DIAS DA MÚSICA EM BELÉM | 2015 [Biografias Intérpretes]

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ORQUESTRAS E MAESTROS
JOVEM ORQUESTRA PORTUGUESA
A Jovem Orquestra Portuguesa (JOP) é uma iniciativa da Orquestra de Câmara Portuguesa, sob
a direção artística de Pedro Carneiro, e apresenta-se em 2015 pela quinta temporada
consecutiva, nos Dias da Música, no Centro Cultural de Belém.
A JOP é composta por 120 músicos de todo o Portugal Continental e Ilhas, e é a primeira
Orquestra Portuguesa associada da EFNYO (European Federation of National Youth Orchestras
/ Federação Europeia de Orquestras Nacionais Juvenis), assumindo-se como um projeto
ambicioso, que tem por objetivo reunir os melhores e servir de embaixadora da excelência da
juventude nacional, na Europa e no Mundo.
Na Temporada de 2012/2013 o patrocínio da Linklaters foi renovado e alargou-se à parceria
com a Guildhall School de Londres. A JOP ingressou na EFNYO, passando a proporcionar aos
jovens músicos portugueses intercâmbios com orquestras congéneres e participação em
festivais europeus, como em 2014 no de Kassel, em que atuou ao lado de agrupamentos como
a Orquestra de Jovens da União Europeia.
Em 2015, a JOP volta à Alemanha para se estrear no Young Euro Classic, no prestigiado
Konzerthaus Berlin.
A JOP tem como visão valorizar o trabalho artístico da juventude portuguesa, servir de
embaixadora da excelência e da identidade nacionais e inspirar o público através da
integridade e da alegria das suas atuações.
A missão da JOP é criar e manter em funcionamento uma orquestra juvenil dedicada a músicos
provenientes de todo o território nacional, escolhidos em audição, pela excelência, pelo
talento e pelo potencial, projetando na Europa e no Mundo o saber fazer português num
ambiente de intercâmbio internacional.
A Jovem Orquestra Portuguesa foi lançada em 2010 com o apoio exclusivo da Linklaters e,
desde então, tem vindo a crescer e a aumentar a sua atividade.
ORQUESTRA ACADÉMICA METROPOLITANA
A Orquestra Académica Metropolitana (OAM) estreou-se em 1993, na sequência da criação da
Academia Nacional Superior de Orquestra – uma instituição única no país, destinada a formar
músicos profissionais nas áreas de Instrumento e Direção de Orquestra. Desde o seu início, a
OAM é orientada por Jean-Marc Burfin, seu maestro titular.
Constituída inicialmente por menos de 30 elementos, a OAM é hoje uma formação sinfónica
englobando cerca de 70 músicos. Com uma temporada que se estende por cada ano letivo, a
OAM mantém uma atividade regular de ensaios e concertos, apresentando-se não só na área
metropolitana de Lisboa como também noutras localidades do país.
Com largas centenas de concertos realizados, abarcando um repertório que vai do barroco à
música do século XX, a OAM tem executado obras de compositores tão representativos como
Bach, Haydn, Mozart, Beethoven, Brahms, Schubert, Mendelssohn, Mahler, Ravel, Debussy,
Milhaud, Bartók, Hindemith, Stravinsky e Varèse, entre outros.
Para além do seu maestro titular, a OAM é habitualmente dirigida pelos alunos do Curso
Superior de Direção de Orquestra. Muitos dos concertos contam com a presença de maestros
convidados, tais como Jean-Sébastien Béreau, Pascal Rophé, Robert Delcroix e Brian Schembri.
A OAM possibilita ainda aos alunos da Academia a apresentação regular a solo com orquestra.
Teve, ainda, o privilégio de tocar com vários solistas de renome como António Rosado,
Gerardo Ribeiro, Paulo Gaio Lima, Liliane Bizineche, Francine Romain, Miguel Borges Coelho,
Artur Pizarro, François Leleux e, num concerto humorístico, com o quarteto italiano Banda
Osíris.
Entre as suas deslocações, a OAM participou no Porto 2001 Capital da Cultura, num encontro
internacional de orquestras de jovens onde tocou o War Requiem, de Britten. Fez várias
digressões pelos Açores e esteve no VII Ciclo Internacional de Orquestras Universitárias, em
Saragoça, e subiu ao palco do Theâtre de la Monnaie, em Bruxelas. Na presente temporada
tem agendado seis programas diferentes, participando ainda nos concertos da Orquestra
Sinfónica Metropolitana, nomeadamente nos Dias da Música em Belém.
A Academia Nacional Superior de Orquestra é uma instituição única no país, pela forma como
interliga a formação com a prática musical. Especificamente destinada a preparar músicos
profissionais nas áreas de Instrumento e de Direção de Orquestra, o ensino ministrado baseiase num acompanhamento individual especializado, na prática de música de câmara e numa
componente teórica complementar, sendo a Orquestra Académica Metropolitana o eixo
central da formação destes jovens músicos. Os resultados pedagógicos são bem evidentes pelo
número de alunos premiados em concursos de renome, pelas admissões dos estudantes aqui
formados nas melhores escolas internacionais e pela alta taxa de empregabilidade destes
jovens quando chegam ao mercado de trabalho.
JEAN-MARC BURFIN
Jean-Marc Burfin entra em 1983 para o Conservatório Nacional Superior de Música de Paris, onde
obtém, em junho de 1987, e por unanimidade do júri, o 1.º prémio de Direção de Orquestra na
classe de Jean-Sébastien Béreau depois de ter feito os seus estudos nos Conservatórios de Nancy,
Metz, Estrasburgo e Reims.
Durante as masterclasses que frequenta é encorajado pelos seus mestres Franco Ferrara, Charles
Bruck, Pierre Boulez e Vitaly Kataev. Diplomado pela Academia de verão do Mozarteum, em
Salzburgo, é convidado para dirigir a Orquestra do MIT de Boston em 1984, ao lado de Lorin
Maazel.
Na sequência de um seminário internacional em Fontainebleau, é notado por Leonard Bernstein e
em julho de 1987 convidado para dirigir a Orquestra de Paris.
Em 1990/1991 recebe uma bolsa franco-soviética para aperfeiçoamento dos seus conhecimentos
do repertório russo com Alexandre Dmitriev, no Conservatório Rimski-Korsakov de São
Petersburgo.
No Concurso Internacional de Jovens Diretores de Orquestra de Besançon em 1991 foi finalista
laureado, e recebeu um prémio especial da Orquestra da Rádio-Televisão de Moscovo através do
seu Diretor Vladimir Fedosseiev.
Jean-Marc Burfin dirigiu várias orquestras, tanto em França como no estrangeiro (Colónia,
Lamoureux, Pays de la Loire, Poitou-Charentes, Picardie, Filarmónicas de Potsdam e
Württembergische de Reutlingen, Sinfónica de Oviedo, entre outras). Foi Diretor Artístico da
Orquestra Metropolitana de Lisboa durante a temporada de 2003/2004.
Gravou um CD na editora Naxos, consagrado à obra de Vincent d’Indy.
Pedagogo reconhecido, é um dos raros maestros em atividade a ensinar direção de orquestra.
Atualmente é professor na Academia Superior de Orquestra e Maestro Titular da Orquestra
Académica Metropolitana.
ORQUESTRA DE CÂMARA PORTUGUESA
Aclamado pela crítica internacional como um dos mais originais músicos da atualidade, Pedro
Carneiro assegura a direção artística da Orquestra de Câmara Portuguesa (OCP), onde lidera
um grupo excecional de virtuosos instrumentistas, representantes da mais nova geração de
talentos musicais.
Em pouco tempo, a OCP atingiu um elevado patamar de performance artística, confirmado
pelo público e pela crítica. A OCP trabalhou já em ensaio com compositores como Emmanuel
Nunes e Sofia Gubaidulina. E além de ter colaborado com solistas nacionais e internacionais,
como Jorge Moyano, Cristina Ortiz, Sergio Tiempo, Arnaud Thorette, Bruno Borralhinho, Dmitri
Makhtin, Alexandrina Pendatchanska, Elina Vähälä, Diemut Poppen e Adrian Florescu, durante
a última temporada apresentou-se também com notáveis solistas, como Geir Draugsvoll, Gary
Hoffman, Filipe Pinto-Ribeiro e Heinrich Schiff.
O Centro Cultural de Belém acolheu a OCP primeiro como Orquestra Associada, e depois como
Orquestra em Residência, colocando o desafio do Concerto Inaugural da Temporada 20072008, que se renovou em 2010/2011. A presença nos Dias da Música em Belém tem sido uma
constante, abrindo espaço a jovens solistas e maestros convidados pela OCP, como Pedro
Amaral, Pedro Neves, Luís Carvalho, Alberto Roque e José Gomes.
A OCP está a criar um ensemble de excelência e apresenta-se como um espaço de valorização
dos seus músicos e plataforma de lançamento de novos intérpretes, promovendo a sua
integração no mercado de trabalho musical europeu.
O virtuosismo das suas atuações é reflexo do empenho e do rigor que envolve a preparação de
cada programa, com um mínimo de dez ensaios e a presença de um ou mais ensaiadores
convidados, de reconhecido mérito nacional e internacional, como Alejandro Oliva, Norberto
Gomes, Andrew Swinerton, Charles Neidich, José Augusto Carneiro, Adrian Florescu, Aníbal
Lima e Heinrich Schiff.
A RTP 2 e a Antena 2 são os parceiros media da Orquestra, para a promoção e para a gravação
dos concertos, tendo sido transmitido várias vezes pela RTP2 o documentário O Nascimento de
Uma Orquestra, onde se descreve a constituição da OCP, desde as audições dos músicos até à
estreia em 2007.
O Município de Portimão juntou-se à OCP, como parceiro institucional, nos anos 2009 e 2010,
e ainda em 2009, a OCP abriu o 1.º Festival das Artes, organizado pela Fundação Inês de
Castro, em Coimbra. Desde então apresentou-se em Castelo Branco, Vila Viçosa, nos festivais
de Alcobaça, Leiria e Paços de Brandão e nos concertos de Natal de Lisboa.
A internacionalização da OCP deu-se em 2010 no City Festival of London, com excelente
receção pelo público e quatro estrelas no The Times.
A OCP é um projeto com credibilidade e pertinência social e cultural, que nasce de uma ação
genuína de cidadania proativa, estando também a levar à prática diversos projetos de
responsabilidade social: O meu amigo toca na OCP, OCPsolidária, OCPzero e OCPdois.
A Linklaters Portugal é o primeiro patrocinador privado na história da OCP, para um período de
três anos, ao apoiar o lançamento da OCPzero – uma nova orquestra de jovens estudantes de
música.
Já em 2011, a consultora Everis Portugal, SA juntou-se à Orquestra de Câmara Portuguesa,
para o desenvolvimento de um plano estratégico de gestão.
PEDRO CARNEIRO
Na sua tripla atividade como instrumentista, chefe de orquestra e compositor, Pedro Carneiro
tem vindo a cativar plateias por todo o mundo. Estudou piano, violoncelo e trompete desde os
cinco anos de idade. Foi bolseiro da Fundação Gulbenkian no Guildhall School of Music and
Drama, onde terminou a sua licenciatura com a distinção Head of Department Award.
Seguiu também os cursos de direção de orquestra de Emilio Pomàrico, na Accademia
Internazionale della Musica, em Milão. Aclamado internacionalmente como um dos maiores
percussionistas da atualidade, apresenta-se regularmente como solista convidado de algumas
das mais prestigiadas orquestras internacionais, como: Filarmónica de Los Angeles, Orquestra
Sinfónica de Seattle, Orquestra Nacional BBC de Gales, Orquestra Filarmónica de Helsínquia,
Orquestra Sinfónica da Rádio Finlandesa, Orquestra Sinfónica da Islândia, Orquestra Sinfónica
do Estado de São Paulo, Orquestra Sinfónica MDR de Leipzig e orquestras de câmara Inglesa,
Sueca e de Viena – sob a direção de maestros como Gustavo Dudamel, Oliver Knussen, John
Neschling, Christian Lindberg, entre muitos outros.
Tocou, em estreia absoluta, mais de uma centena obras, e trabalha regularmente com
prestigiados instrumentistas, orquestras e compositores, assim como com os quartetos Tokyo,
Shanghai, Chilingirian, New Zealand e Latinoamericano. Em particular, a sua colaboração
estreita com o quarteto Arditti está fixada em dois registos discográficos. Carneiro compõe
para teatro, para dança e para cinema. Da sua extensa discografia, destaca-se a monografia de
Xenakis (2004) e dois discos concertantes no selo germânico ECM (New Series).
Apresenta-se regularmente como chefe de orquestra (por vezes dirigindo a partir do teclado
da marimba) em diversas orquestras nacionais, como a Orquestra Gulbenkian, Orquestra
Sinfónica Portuguesa, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra do Algarve e Fundação
Orquestra Estúdio, e internacionais, como a Orquestra Sinfónica da Estónia, sendo maestro
convidado no Round Top Festival, no Texas, EUA e no FEMUSC (Festival de Música de Santa
Catarina, Brasil).
Premiado no prémio Jovens Músicos, 1997, prémio Maestro Silva Pereira, 1997, Park Lane
Young Artists Auditions, 1998, em Londres, prémio da Hattori Foundation for Young Musicians,
2001, em Londres, Medalha de Honra da Cidade de Setúbal, 2011 e prémio Gulbenkian Arte,
2011.
É cofundador e diretor artístico da Orquestra de Câmara Portuguesa e da Jovem Orquestra
Portuguesa.
ORQUESTRA DE SOPROS DA METROPOLITANA
A Orquestra de Sopros da Metropolitana, dirigida pelo maestro Reinaldo Guerreiro, desafia-se
em programas que permitem mostrar ao público a qualidade dos seus jovens intérpretes. As
sonoridades estendem-se por diversos períodos e diferentes géneros, fazendo de cada
concerto uma verdadeira celebração da música. Incluindo também alguns alunos mais
avançados do Conservatório da Metropolitana, esta formação tem base na Escola Profissional
Metropolitana (EPM), cuja criação veio ultrapassar uma necessidade há muito sentida nesta
área artística. A EPM proporciona um programa pedagógico que junta disciplinas específicas
de música com todas as outras necessárias a uma candidatura à universidade e/ou acesso
imediato ao mercado laboral. Como característica inédita no plano nacional, os alunos da EPM
têm a vantagem de fazer a formação em contexto de trabalho, de nível profissional, com a
Orquestra Metropolitana de Lisboa, interagindo igualmente com as outras formações da
Academia Nacional Superior de Orquestra e do Conservatório de Música da Metropolitana. A
formação tem tocado em alguns dos mais importantes palcos nacionais, merecendo os elogios
tanto da crítica como do público.
ORQUESTRA GULBENKIAN
Foi em 1962 que a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento
orquestral permanente, no início constituído apenas por 12 elementos (Cordas e Baixo
Contínuo), originalmente designada por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Esta formação foi
sendo progressivamente alargada, contando hoje a Orquestra Gulbenkian (denominação
adotada desde 1971) com um efetivo de 66 instrumentistas, que pode ser pontualmente
expandido de acordo com as exigências dos programas executados.
Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian a abordagem interpretativa de um amplo
repertório que abrange todo o período clássico, uma parte significativa da literatura orquestral
do século XIX e muita da música do século XX. Obras pertencentes ao repertório corrente das
grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn,
Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem assim ser dadas pela
Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram
originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora
interior.
Em cada temporada, a Orquestra realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório
Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores
nomes do mundo da música (maestros e solistas), atuando igualmente em diversas localidades
do País, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora.
No plano internacional, por sua vez, a Orquestra tem vindo a ampliar gradualmente a sua
atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas.
Na presente temporada, a Orquestra Gulbenkian regressou a Paris, para um concerto na Salle
Pleyel com o pianista Abdel Rahman el Bacha.
No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras
Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e
Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida desde muito cedo com
diversos prémios internacionais de grande prestígio.
Entre os últimos projetos discográficos, refira-se a primeira gravação mundial do Requiem de
Salieri e um registo com obras de Ligeti, Kodály e Bartók, ambos sob a direção de Lawrence
Foster e editados sob a chancela da Pentatone. Mais recentemente, a Orquestra Gulbenkian
lançou um disco dedicado ao público juvenil – Pedro e o Lobo, de Prokofiev, O Carnaval dos
Animais, de Saint-Saëns, Guia da Orquestra para Jovens, de Britten –, sob a direção de Joana
Carneiro.
Desde a temporada de 2002-2003, Lawrence Foster é o responsável pela direção artística do
agrupamento, acumulando as funções de maestro titular. Claudio Scimone, que ocupou este
último cargo entre 1979 e 1986, foi nomeado em 1987 maestro honorário, enquanto Simone
Young e Joana Carneiro detêm os títulos de maestrina convidada principal e maestrina
convidada desde as temporadas de 2007-2008 e 2006-2007, respetivamente.
PEDRO NEVES
Pedro Neves é maestro titular da Orquestra do Algarve e da Orquestra Clássica de Espinho. A
sua personalidade artística é marcada pela profundidade, pela coerência e pela seriedade da
interpretação musical. Atualmente é doutorando na Universidade de Évora, sendo o seu
objeto de estudo as seis sinfonias de Joly Braga Santos.
Pedro Neves é convidado regularmente para dirigir as orquestras Gulbenkian, Sinfónica do
Porto Casa da Música, Sinfónica Portuguesa, Metropolitana de Lisboa, Filarmonia das Beiras,
da Cidade de Joensuu (Finlândia).
No âmbito da música contemporânea tem colaborado com o Sond’arte Electric Ensemble, com
o qual realizou estreias de vários compositores portugueses e estrangeiros. Desta colaboração
destacam-se digressões ao Japão e à Coreia do Sul. Em dezembro de 2012 colaborará com
Remix Ensemble Casa da Música.
É fundador da Camerata Alma Mater, que se dedica à interpretação de repertório para
orquestra de cordas.
Pedro Neves iniciou os seus estudos musicais na sua terra natal, na Sociedade Musical 12 de
abril, com a qual mantém uma ligação até aos dias de hoje. Estudou violoncelo com Isabel
Boiça, Paulo Gaio Lima e Marçal Cervera, respetivamente no Conservatório de Música de
Aveiro, na Academia Nacional Superior de Orquestra em Lisboa e na Escola de Música Juan
Pedro Carrero em Barcelona. No que diz respeito à direção de orquestra estudou com Jean
Marc Burfin, Emilio Pomàrico e Michael Zilm.
ORQUESTRA METROPOLITANA DE LISBOA
A Orquestra Metropolitana de Lisboa estreou-se no dia 10 de junho de 1992. Desde então, os
seus músicos asseguram uma intensa atividade na qual a qualidade e a versatilidade têm
presença constante, permitindo abordar géneros diversos, proporcionando a criação de novos
públicos e a afirmação do caráter inovador do projeto AMEC | Metropolitana, de que esta
orquestra é a face mais visível.
Nos programas sinfónicos, jovens intérpretes da Academia Nacional Superior de Orquestra
juntam-se à Metropolitana, cuja constituição regular integra já músicos formados nesta escola,
sinal da vitalidade da ponte única que aqui se faz entre a prática e o ensino da música. Este
desígnio, que distingue a identidade da Metropolitana, por ser exemplo singular no panorama
musical internacional, complementa-se com a participação cívica, a qual se traduz na
apresentação frequente em concertos de solidariedade e em eventos públicos relevantes.
Cabe-lhe, ainda, a responsabilidade de assegurar uma programação regular junto de várias
autarquias das regiões Centro e Sul, para além de promover iniciativas de descentralização
cultural por todo o país.
Desde o seu início, a Metropolitana é referência incontornável do panorama orquestral
nacional.
Um ano após a sua criação, apresentou-se em Estrasburgo e em Bruxelas. Deslocou-se depois
a Itália, à Índia, à Coreia do Sul, a Macau, à Tailândia e à Áustria. Em 2009 tocou em Cabo
Verde, numa ocasião histórica em que, pela primeira vez, se fez ouvir uma orquestra clássica
no arquipélago. No final de 2009 e no início de 2010, efetuou uma digressão pela China. Mais
recentemente, por ocasião do seu vigésimo aniversário, a Metropolitana regressou à capital
belga.
Tem gravados 11 CD – um dos quais disco de platina – para diferentes editoras, incluindo a
EMI Classics, a Naxos e a RCA Classics.
Ao longo destas duas décadas, colaborou com inúmeros maestros e solistas de grande
reputação no plano nacional e internacional, de que são exemplos os maestros Christopher
Hogwood, Theodor Guschlbauer, Michael Zilm, Arild Remmereit, Nicholas Kraemer, Lucas Paff,
Victor Yampolsky, Joana Carneiro e Brian Schembri ou os solistas Monserrat Caballé, Kiri Te
Kanawa, José Cura, José Carreras, Felicity Lott, Elisabete Matos, Leon Fleisher, Maria João
Pires, Artur Pizarro, Sequeira Costa, António Rosado, Natalia Gutman, Gerardo Ribeiro,
Anabela Chaves, António Menezes, Sol Gabetta, Michel Portal, Marlis Petersen, Dietrich
Henschel, Thomas Walker e Mark Padmore.
A direção artística da Orquestra Metropolitana de Lisboa é, desde julho de 2013, assegurada
pelo maestro e compositor Pedro Amaral.
LEONARDO GARCÍA ALARCÓN
Leonardo García Alarcón nasceu em La Plata, na Argentina, onde frequentou a Universidade
Nacional e foi aluno de piano de Leticia Corral e Susana Romé. A partir de 1997 estudou na
Europa com o cravista Christiane Jaccottet no Conservatório de Genebra. Completou a sua
formação teórica no Centro de Música Antiga de Genebra. Foi membro do Ensemble Elyma e
assistente do maestro Gabriel Garrido antes de fundar o agrupamento Cappella Mediterranea.
Investigador apaixonado pela voz, explora continuamente os ideais estéticos próprios da
música barroca latina. Investiu na recuperação e na direção de obras como a ópera Ulisse all’
Isola di Circe, de Zamponi, estreada em 2006 com o ensemble Clematis, ou Il Diluvio
Universale, de M. Falvetti, estreada em 2010 no Festival d’Ambronay com o Coro de Câmara
de
Namur
e
o
ensemble
Cappella
Mediterranea.
É maestro residente do Centre Culturel de Rencontre d’Ambronay e diretor artístico e maestro
principal do Coro de Câmara de Namur. Também em 2010, decidiu instalar o ensemble
Cappella Mediterranea na região Ródano-Alpes, desenvolvendo paralelamente uma relação
artística estreita com o meio-soprano Anne Sofie Von Otter.
No domínio da formação de jovens músicos, é professor da classe de Maestro al Cembalo e da
classe profissional de canto barroco do Conservatório Superior de Música de Genebra.
Colabora também com estruturas de inserção profissional como as Academias de Ambronay e
de Aix-en-Provence.
ORQUESTRA SINFÓNICA METROPOLITANA
Espelho da mais-valia que representa a transversalidade do projeto da AMEC / Metropolitana,
a Orquestra Sinfónica Metropolitana (OSM) é a formação constituída pelos músicos da
Orquestra Metropolitana de Lisboa e pelos melhores elementos da Orquestra Académica
Metropolitana, juntos em concerto para dar corpo ao grande reportório sinfónico. Esta
formação vinha já obtendo resultados visíveis, aplaudidos quer pela crítica especializada quer
pelo público que assistia às apresentações. Mas assumiu recentemente o nome que lhe é
merecido: Orquestra Sinfónica Metropolitana (OSM).
Foi escolhida pelo Centro Cultural de Belém como orquestra residente em três edições do
festival Dias da Música em Belém, estatuto que representa um desafio e também uma
importante plataforma de exposição a novos públicos que sempre acorrem a esta iniciativa. Na
temporada passada, a Orquestra Sinfónica Metropolitana desafiou-se com a 5.ª Sinfonia de
Gustav Mahler, num concerto dirigido por Michael Zilm, uma das presenças importantes e
habituais nas programações da Metropolitana. E, em maio de 2010, apresentou uma nova
produção de A Sagração da Primavera, de Stravinsky, com coreografia de Olga Roriz e com
direção musical de Cesário Costa. Em 2011, a OSM voltou a Mahler, para tocar a sua nona
sinfonia, entre outros programas. Haydn, Mozart, Beethoven e Poulenc foram os compositores
escolhidos para a passada temporada, em concertos que tiveram as participações do Coro
Sinfónico Lisboa Cantat, e de solistas como Anna Samuil, António Rosado, Raquel Camarinha,
Valérie Bonnard, João Rodrigues e Job Tomé. No final de 2013, sob a direção do maestro
Emílio Pomàrico, a OSM juntou-se às celebrações que assinalaram o centenário do nascimento
do compositor britânico Benjamin Britten, no palco do Grande Auditório do CCB.
PEDRO AMARAL
Nascido em Lisboa, em 1972, Pedro Amaral, compositor e maestro, é um dos músicos
europeus mais ativos da nova geração. Inicia os estudos em composição como aluno privado
de Lopes-Graça, a partir de 1986, ao mesmo tempo que prossegue a sua formação musical
geral, no Instituto Gregoriano (1989/91). Ingressa depois na Escola Superior de Música de
Lisboa onde conclui o curso de composição na classe do professor Christopher Bochmann, em
1994. Instala-se em Paris, onde estuda com Emmanuel Nunes no Conservatório Superior,
graduando-se com o primeiro prémio em Composição por unanimidade do júri. Estuda ainda
direção de orquestra com Peter Eötvös (Eötvös Institute, 2000) e Emilio Pomàrico (Scuola
Civica de Milão, 2001).
Paralelamente à sua formação musical prática, prossegue os estudos universitários na École
des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris, obtendo, em 1998, Mestrado em
Musicologia Contemporânea com uma tese sobre Gruppen, de K. Stockhausen – com quem
trabalha como assistente em diferentes projetos – e, em 2003, um doutoramento com uma
tese sobre Momente e a problemática da forma na música serial.
Em maio de 2010, estreou em Londres a sua ópera O sonho, a partir de um drama inacabado
de Fernando Pessoa. Unanimemente aplaudida pela crítica, a obra foi interpretada por um
prestigioso elenco de cantores portugueses acompanhados pela London Sinfonietta sob a
direção do compositor, tendo sido apresentada em Londres e em Lisboa.
Como compositor e/ou maestro, Pedro Amaral trabalha regularmente com diferentes
ensembles e orquestras, nacionais e estrangeiros. Foi maestro titular da Orquestra do
Conservatório Nacional (2008/09) e do Sond’Ar-Te Electric Ensemble (2007/10). Desde o ano
letivo de 2007/2008, é Professor Auxiliar da Universidade de Évora (Composição, Orquestração
e disciplinas afins). Desde julho de 2013, Pedro Amaral é diretor artístico e pedagógico da
AMEC / Metropolitana.
ORQUESTRA SINFÓNICA PORTUGUESA
Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro
Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo
uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e
internacionais.
No âmbito de outras colaborações, destaque-se a sua presença nos seguintes acontecimentos:
8.º Torneio Eurovisão de Jovens Músicos transmitido pela Eurovisão para cerca de 15 países
(1996); concerto de encerramento do 47.º Festival Internacional de Música e Dança de
Granada (1997); concerto de Gala de Abertura da Feira do Livro de Frankfurt; concerto de
encerramento da Expo 98; Festival de Música Contemporânea de Alicante (2000); e Festival de
Teatro Clássico de Mérida (2003).
Colabora regularmente com a RTP através da transmissão dos seus concertos e óperas pela
Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O Anel do Nibelungo, transmitida na
RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o prémio Pedro de Freitas Branco
para Jovens Chefes de Orquestra, o prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de
Jovens Intérpretes.
No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de
notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto
Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug
Kakhidze, Milán Horvat, Jeffrey Tate e Iuri Ahronovitch.
A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as sinfonias números
1, 3, 5 e 6, de Joly Braga Santos, as quais gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular,
Álvaro Cassuto, e Crossing Borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção
de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2.
No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999/2001), Zoltán Peskó
(2001/2004) e Julia Jones (2008/2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro
maestro convidado entre 2005 e 2007.
JOÃO PAULO SANTOS
Nascido em Lisboa em 1959, João Paulo Santos concluiu o Curso Superior de Piano no
Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena
Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragón e Elizabeth Grümmer. Na qualidade de
bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini
(1979/84).
A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da biografia do Teatro Nacional de São Carlos,
onde principiou como corepetidor (1976), função que manteve durante a permanência em
Paris. Seguiu-se o cargo de maestro titular do coro (1990-2004), desempenhando atualmente
as funções de diretor de Estudos Musicais e diretor Musical de Cena.
O seu percurso artístico distingue-se, essencialmente, em três áreas. Estreou-se na direção
musical em 1990 com a ópera The Bear (William Walton), encenada por Luís Miguel Cintra,
para a RTP. Desde então tem dirigido obras tão diversas como óperas para crianças (Menotti,
Britten, Henze, Respighi), musicais (Sondheim), concertos e óperas nas principais salas
nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa),
Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le Vin herbé (Martin),
e The English Cat (Henze), cuja direção musical foi reconhecida com o Prémio Acarte 2000.
Colabora com compositores portugueses, destacando-se a estreia absoluta de obras de
António Chagas Rosa, António Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa.
Na qualidade de pianista, apresenta-se a solo, em grupos de câmara e em duo,
nomeadamente com a violoncelista Irene Lima e com o violinista Bruno Monteiro. Concertos e
recitais por todo o País com praticamente todos os cantores portugueses preenchem
regularmente o seu calendário artístico.
A recuperação e a reposição do património musical nacional ocupam um lugar significativo na
sua carreira de músico, sendo responsável pelas áreas de investigação, de edição e de
interpretação de obras dos séculos XIX e XX. São exemplos as óperas Serrana, Dona Branca,
Lauriane e O Espadachim do Outeiro, que já foram levadas à cena no Teatro Nacional de São
Carlos e no Centro Cultural Olga Cadaval.
Fez inúmeras gravações para a RTP (rádio e televisão) e gravou discos abrangendo um
repertório diverso, desde canções do Chat Noir aos clássicos, como Saint-Saëns e Liszt
passando por Erik Satie, Martinů, Poulenc, Luís de Freitas Branco ou Jorge Peixinho.
Quer como consultor quer na direção musical, é frequentemente convidado a colaborar em
espetáculos de prosa encenados por João Lourenço e por Luís Miguel Cintra.
ENSEMBLES
ALIS UBBO ENSEMBLE
O Alis Ubbo Ensemble é uma formação recente no panorama cultural português que pretende
explorar diversos trilhos artísticos, incluindo a interação de várias formas de arte, assim
alcançando uma audiência generalizada e transversal. A primeira apresentação realizou-se no
Jardim das Oliveiras, no CCB, com o grupo rodeado de crianças, que escutaram uma versão
das Quatro Estações, de Vivaldi, para quarteto de cordas, com narração e apresentação de
ilustrações, tendo como pano de fundo o rio Tejo.
A designação deste agrupamento homenageia Lisboa: Alis Ubbo é uma das primeiras
denominações da cidade. Em cerca de 1200 a. C., os Fenícios fundaram uma colónia com o
nome de Alis Ubbo que, em fenício, significa “porto seguro", "enseada amena". A colónia
estendia-se da colina onde hoje se situam o Castelo e a Sé, até ao rio, que chamavam Daghi /
Taghi ("boa pescaria" em fenício).
O Alis Ubbo Ensemble já participou em concertos promovidos pela Antena 2, tendo também
gravado para esta estação de rádio e para a RTP. Em abril de 2013 estreou-se nos Dias da
Música em Belém, executando, com sucesso o Quinteto de Cordas de A. Bruckner. Regressou
a este importante festival no mês de maio do ano passado. No início de 2014 atuou pela
primeira vez no Museu Calouste Gulbenkian, num programa em colaboração com o ilustrador
Manuel San-Payo, com assinalável sucesso. Esta formação também já se estreou nos Coliseus,
de Lisboa e do Porto, e ainda na Meo Arena, em Lisboa, colaborando em concertos de
Músicas do Mundo e no projeto Música em Degradé – Da Ópera ao Rock.
Ainda em 2014 foi a formação escolhida para participar no concerto de abertura do Ciclo de
Música no Convento dos Capuchos, produzido pela Câmara Municipal de Almada, e também
nos Clássicos na Rua, iniciativa promovida pela EGEAC, apresentando programas dedicados ao
tango, estreando peças dos compositores portugueses Luís Cipriano, Lino Guerreiro, Tiago
Derriça e Miguel Sobrado Curado.
Apesar de recente, o Alis Ubbo Ensemble já teve o privilégio de partilhar o palco com
personalidades artísticas tão marcantes como Ana Bela Chaves, Mário Laginha, João Paulo
Santos, Nuno Inácio, Nuno Silva, Sandra Medeiros, Ricardo Parreira, Teresa Macedo e ainda
com os fadistas Hélder Moutinho, Pedro Moutinho e Camané. Colaborou também com o
escritor José António Abad Varela e com os ilustradores Emilio Urberuaga e Manuel San Payo.
AMARCORD WIEN
É difícil categorizar os Amarcord Wien. Apesar de estarem profundamente enraizados na
tradição clássica, a abordagem à música deste grupo tem ido além desses limites. O seu
princípio-base é o de criar arranjos que constantemente procurem novas formas para
interpretar, compreender e comunicar a música, independentemente das tradições, e sem
pruridos de se desviarem do manuscrito original, até a transformarem em “Amarcord”. Isto
resulta numa experiência musical não adulterada que surge antes da dedicação à partitura,
combinada com a típica sonoridade de Amarcord, transparente, incorrigivelmente lúdica,
esporadicamente improvisada, tudo aliado a uma perfeição técnica sem paralelo. Fundado em
2000, o ensemble tem sido aclamado em todo o mundo.
O Amarcord Wien já foi convidado a atuar em prestigiadas salas de espetáculos e em festivais
de todo o mundo, como o Vienna Mysikverein, Vienna Konzerthaus, Schwetzinger e
Ludwigsburger Festpiele, Festival Internacional de Música de Istambul, St. Petersburg
Philharmonie, Festpielhaus Baden-Baden, Konzerthaus Berlin, Sala de Concertos de Xangai ou
Festival de Lucerna. Entre muitos outros locais, o ensemble já tocou em Paris, Bratislava,
Munique, Milão, Veneza e Santander.
Até hoje o gravou cinco CD. Amarcord Wien plays Astor Piazzola (2003), Amarcord Wien
Pictures at an Exhibition (2004) e Satie (2005). Em 2009 lançaram o CD Mahler Lieder com a
meio soprano Elizabeth Kulman, graças ao qual foram distinguidos com o prémio Toblacher
Komponierhäuschen 2010 e o prémio Pasticchio da Rádio Austríaca.
A este disco sucedeu-se um CD de celebração do 10.º aniversário do ensemble, Bon Voyage,
lançado no início de 2011. O seu mais recente CD é outra gravação com Elisabeth Kulman,
intitulado Wer wagt mich zu höhnen? Ein Ständchen für Richard Wagner und Giuseppe Verdi, e
foi lançado em junho de 2014.
CAMERATA ATLÂNTICA
A Camerata Atlântica é um projeto musical idealizado pela violinista venezuelana Ana Beatriz
Manzanilla, sua diretora artística. Constituída por excelentes músicos profissionais, que se
dedicam a interpretar com as maiores fidelidade e dedicação estilos e épocas musicais
diversos, através de sessões de trabalho individual e de ensaios coletivos, a Camerata tem a
flexibilidade de poder ser alargada em número de instrumentistas dependendo do repertório
que seja planificado interpretar.
A escolha dos seus elementos tem sido feita através duma rigorosa seleção de músicos das
melhores orquestras do País que reúnam não só qualidade instrumental e artística como a
entrega a um projeto que exige deles as melhores preparação e disponibilidade, uma entrega
total dos músicos para alcançar a melhor música.
Depois do seu concerto inaugural em novembro de 2013, a Camerata Atlântica gravou um DVD
promocional com obras de compositores de América Latina. Apresentou-se com grande
sucesso nos Dias da Música 2014 no Centro Cultural de Belém, no Festival Internacional de
Música de Leiria, no Festival de Música de Ourique, na Festival Experience da Universidade de
Lisboa e no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian, no marco dos Prémios Jovens Músicos
2014.
ANA BEATRIZ MANZANILLA
A violinista venezuelana Ana Beatriz Manzanilla tem realizado uma variada atividade musical,
atuando em recitais e em concertos, sendo acompanhada pelas orquestras mais importantes
do seu país, como a Sinfónica Simón Bolívar e a Orquestra Municipal de Caracas, além da
Orquestra Nacional do Panamá, da Orquestra da Juventude de Munique, da Filarmónica
Rhodanien de França e, em Portugal, da Orquestra Gulbenkian, da Orquestra Sinfónica
Portuguesa, da Orquestra do Norte, da Orquestra do Algarve e da Sinfonietta de Lisboa.
Apresentou-se também em países latino-americanos, como Colômbia, Costa Rica, Chile e
Argentina, e, na Europa, Itália, Espanha, Noruega, Alemanha, Inglaterra, Hungria, Bélgica,
Polónia e República Checa.
Nascida em Barquisimeto, na Venezuela, foi formada no El Sistema da Orquestra Juvenil da
Venezuela, com o professor José Francisco del Castillo.
A partir de 1989, estudou com Rony Rogoff e, em 1995, estudou na European Mozart
Academy, em Cracóvia (Polónia), onde participou numa diversificada atividade em festivais
europeus. Durante vários anos fez parte da Orquestra Sinfónica de Lara (Venezuela), como
concertino adjunto.
Reside em Portugal desde 1996, onde atualmente é violinista da Orquestra Gulbenkian. Foi
concertino da Orquestra do Norte. Gravou dois CD com duos para violino e viola com Pedro
Saglimbeni Muñoz. Com a Orquestra Gulbenkian gravou em CD o concerto em Sol maior de
Mozart no ano das comemorações dos 50 anos da Orquestra. Em 2012 obteve o título de
Especialista em Música pelo Instituto Politécnico de Lisboa. Participou no projeto Orquestra
Geração, como fundadora e coordenadora pedagógica. Desde 2013, tem sido convidada como
tutora do estágio Gulbenkian para orquestra e participou como professora no quarto curso
para cordas em Steinen, na Alemanha. Em 2013 fundou a Camerata Atlântica, da qual é a
diretora artística. É professora de violino na Escola Superior de Música de Lisboa.
CONCERTO DE’ CAVALIERI
Aclamado como «um dos grupos mais vibrantes e entusiasmantes de Itália dedicados à música
do século XVIII» (segundo a revista Fanfare), o Concerto de’ Cavalieri foi fundado por Marcello
Di Lisa na Scuola Normale Superiore, em Pisa.
A orquestra atua regularmente nalgumas das salas de espetáculos mais prestigiadas do
mundo, como Musikverein, em Viena, Concertgebouw, em Amesterdão, Auditório Nacional,
em Madrid, Centro Cultural de Belém, em Lisboa, Festival d’Ambronay, entre outros,
colaborando com solistas como Daniela Barcellona, Ann Hallengerg, Kristina Hammarström ou
Maurice Steger.
Intensamente empenhado na redescoberta de obras esquecidas, o Concerto de’ Cavalieri
estreou recentemente a serenata de Alessandro Scarlatti, Erminia, a serenata de Nicola
Porpora La Iole, e a ópera de Vivaldi Tito Manlio (1720 versão Roma).
O Concerto de’ Cavalieri também tem tido bastante atividade na realização de gravações para
a editora Sony. Em particular desde 2011, quando iniciou o The Baroque Project, um projeto de
gravações para a Sony Classical focado na ópera italiana do século XVIII. O primeiro CD desta
série, Alessandro Scarlatti-Opera Arias (2011), com a meio-soprano Daniela Barcellona, inclui
sinfonias e árias das últimas seis óperas de Scarlatti, incluindo várias estreias mundiais, tendo
sido nomeado para os International Classical Music Awards. O segundo CD, de 2012, dedicado
a Pergolsi, novamente com Daniela Barcellona, recebeu aclamação crítica e integrou a “Want
List” da revista Fanfare. O terceiro CD, com a meio-soprano sueca Kristina Hammarström, é
inteiramente dedicado a árias e concertos de ópera de Vivaldi. Lançado em 2014, integrou o
Opernwelt Yearbook como um dos melhores discos do ano.
MARCELLO DI LISA
Marcello Di Lisa estudou composição, cravo e fortepiano, recebeu o seu Doutoramento em
Filologia Grega e Latina pela Universidade de Pisa com uma dissertação sobre a tradição dos
manuscritos das obras de Arquimedes. Fundou o Concerto de’ Cavalieri na Scuola Normale
Superiore, em Pisa, e desde então tem dirigido o ensemble em festivais e em salas de
espetáculos por toda a Itália e além-fronteiras, em colaboração com solistas reconhecidos. As
suas gravações para a Sony receberam aclamação crítica pela imprensa internacional. Foi
escolhido como Artista do Mês pela revista Musical America. Nos últimos anos a sua pesquisa
em musicologia tem-se centrado em música romana do século XVII e do início do século XVIII,
com especial interesse nas obras não publicadas de Alessandro Scarlatti.
DSCH – SCHOSTAKOVICH ENSEMBLE
O DSCH – Schostakovich Ensemble resulta do encontro de músicos notáveis, mestres nos seus
instrumentos, que se movem pelo prazer de fazer música de câmara e por uma profunda
cumplicidade artística.
O DSCH foi criado em 2006, ano do centenário do nascimento do compositor Dmitri
Schostakovich, e apresentou concertos em países como Portugal, Rússia, França, Suécia,
Estónia, Espanha, Bélgica e gravou para o canal francês de música Mezzo, obtendo excelente
recetividade da crítica e do público.
Agrupamento de geometria variável, o DSCH tem contado com a participação de alguns dos
maiores nomes do panorama internacional como os violinistas Tatiana Samouil, Corey
Cerovsek, Philippe Graffin, Jack Liebeck e Karen Gomyo, os violetistas Gérard Caussé, Lars
Anders Tomter, Natalia Tchitch, Vladimir Mendelssohn e Isabel Charisius, os violoncelistas Gary
Hoffman, Christian Poltéra, Adrian Brendel e Justus Grimm, os clarinetistas Michel Portal e
Pascal Moraguès, o oboísta Ramón Ortega, os percussionistas Juanjo Guillem e Pedro Carneiro,
os cantores José Van Dam, Anna Samuil e Maria Gortsevskaya e os pianistas Filipe PintoRibeiro, Eldar Nebolsin e Rosa Maria Barrantes, entre outros.
O DSCH aborda um vasto repertório com obras de diversos compositores, de Bach a
Schumann, de Brahms a Ravel, de Beethoven a Gubaidulina, compositora com a qual
estabeleceu uma estreita colaboração e que tocou aquafone num concerto do ensemble.
Destacam-se ainda colaborações com artistas de outras áreas como Paolo Nozolino ou Beatriz
Batarda. O DSCH – Schostakovich Ensemble tem a direção artística de Filipe Pinto-Ribeiro.
FILIPE PINTO-RIBEIRO
Filipe Pinto-Ribeiro é hoje um dos músicos portugueses de maior prestígio nacional e
internacional. Pianista laureado, apresenta-se assiduamente nas mais importantes salas de
concerto e festivais de música nos vários continentes. Nasceu no Porto e, após estudos em
diversos países, doutorou-se em 2000 no Conservatório Tchaikovsky de Moscovo, na classe de
Liudmila Roschina, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Colabora frequentemente
como solista com várias orquestras europeias, sob a direção dos maestros J. Nelson, D. Liss, M.
Agrest, C. Olivieri-Munroe, R. Gökmen e M. Rachlevsky, entre outros. Colabora regularmente
com alguns dos maiores nomes do panorama internacional, como Gérard Caussé, Renaud
Capuçon, Michel Portal, Gary Hoffman e José Van Dam. É diretor artístico do DSCH
Schostakovich Ensemble com o qual se apresentou em diversos países e que gravou para o
canal de televisão francês Mezzo. Gravou diversos CD que obtiveram excelente recetividade
por parte do público e da crítica musical. Foi professor de piano, durante a última década, em
algumas universidades portuguesas, como a Universidade Católica Portuguesa, e orienta
masterclasses em Portugal e no estrangeiro. É frequentemente convidado para diretor
artístico de vários projetos musicais como por exemplo Verão Clássico – Academia
Internacional de Música de Lisboa. Recentemente, recebeu a nomeação oficial de Steinway
Artist.
ENSEMBLE DARCOS
O Ensemble Darcos foi criado em 2002, na cidade de Faro, Portugal, pelo compositor e
maestro Nuno Côrte-Real. Na sua formação-base, clarinete, violino, viola, violoncelo e piano,
conta com os conceituados músicos Filipe Quaresma, Helder Marques, Reyes Gallardo, Fausto
Corneo e Gaël Rassaert. O repertório do ensemble tem como propósito a interpretação dos
grandes compositores europeus de música de câmara, como Beethoven, Brahms ou Debussy,
e a música de Nuno Côrte-Real; esta relação confere-lhe contornos de projeto de autor. Em
termos instrumentais, o Ensemble Darcos varia a sua formação consoante o programa que
apresenta, de duos a quintetos, até à típica formação novecentista de 15 músicos. Para o
efeito convida regularmente músicos de excelência oriundos de várias regiões do globo,
destacando-se, entre outros, o violoncelista Mats Lidström (solista e professor na Royal
Academy of London), os violinistas Giulio Plotino (concertino da orquestra do Teatro La Fenice,
em Veneza), Giulio Rovighi (primeiro violino do quarteto de cordas italiano Prometeo), ou o
aclamado percussionista Miquel Bernat.
Desde 2006, o Ensemble Darcos efetua uma residência artística no concelho de Torres Vedras,
Portugal, tendo iniciado em 2008 a Temporada Darcos, série de concertos de música de
câmara comentados pelos mais pertinentes músicos e musicólogos portugueses da atualidade.
Da sua atividade concertística, destacam-se os concertos na sala Magnus em Berlim, em
outubro de 2007, na estreia, em 2008, de um vídeo de Rui Gato, Margarida Moura Guedes e
Ricardo Viana, sobre a obra de Olivier Messiaen, Quarteto Para o Fim dos Tempos, e na
interpretação do quinteto de cordas em Dó maior de Franz Schubert, com a participação do
conceituado violoncelista sueco Mats Lidström. Em janeiro de 2012, o Ensemble Darcos
interpretou o triplo Concerto para Violino, Violoncelo, Piano e Orquestra de Beethoven, na
famosa igreja de St. John’s, Smith Square, em Londres, com direção musical de Nuno CôrteReal; participou também n’Os Dias da Música 2008, no CCB, Lisboa, interpretando obras de
Beethoven e de Côrte-Real.
Em janeiro de 2010, o Ensemble Darcos gravou para a Rádio Televisão Portuguesa uma série
de canções de Cole Porter com os cantores Sónia Alcobaça e Rui Baeta, programa apresentado
em Lião, França, em parceria com a Camerata du Rhône. O CD Volupia, primeiro trabalho
discográfico do grupo e inteiramente dedicado à obra de câmara de Nuno Côrte-Real, foi
lançado em outubro de 2012, pela editora Numérica.
HUELGAS ENSEMBLE
Há mais de 40 anos que o Huelgas Ensemble é considerado o mais prestigiado dos ensembles
especializados na música polifónica dos períodos medieval e renascentista. O agrupamento é
conhecido mundialmente pelo seu repertório inovador, particularmente de obras
desconhecidas, encantando o público muitas vezes com perspetivas novas e com as mais puras
entoações.
Já se apresentou em algumas das salas de música mais prestigiadas, incluindo o BBC Proms em
Londres, o Lincoln Center em Nova Iorque, a Cité de la musique em Paris, a Berliner
Philharmonie, a Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa e o Centro Cultural de Belém
(Lisboa). Também participa regularmente nos mais importantes festivais de música antiga,
onde muitas vezes atua no seu “habitat natural” como capelas antigas, igrejas e abadias,
construindo através dos seus concertos uma ponte interdisciplinar entre arquitetura e
polifonia.
As interpretações do Huelgas Ensemble são caracterizadas pelo conhecimento profundo da
estética e do conceito das práticas musicais e vocais dos períodos medievais e renascentistas.
A comunicação social e os críticos aclamam regularmente o ensemble pela sua abordagem ao
repertório viva e inovadora, apresentando continuamente os mais altos padrões de qualidade
neste género. É precisamente por esta razão que cada vez mais os compositores
contemporâneos procuram o ensemble para interpretarem as suas obras (Rihm, MacMillan).
A sua discografia tem mais de 60 gravações de música vocal e instrumental desde o séc. XIII
até ao final do séc. XVI, como Dufay, Brumel, de Rore, Richafort, de Kerle, Ferrabosco,
Palestrina, Lassus e Ashewell. Estas gravações foram editadas por diversas etiquetas, incluindo
Seon, Sony Classical, Harmonia Mundi France, Deutsche Harmonia Mundi e ECM. A discografia
de 2012 – 2014 inclui The Eton Choirbook, Melanges de Claude Le Jeune, Das Ohr von Zurbarán
e uma gravação de Et lux, um trabalho para oito cantores e quarteto de cordas pelo
compositor alemão Wolfgang Rihm.
De prémios destacam-se: vários Caecilia da imprensa belga, Choc du Monde de la Musique e o
Diapason d’Or, o Edison Prize, Cannes Classical Award for Early Music, Prix in Honorem da
Académie Charles Cros, o Carrièreprijs da estação de rádio de música clássica Klara, um louvor
do Europese Radio-Unie e o Canadian Broadcasting Cooperation, o Preis der deutschen
Schallplattenkritik, o prémio de música alemão Echo Klassik 1994, 1997, 2010 e 2011 e ainda o
Diapason d'or do ano 2014.
O Huelgas Ensemble é apoiado por Vlaamse Overheid e pela Universidade Católica de Lovaina.
PAUL VAN NEVEL
Paul Van Nevel é o diretor artístico do Huelgas Ensemble, que fundou em 1971 como
complemento às suas pesquisas e estudos na Schola Basiliensis. Um pioneiro e figura de proa
na pesquisa e interpretação da polifonia europeia do séc. XII até ao séc. XVI Paul Van Nevel
utiliza uma abordagem interdisciplinar às fontes originais, cfontextualizando-as com o
ambiente cultural (literatura, linguagem histórica, temperamento e tempo, retórica etc.). Paul
pesquisa continuadamente obras desconhecidas, com atenção particular aos tesouros da
polifonia
flamenga.
É palestrante convidado na Musikhochschule de Hanôver e, durante os últimos 25 anos, foi
maestro
convidado
do
Nederlands
Kamerkoor.
Escreveu uma monografia de Johannes Ciconia e um livro sobre Nicolas Gombert. Publicou
também transcrições da música renascentista para a editora alemã Bärenreiter.
O conhecimento exaustivo dos catálogos das bibliotecas de música europeias permite a Paul
Van Nevel trazer à luz obras desconhecidas, que são interpretadas por este ensemble. Os seus
programas surpreendem tanto pela surpresa como pelo encanto devido às perspetivas
inovadoras e pelo conhecimento profundo do repertório dos períodos medievais e
renascentistas.
Paul Van Nevel recebeu inúmeros prémios, incluindo o ‘Prix in Honorem’ da Academia Charles
Cros (1994), diversos Diapason d’Or e Choc de l’année (Le monde de la Musique), o Edison
Preis, o Cannes Classical Award, vários "Caecilia" prémios da imprensa belga, o "Carrièreprijs"
da rádio de música clássica "Klara", o "Preis der deutschen Schallplattenkritik" e diversos
prémios de música clássica alemã ECHO.
As suas gravações, The Eton Choirbook (Sony Classical, 2012) e La Oreja de Zurbarán (Cypres
records, 2014) foram grandemente aclamadas pela imprensa mundial. Pela gravação de Les
trésors de Claude Le Jeune (Sony Classical, 2014) recebeu o “Diapason d'or” do ano 2014.
LUDOVICE ENSEMBLE
O Ludovice Ensemble é um grupo especializado na interpretação de música antiga, sediado em
Lisboa e criado em 2004 por Fernando Miguel Jalôto e Joana Amorim, com o objetivo de
divulgar o repertório de câmara vocal e instrumental dos séculos XVII e XVIII através de
interpretações historicamente informadas, usando instrumentos antigos. O nome do grupo
homenageia o arquiteto e ourives alemão Johann Friedrich Ludwig (1673-1752) conhecido em
Portugal como Ludovice. O grupo trabalha regularmente com os melhores intérpretes
portugueses especializados, e também com prestigiados músicos estrangeiros. O Ludovice
Ensemble apresentou-se em Portugal em vários festivais (Festa da Música e Dias da Música no
CCB – Lisboa; Música em S. Roque – Lisboa; Ciclo de Música de Câmara do Palácio da Bolsa –
Porto; Música em Leiria; Cistermúsica de Alcobaça; Mafra; Maio Barroco de Óbidos; Encontros
de Música Antiga de Loulé; Terras sem Sombra; Eboræ Musica; Ciclo de Música Sacra de Viana
do Castelo; Música no Claustro de Braga) e ainda em vários concertos em Lisboa (Temporada
da Fundação Calouste Gulbenkian, Instituto Franco-Português, Embaixada de França,
Conservatório Nacional, Casa-Museu Anastácio Gonçalves), Évora (Universidade), Porto
(showcase do REMA – Rede Europeia de Música Antiga / Casa da Música), Gaia e Espinho. O
Ludovice Ensemble estreou-se no estrangeiro em 2010 no Festival Laus Polyphoniae na Bélgica
(AMUZ, Antuérpia). Em 2012 foi editado o seu primeiro CD para a conceituada editora francobelga Ramée-Outhere com um conjunto de cantatas francesas para barítono, e que foi
calorosamente recebido pelo público e pela crítica especializada em Portugal, Espanha, França,
Suíça, Países Baixos e Alemanha, sendo nomeado para os prestigiantes ICMA Awards em 2013
na categoria Vocal Baroque. Neste mesmo ano apresentou-se nos festivais Oude Muziek de
Utrecht (Países Baixos); La Chaise-Dieu e Musiques en Vivarais-Lignon (França); Festival de
Música Barroca de Praga (República Checa); Festival Camiños de Santiago de Jaca e no Ciclo de
las Artes de Lugo (Espanha). Em 2014 apresentou-se no ciclo Febrero Lirico do Real Coliseo
Carlos III de San Lorenzo del Escorial, na Semana de Musica Antigua de Vitoria-Gasteiz, em
Espanha e no Grande Auditório do CCB. Gravou ao vivo para a RDP-Antena 2, a Rádio Nacional
Checa (ČRo) bem como para o canal de televisão francês Mezzo. Em 2015 o Ludovice Ensemble
comemorou os seus dez anos com um concerto no Pequeno Auditório do CCB; regressa à
Temporada da Fundação Calouste Gulbenkian, aos Dias da Música, ao Grande Auditório do
CCB em colaboração com os Huelgas Ensemble, e estreia-se Festival de Órgão da Madeira,
entre outros concertos.
FERNANDO MIGUEL JALÔTO
Natural de Vila Nova de Gaia. Graduou-se com um Bachelor e um Master Degree no
Departamento de Música Antiga e Práticas Históricas de Interpretação do Conservatório Real
da Haia (Países Baixos) em Cravo, com Jacques Ogg, sendo bolseiro do Centro Nacional de
Cultura. Frequentou masterclasses com Gustave Leonhardt, Olivier Baumont, Ilton Wjuniski,
Ketil Haugsand e Laurence Cummings, e estudou órgão barroco, fortepiano e clavicórdio. Foi
membro da Académie Baroque Européenne d'Ambronay em 2004 sob a direção de Cristophe
Rousset e das Academias MUSICA (Neerpelt, Bélgica) sob a direção de Dirk Snellings e Wim
Becu, em 2006, 2008 e 2010. É mestre em Música pela Universidade de Aveiro, e doutorando
em Ciências Musicais / Musicologia Histórica na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da
Universidade Nova de Lisboa, como membro do INET-MD (Instituto de Etnomusicologia –
Centro de Estudos de Música e Dança). Apresentou-se em vários festivais e concertos em
Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Reino Unido, Áustria, República Checa, Polónia,
Bulgária e Japão como solista e continuísta. É cofundador e diretor artístico do Ludovice
Ensemble, membro da Orquestra Barroca da Casa da Música do Porto e solista convidado da
Orquestra Gulbenkian em cravo, órgão e fortepiano. Apresenta-se regularmente com grupos
especializados internacionais, tais como La Galanía, Capilla Flamenca, Oltremontano, La
Colombina e Bonne Corde. Foi durante vários anos membro da Orquestra Barroca Divino
Sospiro. Trabalhou já sob a direção dos maiores especialistas em Música Antiga, como Ton
Koopman, Roy Goodman, Christina Pluhar, Christophe Rousset, Fabio Biondi, Laurence
Cummings, Antonio Florio, Harry Christophers, Andrew Parrott, Rinaldo Alessandrini, Chiara
Banchini, Enrico Onofri, Alfredo Bernardini, Jaap ter Linden, Elizabeth Wallfish, Christophe
Coin, Erik van Nevel, Marco Mencoboni, Masaaki Suzuki e Riccardo Minasi, entre outros.
Gravou para as editoras Ramée, Glossa, Dynamic, e Anima e Corpo, para as emissoras
nacionais portuguesa, francesa, belga e alemã, e para o canal francês Mezzo. O seu primeiro
CD com as suítes para cravo solo de Charles Dieupart foi lançado em 2015 para a editora
holandesa Brilliant.
QUARTETO VINTAGE
O Quarteto Vintage (Iva Barbosa, João Moreira, José Gomes e Ricardo Alves) integra alguns dos
mais representativos clarinetistas portugueses. Os seus elementos possuem uma sólida
carreira profissional e foram premiados em numerosos concursos em Portugal, Espanha,
República Checa, Roménia, EUA e Japão.
Com 14 anos de existência, o grupo explora as várias possibilidades idiomáticas do
instrumento, utilizando os vários tipos de clarinete, nomeadamente a requinta, o cor de
basset, o clarinete baixo e o clarinete contrabaixo, e dedica particular importância à
experimentação sonora, à criação de novas obras e ao diálogo com os compositores. Foramlhe dedicadas as peças: Ostinando, de Bruno Ribeiro, Fado a Quatro e Tributo a Zeca, de Vítor
de Faria, Polyglot, de Mike Curtis, e a adaptação para quarteto de clarinetes, marimba e
vibrafone da peça de Luís Tinoco, Short Cuts, estreada no seu primeiro CD com o marimbista
Pedro Carneiro. Em setembro de 2010 estrearam a ópera Serrana-Fragmentos, de Vítor de
Faria, e a primeira versão para quarteto de clarinetes do Quinteto Stdaler, K581 em Lá M de
W. A. Mozart.
O quarteto apresenta-se regularmente em festivais como: Festival Internacional de Música
Jovens de Gaia, Noites de Massarelos, Festival Foz do Cávado, ClarinetFest 2005 (Tokyo-Japão),
Festival do Palácio da Bolsa, Encontros Internacionais de Música de Guimarães, ClarinetFest
2007 (Vancouver-Canadá), Dias da Música – Centro Cultural de Belém, EURORADIO 2008,
European Festival for Clarinet Ensembles (Gent, Bélgica), ClarinetFest 09 (Porto), Festival de
Música de Grosseto (Itália), Fête de la Musique (Genebra, Suíça), Festival Clarinetando (Pisa,
Itália), FDUL Experience.
Em 2009, o quarteto foi premiado no I Concurso Internacional de Música de Câmara Cidade de
Alcobaça.
Em 2013, lançou o seu segundo CD, intitulado Clair de Lune, dedicado à música francesa.
Acima de tudo, o Quarteto Vintage pretende criar uma nova sonoridade, capaz de
proporcionar verdadeiros momentos de música.
SYRINX: XXII
Este agrupamento de reconhecidos músicos surge pela vontade de explorar novos mundos e
paletas de cores, pela vontade de incursões por ambientes de eras distintas, e pela vontade de
explorar musicalmente liberdades artísticas, numa atitude de carte-blanche, dando azo às mais
atrevidas e inovadoras combinações. Apresenta obras do século XVII até à música do nosso
tempo, o século XXI, proporcionando ao público um espetáculo divertido, livre de preconceitos,
cheio de surpresas e de sons inesperados. Estreou-se em abril de 2014, em Nova Iorque,
recebendo logo convites para voltar a atuar novamente na cidade norte-americana em março
de 2015 e igualmente em Portugal.
A formação que se apresentará nos Dias da Música é constituída por: António Carrilho (flautas
de Bisel e Eagle Recorder), a quem foram dedicadas obras de compositores portugueses como
António Chagas Rosa, Nuno Côrte-Real, Eurico Carrapatoso, Sérgio Azevedo ou Luis Tinoco;
Katharine Rawdon (flautas transversais), que celebrou recentemente 22 anos como chefe de
naipe de flauta da Orquestra Sinfónica Portuguesa, sendo flautista da OrchestrUtópica desde
2003; e Raj Bhimani (piano), pianista nova-iorquino que editou quatro CD com músicas de
Brahms, Schubert, Debussy e Ravel, pela editora Delatour, e obras da compositora francesa
Thérèse Brenet, de quem recebeu várias obras a ele dedicadas, na etiqueta La Fabrique.
TRIO BEL’ART
A violinista Paula Carneiro, a violoncelista Carolina Matos e a pianista Diana Botelho Vieira,
motivadas pelo desejo de tocar repertório para trio com piano e de partilhar experiências e
conhecimentos adquiridos ao longo dos anos, realizam o primeiro contacto no início de 2014.
Rapidamente tornou-se claro que a vontade e o objetivo principal do grupo seria explorar e
divulgar repertório menos conhecido e escrito nos séculos XX e XXI, não descurando também o
repertório das grandes obras clássicas para esta formação.
GRUPOS VOCAIS
CORO DO TEATRO NACIONAL DE SÃO CARLOS
Criado em condições de efetividade em 1943, sob a direção de Mario Pellegrini, o Coro cumpre
uma fase intensiva de assimilação do grande repertório operístico e de oratória. Entre 1962 e
1975 colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera, sediada no Teatro da
Trindade, deslocando-se com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo (1965), a
convite do Teatro Campoamor, e obtendo o Prémio de Música Clássica conferido pela Casa da
Imprensa. Participou em estreias mundiais de autores portugueses, casos de Fernando LopesGraça (D. Duardos e Flérida) e António Victorino d’Almeida (Canto da Ocidental Praia). Em
1980 foi criado um primeiro núcleo coral a tempo inteiro, sendo a profissionalização do coro
consumada em 1983, sob a direção de Antonio Brainovitch.
A plena afirmação artística do conjunto é creditada a Gianni Beltrami, que assumiu a direção
em 1985 e beneficiou de condições de trabalho até então inéditas em Portugal. Nesta fase
assinalam-se as seguintes intervenções: Oedipus Rex (Stravinski); Ascensão e Queda da Cidade
de Mahagonny (Weill); Kiu (Luis de Pablo); L’ Enfant et les Sortilèges (Ravel); e Dido e Eneias
(Purcell). Registe-se a participação na Grande Missa dos Mortos (Berlioz), em Turim, a convite
da RAI. Depois da morte de Gianni Beltrami, João Paulo Santos assumiu a direção,
constituindo-se como o primeiro português no cargo em toda a história do Teatro de São
Carlos. Sob a sua responsabilidade registam-se vários êxitos, tais como: Mefistofele (Boito);
Blimunda e Divara (Corghi); a Sinfonia n.º 2 de Mahler, com a Orquestra da Juventude das
Comunidades Europeias; A Criação (Haydn); a cantata Faust e o Requiem de Schnittke;
Perséphone e Le Rossignol (Stravinski); Evgeni Onegin (Tchaikovski); Les Troyens (Berlioz);
Missa Glagolítica (Janácek); Tannhäuser e Os Mestres Cantores de Nuremberga (Wagner); e Le
Grand macabre (Ligeti). Com o Requiem de Verdi o coro deslocou-se a Bruxelas, por ocasião da
Europália (1991).
No âmbito da Expo 98 apresentou-se no concerto de encerramento. O conjunto tem atuado
sob a direção de algumas das mais prestigiadas batutas, como Antonino Votto, Tullio Serafin,
Vittorio Gui, Carlo Maria Giulini, Oliviero de Fabritiis, Otto Klemperer, Molinari-Pradelli, Franco
Ghione, Alberto Erede, Alberto Zedda, Georg Solti, Nello Santi, Nicola Rescigno, Bruno
Bartoletti, Heinrich Hollreiser, Richard Bonynge, García Navarro, Wolfgang Rennert, Rafael
Frühbeck de Burgos, Franco Ferraris, James Conlon, Harry Christophers, Michel Plasson e Marc
Minkowski. Também foi dirigido em óperas e concertos pelos mais importantes maestros
portugueses, com relevo especial para Pedro de Freitas Branco.
GRUPO VOCAL OLISIPO
O Grupo Vocal Olisipo foi fundado em 1988, tendo sido desde então dirigido por Armando
Possante. O seu repertório é vasto e eclético, abrangendo obras do período medieval aos dias
de hoje.
Tem colaborado frequentemente com compositores, tendo apresentado em primeira audição
obras de Bob Chilcott (Irish Blessing), Ivan Moody (The Meeting in the Garden, The Prophecy of
Symeon), Christopher Bochmann (Maria Matos Medley, Morning e a ópera Corpo e Alma),
Eurico Carrapatoso (Magnificat em Talha Dourada, Horto Sereníssimo, Stabat Mater), Vasco
Mendonça (Era um Redondo Vocábulo), Luís Tinoco (Os Viajantes da Noite) e Manuel Pedro
Ferreira (Delirium), entre outros.
Trabalhou com dois dos mais prestigiados ensembles mundiais da atualidade – Hilliard
Ensemble e The King’s Singres – e também interpretação de ópera barroca com Jill Feldman.
Conquistou já diversos prémios em concursos, nomeadamente uma menção honrosa no
Concurso da Juventude Musical Portuguesa e o primeiro prémio nos concursos International
May Choir Competition em Varna, Bulgária, Tampere Choir Festival na Finlândia, 36.º Concorso
Internazionale C. A. Seghizzi em Gorizia, Itália e 5.º Concorso Internazionale di Riva del Garda
em Itália, e vários prémios de interpretação.
Efetuou inúmeras atuações por todo o País, tendo-se já apresentado nos principais festivais de
música em palcos como os do Centro de Arte Moderna, do Centro Cultural de Belém, do
Teatro Nacional de S. Carlos, da Casa da Música e do Teatro Rivoli.
Tem colaborado com vários ensembles instrumentais e orquestras, como o Quarteto Lacerda,
Quarteto Arabesco, Capella Real, Músicos do Tejo, Academia de Música Antiga, Orquestra de
Cascais e Oeiras, OrchestrUtopica, Orquestra Sinfónica Juvenil, Orquestra do Algarve,
Orquestra Filarmonia das Beiras e Orquestra Metropolitana de Lisboa.
Internacionalmente tem-se apresentado em concertos por toda a Europa. Participou como
convidado em Sunderland, Inglaterra e no Festival 500, em St. John’s, no Canadá, e mais
recentemente em Singapura, onde apresentou três concertos de música portuguesa com
especial enfoque nos compositores Francisco Martins, Estêvão de Brito, Eurico Carrapatoso e
Fernando Lopes-Graça.
Em todos os festivais, o grupo orientou diversos workshops para coros e maestros de todo o
mundo.
Em cinema participou no filme As Variações de Giacomo, onde contracenou com os atores
John Malkovich e Veronica Ferres e com os cantores Miah Persson, Florian Bösch e Topi
Lehtipuu.
Gravou o Officium Defunctorum, de Estêvão de Brito, e as Matinas de Natal, de Estêvão Lopes
Morago, para a editora Movieplay, Cantatas Maçónicas, de Mozart, para a EMI, e, para a
Diálogos, Tenebrae, com música de Francisco Martins e Manuel Cardoso e o Magnificat, de
Eurico Carrapatoso.
VOCES CAELESTES
Voces Caelestes é um grupo vocal de constituição variável, de acordo com as exigências das
obras a interpretar. Esta característica, aliada à vasta experiência dos cantores que o integram
– que se estende da música medieval à criação musical contemporânea –, permite às Voces
Caelestes abordar um extenso repertório.
Assim, desde a sua estreia, em setembro de 1997, o grupo tem interpretado obras de
Machaut, Ciconia, Lantins, Dufay, Josquin, Lasso, Victoria, Gesualdo, Monteverdi, Allegri,
Buxtehude, Bach, Händel, Vivaldi, Scarlatti, Haydn, Schubert, Brahms, Debussy, Ravel, Franck,
Grieg, Stanford, Britten, Lloyd Webber e Lopes-Graça, entre outros. Paralelamente, tem feito
incursões esporádicas nos domínios da ópera e de outros espetáculos multidisciplinares, tendo
participado nas produções de Platée (Rameau), Cenas do Fausto de Goethe (Schumann), A
Flauta Mágica e As Bodas de Fígaro (Mozart), A Filha do Regimento (Donizetti), Sonho de uma
Noite de Verão (Mendelssohn), Peter Pan (Bernstein) e Rigoletto (Verdi), encenadas por Tito
Celestino da Costa, e nos espetáculos Deus. Pátria. Revolução (Luís Bragança Gil / Luísa Costa
Gomes), Crioulo – uma ópera cabo-verdiana (António Tavares / Vasco Martins) e Le Carnaval
et la Folie (Destouches). A par do seu empenhamento na divulgação da música antiga
portuguesa – traduzido, até agora, na apresentação de obras de Duarte Lobo, Filipe de
Magalhães, Frei Manuel Cardoso, Estêvão Lopes Morago, Diogo Dias Melgaz, Francisco
Martins, António Teixeira, Carlos Seixas, Francisco António de Almeida, João Rodrigues Esteves
e Pedro António Avondano –, as Voces Caelestes têm dedicado especial atenção à música
contemporânea. Neste âmbito, estrearam em Portugal as Street Songs, de Steve Martland, e
apresentaram em estreia mundial obras de Alain Bioteau (Vat 69), Pedro Amaral (Os Jogadores
de Xadrez) e Pedro Carneiro (… ni mots, ni signes…).
Este vasto repertório tem sido apresentado em diversos auditórios de Lisboa (Centro Cultural
de Belém, Culturgest, Fundação Calouste Gulbenkian, Teatro Municipal de S. Luiz, Jardim
Botânico e Palácio Nacional da Ajuda, Sé Patriarcal, Basílica dos Mártires, Igreja de S. Nicolau,
Igreja de S. Roque, Igreja de S. Vicente de Fora e Convento do Beato), bem como noutras
localidades (Cascais, Castelo Branco, Caxias, Coimbra, Évora, Fátima, Guimarães, Mértola,
Óbidos, Portimão, Porto, Santarém, Santiago do Cacém, Setúbal, Sintra, Tavira), no âmbito de
algumas das mais prestigiadas manifestações musicais (Terras sem Sombra – Festival de
Música Sacra do Baixo Alentejo, Festival Internacional de Música de Coimbra, Primavera
Musical – Festival Internacional de Música de Castelo Branco, Guimarães 2012 – Capital
Europeia da Cultura, Jornadas Internacionais Escola de Música da Sé de Évora, Comemorações
dos 250 Anos do Nascimento da Cantora Luísa Todi, Música em São Roque, Festival
Internacional de Órgão de Lisboa, Festival de Música de Setúbal, Festival Rota dos
Monumentos, Festival das Artes). Em agosto de 2006, as Voces Caelestes fizeram a sua estreia
internacional, participando, com grande sucesso, no prestigiado Festival Internacional de
Música Antiga de Daroca (Espanha). O grupo participou na gravação do CD de música sacra
Alleluia, da soprano Teresa Cardoso de Menezes, e gravou para a RTP excertos do Te Deum de
Frei José Marques e Silva.
As Voces Caelestes têm-se apresentado a cappella e em colaboração com instrumentistas
como a cravista Ana Mafalda Castro, a harpista Stéphanie Manzo, a pianista Ana Telles, a
contrabaixista Marta Vicente, os organistas António Duarte, António Esteireiro, David Paccetti,
Isabel Albergaria, João Vaz, Margarida Oliveira, Rui Paiva e Sérgio Silva, os violoncelistas Paulo
Gaio Lima e Miguel Ivo Cruz e os percussionistas Abel Cardoso, Pedro Carneiro e Jean-François
Lézé, e agrupamentos como Camerata Academica Salzburg, Divino Sospiro, Orquestra de
Câmara Portuguesa, Orquestra Metropolitana de Lisboa, orquestra barroca Capela Real,
Orquestra Aldrabófona, Quarteto ArtZen, Segréis de Lisboa e Sete Lágrimas, sob a direção dos
maestros Pedro Amaral, Stephen Barlow, Martyn Brabbins, Luís Bragança Gil, Pedro Carneiro,
Harry Christophers, Laurence Cummings, Christian Curnyn, Osvaldo Ferreira, Sérgio Fontão,
Alexander Frey, Manuel Ivo Cruz, Marcos Magalhães, Massimo Mazzeo, Manuel Morais, Pedro
Neves, Elio Orciuolo, Jean-Bernard Pommier, João Paulo Santos, Peter Schreier e Michael Zilm.
SÉRGIO FONTÃO
Sérgio Fontão iniciou os estudos musicais aos cinco anos, sob a orientação de seu pai.
Posteriormente, frequentou a Escola de Música Nossa Senhora do Cabo (Linda-a-Velha) e a
Escola de Música do Conservatório Nacional (Lisboa), onde concluiu o curso de Canto, após
estudos de Piano, Harpa e Percussão. Paralelamente, concluiu a licenciatura em Comunicação
Social na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e o curso
de Gestão das Artes no Centro de Formação do Centro Cultural de Belém. Atualmente, é
mestrando em Direção Coral na Escola Superior de Música de Lisboa.
Frequentou cursos de aperfeiçoamento em Canto com Jill Feldman, Marius van Altena, Max
von Egmond, Peter Harvey e Tom Krause; em Música Antiga com Richard Gwilt, Ketil
Haugsand, Peter Holtslag, Jonathan Manson, Owen Rees e Rainer Zipperling; em Direção Coral
com Luc Guilloré, Tõnu Kaljuste, David Lawrence, Julian Wilkins, Simon Halsey, André Thomas,
Frieder Bernius, Georg Grün, Peter Broadbent, Colin Durrant e Jo McNally; e em Direção de
Orquestra com Robert Houlihan.
Como membro ou diretor de diversas formações vocais e instrumentais, realizou concertos em
Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Reino Unido, Áustria, Itália, Malta, Brasil,
Argentina, Uruguai, México, EUA, Canadá, Turquia, Índia, Japão e China. Participou, também,
em espetáculos de ópera e de teatro e efetuou gravações para cinema, rádio, televisão e, em
disco, para as etiquetas Aria Music, Dinemec Classics, EMI Classics, Fnac Music, Milan,
Movieplay Classics, Numérica, PentaTone, Philips, PortugalSom, Sole mio, Virgin Classics e
Virgin Veritas.
Entre os diversos agrupamentos com os quais tem colaborado, contam-se: Coro Gulbenkian,
Coro de Câmara de Lisboa, Vozes Alfonsinas e Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Atualmente, além do grupo vocal Voces Caelestes, dirige os coros Polyphonia Schola
Cantorum, Coro dos Jerónimos, Coro do Grupo Desportivo e Cultural do Banco de Portugal,
Coral Encontro, Coral Allegro, Coral de Linda-a-Velha e Coral Vértice (grupo vocal masculino
fundado em 1974 por cantores do Coro Gulbenkian). Leciona as disciplinas de Técnicas de
Direção Coral e Instrumental e Educação Vocal, no âmbito da licenciatura em Música na
Comunidade (Escola Superior de Educação de Lisboa / Escola Superior de Música de Lisboa).
Paralelamente ao seu trabalho como intérprete, tem desenvolvido atividade nas áreas do
jornalismo, da comunicação institucional, da edição de música impressa e da gestão de
projetos e de instituições culturais. Entre outras atividades, foi colaborador do jornal A
Capital, na área da música clássica; foi assistente do editor na Musicoteca – Edições de
Música; desempenhou as funções de coordenador artístico-organizativo da Orquestra
Sinfónica Portuguesa e do Coro do Teatro Nacional de São Carlos; ocupou o cargo de vicepresidente do conselho de administração da Federação Internacional das Juventudes
Musicais; foi membro do Comité do World Youth Choir (uma organização conjunta da
Europa Cantat, da Federação Internacional para a Música Coral e da Federação
Internacional das Juventudes Musicais); e ocupou o cargo de secretário-geral da Juventude
Musical Portuguesa. Em 2007 foi membro da comissão de apreciação das candidaturas aos
apoios financeiros a projetos pontuais atribuídos pela Direção-Geral das Artes / Ministério
da Cultura. Em 2008 e 2010 integrou o júri do Concurso Nacional de Música promovido pela
Fundação INATEL. Foi o diretor artístico do ciclo Concertos à Conversa | Viagens no Tempo
| Música Coral, que decorreu no Centro Cultural de Belém, em janeiro e fevereiro de 2011.
PLURAIS
ANTÓNIO VICTORINO D’ALMEIDA
Maestro, pianista e compositor, António Victorino d’Almeida dispensa apresentações. Aos
cinco anos compôs a sua primeira obra, aos sete deu a primeira audição e interpretou obras de
Mozart e de Beethoven, para além de duas peças de sua autoria. Conclui com mérito o curso
superior de Piano no Conservatório Nacional de Lisboa e vai estudar para Viena de Áustria, na
Academia de Música, onde finaliza esta pós-graduação com a mais alta classificação dada por
aquela escola: a distinção por unanimidade do júri e consequentemente Prémio Especial do
Ministério da Cultura da Áustria, país onde viveu duas décadas, tornando-se Adido Cultural da
Embaixada Portuguesa em Viena, cargo que lhe valeu uma honrosa condecoração.
A sua obra é muito vasta, e abrange os mais variados géneros musicais, desde a música a solo,
para piano e outros instrumentos, à música de câmara, à música sinfónica e coral-sinfónica, ao
Lied ou à ópera, além de muita música para cinema ou para teatro e para fado, sendo sem
dúvida um dos compositores portugueses que mais obra produziu.
Tem a sua música publicada na AvA Musical Editions.
A 9 de junho de 2005 foi galardoado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
BIG BAND JÚNIOR
Nascida em outubro de 2010, resultado de uma parceria entre o CCB e o Hot Clube de
Portugal, e constituída por cerca de 20 elementos entre os 12 e os 15 anos, a Big Band Júnior
(BBJ) é uma orquestra-escola de jazz que tem como missão oferecer uma formação de
qualidade aos seus alunos enquanto músicos de uma orquestra de jazz. O repertório da BBJ,
inspirado em grande parte na era de ouro do jazz e das big bands, conta também com ritmos e
sonoridades mais modernas, que se fazem ouvir especialmente nos temas compostos pelo seu
maestro Claus Nymark, por músicos convidados ou pelos próprios alunos da big band.
As aulas-ensaio são conduzidas pelo maestro Claus Nymark e decorrem semanalmente de
outubro a junho, de acordo com o calendário letivo, nas instalações da Escola de Jazz do Hot
Clube de Portugal.
E porque numa orquestra-escola a vertente performativa é tão importante como a vertente
formativa, em cada ano letivo a BBJ tem assegurada a realização de pelo menos três concertos
no Centro Cultural de Belém.
Além das aulas-ensaio e dos habituais concertos no CCB, em cada edição a Big Band Júnior
procura proporcionar aos seus alunos outras experiências musicais. A par das cerca de 20
apresentações em concerto realizadas desde o seu primeiro ano, os alunos tiveram a
oportunidade de participar nos seguintes projetos: intercâmbio com big bands juniores de
outros países; flashmob nos Pastéis de Belém; parceria com a Bigodes Band numa peça de
teatro musical no Festival Big Bang Música e Aventura para Crianças no CCB; gravação do seu
primeiro CD nos estúdios Timbuktu.
Em 2013-14, a orquestra gravou o seu primeiro teledisco, projeto que resulta de uma parceria
estabelecida com a EPI – Escola Profissional de Imagem (ETIC). A realização e captação de som
e de imagem estarão a cargo dos alunos da EPI, sob a coordenação dos professores dos
módulos de som e de imagem.
Em cada edição a Big Band Júnior tem convidado grandes nomes do jazz nacional para
trabalharem e partilharem o palco com a orquestra no concerto final de temporada. Até agora
os músicos convidados foram Mário Delgado, que compôs para a orquestra o tema Bond and
Floyd; e Carlos Bica, de quem a orquestra interpretou três temas, com arranjos de Claus
Nymark. Outro momento alto no percurso da BBJ foi a sua estreia no lendário palco do Hot
Clube de Portugal, com a participação especial de Mário Laginha, num concerto cujas receitas
reverteram a favor da Make-a-Wish Portugal.
CLAUS NYMARK
Seja como professor, como diretor musical de big bands ou como trombonista, Claus Nymark é
um dos músicos mais ativos e mais experientes no meio jazístico em Portugal.
Nascido em 1966 na Dinamarca, começou os seus estudos musicais aos dez anos, tendo
estudado trompete e posteriormente trombone. Aos 15 anos teve os primeiros contactos com
o jazz e, pouco mais tarde, o próprio viria a ser aluno de uma orquestra-escola de big band.
Aos 19 anos muda-se para Portugal, onde desde então tem desenvolvido uma intensa e
multifacetada atividade enquanto músico.
Lidera a sua própria orquestra, a Claus Nymark Big Band. É membro fundador do grupo Dixie
Gang, e toca com a Big Band do Hot Clube de Portugal e com o Septeto do Hot Clube de
Portugal. É cofundador da Orquestra AngraJazz e da Big Band Nacional da Juventude, sendo
também diretor musical da Reunion Big Jazz Band, da Lisbon Swingers e da Big Band do
Conservatório Regional de Palmela (Orquestra de Jazz Humanitária).
Como professor, leciona no Departamento de Música da Universidade de Évora e no
Conservatório Regional de Palmela. Foi formador do curso Férias com Jazz na Lisbon Jazz
Summer School no Centro Cultural de Belém nas edições de 2008 a 2010, dirigindo as aulas de
big band e de trombone. É diretor pedagógico e musical da Big Band Júnior desde a sua
génese, em outubro de 2010.
Encontra-se atualmente a tirar o Mestrado em Música e o Mestrado em Educação de Música
na Escola Superior de Música de Lisboa.
CARLOS BICA
Carlos Bica é um dos poucos músicos portugueses que alcançou projeção internacional, tendose tornado uma referência no panorama do jazz europeu.
Entre os vários projetos musicais que lidera e para além das suas colaborações com teatro,
cinema e dança, o trio Azul, com o guitarrista Frank Möbus e o baterista Jim Black, tornou-se
na imagem de marca do contrabaixista e compositor.
Quando fala da música de Carlos Bica, a crítica costuma salientar a forma como nela se
interpenetram referências de diferentes universos, da música erudita contemporânea à folk,
ao rock, ao jazz, às músicas improvisadas.
O que corresponde, como seria natural, à própria trajetória do intérprete compositor.
Aprendeu a tocar contrabaixo na Academia dos Amadores de Música, nos Cursos de Música do
Estoril, na escola superior de música de Würzburg, na Alemanha.
Mas o seu primeiro concerto de jazz deu-o pouco antes de partir para a Alemanha. Fez muita
música improvisada, durante anos tocou com Maria João, trabalhou e gravou na área da
música popular portuguesa com Carlos do Carmo, José Mário Branco, Janita Salomé e Camané
e participou em inúmeros festivais de jazz internacionais, em colaboração com músicos como
Kenny Wheeler, Ray Anderson, Aki Takase, Alexander von Schlippenbach, Lee Konitz, Mário
Laginha, Albert Mangelsdorf, Paolo Fresu, António Pinho Vargas, Steve Arguelles, John Ruocco
e Matthias Schubert.
Em outubro de 2005 edita o belíssimo single Bor Land, o seu primeiro álbum de contrabaixo
solo, onde músico e instrumento se encontram a sós e onde Bica revela o seu lado musical
mais íntimo. Na digressão que fez em Portugal de promoção desse disco, teve como
convidados alguns dos seus amigos e músicos favoritos, como: João Paulo Esteves da Silva;
Jesse Chandler; Sam the Kid; Kalaf; Alexandre Soares; Jorge Coelho; DJ Il Vibe; Matthias
Schubert; Kalle Kalima e Ana Brandão.
A colaboração com DJ Ill Vibe prolonga-se agora para o novo álbum, o quarto, – após Azul,
Twist e Look What They've Done to My Song – do projeto Azul onde o DJ é convidado especial.
Believer marca o 14.º aniversário da existência do Azul, que mantém intacta a formação
original, numa empatia rara, que tem contribuído para o reconhecimento internacional do
projeto de Carlos Bica, Frank Möbus e Jim Black.
Depois da sua experiência em Single e da interação com diversos músicos nacionais de
diferentes áreas, Carlos Bica, grava o disco Matéria Prima, onde participam o pianista João
Paulo Esteves da Silva e o guitarrista Mário Delgado, companheiros de longas aventuras
musicais, e os jovens e talentosos Matthias Schriefl no trompete e João Lobo na bateria.
Em outubro de 2011, cinco anos depois de Believer, editou o quinto trabalho discográfico do
Trio Azul, Things About.
CLÁUDIA FRANCO
Cláudia Franco e Rui Caetano deram, em 2013, início a uma colaboração que deu origem a este
grupo, tendo desenvolvido um estilo muito próprio na revisitação de algumas das mais
famosas canções do repertório universal de jazz, através de interpretações em que a entrega
se une ao talento, criando uma atmosfera suave e sedutora. O grupo lançou o seu primeiro CD
em março de 2015.
COUPLE COFFEE
Copule Coffee é o casamento musical de Luanda Cozetti e Norton Daiello, dois artistas
brasileiros residentes em Portugal com um crescente protagonismo na música nacional
(Luanda é uma das vozes do projeto Rua da Saudade, grupo de homenagem a Ary dos Santos,
e participa no novo álbum de Júlio Pereira, Graffiti). Quarto Grão é o seu o primeiro álbum de
originais, que conta com uma série de colaborações de músicos e letristas de renome, como JP
Simões, Sérgio Godinho e Edu Lobo.
GEORGE ESTEVES
Natural de Bournemouth, Inglaterra, nasceu a 18 de outubro de 1978. Frequentou o curso de
Piano e Composição da Academia de Artes e Novas Tecnologias e estudou Piano Clássico
durante cinco anos. Frequentou ainda os cursos de Piano e Percussão na Escola de Jazz do Hot
Club. Em Inglaterra completou, com distinção, o curso BTEC National Diploma in Popular Music
no Bournemouth and Poole College.
A solo atuou como cantor e entertainer, acompanhando-se com sintetizador e piano-solo, em
diversos pubs e restaurantes, salientando-se o exclusivo clube privado The Mansion House, em
Bournemouth. Atuou diversas vezes acompanhado pela Bournemouth Big Band no Pavillion
Theatre de Bournemouth e realizou dois espetáculos cantando musica de Frank Sinatra:
Tribute to Frank Sinatra e Sinatra Swings Again, acompanhado pela The Eddie Robinson
Orquestra. É pianista residente no Cascais Jazz Club e do Quinteto Maria Viana. Formou o seu
próprio trio de jazz em 2012.
GONÇALO PESCADA
Iniciou os estudos musicais aos oito anos no Algarve e, posteriormente, continuou a sua
formação em Lisboa (Instituto Musical Vitorino Matono), Castelo Branco (Escola Superior de
Artes Aplicadas), França (Centre National et International de Musique et Accordéon) e
Universidade de Évora.
Entre outros, obteve o 1.º Prémio no Concurso Nacional de Acordeão (Alcobaça, 1995) e o 1.º
Prémio no Concurso Internacional “Citá di Montese” (Itália, 2004).
Com o 1.º Prémio no Concurso de Interpretação do Estoril (Portugal, 2006), Gonçalo Pescada
viu a sua carreira tomar um rumo internacional, realizando recitais em Espanha, França, Reino
Unido, Alemanha, Itália e Bulgária.
Apresentou-se como solista com a Orquestra do Algarve, OrchestrUtopica, Esart Ensemble,
Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra
Académica Metropolitana, Estoril Ensemble e Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob a
direcção dos grandes maestros Cesário Costa, Osvaldo Ferreira, Michael Zilm, Nikolay Lalov,
Susana Pescetti e Jean Marc Burfin, entre outros.
Foi convidado a participar em festivais de enorme prestígio como o 33.º Festival de Música do
Estoril, Dias da Música em Belém 2008, 30.º Festival Internacional de Música da Póvoa de
Varzim e 39.º Festival Internacional Sofia Music Weeks (Bulgária), apresentando-se em salas
incontornáveis como o Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, Bulgária Hall e Queen
Elizabeth Hall.
O seu vasto programa com orquestra compreende obras de referência, tais como Las Cuatro
Estaciones Porteñas e Concierto Aconcágua de Astor Piazzolla, Rossiniana de Vladimir Zubitsky,
Sieben Worte de Sofia Gubaidulina, Spring Concert de Yakov Lapinsky e Concerto para
Acordeão e Orquestra do compositor português Cristóvão Silva. Em Portugal, todas estas obras
foram apresentadas em primeira audição.
Tem gravado para rádios e televisões, destacando-se a RDP Antena 2, a RTP e a Rádio e
Televisão Nacional Búlgara. A sua discografia inclui os CD Intuição (a solo), Encontros (duo com
o pianista Ian Mikirtoumov) e Astor Piazzolla (solista com a Orquestra do Algarve).
Concluiu, recentemente, o programa de Doutoramento em Música e Musicologia na
Universidade de Évora sob orientação do Professor, Maestro e Compositor Christopher
Bochmann.
JOÃO PAULO ESTEVES DA SILVA
Nasceu em Lisboa, em 1961, de mãe pianista e pai filósofo.
Em 1979 participou no Festival de Jazz de Cascais com o grupo Quinto Crescente.
Em 1984 completou o Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional e partiu para França,
mantendo-se no exílio até 1992.
Em 1993 gravou o seu primeiro disco em nome próprio, Serra sem Fim, para a editora Farol.
Em 1996 conhece o produtor Todd Garfinkle, da editora MA Recordings, com quem inicia uma
longa colaboração, documentada em seis discos, e que dura até 2001. Neste ano, instigado por
Carlos Bica, grava um primeiro solo de piano, Roda, para a editora francesa L’Empreinte
Digitale.
Em 2003 começa a gravar para a editora Clean Feed. O seu disco Scapegrace, em duo com
Dennis González, foi galardoado com o prémio Autores da SPA de Melhor Disco 2009. Voltou a
gravar com o músico norte-americano o álbum So Soft Yet (2011), para a mesma editora.
Ao longo dos anos são inúmeras as colaborações, em concertos e discos, com músicos
nacionais e estrangeiros. De destacar particularmente os trabalhos com Ricardo Rocha, Carlos
Bica, Cláudio Puntin, Samuel Rohrer, Jean-Luc Fillon, Peter Epstein, Ricardo Dias, Dennis
Gonzalez no campo da música instrumental; e também as parcerias com cantores e cantoras
como Vitorino, Sérgio Godinho, Filipa Pais, Ana Brandão, Maria Ana Bobone, Cristina Branco.
Tem vindo a trabalhar cada vez mais noutras áreas, como a poesia publicando dois livros e
colaborando em revistas, de papel e online  o teatro, enquanto tradutor e músico  Beckett,
Ibsen, Strindberg, Brecht  e a interessar-se por aproximações e diálogos entre a música e
outras artes, tendo assinado trabalhos conjuntos com o fotógrafo José Luís Neto e composto,
por exemplo, a banda sonora do filme Sem Nome, de Gonçalo Waddington.
Desde 2009 é professor da Escola Superior de Música de Lisboa na licenciatura em Jazz.
LUIZ AVELLAR
O pianista e compositor brasileiro Luiz Avellar iniciou os estudos de piano aos seis anos. Em
1976, estudou Orquestração na Mannes School of Music, em Nova Iorque. Com uma longa
trajetória como pianista e arranjador de grandes nomes da música brasileira, entre eles
Djavan, Gal Costa, Simone e Milton Nascimento. Em paralelo, surge ao lado de variadíssimos
nomes do panorama internacional, Billy Cobham, Toots Thielemanns, Flora Purim e Airto
Moreira, são algumas referências.
Em 1994, surge o primeiro disco solo Bons amigos, com a participação de Hermeto Pascoal,
Paulo Moura e Robertinho da Silva, entre outros nomes da música instrumental brasileira.
Contabilizam-se na sua discografia 14 discos. Tocou em concerto, como solista da Orquestra
Sinfónica Brasileira, enquanto a sua música era executada, estabelecendo assim um
intercâmbio permanente entre todos os seus talentos, desde os ritmos brasileiros, à música
clássica ou ao jazz.
Tornou-se um convidado frequente do Cello Encounter, Encontro da Música Internacional
realizado no Rio de Janeiro, no qual a sua execução é elogiada e partilhada por nomes
internacionais da música clássica, como Armen Ksajikian, Mats Lidstrom e Eugene Friesen.
É considerado um dos maiores talentos da sua geração. Em 2011 lança o seu primeiro disco em
terras lusas: Contrastes.
MARIA VIANA
Medalha de Mérito Cultural do Município de Cascais, Maria Viana é uma das maiores e mais
consagradas intérpretes nacionais do jazz vocal, com uma carreira que leva já mais de 34 anos.
A sua voz tem brilhado em várias digressões nacionais com o seu trio, com a Big Band de Jorge
Costa Pinto e com o projeto Vozes Três (com Maria João e Maria Anadon), colaborando com
artistas como Kirk Lightsey, Zé Eduardo, Sheila Jordan, Peter King e Andrea Pozza.
Como diz a critica, «Maria consegue o impossível: fazer renascer cada tema do reportório
clássico (já interpretado milhares de vezes) como se tivesse sido escrito nessa mesma manhã
(revista Ecoutér – França).
Desde 2011, Maria Viana é também Presidente da Jam Session (associação sem fins lucrativos)
e dirige o Cascais Jazz Club, por onde têm passado alguns dos nomes mais importantes do jazz
nacional e internacional. É também responsável pela produção dos Ciclos Noites com Jazz
(Câmara Municipal de Oeiras), 2 Dedos de Jazz e Comemoração de 80 anos de Jazz em Cascais
(Câmara Municipal de Cascais), da programação de jazz do Centro Cultural da Malaposta e é
coprodutora do Dose Dupla, no Centro Cultural de Belém.
Lançou, em 2010, o livro / CD de comemoração dos seus 30 anos de carreira, Maria Viana 30
Anos de Jazz (Editora Principia – Casa Sassetti).
MÁRIO LAGINHA
A sua "casa" é o jazz, mas recusa encerrar-se lá dentro. Na sua música podemos encontrar um
pouco de quase tudo, porque não fecha as portas a quase nada. Mário Laginha procura em
vários lugares a matéria com que constrói o seu próprio universo musical.
Para Mário Laginha, fazer música é também um ato de partilha. E tem-no feito com
personalidades musicais fortes: Maria João, Bernardo Sassetti e Pedro Burmester. Nos três
duos é evidente a sua criatividade, uma grande solidez rítmica, uma enorme riqueza
harmónica e melódica.
Criou o Trio de Mário Laginha com o contrabaixista Bernardo Moreira e o baterista Alexandre
Frazão, com o qual editou o CD Espaço, em que relaciona a sua música com o universo da
arquitetura.
Em 2010, o trio grava Mongrel, um novo trabalho à volta da música de Chopin, e considerado
Melhor Disco – Prémio Autor 2011 – SPA.
Na sua discografia, já extensa, tem ainda trabalhos a solo (o premiado Canções e Fugas) em
quinteto e em duo com Maria João, com Bernardo Sassetti e um com Pedro Burmester.
Tem tocado e gravado com músicos excecionais, como Wayne Shorter, Wolfgang Muthspiel,
Trilok Gurtu, Gilberto Gil, Lenine, Ralph Towner, Manu Katché, Dino Saluzzi, Julian Argüelles,
Django Bates.
Com enormes versatilidade e domínio da composição, escreveu para diversas formações,
como a Big Band da Rádio de Hamburgo, a Orquestra Filarmónica de Hannover, a Orquestra
Metropolitana de Lisboa, o Remix Ensemble, o Drumming Grupo de Percussão, a Orquestra
Sinfónica do Porto – Casa da Música e a Orquestra Sinfónica de Bruxelas.
Também compõe para cinema e para teatro.
PAUL DWYER
Nascido em Somerset, em 1977, numa família de músicos, Paul Dwyer foi introduzido ao piano
aos sete anos e mais tarde ao trompete. Aos 17 anos, Paul mudou para o contrabaixo e
começou a frequentar sessões de jazz.
Em 1995 mudou-se para Londres, formou-se em música comercial na Universidade de
Westminster. Depois de tirar um curso de world music no Morley College, Paul interessou-se
por música shamisen e em 2002 mudou-se para o Japão, onde estudou com Yuri Okayasu.
Em múltiplas visitas a Nova Iorque, Paul estudou com Buster Williams, Ben Wolfe, Marco
Panascia e Andy González. Ao longo dos anos tem tocado com grandes músicos como Wataru
Hamasaki, Akane Matsumoto, Mayuko Katakura, Tomonao Hara, Takao Uematsu, Gene
Jackson, George Colligan, Don Friedman, Tommy Campbell, Sheila Jordan e Jennifer Sanon.
PAULO JORGE FERREIRA
Paulo Jorge Ferreira nasceu em Lisboa, em 1966. Iniciou os estudos musicais aos cinco anos
com o professor José António Sousa. O estudo profundo dedicado ao acordeão, com o seu
credenciado professor, proporcionou-lhe várias participações em concursos nacionais e
internacionais, obtendo honrosas classificações. Ao longo da sua aprendizagem musical,
frequentou seminários dirigidos por alguns dos mais prestigiados acordeonistas
contemporâneos. Concluiu o curso complementar de acordeão no Instituto de Música Vitorino
Matono, tendo posteriormente finalizado os seus estudos superiores na Escola Superior de
Artes Aplicadas de Castelo Branco, onde lhe foi atribuído o título de especialista em acordeão /
performance. Tem realizado recitais a solo e concertos de música de câmara, tanto a nível
nacional como internacional, nomeadamente em França, México, Bélgica, Áustria, Itália,
Macau, Espanha, Hungria, Holanda e Alemanha, tocando com músicos portugueses e
estrangeiros de enorme prestígio. Durante o seu percurso atuou em algumas das mais
importantes salas de concerto da Europa, como Musik Werein, Muziekgebouw, De Single,
Odéon Theatre de L’Europe, Teátrum House of Future, Berliner Philarmoniker, entre outras.
Tem participado como instrumentista, em diversas estreias de obras para orquestra, ensemble
e música de câmara, que incluem acordeão. Apresentou-se como músico convidado de
orquestras sinfónicas e de câmara, como, Orquestra de Pequim, Orquestra Gulbenkian,
Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Sinfonieta de
Lisboa, Orquestra Utópica, Remix Ensemble, e a solo com Esart Ensemble, Remix Ensemble,
Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras e Banda Sinfónica Portuguesa, trabalhando com
maestros de reconhecida qualidade internacional, como Stefan Asbury, Jürjen Hempel,
Lawrence Foster, Peter Rundel, Martin André, Emílio Pomàrico, Carl St. Clair. Colabora
regularmente com Remix Ensemble, Orquestra Gulbenkian e Orquestra Sinfónica do Porto –
Casa da Música.
No domínio da música de câmara, constitui com Pedro Santos um duo de acordeões (Duo
Damian), com Carlos Alves um duo de acordeão e clarinete (Artclac), com Catherine Strynckx
um duo de acordeão e violoncelo, com Ana Ester Neves (soprano) um duo de acordeão e
canto, e um quinteto com quarteto de cordas.
Ao longo da sua carreira musical tem participado em inúmeras gravações discográficas e em
programas radiofónicos e televisivos. Em 2004 foi editado pela etiqueta Numérica o seu CD a
solo, Percursos. A sua atividade como compositor tem-se desenvolvido significativamente nos
últimos anos, escrevendo obras para instrumentos solo, música de câmara e orquestra. Devido
ao crescente interesse pela sua forma de compor, tem recebido encomendas de alguns dos
mais conceituados solistas, grupos de câmara e festivais de música portugueses, e algumas das
suas peças têm sido executadas igualmente no estrangeiro. Foram editados discos com
algumas das suas obras e a edição impressa da sua música está a ser realizada pela editora
AVA Musical Editions. Atualmente é professor de acordeão e música de câmara na Escola
Superior de Artes Aplicadas em Castelo Branco e na Escola de Música do Conservatório
Nacional. Alguns dos seus alunos e grupos de música de câmara têm obtido primeiros prémios
em concursos nacionais e internacionais de acordeão e de música de câmara. Paulo Jorge
Ferreira é convidado com regularidade como membro de júri em concursos internacionais de
acordeão. É diretor artístico do festival e do concurso de acordeão Folefest. Tem sido
considerado um elemento preponderante no desenvolvimento artístico do acordeão em
Portugal na última década.
QUARTETO PARNASO
O Quarteto de Guitarras Parnaso foi formado em 2010 e surgiu da iniciativa do guitarrista
Augusto Pacheco, pretendendo assim criar em Portugal um tipo de formação instrumental
que, embora comum no estrangeiro, é pouco usual no nosso país.
Os quatro guitarristas do Quarteto Parnaso, Augusto Pacheco, Carlos David, Gonçalo Morais e
Paulo Andrade, além de diplomados por Escolas Superiores de Música em Portugal, vieram a
prosseguir a sua especialização no estrangeiro. A sua grande cumplicidade pessoal e musical,
associada a um elevado nível de experiência pedagógica e de música de conjunto, contém na
sua essência valores e qualidades técnicas e humanas fundamentais para se fazer música de
excelência.
O quarteto apresenta em concerto um repertório que passa por diversos períodos da história
da música, através de transcrições de obras orquestrais, assim como de obras originalmente
compostas para quarteto de guitarras. O quarteto realizou a estreia absoluta de obras dos
compositores Fernando Lapa, Ricardo Ribeiro e Óscar Rodrigues.
Realizarou concertos em diversas salas do país, como Teatro Rivoli, Centro Cultural de Cascais,
Theatro Circo e Teatro Helena Sá e Costa. Destacam-se os concertos no 14.º Festival
Internacional de Guitarra de Sernancelhe, em Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura,
no 1.º Festival de Guitarra de Braga e no 5.º Ciclo Seis Cordas Seis Momentos em Santo Tirso.
Em 2013 realizaram um concerto para o programa Concerto Aberto, da Antena 2.
RICARDO RIBEIRO
Frequentou aulas de guitarra clássica e formação musical com os professores: José
Carvalhinho, Manuel Soutulho e Lisete Teixeira. Conviveu com o fado desde muito novo,
ouvindo grandes fadistas da época, que se tornaram as suas referências: Fernando Maurício,
Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro, Manuel Fernandes, Adelino dos Santos (Guitarra) e
José Inácio (Viola), entre outros.
Já em 2004 foi editado pela CNM – Coleção Antologia – o seu primeiro álbum, com o nome
Ricardo Ribeiro, que conta com as colaborações do guitarrista José Manuel Neto, de Jorge
Fernando e de Marino de Freitas.
Em 2005, a convite do encenador Ricardo Pais, integra o espetáculo Cabelo Branco é Saudade,
com Celeste Rodrigues, Argentina Santos e Alcindo de Carvalho.
Ainda em 2005 recebe o prémio Revelação Masculina da Fundação Amália Rodrigues.
Em 2008 é convidado pelo alaudista / compositor libanês Rabih Abou-Khalil para cantar Em
Português, um álbum com poemas de Silva Tavares, Mário Rainho, Tiago Torres da Silva, José
Luís Gordo e António Rocha, editado pela Enja Records. Em português foi eleito Top of the
World Album atribuído pela revista inglesa SongLines.
Fez parte do filme Fados, de Carlos Saura, e também do Filme do Desassossego, de João
Botelho. Participou em Rio Turvo, de Edgar Pêra, e no documentário de Diogo Varela Silva, O
Rei sem coroa, sobre a vida e a obra de Fernando Maurício.
Em 2010 produz Porta do Coração, com Pedro de Castro (guitarra portuguesa), Jaime Santos
(viola) e a colaboração de Prof. Joel Pina (viola-baixo), disco que atinge o galardão de ouro por
vendas superiores a dez mil exemplares, em 2012.
Em 2011 recebe o prémio de Melhor Intérprete Masculino atribuído pela Fundação Amália
Rodrigues.
O quinto álbum, Largo da Memória, editado pela Warner em outubro de 2013, reúne os vários
músicos com quem Ricardo tem trabalhado ao longo dos anos: Pedro Caldeira Cabral, Pedro
Jóia, Rabih Abou-Khalil ou Ricardo Rocha, entre outros, marcando um momento de afirmação
da sua carreira e da sua maturidade artística.
Paralelamente, o fadista continua o seu projeto com Pedro Jóia e, semanas antes, o duo
esgotou o Elebash Center, em Nova Iorque, proeza que repetiu na Madeira, no verão.
Janeiro de 2015 é já um mês com muitos feitos e grandes conquistas: Ricardo Ribeiro foi
nomeado para a categoria de Melhor Artista de 2015 pela revista britânica Songlines, a bíblia
da world music, e recebeu a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique.
RICHARD GALLIANO
Ao longo dos anos parece nunca ter existido um grande artista associado ao acordeão, um
instrumento que, devido às suas conotações, deveria estar tão afastado do swing quanto
possível. Mas depois surgiu Richard Galliano, movido por uma determinação sem igual para
partilhar a sua convicção de que o acordeão era merecedor de ter um lugar no coração do jazz,
ao lado do saxofone e do trompete.
Richard começou a tocar o seu instrumento aos quatro anos. Ao mesmo tempo que começou a
aprender a tocar acordeão, também estudou harmonia, contraponto e trombone no
Conservatório de Nice. Foi com a descoberta da música de Clifford Brown que chegou ao jazz,
tinha na altura 14 anos, e enquanto se aproximou do seu estilo de tocar refrães, ele descobriu,
para seu espanto, que o acordeão era praticamente desconhecido neste tipo de música.
Galliano interessou-se depois pelos acordeonistas brasileiros, descobriu especialistas
americanos que abordaram o jazz e os grandes instrumentistas italianos, voltando costas ao
estilo tradicional de tocar o acordeão que dominava na França. Em 1973 Galliano mudou-se
para Paris, onde surpreendeu Claude Nougaro. A partir do início dos anos 1980 começou a
tocar com frequência com músicos de jazz de todos os quadrantes, improvisando ao seu lado.
Entre eles encontramos nomes como Chet Baker, Steve Potts, Jimmy Gourley, Toots
Thielemanns ou o violoncelista Jean-Charles Capon.
Em 1991, depois de aconselhado por Astor Piazzolla, Galliano voltou às suas raízes. Isto levou a
uma série de álbuns em que Galliano, tocando o seu acordeão Victoria, revelou uma facilidade
em adaptar este instrumento à liberdade do jazz. Começou então a ganhar reputação
internacional, juntando-se a artistas como Enrico Rava, Charlie Haden e Michel Portal.
Galliano é um músico excecionalmente versátil, capaz de deixar a sua marca em quaisquer
contextos musicais, desde atuações a solo aos concertos com big band. As suas excecionais
habilidades como solista são agora bem reconhecidas, continuando ele a explorar uma vasta
gama de música. Empenhado em transmitir a sua rica experiência, ele é o autor, juntamente
com o seu pai Lucien, de um método de tocar o acordeão que ganhou o prémio SACEM para
Melhor Trabalho Pedagógico, em 2009. (Texto de Vincent Bessières)
SAMUEL LERCHER TRIO
O Trio de Samuel Lercher propõe um repertório de temas originais que fazem a ponte entre as
diferentes influências do seu líder: jazz e música clássica, o todo destilado com um bom toque
de groove. A secção rítmica, composta pelos talentosos, André Rosinha, no contrabaixo, e
Marcelo Araújo, na bateria, traz profundidade, subtileza e balanço aos temas expressivos de
Samuel Lercher. Este pianista francês, residente em Portugal, lançou o seu trio em fevereiro de
2014, na Fábrica de Braço de Prata. Depois de quase um ano de concertos, os três músicos
foram para o estúdio Atlântico Blue gravar o disco Epilogue, editado pela Sintoma Records. O
primeiro disco do Samuel Lercher Trio é uma viagem musical autobiográfica, com um som
muito pessoal, temas cinematográficos e uma energia contagiante.
SANDRO NORTON
Nasceu no Porto a 9 de dezembro de 1978. Desde cedo mostrou as suas aptidões musicais e
desenvolveu um interesse especial pela guitarra. Iniciou os seus estudos com o guitarrista
Aires Ramos, que complementou frequentando a Escola de Música Óscar da Silva, em
Matosinhos.
Em setembro de 2000 segue para Londres onde frequenta a London College of Music, da
Universidade Thames Valley. Em 2003 termina a Licenciatura em Popular Music Performance
e, em 2004, conclui, com mérito, o Mestrado em Composição / Music Performance. Durante o
seu percurso académico estudou, entre outros, com Mike Outram, Shaun Baxter, Ian Scott
(Beach Boys), Phillip Mead (George Crumb), Dave Cliff (Lee Konitz), Eddie Harvey (Ella
Fitzgerald). Também estudou em privado com Charlie Banacos, Eric Roche, Dr. Barry Harris,
Jonathan Kreisberg e Vicki Genfan.
Como músico, em Londres atuou em vários locais, Jazz Café, em Camden Town, Ronnie´s Scott,
100Club, em Oxford Street, e Borderline, no Soho, e em Liverpool atuou no Cavern.
Foi membro da banda Flipsiders, fazendo três digressões em Inglaterra. Participou com Jojo
Watz no Ashton Court Festival, em Bristol, onde atuou para 50 mil pessoas. Atuou também na
Noruega, na Suécia, em Espanha e na Holanda como solista e como membro de pequenos
ensembles. Também trabalhou na Orquestra Nacional de Londres (NYJO).
Teve parcerias musicais com Pip Williams, Mike Outram, Xenopoulos Vasilis, Anderson Ian,
Mathias Gwin, Bias, Dyce, Brown Jocelyn e Kahiali Haifa. Em outubro de 2007 regressou a
Portugal.
STÉPHAN OLIVA
Nasceu em 1959 em Montmorency e fez estudos clássicos de piano. Com a sua atividade
repartida entre o jazz, a livre improvisação, a escrita para o cinema e, por vezes, a música
erudita (com especial incidência na interpretação de Johannes Brahms e Giacinto Scelsi),
ganhou estatuto como um dos mais importantes músicos de França, independentemente do
género. Tem um estilo muito pessoal derivado das abordagens de Bill Evans e Lennie Tristano.
Tocou, em várias formações, com Paul Motian, Linda Sharrock, Joey Baron, Paul Rodgers,
Bruno Chevillon, Matthieu Donarier, Marc Ducret, Jean-Marc Foltz e muitos outros, tanto em
concerto como em discos premiados, desde a década de 1990, por instituições como a
Academie Française du Jazz e a Academie Charles Cros ou por revistas como a Jazzman e a Les
Inrockuptibles. Vem desenvolvendo um intenso trabalho pedagógico, sobre as relações do jazz,
e da música em geral, com a sétima arte, a história do piano no jazz e as práticas da
improvisação.
VÂNIA FERNANDES
Academicamente, Vânia Fernandes está a terminar o mestrado em Ensino da Educação
Musical no Ensino Básico da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal,
tendo feito a licenciatura em Música, ramo jazz, da Escola Superior de Música de Lisboa, e
frequentado o curso profissional de Canto do Conservatório de Música da Madeira.
Passou ainda pelo jazz na escola Hot Clube – Escola de Jazz Luiz Villas Boas.
Desenvolve parcerias com diversos projetos musicais, entre os quais Vânia Canta Amália, na
área do fado; Tributo a Elis, na área da bossa nova; Cumplicidade, com Júlio Resende, na área
do jazz; Lusitânia, na área da música tradicional; Lado Luso, na área experimental, e participa
frequentemente nos espetáculos da Orquestra de Salão Imperatriz Sissi.
Vânia Fernandes ganhou especial notoriedade pela participação no reality show musical da
RTP Operação Triunfo 3, conquistando o primeiro lugar. Em 2008 venceu o Festival RTP da
Canção com «Senhora do Mar», com a qual representou Portugal no Festival Eurovisão da
Canção.
Participou em diversos eventos musicais, entre eles o Angrajazz, onde foi acompanhada pela
Orquestra de Jazz da Ilha da Madeira, e integrou a European Movement Jazz Orchestra.
Ganhou o Prémio Reconhecimento, atribuído pelo júri da IV Festa do Jazz, organizado pelo Hot
Club de Portugal no Teatro São Luiz em 2005.
Atualmente mantém vários projetos em diversos géneros musicais e é docente em ensino
especializado de Canto no Hot Clube em Lisboa, na escola Interartes em Cascais, na Sinfonia e
Eventos no Montijo, de Expressão Musical na Escolinha Tia Ló em Cascais e é coordenadora do
curso de Canto – Instrumentos tradicionais do Inatel.
YAN MIKIRTUMOV
Natural de Moscovo (Rússia). Iniciou a sua formação profissional aos cinco anos de idade no
Colégio Estatal de Coro A. Sveshnikov em Moscovo, onde estudou ao longo de 11 anos e
obteve diploma com distinção na especialidade de Direção Coral. Em 1997 finalizou com
distinção o curso de Regência Coral na Academia Superior de Arte Coral em Moscovo. Pósgraduação em Composição no Conservatório Superior de P.I. Tchaikovsky em Moscovo (1997 –
1998). Doutorado em Musica e Musicologia pela Universidade de Évora (2013) com uma
dissertação sobre as reduções para piano.
Entre 1991 e 1999 participou em inúmeros concertos, festivais e gravações com diversos
coros, agrupamentos da música antiga e orquestras na Alemanha, França, Suíça, Suécia, Itália,
Polónia, Finlândia, Ucrânia, Noruega, Japão, EUA e Rússia como cantor, pianista e maestro de
Coro. Escreveu a música para diversos projetos teatrais, cinematográficos e publicidade.
Desde 1999 reside em Portugal onde começou a sua carreira como professor. Tem lecionado
as disciplinas Coro, Canto, Formação Musical, Musica da Câmara, Piano, Acompanhamento,
Direção em várias escolas do País.
Entre 2001-2003 ocupou o cargo do Maestro do Coro dos Pequenos Cantores de Academia
Amadores de Musica, com qual participou na apresentação de ópera de M. Mussorgsky, Boris
Godunov, no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa. Fundador de Coro Juvenil e Coro
Feminino do Conservatório de Musica de Albufeira, com os quais fez digressões na França,
Alemanha, Grécia, Áustria e Espanha; entre 2005-2011 ocupou o cargo do Maestro do Coro
Brisa, com qual ganhou 3.º prémio no Concurso Internacional de Coros em Bratislava
(Eslováquia). Presidente (2012) e membro do júri (2010) da Competição Internacional de Coros
em Freamunde (FICC). Em 2001 formou o seu próprio grupo-quarteto Con´tradição para qual
escreveu as composições originais. Gravou, editou e participou em mais de 50 CD, incluindo
etiquetas Melodia, Dargil, Universal, Radio e Televisão Estatal da Rússia, NDR (Alemanha) e
Antena2.
Regularmente colabora com diversas entidades no panorama musical português como
Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra do Algarve, Eborae Música, Orquestra da
Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Gulbenkian, Concurso de Interpretação do Estoril,
Antena 2 entre outras. Realizou diversas encomendas de arranjos e composições para as
orquestras, grupos de música da câmara e solistas em Portugal, Espanha e Rússia. Participou
em diversos projetos em Cabo Verde e Angola, com destaque para concerto de Tito Paris com
Orquestra Metropolitana de Lisboa realizado em salinas de Pedra de Lume (2009) e projeto
Sons de Setembro com orquestra clássica ao vivo pela primeira vez em Luanda (2011).
Algumas das suas obras foram editadas pelas editoras Copy-us (Alemanha) e AvA Musical
Edition (Portugal).
É regularmente convidado para acompanhar instrumentistas e cantores. Atualmente é
professor no Conservatório de Musica de Albufeira, Academia Nacional Superior de Orquestra,
Universidade de Évora e Instituto Piaget.
SOLISTAS
ABEL CARDOSO
Abel Cardoso concluiu o curso na Escola de Música e Bailado de Nossa Senhora do Cabo, em
Linda-a-Velha, tendo como professor Carlos Voss. Na Escola Superior de Música de Lisboa
obteve a Licenciatura com nota máxima, tendo estudado com os professores Richard Buckley e
Carlos Voss. Obteve os graus de mestre em Ensino da Música e Performance sob orientação de
Pedro Carneiro.
Ao longo da sua formação apresentou-se com a Orquestra da Juventude e a Orquestra
Sinfónica Juvenil, entre outras. Enquanto profissional, colaborou com a Orquestra
Metropolitana de Lisboa, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra de Câmara de Cascais
e Oeiras, a Orquestra do Algarve e a City of London Orchestra. Participou ainda em diversos
concertos com os Percussionistas de Estrasburgo, o Ensemble Intercontemporain (Paris), o
Ensemble Xenakis (EUA) e o Remix Ensemble.
No âmbito da música de câmara, é membro fundador do sexteto de percussão Rhythm
Method e diretor artístico dos Percussionistas de Lisboa, tendo recentemente gravado o CD
Bach Marimbas.
Como docente, foi professor na Escola Profissional de Música de Évora, nos conservatórios de
Almada, Alhandra, Palmela e Linda-a-Velha e na Escola Superior de Música de Lisboa.
AIDA SIGHARIAN ASL
Natural de Teerão, Irão, Aida Sigharian Asl começou a estudar piano aos seis anos. Em 2001 foi
aceite na classe de piano de M. Baudet no Conservatório de Amesterdão e, posteriormente, na
classe de Willem Brons, com quem obteve o seu diploma. Frequentou o Mestrado no
Conservatório de Utrecht com Paolo Giacometti e Ralph van Raat. Teve aulas com professores
como H. Austbo, T. Hartsuiker, W. Banfield, N. Grubert. I. Parkany, D. Ferschtman, Udo
Reinemann, Rudolf Jansen, Gary Hoffman, I. Grubert, Toby Hoffman, R.Gariud, Vitaly Margulis,
Paul Badura Skoda, Luís de Moura Castro e Galina Egyazarova. Aos 17 anos tocou a solo com a
Orquestra de Teerão. Em 2006, venceu o concurso Piano Bienal em Teerão. Em 2010 gravou
para Antena 2 e realizou um Concerto Aberto transmitido pela mesma rádio. Aida Sigharian Asl
apresenta-se regularmente em concerto em Portugal, Holanda, Irão e Inglaterra. Atualmente é
pianista acompanhadora no Conservatório de Música do Porto.
ALEXANDRA BERNARDO
Iniciou os seus estudos de Canto em 2006 com Carla Baptista Alves. Em 2007 ingressou na
Escola de Música Nossa Senhora do Cabo (EMNSC), tendo concluído em 2012 o Curso
Complementar de Canto com 20 valores, sob a orientação da professora Joana Levy. Nesta
escola interpretou os papéis de Orfeo em Orphée (Gluck), Anita em West Side Story e
Cunegonde em Candide, (L. Bernstein), entre outros. Apresentou-se a solo no Magnificat em
Talha Dourada de E. Carrapatoso (2007, CCB), Gloria de Vivaldi (2008, Aula Magna), Requiem
de Duruflé (2010, Jerónimos), e Orfeu e Eurídice de Gluck, bailado de Olga Roriz para a
Companhia Nacional de Bailado, com Divino Sospiro (2014). Apresentou-se em recital em salas
como o Palácio dos Aciprestes (2011), o foyer do Teatro Nacional de São Carlos (2013) o
Pequeno Auditório do CCB (2014), o Centro Nacional de Cultura (2014) e a Casa do Brasil, em
Paris (2015), entre outras. Em masterclass trabalhou com Jill Feldman, Nico Castel, João
Lourenço, Pierre Mak e João Paulo Santos.
Recentemente conquistou o 1.º Prémio e o Prémio do Público no 8.º Concurso de Canto Lírico
da Fundação Rotária Portuguesa. É membro do Ecce Ensemble (sob a direcção do maestro
Paulo Lourenço).
É professora de Canto desde 2013 na EMNSC (Espaço Arte – Curso Livre).
Atualmente, especializa-se em Ópera e Lied com Elena Dumitrescu Nentwig, com quem
prepara os papéis de Pamina (Die Zauberflöte de Mozart), Donna Anna (Don Giovanni de
Mozart), com o qual se apresentou recentemente com o Atelier de Ópera da Orquestra
Metropolitana de Lisboa, Violetta (La Traviata de Verdi) e Lucia (Lucia di Lammermoor de
Donizetti).
ANA ESTER NEVES
Reconhecida intérprete, tanto em papéis operáticos como em música de câmara, afirma-se no
panorama musical português pelas suas qualidade e versatilidade vocais que lhe permitem
abraçar projetos muito contrastantes.
Tem exercido uma atividade intensa em Portugal e em Inglaterra, Áustria, Alemanha, Itália,
Grécia, Espanha, França, Brasil e EUA, onde se apresentou em recitais e também nas óperas:
Carmen (no papel de Micaela), As Bodas de Fígaro (Contessa), Eugene Onegin (Tatyana), La
Bohéme (Musetta), Porgy and Bess (Bess), D.Giovanni (D. Elvira), Boris Godunov (Xenya), Albert
Herring (Lady Billows), Neues vom Tage (Laura), The English Cat, Parsifal, L’Isola Disabitata,
Tosca (Tosca) entre outras. O ano de 2007 ilustra bem essa versatilidade : Cio-Cio San em
Madama Butterfly e Violetta em La Traviata, o Requiem de Verdi, El Sombrero de Três Bicos, de
Falla e também Mrs. Lovett em Sweeney Todd, de Stephen Sondheim, que lhe valeu a
nomeação para os Globos de Ouro na categoria de Melhor Atriz e o Prémio Bernardo
Santareno de Melhor Interpretação.
Vencedora dos concursos Mary Garden e Luísa Todi, é detentora dos prémios operáticos
Gilbert Betjemann e Ricordi.
Diplomou-se pelo Conservatório Nacional de Lisboa, prosseguiu os seus estudos na Royal
Academy of Music, em Londres, e na Universidade de Boston, onde concluiu o mestrado em
Interpretação.
Estreou a ópera The Bacchae, de Theodore Antoniou, em Atenas, e as óperas O Doido e a
Morte, de Alexandre Delgado, e Édipo ou a Tragédia do Saber (Jocasta) e Os Dias Levantados,
de António Pinho Vargas.
Destacam-se ainda as suas interpretações da 14.ª Sinfonia de Shostakovitch, o Requiem para o
Planeta Terra, de João Pedro Oliveira, e o Requiem de Verdi.
Estreou, no papel principal de D. Maria I, a ópera A Rainha Louca, de Alexandre Delgado,
interpretação que lhe valeu as melhores críticas.
Gravou a Sinfonia n.º 6 de Joly Braga Santos, para a Marco Pólo, e Os Dias Levantados, de
António Pinho Vargas, para a EMI-Classics. Gravou também para a RTP, a RDP e a BBC.
ANA PAULA RUSSO
Nasceu em Beja. Completou o Curso Superior de Canto do Conservatório Nacional, estudou em
Salzburgo e em Lucerna, com Elisabeth Grümmer e H. Diez, e trabalhou com Gino Becchi, C.
Thiolass, Regine Resnick e Marimi del Pozo. Licenciou-se em Canto pela Escola Superior de
Música de Lisboa.
Como solista tem atuado em inúmeros concertos de Lied, ópera e oratória, quer no país, quer
no estrangeiro. Destacam-se, nomeadamente, trabalhos para a Fundação Calouste
Gulbenkian, a RTP, a RDP, a Europália-91 (em Bruxelas), espetáculos no âmbito de Lisboa 94
— Capital da Cultura, e a participação nos festivais de música dos Capuchos, de Leiria, do
Estoril, do Algarve, da Póvoa de Varzim, da Figueira da Foz e Internacional de Macau. Dos
muitos concertos e recitais, destacam-se obras como O Livro dos Jardins Suspensos, de A.
Schönberg, Les Noces, de Stravinsky, Les Illuminations, de Britten, a Cantata op. 29 de
Webern, obras de A. Chagas Rosa, Carmina Burana, de Orff, as operetas Monsieur Choufleuri
e Bataclan, de Offenbach.
Em 1988 obteve o 1.º prémio de Canto no concurso da Juventude Musical Portuguesa e no
Concurso Olga Violante; no mesmo ano, em Barcelona foi finalista no Concurso F. Viñas. Em
1990 foi laureada nos Concursos Internacionais de Oviedo e Luisa Todi.
Em 1989 representou Portugal, através da RTP, no concurso Cardiff Singer of the World.
Gravou um CD com uma coletânea de canções de Natal para canto e guitarra e um programa
de peças musicais relacionadas com o Palácio da Ajuda. Em 1996 foi a soprano-solista das
gravações para CD da obra Matutino dei Morti, de J. D. Bomtempo. Em 1999, integrou o
elenco que gravou para CD a ópera de M. Portugal Le Donne Cambiate, no papel de Condessa
Ernesta.
No Festival de Macau de 1992, interpretou, com grande sucesso, o papel de Rosina em O
Barbeiro de Sevilha, de Rossini. A sua carreira tem tido um destaque especial no âmbito da
ópera e no da música cénica, podendo ser referidos os papéis de Oscar (O Baile de Máscaras),
Marie (A Filha do Regimento), Ninette (O Amor das Três Laranjas), Musetta (La Bohéme),
Adele (O Morcego), Clorinda (La Cenerentola), Condessa Ernesta (As Damas Trocadas), Hanna
(A Viúva Alegre), Najade (Ariadne auf Naxos), Cunegonde (Candide), Vespetta (Pimpinone),
Eurydice (Orfeu nos Infernos), Rouxinol (na ópera homónima de Stravinsky), The English Cat
(Henze), entre muitos outros.
Em abril de 1998, integrou o elenco que fez a estreia mundial da ópera Os Dias Levantados,
de A. Pinho Vargas, gravada posteriormente em CD para a EMI.
Foi escolhida para desempenhar um dos papéis principais da ópera Corvo Branco, de Philip
Glass, levada à cena na Expo 98 e no Teatro Real de Madrid e, em julho de 2001, no New York
State Theatre (Lincoln Center – Nova Iorque).
Em 2004, no 10.º aniversário da morte do compositor, interpretou o soprano solista do
Requiem de Fernando Lopes-Graça, versão recentemente editada em CD.
Também em 2006 lançou um CD de composições ibero-americanas para canto e guitarra com
o título de Melodia Sentimental. Em 2009 gravou um CD de árias e duetos dedicado ao
reportório cantado pela cantora Luísa Todi. Gravou também em CD a Missa Grande, de
Marcos Portugal.
Em 2011 participou na estreia mundial da ópera A Rainha Louca, de Alexandre Delgado, e já
em março de 2012 cantou na estreia moderna da ópera O Basculho de Chaminé, de Marcos
Portugal. É Professora de Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional.
ANNA FEDOROVA
Anna Fedorova é uma das mais destacadas jovens pianistas do panorama musical da
atualidade. Desde muito cedo revelou uma maturidade musical e uma capacidade técnica
impressionantes. A sua carreira internacional teve início ainda em criança, sempre
deslumbrando com uma expressividade musical particularmente profunda e intensa. Os
críticos descreveram esta singularidade como «suavemente contida e de índole selvagem»,
capaz de deixar os ouvintes «completamente surpreendidos, comovidos e boquiabertos».
Em setembro de 2013 interpretou o Concerto n.º 2 para Piano de Rachmaninov na abertura da
temporada da série Sunday Morning Concerts, no Auditório da Royal Concertgebouw. Passado
meio ano, a gravação deste concerto registou mais de um milhão de visualizações no YouTube
e foi largamente elogiada por músicos de renome. Entretanto, tem tocado em algumas das
mais prestigiadas salas de concertos na Europa, na América e na Ásia. Com um vasto
repertório de concertos, tocou com orquestras do mundo inteiro, entre as quais se destacam a
Sinfónica de Dallas, a Filarmónica de Buenos Aires, a Orquestra de Câmara de Lausana, a
Residentie Orkest e a Camerata de Amesterdão, a Nova Orquestra da Cidade de Tóquio, a
Filarmonia das Nações de Hamburgo, a Filarmónica do Noroeste Alemão, a Sinfónica Nacional
do México, a Sinfónica de Xalapa, a OFUNAM do México, a Orquestra de Câmara de Israel e a
Camerata da Polónia.
Venceu importantes prémios em concursos internacionais de piano, incluindo o Rubinstein In
Memoriam na Polónia, o Frederick Chopin em Moscovo e o Grand Prix de Lyon. Recentemente
foi distinguida no Festival de Verbier, na Suíça. Foi laureada por duas vezes com o Dorothy
MacKenzie Artist Recognition Scholarship Award no International Keyboards Institute &
Festival de Nova Iorque. Formada pela Escola de Música de Lysenko em Kiev, na classe de
Borys Fedorov, Anna prossegue hoje os estudos com Norma Fisher no Royal College of Music,
de Londres, enquanto bolseira. Complementarmente, é aluna do professor Leonid Margarius
na prestigiada Academia de Piano de Imola, em Itália. Estudou também com pianistas de
renome internacional como Alfred Brendel, Menahem Pressler e Andras Schiff.
Entre os seus próximos compromissos destacam-se atuações com a Orquestra Filarmónica de
Honguecongue dirigida pelo maestro Jaap van Zweden, e ainda com as Filarmónicas do
Noroeste Alemão, da Holanda e de Cracóvia.
ANNA SAMUIL
A cantora aclamada internacionalmente Anna Samuil é soprano principal da Ópera Estatal de
Berlim onde os seus papéis incluem Violetta em La Traviata, Donna Anna em Don Giovanni,
Adina em L’Elisir d’Amore, Musetta em La Bohème, Micaëla em Carmen, Eva em Die
Meistersinger von Nürnberg, Alice Ford em Falstaff e Fiordiligi em Cosí fan Tutte. Anna Samuil
tem igualmente cantado papéis principais no Festival de Edimburgo, Teatro alla Scala de Milão,
Metropolitan Opera de Nova Iorque, Festival de Salzburgo, Glyndebourne Festival Opera,
Maggio Musicale Fiorentino, Grand Theatre Luxembourg, Festival de Musique de La Réunion,
L'Opéra National de Lyon, nas Óperas Estatais de Munique e de Hamburgo, entre outras.
Recentemente, Anna Samuil cantou ainda Violetta, em La Traviata, na produção do Festival
d’Art Lirique d’Aix-en-Provence com a Mahler Chamber Orchestra sob a direção de Daniel
Harding, na Ópera Estatal de Munique, no Grand Theatre Luxembourg, no Festival de Musique
de La Reunion e em novas produções com a Vest Norges Opera (Noruega), Donna Anna no
Teatro Tokyo Bunka Kankan (Japão), Musetta em La Bohème, Maria em Mazeppa na Ópera
Nacional de Lyon e Adina em L’Elisir d’Amore na Ópera Estatal de Hamburgo. Outras atuações
incluem Ophelia em Hamlet de Prokofiev no Palais des Beaux Arts em Bruxelas, com a
Orquestra La Monnaie sob a direção de Kazushi Ono; concertos na Salle aux Graines em
Toulouse, na Konzerthaus de Dortmund, no Festival Diabelli Sommer na Áustria, no Auditório
RAI em Turim. Anna Samuil trabalhou intensamente com maestros como Daniel Barenboim, Sir
Neville Marriner, Zubin Mehta, Antonio Pappano, Vladimir Jurowski, Gustavo Dudamel, Plácido
Domingo, Philippe Jordan, entre outros. Participou em diversas gravações, incluindo o War
Requiem, de Britten, com Sir Neville Marriner e o DVD de Evgueni Oneguin, com Daniel
Barenboim, que fazem parte da compilação Best of 50 years of Grosses Festpielhaus Salzburg,
o DVD de Don Giovanni no Festival Glyndebourne e CD (Helicon) de Don Giovanni, com Zubin
Mehta e a Orquestra Filarmónica de Israel. É laureada em vários concursos internacionais:
Mikhail Glinka (Rússia, 1.º Prémio), Riccardo Zandonai (Itália, 1.º Prémio), Klaudia Taev
(Estónia, 1.º Prémio), bem como no XII Concurso Tchaikovsky de Moscovo (2002, 3.º Prémio),
Neue Stimmen na Alemanha e Franco Corelli em Itália. Em 2008, foi distinguida com o
prestigiado prémio Daphne para Melhor Intérprete em Berlim. Nascida numa família de
músicos, Anna Samuil graduou-se com as mais altas classificações no Conservatório
Tchaikovsky de Moscovo como violinista (em 2000) e como cantora (em 2001), e concluiu os
seus estudos de pós-graduação com a professora Irina Arkhipova. Apresentou-se em recitais e
concertos em Aix-en-Provence, Berlim, Toulouse, Avignon, Bruxelas, Valladolid, Lisboa, Praga,
Cracóvia, Viena, Dresden, Bayreuth, Colónia, Izmir, São Petersburgo, Turim, e continua a dar
recitais pela Europa.
ARTUR PIZARRO
Artur Pizarro nasceu em Lisboa em 1968. Tocou pela primeira vez em público aos três anos e
apresentou-se na televisão portuguesa aos quatro. Foi a sua avó materna, a pianista Berta da
Nóbrega, quem primeiro lhe despertou o gosto pelo piano, no que foi secundada pelo seu
companheiro de duo de piano Campos Coelho, aluno de Vianna da Mota, de Ricardo Viñes e
de Isidor Philipp. Entre 1974 e 1990 estudou com Sequeira Costa, que fora também aluno de
Vianna da Motta e de Mark Hamburg, Edwin Fischer, Marguerite Long e Jacques Février. Esta
distinta linhagem levou Artur a dedicar-se à Idade de Ouro do pianismo e garantiu-lhe uma
educação vasta nas escolas e nos repertórios para piano alemães e francêses. Durante uma
breve interrupção dos seus estudos nos EUA, trabalhou com Jorge Moyano em Lisboa e
também com Aldo Ciccolini, Géry Moutier e Bruno Rigutto em Paris.
Artur ganhou o Concurso Vianna da Motta de 1987, a edição de 1988 do Greater Palm Beach
Symphony Competition e o Concurso Internacional de Piano de Leeds de 1990, o que marcou o
início de uma carreira internacional.
Artur Pizarro apresenta-se internacionalmente em recital e em música de câmara e com as
principais orquestras e maestros, como Sir Simon Rattle, Philippe Entremont, Yan Pascal
Tortelier, Sir Andrew Davis, Esa-Pekka Salonen, Yuri Temirkanov, Vladimir Fedoseyev, Ilan
Volkov, Franz Welser-Most, Tugan Sokhiev, Yakov Kreizberg, Yannick Nézet-Séguin, Libor
Pešek, Vladimir Jurowski e Sir Charles Mackerras.
Artur Pizarro é um músico de câmara ativo, tendo já tocado em festivais de música de câmara
de todo o mundo. Gravou para as editoras Collins Classics, Hyperion Records, Linn Records,
Brilliant Classics, Klara, Naxos, Danacord, Odradek Records e Phoenix Edition. Recebeu diversos
prémios pelas suas contribuições para a música clássica e para a cultura, incluindo o Prémio de
Imprensa Portuguesa, prémio da Sociedade Portuguesa de Autores, a Medalha da Cultura da
Cidade do Funchal e a Medalha de Mérito Cultural do governo português.
BERNARDO MARQUES
Natural de Lisboa, Bernardo Marques iniciou os seus estudos de piano aos seis anos a título
particular, tendo ingressado um ano mais tarde na Escola de Música Nossa Senhora do Cabo
(EMNSC). Em 2009 terminou o Curso de Piano com a máxima classificação, sob a orientação da
professora Madalena Reis. Nesse ano, ingressou na ESML, na classe do professor Jorge
Moyano, terminando em 2012 a licenciatura em Piano. A sua formação passou pela Música
Contemporânea, Música Antiga (cravo e baixo-contínuo), canto e ópera.
Em 2011 iniciou os seus estudos de direção coral com Paulo Lourenço, e em 2012 os estudos
de direção orquestral com Henrique Piloto, trabalhando também com Jean-Sébastien Béreau.
Participou no Curso Internacional de Música Vocal de Aveiro de 2012 e nos Estágios
Internacionais de Orquestra de Leiria de 2013 e 2014.
Em 2013, começou a especializar-se em ópera com Elena Dumitrescu Nentwig. Sob a sua
orientação, fundou em 2014 a companhia Nova Ópera de Lisboa, juntamente com a soprano
Alexandra Bernardo.
Tem trabalhado frequentemente como pianista acompanhador, destacando-se participações
no Curso de Verão Vocalizze (2012 e 2014) e colaborações com o Coro de Câmara da ESML e
com a Fundação Gulbenkian (Coro e Orquestra).
Conquistou o 1.º Prémio do Nível Superior de Piano no 14º Concurso Internacional Cidade do
Fundão (2013) e o Prémio de Melhor Pianista Acompanhador no 8.º Concurso de Canto Lírico
da Fundação Rotária Portuguesa (2014), entre outros.
Apresenta-se regularmente em público a solo, em formações diversas ou como maestro.
BRUNO MONTEIRO
Considerado pelo Público como «um dos melhores violinistas portugueses da atualidade» e
pelo semanário Expresso como sendo «hoje um dos violinistas portugueses com maior
visibilidade», Bruno Monteiro é atualmente reconhecido internacionalmente como um
destacado violinista da sua geração. A Fanfare Magazine descreve-o como tendo um «som de
ouro polido» e a Strad refere que «o seu generoso vibrato produz cores radiantes». A
MusicWeb International afirma que as suas interpretações têm uma «vitalidade e uma
imaginação que estão inequivocamente voltadas para o futuro» e que atingem um «equilíbrio
quase perfeito entre o expressivo e o intelectual». Por sua vez, a Gramophone elogia as suas
«segurança e eloquência infalíveis» e a Strings Magazine conclui que é «merecedor de uma
porção muito maior da ribalta no palco mundial».
Realizou os seus estudos violinísticos em Nova Iorque com Patinka Kopec (professora
associada a Pinchas Zukerman), Isidore Cohen (ex-violinista do Beaux Arts Trio e do Juilliard
String Quartet) e com membros do American String Quartet na Manhattan School of Music,
como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e do Centro Nacional de Cultura.
Aperfeiçoou-se posteriormente em Chicago com Shmuel Ashkenasi (ex-primeiro violino do
Vermeer Quartet), como bolseiro do Ministério da Cultura – Gabinete das Relações
Internacionais e da Fundação para a Ciência e Tecnologia – Ministério da Ciência, Tecnologia e
Ensino Superior.
Interpretando um repertório que se estende desde Bach a Coriglino, incluindo os principais
compositores portugueses, Bruno Monteiro lidera uma intensa atividade concertística,
apresentando-se em recital, como solista com orquestra e em música de câmara nas mais
destacadas salas e nos mais importantes festivais de música nacionais. No estrangeiro, atuou
igualmente em prestigiados palcos de países tão diversos como Espanha, França, Itália,
Holanda, Alemanha, Dinamarca, Filipinas, Malásia, Coreia do Sul e nos EUA, nomeadamente
como solista no Carnegie Hall de Nova Iorque. No domínio do recital, apresenta-se desde 2002
com João Paulo Santos. Tocou como solista com numerosas orquestras, das quais se destacam
a Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Norte, Orquestra Sinfónica de Palma de
Maiorca, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra Sinfónica Portuguesa e a English Chamber
Orchestra.
Um notável intérprete de gravação, o seu CD com a integral da obra para violino e piano e
violino solo de Fernando Lopes-Graça (Naxos) atingiu o top de vendas e foi unanimemente
elogiado pela crítica especializada em todo o mundo.
O seu novo álbum com a integral da obra para violino e piano de Karol Szymanowski foi
recentemente lançado pela Brilliant Classics.
As suas gravações encontram-se disponíveis nos principais mercados da Europa, do Extremo
Oriente, dos EUA e da Austrália.
É o primeiro violinista português a registar em CD muitas destas obras.
BRUNO RIBEIRO
O tenor português Bruno Ribeiro tem tido sucesso um pouco por toda a Europa e pela América
do Norte, tanto nos palcos da ópera como em concertos.
Os mais recentes feitos de Bruno incluem participações em La Traviata (Ópera de
Honguecongue), Stiffelio (Ópera de Monte Carlo), Manon (Ópera de Montreal), Atila (Ópera de
St. Gallen, na Suíça), Carmen (Ópera de Dallas), Adriana Lecouvreur (ABAO, em Bilbao), Opera
de Nice Tosca (no Tiroler Festspiele) com o maestro Gustav Kuhn, Tosca (Ópera de Leipzig), La
Rondine (na Grande Ópera da Florida), Il Corsaro (Ópera de Bilbau, em Espanha), Virginia (no
Festival de Ópera de Wexford, na Irlanda), Nabucco (no Festival Verdi, em Parma, Itália),
Roberto Devereux (Ópera de Minnesota, EUA), I Capuleti ed i Montecchi (Dublin), Tosca, La
forzadel destino e Don Carlo (Ópera de Belcanto, Reino Unido), Il Barbieri di Siviglia (Festival de
Ópera de Florença) e Lucrezia Borgia (Staatsopper, em Munique).
Bruno Ribeiro também já atuou em vários teatros de Itália, tendo feito parte de Il Corsaro, no
Verdi Festival, em Parma, e de cinco produções no Teatro Regio, em Turim (Salome, L’amore
dei tre re, Il turco in Itália, Don Carlo e Tristan und Isolde). Em 2006 cantou o papel de
Nemorino em L’elisir d’amore, de Donizetti, no Teatro Rendano di Cosenza, no Teatro Cilea di
Reggio Calabria e no Teatro Comunale di Catanzaro. Em 2007 cantou Arlecchino em I pagliacci
(dirigido pelo maestro Bruno Bartoletti), no Teatro Carlo Felice, em Génova, e apareceu como
Ismaele em Nabucco, no St. Margarethen Opera Festival, na Áustria (disponível em DVD).
O tenor tem mantido uma agenda de concertos preenchida. No último ano atuou no Reino
Unido, na Itália, na Polónia, no Canadá e no Teatro São Carlos, em Lisboa, Portugal.
Os seus compromissos futuros incluem as produções Carmen, no Mainfranken Theater,
Nabucco, na Berlin Staatsoper, e Adriana Lecouvreur, no Halle Opera Theatre.
CARLOS DAMAS
Carlos Damas, notável violinista português com uma brilhante carreira internacional, é
considerado pelas revistas Gramophone e TheStrad como um dos melhores intérpretes das
obras de Fritz Kreisler. Carlos Damas é comparado pela crítica internacional a grandes
violinistas como Thomas Zehetmair, Gidon Kremer e Henryk Szeryng.
Com a idade de três anos entrou no Conservatório de Coimbra, onde fez os seus primeiros
contactos com o mundo dos sons.
Estreou-se como solista, acompanhado pela então Orquestra da Radiodifusão Portuguesa, sob
a batuta do maestro Silva Pereira.
Viveu em Paris, cujo conservatório frequentou. Estudou com Jacqueline Lefèvre e com o
mestre Ivry Gitlis. Durante os anos em que viveu em Paris encontrou-se regularmente com
Yehudi Menhuin, o qual o orientou no plano artístico e violinístico.
Estreou obras de compositores modernos como Jacques Chayllé, Gracia Finzi, Michel Merlet,
Jean Jacques Werner e Jacques Bondon.
Carlos Damas tem uma extensa discografia, que na sua maioria dedicou à divulgação de
repertório de compositores portugueses. Gravará durante 2015 a obra de Sibelius para violino
e piano. As suas gravações são editadas pela Naxos, pela Brilliant Classics e pela Dux.
Carlos Damas apresentou-se em concerto, a solo, nos principais países da Europa, da América
do Norte e da Ásia. Das orquestras com quem se apresentou a solo destacam-se, Jeune
Philarmonie (Val de Marne, Paris), Winnipeg Symphony, North Dakota International Music
Camp Orchestra, St. Luke's Orchestra, Camerata de St. Severin (Paris), Orchestre Internationale
de la Cité (Paris), Orquestra Sinfónica de Cantão (China), Orquestra de Macau, Mission
Chamber Orchestra (San José, Califórnia), Orquestra da Radiodifusão Portuguesa, St. Luke’s
Orchestra, Prague Philarmonic Orchestra.
Carlos Damas tocará a partir de 2015 um precioso violino do construtor Italiano G. B. Gabrielli,
ex. “Isham”, de 1756, que lhe foi doado por um admirador norte-americano. (Yvonne Postma)
CÁTIA MORESO
Deu início aos seus estudos musicais no ano de 1996, na classe de guitarra clássica no
Conservatório de Música D. Dinis, em Odivelas. Dois anos depois iniciou técnica vocal com a
professora Margarida Marecos até 2001, prosseguindo os seus estudos com a professora
Isabel Biú. No ano de 2002, ingressou no Conservatório Nacional de Música de Lisboa, na
classe de canto da professora Larissa Savchenko e, no ano letivo de 2006/2007, na classe de
canto da professora Filomena Amaro.
Fez diversas masterclasses com Mercè Obiol, Vianey da Cruz, Margarida Marecos, Elisabete
Matos, Mara Zampieri, Tom Krause, Susan McCulloch, Dame Kiri Te Kanawa, Paul Kiesgen,
Malcolm Martineau, Sarah Walker, Graham Johnson, Yvonne Minton, Loh Sien-Tuan, entre
outros.
Como solista participou no Gloria e Magnificat, de Vivaldi, no Stabat Mater, Magnificat, de
Pergolesi, no Magnificat, de Bach, na estreia mundial de Cícero Dixit, de Christopher
Bochmann, e nas Aventures de Ligeti. Fez os papéis de Pajem em Salomé, de Strauss, na
temporada lírica de 2008/2009 e de Eva em Comedy on the Bridge, projeto do estúdio de
ópera do Teatro Nacional de São Carlos.
Vencedora do 2.º lugar no 1.º Concurso de Canto Lírico da Fundação Rotária Portuguesa e do
Prémio Bocage no Concurso Nacional Luiza Todi em 2007 e do 1.º lugar no 2.º Concurso de
Canto Lírico da Fundação Rotária Portuguesa em 2008.
Licenciada em 2005 em Design de Interiores pelo IADE, e, em 2009, em Canto na classe de
Susan Waters pela Guidhall School of Music and Drama.
CHRISTINA MARGOTTO
Revelando desde cedo uma grande paixão e talento para o piano, aos oito anos fez a sua
primeira apresentação em público e desde então obtém vários 1.os prémios em concursos no
Brasil. Bacharel pela Faculdade de Artes Santa Marcelina, em São Paulo, e licenciada pela
ESMAE, no Porto, professora do quadro do Conservatório de Música do Porto, é regularmente
convidada para júris de concursos nacionais e internacionais. Atua em concertos pela Europa,
Estados Unidos e Brasil. Em Portugal desde 1989, tem divulgado a música portuguesa, apoiada
pelo Ministério da Cultura, pelo Instituto Camões e pela Antena 2. Em duo com o violoncelista
Jed Barahal, realizou várias primeiras audições em Portugal. Discografia: Concerto de Carlos
Seixas, Obras para violoncelo e piano de Freitas Branco e Lopes Graça (Numérica) e Melodias
Rústicas Portuguesas, de Lopes Graça (Coriolan – FR). Realizou gravações para a Antena 2 e
para a RTP – Radio Televisão Portuguesa.
ENRIQUE PEREZ PIQUER
Nasceu em Carcaixent (Valência) em 1961. É clarinete solista na Orquestra Nacional de
Espanha desde 1985 e desde 2008 professor da Escola Superior de Música Rainha Sofía de
Madrid.
É membro do Quarteto Manuel de Falla desde 2001, clarinete solista Orquestra Sinfónica de
Madrid (1981-85), professor da Banda Sinfónica Municipal de Madrid (1982-85), professor dos
conservatórios de Guadalajara (199 -2009) e Superior de Saragoça (2007-2009).
Obteve o prémio Honor y Mención Honorífica nos Conservatórios Superiores de Valencia e de
Madrid, venceu os concursos Internacional de Reims (França, 1988) e Ciudad de Dos Hermanas
(Sevilha, Espanha, 1991), foi semifinalista do Concurso Internacional de Toulon (França, 1985)
e obteve o 2.º prémio no Concurso Solistas Viento – Madera de Juventudes Musicales
Españolas em 1982.
Realizou diversas estreias mundiais como clarinete solo e com orquestra, banda, piano e
câmara. Apresentou-se em recitais e concertos, como solista, por Espanha, Europa e América
do Sul.
Das suas gravações destacam-se: a peça para clarinete e piano de Miguel Yuste;
Clar i Net obras para clarinete e piano de Julián Menéndez; Fantasía Española, op. 17 para
clarinete e orquestra de Julián Bautista, com a Sinfonierorchester Concierto München; obras
finalistas e vencedoras dos concursos de composição de Música Contemporânea da SGAE
(1992-1995-1996-1997-1998-1999-2000); homenagem a Josep Talens - obras para dois
clarinetes e piano; gravações de bandas sonoras para cinema, rádio, televisão espanhola, entre
outras.
Em setembro de 2014 gravou Spanish Songs & Dances, com música de Falla, de Albéniz, de
Turina e de Granados, com o quarteto Manuel de Falla.
Foi aluno de Francisco Vidal, José Talens Sebastiá, J. V. Peñarrocha, Lucas Conejero, Guy
Deplus, Karl Leister, Thomas Friedli, Anthony Gigliotti, Michel Zukovsky, entre outros.
FILIPE RAPOSO
Filipe Raposo nasceu em Lisboa em 1979.
Desde muito cedo brincava com o piano da sua avó e teve contacto com a música religiosa
coral, sendo assim influenciado para iniciar estudos de piano com 11 anos. Esta aprendizagem
proporcionou um desenvolvimento musical rápido, que o levou a descobrir a improvisação, e
resultou, durante a sua formação clássica como pianista, no seu interesse pelo jazz, pela
música improvisada e pelo fado.
Desde 2001 trabalha como compositor, arranjador e pianista com muitos dos principais nomes
da música e do cinema portugueses. Colabora regularmente com os principais cantautores
relevantes da música vocal contemporânea: José Mário Branco, Fausto, Sérgio Godinho,
Amélia Muge, Mafalda Veiga, Janita Salomé e Vitorino.
Desde 2004, Filipe Raposo acompanha filmes mudos na Cinemateca Portuguesa, e tem
colaborado em festivais de cinema.
Com o objetivo de desenvolver a sua própria linguagem, na qual música clássica, música folk e
jazz se cruzam, procura constantemente novos desafios como compositor e como músico.
Firts Falls (2012), o seu primeiro álbum em nome próprio, revela uma grande variedade de
influências, unificadas pela improvisação. Tendo sido premiado com o prestigiado Prémio da
Fundação Amália Rodrigues, este trabalho é a confirmação de um jovem compositor em
diálogo com músicos excecionais.
O seu último disco, A Hundred Silent Ways (2013), é um trabalho a solo que reflete a
maturidade e a originalidade de Filipe Raposo enquanto compositor e intérprete, tendo sido
amplamente elogiado pelos críticos e pelos seus pares.
Foi bolseiro da Royal Music Academy of Sctockholm, onde se encontra a finalizar o seu
mestrado.
FRANCISCO SASSETTI
Natural de Lisboa, iniciou os seus estudos musicais com Maria Fernanda Costa.
Concluiu o Curso Geral de Piano do Conservatório Nacional de Lisboa na classe de piano de
Dinorah Leitão, e a Escola Superior de Música de Lisboa, na classe da pianista Tânia Acho.
Ingressou no College Conservatory of Music da Universidade de Cincinnatti (EUA), onde
obteve, em 1995, o mestrado em Piano Performance na classe de Eugene Pridonoff. Realizou
ainda estudos com Olga Prats, Marie Antoinette Levécque de Freitas Branco, Franck
Weinstock, Sequeira Costa, Dmitri Papemo e Olivier Jacquon.
Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e da Universidade de Cincinnatti. Foi ainda
premiado no 1.º Concurso da Juventude musical Portuguesa (1988).
Iniciou a carreira de concertista no Teatro de S. Luiz em Lisboa, em 1988, e desde então tem-se
apresentado a solo ou integrado em grupos de música de câmara por todo o país e ainda em
Espanha, Alemanha, França, Bélgica, EUA e Uruguai.
Nos últimos anos tem trabalhado com alguns dos melhores cantores nacionais, como Elsa
Saque, Carlos Guilherme, Teresa Cardoso de Meneses, Sandra Medeiros, Ana Ester Neves, Luís
Rodrigues e Isabel Alcobia.
Gravou já por diversas vezes para a Antena 2, e também com a cantora alemã Ute Lemper para
o filme francês Aurelien; gravou ainda diversos CD, dos quais destaca Vamos Cantar os
Clássicos (2009), A História de Babar e o Polegarzinho (2011), com Catarina Molder, A Doce
Gotinha (2012) de Emanuel Andrade e Brumas (2010), com a cantora Ângela Silva e o
trompista Paulo Guerreiro.
Trabalhou com os maestros João Paulo Santos, Paulo Lourenço, Jorge Alves, José Robert,
António Lourenço e Vasco Azevedo. Na qualidade de músico-ator trabalhou ainda sob a
direção dos encenadores Paulo Matos, Paulo Lages e João de Melo Alvim.
É atualmente pianista acompanhador na Escola Superior de Música de Lisboa e nas escolas de
música da Orquestra Metropolitana de Lisboa.
GIOVANNI BELLUCCI
Giovanni Bellucci é considerado um dos pianistas mais influentes do nosso tempo. A sua
gravação das paráfrases de Franz Liszt sobre óperas de Verdi e Bellini foi incluída, na seleção
feita pela revista Diapason, no top 10 das gravações de Liszt. O crítico de música Alain
Lompech, além de Bellucci, só teve em consideração artistas como Martha Argerich, Claudio
Arrau, Aldo Ciccolini, Gyorgy Cziffra, Wilhelm Kempff e Krystian Zimerman.
À opinião da Diapason acresce o aplauso unânime da imprensa especializada de maior
prestígio. De facto, todos os seus CD foram premiados: Choc de L’Année de Clássica, Choc do
Le Monde de la Musique, Editor’s Choice da revista Gramophone, cinco estrelas da revista
Musica, cinco estrelas da revista de música da BBC, CD Excecional da Répertoire, quatro Chaves
de Télérama, e ainda o Melhor CD da revista Suono.
Para a revista britânica Gramophone, Bellucci «é um artista destinado a prosseguir com a
grande tradição italiana, historicamente representada por Busoni, Zecchi, Michelangeli, Ciani e
Pollini.» «Bellucci restabelece a época de ouro do piano», comentou o jornal Le Monde após a
sua vitória no concurso World Piano Masters em Monte-Carlo, em 1996, a qual encerra uma
longa série de êxitos em concursos internacionais: Reine Elisabeth em Bruxelas, primavera de
Praga, prémio Alfredo Casella da RAI, Claude Kahn em Paris, prémio Busoni, Prémio Franz Liszt.
Estes resultados são a consequência de um talento musical que se manifesta quase por acaso,
em 1979, quando Giovanni Bellucci, com apenas 14 anos, descobriu o piano. Autodidata,
interpretou as 32 Sonatas de Beethoven e, dois anos mais tarde, fez a sua primeira aparição
pública com orquestra, interpretando Totentanz, de Liszt. Com 20 anos, completou o curso de
estudos pianísticos sob a direção de Franco Medori, obtendo o 1.º prémio, decidido por
unanimidade do júri, no Conservatório Santa Cecília, em Roma.
Em 1991, o grande pianista russo Lazar Berman convidou-o para estudar na Academia de
Imola, onde lhe foi concedido o grau de Mestre, em 1996. Consequentemente, pôde afirmarse junto de artistas do calibre de Paul Badura-Skoda, Alfred Brendel, Muray Perahia e Maurizio
Pollini.
Em Paris, atuou como solista, em orquestras como Filarmónica de Los Angeles, Sinfónica de
Sidney, Filarmónica da BBC, Filarmónica de Monte-Carlo, Sinfónica da Accademia Nacional de
Santa Cecília, Sinfónica Nacional da RAI, Nacional do Teatro de Mannheim, Nacional da Bélgica,
Real Filarmónica da Flandres, Nacional d’Ile de France, Nacional de Montpellier, Sinfónica de
Varsóvia, entre outras. Tocou sob a batuta de maestros e colabora com artistas como Abbado,
Accardo, Casadesus, Demarquette, Caussé, Coppey, Dumay, Engerer, Entremont, Inbal,
Kashkashian, Kavakos, Mackerras, Quarta, Suwanai, Ughi.
Giovanni Bellucci foi convidado a atuar em algumas das mais famosas salas de concerto,
teatros e festivais internacionais de música: Hollywood Bowl, Performing Arts Society de
Washington, Newport, Yokohama, Singapura, Ópera de Sidnei, Grande Salle no Musikverein
em Viena, Bath, Radio Suisse de Lugano, La Roque d’Antheron, Besançon, Menton, Radio-
France em Montpellier, Folle Journée em Nantes, Filarmónica de Bruxelas, Herkulessaal em
Munique, Rádio de Berlim, Rudolfinum em Praga, Radio de Helsínquia, Festival de Brescia e
Bergamo, Ravello, Settembre Musica de Turim, Teatro Scala em Milão, Teatro la Venice em
Veneza, Teatro Carlo Felice de Génova, Ópera de Roma e nas mais prestigiadas salas
parisienses: Cité de la Musique, Salle Pleyel, Auditorium do Louvre, Salle Messiaen da RadioFrance, Salle Gaveau, Thèatre du Chatelet. Em maio de 2010 estreou-se no Teatro dos Campos
Elísios.
Na área da música contemporânea pode assinalar-se o prémio Choc de l’année de Classica
2010 obtido pela sua gravação da Sonata do Requiem de Olivier Greif, com o violoncelista
Henri Demarquette.
A Decca publicou a transcendente Sinfonia Fantástica de Berlioz / Liszt interpretada por
Giovanni Bellucci, enquanto a Accord-Universal publicou um disco com os concertos para
piano e orquestra e as obras para piano solo de Liszt, e ainda um novo CD dedicado a Chopin,
Metamorfoses de Chopin, que foi editado em setembro de 2010.
Assinala-se também o lançamento na Warner Classics dos três primeiros CD do ciclo dedicado
à monumental integral das 32 Sonatas de Beethoven e das 9 Sinfonias de Beethoven / Liszt e a
gravação do Concerto, op. 39 de Ferruccio Busoni com a Orquestra e o Coro do Teatro
Nacional de Mannheim (Coviello Classics).
A editora Accord-Universal publicou recentemente as Rapsódias Húngaras, de Franz Liszt, e a
inédita Rapsódia Romena, gravadas por Giovanni Bellucci, que obtiveram prémios atribuídos
pela revista francesa Pianiste (janeiro 2012) e pela revista italiana Suono (dezembro 2011).
HUGO OLIVEIRA
Nascido em Lisboa (1977), Hugo Oliveira iniciou a sua formação musical com seis anos no
Instituto Gregoriano de Lisboa. É licenciado em Canto na Escola Superior de Música de Lisboa,
tendo estudado com Helena Pina Manique e com Luís Madureira.
Enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, prosseguiu os seus estudos no Real
Conservatório de Haia (Holanda), onde estudou com Jill Feldman e Michael Chance.
Para além da sua especialização no repertório barroco, Hugo Oliveira estende a sua
flexibilidade como cantor, ao reportório clássico / romântico e contemporâneo. A convite do
grupo inglês Hilliard Ensemble, estreou-se como solista (Jesus), em 1997, na obra Passio, de
Arvo Pärt.
Hugo tem colaborado com orquestras como Orquestra Sinfónica de Londres, Orquestra
Filarmónica da Rádio (Holanda), Orquestra Gulbenkian, Les Concerts des Nations, Schöenberg
Ensemble, Orquestra Sinfónica de Düsseldorf, Ebony Band, Remix Ensemble, Ricercar Consort
entre outras. Apresentou-se em algumas das mais importantes salas nacionais e europeias
(Amesterdão, Londres, Paris, Madrid, Barcelona) e em vários festivais em países como
Espanha, França, Inglaterra, Holanda Bélgica e Alemanha.
De entre vários maestros, Hugo Oliveira cantou sob a direção de Michel Corboz, Jordi Saval ,
Jaap van Zweden, Marcus Creed, Gennadi Rozhdestvensky, Laurence Cummings, Christina
Pluhar, Stefan Asbury, Reinbert de Leeuw, François Xavier Roth, Martin Andrè, Pierre-André
Valade , Werner Herbers, Nigel North e Richard Gwilt.
Dentro do vasto reportório interpretado destacam-se obras como Paixão Segundo São
Mateus, Paixão Segundo S. João, Paixão Segundo São Marcos e Oratória de Natal, de J. S.
Bach, Vespro della beata vergine de C. Monteverdi, Invitatórios e Responsórios de Natal de
Casanoves, Paixão Segundo São Mateus de Schütz, Messias, Nisi Dominus e Dixit Dominus de
Haendel, Christus e Lauda Sion de Mendelssohn- Bartholdy, Missa Nelson de Haydn, Requiem,
Missa em Dó maior e Missa da Coroação de W. A. Mozart, Requiem de Duruflé e Fauré,
Requiem de Brahms, Petite Messe Solennelle de Rossini, Pulcinella de Igor Stravinsky, Die
Legende von der Heiligen Elisabeth de Liszt, Missa das Crianças de J. Rutter e Jetzt immer
Schnee de Gubaidulina. Interpretou também, em estreia absoluta, a Cantata Verbum Caro de
Nuno Corte-Real.
No domínio da ópera, Hugo Oliveira interpretou As bodas de Fígaro (Fígaro) de Mozart, The
Triumph of Time and Truth (Time) de Händel, Venus e Adonis (Adónis) de John Blow (Adónis),
Les malheurs d’Orphée de D. Milhaud (Orphée), Melodias Estranhas de António Chagas Rosa
(Damião de Góis) e comédia madrigalesca La barca di Venetia per Padova de A. Banchieri, sob
a direção de Gabriel Garrido.
Enquanto membro do Estúdio de Ópera do Porto – Casa da Música, participou em produções
como Joaz (Azaria e Jojada) de Benedetto Marcello, L’Ivrogne Corrigé (Lucas) de Gluck, e
Frankenstein! de Heinz-Karl Gruber (coreografia de Paulo Ribeiro).
No âmbito do projeto Academia Barroca Europeia de Ambronay (2004), colaborou na ópera
Les Arts Florissants (La Discorde) de Marc-Antoine Charpentier, dirigida por Christophe
Rousset.
ILIAN GARNET
Vencedor da Tibor Varga International Competition Switzerland (2008), da Queen Elizabeth
Competition (2009) e do David Oistrach International Competition Moscow, Ilian Garnet é um
dos violinistas mais promissores do nosso tempo. «É um artista muito cativante e maduro; um
violinista que tem uma técnica perfeita, uma tonalidade vasta e colorida, um temperamento
explosivo e um encanto artístico que evoca sempre a simpatia do público», disse Igor Oistrach.
Garnet já foi convidado como solista por vários festivais, incluindo o Enescu Festival de
Bucareste. Já colaborou com uma série de maestros e instrumentistas de toda a Europa, dos
Estados Unidos, do Médio e do Extremo Oriente, incluindo Simone Young, G. Varga, Misha
Katz, J. van Zweden, Christian Zacharias, P. Goodwin, K. Kawamoto, C. Mandeal, G. Schaller, P.
Strub, V. Verbitzki, V. Matchavariani ou Pinchas Zukerman.
Ilian Garnet é também um apaixonado músico de câmara. Já tocou em Espanha e na República
Checa com o Prague Piano Trio e gravou com o Paian Trio no SWR (Alemanha). Com Alina
Bercu fez uma gravação de Schubert-Ysaye-Brahms para a editora Fuga Libera, em 2010. Este
CD foi premiado com o Clé d’Or, em França, e com o Golden Label, na Bélgica.
Nascido em São Petersburgo, Garnet cresceu em Chișinău, na Moldávia, e começou a tocar
violino aos cinco anos. Estudou com o professor Alexandre Vinnitsky na Academia Sibelius, em
Helsínquia, e no Conservatório de Moscovo, tendo-se licenciado no Conservatório Real de
Bruxelas com o célebre violinista Igor Oistrach. Teve também aulas com Yehudi Menuhin,
Stefan Gheorghiu, Gabriel Croitoru, Robert Szreder, Petru Munteanu, Eduard Wulfson, Pavel
Vernicov ou Sachar Brohn.
Recentemente Garnet juntou-se à Orquestra Filarmónica de Hamburgo como primeiro violino.
Como um músico empenhado e representativo do seu país, Ilian Garnet recebeu o título oficial
de Artista do Povo da Moldávia.
ISABEL CHARISIUS
Isabel Charisius é considerada uma das melhores violetistas e intérpretes de música de câmara
da sua geração, apresentando-se regularmente nas mais importantes salas de concerto. Foi
membro do lendário Quarteto Alban Berg, com o qual se apresentou por todo o mundo. Foi
viola-solo na Orquestra de Câmara de Viena, na Orquestra Sinfónica da Rádio de Viena e na
Orquestra Filarmónica de Munique. Como solista, tocou no Festival de Lucerna, com a
Orquestra Filarmónica de Munique e no Auditório Nacional de Madrid. No domínio da música
de câmara, toca regularmente com os melhores músicos da atualidade, como Elisabeth
Leonskaia, Maurizio Pollini ou Heinrich Schiff. Colabora ainda frequentemente com os
quartetos Arditti, Ysaÿe e Belcea. Desenvolve há vários anos uma intensa atividade no ensino
da viola, do violino e da música de câmara. Para além de ser professora nas Escolas Superiores
de Música de Lucerna e de Colónia, orienta ainda masterclasses em muitas instituições de
prestígio. Os seus alunos são regularmente premiados em concursos internacionais e muitos
são membros de orquestras e ensembles de referência. Toca na fantástica viola ABQ-Storioni
de 1780.
JACK LIEBECK
Jack Liebeck nasceu em Londres e é considerado um dos principais jovens violinistas da
atualidade. É convidado com frequência como solista por todas as principais orquestras
britânicas e ainda pelas Filarmónicas de Estocolmo, de Oslo e de Auckland, as Sinfónicas de
Moscovo e de Indianápolis, entre outras. Tem tocado sob a direção de maestros como Martyn
Brabbins, Sir Neville Marriner, Sakari Oramo, Vasily Petrenko, Jukka Pekka Saraste e Leonard
Slatkin. Em 2002, Jack Liebeck estreou-se em recital no Wigmore Hall com lotação esgotada.
Toca frequentemente com os principais músicos da atualidade e apresentou-se em muitos dos
mais importantes festivais internacionais. Em 2009 assinou um contrato de exclusividade com
a editora Sony Classical, e os seus últimos CD foram muito elogiados pelos críticos. Em 2010,
ganhou o prémio de Young British Performer of the Year, e foi também nomeado para os
Óscares, para os Globos de Ouro e para os BAFTA, pela banda sonora do filme Anna Karenina
(2012), fruto da sua ligação ao compositor Dario Marianelli. É professor de violino na Royal
Academy of Music e diretor artístico do Oxford May Music Festival. Toca o violino Ex-Wilhelmj
J. B. Guadagnini de 1785.
JED BARAHAL
Concertista com mais de 25 anos de carreira, Jed Barahal é mestre em música pela Yale
University e licenciado pela Juilliard School de Nova Iorque. Estudou com Harvey Shapiro,
Lorne Munroe e Aldo Parisot, e frequentou masterclasses com Pierre Fournier, Paul Tortelier e
Janos Starker.
Natural da Califórnia e residente em Portugal há quase 20 anos, é professor adjunto da Escola
Superior de Música e Artes do Espetáculo do Instituto Politécnico do Porto desde 1993.
Nas suas atuações nos Estados Unidos, em Portugal, no Brasil, em França, na Alemanha, no
Japão, em Itália e noutros países, registam-se dezenas de concertos a solo com orquestra, para
além de inúmeros recitais com piano, a solo, e de música de câmara nas mais variadas
formações.
Foi violoncelo-solo da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo (OSESP), da Orquestra do
Capitólio de Toulouse (França) e da Régie Sinfonia do Porto (Portugal), e é membro fundador
da Orquestra da Paraíba.
Entre as inúmeras gravações realizadas ao longo da sua carreira, destaca-se um CD
comemorativo lançado em 2006 (apoiado pelo Ministério da Cultura português), com obras de
Fernando Lopes Graça e de Luís de Freitas Branco, em parceria com a pianista Christina
Margotto, com a qual mantém um duo há mais de 18 anos. Com a Orquestra Raízes Ibéricas
gravou para CD os concertos de Boccherini em Ré (Numérica, 2007) e em Sol (Numérica, 2011).
Ministra com frequência seminários de violoncelo na Europa e no Brasil.
JILL LAWSON
Jill Lawson, pianista de nacionalidade luso-americana, nasceu no México em 1974. Aos oito
anos, iniciou os seus estudos de piano na Academia de Música de Antuérpia. Aos 14 anos,
entrou no Conservatório Real de Antuérpia, onde teve aulas na classe de Levente Kende, e em
1995 obteve o Prémio Superior para Piano e Música de Câmara magna cum laude. Em 1992,
foi aceite na prestigiosa escola Chapelle Musicale Reine Elisabeth em Waterloo (Bruxelas).
Após três anos, e como reconhecimento da sua virtuosidade, foi premiada com “grande
distinção”.
Jill continuou os seus estudos com Jan Wijn no Conservatório em Amesterdão e com Leon
Fleisher e Ellen Mack no Peabody Institute em Baltimore (Maryland, EUA) onde, no ano de
2004, obteve o mestrado de Música em Piano e em Musica de Câmara.
Fez vários cursos de aperfeiçoamento com Maria Tipo, Sequeira Costa, Vladimir Viardo, Dimitri
Bashkirov e Maria João Pires. Colaborou no filme documentário, que se realizou durante um
workshop, sobre Belgais em 2001, com Maria João Pires.
Ganhou vários prémios em competições nacionais e internacionais nomeadamente: o 2.º
prémio no concurso internacional Vianna da Motta (Macau 1997), finalista na Classical
Fellowship Awards da American Pianists Association (Indianapolis, 2003), o 4.º prémio no
Concurso Internacional Schubert (Dortmund, 2001), finalista no concurso international de
piano Premi Principat d’Andorra (Andorra, 2001), 1.º prémio no concurso Cidade de Covilha
(2001), 2.º prémio no Concurso de Interpretação (Estoril, 2001), laureado do concurso Tenuto
(Bruxelas, 1995).
Como solista deu recitais e tocou com orquestras na Europa e nos Estados Unidos.
Gravou os Estudos Sinfónicos Opus 13, de Schumann, para a Fundação Internacional de Vianna
da Motta. Tem uma atividade intensa no domínio da música de câmara e tocou, entre outros,
com David Cohen, Augustin Dumay e Artur Pizarro.
É docente na Escola Superior de Artes Aplicadas em Castelo Branco, onde leciona piano e o
curso reportório para cantores.
Juntamente com seu irmão Eliot, violinista, forma o Duo Lawson & Lawson.
JOANA GAMA
Joana Gama (Braga, 1983) é pianista e investigadora. Foi vencedora da edição de 2008 do
Prémios Jovens Músicos, na categoria de piano. A sua atividade concertística – desdobrada em
recitais a solo, colaborações com diferentes agrupamentos portugueses e concertos com
orquestra – tem-na levado a atuar em Portugal e em países como o Japão, a Bulgária e a
Noruega. Na classe de António Rosado, concluiu em 2010 o mestrado em interpretação na
Universidade de Évora, onde prossegue atualmente estudos de doutoramento sobre música
contemporânea portuguesa para piano, como bolseira da Fundação para a Ciência e a
Tecnologia. Como pianista e performer, nos últimos anos tem estado envolvida em projetos
que associam a música às áreas da dança, do teatro, da fotografia e do cinema. Colaborou
várias vezes com a coreógrafa Tânia Carvalho, entrou na curta-metragem La Valse, de João
Botelho, e, a partir de uma obra de Carlos Marecos, criou Terras Interiores, com o fotógrafo
Eduardo Brito. Faz parte do elenco da peça Pele, da companhia Útero, onde interpreta música
original de Pedro Carneiro. Em janeiro estreou Quest, projeto de piano e eletrónica com Luís
Fernandes. Trovoada, um dueto com o bailarino e coreógrafo Luís Guerra com música de João
Godinho, é um dos projetos que se seguem. É um dos nove membros fundadores do CAAA –
Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura, Guimarães. Gravou diversas vezes para a
Antena 2.
JOANA SEARA
Joana Seara nasceu em Lisboa e estudou na Academia de Música de Santa Cecília e no
Conservatório Nacional. Como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, concluiu a
licenciatura, o mestrado e o curso de Ópera na Guildhall School of Music and Drama, em
Londres, tendo sido galardoada com vários prémios em Inglaterra.
No domínio da ópera, destacam-se as suas interpretações de Zerlina (Don Giovanni) e Despina
(Così fan tutte) na Holanda, em Inglaterra e na Irlanda; Galatea (Acis and Galatea) em França;
Margery (The Dragon of Wantley) no Festival de Potsdam, com a Akademie für Alte Musik
Berlin; Gretel (Hänsel und Gretel) para a Opera Holland Park, e Damigella (L'incoronazione di
Poppea) para a English National Opera, em Londres. No Teatro Nacional de São Carlos,
interpretou Susanna (As bodas de Figaro), Frasquita (Carmen), Flora (La traviata), Tebaldo e
Voce dal Cielo (Don Carlo) e Ines (Il trovatore).
Interpreta também com regularidade o repertório coral-sinfónico, destacando-se Jeanne d’Arc
au bûcher, de Honegger, com a Orquestra Gulbenkian, sob a direção de Simone Young; a
Paixão segundo São João, com o King’s Consort e o maestro Mathew Halls; a Paixão segundo
São Mateus, com a orquestra barroca Divino Sospiro e o maestro Enrico Onofri; o Messias, de
Händel, com a Orquestra Metropolitana de Lisboa e Nicholas Kraemer, no Centro Cultural de
Belém. Com a Orquestra Barroca Divino Sospiro e o maestro Enrico Onofri, atuou nos festivais
de Ile de France, Ambronay, Mafra e Varna.
Colabora também regularmente nas produções de ópera dos Músicos do Tejo, sob a direção
de Marcos Magalhães, incluindo dois projetos discográficos: La Spinalba, de F. A. de Almeida
(Naxos) e As Árias de Luísa Todi. Mais recentemente, gravou com l’Avventura London o CD
18th-Century Portuguese Love Songs (Hyperion).
JOÃO DE OLIVEIRA
Nascido em Lisboa em 1977, iniciou estudos musicais aos 11 anos de idade. Iniciou estudos de
canto no Instituto Gregoriano de Lisboa com Helena Afonso. Na Escola de Música do
Conservatório Nacional, no curso de Canto, estudou com António Wagner Diniz e José Manuel
Araújo.
Participou nos cursos de aperfeiçoamento da Opera Plus (Bélgica, 2002-2003), e em
masterclasses com Kurt Widmer, Merce Obiol, Tom Krause, Sarah Walker, Rudolf Knoll,
Graham Johnson, Mara Zampieri, Elisabete Matos, Enza Ferrari e Ildebrando D’Arcangelo.
Recebeu o 3º Prémio ex aequo no Concurso Nacional de Canto Luísa Todi em 2005. Estreou-se
em 2001, na ópera Rigoletto no papel de Sparafucile. Entre outros papéis destacam-se
Sarastro, Orador e 2.º Homem Armado (Die Zauberflöte), Zio Bonzo (Madama Butterfly), Cecco
(Il mondo della luna, Pedro António Avondano), Zuniga (Cármen), Rei (Lo scoiatollo in gamba,
Nino Rota), D. Basílio (Il Barbiere di Siviglia), Braz (As Damas Trocadas, M. Portugal), Ferrando
(Il Trovatore), Comendador (D. Giovanni), D. Bartolo (Le Nozze di Fígaro), Angelotti (Tosca),
Betto di Signa (Gianni Schicchi), Castinaldo (Irene, A. Keil), Dottore (La Traviata).
Apresenta-se também regularmente em concerto, destacando-se, Concerto Haydn Mozart
(dirigido por Marc Minkowsky), Requiem de Mozart, Glória a 7 Voci de Monteverdi (Casa da
Música) e Serenade to Music de V. Williams (CCB).
Foi dirigido por Manuel Ivo Cruz, João Paulo Santos, Cesário Costa, José Manuel Araújo, Rui
Pinheiro, David Miller, José Ferreira Lobo, Nicolas Giusti, Armando Vidal, Rui Massena,
Giovanni Andreoli, Donato Renzetti e António Pirolli, entre outros.
Em 2008 participou na estreia absoluta da fantasia musical Evil Machines, de Luís Tinoco, com
encenação de Terry Jones (Monty Python), no Teatro São Luiz.
Foi membro do Programa Jovens Intérpretes deste teatro durante a temporada 2009/2010.
Colabora regularmente com a Orquestra do Norte em óperas e concertos.
Recentemente fez também a sua estreia no ciclo A Viagem de Inverno, de F. Schubert, ao lado
do pianista José Brandão, na temporada Le Foyer, no Salão Nobre da EMCN.
Nas últimas temporadas de São Carlos cantou em Otello, O Nariz, de Shostakovitch, Macbeth,
Don Carlo, Tosca, Salomé, Bodas de Fígaro, O Gato das Botas, Candide, El Gato Montés, La Fille
Du Regiment, Il Viaggio a Reims, La Gioconda e Macbeth.
JUSTUS GRIMM
Justus Grimm nasceu em Hamburgo e estudou em Colónia e em Estocolmo, com Claus
Kanngiesser e Frans Helmerson. Participou em masterclasses com Steven Isserlis, Heinrich
Schiff, Boris Pergamenschikov e William Pleeth. Obteve o primeiro prémio como violoncelista
na Escola Superior de Música de Colónia e em 1999 ganhou o primeiro prémio no Concurso
Nacional Deutscher Musikrat e obteve o primeiro prémio e a medalha de ouro no Concurso
Internacional Maria Canals, em Barcelona. Desde então, apresentou-se regularmente em
vários festivais europeus. Após a sua estreia como solista em 1993 com a Orquestra
Filarmónica de Hamburgo, tem-se apresentado com várias das melhores orquestras europeias.
Em música de câmara tem colaborado com músicos como Gerard Caussé, Augustin Dumay,
Abdel Rahman El Bacha, Kazushi Ono ou Antonio Pappano, e é membro do Quarteto Malibran.
Para além de numerosas apresentações em rádios e televisões (WDR, NDR, SWR, DLF, RTBF,
VRT, Musique France), gravou vários CD, que foram elogiados pela crítica musical. Foi durante
vários anos primeiro violoncelo solo da Orquestra da Ópera Nacional de la Monnaie, em
Bruxelas. Atualmente, é professor de violoncelo no Conservatório Real de Antuérpia.
LARA MARTINS
Como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, realizou sua formação na Guildhall School of
Music and Drama em Londres, onde terminou o curso superior de canto, com a mais alta
classificação. Terminado o curso, é imediatamente convidada para integrar o grupo de solistas
do Centro Francês de Artistas líricos (CNIPAL), do qual foi solista durante a temporada
2002/2003.
Em ópera destacam-se apresentações nos Teatros de Modena, Ferrara, Piacenza como Fünf
Magd (Elektra, Richard Strauss), com direção do maestro Gustav Kuhn; Teatro Comunale di
Bolzano, Kristin (Miss Julie, Philipe Boesmans), com direção de Joana Carneiro; Opéra National
de Bordéus, Sofia (Signor Bruschino); Clarissa (Die Drei Pintos, Weber) e Princesa Hirvaia (Dick
Whinttington, Offenbach), para o Bloomsbury Theatre de Londres; Digressões no Reino Unido
com Adina (L’Elisir d’Amore), para a
Swansea City Opera, Flaminia (Il Mondo della Luna, Haydn), para a Opera East; Blondchen (Die
Entführung aus dem Serail), Ópera de Marselha; Susanna (Le Nozze di Figaro), Teatro da
Trindade; Despina (Cosi fan Tutte), Teatro Rivoli; Paracha (Mavra, Stravinsky), CAM da
Fundação Calouste Gulbenkian; Madame Siberklang (Die Schauspieldirektor, Mozart), Festival
Internacional de Música do Algarve.
Colabora regularmente nas temporadas do Teatro Nacional de São Carlos onde se apresentou
em papéis como Rainha da Noite (Flauta Mágica), Elvira (L’italiana in Algeri), Elena (Il capello
di paglia di Firenze, Nino Rota), Princesa (O Gato das Botas, Xavier Montsalvatge), Voz na
Igreja / Vendedeira / Mulher (O Nariz, Schostakovich), e, mais recentemente, Cunegonde
(Candide, Bernstein), no Festival ao Largo e no Concerto de Ano Novo (2014), transmitido em
direto pela RTP 2.
Em concerto apresentou-se em Moscovo no Kremlin (Exultate et Jubilate, Mozart) e Glazunov
Art Gallery (Salve Regina, Schubert); Festival Internacional de Música Tibor Varga na Suíça
(Bachianas Brasileiras, Heitor Villa-Lobos); Ópera de Marselha (Sete Canções Populares
Espanholas, Falla), Ópera de Avignon (solista do concerto de Ano Novo); Vilar Floral Hall (Royal
Opera House, Convent Garden), Ópera de Marseille e Ópera de Toulon.
Em Portugal colabora regularmente com as principais orquestras nacionais e apresenta-se
frequentemente em recital com o pianista João Paulo Santos, sendo de destacar
apresentações na Fundação Calouste Gulbenkian – Ciclo Novos Intérpretes, no Teatro Nacional
de São Carlos e nos principais festivais de música portugueses.
Dos prémios que lhe foram atribuídos destacam-se o Prémio Donizetti, pela cantora Fiorenza
Cossotto, no Concurso Internacional de Canto Jaumme Aragall em Espanha, e o 1º prémio no
Concurso de Interpretação de Música do Estoril – Prémio El Corte Inglés.
Atualmente interpreta o papel de Carlotta Giudicelli, no musical O Fantasma da Ópera, em
cena no Her Majesty's Theater, em Londres.
Gravou para a RAI, para a Antena 2 e para a RTP.
LARISSA SAVCHENKO
Nasceu na Ucrânia e começou a tocar piano aos cinco anos. Estudou no Conservatório
Nacional de Kiev, pelo qual se diplomou em Canto Lírico. Na Ópera de Kiev interpretou os
papéis de Madalena (Rigoletto), Siebel (Fausto, de Gounod), Olga (Evgeny Onegin), Marta
(Iolanta), Liubacha (A Noiva do Czar, de Rimsky-Korsakov) e participou também em L´Enfant et
les sortilèges, de Ravel. Foi solista nos requiem de Mozart e de Verdi e no Stabat Mater de
Rossini, tendo efetuado diversas digressões na Europa. Foi professora de Canto no
Conservatório Regional de Ponta Delgada e em 2001 começou a lecionar no Conservatório
Nacional de Lisboa.
No Teatro Nacional de São Carlos participou em representações de Alexander Nevsky,
Charodeika, Jeanne d’Arc au bûcher (Catherine), Iolanta e Aleko. Em 2004 cantou a Petite
messe solennelle, de Rossini, o Stabat Mater, de Dvorák, e interpretou o papel de Suzuki em
Madama Butterfly, de Puccini.
Em 2007 integrou o elenco de Iolanta, na Arena de Verona, em Itália, com o maestro Vladimir
Fedoseev e, em 2008, interpretou o papel de Santuzza, em Cavalleria Rusticana, de Mascagni,
pela Companhia Portuguesa de Ópera. No final deste mesmo ano desempenhou o papel de
Mãe na ópera Outro fim, de António Pinho Vargas, com direção de Cesário Costa, apresentada
na Culturgest.
MARCO ALVES DOS SANTOS
Licenciado em canto pela Guildhall School of Music & Drama como bolseiro da Gulbenkian,
inicia a sua carreira como solista em 2003 nos Jeunes Voix du Rhin (Opéra National du RhinFrança).
O seu repertório operático inclui Ernesto (Don Pasquale), com a Orquestra do Norte); Anthony
(Sweeney Todd); Duca di Mantova (Rigoletto); Die Hexe – A Bruxa (Hansel & Gretel,
Humperdinck); Ferrando (Cosí fan Tutte); Monostatos (Zauberflöte) e El Remendado (Cármen),
ambos no Seefestspiele em Berlim, respetivamente em 2011 e em 2012; Prunier (La Rondine,
Puccini), no TNSC, Kornélis (La Princesse Jaune, C. Saint-Saëns); Pierre (The Wandering Scholar,
G. Holst) e The Governor / Vanderdendur / Ragotski (Candide, L. Bernstein), no TNSC.
Apresentou-se em 2014 nas Galas Verdi do TNSC e da Orquestra Sinfónica Juvenil bem como
em Les Beatitudes (Cesar Franck) com a OSP no CCB, reencarnou Ferrando com a Orquestra
Metropolitana e foi Nearco em Poliuto tendo ainda participado na homenagem a Eliabete
Matos como Spoletta em Tosca e como Altoum em Turandot no TNSC. Compromissos em 2015
incluem a ópera Armida de Myslivecek (Orquestra Metropolitana) e Malcolm em Macbeth
(TNSC).
Do repertório sinfónico destacam-se concertos com: Orquestra Gulbenkian, Remix Ensemble,
Orquestra Metropolitana de Lisboa, O.S.P., Orquestra do Algarve, Orquestra Filarmonia das
Beiras, Orquestra Clássica de Espinho, Orquestra do Norte, Orquestra Sinfónica Juvenil e Divino
Sospiro, tendo atuado na Fundação Gulbenkian, no CCB, na Casa da Música, no Coliseu do
Porto, entre outros, tendo ainda participado em concertos e recitais em Portugal, França, Itália
e Reino Unido.
MÁRIO FRANCO
Natural de Lisboa. Iniciou os seus estudos musicais aos quatro anos no Centro de Estudos
Gregorianos de Lisboa. Posteriormente, na Academia de Amadores de Música, estudou
contrabaixo com Fernando Flores e composição com Pedro Rocha. Frequentou cursos de
contrabaixo com Ludwig Streicher e foi 1.º prémio em 1988 no Concurso Jovens Músicos.
Posteriormente fez parte da Orquestra Sinfónica Juvenil sob a orientação de Christopher
Bochmann. Trabalhou também com os maestros Silva Pereira, Miguel Graça Moura, Roberto
Perez e Michel Swierczewski.
Desde muito cedo interessa-se também pelo jazz. Foi aluno da escola do Hot Clube de
Portugal, participou em diversos workshops com músicos dos quais se destacam Rufus Reid,
Niels Henning Orsted Peterson, Eberhard Weber, Dave Holland, Gary Burton, David Liebman.
Em 1990 apresenta o seu primeiro projeto baseado em originais, no Concurso
A Juventude e a Música, no qual obtém o 1.º prémio de grupo e o 2.º prémio de composição.
A sua formação diversificada permitiu-lhe trabalhar, desde da década de 1990 até hoje, em
diversas áreas da música inserido nos mais variados contextos musicais dos quais se destacam
nomes como: Pedro Caldeira Cabral, Miguel Amaral, Ricardo Rocha, José Peixoto, Grupo de
Música Antiga e Contemporânea Sete Lágrimas, Miguel Azguime, Camané, Carminho, Sérgio
Godinho, Vitorino, Uxia, Lura, José Manuel Barreto, Sofia Vitória, Maria Ana Bobone, Filipa
Pais, Bernardo Sassetti, Mário Laginha, João Paulo Esteves da Silva, Luis Barrigas, Luis
Figueiredo, António Pinho Vargas, Sérgio Pelágio, António Pinto, Desidério Lázaro, Carlos
Martins, Tomás Pimentel, Maria João, Tommy Halferty, André Fernandes, Andy Sheppard,
Ralph Peterson Jr., Myra Melford, Jarmo Savolainen, Jon Irabagon, Peter Epstein, David Binney,
Paolo Fresu ou Ralph Towner. Participou em diversas gravações discográficas com muitos dos
artistas acima referidos.
Na área do jazz tem dois discos em nome próprio, editados pela TOAP Records, This Life (2006)
e Our Door (2013), muito bem referidos pela crítica especializada.
Compõe regularmente para teatro e dança e, a partir de 2013, também para cinema.
Participou nos mais importantes festivais de música nacionais e em digressões internacionais
por Bélgica, Espanha, França, República Checa, Itália, Noruega, Brasil, China, Rússia e Japão.
Paralelamente à música, Mário Franco é bailarino principal da Companhia Nacional de Bailado.
MÁRIO REDONDO
Nascido em Lisboa em 1971, completou o Curso de Atores da Escola Superior de Teatro e
Cinema, e frequentou ainda o Curso de Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional,
trabalhando com a professora Manuela de Sá.
Trabalha desde 1992 em praticamente todas as áreas de atividade de um ator-cantor:
concerto, ópera, musical, teatro, cinema, televisão, dobragem e locução.
Na área da ópera, destacam-se as suas criações de Geronimo em O Matrimónio Secreto, de D.
Cimarosa (S. Carlos, 2000); Sid em Albert Herring, de B. Britten (Teatro Aberto, 2002); Sam em
Trouble in Tahiti, de Bernstein (Amiens, França, 2003); Ivan Iakovlevitch em O Nariz, de D.
Shostakovtch (S. Carlos, 2006); Conde em As Bodas de Fígaro, de Mozart (Teatro da Trindade,
2006); Angelotti em Tosca, de Pucinni (S. Carlos, 2008); Kuligin em Katya Kabanova, de Janacek
(S. Carlos, 2011); Frate em Don Carlo, de Verdi (S. Carlos, 2011); Monterone em Rigoletto, de
Verdi (S. Carlos, 2013); e Pangloss em Candide, de Bernstein (versão concerto, S. Carlos, 2013 e
2014).
Mantém ainda uma atividade regular de concerto e recital, destacando-se Swing, Dig The
Rhythm, com música de L. Bernstein (Royaumont, França, 2003); Histórias Americanas – A
Música de Leonard Bernstein (Antena 2, 2003); Missa em Si menor, de Bach (Belfast, 2006);
Night Waltz – a música de Paul Bowles (CCB, 2007); e Lembrando as Heroicas, com música de
Lopes-Graça (Teatro Aberto, 2014).
Na área do teatro, destacam-se os espetáculos Peregrinação (direção de João Brites, Expo 98);
Kvetch, de Steven Berkoff (encenação de Eduardo Condorcet, Ninho de Víboras – Teatro da
Trindade, 2004); O Misantropo, de Moliére (encenação de Ana Támen, Palácio Marquês de
Tancos, 2009); O Príncipe de Homburgo, de Kleist (enc. A.Pires e L.Costa Gomes, CCB, Lisboa,
Fev. 2010); e Ensaio Aberto (encenação de José Lourenço, ACTA – Algarve, julho 2010).
Especificamente na área dos musicais destacam-se os espetáculos O Rapaz de Papel
(encenação de Juan Font, Teatro da Trindade, 1998); O Último Tango de Fermat (encenação de
Cláudio Hochman, Teatro da Trindade, 2004); Ópera de Três Vinténs, no papel de Mack da
Naifa (encenação de João Lourenço, T.Aberto, 2005); Os Sonhos de Einstein, no papel de
Einstein (encenação de Cláudio Hochman, Teatro da Trindade, 2005/2006); Sweeney Todd, no
papel de Sweeney Todd (encenação de João Lourenço, Teatro Aberto, 2007); Evil Machines
(encenação de Terry Jones, Teatro S. Luiz, 2008); e Tomorrow Morning – Um Novo Dia
(encenação de Eduardo Barreto, Casino Lisboa, 2014).
Em 2008 foi nomeado para o Globo de Ouro de Melhor Ator de Teatro pelo seu trabalho em
Sweeney Todd.
MARTA MENEZES
Marta Menezes é uma das mais promissoras pianistas portuguesas da sua geração.
Vencedora do 1.º prémio no Concurso Beethoven no Royal College of Music (Londres, 2013) e
do Concurso Internacional de Piano de Nice Côte D'Azur Simone Delbert-Février (2013), conta
com vários prémios em concursos internacionais em Portugal, Espanha, França e Itália.
Apresenta-se regularmente em recital, tendo atuado em Portugal, Espanha, França, Reino
Unido, Suíça, Itália, Alemanha, Cabo Verde e Estados Unidos.
Como solista, apresentou-se com a Orquestra Sinfónica da Escola Superior de Música de
Lisboa, com a Camerata MusArt, com a Camerata Amicis e com a Orchestre Régional de
Cannes, sob a direção dos maestros Vasco Azevedo, Gareguin Aratiounian, Carlos Silva e
Nicolas Simon.
Marta tem estreado várias obras de compositores portugueses, como Sérgio Azevedo, André
Miranda, Nuno da Rocha, Tiago Cabrita e Diogo Alvim, a solo e em música de câmara. Iniciou
em 2012 um projeto dedicado à divulgação da música portuguesa para dois pianos e para
piano a quatro mãos com a pianista Inês Andrade.
Marta trabalhou em masterclass com os pianistas Vitaly Margulis, Boris Berman, Galina
Eguiazarova, Mikahil Voskresensky, Vladimir Viardo, Menahem Pressler, Gabriel Tacchino, Luiz
de Moura Castro, José Eduardo Martins, Olga Prats, Álvaro Teixeira Lopes e António Rosado,
entre outros.
Iniciou os seus estudos musicais no Conservatório de Música Jaime Chavinha (Minde), com
Gabriela Capaz, tendo estudado mais tarde com Paulo Pacheco. Em 2009 terminou a
licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa, na classe do pianista Miguel Henriques.
Prosseguiu os seus estudos no mestrado em Música, variante de Performance, na mesma
instituição, sob a orientação de Miguel Henriques e Jorge Moyano, onde concluiu o curso com
a classificação máxima.
Terminou em 2012 o curso de Master of Performance no Royal College of Music (Londres) com
distinção, na classe do pianista Dmitri Alexeev, tendo estudado previamente com Andrew Ball.
Marta frequenta atualmente o doutoramento em Música na Universidade de Indiana (EUA), na
classe do pianista Arnaldo Cohen.
Editou recentemente o seu primeiro CD, com obras de Beethoven e de Lopes-Graça.
Recebeu em 2014 a Medalha de Prata de Valor e Distinção, atribuída pelo Instituto Politécnico
de Lisboa.
MÓNICA MONTEIRO
É natural da Figueira da Foz. Iniciou os seus estudos musicais como estudante de violino na
cidade onde nasceu. Mais tarde realizou os seus estudos de Canto na Escola de Música do
Conservatório Nacional de Lisboa. Em 2005 licenciou-se em Formação Musical e em 2010 em
Canto pela Escola Superior de Música de Lisboa. Depois de vários anos combinando ambas as
atividades de professora de formação musical e cantora, Mónica decidiu focar-se em apenas
uma delas. E escolheu o canto. Membro do Nederlands Kamerkoor (Coro de Câmara da
Holanda), Mónica trabalha ainda em Portugal, Bélgica e Holanda com vários coros e
ensembles, como a Netherlands Bach Society e o Amsterdam Baroque Choir (Holanda);
Currende (Bélgica); Coro Gulbenkian, Coro do Teatro Nacional de S. Carlos, Coro Casa da
Música, Grupo Vocal Officium, Ensemble Capella Patriarchal, Grupo vocal Olisipo, Sete
Lágrimas e Ludovice Ensemble (Portugal). Foi membro fundador do Internationales
Vokalensemble Berlin (Alemanha) e do Coro de Câmara Lisboa Cantat (Portugal). Mónica
gravou ainda várias obras do Barroco Português.
NÉLIA GONÇALVES
Nélia Gonçalves é natural de Pombal. Estudou no Conservatório de Música de Coimbra entre
2001 e 2008 onde terminou a classe de canto com a professora Joaquina Ly. Em 2011 terminou
a licenciatura em performance (vertente Canto) na Universidade de Aveiro, na Classe de Canto
do professor António Salgado, na qual obteve distinção com o Prémio Cidade de Aveiro e, em
2013 concluiu o Mestrado em Ensino de Música (vertente Canto) na mesma instituição.
Faz regularmente cursos em várias áreas do domínio musical, como é o caso da música sacra,
tendo concluído o Curso de Música Sacra de Coimbra em 2005 e, em 2011 o Curso Nacional
de Música Sacra em Fátima na vertente de Direção Coral. Participa regularmente em cursos
de aperfeiçoamento vocal, tendo já trabalhado com Claire Vangelisti, Isabel Alcobia, Susan
Waters, António Salgado, Laura Sarti, Brian Gill, Pierre Mak, Elisabete Matos, João Paulo
Santos, Kathryn Harries, Mark Shanahan e Della Jones.
Como solista foi já convidada a interpretar as Liebeslieder de Johannes Brahms, bem como no
domínio da oratória Missa Brevis em rém KV65 de Mozart, Te Deum de Charpentier, Missa de
Santa Joana de David Perez, Dixit Dominus de Handel, Laudate Dominum de Lalande,
Oratorio de Noel (p.12) de Saint-Saens, Messias de Handel, Te Deum de Marcos Portugal,
Oratorio de Natal de Bach, Te Deum de António Teixeira, Mass in A flat (D678) de Franz
Schubert sob a direcção de diversos maestros entre os quais Vasco Negreiros, Fernando
Miguel Jalôto, António Vassalo Lourenço, Laurence Cummings, Luís Carvalho, Brian Mackay e
João Paulo Janeiro.
Participou em diversas óperas como Dido e Eneas, de Henry Purcell (2002), Vénus e Adónis
de John Blow, no papel de Cupido (2007) e Amor de Perdição de João de Arroyo (2009). Foi
membro fundadora da Associação Cultural de Musica e Teatro Arte à Parte; na qual integrou
o elenco do primeiro projeto desta associação – Ópera Bichus – no papel de Madalena.
Ao nível coral, conta já com a participação em diversos coros, tendo sido membro do coro
feminino Vox Aetherea (2002-2008) dirigido pelo maestro Alberto Medina de Seiça. Em 2013
integrou o projecto Tenso Europe Chamber Choir sob orientação do maestro Kaspars Putnins.
Actualmente integra o Coro da Casa da Música como coralista principal, onde trabalhou já
com maestros como Paul Hillier, James Wood, Simon Carrington, Andrew Bizants, Kaspars
Putnins, Laurence Cummings, Christoph König, Andrew Parrott e Peter Rundel.
Atualmente leciona Canto na Escola Diocesana de Música Sacra de Coimbra, na Filarmónica de
Miranda do Corvo e na Academia Norton de Matos em Coimbra. É licenciada em Economia
pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.
NUNO VIEIRA DE ALMEIDA
Estudou em Lisboa com José Manuel Beirão e, como bolseiro da Fundação Calouste
Gulbenkian, em Viena com Leonid Brumberg e em Londres com Geoffrey Parsons.
Apresenta-se regularmente como pianista de Lied com os maiores cantores nacionais e
grandes nomes internacionais em Portugal e no estrangeiro.
Deu em Portugal muitas primeiras audições de obras de compositores como: Schönberg,
Webern, Wolf, Von Einen, Sckreker, Korngold, Weil, Bernstein, Britten, etc. Em primeira
audição mundial obras de: João Madureira, Carlos Caires, Constança Capdeville, Paulo
Brandão, entre outros.
Autor de diversos projetos de síntese musical com áreas como a pintura, o teatro e a poesia.
Foi coautor com Yvette Centeno do programa de rádio O Texto e a Música. Colabora
regularmente em espetáculos de teatro e cinema como intérprete e autor de bandas sonoras.
É professor na Escola Superior de Música de Lisboa.
São alguns dos últimos trabalhos e apresentações: gravação da integral para canto e piano de
Luís de Freitas Branco e Joly Braga Santos; gravação de um CD duplo com obra para canto e
piano de Fernando Lopes-Graça com Elsa Saque; gravação de um CD com obras de LopesGraça nunca antes gravadas com Ana Maria Pinto e João Rodrigues; recital Mozart em Viena
com Peter Weber, Peter Jelosits e Gabriele Fontana; recital Poulenc em Grenoble com
Jenniffer Smith; Winterreise de Schubert, com Peter Weber, no Festival de Gaia.
Em janeiro de 2011 apresentou com Ana Maria Pinto um programa dedicado a Viktor Ullmann
com Lieder em estreia em Portugal.
No Teatro S. Luiz em Lisboa, entre março e junho de 2012, apresentou uma série de concertos
intitulados, Nuno Vieira de Almeida e Convidados, cujo principal objetivo é a apresentação de
jovens cantores.
ORLANDA VELEZ ISIDRO
Nasceu em Évora, onde iniciou os estudos de violino e piano aos sete anos, tendo terminado o
curso geral do conservatório. Iniciou os estudos de canto aos 19, com Maria Repas Gonçalves.
Concluiu em junho de 2000 a licenciatura em Canto pelo Conservatório Real da Haia (Países
Baixos). Residiu na Holanda até março de 2011, onde é soprano residente do Amsterdam
Baroque Choir (Ton Koopman), do Dutch Chamber Choir, no Dutch Bach Society Choir and
Orchestra e foi soprano residente do Dutch Radiokoor. Com o Quinteto Kassiopeia gravou a
integral dos seis volumes de madrigais de Gesualdo. Em Portugal apresentou-se com os
grupos: Divino Sospiro, dirigido por Enrico Onofri, nos Festivais de Ambronay 2005; Nantes
2006; e Festa da Música – Lisboa 2006; Flores da Música, dirigido por João Paulo janeiro em
vários festivais de música antiga em Portugal, salientando-se a gravação da obra Te Deum de
Francisco António de Almeida; e Ludovice Ensemble dirigido por Miguel Jalôto em vários
festivais (REMA – Casa da Música, Ebrae Musica, Leiria, Festa da Música / CCB), apresentado
programas de musica do século XVIII. Apresentou-se a solo com os maestros Frans Brüggen,
William Christie, Ton Koopman, Eduardo Lopez Banzo, Frederik Malmberg, Gabriel Garrido,
entre outros, em projetos com gravações de CD e de DVD de compositores como J. S. Bach, C.
P. E. Bach, Buxtehude, Charpentier, Moulinié, e Mendessohn. Gravou ainda com Jill Feldman
duetos de Mazzocchi.
É licenciada em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa.
PAOLO PERRONE
Paolo Perrone licenciou-se em Violino e em Música de Câmara no Conservatório Santa Cecília,
em Roma, tendo-se especializado em violino barroco.
Após uma longa experiência num quarteto de cordas, dedicou-se exclusivamente à prática
historicamente informada da música dos séculos XVII e XVIII.
Perrone toca maioritariamente como parte principal ou solista, com os maiores ensembles e
nas mais importantes salas de espetáculos e festivais em Itália e além-fronteiras. Já gravou
vários CD para prestigiadas editoras como a Sony e a Naïve, incluindo a primeira gravação
mundial das sonatas de Domenico Scarlatti para violino e baixo contínuo.
PASCAL MORAGUÈS
Clarinetista principal da Orquestra de Paris desde 1981, Pascal Moraguès é professor no
Conservatório Nacional Superior de Música de Paris, desde 1995, e professor convidado da
Escola Superior de Música de Osaka, no Japão, desde 2002. Ao longo da sua carreira como
solista, colaborou com maestros de renome, incluindo Daniel Barenboim (que o convidou aos
18 anos para ser clarinete principal da Orquestra de Paris), Pierre Boulez, Carlo-Maria Giulini e
Zubin Metha. É membro do Quinteto Moraguès, do Mullova Ensemble, de Katia e Marielle
Labèque Ensemble e é regularmente convidado como clarinete solista pela Orquestra de
Câmara da Europa. No domínio da música de câmara, tocou com Sviatoslav Richter, Daniel
Barenboim, Christophe Eschenbach, Schlomo Mintz, Joshua Bell, Yuri Bashmet, Gary Hoffman,
Nathalia Gutmann e Felicity Lott, com o Trio Guarneri e com os quartetos de cordas Borodine,
Sine Nomine, Carmina, Amati, Prazák, Lindsay, Endellion, Jerusalem, Isaye, Parisii, etc. A sua
gravação do quinteto de Brahms juntamente com o quarteto Talich é hoje reconhecida como
uma referência. Apresenta-se regularmente nas mais prestigiadas salas de concerto
internacionais e orienta frequentemente masterclasses. Realizou muitas gravações com
grandes músicos como Sviatoslav Richter e Viktoria Mullova, e com o Quinteto Moraguès,
tendo recebido vários prémios internacionais.
PAVEL GOMZIAKOV
Pavel Gomziakov nasceu na cidade de Tchaikovsky, na região dos Urais, na Rússia, em 1975.
Começou a estudar violoncelo aos nove anos e aos 14 mudou-se para Moscovo, onde estudou
na Escola Gnessin e, mais tarde, no Conservatório Estatal de Moscovo, com o Professor Dmitri
Miller. Em 2000, continuou os estudos com a professora Natalia Schakhovskaya, na Escola
Superior de Música Rainha Sofia, em Madrid. Mais tarde, concluiu o cycle de perfectionnement
do Conservatório Nacional de Paris, na classe de Philippe Muller.
Como solista e músico de câmara, Pavel tem atuado por todo o mundo, colaborando com
artistas como Eldar Nebolsin, Zakhar Bronn, Augustin Dumay, Louis Lortie, José Luis García
Asensio, Jesús López Cobos, Antoni Ros Marbà, Christopher Warren-Green, James Judd e
Trevor Pinnock.
Em julho de 2007, apresentou-se com Maria João Pires no Festival de Escorial, em Espanha.
Aqui iniciou-se uma colaboração que os levou a apresentarem-se em conjunto por toda a
Europa, pelo Extremo Oriente e pela América do Sul, incluindo o Teatro dos Campos Elísios
(Paris), o Victoria Hall (Genebra), o Teatro Real (Madrid), a Köln Philarmonie (Colónia), a
Konzerthaus (Viena), o CCB (Lisboa) e o Sumida Tryphony Hall (Tóquio).
Em maio de 2009, a sua gravação da Sonata para Violoncelo, de Chopin, com Maria João Pires,
editada pela Deutsche Grammophon, foi nomeada para os prémios Grammy.
Nas duas últimas temporadas, Pavel apresentou-se com a Nova Filarmónica do Japão, a
Orquestra de Câmara de Londres e a Orquestra Nacional de Montpellier. Em novembro de
2008, gravou o concerto para violoncelo de Schumann, com a Orquestra de Câmara da
Valónia, dirigida por Augustin Dumay, para o canal Arte, o qual foi transmitido nas televisões
da Bélgica, de França e da Alemanha.
Em abril de 2010, fez a sua estreia americana, muito aclamada pela crítica, com a Orquestra
Sinfónica de Chicago, dirigida por Trevor Pinnock, com quem, em junho de 2012, Pavel
interpretou o triplo concerto de Beethoven.
Em 2011 fez uma segunda digressão pelo Japão com a Kansai Orchestra e, em abril de 2012,
editou um CD com o concerto para violoncelo de Saint-Saëns, com Augustin Dumay e a Kansai
Orchestra, para a etiqueta Onyx.
Em julho de 2012, estreou-se na Rússia com uma participação no Festival Noites Brancas, em
São Petersburgo, com direção artística de Valery Gergiev.
PEDRO BURMESTER
Pedro Burmester nasceu no Porto. Foi durante dez anos aluno de Helena Costa, tendo
terminado o Curso Superior de Piano do Conservatório do Porto com 20 valores em 1981.
Posteriormente, deslocou-se aos Estados Unidos onde trabalhou entre 1983 e 1987 com
Sequeira Costa, Leon Fleisher e Dmitry Paperno. Paralelamente, frequentou diversas
masterclasses com pianistas como Karl Engel, Vladimir Ashkenazi, T. Nocolaieva e E. Leonskaja.
Ainda muito novo, foi premiado em diversos concursos, destacando-se o prémio Moreira de
Sá, o 2.º prémio Vianna da Motta e o prémio especial do júri no Concurso Van Cliburn nos
Estados Unidos.
Iniciou a sua atividade concertística aos dez anos de idade e, desde então, já realizou mais de
1000 concertos a solo, com orquestra e em diversas formações de música de câmara, em
Portugal e no estrangeiro. Participou em todos os festivais de música portugueses. No
estrangeiro são de realçar apresentações em La Roque d’ Anthéron, na Salle Gaveau, no
Festival de Flanders, na Frick Collection e 92nd Y em Nova Iorque, na Filarmonia de Colónia, na
Gewandhaus de Leipzig, na casa Beethoven em Bona e no Concertgebouw em Amesterdão.
São de destacar colaborações com os maestros Manuel Ivo Cruz, Miguel Graça Moura, Álvaro
Cassuto, Omri Hadari, Gabriel Chmura, Muhai Tang, Lothar Zagrosek, Michael Zilm, Frans
Brüggen e Georg Solti.
Dedicou-se também à música de câmara. Mantém há alguns anos um duo com o pianista
Mário Laginha e atuou com os violinistas Gerardo Ribeiro e Thomas Zehetmair, com os
violoncelistas Anner Bylsma e Paulo Gaio Lima e com o clarinetista António Saiote. Formou um
grupo de pianos e percussões que tem atuado com grande sucesso em diversos festivais e
concertos em Portugal.
Em 1997/98 Pedro Burmester atuou em França, na Alemanha, na Bélgica, na Holanda, no
Brasil, nos Estados Unidos, na África do Sul, no Canadá e na Austrália, onde realizou uma
digressão com a prestigiada Australian Chamber Orchestra.
Já gravou uma dezena de CD. A sua discografia inclui três CD a solo com obras de Bach,
Schumann e Schubert, um em duo com Mário Laginha e três gravações com a Orquestra
Metropolitana de Lisboa. Em 1998 foi editado um CD a solo com obras de Chopin. Em 1999
gravou as dez sonatas para violino e piano de Beethoven com o violinista Gerardo Ribeiro.
Em 2007, juntamente com Bernardo Sassetti e Mário Laginha, editou o CD e DVD 3 Pianos,
gravado ao vivo no Centro Cultural de Belém.
Em 2010 grava e edita a Sonata em Lá maior, D959 de Franz Schubert e os Estudos Sinfónicos
op. 13 de Robert Schumann.
Foi Diretor Artístico e de Educação na Casa da Música, projeto que ajudou a criar e a
implementar.
Atualmente, para além da sua atividade artística, é professor na Escola Superior de Música
Artes e Espectáculo, no Porto, na Escola Profissional de Música de Espinho e na Universidade
de Aveiro.
RINALDO ZHOK
Rinaldo Zhok nasceu em Trieste, em 1980, e recebeu as suas primeiras aulas de piano da sua
mãe, tinha então sete anos. Estudou depois com Clara Lenuzza, durante cinco anos, tendo
recebido aos 18 anos o diploma com distinção pelo Conservatório de Música Giuseppe Tartini
de Trieste. Sob a orientação de Sergio Perticaroli e Stefano Fiuzzi, Rinaldo Zhok também
recebeu o Diploma di Perfezionamento na Academia Nacional de Santa Cecília, em Roma. É
desde sempre um apaixonado pela música de câmara, em particular pelo piano a quatro mãos.
Formou um duo com Cristina Santin, que tocou com muita regularidade, tendo aperfeiçoado a
sua técnica na Academia de Música e Teatro de Munique, sob a orientação do célebre duo
Yaara Tal e Andreas Groethuysen. Rinaldo prosseguiu os seus estudos com Boris Bloch, tendo
recebido o Konzertdiplom na Folkwang Universität, em Essen. Também já tocou com
importantes músicos como Lazar Berman, Aldo Ciccolini, Dário De Rosa, Pier Narciso Masi,
Mauro Minguzzi e Riccardo Zadra.
Rinaldo Zhok atuou como solista, como músico de câmara e como solista com orquestra em
Itália, Áustria, França, Espanha, Portugal, Alemanha, Noruega, Polónia, Eslovénia e Hungria,
tendo recebido sempre aclamação crítica. Em 2012 deu mais de 20 concertos a solo em
Espanha, Noruega e Itália. Pela sua vasta experiência com música de câmara e vocal, Zhok é
considerado pelos críticos como um dos pianistas mais ecléticos e completos da sua geração.
Colaborou com talentos emergentes como Massimiliano Miani, primeiro clarinete da
Orquestra Filarmónica Eslovena, ou com a violinista Ana Maria Valderrama. Entre as distinções
que já recebeu contam-se o que obteve no Concurso International F. Mendelssohn para jovens
pianistas, em Munique, há 12 anos; prémio em memória de Halina Czerny-Stefanska, no
Concurso International de Piano de Poznan, 2008; prémio “Desempenho sem Limites” no
Concurso International de Piano de Lodz, 2013; prémio no Concurso International Giulio Viozzi
Trieste 2001; prémio no Concurso International Camillo Togni para dueto de piano e música de
câmara; prémio no Concurso International Roma 2005 para dueto de piano; e prémio no
Torneio International da Música (TIM) 2006.
Em 2014, Rinaldo Zhok e Artur Pizarro formaram uma dupla, com repertório tanto para duo
como para dois pianos. Já estão previstas atuações e transmissões de rádio e o lançamento de
seu disco de estreia, para a temporada 2015-2016.
RUI DOS SANTOS
Rui dos Santos, natural do Porto, iniciou os estudos de piano e de canto no Conservatório de
Música da mesma cidade. Em 2004 ingressa na Universidade de Évora na classe de Piano da
professora Elisabeth Allen e em 2008 na Üniversität der Künste, em Berlim, onde estuda canto
com os professores Robert Gambill, Siegfried Lorenz e Dagmar Schellenberger.
Do seu repertório destacam-se papéis como L'Aumônier (Dialogues des Carmelites), Leandro
(Arlecchino), Beppe (Rita), Tamino (Zauberflöte), Baron (Wildschütz), bem como na Oratória de
Natal, de Saint-Säens, em Les illuminanitons, de Britten, e no Requiem de Mozart.
Como membro do Estúdio de Ópera de Lyon, participa em várias produções como Mesdames
de la Halle, de Offenbach (Lyon), Kaiser von Atlantis, de Ullmann (Valence e Lyon) e 9.ª
Sinfonia de Beethoven (Dijon e Chalon-sur-Saône).
Fez a sua estreia na Ópera de Lyon com Von Heute auf Morgen, de Schönberg, sob a direção
de Bernhard Kontarsky.
Em 2013 estreia-se no Seefestspile Mörbisch, no papel de Mayor von Wangenheim, na opereta
Der Bettelstudent, de Millöker, onde voltará a cantar em 2016.
Os seus compromissos futuros incluem Requiem, de Mozart, em Seelow, e o papel de Orfée
em Orfée aux Enfers, de Offenbach, em Klein Leppin.
TAMILA KHARAMBURA
Tamila Kharambura foi distinguida em 2011, na 25.ª edição do Concurso Prémio Jovens
Músicos, com o 1.º prémio em Violino – Nível Superior Maestro Silva Pereira / Jovem Músico
do Ano.
Nascida em Lviv, na Ucrânia, em 1990, numa família de músicos, iniciou aos quatro anos a
aprendizagem do violino com a mãe, Elena Kharambura. Posteriormente estudou com
Gareguin Aroutiounian na Escola Superior de Música de Lisboa, com Pavel Vernikov na Escola
Superior de Música de Fiesole, em Itália, com Vesna Stankovic-Moffatt na Kunstuniversität de
Graz, na Áustria, e com Pierre Amoyal na Universidade Mozarteum de Salzburgo, Áustria. Foi
bolseira da Fundação Gulbenkian entre 2011-2014.
Tem-se apresentado a solo com as orquestras Gulbenkian, Artquest, Clássica do Centro, da
Escola Superior de Música de Lisboa, Metropolitana de Lisboa, de Câmara Lviv Virtuosi da
Filarmónica de Lviv, e juntamente com os maestros Osvaldo Ferreira, Pedro Neves, Miguel
Henriques, David Wyn Lloyd, Vasco Azevedo, Luís Carvalho, Serguiy Burko, Cesário Costa e
Jéan-Sébastien Béreau.
É também uma ativa intérprete de música de câmara, tendo colaborado com músicos como
Diemut Poppen, Alexander Chausian, Alexander Lonquich, Tanja Becker-Bender, no Festival
Cantabile em 2012, e colabora de forma mais regular com Karina Aksenova, Inês Andrade (com
quem formou o Art Duo, o qual foi laureado do Concurso Prémio Jovens Músicos 2011, na
categoria de música de câmara) e com Anna Ulaieva, juntamente com quem foi laureada nas
masterclasses da Académie de Musique de Lausanne 2014, tendo-se apresentado com este
duo em recitais em Portugal, na Áustria, na Alemanha e na Suíça.
Tamila colaborou também como membro de tutti substituto na Orquestra Gulbenkian, na
Orquestra Volkoper de Viena e na Orquestra de Câmara de Viena.
Frequentou masterclasses com G. Aroutiounian, Z. Bron, G. Pavliy, S. Kravchenko, A. Mihlin, D.
Garlitsky, P. Vernikov, I. Volochine, S. Makarova, L. Issakadze, V. Stankovic-Moffatt, P. Amoyal,
R. Levin, R. Davidovici, R. Honeck, N. Chastain e G. Schulz.
Ao longo do seu percurso recebeu, entre outros, o grande prémio no Festival Internacional de
Interpretação Musical e Pedagogia, realizado na Madeira (2005), o 1.º prémio no II Concurso
de Violino Tomás de Borba, na categoria dos 15-18 anos, em Lisboa (2006) e o 1.º prémio no
Concurso Jovens Músicos RDP Nível Médio em 2007 (categoria até 18 anos).
TIAGO PINTO-RIBEIRO
Nasceu no Porto, em 1978. Graduou-se na Escola Superior de Música do Porto e, como
bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, na Universidade das Artes de Berlim, na classe do
professor Michael Wolf, concluindo a licenciatura e o mestrado Konzert-Examen com as
classificações máximas. Frequentou várias masterclasses com contrabaixistas como R.
Zepperitz, Dane Roberts, K. Stoll, W. Güttler, D. Mctier. Ganhou vários prémios nacionais e
internacionais, destacando-se o obtido no Concurso Internacional de Contrabaixo da
International Society of Bassists (1996), em Houston-Texas, e o 1.º prémio no Concurso
Internacional de Cordas Júlio Cardona (2003). Tem-se apresentado a solo e em música de
câmara em festivais na Alemanha, em Inglaterra, na Suíça, em França, na Polónia e em
Portugal. Colaborou com algumas das melhores orquestras mundiais: Orquestra Sinfónica NDR
de Hamburgo, Orquestra Filarmónica NDR de Hannover, Orquestra Sinfónica de Berlim,
Orquestra Sinfónica da Galiza, entre outras, sendo dirigido por maestros consagrados, como C.
Abbado, C. Eschenbach, C. von Dohnányi e K. Nagano. Colabora frequentemente com o DSCH –
Schostakovich Ensemble. É contrabaixista da Orquestra Sinfónica do Porto e professor de
contrabaixo na Escola Profissional de Espinho e na Universidade de Aveiro.
VERA MORAIS
Inicia os seus estudos de flauta transversal na Academia de Amadores de Música de Lisboa,
tendo-os prosseguido no Conservatório Nacional de Música onde viria a terminar o curso na
classe do professor Carlos Franco.
Sucessivamente integra a Escola Superior de Música de Lisboa e após aí ter terminado o grau
de Bacharelato em flauta obtém, em 1994, da Fundação Calouste Gulbenkian, uma bolsa de
estudo para aperfeiçoamento em Paris por três anos, sob a orientação dos professores Pierre Yves Artaud e Celine Nessi (solista da Opéra Bastille).
Tendo ganho, em 1989, o 1.º prémio e uma menção honrosa no Concurso de Música de
Alcobaça, inicia a sua atividade profissional, realizando recitais de música de câmara
comentados pelo maestro José Atalaya, um pouco por todo o país, trabalhando com músicos
como António Rosado, Gabriela Canavilhas, Marcos Magalhães, Lucjan Luc e Carmen Cardeal.
Em 1992 obtém o primeiro prémio no Concurso para Jovens Solistas de Instrumentos de Sopro
organizado pela Orquestra Nova Filarmonia Portuguesa. Sempre no âmbito deste concurso,
grava um CD e realiza diversos concertos a solo com orquestra sob a direção do maestro
Álvaro Cassuto.
Foi também solista com outras orquestras, nomeadamente com a Orquestra Regie do Porto,
Filarmonia das Beiras e Orquestra Clássica da Madeira.
Em 1996 vence ainda o Primeiro Prémio no Concurso para Jovens Flautistas em Paris.
Em 2003 licenciou-se em Flauta na Escola Superior de Música de Lisboa com a mais alta
classificação nacional desse ano (19 valores).
No âmbito pedagógico, lecionou no Conservatoire National de Régions de Melun (França), no
Conservatório de Setúbal, no Conservatório de Loures, no Conservatório de Linda-a-Velha, na
Academia José Atalaya (Fafe), na Escola Profissional de Almada, na Escola de Música Gualdim
Pais (Tomar) e no Conservatório – Escola das Artes (Funchal), tanto como professora das
disciplinas de Flauta Transversal e Classe de Conjunto como sessões de masterclasses.
Enquanto músico de orquestra, foi entre 1997 e 1999 1.ª flauta solista da Orquestra Filarmonia
das Beiras sob a direção artística do maestro Fernando Eldoro; 1.ª flauta solista da Orquestra
Clássica da Madeira sob a direção artística do maestro Rui Massena entre 2005 e 2012, ano em
que é convidada para o lugar de 1.ª flauta – chefe do naipe de madeiras da Fundação
Orquestra Estúdio, orquestra residente Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura.
É atualmente professora no projeto Orquestra Geração e, como flautista freelancer, Vera
Morais integra vários projetos de música de câmara e tem sido convidada a colaborar como
flautista com a Orquestra Gulbenkian, Orchestrutópica, Orquestra de Câmara de Lisboa,
Orquestra Metropolitana de Lisboa e Orquesta de Extremadura (Espanha).
VIVICA GENAUX
Considerada uma das intérpretes preeminentes da música barroca e bel canto, Vivica Genaux
tem continuamente recebido elogios pela beleza da sua voz e pela sua técnica surpreendente.
Já atuou em capitais de todo o mundo, de Nova Iorque a Londres, Paris, Berlim, Viena, Milão,
Moscovo e Tóquio.
Entre 2014 e 2015 Vivica Genaux acrescentou três papéis ao seu repertório: Ruggiero na Alcina
de Händel (Moscovo), Farnaspe em Adriano in Siria de Veracini (Valência e Madrid), e o papel
principal na Veremonda de Cavalli (Spoleto, nos Estados Unidos), perfazendo 39 papéis, dos
quais 33 são en travesti. Esta temporada vai também interpretar Romeu em I Capuleti ed I
Montecchi (Rieti), o papel principal em Giulio Cesare (Xangai), e Epitide em L’oracolo in
Messenia (Londres e Yokohama). Com a soprano Simone Quermes e Cappella Gabetta Genaux
interpretou Rivalries, um programa (também disponível em CD como Rival Queens) inspirado
pela feroz mas frutífera competição entre as divas barrocas, Faustina Bordoni e Francesca
Cuzzoni, com atuações em Rheifelden, Halle, Hamburgo, Baden-Baden, Budapeste, Landau,
Luxemburgo, Olter, Lucerna, Viena, Paris e Ludwigsburg. Vivica Genaux tem também
homenageado grandes cantores: do castrato Farinelli com os Les Musiciens du Louvre (em
Grenoble) a Pauline Viardot e Teresa Berganza (em Madrid). Genaux canta ainda concertos de
Vivaldi com Fabio Biondi e Europa Galante (em Rieti, Birmingham, Tóquio e Matsumoto);
música sacra de Vivaldi com o Bach Consort Wien em Stefansdom; fez parte da estreia mundial
de Le sac de Louvain, de Piet Swerts e do Requiem de Mozart em Leuwn, na Bélgica.
ESCOLAS
ACADEMIA DE SANTA CECÍLIA
Fundada em 1964 pela Embaixatriz Vera Franco Nogueira a Academia de Música de Santa
Cecília, instituição particular sem fins lucrativos, declarada de Utilidade Pública em 1983, é
uma escola de ensino integrado que ministra, cumulativamente na mesma escola, o ensino
regular do ensino pré-escolar ao 12.º ano de escolaridade, a par do ensino musical oficial,
permitindo um desenvolvimento mais completo da personalidade nos seus diversos aspetos:
sensibilidade, poder de concentração, hábito de exatidão, disciplina interior e criatividade,
garantindo ao mesmo tempo uma acentuada melhoria do nível cultural geral dos seus alunos.
As atividades organizadas pela AMSC proporcionam aos alunos o contacto frequente com os
palcos, quer nas suas audições escolares quer fora da escola, em grandes audições ou
concertos, no CCB, Gulbenkian, Aula Magna ou outras grandes salas.
Os excelentes resultados deste modelo de ensino que não obriga a qualquer opção prematura
em termos de carreira profissional posterior, são comprovados pela facilidade de ingresso dos
seus alunos nos cursos superiores da sua escolha, sejam eles na área da música ou outra
(gestão, arquitetura, medicina, economia, direito, etc.).
Atualmente com cerca de 630 alunos, de idades compreendidas entre os três e os 17 anos, 120
professores e 40 funcionários não docentes, a AMSC mantém uma dimensão à escala humana,
em que é possível atender à especificidade de cada aluno.
ACADEMIA MUSICAL DOS AMIGOS DAS CRIANÇAS – ESCOLA DE MÚSICA VECCHI-COSTA
A Academia Musical dos Amigos das Crianças – Escola de Música Vecchi-Costa é uma escola de
ensino vocacional de Música, com paralelismo pedagógico, autonomia pedagógica e
autorização definitiva de funcionamento, com as suas instalações em Lisboa, na zona de
Santos.
A Academia Musical dos Amigos das Crianças (AMAC) é uma associação cultural sem fins
lucrativos e é a entidade tutelar de duas escolas de Música: a Escola de Música Vecchi-Costa
(EMVC), em Lisboa, e a Escola de Música Guilhermina Suggia, no Porto. Como a AMAC tem a
sua sede social nas instalações da Escola de Música Vecchi-Costa, a escola assume muitas
vezes a designação da associação e é assim comummente referida.
Mais recentemente, no ano de 2014, a Academia Musical dos Amigos das Crianças teve que
proceder à alteração da sua denominação como pessoa coletiva, deixando de se chamar
Fundação Musical dos Amigos das Crianças, nome como foi conhecida durante 60 anos.
A Academia Musical dos Amigos das Crianças foi criada por Adriana de Vecchi em 1953, com o
apoio de diversas personalidades, das quais se destacam o seu marido, Fernando Costa,
professor e violoncelista, Sofia Abecassis e Ricardo Espírito Santo.
Adriana de Vecchi contou com o valioso apoio de expoentes da cultura portuguesa, como Elisa
de Sousa Pedroso, D. Olga de Robillant-Marquesa de Cadaval, João de Freitas Branco, Maestro
Silva Pereira, Humberto d’Ávila, Silva Dionísio, António Vitorino d’Almeida, Pedro do Prado,
entre tantos outros.
Da orquestra de cordas da escola saíram, na década de 60, os primeiros jovens para os
quadros da antiga Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional. Outros alunos da AMAC seguiram
carreiras musicais com reconhecido mérito artístico, muitos são solistas, compositores,
professores e membros da Orquestra Gulbenkian e da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
A partir de 1972, e com a morte de Fernando Costa, Adriana de Vecchi, que com ele dirigia a
instituição, chamou para o seu lado Leonardo de Barros, um dos primeiros estudantes que
frequentaram a escola, seu aluno dileto e de Fernando Costa. Leonardo de Barros, jovem
solista da Orquestra Sinfónica da RDP, assume assim a Vice-presidência da FMAC e a direção
da Orquestra Juvenil, onde permaneceu durante mais de 30 anos.
Em 1985 a AMAC foi agraciada pelo governo português com a medalha de Mérito Cultural.
No letivo 2013/2014 a escola comemorou os seus 60 anos de atividade.
Atualmente, a AMAC é presidida pela professora, violetista e antiga aluna, Teresa Beatriz
Abreu.
CONSERVATÓRIO DE LISBOA
O Conservatório de Lisboa, ou, na denominação extensa, Conservatório de Música, de Dança e
de Arte Dramática de Lisboa, abriu em setembro de 2009. É uma escola privada de ensino
artístico especializado da música, da dança e da arte dramática, que pertence à rede de
escolas do ensino particular e cooperativo do ministério da Educação e Ciência. Admite alunos
a partir dos 3 anos.
Entre os vários cursos do departamento de educação pré-escolar do Conservatório de Lisboa,
sobressai o programa pedagógico “Jardim Artístico”. Neste programa, as crianças, com idades
compreendidas entre os 3 e os 5 anos, aprendem a tocar um instrumento da orquestra
sinfónica, tocam em orquestra, têm aulas de dança e têm expressão dramática. Todas as
atividades decorrem em inglês e em português. É um programa único em Portugal, que segue
as práticas pedagógicas das melhores escolas norte-americanas.
O departamento de música do Conservatório de Lisboa subdivide-se em três. Para além do
departamento de música que está sujeito à regulamentação do Ministério da Educação e
Ciência, coexistem a Escola de Jazz do Conservatório de Lisboa e a Escola de Rock do
Conservatório de Lisboa, que funcionam autonomamente no seio do departamento de música.
O projeto pedagógico do Conservatório de Lisboa assenta na motivação dos alunos através de
experiências de beleza. Os alunos são incitados a fazer arte em conjunto e têm experiências
quase profissionais, ou até profissionais, em cenários onde grandes artistas atuam, e junto
com grandes referências da arte, portuguesas e estrangeiras. O álbum Canções de Natal
Portuguesas é exemplo disto. Este álbum reúne obras inéditas, especialmente encomendadas
para o Conservatório de Lisboa, de Carlos Marecos, João Madureira, Sérgio Azevedo e Vasco
Pearce de Azevedo. O álbum foi gravado, para o consórcio Bomtempo – Numérica, com a
Camerata de Lisboa, pelo coro infanto-juvenil extraescolar “Pequenos Cantores do
Conservatório de Lisboa”, sob a direção de Joana Carneiro. O disco é um exclusivo FNAC e é
recomendado pelo canal PANDA. Mil e duzentas pessoas estiveram no concerto de
lançamento do álbum no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. Entre os grupos de câmara e
orquestrais do Conservatório de Lisboa, destacam-se os “Pequenos Violoncelos do
Conservatório de Lisboa”, que junta crianças a partir dos 4 anos, e a “Big Band do
Conservatório de Lisboa”, que é a primeira big band de jovens da cidade de Lisboa.
O Conservatório de Lisboa sobressai pela qualidade do ensino e pela componente
internacional. Os alunos são anualmente sujeitos a uma avaliação internacional independente,
que avalia mais de 650 mil alunos por ano, em todo o mundo, e que permite comprovar a
excelente qualidade do ensino aí. Além disso, recebe regularmente professores,
instrumentistas, bailarinos e atores consagrados, portugueses e estrangeiros, para lecionar
masterclasses, e os seus alunos participam em concursos internacionais e em intercâmbios
com escolas de outros países.
Também a gestão e o modelo de gestão do novo Conservatório de Lisboa têm obtido um
aplauso internacional. Em 2009, foi “Fellow 2009” da International Society for the Performing
Arts, nos Estados Unidos da América. Em 2011, a gestão e o modelo de gestão do novo
Conservatório de Lisboa foram objecto de discussão na escola de negócios da Universidade de
Cambridge, no Reino Unido, e na escola de negócios da Universidade de São Paulo, no Brasil.
Apesar de só existir há cinco anos, os seus alunos, a solo ou integrados em grupos, já actuaram
no Palácio de Belém, a convite de S. Exa. o Presidente da República Portuguesa, na Assembleia
da República, no Centro Cultural de Belém, por ocasião dos Dias da Música, no Teatro
Municipal de Almada Joaquim Benite, para as comemorações do centenário do nascimento de
Álvaro Cunhal, para as celebrações do 25 de abril de 1974, e na mesma temporada artística
que a Orquestra Gulbenkian, no Cinema São Jorge e até na Praça do Rossio, para uma
maratona de concertos e para a inauguração da iluminação de Natal do município de Lisboa, a
convite da Câmara Municipal de Lisboa e da EGEAC. Os alunos do Conservatório de Lisboa
actuaram ainda nos canais de televisão RTP, SIC e TVI.
O novo Conservatório de Lisboa funciona, desde a sua fundação, na aldeia histórica de
Carnide, em Lisboa. Além disso, tem parcerias com colégios privados e escolas públicas de
ensino regular onde lecciona cursos de nível de iniciação e até ao fim do ensino secundário.
ESCOLA DE MÚSICA DO COLÉGIO MODERNO
A Escola de Música do Colégio Moderno nasceu em setembro de 2012, concretizando assim
um velho sonho de dar à música toda a sua importância. Dirigida pela professora Inês Saraiva e
pelo maestro César Viana - duas referências no meio musical português - a escola conta com
um leque de professores de grande qualidade, a que se juntaram os professores de música do
colégio.
Inicialmente vocacionada para o ensino de instrumentos de corda – violino, viola e violoncelo –
a escola apostou no ano letivo passado, também, no ensino do piano, tendo como
coordenadora dos professores deste instrumento a pianista Jill Lawson. A Escola de Música do
Colégio Moderno, desenvolve ao longo do ano vários projetos e workshops, com a participação
de músicos nacionais e internacionais, e está aberta a todos os jovens entre os três e os 18
anos.
ESCOLA DE MÚSICA DO CONSERVATÓRIO NACIONAL
A Escola de Música do Conservatório Nacional é uma instituição com 178 anos de existência ao
longo dos quais sempre formou músicos e apresentou em concerto os seus alunos.
Tem apresentado os seus agrupamentos na Igreja de São Roque, Igreja de São Nicolau e Salão
Nobre do Conservatório Nacional, entre muitos outros concertos, nomeadamente com os
agrupamentos premiados no Prémio Jovens Músicos e Concurso Internacional de Música de
Alcobaça.
ESCOLA DE MÚSICA NOSSA SENHORA DO CABO
A Escola de Música Nossa Senhora do Cabo foi fundada em 1979 pela Paróquia de Linda-aVelha. Presentemente estão matriculados mais de 800 alunos que se inserem nos níveis de
Pré-Iniciação, Iniciação, Cursos Básico e Secundário de Música, bem como no Espaço Arte e na
Dança, que se apresenta nas vertentes de Ballet Clássico e Dança Contemporânea. A EMNSC
oferece atualmente cursos de Flauta, Flauta de Bisel, Oboé, Fagote, Clarinete, Saxofone,
Trompa, Trompete, Trombone, Percussão, Violino, Viola de Arco, Violoncelo, Contrabaixo,
Piano, Órgão, Guitarra Clássica, Harpa, Formação Musical, Canto.
Como complemento pedagógico, mas sobretudo como aposta artística, a EMNSC tem criado
espaços de trabalho para o desenvolvimento da prática musical de conjunto de que são
exemplos a Orquestra Maior, a Orquestra Da Capo, o ensemble Zapping Cello, as Vozes de
Palmo e Meio, o Coro Infantil, o Coro de Câmara, o Coro Juvenil, o Atelier de Ópera, Ensemble
de Sopros, as Mini Guitarras, Ensemble de Guitarras, o Atelier de Música Contemporânea, a
Oficina de Música Antiga, ou o Coro Feminino.
OJ.COM
O primeiro estágio desta orquestra realizou-se no final do ano letivo de 2001/2002.
Decorrente da avaliação desse estágio nacional, que permitiu um extraordinário intercâmbio
nacional de jovens instrumentistas, surgiu o projeto de criar uma orquestra verdadeiramente
nacional, composta por alunos das escolas públicas de música localizadas nos Açores, Aveiro,
Braga, Coimbra, Lisboa, Madeira e Porto, proporcionando desta forma uma experiência
singular no panorama nacional.
Desde esta data, o estágio realiza-se anualmente, e rotativamente nas várias escolas públicas,
com um diferente maestro convidado em cada ano. Em 2015, participam na orquestra 80
jovens instrumentistas (com idades compreendidas entre os 13 e 18 anos) de todo o país Continente e Regiões Autónomas – selecionados através de provas de admissão por um júri da
responsabilidade do maestro convidado. O XIV estágio nacional da OJ.COM decorreu entre 16
e 21 de março, em Ponta Delgada, sob a organização do Conservatório Regional de Ponta
Delgada, com a direção artística do Maestro Ernst Schelle, que dirigirá a orquestra no presente
concerto.
ERNST SCHELLE
Nasceu na Alemanha (Potsdam), em 1948, encontrando-se atualmente radicado na Suíça. Da
sua longa e diversificada carreira musical destaca-se a sua atividade como chefe de orquestra,
que iniciou em 1968. É laureado pelo Concurso Internacional de Besançon em1978.
Entre 1979 e 1984 desempenhou as funções de diretor da Orquestra de Besançon e,
posteriormente foi diretor musical da Academia Internacional de Portarlier (França).
Desde 1985 é frequentemente convidado para dirigir orquestras em toda a Europa. Foi
convidado, em 1980, pelo Ministério da Cultura Alemão e Egípcio, a dirigir as temporadas
musicais da Orquestra Sinfónica do Cairo. As suas tournées internacionais levaram-no por
várias vezes aos Estados Unidos, bem como às principais capitais da Europa. De 1990 a 1994
foi o maestro principal da Orquestra de Poitou-Charentes.
Dirigiu vários concertos no Festival de Inverno de Sarajevo e gravou com a Orquestra
Filarmónica desta cidade.
Em 1994, funda a Associação AIDIMOS (Academia Internacional de Interpretação Musical para
a Orquestra Sinfónica) em Saintes (França), que reúne todos os anos mais de uma centena de
músicos de toda a Europa e da qual é diretor artístico.
Paralelamente à sua atividade de maestro tem desenvolvido uma intensa atividade pedagógica
e realizado cursos de direção de orquestra. Em Portugal, desde 1999, é maestro e diretor
artístico convidado da Orquestra APROARTE (Associação Nacional do Ensino Profissional de
Música e Artes).
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