Restauração em estética orofacial

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TENDÊNCIAS E APLICAÇÕES
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Dental Tribune Brazilian Edition | Janeiro 2013
Restauração em estética orofacial:
Um novo conceito multidisciplinar
Drs. Hermes Pretel, Jackson Lins & Ismael Drigo Cação, Brasil
Introdução
papilas interdentais curtas ou espaço negro entre os dentes e outras disfunções epidérmicas.
O objetivo deste artigo é apresentar novos
conceitos em odontologia orofacial, a fim de
promover novas terapias de apoio em busca do
tratamento multidisciplinar. Consideramos a
utilização da toxina botulínica para propósitos
terapêuticos, preenchendo rugas dinâmicas resultantes de expressões faciais com materiais
de preenchimento, bem como a aplicação de fototerapia a estética orofacial.
Desde os tempos antigos, a humanidade parece se concentrar na caracterização dos padrões estéticos que modulam os indivíduos e os
fazem ser notados e apreciados pela sociedade
em que vivem. Por esta razão, as tendências de
estética são sempre estabelecidas por normas
determinadas pela sociedade em geral. Na
odontologia, isto se aplica também na busca da
estética bucal, utilizando a melhor tecnologia e
de recursos humanos nas diversas especialidades. Hoje em dia, qualquer procedimento de
restauração oral é iniciado a partir de um plano
detalhado, que visa satisfazer os desejos do paciente. Em geral, o resultado pretendido tratamento é de dentes saudáveis, bem alinhados e
clareados, com uma oclusão ideal e com uma
integração harmoniosa da estética orofacial.
O momento em que o trabalho de um cirurgião-dentista implicava apenas exodontia,
agravado pelo medo causado pelo ruído proveniente do sistema de alta rotação, pertence ao
passado. Felizmente, mesmo devido à evolução
dos materiais que usamos ou formação e aper-
feiçoamento, hoje somos reconhecidos pela
excelência do nosso trabalho, que une ciência e
arte para proporcionar um ambiente seguro e
tratamentos confortáveis, combinando trabalho e estética em uma das regiões do corpo
que a mais requer cuidados, a face.
Na nova área de estética orofacial, tal como
acontece em outras áreas da odontologia, diagnóstico e planejamento são indispensáveis
para a excelência estética dentofacial. Para a
viabilidade desses tratamentos, uma abordagem multidisciplinar, empregando novas técnicas como a toxina botulínica, materiais de
preenchimento e fototerapia, é um elemento
essencial de abordagem terapêutica para o tratamento de diversas disfunções. Portanto,
além dos procedimentos dentários, procedimentos novos e eficientes, que visam não só a
restauração oral, mas também a restauração
orofacial são utilizados para o tratamento de
um sorriso gengival, distonia, espasmos mandibulares, síndrome da disfunção da articulação temporomandibular, hipertrofia do masseter, dor orofacial, a perda de apoio dos lábios,
1a
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Argumentação
A toxina botulínica comercializada no Brasil
por diferentes empresas farmacêuticas origina-se de uma bactéria Gram-positiva denominada Clostridium botulinum. Há vários relatos sobre a ação da toxina botulínica desde
meados do século 18, quando Justin Kerner a
descreveu como “veneno da salsicha”por causa
dos efeitos colaterais em pacientes após comerem salsicha contaminada. Só em 1949, Arnold
Burgen relatou a descoberta da ação parali-
sante da toxina botulínica em transmissão
neuromuscular. Desde então, muitos estudos
têm sido realizados sobre os usos terapêuticos
e cosméticos da toxina botulínica. Foi usada
pela primeira vez para fins terapêuticos, com a
aprovação das agências reguladoras de saúde
em 1989 em oftalmologia para tratar estrabismo, blefaroespasmo e espasmo hemifacial.
Desde 2000, a toxina botulínica tipo A começou a ser amplamente utilizada em terapias
musculares e cosméticas, mas sem indicação
de uso, isto é, sem registro. 1
Quando injetada no músculo, a toxina
botulínica Tipo A paralisa o movimento muscular. O mecanismo da ação da toxina botulínica é a inibição da acetilcolina, o neurotransmissor liberado pela ação de impulsos nervosos nas junções neuromusculares, impedindo
assim a contração muscular. Consequentemente, a síndrome da disfunção da articulação
temporomandibular, hipertonia muscular
(trismo), enxaquecas e sorrisos gengivais, entre
outros, são disfunções que podem se beneficiar
da utilização da toxina (Figs. 1a–3b). 2
Figs. 1a & b: Caso 1: sorriso gengival (a) – tratamento com aplicação de toxina botulínica no
músculo levantador do lábio superior. Resultado
obtido uma semana após o tratamento (b)
Figs. 2a & b: Antes (a) e uma semana depois (b)
o tratamento de um sorriso gengival (Caso 2).
Figs. 3a & b: Antes (a) e uma semana após o tratamento (b)de enxaqueca crônica (Caso 3) por redução da tensão nos músculos temporal e frontal.
Figs. 4a–c: Caso 4: preenchimento de sulco nasogeniano (seta), arco do Cupido (oval) e filtro (retân6b
6c
gulo) com um material de preenchimento feito de 6a
poliamida (AQUALIFT).
Figs. 5a–c: Fotografia imediata de pós-operatório do caso 5 (a), de preenchimento do sulco nasogeniano, lábio superior, filtro e de arco de Cupido usando AQUALIFT (c). Durante o procedimento, os pontos que
necessitam de preenchimento foram marcados (b). – Figs. 6a–c: Caso tratado com efeito de hidratação facial e iluminação, utilizando fototerapia biofotônica facial, mostrando a fotoativação de máscara de
colágeno com LED azul (Elite, DMC) durante o procedimento (b).
Dental Tribune Brazilian Edition | Janeiro 2013
A toxina botulínica é contraindicada na lactação e em mulheres grávidas, pessoas com
doenças autoimunes, doenças neurológicas e
doenças que afetam os músculos, pessoas alérgicas à proteína do ovo e pessoas que utilizam
medicamentos derivados de aminoglicosídeos.
Entre os principais riscos de toxina botulínica estão a sobredosagem e a aplicação em regiões incorretas, que pode resultar em assimetria. Em termos de saúde, poderia afetar os
movimentos necessários para o bom funcionamento, tais como piscar, mastigação e
deglutição. 3
A toxina botulínica tem um efeito temporário, assim seus tratamentos devem ser vistos
como paliativos e não definitivos. Por esta razão, se o tratamento for satisfatório, terá de ser
repetido para manter os resultados. Não há
uma regra, cada pessoa tem uma reação singular, mas as aplicações geralmente são feitas de
seis a oito meses, sempre por um profissional
capacitado. A possibilidade do desenvolvimento de resistência e assim requerer doses
cada vez mais elevadas em intervalos mais curtos entre os tratamentos é uma questão de debate. Alguns estudos mostram que ao longo do
tempo, o paciente pode desenvolver resistência
à toxina, requerendo dosagens mais elevadas
em aplicações futuras. Esta dosagem em excesso pode provocar falta de sensibilidade do
paciente como um de seus efeitos. Outros estudos mostram, contudo, que ao longo tempo, a
necessidade de toxina é reduzida, o que implica
na necessidade de doses mais baixas. Depois de
algum tempo o músculo relaxado mostra uma
diminuição de condicionamento espontâneo
de atividade, como uma atrofia, o que explica a
diminuição da necessidade da toxina. 4, 5
Os materiais de preenchimento são amplamente utilizados na medicina. Em odontologia
orofacial, materiais de preenchimento, tais
como poliamida, ácido hialurônico e hidroxiapatita são empregados para preencher sulcos
nasolabiais, os lábios, as linhas de código de barras do lábio superior e papilas interdentais curtas, também conhecido como triângulos negros ou espaços negros e para esculpir arco do
Cupido e modelar o filtro labial, a ranhura vertical no centro do lábio superior. (Figs. 4a–5c) 6, 7
Procedimentos terapêuticos para restaurar
a função são combinados com os procedimentos para restaurar a estética em odontologia
orofacial. Por esta razão, é muito importante
definir os conceitos de estética facial e
dentária para a integração dos procedimentos.8
A Fototerapia combina a função e a
estética. Lasers terapêuticos têm sido utilizados por mais de 50 anos em diversas especialidades médicas. Os efeitos da fototerapia
baseiam-se na absorção da energia eletromagnética e a sua conversão em energia química na
célula. Esta fotobioestimulação promove a ace-
TENDÊNCIAS E APLICAÇÕES
leração dos processos de cicatrização, bem
como biomodulação da dor e a remodelação
do tecido.9
Associado ao tratamento dentário, a estética
orofacial estabelece a ligação entre a boca e a
face. Fototerapia para fins estéticos assume, assim, um papel importante no tratamento multidisciplinar. Diferentes comprimentos de ondas são usados para tratar disfunções faciais
que afetam a estética. Os comprimentos de ondas mais estudados são vermelho, infravermelho, âmbar e azul. O comprimento de onda
vermelho age diretamente sobre a mitocôndria, aumentando o metabolismo celular e,
consequentemente a reparação tecidual.
O comprimento de onda infravermelha age na
membrana celular, alterando sua permeabilidade, controlando a entrada e saída de íons e
modulando a propagação de impulsos nervosos no controle dor. O comprimento de onda
âmbar interage com os ribossomos responsáveis pela síntese de aminoácidos. Finalmente, o
comprimento de onda azul aumenta a quantidade de fluido intracelular, promovendo hidratação e a dilatação celular. (Figuras 6a–c) 10, 11
Na estética orofacial a fototerapia, entre outras terapias, é usada para efetuar um aumento
de colágeno, dilatação dos tecidos e clareamento, bioestimulação celular e drenagem
linfática.
DR. JACKSON LINS
é cirurgião dentista e advogado. Ele trabalha
em um consultório particular em Iguaba
Grande, Brasil.
DR. ISMAEL DRIGO CAÇÃO
é cirurgião dentista, mestre e um especialista
em fototerapia facial. Possui habilitação em
Laser pelo Conselho Federal de Odontologia –
CFO – Brasil.
Conclusão
Portanto, a odontologia orofacial oferece
aos cirurgiões dentistas uma abordagem multidisciplinar, combinando tratamento oral e
facial, proporcionando um tratamento minimamente invasivo integrado com resultados
efetivos na prática odontológica. Novos tratamentos e terapias estão constantemente
sendo integrados em odontologia moderna.
Por esta razão, a formação contínua é essencial
para o desenvolvimento de estéticas orofaciais.
Nota Editorial: A lista completa de referências
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DR. HERMES PRETEL,
DDS., MSc., PhD,
é cirurgião dentista, mestre e doutor em
Ciências Odontológicas pela Faculdade de
Odontologia de Araraquara – FOAr – UNESP,
Pesquisador do Grupo Bimateriais, Laser e LED
na reparação óssea e dental da FOAr – UNESP,
Diretor Científico do Núcleo de Pesquisa e
Ensino de Fototerapia nas Ciências da Saúde Nupen (Centro de Pesquisa e Ensino de Fototerapia nas Ciências da Saúde) – Brasil. Ele
pode ser contatado em [email protected].
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