Gabinete de Estudos e Formação Indicadores Bolsistas A escolha da forma de aplicação exige, para além de recursos financeiros, muitas vezes avultados, conhecimentos do mercado financeiro, primário ou secundário, que não estão ao alcance do investidor comum. Tomada a decisão de aplicar as poupanças, o investidor tenta medir o rendimento obtido face ao investimento realizado tanto em obrigações como em acções Rendibilidade do investimento em obrigações De uma maneira geral , o rendimento a obter no investimento em obrigações pode ser avaliado recorrendo aos seguintes métodos: o Taxa de juro aparente i 1 = C i /Co i1 ---Taxa de juro aparente C ---Valor nominal i --- Taxa de juro líquida anual Co – Preço de aquisição do título Este indicador limita-se a comparar os juros recebidos anualmente com a cotação do título, isto é não considera os juros que o comprador pode ter que pagar ao vendedor e ainda o possível reinvestimento dos juros. o Taxa de juro efectiva Esta taxa compara o rendimento obrigação(juro) com a cotação anual de uma Te = (JD x 180 x (1+i) + JD x 180)/Co Te- Taxa de juro efectiva JD- Juro líquido diário Co – cotação da obrigação i – taxa de juro semestral unitária Podia considerar-se, ainda, no denominador os juros devidos pelo comprador ao vendedor e relativos ao período entre o último vencimento de juros e a data da liquidação da transacção. Esta taxa ignora o momento da amortização da obrigação, o prémio de reembolso, etc. Este indicador não considera certos elementos que podem sobre e subavaliar a taxa de juro efectiva. Exemplo 1 Um investidor adquiriu uma obrigação por 1200$. Ela vence juros semestralmente à taxa de 22%. O juro líquido diário é de $72, 966 e o número de dias que decorreram entre a última data do vencimento de juros e o pagamento da transacção é de 55 dias. A taxa de juro efectiva será: Te = ($72, 966 x 180 x 1,11 + 72, 966 x 180)/ (1200$ + 55 x $72 966) = 22,35% Exemplo 2 Um investidor aplica os seus recursos na aquisição de um lote de obrigações de valor nominal de 2000$ à taxa de juro líquido anual de 25%. As obrigações foram adquiridas por 2100$ no dia do vencimento do juro. Qual é a taxa de juro aparente? i= 2000$ x 25%/2100$ = 23,8% Rendibilidade do investimento em acções O cálculo da rendibilidade das acções é mais complexo. As acções podem gerar rendimentos que não são fixos, ao contrário do que se verifica nas obrigações, em que os rendimentos são certos e determinados. Toda esta incerteza que está associada à aplicação de rendimentos em acções não permitiu até agora a utilização de métodos eficazes que avaliem convenientemente as acções. Consideremos alguns: Valor contabililístico(Book value) Um dos indicadores utilizados na avaliação de acções recorre ao cálculo do valor contabilístico destes títulos .É um indicador simples e fácil de calcular. O valor obtém-se dividindo o Capital Próprio pelo número de acções emitidas. O Capital Próprio é determinado após a reavaliação do Activo e do Passivo da empresa. Suponhamos que a empresa X possuía no final do exercício económico de 1998 a seguinte estrutura do Capital Próprio. Capital social Reservas 1200000 300000 Resultados transitados 5000 Resultados líquidos 505000 2010000 e possui um milhão e duzentas mil acções de 1 000$00 O valor contabilístico seria: VC = 2 010 000 000$: 1200 000$ = 1675$ Inconvenientes: O valor de um título depende da remuneração que irá gerar no futuro e não do rendimento produzido no passado. Deste modo, a utilização deste método com base no valor contabilístico possibilita-nos recorrer não à actividade futura mas àquela que já se realizou, o que não é portanto muito aconselhável. Outro inconveniente apontado diz respeito ao carácter subjectivo que o apuramento de resultados apresenta, com - a agravante de os resultados líquidos serem uma das componentes importantes do Capital Próprio. Assim, este método apresenta certas deficiências, o que faz com que seja pouco utilizado. Apesar disso, nos últimos tempos este indicador tem sido utilizado para as decisões na Bolsa. Muitas vezes o investidor calcula o quociente entre a cotação actual do título e o valor contabilístico por acção, para além de se basear noutros indicadores dos títulos cotados em Bolsa. Em princípio, a decisão de compra estava condicionada com o valor deste último indicador. Seria favorável se o quociente entre a cotação actual do título e o valor contabilístico por acção, para além de se basear noutros indicadores dos títulos cotados em Bolsa. Em princípio, a decisão de compra estava condicionada com o valor deste último indicador. Seria favorável se o quociente anterior(cotação/valor contabilístico) fosse o mais baixo. Quanto mais alto for, menos atractivo é para o investidor.Contudo, há que levar em conta outras variáveis e indicadores, isto é, o investidor deve considerar o risco e a rendibilidade esperada. Assim sendo, o investidor ao utilizar este indicador deve analisar o risco e a rendibilidade relativos a cada título de modo a eliminar alguns inconvenientes que o valor contabilístico apresenta: É um valor relacionado com o passado Não é fácil a avaliação dos diversos elementos patrimoniais. O valor contabilístico varia constantemente em consequência das variações do capital próprio. Deste modo, os investidores devem considerar as variações do valor contabilistico e actualizá-lo. O price/book value(PBV), ou cotação/valor contabilístico, relaciona o valor de mercado com o valor contabilístico das acções. Lucro por acção(EPS – Earnings per share) É igual ao lucro líquido depois de deduzidos os impostos, a dividir pelo número da acções da sociedade. Os valores apurados serão comparados ao longo dos anos. Price earning ratio (PER) É um indicador de análise muito utilizado nos mercados financeiros internacionais. E é igual ao quociente entre a cotação actual (price) e os lucros por acção(earnings). PER = Cotação da acção / Lucro líquido por acção É a taxa de capitalização dos lucros, isto é, o número de vezes que a acção vale o lucro ou quantos anos demora um investidor a recuperar o dinheiro investido numa acção comprada a determinado preço, com base no lucro líquido por acção. É um indicador de rendimento. Suponhamos que o título da empresa Z está, actualmente, cotado a 2600$00. O lucro líquido a obter no próximo ano é de 40 mil contos. Estão emitidas 100 mil acções desta empresa. Qual é o PER? Lucro líquido por acção = 40 000$: 100 000 = 400$ Price earnings ratio = 2600$ : 400$ = 6,5 Pode considera-se no denominador o beneficio líquido, como vimos anteriormente. Qual o valor a considerar nos lucros? Normalmente, consideramse os lucros do último exercício económico. Há quem considere os previstos para o ano seguinte se estiver no final do exercício. Não basta calcular este indicador. É fundamental a sua interpretação para se poder tomar decisões.. Um valor alto a apresentar por este indicador significa que o título é caro e com fraca atractividade, enquanto um baixo valor traduz uma atractividade da acção para comprar. No caso de compra das acções da empresa Z, o investidor recuperaria o custo da compra em seis anos e meio, através dos rendimentos proporcionados via dividendos . Contudo, tinha que se considerar a hipótese de distribuição total dos lucros. Se o valor do PER é de 6,5, existe um PER de 6,5 para 1 e traduz a proporção entre custo e ganho que o investidor encontraria se comprasse o título. Que título a escolher entre dois se o PER fosse de 9 para o primeiro e 10 para o segundo? Em princípio, o investidor deveria escolher as acções cotadas com o PER de 9. Contudo, deve levar- se em conta outros indicadores e varáveis. Empresas há que têm PER elevados, com risco e boa rendibilidade. O PER é utilizado, em Portugal e noutros países, de uma forma qualitativa, isto é, serve para fazer comparações entre o verificado para uma determinada empresa e o PER médio do sector ou da Bolsa. As decisões de investimento são consequência desta análise e comparação. Contudo, isso pressupõe uma análise ao contexto global, à evolução do sector, da empresa e da economia. Se o PER é elevado, como no caso português, por exemplo, nos meados da década de 80, as cotações ou se encontram sobreavaliadas ou as empresas são pouco lucrativas. Então, para melhor compreensão deste indicador, recorre-se ao seu inverso. O inverso do PER não é mais do que a taxa de rendibilidade de um investimento. Quanto maior for o PER, menor será a taxa de rendimento, como é evidente. . Se o PER for 500 significa que 1/PER é 0,002. . Se o PER for 20 significa que 1/PER é 0,O5. Price cash flow (PCF) É mais um indicador de mercado semelhante ao PER e é igual a: PCF = Cotação da acção/Cash flow por acção Permite relacionar os fluxos de caixa ou os meios libertos por acção com a cotação. O PCF é sempre inferior ao PER, uma vez que o cash flow (resultado líquido do exercício + amortizações do exercício + provisões do exercício – utilizações de provisões) é superior ao resultado líquido. Poderia, eventualmente, ser inferior, no caso de haver uma avultada utilização de provisões num exercício sem Ter havido um reforço suficiente para inverter a situação. Muitos investidores e analistas recorrem com frequência ao PCF porque o consideram mais completo que o PER. Este não leva em conta as amortizações e as provisões do exercício. O cash flow reflecte melhor o nível da rendibilidade financeira da empresa. É mais difícil calcular o PCF, visto que há necessidade de estimar as provisões e as amortizações. O PER e o PCF são dois indicadores de rendimento que podem ser utilizados em simultâneo. Eles completam-se. Payback period Outro indicador que pode ser utilizado baseia-se na recuperação dos montantes investidos. Este indicador exprime o número de anos necessário para que o valor actualizado dos fundos gerados líquidos de custos igualem o montante do investimento realizado. Se o payback for baixo significa que o desembolso com o investimento com o investimento é recuperado mais rapidamente. Utiliza-se este indicador na Bolsa com a finalidade de suprir alguns inconvenientes do PER. N Bolsa, o payback period é definido como o período de tempo necessário para que a cotação actual do título seja igualada pela actualização dos lucros futuros. O payback period inclui o PER e introduz na análise o crescimento dos lucros e a taxa de juro do mercado obrigacionista, dois dos factores importantes a considerar na evolução das cotações. Cotação = lucro do ano 1 + lucro do ano 2 + lucro do ano 3 + ... Se i for a taxa unitária da actualização teríamos: Co = L1/(1+i) + L2(1+i)^2 + L3(1+i)^3 + ... + Ln(1+i)^n ? Se considerarmos L como o lucro do ano zero e que os lucros aumentam à taxa r teríamos: L1 = L(1 + r) L2 = L(1 + r)^2 ................ Co = L (1+r) /(1+i) + L (1+r)^2 /(1+ i)^2+ ................ + L (1+r)^n /(1+ i)^n Co = L((1+r) /(1+i) + (1+r)^2 /(1+ i)^2+ ................ + (1+r)^n /(1+ i)^n) Em que a expressão dentro do parênteses traduz o somatório de n termos de uma progressão geométrica, pelo que virá: Co = L x {[ ((1+r)/(1+i))^n –1]/ [ ((1+r)/(1+i))^n –1]} (1+r)/(1+i) é a razão da progressão geométrica Recorrendo aos logaritmos, calcular-se-ia a variável n, isto é, o período de tempo necessário para que a cotação actual de um título seja igualada pelo valor actualizado dos lucros por acção esperados. Pode-se chegar ao mesmo resultado sabendo o PER. Co/L = {[ ((1+r)/(1+i))^n –1]/ [ ((1+r)/(1+i))^n –1]} Em que o primeiro membro é o PER verificado no momento zero. Este indicador tem uma vantagem em relação ao PER: pode ser utilizado para fazer comparações de títulos cotados em países diferentes. Taxa de rendibilidade das acções Numa óptica de dividendos, a avaliação de uma acção deve levar em conta os dividendos a distribuir anualmente por acção e as variações de cotações(mais ou menos valias) que o título venha a registar. A rendibilidade de investimento em acções é calculada do seguinte modo: Tr = ( D1 + (C1-Co)/ Co ) Em que : D1 --- Dividendo líquido anual C1 – Co – Variação da cotação no período Qual é o valor do título no início do ano? Com base na fórmula anterior temos: Co = D1/(Tr –t) Exemplo 1 O dividendo atribuído no ano anterior foi de 277 $ 77 por acção. O dividendo a distribuir no final do ano pela empresa por acção. O dividendo a distribuir no final do ano é de 300$ por acção. A taxa requerida pelos investidores é de 18%. Se a taxa de crescimento dos dividendos for de 8%, o valor da acção será: Co = 300$/10% = 3000$ Em que 3000$ = 277$77 x 1,08 Assim, o preço máximo que o investidor estará disposto a pagar pela acção será aquele que iguala o valor dos dividendos actualizados, considerando uma taxa de crescimento dos dividendos Exemplo 2 O dividendo a distribuir no final do ano pela empresa W é de 330$ a acção. A cotação actual em Bolsa é de 3300$. Se os investidores requerem para o nível de risco da empresa uma taxa de rendibilidade de 15% e se os dividendos crescem anualmente 8%, qual a decisão a tomar? Co = D1 /(Tr – t) Se Tr = D1/Co + t Tr = 330$ /3300$ + 0,08 = 0,18 Como a taxa de rendibilidade é de 18% e é superior à requerida(15%), a decisão a tomar é de compra. Exemplo 3 Dados referentes à empresa AZUL,Lda, em 31 de Dezembro de 1998 (Em contos): Resultado Líquido do Exercício: Nº de acções emitidas: Capital social: Capital próprio: Activo: Passivo: Distribuição de resultados: Valor de cotação da acção 2 000 (5 000) 5 000 7 000 15 000 8 000 400 1,3 Proceda à análise do mercado RESOLUÇÃO Na definição da rendibilidade, recorre-se com frequência a indicadores bolsistas. De entre os rácios utilizados para analisar o mercado calculemos os seguintes: Price Earnings Ratio = 1300$/( 2000 000$ : 5000) = 3,25 Este indicador representa a relação entre o preço das acções da empresa na Bolsa e o resultado líquido por acção. Dividend Yield = (400 000$ : 5000)* 100 / 1300$ = 6,15% Este indicador compara o peso dos dividendos atribuídos com o valor de cotação de cada acção e representa a percentagem de investimento recuperado nesse período através dos dividendos. Payout Ratio = (400 000$ : 5000)* 100 / (2 000 000$ : 5000) = 20 % Este indicador reflecte a percentagem dos resultados que a empresa distribui sob a forma de dividendos e permite analisar a política de dividendos de uma empresa Capitalização Bolsista É um indicador utilizado nos mercados de acções e de obrigações. Traduz o valor global dos títulos na Bolsa. CB = Q x C Em que CB – Valor global Q - Quantidade de títulos admitidos à cotação C - Cotação (do dia ou a média mensal ou anual) Rácio de Liquidez É outro indicador utilizado nos dois mercados (acções e obrigações). É útil para o investidor porque lhe permite analisar a liquidez de um título e saber até que ponto o capital investido está a ser recuperado. No seu cálculo compara-se o valor transaccionado com o valor total dos títulos existentes: R.Liquidez = Valor transaccionado /Capitalização Bolsista Índice de cotações Um índice traduz uma oscilação (aumento ou diminuição) de uma variável ( preços, cotações de valores mobiliários, etc.). No caso do índice oficial de acções, tenta-se analisar a situação geral do mercado de acções como resultado da expressão manifestada pelos investidores. Para que se caracterize com objectividade o mercado, é necessário que o índice leve em conta as cotações que sejam minimamente representativas das expectativas médias dos investidores. Deve-se primeiro que tudo definir a carteira de mercado, isto é, saber quais as empresas a considerar para efeitos de cálculo de um índice de cotações de acções. A carteira a constituir tem que expressar o desejo do investidor que a possuir. É o chamado investidor representativo. Em síntese poderá dizer-se que o índice de cotações terá que: traduzir o comportamento global do mercado expressar os desejos e as expectativas do investidor. No primeiro caso, a carteira de mercado deveria incluir todas as empresas cotadas no mercado ou, o que é mais corrente, uma amostra representativa do total das empresas cotadas. O problema está na selecção das empresas a considerar para o cálculo do índice. O fundamental está em considerar o índice como um indicador da variação do valor de uma carteira de mercado( carteira representativa) que expresse o valor global do mercado, pelo que no cálculo do índice o peso de cada empresa na carteira de mercado deve ser o mesmo que possui no próprio mercado. Por definição, o índice de acções da Bolsa de Valores de Lisboa é uma média aritmética ponderada dos rácios dos preços das acções entre o momento presente e o momento tomado como base. Os ponderadores são dados pelo peso da capitalização bolsista de cada empresa. O índice geral é decomposto nos índices sectoriais representativos da evolução dos preços das acções admitidas em Bolsa das empresas pertencentes aos três sectores de actividade. O próprio SIIB ( Sistema Interactivo de Informações da Bolsa) divulga a evolução diária dos vários índices sectoriais relativos às acções admitidas no mercado oficial da Bolsa de Valores de Lisboa. O cálculo destes índices baseia-se no peso que as acções representativas de cada sector têm na carteira do índice geral e no número de títulos incluídos em cada sector. Também aqui se pretende encontrar uma verdadeira carteira do investidor representativo, pelo que deve ser flexível, isto é, as alterações surgidas no mercado devem levar ao ajustamento dos índices. Assim, o índice geral é uma combinação linear dos diversos índices sectoriais, em que o coeficiente de ponderação de cada um é igual ao peso da capitalização bolsista do respectivo sector na capitalização bolsista da carteira. Indicadores de evolução São vários os indicadores utilizados para exprimir a evolução das cotações dos volumes transaccionados. . Volumes diários de transacção Expressa a quantidade de títulos efectuados diariamente. . Índice global de cotações Exprime em percentagem o comportamento do mercado. A base deste índice está na evolução de 14 títulos de elevada capitalização (blue chips ou big guys). Títulos que representam uma parte significativa da capitalização global da Bolsa. .Taxa de variação do índice global Mede em percentagem a aceleração ou desaceleração do índice global de cotações. Quando esta taxa de variação cresce, há uma avaliação do índice global, o que significa um mercado em alta. Caso contrário, há uma desaceleração e é indicativo de um mercado em baixa. .Taxa de variação dos volumes transaccionados diariamente Esta taxa mede em percentagem a aceleração ou desaceleração dos volumes transaccionados. Quando esta taxa cresce, há uma aceleração dos volumes transaccionados e estamos em presença de um mercado em alta. Caso contrário, será um mercado em baixa. . Taxa de variação das subidas e descidas Este indicador mede a velocidade do mercado através das diferenças registadas diariamente entre o número de acções que sobem e o número daquelas que descem. Esta taxa é em grande medida determinada pela evolução das acções com pequena capitalização bolsista, little fellows. Regra geral, quando o mercado inicia uma fase decrescente, verifica-se o seguinte: A queda desta taxa precede a descida da taxa de variação do índice global. No caso de o mercado iniciar uma fase crescente já se pode verificar o seguinte: A subida da taxa da variação do índice global precede o aumento da taxa de variação das subidas e descidas. Estes três últimos indicadores traduzem a previsível evolução do mercado no curto e médio prazo. Contudo, outros indicadores de tendência podem ser considerados, mas em prazos mais curtos: . Médias móveis do índice global de cotações (em percentagem) Geralmente, verifica-se uma indicação de compra quando a curva do índice global de cotações cruza a da média de 10 dias no sentido ascendente. Haverá um reforço no sentido da compra quando o índice global de cotações intercepta, ainda , a curva da média de 20 dias no sentido ascendente. Verifica-se um sinal de venda quando a curva do índice global de cotações intercepta a curva da média de 10 dias no sentido descendente. A indicação de venda aumenta quando o índice global de cotações intercepta, ainda, a curva de 20 dias no sentido descendente. Este indicador é calculado com base em valores históricos correspondentes a 10 ou 20 dias. Indicador de firmeza relativa do índice global de cotações (em percentagem) É calculado com base em valores históricos correspondentes a 15 dias e reflecte a situação de sub ou sobrecompra do mercado. Consideram-se duas zonas: Zona de compra( 0 a 30%). O mercado entra nesta zona quando o índice desce abaixo dos 30%. Surge um sinal de compra quando o índice, vindo da zona de compra, sobe acima dos 30%. Esse sinal é reforçado quando o índice sobe para os 40 a 50%. Zona de venda (70 a 100%). Quando o índice sobe acima dos 70%, o mercado entra na zona de venda. Surge o primeiro sinal de venda quando i índice, vindo da zona de venda, desce abaixo dos 70%. Esse sinal de venda é reforçado quando o índice desce para os 60 a 50%. Estes são, em resumo, os diversos indicadores utilizados. O analista ou o investidor deve utilizar vários e os mais adequados para cada caso, sem, contudo, esquecer todo o contexto estrutural e conjuntural que afecta o mercado bolsista. A avaliação e a decisão a tomar dependem, sobretudo, não dos indicadores apontados mas da maneira como se analisam e relacionam. MENU BOLSA