103 A importância e os benefícios da Educação Musical na infância Pedro Silveira FRANCO1 Mariana Barbosa AMENT2 Resumo: Este artigo tem como objetivo apresentar, de maneira sucinta, algumas das importantes descobertas a respeito dos benefícios da Educação Musical na infância, para que motivem e fundamentem as práticas dos novos educadores musicais. É comum ainda, na realidade do ensino musical brasileiro, que muitos educadores necessitem defender e justificar a importância da Educação Musical e os seus benefícios e, por vezes, esses docentes encontram dificuldade de argumentar a respeito do tema, mesmo que, de forma generalizada, saibam que a música desenvolve áreas relevantes, no que diz respeito à psicomotricidade, neurologia, impacto social e cultural. Procura-se, pois, abordar algumas vertentes com a pretensão de demonstrar aos novos educadores musicais a possibilidade de utilização de argumentos em defesa da efetiva aplicação e ampliação da música nas grades curriculares do ensino básico, uma vez que a música, dentro da educação, é componente importante no processo de ensino e aprendizagem da criança e do ser humano para o seu pleno aprimoramento. A música no cotidiano não é considerada como disciplina fundamental do ensino formal, pelo fato de não ser vista como uma ciência importante. Mas, a música é importante para o ser humano? Qual a relação entre o ser humano e a música? A música traz benefícios relacionados à saúde e à mente? Ou é apenas um recurso que se deve utilizar como meio de mero entretenimento? São essas problemáticas que nos motivam a escrever este artigo científico. Palavras-chave: Educação Musical. Música e o Cérebro. Benefícios da Música. Música e o Homem. 1 Pedro Silveira Franco. Graduando em Música pelo Claretiano – Centro Universitário. E-mail: <[email protected]>. 2 Mariana Barbosa Ament. Mestre em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (UfsCar). Pós-graduanda em Gestão Educacional pelo Claretiano – Centro Universitário e licenciada em Música-Educação Musical pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Tutora no Claretiano – Centro Universitário e professora substituta na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). E-mail: <[email protected]>. Educação, Batatais, v. 7, n. 3, p. 103-113, jan./jun. 2017 104 The importance and the benefits of Musical Education for children Pedro Silveira FRANCO Mariana Barbosa AMENT Abstract: This study aims at presenting, briefly, some of the important discoveries regarding the benefits of the Musical Education for children, so that they can motivate and substantiate the practices of new musical educators. In the music teaching process in Brazil, teachers still need to defend and justify the importance of Musical Education, as well as its benefits, and, sometimes, these teachers experience difficulties in arguing about this subject, even knowing, in general, music is capable of developing relevant areas with respect to psychomotricity, neurology, as well as social and cultural consequences. Therefore, we aim at approaching some aspects with the objective of showing the new musical educators the possibility of using arguments in defense of the effective application and expansion of music in the regular syllabuses of Basic Education, because music, in Education, is an important element in the teaching and learning process for children and human beings, regarding their development. Music, nowadays, is not considered as a fundamental subject in formal teaching, once it is not seen as an important science. But is music important for human beings? What is the relation between human beings and music? Is music benefical for our health and mind? Or is it just a resource which must be used as a mere way of entertainment? These are problems that motivate us to write this study. Keywords: Musical Education. Music and the brain. Benefits of Music. Music and Mankind. Educação, Batatais, v. 7, n. 3, p. 103-113, jan./jun. 2017 105 1. INTRODUÇÃO A Música tem sua importância e seus benefícios defendidos e afirmados desde os tempos da antiga Grécia, em que, no conjunto de matérias da educação da época, conhecidos como Trivium (Gramática, Retórica, Dialética) e Quadrivium (Aritmética, Geometria e Música) (MONGELLI, 1999), já estavam os ensinos musicais inseridos como disciplina componente formal da educação. No Brasil, após um longo recesso, a música volta a ser incluída no curriculum nacional de educação por meio da Lei nº 11.769/083, sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e desde então há um enorme esforço de educadores musicais em efetivar a Educação Musical no Ensino Básico, tendo em vista que não é tarefa fácil, pois poucas são as diretrizes que orientam como deverá ser ordenada a grade curricular da disciplina, e até mesmo há dúvida sobre quem deve ministrar as aulas. Sendo assim, em meio a essa verdadeira revolução, educadores por vezes se deparam com dificuldades práticas até mesmo no momento de ministrar as aulas de música, mesmo em locais já determinados a receberem a disciplina, pois, como nos apontam Silva e Petraglia (2013, p. 12, grifo dos autores): [...] Falta de clareza a respeito dos objetivos das aulas de música. Muitas pessoas ainda não compreenderam que a música faz parte do desenvolvimento humano e que é uma área do conhecimento independente. Muitos professores, coordenadores pedagógicos e diretores acreditam que a música deva estar a serviço das festividades escolares e que as aulas de criação musical são “perda de tempo”. Estimular a improvisação, o diálogo sobre música(s), a composição coletiva e a aquisição de conhecimento específico, muitas vezes, não é prioridade para essas pessoas. O importante, neste caso, é que as crianças se apresentem. Portanto, falta por vezes aos docentes de música um pleno entendimento da importância da educação musical com subsídios científicos que comprovem os benefícios nas diversas áreas, como Art. 1o O art. 26 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescido do seguinte § 6o: A música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular de que trata o § 2o deste artigo (BRASIL, 2008). 3 Educação, Batatais, v. 7, n. 3, p. 103-113, jan./jun. 2017 106 social, cultural, psicomotricidade e até mesmo no desenvolvimento neurológico. Estar munido desses conceitos, benefícios e provas científicas não é apenas imprescindível para um melhor desempenho e consciência nas práticas docentes, como também são de grande utilidade, pois ajudam na argumentação, persuasão e defesa do trabalho de educação musical. Desta forma, sem o risco de um reducionismo, queremos apresentar, de forma sucinta, três aspectos fundamentais no que se refere à utilização da música em sala de aula, procurando convergir para o último aspecto da música na Educação Infantil, consciente de que é nessa etapa que a criança de forma geral está apta a desenvolver a capacidade musical. 2. A MÚSICA E O SER HUMANO A música está na vida do ser humano desde a concepção da espécie, ela é reflexo direto do ser humano, das sociedades, das culturas e até mesmo dos pensamentos filosóficos durante os séculos. Na Grécia Antiga, já se creditava à música o poder afetivo que esta exerce no emocional humano, por meio da doutrina do Ethos, uma crença de que a música afetava o emocional e até mesmo a moral das pessoas. Para Pitágoras, a matemática seria a ciência que rege todo o universo e, segundo suas descobertas das relações matemáticas com as proporções intervalares das notas musicais, acreditava que matemática e música seriam indissociáveis, e as grandes responsáveis nessa regência do cosmos (FONTERRADA, 2008). Posteriormente no período barroco (século XVIII), semelhantemente à crença da antiga Grécia, muitos compositores se utilizavam da “doutrina dos afetos”, segundo a qual, por meio da manipulação de intervalos melódicos, dissonâncias e consonâncias, acreditava-se gerar diferentes estados emocionais nos ouvintes (GALON; NASCIMENTO, 2016). Sabe-se, porém, que a importância da música vai muito além do impacto emocional, sensorial e psicológico que ela nos causa; a relação é muito mais profunda , a música afeta e modifica o ser Educação, Batatais, v. 7, n. 3, p. 103-113, jan./jun. 2017 107 humano em sua totalidade. Para Koellreutter (1998, apud BRITO, 2001. p. 3). [...] tem a função de desenvolver a personalidade do jovem como um todo; de despertar e desenvolver faculdades indispensáveis ao profissional de qualquer área de atividade, como por exemplo, as faculdades de percepção, comunicação, concentração, autodisciplina, trabalho em equipe, ou seja, a subordinação dos interesses pessoais aos do grupo, as faculdades de discernimento, análise e síntese, desembaraço e autoconfiança, a redução do medo, o desenvolvimento da criatividade, do senso crítico, do senso de responsabilidade, da sensibilidade, da memória e, principalmente, o desenvolvimento do processo de conscientização do todo, base essencial do raciocínio e da reflexão. Dessa forma, fica explícito que a música é inerente à essência do ser humano, é um dos componentes vitais à vida humana, todavia não só deve ser apreciada como um modo de entretenimento em seus contextos estéticos e emocionais, mas principalmente deve ser utilizada como ferramenta fundamental no pleno desenvolvimento educacional do ser humano. Com o avanço da tecnologia e das pesquisas, a ciência busca cada vez mais compreender e explicar as relações entre a música e o homem, em diversos campos, como a Musicologia, que estuda todos os aspectos teóricos e históricos da música, a Musicoterapia, que estuda benefícios da música diretamente relacionados à saúde do corpo e da mente, e há ainda pesquisas da Neurociência que estudam os comportamentos do cérebro perante a música. Nessa ultima área, grandes e fascinantes descobertas já foram realizadas, e veremos algumas a seguir. 3. A MÚSICA E O CÉREBRO No campo da Neurociência, por esta ser ainda uma área recente da ciência, poucas são as conclusões concretas sobre como o cérebro lida com a música, quais exatamente são as suas partes que interagem no ato de ouvir ou do “fazer musical” (o tocar, compor, e se expressar com a música), mas já se sabe que o processamento cerebral em função da musica é gigantesco e magnificamente Educação, Batatais, v. 7, n. 3, p. 103-113, jan./jun. 2017 108 intenso. Cada nova descoberta demonstra que a multiplicidade de processos, raciocínios, o envolvimento de milhares de neurônios e troca de informações entre diferentes partes cerebrais faz com que este seja um universo de muita complexidade. Há divergências e dúvidas a respeito de quais áreas do cérebro são afetadas pela música, existem autores mais tradicionais, que defendem que a música afeta áreas estruturais de decodificação do cérebro; outras vertentes associam ao sistema límbico, responsável pelas emoções, funções de aprendizado e pela memória e, portanto, há uma infinidade de dúvidas a respeito do assunto. [...] a emoção musical promove respostas tanto fisiológicas quanto psicológicas. O som, fenômeno físico/acústico, matéria da música, afeta o sistema nervoso autônomo, base da reação emocional, e as 17 respostas fisiológicas que suscita são diretamente ligadas às vibrações sonoras, ao passo que as reações psicológicas são diretamente ligadas às relações sonoras, facultando associação, evocação e integração de experiências (SEKEFF, 2007, p. 61, grifos do autor). A música, de modo interativo, se relaciona nos campos intelectual, emocional, afetivo e no âmbito motor. No contexto intelectual, justifica-se em função da nossa percepção musical estética e estrutural, pois é necessário que ocorram processos intelectuais de raciocínio e decodificação; no campo afetivo psíquico, pelo fato de que a música mexe com nosso tempo e espaço; e, no âmbito motor, porque a música é intrínseca aos movimentos, seja para quem ouve, seja pra quem toca. O cerebelo, que é uma parte do cérebro relacionada ao tempo e à coordenação de nossos movimentos, demonstra forte atuação com o estímulo musical. Durante pesquisas em seu laboratório, Levitin (2010), constatou movimentações nessa área enquanto pacientes ouviam músicas, o que não acontecia com sons aleatórios e desorganizados. Além da conhecida função temporal do cerebelo, especificamente a execução e andamento dos músicos, o autor defende ainda que as reações emocionais musicais também se processam nesse órgão, pois, ao nos emocionarmos com uma música, várias estruturas dos neurotransmissores produzem dopamina (componente químico indispensável para o bom funcionamento do Educação, Batatais, v. 7, n. 3, p. 103-113, jan./jun. 2017 109 cérebro; a ausência desse componente causa o mal de Parkinson) e noradrenalina (reação química liberada pelas fibras nervosas, é a precursora da adrenalina), além de ativar a amídala, área do córtex que processa nossas emoções. A música comunica-se emocionalmente por meio de sistemáticas violações das expectativas, que podem ocorrem em qualquer domínio – alturas, timbre, contorno, ritmo, andamento e assim por diante –, mas não podem deixar de existir. A música é o som organizado, mas a organização precisa ter algo de inesperado; do contrário assumirá um caráter rígido e indiferente. O excesso de organização pode ser música do ponto de vista técnico, mas ninguém a desejaria ouvir. As escalas, por exemplo, são organizadas, mas a maioria dos pais não aguenta ouvir seus filhos tocá-las por mais de cinco minutos (LEVITIN, 2010, p. 195). A quantidade de áreas cerebrais ativadas pela música é tamanha, que cada nova pesquisa revela incessantes novos questionamentos, e a magnitude dessa atividade é cada vez mais estarrecedora. Pode-se constatar a dinâmica cerebral em relação à música por meio do relato de outro especialista, o neurologista Gottfried Schlaug (2011, [n.p.]), no documentário “O cérebro dos músicos” para a National Geografic: Praticamente não existe nenhuma outra habilidade, nenhuma ação humana que precise de tanta atividade cerebral. A pergunta que se deveria fazer é: que partes do cérebro não estão ativas quando se toca um instrumento musical? Schlaug afirma, ainda, que várias regiões dos cérebros dos músicos são maiores que dos não músicos; isso se explica pelo fato da quantidade de processamento de informações que ocorre durante a prática musical, como a leitura, a percepção, e a execução motora de membros, fazendo movimentos distintos simultaneamente, o que faz com que os dois lados do cérebro trabalhem com intensidade; isso faz com que o corpo caloso (via que liga os dois hemisférios do cérebro) seja também mais robusto. O neurologista Oliver Sacks (2007), em seus relatos, corrobora com a opinião de Schlaug, quando afirma que as diferenças entre cérebros de músicos e não músicos é notável, quando se analisa imagens de ambos. Educação, Batatais, v. 7, n. 3, p. 103-113, jan./jun. 2017 110 Outra linha de pesquisa intrigante é referente a música e memória. A musicoterapia tem sido muito utilizada como tratamento e ferramenta de pesquisas em terapias de pacientes em estágios avançados de Alzheimer. O Documentário Music and Memory: Ipod project, de Oliver Sacks (2011), exibe casos de pacientes incapazes até mesmo de se lembrar dos parentes mais próximos, mas que se lembram com precisão de músicas que ouviam há décadas atrás, ou ainda o caso de uma paciente que tem sua memória completamente deteriorada, afetando até mesmo as funções mais básicas do cérebro, mas que, ao sentar-se no piano, lembra e toca com perfeição obras de música erudita de grande complexidade. Estes são fatos que comprovam que a música tem propriedades e benefícios que vão muito além do mero entretenimento e, embora seja um grande universo a ser descoberto, há a certeza de que é uma possível fonte de recursos contra males da vida muito maior do que se imagina. 4. A MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Na Educação Infantil, no tocante ao cérebro, Antunes (2002, apud ILARI, 2003, p. 13) nos mostra que há sete tipos de inteligência: espacial, linguística ou verbal, musical, cinestésica corporal, intra e interpessoal, naturalista e lógico matemática. Explica-se que, para cada uma dessas inteligências, existem períodos mais propícios para o aprendizado na infância. A esses períodos mais oportunos de expansão de cada tipo de inteligência, denomina-se “Janelas de Oportunidade”. [...] Essas janelas são, na verdade, os períodos em que as crianças parecem ter maiores facilidades para desenvolverem cada tipo de inteligência. É importante notar que o aprendizado não se limita ao “período de abertura” de cada janela. Em outras palavras, todas as inteligências podem ser estimuladas e desenvolvidas no decorrer da vida. Contudo, é durante o período de “abertura” das janelas que tal estimulação e desenvolvimento se dão de forma mais eficiente (ILARI, 2003, p. 13, grifo da autora). Educação, Batatais, v. 7, n. 3, p. 103-113, jan./jun. 2017 111 A respeito de a infância ser um momento propício ao desenvolvimento cerebral por meio da música, afirma-se: Os estudos da neurociência apontam para a infância como um período propício para o desenvolvimento do cérebro. Tudo indica que do nascimento aos 10 anos de idade, o cérebro da criança está em pleno desenvolvimento e apresenta as melhores “condições” de aprendizado, as chamadas janelas de oportunidades (ILARI, 2003, p. 13, grifo do autor). O fazer musical na infância traz inúmeros benefícios e desenvolve o “[...] controle de atenção, de memória, de orientação espacial, de ordenação seqüencial, motor e de pensamento superior” (ILARI, 2003, p. 15), o que mais uma vez ressalta a importância da música como ciência e ferramenta educacional logo na infância. Dessa forma, seu conteúdo deveria ser componente indispensável na grade curricular de qualquer instituição de ensino. Rosa (1990), no mesmo sentido, em defesa da música no ambiente escolar, afirma: A linguagem musical deve estar presente nas atividades [...] de expressão física, através de exercícios ginásticos, rítmicos, jogos, brinquedos e roda cantadas, em que se desenvolve na criança a linguagem corporal, numa organização temporal, espacial e energética. A criança comunica-se principalmente através do corpo e, cantando, ela é ela mesma, ela é seu próprio instrumento (ROSA, 1990, p. 22-23). Desse modo, uma boa educação musical, aliada à educação de base na infância, colabora em peso para que a criança desenvolva-se em sua plenitude como ser humano, fortalecendo e unindo a relação entre corpo, mente e alma, o que certamente contribuirá para que se torne um adulto mais saudável, física e psiquicamente. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Todos os conceitos apresentados e defendidos por esses diversos autores, nesses três pilares que fundamentaram este artigo – a saber, a música e o ser humano, a música e o cérebro, a música na Educação Infantil –, corroboram com a defesa da música como Educação, Batatais, v. 7, n. 3, p. 103-113, jan./jun. 2017 112 ciência soberana, imprescindível para a vida e o desenvolvimento humano, especialmente no que tange ao contexto da inclusão e da defesa do estudo musical na Educação Básica, mostrando que a música está além do prazer de entretenimento, ao qual é comumente associada, e de ser “supérflua”, como muitos supõem. Neste artigo, conclui-se que, embora haja múltiplos esforços de dezenas de estudiosos, cientistas e especialistas, em função da grandeza e da extensividade do assunto, poucos ainda são os dados concretos em pesquisas e conteúdos acadêmicos, e intenta-se que a leitura deste artigo possa fomentar novas pesquisas, artigos e publicações a respeito do tema apresentado. Ademais, espera-se que os conteúdos aqui citados, embora como uma pequena semente,contribuam e encontrem solos férteis para germinar um novo conceito a respeito da música, da sua expressividade e da importância da Educação Musical. REFERÊNCIAS BRITO, T. A. O humano como objetivo da educação musical: o pensamento pedagógico-musicas de Hans Joachim Koellreuter. 2001. Disponivel em: <http:// www.galileo.edu/esa/files/2011/12/3.-O-HUMANO-COMO-OBJETIVO-DAEDUCA%C3%87%C3%83O-MUSICAL-Teca-Brito.pdf>. Acesso em: 5 nov. 2016. CAESAR, W. Música (cultura e sociedade): introdução ao estudo geral da música. São Paulo: Scortecci, 2012. 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