educação do/no campo e o ensino de geografia

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EDUCAÇÃO DO/NO CAMPO E O ENSINO DE GEOGRAFIA: DESAFIOS E
POTENCIALIDADES NAS ESCOLAS DE ASSENTAMENTO
EDUCATION OF / THE FIELD AND GEOGRAPHY EDUCATION:
CHALLENGES AND CAPABILITIES IN SETTLEMENT OF SCHOOLS
Grace Ferreira de Sampaio
Graduanda em Geografia
Universidade Estadual do Piauí, Campus Clóvis Moura –UESPI
E-mail. [email protected]
Teresinha de Jesus dos Santos Sousa
Professora Doutora Universidade Estadual do Piauí, Campus Clóvis Moura –UESPI.
E-mail. [email protected]
RESUMO
Este trabalho e resultante do projeto de pesquisa em andamento e busca compreender como
está sendo realizado e qual a qualidade do ensino e aprendizagem de Geografia na escola
do assentamento rural 17 de Abril, localizado na zona rural de Teresina-PI. A educação do
campo no Brasil vem sendo implantada em busca de garantir o acesso a educação a todos
os cidadãos brasileiros que vivem no campo. A escola estar situada no campo, não basta
para obter uma educação de qualidade, é preciso se repensar as políticas públicas
educacionais como garantia de que a escola no/do campo atenda às necessidades
educacionais e sociais dos moradores do campo e dos que vivem em assentamentos rurais,
o ensino de Geografia pode assim vir a contribuir no desenvolvimento do senso crítico
desses alunos.
Palavras-Chaves: Educação. Campo. Geografia. Ensino. Movimentos sociais
ABSTRACT
This work and the resulting research project underway and seeks to understand how it is
being done and what the quality of teaching and learning Geography in the school of rural
settlement April 17, located in the countryside of Teresina-PI. The education field in Brazil
has been implemented seeking to ensure access to education will all Brazilian citizens
living in the countryside. The school is situated in the countryside, not just to get a quality
education, we need to think or "rethink" educational policies as a guarantee that the school
in / the field is designed to meet the educational and social needs of residents field and
living in rural settlements, the Geography teaching can thus come to contribute to the
development of critical thinking of these students.
Keywords: Education. Field. Geography. Teaching. Social movements.
1
1. INTRODUÇÃO
Este trabalho objetiva discorrer sobre a implantação da educação do/no campo, sendo
resultado de pesquisas bibliográficas acerca da temática. Fundamenta-se no método de
interpretação dialético que possibilita o estudo explicativo da essência do fenômeno
estudado, no caso a importância do ensino de Geografia voltado a atender à realidade
proposta pela educação no/do campo.
Busca-se entender as contradições existentes acerca da implantação da educação do/no
campo e o contexto de desigualdades entre a escola rural e urbana, analisando os
fenômenos inerentes a esse processo pela sua essência, a fim de encontrar respostas
capazes de desvendar a real situação da educação do/no campo. Assim como á necessidade
de ter uma escola voltada a atender à população do/no campo de forma diferenciada, tentase compreender o porquê da insistência em continuar oferecendo um modelo de escola
urbana para a população que vive no campo.
A pesquisa tem como objetivo compreender a importância de trabalhar os conceitos
básicos da Geografia de forma que se atendam as necessidades e peculiaridades dos alunos
do campo, adequando a sua realidade, exercendo assim a verdadeira função da educação
no/do campo a partir da utilização da Geografia como instrumento capaz de contribuir no
processo de formação dos alunos que vivem no campo.
2. EDUCAÇÃO DO/NO CAMPO NO BRASIL
O debate acerca da educação voltada à população do campo brasileiro ocorreu
desde seu início de forma lenta, muitas vezes sendo negligenciado. Não havia preocupação
em oferecer educação para os que viviam no campo, pois o homem do campo não
necessitava da mesma para realizar suas atividades e não a valorizava (GRACINDO,
2006).
Nesse sentido, a educação do campo acabou sendo vista como desnecessária, ela só
começaria a ser efetivamente incluída como necessária a essa parcela da população rural a
partir das pressões populares e dos movimentos sociais pelo direito de uma educação
diferenciada, que atendesse as peculiaridades da vida no campo, assim:
[...] A educação do campo começa a obter espaço no cenário nacional,
como exigência republicana, quando há o reconhecimento do direito à
2
diferença e quando há ampliações no direito a cidadania, não apenas
vinculado aos que vivem na cidade. [...] surge como a explicitação do
respeito e valorização de milhares de brasileiros que se constituem como
cidadão em pleno gozo de seus direitos sociais (GRACINDO, 2006, p.
21).
Com a garantia do direito à educação para todos, presente tanto na Constituição
Federal de 1988, como na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional- LDB, Lei n°
9.394/96, no seu artigo 28°, a qual defende que os sistemas de ensino devem promover as
adequações a peculiaridades da vida rural e utilizar metodologias e conteúdos que atendam
às necessidades do aluno da zona rural, faz-se necessário a criação da escola do/no campo
para atender esses alunos.
Para entendermos o que seria esta proposta de educação do/no campo É preciso que
se conceitue a mesma, compreendendo-a da seguinte forma:
“[...] a escola do assentamento pressupõe uma instituição com as
características culturais deste ambiente, amplamente contempladas em
seu programa de saberes a serem socializados mediante o ato educativo,
respeitando, como já vimos justificados na fala de alguns teóricos neste
trabalho, a valorização dos saberes locais, como conhecimentos
importantes constitutivos da identidade histórica da comunidade. Ao
contrário, a escola no assentamento, caracterizaria apenas uma
instituição de ensino que garantisse o acesso aos conhecimentos mínimos
previstos, como se sabe,em referenciais que servem como ‘parâmetros’ a
seremseguidos e postos em execução, como modo de se garantir a
equalização dos direitos dos cidadãos.” (XAVIER, 2005, p.85).
De acordo com Nogueira (2010), essas escolas no/do campo acabam, muitas vezes,
não atendendo aos fins para os quais foram propostas, como por exemplo, o de adaptar
seus projetos educacionais à realidade particular do aluno do campo, a escola acaba sendo
uma extensão da escola da zona urbana com a única diferença de situar-se no campo.
Dessa forma:
Quando a escola foi pensada e levada para o mundo rural, não se buscou
nem se pensou numa abordagem que pudesse levar em conta como que a
partir ponto de partida a própria realidade rural, para desta se
desenvolvesse uma educação mais comprometida e vinculada com a vida
e às lutas do povo do campo (NOGUEIRA, 2010, p.21).
É preciso que se tenha um olhar diferenciado para que se possa entender que a
escola no/do campo não apenas como uma extensão da escola urbana, que se pense em
políticas públicas que realmente atendam às necessidades dessas escolas. É preciso que a
educação ofertada a essa população do campo seja uma educação inclusiva, pois sabemos
quanta disparidade social existem entre cidade e campo.
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A escola que tem como função dar condições para que os alunos tornem-se
cidadãos capazes de enfrentar os problemas do mundo em que vive, não pode ser
exclusiva, e para que a mesma cumpra sua função social não podemos deixar de lado que:
[...] As particularidades sócio-culturais apresentadas pela
população do campo constitui variáveis importantes para definir
ações pedagógicas da escola rural e de seus educadores, o que
favorece a reflexão sobre uma educação comprometida com as
necessidades humanas e sociais dos jovens filhos dos produtores.
(BISPO, MEDES, 2008, p.89).
Torna-se essencial para que se tenha uma educação de qualidade o
comprometimento por parte da escola e sociedade com o respeito aos direitos
sociais e principalmente a realidade vivida pelos estudantes, seja ele residente na cidade ou
no campo. Dessa forma a educação do campo se comparada à educação da zona urbana,
acaba sendo a mais prejudicada, principalmente, se considerarmos que:
[...] no processo formativo do estudante a Educação do Campo
depara-se com a contradição entre o geral, universal e hegemônico,
com o específico, particular e contra hegemônico. Esta contradição
precisa ser enfrentada na construção de uma educação que tenha
esse duplo caráter: o comum a todos os sujeitos sociais, que lhes
confere uma sólida formação humana perante o mundo, associado
ao que é diferente, em respeito à realidade da vida campesina
(GRACINDO, 2006, p.24).
O ensino de Geografia no contexto da educação no/do campo, pode vir a contribuir
para o desenvolvimento da mesma principalmente no ambiente escolar, a partir do ensino
de seus conteúdos e conceito. Dessa forma, pensamos o ensino de Geografia como capaz
de revelar a essência dos fatos auxiliando na mudança social através da conscientização
dos sujeitos-estudantes (CAMACHO, 2011).
A partir de uma nova postura do professor que rompa com os velhos problemas de
ensinar Geografia, buscando respeitar as peculiaridades da vida do campo e a fim de que
processo de ensino e aprendizagem ocorra de forma satisfatória e o ensino de Geografia
também, é que pode-se, de fato ocorrer um processo de formação do aluno com o objetivo
de que o mesmo torne-se um cidadão crítico e ativo capaz de compreender e buscar
solucionar os problemas da sociedade a qual faz parte
3.
O ENSINO DE GEOGRAFIA: DESAFIOS E ALTERNATIVAS NA TAREFA
DE ENSINAR GEOGRAFIA NAS ESCOLAS DO/NO CAMPO
4
Para se entender a atual situação do ensino de Geografia no Brasil é necessário que
se faça uma análise acerca das verdadeiras causas que levaram à sua implantação enquanto
disciplina escolar obrigatória. Com base nas análises de Costa (2016), pode-se constatar
que:
Enquanto disciplina escolar, a Geografia, entre outras coisas, cumpriu o
papel de apresentar a diversidade natural e cultural do país, demonstrando
as riquezas e aquilo que precisava ser defendido como propriedade
nacional. Além disso, cumpriu o papel de fortalecer identidades
territoriais e a construção de um sentimento nacionalista, servindo, nesse
caso, sobretudo a projetos políticos que requeriam algum tipo de
adestramento social e político para o mundo do trabalho e a subserviência
às elites. (COSTA, p. 6, 2016)
Explicadas as razões que levaram à implantação do ensino de Geografia nas escolas
brasileiras, pode-se compreender que inicialmente não constitui como objetivo maior a
formação de cidadãos críticos capazes de modificar a realidade de um sistema social
pautado na exploração da força de trabalho. Assim, o ensino foi pensado como forma de
aprimoramento dessa força de trabalho, mas que na sua essência visa muito mais do que
isso, buscando também disseminar as ideologias da classe dominante através da oferta de
uma educação que pouco tem a oferecer, além do aprender a “ler e escrever”.
Nas últimas décadas do século XX, segundo Costa (2016), é que a Geografia foi
proposta como disciplina capaz de instrumentalizar a compreensão e a intervenção na
realidade social, levando em consideração as relações entre as sociedades e a natureza,
refletindo de alguma forma sobre a produção social do espaço.
O ensino de Geografia ainda carrega consigo traços marcantes do seu processo de
construção enquanto ciência, pautados em uma linha de pensamento positivista,
influenciando até hoje a prática de muitos professores em propagar uma educação
tradicional que tem como principal característica o “repasse de conteúdo”. Nesse sentido,
Mendonça et. al. (2012, p. 185), afirmam que:
[...] a tradição do ensino de Geografia nas escolas ainda mantém um forte
viés descritivo, que encontra fundamento no desenvolvimento inicial da
Geografia como ciência. [...] atrelada ao exercício do poder das classes
dominantes na medida que se limita à narrativa das formas e das
estruturas pré-estabelecidas e retira o conteúdo político e a dinâmica das
forças sociais, que são os fatores por excelência que modelam a produção
e a organização do espaço.
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De acordo com Silva (2010), A Geografia se traduziu (e ainda hoje se traduz) no
ensino pelo estudo descritivo das paisagens naturais e humanizadas, de forma dissociada
dos sentimentos dos homens pelo espaço. Assim o que se tem como cristalizado no que diz
respeito ao ensino dessa ciência na educação básica, é o desenvolvimento de técnicas de
memorização de “termos e conceitos”, onde o papel do professor é muitas vezes o de
somente seguir uma receita para fazer com que o aluno aprenda.
Encarar o ensino de Geografia como “receita de bolo”, onde o professor opta por
seguir-la à risca sem experimentar novos caminhos a serem descobertos, só poderia levá-la
ao patamar de chata e enfadonha e decorrente desses fatores tem-se o fracasso do processo
de ensino e aprendizagem da Geografia ensinada na escola.
O ensino de Geografia, muitas vezes, é caracterizado como “decoreba” e irrelevante
fato que é verificado, principalmente, por trabalhar os conteúdos desconectados da
realidade de seus alunos, não cumprindo o seu papel social de formar cidadãos críticos.
A Geografia escolar deve ir muito além de simplesmente caracterizar ou descrever o
espaço geográfico. Conforme as análises de Louzada e Dias (2010, p. 1) deve-se considerar
que,
A partir do espaço ocupado dentro do globo terrestre, este tem o seu
papel social, econômico e pedagógico. A formação de um indivíduo não
está só dentro do âmbito escolar, vai muito, além disso, engloba a história
do ambiente em que vivem o porquê residirem, seja na zona urbana ou
rural. O papel da Geografia não é somente o de informar quais são os
países, cidades e capitais do globo, e sim o de informar como vivem,
porque vivem, de onde vieram e porque se instalaram ou exploraram
determinado local da terra.
A mesma Geografia que serve aos interesses das classes dominantes, pode também
vir a contribuir para o desenvolvimento crítico da população que vive à margem da
sociedade, principalmente os que vivem no campo. A educação pode e deve ser um
instrumento de libertação para que essa parcela da população consiga o desenvolvimento
almejado.
Segundo Mendonça et. al (2012), o exercício da prática docente necessita de uma
postura do professor engajada em uma perspectiva de Geografia que esteja inserida num
ambiente de reflexão crítica, capaz de compreender os problemas de ordem material e
social de cada sociedade, tornando-se instrumento de mudanças políticas em seu processo
de formação.
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Nesse sentido, o ensino de Geografia no contexto da educação do/no campo tem
muito a contribuir no processo de formação do educando, principalmente se relacionado
com o ambiente em que ele vive. Segundo Camacho,
É nessa perspectiva que pensamos o ensino de Geografia, ou seja, uma
Geografia capaz de revelar a essência dos fatos e que auxilie na mudança
social por meio da conscientização dos sujeitos-estudantes a respeito das
contradições do capitalismo e de sua natureza classista e exploradora
(CAMACHO, 2011, p.31).
O processo de ensino em Geografia deve considerar as diferentes características
presentes no campo e na cidade, entendendo que o modo de vida do aluno que mora no
campo e que muitas vezes não dispõe de muitos recursos que lhe possibilite o acesso a
informação, como informatização, mídia, jornais, etc, precisa ser pensado de formas de
diferenciada, com metodologias que o torne viável.
Para Cavalcanti (2010), o lugar categoria de analise da Geografia deve ser tomado
como referência no tratamento dos conteúdos geográficos, ou seja, para o ensino da
Geografia escolar, o “lugar” espaço de vivência do aluno e extremamente importante,
sendo papel dessa ciência fazer com que o aluno possa compreender o mundo a partir do
seu local de vivência.
Tomando como referência o espaço vivido pelo aluno do campo, por exemplo, o
professor tem muito a explorar no próprio espaço rural, pois este ambiente não se limita
apenas a sala de aula, esses espaços podem possibilitar e explicar inúmeros conteúdos da
Geografia que se bem planejados proporcionaram um aprendizado satisfatório.
Desta forma, conforme Louzada e Dias (2010), deve-se compreender a Geografia
como uma disciplina, que pode vir a auxiliar na educação do campo, através de
metodologias que os alunos compreendam que existem diferentes lugares, culturas,
religiões, relações sociais e a relação sociedade/natureza.
Buscando-se valorizar os saberes prévios dos alunos, sua compreensão do lugar
onde vivem, apropriando-se desses saberes e conhecimento para que se possa desenvolver
a partir do espaço vivido pelos alunos um ensino que de fato seja capaz de transformar à
realidade do campo. É preciso que se pense o ensino de Geografia na perspectiva da
educação para o campo, conforme as análises de Louzada e Dias, considerando que:
[...] a educação do campo tem que ir além de uma simples demonstração
de paisagens para a escolaridade básica, deve valorizar as demandas do
trabalho do campo. Pensar em práticas cotidianas do homem das lidas
campeiras, para que seus filhos que, hoje, estão na escola, no futuro não
tenham de sair das suas origens, para ter uma vida digna. Educação é um
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papel social, e assim cabe a sociedade como um todo entender esse
compromisso (LOUZADA; DIAS, p.7, 2010).
No momento e que a educação for pensada tendo como verdadeiro intuito um
processo de formação dos alunos que considere as diferentes realidades vivenciadas por
eles como algo relevante nesse processo, e não seja vista apenas como uma fase de
qualificação de mão de obra para o mercado, o ensino da Geografia estará cumprindo o seu
papel social de formar cidadãos críticos e ativos.
A Geografia tem sido tratada muitas vezes como uma disciplina que serve apenas
para decorar informações, não despertando o interesse do aluno. Além dessa ideia errada
acerca da disciplina que se torna um entrave para o seu ensino/aprendizado, nas escolas
rurais ainda existem inúmeros problemas que vão desde a estrutura física, falta de corpo
docente qualificado e de recursos didáticos, plano político pedagógico diferenciado do
ensino regular, até políticas públicas voltadas a atender a necessidades da educação do/no
campo.
O ensino da Geografia tem acima de tudo, o papel de despertar o senso crítico do
aluno na perspectiva de contribuir para a sua formação enquanto cidadão ativo, uma vez
que através dessa disciplina o educando pode ser capaz de compreender os fenômenos
políticos, socioeconômicos e ambientais do mundo em que vive, e especialmente sentir-se
como parte integrante dos mesmos. Nesses aspectos, a Geografia é considerada uma
disciplina de grande importância no contexto da inclusão social, tão almejada pelos que
vivem no campo e de todo os que vivem à margem da sociedade.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Dessa forma entendendo a educação como emancipatória e capaz de mudar a realidade
dos assentados, de exclusão e desigualdades sociais, tão comum em nosso país, fazem-se
essencial a criação e implantação de políticas públicas inclusivas que priorizem a educação
de qualidade no campo na perspectiva de oferecer oportunidade para que esse segmento se
fixe no campo.
O professor de Geografia tem um papel fundamental no desenvolvimento crítico do
aluno, sendo necessário assim que o mesmo tenha conhecimento sobre a educação do/no,
para que melhor possa escolher os conteúdos, métodos e recursos a serem utilizados em
sala de aula, para que o processo de ensino e aprendizagem se adéquem a realidade do
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aluno do campo, e assim esse se descubra sujeito diante dos problemas existentes na
sociedade e lugar do qual faz parte.
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