faculdade de americana curso de farmácia joão

Propaganda
0
FACULDADE DE AMERICANA
CURSO DE FARMÁCIA
JOÃO VITOR FELTRIN SIGNORI
THIAGO WELLINGTON CORREA
ATIVIDADE ANTIMICROBIANA E IDENTIFICAÇÃO DE
COMPOSTOS DE PLANTAS MEDICINAIS DE USO POPULAR
AMERICANA – SP
2015
1
FACULDADE DE AMERICANA
CURSO DE FARMÁCIA
JOÃO VITOR FELTRIN SIGNORI
THIAGO WELLINGTON CORREA
ATIVIDADE ANTIMICROBIANA E IDENTIFICAÇÃO DE
COMPOSTOS DE PLANTAS MEDICINAIS DE USO POPULAR
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), apresentado ao
curso de Farmácia da Faculdade de Americana (FAM),
como pré-requisito para obtenção do título de Bacharel
em Farmácia, sob orientação da Profa. Msc. Alik
Teixeira Fernandes dos Santos e co-orientação da Profa.
Dra. Leila Aidar Ugrinovich.
AMERICANA – SP
2015
FICHA CATALOGRÁFICA
Elaborada pela Biblioteca Central da FAM
S575a
Signori, João Vitor Feltrin.
Atividade antimicrobiana e identificação de compostos de plantas medicinais
de uso popular. / João Vitor Feltrin Signori, Thiago Wellington Correa. -Americana, 2015.
47f.
Orientador: Alik Teixeira Fernandes dos Santos.
Coorientador: Leila Aidar Ugrinovich.
Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso) Curso de Farmácia,
Faculdade de Americana.
1. Plantas Medicinais. 2. Atividade Antimicrobiana. 3. Uso Popular. I.
Correa, Thiago Wellington. II. Santos, Alik Teixeira Fernandes dos. III.
Ugrinovich, Leila Aidar. IV. Título.
CDU 615.1
2
RESUMO
A pesquisa etnofarmacológica com raizeiros, em ervanarias localizadas nas cidades de
Americana e Campinas, ambas no estado de São Paulo (Brasil), revelou o uso popular de
plantas no combate a diferentes infecções. As plantas estudadas foram: cana do brejo (Costus
sp.), carobinha (Jacaranda sp.), cavalinha (Equisetum sp.), copaíba (Copaifera Officinalis),
erva baleeira (Cordia cf. verbenácea), manjericão (Ocimum sp.), tansagem (Plantago sp.) e
unha de gato (Uncaria sp.). Foi realizada uma revisão bibliográfica que buscou informar as
características, os usos, a composição química, as áreas de ocorrência e outras informações de
tais plantas. Foram feitos testes de identificação, visando a busca de alcaloides, flavonoides,
antraquinonas, saponinas (índice de espuma) e taninos. Analisou-se, ainda, a capacidade
microbicida, através da difusão com discos, em ágar Mueller-Hinton, contra as bactérias
Staphylococcus aureus e Escherichia coli. Os testes revelaram capacidade inibitória contra S.
aureus, a partir dos extratos de copaíba e unha de gato. Nenhum extrato revelou eficácia para
a inibição de E. coli. Apesar dos resultados, existe a necessidade de se testar novas
concentrações desses extratos contra as referidas bactérias, uma vez que o uso popular de tais
substâncias pode contribuir para a busca de novos antibióticos.
Palavras-chave: Plantas medicinais; Costus; Jacaranda; Equisetum; Copaifera; Cordia;
Ocimum; Plantago; Uncaria.
3
ABSTRACT
The root’s ethnopharmacological research, with herbs bought in Americana’s and Campinas’
specialized stores, both in the state of São Paulo (Brazil), showed the ordinary use of plants in
infections treatment. The studied herbs were: cana do brejo (Costus sp.), carobinha
(Jacaranda sp.), cavalinha (Equisetum sp.), copaíba (Copaifera Officinalis), erva baleeira
(Cordia cf. verbenácea), manjericão (Ocimum sp.), tansagem (Plantago sp.) and unha de
gato (Uncaria sp.). A literature review related the features, the uses, the chemical
composition, the occurrence areas and other information about those plants. Identification
tests were performed seeking alkaloids, flavonoids, anthraquinones, saponins and tannins. The
microbicide capacities were analyzed through diffusion with discs on Mueller-Hinton agar
against Staphylococcus aureus and Escherichia coli. Tests with copaiba and unha de gato
extracts indicated inhibitory ability against S. aureus. Neither of them were efficient against
E. coli. Despite the results, new tests with other extracts concentrations of those plants against
the studied bacteria are necessary, given the fact that ordinary use of such substances may
help the scientists to find new antibiotics compounds.
Key words: Medicinal Plants; Costus; Jacaranda; Equisetum; Copaifera; Cordia; Ocimum;
Plantago; Uncaria.
4
SUMÁRIO
1.
INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 6
2.
JUSTIFICATIVAS ........................................................................................................... 8
3.
OBJETIVOS ...................................................................................................................... 9
3.1. Objetivo Geral ................................................................................................................... 9
3.2. Objetivos Específicos ......................................................................................................... 9
4.
METODOLOGIA ........................................................................................................... 10
4.1. Pesquisa em ervanarias e aquisição das drogas vegetais ............................................. 10
4.2. Revisão bibliográfica ....................................................................................................... 10
4.3. Pesquisa de compostos .................................................................................................... 10
4.3.1.
Pesquisa de alcaloides .............................................................................................. 11
4.3.2.
Pesquisa de flavonoides ........................................................................................... 11
4.3.3.
Pesquisa de heterosídeos antraquinônicos ............................................................. 12
4.3.4.
Pesquisa de heterosídeos saponínicos ..................................................................... 12
4.3.5.
Pesquisa de taninos .................................................................................................. 13
4.4. Teste de inibição do crescimento bacteriano ................................................................ 13
4.4.1.
Extrato ...................................................................................................................... 13
4.4.2.
Difusão com discos ................................................................................................... 14
5.
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ....................................................................................... 15
5.1. Plantas .............................................................................................................................. 15
5.1.1.
Cana do Brejo - Costus spp. .................................................................................... 15
5.1.2.
Carobinha - Jacaranda spp. .................................................................................... 16
5.1.3.
Cavalinha - Equisetum spp. ..................................................................................... 18
5.1.4.
Copaíba - Copaifera Officinalis ............................................................................... 20
5.1.5.
Erva Baleeira - Cordia verbenacea DC. .................................................................. 23
5.1.6.
Manjericão - Ocimum spp. ...................................................................................... 24
5
5.1.7.
Tansagem - Plantago spp. ........................................................................................ 26
5.1.8.
Unha de Gato - Uncaria spp. ................................................................................... 27
6.
RESULTADOS ................................................................................................................ 30
6.1. Pesquisa em ervanarias ................................................................................................... 30
6.2. Pesquisa de alcaloides ..................................................................................................... 30
6.3. Pesquisa de flavonoides................................................................................................... 31
6.4. Pesquisa de heterosídeos antraquinônicos .................................................................... 31
6.5. Pesquisa de heterosídeos saponínicos ............................................................................ 32
6.6. Pesquisa de taninos ......................................................................................................... 33
6.7. Teste de disco-difusão ..................................................................................................... 34
7.
DISCUSSÃO .................................................................................................................... 37
8.
CONCLUSÃO ................................................................................................................. 41
9.
REFERÊNCIAS .............................................................................................................. 42
6
1.
INTRODUÇÃO
O Brasil é um país de dimensões continentais, no qual ocorrem grandes variações
ecológicas, resultando em zonas biogeográficas distintas. Essa variedade de biomas resulta na
maior biodiversidade do planeta, abrigando mais de 20% do número total de espécies da Terra
[BRASIL, 2015], incluindo plantas e fungos, o que corresponde a quase 10% do total mundial
[FORZZA et al. 2010a].
Toda essa riqueza biológica pode representar um enorme potencial na descoberta de
substâncias biologicamente ativas. Os produtos naturais ainda são importantes na produção de
fármacos, assim como já foram utilizados na origem de inúmeros outros. Desta forma, a
biodiversidade brasileira figura como uma possível fonte de novos fármacos e já sendo
testemunha de vários casos de sucesso [BARREIRO; BOLZANI, 2009].
Comunidades que ocupam ambientes diversificados e com grande número de espécies
podem vir a desenvolver uma vasta farmacopeia natural. A riqueza florística de locais
diferentes e o tempo que essas populações ocupam estes lugares tende a influenciar na
diversidade e conhecimento de espécies utilizadas medicinalmente. [AMOROZO, 2002;
AMOROZO, 1996].
A abordagem ao estudo de plantas medicinais já utilizadas por sociedades tradicionais
ou autóctones tem grande importância, pois podem ser úteis na elaboração de estudos
farmacológicos, fitoquímicos e agronômicos, representando uma economia de tempo e
dinheiro. O conhecimento destas populações sobre as plantas e seus usos, formado
empiricamente ao longo do tempo, pode ter sua comprovação científica, habilitando estes
usos pela sociedade industrializada. [AMOROZO, 2002; AMOROZO, 1996].
Os antibióticos tiveram e tem grande importância no mundo. Eles são responsáveis
pelo aumento na expectativa de vida, além de serem necessários em diversos procedimentos
médicos, como cirurgias e transplantes, que uma vez sem eles seriam praticamente
impossíveis [BRITO; CORDEIRO, 2012].
A resistência das bactérias aos antibióticos ocorre de maneira inevitável e irreversível.
Elas têm curto tempo de geração e podem responder rapidamente a mudanças no ambiente.
7
Desta forma, a resistência bacteriana ocorre de maneira natural, sendo consequência da
habilidade adaptativas das bactérias [SANTOS, 2004].
Tendo em vista que os antibióticos são indispensáveis atualmente, ocorre muita
preocupação no que diz respeito à resistência bacteriana. Observa-se uma diminuição na
suscetibilidade aos antibióticos com o tempo e o aumento da resistência bacteriana entre
patógenos potencialmente perigosos. Por outro lado, não há novas classes destes fármacos
sendo desenvolvidas e somente há um pequeno número, lançados nos anos recentes, com
potencial contra bactérias resistentes [BRITO, CORDEIRO, 2012].
Conforme os dados levantados, a pesquisa de novos antibióticos faz-se necessária. A
biodiversidade, fonte potencial na descoberta de novos fármacos, juntamente com o
conhecimento popular, representam uma alternativa à pesquisa e ao desenvolvimento de
novos antibióticos. Nesta linha de pensamento, esse estudo buscou avaliar a inibição de
crescimento de bactérias in vitro por plantas de uso popular, assim como identificar os
compostos presentes nas drogas vegetais testadas.
8
2. JUSTIFICATIVA
A resistência bacteriana aos antibióticos existentes e o baixo número de novos
fármacos desta classe levam a recorrer à grande biodiversidade brasileira, fonte potencial na
descoberta de novos fármacos, e ao conhecimento popular, que possui sua base empírica
formada ao longo do tempo, para a busca de produtos naturais com propriedades
antibacterianas, com possível economia de tempo e dinheiro e taxas elevadas de sucesso.
9
3. OBJETIVOS
3.1. Objetivo Geral
Realizar uma pesquisa etnofarmacológica, junto a raizeiros em ervanarias, a respeito
de plantas utilizadas contra bactérias e, a partir disto, identificar os compostos apresentados
pelas drogas vegetais, bem como testá-las frente a bactérias com potencial patogênico.
3.2. Objetivos Específicos
Consultar raizeiros em duas ervanarias, uma situada na cidade de Americana-SP e
outra da cidade de Campinas-SP, a respeito de plantas utilizadas contra diferentes infecções e
como antissépticas.
Realizar testes de identificação de compostos nas drogas vegetais obtidas e testá-las
quanto a sua capacidade inibitória perante as espécies bacterianas Staphylococcus aureus e
Escherichia coli, através do método de difusão com disco em ágar Mueller-Hinton.
10
4. METODOLOGIA
4.1.
Pesquisa em ervanarias e aquisição das drogas vegetais
Primeiramente foi realizado consultas a raizeiros em duas ervanarias, uma localizada
na cidade de Americana e outra em Campinas, ambas no interior do estado de São Paulo,
Brasil. Foram questionados a respeito de plantas medicinais utilizadas em infecções e como
antissépticas.
Os resultados obtidos na consulta foram somados e posteriormente utilizados para
adquirir as drogas vegetais secas ou o óleo, no caso da copaíba. Todas elas foram adquiridas
na ervanaria localizada na cidade de Campinas-SP.
4.2.
Revisão bibliográfica
Foram realizadas pesquisas em livros, artigos e periódicos a respeito das plantas
indicadas na pesquisa com raizeiros. Buscou-se informar as características, os usos, a
composição química, as áreas de ocorrência e outras informações relacionadas aos vegetais.
4.3.
PESQUISA DE COMPOSTOS
Todas as drogas vegetais secas foram testadas na identificação ou pesquisa de
alcaloides, flavonoides, heterosídeos antraquinônicos, heterosídeos saponínicos e taninos. Os
testes foram baseados em Costa [2000], com adaptações.
Devido à copaíba se apresentar na forma de óleo-resina, não foram realizados os testes
de identificação com a mesma, pois seria preciso empregar outra metodologia.
Antes de cada um destes testes, as drogas vegetais foram transferidas para um grau e
trituradas com pistilo.
11
4.3.1. Pesquisa de alcaloides
Pesaram-se 2 g de cada droga vegetal pulverizada, que foram transferidos para um
béquer. Adicionaram-se 20 ml de solução aquosa de ácido clorídrico a 1%, aquecendo até o
inicio da ebulição. Após esfriar, filtrou-se o extrato aquoso ácido em um funil de vidro com
papel filtro. A extração e a filtração foram repetidas mais uma vez.
Alcalinizou-se o filtrado com solução de hidróxido de amônio a 10%, verificando o
pH até se alcançar de 9 a 10. Extraiu-se, por três vezes, a solução alcalina com 15 ml de
clorofórmio. Após as extrações, o clorofórmio foi evaporado em chapa até a secura, para
depois redissolver o resíduo resultante em 2 ml de solução de ácido clorídrico a 1%.
Adicionou-se uma gota da solução obtida anteriormente e uma gota de um dos reativos
de precipitação (Dragendorff, Mayer e Bouchardat) em lâmina de microscopia. Uniram-se as
duas gotas com um bastão de vidro e procurou-se o aparecimento de precipitado colorido na
zona de contato entre os dois líquidos. Os testes foram repetidos com cada um dos reativos.
4.3.2. Pesquisa de flavonoides
Transferiram-se 4 g da droga pulverizada e 40 ml de etanol a 70% para um béquer,
que foi aquecido até o início da ebulição. Após isso, o extrato foi filtrado, com algodão, em
um funil de vidro.
Na reação com hidróxidos alcalinos, foram transferidos 10 ml do extrato diluído (leve
coloração amarela) para um tudo de ensaio. Acrescentaram-se algumas gotas, pelas paredes
do tubo, da solução aquosa de hidróxido de sódio 1N. Na presença de flavonoides, a
coloração amarela aumenta intensamente.
Na reação de cianidina (ou reação de Shinoda), foram adicionados 3 ml do extrato,
juntamente com 2 a 3 fragmentos de magnésio metálico e 1 ml de HCl concentrado.
Procurou-se o desenvolvimento de coloração.
12
Na reação com cloreto de alumínio, foram umedecidas áreas de um papel filtro com o
extrato. Em uma das regiões umedecidas, foi adicionada uma gota de solução alcoólica de
cloreto de alumínio a 5%. Após secar o papel filtro, foram comparadas as florescências das
áreas na incidência de luz UV.
4.3.3. Pesquisa de heterosídeos antraquinônicos
Foram transferidos 2 g da droga vegetal rasurada para um béquer. Adicionaram-se 60
ml de álcool a 70% e a mistura foi aquecida e mantida em ebulição por três minutos. Filtrouse ainda quente.
Do filtrado, foram transferidos 10 ml para um béquer, acrescentado 0,5 ml de HCl e
fervido por 2 minutos. O conteúdo do béquer foi transferido para um tubo de ensaio, no qual
foram adicionados 10 ml de éter e posteriormente agitado.
Foram separados 5 ml da camada orgânica para outro tubo de ensaio e posteriormente
adicionado 4 ml de amônia. Esperou-se cinco minutos para se observar o resultado.
4.3.4. Pesquisa de heterosídeos saponínicos
Pesou-se 1 g da droga vegetal rasurada em um béquer e foram adicionados 100 ml de
água destilada. Ferveu-se por 5 minutos e se observou o pH da solução. Ela foi filtrada em
funil de vidro com algodão hidrófilo e posteriormente o volume do filtrado foi completado
com água destilada até atingir 100 ml.
Em dez tubos de ensaios iguais, foram marcadas as graduações correspondentes a 10
ml de volume e 1 cm linear acima. Os tubos de ensaio também foram numerados de 1 a 10.
No tubo nº 1 foram adicionados 1 ml da solução extrativa e 9 ml de água destilada,
totalizando 10 ml. No tubo nº 2 foram adicionados 2 ml da solução extrativa e 8 ml de água
destilada, totalizando 10 ml, e assim sucessivamente até o tubo nº 10, este com 10 ml da
solução extrativa e 0 (zero) ml de água.
13
Cada tubo foi agitado igualmente por 20 segundos, no sentido longitudinal. Após isso,
o conjunto ficou em repouso por dez minutos e foi observado, posteriormente, qual dos tubos
apresentou uma camada de espuma de 1 cm de espessura. Com o resultado foi possível
calcular o índice de espuma.
4.3.5. Pesquisa de taninos
Ferveu-se por 5 minutos 1 g da droga pulverizada com 50 ml de água destilada. Após
a fervura, foram completados os 50 ml com água destilada. Esperou-se o extrato esfriar e foi
filtrado em papel filtro.
Durante as reações a seguir, os reativos foram pipetados nas laterais dos tubos de
ensaio para a melhor visualização dos resultados.
Na reação com sais de ferro, foram transferidos 0,5 ml do extrato aquoso para um tubo
de ensaio. Adicionaram-se 5 ml de água destilada e algumas gotas de solução de cloreto
férrico a 2%. Observou-se o resultado.
Na reação com acetato de cobre, foram transferidos 3 ml do extrato aquoso para um
tubo de ensaio e posteriormente adicionaram-se algumas gotas de uma solução aquosa de
acetato de cobre a 3%. Observou-se o resultado.
Na reação com acetato de chumbo, foram adicionados 3 ml do extrato aquoso em um
tubo de ensaio e algumas gotas da solução aquosa de acetato de chumbo. Observou-se o
resultado.
4.4.
TESTE DE INIBIÇÃO DO CRESCIMENTO BACTERIANO
4.4.1. Extrato
O extrato foi obtido através de remaceração. Foram pesados 2 g da droga vegetal seca
e utilizados 30 ml de álcool P.A. em cada maceração. O béquer que foi utilizado nas
14
macerações foi tampado com plástico filme e mantido ao abrigo de luz. Após a primeira
maceração, o primeiro extrato filtrado foi envasado em recipiente de vidro âmbar e mantido
em geladeira a 4ºC. Após filtragem da segunda maceração, os extratos foram unidos no
recipiente de vidro âmbar, formando um único extrato alcoólico.
Posteriormente, o extrato alcoólico foi evaporado em chapa quente e redissolvido com
2 ml de solução fisiológica estéril, no máximo possível, em temperatura ambiente. O extrato
final foi envasado em recipiente de vidro âmbar estéril e mantido em geladeira.
Como a copaíba foi adquirida na forma de óleo, ela não passou pela extração.
4.4.2. Difusão com discos
O teste foi baseado no método de Kirby e Bauer [MOURA et al., 1982], com
alterações. Foram utilizados ágar Mueller-Hinton, semeados com as bactérias Staphylococcus
aureus e Escherichia coli.
Os extratos das drogas vegetais em solução fisiológica e o óleo de copaíba foram
utilizados neste teste. Papeis filtros cilíndricos esterilizados, de 6 mm de diâmetro, foram
impregnados (10 μl) com os extratos (ou o óleo) das plantas e aplicados sobre os meios de
cultura de ambas as bactérias. Os meios de cultura permaneceram em estufa por 24 horas.
Para controle positivo, foram utilizados os antibióticos ciprofloxacina (5 mcg) e
gentamicina (10 mcg). Como controle negativo, utilizou-se solução fisiológica estéril.
Após a realização dos testes acima, os resultados foram anotados.
15
5.
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
5.1.
Plantas
5.1.1. Cana do Brejo - Costus spp.
A Costus spicatus, popularmente conhecida como cana do brejo, é uma planta da
família Costaceae e do gênero Costus L. [PAES; MENDONÇA; CASAS, 2013], nativa em
quase todo o Brasil, principalmente na região amazônica e da mata atlântica [PAES;
MENDONÇA; CASAS, 2013; LORENZI; MATOS, 2002].
Trata-se de uma planta perene, rizomatosa, ereta, cespitosa e não ramificada, podendo
atingir de 1 a 2 metros de altura [LORENZI; MATOS, 2002] e de caule cilíndrico. As folhas
são verdes [CORRÊA; BATISTA; QUINTAS, 2003], alternas, membranáceas, dotadas de
bainhas papiráceas, velutina nas duas faces [LORENZI; MATOS, 2002], dispostas em espiral
no caule [PAES; MENDONÇA; CASAS, 2013] e podem atingir de 25 a 40 centímetros de
comprimento e 6 a 10 centímetros de largura [LORENZI; MATOS, 2002].
As inflorescências se apresentam em espigas terminais estrobiliformes [PAES;
MENDONÇA; CASAS, 2013; LORENZI; MATOS, 2002], possuem brácteas em espiral,
imbricadas, densa, glabra e de coloração vermelha [PAES; MENDONÇA; CASAS, 2013], as
quais protegem as flores de cor amarelada [LORENZI; MATOS, 2002]. Os frutos são
capsulares [CORRÊA; BATISTA; QUINTAS, 2003]. Multiplica-se por sementes ou rizomas
[LORENZI; MATOS, 2002].
A cana-do-brejo ainda possui vários outros nomes populares, como, por exemplo,
cana-de-macaco, cana-mansa, periná, pobre-velho, canarana, cana-do-mato, heparena,
ubacaia, jacuacanga, caatinga, cana-branca, paco-caatinga, pacová, cana-roxa-do-brejo e
pacotinga [PAES; MENDONÇA; CASAS, 2013; CORRÊA; BATISTA; QUINTAS, 2003;
LORENZI; MATOS, 2002].
No Brasil, além da espécie Costus spicatus, estão presentes as espécies Costus spiralis
e Costus cuspidatus, todas com características e propriedades muito semelhantes, inclusive
compartilhando os mesmos nomes populares [LORENZI; MATOS, 2002]. As espécies
16
Costus spicatus e Costus spiralis também apresentam as mesmas utilizações na medicina
tradicional [PAES; MENDONÇA; CASAS, 2013].
Na composição química da planta é encontrado ácido oxálico, taninos, sitosterol,
saponinas, sapogeninas, mucilagens, pectinas [CORRÊA; BATISTA; QUINTAS, 2003;
LORENZI; MATOS, 2002], flavonoides [AZEVEDO et al., 2005], inulina [LORENZI;
MATOS, 2002], potássio, magnésio [CORRÊA; BATISTA; QUINTAS, 2003] e alcaloides
[BITENCOURT; ALMEIDA, 2014]
A cana do brejo é muito utilizada como planta ornamental [CORRÊA; BATISTA;
QUINTAS, 2003], tanto para jardins como para flor de corte [LORENZI; MATOS, 2002]. Na
medicina popular, seu chá é utilizado como depurativo, adstringente e diurético. O suco da
haste fresca, diluída em água, é utilizado contra gonorreia, sífilis, nefrite, picada de insetos,
diabetes e problemas na bexiga. [PAES; MENDONÇA; CASAS, 2013; LORENZI; MATOS,
2002]. Informações etnofarmacológicas têm registros do uso das raízes e rizomas como
diurético, tônico, emenagogo e diaforético. Externamente, a decocção é utilizada para aliviar
irritações vaginais, leucorreia e tratamento de úlceras. Também externamente, mas na forma
de cataplasma, é empregada para amadurecer tumores [LORENZI; MATOS, 2002].
A família Costaceae antigamente era classificada como uma subfamília de
Zingiberaceae (Costoideae). Devido à análise cladística molecular do genoma nuclear de
cloroplasto e também pelas diferenças anatômicas e estruturais, ela foi reclassificada. [PAES;
MENDONÇA; CASAS, 2013].
5.1.2. Carobinha - Jacaranda spp.
O nome carobinha ou caroba é popularmente atribuído a várias espécies do gênero
Jacaranda [ARRUDA et al. 2012; MARTINS; CASTRO; CAVALHEIRO, 2008; CORRÊA;
BATISTA; QUINTAS, 2003; OLIVEIRA et al., 2003; FENNER et al., 2006], um dos mais
importantes da família Bignoniaceae [MARTINS; CASTRO; CAVALHEIRO, 2008]. No
Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil [FORZZA et al. 2010a] são descritas 35 espécies do
gênero no Brasil, sendo 31 destas endêmicas.
17
A espécie Jacaranda decurrens é descrita como um arbusto campestre pouco ramoso,
com raízes lenhosas e caule que pode ser pubescente quando jovem e posteriormente glabro.
É muito comercializada por raizeiros em mercados municipais, feiras livres ou bancas em vias
públicas, que a indicam em forma de chá ou garrafada contra infecções ginecológicas e para
depurativo do sangue [OLIVEIRA et al., 2003]. Ela é uma espécie nativa e não endêmica do
Brasil, de ocorrência nas regiões Centro-Oeste (MT; GO) e Sudeste (MG; SP), no domínio
fitogeográfico do Cerrado [FORZZA et al. 2010a].
Já a Jacaranda brasiliana é uma espécie nativa e endêmica do Brasil, de ocorrência
nas regiões Norte (PA; TO), Nordeste (MA; PI; CE; RN; PB; PE; BA; AL; SE), Centro-Oeste
(MT; GO; DF) e Sudeste (MG), nos domínios fitogeográficos da Amazônia, Cerrado e Mata
Atlântica. [FORZZA et al. 2010a]. É descrita como um arbusto trepador, com folhas opostas,
inervadas, compridas e palmadas. As raízes são roxas, com o interior amarelado. Suas flores
são dispostas em cachos ou espigas e os frutos são capsulares, lenhosos e achatados.
[CORRÊA; BATISTA; QUINTAS, 2003].
A Jacaranda puberula apresenta altura de 4 a 7 metros e tronco com 30 a 40
centímetros de diâmetro. Suas folhas são compostas bipinadas de 20 a 25 centímetros de
comprimento, folíolos glabros de 3 a 5 centímetros de comprimento [MARTINS; CASTRO;
CAVALHEIRO, 2008]. Trata-se de uma espécie nativa e endêmica do Brasil, com ocorrência
na região Sudeste (MG; ES; SP; RJ), no domínio fitogeográfico da Mata Atlântica. [FORZZA
et al. 2010a].
Espécies do gênero Jacaranda podem apresentar diferentes nomes populares, como,
por exemplo, carobinha, caroba, caraúba, jacarandá-caroba [CORRÊA; BATISTA;
QUINTAS, 2003], jacarandá e bolacheira [ARRUDA
et al. 2012]. O nome popular
“jacarandá” também é atribuído à espécie arbórea que se extrai madeira de lei, pertencente à
família Leguminosae e subfamília Papilionoideae [MARTINS; CASTRO; CAVALHEIRO,
2008].
Entre algumas espécies do gênero Jacaranda estudadas, sob o ponto de vista
fitoquímico, as principais classes de substâncias isoladas foram terpenóides, quinonas,
flavonóides, ácidos graxos, cetosídeos e um dímero feniletanóide [ARRUDA et al. 2012].
A prospecção fitoquímica da Jacaranda cuspidifolia revelou a presença de taninos,
flavonoides, terpenos, cumarinas e esteroides [ARRUDA et al. 2012]. Em um estudo das
18
raízes da Jacaranda decurrens foram detectados a presença de esteroides/triterpenos, açúcares
redutores, amido, mucilagem e saponinas [OLIVEIRA et al., 2003].
Na triagem fitoquímica feita por Hernandes [2015], do extrato bruto de Jacaranda
caroba e Jacaranda decurrens, ambas apresentaram saponinas, flavonoides, taninos e
glicosídeos cardiotônicos, porém somente a espécies Jacaranda decurrens apresentou
antraquinonas.
A Jacaranda brasiliana é utilizada em quadros febris, inflamações de garganta e,
como uso externo, em feridas [CORRÊA; BATISTA; QUINTAS, 2003]. A Jacaranda
cuspidifolia apresenta propriedade inseticida e sua raiz pode ser utilizada em sarnas. É
depurativa do sangue e utilizada em infecções bacterianas, como nos casos de sífilis e
blenorragia [ARRUDA et al. 2012]. Raizeiros indicam a Jacaranda decurrens, na forma de
chás ou garrafadas, contra infecções ginecológicas e como depurativo do sangue [OLIVEIRA
et al., 2003].
Em um levantamento bibliográfico etnobotânico, sobre plantas utilizadas pela
população brasileira no tratamento de sinais e sintomas relacionados às infecções fúngicas, as
espécies Jacaranda caroba, Jacaranda copaia, Jacaranda decurrens, Jacaranda oxyphylla,
Jacaranda paucifolialata, Jacaranda puberula e Jacaranda rufa são utilizadas em impigens.
A Jacaranda copaia também é utilizada em úlceras e a espécie Jacaranda micranta é
utilizada em feridas [FENNER et al., 2006].
5.1.3. Cavalinha - Equisetum spp.
A cavalinha é uma planta do gênero Equisetum L., o único representante da família
Equisetaceae, composto por aproximadamente 30 espécies. A maioria dessas espécies é baixa,
chegam a atingir 1 m de altura. São uniformemente distribuídas no mundo e possuem alta
adaptação a climas diferentes. Esse pode ser o gênero mais antigo não extinto da Terra
[MELLO; BUDEL, 2013].
A Equisetum possui coloração que varia do verde claro a cinza-esverdeado. As folhas
envolvem os caules e os nós, são pequenas, em forma de escama, geralmente soldadas entre si
na base [MELLO; BUDEL, 2013] e possuem textura rugosa [CORRÊA; BATISTA;
19
QUINTAS, 2003]. Os caules são canelados e os principais são ocos, com cerca de 0,8 a 4,5
milímetros de diâmetro, articulados nos nós. Os ramos aéreos podem ser muito ramificados
em ramos axilares [MELLO; BUDEL, 2013], embora possam ser simples [CORRÊA;
BATISTA; QUINTAS, 2003]. Os ramos axilares são delgados e podem se ramificar
[MELLO; BUDEL, 2013]. Multiplica-se por rizomas e por esporos [LORENZI; MATOS,
2002].
A Equisetum giganteum pode atingir de 80 a 160 centímetros de altura, é nativa de
áreas pantanosas de quase todo o Brasil e cultivada muitas vezes como planta ornamental,
embora possa se tornar uma planta daninha. É amplamente usada na América do Sul e Brasil
na medicina caseira [LORENZI; MATOS, 2002].
Outras espécies como Equisetum martii, Equisetum hiemale e Equisetum arvense têm
características e usos semelhantes [LORENZI; MATOS, 2002].
A Equisetum arvense pode atingir de 10 a 30 centímetros de altura [CORRÊA;
BATISTA; QUINTAS, 2003], sendo originária da Europa e trazida ao Brasil para ser
cultivada com fins medicinais. Dentre as espécies presentes e cultivadas no Brasil, a
Equisetum arvense é a mais utilizada e descrita do gênero na medicina tradicional [MELLO;
BUDEL, 2013].
Na composição química da cavalinha, pode-se encontrar esteróis, como o betasitosterol, campesterol, isofucosterol, colesterol (traços) e triglicerídeos, isoquercina,
alcaloides, como a nicotina, equispermina e palustina, sais minerais, sílica, ácidos silícicos,
saponinas (equisetonina), flavonas glicosadas, como isoquercitrina, equisetrina e galuteolina,
ácido ascórbico, cristais de KCl, compostos fenólicos, flavonoides (luteolina), resinas e
taninos (ácido gálico), óleos voláteis [MELLO ; BUDEL, 2013], e a enzima tiaminase
[LORENZI; MATOS, 2002].
O chá de suas hastes estéreis é utilizado como adstringente, diurético e estípticas.
Também é empregado no tratamento de gonorreia, diarreia e infecções dos rins e da bexiga.
Na forma de tintura, interna e externa, é usada para estimular a consolidação de fraturas
ósseas [LORENZI; MATOS, 2002]. Em estudos etnofarmacológicos, seu uso também é
registrado como digestivo, antianêmico, anti-inflamatório, tratamento de hemorroidas,
problemas oftálmicos e hipertensão [MELLO; BUDEL, 2013]. O uso ainda pode ser
20
encontrado para o tratamento de úlceras pécticas e úlceras varicosas [CORRÊA; BATISTA;
QUINTAS, 2003].
O uso em grandes quantidades é tóxico, podendo levar a fraqueza, ataxia, perda de
apetite e exaustão muscular [CORRÊA; BATISTA; QUINTAS, 2003].
5.1.4. Copaíba - Copaifera Officinalis
O nome copaíba é atribuído às espécies do gênero Copaifera L. São árvores da família
Leguminosae e subfamília Caesalpinoideae, que podem atingir de 25 a 40 metros de altura,
possuem crescimento lento e longevidade de até 400 anos. O tronco é áspero e escuro,
medindo de 0,4 a 4 metros de diâmetro [JUNIOR; PINTO, 2002]. A folhagem é densa e
formada por folhas compostas pinadas, alternas, com folíolos coriáceos de 3 a 6 centímetros
de comprimento [LORENZI; MATOS, 2002]. As flores possuem tamanho pequeno e
coloração branca, dispostas em panículos axilares. Os frutos possuem formato de vagem
carnosa e contêm uma semente de forma ovoide [CORRÊA; BATISTA; QUINTAS, 2003].
A copaíba é uma planta nativa da região tropical da América Latina e também da
África ocidental [JUNIOR; PINTO, 2002]. Pode ser encontrada em diversos lugares do
Brasil, como nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás, Pará,
Minas Gerais, Paraná e locais úmidos da região nordeste, contudo é na Amazônia que se
encontra o seu melhor habitat [LORENZI; MATOS, 2002].
As espécies mais comumente citadas são Copaifera Officinalis, Copaifera
Langsdorffii, Copaifera Reticulata, Copaifera guianensis, Copaifera Oblongifolia, Copaifera
nítida e Copaifera luetzelburgia. Apesar de suas diferenças botânicas, elas são muito
parecidas, sendo a todas atribuída a mesma utilização medicinal [LORENZI; MATOS, 2002].
No Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil [FORZZA et al. 2010b] são descritas para o Brasil
24 espécies e 8 variedades nativas do gênero Copaifera L., sendo, respectivamente, 14 e 5
endêmicas.
A copaíba, ou seu óleo-resina, ainda podem ser conhecidos por outros nomes
populares, como, por exemplo, copaíba-verdadeira, copaíba-da-várzea, copaíba-vermelha,
copaibo, copai, copal, copaibarana, copaibeira, copaibeira-de-minas, copaúba, copaúva,
21
cupiúva, oleiro, pau-de-óleo, podoi, jatobá-mirim, marimari, bálsamo-de-copaíba, bálsamo
dos jesuítas, bálsamo e óleo branco [PIERI; MUSSI; MOREIRA, 2009; LORENZI; MATOS,
2002; CORRÊA; BATISTA; QUINTAS, 2003].
A confusão com os sinônimos populares é grande. Algumas de suas designações
populares também podem fazer referência a plantas de outros gêneros sem ser o Copaifera L.,
além de uma única espécie de copaíba possuir diferentes nomes populares. O óleo-resina
também é confundido com óleos de outras árvores da família Leguminosae [JUNIOR;
PINTO, 2002].
A copaibeira é utilizada para diversos fins. A madeira é empregada na marcenaria, nas
construções civil e naval, e como carvão. O chá, de suas cascas e sementes, é utilizado
medicinalmente [PIERI; MUSSI; MOREIRA, 2009; JUNIOR; PINTO, 2002].
O óleo de copaíba pode ser usado para fins medicinais na medicina popular, fixador
em perfumes, solvente para tintas em pó na pintura de porcelanas, “amolecedor” de vernizes
de pinturas antigas em telas, como combustível utilizado por caboclos na iluminação pública,
entre outros. Na indústria de cosméticos, o óleo é empregado pelas propriedades emolientes,
bactericidas e anti-inflamatórias. Também é utilizado na fabricação de xampus, sabonetes,
espumas de banho, cremes condicionadores, loções hidratantes e amaciantes de cabelo
[PIERI; MUSSI; MOREIRA, 2009; JUNIOR; PINTO, 2002].
Outros usos do óleo de copaíba são como secativo na indústria de vernizes, acelerador
na indústria fotográfica, como aditivo para butadieno na confecção de borracha sintética e
como inibidor da corrosão de aço em solução salina. Ele também vem sendo avaliado como
combustível ecologicamente limpo, tendo sucesso na mistura de proporção 1:9 com o óleo
diesel [PIERI; MUSSI; MOREIRA, 2009; JUNIOR; PINTO, 2002].
Uma pesquisa feita por Souza et al. [2012], a respeito de patentes depositadas em
relação à copaíba, demonstrou que a área de processos é a que registra o maior número, com
144 patentes, seguida pelas áreas de cosméticos, com 69, e alimentação, com 63. Em quarto
lugar se encontra a área de aplicações farmacêuticas, com 53 patentes, e essa, se somada com
as da área de aplicações medicinais, tem um total de 90 patentes depositadas.
A designação correta para o óleo de copaíba é a de óleo-resina. Ele também é
chamado, erroneamente, de bálsamo de copaíba, apesar de não ser um bálsamo verdadeiro
[JUNIOR; PINTO, 2002]. Depois de filtrado, a cor pode variar do amarelo-pálida a pardo-
22
esverdeada, podendo gerar ligeira florescência [LORENZI; MATOS, 2002]. Somente na
espécie C. Langsdorffii o óleo se apresenta vermelho [JUNIOR; PINTO, 2002]. Possui sabor
amargo e odor aromático característico. A parte volátil é formada por compostos
sesquiterpênicos, principalmente beta-cariofileno e menores proporções de outros
sesquiterpenos. A parte fixa tem predominância de ácidos diterpênicos, especialmente o
copálico [LORENZI; MATOS, 2002].
Diversas técnicas de retirada do óleo-resina já foram relatadas, muitas extremamente
agressivas à árvore, podendo causar até mesmo sua morte. Muitas destas técnicas já foram
abandonadas, sendo que a única prática não agressiva consiste em uma incisão, com trado, a
cerca de 1 m de altura do tronco e, terminada a coleta, o buraco é tampado com argila, o que
impede a infestação por fungos e cupins, além de facilitar para próximas extrações através da
retirada da argila [JUNIOR; PINTO, 2002]. Devido ao interesse em sua madeira, o óleo se
tornou subproduto da indústria madeireira, por aproveitamento do mesmo escorrido durante a
serragem [JUNIOR; PINTO, 2002; LORENZI; MATOS, 2002].
O óleo é utilizado na medicina popular para diversos fins [JUNIOR; PINTO, 2002].
Externamente, índios o utilizam para doenças de pele e proteção contra picadas de insetos.
Seu uso generalizou-se na medicina popular como cicatrizante e anti-inflamatório local, e
internamente, é usado como expectorante, diurético e antimicrobiano das afecções urinárias e
da garganta, neste caso com mel de abelhas e limão [LORENZI; MATOS, 2002].
Outras indicações etnofarmacológicas para o óleo de copaíba são, nas vias urinárias,
como antiblenorrágico, anti-inflamatório, antigonorréico, antisséptico, cistite, estimulante,
incontinência urinária e sífilis. Para as vias respiratórias são encontrados usos em caso de
bronquite, inflamação de garganta (embrocação), entre outros. Também é utilizado em
psoríase, úlceras, antitetânico, antirreumático, anticancerígeno, leucorréia, picada de cobra,
etc. O chá das cascas e sementes é utilizado como anti-hemorroidal e purgativo, na Venezuela
e Colômbia, e indicado, na Amazônia brasileira, no tratamento de moléstias pulmonares e
asma [JUNIOR; PINTO, 2002].
Em análise feita por Souza et al. [2012], sobre patentes relacionadas a aplicações
medicinais do óleo de copaíba, é constatado que o maior número de patentes está relacionado
a sua aplicação pela atividade antimicrobiana, seguido pela atividade tóxica e pelas
propriedades anti-inflamatórias.
23
Vários componentes do óleo-resina possuem atividade farmacológica já comprovada
cientificamente, porém tem-se observado que o óleo integral tem maior eficiência que
qualquer um de seus constituintes isolados [LORENZI; MATOS, 2002].
5.1.5. Erva Baleeira - Cordia verbenacea DC.
A espécie Cordia verbenaceae DC. é um arbusto ereto, muito ramificado e aromático,
podendo atingir 1,5 a 2,5 m de altura. As folhas possuem de 5 a 9 cm de comprimento, são
simples, alternas, coriáceas [LORENZI; MATOS, 2002], vigorosas, sem brilho e com
superfície crespa. As flores são pequenas, de corolas brancas e reunidas em inflorescências
escorpioides e vistosas [PEREIRA, 2013]. Os frutos são cariopses esféricas [LORENZI;
MATOS, 2002].
Ocorre em todo o litoral brasileiro em áreas abertas de pastagem, beira de estradas e
terrenos baldios, onde é considerada uma planta daninha [LORENZI; MATOS, 2002]. É
também uma planta comum na Floresta Tropical Atlântica [PEREIRA, 2013].
Vários nomes populares podem ser atribuídos a Cordia verbenacea, dentre eles ervabaleeira, baleeira, maria-preta, maria-milagrosa, catinga-de-barão [PEREIRA, 2013], cordia,
erva-balieira, balieira-cambará, erva-preta, salicinia, camarinha [LORENZI; MATOS, 2002].
Na planta podem ser encontrados lipídios totais, óleos essenciais, esteroides,
terpenoides com grupo carbonila, compostos fenólicos, flavonoides, pectinas, saponinas,
taninos e traços de alcaloides [PEREIRA, 2013].
É amplamente utilizada na medicina caseira, indicada como anti-inflamatória,
antiartrítica, analgésica, tônica e anti-ulcerogênica. O chá das folhas picadas é utilizado para
reumatismo, artrite reumatoide, gota, dores musculares, dores da coluna, prostatites,
nevralgias e contusões. O chá também é empregado para cicatrização de feridas externas e
úlceras. Algumas de suas utilizações na medicina tradicional já foram validadas em estudos
científicos [LORENZI; MATOS, 2002]. Em testes, apresentou atividade contra algumas cepas
de fungos e ação antibacteriana [PEREIRA, 2013].
24
5.1.6. Manjericão - Ocimum spp.
O nome manjericão é popularmente atribuído a espécies do gênero Ocimum, da
família Lamiacea. Este gênero compreende mais de 64 espécies herbáceas e subarbustivas. O
manjericão é encontrado em regiões tropicais e subtropicais da Ásia, África, América Central
e América do Sul [VIEIRA, 2009].
As espécies com maior importância, cujo óleo essencial é utilizado na produção de
fármacos, cosméticos e perfumes, são Ocimum basilicum, Ocimum gratissimum, Ocimum
tenuiflorum e Ocimum selloi Benth [PEREIRA; MOREIRA, 2011]
A espécie Ocimum basilicum L. é descrita como um subarbusto aromático, ereto e
muito ramificado. Possui de 30 a 50 centímetros de altura. Suas folhas podem atingir 4 a 7
centímetros de comprimento, são simples, membranáceas, com margens onduladas, nervuras
salientes [LORENZI; MATOS, 2002], ovaladas, verdes claras e com cheiro forte e ardente,
mas fresco [PEREIRA; MOREIRA, 2011]. As flores são brancas, reunidas em racemos
terminais curtos. É uma planta nativa da Ásia e introduzida no Brasil pela colônia italiana
[LORENZI; MATOS, 2002].
Na composição química desta espécie são encontrados taninos, flavonoides, saponinas,
cânfora e óleo essencial contendo timol, estragol, metil-chavicol, linalol, eugenol, cineol e
pireno. As folhas contêm vitaminas A, B1, B2, B3, C, cálcio, fósforo e ferro [PEREIRA;
MOREIRA, 2011].
A planta é utilizada para aliviar espasmos, baixar a febre, melhorar a digestão e contra
infecções bacterianas e parasitas intestinais. O chá é considerado estimulante digestivo,
antiespasmódico gástrico, galactógeno, béquico e antirreumático. Na forma de infusão é
indicado para problemas digestivos gerais [LORENZI; MATOS, 2002] e, em crianças recémnascidas, para tratamento caseiro de cólicas. Também é utilizado em casos de afecções do
estômago, gripes e problemas respiratórios [PEREIRA; MOREIRA, 2011]. O uso da planta
não é recomendado para gestantes nos primeiros três meses da gravidez [LORENZI; MATOS,
2002].
25
Ela também é fornecedora de óleo-essencial, por isso é largamente utilizada como
tempero de pratos, em licores, como aromatizante, e em perfumes [LORENZI; MATOS,
2002].
Devido a grande variedade de Ocimum basilicum, é possível encontrar diferenças no
tamanho das folhas e na coloração. Existem plantas com as folhas arroxeadas, utilizadas como
ornamentos [PEREIRA; MOREIRA, 2011].
A espécie Ocimum gratissimum L. é um subarbusto aromático, ereto, que pode atingir
até 1 m de altura. As folhas são ovalado-lanceoladas, bordos duplamente dentados,
membranáceas, e atingem de 4 a 8 cm de comprimento. As flores possuem tamanho pequeno,
coloração roxo-pálidas, dispostas em racemos paniculados eretos, geralmente em grupos de
três. Os frutos contêm quatro sementes de forma esférica. É originária do oriente e
subespontâneo em todo Brasil [PEREIRA; MOREIRA, 2011; LORENZI; MATOS, 2002].
Estudos histoquímicos dos cortes transversais da folha de Ocimum gratissimum L.
apresentaram resultados positivos para lipídeos totais, lipídeos ácidos e neutros, óleos
essenciais, esteroides, lactonas sesquiterpênicas, terpenóides com grupo carbonila, compostos
fenólicos, flavonoides e alcaloides [SANTOS, 2013].
A planta possui ação larvicida e repelente de insetos. Seu óleo tem ação bactericida e
analgésica de uso odontológico. É utilizada na medicina caseira para preparações de banhos
antigripais, contra nervosismo e paralisia. O chá é utilizado como carminativo, sudorífico e
diurético [LORENZI; MATOS, 2002]. A presença de eugenol na planta a torna útil como
antisséptica contra alguns fungos, e o eucaliptol é expectorante e desinfetante pulmonar
[PEREIRA; MOREIRA, 2011].
Existem vários nomes populares para designar uma ou mais espécies do gênero
Ocimum, como, por exemplo, manjericão, alfavaca, alfavaca-cheirosa, alfavaca-da-américa,
basílico-grande, basilicão, erva real, manjericão-doce, manjericão-grande, quioio, alfavacacravo, entre outros [LORENZI; MATOS, 2002].
26
5.1.7. Tansagem - Plantago spp.
O nome tansagem ou tanchagem é popularmente atribuído às espécies do gênero
Plantago L., da família Plantaginaceae. Muitas destas possuem propriedades medicinais, com
diversas indicações terapêuticas.
O gênero Plantago conta com cerca de 16 espécies
distribuídas no Brasil [ROCHA et al. 2002].
A espécie Plantago major L. é uma pequena erva perene, ereta, sem caule, com cerca
de 20 a 30 cm de altura [LORENZI; MATOS, 2002]. As folhas são grandes, ovais, largas, de
margens onduladas [CORRÊA; BATISTA; QUINTAS, 2003], dispostas em roseta basal, com
pecíolo longo, lamina membranácea com nervuras bem destacadas, de 15 a 25 cm de
comprimento [LORENZI; MATOS, 2002]. As flores são pequenas, de coloração brancoesverdeada [CORRÊA; BATISTA; QUINTAS, 2003], dispostas em inflorescências em
espigas eretas sobre haste floral, podendo atingir de 20 a 30 cm de comprimento.
Posteriormente se transformam em frutos (sementes). A espécie é multiplicada apenas por
sementes [LORENZI; MATOS, 2002].
Ela é uma espécie nativa da Europa, porém se naturalizou em todo o Sul do Brasil,
onde pode ser considerada como uma planta daninha [LORENZI; MATOS, 2002].
A planta apresenta ação expectorante, hemostática e cicatrizante. É indicada em casos
de infecções das vias aéreas superiores, bronquite crônica, coadjuvante no tratamento de
úlceras pépticas e antidiarreica [CORRÊA; BATISTA; QUINTAS, 2003; LORENZI;
MATOS, 2002]. O chá das sementes é utilizado como laxativo e depurativo, quando ingerido
em jejum [LORENZI; MATOS, 2002]. Pode ser utilizada externamente em feridas, nas
odontalgias [CORRÊA; BATISTA; QUINTAS, 2003] e afecções da pele (acne e espinhas).
O gargarejo do chá das folhas picadas, duas a três vezes ao dia, é útil contra amigdalite,
faringite, gengivite, estomatite, traqueíte e desintoxicante das vias respiratórias de fumantes
[LORENZI; MATOS, 2002].
Na composição química da Plantago major é possível encontrar flavonoides,
esteroides, mucilagens, taninos, saponinas, ácidos orgânicos e alcaloides [LORENZI;
MATOS, 2002].
27
A Plantago lanceolata é uma planta herbácea, com caule pubescente e folhas
lanceoladas, cobertas por uma fina “penugem”. As flores possuem coloração avermelhadas e
às vezes brancas. O fruto é uma baga oval e comprida, com sementes lisas [CORRÊA;
BATISTA; QUINTAS, 2003].
Os nomes populares atribuídos a uma ou a várias espécies do gênero Plantago são
tanchagem-maior, tanchagem-menor, cinco-nervos [CORRÊA; BATISTA; QUINTAS, 2003],
tanchagem-média, plantagem, sete-nervos, tanchás, tranchagem, entre outros [LORENZI;
MATOS, 2002].
5.1.8. Unha de Gato - Uncaria spp.
As espécies do Gênero Uncaria são conhecidas como “unha-de-gato”, pertencentes à
família Rubiaceae [ZEVALLOS-POLLITO; FILHO, 2010]. As espécies representantes deste
gênero nas Américas do Sul e Central são a Uncaria tomentosa e Uncaria guianensis
[VALENTE, 2006].
A Uncaria tomentosa é uma liana lenhosa, trepadeira ou às vezes arbusto decumbente.
Pode atingir até 35 m de comprimento e 12 cm de diâmetro. Possui caule cilíndrico, casca
externa de cor marrom ou marrom escuro e casca interna de coloração ouro-avermelhada ou
avermelhada. As folhas são simples, opostas, dísticas, oblongas, oblongo-ovadas ou elípticoobovadas. As inflorescências são terminais ou axilares [ZEVALLOS-POLLITO; FILHO,
2010]. Possui espinhos semicurvados, pontiagudos e de consistência lenhosa, que facilitam a
aderência da planta às cascas de ramos de árvores. Sua distribuição é ampla na Amazônia e na
América Central, abrangendo vários países. No Brasil, a planta ocorre nos estados do Acre,
Amapá, Amazonas e Pará [VALENTE, 2006].
A Uncaria guianensis é uma liana lenhosa ou arbusto rasteiro, podendo atingir até 20
m de comprimento e 10 cm de diâmetro. Possui caule cilíndrico, casca externa de coloração
marrom e casca interna ouro-parda ou vermelho-amarelada. Folhas simples, opostas, dísticas,
elípticas ou elíptico-oblongas [ZEVALLOS-POLLITO; FILHO, 2010]. O espinho possui
forma de gancho, encontrado em cada axila foliar [LORENZI; MATOS, 2002]. Devido à
forma dos espinhos, com a ponta dobrada para dentro, há uma maior dificuldade em sua
28
aderência às árvores [VALENTE, 2006]. As inflorescências são em glomérulos axilares,
pedunculados, de forma globosa, com flores branco-amareladas [LORENZI; MATOS, 2002].
É amplamente distribuída na Amazônia, abrangendo vários países. No Brasil, ocorre nos
estados do Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Roraima, Rondônia e
Tocantins [VALENTE, 2006].
Diferenciam-se a Uncaria tomentosa da Uncaria guianensis principalmente pelos
espinhos menos curvos, pelas hastes mais anguladas e pelas folhas pouco menores. Ambas
possuem características e propriedades mais ou menos semelhantes [LORENZI; MATOS,
2002].
As duas espécies possuem vários nomes populares, inclusive em outros países
[ZEVALLOS-POLLITO; FILHO, 2010]. Alguns nomes populares atribuídos a uma ou às
duas espécies são unha-de-gato, unha-de-cigana, carrapato-amarelo, garra de gavião
[LORENZI; MATOS, 2002], unha de onça, espera-aí, jupindá, entre outros [ZEVALLOSPOLLITO; FILHO, 2010].
Na Uncaria tomentosa podem ser encontrados alcaloides, glicosídeos de ácido
quinóvico, taninos, flavonoides, frações de esterol, triterpenos [SOUZA; CIMERMAN,
2010], saponinas e açúcares redutores [RIBEIRO, 2008].
Os usos tradicionais da Uncaria tomentosa são abscesso, artrite, asma, câncer,
contracepção, efeitos colaterais da quimioterapia, febres, feridas, fraqueza, hemorragias,
inflamações, irregularidades menstruais, limpeza dos rins, prevenção de doenças, purificação
da pele, purificação do sangue, reumatismo, revigorante e úlcera gástrica. Já os usos
tradicionais para Uncaria guianensis são câncer do trato urinário, cirrose, contracepção,
diabetes, disenteria, feridas, gastrite, gonorreia, inflamações, problemas intestinais,
reumatismo, tumores e úlcera gástrica [VALENTE, 2006].
Compostos da Uncaria tomentosa foram avaliados em culturas de células
apresentando ação antiviral e anti-inflamatória. Esta mesma planta apresentou ação
antimutagênica em sistemas fotomutagênicos in vitro e efeito protetor contra a citotoxicidade
induzida por raios UV. Também apresentou efeito modulador sobre o sistema imunológico,
incluindo aumento do potencial de divisão dos linfócitos e da atividade fagocítica [SOUZA;
CIMERMAN, 2010].
29
O extrato da Uncaria tomentosa é utilizado em casos de alergias, como agente antiinflamatório, antimicrobiano e antioxidante. Também é utilizada na artrite, tratamento de
câncer e displasia na cérvix, na doença de Crohn, em diverticulite, endometriose,
fibromialgia, esclerose múltipla, rosácea, lúpus eritematoso sistêmico, entre outros [GAMA et
al. 2010].
30
6.
RESULTADOS
6.1.
Pesquisa em ervanarias
A pesquisa com raizeiros em ervanarias foi realizada nas cidades de Americana-SP e
Campinas-SP. Na cidade de Americana, os nomes de plantas medicinais indicados foram
copaíba, cana do brejo, cavalinha e carobinha. Na ervanaria localizada na cidade de
Campinas, os nomes de plantas indicados foram copaíba, cavalinha, manjericão, tansagem,
erva baleeira e unha de gato.
As plantas foram adquiridas na ervanaria da cidade de Campinas, na forma de droga
vegetal seca. A exceção foi a copaíba, adquirida na forma de óleo-resina (óleo de copaíba).
As drogas vegetais eram majoritariamente compostas pelas folhas rasuradas das
plantas, porém a da cavalinha (Equisetum sp.) era majoritariamente pelos caules rasurados.
6.2.
Pesquisa de alcaloides
Os resultados obtidos na pesquisa de alcaloides podem ser observados na Tabela 1.
Tabela 1: Pesquisa de alcaloides.
Plantas
Reativos de Precipitação
Nome científico
Nome popular
Dragendorff
Mayer
Bouchardat
Costus sp.
Cana do Brejo
+
+
+
Jacaranda sp.
Carobinha
-
-
-
Equisetum sp.
Cavalinha
-
-
-
Erva Baleeira
-
-
-
Ocimum sp.
Manjericão
+
+
+
Plantago sp.
Tansagem
-
-
-
Uncaria sp.
Unha de Gato
+
+
+
Cordia cf. verbenácea
31
As plantas positivas para a presença de alcaloides foram a cana do brejo, o manjericão
e a unha de gato. No manjericão os resultados para os reativos de Dragendorff e Mayer não
ficaram tão visíveis quanto nas outras plantas que resultaram positivo. Já com o reativo de
Bouchardat, o resultado ficou igualmente claro em todas.
6.3.
Pesquisa de flavonoides
Os resultados referentes à identificação de flavonoides são encontrados na Tabela 2.
Tabela 2: Pesquisa de flavonoides.
Plantas
Nome científico
Reação
Nome popular
Hidróxidos
Cianidina
alcalinos
Costus sp.
Cloreto de
Alumínio
Cana do Brejo
+
+
+
Jacaranda sp.
Carobinha
+
+
+
Equisetum sp.
Cavalinha
+
+
+
Erva Baleeira
+
+
+
Ocimum sp.
Manjericão
-
+
+
Plantago sp.
Tansagem
+
+
+
Uncaria sp.
Unha de Gato
+
-
-
Cordia cf. verbenácea
Neste teste, todas as plantas acusaram a presença para pelo menos uma reação de
flavonoides. A carobinha foi a planta que apresentou os resultados mais “intensos” ou
visíveis. Nas outras plantas, os resultados positivos se apresentaram com intensidade média
ou leve.
6.4.
Pesquisa de heterosídeos antraquinônicos
Os resultados referentes à pesquisa de heterosídeos antraquinônicos podem ser
conferidos na Tabela 3.
32
Tabela 3: Pesquisa de heterosídeos antraquinônicos.
Plantas
Nome científico
Nome popular
Resultados
Costus sp.
Cana do Brejo
-
Jacaranda sp.
Carobinha
-
Equisetum sp.
Cavalinha
-
Erva Baleeira
-
Ocimum sp.
Manjericão
-
Plantago sp.
Tansagem
-
Uncaria sp.
Unha de Gato
-
Cordia cf. verbenácea
Conforme observado, nenhuma das plantas revelou, na reação, possuir heterosídeos
antraquinônicos.
6.5.
Pesquisa de heterosídeos saponínicos
O teste de índice de espuma revelou diferentes quantidades para cada planta. Após o
repouso de 10 min, os tubos de ensaio que apresentaram camada de espuma de 1 cm foram o
nº 4 da planta unha de gato (Uncaria sp.), os nos 7 das plantas carobinha (Jacaranda sp.) e
tansagem (Plantago sp.), o nº 8 do manjericão (Ocimum sp.) e o nº 10 da cavalinha
(Equisetum sp.).
As plantas erva baleeira (Cordia cf. verbenácea) e cana do brejo (Costus sp.)
apresentaram todos os tubos de ensaio com camada de espuma abaixo de 1 cm, por isso o
índice de espuma não pôde ser calculado. Ambas apresentaram camada de espuma de
aproximadamente 0,5 cm no tubo nº 10.
O resultado do índice de espuma nas plantas pode ser observado na Tabela 4.
33
Tabela 4: Pesquisa de heterosídeos saponínicos.
Plantas
Nome científico
Nome popular
Índice de Espuma
Costus sp.
Cana do Brejo
<100
Jacaranda sp.
Carobinha
142,85
Equisetum sp.
Cavalinha
100
Erva Baleeira
<100
Ocimum sp.
Manjericão
125
Plantago sp.
Tansagem
142,85
Uncaria sp.
Unha de Gato
250
Cordia cf. verbenácea
A unha de gato foi a que apresentou o maior índice das plantas testadas, seguida pela
carobinha e tansagem, ambas com o mesmo resultado. Como as quantidades das plantas cana
do brejo e erva baleeira não puderam ser calculadas, foi atribuído o valor <100 às mesmas, já
que o valor mínimo para as diluições realizadas nesta pesquisa é 100.
6.6.
Pesquisa de taninos
O resultado referente à pesquisa de taninos pode ser encontrado na Tabela 5.
Tabela 5: Pesquisa de taninos.
Plantas
Nome científico
Costus sp.
Reação
Nome popular
Sais de Ferro
Acetato
Acetato de
de cobre
chumbo
Cana do Brejo
-
+
+
Jacaranda sp.
Carobinha
+
+
+
Equisetum sp.
Cavalinha
-
+
+
Erva Baleeira
+
+
+
Ocimum sp.
Manjericão
+
+
+
Plantago sp.
Tansagem
-
+
+
Uncaria sp.
Unha de Gato
-
+
+
Cordia cf. verbenácea
34
Conforme observado, todas as plantas acusaram a presença de taninos com acetato de
cobre e acetato de chumbo. Na reação com sais de ferro, os resultados foram variados: três
plantas resultaram positivo e as outras negativo.
6.7.
Teste de difusão com discos
No teste de disco-difusão, as plantas copaíba (Copaifera Officinalis) e unha de gato
(Uncaria sp.) apresentaram inibição do crescimento de Staphylococcus aureus. O halo de
inibição referente à copaíba apresentou 15 mm, enquanto o halo de unha de gato apresentou 7
mm (resultados demonstrados na Figura 1).
Figura 1: Inibição do crescimento de Staphylococcus aureus.
Nenhuma das plantas testadas foi capaz de inibir o crescimento da bactéria
Escherichia coli. O resultado do teste pode ser observado na Figura 2.
35
Figura 2: Inibição do crescimento de Escherichia coli.
O controle positivo com antimicrobiano gentamicina apresentou um halo de inibição
de 19 mm para Staphylococcus aureus e 20 mm para Escherichia coli, enquanto o controle
positivo ciprofloxacina provocou a formação de um halo de inibição de 25 mm para S. aureus
e 37 mm para E. coli. A solução fisiológica não foi capaz de inibir nenhuma das espécies
bacterianas testadas. O teste pode ser observado na Figura 3.
36
Figura 3: Teste de controle positivo e negativo.
37
7.
DISCUSSÃO
A pesquisa de plantas medicinais utilizadas em casos de infecções, assepsia e contra
bactérias revelou as espécies comumente indicadas nestes casos pelos raizeiros, nas ervanarias
consultadas. Pelo que se pôde observar na literatura, os vegetais adquiridos são realmente
utilizados medicinalmente.
Na pesquisa de compostos, a planta cana do brejo (Costus sp.) apresentou resultados
que reconfirmam a literatura na presença de alcaloides [BITENCOURT; ALMEIDA, 2014;
AZEVEDO et al., 2005], flavonoides [AZEVEDO et al., 2005], taninos [LORENZI; MATOS,
2002] e ausência de antraquinonas [BITENCOURT; ALMEIDA, 2014]. O índice de espuma
não pôde ser calculado, pois a droga vegetal em questão apresentou quantidades menores que
a detectável na metodologia. Bitencourt e Almeida [2014] não detectou no extrato bruto
etanólico a presença de saponinas, já Azevedo et al. [2005] detectou a presença de saponinas
na fração butanólica das folhas e caules.
No teste de inibição de crescimento das bactérias, a cana do brejo não foi capaz de
inibir as cepas testadas, confirmando dados apresentados por Bitencourt e Almeida [2014]. Os
pesquisadores testaram a capacidade inibitória da planta contra E. coli, S. aureus e Klebsiella
pneumoniae, nas concentrações 25 µg/mL, 50 µg/mL e 100 µg/mL do extrato bruto etanólico
e constataram não haver formação significativa de halos em comparação aos antibióticos
testados.
A pesquisa da planta carobinha (Jacaranda sp.) confirmou dados da literatura para a
presença de flavonoides, taninos, saponinas e para a ausência de alcaloides, quando
comparada com a triagem fitoquímica realizada por Hernandes [2015], do extrato bruto da
espécie Jacaranda decurrens e Jacaranda caroba. O teste de antraquinonas indicou a
ausência na droga vegetal estudada, coincidindo com o resultado da espécie Jacaranda
caroba e contrariando o da Jacaranda decurrens, que apresentou presença de antraquinonas
[HERNANDES, 2015].
O teste de inibição de crescimento das bactérias pela planta carobinha (Jacaranda sp.)
não apresentou resultado positivo para nenhuma das bactérias testadas, concordando
parcialmente com o estudo de Costa-Campos et al. [2012], no qual o extrato hidroalcoólico da
38
planta não conseguiu inibir a bactéria E. coli, mas foi capaz de inibir S. aureus na
concentração de 50 mg/ml. Já no teste feito por Zatta [2008], o extrato etanólico das folhas de
Jacaranda decurrens foi capaz de inibir o crescimento de todas as bactérias.
A cavalinha (Equisetum sp.) apresentou resultados que confirmam a literatura na
presença de flavonoides, taninos e saponinas [MELLO; BUDEL, 2013]. O resultado negativo
para alcaloides contradiz o que é citado por Lorenzi e Matos [2002] e Mello e Budel [2013],
porém em teste fitoquímico da espécie Equisetum giganteum, realizado por Moraes [2011], a
ausência de alcaloides também é relatada. A ausência de antraquinonas também ocorreu com
o teste de Moraes [2011].
Não foi observada sensibilidade à cavalinha no teste de inibição do crescimento das
bactérias, contrariando os resultados de Geetha, Lakshmi e Roy [2011], nos quais a Equisetum
arvense foi capaz de inibir o crescimento bacteriano.
O óleo de copaíba (Copaifera Officinalis) apresentou-se positivo para inibição do
crescimento da cepa de S. aureus testado, formando um halo de inibição de 15 mm, mas foi
negativo para inibição de E. coli. Em um teste realizado por Braga e Silva [2007], o extrato
aquoso das folhas da espécie Copaifera langsdorffii também foi capaz de inibir o crescimento
de cepas de S. aureus. Em outro estudo, a casca do tronco da espécie Copaifera langsdorffii,
em extrato hidroalcoólico, não foi capaz de inibir o crescimento de E coli e S. aureus, mas
apresentou halo de inibição contra os microrganismos Proteus mirabilis e Shigella sonnei
[GONÇALVES; FILHO; MENEZES, 2005].
Nos testes realizados com a erva baleeira (Cordia cf. verbenácea DC.), a presença de
flavonoides, taninos e a ausência de antraquinonas apresentam resultados congruentes com
Pereira [2013]. O índice de saponinas não pôde ser calculado, pois apresentou quantidades
menores que a detectável nesta metodologia. Pereira [2013] detectou a presença saponinas. Os
alcaloides não foram detectados no teste e Pereira [2013] considerou presente apenas traços.
A erva baleeira não foi capaz de inibir o crescimento de nenhuma das bactérias
testadas. Os resultados foram parcialmente parecidos com Pinho et al. [2012], que demonstrou
que a erva baleeira apresentou atividades contra o S. aureus em concentrações superiores a
400 mg/ml e não apresentou atividade contra a E. coli.
39
O manjericão (Ocimum sp.) apresentou resultados que confirmam a literatura na
presença de alcaloides, flavonoides [PEREIRA ; MOREIRA, 2011; SANTOS, 2013], taninos
e saponinas [PEREIRA ; MOREIRA, 2011; LORENZI; MATOS, 2002].
O resultado do teste de inibição do crescimento de bactérias se apresentou negativo.
Nenhuma das duas cepas de bactérias foi inibida e os resultados foram condizentes com os
apresentados por Haida et al. [2007]. Já em outros estudos, o manjericão foi capaz de inibir o
crescimento de S. aureus [SANTOS; BARREIRO; ANDRADE, 2011] e E coli [NAHAK;
PATTANAIK; SAHU, 2011].
A tansagem (Plantago sp.) apresentou resultado congruente com a literatura na
presença de flavonoides, saponinas e taninos [LORENZI; MATOS, 2002]. O teste de
alcaloides apresentou resultados negativos, contradizendo o que é citado por Lorenzi e Matos
[2002].
No teste de inibição microbiológica, a planta não conseguiu inibir nenhuma cepa de
bactéria. Em um estudo feito por Souza et al. [2014], confirmaram-se os resultados obtidos no
teste contra a bactéria E.coli, no qual o extrato das folhas de Plantago major não conseguiu
inibir o seu crescimento. Já no estudo de Freitas et al [2002], o extrato hidroalcoólico da
espécie Plantago major L. foi capaz de inibir o crescimento de S. aureus.
A unha de gato (Uncaria sp.) reafirmou o que foi dito na literatura, apresentando-se
positiva para alcaloides, flavonoides, taninos [SOUZA; CIMERMAN, 2010] e saponinas
[RIBEIRO; 2008]
Quanto à inibição de crescimento, a unha de gato foi capaz de inibir a cepa de S.
aureus, formando um halo de 7 mm. A planta não conseguiu inibir o crescimento da cepa de
E. coli testada. Em testes realizados por Ribeiro [2008], a Uncaria guianensis, confirmou os
resultados obtidos no presente estudo, inibindo o crescimento de S. aureus e não inibindo o de
E. coli.
A copaíba apresentou o melhor resultado no teste de difusão com disco contra a
bactéria S. aureus, mas deve-se frisar que a mesma não passou pelos processos de extração da
droga vegetal seca, secagem do macerado e nova diluição em solução fisiológica, portanto
não é possível uma real comparação com as outras plantas estudadas.
40
A unha de gato foi a única planta extraída das drogas vegetais que apresentou
resultado positivo para a inibição do crescimento da cepa da bactéria S. aureus testada.
Os testes de identificação majoritariamente foram condizentes com a literatura e,
provavelmente, as diferenças encontradas podem ser resultado de diferenças nas drogas
vegetais obtidas, devido, por exemplo, à sazonalidade da colheita [RODRIGUES et al. 2011],
aos métodos de secagem [VIGO; NARITA; MARQUES, 2004] e à falta de controle de
qualidade [ALVARENGA et al, 2009].
Os extratos das drogas vegetais secas, utilizados no teste de inibição de crescimento
bacteriano, não possuíam controle correto das concentrações utilizadas. A solução fisiológica
não conseguiu diluir todo material seco das drogas vegetais, comprometendo o conhecimento
das concentrações. Desconhecendo as concentrações, não é possível realizar uma comparação
proporcional com outros estudos publicados.
Em estudos futuros, recomenda-se que sejam testadas mais amostras da mesma
espécie vegetal, evitando, assim, resultados alterados por variações de uma única amostra.
Também é indicado que se utilize outra metodologia de extração das drogas vegetais, além de
diferentes concentrações de extratos.
41
8.
CONCLUSÃO
As plantas utilizadas popularmente representam uma economia de tempo e dinheiro
para os pesquisadores [AMOROZO, 1996], uma vez que a entrevista com raizeiros
demonstrou que as partes de algumas das plantas indicadas realmente possuem ação
antimicrobiana, pelo que se pôde observar na literatura e nos testes realizados.
Os testes de identificação majoritariamente foram congruentes com a literatura e, no
teste de inibição de crescimento, a unha de gato e a copaíba apresentaram ação antimicrobiana
contra a bactéria S. aureus.
Novos testes como estes, quando realizados, devem utilizar mais exemplares de drogas
vegetais para uma única espécie e a extração das drogas deve ser feita com uma metodologia
que permita a obtenção de diferentes concentrações, possibilitando, desta forma, minimizar
possíveis interferências, como a qualidade da planta obtida ou a sazonalidade da colheita.
Conclui-se com este estudo que a diversidade de espécies presente na flora brasileira
pode auxiliar no desenvolvimento de novas drogas com atividade microbicida, e que novos
estudos serão necessários para que se possa determinar as concentrações inibitórias das
mesmas.
42
9.
REFERÊNCIAS
-ALVARENGA, F.C.R et al.; Avaliação da qualidade de amostras comerciais de
folhas e tinturas de guaco. Rev. Bras. Farmacogn. Braz J. Pharmacogn. 19(2A): Abr./Jun.
2009.
-AMOROZO, M.C.M. 2002. Uso e diversidade de plantas medicinais em Santo
Antônio do Leveger, MT, Brasil. Acta Botanica Brasilica 16(2): 189-203.
-AMOROZO, M.C.M. A abordagem etnobotânica na pesquisa de Plantas
Medicinais. In: DI STATSI, L.C. (Org.). Plantas medicinais: Arte e Ciência, um guia de
estudo interdisciplinar. São Paulo: EDUSP. p. 47-68. 1996.
-ARRUDA, A.L.A.; SOUZA, D.G.; VIEIRA, C.J.B.; OLIVEIRA, R.F.; PAVAN,
F.R.; FUJIMURA, C.Q.L.;RESENDE, U.M.3; CASTILHO, R.O. Análise fitoquímica e
atividade antimicobacteriana de extratos metanólicos de Jacaranda cuspidifolia Mart.
(Bignoniaceae). Rev. Bras. Pl. Med., Botucatu, v.14, n.2, p.276-281, 2012.
-AZEVEDO, L.F.P.; FARIA, T.S.A.; PESSANHA, F.F.; ARAUJO, M.F.; LEMOS,
G.C.S.. Triagem fitoquímica e atividade antioxidante de Costus spicatus (Jacq.) S.w.
Rev. Bras. Pl. Med., Campinas, v.16, n.2, p.209-215, 2014.
-BARREIRO, E. J; BOLZANI, V. S. Biodiversidade: fonte potencial para a
descoberta de fármacos. Química Nova, v.32, n.3, p.679-688, 2009.
-BITENCOURT, A.P.R; ALMEIDA, S.S.M.S. Estudo fitoquímico, toxicológico e
microbiológico das folhas de Costus spicatus Jacq. Rev. Biota Amazônia, Macapá, v. 4, n.
4, p. 75-79, 2014.
-BRAGA, M.D.; SILVA, C.C.M. Atividade antimicrobiana do extrato aquoso de
Copaifera langsdorffii Desf. sobre Staphylococcus aureus. Revista Unimontes Científica,
Montes Claros, v.9, n.1 – jan./jun. 2007.
43
-BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Biodiversidade Brasileira. Disponível
em: <http://www.mma.gov.br/biodiversidade/biodiversidade-brasileira>. Acesso em: 25 de
maio de 2015.
-BRITO, M. A.; CORDEIRO, B. C. Necessidade de novos antibióticos. J Bras Patol
Med Lab. v. 48, n. 4, p. 247-249, agosto de 2012.
-CORRÊA, A. D.; BATISTA, R. S.; QUINTAS, L. E. M.. Plantas Medicinais: do
cultivo à terapêutica. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2003. 247 p.
-COSTA, A. F..Farmacognosia: farmacognosia experimental. 3. ed. Coimbra:
Fundação Calouste Gulbenkian, 2000. 3 v. Atualizada por A. Proença da Cunha.
-COSTA-CAMPOS, L. et al. Antibacterial activity of hydroalcoholic extracts of
Jacaranda puberula Cham. (Bignoniaceae) and Sorocea bonplandii Baill. (Moraceae). J.
Med. Plants Res., [s.l.], v. 6, n. 21, p.3705-3710, 9 jun. 2012. Academic Journals. DOI:
10.5897/jmpr11.295.
- FENNER, R. et al. Plantas utilizadas na medicina popular brasileira com
potencial atividade antifúngica. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas. vol. 42, n. 3,
jul./set., 2006
-FORZZA, R.C. et al. coords. 2010a. Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil.
Andréa Jakobson Estúdio, Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rio
de Janeiro, 2v.
-FORZZA, R.C. et al. coords. 2010b. Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil.
Andréa Jakobson Estúdio, Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rio
de Janeiro, 2v.
- FREITAS, A.G et al. Atividade antiestafilocócica do Plantago major L. Rev. Bras.
Farmacogn., v. 12, supl., p. 64-65, 2002.
-GAMA, C. R. et al. Avaliação Clínica da Uncaria tomentosa no Tratamento e
Controle de Lesões Decorrentes de Infecção pelo Vírus Herpes Simplex. J Bras Doenças
Sex Transm, Si, p.215-221, 2010. Editora da Universidade Federal Fluminense. DOI:
10.5533/2177-8264-201022408.
44
-GEETHA, R.V.;LAKSHMI, T.; ROY, A. IN VITRO EVALUATION OF ANTI
BACTERIAL ACTIVITY OF EQUISETUM ARVENSE LINN ON URINARY TRACT
PATHOGENES. International Journal of Pharmacy and Pharmaceutical Sciences. Vol3, ed.
4, p.323-325, 2011.
-GONÇALVES, A.L.; FILHO, A.A.; MENEZES, H. ESTUDO COMPARATIVO
DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DE EXTRATOS DE ALGUMAS ÁRVORES
NATIVAS. Arq. Inst. Biol., São Paulo, v.72, n.3, p.353-358, jul./set., 2005.
-HAIDA,
K.S.
et
al.
AVALIAÇÃO
IN
VITRO
DA
ATIVIDADE
ANTIMICROBIANA DE OITO ESPÉCIES DE PLANTAS MEDICINAIS. Arq. Ciênc.
Saúde Unipar, Umuarama, v. 11, n. 3, p. 185-192, set./dez. 2007.
-HERNANDES, Leandro Santoro. Farmacologia e fitoquímica de extratos e
formulações de Jacaranda decurrens Cham., Jacaranda caroba (Vell.) DC. e Piper
umbellatum L. 2015. 101 f. Tese (Doutorado) - Curso de Faculdade de Ciências
Farmacêuticas, Departamento de Farmácia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015.
-JUNIOR, V.F.V.; PINTO, A.C. O GÊNERO Copaifera L. Quim. Nova, Vol. 25,
No. 2, 273-286, 2002.
-LORENZI, H.; MATOS, F. J. de A.. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e
exóticas. Nova Odessa-sp: Instituto Plantarum, 2002. 512 p.
-MARTINS, M. B. G. M; CASTRO, A. A.; CAVALHEIRO, A. J. Caracterização
anatômica e química de folhas de Jacaranda puberula (Bignoniaceae) presente na Mata
Atlântica. Revista Brasileira de Farmacognosia. 18(4): 600-607, Out./Dez. 2008
-MELLO, M.; BUDEL, J.M. EQUISETUM L. (EQUISETACEAE): UMA
REVISÃO. Cad. da Esc. de Saúde, Centro Universitário Autônomo do Brasil, Paraná. v. 1, n.
9.
2013.
ISSN
1984-7041.
Disponível
em:
<http://revistas.facbrasil.edu.br/cadernossaude/index.php/saude/article/view/141/140>.
Acesso em novembro de 2015.
-MORAES, Jaqueline Tobias de. Determinação de Valores de Referência com
Intervalos Quantitativos para Ensaios, Físico-Químicos e Perfil Químico por CLAEDAD Para Controle de Qualidade da Cavalinha (Equisetum giganteum L.). 2011. 69 f.
45
Dissertação (Mestrado) - Curso de Mestrado em Química dos Recursos Naturais,
Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2011.
-MOURA, R. A de A. et al. Técnicas de Laboratório. 2. ed. Rio de Janeiro-RJ:
Atheneu, 1982. 822 p.
- NAHAK, G.; PATTANAIK, P.K.; SAHU, R.K. Antibacterial Evaluation of
Ethanolic Extracts of Four Ocimum Species against E.coli and Salmonella abaetetuba.
International Journal of Pharmaceutical & Biological Archives. Vol2, ed. 4, julho-agosto de
2011.
-OLIVEIRA, T.B. et al. Estudo farmacognóstico das raízes de Jacaranda
decurrens Cham. (carobinha). Rev. Bras. Farmacognosia., v. 13, supl., p. 54-55, 2003.
-PAES, L.S.; MENDONÇA, M. S; CASAS, L.L.. Aspectos Estruturais e
Fitoquímicos de partes vegetativas de Costus spicatus (Jacq.) Sw. (Costaceae). Rev. Bras.
Pl. Med., Campinas, v.15, n.3, p.380-390, 2013
-PEREIRA, Juhan Augusto Scardelato. CORDIA VERBENACEA DC.: PERFIL
MORFO-ANATÔMICO, HISTOQUÍMICO, FARMACOGNÓSTICO E AVALIAÇÃO
DA ATIVIDADE ANTI-CANDIDA DO EXTRATO HIDROETANÓLICO E SUAS
FRAÇÕES. 2013. 52 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Faculdade de CiÊncias
FarmacÊuticas, Área de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos e Medicamentos,
Universidade Estadual Paulista, Araraquara, 2013.
-PEREIRA, Rita de Cassia Alves; MOREIRA, Ana Luiza Martins. Manjericão:
Cultivo e Utilização. Fortaleza: Embrapa Agroindústria Tropical, 2011. 31 p.
-PIERI, F.A.; MUSSI, M.C.; MOREIRA, M.A.S. Óleo de copaíba (Copaifera sp.):
histórico, extração, aplicações industriais e propriedades medicinais. Rev. Bras. Pl. Med.,
Botucatu, v.11, n.4, p.465-472, 2009.
-PINHO, Lucinéia et al. Atividade antimicrobiana de extratos hidroalcoolicos das
folhas de alecrim- pimenta, aroeira, barbatimão, erva baleeira e do farelo da casca de
pequi. Cienc. Rural vol.42 no.2 Santa Maria Feb. 2012 Epub Feb 03, 2012.
-RIBEIRO, C. M. AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DE
PLANTAS UTILIZADAS NA MEDICINA POPULAR DA AMAZÔNIA. 2008. 70 f.
46
Dissertação (Mestrado) - Curso de Pósgraduação em Ciências Farmacêuticas, Ciências da
Saúde da Universidade Federal do Pará, Universidade Federal do Pará, Belen, 2008.
-ROCHA, J.F et al. Estudo Anatômico e Histôquímico em Folhas de Plantago
major L. E Plantago australis Lam. (PLANTAGINACEAE). Revista Universidade. Rural,
Série. Ciências da Vida. Vol. 22, n.1, p.33-41, 2002.
-RODRIGUES, C. et al. AVALIAÇÃO PRELIMINAR FITOQUÍMICA DA
ESPÉCIE Equisetum arvense (CAVALINHA).
EPCC – Encontro Internacional de
Produção Científica Cesumar, Editora Cesumar, Maringá. Paraná, outubro de 2011.
-SANTOS, N. Q. A Resistência bacteriana no contexto da infecção hospitalar.
Texto contexto - enferm. Florianópolis, v. 13, n. spe, p. 64-70, 2004.
-SANTOS, R.L.A; BARREIROS, M.N.W; ANDRADE, M.C. Investigação da
Atividade Antimicrobiana do Ocimum basilicum (Manjericão) sobre Staphylococcus
aureus. Revista Ciências em Saúde v1, n 3 out 2011
-SANTOS, Sheila Nakashima dos. ESTUDO ANATÔMICO E HISTOQUÍMICO
DE FOLHAS DE Ocimum gratissimum L. 2013. 28 f. TCC (Graduação) - Curso de
Faculdade de CiÊncias FarmacÊuticas, Campus de Araraquara, Universidade Estadual
Paulista, Araraquara, 2013.
-SOUZA, A,L,S.; CIMERMAN, S. Uncaria tomentosa (Cat’s claw): uma potencial
estratégia terapêutica para herpes labial. Rev Panam Infectol 2010;12(2):51-57, 2010.
-SOUZA, R.B. et al. APLICAÇÕES DO ÓLEO RESINA DE Copaifera L. NA
MEDICINA POPULAR: UMA PROSPECÇÃO TECNOLÓGICA. Revista GEINTEC–
ISSN: 2237-0722. São Cristóvão/SE – 2012. Vol. 3/n. 1/p.144-155.
-SOUZA, W.B. et al. AVALIAÇÃO DO POTENCIAL DE EXTRATOS
VEGETAIS
NO
CONTROLE
IN
VITRO DE Escherichia coli DE ORIGEM ANIMAL. ENCICLOPÉDIA BIOSFERA,
Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.10, n.19; p.2755-2764, 2014.
-VALENTE, L.M.M. Unha-de-gato [Uncaria tomentosa (Willd.) DC. e Uncaria
guianensis (Aubl.) Gmel.]: Um Panorama Sobre seus Aspectos mais Relevantes. Revista
Fitos Vol.2 Nº01, p. 48-58 ,junho/setembro 2006
47
-VIEIRA, Priscila Raquel Nogueira. ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DOS ÓLEOS
ESSENCIAIS DE ESPÉCIES DE Ocimum FRENTE A CEPAS DE Candida SPP. E
Microsporum canis. 2009. 87 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Faculdade de Veterinária,
Programa de Pós-graduação em Ciências Veterinárias, Universidade Estadual do Ceará,
Fortaleza, 2009.
-VIGO, C.L.S.; NARITA, E; MARQUES, L.C. Influências da variação sazonal e
tipos de secagem nas características da droga vegetal – raízes de Pfaffia glomerata
(Spreng.) Pedersen (Amaranthaceae). Rev. Bras. Farmacogn., V. 14, n. 2, jul.-dez. 2004.
-ZATTA, Daniel Teles. Estudo farmacognóstico, avaliação da toxicidade aguda e
da atividade antimicrobiana das folhas de Jacaranda decurrens Cham. – Bignoniaceae.
2008. 134 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Faculdade de Farmácia, Universidade Federal
de Goias, Goiania, 2008.
-ZEVALLOS-POLLITO,
P.A.;
FILHO,
M.T.
LEVANTAMENTO
E
CARACTERIZAÇÃO” DE DUAS ESPÉCIES DO GÊNERO UNCARIA SCHREB.
(RUBIACEAE) CORRENTES NO ESTADO DO ACRE, BRASIL. Ecol. apl. Vol. 9 No
1, pp. 19-30, 2010
Download