cadeia alimentar. Tomemos como exemplo o Sol, que é a fonte de energia que
mantém o ecossistema. A energia solar é capturada pelos organismos vivos, que a
transformam em energia química, elétrica e mecânica.
A energia solar é transformada em energia química pela fotossíntese, que é o
processo de absorção da luz, por meio do qual os vegetais produzem alimento. As
plantas são consideradas seres vivos autotróficos, porque produzem seu próprio
alimento. Pela fotossíntese, os vegetais convertem dióxido de carbono, água e
minerais em compostos orgânicos e liberam o oxigênio necessário para a
manutenção de plantas, animais e seres humanos.
As espécies que vivem num mesmo ambiente se alimentam e servem de
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alimento umas às outras, formando a cadeia alimentar, pela qual a energia é
transferida. Os níveis tróficos, ou “elos”, dessa cadeia são chamados de
produtores,
consumidores
(primários,
secundários
e
assim por
diante)
e
decompositores. Os produtores (um ou mais vegetais) servem de alimento aos
consumidores. Os decompositores se alimentam de restos mortais de consumidores
e produtores, transformando esses restos em elementos inorgânicos, que são
repostos no solo, para serem absorvidos pelos produtores, iniciando um novo ciclo.
Podemos citar o seguinte exemplo de cadeia alimentar:
Folha de uma planta → lagarta → ave → raposa → decompositores.
Nesse exemplo, a folha de uma planta é o produtor (1º nível trófico da cadeia
alimentar); a lagarta representa o consumidor primário (2º nível trófico da cadeia
alimentar); a ave e a raposa são, respectivamente, os consumidores secundário e
terciário (3º e 4º níveis tróficos da cadeia alimentar); e os decompositores formam o
último elo da cadeia trófica, encerrando um ciclo.
Além do fluxo de energia, o funcionamento dos ecossistemas acontece
também devido aos ciclos biogeoquímicos, que são movimentos cíclicos de
elementos que constituem os seres vivos (componente “bio”) e o ambiente geofísico
(componente “geo”). São considerados ciclos de elementos químicos movimentados
do meio físico para os seres vivos e vice-versa, de forma que permitem a contínua
renovação da vida no planeta, por meio do reaproveitamento dos nutrientes e de sua
posterior devolução à água, ao solo e ao ar. Um exemplo desse ciclo é o que ocorre
quando uma planta morre e as bactérias que vivem no solo fazem o processo de
decomposição: os sais minerais, a água e outros elementos são recuperados pelo
solo, iniciando novo ciclo de reaproveitamento por outras plantas.
Outro exemplo é o ciclo da água: a água de oceanos, rios e lagos evapora
com o calor do sol, dando origem às nuvens que devolvem a água à superfície em
forma de chuvas.
Por que os ecossistemas são importantes? Eles oferecem serviços ambientais
para suprir as necessidades de sobrevivência dos seres vivos.
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A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou em 2005 a Avaliação
Ecossistêmica do Milênio (AEM), um estudo que analisou o estado de uso da
natureza pelos seres humanos. Esse estudo subdividiu os serviços ambientais em
quatro categorias: três que afetam diretamente os seres humanos e uma que serve
de suporte para as demais categorias:
1) serviços de suporte – incluem a ciclagem de nutrientes (passagem de
nutrientes do meio biótico para o abiótico e vice-versa), a produção de
oxigênio, o sequestro de carbono (conceito definido pelo Protocolo de
Kyoto, que significa captura e armazenagem de gás carbônico eficaz para
a minimização do efeito estufa) e a formação dos solos;
2) serviços de provisão – oferecem alimentos, água doce, madeira, fibras e
combustível;
3) serviços reguladores – regulam o clima, as enchentes, a qualidade da
água e controlam as doenças, proporcionando um ambiente saudável;
4) serviços culturais – relacionam-se a valores estéticos, espirituais,
religiosos, educacionais e de lazer (inclusive o ecoturismo ou turismo
ecológico), contribuindo para a manutenção da saúde mental.
O conjunto desses serviços ambientais forma o capital natural do planeta.
Quando se trata de ecossistemas, é preciso fazer uma conexão com a
biodiversidade, que é a variedade de patrimônio genético vivo no planeta Terra e
que deve ser preservada, pois é a base de todos os serviços ambientais, essenciais
à vida. A importância da preservação da biodiversidade é a base para o
desenvolvimento sustentável da sociedade, considerando aspectos econômicos,
sociais e ambientais.
Apesar da importância dos ecossistemas e da biodiversidade para a
sobrevivência, a sociedade moderna está negligenciando o capital natural do
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planeta. A partir da Revolução Industrial iniciada em meados do século XVIII, o
modo de produção socioeconômico demonstra ser insustentável do ponto de vista
ambiental, ameaçando o futuro da vida (inclusive a humana) na Terra.
A AEM alertou a sociedade para a necessidade de conservação, manejo e
uso sustentável dos ecossistemas e seus serviços. Apontou também questões como
a seca, a falta de acesso à água, a perda da biodiversidade, a poluição e as
mudanças climáticas que geram ameaças aos ecossistemas. Também sugeriu que
esforços coordenados dos setores governamentais, empresariais e da sociedade
civil precisam ser mobilizados para melhor proteger o capital natural. Segundo esse
estudo da ONU, a produção de energia, alimentos e água melhorou as condições de
saúde e de vida da população mundial, mas, por outro lado, foi responsável pela
degradação ambiental. As mudanças nos ecossistemas estão ocasionando altos
custos socioeconômicos para os países, em decorrência de enchentes, incêndios,
tempestades, secas e terremotos, tornando insustentável a reprodução dos hábitos
atuais de consumo.
Diante desse panorama mundial relacionado aos ecossistemas, a reflexão é
sobre o que estamos fazendo para modificar os paradigmas e os padrões culturais
que formatam o modelo atual de desenvolvimento pautado pela produção industrial
e pela cultura do consumo exacerbado, sem a reflexão a respeito de suas
consequências e da sustentabilidade desse modo de vida em longo prazo.
Conceitos Fundamentais
Avaliação Ecossistêmica do Milênio (AEM) – estudo publicado pela
Organização das Nações Unidas (ONU) em 2005 que avaliou os efeitos da ação
humana sobre o meio ambiente. Alertou a sociedade para a necessidade de
conservação, manejo e uso sustentável dos ecossistemas e dos serviços
ambientais. Sugeriu que esforços coordenados dos setores governamentais,
empresariais e da sociedade civil precisam ser mobilizados para melhor proteger o
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capital natural.
Biodiversidade – variedade de patrimônio genético vivo no planeta Terra;
ações para sua conservação e seu uso sustentável são a base para o
desenvolvimento sustentável da sociedade.
Biosfera – soma de todos os ecossistemas.
Biota – organismos vivos que habitam um ecossistema.
Cadeia alimentar – transferência de energia entre espécies que habitam o
mesmo ambiente, uma vez que se alimentam e servem de alimento umas às outras.
Os “elos” dessa cadeia, também chamados de níveis tróficos, são os produtores,
os consumidores e os decompositores. Os produtores servem de alimento aos
consumidores, ao passo que os decompositores se alimentam de restos mortais de
consumidores e produtores, transformando-os em elementos inorgânicos, que
voltam ao solo para serem absorvidos pelos produtores, quando, então, se inicia
novo ciclo. Exemplo: fruto → pássaro → gavião → decompositores. Nesse caso, o
fruto é o produtor; o pássaro e o gavião são os consumidores; e os decompositores
(bactérias e fungos) formam o último elo da cadeia.
Capital natural – conjunto de serviços ambientais oferecidos pelos
ecossistemas, para suprir as necessidades de sobrevivência dos seres vivos.
Ciclos biogeoquímicos – juntamente com o fluxo de energia, constituem os
fluxos na natureza que garantem o funcionamento equilibrado dos ecossistemas.
São os movimentos cíclicos de elementos que constituem os seres vivos (bio) e o
ambiente geofísico (geo); são elementos químicos movimentados do meio físico
para os seres vivos e vice-versa. Esse processo permite a contínua renovação da
vida no planeta Terra, por meio do reaproveitamento dos nutrientes e de sua
posterior devolução à água, ao solo e ao ar. Exemplo: o ciclo da água de oceanos,
rios e lagos, que evapora com o calor do sol, formando as nuvens, que devolvem a
água à terra em forma de chuvas.
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Ecossistemas – Unidades naturais ou sistemas ecológicos formados por
seres bióticos e elementos abióticos que interagem entre si e com o meio. Exemplos:
lago, floresta, rio e oceano.
Elementos abióticos – elementos não vivos que constituem um ecossistema.
Exemplos: rochas, minerais, clima, luz solar e temperatura.
Fluxo de energia – juntamente com os ciclos biogeoquímicos, constituem os
fluxos na natureza para garantir o funcionamento equilibrado dos ecossistemas. O
fluxo de energia começa pela absorção da luz solar por meio da fotossíntese
realizada pelos vegetais e chega ao ser humano por meio da cadeia alimentar.
Seres bióticos – organismos vivos que habitam determinado ecossistema.
Exemplos: pessoas, plantas, animais e microrganismos animais e vegetais.
Serviços ambientais – serviços ou benefícios oferecidos pela natureza para
suprir as necessidades de sobrevivência dos seres vivos. São quatro categorias:
serviços de suporte, de provisão, reguladores e culturais. As três primeiras
categorias afetam diretamente os seres humanos e a última dá suporte às demais.
Os serviços de suporte incluem: a) a ciclagem de nutrientes, isto é, a passagem de
nutrientes do meio biótico para o abiótico e vice-versa; b) a produção de oxigênio; c)
o sequestro de carbono (captura e armazenagem de gás carbônico para conter o
efeito estufa); e d) a formação dos solos. Os serviços de provisão oferecem
alimentos, água doce, madeira, fibras e combustível. Os serviços reguladores
regulam o clima, as enchentes, a qualidade da água e controlam as doenças. Os
serviços
culturais
referem-se
a
valores
estéticos,
espirituais,
religiosos,
educacionais e de lazer; contribuem para a manutenção da saúde mental.
Referência
1) PEREIRA, Adriana Camargo; SILVA, Gibson Zucca da; CARBONARI, Maria Elisa
Ehrhardt. Sustentabilidade na prática: fundamentos, experiências e habilidades.
Valinhos: Anhanguera Publicações, 2011.
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