INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SÃO PAULO. CÂMPUS SÃO JOSÉ DOS CAMPOS Jeniffer Campos de Souza Tainara Sabrissa de Souza Barreto Wallace Lima Silva Willian de Oliveira Fonseca Sensor de turbidez Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – Câmpus São José dos Campos, como requisito para obtenção do Título de Técnico em Automação Industrial sob orientação do Professor André Luiz Mendes Moura. São José dos Campos 2015 BANCA EXAMINADORA Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) defendido e aprovado em 15 de Junho de 2015, pela banca examinadora constituída pelos professores: Prof. André Luiz Mendes Moura. Orientador(a) Prof. Celso Farnese. Banca Prof. Mateus Fernandes Réu Urban. Banca Aos nossos pais por todo apoio e incentivo. Com muito carinho, Dedicamos Agradecimentos Agradecemos aos nossos familiares pelos esforços para termos uma boa e digna formação acadêmica. Aos professores, pelo ensino durante a nossa trajetória ao longo do curso, em especial o nosso orientador André Luiz Mendes Moura pelo apoio e orientação. Aos técnicos André Vinicius e Everson Olegário pela paciência e contribuição durante o desenvolvimento do trabalho. Aos nossos colegas por tornar nossos dias mais agradáveis, em especial Roberto Toledo e Wellington Marcelino pela parceria desde o inicio e a todos que de alguma forma contribuíram nesse percurso. ”A confiança em si mesmo é o primeiro segredo do sucesso.” Ralph Waldo Emerson SUMÁRIO LISTA DE TABELAS.............................................................................Erro! Indicador não definido. LISTA DE FIGURAS.......................................................................................................................... 7 LISTA DE ABREVIATURAS E SÍMBOLOS .......................................................................................... 8 RESUMO ........................................................................................................................................ 9 ABSTRACT .................................................................................................................................... 10 1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 11 2. OBJETIVO ............................................................................................................................. 12 3. FUNDAMENTAÇÃO TEORICA ............................................................................................... 12 4. 3.1. TURBIDEZ..................................................................................................................... 12 3.2. DIODO EMISSOR DE LUZ.............................................................................................. 12 3.3. RESISTOR DEPENDENTE DE LUZ .................................................................................. 13 3.4. FOTODIODO................................................................................................................. 14 3.5. FOTOTRANSISTOR ....................................................................................................... 14 3.6. POTENCIÔMETRO ........................................................................................................ 15 3.7. TUBOS DE ENSAIO ....................................................................................................... 16 3.8. MICROCONTROLADOR ................................................................................................ 16 MATERIAIS E METODOS ...................................................................................................... 17 4.1. MATERIAIS ................................................................................................................... 17 4.2. MÉTODOS .................................................................................................................... 21 5. RESULTADOS OBTIDOS ........................................................................................................ 25 6. CONCLUSÃO ........................................................................................................................ 26 7. REFERÊNCIAS ....................................................................................................................... 27 8. ANEXO ................................................................................................................................. 29 8.1. Linhas de código do sensor ......................................................................................... 29 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Fatores que influenciam a passagem da luz pela água (IOCCG, 2000). ...................... 12 Figura 2 - Símbolo do LED (BLAS, 2013). ..................................................................................... 13 Figura 3 - Curva característica do LDR (OPTOELECTRÓNICA, 2013)............................................ 14 Figura 4 - Símbolo Fotodiodo (SOUZA; PEREIRA, 2015). ............................................................. 14 Figura 5 - Símbolo do fototransistor (LABORATORIO DE ELETRÔNICA, 2013). ........................... 15 Figura 6 - Ligação reostato e potenciômetro (Lab Eletrônica, 2015) .......................................... 15 Figura 7 - Arduino Nano Pin Layout (GRAVITECH, 2015). ........................................................... 16 Figura 8 - LED's ............................................................................................................................ 18 Figura 9 - Receptores .................................................................................................................. 18 Figura 10 – Resistores e potenciômetros. ................................................................................... 18 Figura 11 - Microcontrolador (Arduino Nano). ........................................................................... 19 Figura 12 - Interruptor ON/OFF................................................................................................... 19 Figura 13 - Placa Perfurada. ........................................................................................................ 20 Figura 14 - Tubos de ensaio. ....................................................................................................... 20 Figura 15 - Estrutura de MDF. ..................................................................................................... 21 Figura 16 - Esquemático do circuito. ........................................................................................... 22 Figura 17 - Posição do tubo ......................................................................................................... 23 Figura 18 - Software do Arduino. ................................................................................................ 24 Figura 19 - Vista frontal do protótipo ......................................................................................... 25 Figura 20 - Vista superior interna ................................................................................................ 26 LISTA DE ABREVIATURAS E SÍMBOLOS CETESB - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo. cm - Centímetro. kg – kilogramas. LED - Diodo Emissor de Luz. LDR – Resistor Dependente de Luz. MDF - Medium Density Fiberboard (chapa de fibra de madeira de média densidade). SABESP - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. V - Volts. Ω - Ohms RESUMO A quantidade de água consumida é um fator muito importante para a economia, pois a mesma é um recurso natural de valor inestimável. Recentemente muito se tem falado da crise hídrica e nossas atitudes estão diretamente relacionadas com essa situação. Visando a economia e o melhor aproveitamento da mesma, esse estudo consistiu em desenvolver um sensor que avalia quão turva a água está, assim podendo definir se a água está reutilizável ou não, especialmente a água do enxágue da máquina de lavar roupas. O principal componente do dispositivo é um par emissorreceptor (que no caso optou-se por um LED e um fototransistor). Uma plataforma Arduino foi utilizada para receber o sinal do sensor e realizar a comparação a partir de valores pré-definidos. Palavras chave: sensor de turbidez, reaproveitamento de água, Arduino. ABSTRACT The Quantity of Water consumed is a very important economic factor, since it is an invaluable natural resource. Recently, much has been said of the water crisis and our attitudes are directly related to this situation. Aiming economy and its best use, this study was to develop a sensor that evaluates how blurred the water is, so it can define a reusable water or not, especially the last water from the washing machine. The main part of the device is a sensor and receptor pair (in this case it was opted by a LED and a phototransistor), an Arduino platform was used to receive the sensor signal, compare it with predeterminated values. Key-Words: Turbidity sensor, water recycling, Arduino. 1. INTRODUÇÃO A água desempenha um importantíssimo papel na humanidade, e que ela é responsável pela vida em nosso planeta, como por exemplo, irrigação e fonte de alimentos, transporte, geração de energia elétrica. Porém sua falta é algo que assombra o mundo inteiro. Em meados de 2014, a crise hídrica começou a sinalizar sua gravidade no sudeste do Brasil, contudo só no começo deste ano é que ela se tornou foco de notícias diárias sobre o seu racionamento e principalmente a escassez, sendo oficialmente declarada pelo governo do Estado de São Paulo, mas os especialistas dizem que ela chegou bem antes disso. Conforme dados da SABESP cada pessoa necessita de cerca de 110 litros de água por dia para atender as necessidades de consumo e higiene, porém o consumo de água por pessoa pode chegar a mais de 200 litros/dia. Uma máquina de lavar para 8 kg de roupas utiliza por volta de 120 litros de água a cada ciclo completo, ou 60 litros para cada ciclo de lavagem com sabão e 60 litros para o ciclo com amaciante de roupas (enxágue). Ou seja, pode-se reutilizar tanto a água da lavagem quanto a do enxágue dependendo da coloração para fazer o próximo ciclo. Sendo o reaproveitamento responsável por diminuir o percentual de 5% do total da conta mensal de uma residência. Para isso é preciso haver a separação da água considerada não reaproveitável da aproveitável, para a reutilização desta em um próximo ciclo de lavagem ou uso específico (lavagem de quintal, descarga, etc). Podendo ocorrer a separação através de um componente eletrônico que analisa e mede a turbidez da água, essa que serve como parâmetro para dizer se ela está ou não apropriada para ser utilizada novamente. Optou-se pelo uso de um dispositivo óptico, ou seja, que responde a um estímulo, e é constituído por um LED que dependendo da incidência de luz varia a corrente (baixa ou alta) no receptor, no caso o fototransistor. A ideia partiu da necessidade de fazer com que novos sistemas de reaproveitar água pudessem ser implantados em residências, pois na maioria das vezes outros não são viáveis financeiramente para tais aplicações, ou então não são colocados em prática. 2. OBJETIVO Desenvolver um sensor de baixo custo óptico capaz de avaliar se uma quantidade de água está apta para reutilização para lavagens ou deve ser destinada a outros fins. 3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Nesta fundamentação teórica serão abordados os aspectos característicos dos principais componentes utilizados na elaboração do sensor, como o LED, fototransistor, microcontrolador, etc. 3.1. TURBIDEZ Conforme dados da CETESB (2015), a turbidez de uma amostra de água é o grau de atenuação de intensidade que um feixe de luz sofre ao atravessá-la, devido à presença de sólidos em suspensão. O termo turbidez refere-se à medida da transparência do fluído, ou seja, a qualidade de estado em que a água se encontra. A figura 1 demostra fatores que influenciam a passagem da luz. Sol Sensor remoto “Fungos” Material inorgânico suspenso Material orgânico dissolvido Figura 1 - Fatores que influenciam a passagem da luz pela água (IOCCG, 2000). 3.2. DIODO EMISSOR DE LUZ Os LED’s são diodos capazes de emitir luz quando polarizados diretamente, estes diodos tem quedas diferentes de tensão dependendo de sua cor. Eles são muito utilizados no dia a dia atualmente, pois estão em muitos dos aparelhos eletrônicos como em eletrodomésticos, aparelhos celulares e etc. Segundo Utiluz (2015) o LED é um componente eletrônico semicondutor, mesma tecnologia utilizada nos chips dos computadores, que tem a propriedade de transformar energia elétrica em luz. O LED é um componente do tipo bipolar, ou seja, tem um terminal chamado anodo e outro, chamado catodo. Dependendo de como for polarizado, permite ou não a passagem de corrente elétrica e, consequentemente, a geração ou não de luz. A figura 2 refere-se ao símbolo do LED. Figura 2 - Símbolo do LED (BLAS, 2013). 3.3. RESISTOR DEPENDENTE DE LUZ O sensor de luz mais simples é o LDR, também denominado foto resistor. São semicondutores obtidos por ligação iônica de metais trivalentes com metais penta valentes como o antimoneto de índio ou o antimoneto de chumbo. Esse metal é ligado a dois eletrodos metálicos, no qual são conectados os terminais do foto resistor, estando o dispositivo num invólucro de vidro transparente (para permitir a penetração da luminosidade) ou simplesmente exposto ao ambiente. A curva característica do LDR relaciona a sua resistência elétrica com a intensidade de luminosidade incidente na sua fase sensível. (MARQUES, 2014, p.99). Trata-se de um componente cuja resistência varia, dependendo exclusivamente da incidência de luz para a sua funcionalidade, ou seja, quanto maior for à luz incidida sobre ele menor será a sua resistência. A figura 3 diz respeito à curva característica do LDR. Resistência Iluminação Figura 3 - Curva característica do LDR (OPTOELECTRÓNICA, 2013). 3.4. FOTODIODO O fotodiodo é um componente eletrônico que explora materiais de condutividade elétrica intermediária e tem sua região de operação limitada a corrente reversa, lembrando que ela também possui uma corrente de portadores minoritários. Ele é formado por uma junção p-n que ao ter a incidência de luz na junção provoca a transferência de luz na forma de fótons, com isso, aumenta o número de portadores minoritários e consequentemente a corrente reversa. (BOYLESTAD, 2012). A figura 4 representa o símbolo do Fotodiodo. Figura 4 - Símbolo Fotodiodo (SOUZA; PEREIRA, 2015). 3.5. FOTOTRANSISTOR Segundo Barros (2011), o fototransistor é um dispositivo eletrônico produzido com materiais semicondutores como silício, lítio e etc. Ele foi projetado com o objetivo de ser utilizado como sensor fotônico de luz visível. O fototransistor trabalha com a corrente reversa no qual quanto maior for à luz recebida na base do fototransistor maior será também a corrente na base e consequentemente será maior também a corrente que sai do emissor para o resto do circuito. (MALVINO; BATES, 2011) A imagem da figura 5 representa o símbolo do fototransistor. Figura 5 - Símbolo do fototransistor (LABORATORIO DE ELETRÔNICA, 2013). 3.6. POTENCIÔMETRO De acordo com Lab Eletrônica (2015), existem diversos tipos de resistores cuja resistência pode variar, mas basicamente o principio de funcionamento é o mesmo. Normalmente é constituída de um cursor que desliza sobre um condutor, isso equivale a variar o tamanho do condutor com isso a sua resistência. Um resistor variável pode ser ajustado para qualquer valor desejado, dentro de sua faixa. Pode ser ligado dentro de um circuito de duas formas, se um resistor variável for ligado num circuito de forma que varia a corrente, é chamado reostato, quando um resistor variável é ligado para variar uma tensão, é chamado potenciômetro. O mesmo tipo de resistor variável pode ser usado para ambas às aplicações, neste trabalho foi utilizado como reostato. A figura abaixo diz respeito à ligação reostato e potenciômetro. Figura 6 - Ligação reostato e potenciômetro (Lab Eletrônica, 2015) 3.7. TUBOS DE ENSAIO Trata-se de um recipiente com forma cilíndrica, longo e estreito, normalmente de vidro ou plástico, aberto no topo e com a base em forma de calote esférica. Existem tubos de ensaio de diversos tamanhos, geralmente com 1 a 2 cm de diâmetro e 5 a 20 cm de altura. (PINTO, 2010). Recipiente utilizado para armazenamento, manipulação e experimento de fluídos, como até mesmo amostras de água. 3.8. MICROCONTROLADOR Os microcontroladores estão escondidos dentro de inúmeros produtos atualmente, desde domestico até carros e aviões. Muito utilizado em projetos de estudantes e projetistas amadores pela facilidade de uso. O Arduino (Nano) é uma plataforma de código aberto baseado em prototipagem eletrônica flexível, hardware e software de fácil utilização. O mesmo trabalha com a resolução do conversor A/D de 10 bits e consequentemente 1024 condições em sua saída. A figura a seguir ilustra os referentes pinos da plataforma Arduino. Figura 7 - Arduino Nano Pin Layout (GRAVITECH, 2015). Abaixo temos a tabela 1 com informações técnicas sobre os pinos do Arduino. Tabela 1 - Dados sobre o Arduino Nano. PIN N° Name Type Description 1-2, 5-16 D0-D13 I/O Digital input/output port 0 to 13 3, 28 RESET Input Reset (active low) 4, 29 GND PWR Supply ground 17 3V3 Output +3.3V output (from FTDI) 18 AREF Input ADC reference 19-26 A0-A7 Input Analog input channel 0 to 7 27 +5V Output or Input +5V output (from on-board regulator) or +5V (input from external power supply) 30 VIN PWR Supply voltage 4. MATERIAIS E METODOS 4.1. MATERIAIS A seguir serão listados os materiais utilizados para o desenvolvimento do projeto. 4.1.1. Emissor Para essa função optou-se testar LED'S de diversas cores, como vermelho, branco, laranja, IR, azul, etc. A figura abaixo mostra as cores que foram utilizadas para estes testes. Figura 8 - LED's 4.1.2. Receptor Na figura abaixo estão representados os componentes testados para receptor como LDR, Fotodiodo e fototransistor. Figura 9 - Receptores 4.1.3. Resistores Utilizou-se também um potenciômetro em série para a variação da corrente no circuito do emissor, e resistores para limitar a queda de tensão nos LED’s e receptor (figura 10). Figura 10 – Resistores e potenciômetros. 4.1.4. Microcontrolador Para receber as informações do sensor, foi utilizado uma plataforma Arduino (Nano ATmega 328), com sua implementação foi possível remover as grandes fontes externas utilizadas para alimentar os circuitos e obter uma melhor visualização da resposta. A figura 11 contém uma imagem do Arduino utilizado neste trabalho. Figura 11 - Microcontrolador (Arduino Nano). 4.1.5. Interruptor ON/OFF O interruptor da figura 12 foi implementado com o intuito de habilitar o funcionamento do sistema apenas com a amostra na sua devida posição, assim evitando que os LED’s do resultado acendessem antecipadamente. Figura 12 - Interruptor ON/OFF. 4.1.6. Placa de circuito Perfurada Para montagem do circuito final, foi utilizada uma placa perfurada com dimensões de 10x10 cm e feito um furo central conforme mostra a figura abaixo para passagem do tubo de ensaio. Figura 13 - Placa Perfurada. 4.1.7. Tubos de ensaio Com o intuito de simular as possíveis amostras de uma lavagem, utilizou-se como recipientes tubos de ensaio e corante alimentício para a turvação da água. Na figura 14 estão explicitas as amostras utilizadas neste trabalho. Figura 14 - Tubos de ensaio. 4.1.8. Estrutura de MDF Foi projetada e construída uma estrutura de MDF conforme a figura 15, para impedir a passagem de luz externa ao sensor, pois a mesma causa distúrbios no resultado. Figura 15 - Estrutura de MDF. 4.2. MÉTODOS Inicialmente foram estudadas as principais características dos dispositivos, tanto emissores quanto receptores de luz, buscando chegar a uma conclusão de quais dispositivos se adequam aos testes. Chegou-se a concepção de que seriam utilizadas diversas cores de LED’s para emissor, fototransistor, fotodiodo e LDR para receptor. Foram realizados ensaios para verificar a viabilidade de se utilizar cada um deles. Para escolher dentre eles quais seriam os componentes eletrônicos que seriam utilizados, foi observado nos ensaios qual deles causaria a maior diferença de corrente no circuito do sensor, sendo medida indiretamente através da diferença de potencial no resistor que estava posicionado em série com o receptor. O esquemático mostrado na figura abaixo foi criado no software Fritzing. Estão incluídos dois aterramentos no circuito, os mesmos são ligados no GND do Arduino, foi feito assim para melhor entendimento do leitor. Figura 16 - Esquemático do circuito. Quando houve o teste com o LDR constatou-se uma pequena variação de tensão entre a amostra de água mais e menos turva, assim se tornando inviável a sua utilização no circuito como mostra a Tabela 2. Foi testado o fotodiodo em busca de descobrir qual seria o componente mais adequado a ser utilizado no sensor, o parâmetro que foi utilizado para definir isso, foi a diferença de condições entre a agua mais e menos turva. O fotodiodo teve uma resposta satisfatória a esse parâmetro em relação ao LDR, mas não foi utilizado, pois o fototransistor obteve uma melhor diferença de condição que ele. O fotodiodo que foi utilizado nos ensaios possuía o encapsulamento escuro, essa característica atrapalhava este item com outras cores, como a cor laranja e a cor verde, tais características ficaram explicitas na Tabela 2. O fototransistor demonstrou uma maior variação de tensão no circuito. Vale ressaltar que a principal diferença entre o fotodiodo e o fototransistor é que o fototransistor consegue converter muito mais corrente elétrica com a mesma incidência de luz que o fotodiodo. Essa característica ficou muito clara após os ensaios feitos e demonstrados pelas condições do Arduino, que estão descritas na tabela abaixo. Tabela 2 - Variação das condições Azul IR Laranja Verde Vermelho Fotodiodo 880 50 1009 1007 200 12 140 30 992 81 Fototransistor 1001 23 1000 998 999 10 1001 23 890 499 LDR 980 814 1008 1017 1014 760 760 912 912 870 Ao decorrer dos testes houve um problema que pode ser explicado pela lei de Snell-Descartes, que explica onde a luz se torna mais refringente quando incide em um recipiente de vidro com superfície não plana. Para a solução deste problema, optou focalizar o recipiente da amostra em um único local como mostra a figura 17, assim evitando os problemas citados acima. Figura 17 - Posição do tubo Para isolar o sistema que estava sendo afetado pela incidência de luz ambiente e causando distúrbios, foi criada uma estrutura de madeira (MDF) com um suporte interior para ajustar a altura da placa conforme sua aplicação. Foram feitos testes para verificar se seria melhor a utilização de uma mangueira ou de algum recipiente de vidro onde estaria a amostra da água. Estes ensaios foram feitos para comprovar qual item obteria uma melhor transferência de luz. Ao montar o circuito utilizamos seis tipos de LED’s (vermelho, branco, azul, verde, amarelo e infravermelho), quanto maior fosse a diferença de tensão no resistor de 67kΩ que estava posicionado em série com o receptor, maior seria o parâmetro de analise do sistema. Para deixar a resposta do sensor mais visível ao usuário foi integrado um microcontrolador no sistema que permitiu demonstrar a turbidez da água através de três LED’s que ficam no exterior da estrutura do sensor. Caso a água esteja reutilizável se acenderá o LED verde; para outros fins que necessitam de água não muito limpa se acenderá o LED amarelo e se estiver muito turva se acenderá o LED vermelho. Foi feita a programação no software da figura 18 do próprio Arduino, para que a plataforma exercesse as funções designadas. O código fonte encontra-se no anexo. Figura 18 - Software do Arduino. Para o circuito não ligar diretamente quando aplicada tensão, utilizou-se um conector on/off que deu essa possibilidade ao usuário de habilitar o circuito apenas quando desejado. 5. RESULTADOS OBTIDOS Este trabalho buscou uma forma mais eficaz e viável de reutilizar a água, através de um sensor de turbidez. Sendo composto principalmente pelo emissorreceptor, LED's (simbolizando o estado da água) e um Microcontrolador. A luz que era emitida incidia sobre o receptor, este que por sua vez gerava uma corrente, assim causando uma maior tensão em cima do resistor, que era informada e enviada para a plataforma Arduino, que convertia o sinal de analógico para digital, fazendo com que um dos LED's (que informavam a condição da água) seja aceso. Foram medidos e analisados tipos de emissores e receptores, para decidir qual seria a combinação ideal, através das tensões que o circuito gerava ao final da avaliação de cada amostra de água (a amostra considerada mais e menos turva) feita por cada um deles e analisadas com a ajuda do monitor serial do software Arduino. Foi escolhido o fototransistor e o LED laranja, pois tiveram o melhor desempenho dentre os que foram testados. A estrutura de MDF ajudou a diminuir a incidência de luz externa que interferia no circuito, essa que fazia com que a tensão em cima do resistor fosse maior, ou seja, com a utilização da estrutura obteve-se o controle sobre os elementos externos que pudessem vir a interferir e mudar os resultados que foram obtidos. Com a utilização da placa perfurada, os componentes puderam ser soldados, fazendo assim com que se encaixassem perfeitamente na estrutura final e se tornassem algo visivelmente apresentável. As imagens 19 e 20 mostram o protótipo final. Figura 19 - Vista frontal do protótipo Figura 20 - Vista superior interna 6. CONCLUSÃO Conclui-se com base nos resultados obtidos que o experimento que partiu de uma ideia inicial de reaproveitamento de água, utilizando basicamente um dispositivo para emitir luz e outro para receber foi eficaz em seu funcionamento para exercer o reaproveitamento de água da máquina de lavar roupa, bem como, para outros fins e para o descarte da água não reutilizável. O trabalho foi baseado em testes feitos em laboratório, para ocorrer a comprovação da utilização de cada um dos componentes, assim, o que não fosse viável ou então não tivesse um bom resultado durante os testes não seriam utilizados. Porém, apesar de ser viável, o protótipo se tornou mais valorizado financeiramente depois da implementação do microcontrolador, ganhando uma forma mais comercial, sendo utilizado para obter o resultado da turbidez da água que pôde ser visto através dos LED's, conforme a condição da água se acendia determinada cor correspondente ao estado dela, ou seja, o Arduino teve como função alimentar o circuito, informando a tensão que cai sobre o resistor de 67 kΩ e convertendo o sinal analógico para digital, este que é enviado para os LED's. Como sugestão para trabalho futuro, sugere-se fazer testes utilizando água corrente para analisar o funcionamento do protótipo, utilizar como amostras a água da máquina de lavar e implementar um display LCD para reconhecimento da tensão em cima do resistor. 7. REFERÊNCIAS BARROS, F. R. Estudo da resposta de um Foto transistor submetido a um fluxo de Nêutrons. (Dissertação de Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Tecnologias Energéticas e Nucleares. Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2011. 68p. BLAS, David. LED Lighting; what you need to know. 2013. Disponível em: <http://www.elt-blog.com/en/iluminacion-led-lo-que-necesitas-saber/>. Acesso em: 04 jun. 2015. BOYLESTAD, R. L; NASHELSKY, L. Dispositivos Eletrônicos e teoria de circuitos. 8. ed. rev. São Paulo: Pearson, 2012. CETESB. Variáveis de qualidade das águas: TURBIDEZ. Disponível em: <http://www.cetesb.sp.gov.br/agua/aguas-superficiais/34-variaveis-de-qualidade-dasaguas---old#turbidez>. Acesso em: 04 jun. 2015. GRAVITECH. Arduino Nano Pin Layout. Disponível em: <http://site.gravitech.us/Arduino/NANO30/Arduino_Nano3_0.pdf>. Acesso em: 04 jun. 2015. IOCCG (Canadá). Remote Sensing of Ocean Colour in Coastal, and Other OpticallyComplex, Waters. 2000. Disponível em: <http://www.ioccg.org/reports/report3.pdf>. Acesso em: 25 maio 2015. LAB ELETRÔNICA. Resistores Variáveis. Disponível em: <http://www.labeletronica.com/eletronica-para-informatica/resistores-variaveis>. Acesso em: 04 jun. 2015. LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA. Sensor de Linha com o Arduino. 2013. Disponível em: <http://labdeeletronica.com.br/sensor-de-linha-arduino/>. Acesso em: 04 jun. 2015. MALVINO, Albert; BATES, David J.. Eletrônica. 7. ed. Porto Alegre: Mc Graw Hill, 2011. (Volume 1). MARQUES, A. E. B.; CRUZ, E. C. A.; CHOURI JÚNIOR, S. Dispositivos Semicondutores: Diodos e Transistores. 13. ed. rev. São Paulo: Érica, 2012 OPTOELECTRÓNICA. Fotorresistencia. 2013. Disponível em: <http://apuntesoptoelectronica.blogspot.com.br/2013/05/12-fotorresistencia.html>. Acesso em: 01 jun. 2015. PINTO, J. Ricardo. Tubo de ensaio. 2010. Disponível em: <http://wikiciencias.casadasciencias.org/wiki/index.php/Tubo_de_ensaio>. Acesso em: 04 jun. 2015. TORRES, Carlos Magno A.; FERRARO, Nicolau Gilberto; SOARES, Paulo Antonio de Toledo. Física Ciência e tecnologia:Termologia, Óptica, Ondas. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2010. UTILUZ (Rio Grande do Sul). CONHEÇA O LED. Disponível em: <http://utiluz.com/pt/oled>. Acesso em: 05 jun. 2015. 8. ANEXO 8.1. Linhas de código do sensor int sensor = 0; //Pino analógico int valorSensor = 0; // valor do sensor em tempo real. const int ledVerde = 5; //define pino 5 como saída para led verde. const int ledAmarelo = 6; amarelo. //define pino 6 como saída para led const int ledVermelho = 7; vermelho. //define pino 7 como saída para led void setup() { Serial.begin(9600); //Monitor serial pinMode(ledVerde,OUTPUT); //define como saída pinMode(ledAmarelo,OUTPUT); //define como saída pinMode(ledVermelho,OUTPUT); //define como saída } void loop() { int valorSensor = analogRead(sensor); if (valorSensor < 614) { reutilizavel //Lendo o valor do sensor. //Condição para água não apagaLeds(); digitalWrite(ledVermelho,HIGH); } if (valorSensor >= 614 && valorSensor <= 950) { //Condição para água reutilizavel para outros fins apagaLeds(); digitalWrite(ledAmarelo,HIGH); if (valorSensor > 950) { //Condição para água reutilizável apagaLeds(); digitalWrite(ledVerde,HIGH); } Serial.println(valorSensor); delay(50); } } //Exibindo o valor no serial monitor.