crosta possível

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1. Métodos para o estudo do interior da geosfera
Tema III – Estrutura e Dinâmica da Geosfera
O conhecimento do interior da Terra resulta da articulação entre o contributo de diversas áreas, utilizando para tal
métodos directos (observações e estudo de materiais acessíveis ao Homem) e métodos indirectos (dados sobre a
constituição e condições das zonas acessíveis deduzidos através de outros conhecimentos).
MÉTODOS DIRECTOS
- observação da superfície visível
- sondagens (perfurações)
- exploração de jazigos minerais a maiores profundidades
- magmas e xenólitos (materiais expelidos pelos vulcões oriundos de grandes
profundidades e que aparecem à superfície)
-
MÉTODOS INDIRECTOS
Densidade
Geotermia
Gravimetria
Geomagnetismo
Vulcanologia
Planetologia e Astrogeologia
Sismologia
CONTRIBUTO DE ALGUNS MÉTODOS INDIRECTOS:
 GEOMAGNETISMO
A Terra possui um campo magnético – magnetosfera – e sob a acção deste campo magnético qualquer corpo magnetizado se
orienta segundo a direcção dos pólos magnéticos N-S. (ex.: agulha da bússola).
A existência desta magnetosfera terrestre não só apoia o modelo actualmente aceite para a estrutura interna da
Terra como também fornece informações sobre o passado:
- o campo magnético terrestre resulta do movimento de rotação dos metais fluidos do núcleo externo terrestre que
criam uma corrente eléctrica. Caso o núcleo não fosse metálico e sim rochoso provavelmente não existiria um campo
magnético terrestre.
- Certas rochas como o basalto têm na sua composição minerais ferromagnéticos (por exemplo, a magnetite). Durante o
arrefecimento do magma os esses minerais ficam magnetizados e dispõem-se de paralelamente ao campo magnético
terrestre dessa altura, mantendo-se essa orientação mesmo com a alteração do campo magnético. O campo magnético que
fica registado na rocha designa-se por campo paleomagnético.
Estudos feitos em rochas dos fundos oceânicos mostram que ao longo da história da Terra têm ocorrido alterações
periódicas na polaridade do campo magnético terrestre. O Pólo Norte magnético quando se encontra próximo do Pólo Norte
geográfico, como actualmente ocorre, designa-se por polaridade normal. Por outro lado, quando o Pólo Norte magnético se
encontra próximo do Pólo Sul geográfico, como já ocorreu no passado,denomina-se por polaridade inversa Assim, se uma
rocha apresenta o mesmo magnetismo que o campo magnético actual diz-se que tem polaridade normal, no caso contrário
tem polaridade inversa.
O estudo do paleomagnetismo das rochas dos fundos oceânicos (basálticas) permitiu verificar que o campo magnético
terrestre experimentou várias inversões. Além disso essas inversões mostram-se simétricas de um lado e outro dos riftes, o
que permite admitir que ocorre expansão dos fundos oceânicos a partir dessas zonas (a lava solidifica à superfície
originando basalto que alastra para ambos os lados do rifte constituindo crosta oceânica). Ao solidificar os minerais
ferromagnesianos ficaram com a polaridade vigente na altura. Concluindo, o paleomagnetismo regista as inversões de
polaridade do campo magnético terrestre e apoia a teoria de deriva continental com formação de oceanos a partir dos
riftes.
É possível fazer essa leitura dos campos magnéticos, a partir dos magnetómetros. Foi possível, assim, verificar que os
fundos oceânicos apresentam zonas onde a intensidade do campo magnético é superior à intensidade média actual anomalias positivas - e outras zonas onde a intensidade do campo magnético é inferior à intensidade média actual anomalias negativas.
Banda com fraca
Intensidade magnética
BG
Banda com elevada
Intensidade magnética
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 GRAVIMETRIA
Força gravítica – força de atracção para o centro da Terra (tanto maior quanto maior a massa e tanto menor quanto maior
a distância ao centro da Terra).
- Sendo a superfície da Terra irregular, nem todos os locais se encontram à mesma distância do centro do planeta e por isso
a atracção gravítica varia de local para local. Para estabelecer comparações entre os vários pontos da Terra, foi necessário
introduzir correcções relativas a diferentes parâmetros (latitude, longitude, acidentes topográficos). Após estas correcções
seria de esperar que a força gravítica fosse igual em todos os locais à superfície. Contudo tal não acontece. Considera-se o
valor normal de força gravítica zero ao nível médio do mar. Valores acima ou abaixo consideram-se anomalias
gravimétricas (positivas ou negativas respectivamente).
- A ocorrência de anomalias gravimétricas negativas (crosta continental) e positivas (crosta oceânica) faz supor a
existência de variação na espessura da crosta terrestre:
atendendo a que a densidade corresponde a uma relação entre a massa e o volume por ela ocupado e que zonas de maior
densidade têm um efeito positivo na variação da gravidade (zonas de maior concentração de massa), é possível deduzir uma
maior espessura da crosta continental relativamente à oceânica, já que os valores da gravidade aí medidos são inferiores
aos dos oceanos. Este facto faz supor a existência de grandes extensões de material pouco denso nos continentes.
- Verificam-se igualmente anomalias gravimétricas negativas na presença de um doma salino no seio de rochas encaixantes,
uma vez que o doma salino é constituído por materiais de baixa densidade o que faz diminuir a gravidade nesse local. Do
mesmo modo, na presença de uma intrusão ígnea, cuja densidade é elevada relativamente às rochas encaixantes registarse-à uma anomalia gravimétrica positiva visto que a força gravítica aumenta nesse local.
 GEOTERMISMO (Calor interno da Terra)
Gradiente geotérmico - taxa de variação da temperatura com a profundidade, ou seja o aumento da temperatura por
quilómetro de profundidade.
Para as profundidades em que tem sido possível fazer determinações directas (minas e perfurações petrolíferas) verifica-se
que em regra, a temperatura aumenta cerca de 30ºC por Km, ou seja por cada 33 a 34 metros de profundidade a
temperatura aumenta 1ºC.
Grau geotérmico - número de metros que é necessário aprofundar para que a temperatura aumente 1ºC.
O calor interno da Terra vai-se libertando continuamente através da sua superfície. A dissipação do calor é constante e
denomina-se fluxo térmico que é avaliado pela quantidade de calor libertado por unidade de superfície e por unidade
de tempo.
Por vezes esse fluxo é perceptível e até espectacular, como acontece nas zonas vulcânicas e fontes termais.
Na generalidade não nos apercebemos dessa libertação de calor interno devido à baixa condutividade térmica da crosta
terrestre.
BG
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