CARACTERIZAÇÃO DO RELEVO DA BACIA DO RIO MARUIM NO

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CARACTERIZAÇÃO DO RELEVO DA BACIA DO RIO MARUIM NO LITORAL CENTRAL DE SANTA
CATARINA
Rúbia Corrêa da Silva Ferreira (*)
Vicente Rocha Silva (*)
Prefeitura Municipal de Florianópolis-SC (*)
[email protected]
Resumo
A bacia do rio Maruim situa-se na região da grande Florianópolis no Estado de Santa Catarina. O rio Maruim
integra terras dos municípios de São Pedro de Alcântara, São José e Palhoça. As coordenadas geográficas são os
paralelos 27º 31’12’’/ 27º 38’ 56’’ de latitude sul e os meridianos 48º 37’21’’/ 48º 56’ 25’’ de longitude oeste de
Greenwich. A bacia possui 190,34 km². A área de pesquisa é formada por dois domínios geológicos: o PréCambriano (Embasamento Cristalino) e a Cobertura Sedimentar Cenozóica. No Embasamento Cristalino
predomina rochas metamórficas (gnaisses e migmatitos). Na Cobertura Sedimentar Quaternária é formada por
depósitos inconsolidados de areias, siltes, argilas e conglomeados. Em termos geomorfológicos, as regiões mais
elevadas e de relevo dissecados pertence à unidade geomorfológica Serra do Leste Catarinense. Nas áreas planas
dos vales, o relevo forma a unidade geomorfológica Planície Sedimentar. O objetivo do trabalho foi de
caracterizar o relevo, a fim de fornecer subsídios que possibilitem o uso racional da bacia de acordo com as
potencialidades e fragilidades dos recursos naturais frentes as ações humanas. Na metodologia utilizou-se na
delimitação da área de estudo, cartas topográficas do IBGE, na escala 1: 50.000 (folhas: Florianópolis e Santo
Amaro da Imperatriz). Os mapas temáticos foram os seguintes: clinográfico, hipsométrico, hidrografia, vegetação
original, geomorfológico, etc. Os processos morfogenéticos, geraram modelados intensamente dissecados sendo
denominados de modelados de dissecação em Montanhas (DM), modelados de dissecação em Morraria (DO) e
modelados de dissecação em Colinas (DC). No baixo vale do rio Maruim as modificações humana foram intensas
na paisagem devido ao processo desordenado de ocupação humana. Os meandros dos rios da planície foram
retificados e canalizados visando combater as enchentes. A mata ciliar está ausente, aumentando a erosão dos
solos e das margens dos rios, bem como o assoreamento dos canais fluviais.
Palavras-chave: Rio Maruim; Mapa geomorfológico; São Pedro de Alcântara.
Abstract
The basin of the Maruim river is placed in a density área of Florianópolis, it is draining lands of São Pedro
de Alcântara, São José and Palhoça districts. The basin possesses 190 km² and in the high course the first german
colony was installed in the state of Santa Catarina, in 1829. In the bass course of this river, it was formed the
urban center of São José district. In spite of the historical importance for the formation of the population and
catarinense economy are scarce the cartography researches and of the process of transformation of the natural
resources for the society there installed. The objective was characterizing the relief, in order to supply subsidies
to the planning, seeking to the rational use of the basin in agreement with the potentialities and the fragilities of
the atmospheres. It was used the IBGE topographical sheets: Florianópolis and Santo Amaro da Imperatriz, in the
scale 1: 50.000. Thematic maps were elaborated: chirographic, hypsometric, hydrographic, etc. It was used
thematic maps of the IBGE project of Coastal Administration of Santa Catarina (2nd phase). For analysis of the
evolution of the human occupation in the basin were used aerial pictures in the scale 1: 25.000 of 1957 and 1978
and images from satellites of november, 1989 and january, 1990. The basin of the Maruim river belongs to two
types of modeled: Serra do Leste Catarinense Unit Geomorphologic and Sedimentary Plain Geomorphologic
Unit. In the East Catarinense´s mountain ridge it is locate in the lands of the Pre-Cambrian (granites and
gneisses). That unit presents limitations to the agricultural activity, due the accentuated steepness and little
thickness of the soil. The Unit Sedimentary Plain corresponds to the modeled of accumulation of plane forms in
the bass course of Maruim river. It is in the bass valley the area more problematic of the environmental point of
view, due to the process of accelerated occupation in inappropriate areas the installation of homes in the margins
of the rivers, submitted to occurrences of inundations.
Key-words: Maruim river; Geomorphologic map; São Pedro de Alcântara
Introdução
A bacia do rio Maruim está situada na região conurbada de Florianópolis. O rio Maruim drena terras dos
municípios de São Pedro de Alcântara, São José e Palhoça, em Santa Catarina. O antigo distrito de São Pedro de
Alcântara foi emancipado em 1994. A bacia possui 190,34 km² (Ferreira, 1994, p.9). Nesta bacia foi instalada a
primeira colônia alemã de Santa Catarina, denominada de São Pedro de Alcântara, em 1829. No baixo curso
deste rio, formou-se o centro urbano de São José. Esta pesquisa integra um estudo mais amplo, denominado
“Bacia do rio Maruim: transformações e impactos ambientais”, concluída em 1994, no Programa de PósGraduação em Geografia da UFSC. A área de estudo é formada por dois domínios geológicos o Pré-Cambriano
(Embasamento Cristalino) e a Cobertura Sedimentar Cenozóica. O Embasamento Cristalino é formado por rochas
metamórficas (gnaisses, migmatitos) e diversos tipos de granitos. A Cobertura Sedimentar Quaternária é
constituída por depósitos inconsolidados de areias, siltes, argila e conglomerados. Nas áreas mais elevadas da
bacia o relevo é dissecado e integra a Unidade Geomorfológica Serra do Leste Catarinense. Nas áreas da
Cobertura Sedimentar Quaternária as formas planas do relevo correspondem a Unidade Geomorfológica Planície
Sedimentar (Ferreira, 1994, p.27). O objetivo deste trabalho foi de caracterizar o relevo, componente do meio
natural físico, a fim de fornecer subsídios que possibilitem o uso racional da bacia de acordo com as
potencialidades e as fragilidades dos recursos naturais.
Localização Geográfica da área de estudo
A bacia do rio Maruim faz parte da vertente do atlântico, disposta no sentido oeste-leste. Drena o
município de São Pedro de Alcântara, o extremo sul do município de Palhoça e pequena parte norte/nordeste do
município de Santo Amaro da Imperatriz. Situa-se entre os paralelos 27º 31’ 12’’/ 27º 38’ 56’’ de latitude sul e
entre os meridianos 48º 37’21’’/ 48º 56’ 25’’ de longitude oeste de Greenwich. O rio Maruim possui nascentes
nas vertentes cristalinas da Serra do Leste Catarinense, localmente denominada de Serra do Pai-João, a uma
altitude de 740 metros. Suas águas deságuam na Baía Sul, entre o continente e a Ilha de Santa Catarina (Ferreira,
1994, p.9) (Figura 1).
Mapa de localização geográfica da área de estudo
Figura 1 – Mapa de localização geográfica da bacia do rio Maruim – SC.
Material e Método
Foram utilizadas as folhas topográficas Florianópolis e Santo Amaro da Imperatriz do IBGE, na escala 1:
50.000, para a delimitação e setorização da bacia do rio Maruim, em alto, médio e baixo vale. Foram elaborados
mapas temáticos: clinográfico, hipsométrico, hidrografia, vegetação original, etc. Utilizou-se os mapas temáticos
do projeto de Gerenciamento Costeiro de Santa Catarina (2ª fase), realizado pelo Digeo Sul do IBGE, em
Florianópolis. Para a análise da evolução do desmatamento na bacia foram utilizadas imagens de satélite de
novembro de 1989 e janeiro de 1990, bem como, fotografias aéreas na escala 1: 25.000, referentes aos anos de
1957 e 1978. Na geomorfologia foram definidas as unidades do relevo e processos morfodinâmicos e trabalhos de
campo em toda a área da bacia. Os aspectos humanos foram levantados através de levantamentos bibliográficos
(Ferreira, 1994, p.3).
Resultados e Discussões
Geomorfologia
A bacia do rio Maruim está inserida em dois grandes domínios morfoestruturais, que se estendem ao
longo da borda oriental do Estado de Santa Catarina: o do Embasamento Cristalino e o da Cobertura Sedimentar
Quaternária. Ambos os domínios apresentam formas de relevo, que resultam em unidades geomorfológicas
distintas, resultantes da atuação de diversos processos morfogenéticos e que guardam íntima relação com o
substrato geológico. Portanto, nas áreas onde afloram as rochas do Embasamento Cristalino, possuem formas
dissecadas de relevo, formam a Unidade Geomorfológica Serra do Leste Catarinense. Nas áreas de Cobertura
Sedimentar Quaternária, as formas planas do relevo correspondem a Unidade Geomorfológica Planície
Sedimentar (Ferreira, 1994, p.27).
Unidade Geomorfológica Serras do Leste Catarinense
É constituída por uma seqüência de elevações dispostas de forma paralela e/ou subparalela. Suas cristas
são orientadas preferencialmente no sentido NE/SW, segundo as antigas zonas de fraturas do embasamento ou
ainda segundo as falhas mais jovens, cujas altitudes atingem até 778 metros na Serra do Pai-João. As serras se
apresentam gradativamente mais baixas à medida que se aproximam da linha de costa. Os alinhamentos
estruturais condicionaram a intensa dissecação do relevo, os interflúvios são geralmente convexos e estreitos e as
vertentes de alta declividade, acima de 45%, estão sulcadas e interrompidas por rupturas de declive. A
declividade acentuada das vertentes determina a ocorrência de movimentos de massa do tipo escorregamentos, os
quais foram observados, no médio vale do rio Maruim. O desmatamento acelerado e atividades antrópicas não
condizentes com topografia acentuada proporcionaram escoamento superficial difuso, promovendo o
carregamento de sedimentos de menor granulometria, expondo blocos rochosos, podendo tornar-se área de risco a
ocupação humana (Mousinho; Bigarella, 1965). Na pecuária com o constante pisoteio do gado, gradativamente,
forma terracetes na vertente, podendo evoluir para sulcos e ravinas e até voçorocas. Esta unidade, em virtude da
baixa aptidão agrícola, com pouca espessura do solo, declividade e elevada pedregosidade, não constitui uma área
densamente povoada (Ferreira, 1994, p.28).
Os pequenos núcleos urbanos são encontrados nos terraços fluviais localizados nos tributários, córrego
dos Pombos, ribeirão Forquilha e ribeirão Pagará, situados do baixo vale do rio Maruim. Os condicionantes
geológicos (heterogeneidade litológica – granitos, gnaisses, migmatitos) típicos dessa unidade que combinados
com os processos morfogenéticos, geraram modelados dissecados que resultaram em vales profundos. Esses
modelados que apresentam diferentes níveis topográficos foram classificados em três tipos: Modelados de
Dissecação em Montanha (DM), Modelado de Dissecação em Morraria (DO) e Modelado de Dissecação em
Colinas (DC). A classificação adotada teve como base o Projeto de Gerenciamento Costeiro (2ª fase) do IBGE
(1995).
Modelado de Dissecação em Montanhas (DM)
Caracteriza por apresentar vales bem encaixados, com topos extensos convexo-côncavos e vertentes com
diferentes graus de inclinação por vezes desdobradas em patamares. As amplitudes altimétricas atingem em
média 300 metros, formando uma paisagem marcante nas áreas limítrofes entre o médio e o baixo curso do rio
Maruim. As serras e morros geralmente, são elevações alongadas, às vezes, isoladas, em forma de cristas, com
topos aguçados ou convexos.
Modelado de Dissecação em Morraria (DO)
Apresenta vales encaixados, conformando morros com vertentes convexas-côncavas, com amplitude
variando de 100 a 200 metros, maiores do que os de dissecação em colinas (DC). É o modelado de maior
abrangência da área de estudo, com predominância no alto e médio vale do rio Maruim (Figura 2).
Figura 2 – Cumeadas preservadas com vegetação secundária, embaixo nível de pediplano
e ombreira, área de pastagem, com sulcos ocasionados pelo pisoteio do gado. Foto: Rúbia Ferreira, 1994.
Modelado de Dissecação em Colinas (DC)
Caracteriza por apresentar vales pouco encaixados, abertos, com amplitude altimétrica baixa, ao redor de
100 metros, constituindo elevações em forma de colinas com vertentes convexizadas. Esses modelados são
encontrados nas localidades de Picadas do Norte, Potecas, margem esquerda do ribeirão da Forquilha e no alto
vale do rio Maruim (Ferreira, 1994, p.32).
Unidade Geomorfológica Planície Sedimentar
São extensões de terrenos modelados em sedimentos argilo-arenoso apresentando formas planas, em
destaque no baixo curso do rio Maruim. Esta unidade apresenta três distintos modelados de acumulação: Marinha
(Am), Terraço Fluvial (Atf) e Coluvial (Ac), onde foram cartografados no mapa geomorfológico da bacia do rio
Maruim (Figura 5).
Acumulação Marinha (Am)
É uma área plana ou levemente ondulada, moldada em sedimentos arenosos. Compreende as formas de
relevo originadas pela acumulação de depósitos sedimentares sob o regime praial: pelas ondas, das correntes e
das marés. Está localizada no baixo curso do rio Maruim em altitudes que variam de zero a dez metros. Essa área
foi parcialmente ocupada pela desordenada expansão urbana, o restante da região é formada por vegetação
litorânea.
Acumulação Terraço Fluvial (Atf)
Localizada em toda a bacia em grandes áreas no baixo vale do rio maruim e nos tributários: ribeirão
Forquilha e córrego dos Pombos. Em menores proporções, os terraços fluviais também ocorrem no alto e médio
vale do rio Maruim, nas localidades da Rocinha, Santa Filomena, Santa Tereza (município de São Pedro de
Alcântara), delimitadas no mapa geomorfológico (Figura 5). São caracterizadas por modelados planos com
pequena inclinação para a rede fluvial atual ou subatual, apresentando rupturas de declive em relação ao leito do
rio e das várzeas. A expansão urbana neste tipo de modelado do rio Maruim, é intensa e muitas características
originais da planície sedimentar foram alteradas pela ação antrópica. Os rios nesse trecho possuem características
meandrantes e muitos tiveram seus leitos retificados e canalizados para diminuir os riscos de enchente ou para a
expansão de loteamentos urbanos (Ferreira, 1994, p.33) (Figura 3 e 4).
Figura 3 – Loteamento Flor de Nápoles as margens do ribeirão Forquilhas. Foto: Rúbia Ferreira, 1994.
Figura 4 – Área da planície sedimentar do rio Maruim, tendo ao fundo as encostas das Serras
do Leste Catarinense. Foto: Rúbia Ferreira, 1994.
Acumulação Coluvial (Ac)
Corresponde às áreas rampeadas com declividades variadas, levemente convexizadas, resultante da
concentração de depósitos provenientes dos fluxos torrencias, localizados nas partes mais afastadas de leques e
cones de dejeção, deslocados em período de rompimento de equilíbrio morfogênese/ pedogênese. Estes depósitos
podem apresentar-se ravinados, isto, em função das águas de escoamento superficial. Essas formas de relevo não
são contínuas e interligam-se com os modelados pertencentes às unidades geomorfológicas próximas. É
encontrado em toda bacia do rio Maruim, diferencia-se dos outros modelados de acumulação pela cor dos
sedimentos e formas de relevo. Constituídos de areias arcosianas com matriz síltico-argilosa provenientes de
terrenos gnáissicos e graníticos situados a montante. Esse tipo de modelado se eleva acima das demais áreas da
Planície Sedimentar. As áreas mapeadas possuem geralmente 400 metros de largura e amplitudes altimétricas que
atingem em alguns pontos altitudes de até 20 metros. Esse modelado suaviza o contato entre a área de
acumulação dos terraços fluviais que antecedem as planícies e a base das vertentes dos modelados das Serras do
Leste Catarinense. O modelado de acumulação coluvial localiza-se principalmente no baixo vale do rio Maruim e
seu afluente ribeirão Forquilha (figura 5).
Mapa geomorfológico da bacia do rio Maruim - SC
Figura 5 – Mapa geomorfológico da bacia do rio Maruim – SC.
Legenda do mapa geomorfológico
Figura 5 – Mapa geomorfológico da bacia do rio Maruim - SC
Degradação Antrópica (H)
As principais degradações observadas na bacia do rio Maruim foram a áreas de empréstimo de argila, que
resultaram em formas irregulares de relevo oriundas de revolvimento do regolito. Elas foram identificadas
principalmente na área industrial do município de São José, próximo às localidades do Sertão do Maruim e
Picadas do Norte. As argilas são destinadas à construção civil e aterros de estradas e na localidade de Passa Vinte
no município de Palhoça. A degradação da vegetação da baixa e média encosta (notadamente no baixo curso do
rio Maruim), onde ocasiona a ruptura do equilíbrio original da vertente. A dinâmica desencadeia o processo
erosivo em larga escala e estimula os movimentos coletivos do solo (Ferreira, 1994, p.35).
Hidrografia
Os rios da vertente do Atlântico são rios de menor caudal, que tem a borda oriental do Planalto Cristalino
como importante divisor de águas com os rios da vertente do interior. Esses rios apresentam um perfil
longitudinal acidentado tendo durante o seu curso cascatas e corredeiras e nas baixadas litorâneas geralmente
formam meandros na planície. O rio Maruim tem suas nascentes a cerca de 740 metros de altitude, na Serra do
Pai-João, na divisa do município de São Pedro de Alcântara como o município de Antônio Carlos, onde
predominam as rochas metamórficas do Complexo Canguçu. No médio vale onde as formações da Suíte Intrusiva
São Pedro de Alcântara fazem contato com os granulitos do Complexo Canguçu o padrão de drenagem da
margem esquerda, embora localmente dendrítico, caracteriza-se pelo traçado retangular, adaptado às estruturas
tectônicas locais. A densidade hidrográfica da drenagem é média (Ferreira, 1994, p.42) (Figura 6, 7 e 8).
Mapa hidrográfico da bacia do rio Maruim – SC.
Figura 6 – Mapa hidrográfico da bacia do rio Maruim – SC.
Figura 7 – Trecho do rio Maruim próximo à localidade de Santa Filomena,
município de São Pedro de Alcântara – SC. Foto: Rúbia Ferreira, 1994.
Figura 8 – Foz do rio Maruim na Baía Sul no município de São José - SC. Foto: Rúbia Ferreira, 1994.
Considerações Finais
É no baixo vale do rio Maruim a região mais problemática do ponto de vista social e ambiental. A planície
fluvial as modificações humanas foram intensas no tempo e no espaço. Vários fatores contribuem para uma
degradação crescente, tais como: a retirada da mata ciliar, a erosão dos solos e das margens dos rios, o
assoreamento dos canais fluviais, o lançamento de esgotos domésticos “in natura” e a retificação dos canais
fluviais. A ocupação do solo urbano sem critério, provoca o aumento excessivo da impermeabilização dos solos,
que acaba favorecendo o escoamento superficial em detrimento da redução da infiltração, em uma região frágil
do ponto de vista ambiental. As enchentes no vale do rio Maruim são históricas, com registros desde o início da
instalação da primeira colônia germânica em 1829, no atual município de São Pedro de Alcântara.
Referências
FERREIRA, Rúbia C. da Silva. Bacia do Rio Maruim: transformações e impactos ambientais. Florianópolis,
1994. Dissertação (Mestrado em Geografia). Departamento de Geociências, Universidade Federal de Santa
Catarina, 1994.
MOUSINHO, Maria Regina; BIGARELLA, João J. Movimentos de massa no transporte dos detritos de
meteorização das rochas. Boletim Paranaense de Geografia. Centro de Documentação e Informação do Instituto
de Geologia da Universidade Federal do Paraná. Curitiba, n. 16/17 jul., p.43-84, 1965.
ROSA, Rogério de O. Geomorfologia. In: Projeto de Gerenciamento Costeiro (2ª fase). Florianópolis: IBGE,
1995.
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