s Ed iti on Maria Manuela Martins Dias da Costa Fundamentos da sic al Abordagem Pianística Av A Mu Volume I DIREITOS RESERVADOS ALL RIGHTS RESERVED AvA MUSICAL EDITIONS PRÓLOGO s Ed iti on ÍNDICE pág. 3 INTRODUÇÃO pág. 4 Capítulo I O PIANO I. 1. Descrição e funcionamento I. 2. Aquisição e manutenção Capítulo II pág. 5 pág. 6 II. 1. O cérebro II. 2. A respiração II. 3. Relaxamento sic II. 4. A postura al O PIANISTA – ASPECTOS DO FUNCIONAMENTO FÍSICO II. 5. Os membros superiores pág. 7 pág. 7 pág. 8 pág. 10 pág. 11 Ombro pág. 11 Braço pág. 12 pág. 12 Antebraço pág. 13 Pulso pág. 13 Formação de mão pág. 13 Formação e colocação de dedos pág. 13 Mu Articulação do cotovelo II. 6. Formação do ouvido pág. 14 A Capítulo III pág. 15 III. 1. Realização dos exercícios em duas etapas pág. 16 Av EXERCÍCIOS DE PESO E RELAXAMENTO De cima pág. 16 De baixo pág. 17 1 s Ed iti on III. 2. Exercícios ao lado do corpo e cruzado III. 3. Aplicação dos exercícios pág. 17 Arranjos musicais pág. 17 Saltos Acordes Alargamento dos espaços interdigitais pág. 18 Fraseio pág. 19 pág. 18 pág. 18 Capítulo IV ASPECTOS PSICOLÓGICOS. PRINCÍPIOS DA APRENDIZAGEM APLICADOS AO ESTUDO DA MÚSICA IV. 1. Concentração pág. 20 al IV. 1.1. A memória: cultivar as sensações pág. 21 IV. 1.2. O reflexo: o papel do estudo no processo da aprendizagem pág. 21 IV. 2. Motivação sic IV. 3. Aprendizagem desafiante e valorização pág. 22 pág. 23 Capítulo V “ENTRAR” NA MÚSICA pág. 24 V. 2. Posição fixa: primeiro repertório pág. 25 V. 3. Passagem do polegar pág. 26 Escala cromática pág. 27 Mu V. 1. Entoação: sentido de frase musical pág. 28 ÍNDICE DAS ILUSTRAÇÕES pág. 30 AGRADECIMENTOS pág. 30 Av A EPÍLOGO BIBLIOGRAFIA APÊNDICE 2 pág. 32 I. 1. Descrição e funcionamento Ed iti on O PIANO s CAPÍTULO I Para iniciar o estudo do piano deve-se, previamente, dar ao aluno uma panorâmica geral do mecanismo do instrumento e do que se vai pôr em funcionamento para a produção do som. Muito sucintamente deve mostrar-se o instrumento, piano vertical ou de cauda, referindo as suas diferenças: a posição das cordas, horizontais nos pianos de cauda, verticais nos pianos verticais; o ataque dos martelos, para cima nos pianos de cauda, para a frente nos verticais (cf. Henrique 1998: 201); o teclado, com os grupos de duas e três teclas pretas, fundamental para saber o posicionamento de todas as notas, sendo cada tecla uma alavanca interfixa que se une no eixo com um martelo. Ao ser tocada al uma tecla (com peso, do qual falaremos a seguir), cada martelo vai percutir um conjunto de três cordas no registo médio e agudo, uma corda (chamada bordão) na primeira oitava do registo grave e duas cordas no restante registo grave (até ao dó sustenido sic índice 2). Imediatamente após ter percutido a corda, o martelo afasta-se para trás, cerca de metade do percurso até ao repouso: esta característica do piano, chamada duplo escape, simultaneamente com o afastamento do abafador que está encostado em cada conjunto de cordas, permite a vibração da corda. Assim resulta o som por parte do instrumento – da nossa parte, falaremos a seguir como devemos actuar para pôr em Mu marcha este mecanismo; não basta carregar numa tecla! Premindo a tecla com um lento movimento uniforme, não será produzido qualquer som. O martelo tem que ter balanço para conseguir o ímpeto necessário. A capacidade de dar balanço é uma coisa inata em todos nós, que pode ser sempre consideravelmente melhorada e desenvolvida através do treino, e tornar-se inteiramente instintiva (cf. Gát 1974: 27 e Enoch 1997: 150). O pedal esquerdo, chamado surdina, tem como função a diminuição do volume A sonoro e a modificação tímbrica. O seu uso desloca ligeiramente para a direita todo o mecanismo, incluindo o teclado, e cada martelo passa a percutir duas cordas no registo Av médio e agudo, uma corda no registo grave, e nos bordões graves bate descentrado – isto, nos pianos de cauda; nos pianos verticais, todo o conjunto de martelos é aproximado das cordas, encurtando o seu trajecto. 5 s Ed iti on CAPÍTULO II O PIANISTA ASPECTOS DO FUNCIONAMENTO FÍSICO II. 1. O cérebro Embora o seu funcionamento não seja visível, o cérebro é a parte do todo que cada um de nós é, onde se processa a memória e o pensamento, emitindo as “ordens” que fazem funcionar o resto do corpo. «O cérebro, a medula espinal e os nervos formam o sistema nervoso. É através desta rede de comunicação que o cérebro dirige todos os nossos movimentos voluntários ou involuntários.» (Panizon 1990: 5). Também por al esta rede chegam ao cérebro as informações fornecidas pelos nossos cinco sentidos. Mencionamos este facto, para que desde a primeira aula se tenha uma atitude de atenção, pois com vontade sic e concentração todo o trabalho se torna mais fácil e rentável. II. 2. A respiração Mu Sendo a função mais importante do nosso corpo, a respiração não deve ser menosprezada pelos músicos. Tem uma função automática, mas também pode ser controlada pelo indivíduo. Relaciona-se tanto com a parte voluntária como involuntária do sistema nervoso, e reage tanto aos estímulos físicos (cansaço, temperatura...) como aos sentimentos e emoções (ansiedade, nervosismo, inibições, satisfação, alegria...). Os benefícios de uma respiração correcta são consideráveis: A – Facilita a circulação – Activa a oxigenação do sangue Av – Elimina toxinas (responsáveis pelas dores musculares) – Aumenta a capacidade pulmonar – Controla o ritmo cardíaco 7 s Ed iti on CAPÍTULO III EXERCÍCIOS DE PESO E RELAXAMENTO O domínio do som, na sua qualidade e condução, transforma uma execução vulgar em excepcional e confere à música uma certa forma. É simples de explicar em poucas palavras como obtê-lo. Mais demorado, porém, é o trabalho até o conseguir... O princípio fundamental resume-se ao seguinte: quando um dedo toca, com o al peso que lhe proporcionamos consoante o som que queremos obter, todos os outros dedos devem ficar perfeitamente livres e distendidos em contacto com o teclado. A mais pequena tensão que se crie nos dedos que não tocam, vai prejudicar a execução daquele sic que está a tocar. Estão aqui as duas componentes essenciais para obter um bom som: peso e relaxamento. É nos exercícios de peso e relaxamento que vamos focar a abordagem inicial ao piano. Todos os aspectos considerados no capítulo anterior, deverão estar em mente para a realização destes exercícios. Todos eles têm de ser observados para que se Mu consiga uma boa formação e progresso no desenvolvimento. Por fim o ouvido será o “juiz” na avaliação do exercício: se resulta um bom (cheio) e bonito som, o exercício terá sido bem feito; caso contrário, é preciso tentar de novo após análise do que não funcionou. Esta análise é fundamental: a tomada de consciência de um erro, ajuda-nos a converter aquilo que seria um obstáculo – o erro não detectado – num precioso factor de A aprendizagem. N.B. Nestes exercícios, no caso de usarmos um banco rectangular, devemos Av rodá-lo de forma a sentarmo-nos no lado mais estreito. Assim, podemos deixar cair os dois braços ao lado do corpo e ter a mesma sensação de peso nos dois ombros. 15 s Ed iti on CAPÍTULO IV ASPECTOS PSICOLÓGICOS PRINCÍPIOS DA APRENDIZAGEM APLICADOS AO ESTUDO DA MÚSICA IV. 1. Concentração Apesar do processo da aprendizagem não se poder observar, uma modificação al no desempenho indica que tal aprendizagem aconteceu. Da atenção do aluno depende o seu progresso. A atenção – como todas as nossas faculdades – desenvolve-se pelo exercício e atrofia-se com a falta de prática. Aumentar a atenção é um meio de aumentar sic a vontade. O trabalho que não está sujeito à atenção, torna-se improdutivo, inútil. Por isso, a capacidade de concentração deve ser uma prioridade desde o início. Os progressos do aluno dependem mais do cuidado consciencioso aplicado aos estudos, que do número de horas passadas ao piano. A vontade e a reflexão dão melhores resultados que longas horas aplicadas sem discernimento. É preciso concentrar toda a Mu atenção, observar-se, escutar-se para evitar defeitos que a força da rotina traz mais tarde e tão difíceis são de corrigir. Todos os autores, todos os técnicos, estão de acordo neste ponto. Mexer os dedos enquanto o pensamento se evade, é agitá-los em pura perda ( cf. Casella 1973: 98, 100). Evidentemente, é indispensável ter os músculos bem preparados, funcionando facilmente, mas isso não é mais do que uma pequena parte do trabalho. É preciso também, senão o mais importante, voltar a procurar e a utilizar os A meios capazes de manter a atenção, a fim de agir sobre as células nervosas, sobre o pensamento, e obter rapidamente: a velocidade, a memória das distâncias, das formas de Av acordes, de pressões, de movimentos, de ataques. A destreza dos dedos, das mãos, a flexibilidade dos pulsos, do antebraço, do braço, dos pés, desenvolve-se com o exercício, pelas repetições lentas ou rápidas, variadas e múltiplas. Qualquer movimento 20