Revista Eletrônica de Ciências Empresariais 2016 Jan/Dez

Propaganda
REVISTA e
Rua Alagoas, 2050-Centro Londrina.
Telefone (43) 3375-7405
WWW.UNIFIL.BR
REVISTA e
Rua Alagoas, 2050-Centro Londrina.
Telefone (43) 3375-7405
WWW.UNIFIL.BR
REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS EMPRESARIAIS
R.E.C.E
CENTRO UNIVERSITÁRIO FILADÉLFIA
ENTIDADE MANTENEDORA
INSTITUTO FILADÉLFIA DE LONDRINA
Diretoria:
Sra. Ana Maria Moraes Gomes.........................................................................................................................Presidente
Sr. Getúlio Hideaki Kakitani.....................................................................................................................Vice-Presidente
Sra. Edna Virginia Castilho de Monteiro de Mello.....................................................................................Secretária
Sr. José Severino...................................................................................................................................................Tesoureiro
Dr. Osni Ferreira (Rev.).........................................................................................................................................Chanceler
Dr. Eleazar Ferreira........................................................................................................................................................Reitor
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
CONSELHO EDITORIAL
PRESIDENTE
Prof.a Ms. Denise Dias de Santana.
COMPOSIÇÃO DO CONSELHO EDITORIAL INTERNO
(UNIFIL)
Prof.a Ms. Denise Dias de Santana
Prof. Ms. Eduardo Nascimento da Costa
Prof.a Ms. Elen Gongora Moreira
Prof. Ms. Jayme Brener
Prof.a Ms. Maria Eduvirge Marandola
Prof.a Ms. Patricia Castelo Branco
Prof.a Ms. Zuleide Maria Janesch
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
REITOR
Dr. Eleazar Ferreira
PRÓ-REITOR DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
Prof. Ms. Lupércio Fuganti Luppi
PRÓ-REITOR DE EXTENSÃO E INICIAÇÃO À PESQUISA
Prof. Dr. Mario Antônio da Silva
PRÓ-REITOR DE PÓS-GRADUAÇÃO
Prof. Ms. Francisco Carlos D’Emilio Borges
COORDENADORES DE CURSOS
CURSOS EM EAD
Coordenador do Curso de Teologia
Esp. Emerson Macedo Patriota
Coordenação do Curso de Serviço Social
Dr.a Selma Frossard Costa
Coordenação do Curso Pedagogia
Ms. Camila Fernandes de Lima
Coordenação do Curso Podologia
Esp. Cleonice Cartolari
Coordenação do Curso Radiologia
Esp. Juliana de Lucca Piemonte
Coordenação Administração e Processos Gerenciais
Ms. Cristiano Ferreira
Coordenação Logística semipresencial
Esp. Pedro Semprebom
Coordenação Complementação Teológica
Esp. Alexsandro Alves da Silva
Coordenação Serviços Jurídicos
Ms. João Ricardo Anastácio
Coordenação dos Cursos de Engenharias e Manutenção Industrial
Ms. Adriano Rodrigues Siqueira
Coordenação Educação Física
Ms. Rosana Sohaila T. Moreira
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
COORDENADORES DE CURSO DE GRADUAÇÃO
Administração
Prof.a
Ms.
Denise Dias Santana
Agronomia
Prof.
Dr.
Fábio Suano de Souza
Arquitetura e Urbanismo
Prof.
Ms.
Ivan Prado Júnior
Biomedicina
Prof.a
Dr.a
Karina de Almeida Gualtieri
Ciência da Comp./ S. de Inf.
Prof.
Ms.
Sérgio Akio Tanaka
Ciências Contábeis
Prof.
Ms.
Eduardo Nascimento da Costa
Direito
Prof.
Dr.
Osmar Vieira
Educação Física
Prof.a
Ms.
Rosana Sohaila T. Moreira
Enfermagem
Prof.a
Ms.
Thaise Castanho da S. Moreira
Engenharia Civil
Prof.a
Ms.
Carolina Alves do Nascimento Alvim
Estética e Cosmética
Prof.a
Ms.
Mylena C. Dornellas da Costa
Farmácia
Prof.a
Ms.
Fabiane Yuri Yamacita Borim
Fisioterapia
Prof.a
Ms.
Heloisa Freiria Tsukamoto
Gastronomia
Prof.a
Esp.
Cláudia Diana de Oliveira
Logística
Prof.
Esp.
Pedro Antonio Semprebom
Medicina Veterinária
Prof.a
Dr.a
Suelen Tulio de Córdova Gobetti
Nutrição
Prof.a
Ms.
Lucievelyn Marrone
Psicologia
Prof.
Dr.a
Denise Hernandes Tinoco
Teologia
Prof.
Dr.
Mário Antônio da Silva
Rua Alagoas, 2050-Centro Londrina.
Telefone (43) 3375-7405
WWW.UNIFIL.BR
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
EDITORIAL:
A Revista Eletrônica de Ciências Empresariais, nesta edição, apresenta quatro artigos científicos e três resenhas críticas. O primeiro artigo de nomenclatura A PEDAGOGIA EMPRESARIAL E SUA CONTRIBUIÇÃO NA
ÁREA DE RECURSOS HUMANOS, de autor ia do Pr of. Esp. Wilson Fonseca Sar aiva. As bases conceituais
deste versam sobre Recursos Humanos. O segundo artigo é uma reflexão sobre O ADMINISTRADOR E O USO
RACIONAL DA ENERGIA ELÉTRICA, pr oduzido pelo Pr of. Esp. Már io Dar lan Alves Costa. O autor se
refere à necessidade premente por parte dos dirigentes de empresas, a redução de consumo, tanto em termos econômicos quanto em termos sustentáveis. O terceiro artigo O CONFLITO COMO PROCESSO OBSTRUTIVO DAS
RELAÇÕES HUMANAS: um desafio para o gestor contemporâneo, elabor ado pelo Pr of. Esp. Alex Fer r eir a
Novaes e Prof.ª Ms. Zuleide Maria Janesch. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica desenvolvida na área de Recursos Humanos. O quarto artigo PERFIL DOS CONSUMIDORES DE MOTOCICLETAS HARLEY DAVIDSON,
escrito pelo Prof. Esp. Cristian Rodrigues França e Prof. Esp. Elvis José Novais de Carvalho. Refere-se a uma pesquisa na área de Marketing. As três resenhas elaboradas pelos graduandos do Curso de Administração, do Centro
Universitário Filadélfia – UniFil, sob orientação do Prof. Ms. Jayme Brener. A primeira resenha é do livro Cirque
du Soleil - A Reinvenção do Espetáculo, de Lyn Hewar d & J ohn U. Bacon, Rio de J aneir o: Campos, 2006.
132p, resenhado pelo acadêmico Rodrigo Rocha. A segunda resenha é do livro Cirque du Soleil - A Reinvenção do
Espetáculo, de Lyn Hewar d & J ohn U. Bacon, Rio de J aneir o: Campos, 2006. 132p, r esenhado pelo acadêmico Guilherme Pacheco Alvarez. A terceira resenha é do livro Grande Sonho, de Cristiane Correa, Rio de Janeiro:
Sextante, 2013. 264p, resenhado pela acadêmica Nair Donizete Campos Costa.
Boa Leitura!
Prof.a Ms. Denise Dias de Santana
Presidente do Conselho Editorial
.
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
R349
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais / Centro Universitário Filadélfia. – Londrina, PR,
v.8, n.12, jan./dez., 2016.
Semestral até 2014.
Anual 2015Revista da UniFil - Centro Universitário Filadélfia.
ISSN 1983-0599
1. Educação superior - Periódicos. I. UniFil – Centro Universitário Filadélfia.
CDD 378.05
Bibliotecária Responsável Erminda da Conceição Silva de Carvalho CRB9/1756
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
SUMÁRIO
A PEDAGOGIA EMPRESARIAL E SUA CONTRIBUIÇÃO NA ÁREA DE RECURSOS HUMANOS
8
FONSECA, W.L.S.
O ADMINISTRADOR E O USO RACIONAL DA ENERGIA ELÉTRICA
22
COSTA, M.D.A.
O CONFLITO COMO PROCESSO OBSTRUTIVO DAS RELAÇÕES HUMANAS: um desafio para o gestor contemporâneo
33
NOVAES, A.F.; JANESCH, Z.M.
PERFIL DOS CONSUMIDORES DE MOTOCICLETAS HARLEY DAVIDSON
43
FRANÇA, C.R.; CARVALHO, E.J.N.
RESENHAS
HEWARD, Lyn; BACON, John U. Cirque du Soleil - A Reinvenção do Espetáculo.
65
Resenhado por ROCHA, R.
HEWARD, Lyn; BACON, John U. Cirque du Soleil – A Reinvenção do Espetáculo.
69
Resenhado por ALVAREZ, G.P.
CORREA, Cristiane. Sonho Grande.
73
Resenhado por COSTA, N.D.C.
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
A PEDAGOGIA EMPRESARIAL E SUA CONTRIBUIÇÃO NA ÁREA DE RECURSOS
HUMANOS
A BUSINESS AND CONTRIBUTION YOUR PEDAGOGY IN HUMAN RESOURCES AREA
Wilson Lima Saraiva da Fonseca1
RESUMO
O presente ar go teve como obje vo um levantamento bibliográfico. Para o embasamento teórico pesquisou-se sobre pedagogia e pedagogia empresarial; a gestão de recursos humanos, treinamento e desenvolvimento de pessoal e
as atribuições do pedagogo empresarial. Buscou-se iden ficar quais são as principais atribuições do profissional pedagogo empresarial e como se processa a interação da gestão de recursos humanos, na produção do ensinoaprendizagem. Concluiu-se que, o pedagogo empresarial é um profissional extremamente necessário para a gestão
de recursos humanos, pois sua contribuição está voltada ao desenvolvimento humano permanentemente. As funções do pedagogo empresarial, pelo que se observou, englobam os conhecimentos tanto da prá ca pedagógica como
da prá ca administra va, por este mo vo, o seu envolvimento com a área de recursos humanos é tão importante,
para que consiga modificar os comportamentos dos funcionários das empresas, consigam tornar a empresa mais
compe va e com maior lucra vidade.
Palavras-chave: Recursos Humanos; Treinamento, Desenvolvimento, Ensino-Aprendizagem.
ABSTRACT
This ar cle aims to review the literature. For the theore cal background is researched on pedagogy and business
pedagogy; the management of human resources, training and personal development and the tasks of the business
pedagogue. We sought to iden fy which are the main du es of the professional pedagogue business and how it handles the interac on of human resource management, produc on of teaching and learning. It was concluded that the
business is a professional pedagogue extremely necessary for the management of human resources, since its contribu on is focused on the human development permanently. The func ons of the business pedagogue, so noted, include the knowledge of both the pedagogical prac ce and administra ve prac ce, therefore, their involvement with
the area of human resources is so important, so you can modify the behavior of corporate employees, able to make
the company more compe ve and more profitable.
Keywords: Human Resources; Training, Development, Teaching And Learning.
1 INTRODUÇÃO
O Curso de Licenciatura em Pedagogia também se des na à formação de professores
para exercer funções de magistério na Educação Profissional na área de serviços e apoio escolar e
em outras áreas nas quais sejam previstos conhecimentos pedagógicos.
São diversas as especializações que o profissional da Pedagogia pode buscar ao longo
de sua carreira, dentre elas, destaca-se a Pedagogia Empresarial.
O presente ar go teve como obje vo um levantamento bibliográfico, para melhor definir a pedagogia empresarial e sua contribuição na área de recursos humanos. Para o embasa-
1
Graduado em Administração, Especialista em Pedagogia Empresarial. Coach treinador comportamental, Consultor de Marke ng. Docente do Centro Universitário Filadélfia – Unifil - de Cursos de Graduação e Pós-Graduação e em Ensino à Distância. E-mail: [email protected]
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
8
8
mento teórico pesquisou-se sobre pedagogia e pedagogia empresarial; a gestão de recursos humanos, treinamento e desenvolvimento de pessoal e as atribuições do pedagogo empresarial.
Buscou-se iden ficar quais são as principais atribuições do pedagogo empresarial e como se processa a interação entre a pedagogia empresarial e a gestão de recursos de humanos, na
produção do ensino-aprendizagem.
2 PEDAGOGIA E PEDAGOGIA EMPRESARIAL
Para discorrer sobre Pedagogia Empresarial, faz-se necessário antes situar onde se insere, para que se possa entender sua origem.
Segundo Guedes (2012, p. 31) o termo pedagogia, do grego an go paidagogós, era inicialmente composto por paidos (“criança”) e gogía (“conduzir” ou “acompanhar”). Outrora, este
conceito fazia, portanto, referência ao escravo que levava os meninos à escola.
Na Atualidade, a pedagogia é considerada como sendo o conjunto de saberes que compete à educação enquanto fenômeno picamente social e especificamente humano.
A Pedagogia estuda os ideais de educação, segundo uma determinada concepção de
vida, dos processos e técnicas mais eficientes para realizá-los, visando aperfeiçoar e es mular a
capacidade das pessoas, seguindo obje vos definidos.
O curso de Pedagogia não habilita o profissional somente para o ensino formal, desenvolvidos nos espaços escolares, com a amplitude do curso, o profissional foi inserido também no
campo empresarial, isto é, em ambientes não escolares.
De acordo com a RESOLUÇÃO CNE/CP Nº 1, DE 15 DE MAIO DE 2006, que Ins tui Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em Pedagogia, licenciatura:
Art. 4º
O curso de Licenciatura em Pedagogia des na-se à formação de professores para exercer
funções de magistério na Educação Infan l e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nos
cursos de Ensino Médio, na modalidade Normal, de Educação Profissional na área de serviços e apoio escolar e em outras áreas nas quais sejam previstos conhecimentos pedagógicos. Parágrafo único. As a vidades docentes também compreendem par cipação na organização e gestão de sistemas e ins tuições de ensino, englobando: I - planejamento, execução, coordenação, acompanhamento E avaliação de tarefas próprias do setor da Educação; II - planejamento, execução, coordenação, acompanhamento e avaliação de projetos
e experiências educa vas não-escolares; III - produção e difusão do conhecimento cienSfi-
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
9
co-tecnológico do campo educacional, em contextos escolares e não-escolares.
São diversas as especializações que o profissional da Pedagogia pode buscar ao longo de
sua carreira. Cita-se algumas:
•
Gestão Escolar: voltada para a administração de ins tuições de ensino, gerencian-
do instalações, recursos humanos e financeiros;
•
Pedagogia para Educação Especial: desenvolvimento de prá cas e conteúdos es-
colares específicos para crianças, jovens e adultos portadores de necessidades especiais;
•
Orientação Vocacional: tem por obje vo ajudar e orientar estudantes quanto à
escolha profissional;
•
Pedagogia Social: desenvolvimento de a vidades e conteúdo específicos para Or-
ganizações Não Governamentais (ONGs);
•
Ensino a distância: planejamento, coordenação e desenvolvimento de materiais
para veiculação em cursos a distância;
•
Pedagogia Empreendedora: planejamento, coordenação e ensino de empreende-
dorismo para a Educação Básica, da educação infan l até o ensino médio;
•
Pedagogia Empresarial: envolve o treinamento e capacitação de funcionários de
uma empresa.
Com esta diversidade no campo de atuação, pode-se dizer que este po de profissional
sempre encontra trabalho. Quanto a empregabilidade, a Pedagogia é uma das áreas com maior
taxa no Brasil. Segundo Veronezzi (2015), 94,13% dos pedagogos estão empregados.
O pedagogo pode trabalhar em empresas e organizações de diferentes setores:
Ins tuições de Ensino: como professor até o 5o ano, supervisor, psicopedagogo, coordenador e orientador pedagógico e diretor; Órgãos públicos: municipais, estaduais ou federais,
planejando, fiscalizando e coordenando programas e polí cas públicas educacionais; Empresas privadas: nas áreas de recursos humanos, treinamento e desenvolvimento, responsabilidade social, etc.; Organizações Não Governamentais (ONGs): desenvolvendo e coordenando programas sociais e educa vos para o desenvolvimento da comunidade; Ins tuições de Saúde: na aprendizagem, recreação e apoio emocional de crianças e adolescentes
internados para tratamento; Indústria de brinquedos: pesquisa, consultoria, análise e produção de brinquedos, classificação de faixa etária; Cultura: orientando a vidades educa vas em estabelecimentos tais como museus, bibliotecas, brinquedotecas, centros culturais
e recrea vos; Mídia e Editoras: elaborando e analisando conteúdos para o público infan l,
programas educacionais, livros infan s, didá cos e paradidá cos (VERONEZZI, 2015).
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
10
A Pedagogia Empresarial é um ramo da Pedagogia aplicada às relações existentes
em uma organização empresarial, independentemente de seu porte, visa gerar mudanças no comportamento de seus integrantes, de modo a melhorar a atuação profissional. Esta emprega as teorias educa vas dentro do âmbito do trabalho, afim de, melhorar o desempenho e a sa sfação dos
colaboradores.
A pedagogia empresarial se ocupa basicamente com os conhecimentos, as competências,
as habilidades e as a tudes, diagnos cadas como indispensáveis/necessários à melhoria da
produ vidade. Para tal, implanta programa de qualificação/requalificação profissional, produz e difunde o conhecimento, estrutura o setor de treinamento, desenvolve programas de
levantamentos de necessidade de treinamento, desenvolve e adapta metodologia da informação e da comunicação ás prá cas de treinamento (RIBEIRO, 2010, p. 11).
Conforme Almeida (2006, p. 6), “a Pedagogia Empresarial tem como função capacitar os profissionais para que atuem alinhados às estratégias do negócio em cinco linhas específicas: consultoria educacional, educação con nuada, ensino a distância, gestão de pessoas e treinamento empresarial”.
Segundo Souza (2013, p. 12), “o termo Pedagogia Empresarial foi cunhado pela
primeira vez pela professora Maria Luiza Marins Holtz, na década de 80, para designar todas as a vidades que envolviam cursos, projetos e programas de treinamento”.
A pedagogia empresarial enquanto ciência ligada ao desenvolvimento de uma aprendizagem significa va vem contribuir para que as empresas desenvolvam esses seus grandes
“diamantes” – o ser humano, em todos os seus aspectos intelectual (conhecimentos e habilidades), social e afe vo (a tudes) (CADINHA, 2008, p. 30).
Atualmente tem-se outras denominações para este campo de atuação, quais sejam: Pedagogia do Trabalho e Pedagogia Organizacional.
O profissional mais habilitado para esta função é o pedagogo, que atua como instrumento de educação na empresa, uma vez que, possui capacitação e os conhecimentos necessários para treinar e desenvolver pessoas para o âmbito da organização empresarial, adquiridos através de especialização. Este profissional possui competências para trabalhar na área funcional de
Recursos Humanos ou Gestão de Pessoas, na Gestão de Recursos Humanos das organizações.
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
11
3 A GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS - GRH
A área funcional na administração responsável pelos recursos humanos foi há algum tempo denominada de Administração de Recursos Humanos, trata-se da área que é responsável por todos os recursos humanos das organizações, visando o lucro ou não, independentemente
do seu porte, pequena, média ou grade organização, atualmente denominada área de gestão de
recursos humanos ou gestão de pessoas.
Para Chiavenato (2004, p.1), “Administrar pessoas têm por significado manter a
con nuidade da organização junto a colaboradores e parceiros de âmbito internos que entendem
melhor de seu funcionamento, de seus negócios e de seu futuro”.
O conceito de gestão de recursos humanos ou gestão de pessoas é uma associação de habilidades e métodos, polí cas, técnicas e prá cas definidas, com o obje vo de administrar
os comportamentos internos e potencializar o capital humano nas organizações.
A Gestão de Recursos Humanos (GRH) é uma área de estudos rela vamente nova, mas que
passou e está passando por profundas mudanças e transformações. Seu papel está se ampliando e se tornando cada vez mais estratégico e menos operacional. E seus obje vos está
focando cada vez mais o negócio da organização e introduzindo vantagens compe vas através da criação, desenvolvimento, compar lhamento e aplicação do conhecimento corpora vo na forma de competências essenciais do negócio (CHIAVENATO, 2015, p. 116).
É a área funcional que obje va atrair, manter, aplicar, treinar, desenvolver e monitorar os recursos humanos das organizações.
Suas polí cas e filosofias decorrem de seus fundadores, bem como de sua cultura
organizacional, quando expressam sua missão, visão e valores, os quais se refletem a toda a cadeia
de relacionamentos da organização.
Alguns fatores influenciam também no po de gestão, a qualidade, a quan dade
dos recursos humanos, o ambiente onde se insere esta organização, a tecnologia, entre outros assuntos.
A gestão de recursos humanos é considerada interdisciplinar, pois várias discipli-
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
12
nas a compõem, podendo-se citar: psicologia organizacional, sociologia organizacional, medicina do
trabalho, direito do trabalho, nutrição, engenharia de sistema, entre outros.
Conforme Chiavenato (2015, p. 116) “os assuntos normalmente tratados em GRH
referem-se a uma enorme mul disciplidade de diversos campos do conhecimento”.
Alguns assuntos referem-se a aspectos internos e outros aos aspectos externo,
bem como as técnicas que são aplicadas diretamente sobre as pessoas e outras aplicada indiretamente sobre as pessoas. Dentre as técnicas aplicadas diretamente sobre as pessoas cita-se: recrutamento, entrevista, seleção, integração, avaliação de desempenho, treinamento e desenvolvimento de pessoal.
4 TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL
O treinamento é um dos recursos do desenvolvimento de pessoal que visa o aperfeiçoamento de desempenhos, aumento da produ vidade e das relações interpessoais. Para isso,
prepara o potencial humano frente as inovações tecnológicas e as constantes mudanças do mercado de trabalho.
Assim como na educação de base, treinamento nas empresas também é inves mento, aplicar programas de treinamento na empresa, seja ele de curto ou médio prazo exige preparo e disciplina, é preciso estar pronto e saber o que vai ser ensinado, além de responder as variáveis de dúvidas e ques onamentos que possam surgir.
Abaixo alguns conceitos sobre treinamento de acordo, na ó ca de renomados autores da administração:
Segundo Marras (2001, p. 145) “Treinamento é um processo de assimilação cultural a curto prazo, que obje va repassar ou reciclar conhecimento, habilidades ou a tudes relacionadas diretamente à execução de tarefas ou à sua o mização no trabalho”
Conforme Almeida e Costa (2012, p.5) “O treinamento é um dos recursos do Desenvolvimento de Pessoal que visa o aperfeiçoamento de desempenhos, aumento da produ vidade
e das relações interpessoais”.
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
13
De acordo com Robbins (2002, p. 469), “A maioria dos treinamentos visa à atualização e ao aperfeiçoamento das habilidades técnicas dos funcionários.”
Treinamento tem como obje vo a preparação das pessoas para a execução imediata das
diversas tarefas peculiares a organização; dando oportunidades para o conSnuo desenvolvimento pessoal, não apenas no cargo atualmente ocupado, mas também em outros que o
indivíduo possa vir a exercer; mudança nas a tudes das pessoas, a fim de criar entre elas
um clima mais sa sfatório, aumentando-lhes a mo vação e tornando-as mais recep vas às
técnicas de supervisão e gestão (TACHIZAWA et al, 2001, p. 220-221).
O Treinamento na era da tecnologia se tornou um fator indispensável para qualquer organização, à compe
vidade do mercado de hoje está muito acirrada e uma empresa conse-
gue estar à frente de sua concorrente por detalhes.
A organização que ver dentro de sua área de recursos humanos estrutura de treinamento e desenvolvimento, mão de obra qualificada e material tecnológico possibilitará para o
seu colaborador condições de crescimento e domínio daquilo que foi planejado.
Desenvolver pessoas significa aperfeiçoar habilidades e competências, em prol de
um crescimento pessoal que vislumbre o profissionalismo, ou seja, transformar pessoas em talentos.
O treinamento e desenvolvimento representam um conjunto de a vidades que
obje vam explorar o potencial de aprendizagem e a capacidade produ va das pessoas, visando mudanças de comportamentos e a tudes, bem como, a aquisição de novas habilidades e conhecimentos.
Para Chiavenato (1999, p. 20) “treinamento é uma ação de recursos humanos pontual e desenvolvimento é uma ação mais voltada para o futuro do trabalhador dentro da organização”.
Tem como meta maximizar o desempenho profissional e mo vacional do ser humano, melhorando os resultados e consequentemente gerando um bom clima organizacional.
A área de treinamento e desenvolvimento, no sen do de proporcionar a conSnua
aprendizagem das pessoas e das organizações, tem inves do em processos e ferramentas a fim de
alavancar o grau de desempenho dos colaboradores.
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
14
O Treinamento prepara a pessoa para ocupar determinado cargo na organização,
atendendo, porém, a uma especificidade, através de um processo de instrução e aprendizagem.
Desenvolver pessoas significa aperfeiçoar habilidades e competências, em prol de um crescimento
pessoal que vislumbre o profissionalismo, ou seja, capacitar recursos humanos.
De acordo com Chiavenato (2005, p. 142) “O desenvolvimento das pessoas pode
ser gerenciado de tal maneira que elas possam ter uma carreira recompensadora na organização e
esta possa ter as pessoas de que necessita para funcionar no longo prazo”.
Para Almeida (2006, p. 51):
Os funcionários precisam se manter atualizados com as tecnologias, métodos e processos
u lizados e desenvolvidos pela empresa, visando criar um ambiente permanente de aprendizado e desenvolvimento profissional.
Desenvolver e treinar pessoas são processos educacionais específicos e como tal,
necessitam de profissionais especializados e que detenham competências para executá-los.
Nesse sen do, o pedagogo empresarial desempenha o papel de mediador do conhecimento, facilitando o intercâmbio de informações e o aprimoramento de técnicas capazes de
revelar talentos na organização através do processo ensino-aprendizagem com base em critérios
próprios a par r das variáveis de tempo, espaço e lugar.
5 AS ATRIBUIÇÕES DO PEDAGOGO EMPRESARIAL
Com os conhecimentos adquiridos no Curso de Graduação em Pedagogia, o profissional que exerce a Pedagogia Empresarial, adquire os conhecimentos relacionados a Administração, através de Cursos de Especialização, destacando-se: Gestão Empresarial, Gestão Empreendedora, Gestão de Recursos Humanos, Planejamento Estratégico, bem como, o de Pedagogia Empresarial.
A inserção dos pedagogos empresariais no mercado de trabalho tende a preparar este profissional para atuar na área empresarial e desenvolver habilidades humanas e técnicas com
vistas à compreensão das transformações provocadas pelos avanços das ciências e das novas tecnologias (PASCOAL, 2007, p. 190).
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
15
Este profissional, deve nos ambientes empresariais, além de cuidar de todo o processo educa vo, acompanhar e avaliar se, o desempenho da ins tuição está de acordo com seu
planejamento estratégico e com as metas pré-determinadas nos planos de ação.
Alguns autores definem as funções dos pedagogos empresariais de formas diferentes, que abrangem diversidades de atuação.
Especificadamente na empresa, o profissional da pedagogia pode coordenar ações culturais, desenvolver os recursos humanos, coordenação de equipes mul disciplinares no desenvolvimento de projetos, gerenciamento de mudanças culturais no ambiente de trabalho
através de formas educacionais para uma aprendizagem significa va e sustentável, bem
como na definição de polí cas voltadas ao desenvolvimento humano permanente e prestação de consultoria interna relacionada ao treinamento e desenvolvimento de pessoas na
organização (MENDES, 2008, p. 22).
As funções do pedagogo empresarial, pelo que se observa, englobam os conhecimentos tanto da prá ca pedagógica como da prá ca administra va, por este mo vo, o seu envolvimento com a área de recursos humanos é tão importante, para que consiga modificar os comportamentos dos funcionários das empresas, agreguem conhecimentos, habilidades, a tudes e comportamento e, consigam tornar a empresa mais compe
va, consequentemente, com maior lucra-
vidade.
De acordo com Ceroni (2006, p. 9):
[...] as principais funções do pedagogo as a vidades ligadas aos Recursos Humanos, atuando geralmente como analista, está presente também nos setores de treinamento, secretaria e direção, desenvolvendo a educação corpora va.
A autora descreve estas funções mais voltadas para a atuação como analista.
Conforme Pascoal (2007, p. 190) “as principais competências do pedagogo empresarial são distribuídas em cinco campos de a vidades: a vidades pedagógicas, técnicas, organizacionais, sociais e administra vas”. Resumidamente as principais atribuições são: conceber, planejar, desenvolver e administrar a vidades relacionadas à educação na empresa; diagnos car a realidade ins tucional; elaborar e desenvolver projetos; coordenar a atualização em serviço dos profissionais da empresa; planejar, controlar e avaliar o desempenho profissional dos funcionários da
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
16
empresa; assessorar as empresas no que se refere ao entendimento dos assuntos pedagógicos atuais.
Quanto às responsabilidades o pedagogo empresarial deve:
Conhecer as soluções para as questões que envolvem a produ vidade das pessoas – o objevo de toda Empresa; conhecer e trabalhar na direção dos obje vos par culares da empresa onde trabalha; conduzir as pessoas que trabalham na empresa – dirigentes e funcionários – na direção dos obje vos definidos, humanos e empresariais; promover as condições
necessárias (treinamentos, eventos, reuniões, festas, feiras, exposições, excursões...), para
o desenvolvimento integral das pessoas, influenciando-as posi vamente (processo educa vo), com o obje vo de aperfeiçoar a produ vidade; aconselhar, de preferência por escrito,
sobre as condutas mais eficazes das chefias para com os funcionários e destes para com as
chefias, a fim de favorecer o desenvolvimento da produ vidade empresarial; conduzir o
relacionamento humano na empresa, através de ações, que garantam a manutenção do
ambiente posi vo e agradável, es mulador da produ vidade (HOLTZ, 2000, p. 6).
O pedagogo deve se ligar às funções de formação, treinamento e desenvolvimento, capacitação, planejamento de programas e a vidades ligadas à educação empresarial. Estas a vidades de aperfeiçoamento profissional, assessoramento e apoio, contribuem de modo posi vo
para com a gestão de pessoas. O pedagogo deve ser um profissional capacitado para lidar com fatos e situações diferentes da prá ca educa va em vários segmentos sociais e profissionais.
Destaca-se as a vidades do pedagogo empresarial nas áreas de formação profissional e informa vas da empresa, citando algumas:
Recursos Humanos: Treinamento e Desenvolvimento, Universidades Corpora vas, Programas de Formação e Qualificação Profissional, Programas de Especialização de mão de obra,
dentre outros. Consultorias Internas e Externas: Capacitação e Formação Profissional; elaboração de Projetos Educacionais para público interno e externo (tais como: empregados,
familiares, fornecedores, parceiros e comunidades); Orientação para Desenvolvimento Gerencial e Educação Con nuada; Alfabe zação de Adultos; elaboração de Jornais Educa vos;
Campanhas de Qualidade Total, Meio Ambiente, Segurança e Saúde ocupacional e outros
(QUIRINO 2005, p. 98-99).
Além de possuir visão generalista e humanís ca, pode-se dizer que, dentro de
uma organização, o papel do pedagogo também tem seu lado específico na área administra va, ou
seja, ele planeja, organiza, coordena, executa, analisa, assessora, controla e avalia programas os
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
17
projetos educacionais dentro da empresa.
O pedagogo deve acompanhar todo o desenvolvimento do funcionário, o seu desempenho, direcionando-o para o caminho que este deve seguir dentro da empresa, facilitando,
enquanto agente provocador de mudança de mentalidade e de cultura.
Sua capacidade em lidar com a aprendizagem, faz com que conduza as pessoas e
as direcione para suas verdadeiras ap dões, não impondo a mudança de seu comportamento, mas
ajudando o funcionário a descobrir seu verdadeiro potencial, para que possa desempenhar suas
competências, isto é, os conhecimentos, as habilidades, as a tudes e os comportamentos, de acordo com as necessidades de cada organização.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Curso de Pedagogia não possibilita ao profissional somente seu exercício para o
ensino formal, desenvolvidos nas ins tuições de ensino. Com a amplitude do curso, o profissional
foi inserido também no campo empresarial, em ambientes não escolares, com a finalidade de propiciar o ensino-aprendizado, buscando o equilíbrio entre os obje vos estratégicos da empresa, com
a obtenção dos resultados almejados.
O setor da empresa responsável para que este alcance os obje vos estratégicos é
a área funcional de recursos humanos, tal setor fará com que os obje vos organizacionais sejam
alcançados. A gestão de pessoas visa manter a perpetuidade da organização, através dos funcionários com a finalidade de compreenderem melhor o seu funcionamento, de seus negócios e de seu
futuro.
Uma das atribuições da gestão de recursos humanos é o treinamento e desenvolvimento de pessoal, que u liza as técnicas que são aplicadas diretamente sobre as pessoas. Estas
técnicas visam habilitar o profissional para exercer as funções do cargo em curto prazo e prepará-lo
para o futuro na organização e para isto há a necessidade de um profissional habilitado, o pedagogo empresarial.
O pedagogo empresarial tem por função modificar os comportamentos dos funcionários das empresas, para que agreguem conhecimentos, habilidades e, consigam tornar a empre-
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
18
sa mais compe
va e com maior lucra vidade.
O profissional da pedagogia deve desenvolver os recursos humanos, gerenciar as
mudanças culturais no ambiente de trabalho através de formas educacionais para uma aprendizagem significa va, bem como definir polí cas voltadas ao desenvolvimento humano permanente e
prestar consultoria interna relacionada ao treinamento e desenvolvimento de pessoas na organização.
O pedagogo deve acompanhar o desenvolvimento do funcionário, o seu desempenho, direcioná-lo para o encarreiramento na empresa, facilitando, enquanto agente provocador
de mudança de mentalidade e de cultura.
Por sua capacidade em lidar com a aprendizagem, conduzir as pessoas e as direcionar para suas verdadeiras ap dões, ajudar o funcionário a descobrir seu verdadeiro potencial, para desempenhar suas competências, de acordo com as necessidades de cada organização.
Deste modo, o pedagogo empresarial tornou-se a peça que faltava à área de recursos humanos que nele vê seu braço de treinamentos e desenvolvimento humano. No pedagogo
estão as dinâmicas, didá cas, sensibilidade, exper se de sala de aula e ap dão para o ensino.
Se a gestão de pessoas encarrega-se das metas empresariais referentes ao desenvolvimento humano de toda a organização, o pedagogo os ensina, e ainda traduz assuntos diaceis
de serem transmi dos deixando-os mais su s e de fácil assimilação pelos treinandos, como por
exemplo, nos treinamentos de u lização de sobware, de produtos médicos, de novos procedimentos administra vos em órgãos públicos e em ensino de novos processos, tais como, no treinamento
após a aquisição de novas maquinas e equipamentos.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Luciana Inez Seehaber; COSTA, Gisele Maria Tonin da. Pedagogia Empresarial: a importância da valorização humana na empresa. Rei - Revista de Educação do Ideau, Alto Uruguai, v. 7,
n. 15, p.1-14, jan. 2012. Semestral.
ALMEIDA, M. Pedagogia Empresarial: Saberes, Prá cas e Referências. Rio de Janeiro: Brasport,
2006.
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
19
CADINHA, M. A. Conceituando Pedagogia e contextualizando Pedagogia Empresarial. In: LOPES, I.;
TRINDADE, A. B.; CADINHA, M. A. Pedagogia Empresarial. Rio de Janeiro: Wak, 2008.
CERONI, M. R. O perfil do pedagogo para atuação em espaços não-escolares. In: Congresso Internacional Pedagogia Social, 1. 2006, São Paulo. O perfil do pedagogo para atuação em espaços nãoescolares. São Paulo, 2006. p. 1 - 14.
CHIAVENATO, I. Gestão de Pessoas: o novo papel dos Recursos Humanos nas Organizações. 6ª ragem. Rio de Janeiro: Campus, 1999.
_______________. Gestão de Pessoas: e o novo papel dos Recursos Humanos nas Organizações.
2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
_______________. Gerenciando com as pessoas. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.
_______________. Recursos Humanos: o capital humano das organizações. 10. Ed. Rio de Janeiro:
Elsevier, 2015.
GUEDES, P. Pedagogia Cristã. Rio de Janeiro: Clubes de Autores, 2012.
20
HORTZ, M. L. M. Lições de Pedagogia Empresarial. Sorocaba, 2000 Disponível em:
www.mh.etc.br. Acesso em: 31 de mai 2016.
_______________. Pedagogia Empresarial. São Paulo: Revista Ampliada. 2006
MARRAS, J. P. Administração de Recursos Humanos: Do Operacional ao Estratégico. 4. ed. São Paulo: Futura, 2001.
MENDES, A. P. R. B. Atuações do pedagogo em ambientes empresariais. Trabalho de Conclusão de
Curso – UNICAMP – Campinas, 2008.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA. Resolução CNE/CP Nº 1, de 15 de maio de 2006. Disponível
em: <hfp://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/rcp01_06.pdf> Acesso em: 31 mai 2016.
PASCOAL, M. O Pedagogo na Empresa. Revista Diálogo Educacional, v. 7, n. 22, p. 183- 193, set./
dez. 2007.
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
QUIRINO, R. Saberes do Pedagogo para a PráDca EducaDva nas Organizações Empresariais. Belo
Horizonte: Dissertação (Mestrado) Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais –
CEFET-MG, 2005. Disponível em:
<hfp://docslide.com.br/documents/saberes-do-pedagogo-para-a-pra ca-educa va.html> Acesso
em: 31 mai 2016.
RIBEIRO, A. E. do A. Pedagogia empresarial: atuação do pedagogo na empresa. 6ª. Ed. Rio de Janeiro: Wak, 2010.
ROBBINS, S. P. Administração: Mudanças e Perspec vas. 3ª ragem. São Paulo: Saraiva, 2002.
SOUZA, D. F. de. O pedagogo empresarial frente à economia verde. Universidade Candido Mendes
Pós-Graduação “Lato Sensu” AVM Faculdade Integrada. Disponível em:
<hfp://www.avm.edu.br/docpdf/monografias_publicadas/N205368.pdf> Acesso em: 31 mai 2016.
TACHIZAWA, T.; FERREIRA, V. C. P.; FORTUNA, A. A. M. Gestão com Pessoas: uma abordagem aplicada às estratégias de negócios. Cap. 9, 2ª ed. São Paulo: FGV, 2001
VERONEZZI, F. Os 10 cursos com mais empregabilidade em 2015. Disponível em:
<hfp://www.guiadacarreira.com.br/carreira/os-10-cursos-com-maior-empregabilidade-em-2015/>
Acesso em: 31 mai 2016.
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
21
O ADMINISTRADOR E O USO RACIONAL DA ENERGIA ELÉTRICA
THE ADMINISTRATOR AND THE RATIONAL USE OF ELECTRICITY
Má rioDarlanAlvesCosta1
RESUMO
Poucos insumos são tão importantes para a sociedade moderna quanto a eletricidade. Pode-se afirmar que da energia
elétrica depende o progresso e qualidade de vida das nações, além do que esta fonte de energia está para se tornar a
primeira mais u lizada no mundo, porém, a sua geração é muito cara, tanto em termos de inves mentos como do ponto de vista ambiental, pois a construção de uma usina de qualquer po, sempre causa algum impacto ambiental. Conservar energia elétrica não significa apenas poupar dinheiro, mas evitar alterações nos cursos de rios, evitar a emissão
de gases ou a proliferação de usinas nucleares. Porém, a conservação não deve significar a privação de um bem preciosamente indispensável. Antes, deve significar o fim do desperdício e o uso racional e inteligente do recurso. E onde está
o papel do administrador? Bem, os administradores devem gerir os seus recursos sempre da melhor maneira possível,
e a energia elétrica como custo fixo de qualquer empresa, além de ser primordial para o seu funcionamento, deve ser
monitorada, eficien zada e racionalizada por todo o corpo de colaboradores de qualquer empresa. Atuar na preservação sempre trará ganhos enormes à sociedade e ao meio ambiente.
Palavras chaves: Uso racional, eficiência, cenário, análise crí ca, energia elétrica.
ABSTRACT
Few inputs are so important to modern society as electricity. It can be said that the power depends on the progress and
quality of life of na ons, in addi on to this source of energy is to become the number one most used in the world, but
their genera on is very expensive, both in terms of investment and an environmental standpoint, since the construcon of a plant of any kind, always causes some environmental impact. Conserve electricity means not only save money,
but also avoid changes in river courses, prevent the emission of gases or the prolifera on of nuclear power plants.
However, conserva on should not mean depriva on of property preciously indispensable. Rather, it must mean the
end of waste and the ra onal and intelligent use of the feature. And where administrator's role is? Well, administrators
must manage their resources always the best way possible, and energy as a fixed cost of any company, as well as being
essen al for its opera on should be monitored, eficien zada and streamlined throughout the body of employees of
any company. Ac ng in preserving always bring huge gains to society and the environment.
Keywords: Ra onal use, efficiency, scenery, cri cal analysis, electricity.
1 INTRODUÇÃO
Quando veio a público a crise do setor elétrico, em 2001, o racionamento de energia elétrica fez crescer em todo o país o sen mento de economia desta fonte de energia. Importante também que o aumento de tarifas a par r de 2013 fez com que a sociedade modificasse seus
hábitos. A necessidade de um sistema elétrico confiável e o aumento nas perdas de energia elétrica
1
Graduado em Administração, Especialista Administração Empresarial e Financeira, em Docente do Curso de Graduação em Administração do Centro
Universitário Filadélfia - UniFil. E-mail: mario.costa@unifil.br
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
22
e pressões ambientais intensificaram as ações de eficiência energé ca, distribuição e no consumo
final, principalmente.
Medidas como as priva zações de parte das empresas do setor elétrico, imprimindo um caráter mais compe
vo, mudaram o perfil do mercado. Uma empresa, cujo obje vo é ven-
der energia elétrica, não tem interesse em trabalhar para reduzir consumo. As ações de eficiência
energé ca visam à redução de perdas e, consequentemente, do consumo de energia elétrica. Medidas governamentais – como novas regras do setor elétrico e o Plano do Governo Federal – trazem
novas perspec vas. O obje vo é avaliar os impactos dessas medidas no âmbito das empresas industriais e levantar oportunidades para novos mercados. Estudos no setor podem contribuir para o
planejamento estratégico das organizações.
Com tal situação, o obje vo deste ar go é a conscien zação dos empresários
quanto ao uso racional da eletricidade, demonstrando as diversas oportunidades de se u lizar o
bem de maneira correta, no aspecto ambiental e com vantagem econômica.
2 ILUMINAÇÃO E CONSUMO
O consumo de energia elétrica assume hoje um papel de destaque nos projetos
de novas edificações. O custo crescente deste insumo aliado aos altos inves mentos necessários à
sua produção, tornam a energia elétrica um parâmetro fundamental de planejamento para o governo, engenheiros e empresários.
É importante lembrar que a média do metro quadrado de construção custa cerca
de US$ 300, enquanto que para suprir um mesmo ediacio em energia elétrica, o setor energé co e,
por conseqüência, a sociedade investe cerca de US$ 400 / m2. (AEC WEB, 2016).
Dentro deste panorama, a iluminação surge como um dos itens mais relevantes,
já que é responsável por cerca de 20% de toda a energia elétrica consumida no país e por mais de
40% da energia elétrica consumida pelo setor de comércio e serviços. É importante ressaltar desde
já que um projeto inteligente de iluminação é também um projeto econômico, tanto do ponto de
vista do inves mento inicial como do custo operacional, não somente para o usuário, mas para toda a sociedade. (ANEEL, 2016)
Conservar e racionalizar energia elétrica não significa redução do conforto e priva-
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
23
ção dos beneacios que ela proporciona. Conservar energia implica na transformação da sociedade
do desperdício numa sociedade mais racional na u lização de seus recursos globais. Além disso, a
conservação pode conduzir à redução da necessidade de novas centrais de geração de energia elétrica, contribuindo para a preservação do meio ambiente.
3 A IMPORTÂNCIA DA LUZ NA PRODUTIVIDADE
A luz é importante instrumento de trabalho, assim como computadores, impressoras, canetas, papel, etc. A boa iluminação é essencial para tudo o que fazemos. Contudo, a iluminação excessiva ou inadequada, além de prejudicial, é custosa.
Deve-se lembrar de sempre que a iluminação é para as pessoas e não para as edificações. Hoje está provado que um projeto eficiente de iluminação, além de reduzir o consumo de
energia, traz aumentos significa vos de produ vidade.
4 ILUMINAÇÃO E CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA POR TIPO DE AMBIENTE
Tanto o ambiente natural como o construído pode favorecer ou criar dificuldades
ao desempenho da iluminação natural e ar ficial das edificações. Ambientes sem obstruções permitem o aproveitamento total da disponibilidade de luz natural, mas podem causar cargas termo
luminosas indesejáveis.
Assim, ambientes desobstruídos necessitarão de proteção de radiação solar direta sobre as aberturas iluminantes e bom isolamento térmico das superacies opacas, reduzindo a
carga térmica que penetra na edificação. Ambientes obstruídos pela presença de prédios ou vegetação terão menos aproveitamento da luz natural disponível na região, necessitando também menor isolamento térmico por estarem mais protegidos. Entretanto, se as superacies do ambiente
são de cores claras (alta refletância), a iluminação natural pode aumentar em até 25% com pouca
influência sobre o aumento da carga térmica recebida pela edificação, pois a luz é refle da, gerando menos calor por fluxo luminoso emi do.
5 LUZ E VISÃO
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
24
A quan dade e a qualidade da iluminação de um local devem ser baseadas, entre
outros requisitos, no desempenho visual.
De acordo com Arciprete e Granado (1978, p. 324), “a luz é um agente asico capaz
de impressionar nossos órgãos visuais”.
Desempenho visual é o termo usado para descrever tanto a velocidade com que
os olhos funcionam, como a precisão com que uma tarefa visual poderá ser executada. O grau de
desempenho visual para a percepção de um objeto cresce até um certo nível com o aumento da
iluminância (nível de iluminamento) ou até um certo grau de luminância (luz refle da pelo objeto
observado nos olhos do observador). Outros fatores que influenciam o desempenho visual são o
tamanho da tarefa visual e a sua distância até o olho e os contrastes de cor e luminância.
Em período noturno, a visão humana tem caracterís cas escotópica, isto é, tem maior intensidade de sensação luminoso com pouca luz, se adapta a comprimentos de ondas menores, tendendo ao violeta e azul. Em período diurno, tem caracterís cas fotópica, isto é, tem
menor intensidade de sensação luminosa com muita luz, se adapta a comprimentos de ondas maiores, tendendo ao laranja e vermelho. (SALES, 2011, p. 11)
Tarefas visuais de alta exigência (costura de tecido escuro, conserto de relógios,
controle de qualidade de pequenas peças, etc.) deverão ser iluminadas especialmente através de
iluminação local.
Desse modo, o bem-estar do pessoal de uma organização depende, dentre outros
fatores, da luz disponível, que na maioria das vezes vem de fonte ar ficial. As lâmpadas u lizadas,
que devem estar em local mais apropriado possível para o trabalhador, devem ser escolhidas de tal
modo que, além de realizar sua função de maneira sa sfatória, consigam atender ao requisito economia.
Sabe-se que as lâmpadas fluorescentes compactas ou LED são, além de mais duráveis, de menor consumo elétrico. Elas devem, assim, ser preferidas, em detrimento às incandescentes, que gastam mais e muitas vezes iluminam menos.
A luz é, portanto, fundamental na realização das a vidades, não apenas em uma
empresa, mas também nos trabalhos domés cos, nas escolas enfim, em todos os ambientes. Deve,
desse modo, ser conservada de tal forma que possa ser usada por todos.
6 CONSUMO NA INDÚSTRIA
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
25
As indústrias consomem quase a metade da energia elétrica produzida no país e
fabricam bens que consomem energia. São verificadas, junto às indústrias, ações de eficiência energé ca com relação aos programas de conscien zação, de gestão energé ca e u lização de tecnologias energe camente eficientes. Preliminarmente, o cenário energé co é analisado a par r de informações do Balanço Energé co Nacional – BEN, do Ministério das Minas e Energia. O cenário políco analisa o Plano Plurianual do Governo Federal. O cenário tecnológico apresenta algumas tendências e mostra ações do Ministério da Ciência e Tecnologia. Em seguida, é apresentado o caso das
indústrias. Finalmente, é feita uma análise crí ca, com discussão também sobre oportunidades de
mercado. (Assessoria de Comunicação MME, 2009)
Muitas das empresas no cenário nacional trabalham a conscien zação de seus colaboradores para consumo de energia elétrica, com metas de consumo por produto e dentro de um
sistema de Gestão Integrada. Sabe-se que um processo de conscien zação somente dá bons resultados com procedimentos específicos e dentro de um sistema de gestão. As campanhas, quando
isoladas, são momentâneas e apresentam resultados menos duradouros. Muitas empresas afirmam
que ações rela vas ao consumo de energia elétrica estão inseridas em alguns procedimentos e orientações do Sistema de Gestão da Qualidade – ISO 9000.
Outra ação que pode trazer bons resultados é a mudança de nível de classe de
tensão elétrica. Com isso, a empresa aumenta a flexibilidade na escolha de fornecedores de energia
elétrica e o poder de negociação de preço de tarifas. A Lei nº 10848 / 2004 dispõe sobre a comercialização de energia elétrica e modifica outras leis sobre o assunto. (ANEEL, 2004)
Compete à Agencia Nacional de Energia Elétrica - ANEEL regulamentar os inves mentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e Eficiência Energé ca (EE), seja incen vando a busca constante por inovações necessárias para enfrentar os desafios tecnológicos do setor elétrico,
seja promovendo o uso eficiente e racional da energia elétrica, associado às ações de combate ao
desperdício.
Os empresários são conscientes de que as ações com melhores resultados dependem de inves mentos na empresa. As estratégias empresariais buscam, sobretudo, compa bilidade
com os seus negócios. Cada organização tem suas dificuldades e seus interesses próprios. Mas estão
prontas para aproveitar as oportunidades, como incen vos fiscais e financiamentos. Elas se mobilizam para atender à legislação governamental ou às leis de mercado.
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
26
Neste sen do, as organizações, especialmente as grandes indústrias, estão cada
vez mais preocupadas com a adequação do consumo de energia elétrica dentro da empresa aos
padrões e exigências. Além da redução nos gastos gerais, o que representaria uma grande vantagem de curto prazo e interna, o uso racional de eletricidade, como de qualquer outro recurso, beneficia toda a sociedade.
O crescente cuidado com o meio ambiente natural, aliado ao desejo de evitar gastos desnecessários de recursos financeiros, contribui para esta preocupação. Algumas medidas prácas devem ser tomadas para que, com o esforço de todos, a organização possa maximizar significa vamente o uso da energia elétrica.
Ações simples, como desligar o ar condicionado em ambientes onde não é necessário seu uso e desligar microcomputadores durante o horário de almoço, bem como ações complexas, como estudo para melhor u lização da eletricidade durante os trabalhos fabris, devem ser
consideradas. Apesar disso, o fundamental é que todos os membros da organização sejam conscien zados sobre a importância da redução dos gastos com este recurso.
7 ANÁLISE CRÍTICA E OPORTUNIDADES
27
O Governo Federal deve ampliar a legislação que define índices mínimos de eficiência energé ca para produtos. Com isso, eficiência energé ca é um conceito que está, cada vez
mais, sendo embu do nos produtos. Cada vez menos serão necessárias ações externas de controle
por parte dos consumidores. Em termos de mercado, este fato significa que as empresas com a vidades de projeto e desenvolvimento de produtos serão mais exigidas do ponto de vista legal. Mas
também é uma oportunidade para as organizações ganharem mercado com o desenvolvimento de
novos produtos energe camente eficientes.
Os avanços tecnológicos têm trazido a possibilidade de produzir bens mais econômicos, com relação ao consumo de energia elétrica. Um exemplo é o dos novos refrigeradores, com
mesma capacidade, porém que consomem menos energia.
O INMETRO - Ins tuto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, obriga os
fabricantes a dispor uma tabela, onde esclarece o consumidor sobre o consumo de energia daquele
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
produto.
As tabelas apresentam todos os produtos aprovados no Programa Brasileiro de E quetagem
(PBE) e que, portanto, estão autorizados a ostentar a E queta Nacional de Conservação de
Energia (ENCE). Estas tabelas são atualizadas periodicamente e representam o estágio atual
em termos de consumo de energia e/ou de eficiência energé ca dos diversos produtos enfocados. Para outras informações técnicas sobre quaisquer dos modelos referidos nas tabelas, sugerimos consultar o site específico do fabricante. As informações con das nas diversas tabelas são de responsabilidade dos fabricantes e são colocadas à disposição dos usuários/consumidores como uma fonte de auxílio na escolha do melhor produto, na hora da
compra, em termos de consumo elétrico e/ou eficiência energé ca. (INMETRO, 2016)
O próprio consumidor está mais atento. Ele sabe discernir entre o produto de maior e menor consumo de energia, sendo natural que as empresas procurem estar à frente no desenvolvimento de tecnologias para a redução no consumo de energia, em seus produtos.
8 HORÁRIO DE VERÃO COMO OPÇÃO DE REDUÇÃO DE CONSUMO PARA A SOCIEDADE
Ins tuir a hora especial de verão consiste em adiantar os ponteiros do relógio em
uma hora, sendo que a idéia surgiu pela primeira vez nos Estados Unidos, quando Benjamim Franklin pensava na economia de velas, cem anos antes da Conferência de Washington de 1884, com a
finalidade de aproveitar a luz natural o máximo possível durante os dias mais longos do ano.
(ANEEL, 2015)
O horário de verão foi ins tuído pela primeira vez no Brasil no verão de
1931/1932. Até 1967, sua implantação foi feita de forma esporádica e sem critério cienSfico mais
apurado. Após 18 anos sem que o horário de verão fosse ins tuído, essa medida voltou a vigorar no
verão de 1985/1986, como parte de um elenco de ações tomadas pelo governo devido ao racionamento ocorrido na época por falta d’água nos reservatórios das hidrelétricas. Desde então, o horário de verão passou a ocorrer todos os anos. Estudos mais aprofundados foram realizados nos úl mos anos, gerando critérios mais apurados para subsidiar sua implantação. (ANEEL, 2015)
O principal obje vo da implantação do horário de verão é o melhor aproveitamento da luz natural ao entardecer, o que proporciona substancial redução na geração de energia elétrica, em tese equivalente àquela que se des naria à iluminação ar ficial de qualquer natureza, seja
para logradouros e repar ções públicas, uso residencial, comercial, de propaganda ou nos pá os
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
28
das fábricas e indústrias.
O horário de verão reduz a demanda por energia no período de suprimento mais
crí co do dia, ou seja, que vai das 18 horas às 21 horas quando a coincidência de consumo por toda
a população provoca um pico de consumo, denominado “horário de ponta”. Portanto, adiantar os
ponteiros do relógio em uma hora, como acontece durante cinco meses no ano, permite que se
aproveite melhor a luz natural, obtendo-se uma redução da ponta, apurada por medição pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS, em média, de 4% a 5% e poupa o país de sofrer as consequências da sobrecarga na rede durante a estação mais quente do ano, onde o uso de eletricidade
para refrigeração, condicionamento de ar e ven lação a nge seu ápice. (ONS 2015)
Em úl ma instância, a implantação do horário de verão, ao permi r que entre 19 e
20 horas ainda se disponha de claridade no céu, evita que se ponha em operação as usinas que seriam necessárias para gerar a energia elétrica para iluminar, ao entardecer, as regiões onde o sistema
de hora especial é implantado e que abrange os maiores centros consumidores do país.
A redução média de 4 a 5% no consumo de energia no horário de pico durante os
meses do horário de verão, normalmente de outubro a fevereiro, gera outros beneacios ao setor
elétrico e a sociedade em geral decorrente da economia de energia associada. Quando a demanda
diminui, as empresas que operam o sistema conseguem prestar um serviço melhor ao consumidor,
porque os troncos das linhas de transmissão ficam menos sobrecarregados. Para as hidrelétricas, a
água conservada nos reservatórios poderá ser de grande valia no caso de uma es agem futura. Para
os consumidores em geral, o óleo diesel ou combusSvel ou o carvão mineral que não precisou ser
usado nas termoelétricas evitará ajustes tarifários. (ANEEL, 2015).
O horário de verão é implantado por decreto do Presidente da República, sempre
respaldado legalmente pelo Decreto-Lei nº 4.295, de 13 de maio de 1942, e devidamente fundamentado em informações encaminhadas pelo Ministério de Minas e Energia, que toma pôr base os
estudos técnicos realizados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS, e indica quais unidades da Federação deverão ser abrangidas e o período de duração da medida. (ANEEL, 2015).
Outros países também fazem mudança na hora legal para aproveitar a maior luminosidade no período primavera - verão, a exemplo do que acontece na União Européia e em países
como os Estados Unidos, Canadá e Rússia.
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
29
9 ELETRICIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIAL
A energia está dentre os bens comuns que, apesar de pagos, devem ser u lizados
com cautela. A eletricidade, que em nosso país provém das abundantes fontes hidráulicas, também
têm seu custo à natureza, especialmente na instalação de novas unidades produtoras – no caso, as
usinas hidrelétricas.
Segundo Certo e Peter (1993, p.279), a responsabilidade social representa "o grau
em que os administradores de uma organização realizam a vidades que protejam e melhorem a
sociedade além do exigido para atender aos interesses econômicos e técnicos da organização".
Dentro de suas funções, o gestor deve estar sempre preocupado não somente
com os obje vos da empresa, quer financeiro ou não. Ele deve também estar interessado em contribuir para que o próprio ambiente que circula a organização, ou seja, o ambiente externo à organização esteja seguro, pra cando ações que manifestem este interesse para com todos.
Este po de a tude pode como já é sabido, beneficiar a própria empresa com relação a seus obje vos e metas, pois o mercado consumidor, no contexto contemporâneo, as espera
da sociedade empresarial. A imagem que a responsabilidade social gera a empresa sempre acarreta
resultados posi vos de mercado.
Neste sen do, a boa administração de recursos como à energia elétrica faz parte
de uma ação responsável para com a comunidade, que agradece com a sua preferência pela empresa.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Apesar de o Brasil possuir vasta produção energé ca, seja hidráulica, como na
maior parte do país, ou de outras fontes, alguns episódios marcaram a sua má distribuição ou a forma irracional de u lizá-la, como consumidores.
Em 2001, com o auge do receio do blecaute no Brasil, muitas empresas sen ramse forçadas a poupar energia elétrica. Algumas medidas veram que ser tomadas para que fossem
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
30
reduzidos os gastos com eletricidade, sem que comprometesse a ro na de trabalho da empresa.
Tais a tudes devem fazer parte das funções de um gestor. A eletricidade representa boa parte dos custos de uma organização, e deve ser levada a sério, especialmente no que
consiste na sua u lização racional.
Faz-se necessária a tomada de medidas de u lização consciente da energia elétrica dentro da empresa, no intuito de se economizar no âmbito interno.
As construções favorecem à redução do consumo elétrico, como paredes mais claras, ambientes abertos, etc. Assim, as empresas devem preocupar-se com tal fato desde o planejamento do prédio, já que a iluminação ambiente colabora para o índice de produ vidade dos indivíduos, especialmente em tarefas que requerem atenção visual.
Os diretores de produção devem incen var o desenvolvimento de novos produtos, especialmente eletroeletrônicos, e demais bens domés cos, que sejam mais econômicos com
relação à eletricidade, numa forma de aproveitar as exigências do mercado.
Como se vê, ações simples, que exigem algumas técnicas, aliadas à inteligência
dos gestores, são suficientes para que o uso racional de energia elétrica nas empresas seja posto
31
em prá ca.
REFERÊNCIAS
AEC WEB. O portal da Arquitetura, Engenharia e Construção. Disponível em: <hfp://
www.aecweb.com.br/cont/n/metro-quadrado-na-construcao-civil-ja-custa-em-media-r-790-nopais>. Acesso em: 11 ago 2016.
AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA. Eficiência EnergéDca. Disponível em: <hfp://
www.aneel.gov.br/pt/web/guest/ped-eficiencia-energe ca>. Acesso em: 26 mai 2016.
ARCIPRETE, Nicolangelo Dell; GRANADO, Nelson Vilhena. Física 3 – ÓDca. 3ª ed. São Paulo: Á ca,
1978.
CERTO, Samuel L.; PETER, J. Paul. Administração Estratégica. São Paulo: Makron Books, 1993.
INMETRO - INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TECNOLOGIA Informação ao consumidor: tabelas de consumo/eficiência energé ca. Disponível em:
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
<hfp://www.inmetro.gov.br/consumidor/tabelas.asp>. Acesso em: 26 mai 2016.
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA. Decreto-Lei nº 4.295, de 13 de maio de 1942. Disponível em:
<hfp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1937-1946/Del4295.htm>. Acesso em: 15 fev
2016.
SALES, Roberto Pereira. LED: o novo paradigma da iluminação pública. Disponível em:
<hfp://www.ins tutoslactec.org.br/menu-capacitacao/dissertacao-roberto-pereira-sales/>. Acesso em: 15 fev 2016.
SILVEIRA, José Luiz. Energia, Crise e Planejamento. Disponível em: <hfp://www.comciencia.br/
reportagens/energiaeletrica/energia02.htm>. Acesso em: 15 fev 2016.
32
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
O CONFLITO COMO PROCESSO OBSTRUTIVO DAS RELAÇÕES HUMANAS: um desafio
para o gestor contemporâneo
CONFLICT AS OBSTRUCTIVE PROCESS OF HUMAN RELATIONS: a challenge for contemporary manager
Alex Ferreira Novaes1
Zuleide Maria Janesch2
RESUMO
O presente ar go teve por obje vo demonstrar como ocorrem os conflitos no ambiente organizacional e seus impactos nas relações interpessoais. Neste sen do procurou-se apresentar as consequências dos conflitos nas empresas com
o intuito de apresentar que mesmo nestas situações é possível adquirir aprendizado e conhecimento para melhor lidar
com as diferenças entre os indivíduos. Para o referencial teórico pautou-se nas pesquisas literárias com fontes secundárias, através de autores renomados da área de comportamento organizacional entre outras áreas relacionadas, condas em livros, revistas, jornais e demais ar gos que tratam sobre o referido tema. Conclui-se que é basicamente impossível não haver situações de conflitos nas organizações justamente porque as pessoas são diferentes e tem suas
maneiras dis ntas de pensar e agir, cabendo ao gestor iden ficar as melhores ações para poder administrar cada situação.
Palavras chaves: Conflitos; Relações Humanas; Estrutura Organizacional; Liderança.
ABSTRACT
This ar cle aimed to demonstrate how occur conflicts in the organiza onal environment and its impact on interpersonal rela onships. In this sense, we tried to present the consequences of conflicts in companies in order to show that
even in these situa ons it is possible to acquire learning and knowledge to befer deal with differences between individuals. For the theore cal framework guided up the literary research on secondary sources, by renowned authors of
organiza onal behavior area and other related areas, contained in books, magazines, newspapers and other ar cles
dealing on the above subject. It concludes that it is impossible not to be situa ons of conflict in organiza ons precisely
because people are different and have their different ways of thinking and ac ng, leaving the manager to iden fy the
best stocks to be able to manage the situa on.
Keywords: Conflicts; Human Rela ons; Organiza onal Structure; Leadership.
1 INTRODUÇÃO
É muito comum que os conflitos nas organizações causem condições ruins ou até
mesmo prejuízo aos colaboradores no tocante ao relacionamento interpessoal e que possam interferir em suas condições de trabalho. Existem, no entanto, três pos de conflitos que podem surgir
nessas situações. São eles: conflitos de tarefa, conflitos de relacionamento e conflitos de processos
(ROBBINS, 2003).
Os conflitos de tarefas, segundo o autor, são aqueles que estão relacionados ao
conteúdo ou metas de trabalho. Já o conflito de relacionamento, por sua vez, ocorre nos relaciona1
Especialista em Metodologia do Ensino Superior. Licenciatura em Informá ca. Graduação na área da Tecnologia da Informação, Bacharelando do
Curso de Administração e docente de Cursos de Graduação e Pós Graduação do Centro Universitário Filadélfia – UniFil. E-mail: alex.novaes@unifil.br
2
Mestre em Engenharia Urbana, Especialista em Direito e Gestão Ambiental, Especialista em Administração de Recursos Humanos, Graduada em
Administração, Docente de Cursos de Graduação e Pós Graduação do Centro Universitário Filadélfia. E-mail: zuleide.janesch@unifil.br.
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
33
mentos interpessoais. Por fim, há o conflito de processo que tem sua definição associada a como o
trabalho é executado. O mais interessante é que, na opinião do mesmo autor, os conflitos de tarefas e de processos geralmente são capazes de resultar em beneacios aos envolvidos, enquanto que
os conflitos interpessoais costumam trazer consequências mais desagradáveis.
O conflito é visto com um processo de socialização quando busca solucionar dualismos divergentes; pode ser também uma compe ção ou um processo dissocia vo, pois pode caracterizar uma suspensão da comunicação entre as partes oponentes (FILIPPIN, SILVA E
KOYAMA, 2003, P. 107).
Mas, como saber se realmente os conflitos podem ser constru vos? Robbins
(2003) afirma que para serem considerados posi vos e até mesmo produ vos, tais conflitos precisam ser capazes de melhorar a qualidade das decisões, es mulando a cria vidade e inovação, desprendendo coragem e curiosidade entre os membros dos grupos.
Um conflito é realmente posi vo quando permite que os problemas possam ser
manifestados diminuindo as tensões e fomentando um ambiente para auto avaliação e consequente mudança. É através destas situações que muitas das vezes a criação de novas ideias, reavaliação
de metas e a vidades de um grupo auxiliam na forma como este grupo irá lidar com o processo de
mudança gerado (ROBBINS, 2003).
34
Mas, em geral, por que os conflitos ocorrem? Muitas pessoas, ao serem ques onadas sobre o porquê dos conflitos em seu ambiente de trabalho, costumam jus fica-los à falha na
comunicação. Se for um colaborador é muito comum que comente que a falha na comunicação entre o chefe é bem presente quando se refere, principalmente, a ambiguidades das ordens e orientações. Se for o próprio chefe que aponta a comunicação como uma resposta precisa, a explicação se
da porque os funcionários, em sua maioria, não ouvem o que lhe são ditos ou ainda que possuam
dificuldade de interação entre si.
Antropólogos chegam a sugerir a hipótese de que o mo vo do primeiro confronto asico
entre nossos ancestrais, os Homos Sapiens, tenha sido a incompreensão de um simples
pedido de ajuda. Um dos membros de um pequeno grupo de hominídeos teria se perdido a
voltar de uma caçada mal-sucedida e ao tentar se aproximar de outro grupo da mesma região, à procura de algo para se alimentar, teve o seu ato interpretado como tenta va de invasão, e antes que pudesse manifestar algo contrário a isso teve o seu cérebro esfacelado por
uma pedra, arremessada violentamente, sem piedade. Ou seja, a manifestação assassina de
hos lidade teria acontecido por uma mera falha de comunicação (MATOS, 2009, P. 26).
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
Mas será que a vilã desta história realmente é a comunicação ruim? Segundo Robbins (2003, p. 118) “os conflitos provêm mais dos relacionamentos estruturais e diferenças pessoais
do que da própria comunicação”.
Vale ressaltar que sempre haverá pessoas que vão, de alguma forma trazer certos
incômodos. E isso é normal. Fatores divergentes como idade, sexo, raça, orientação sexual e etnia
são atributos relevantes que podem resultar em problemas, no futuro.
É sabido, no entanto, que as diferenças entre os indivíduos permitem o crescimento e melhores condições na interação social. Todavia não se deve descartar a ideia de que a má comunicação pode sim, causar dificuldades para o relacionamento interpessoal. São exemplos, neste
caso, palavras com conotações diferentes, jargões, intercâmbio insuficiente de informações, acompanhada da pequena habilidade em saber ouvir.
Assim é recomendável que na gestão de um conflito, haja uma avaliação completa
das fontes, além de observar se sua origem está relacionada às a vidades de trabalho, ou a valores
dis ntos, ou ainda a diferenças de personalidades.
Dessa forma, vê-se o conflito como “um processo e dissensão entre duas partes ou
mais que acaba, de alguma forma, modificando a realidade vivenciada” (FILIPPIN; SILVA; KOYAMA,
2013, p. 107). Quando há incompa bilidade entre os propósitos que se externalizam por intermédio
da ação humana é comum a ocorrência de conflitos.
É importante avaliar que conflitos não ocorrem apenas no ambiente organizacional. Mesmo nas relações externas à empresa há diversas situações conflituosas. Montana e Charnov
(2006) acreditam que o conflito pode se manifestar por diferentes formas, sendo:
•
Conflito interno: ocorre quando duas opiniões opostas ocorrem em um único
indivíduo. Por exemplo, quando o sistema de valores da pessoa entra em conflito com o sistema de
valores da organização.
•
Conflito entre indivíduos: vistos dentro das organizações, são, na maioria das
vezes, o resultado de diferença de personalidades em decorrência de uma disputa por recursos organizacionais ou projetos pessoais.
•
Conflito entre indivíduos e grupos: originam-se principalmente quando uma
pessoa é inserida em um grupo maior e não concorda com as normas de comportamento do grupo
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
35
ou com os valores encontrados na cultura organizacional.
•
Conflitos entre grupos: similar ao conflito entre indivíduos, mas em uma
perspec va maior, ocorre principalmente pela compe ção por recursos escassos e pelos diferentes
es los gerenciais de cada área e/ou departamento.
•
Conflito entre organizações: decorrente principalmente da inicia va privada,
que é caracterizada por uma compe ção vigorosa, já que cada empresa procura o dinheiro do consumidor no mercado, “ rando-o” da concorrência.
Assim, lidar com conflito é algo muito importante e saber administrá-lo é algo desafiante aos gestores das organizações, aos quais trabalham com pessoas diferentes e com obje vos dis ntos.
2 COMO OS CONFLITOS SURGEM NAS ORGANIZAÇÕES
São diversas as situações em que podem surgir conflitos em uma organização. As
diferenças entre os grupos, os recursos compar lhados e até mesmos as a vidades interdependentes são uma das causas.
36
No caso das diferenças entre os grupos se dá em departamentos, onde cada qual
com a sua especificidade trabalha em prol de suas metas. Por exemplo, o pessoal de marke ng pode estar focado na especialização em vendas e relacionamento com o cliente, enquanto o pessoal
de controle aprofunda-se em análise de informações e custos (contadores).
Já os recursos compar lhados referem-se àqueles cujos grupos são, geralmente,
limitados, e quaisquer mudanças excepcionais podem gerar consequências na alocação de recursos.
O que tende a gerar uma situação de que, para um grupo (departamento) pleitear aumento de recursos, o outro precisará abrir mão de uma parte dos recursos de que dispõe.
Por fim existem as a vidades interdependentes a qual se estabelece que os indivíduos e grupos em uma mesma organização podem ser dependentes uns dos outros para desempenhar as suas a vidades, ou seja, um grupo não pode realizar o seu trabalho a menos que outro
realize o seu. Um exemplo seria o departamento de produção que não pode começar a produzir até
que receba os pedidos da administração de vendas.
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
As diferenças em informação e percepção são outra causa muito comum de conflitos nas
organizações. Assim, gerentes de diversos níveis hierárquicos, ou vários departamentos no
mesmo nível, tendem a obter diferentes informações e a ver as coisas diferentemente. Estas divergências são induzidas por diferentes papéis e responsabilidades, podendo também
estar relacionadas com as diferenças nas metas de cada unidade (MARTINELLI, 2002).
De qualquer forma, percebe-se que o homem está em todas as situações de conflitos e, para isto, é altamente recomendável que haja na organização boas lideranças que sejam
capazes de iden ficar os problemas tão logo eles surjam e que possam apresentar as melhores soluções destas situações verdadeiramente embaraçosas.
Montana e Charnov (2006) retratam 5 pontos importantes que podem originar
tais conflitos, são eles:
Diferenças de metas;
Compe ção pelos recursos;
Falha na comunicação e má interpretação de informações;
Desacordo quanto aos padrões de desempenho;
Incongruências da estrutura organizacional;
37
Com relação as estes aspectos percebe-se par ndo do ambiente organizacional,
que as metas es puladas pelos líderes de equipes quando aplicadas diferentemente a um mesmo
grupo de pessoas torna-se grande situação de atrito, isto porque há tendência em acreditar que
uma pessoa possa ter sido beneficiada de alguma forma pelo responsável da equipe.
Sendo assim, pode haver entre os colaboradores certos rumores de que se não
conseguem a ngir aos mesmos resultados de seus oponentes, a razão esteja enquadrada pela injusta forma com a qual as tarefas foram divididas.
Se o mo vo for a compe ção por recursos, a situação poderá se agravar quando
houver a percepção de que algum colaborador ou até mesmo sua equipe está na desvantagem
quanto a realização de determinados procedimentos por falta de um componente importante, como um computador mais veloz, uma sala mais confortável ou demais aparatos.
Uma grande diferença compe
va no mercado globalizado é criar e desenvolver situações
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
de crescimento pessoal e profissional nas organizações. A compe vidade é muito importante, mas não deve estar acima do respeito e da consideração pelo colega de trabalho –
base da sinergia nos ambientes corpora vos (WACHOWICZ, 2013, P. 18).
As falhas na comunicação juntamente com a má interpretação de informações
costumam ocorrer, segundo Montana e Charnov (2006) nas relações interdepartamentais, não
ocorrendo de maneira igualitária, gerando certo desconforto.
A própria estrutura organizacional quando deficitária pode ocasionar situações de
conflitos, isto porque em momentos onde há diferenças de poder entre os colaboradores, principalmente na forma como estão alocados dentro da empresa, seja na posição de comando ou aconselhamento, a falta de visão adequada faz com que estes sujeitos se comportem de maneira hos l e
desrespeitosa, trazendo ao gestor dificuldades na condução de sua equipe.
Os colaboradores também podem apresentar situações de atrito com seus supervisores, gerentes, encarregados, diretores e demais membros que exerçam autoridade na organização. Dentre os mo vos, é possível citar: distância psicológica, poder e status, ideologia, recursos
escassos (DAFT, 1997).
Para o autor, a distância psicológica ocorre quando o colaborador não se sente
ligado ao grupo ao qual pertence, mesmo sabendo que está ocupando uma função importante em
determinado setor. Isto pode ocorrer pelo simples sen mento de que suas necessidades não estão
sendo atendidas.
Quanto a questão de poder e status, Dab (1997) acredita que se manifestam àqueles trabalhadores que se sentem de maneira inferior aos demais colegas da organização que exerçam autonomia em determinados ambientes. O fato de não poder par cipar de determinadas decisões levam a estes indivíduos a sen mentos de inferioridade na empresa.
De igual forma se manifestam também em situação geradora de conflitos aqueles
que acreditam que a ideologia pode representar uma maneira de conquistar respeito de valores,
obje vos, e metas da organização e dos sindicatos, acreditando possuir um respaldo no que se refere a tempo de serviço, no direito de greve e na segurança do sindicato (FILIPPIN, SILVA E KOYAMA,
2013).
3 A GESTÃO DOS CONFLITOS
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
38
Saber administrar conflitos é uma das habilidades mais importantes para o gestor,
pois à medida que este consegue melhorar o ambiente organizacional há o fortalecimento entre as
relações de sua equipe. Um ambiente conflitoso pode desestruturar todo um bom trabalho, deixando a organização vulnerável e sem grandes perspec vas de desenvolvimento.
O que um gestor eficaz pode fazer é traçar um diagnós co, similar ao de um médico – buscar saber o que está acontecendo por meio de perguntas como: Que pessoas estão envolvidas? Como aconteceu? A divergência é significa va? São apenas pequenos desentendimentos pessoais, que facilmente se resolvem? É fundamental encontrar uma abordagem que
lide com os conflitos de forma cria va e o mista a fim de descobrir a solução adequada
(WACHOWICZ, 2013 P. 26).
Se os conflitos não forem gestados, certamente a produ vidade da organização
será abalada o que, certamente, irá implicar em sua lucra vidade e progresso organizacional. Uma
das formas com as quais o gestor poderá se valer neste momento é observando os comportamentos dos indivíduos. Apesar das diversidades culturais, as pessoas se diferenciam também pelos potenciais que possuem. Uma das formas para que isto ocorra é avaliando suas relações interpessoais
e aproveitando ao máximo seus pontos fortes.
39
Aos cargos que exercem autoridade na organização como supervisores, gerentes,
encarregados, diretores, execu vos, cabem a incumbência de gerenciar os mais diferentes pos de
conflitos. Isto porque entende-se que estas pessoas ocupam tais cargos justamente por terem condições para lidar com outros indivíduos da organização considerando as diferenças, valores pessoais
e as habilidades.
A ideia de administrar conflitos vai além de apresentar soluções. Há situações em
que tais problemas podem ajudar a melhorar o desempenho do colaborador. Logo, se há excesso
de atritos o ideal é que sejam aplicadas medidas que possam reforçar a relação de interação entre
as equipes para evitar problemas maiores, como brigas internas, rupturas, desafetos, etc. O trabalho do gestor, neste caso é equilibrar essas forças u lizando técnicas de resolução e es mulação de
conflitos (ROBBINS, 2005).
Assim, tão importante como saber tomar a melhor decisão é saber administrar
conflitos, pois sempre que o gestor precisar par r para esta tarefa terá a diacil missão de como con-
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
duzir o processo, como lidar com o perfil das pessoas, que são sempre dis ntos, e ainda possuir
muita habilidade de comunicação.
As consequências quando os conflitos não são administrados de maneira coerente
são diversas. A má administração dos conflitos pode ocasionar em perdas irreparáveis, principalmente quando envolve grupos organizacionais. Poderá haver dispersão de energia (que poderia ser
aplicada em uma situação produ va e organizada), perda do bom senso, coordenação inadequada
e sen mento de perda (FILIPPIN, SILVA E KOYAMA, 2013).
Mantendo o foco, os gestores podem trabalhar cada vez mais o processo de cooperação entre os membros de sua equipe, incen vando as a vidades com responsabilidade e comprome mento, buscando alcançar as metas organizacionais. Estas a tudes faz com que os colaboradores estejam cada vez mais alinhados com os obje vos da empresa.
Para Montana e Charnov (2006) a administração de conflitos se dá por diferentes
formas, como se vê abaixo:
•
Afastamento: os dirigentes evitam lidar com o problema, algumas vezes
acreditando que o problema desconsiderado se resolverá por si só. É uma prá ca voltada para conflitos em que suas causas não sejam vitais para a organização.
•
40
Desconsideração: a administração ignora totalmente o conflito e jamais tra-
ta as suas causas. Similar ao afastamento, alguns dirigentes acreditam que, se o problema for totalmente ignorado, como se nunca vesse exis do, ele desaparecerá. Os dirigentes acabam por focar
a harmonia na organização.
•
Separação parcial: quando se iden fica o conflito, principalmente entre dois
departamentos, mas não quer tratar as suas causas, separam-se então os envolvidos, buscando minimizar o impacto e a expressão do conflito mediante a rigorosa limitação do contato entre as partes em disputa.
•
Separação total: vista como uma técnica final de afastamento de que dispõe
a administração, que consiste na total separação asica das partes em disputa. Torna-se viável quando nenhuma interação é necessária para o funcionamento organizacional.
•
Abrandamento: parte do reconhecimento de que existe um problema e a
administração enfa za mais as similaridades e caracterís cas em comum entre os grupos em confli-
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
to. Assim os dirigentes buscam criar um consenso entre os envolvidos no conflito para que eles
percebam que aquilo que possuem em comum é maior do que as suas diferenças.
•
Dominação ou intervenção de poder: consiste em um gerente de nível mais
alto impor uma resolução sobre as duas partes, a intervenção usando de seu poder hierárquico.
Neste po de tratamento, o dirigente de nível mais alto domina as partes envolvidas no conflito.
•
Meio termo: é uma estratégia de administração de conflitos que busca uma
resolução do problema de forma que sa sfaça ao menos em parte a posição de cada elemento envolvido no conflito. O foco está em encontrar uma forma de gestão do conflito em que as partes
envolvidas não se sintam plenamente vencedoras ou perdedoras.
•
Confronto: considera as causas do conflito como também as metas maiores
da organização. As metas individuais ou grupais são colocadas em segundo plano. O confronto pode ser ú l quando as partes envolvidas estão dispostas a entrar no processo, caso contrário, o confronto não pode ser forçado. É necessário que haja predisposição à tenta va de compreender as
outras partes envolvidas.
O foco, neste caso, é que o gestor tenha condições para trabalhar com a gestão
de conflitos pensando na mudança de comportamento, pois só assim será possível iden ficar a tudes nas pessoas a ponto destas enxergarem novas percepções e sen mentos em relação aos demais indivíduos que atuam ao seu redor.
CONCLUSÃO
Percebeu-se ao longo deste ar go que é pra camente impossível que não haja
situações conflituosas no ambiente social e organizacional, pois um dos fatores que mo vam estes
atritos são as diferenças dos indivíduos.
Entretanto, observou-se que por mais diacil que seja, é necessário saber administrar certas situações embaraçosas justamente porque as pessoas são altamente interdependentes
em diversas a vidades e, como seres sociais, dependem de um convívio harmonioso e de bom relacionamento interpessoal.
Notou-se que é preciso que cada um faça a sua parte, contribuindo para a boa
interação e compreensão dos diversos pontos de vistas dos indivíduos sobre as inúmeras situações
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
41
em que se passam no campo profissional.
Percebeu-se que as situações de conflitos na vida humana se manifestam na própria família e que muitas vezes podem refle r nos demais espaços que o cidadão pertença.
Foi iden ficado que administrar conflito não é uma tarefa fácil e o papel do gerente neste momento é fundamental para poder solucionar certas situações conflituosas, ao qual sempre se dará de uma maneira surpreendente.
A experiência adquirida e as habilidades de liderança podem auxiliar este gestor
no tocante aos conflitos. Entretanto, observou-se que há diversas maneiras para poder lidar com
este problema.
Assim, foi demonstrado que as organizações buscam, a cada vez mais, líderes com
o potencial para lidar com tais desafios, fornecendo os resultados que as empresas estão procurando incessantemente, com a maximização de seus valores e o alcance de seus obje vos, dentro de
uma proposta séria e transparente.
REFERÊNCIAS
42
DAFT, Richard L. Teoria e Projeto das Organizações. Rio de Janeiro: LTC – Livros Técnicos e CienSficos Editora S.A, 1997.
FILIPPIN, Marcelo; SILVA, Patrícia Rodrigues da; KOYAMA, Renata Emy. Administração de conflitos
relacionamentos. Maringá-PR, 2013, 180 p.
MARTINELLI, Dante Pinheiro. Negociação empresaria: enfoque sistêmico e visão estratégica. Barueri, SP: Manole, 2002.
MATOS, Gustavo Gomes de. Comunicação empresarial: como facilitar a comunicação na empresa,
pela via da cultura e do diálogo. 2ed. Barueri, SP: Manole, 2009.
MONTANA, Patrick J.; CHARNOV, Bruce H. Administração. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2006.
ROBBINS, Stephen P. A verdade sobre gerenciar pessoas. São Paulo: Pearson Educa on, 2003.
ROBBINS, Stephen P. Administração: mudanças e perspec vas. São Paulo: Saraiva, 2005.
WACHOWICZ, Marta Cris na. Conflito e negociação nas empresas. Curi ba: Intersaberes, 2013
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
PERFIL DOS CONSUMIDORES DE MOTOCICLETAS HARLEY DAVIDSON
PROFILE OF MOTORCYCLES HARLEY DAVIDSON CONSUMERS
Cris an Rodrigues França1
Elvis José Novais de Carvalho²
RESUMO
O presente estudo avalia perfil dos consumidores de motocicletas da marca Harley Davidson, sob a ó ca dos gestores
das empresas que comercializam este artefato, na cidade de Londrina - Pr, como os conceitos de marke ng, percepção
de valor e perfil do cliente. Para tal foi realizado um estudo de caso simples sobre o perfil destes consumidores, sob a
ó ca dos gestores de empresas do ramo. Para que o estudo fosse realizado o ar go buscou revisão sob a luz da teoria
da literatura de marke ng O estudo u lizou-se de instrumentos de pesquisa, ou seja, este estudo foi realizado por
meio de uma pesquisa de campo de caráter qualita va, assim, sob o cerne desta metodologia foram entrevistados por
meio de um roteiro semiestruturado composto por 21 questões abertas, os gestores de três revendedoras de motos
Harley Davidson da cidade de Londrina. Os resultados apresentados demonstram como os gestores enxergam e entendem o perfil de seus clientes, assim como, as caracterís cas específicas deste mercado de motocicletas Harley Davidson. Por fim, além dos resultados apresentados o estudo demonstra que as empresas estão buscando cada vez mais
conhecer o perfil de seus clientes alvo para aumentar seus resultados e se manterem compe vas no mercado.
Palavras Chave: Marke ng; Percepção de Valor; Perfil do Cliente.
ABSTRACT
This ar cle aims to analyze customers profile the Harley Davidson motorcycles, In Londrina City state of Paraná, in view
of branch companies. As methodological research strategy adopted was used a methodological qualita ve, descrip ve
and a field research. To obtain the answers were interviewed through a script three of the four dealers of this product.
As a result was obtained profile of consumers of this product under the company's vision, as well as the specific characteris cs of motorcycles Harley Davidson market. These companies have proved to be in tune with your customers in
understanding your profile to maintaining las ng rela onships. The study shows that companies are increasingly seeking to know the profile of your target customers to increase their results and remain compe ve in the market.
Keywords: Marke ng; Perceived Value; Customer Profile.
1 INTRODUÇÃO
A concorrência deixou de ser local, para se tornar global, e neste processo os clientes estão exigindo cada vez mais um atendimento rápido, de alta qualidade e de valor agregado as suas aquisições.
Nestes novos tempos temos uma cultura global e local ao mesmo tempo, consumidores que demonstram comportamento hora semelhante com o resto do mundo, hora restrito a sua região. Ou
seja, estamos vivendo em um mundo com mudanças radicais e constantes, influenciado pela situação econômica, local e global. Neste enfoque, Pacgnan, Rocha Neto e Araújo (2008, p. 137), acrescentam que “a concorrência entre as empresas seja cada vez maior, o que as leva a desenvolverem
estratégias especificas para sa sfazer as exigências dos seus consumi-dores”. Em dias atuais a explosão da informação e das redes sociais leva-nos a contemplar uma cultura pluralista no
1
Graduado em Direito, Especialista em MBA em Gestão Empresarial, Especialista em Direito Empresarial e Especialista em Direito Tributário. Advogado Sênior França & Associados. Docente de Ensino presencial e deEnsino à Distância - EAD – de Direito do Trabalho e Direito Tributário do Centro Universitário Filadélfia – UniFil. E-mail: [email protected]
² Graduado em Administração pela Faculdade Arthur Thomas (2012), MBA em Gestão Empresarial, Gestão Estratégica de Pessoas, Gestão de Projetos e Gestão Comercial. Tem experiência na área da Docência em Cursos de Graduação, Tecnólogos e Técnicos. Docente do Centro Universitário
Filadélfia – UniFil. E-mail: elvis.carvalho@unifil.br
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
43
relacionamento entre empresas e clientes. A transformação mais recente é a mudança do comportamento do consumidor influenciado pelas médias, que proporcionam um rápido acesso às informações, o consumidor deixa de apenas consumir para par cipar desde a criação até mudanças em
produtos e serviços.
Par ndo destas premissas é importante assinalar que o mercado é composto diferentes grupos de consumidores, e neste contexto entender como funciona o comportamento
destes grupos pode ser uma estratégia eficaz, pois detendo estes conhecimentos pode adequar
melhor as estratégias de marke ng para o público almejado (MADRUGA et al., 2006). Convém ressaltar, segundo Churchill e Peter (2000) que algumas empresas consideram vantajoso o desenvolvimento de um único composto de marke ng para o atendimento de um único público ou mercadoalvo, pois dá uma ideia mais clara aos clientes da especialidade da organização. Sob esta ó ca Las
Casas (2006) que cada vez mais é necessário buscar entender o perfil dos consumidores, ou seja,
um dos primeiros passos para confecção de estratégias de marke ng é selecionar o grupo, como
perfil, adequado que ele tem maior interesse, é o chamado mercado alvo.
É oportuno dizer que o conhecimento do consumidor é um fator de alta relevância para a definição do próprio negócio, ou seja, é fundamental que as empresas foquem seus consumidores, pois, as empresas que pra cam esta premissa conseguem obter maiores retornos sobre
seus inves mentos, maior sucesso na introdução de novos produtos e um alto nível na performance de mercado (NEVES, 2012). Par ndo destes pensamentos percebe-se o quão pode ser importante o conhecimento do perfil de seus clientes, assim jus fica-se o presente trabalho pela importância do conhecimento do perfil dos consumidores, sendo este o foco desta pesquisa. Em virtude
destes levantamentos estabelece-se a questão deste estudo: Qual o perfil dos consumidores de
motocicletas Harley Davidson, sob a ó ca de empresários deste ramo? Assim, para busca desta resposta u lizou-se de uma pesquisa de campo, descri va qualita va.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Conceitos de MarkeDng
Antes de tudo se faz necessário descrever o marke ng como sendo a iden ficação e a sa sfação
das necessidades humanas e sociais, podendo ser definido, de uma forma simples, como sendo o
caminho para suprir as necessidades humanas de forma lucra va (KOTLER; KELLER, 2006).
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
44
Cumpre observar, segundo Reis e Mandefa (2003) que a proposta do marke ng é estabelecer trocas em que as partes envolvidas percebam vantagens, ou seja, pode ser considerado como a ciência
social que estuda as relações de trocas. Neste enfoque os autores complementam que como toda a
ciência o marke ng está em constante evolução buscando sempre o entendimento das necessidades e anseios dos seres humanos, viabilizando assim maiores possibilidades de sucesso de
produtos e serviços, no mercado. Segundo Kotler (2003, p. 155) “marke ng é uma ciência é a arte
de conquistar e manter clientes e desenvolver relacionamentos lucra vos entre si”.
Perlustrando as boas ideias, para McDonald (1999) o marke ng nada mais é que o
caminho a ser percorrido para que se a njam os obje vos que foram estabelecidos, para isso, se faz
necessário descrever os meios que serão u lizados, definindo programações e os recursos necessários, ou seja, traçar metas e obje vos para estabelecer relacionamento com seus clientes.
2.2 Segmentação de Mercado
A segmentação de mercado pode ser considerada como o processo de divisão de
mercado em grupos de potenciais compradores, que tenham, por sua vez similaridade em relação
as suas necessidades e desejos, percepções de valores ou comportamento de compra (CHURCHILL;
PETER, 2000). Segmentar pode ser considerada como uma tarefa no âmbito gerencial e estratégico
do marke ng, pois qualquer organização, perante seu mercado, deve buscar esta prá ca, que por
sua vez, possibilita a iden ficação de possibilidades estratégicas de diferenciação de ofertas
(TAVARES; TARCISO; LOCATELLI, 2011).
Uma das histórias mais an gas e conhecidas sobre segmentação de mercado envolve a indústria automobilís ca, tendo como principal protagonista Herry Ford, que desenvolveu o
modelo “T”, como um carro que buscava sa sfazer a todos, segundo Ford “Eles poderiam tê-lo em
qualquer cor, desde que seja preto”, porém, indo na contra mão deste pensamento Sloan Jr. da GM
(General Motors) fez com que seus engenheiros criassem vários modelos, sendo cada um deste projetados para atender as necessidades e gostos de um grupo diferente de clientes (CHURCHILL; PETER, 2000).
Neste enfoque, Richers e Lima (1991), acrescentam que a segmentação de mer-
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
45
cado pode ser considerada uma ferramenta eficaz, pois quando o mercado é segmentado, podemos
focar em nosso público alvo, aquele ao qual se quer trabalhar, desta forma pode-se oferecer produtos e/ou serviços conforme as expecta vas e necessidades do público almejado.
2.3 Perfil dos Consumidores
O perfil do consumidor não pode ser visto isoladamente, pois o mesmo recebe
influência de diversos aspectos, é fato que o seu comportamento gira em torno de vários processos
antes da compra, aspectos tais como: cogni vos, mo vacionais e emocionais, que influenciam diretamente sua decisão (PINHEIRO et al., 2006).
Outro fator importante a ser considerado é o aspecto cultural, segundo Rocha e
Christensen (1999), os consumidores são extremamente influenciados pelas caracterís cas culturais. A cultura atua diretamente no comportamento humano e, desta forma, implica diretamente
no comportamento do consumidor, assim os valores culturais podem ser considerados como a base
comportamento do consumidor, no Brasil se dá preferência a valores cole vistas, percebe-se que os
brasileiros se veem como pertencentes a um grupo ao qual tem afinidade (TORRES; ALLEN, 2009).
Saliente-se ainda que o perfil do consumidor e sua decisão de compra envolve a cultura que o indivíduo está inserido, ou seja, envolve valores oriundos da família, da classe social e outras ins tuições que exercem influência sobre o indivíduo no ato da aquisição de um produto ou serviço, assim,
devemos ponderar que consumidor não deve ser visto de forma isolada, mas como um ser social
que influencia e recebe influência do ambiente em que está inserido, podemos considerar, então,
que o comportamento do consumidor como um processo social que sofre influência de grupos humanos no ato de sua compra (PINHEIRO et al, 2006).
3 METODOLOGIA
3.1 Classificação do Estudo
Este estudo adotou procedimentos metodológicos cienSficos caracterizados como
pesquisa de campo. Pesquisa de Campo trata-se da pesquisa u lizado quando se tem como obje vo
a busca de informação ou conhecimento, ou ambos, acerca de um problema ao qual se busca uma
resposta sobre a hipótese que se deseja comprovar, ou, ainda levantar novos fenômenos que têm
relações com esta hipótese (MARCONI, LAKATOS, 2003). A “pesquisa de campo é a inves gação em
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
46
pírica realizada no local onde ocorre ou ocorreu um fenômeno ou que dispõe de elementos para
explicá-lo”. Podendo ser por meio de entrevistas, ques onários, testes, observação, etc.
(VERGARA,2009, p. 43).
O estudo foi realizado por meio de uma pesquisa qualita va, este po de pesquisa
considera a existência de uma relação dinâmica entre o mundo real e o objeto, ou sujeito, que não
pode ser contemplada de forma numérica (VIEIRA; ZOUAIN, 2005). A seleção da amostra foi por
conveniência, não aleatória, ou seja, o pesquisador teve a liberdade de selecionar os indivíduos de
para seu estudo conforme o mesmo considerou adequados a pesquisa, sendo que a população desta amostra segui critérios pré-estabelecidos pelo pesquisador e nenhum elemento que não possuísse as caracterís cas pode fazer parte desta amostra, tornando–se, assim, percepSvel que esta
amostragem é u lizada para que se possa verificar as hipóteses levantadas ou ter ideias sobre o assunto que está em pauta (COOPER; SCHINDLER, 2003).
3.2 Coleta dos Dados
Para obter as respostas em relação a este estudo foram selecionadas três empresas do ramo, revendedoras de motocicletas Harley Davidson, na cidade de Londrina. Os sujeitos da
pesquisa foram os gestores e proprietários destas empresas, assim, para a obtenção das informações requeridas foram entrevistadas três pessoas, sendo cada uma, gestora e dona da loja.
Os dados foram coletados por meio de uma entrevista pessoal, que se trata de um
instrumento confeccionado com o propósito de inves gação, caracterizando-se como um encontro
entre duas pessoas, com o propósito de extrair informações relevantes ao estudo em si (MARCONI;
LAKATOS, 2003). Esta entrevista se deu por meio de um roteiro semiestruturado composto por 21
questões.
4 ANÁLISE DOS RESULTADOS DAS ENTREVISTAS
4.1 Descrição e Perfil das Empresas Pesquisadas
As empresas pesquisadas demonstraram que já atuam a mais de dez anos neste mercado, todas os
entrevistados responderam que possuem tempo de atuação acima do período mencionado. Tendo
suas origens oriundas de outras cidades, do estado do Paraná e também veram início de
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
47
empresas deste mesmo seguimento. É percepSvel que o conhecimento tácito do produto e de seus
consumidores é de suma importância para os entrevistados, pois suas experiências demonstram
que neste mercado não basta vender tem que conhecer o produto e também toda a cultura e atmosfera que envolve este segmento. Quando os entrevistados foram ques onados sobre os obje vos da empresa a resposta foi unânime, que sua empresa não tem apenas como obje vo o retorno
sobre os inves mentos, este fator é consequência de um atendimento personalizado, conforme as
expecta vas de seus clientes. Estas afirmações estão coerentes com as com as colocações de Reis e
Mandefa (2003), na qual a proposta do marke ng é estabelecer uma situação de troca onde as partes envolvidas percebam vantagens, neste caso o retorno sobre os inves mentos é consequência da
troca entra a empresa e a sa sfação das expecta vas de seus clientes, o que viabiliza maiores possibilidades de produtos e serviços no mercado.
Dando con nuidade sobre este mesmo raciocínio, quanto ao KnowHow da equipe
de vendas, esteconsiste em conhecimentos, além de especialista no produto, conhecimento em mecânica, de música (dentro do es lo que os clientes apreciam), os vendedores procuram par cipar de
eventos e encontros de proprietários de Harley Davidson para estarem em sintonia com seus clientes e melhor atender suas expecta vas. Para as estas empresas a sintonia é tão importante que sua
força de vendas busca o entendimento até doa ambientes que seus clientes frequentam. Estas colocações vão ao encontro da teoria no seguinte aspecto da força de vendas, estruturada por produto,
para Kotler e Armstrong (2007) a força de vendas deve buscar o conhecimento geral das caracteríscas do produto, visando também atendimento personalizado no ato da negociação. A força de
vendas, segundo Moreira (2000) organizada por produto faz com que os vendedores se tornem especialista no produto, pois, sabendo muito mais sobre eles estes vendedores possuem muito mais
segurança em suas abordagens. Para um melhor vislumbre o quadro abaixo demonstra o KnowHow
da equipe de vendas.
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
48
Empresa 1: “A equipe de vendas, além do conhecimento
de técnicas de vendas, tem que entender de mecânica de
motos, Harley, claro, de música, de pubs e do es lo dos
clientes”
KnowHow da Equipe de Vendas
Empresa 2: “Nossa equipe entende não só de vendas, entende de vendas de Harley Davidson, é um ramo diferente, eles também entendem de música, Rock e Blues, claro”.
Empresa 3: “Não basta entender de venda, tem que entender o significado do que é trabalhar com venda de Harley Davidson, tem que entender de música e de Mecânica,
tem que entender o cliente e se relacionar com ele”.
Quadro 1: KnowHow da Equipe de Vendas
49
Fonte: Dados da pesquisa 2015
Estas empresas estão em consonância com a teoria, pois, segundo Kotler e Armstrong (2007) a principal função do marke ng é lidar com seus clientes, ou seja, a atração de novos
clientes e retenção dos clientes já conquistados proporcionando-lhes sa sfação e criando valor para
os mesmo de forma a construir relacionamentos duradouros. Os autores arrematam que as empresas que são bem-sucedidas, indiferente de seu tamanho, são aquelas que têm como foco o cliente,
pois construir e administrar o relacionamento com seus clientes se torna cada vez mais necessário
neste ambiente dinâmico.
4.2 Descrição do Ramo de Atuação
Neste tópico é abordado a segmentação de mercado, segundo os entrevistados,
suas lojas são especialistas em Harley Davidson, trabalham com motos e acessórios da marca. Os
mesmos afirmam que não é apenas uma questão de vender motos, é vender a moto certa para o
público certo. Quando ques onados em relação a outras motos, os mesmos afir-afirmam que seus
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
clientes não percebem valor em motos que não sejam da marca Harley, o quadro abaixo demonstra a opinião dos clientes sobre outras marcas, segundo o entendimento deles.
Empresa 1: “Muito ruim, nem se compara, quem tem uma Harley não quer saber de outra. Harleiro não quer ver a vida passar
em alta velocidade, ele que apreciar a paisagem”
Opinião dos Clientes
Empresa 2: “Sem comparação, nem consideram outras, Harley
é tudo”.
Empresa 3: “Seria uma heresia comparar uma Harley com outra
moto, sem comparação”.
Quadro 2: Opinião dos Clientes Sobre Outros Dpos de Motos
Fonte: Dados da pesquisa 2015
Neste enfoque os entrevistados foram unanimes, não existe a possibilidade de
trabalhar com outros es los de motos, pois, este mercado tem que ser bem segmentado, o consumidor de moto Harley tem asco de outras motos que não são deste segmento. Estas afirmações
estão em consonância com a teria, pois, quando se busca servir uma variedade de mercados, ou
seja, não segmentar um mercado em específico, se torna mais complexo se a ngir os obje vos organizacionais, e, também, se torna mais caro do que produzir produtos e/ou serviços des nados a
todos os mercados (CHURCHILL; PETER, 2000). Por tais razões a principal estratégia da HarleyDavidson, uma das marcas mais importantes de motocicletas no mundo é focar em seu público alvo mantendo o es lo clássico e retro de suas motos, de forma a consolidar seu diferencial de marca
perante seu cliente, esta marca de motocicletas foi a única fábrica de motos Norte Americana que
sobreviveu a invasão das motos japonesas, pois conseguiram transformar seusclientes em consumidores fiéis que compram, além de uma moto, um sonho de liberdade e um es lo de vida
(AZEVEDO; ARAÚJO, 2010).
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
50
É oportuno dizer que um marke ng direcionado para seu público alvo pode auxiliar a empresa a se manter no caminho do sucesso, pois, o processo de segmentação de mercado,
quando cuidadosamente planejado e executado com eficácia auxilia a empresa a poupar dinheiro e
tempo, afinal os esforços da empresa não estarão dirigidos a mercados não atra vos (TOLEDO; SIQUEIRA, 2001). Nessa linha de análise é importante salientar que, “hoje em dia, os clientes com frequência exigem produtos adaptados as suas necessidades e desejos específicos” (CHURCHILL; PETER, p. 206, 2000). Os autores complementam que as empresas que servem às necessidades e aos
anseios de grupos específicos se u lizam do marke ng por segmentos. Em um segundo vislumbre
Tavares; Tarciso e Locatelli (2011), acrescentam que a segmentação de mercado pode ser vista em
três níveis de abrangência. Conforme Quadro 3:
Primeiro Nível
Iden ficação de grupos homogêneos ou dis ntos, em
que se divide o mercado em grupos de consumidores
similares, almejando ter diferenças relevantes entre
estes grupos, ou seja, são unidades de pessoas ou organizações similares em termos de como respondem a
um par cular composto de marke ng.
51
Segundo Nível
Terceiro Nível
Está relacionada a iden ficação de grupos homogêneos, com a empresa selecionando segmentos que deseja tomar como prioritários, seu mercado alvo.
Escolha do mercado/segmento alvo, é a elaboração
dos compostos de marke ng, os compostos de markeng são preparados para conforme a segmentação deste público alvo.
Quadro 3: Níveis de Abrangência de Segmentação de Mercado
Fonte: Adaptado de Tavares; Tarciso e Locatelli (2011, p. 109).
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
Interessante relatar os modelos preferidos nesta segmentação de mercado, segundo a ó ca dos entrevistados existem modelos de maior aceitação, dentre os mais procurados estão
a linha Touring e 883. No Quadro 4estão demonstrados os modelos mais procurados, segundo os
entrevistados.
Empresa 1
Empresa 2
Empresa 3
Modelos preferidos: “Linha Touring (Electra e Road
King”.
Modelos preferidos: “883 e Heritage”
Modelos preferidos: “Road King, Fat Boy e 883”
Quadro 4: Modelos de Harley Mais Procurados
Fonte: Dados da pesquisa 2015
Outra situação interessante é que segundo os entrevistados seus clientes são fiéis
a marca não ao modelo em si, pois costumam trocar de moto entre um e dois anos, todos os entrevistados responderam esta questão de forma semelhante. Sendo que alguns clientes costumar a
adquirir outros modelos sem se desfazer de suas aquisições, as aquisições anteriores se tornam artefatos de coleção. Segundo um dos entrevistados “a paixão pela marca é tanto, que mesmo no momento da venda costuma-se a selecionar o comprador, que geralmente é algum membro da família”. Outro entrevistado respondeu de forma semelhante “na hora de trocar de moto geralmente
vendem a Harley anterior a algum conhecido, é como se fosse um convite a par cipar de um Clã”.
Por fim, o terceiro entrevistado respondeu que “existe a troca de moto e não de marca, Harley é
harley, nada subs tui, e a paixão é tanta que geralmente quem compra a moto que vai ser dada como entrada já é alguém conhecido, do meio”.
Cumpre observar que as colocações acima, também estão em consonância com a
teoria, segundo Neves (2012), que o marke ng tem como foco o entendimento das necessidades
dos consumidores, e para isso se faz necessário análise e entendimento destes. Indo ao encontro
desta ideia, Kotler (2003), acrescenta que uma situação que acontece com frequência é a confusão
das pessoas ao analisar o marke ng como sendo simplesmente venda ou propaganda, atua em
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
52
todos os processos (antes, durante e depois) mas o obje vo do marke ng pois o mesmo é
“sa sfazer plenamente a determinado grupo de consumidores, oferecendo o que desejam de maneira melhor que os concorrentes” (NEVES, 2012, p. 18).
4.3 Perfil dos Clientes
Neste tópico será abordado o perfil dos clientes, quando os entrevistados foram
ques onados sobre o perfil de seu público alvo, foram apontadas as seguintes caracterís cas: geralmente são profissionais liberais, já estabelecidos no mercado, ou em profissões que possuem uma
estabilidade, tal como juízes, funcionários públicos, ou profissões que possuem um salário maior
em relação à média de mercado, por exemplo médicos e advogados. Geralmente estes clientes são
do sexo masculino, casados e com filhos. Sendo que estes clientes demonstram pertencerem a uma
classe social mais abastada.
Fato que chama a atenção é que em sua maioria os clientes vão nacontramão dos
filmes, pois são casados e mantém uma vida social bem familiar, segundo um dos entrevistados
“nossos clientes geralmente são pais de família que durante a semana exercem seus papéis perante
a sociedade e no final se semana reservam um momento para passear de moto com a esposa”. Outro entrevistado complementou esta colocação salientando que “os clientes geralmente são bem
família, reservam seu tempo para andar de Harley e ficar com a família”. Para uma melhor compreensão o Quadro abaixo demonstra o perfil destes clientes, segundo os entrevistados.
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
53
Empresa 1: “Em sua maioria os clientes são do sexo masculino”.
Sexo
Empresa 2: “Homens, geralmente são homens, porém alguns trazem as esposas”.
Empresa 3:”Em geral são homens”.
Empresa 1: “Entre 30 e 45 anos”.
Faixa etária
Empresa 2: “Entre 35 e 50 anos, são geralmente
mais maduros, raramente aparecem clientes abaixo desta faixa etária”.
Empresa 3: “Entre 30 até 60 anos, geralmente são
pessoas maduras e estabelecidas na vida”.
Empresa 1: “Geralmente são casados, pais de família, em boa parte dos casos as esposas estão junto
para ajudar a escolher, até mesmo por que elas
são suas acompanhantes de viagem”.
Estado civil
Empresa 2: “Senhores casados, geralmente com
família”.
Empresa 3: “Casados, raramente aparece clientes
solteiros, alguns ainda trazem suas esposas, que
são suas parceiras de estrada”.
Empresa 1: “Médicos, Juízes, Advogados, Profissionais Liberais e Empresários”.
Empresa 2: “Profissionais Liberais, Médicos, Empresários e Advogados”.
Profissão
Empresa 3: “Profissionais Liberais, Advogados, Médicos e Policiais de patentes maiores”.
Empresa 1: “Creio que sejam da classe A para cima, são pessoas que já estão estabelecidas na vida”.
Empresa 2: “Classe A, com certeza, Harley já um
es lo de vida, e geralmente o modelo mais básico
é do preço de um carro popular, ou seja, já para
quem tem uma condição bem melhor de vida”.
Classe Social
Empresa 3: “Classe A, Harley é para quem está em
condições melhores, não é uma moto para quem
ganha pouco, infelizmente”.
Quadro 5: Opinião dos Clientes Sobre Outros Dpos de Motos
Fonte: Dados da pesquisa 2015
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
54
É percepSvel que as empresas pesquisadas demonstram conhecimento do das
caracterís cas de seus clientes, é importante salientar, segundo LasCasas, que quando se agrupa
consumidores com caracterís cas comuns estamos fazendo uso do processo de segmentação de
mercado conforme o perfil do cliente, o autor complementa com a seguinte colocação:
O processo de agregação de consumidores com caracterís cas homogêneas, diferenciadas
de outros grupos, com o obje vo de planejar programas de marke ng que se aproximem
mais da sa sfação de desejos e necessidades do grupo ou grupos escolhidos como mercado
alvo. Cada um destes diferentes agrupamentos é chamado de segmento (LAS CASAS, 2006,
p.104).
Neste enfoque, Kotler e Armstrong (2007), acreditam que o perfil e o comportamento do consumidor estão diretamente ligados com a teoria de Maslow, esta teoria contempla
que as necessidades humanas têm uma escala de prioridade, ou seja, uma hierarquia das necessidades, que busca explicar que as necessidades são dispostas conforme a sua urgência, demonstrado na Figura 1.
55
Figura 1: Hierarquia das necessidades de Maslow
Fonte: Adaptação de Kotler e Armstrong (2003, p. 130).
A figura acima demonstrada se demonstra coerente com as respostas dos entrevistados, pois conforme afirmado por estes, seus clientes demonstram ser pertencentes a
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
classes mais abastadas, ou seja, estão mais próximos do ponta da pirâmide de Maslow.
Outro ponto sobre o perfil destes consumidores, segundo os entrevistados, é o
es lo de se ves r, geralmente seus clientes durante a semana se u lizam de vestes mais formais,
“nossos clientes durante a semana, u lizam vestes bem formais, final de semana geralmente é bem
casual e se es vem com a Harley, bem,aí o es lo é mais Rock N’ Roll”. Em suas respostas todas as
empresas responderam de forma similar. “Nossos clientes são bem formais durante a semana, no
máximo algo casual, porém, estando de Harley assumem uma postura, em relação a roupa, mais
condizente com a moto”. Estas colocações são condizentes com a ideia de que o ser humano não
consome apenas coisas, mas símbolos, de acordo com seus grupos de afinidade, imitando o comportamento dos chamados formadores de opinião (STRUNCK, 2007). Cumpre dizer que, segundo
Kotler e Keller (2006) que os consumidores são pertencentes a grupos de
referência, e que exercem influência direta sobre eles, são os chamados grupos de afinidades. Segundo os entrevistados seus clientes tem um gosto musical bem peculiar com o es lo, em sua maioria são apreciadores de música do es lo Rock e Blues, porém poucos tem afinidade em tocar algum instrumento, segundo um dos entrevistados “tocar instrumento, es lo rebelde sem causa é
mais coisa de cinema”. No Quadro 6 estão demonstradas algumas peculiaridades destes clientes.
56
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
Empresa 1: “Nossos clientes durante a semana, utilizam vestes bem formais,
final de semana geralmente é bem casual e se estivem com a Harley, bem aí o
estilo é mais Rock N’ Roll”.
Es lo de Roupa
Empresa 2:“Nossos clientes são bem formais durante a semana, no máximo
algo casual, porém, estando de Harley assumem uma postura, em relação a
roupa, mais condizente com a moto”.
Empresa 3: ”Durante a semana, esporte fino ou social, as vezes casual, depende da profissão de cada um, final de semana de Harleiro, claro”.
Empresa 1: “Barzinhos e restaurantes mais tranquilos, nada de excepcional,
claro que encontros de motos”.
Ambiente que FreEmpresa 2:“Pubs, algo mais Rock N’ Roll, mas também frequentam restauranquenta (bares, pubs,
tes e encontros de motos”.
etc.)
Empresa 3: ”Restaurantes e encontros de motos”
Empresa 1: “Rock e Blues”.
Estilo Musical Preferido
57
Empresa 2: ”Rock Clássico”.
Empresa 3: ”Rock Clássico e Blues”;
Empresa 1: ”Não muito, mas quando tocam geralmente é violão ou guitarra”.Empresa
Afinidade em Tocar
Empresa 2: ”Apenas alguns, isso é mais coisa de cinema”.
Instrumento
3: ”Violão e guitarra, no máximo, ás vezes bateria ou contrabaixo”.
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
Tipo de Leitura Preferida
Empresa 1: “Revistas do sobre motos”.
Empresa 2: ”Revistas e Jornais”.
Empresa 3: ”Revisas, Jornais e livros dá sua área profissional”.
Empresa 1: ”Seriados”.
Programas de Televisão
Empresa 2: ”Seriados”.
preferidos
Empresa 3: ”Seriados”.
Empresa 1: ”Metade gosta e metade tem, mais tatuagem, depende da
profissão de cada um”.
Afinidade com Piercing e
Empresa 2: ”Apreciam bastante, mas não são todos que tem piercing ou
Tatuagens
Empresa 3: ”Apenas parte tem piercing ou tatuagem, mas geralmente deQuadro 6: Peculiaridades dos Clientes
Fonte: Dados da pesquisa 2015.
Conforme vislumbrado no quadro acima os consumidores deste produto apresentam peculiaridades condizentes com a marca, segundo os entrevistados seus consumidores apesar
de apresentarem muita semelhança em seu comportamento nem todos par cipam de grupos de
motoqueiros, todas as respostas foram similares, segundo eles apenas uma pequena parte par cipa de grupos, porém, metade dos clientes demonstram par ciparem de encontros da marca ou de
motoqueiros.Cumpre examinarmos neste passo, para um melhor vislumbre sobre o perfil dos consumidores e os grupos de afinidade, tomando como exemplo a própria empresa de fabricante de
motocicletas Harley-Davidson, esta empresa es mava que até meados dos anos 2.000 haviam em
torno de 500.000 associados ao seu grupo, de motociclistas, o HGO (Harley OwnersGroup – Proprietários de Harley), em todo o mundo (ALMEIDA, et al. 2013).
Proveitoso é, ainda, ressaltar a ideia do aspecto cultural, segundo Rocha e Christensen (1999), que os consumidores são extremamente influenciados pela cultura que os cerca.
Este aspecto é de grande importância, pois atua diretamente no comportamento do consumidor,
no Brasil se dá maior preferência a valores cole vos, pois, os brasileiros geralmente se veem como
pertencentes a um grupo ao qual se iden ficam (TORRES; ALLEN, 2009).Segundo os entrevistados,
apesar de apenas uma parte par cipar de grupos de motoqueiros, estes clientes quando estão com
suas motos buscam vestes de acordo com a cultura e a atmosfera da marca, todos os processos
(antes, durante e depois) mas o obje vo do marke ng pois o mesmo ou seja, de certa forma
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
58
buscando a iden ficação com a cultura que cerca a marca em si. A Harley Davidson consegue muito
mais retorno financeiro vendendo jaquetas e outros acessórios da marca do que vendendo motocicletas em si (STRUNCK, 2007).
Quando ques onados a respeito do trajeto escolhido para andarem de moto, os
entrevistados responderam que geralmente o trajeto é por cidades próximas, no máximo em outros estados e países vizinhos, até mesmo pelo tempo restrito dos clientes. No Quadro 7 estão postados os locais mais visitados pelos clientes.
Empresa 1: “Maringá, Gramado, Paraguai, Chile e
Argen na. Mais que o lugar a estrada é mais importante”.
Locais Visitados para Passeio de Harley
Empresa 2: “Maringá, Chile e Uruguai. Isto é o que
menos importa, tem cliente vai só até Arapongas, e
cidades próximas, o importante é andar de Harley”.
Empresa 2: “Maringá é o principal trajeto, mas o pessoal vai desde cidades vizinhas ou até o Paraguai. O
que importa é a estrada”.
59
Quadro 7: Locais Visitados para Passeio de Harley
Fonte: Dados da pesquisa 2015
Em face a estas colocações é interessante salientar que, segundo os entrevistados,
o importante não é o trajeto em si, mas o andar de moto. Neste contexto é percepSvel, que em todas as respostas existem similaridade de trajeto, mas, o trecho da resposta que chama atenção, e
de certa forma unânime, é a ideia de andar de Harley, assim, fica claro que o comportamento do
consumidor se assemelha em todas as lojas pesquisadas.Como remate, quando os ques onados
foram indagados sobre o comportamento de seus clientes, todos foram bem similar em suas respostas. A primeira empresa indagou que: “Nossos clientes são pessoas normais que adotaram um
es lo de vida, nada de anormal”, perante a mesma pergunta a segunda empresa postou que:
“Comportamento, normal, como qualquer pessoa, são até mais educados”. Por fim, a terceira empresa quando confrontada com esta questão a mesma relatou que:
Comportamento agressivo, rebelde sem causa é coisa de cinema, nossos clientes apenas
aderiram a um es lo de vida, que está coerente com o que a marca exige, é como se fosse
um escape do dia a dia, são pessoas normais e, diga-se de passagem, pessoas educadas,
cultas e bem estruturadas.
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
Em virtude dessas considerações, é importante salientar que o estudo evidenciou
que as respostas destes entrevistados estão em harmonia com a literatura, segundo Kotler e Keller
(2006), uma pessoa pode pertencer a diversos grupos, e em cada um deles exerce uma posição, um
papel, e se espera que este indivíduo se desempenhe de acordo com as outras ao seu redor, assim,
cada papel ou atribuição influência de alguma forma em seu comportamento de consumo, por fim,
considera-se que cada papel carrega consigo o peso que a sociedade lhe atribuí, desta forma, os consumidores geralmente tendem a tomar suas decisões de compras dando preferência a produtos que
reflitam seu status na sociedade, isto conforme sua posição social e seu papel dentro de um grupo.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O conhecimento do perfil de seu consumidor pode ser um fator de extrema importância para a con nuidade e sucesso de uma empresa, o desconhecimento destes aspectos pode
levar a empresa ao insucesso. Com este novo cenário mundial, em que a concorrência se torna cada
mais global, quanto mais a empresa conhecer aspectos cogni vos e culturais de seus clientes maiores as possibilidades de sucesso desta empresa. Interessante, conforme demonstrado no estudo,
que os perfis das empresas estão em sintonia com o perfil de seus clientes, em dados momentos fica
diacil entender se os entrevistados estavam falando da empresa ou de seus clientes. Entender o
comportamento de seus clientes, neste ambiente dinâmico é uma ferramenta eficaz para estratégias, o estudo evidenciou o fato de que as respostas dos entrevistados estão em consonância com a
teoria, é percepSvel também que em alguns instantes a teoria se mescla com a prá ca, de forma até
mesmo dificultar a dis nção da teoria e prá ca.
Em atenção, a outro aspecto de extrema importância, que é a segmentação de
mercado, este estudo conseguiu demonstrar que estas empresas buscam estar em consonância com
seu mercado de atuação, deixando bem claro seu segmento, foi possível averiguar também que as
respostas estavam em harmonia com autores conceituados a luz dos conceitos teóricos relacionados
com o tema. A segmentação conforme vislumbrada na teoria é um fator de grande importância para
que a empresa consiga melhor definir e ter mais clareza em seus obje vos.
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
60
Em face à análise dos resultados ob dos pode-se mencionar que o presente estudo conseguiu demonstrar o perfil dos consumidores de motocicletas Harley Davidson sob a ó ca de
empresas do ramo. Com a análise das informações coletadas, por meio da entrevista com os gestores desta empresa, foi possível perceber e confirmar vários fatores do perfil
dos consumidores deste produto, tais como: Faixa etária, gênero, profissão, es lo de vida, lugares
que frequenta, etc. Estas informações possibilitam a empresa entender melhor seu consumidor e
traçar estratégias comerciais mais eficazes conforme o perfil levantado.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, L. O. V.; TAVARES, M. C.; URDAN, A. T.; TEIXEIRA, D. J. Comunidade de Marcas e os Proprietários de Harley-Davidson de BeloHorizonte. Revista Gestão & Tecnologia, v. 13, n. 3, p. 235257. Pedro Leopoldo, 2013. Disponível em: < hfp://revistagt.fpl.edu.br/get/ar cle/view/589/478>
Acesso em 18 Set. 2015.
AZEVEDO, B. M. M.; ARAÚJO, M. M. C. N. A Marca Harley-Davidson no Brasil: o “Sonho” e os Entraves à Reprodução de uma Estratégia de Sucesso.V Encontro Nacional de Estudos do Consumo –
ENEC.Escola Superior de Propaganda e MarkeDng – ESPM. Rio de Janeiro, 2010. Disponível em:
<hfp://www.estudosdoconsumo.com.br/ar gosdoenec/6.2.5-Azevedo_e_Araujo-A_marca_HarleyDavidson_no_Brasil.>. Acesso em 12. Set. 2015.
COOPER, D.; SCHINDLER, P. Métodos de Pesquisa em Administração. 7ed. Porto Alegre: Bookman,
2003.
CHURCHIL, G. A. Jr; PETER, J. P. MarkeDng: Criando valor para os clientes. São Paulo: Saraiva, 2000.
KOTLER, P. MarkeDng para o século XXI: Como criar, conquistar e dominar mercados. São Paulo:
Futura, 2003.
KOTLER, P.; ARMSTRONG, G. Princípios de MarkeDng. 12 ed. São Paulo: Pearson Prin ce Hall, 2007.
KOTLER, P.; KELLER K. L. Administração de MarkeDng. 12. ed. São Paulo: Pearson Pren ce Hall,
2006.
LAS CASAS, A. L. MarkeDng: Conceitos, Exercícios, Casos. 7ed. São Paulo: Atlas, 2006.
MADRUGA, R. P.; CHI, B. T.; SIMÕES, M. L. da C.; TEIXEIRA, R. F.Administração de MarkeDng no
Mundo Contemporâneo. 3ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006.
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
61
MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Fundamentos de Metodologia cien[fica.5. ed. revisada e
ampliada. São Paulo: Atlas, 2003.
McDONALD, M. MarkeDng plans how to prepare how to use. 4ed. Buferworth-Heinemann, 1999.
MOREIRA, J. C. T. Administração de Vendas. São Paulo: Saraiva, 2000.
NEVES, M. F. Planejamento e gestão Estratégica de MarkeDng. São Paulo: Atlas, 2012.
PACAGNAN, M. N.; ROCHA NETO, R.; ARAÚJO, N. P. Importância e U lização de A vidades e Ferramentas para Obtenção de Informações de Marke ng no Setor da Construção Civil de Londrina/
PR.Revista ADMpg Gestão
KOTLER, P.; ARMSTRONG, G. Princípios de MarkeDng. 12 ed. São Paulo: Pearson Prin ce Hall,
2007.
KOTLER, P.; KELLER K. L. Administração de MarkeDng. 12. ed. São Paulo: Pearson Pren ce Hall,
2006.
LAS CASAS, A. L. MarkeDng: Conceitos, Exercícios, Casos. 7ed. São Paulo: Atlas, 2006.
MADRUGA, R. P.; CHI, B. T.; SIMÕES, M. L. da C.; TEIXEIRA, R. F.Administração de MarkeDng no
Mundo Contemporâneo. 3ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006.
MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Fundamentos de Metodologia cien[fica.5. ed. revisada e ampliada. São Paulo: Atlas, 2003.
McDONALD, M. MarkeDng plans how to prepare how to use. 4ed. Buferworth-Heinemann, 1999.
MOREIRA, J. C. T. Administração de Vendas. São Paulo: Saraiva, 2000.
NEVES, M. F. Planejamento e gestão Estratégica de MarkeDng. São Paulo: Atlas, 2012.
PACAGNAN, M. N.; ROCHA NETO, R.; ARAÚJO, N. P. Importância e U lização de A vidades e Ferramentas para Obtenção de Informações de Marke ng no Setor da Construção Civil de Londrina/
PR.Revista ADMpg Gestão Estratégica, v. 1, n. 1, p. 135 – 140. Ponta Grossa, 2008. Disponível
em:<hfp://www.admpg.com.br/revista2008/ar gos/ARTIGO%2020%20COMPLETO.pdf>.Acesso
em: 12 Set. 2015.
PINHEIRO, R. M.; CASTRO, G. C.; SILVA, H. H.; NUNES, J. M. Comportamento do Consumidor e Pesquisa de Mercado. 3ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006.
RICHERS, R. e LIMA, C. Segmentação: opções estratégicas para o mercado brasileiro. São Paulo:
Nobel, 1991.
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
62
ROCHA, A.; CHRISTENSEN, C. MarkeDng: Teoria e Prá ca no Brasil. 2ed. São Paulo: Atlas, 1999.
STRUNCK, G. L. T. L. Como Criar IdenDdades Visuais Para Marcas de Sucesso: Um Guia Sobre Marke ng das Marcas e Como Representar Graficamente seus Valores. 3. ed. revisada e ampliada.
Rio de Janeiro, 2007
TAVARES, M. C.; TARCISO, A.; LOCATELLI, R. L. Segmentação de Mercado, Diferenciação de Produtos e a Perspec va da Antropologia do Consumo. Revista Gestão & Tecnologia, v. 11, n. 1, p.
106-122. Pedro Leopoldo, 2011. Disponível em: < hfp://revistagt.fpl.edu.br/get/ar cle/
download/276/363.>. Acesso em: 14 Set. 2015.
TOLEDO, G. L.; SIQUEIRA, A. C. B.Bases de Segmentação de Mercado no
Marke ng Industrial: um estudo de caso na indústria de elevadores. Revista de Administração da
USP, v.36, n.4, p.52-63. São Paulo, 2001. Disponível em: <www.rausp.usp.br/download.asp?
file=v36n4p52a63>.Acesso em: 14 Set. 2015.
TORRES, C. V.; ALLEN, M. W. Influência da Cultura, dos Valores Humanos e do Significado do Produto na Predição de Consumo: Síntese de dois Estudos Mul culturais na Austrália e no Brasil.RAM, Revista de Administração Mackenzie (Online), São Paulo, v. 10, n. 3, June
2009.Disponível em: <hfp://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arfext&pid=S167869712009000300008 &lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 14 Set. 2015.
VERGARA, S. C. Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração. 11 ed. São Paulo: Atlas,
2009.
VIEIRA, M. M. F.; ZOUAIN, D. M. Pesquisa qualitaDva em administração. Rio de Janeiro: FGV,
2005.
Estratégica, v. 1, n. 1, p. 135 – 140. Ponta Grossa, 2008. Disponível em:<hfp://
www.admpg.com.br/revista2008/ar gos/ARTIGO%2020%20COMPLETO.pdf>.Acesso em: 12 Set.
2015.
PINHEIRO, R. M.; CASTRO, G. C.; SILVA, H. H.; NUNES, J. M. Comportamento do Consumidor e
Pesquisa de Mercado. 3ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006.
RICHERS, R. e LIMA, C. Segmentação: opções estratégicas para o mercado brasileiro. São Paulo:
Nobel, 1991.
ROCHA, A.; CHRISTENSEN, C. MarkeDng: Teoria e Prá ca no Brasil. 2ed. São Paulo: Atlas, 1999.
STRUNCK, G. L. T. L. Como Criar IdenDdades Visuais Para Marcas de Sucesso: Um Guia Sobre
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
63
Marke ng das Marcas e Como Representar Graficamente seus Valores. 3. ed. revisada e ampliada. Rio de Janeiro, 2007
TAVARES, M. C.; TARCISO, A.; LOCATELLI, R. L. Segmentação de Mercado, Diferenciação de Produtos e a Perspec va da Antropologia do Consumo. Revista Gestão & Tecnologia, v. 11, n. 1, p.
106-122. Pedro Leopoldo, 2011. Disponível em: < hfp://revistagt.fpl.edu.br/get/ar cle/
download/276/363.>. Acesso em: 14 Set. 2015.
TOLEDO, G. L.; SIQUEIRA, A. C. B.Bases de Segmentação de Mercado no
Marke ng Industrial: um estudo de caso na indústria de elevadores. Revista de Administração da
USP, v.36, n.4, p.52-63. São Paulo, 2001. Disponível em: <www.rausp.usp.br/download.asp?
file=v36n4p52a63>.Acesso em: 14 Set. 2015.
TORRES, C. V.; ALLEN, M. W. Influência da Cultura, dos Valores Humanos e do Significado do Produto na Predição de Consumo: Síntese de dois Estudos Mul culturais na Austrália e no Brasil.RAM, Revista de Administração Mackenzie (Online), São Paulo, v. 10, n. 3, June
2009.Disponível em: <hfp://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arfext&pid=S1678-
64
69712009000300008 &lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 14 Set. 2015.
VERGARA, S. C. Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração. 11 ed. São Paulo: Atlas,
2009.
VIEIRA, M. M. F.; ZOUAIN, D. M. Pesquisa qualitaDva em administração. Rio de Janeiro: FGV,
2005.
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
HEWARD, Lyn; BACON, John U. Cirque du Soleil - A Reinvenção do Espetáculo. Rio de Janeiro:
Campos, 2006. 132p.
Resenhado por Rodrigo ROCHA1
Orientado por Jayme BRENER2
O livro se propõe a fazer uma análise com enfoque na questão das
operações e a vidades desta corporação administra va que é a Empresa Cirque du Soleil.
O livro se resume na história de Frank Castle (personagem ficScio) um agente espor vo, que perdeu
o entusiasmo por seu trabalho. Em Las Vegas (USA) por “obra do des no”, acaba se deparando com
diversas portas brancas e ao tomar coragem de abrir uma delas muda sua vida por completo. Por
trás desta porta o personagem entra sem saber em um ensaio do Cirque du Soleil, que está se apresentando no cassino hotel que estava hospedado. Através desta feliz conjunção, ele conhece Diane
uma das diretoras do próprio Cirque, e neste contato fortuito nasce uma oportunidade, convidado a
assis r ao espetáculo Frank se deslumbra pela magia do show, o que acaba ampliando sua curiosidade por Diane e o próprio Cirque. Quando retorna ao co diano em que vivia não consegue esquecer esse encontro, e reflete que não vê sen do no seu trabalho, não sente a paixão que nha no
princípio e percebe que a vida se tornou uma ro na sem cria vidade e sa sfação. Desta forma, após
alguns contatos este resolve se jogar como os trapezistas que assis ra no espetáculo, e consegue
algo inédito, uma espécie de “estágio” de 30 dias na sede do Cirque du Soleil no Canadá. Durante
estes dias ele irá narrar suas experiências, aprendizados, reflexões e a busca pela sua cria vidade e
paixão de fazer algo com prazer. Contudo não pretende somente encontrar sua sa sfação no trabalho, mas deseja aplicar isso para melhorar o desempenho de sua empresa e primordialmente da sua
vida como um todo.
1
Discente do Curso de Graduação em Administração do Centro Universitário Filadélfia – UniFil.
Mestre em Administração pela Universidade Estadual de Londrina (2003), especialista em Marke ng pela Escola Superior de Propaganda e
Marke ng do Rio de Janeiro (1993) e Graduado em Administração pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1988). Atualmente é sóciogerente da Brener Consultoria e Treinamento Ltda. Docente do Centro Universitário Filadélfia – UniFil. E-mail: jayme.brener@unifil.br
2
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
65
Pode-se observar logo no começo do livro questões importantes para a administração. No caso o
foco no produto final é uma delas, tentar mostrar para todos os colaboradores de uma empresa.
No princípio da jornada Frank apresenta o seu encontro com o Cirque du Soleil e sua desilusão perante seu trabalho.
O que o livro coloca é bem comum na atualidade, com o final do prazer no trabalho fica em seu lugar a falta de ânimo em realizar a vidades do dia a dia profissional, causando o estresse ocupacional. As causas são muitas - salários baixos, falta de perspec va, pressão excessiva do chefe, problemas a todo instante. Mas, basicamente, estar fazendo algo que não goste é o que mais pesa no dia
a dia do profissional, dizem os especialistas.
No caso do Frank, ele coloca que seu salário até que era bem sa sfatório e que se tornou um execu vo de sucesso em sua área, porém reconhece que não estava dando tudo de si para a empresa.
Que no começo ele Depois de todas estas emoções ele volta para Chicago e sua vida co diana, mas
não é mais o banal dia a dia, tudo nha mudado.
adorava sua profissão e com o tempo deixou de ser uma vocação, para ser um trabalho como
outro qualquer, envolto na ro na. É neste momento de sua vida que ele tem seu encontro acidental com o Cirque du Soleil.
Ao visitar a sede do Cirque du Soleil em Montreal, Frank percebe que toda estrutura asica do prédio é muito diferente, os locais de treino e montagem dos espetáculos estão totalmente à mostra,
os escritórios possuem paredes de vidro para a visualização dos ensaios. Foi à própria Diane que lhe
apresentou o Cirque tanto como um espetáculo deslumbrante, como uma “empresa de entretenimento cria vo”. Fica sabendo por ela que Cirque du Soleil foi fundado em 1984 em Quebec, que
tem como missão conceber espetáculos com base nos sonhos e paixões dos seus talentosos ar stas. Contudo ela salienta que mesmo oferecendo sonhos, o Cirque não deixa de ser uma empresa, e
com fins lucra vos, porém todos seus funcionários não perdem a ligação com o produto final, que
são os espetáculos. Ou seja, todos, não somente os ar stas, mas até mesmo os que trabalham de
terno e gravata ou uniformes (advogados, marke ng, contra-regras, limpeza e etc.), fazem parte do
que acontece no palco.
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
66
que estes fizeram parte na elaboração do produto final é muito complexo; principalmente na disposição das empresas em isolar setores, ou dividindo todos em seus devidos cubículos, que é o mais
usual, mas não é o que acontece no Cirque.
Sendo o Cirque uma empresa a organização é essencial, este também tem prazos, orçamentos, e
outros pontos similares; não é porque é um espetáculo circense extremamente cria vo que deve ser
desorganizado, ou mesmo sem responsabilidade. A capacidade mo vacional que um prazo pode fazer é incrível, e ideias geniais aconteceram diante de prazos apertados no Cirque, coloca Diane; e
mesmo problemas que pareciam irreversíveis foram solucionados em situação complexas, não é o
tempo que limita o homem é ele próprio que se limita.
Uma das caracterís cas es muladas no Cirque é ver com os olhos do público. Para o empreendedor
é preciso compreender o comportamento do consumidor, conhecer seu cliente não é uma tarefa
fácil, deve atender e sa sfazer às necessidades e aos seus desejos, torna-se fundamental conhecer o
seu comportamento. Para isso no Cirque todos tentam se colocar no lugar do público, todos são incen vados a assis r os espetáculos. Os ar stas sempre têm folgas sistemá cas para assis r aos
shows, mas o trabalho pesado fica para o diretor arSs co que deve assis r a todas as apresentações
e fazer anotações posi vas e nega vas, “ninguém vai trabalhar mais que o patrão”, é sugerido no
livro.
Outro conselho para um empreendedor, que se pode abstrair nas páginas deste livro é que se deve
estar sempre presente em todas as fases da produção.
Após algumas a vidades, observações e conversas Frank começa a refle r sobre a forma como estava encarando o trabalho e sua vida, e entende que com o tempo existe a tendência das pessoas permanecerem em “nossa zona de conforto”, e fugir do desconhecido. Durante sua visita o protagonista teve sempre guias que tentavam passar suas experiências, e es mulavam este a experimentar
suas especialidades; o que acabava fazendo com que o próprio Frank saísse de sua zona de conforto.
Mais uma lição passada pelo livro é que o empreendedor tem que ter a mente aberta e não temer
as inicia vas de seus colaboradores, o ato de se reinventar e proporcionar novas alterna vas são
perspec vas que devem ser es muladas, mesmo que com isso venham os erros.
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
67
Após longas 3 semanas sendo bombardeado com informações, habilidades, experiências e emoções;
Frank é enviado para Paris, para ter a oportunidade de presenciar a estréia de um espetáculo i nerante do Cirque du Soleil. Diane desejava que Frank vesse toda compreensão da estrutura do Cirque, e para isso estar na “aldeia nômade” era algo essencial.
Frank reflete que Diane não desejava que estas experiências adquiridas no Cirque fossem somente
ferramentas, ou mesmo um seminário de autoes ma. Ela queria trazer de volta a inspiração a sua
vida, para que o seu trabalho voltasse a ser sua vocação. E foi o que aconteceu, voltou a sen r a paixão pelo trabalho, a se exercitar, e com isso sua vida par cular se renovou e ficou mais aberto para
florescer um novo romance.
Frank aprendeu que as pérolas se formam a par r de um grão de areia, um intruso na concha, esses
grãos são as dificuldades da vida e nós devemos sempre tentar transformá-los em algo belo, seguir
em frente e sempre buscar as pérolas em nosso interior.
Contudo a lição final mostrada no livro é quando Frank percebe que o Cirque du Soleil é “a centelha
cria va que queima dentro de cada um de nós e que possui a inocência e o poder do aceno improvisado de um pezinho de criança”.
Neste sen do, este livro de fácil leitura pode sim proporcionar aprendizado, além de ser agradável e
inspirador. Porém não traz um conhecimento de cunho especializado e profissional. Este pode proporcionar uma nova visão perante nossas a tudes diante do trabalho, ou mesmo da vida pessoal.
O livro “Cirque du Soleil - A Reinvenção do Espetáculo”, é uma boa leitura para aqueles que procuram inspiração tanto para sua vida, como para absorver conhecimentos de cunho empresarial. O
livro mostra não somente nas entrelinhas que uma empresa do porte do Cirque du Soleil, que além
de possuir uma estrutura administra va, pode ensinar através da arte, cultura e cria vidade.
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
68
HEWARD, Lyn; BACON, John U. Cirque du Soleil – A Reinvenção do Espetaculo. Rio de Janeiro:
Campos, 2006. 132p.
Resenhado por Guilherme Pacheco ALVAREZ1
Orientado por Jayme BRENER2
O livro Cirque du Soleil – A Reinvenção do Espetáculo conta a história de um homem chamado Frank (sim, ele não tem sobrenome),
um homem que trabalha com Marke ng Espor vo que encontra-se
num momento da vida sem mo vação em sua carreira profissional e
acidentalmente conhece Diane McKee (presidente do Cirque du Soleil) e a par r desse momento
sua vida começa a mudar completamente com oportunidades de conhecer pessoas que jamais
imaginou e de realizar algumas façanhas que jamais pensou em realizar.
Logo de cara no primeiro capítulo, já nos deparamos com Frank em um cassino de Las Vegas para
um congresso, onde naquela loucura do cassino ele acabou se distraindo com dois sujeitos de uniforme entrando numa porta que talvez seja a única que não indicasse o que havia por de trás dela. Nesse exato momento a história começa a ganhar vida e ele resolve seguir os sujeitos de uniforme e se depara com “as portas erradas que levaram ao caminho certo” onde logo em seguida
ele conhece Diane e após uma conversa no mínimo estranha, Frank ganha um convite para assisr o espetáculo KÀ.
O segundo capítulo já se inicia com Frank dentro do teatro para assis r ao espetáculo e vai descrevendo cada detalhe do ambiente, onde durante a execução do espetáculo faz com que ele tenha algumas memórias de seu amigo Mike que já havia morrido, logo após o espetáculo ele vai
visitar o camarim junto com Diane e após observar a maneira que todos a tratam, ele percebe
que não estava ao lado de uma pessoa qualquer e ao final de uma breve conversa entre eles,
Frank recebe o convite para visitar a sede do Cirque em Montreal e após uma troca de cartões
acaba descobrindo que Diane é a presidente do Cirque du Soleil.
1Discente
do Curso de Graduação em Administração do Centro Universitário Filadélfia – UniFil.
em Administração pela Universidade Estadual de Londrina (2003), especialista em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing do
Rio de Janeiro (1993) e Graduado em Administração pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1988). Atualmente é sócio-gerente da Brener Consultoria e Treinamento Ltda. Docente do Centro Universitário Filadélfia – UniFil. E-mail: [email protected]
2Mestre
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
69
O terceiro capítulo se inicia e Frank se encontra em Chicago (e nesse momento descobrimos a cidade em que ele vive) e ainda encantado com o que presenciou em Las Vegas, começa a arrumar qualquer mo vo para ir a Montreal para conhecer o Cirque mais de perto. Nesse momento entra na história Cari Schultz, uma ginasta universitária agenciada por Frank que nha se candidatado para fazer um teste Cirque du Soleil. Frank resolve ligar para Diane marcando uma visita e ela ficou marcada para a semana seguinte. Nesse momento já estamos no aeroporto rumo a Montreal e temos
uma conversa entre Frank e Cari, onde ela assume que não está entre as melhores ginastas do país
e Frank acaba tranquilizando-a pois sabe que o Cirque quer ar stas e não os melhores atletas.
Na chegada ao Cirque, Diane os aguardava na portaria e faz questão de encaminhar Cari para conhecer o local em que ficaria alojada enquanto ela e Frank teriam que fazer o “esforço” de fazer um
“tour” pelo Cirque. Durante esse “tour”, Frank, relembra memórias de sua infância e acaba conhecendo diversos profissionais do circo. Durante cada breve conversa com esses profissionais ele acabava rando uma forma diferente de selecionar os problemas.
O quarto capítulo se inicia e já estamos em Chicago novamente, onde Frank tem outra memória de
seu amigo Mike, e ainda “hipno zado” pela visita resolve então explicar ao seu chefe Alan o que
estava acontecendo para poder conseguir rar alguns dias de férias. Após breve conversa entre
eles, Frank liga para Diane para passar as férias no Cirque, onde durante a conversa ele cita os mo vos pelos quais gostaria de passar os dias conhecendo a ro na do Cirque e acaba convencendo Diane que lhe impõe algumas condições. Ao contrário da visita anterior, agora ele teria que seguir as
normas e pra car alguns exercícios no Cirque. Novamente conversou com diversos profissionais e
sempre aprendia uma forma diferente de olhar as coisas. E junto com Ta ana (instrutora de trapézio elás co) conheceu na prá ca a expressão “medo do sucesso”, onde para alcançar o obje vo ele
teria que correr um risco muito grande.
O quinto capítulo começa com Cari acordando Frank (era dia de folga de Cari e resolve acompanhar
Frank nas suas a vidades pelo Cirque e nesse momento mesmo que sonolento reconhece que não
se lembrava da úl ma vez que apoiou algum de seus atletas com tanto entusiasmo), assim como os
outros dias no Cirque conheceu outros profissionais, porém nesse dia ele
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
70
conheceu Claudia, uma maquiadora encantadora, segundo Frank, onde durante as horas que passou junto com ela na maquiagem reconheceu que os maiores desafios de sua carreira era quando
não nha Alan por perto. A maquiagem se encerra e ele vai executar as outras a vidades maquiado,
até realizar a a vidade com Lars (coreógrafo de acrobacia) novamente conheceu pessoas novas onde ele sempre acabava aprendendo algo, porém com Lars conseguimos perceber que Diane montou
a agenda de Frank para conhecer os profissionais na hora certa e isso fica ní do quando ao final do
capítulo Frank faz uma reflexão que só vamos realmente conseguir algo se es vermos dispostos a
tomar alguns tombos pelo caminho (sim, ele se machuca durante alguns exercícios propostos por
Lars e obviamente consegue superar alguns desafios também propostos pelo mesmo).
O capitulo seis já nos encontramos em Paris, onde segundo Diane nosso protagonista só entenderia
a essência do Cirque quando ele visse a vida na estrada. Por um breve momento, Frank começa a
fazer um feedback de tudo que presenciou nos úl mos dias e percebe que tanto no Cirque como
fora dele, sem confiança dificilmente vamos conquistar nossos obje vos. Novamente em Paris conversa com diversos ar stas do Cirque, dessa vez a conversa que se destaca mais é com Murray até
porque segundo Frank, Diane havia se desdobrado para que houvesse esse encontro.
Murray é conhecido no livro como “o sujeito que pega fogo”, Frank logo de cara faz a pergunta mais
óbvia, se alguma vez ele já se queimou, Murray diz que faz isso a mais de 25 anos e obviamente já
sofreu algumas queimaduras e durante a conversa que o segredo do seu trabalho está nos detalhes
onde um segundo a mais pode fazer toda a diferença, em seguida Murray conta sua história de como começou a fazer sucesso. Após ele contar sua história conta algumas experiências voltada aos
detalhes, onde durante uma apresentação, o chão foi encerado antes, obviamente no ensaio antes
da apresentação ele não sabia e o chão pegou fogo fazendo com que a apresentação oficial precisasse sair tudo perfeito para o chão não ser incendiado novamente.
O úl mo capítulo se inicia e nós encontramos novamente em Las Vegas alguns meses depois para
assis r a estreia de Cari, onde Frank novamente ganhou um ingresso. Após a apresentação ele se
encontra com Diane, onde ambos trocam elogios e Frank agradece pela mudança que Diane fez em
sua vida a par r das oportunidades que ela havia lhe proporcionado. Frank voltou a tra-balhar com
jovens talentos, chegando a recusar a oportunidade de trabalhar com o melhor armador da NBA
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
71
naquele momento (onde nesse momento podemos ter noção do nível de atletas com que Frank trabalhava, pois, o livro não menciona nomes e a julgar pela história se passar por volta de 2004, acredito que o armador seja Steve Nash, onde se aposentou ano passado e realmente era o melhor da
sua posição nessa época).
A leitura do livro é muito agradável, recomendo sem dúvidas, acredito que qualquer pessoa que ler
o livro vai começar a olhar algumas coisas de maneira diferente ou até pensar diferente sobre diversas situações e enxergar a dificuldade como uma nova oportunidade que obter sucesso.
72
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
CORREA, CrisDane. Sonho Grande. Rio de Janeiro: Sextante, 2013. 264p.
Resenhado por Nair Donizete Campos COSTA1
Orientado por Jayme BRENER2
O livro Sonho Grande escrito por Cris ane Correa, aborda a trajetória
de três empresários brasileiros com perfil altamente voltado para o
mundo corpora vo: workaholic, obs nação, foco em resultados e metas e uma grande aderência para desafios e riscos.
Para que seus negócios se perpetuem, eles não abrem mão do grande segredo para o sucesso: ter
um bom capital humano. Para isso, eles implantaram o conceito de partnership, que vincula um
percentual de remuneração variável ao desempenho da companhia. Isso acaba amarrando os funcionários e tornando-os “donos do negócio” ou sócios, na linguagem ro neira.
Ao longo da trajetória de aquisições do trio em diferentes negócios, sempre havia uma padronização e disseminação de princípios pautados na: agressiva redução de custos, foco incessante nos
resultados e nas pessoas. Nestas, a capacidade de empreender e inovar são mais que obrigações.
Cris ane Correa, paulista, 45 anos, jornalista, com especialização em Negócio e Gestão, atualmente
palestrante, escritora de dois livros Sonho Grande e Abilio. Trabalhou como editora execu va por
mais de dez anos na revista Exame (Editora Abril). Em 2011, pediu demissão para se dedicar exclusivamente à sua primeira obra, que consumiu cerca de dois anos.
Em seu trabalho ela enfa za que o trio transcendeu fronteiras, globalizou negócios diversos e atualmente são empreendedores de sucesso, além de servir de referência e inspiração para muitas
pessoas. Na obra, a escritora aborda relacionamentos importantes com empreendedores de sucesso, tais como: Sam Walton e Warren Buffet.
O começo da obra traz o depoimento do consultor de empresas Jim Collins, no qual ele compar lha
as principais lições que aprendeu convivendo com o trio. A autora segue apresentando um quadro
dos principais acontecimentos da vida do trio, respeitando uma ordem cronológica desde o nasci1
Discente do 4º ano do Curso de Graduação em Administração do Centro Universitário Filadélfia – UniFil.
Mestre em Administração pela Universidade Estadual de Londrina (2003), especialista em Marke ng pela Escola Superior de Propaganda e Marke ng do Rio de Janeiro (1993) e Graduado em Administração pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1988). Atualmente é sócio-gerente
da Brener Consultoria e Treinamento Ltda. Docente do Centro Universitário Filadélfia – UniFil. E-mail: jayme.brener@unifil.br
2
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
73
mento do precursor até a data do lançamento do livro em 2013. No desenvolvimento da biografia, a
autora amarra os fatos com as pessoas, enfa zando grandes conquistas nesses 42 anos de trajetória, com algumas experiências posi vas e outras nega vas. O final do livro termina com um suspense proferido por Warren Buffet.
No prefácio, o consultor Jim Collins relata a prioridade do trio de empresários: pessoas e a busca de
conhecimento. Em seguida, a autora descreve a origem de Jorge Paulo Leman, sua criação com uma
boa dose de disciplina espor va, a formação em Harvard no curso de Economia, o encantamento
com o mercado financeiro, a busca de parcerias e a criação do Banco Garan a, adotando prá cas e
culturas do Goldman Sachs, banco mais poderoso do mundo.
Marcel Telles nasceu em uma família de classe média, um estudioso nato, cursou Economia na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Aos 22 anos conseguiu uma oportunidade no Banco Garan a.
Cresceu rapidamente e pela fluência no idioma, se tornou o intérprete da Diretoria. Muito focado,
Telles se aprofundou muito sobre mercado financeiro, e essa competência despertou a atenção de
Jorge Paulo pois, em menos de dois anos já era sócio do Banco Garan a.
Carlos Alberto Sucupira era um espor sta radical, recordista em pesca submarina. Cursou Administração de Empresas e se aventurou com alguns amigos no mercado financeiro. Atuando na área,
conheceu um diretor do Banco Garan a e através dele foi apresentado para Jorge Paulo. Em 1973,
se uniram formando um tripé poderoso, com perfis diferentes, mas que se complementavam.
A par r da década de 80 fizeram grandes aquisições, estudaram novos negócios em novos segmentos. Com a compra das Lojas Americanas, Beto Sicupira assumiu a direção e procurou quem conhecia o mercado. Copiou estratégias de quem deu certo. Para isso, entrou em contato com Sam Walton, o fundador da maior rede de varejo do mundo – WAL MART. Walton abriu as portas e mostrou
como funcionava a empresa. Pela falta de vaidade de Walton, Beto Sicupira e Jorge Paulo se iden ficaram com o perfil do novo amigo.
Jorge Paulo pesquisou e constatou que os homens mais ricos da América La na eram cervejeiros, o
ramo de bebidas num país tropical era um excelente negócio. Convenceu a todos com seus argumentos e anunciou a aquisição da Brahma. Marcel Telles foi escolhido para a missão, que demandava uma equipe afiada, gente boa e treinada para levantar a empresa. Começavam um negócio arris-
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
74
cado que se tornaria a maior cervejaria do mundo. Com reuniões semanais, relatórios e previsões,
tomaram decisões para fomentar a Brahma, diminuíram custos, determinaram metas, administraram adotando os princípios de Jack Welch, em que os funcionários eram avaliados, 20% dos melhores seriam premiados, 70% man dos e 10% seriam dispensados. Buscaram aprender como as melhores cervejarias do mundo, viram a necessidade de criar um programa para recrutar jovens universitários como Trainees. Como Marcel precisava de ajuda para reduzir custos na Brahma, procurou
Vicente Falconi, um engenheiro e consultor de suma importância para as empresas do trio. Falconi
implantou o conceito PDCA (planejar, dirigir, controlar, agir), uma ferramenta u lizada nas empresas
para padronizar as informações do controle da qualidade e conseguir resultados eficazes, porém, um
método duro e de diacil implantação.
Pela diversidade dos negócios os empresários se descuidaram, se perderam na cultura, levando vinte e sete anos do Banco Garan a ao fracasso, consequentemente muito dinheiro e a credibilidade.
Falharam em não acompanhar de perto os negócios e sofreram com as estratégias erradas dos diretores do Banco Garan a, aprenderam que nem todos os negócios dão certo. Voltam à atenção para
a Brahma, lançam campanha agressiva em cima da maior concorrente, com marke ng de guerrilha,
se sobressai acaba se “fundindo” com a Antarc ca, uma aquisição complicada, porém dela nasce a
Ambev.
Seguindo os mesmos princípios o trio tornou-se acionista da Interbrew, a cervejaria belga, com a intenção de assumir a parte majoritária e impor a cultura formando a Inbev. Os empresários quebraram fronteiras e entraram no mercado internacional, quatro anos depois realizaram o grande sonho,
um dos principais fatos da história acontecido em maio 2008, o Projeto Amsterdam, a negociação
sigilosa que tratava da compra da Cervejaria Anheuser-Busch (chamado de sonho) pelo trio. Cris ane Correa termina o livro revelando novas aquisições na área alimenScia, no úl mo parágrafo a autora deixa um suspense sobre a próxima aquisição, que já estaria enga lhada: a compra da Coca Cola. A autora com a visão de especialista em negócios e gestão, descreve o relacionamento das pessoas no complexo ambiente organizacional do trio de brasileiros, a leitura da obra é envolvente, contribui em conhecimentos para o público acadêmico, especialmente para pessoas com talento empreendedor.
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
75
Pude observar que no conteúdo do livro não menciona par cipação das mulheres, pois em nenhum
momento da leitura houve qualquer referência sobre mulheres ocupando cargos de diretoria. A
leitura se restringe a depoimentos do gênero masculino e desperta uma reflexão, se a autora não
teve acesso à entrevista do gênero feminino. Com interesse pela questão acima troquei e-mails
com a autora, a própria me respondeu que “Realmente na cultura deles raríssimas mulheres chegam ao topo. Segundo as que entrevistei, não por preconceito, mas porque as empresas exigem
uma dedicação diacil de dar - principalmente depois que elas se tornam mães. A AmBev agora tem
uma Vice Presidente. Pode ser um sinal de que elas finalmente estejam começando a chegar lá”.
Recomendo esse livro para todos que tem interesse em Gestão de Pessoas, embora haja fortes indícios que, é preciso sacrificar a vida familiar para ter sucesso profissional e financeiro. Pude observar que o livro é es mulante para empreendedores e jovens aguerridos, a leitura contribui para
com o aprendizado e abre a visão para o conhecimento de novos es los de gestão.
76
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais Ano 8, No. 12 - Jan/Dez. 2016
ISSNISSN 1983ISSN 1983-0599
Download