Gastroenterologia

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OORDENADORIA
A PERMANENTE DE SELEÇÃO
UNIVERS
SIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA - EDITAL 07/2011
PROGRAMAS COM PRÉ-REQUISITO
010 - GASTROENTERO
LOGIA
OL
DATA
A: 18/12/2
2011
H
HORÁRIO
O: das 08
8 às 10 horas
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Processo Seletivo PRM – Edital 07/11 – Programas com pré-requisito: Gastroenterologia
01. O diagnóstico de doença por depósito de cristais de pirofosfato diidratado de cálcio se baseia nos seguintes
aspectos, EXCETO:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Anamnese.
Exame físico.
Evidências radiológicas.
Presença de cristais intracelulares no líquido sinovial.
Dosagem de cálcio sérico.
02. Tipicamente o paciente com espondilite anquilosante queixa-se de lombalgia e rigidez com características
inflamatórias, principalmente:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Aumento exagerado das provas de fase aguda.
Exacerbação da dor com o repouso e melhora com a atividade.
Acontece sempre de madrugada, acordando o paciente.
Os sintomas progridem gradualmente durante o período de meses.
A presença do HLA B27, que pode confirmar o diagnóstico.
03. O sintoma mais comum na poliarterite nodosa, presente em mais de 70% dos pacientes, é:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Manifestação cutânea.
Envolvimento gastrointestinal.
Vasculite renal com insuficiência vascular, infarto renal.
Mononeurite múltipla.
Orquite.
04. É(são) considerada(s) manifestação(ões) inicial(is) mais comuns do lúpus eritematoso sistêmico:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Alopecia.
Emagrecimento, anorexia.
Artralgias, artrites.
Fotossensibilidade com eritema em asa de borboleta.
Dor abdominal.
05. Menina de 5 anos, branca, vem a consulta por causa de lesão eritematosa extensa na face e lesões mais
discretas em superfície extensora de dedos das mãos, presentes há 4 meses. Nega outros sintomas. O exame
físico mostra lesão eritematoedematosa, não pruriginosa em pálpebras, regiões malares, fronte e mento; região
periungueal hiperemiada, levemente edematosa, permitindo a visualização de alterações capilares discretas;
sistema musculoesquelético sem artalgias, mialgias ou fraqueza muscular. Hb 12,3g/dl, 7.400 leucócitos/mm3
(59 neutrófilos e 31 linfócitos), plaquetas normais; VHS 54mm/1ª hora, proteína C reativa menor que 6mg/dl
(normal <6), TGO 30U/L (<37), TGP 19U/L (<42), CPK 51 U/L (<170), LDH 575 U/L (<450), aldolase 8 U/L
(<12). Diante do quadro, a hipótese diagnóstica é:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Poliartrite inflamatória juvenil.
Artrite idiopática juvenil, forma sistêmica.
Dermatomiosite juvenil.
Lúpus eritematoso sistêmico juvenil.
Esclerodermia.
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06. Homem, 25 anos, pardo, iniciou lesões eritematovioláceas em tronco e dorso há 5 anos, com discreto prurido.
As manchas evoluíram com endurecimento da pele e mudança de cor da pele. Não havia outras queixas. Bom
estado geral, eupneico, afebril; pele apresentando lesões irregulares, em placas escleróticas com bordas
nítidas, irregulares, hipercrômicas, com atrofia hipopigmentar central em formatos circulares e ovais em região
posterior do tronco à direita, próximo à omoplata e ao pescoço; restante do exame físico normal. Hemograma
normal, VHS 10mm/1ª hora, proteína C reativa de 4mg/dL (normal <6), provas de funções hepática e renal
normais, enzimas musculares normais, fator antinuclear =1/160 positivo padrão homogêneo; anticorpo
anticentrômero e anti-Scl70 negativos; complementos C3, C4 e CH 50 normais; ultrassom de abdômen e
radiografia de tórax normais. O diagnóstico é:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Lúpus eritematoso sistêmico.
Dermatomiosite.
Doença mista do tecido conjuntivo.
Hanseníase.
Esclerodermia localizada.
07. O diagnóstico da doença do caso descrito na questão anterior é feito por meio do(a):
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Diagnóstico clínico, baseado no aspecto característico da lesão.
Biópsia de pele.
Quantidade de imunoglobulinas séricas.
Aumento do número de eosinófilos no sangue.
Pesquisa de bacilos álcool-ácido resistentes.
08. Todas são manifestações clínicas frequentes na esclerose sistêmica, tanto difusa quanto limitada. A que ocorre
mais na forma difusa é:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Fenômeno de Raynaud.
Telangiectasia.
Calcinose.
Crise renal.
Hipertensão pulmonar.
09. Manifestação tardia das miopatias inflamatórias idiopáticas, comprometendo especialmente os casos de
miosite infantil, bastante incapacitante:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Atrofia.
Calcinose.
Superfície glabra das mãos com fissuras e hiperpigmentação.
Indisposição, fadiga.
Poliartrite fixa, deformante.
10. Garota de 16 anos, há 5 meses com aumento súbito das duas parótidas associado a febre. Inicialmente
recebeu tratamento com antibióticos por 15 dias. A febre cedeu no 2º dia de tratamento e houve regressão
parcial do quadro. Episódios semelhantes se repetiram nos últimos 5 meses. Atualmente reclama de boca
ressecada e olhos hiperemiados. Na história familiar, a mãe tem diagnóstico de tireoidite autoimune. No exame
físico, encontram-se olhos hiperemiados, aumento difuso de parótidas, boca ressecada; observa-se secreção
espessada e com grumos, saindo do conduto de Stenon ao se comprimir a parótida. Aparelhos cardiovascular,
respiratório e sistema nervoso normais; pele sem alterações; articulações sem artrite. O diagnóstico mais
provável é:
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(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Púrpura de Henoch-Schoönlein
Doença de Kawasaki
Parotidite infecciosa
Síndrome de Sjögren
Parotidite epidêmica
11. Embora o comprometimento da coluna dorsal ou lombar seja raro na artrite reumatoide, a coluna cervical é
frequentemente acometida, sendo a articulação mais comprometida:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
C1-C2
C2-C3
C3-C4
C4-C5
C6-C7
12. Assinale a opção que contempla os sintomas típicos da doença do refluxo gastroesofágico.
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Epigastralgia tipo queimação, eructação e plenitude pós-prandial.
Dor torácica não cardiogênica, disfagia e pirose.
Tosse crônica, pirose e globus cervical.
Pirose, regurgitação e eructação.
Regurgitação, pirose e rouquidão.
13. A principal complicação da doença ulcerosa péptica é:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Síndrome de estenose pilórica.
Adenocarcinoma gástrico.
Perfuração.
Penetração para órgãos adjacentes.
Hemorragia digestiva alta.
14. A condição clínica esofagiana mais frequentemente associada à doença de Chagas é:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Carcinoma.
Megaesôfago.
Espasmo esofagiano difuso.
Esôfago em quebra nozes.
Presbiesôfago.
15. Assinale a opção que NÃO é utilizada para avaliação prognóstica dos pacientes com pancreatite aguda.
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Amilasemia.
Idade.
Índice de Massa Corpórea (IMC).
Proteína C Reativa (PCR).
Tomografia Computadorizada de Abdome.
16. Dos medicamentos abaixo, o indicado para tratamento de helmintíases intestinais é:
(A) Secnidazol.
(B) Praziquantel.
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(C) Albendazol.
(D) Oxaminiquine.
(E) Metronidazol.
17. Paciente jovem, com antecedentes de úlceras gastroduodenais múltiplas e recorrentes, algumas delas
localizadas na segunda e terceira porção duodenal, associadas à diarreia crônica e cálculo renal, tem como
hipótese diagnóstica principal:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Infecção por Helicobacter pylori.
Síndrome de Zollinger-Ellison.
Mastocitose sistêmica.
Hiperparatireoidismo.
Úlcera péptica idiopática.
18. Paciente com 17 anos de idade, com diarreia crônica, má absorção de nutrientes, sinais de desnutrição,
diabetes mellitus tipo 1 e dermatite herpetiforme tem como hipótese diagnóstica principal:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Doença de Whipple.
Doença de Crohn.
Doença celíaca.
Pancreatite crônica juvenil.
Intolerância à lactose.
19. Assinale a opção que indica a melhor escolha terapêutica medicamentosa para indução de remissão em
paciente de 21 anos com doença de Crohn penetrante, de localização íleocolônica, apresentando fístula
perianal e atividade de doença classificada como moderada a severa:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Mesalazina.
Azatioprina.
Metotrexate.
Metronidazol.
Terapia biológica anti-TNF-∝.
20. São considerados fatores preditivos de elevada mortalidade e riscos de ressangramento em paciente com
hemorragia digestiva alta, EXCETO:
(A) Achados endoscópicos caracterizados como coágulo plano na base da lesão ulcerada ou úlcera péptica
com resíduos hematínicos na base.
(B) Idade >60 anos
(C) Início do sangramento em pacientes já hospitalizados.
(D) Comorbidades, tais como insuficiência cardíaca congestiva, insuficiência renal, insuficiência hepática e
neoplasias malignas.
(E) Instabilidae hemodinâmica grave, choque ou necessidade de >5 unidades de concentrados de hemácias
nas primeiras 24h.
21. A principal causa de ascite é:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Carcinomatose peritoneal.
Insuficiência cardíaca congestiva.
Tuberculose peritoneal.
Cirrose hepática.
Síndrome nefrótica.
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22. Assinale a opção INCORRETA com relação à Púrpura Trombocitopênica Imunológica (PTI) e à Púrpura
Trombocitopênica Trombótica (PTT):
(A) Na PTI da infância, a remissão espontânea é frequente e, em muitos casos, nenhum tratamento é indicado
(B) A presença de anemia hemolítica e plaquetopenia é suficiente para estabelecer o diagnóstico de PTT.
(C) Na suspeita de PTI, a determinação direta ou indireta da presença de autoanticorpos contra proteínas da
membrana plaquetária não é obrigatória para o diagnóstico.
(D) O tratamento de escolha na PTT é a plasmaférese, que permite repor a enzima deficiente e retirar os
multímeros de alto peso molecular do fator de Von Willebrand, levando à remissão da doença em 80 a
90% dos casos.
(E) A pesquisa de infecção pelo HIV está indicada em pacientes com PTI e PTT.
23. NÃO se pode afirmar com relação à anemia falciforme:
(A) A introdução da antibioticoterapia profilática e do programa de vacinação adequado permitiu reduzir a
mortalidade nos cinco primeiros anos de vida de 25% para menos de 5%.
(B) Frequentemente os pacientes apresentam leucocitose e plaquetose, provavelmente associados à
hiperplasia da medula óssea e à hipofunção esplênica.
(C) As crises dolorosas representam as manifestações clínicas mais comuns das doenças falciformes, sendo
mais frequentes em crianças entre 6 meses e 8 anos de idade.
(D) A complicação ortopédica mais comum é a necrose asséptica da cabeça do fêmur.
(E) Agravamento da anemia com exacerbação da icterícia pode significar crise hiperhemolítica. Este tipo de
crise é rara e aparentemente associa-se a infecções por Mycoplasma, deficiência de G6PD ou
esferocitose hereditária.
24. Na abordagem de um paciente com anemia, a anamnese deve incluir os sintomas, o tempo de evolução da
doença e se há ou não história familiar. A presença de poucos sintomas em pacientes visivelmente anêmicos
sugere:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Anemia discreta.
Associação com processo infeccioso.
Início na infância.
Paciente desorientado, sem fornecer informações adequadas.
Quadro de instalação lenta.
25. O linfoma de Hodgkin é uma neoplasia linfoide rara, que corresponde a menos de 1% dos casos novos de
câncer no Brasil. É INCORRETO afirmar:
(A) Apresenta um padrão bimodal de incidência, sendo mais frequente na 1ª e 6ª décadas de vida, com
discreta predileção pelo sexo masculino.
(B) Acomete predominantemente linfonodos supradiafragmáticos.
(C) A queixa mais comum dos pacientes é o aparecimento de massas nodais indolores de crescimento
progressivo.
(D) Nos casos avançados da doença, podem surgir sintomas constitucionais, tais como febre, sudorese
noturna, emagrecimento, prurido generalizado.
(E) A disseminação tende a ocorrer de forma característica, com o acometimento progressivo de áreas nodais
contíguas.
26. O diagnóstico de anemia hemolítica autoimune depende:
(A) da detecção de baixos níveis de hemoglobina e hematócrito.
(B) da observação de esferócitos no esfregaço de sangue periférico.
(C) do reconhecimento de uma contagem elevada de reticulócitos.
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(D) da detecção de níveis elevados de desidrogenase láctica.
(E) da demonstração de complemento e/ou imunoglobulina ligada à membrana das hemácias.
27. Sobre a Leucemia Mielóide Crônica, é INCORRETO afirmar:
(A) Na fase crônica da doença, no sangue periférico, é característica a leucocitose com granulócitos em todas
as fases de maturação, predominando as formas maduras. É comum também o achado de basofilia e
anemia normocítica normocrômica.
(B) Alterações citogenéticas adicionais podem estar presentes em mais de 50% dos pacientes que evoluem
com crise blástica.
(C) A ausência da translocação (9,22) permite excluir o diagnóstico de Leucemia Mielóide Crônica.
(D) Mielograma, biópsia de medula óssea, avaliação citogenética e molecular são exames realizados em
pacientes com suspeita da doença.
(E) A idade mediana do diagnóstico é entre a quinta e a sexta década de vida, com discreta predominância no
sexo masculino.
28. Em relação aos distúrbios da coagulação, NÃO é correto afirmar:
(A) A ausência de história familiar de hemofilia pode ocorrer em casos em que a mutação foi transmitida
através de várias gerações para mulheres.
(B) Pacientes com hemofilia A que desenvolvem aloanticorpos contra o fator VIII podem ser tratados com
fator VII ativado em caso de sangramento.
(C) A doença de Von Willebrand é considerada a forma mais comum de doença hemorrágica hereditária.
(D) Em paciente com queixas hemorrágicas, tempo de protrombina, tempo de tromboblastina parcial ativado e
tempo de trombina normais excluem deficiência de fatores da cascata da coagulação.
(E) Embora classicamente a doença de Von Willebrand se caracterize por manifestações hemorrágicas
cutâneas e mucosas, pacientes com doença tipo 3 podem apresentar sangramentos intra-articulares e
musculares.
29. O marcador de necrose miocárdica mais apropriado para o diagnóstico de reinfarto e é o mais específico para
a confirmação de infarto agudo do miocárdio (sem supradesnível do segmento ST), são, respectivamente:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Mioglobina e CPK total.
Troponina e CK-MB Ultrassensível.
Mioglobina e CK-MB Ultrassensível.
CK-MB Massa e Mioglobina Ultrassensível.
CK-MB e Troponina.
30. Os anti-hipertensivos abaixo podem ser utilizados durante a gestação, EXCETO:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Anlodipino
Pindolol
Hidralazina
Losartana
Metildopa
31. O fator abaixo que NÃO tem implicação prognóstica na Insuficiência Cardíaca Congestiva é:
(A) Bloqueio completo de ramo direito.
(B) Hiponatremia.
(C) Fração de ejeção reduzida.
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(D) Terceira Bulha.
(E) Dispneia aos pequenos esforços.
32. Os sinais eletrocardiográficos de hipercalemia incluem as alterações seguintes, EXCETO:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Ausência de onda P.
Ondas T pontiagudas.
Ondas U proeminentes.
Ampliação do QRS.
Fibrilação ventricular.
33. As principais categorias da glomerulonefrite crescêntica ou GNRP (rapidamente progressiva) são:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
hipoproteinemia, hipertensão e proteinúria.
hematúria sintomática, síndrome nefrítica aguda, glomerulonefrite crônica.
remissão espontânea, glomerulonefrite crônica, síndrome nefrítica aguda.
granular, linear, pauci–imune.
remissão espontânea, síndrome nefrótica e hiperproteinemia.
34. Das alterações abaixo, participam do índice de cronicidade da nefropatia lúpica:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Fibrose Intersticial, Hipercelularidade endocapilar e Infiltrado Intersticial.
Necrose Fibrinoide, Cariorrexis e Atrofia Tubular.
Esclerose Glomerular, Atrofia Tubular e Fibrose Intersticial.
Infiltrado Intersticial, Fibrose Intersticial e Crescentes Celulares.
Hipertrofia Tubular, Esclerose Tubular e Infiltrado Intersticial.
35. O tratamento da insuficiência renal aguda grave inclui todos os seguintes itens, menos
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
restrição proteica na dieta.
restrição da ingestão de sódio e água.
restrição da ingestão de potássio.
diálise precoce e frequente.
infusão contínua de altas doses de diuréticos.
36. Dado que corrobora a origem glomerular da hematúria:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Cilindros hemáticos
Hematúria isomórfica
Eosinofilúria
Hidronefrose
Hemoglobinúria
37. A nefropatia por IgA é a causa mais comum de glomerulonefrite no mundo. Assinale a opção INCORRETA.
(A) Há predileção pelos homens em relação as mulheres (3:1).
(B) Apesar de estar associada a uma infecção em uma percentagem considerável de casos, até o momento
nenhum antígeno específico foi identificado.
(C) A síndrome nefrótica é uma apresentação comum em pacientes com nefropatia por IgA.
(D) Em 40-50% dos casos, o paciente apresenta episódio de hematúria macroscópica entre a 2ª e a 3ª
décadas de vida.
(E) O exame de urina em pacientes assintomáticos identifica 30-40% dos pacientes com nefropatia por IgA.
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38. Paciente chega ao PS com dor torácica tipicamente anginosa iniciada há cerca de 40 minutos, associada à
sudorese e à náusea. Relato de ser diabético tipo 2 há 10 anos, hipertenso mal controlado e tabagista de 20
cigarros/dia. FC=103bpm, PA 160x110 mmHg. A melhor abordagem inicial é:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
ECG e nitrato SL.
AAS, morfina, nitrato SL, beta bloqueador, O2 suplementar, ECG.
Encaminhá-lo rapidamente a um centro com laboratório de hemodinâmica.
Acesso venoso, monitorização cardíaca, O2 suplementar e ECG.
Trombolítico endovenoso após identificar o supradesnível de ST no ECG.
39. O provável diagnóstico para uma paciente que, a partir dos trinta anos de idade, passa a apresentar quadros
repetitivos de aperto no tórax, tosse, dispneia, chiado no peito e abundância de roncos e sibilos à ausculta. A
espirometria revelou VEF1/CVF DE 65% do predito, após prova brocodilatadora, o Índice de Tiffeneau mostrouse dentro dos padrões a normalidade:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Enfisema pulmonar.
Asma.
Insuficiência cardíaca.
Embolia pulmonar.
Fibrose Cística.
40. Sobre a Síndrome de Pancoast é INCORRETO afirmar:
(A) Os tumores de Pancoast localizam-se posteriormente no ápice dos lobos superiores do pulmão, junto ao
plexo braquial
(B) Causa sintomas e sinais relacionados com a infiltração neoplásica das raízes do 8º nervo cervical e do 1º
e 2º nervos torácicos. Pode ocorrer invasão da 1ª e 2ª costelas, podendo invadir a pleura e parede
torácica causando intensa dor.
(C) A maioria dos tumores de Pancoast-Tobias é do tipo escamoso, de crescimento lento e raramente produz
metástases a distância.
(D) São frequentes: dor, alteração da temperatura cutânea e atrofia muscular do ombro e das porções do
membro superior secundária ao comprometimento nervoso.
(E) As metástases à distância são frequentes, e a Síndrome de Veia Cava Superior, rara
41. Um paciente de 50 anos de idade, procedente e residente no interior do Piauí (região do semiárido), lavrador e
cavador de poços, veio à consulta com queixas de dispneia a partir de pequenos esforços e dor torácica
ventilatória dependente. O RX do tórax revelou um padrão nodular difuso, com predomínio nos lobos
superiores e grande massa no lobo superior direito. A TC do tórax revelou gânglios calcificados em “casca de
ovo” nos hilos pulmonares. O diagnóstico mais provável é:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Carcinoma epidermoide do pulmão.
Silicose.
Coccidioidomicose.
Paracoccidioidomicose.
Sarcoidose.
42. Um paciente foi encaminhado à referência secundária, pois está iniciando o 5º mês de tratamento para TB com
Esquema Básico (EB) em TDO (Tratamento Diretamente Observado), apresentando falência terapêutica.
Iniciou EB há cinco meses, com sinais e sintomas compatíveis, baciloscopia positiva (+++) e radiografia de
tórax, evidenciando lesões cavitárias no terço superior direito e condensação de aspecto heterogêneo no terço
superior esquerdo. História de dois episódios de TB pulmonar no passado: 1ª há três anos, encerrado por
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tratamento completo; 2º há um ano, encerrado por abandono. Tem 40 anos, é casado, tem dois filhos
adolescentes e trabalha como ambulante. São afirmativas CORRETAS em relação ao caso, EXCETO.
(A) Deve-se solicitar baciloscopia de controle mensal e a solicitação da cultura, identificação e teste de
sensibilidade para a identificação do motivo da falência.
(B) O maior fator de risco para o desenvolvimento de resistência é o uso prévio dos medicamentos,
principalmente se esse uso foi irregular.
(C) Diante de um caso de falência, sempre considerar: o regime terapêutico atual (TDO ou Tratamento Auto
Administrado TAA); a evolução clínica; o padrão radiológico; o histórico terapêutico para TB.
(D) A importância do regime de TDO para a garantia da adesão do paciente ao tratamento, além de otimizar o
vínculo do mesmo com a equipe de saúde.
(E) Os dois filhos menores do paciente deverão obrigatoriamente receber reforço da vacina BCG como
principal medida de controle.
43. Sobre o laboratório nas doenças tireoidianas, assinale a opção CORRETA.
(A) Podem-se observar TSH normal e T4 livre baixo no hipotireoidismo central.
(B) Tiroglobulina é exame fundamental na investigação de hipotireoidismo de origem autoimune.
(C) T3 é o principal hormônio sintetizado na tireoide, embora T4 seja o hormônio de maior atividade nos
tecidos.
(D) Cerca de 50% do hormônio tireoidiano circulante está ligado a proteínas plasmáticas.
(E) Após ajuste de dose do hormônio tireoidiano, pode-se reavaliar a adequação do tratamento em 15 dias.
44. Não se espera encontrar, relacionado às drogas antitiroidianas:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Agranulocitose
Aplasia cútis
Hepatite tóxica
Necrose tubular aguda
Rash cutâneo
45. Sobre diabetes mellitus, assinale a opção CORRETA.
(A) A Glicemia de 234, isoladamente, já fecha o diagnóstico de diabetes.
(B) Teste oral de tolerância à glicose deve ser realizado sempre que a glicemia de jejum estiver acima de 90.
(C) Na presença de sintomas compatíveis, um nível de glicemia de jejum acima de 126 mg/dl já confirma o
diagnóstico de diabetes.
(D) Hiperglicemia em pacientes internados sem diagnóstico prévio de diabetes implica maior mortalidade que
níveis semelhantes de glicemia em pacientes sabidamente diabéticos.
(E) O tratamento intensivo da glicemia, mantendo seus níveis entre 80 e 110 mg/dl, é fundamental como
medida para redução de mortalidade em pacientes de terapia intensiva.
46. Assinale a opção INCORRETA sobre osteoporose:
(A) O ranelato de estrôncio apresenta ação formadora e anti-reabsortiva, com documentada redução de risco
de fraturas vertebrais e não-vertebrais.
(B) O raloxifeno é droga eficaz na redução do risco de fraturas vertebrais apenas, além de potencialmente
piorar sintomas de hipoestrogenismo.
(C) Alendronato e ácido zoledrônico apresentam ligação irreversível ao tecido ósseo, com longa duração de
ação antireabsortiva.
10 | P á g i n a
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(D)
A definição de osteoporose em indivíduos adultos jovens não deve ser realizada apenas por avaliação da
densidade mineral óssea.
(E) Hiperparatiroidismo e deficiência de cálcio na alimentação são as principais causas de osteoporose em
nosso meio.
47. Dentre as situações clínicas abaixo, a que apresenta a mais precisa indicação de cirurgia, de acordo com os
dados fornecidos é:
(A) Paciente de 62 anos com hiperparatiroidismo e cálcio sérico de 11 mg/dl (8,5-10,5 mg/dl.
(B) Paciente com nódulo de 3 cm ao Ultrassom de tiroide, com PAAF, evidenciando nódulo coloide.
(C) Paciente com macroadenoma hipofisário secretor de FSH, com íntimo contato ao quiasma óptico e
comprometimento visual à campimetria.
(D) Paciente com doença de Graves com TSH 0,2(0,5-4,5) e T4 livre normal, com tiroide duplicada de volume,
e baixos níveis de TRab.
(E) Paciente com hiperparatiroidismo secundário, com PTH 350 (10-60).
48. Manifestação tardia da febre reumática, ocorrendo de um a seis meses após a infecção estreptocócica, motivo
pelo qual a maioria dos pacientes não têm história característica de estreptococcia:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Cardite leve.
Cardite moderada.
Artrite.
Manifestações cutâneas, principalmente nódulos subcutâneos.
Coréia de Sydenham.
49. Paciente, sexo masculino, tem relação sexual sem proteção e após 3 semanas, percebe o aparecimento de
mácula eritematosa que rapidamente se torna pápula e erode ou ulcera, indolor; duas semanas após o
aparecimento da mácula, surge linfadenite próxima à lesão, não inflamatória, pouco dolorosa. A principal
hipótese diagnóstica é:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Sífilis primária.
Cancroide.
Infecção bacteriana não venérea da pele.
Donovanose.
Linfogranuloma venéreo.
50. Para o diagnóstico de síndrome do intestino irritável, é necessário que o paciente tenha mais de seis episódios
de dor abdominal no último ano associadas a duas ou mais condições. Não faz parte destas condições:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
Dor aliviada pela defecação.
Dor associada à alteração da frequência das evacuações.
Presença de sangue nas fezes.
Distensão abdominal visível.
Sensação de evacuação incompleta.
11 | P á g i n a
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