O ABCD do câncer de pele para um diagnóstico correto

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O ABCD do câncer de pele para um diagnóstico correto
Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele
corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil, sendo o
melanoma, tipo mais grave, responsável por 4% dos casos. Detectado em estágio
inicial, as chances de cura são elevadas, mas quanto mais tarde o tratamento
tiver início, as chances de sobrevida diminuem devido à sua alta taxa de
metástase.
O médico do departamento de Cirurgia Oncológica, Dr. Leandro Carvalho Ribeiro,
explica que o melanoma apresenta este nome porque é formado por células que
produzem melanina, que são pigmentos que todas as pessoas apresentam em
diferentes tipos de grau, podendo surgir em peles saudáveis ou em sinais
escuros.
Para facilitar a percepção de alterações em manchas e pintas, foi criada uma
regra chamada de ABCD, que consiste na avaliação de quatro características
distintas que podem aparecer na pele. “A de assimetria, significa que a lesão
possui formato irregular. B, tem a ver com bordas irregulares, ou seja, os limites
externos se mostram irregulares. C, a lesão possui coloração variada (diferentes
tonalidades de cor, por vezes sem melanina, sendo que em áreas intratumorais,
por vezes nota-se coloração semelhante à da pele adjacente normal). D, o
diâmetro da lesão sendo maior do que seis milímetros.”
ALERTA
O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento do câncer de pele, mas a
prevenção ainda é a principal maneira de se evitar novos casos, além de o
paciente sempre fica atento aos sinais que aparecem na pele. “A população está
mais conscientes sobre o câncer de pele e as formas de proteção. No entanto, a
prevenção não pode ocorrer somente em estações mais quentes. Ela deve ser
realizada durante o ano inteiro, já que as radiações solares também estão
presentes no outono e no inverno”, aponta Dr. Leandro Ribeiro.
O principal fator de novos casos de câncer de pele é a exposição indevida e
excessiva à luz solar, por isso é necessário ficar consciente sobre os horários que
são menos nocivos à saúde. Também vale ressaltar a importância de se utilizar o
protetor solar adequado para cada tipo de pele e fazer uso de acessórios e
roupas que exponham o mínimo da pele aos raios do sol. “Com a conscientização
e cuidado com a pele, é possível reduzir cada vez mais os casos desta neoplasia
no Brasil”, finaliza.
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