GEOGRAFIA / ECONOMIA – 5º ANO

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Objetivo Pedagógico e Metas de Ensino de uma Escola Waldorf - Tobias Richter
GEOGRAFIA / ECONOMIA – 5º ANO
5° AO 12° ANO: ASPECTOS PRINCIPAIS
Como acontece com todas as matérias, o ensino da geografia deve acompanhar e apoiar os alunos em sua
evolução física, anímica e espiritual. Além disso, Rudolf Steiner queria que essa matéria tivesse uma posição
muito central, pois múltiplas relações com outras matérias (biologia, física, química, astronomia,
matemática, história) podem ser estabelecidas, o que aumentaria a integridade de todo o ensino. Rudolf
Steiner via ainda os componentes morais do ensino da geografia. Conhecendo o aspecto "lado-a-lado" no
espaço, a criança iria se colocar com maior carinho ao lado dos seus vizinhos. (R. Steiner, GA 302, 3a
conferência)
O ensino da geografia deve, portanto, ser elaborado de maneira a transmitir ao aluno o interesse pelo
mundo e o entusiasmo pela vida. Isso pressupõe uma compreensão, cada vez maior, da terra como espaço
natural possuindo certos ritmos vitais; o ser humano não faz apenas parte desse espaço, mas transforma-o
constantemente pela sua atividade econômica e cultural. A disposição para assumir responsabilidades e a
consciência dos problemas ecológicos deveria ser fixada entre os alunos desde cedo.
METAS PEDAGÓGICAS GERAIS DO 5° AO 8° ANO
Os critérios do plano de ensino mudam de acordo com o desenvolvimento psicológico da criança. No 5° e no
6° ano a criança é conduzida, a partir do local aonde vive (vide: noções de história e geografia local, 4° ano),
em princípio a uma maior aproximação da terra através da observação das condições econômicas, isto é,
através do intermitente cultivo da terra pelo homem, considerado como parceiro da natureza. Isso ajuda a
criança a se encarnar. No 7° e no 8° ano, ela vem a conhecer, em contrapartida, o caráter e a cultura dos
diversos povos, principalmente dos não europeus. O ensino da geografia implica, nessa idade, um
movimento em duas direções: primeiro, "no meio da infância", em direção à terra, sob o aspecto da
familiarização com o espaço físico da terra; na pré-puberdade — quando começa a maturidade terrena - um
movimento em sentido contrário, em direção à diversidade anímico-cultural da terra.
5° ANO
CRITÉRIOS E PRINCÍPIOS GERAIS DE ENSINO:
Ensinar geografia no meio da juventude significa, levar ao conhecimento dos alunos uma infinidade de fatos
cheios de vida. Os alunos devem conhecer uma parte do mundo, mas de modo tal que o aprendizado
produza vivências emocionais. As relações básicas causais ainda podem ficar em suspenso. Uma seleção de
várias regiões e paisagens da Europa Central é apresentada. Com isso um certo conhecimento topográfico
deve ser fixado, de maneira a permitir ao aluno a fazer uma imagem da sua trimembração em planícies,
montanhas médias e montanhas altas, com os seus respectivos micro espaços. É importante reencontrar,
em espaços vitais maiores, as relações econômicas e de comunicação estudadas na parte geográfica das
noções de história e geografia local do 4° ano. O conceito "Europa Central" não deveria obedecer a critérios
políticos, mas incluir a Suíça, a Áustria, a República Tcheca, e mesmo a Polônia e a Eslováquia ("Europa
centro-leste") —isto é, abranger os vários povos que vivem num só espaço.
POSSÍVEIS CONTEÚDOS DE ENSINO:
A grande variedade da Europa Central — quanto à paisagem e economia — o aluno pode descobrir por meio
de "viagens de exploração" em rios que vão além dos limites da região local. Pode também haver "viagens"
ao longo das costas marítimas ou nas montanhas:
• Comparação entre os rios Reno, Danúbio, Elba.
• A vida e a economia perto do mar, nas montanhas altas, nas regiões de montanhas intermediárias, nas
planícies.
• A mineração e outros setores econômicos.
• Continuar com a confecção de mapas; uso de mapas de parede e, eventualmente, também do Atlas.
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