Felipe Neri de Carvalho e Silva

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Felipe Neri de Carvalho e Silva
Município de Campo Grande-RN
Felipe Néri de Carvalho e Silva
Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL
Patrono da Cadeira 03
Natal
Leste Potiguar
Município de São Rafael-RN
Felipe Néri de Carvalho e Silva
(Líder Político)
Nasceu a 2 de maio de 1829 e faleceu a 16 de julho de 1893
Foi líder político do município de Santana do Matos-RN
Felipe Neri de Carvalho e Silva
PIONEIRO
Deputado Provincial
De 1878 a 1879
De 1880 a 1881
Nasceu a 2 de maio de 1829 e faleceu nos arredores de Caicó,
a 16 de julho de 1893.
Felipe Néri de Carvalho e Silva, Barão de Serra Branca (Campo
Grande, 2/5/1829 – CAICÓ, 16/7/1893)
Oeste Potiguar
Vale do Açu
Felipe Néri de Carvalho e Silva - A história do barão potiguar abolicionista que tinha a monarquia
arraigada em seu coração parece ter sido esquecida pelo tempo. As terras do Barão de Serra Branca, Felipe
Neri de Carvalho e Silva, ainda abrigam os prédios da antiga fazenda que pertenceu ao nobre no município
de São Rafael, mas as relíquias da época estão desaparecendo. As ruínas da antiga senzala, por exemplo,
foram derrubadas por trabalhadores rurais que ocuparam o local para fins de reforma agrária.
O Barão de Serra Branca nasceu em Santana do Matos em 2 de maio de 1829. Era filho de pequenos
proprietários rurais e criou-se na luta do campo. O Barão de Serra Branca foi integrante da Assembléia
Legislativa Provincial em 1878-79 e 1880-81.
CARVALHO E SILVA, Felipe Neri de - Nasceu em Santana do Matos, a 02.05.1829, filho
de Antônio da Silva de Carvalho e d. Maria da Silva Veloso, e casou-se com d. Belisária
Wanderley de Carvalho e Silva (por sua vez, filha de Manuel Lins Wanderley - da gens ilustre do
Assu, lembra Cascudo). Tenente-Coronel da Guarda Nacional, fazendeiro - dono da Fazenda
“Serra Branca”, (...) fazenda-sítio enorme, vistosa, com casa-grande, gadaria, escravos e
servidores, Serra Branca dava repercussão às façanhas dos vaqueiros, às glórias dos invencíveis
cavalos-de-campo... (Câmara Cascudo, O Livro das Velhas Figuras, vol. 1, p. 69) -, Deputado
Provincial (1878-1879 e 1880-1881), abolicionista, Barão de Serra Branca por Decreto de 19.08.1888 da
Princesa Isabel. Libertou os seus escravos em 30.03.1880, incondicionalmente, portanto oito anos antes da Lei
3.353 (a famosa “Lei Áurea”). Faleceu em Caicó, a 16 de junho de 1893 (a Baronesa, que nascera em
13.10.1836, morreria aos 97 anos, em 1933).
Felipe Neri de Carvalho e Silva
por Luís da Câmara Cascudo
Nasceu em Santana do Matos a 2 de maio de 1829. Seus pais, Antônio da Silva de Carvalho e Maria
da Silva Veloso, que assinava, ao gosto do tempo, Veloza, eram pequenos proprietários. Foi plantador e
criador a vida inteira. Especialmente fazendeiro. Ainda em 1860 o dízimo do gado era o maior imposto, da
Província. Felipe Neri de Carvalho e Silva estava no seu clima. Trabalhou sempre, fiel á terra, dia a dia.
Como na época feudal, cada senhor de terra idealizava fundar uma fazenda que lhe desse nome.
Conhecíamos, até poucos anos, os nossos grandes fazendeiros com o nome acrescido pela denominação da
sua propriedade. José Bezerra da Abada Serra, João Darnasceno do Saco do Martins, Felipe Ferreira de
Mangabeira. A posse da terra era uma aristocracia porque era a família organizada sobre bases fixas e a
função de um pequeno mundo que gravitava dependente do ano. Felipe Neri teve Serra Branca, fazenda-sítio,
enorme, vistosa, com casa-grande, gadaria ,escravos e servidores. Serra Branca dava repercussão às
façanhas dos vaqueiros, às glórias dos invencíveis cavalos-de-campo, ágeis e finos, pisando no duro e no
molhado, com patas infatigáveis e nobres.
Chefe conservador, financiava eleições, vindo à frente dos eleitores montados, ao clarão das girandolas,
decidir o pleito. Duas vezes mandaram-no à Assembléia Provincial, em 1878-79 e 1880-81.
Abolicionista convicto, Felipe Nerí libertou sem condições todos os seus escravos em 30 de março de
1888. Em Serra Branca só havia braço de homem livre, pago a jornal.
Em 19 de agosto de 1888 a Princesa Imperial, Dona Isabel, no gabinete de João Alfredo, fê-Io Barão de
Serra Branca. O novo Barão pagou quinze mil reis no Tesouro Provincial e 787$500 de direitos na Alfândega.
Prestou juramento a 24 de outubro de 1888.
Mesmo senhor de escravos o Barão era o tipo tradicional do patriarca risonho, apesar da barba suíça,
densa e escura, fazendo-o mais sisudo e ferrenho. Em certas tardes serenas o rico fazendeiro trazia a rabeca
debaixo do braço. Sentava-se na cadeira de couro pregueada. Afinava o instrumento. Derredor a multidão dos
molequinhos estava firme, dedo na boca, esperando a hora. Bruscamente, arco em punho, o Barão sacudia
uma música pueril, balançada, mineira, sempre a mesma, interminável e rítmica, reminiscências dos
inacabáveis batuques. E toda a farândola de negrinhos bailava, pulava, gritava, sacudindo os braços e
esticando as pernas. E Felipe Neri, o músico gratuito, ia alegrando a solidão da paisagem com aqueles sons
pobres que alumiavam as almas simples das crianças escravas.
Com a República jamais se envolveu em Política. Voltando ao Juazeiro onde fora visitar o seu amigo
Padre Cícero Romão Batista, morreu nos arredores de Caicó a 16 de julho de 1893. Está sepultado no
cemitério da Cidade do Açú.
Fonte: CÃMARA CASCUDO, Luís da. Uma História da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte. Natal-RN, Fundação José Augusto, 1972. (págs.
338-339)
Observação
Solicitamos aos eventuais leitores que, caso disponham de outras informações que possam
enriquecer este verbete, favor encaminhá-las à Fundação José Augusto através do seu
Centro de Estudos e Pesquisas Juvenal Lamartine-CEPEJUL, situado na Rua Jundiaí, 641,
Tirol, CEP 59020-120, ou, pelo E-mail [email protected]
O Barão de Serra Branca
A história do barão potiguar abolicionista que tinha a monarquia arraigada em seu coração parece ter
sido esquecida pelo tempo. As terras do Barão de Serra Branca, Felipe Neri de Carvalho e Silva, ainda
abrigam os prédios da antiga fazenda que pertenceu ao nobre no município de São Rafael, mas as relíquias da
época estão desaparecendo. As ruínas da antiga senzala, por exemplo, foram derrubadas por trabalhadores
rurais que ocuparam o local para fins de reforma agrária.
Hoje, os assentados já não ocupam mais a casa grande e o antigo engenho. Mudaram-se para um
conjunto de casas construídas nas terras do Barão pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
(Incra). Poucos são os que se interessam pela trajetória do homem que tinha uma imensidão de terras no
município de São Rafael. O agricultor Salatiel Floriano Barbosa, 39 anos, estudou até o 2º grau e é um dos
poucos que se interessou pela vida do Barão.
A BARONESA DE SERRA BRANCA
Salatiel mora próximo às terras desta figura histórica e resolveu juntar material com um primo para fazer
um livro sobre São Rafael, incluindo a história de Serra Branca. O local que o Barão escolheu é privilegiado
graças a um imenso açude, responsável pelo abastecimento no local. A obra para guardar água da chuva foi
idéia de Felipe Neri.
Salatiel acrescenta que a parede do açude foi construída pelos escravos. Eles carregavam os tijolos em
sacos de couro cru. A parede do açude chama a atenção e nem com os mais fortes invernos teve problemas
na estrutura em função do grande volume de água do manancial.
Os prédios da fazenda do Barão foram construídos por volta de 1880. O Barão de Serra Branca era
pecuarista e seu gado formava um dos maiores rebanhos da região. Casado com Belisária Wanderley o casal
não deixou descendentes diretos.
A história do Barão confunde-se com a de outra figura referência no Estado: Monsenhor Expedito Sobral
de Medeiros. Isso porque o único filho adotivo do casal, Silvestre casou-se, mas também não deixou herdeiros.
Entretanto, a esposa de Silvestre herdou as terras casando-se novamente - de onde se origina o parentesco
com a família do Monsenhor Expedito.
Barão foi membro da Assembléia Provincial
Felipe Neri comprou o título de Barão por 15 mil contos de réis, sendo concedido em 19 de agosto de
1888, pela princesa Isabel. Ele esteve envolvido com a política apenas durante a monarquia. Câmara Cascudo,
em seu Livro das Velhas Figuras 6, lembra que o Barão, como chefe conservador, financiava eleições e ia à
frente dos eleitores decidir o pleito.
O Barão de Serra Branca nasceu em Santana do Matos em 2 de maio de 1829. Era filho de pequenos
proprietários rurais e criou-se na luta do campo. O Barão de Serra Branca foi integrante da Assembléia
Legislativa Provincial em 1878-79 e 1880-81.
A fabricação de açúcar só teve maiores rumos em 1845, assim como a criação do gado passou a ser
mais rentável a partir de 1860. "Felipe Neri estava no seu clima...", acrescenta Câmara Cascudo.
Mesmo sendo o tipo tradicional do patriarca, Felipe Neri era risonho e gostava de tocar rebeca na parte
da tarde. Sentava-se numa cadeira de couro, afinava o instrumento e fazia a alegria dos molequinhos que se
juntavam para ouví-lo.
Em 30 de março de 1888, o Barão de Serra Branca libertou seus escravos. O nome do sítio Serra
Branca se deve ao belo elevado de rocha coberta por uma cor alva que dá um tom de cordilheira dos Andes à
serra.
Ele morreu em 16 de julho de 1893, nos arredores de Caicó, quando retornava da sua visita ao Juazeiro.
Conta-se até hoje que o Padre Cícero teve uma premonição e deu um conselho ao amigo que só se
"arranchasse" quando chegasse em terras do Rio Grande do Norte.
FONTE: http://tribunadonorte.com.br/especiais/redescobrindorn/redescobrindorn_paginterna.php?id=150051
São Rafael
São Rafael, município no estado do Rio Grande do Norte (Brasil), localizado na microrregião do Vale do
Açu. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano 2007 sua população era
estimada em 8.116 habitantes. Área territorial de 469 km². Inicialmente chamado Caiçara, o município de São
Rafael começou num aldeamento indígena, nas proximidades do rio Piranhas. Por estar nas vizinhanças do rio,
logo suas terras foram aproveitadas para a criação de gado e para a plantação de lavouras, fazendo surgir um
bom contingente populacional, em meados do século XVIII. O Capitão João Francisco da Costa era grande
proprietário das terras de Caiçara, em 1765.
O frei Serafim de Catânia, missionário capuchinho presente na área nos anos de 1845 e 1850, mudou o
nome da localidade para São Rafael. A mudança não foi bem aceita, inicialmente, pela população.
Em 1858 foi criada uma escola de alfabetização chamada Cadeira de Primeiras Letras, que ensinava ao
povo o nome Caiçara, ignorando a denominação imposta pelo frei capuchinho. Mas São Rafael foi o nome que
prevaleceu oficialmente.
Os mais antigos destacaram a participação sempre
otimista e desbravadora do grande incentivador Luiz
Martins de Oliveira Barros, que teve decisiva participação
na construção do cemitério público em 1908, na edificação
do galpão feito para a realização de feiras, na construção
da igreja, da casa paroquial e na instalação dos serviços
postais e telegráficos.
Já bem estruturada, a localidade de São Rafael
passou à condição de distrito de Santana do Matos no ano
de 1938.
Em 23 de dezembro de 1948, através da Lei no 146,
São Rafael conquistou sua emancipação política,
desmembrando-se de Santana do Matos e tornando-se
município do Rio Grande do Norte. São Rafael, município
no estado do Rio Grande do Norte (Brasil), localizado na
microrregião do Vale do Açu. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano
2007 sua população era estimada em 8.116 habitantes. Área territorial de 469 km². A sede foi realocada
quando da construção da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, com o reassentamento de 730 famílias (toda
a população à época). A cidade tem limites com Itajá, Santana do Mato, Jucurutu, Paraú e Triunfo.[
A sede foi realocada quando da construção da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, com o
reassentamento de 730 famílias (toda a população à época).
Mesorregião Oeste Potiguar
Microrregião Vale do Açu
Características geográficas
Área 469,096 km²
População 8.116 hab. est. 2007
Densidade 18,0 hab./km²
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,638 PNUD/2000
PIB R$ 16.218.719,00 IBGE/2003
PIB per capita R$ 1.943,76 IBGE/2003
São Rafael a formosa da Costa Branca
O município de São Rafael reúne uma série de potenciais que tornam a região um destino turístico,
histórico e cultural único no Rio Grande do Norte. As belezas de uma natureza rara, um passado marcado pela
presença do homem e de animais pré-históricos e a mudança de toda a zona urbana para fugir das águas da
barragem Armando Ribeiro Gonçalves são fatores que atraem potiguares e turistas de todo o mundo à cidade,
integrada ao roteiro turístico do Pólo Costa Branca.
Para quem aprecia a natureza, São Rafael brinda seus visitantes com suas inúmeras serras, entre as
quais se destacam as da fazenda Lagoa Formosa, onde se encontra a Serra Branca, um palco ideal para a
prática de esportes radicais, como o rapel, o montanhismo e a asa delta. O município oferece ainda diversos
açudes e a imensa barragem Armando Ribeiro Gonçalves, a maior do Rio Grande do Norte, ideal para os
esportes aquáticos.
Às margens da Armando Ribeiro, se encontra a Prainha, local de lazer da população da cidade e dos
turistas que desejam aproveitar o belo visual. De lá, também se pode partir para uma visita de barco, ou
mesmo um mergulho, na antiga São Rafael, que os habitantes tiveram de abandonar em 1983, quando foi
submersa pelas águas da barragem.
Da antiga cidade, se destaca a torre da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, visível mesmo nas
épocas de maior cheia. Em períodos prolongados de estiagem, podem ser observados os escombros de outras
construções.
Porém, esse não é o único passado do qual a cidade se orgulha. As pinturas rupestres encontradas em
diversas serras do município são um marco da passagem do homem pré-histórico, assim como as piscinas
naturais escavadas na rocha da Serra Branca, pela água da chuva, onde se encontram fósseis de animais
extintos há milhares de anos: preguiças e tatus gigantes, tigres-dente-de-sabre e mastodontes. Voltando aos
tempos atuais, São Rafael, graças ao trabalho da Prefeitura, vem desenvolvendo um extenso calendário de
eventos, incluindo a vaquejada do município, em agosto; as provas de corrida de aventura, como a Expedição
Carcará; as competições off-road, dentre as quais os ralis e os passeios de jipe; além do carnaval mais
animado da região e as festas religiosas, se destacando a da padroeira, em dezembro.
Do ponto de vista cultural, está sendo realizado um trabalho pedagógico de integrar a cidade ao roteiro
de aulas dos professores da cidade e de outras regiões, já que São Rafael pode ser utilizada como tema das
aulas de geografia, história, turismo e muitas outras disciplinas. Um centro de cultura também será montado na
Casa da Baronesa, levando mais conhecimento e opções de cultura aos moradores e turistas. São três as
frentes que a administração local pretende desenvolver para incluir a cidade de vez no roteiro turístico do
Estado: a melhoria da auto-estima dos rafaelenses que moram na cidade e fora dela; a parceria com a
iniciativa privada para fazer do município uma verdadeira sala de aula a céu aberto; e o turismo de aventura,
uma vocação natural da região.
Tour em São Rafael
Você provavelmente conhece açu, ou não?.Se já não é facil muitas pessoas conhecerem essa cidade
por exemplo, imagine se eu os convidasse para ir a São Rafael?. Sim, essa cidade existe sim e se encontra lá
no vale do açu. É mais conhecida por ter sido inundada e desabitada a 20 anos atrás para a construção da
barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, e que hoje muito se houve falar dessa pacata cidadezinha.
Mas para quem não sabe, a cidade é escolhida todos os anos para competições de maratonas e
trakings, além das alucinadas corridas de motocross. Quem lida com esses esportes sabe do que estou
falando. E lá ja viveu figuras muito iluestres, como o Barrão de Serra Branca em sua fazenda recheada de
escravos. E se isso só não bastasse até Lampião esteve pela cidade dentre outras figuras perigosas.
Mas voltando para a realidade, São Rafael é um cidade estruturada, devido a sua projeção antes da
habitação da população, devido aos acontecimentos acima citados. Na sua última vinda a São Rafael, a
governadora Vilma de Farias, prometeu a contrução de um balneário na "prainha" local onde a população toma
banho na barragem. Promessas a parte, o local tem condições de abrigar diversos eventos culturais dentre
eles, o futebom com o recém reformado o estádio de Futebol João Januário de Farias o "Januarão".
São Rafael também tem a maior praça em m² de todo o Rio Grande do Norte, e o que é um cidade
interiorana sem sua praça?, e sem contar q toda a cidade é asfaltada e que 100% da cidade possui
saneamento básico e Estação de Tratamento própria. E para verem como a cidade é esquecida, partindo da
capital, só podemos tomar ônibus para lá, aos sábados.
E então perceberam por que digo que a cidade é quase fantasma? Você a conhecia? e ela é uma cidade
modelo.Ambiente Lindo para Cammping, trakings corridas de motocross e escaladas na belíssima serra da
Pindoba. E para finalizar lhes pergunto, onde fica essa cidade?.
Fonte: http://wikimapia.org/7314854/pt/S%C3%A3o-Rafael
PERFIL
Localização e Acesso
O município de São Rafael situa-se na mesorregião Oeste Potiguar e na microrregião Vale do Açu,
limitando-se com os municípios de Itajá, Açu, Santana do Matos e Jucurutu, abrangendo uma área de 430 km²,
inseridos na folha Açu (SB.24-X-D-V), na escala 1:100.000, editada pela SUDENE. A sede do município tem
uma altitude média de 69 m e coordenadas 05°47’56,4” de latitude sul e 36°55’15,6” de longitude oeste,
distando da capital cerca de 210 km, sendo seu acesso, a partir de Natal, efetuado através das rodovias
pavimentadas BR-304 e RN-118.
Aspectos Socioeconômicos
O município de São Rafael foi criado pela Lei nº 146, de 23/12/1948, desmembrado de Santana do
Matos. Segundo o censo de 2000, a população total residente é de 8.201 habitantes, dos quais 4.128 do sexo
masculino (50,30%) e 4.070 do sexo feminino (49,70%), sendo que 5.384 vivem na área urbana (65,70) e
2.817 na área rural (34,30%). A população atual estimada é de 8.425 habitantes (IBGE/2005). A densidade
demográfica é 19,09 hab/km2. A rede de saúde dispõe de 01 Hospital e 22 leitos. Na área educacional, o
município possui 28 estabelecimentos de ensino, sendo 06 de ensino pré-escolar, 21 de ensino Fundamental e
01 de ensino médio. Da população total, 63,90% são alfabetizados. O município possui 2.123 domicílios
permanentes, sendo 1.441 na área urbana e 682 na área rural. Existem ainda, 1.520 domicílios com
abastecimento d’ água através da rede geral, 375 através de poço ou nascente e 228 por outras fontes.
Apenas 1.108 domicílios estão ligados à rede de esgotos e 1.334 têm coleta regular de lixo. As principais
atividades econômicas são: agropecuária, extrativismo e comércio. Na infra-estrutura existem: 01 Agência dos
Correios, 01 Hotel e 01 Pensão, além de 86 empresas com CNPJ atuantes no comércio varejista. (Fonte:
IDEMA – 2001). No ranking de desenvolvimento, São Rafael está em 69º lugar no estado (69/167 municípios) e
em 3.979º lugar no Brasil (3.979/5.561 municípios).
Formação Vegetal
Caatinga Hiperxerófila - vegetação de caráter mais seco, com abundância de cactácea e plantas de
porte mais baixo e espalhadas. Entre outras espécies destacam-se a jurema-preta, mufumbo, faveleiro,
marmeleiro, xique-xique e facheiro. Carnaubal - vegetação natural onde a espécie predominante é a palmeira,
a carnaúba. Os carnaubais são espaçados e iluminados.
Solos
Solos predominantes e características principais: Bruno Não Cálcico - fertilidade natural média a alta,
textura arenosa/argilosa e média/argilosa, fase pedregosa, relevo suave ondulado, bem drenado, relativamente
rasos e muito susceptíveis a erosão. Solos Litólicos Eutróficos - fertilidade natural alta, textura argilo/arenosa
e/ou média, fase pedregosa e rochosa, relevo ondulado, rasos, moderado a acentuadamente dreandos. Solos
Aluviais Eutróficos - fertilidade natural alta, textura argilo/arenosa, argilosa ou arenosa, relevo plano,
medianamente profundos, imperfeitamente a moderadamente drenados, relevo plano. Uso: praticamente não
são cultivados. A maior parte destes solos está ocupada pela vegetação natural que é aproveitada com
pecuária extensiva de modo precário. Em pequena escala são cultivados com algodão arbóreo consorciado
com milho e feijão e alguma cultura de palma forrageira. A principal limitação ao uso agrícola destes solos diz
respeito à falta d água e a susceptibilidade a erosão, devendo ser intensificado o cultiva com culturas muito
resistentes a um longo período de estiagem (palma forrageira e algodão arbóreo) e culturas de ciclo bem curto
na época chuvosa. As áreas de solos litólicos devem ser aproveitadas para conservação da flora e da fauna
local.
Nas áreas de ocorrência de solos aluviais o aproveitamento agrícola é bastante intenso. São utilizados
na maior parte com algodão, milho, feijão, arroz e fruteiras diversas. O aproveitamento das carnaubeiras é
muito intenso e as pastagens são constituídas pelas forrageiras nativas. Destaca-se no rebanho caprino.
Aptidão Agrícola: regular e restrita para lavouras, aptas para culturas de ciclo curto nas áreas de várzeas.
Aptidão regular para pastagem natural e aptas para culturas especiais de ciclo longo (algodão arbóreo, sisal,
caju e coco). Área muito pequena isolada, a Sudeste, indicada para preservação da flora e da fauna ou para
recreação. Sistema de Manejo: baixo, médio e alto nível tecnológico. As práticas agrícolas dependem tanto do
trabalho braçal e da tração animal com implementos agrícolas simples, como da motomecanização.
Relevo
De 100 a 200 metros de altitude.
Geologia
O Município de São Rafael, geologicamente inserido na Província Borborema, está constituído por
litótipos do Complexo Caicó, rochas do Grupo Seridó, representado pelas formações Seridó e Jucurutu, além
de granitóides da Suíte Itaporanga. O Complexo Caicó está representado por ortognaisses dioríticos a
graníticos, com restos desupracrustais (PP2gcai).
A Suíte Poço da Cruz(PP3gpc), está constituída por augen-gnaisses graníticos e leucoortognaisses
quartzo monzoníticos a graníticos.
A Formação Seridó(NP3ss) está constituída por biotita-xistos, clorita-sericita-xistos e metarritmitos,
enquanto que a Formação Jucurutu(NP3sju) inclui gnaisses, mármores e calcissilicáticas. A suíte calcialcalina
de médio a alto potássio Itaporanga(NP3g2cm), está constituída por granitos e granodioritos, associados a
dioritos.
RECURSOS HÍDRICOS
Águas Superficiais
O município de São Rafael encontra-se totalmente inserido nos domínios da bacia hidrográfica PiranhasAçu, sendo banhado pelas sub-bacias dos rios Piranhas, Pindoba e da Serra Branca. Os principais tributários
são os riachos das Carnaúbas, Cavalo Bravo, do Mineiro, Serra Branca e do Jatobá. Os principais corpos de
acumulação são: os açudes Cavalo Bravo (100.000m3/p úblico), Jobear (100.000m3/comunitário) e Serra
Branca (100.000m3/comunitário). Todos os cursos d’ água têm regime intermitente e o padrão de drenagem é
o dendrítico.
Águas Subterrâneas
Domínios Hidrogeológicos
O município de São Rafael está totalmente inserido no Domínio Hidrogeológico Fissural. O Domínio
Fissural é composto de rochas do embasamento cristalino que englobam o sub-domínio rochas metamórficas
constituído pelo Complexo Caicó, Formação Jucurutu e Formação Seridó, e o sub-domínio rochas ígneas da
Suíte calcialcalina Itaporanga, Suíte calcialcalina Conceição e da Suíte Poço da Cruz. Com relação à
propriedade dos terrenos onde estão localizados os pontos d’ água cadastrados, podemos ter: terrenos
públicos, quando os terrenos forem de serventia pública e particulares, quando forem de uso privado.
Conforme ilustrado na fig.6.2, existem 08 pontos d’ água em terrenos públicos e 02 em terrenos particulares.
Natureza da propriedade dos terrenos onde existem poços tubulares. Quanto ao tipo de abastecimento a
que se destina a água, os pontos cadastrados foram classificados em: comunitários, quando atendem a várias
famílias e particulares, quando atendem apenas ao seu proprietário. A fig.6.3 mostra que 03 pontos d’ água
destinam-se ao atendimento comunitário e 07 pontos não tiveram a finalidade do abastecimento definida.
Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial.
Inicialmente chamado Caiçara, o município de São Rafael começou num aldeamento indígena, nas
proximidades do rio Piranhas. Por estar nas vizinhanças do rio, logo suas terras foram aproveitadas para a
criação de gado e para a plantação de lavouras, fazendo surgir um bom contingente populacional, em meados
do século XVIII. O Capitão João Francisco da Costa era grande proprietário das terras de Caiçara, em 1765.
O frei Serafim de Catânia, missionário capuchinho presente na área nos anos de 1845 e 1850, mudou o
nome da localidade para São Rafael. A mudança não foi bem aceita, inicialmente, pela população.
Em 1858 foi criada uma escola de alfabetização chamada Cadeira de Primeiras Letras, que ensinava ao
povo o nome Caiçara, ignorando a denominação imposta pelo frei capuchinho. Mas São Rafael foi o nome que
prevaleceu oficialmente.
Os mais antigos destacaram a participação sempre otimista e desbravadora do grande incentivador Luiz
Martins de Oliveira Barros, que teve decisiva participação na construção do cemitério público em 1908, na
edificação do galpão feito para a realização de feiras, na construção da igreja, da casa paroquial e na
instalação dos serviços postais e telegráficos.
Já bem estruturada, a localidade de São Rafael passou à condição de distrito de Santana do Matos no
ano de 1938.
Em 23 de dezembro de 1948, através da Lei nº 146, São Rafael conquistou sua emancipação política,
desmembrando-se de Santana do Matos e tornando-se município do Rio Grande do Norte. No início da década
de 80 com a construção da barragem Armando Ribeiro Gonçalves, toda a população urbana e rural tiveram
que mudar para a nova sede do município onde residem até os dias de hoje.
Fonte: Ministério de Minas e Energia, Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético, Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral,
Programa Luz Para Todos, Programa de Desenvolvimento Energético dos Estados e Municí pios – PRODEEM, Serviço Geológico do Brasil – CPRM.
História do Barão de Serra Branca está esquecida
Livro sobre a história de São Rafael é uma das únicas chances de resgatar a biografia de um dos
maiores pecuaristas das terras potiguares.
A história do barão potiguar abolicionista que tinha a monarquia arraigada em seu coração parece ter
sido esquecida pelo tempo. As terras do Barão de Serra Branca, Felipe Neri de Carvalho e Silva, ainda abrigam
os prédios da antiga fazenda que pertenceu ao nobre no município de São Rafael, mas as relíquias da época
estão desaparecendo. As ruínas da antiga senzala, por exemplo, foram derrubadas por trabalhadores rurais
que ocuparam o local para fins de reforma agrária.
Hoje, os assentados já não ocupam mais a casa grande e o antigo engenho. Mudaram-se para um
conjunto de casas construídas nas terras do Barão pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
(Incra). Poucos são os que se interessam pela trajetória do homem que tinha uma imensidão de terras no
município de São Rafael. O agricultor Salatiel Floriano Barbosa, 39 anos, estudou até o 2º grau e é um dos
poucos que se interessou pela vida do Barão.
Salatiel mora próximo às terras desta figura histórica e resolveu juntar material com um primo para fazer
um livro sobre São Rafael, incluindo a história de Serra Branca. O local que o Barão escolheu é privilegiado
graças a um imenso açude, responsável pelo abastecimento no local. A obra para guardar água da chuva foi
idéia de Felipe Neri.
Salatiel acrescenta que a parede do açude foi construída pelos escravos. Eles carregavam os tijolos em
sacos de couro cru. A parede do açude chama a atenção e nem com os mais fortes invernos teve problemas
na estrutura em função do grande volume de água do manancial.
Os prédios da fazenda do Barão foram construídos por volta de 1880. O Barão de Serra Branca era
pecuarista e seu gado formava um dos maiores rebanhos da região. Casado com Belisária Wanderley o casal
não deixou descendentes diretos.
A história do Barão confunde-se com a de outra figura referência no Estado: Monsenhor Expedito Sobral
de Medeiros. Isso porque o único filho adotivo do casal, Silvestre casou-se, mas também não deixou herdeiros.
Entretanto, a esposa de Silvestre herdou as terras casando-se novamente - de onde se origina o parentesco
com a família do Monsenhor Expedito.
Barão foi membro da Assembléia Provincial
Felipe Neri comprou o título de Barão por 15 mil contos de réis, sendo concedido em 19 de agosto de
1888, pela princesa Isabel. Ele esteve envolvido com a política apenas durante a monarquia. Câmara Cascudo,
em seu Livro das Velhas Figuras 6, lembra que o Barão, como chefe conservador, financiava eleições e ia à
frente dos eleitores decidir o pleito.
O Barão de Serra Branca nasceu em Santana do Matos em 2 de maio de 1829. Era filho de pequenos
proprietários rurais e criou-se na luta do campo. O Barão de Serra Branca foi integrante da Assembléia
Legislativa Provincial em 1878-79 e 1880-81.
A fabricação de açúcar só teve maiores rumos em 1845, assim como a criação do gado passou a ser
mais rentável a partir de 1860. "Felipe Neri estava no seu clima...", acrescenta Câmara Cascudo.
Mesmo sendo o tipo tradicional do patriarca, Felipe Neri era risonho e gostava de tocar rebeca na parte
da tarde. Sentava-se numa cadeira de couro, afinava o instrumento e fazia a alegria dos molequinhos que se
juntavam para ouví-lo.
Em 30 de março de 1888, o Barão de Serra Branca libertou seus escravos. O nome do sítio Serra
Branca se deve ao belo elevado de rocha coberta por uma cor alva que dá um tom de cordilheira dos Andes à
serra.
Ele morreu em 16 de julho de 1893, nos arredores de Caicó, quando retornava da sua visita ao Juazeiro.
Conta-se até hoje que o Padre Cícero teve uma premonição e deu um conselho ao amigo que só se
"arranchasse" quando chegasse em terras do Rio Grande do Norte.
Fonte: http://tribunadonorte.com.br/especiais/redescobrindorn/redescobrindorn_paginterna.php?id=150051
Festa de Emancipação Política
(63 anos de São Rafael - 2011)
Grande festa popular com a participação recorde de público marcou as comemorações dos 63 anos de
emancipação política de São Rafael. O evento foi realizado entre os dias 21/12 a 23/12. Quarta-Feira (21) foi
realizada Ação cidadania na Escola Municipal Francisco de Assis de Souza, promovido pela Prefeitura em
parceria com o SESI. Quinta-Feira (22) a partir das 17horas aconteceu desfile temático pelas ruas da cidade
em homenagem aos 63 anos de São Rafael, COM O TEMA: “SÃO RAFAEL 63 ANOS DE HISTÓRIA A
CANTAR... SEU POVO GUERREIRO VALENTE A LUTAR”. Na sexta-feira (23) a partir das 5h aconteceu
alvorada, 7h Ato Cívico no Largo da Prefeitura ao som da Banda de Música da Escola Estadual “Jean Mermoz”
de Natal. As 9h foi realizada uma missa em ação de graças, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição
celebrada pelo pároco da cidade, Pe. Antonio Gomes. As 18h sob Coordenação da Secretaria de Turismo deu
início a exposição da feirinha de artesanato, no Largo da Prefeitura. A partir das 22h se apresentou em público
a primeira atração da noite Forrozão Sala de Reboco. Pontualmente as 00:00h, o prefeito José de Arimateia
Braz levou sua mensagem, em homenagem aos 63 anos de emancipação Política e Administrativa de São
Rafael. Em seguida aconteceu o maior show pirotécnico da história de São Rafael com aproximadamente 10
minutos de fogos de artifício, que iluminaram os céus da cidade. 00h:30 subiu ao palco Forró dos 3, para em
seguida se apresentar a atração mais esperada da noite a Banda Forró Cavalo de Pau, trazendo em seu
repertório, muito forró das antigas, finalizando assim a sexagésima terceira festa de emancipação política de
São Rafael.
Localização: São Rafael/RN
Localização e Acesso
O município de São Rafael situa-se na mesorregião Oeste Potiguar e na microrregião Vale do Açu,
limitando-se com os municípios de Itajá, Açu, Santana do Matos e Jucurutu, abrangendo uma área de 430 km²,
inseridos na folha Açu (SB.24-X-D-V), na escala 1:100.000, editada pela SUDENE. A sede do município tem
uma altitude média de 69 m e coordenadas 05°47’56,4” de latitude sul e 36°55’15,6” de longitude oeste,
distando da capital cerca de 210 km, sendo seu acesso, a partir de Natal, efetuado através das rodovias
pavimentadas BR-304 e RN-118.
Aspectos Socioeconômicos
O município de São Rafael foi criado pela Lei nº 146, de 23/12/1948, desmembrado de Santana do
Matos. Segundo o censo de 2000, a população total residente é de 8.201 habitantes, dos quais 4.128 do sexo
masculino (50,30%) e 4.070 do sexo feminino (49,70%), sendo que 5.384 vivem na área urbana (65,70) e
2.817 na área rural (34,30%). A população atual estimada é de 8.425 habitantes (IBGE/2005). A densidade
demográfica é 19,09 hab/km2. A rede de saúde dispõe de 01 Hospital e 22 leitos. Na área educacional, o
município possui 28 estabelecimentos de ensino, sendo 06 de ensino pré-escolar, 21 de ensino Fundamental e
01 de ensino médio. Da população total, 63,90% são alfabetizados. O município possui 2.123 domicílios
permanentes, sendo 1.441 na área urbana e 682 na área rural. Existem ainda, 1.520 domicílios com
abastecimento d’ água através da rede geral, 375 através de poço ou nascente e 228 por outras fontes.
Apenas 1.108 domicílios estão ligados à rede de esgotos e 1.334 têm coleta regular de lixo. As principais
atividades econômicas são: agropecuária, extrativismo e comércio. Na infra-estrutura existem: 01 Agência dos
Correios, 01 Hotel e 01 Pensão, além de 86 empresas com CNPJ atuantes no comércio varejista. (Fonte:
IDEMA – 2001). No ranking de desenvolvimento, São Rafael está em 69º lugar no estado (69/167 municípios) e
em 3.979º lugar no Brasil (3.979/5.561 municípios).
Historia de São Rafael RN
Inicialmente chamado Caiçara, o município de São Rafael começou num aldeamento indígena, nas
proximidades do rio Piranhas. Por estar nas vizinhanças do rio, logo suas terras foram aproveitadas para a
criação de gado e para a plantação de lavouras, fazendo surgir um bom contingente populacional, em meados
do século XVIII. O Capitão João Francisco da Costa era grande proprietário das terras de Caiçara, em 1765.
O frei Serafim de Catânia, missionário capuchinho presente na área nos anos de 1845 e 1850, mudou o
nome da localidade para São Rafael. A mudança não foi bem aceita, inicialmente, pela população.
Em 1858 foi criada uma escola de alfabetização chamada Cadeira de Primeiras Letras, que ensinava ao
povo o nome Caiçara, ignorando a denominação imposta pelo frei capuchinho. Mas São Rafael foi o nome que
prevaleceu oficialmente.
Os mais antigos destacaram a participação sempre otimista e desbravadora do grande incentivador Luiz
Martins de Oliveira Barros, que teve decisiva participação na construção do cemitério público em 1908, na
edificação do galpão feito para a realização de feiras, na construção da igreja, da casa paroquial e na
instalação dos serviços postais e telegráficos.
Já bem estruturada, a localidade de São Rafael passou à condição de distrito de Santana do Matos no
ano de 1938.
Em 23 de dezembro de 1948, através da Lei no 146, São Rafael conquistou sua emancipação política,
desmembrando-se de Santana do Matos e tornando-se município do Rio Grande do Norte.
Distância de Natal, 216 km
Fonte: Idema-RN
PARA SABER MAIS
Fotos Historicas da Antiga São Rafael - RN
Avenida Principal, Bar de Ivo
Rio Piranhas
Estação do Trem Velha cidade de São Rafael
BRASÃO DE SÃO RAFAEL
BANDEIRA DE SÃO RAFAEL
ESSA É A BADEIRA MUNICIPAL DO MUNICÍPIO DE SÃO RAFAEL,
NA MICROREGIÃO DO VALE DO ASSU, NA MESORREGIÃO DO OESTE POTIGUAR
PRIMEIRA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO RAFAEL
A PRIMEIRA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO RAFAEL-RN,
FOI ELEITA NO DIA 7 DE DEZEMBRO DE 1952,
ASSIM CONSTITUÍDA: POSSE NO DIA 30 DE MARÇO DE 1953
Histórico de Campo Grande
Augusto Severo é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte. Está localizado na
microrregião do Médio Oeste. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano
2004 sua população era estimada em 9.082 habitantes. Área territorial de 897 km². Segundo o Departamento
Estadual de imprensa do Rio Grande do Norte no dia 6 de dezembro de 1991, através da Lei nº 155, o
município de Augusto Severo voltou ao seu antigo nome Campo Grande.
O município foi emancipado de Açu através da Lei nº 114, de 14 de setembro de 1858.
Limita-se com os municípios de Upanema (norte), Caraúbas, Janduís e Messias Targino (oeste), Paraú e
Triunfo Potiguar (leste) e com o estado da Paraíba (sul).
A sede do município está a 5° 51’ 50” de latitude sul e 37° 18’ 36” de longitude oeste. A altitude é de 96
m acima do nível do mar e a distância rodoviária até a capital é de 265 km. A pluviosidade média aferida no
município, segundo o IDEMA é de 743,8 mm.
Ainda de acordo com o IDEMA, o solo da região é do tipo bruno não cálcico vértico. O solo tem aptidão
regular e restrita para pastagem natural. É apto para culturas de ciclo longo como algodão arbóreo, sisal, caju e
coco. algumas área indicadas para preservação da flora e da fauna ou para recreação.
Os primeiros habitantes da Serra Cepilhada foram os índios Pêgas, pertencentes a nação dos tapuias. A
área onde se localiza o município, começou a ser colonizada nas primeiras décadas do século XVIII, com a
construção da Fazenda Campo Grande por volta de 1720, pelo Capitão-mor Manoel Ignácio D`Oliveira
Gondim, também chamado de Capitão Gondim.
A região passou a se chamar Campo Grande, devido as extensas campinas situadas à margem
esquerda do rio Upanema, campinas essas bastantes propícias a atividade agro-pastoril.
Nos idos de 1761, o sargento-mor João do Vale Bezerra adquiriu, em hasta pública, as terras da serra
Cepilhada, pertencentes anteriormente ao português Gondim, surgindo então a povoação de Campo Grande e
a história de uma serra que com o passar do tempo passou a ser chamada de Serra de João do Vale.
Foram construídas casas para a família e descendentes de João do Vale, edificada uma capela em
homenagem a Nossa Senhora de Santana. A data para a edificação da capela de Sant`Ana, marco importante
para o surgimento da vila diverge em virtude da isuficiência de documentos históricos, o certo é que a doação
do terreno para a construção da mesma ocorreu no ano de 1756 e a primeira missa foi celebrada em agosto de
1766.
Em 14 de setembro de 1858, a Lei nº 114 criou o município com a denominação de Campo Grande.
Interesses políticos, entretanto, fizeram com que essa Lei fosse derrogada em 1868, passando Campo Grande
a simples posição de distrito do recém-criado município de Caraúbas. A Lei nº 613, de 30 de março de 1870,
restaurou o município com a denominação, de Triunfo. Em 28 de agosto de 1903, a Lei nº 192 originada do
projeto do Deputado Luís Pereira Tito Jácome, mudou o nome do município para Augusto Severo, em
homenagem ao inventor do dirigível Pax.
No dia 6 de dezembro de 1991, através da Lei nº 155, o município de Augusto Severo voltou ao seu
antigo nome Campo Grande.
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