TECNOLOGIAS DE GEOPROCESSAMENTO NO ENSINO

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Anais do Simpósio Regional de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto - GEONORDESTE 2014
Aracaju, Brasil, 18-21 novembro 2014
TECNOLOGIAS DE GEOPROCESSAMENTO NO
ENSINO DE GEOGRAFIA
Clara Maria Freire Cordeiro de Andrade1, Silvia Ferreira da Silva França2, Sara Fernandes de Souza3,
Francisca Maria Teixeira Vasconcelos4
1
Graduanda em Geografia na Universidade Federal de Alagoas - UFAL - Campus do Sertão, [email protected]
2
Graduanda na Universidade Federal de Alagoas - UFAL - Campus do Sertão, [email protected]
3
Professora Adjunta da Universidade Federal de Alagoas - UFAL - Campus do Sertão, [email protected]
4
Professora Assistente da Universidade Federal de Alagoas - UFAL - Campus do Sertão, [email protected]
RESUMO: As geotecnologias têm se tornado instrumentos essenciais no processo de ensinoaprendizagem dos graduandos em Geografia. Este trabalho que foi desenvolvido na disciplina
Tecnologias em Geografia do curso de Licenciatura em Geografia da Universidade Federal de Alagoas
– Campus do Sertão, teve como objetivo produzir um mapa analógico e um mapa digital do
assentamento Maria Cristina localizado no município de Delmiro Gouveia – AL. Foi realizado um
mapeamento de campo na escala 1:200 e como resultado produzido um mapa de uso e ocupação do
solo. Foram utilizadas ferramentas de geoprocessamento, como digitalização de dados, sistema de
posicionamento global e sistema de informação de geográfica, as quais permitiram que os discentes
compreendessem a eficácia do uso das geotecnologias na produção de mapas, bem como suas
contribuições para o desenvolvimento prático da disciplina de Tecnologias em Geografia.
PALAVRAS-CHAVE: geotecnologias, mapeamento, graduação.
INTRODUÇÃO: Os avanços tecnológicos dos últimos anos possibilitaram que as tecnologias de
geoprocessamento se tornassem ferramentas, cada vez mais, acessíveis e eficazes aos estudos
geográficos (CARVALHO, 2012). O Geoprocessamento é um conjunto tecnologias de tratamento e
manipulação de dados geográficos, por meio de programas computacionais, dentre as destacam-se o
Sensoriamento Remoto, a Digitalização de Dados, a Automação de Tarefas Cartográficas, os Sistemas
de Posicionamento Global - GPS e os Sistemas de Informações Geográficas - SIG (PINA; SANTOS,
2000). Neste trabalho, veremos a experiência dos alunos do curso de Licenciatura em Geografia da
Universidade Federal de Alagoas na produção de um mapa analógico que posteriormente, com o uso
de geoprocessamento, foi transformado em um mapa digital. A disciplina de Tecnologias em
Geografia possibilita a interação dos discentes com diversas ferramentas tecnológicas, como o uso de
programas gratuitos, como o QGis.
MATERIAL E MÉTODOS: O mapeamento feito na disciplina foi realizado no Assentamento Maria
Cristina, no município de Delmiro Gouveia-AL. A turma foi dividida em equipes, ficando cada uma
responsável pelo mapeamento de partes dos lotes. Portanto, o presente trabalho é resultado do
mapeamento de dois lotes do assentamento, cada um medindo 25 x 25 metros. Foi feito um
mapeamento de detalhe na escala 1:200 em papel milimetrado, gerando assim um mapa de uso do
solo. Após a produção do mapa analógico, os alunos puderam transformá-lo em um mapa digital,
utilizando o SIG gratuito QGis. O mapa foi escaneado e então, georreferenciado a partir dos pontos de
GPS que os alunos coletaram em campo, como mostra a figura 2.
O QGis oferece diversas funções, dentre elas visualizar, gerenciar, analisar dados, editar, elaborar
mapas e outras utilidades. Após o mapa analógico ter sido digitalizado foi inserido o sistema de
coordenadas SAD 69/UTM zona 24 S e realizado o georreferenciado através da inserção dos pontos de
latitude e longitude que foram coletados em campo. Após esse processo, foi dado início a geração das
camadas de informações do uso solo.
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Figura1- Localização do assentamento Maria Cristina no município de Delmiro Gouveia – AL. Fonte:
autoria própria.
Figura 2- Mapa analógico digitalizado. Fonte: autoria própria.
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RESULTADOS E DISCUSSÃO: Como resultado os alunos produziram o mapa digital de uso do
solo de dois lotes do assentamento. Esse mapeamento possibilitou o contato dos alunos do curso de
Geografia com diversas ferramentas de geoprocessamento, como o GPS e o SIG. Em posse dos dados
coletados em campo e com o auxílio de SIG foi produzido o mapa de uso do solo que possibilitou o
conhecimento detalhado da área bem como a sua análise. Esta atividade proporcionou um avanço para
os alunos do curso de Licenciatura em Geografia, pois além de obterem contato com novas
ferramentas tecnológicas, puderam aprender na prática como se dá a produção de um mapa que pode
ser usado em trabalhos acadêmicos, além de tornarem-se aptos para a confecção de seus próprios
materiais didáticos, como mapas, que poderão ser utilizados em sua vida profissional. De acordo com
MELO e OLIVEIRA (2009), o contato do aluno com as geotecnologias, aliado as aulas de campo,
permite ao aluno se sentir parte do processo de ensino-aprendizagem, no momento em que ele
participa das aulas de campo, coleta os dados que lhe servirão de base para as análises e tratamento
das informações nos SIG’s.
Figura 3- Mapa de uso do solo dos lotes do assentamento. Fonte: autoria própria.
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As tecnologias em geografia apresentam grande potencial no estudo do espaço e meio ambiente,
possibilitando entender como se desenvolve a dinâmica local. O trabalho desenvolvido se mostrou útil
para o aprendizado dos alunos, que demonstraram ter aprendido as várias possibilidades de uso de um
SIG, inclusive o seu potencial didático na construção de conhecimentos. PANZINI e MONTANHA
(2005) afirmam que o “geoprocessamento traz uma maneira diferente de interpretar o dado, criando
um choque cultural no próprio ambiente de ensino. Estamos acostumados a analisar “o que” somos e
“como” somos, com o geoprocessamento identificamos “onde” estamos.” A geografia está presente no
nosso dia a dia, e os conteúdos ministrados em sala de aula juntamente com as geotecnologias,
permitem a compreensão do espaço tanto natural, quanto do espaço modificado pelo homem. O mapa
produzido proporcionou um novo modo de pensar, pois aproximou o conhecimento geográfico da
realidade, dando-lhe significado a partir da realidade vivenciada em campo, além de proporcionar
maior motivação na aprendizagem e estimular nos alunos seu senso crítico e raciocínio.
CONCLUSÕES: Foi verificada a importância do uso das novas tecnologias voltadas para o ensino de
Geografia, que possibilitam um aprendizado significativo para o aluno, visto que o conteúdo não fica
restrito apenas a teoria dando a oportunidade de experimentar novos recursos tecnológicos gratuitos. O
uso das tecnologias apresenta resultados positivos, pois permite, também, que tanto aluno, quanto
professor, possam analisar o espaço, que a todo momento encontra-se em constante modificação.
AGRADECIMENTOS: Agradeço ao Grupo de Estudo em Geotecnologias – GEOTEC da
Universidade Federal de Alagoas – Campus do Sertão.
REFERÊNCIAS:
CARVLHO, V. S. G. O sensoriamento remoto no ensino básico da Geografia. Rio de Janeiro: APED,
2012. 228p.
MELO, J. A. B.; OLIVEIRA, M. M.. Educação geográfica e geotecnologias: da reprodução à
reconstrução do conhecimento na sala de aula. In: 10º encontro nacional de prática pedagógica de
ensino em geografia, 2009. Disponível em: <http://www.agb.org.br/XENPEG/artigos/GT/GT4
/tc4%20(51).pdf>. Acesso em 19 de ago. 2014.
PINA, M. F; SANTOS, S. M. Conceitos básicos de Sistemas de Informação Geográfica e Cartografia
aplicados à saúde. Brasília: OPAS, 2000. 122 p.
PANZINI, D. F. G; MONTANHA, E. P. Geoprocessamento no ensino fundamental: utilizando SIG no
ensino de geografia para alunos de 5ª a 8ª série. In: XII simpósio brasileiro de sensoriamento remoto,
2009. Disponível em: <http://marte.sid.inpe.br/col/ltid.inpe.br/sbsr/2004/11.22.19.05/doc/1329.pdf.>
Acesso em: 22/08/2014.
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