livro 02 – capítulo 03 – ext – geral

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Origens Medievais do Estado
Moderno e seus Teóricos
“Deus faz o rei, o Rei faz a lei”
Prof. Alan Carlos Ghedini
A Crise do Sistema Feudal

Na Baixa Idade Média o feudalismo entra
em sua mais séria crise.

A medida em que os feudos iam
enfraquecendo, os senhores feudais
também perdiam poder.

Os antigos tributos feudais começava, a dar
lugar a uma nova organização social e
econômica na Europa Ocidental.
Guerra, Peste e Fome
 A Crise
de Retração, na economia europeia,
no século XIV teve como razões:
Guerras: “dos 100 anos”, Jacqueries
Peste Negra ou Bubônica, transmitida pela pulga
do rato infectado.
As péssimas condições de higiene na Europa, foram
fundamentais para a proliferação da Peste e outras
doenças.
Fome: desequilíbrio climático, levou a uma sére
crise alimentícia no continente.
Crise de Desenvolvimento – Séc
XV

No século XV, ainda em decorrência da crise
do séc. XIV e do decréscimo populacional:
◦ Queda no Mercado Consumidor
 Estimularia à busca por novos mercados
consumidores (Grandes Navegações)
◦ A Expansão marítima-comercial foi
fundamental para uma profunda alteração
da economia europeia.
No final do feudalismo, o Rei

O poder descentralizado do regime
feudal assiste a uma centralização
◦ Poder dos Senhores Feudais diminui
 Poder do Rei aumenta
A Aliança

Coroa e Burguesia formam uma
aliança.
◦ Burguesia de fortalece
◦ Monopoliza-se o uso da Força
◦ Unifica-se território, moeda, pesos e
medidas
O caso Francês

Felipe IV o Belo, entra em
conflito com a poderosa
Ordem Templária

Os Templários acumulavam
grande prestígio, riqueza e
poder.
◦ Os templários prestavam
obediência apenas ao
Papa.
 Bonifácio VIII
O Rei contra o Papa

No conflito entre Felipe IV e o Papa, a
sede da Igreja foi levada a Avignon
 O conflito foi tão grave que Bonifácio VIII
excomungou Felipe.
◦ Novamente estabelecia-se um conflito
entre o poder temporal, e o poder
espiritual.
O Cativeiro de Avignon ou Cisma
do Ocidente
Nesse momento,
a Igreja chegou a ter
TRÊS papas de uma só vez!
As Dinastias Francesas

Dinastia Capetíngia (987)
 Monarquia nacional se inicia com Filipe
Augusto
 Tropas assalariadas
 Filipe, o Belo parte para reforçar o caixa do
Estado Francês
 Forçou a escolha do novo papa como Clemente V

Dinastia de Valois
 Guerra dos 100 anos
Guerra dos 100 anos

Instabilidades iniciais:
◦ Revoltas camponesas na França – as
Jacqueries

A Guerra:
◦ Um conflito pelo trono francês com a Inglaterra
◦ O Rei Inglês, Eduardo III, dizia ser herdeiro dos
capetíngios franceses, porém pela via feminina.
 Por isso, pela lei sálica, não poderia ocupar o
trono.
O Processo da Guerra

Os nobres de França que não aceitaram e
aclamaram uma nova dinastia, Valois.
◦ Felipe VI de Valois (sobrinho de Felipe, o belo)

Na Guerra dos 100 anos (1337 – 1453), emerge a
figura de Joana d´Arc que recebeu o comando
militar de Carlos VII, coroado depois em Reims

Joana d´Arc foi queimada viva pelos ingleses, em
1231, sob acusação de feitiçaria e heresia.
Joana D´Arc
O Caso da Inglaterra

Henrique II (1154 – 1189) governou de forma firme
impondo-se aos barões ingleses.
◦ Tentou controlar a Igreja na Inglaterra

Ricardo Coração de Leão (1189 – 1199),
participou da 3ª Cruzada, morrendo num combate
em retorno à Inglaterra.
◦ Em seu lugar assume João Sem Terra (1199 –
1216), inábil e autoritário, se indispôs com os
barões
 Teve de assinar a Magna Carta em 1215
A Magna Carta (1215)

Uma primeira tentativa de limitar os poderes do
Rei.

Ela determinava que:
◦ Rei ficava proibido de criar impostos sem
consentimento do Grande Conselho do Reino.

Henrique III (1216 – 1272), filho de João Sem Terra
recusou-se a obedecer a Magna Carta.
◦ Os nobres rebelaram-se e criaram o Parlamento,
impondo ao Rei as Provisões de Oxford (1258)
As Câmaras na Inglaterra

A Inglaterra caminhava, aos poucos para uma
monarquia limitada.

O Parlamento, em 1350, tornava-se bicameral
◦ Câmara dos Lordes – Alto clero e alta nobreza
 Vitalícia e Hereditária
◦ Câmara dos Comuns – Cavaleiros e burgueses
 Eletiva
Guerra das Duas Roas

Duas casas lutam pelo trono inglês:
YORK
LANCASTER
No final, os Tudor

Ao final, uma terceira casa, os Tudor,
aparece como uma alternativa
negociavel.
◦ O primeiro monarca Tudor: Henrique VII
TUDOR
O Sacro Império Romano
Germânico
 Fortemente
ligado ao papado, embora
tenha se envolvido na querela ou Questão
das Investiduras, resolvida na
Concordata de Worms (1122)
II Hohenstaufen (1215 – 1250) foi
o mais envolvido na oposição ao papado.
 Frederico
Enfrentou uma liga de cidades italianas, a Liga
Lombarda.
 Guelfos
(a favor do papa) x Gibelinos
(adversários ao papa)
O caso Espanhol

Formado a partir das Astúrias e
depois Leão e Castela
◦ A partir das lutas contra os mouros
 Unifica-se plenamente em 1492, após a
Conquista de Granada
O caso Português

Condado Portucalense
◦ Retribuição aos serviços prestados contra
os sarracenos
◦ Foi Afonso Henriques, em 1143, o
primeiro Rei de Portugal
 Dinastia Borgonha
 Forma-se uma monarquia nacional,
centralizada e com um Rei forte.
Outro monarca...
◦ Don Fernando
 Aliança com a Inglaterra
 Fracassos contra Castela
 Lei das Sesmarias
◦ A crise no governo de Fernando,
demarcou o fim da dinastia de Borgonha.
A Revolução de Avis

Don Fernando I, morre sem deixar
herdeiros.
◦ Instaura-se um conflito.
 De um lado, a viúva, e partidários pela
unificação com o Reino de Castela
 De outro, Don João, o irmão ilegítimo do Rei e
a Burguesia
 Don João vence e inicia a nova dinastia, de AVIS
 Portugal se unificava tornando-se o primeiro Estado
Nacional Moderno na Europa.
Teóricos do Absolutismo

Nicolau Maquiavel
◦ Escreveu “O Príncipe”.
Separou a ética, da
política

Jacques Bossuet
◦ Teórico do Direito Divino
dos Reis

Jean Bodin
◦ O Rei é visto
como o Pai da
Pátria

Thomas Hobbes
◦ Defensor de um
estado forte com
monopólio do uso
da Força
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