Benozzo Gozzoli - Pitoresco - A Arte dos Grandes Mestres

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- 045 -
Benozzo Gozzoli
(1421-1497)
Benozzo Gozzoli (1421 - 1497) foi um pintor italiano, da cidade de Florença,
que fez parte do período definido como pré-Renascimento, também conhecido
como Quatrocento.
Seu trabalho mais conhecido é uma série de murais (afrescos) para o
Palazzo Medici-Riccardi, em Florença, representando vibrantes procissões,
com uma impressionante riqueza de detalhes, trazendo a marca indelével do
gótico internacional.
Gozzoli nasceu na piccola città de Sant'Ilario a Colombano e mudou-se
para Florença em 1427, onde foi discípulo de Fra Angelico.
Trabalhou de 1444 a 1447 com Lorenzo e Vittorio Ghiberti na execução da
Porta do Paraíso, no Batistério de São João.
Trabalhou, também, em Roma, com Ghiberti, na decoração de capelas no
Palácio Apostólico do Vaticano, na Santa Maria sopra Minerva, na Santa Maria
in Aracoeli e na Catedral de Orvieto, na Úmbria.
Em 1449, deixou Angelico e mudou-se para a Úmbria e depois para Perugia.
Em 1459, finalizava a série da afrescos para o Palazzo Medici-Riccardi na
Capela Magi. Em 1464, Gozzoli partiu de Florença para a Toscana.
Seu trabalho então começou a sofrer a influência de Filippo Lippi, junto com
o já marcante traço de Fra Angelico. Nessa época, recebeu a cooperação de
Giusto d'Andrea.
- 046 Em 1467, começou, no Campo Santo (Cemitério) de Pisa, uma vasta série
de pinturas murais. Havia 24 representações, com episódios do Velho
Testamento, desde A Invenção do Vinho por Noé até a Visita da Rainha de
Sabá.
Benozzo Gozzoli, Vendemmia ed ebrezza di Noè, Camposanto, Pisa.
© Opera della Primaziale Pisana( http://www.museobenozzogozzoli.it/ )
Ele recebeu a encomenda com o acordo de ganhar dez ducados para cada
afresco pintado. A grande quantidade de detalhes nas obras fez com que o
trabalho ocorresse vagarosamente, levando mais tempo que o estipulado.
Nas representações, pintou retratos de personalidades da cidade, como
Cosme de Médici, Lorenzo de Medici, Angelo Poliziano e até mesmo um autoretrato seu. Toda essa obra, provavelmente contou com a participação de Zanobi
Macchiavelli, durou nada menos que 16 anos!
Gozzoli morreu em Pistoia, em 1497, mas já em 1478, ainda em vida, ganhou
um túmulo no Campo Santo como agradecimento da cidade por sua obra.
(Wikipedia e outras fontes.)
- 047 –
Autoritratto (Opus Benotii) nella Cappella
dei Magi, Palazzo Medici Riccardi, Firenze.
Benozzo Gozzoli - AA.VV., Palazzo Medici Riccardi e la Cappella Benozzo Gozzoli,
Biblioteca de "Lo Studiolo", Becocci/ Scala, Firenze 2000.
- 048 –
Cappella dei Magi, Firenze
Benozzo Gozzoli - AA.VV., Palazzo Medici
Riccardi e la Cappella Benozzo Gozzoli,
Biblioteca de "Lo Studiolo", Becocci/ Scala,
Firenze 2000.
“Procession with Lorenzo de' Medici, Piero
de' Medici and Giovanni de' Medici.”
Fresco by Benozzo Gozzoli, in the "Cappella
dei Magi", at Palazzo Medici Riccardi in
Florence, Italy.
- 049 –
Bertoldo di Giovanni
1420-1491
Bertoldo di Giovanni (Florença , 1420 (circa) - Poggio a Caiano , 28 de de
Dezembro de 1491 ) foi um escultor e medalhista italiano.
Ele nasceu em Florença, tornando-se discípulo de Donatello, com quem
trabalhou por muitos anos, até mesmo nas últimas obras do mestre, como os
púlpitos da Basílica de San Lorenzo e o púlpito da Paixão e Ressurreição.
Giovanni tinha um talento especial para produzir medalhas em bronze, mais
que como escultor, e, por volta de 1469, realizou medalhas para o arcebispo de
Pisa, Filippo de Medici, e para o imperador Frederico III, entre outros.
- 050 Seu trabalho era muito apreciado, também, por Lorenzo, o Magnífico, que lhe
dedicava amizade e a quem, muitas vezes, acompanhou em viagens pelo país.
Para este dignitário, ele realizou várias obras, como alguns bronzes que foram
doados para Ercole I d'Este por ocasião do casamento deste último, em 1473 .
Em 1478 , após a conspiração Pazzi criou uma moeda de duas faces com
efígies de Lorenzo e seu irmão Giuliano , morto por conspiradores. Em 1480 ele
desenhou para o Magnífico uma medalha com a efígie de Mohammed II.. Em
1483, em Pádua, ele participou de um concurso para uma série de esculturas
para a Basílica de Santo Antônio de Pádua, um encargo, até então, dado ao
seu amigo Bartolomeo Bellano .
Sendo um especialista em achados arqueológicos, em 1488 ele foi contratado
para restaurar e preservar a coleção arqueológica que o Magnífico tinha ganho
e realocado no Jardim de San Marco.
Lorenzo de Medici, então, tomou uma medida de importância para a arte, qual
seja, a de permitir que artistas florentinos jovens e principiantes, pudessem
utilizar o Jardin de San Marco para praticar a arte, sob o olhar atento de Bertoldo
(discípulo de Donatello). Foi assim nasceu a primeira Academia de Arte
Europeia, frequentada por alguns emergentes que viriam a se tornar os maiores
artistas da Renascença, como Leonardo da Vinci, Michelangelo Buonarroti,
Jacopo Sansovino , Baccio da Montelupo, Giovanni Francesco Rustici,
Francesco Granacci e Peter Torrigiano. (Origem: Wikipédia italiana e outras
fontes)
- 051 -
Carlo Crivelli
1430?-1495
Carlo Crivelli (Veneza 1430 -? Ascoli Piceno 1495) foi um pintor italiano da
pré-Renascença, período conhecido como Quatrocento tendo demonstrado
grande sensibilidade para a pintura decorativa, com uma influência ainda
presente da arte bizantina.
Crivelli passou seus primeiros anos no Veneto , onde absorveu influências do
Vivarini , Squarcione e Mantegna .
Deixou o local por volta de 1458 e passou a quase que o restante de sua vida
em Marca de Ancona, uma das quatro províncias instituídas pelo Papa
Inocêncio III (1198-1216) no primeiro ano de seu pontificado, como uma divisão
dos Estados Pontifícios.
Em Ancona, criou e desenvolveu um estilo pessoal distinto da comunidade
artística, que contrasta com o estilo de contemporânea Giovanni Bellini.
Sua primeira obra datada é um altar na Igreja de San Silvestro em Massa,
perto de Fermo. Trabalhou principalmente em Ancona e Ascoli. Há apenas duas
obras em Veneza, na Igreja de San Sebastiano.
Ele estudou com Jacobello del Fiore, quando era apenas um menino.
Frequentou, depois, os estúdios dos Vivarini (Alvise, Antonio e Bartolomeo), em
Veneza e, mais tarde, foi para Pádua, onde trabalhou com Francesco
Squarcione.
Depois, foi para Zara, na Dalmácia, uma região que hoje é parte da Croácia).
A curiosidade, em seu trabalho, era que ele pintava apenas com têmpera,
apesar de a pintura a óleo ter-se desenvolvido bastante e se tornado a preferida
dos artistas.
- 052 Ao contrário da tendência naturalista de Florença, o estilo de Crivelli
lembrava a sensibilidade Bizantina. Usava frutas e flores como acessórios
de suas obras, o que era característico da oficina de Francesco Squarcione,
em Pádua.
Seu trabalho é quase exclusivamente religioso, porque as encomendas
vinham sobretudo de ordens religiosas. É possível que pertencesse à mesma
família de outros pintores como Donato Crivelli e Vittorio Crivelli. Tinha, como
colaborador, Pietro Alemanno.
Sua obra sofreu um ”revival” durante a época dos Pré-Rafaelitas na
Inglaterra. A irmandade pré-rafaelita colocava-se em oposição à arte académica
inglesa que seguia os moldes dos artistas clássicos do Renascimento. Na
contramão, os Pré-Rafaelitas buscavam trazer de volta à arte a sua pureza e
honestidade anteriores, que consideram existir na arte medieval do Gótico final
e Renascimento
Então, “juntou-se, à fome, a vontade de comer”. Vários Pré-Raffaelitas,
incluindo Edward Burne-Jones, eram admiradores de Crivelli e a pintura deste
artista representa bem o estilo desenvolvido pelo movimento. (Origem:
Wikipédia, a enciclopédia livre.)
- 053 –
“Madonna col Bambino in trono tra i santi
Francesco e Sebastiano”
Carlo Crivelli (Fonte: http://bode.diee.unica.it/~giua/SEBASTIAN/)
- 054 –
Madonna della Candeletta (Nossa Senhora da Vela) (detalhe) – pintado em
1490-92 – Óleo sobre madeira - Pinacoteca di Brera, Milan
Madona dela Candeletta é uma pintura em têmpera e ouro sobre madeira
de (218x75 cm), de Carlo Crivelli, atualmente no Pinacoteca di Brera , em
Milão . É o painel central do Retábulo da Catedral de Camerino e é assinado
como KAROLUS CHRIVELLUS Venetus eques [L] AUREATUS pinxit.
- 055 -
Cosimo Tura
1430?-1495
Cosimo Tura (c 1430-1495.), Também conhecido como Il Cosmè ou Cosmè
Tura (pronúncia italiana: [kozmɛ Tura] ), foi um pintor italiano, considerado um
dos fundadores da Escola de Ferrara que se insere no pré-Renascimento,
período conhecido também como Quattrocento,.
Nascido em Ferrara , ele foi aluno de Francesco Squarcione, de Pádua. Mais
tarde, contou como apoio de Borso d’Este e Ercole I d’Este. Entre seus
discípulos, se incluem Francesco del Cossa e Francesco Bianchi. Por outro lado,
Cosimo Tura teria sido influenciado por Andrea Mantegna e Piero della
Francesca, de cujo estilo se nota a presença em seus trabalhos.
Em Ferrara, sua obra está bem representada por afrescos no Palazzo
Schifanoia (1469-1471), que pertencera, outrora, à família d'Este e está
localizado fora das muralhas da cidade medieval.
Cosimo Tura – Alegoria de Agosto - Afresco, 400 m largura
Hall da montanha, Palazzo Schifanoia, Ferrara
- 056 Cosimo, juntamente com Francesco del Cossa , participou da produção de
uma série alegórica complexa, inspirada nos meses do ano e nos símbolos do
zodíaco. A série, muito bem elaborada, contém retratos de músicos
contemporâneos, de operários, e a apresentação de carros alegóricos em
desfiles idílicos.
Ele também pintou, também, Anunciação (1469) para o Duomo, que foi uma
das mais belas catedrais góticas do mundo, construída em 1386, onde antes
existiam as igrejas de Santa Tecla e Santa Maria Maggiore.
Depois, colaborou na pintura de uma série de "musas" para o Palácio Belfiore
de Leonello d'Este em Ferrara, incluindo a figura alegórica da Calliope (detalhe
abaixo), hoje na National Gallery
An Allegorical Figure of Calliope, c. 1460 – Fonte: Commons
- 057 Não se sabe exatamente a autoria de cada peça dessa série mas aceita-se
que houve a participação, também, de Angelo di Pietro da Sienna , chamado
Maccagnino ou Angelo Parrasio , e ainda de Michele Pannonio . (Wikipedia e
outras fontes) – ABAIXO: “São Jerônimo”, 1430circa, Fonte http://allart.biz/
- 058 –
Cosme Tura - Madonna Entronizada. 1474. Tempera sobre madeira.
National Gallery, London, UK. - Fonte: http://www.abcgallery.com/
- 059 -
Luca della Robbia
1400-1482
Luca della Robbia (Florença, 1400-1482) foi um dos mais importantes
escultores e ceramistas da pré-Renascença italiana, período também conhecido
como Quatrocento.
Ele foi o fundador de uma dinastia de artistas que se especializaram na arte
da cerâmica esmaltada e vitrificada, seguindo uma técnica que ele
desenvolveu, a qual, ao mesmo tempo que era decorativa, também protegia o
barro cozido contra o desgaste pelas intempéries, permitindo a instalação de
peças cerâmicas em ambientes externos.
Há poucos dados confiáveis sobre seus primeiros anos e sua formação. A
primeira encomenda documentada foi a criação, entre 1431 e 1438, de uma
Cantoria (tribuna elevada onde ficavam os cantores na igreja) para a Catedral
de Florença, o que prova que já nesta época suas habilidades eram bastante
apreciadas, antes mesmo de ser admitido na Guilda dos Escultores, o que só
aconteceu em 1432. Esta Cantoria mostra uma série de 10 painéis em mármore
com relevos de meninos cantores e dançarinos, com formas graciosas e
fluentes.
- 060 Nas duas décadas seguintes, Della Robbia trabalhou principalmente com o
bronze e o mármore, recebendo importantes encomendas. Em 1437 executou
relevos para o campanário da Catedral, e iniciou um ambicioso projeto de
elaboração das portas de bronze para a sacristia do mesmo templo, que, no
entanto, só foram completadas em 1469.
Não se sabe ao certo quando iniciou suas pesquisas na cerâmica, mas em
1443 a técnica já havia sido desenvolvida o bastante para atrair a encomenda
de grandes relevos ilustrando a Ressurreição e a Ascensão de Cristo, ambos
para a Catedral, e uma série de medalhões com imagens dos Apóstolos para
a Capela Pazzi.
Lucca dela Robbia – Ressurreição – 1442 – 2,00 x 2,05m
Duomo, Catedral de Florença – Terracota vitrificada
Sobre a imagem modelada no barro, Della Robbia aplicava uma película de
esmalte vítreo colorido, que resultava em superfícies brilhantes e resistentes
contra a ação do tempo. Um dos mais belos exemplares de sua lavra nesta
técnica, que exerceu até o fim da vida, é o forro da capela mortuária do
Cardeal de Portugal na Igreja de São Miniato, em Florença.
- 061 A originalidade e alto nível de suas criações fizeram com que ele fosse muito
apreciado por seus contemporâneos, especialmente por Leon Battista Alberti,
que o comparou a gênios do quilate de Donatello, Lorenzo Ghiberti, Filippo
Brunelleschi e Masaccio. (Wikipedia e outras fontes)
Luca della Robbia, “Madona e a Criança”, Terracota vitrificada (1464-1465)
Madonna and Child – 1,80 x 1,80m – Terracota vitrificada
Orsanmichele (Florence, Italy) - https://www.artrenewal.org
- 062 –
Luca della Robbia – “Encontro de Maria e Isabel” – 1450circa
San Giovanni Fuorcivitas, Pistoia – Terracota vitrificada
1,53 x 1,53 m – Fonte: http://www.jssgallery.org/
Luca dela Robia – “Madona e o menino” (detalhe)
National Gallery of Art, Washington
Fonte: Wikimidia-Commons
- 063 -
Desiderio da Settignano
1430?-1464
Desiderio de Bartolomeo di Francesco, conhecido como Desiderio da
Settignano (Settignano, era na época uma dependência de Florença), 1430circa
- Florença, 16 de janeiro de 1464) foi um escultor da Itália.
Era descendente de uma família de construtores. Pouco se sabe de sua
educação, mas deve ter sido influenciado por Donatello. Desenvolveu um estilo
de grande suavidade, refinamento e sensualidade sublimada, expressa em
retratos de mulheres, demonstrando ainda uma grande capacidade de
representar os sentimentos, que vão da melancolia à alegria.
Seus baixos-relevos evidenciam o domínio da perspectiva e dos efeitos sutis
de luz e sombra, e sua qualidade técnica e estética que não encontrou rivais em
sua geração. Também se tornou hábil nos retratos de crianças e em peças
devocionais, como da Madonna com o Menino Jesus (detalhe abaixo).
- 064 –
Deixou também grandes monumentos em Florença, tais como a Tumba de
Carlo Marsuppini na Basílica da Santa Cruz (c. 1453–55) e o Tabernáculo do
Sacramento na Basílica de São Lourenço (1461), ambos de especial
importância para a evolução subsequente da escultura e de um novo estilo, com
planos de perspectiva nos fundos dos relevos e uma modelagem de figuras que
enfatiza os contornos, tratando os trajes com elegância e fluência, de modo a
sugerir a anatomia e o movimento.
- 065 O tratamento das superfícies, por sua vez, faz exibir um polimento acetinado
que empresta uma aura de doçura aos personagens.
Desiderio da Settignano - Monumeto funebre di Carlo Marsuppini
(detalhe), Firenze, Santa Croce
Desiderio da Settignano - Tabernacolo del Sacramento (detalhe)
Firenze, San Lorenzo, 1461)
- 066 –
Desiderio da Settignano, “Santa Trinità” (Maddalena)
Fonte: https://commons.wikimedia.org
- 067 -
Domenico di Bartolo
1400?–/1447?
Domenico di Bartolo (1400/1404 – 1445/1447) foi um pintor italiano da
escola sienesa. Nasceu em Asciano e, de acordo com o historiador de arte
Giorgio Vasari, era neto de Taddeo di Bartolo .
Ele foi contratado por Vecchietta para auxiliar no processamento de sua
obra-prima, o afresco O cuidado dos doentes em Pellegrinaio dell ' Hospital
de Santa Maria della Scala em Siena (1440) (imagm abaixo). Descreve
doadores ricos que visitam o hospital, um monge que ouve uma confissão. No
cuidado com os doentes, Domenico retrata a realidade dentro de um hospital,
sem nenhuma idealização.
- 068 Em 1434 , ele também pintou um afresco do painel Imperador Sigismund
no trono, para a Catedral de Siena .
Di Bartolo foi um dos precursores do Renascimento em Siena, mesmo antes
de muitos florentinos, aplicando a perspectiva centrada linear desde os anos
trinta do período Quatrocento.
Suas obras podem ser encontradas na Galeria Nacional de Arte em
Washington, na Pinacoteca Nazionale (Siena), Galleria Nazionale dell'Umbria e
no Museu de Arte da Filadélfia. (Wikipedia e outras fontes).
Domenico di Bartolo – Madona entronizada, com criança
- 069 -
Domenico Ghirlandaio
(Domenico di Tomaso Bigordi)
1430-1516
Domenico Ghirlandaio (1449 – 11 de Janeiro de 1494, Florença, Itália) foi
um pintor renascentista italiano do período denominado Quatrocento,
contemporâneo de Sandro Botticelli e Filippino Lippi. Formou toda uma geração
de excelentes artistas e consta que até Michelangelo foi um dos seus aprendizes.
Ghirlandaio (fabricante de grinaldas) é o nome adotado por uma família de
pintores florentinos, chamada originalmente Bigordi. A utilização desse nome se
deu pela primeira vez com Tommaso Bigordi, um ourives do Século XV, famoso
por sua habilidade em fazer coroas de flores em prata, para adornar penteados.
O artista mais importante da família foi, sem dúvida, Domenico di Tommaso
Bigordi Ghirlandaio, filho de Tommaso, nascido em Florença em 1449.
Domenico estudou pintura e técnica do mosaico com o prestigiado pintor
florentino Alesso Baldovinetti, mas seu estilo denota também a influência de
outros renascentistas italianos como Giotto, Masaccio, Andrea del Castagno e
Andrea del Verrochio.
Com exceção do período em que trabalhou em Roma para o Papa Sixto IV,
sempre viveu em Florença, onde se transformou em um dos principais mestres
da escola florentina.
Sua capacidade de observação, a solidez de sua pintura e seu estilo
antiquado atraíram comerciantes florentinos mais conservadores, que passaram
a ser clientes habituais.
Não foi um inovador, mas levou o realismo à sua máxima expressão no
período Quatrocento, transformando-o numa das características dominantes
dessa escola. Realizou afrescos e quadros de temática religiosa, aos quais
aproveitava para incluir cenários florentinos conhecidos, assim como retratos e
personagens contemporâneos, vestidos com trajes da época.
- 070 Tornou-se célebre sobretudo por seus afrescos, entre os quais se destacam
A Vocação de São Pedro e Santo André (1481-1482), sua obra prima, História
de São Francisco (1485), Lenda da Virgem (?) e História de São João Batista
(1485-1490).
“A Visitação” (detalhe) - afresco na Capela Tornabuoni
da Igreja de Santa Maria Novella
Também pintou retábulos, entre os quais se incluem A adoração dos
pastores (1485) e A coroação da virgem (1490-circa). Dentre os quadros de
cavalete, todos em têmpera, estão A adoração dos magos (1487) e Ancião
com criança (1480).
Um de seus principais discípulos foi o famoso artista do Renascimento
italiano, Michelangelo Buonarroti.
Domenico, frequentemente, trabalhou em conjunto com seus irmãos
Benedetto e David. Seu filho Ridolfo Ghirlandaio, também pintor, foi discípulo do
florentino Piero di Cosimo e de seus dois tios, tornando-se um excelente
retratista. (Encarta em espanhol e outras fontes).
- 071 –
Ghirlandaio- “Cenacolo di Ognissanti” (1480)
Cappella Tornabuoni, “Sposalizio della Vergine”
- 072 –
Ghirlandaio – “O Banquete de Herodes” (1486-1490) - Afresco
Cappella Tornabuoni, Santa Maria Novella, Florence
Fonte: Web Gallery of Art - http://www.wga.hu/
“O chamado dos Apóstolos” (1481) – Fonte: Commons
- 073 -
Domenico Veneziano
1410?-1461
Domenico Veneziano (Veneza, c.1410 — Florença, 15 de Maio de 1461) foi
um pintor italiano da pré-Renascença, período conhecido como Quatrocento,
que trabalhou principalmente em Perúgia e na Toscana. Influenciou Andrea
Mantegna e foi mestre de Piero della Francesca.
”São João no Deserto” - Domenico Veneziano – Fonte: Commons
- 074 Acredita-se que tenha nascido em Veneza, daí seu sobrenome. Mudou-se
para Florença ainda menino e tornou-se aluno de Gentile da Fabriano.
Trabalhou com Antonio Pisanello em Roma. Pode-se perceber a influência de
Benozzo Gozzoli em sua obra.
Seu trabalho se caracteriza pelo uso da perspectiva e da cor. A obra-prima é
Madonna e o Menino com Santos (imagem abaixo), que estava originalmente
na Santa Lucia dei Magnoli, em Florença, mas foi levada para a Galeria Uffizi.
Nela, Domenico usa da perspectiva e dos conhecimentos de arquitetura da
época. (Wikipedia e outras fontes)
Domenico Veneziano – “Madona com menino e santos” –Têmpera –
2,09 x 2,16m – 1445 – Galleria degli Uffizi, Firenze
- 075 Outro trabalho importante é a Adoração dos Magos, feita em um túmulo e,
provavelmente, encomendada pela Família Médici.
Domenico Veneziano – “A Adoração dos Magos” - óleo sobre madeira de
álamo, 1439circa – Gemäldegalerie, Berlin, Alemanha, 84,0 x 84,0 cm
- 076 –
Domenico Veneziano,”Santi Giovanni Battista e
Santi Francesco, dal coro distrutto della Basílica”
- 077 -
Donatello
Donato di Betto Bardi
ou Donato di Niccoló
1386-1466
Donato di Niccoló di Betto Bardi, chamado Donatello (Florença,1386- 13
de dezembro de 1466) foi um escultor pré-renascentista italiano, do período
denominado Quatrocento.
Trabalhou em Florença, Prato, Siena e Pádua, recorrendo a várias técnicas
para a confecção de esculturas em baixo-relevo (tuttotondo, stiacciato) com o
uso de materiais diversos (mármore, bronze, madeira...)
Donatello – “Ascenção de Cristo” (baixo relevo)
Voltado para a representação da figura humana, Donatello levou a escultura
renascentista à máxima expressividade e plasmou em suas obras os ideais de
beleza então em voga.
Foi o mais importante escultor florentino do século XV e um dos grandes
mestres do pré-Renascimento na Itália.
- 078 Donatello começou como assistente do escultor Lorenzo Ghiberti nas portas
de bronze do batistério de Florença (1404-1407), para cuja catedral fez diversas
esculturas de mármore, entre as quais um "Davi" (imagem abaixo).
“David” de Donatello, 1430-1432.
Museo Nazionale del Bargello,
Florença. - Fonte: Commons.
- 079 Para o Or San Michele, a igreja das guildas florentinas, executou, também
em mármore, um "São Marcos" e um "São Jorge", sendo este último notável
pelo movimento e acompanhado de um rilievo schiacciato (relevo plano), tipo
de baixo-relevo, feito com incisões pouco profundas. As formas modeladas em
rilievo schiacciato mais pareciam uma pintura gravada na pedra, devido ao
fraco ressalto dos sulcos. (Imagem abaixo)
Entre 1425 e 1433, Donatello manteve um ateliê com o arquiteto Michelozzo,
onde criou, também para o Or San Michele, a estátua de bronze de São Luís
e o tabernáculo de mármore.
Colaborou com Michelozzo di Bartolommeo no túmulo do antipapa João
XXIII, no batistério de Florença, e do cardeal Rainaldo Brancacci, na igreja de
Sant'Angelo a Nilo, em Nápoles.
No princípio da década de 1430, uma viagem a Roma talvez lhe tenha
inspirado a ideia de fazer o "Davi" de bronze, primeira estátua nua de grande
porte do Renascimento. (O Daví de Michelangelo foi executado entre 1501 e
1504).
Outras reminiscências clássicas são o "Coro", relevo de mármore na catedral
de Florença, e a estátua eqüestre, em bronze, de Erasmo de Narmi, chamado
popularmente Gattamelata (1447-1453), que se ergue na Piazza del Santo, em
Pádua.
Ainda em Pádua executou o crucifixo de bronze e o altar da igreja de San
Antonio, relevos magistrais em que atingiu o equilíbrio entre realismo e
idealismo
- 080 A "Madalena" (detalhe abaixo) de madeira, no batistério de Florença, uma
de suas últimas obras, é um espectro doloroso que lembra os grandes realistas
espanhóis.
Donatello morreu em Florença, em 13 de dezembro de 1466. Dedicou seus
últimos anos aos dois relevos em bronze para o púlpito da igreja de São
Lourenço.
Esses relevos trazem cenas de Paixão de Cristo e são obras de fantástica
profundidade espiritual, embora algumas partes tenham sido terminadas por
artistas menos talentosos. (Enciclopédia Britânica e outras fontes).
- 081 -
Ercole de Roberti
1451-1496
Ercole de Roberti (1451-1496) foi um artista italiano pré-renascentisda, do
período denominado Quatrocento e um dos protagonistas da Escola de Ferrara,
razão pela qual também é conhecido como Ercole Ferrarese ou Ercole da
Ferrara.
Ele foi artista da corte da família D’Este, em Ferrara. As pinturas que
chegaram até nós, assim como os dados biográficos são de pouca monta e,
assim, pouco se sabe a respeito de sua vida e obra.
Aos 17 anos, Ercole partiu de Ferrara e começou a trabalhar em Bolonha, no
estúdio de Francesco del Cossa.
Como artista da corte da Família D’Este, Ercole foi bem mais que um mero
pintor, revelando uma proximidade pouco comum com os dignatários. Ressaltese que ele acompanhou Alfonso d'Este em uma viagem de visita ao papa em
Roma e, em outra ocasião, serviu como assistente de guarda-roupa para o
casamento de Isabella d'Este em Mântua. (Wikipedia e outras fontes)
La Pala di Santa Maria in Porto di Ercole de Roberti
- 082 –
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