VI Seminário Latino Americano de Geografia Física
II Seminário Ibero Americano de Geografia Física
Universidade de Coimbra, Maio de 2010
Dinâmica do relevo no estudo geográfico urbano: discussão teórica e
prática
Carla Juscélia de Oliveira Souza
Centro Universitário de Belo Horizonte – UniBH
Curso de Geografia e Análise Ambiental
Centro Universitário de Sete Lagoas – UNIFEMM
Curso de Pedagogia
[email protected]
Introdução
A necessidade de se pensar o espaço geográfico de maneira integrada em sua
dimensão social, cultural, econômica, política e natural implica pensar, também, em
conceitos chave que possam mediar conteúdos distintos (geomorfologia e urbano) e
favorecer a interpretação geográfica, seja na formação acadêmica ou na escola básica.
Nessa lógica, conhecimentos geomorfológicos e urbanos devem constituir um meio
para entender o ambiente e não o fim em si mesmo, mesmo existindo um paradoxo
metodológico entre o físico e o humano na interpretação geográfica. Milton Santos
(1996) coloca que a Geografia física deve buscar a sistematização horizontal, sem aterse à vertical, uma vez que pouco atenderia ao avanço da interação geografia física e
humana.
Portanto, este texto tem como objetivo iniciar uma discussão a respeito da
possibilidade da interação dos processos geomorfológico e geográfico urbano, no
âmbito da geografia escolar acadêmica e ensino básico por meio do uso de conceitoschave, durante práticas de ensino.
Entre os conceitos estão: sistema, processos geomorfológicos, agentes urbanos,
espaço geográfico urbano e áreas de risco socioambiental. A seleção destes é fruto das
reflexões a respeito dos conteúdos e da função social da Geomorfologia, da
experiência acadêmica com os conteúdos da referida área de conhecimento e das
atividades de ensino e de extensão.
Acredita-se que por meio das abordagens descritiva, analítica e interpretativa dos
diferentes processos, geográfico e geomorfológico, e das formas de relevo, discentes
podem apresentar-se instrumentalizados teoricamente, para realizar leituras do
ambiente urbano e serem capazes de propor medidas de intervenções quando
necessárias. Essa instrumentalização ocorre durante vivências, estudos e oficinas,
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Tema 3- Geodinâmicas: entre os processos naturais e socio-ambientais
concebidos na lógica do enfoque globalizador do pensamento e da aprendizagem
significativa.
1. Onde está o relevo no espaço urbano?
Pode-se dizer que a topografia expressa a declividade de uma superfície e,
consequentemente, as características e a “energia” do relevo referente à própria
superfície. As formas de relevo com sua declividade e energia são, socialmente, vividas
e percebidas como terreno. E como terreno, o relevo é “transformado” em solo e
áreas com diferentes tamanhos e com diferentes finalidades socioeconômicas (plantio,
pastagem, residencial, acesso, aterro sanitário, parques e jardins e outros), em solo
apenas.
Essa ideia é facilmente percebida quando se lê a respeito do espaço urbano em
Michel Rochefort (2008, p. 79), que escreve, “*...+a organização do espaço urbano
depende primeiramente das formas de apropriação do solo [...]. A essas formas legais
e ilegais de apropriação das terras destinadas ao crescimento urbano opõem-se os
mecanismos de ocupação pelos futuros habitantes dos terrenos onde os mesmos se
instalam sem nenhum título de propriedade (ROCHEFORT, 2008, p.82).
Nessa linha de raciocínio, o relevo físico é, então, percebido como recurso natural
imaterial (VENTURI, et. al. 2004) passível de ser ocupado, como solo (recurso material).
Como recurso, o relevo que foi percebido como solo, terreno e como área, adquire
valor econômico por diferentes agentes sociais, que produzem e consomem espaço.
Esses agentes são: Estado, promotores imobiliários, proprietários fundiários,
proprietários dos meios de produção e grupos socais excluídos (CORRÊA, 2002).
As intervenções públicas no espaço, como instalação de saneamento, vias de
transporte e acesso, loteamentos e tantos outros (re) significa os tipos de uso e o valor
de compra e de venda do recurso relevo. Este é transformado em propriedade a ser
conquistada, uma vez que, para viver, o ser humano necessita ocupar um determinado
lugar no espaço e, mais do que isso, produzir o lugar (CARLOS, 1994), mesmo que
alheio aos compartimentos naturais do relevo.
No cotidiano, a dinâmica dos fluxos - de pessoas, de carros, de capital, de
comunicação - a presença e construção de fixos - edificações, espaços públicos,
centros e ruas comerciais e outros - e o ritmo do trabalho e da vida cotidiana interagem entre si no espaço, dando a ele um caráter urbano. Nessa concepção, o
relevo “desaparece” e o que aparece na paisagem urbana são o arranjo e a superfície
fragmentada, dividida em territórios privado ou público. Nessa lógica, os processos
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geográficos e os espaços construídos expressam diferentes paisagens, indiferentes às
formas do relevo e aos processos geomorfológicos, que também compõem essa
paisagem e respondem pela dinâmica e ritmo do urbano. A dinâmica dos processos
geomorfológicos embora visível durante catástrofes urbanas, como movimentos de
massa, enchentes, acúmulo de material em ruas e residências e outros, ainda está
invisível aos olhos da população que percebe a chuva, a ineficácia do saneamento e
infra-estrutura urbana, mas não perceber a dinâmica do relevo e seus processos.
Esse olhar sobre o relevo urbano revela que, nesse espaço geográfico a dinâmica e
os processos urbanos sobressaem aos processos geomorfológicos, uma vez que o
próprio relevo é invisibilizado pelos fluxos e fixos que compõem urbano. Essa ideia
pode ser verificada em Rodrigues (1998), quando a mesma conceitua meio ambiente
urbano como, “conjunto das edificações, com suas características construtivas, sua
história e memória, seus espaços segregados, a infra-estrutura e os equipamentos de
consumo coletivo” (RODRIGUES, 1998, p.104).
E, ainda, “a cidade é uma das obras do homem que, apropriando-se da natureza, a
transforma de tal maneira que a faz simbolicamente desaparecer como tal”
(RODRIGUES, 1998, p. 111). A autora refere-se apenas à cidade como elemento e
ambiente construído que compõe o urbano, como se não houvesse elementos da
natureza presente no mesmo. Essa abordagem, dentro de uma perspectiva marxista,
prioriza as relações entre os homens e a apropriação, a produção e o consumo do
espaço (PEREIRA, 2001). Dessa maneira, o relevo “invisível”, quando considerado, é
concebido como solo urbano. Apesar dessa perspectiva, Milton Santos coloca bem, “O
fato, hoje, é que, se os grupos humanos têm o poder de modificar a ação das forças
naturais, a natureza ainda obriga esses grupos a adaptações ou impõem resultados
diversos a ações semelhantes. O progresso técnico não elimina a ação da natureza”
(SANTOS, 1996, P.91).
2. Como encontrar o relevo no espaço urbano?
Primeiro é necessário construir a noção de relevo e de processos geomorfológicos
em espaço urbano. Isso implica em trabalhar, inicialmente, conceitos como processos,
sistemas e formas, a fim de as pessoas começarem a ver o relevo como algo além da
forma física, “estática” e passiva (SOUZA, 2009). Mas, como também expressão
materializada da interação de diferentes processos, agentes, condicionantes, energia e
matéria, assim como o espaço urbano.
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Tema 3- Geodinâmicas: entre os processos naturais e socio-ambientais
Os sujeitos em processo de formação ou educação escolar, ao entenderem a
dinâmica dos processos naturais e a dinâmica da organização do espaço urbano - com
seus agentes, condicionantes, trabalho, consumo e produção de espaços – têm a
possibilidade de pensar o ambiente como um todo, integrado, como sistemas
integrados, ou melhor, como um sistema complexo, composto por elementos bióticos
e abióticos, naturais e sociais, políticos e econômicos, naturais e culturais.
Christofoletti (2002) destaca que, uma das principais dificuldades para se identificar
em um fenômeno conceituado como sistema é, exatamente, apontar os elementos,
seus atributos (variáveis) e suas relações, a fim de delinear a extensão abrangida pelo
sistema em foco. Além disso, o autor cita que o sistema pode ser classificado como
isolado ou não; fechado ou aberto; morfológico ou seqüencial; processos-respostas ou
controlado (CHRISTOFOLETTI, 2002).
Na proposta de se trabalhar com o relevo e a dinâmica urbana, os elementos
básicos do sistema natural são a vertente e os compartimentos do relevo, como topo,
encosta e fundo de vale. Cada um desse elemento apresenta suas variáveis quanto à
tipologia, tamanho, extensão, declividade e processos locais correlacionados.
Portanto, compondo um sistema natural com as seguintes características:
a) morfológico – por ser composto pela associação das propriedades físicas,
geométricas, sobre as quais se podem extrair medidas como comprimento, altura,
declividade e outras;
b) sequencial ou encadeante – por compreender outros subsistemas com
localização espacial e grandeza (CRHISTOFOLETTI, 2002). Por exemplo, a água pluvial
ao percorrer a vertente, tem parte de suas águas infiltrada e armazenada no solo,
enquanto outra parte realiza o escoamento superficial. Nesse processo, material é
retirado e transportado para outro elemento do sistema, o fundo de vale.
c) Processos-respostas – resulta da existência do sistema morfológico e seqüencial,
que por sua vez, inter-relacionados, indicam processo. De acordo com Christofoletti
(2002, p. 6), “ao definir os sistemas de processos-respostas, a ênfase maior está
focalizada para identificar as relações entre o processo e as formas que dele resultam,
caracterizando a globalização do sistema”.
d) controlado – apresenta a intervenção do homem sobre os sistemas de
processos-respostas.
Nessa perspectiva de estudo e discussão do conceito sistema elege-se a vertente
como elemento e a morfodinâmica como a abordagem geomorfológica. Sabe-se que
essa abordagem compreende processos e sistema na escala espacial local, no tempo
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curto (SUERTEGARAY, 2002), no tempo presente, histórico e futuro (PERES FILHO, et.
al. 2008).
Esse recorte escalar de tempo, espaço e unidade de relevo, compreende, também,
o tempo e o espaço de atuação dos processos urbanos. Ambos, processos geográficos
e geomorfológicos, são pensados em escalas do vivido e do percebido. Por causa disso,
é possível construir a noção de espaço geográfico como expressão materializada da
interação sociedade-natureza.
No âmbito no urbano, a própria ocupação do relevo é o elemento a ser considerado
no sistema, com sua tipologia, magnitude, causas e consequências, reflexos, etc.
Nessa interação de sistemas, a ação humana é verificada: - quando o homem tem
força para modificar os aspectos do quadro natural, fazendo deste uma segunda
natureza adaptada aos seus fins; quando a ação humana é de prevenção quanto a
mudanças sazonais ou esporádicas da natureza; quando conhecendo as possibilidades
e dinâmicas das condições naturais, o homem imagina, elabora, codifica, impõe um
sistema regulador a fim de evitar os maiores danos sociais ou individuais (SANTOS,
1996).
Essa interação pode ser concebida e visualizada quando se pensa, se descobre,
visita e representa porções da cidade, do espaço urbano. De acordo Suertegaray
(2001), cada recorte do espaço geográfico enfatiza uma dimensão da complexidade
organizacional do mesmo, “o econômico/cultural (na paisagem), o político (no
território), a existência objetiva e subjetiva (no lugar) e a transfiguração da natureza no ambiente” (SUERTEGARAY, 2001, s/p). Por isso, a importância de se eleger o recorte
espacial geográfico, para que no mesmo se possa, mesmo que de maneira simplificada
e reduzida, expressar a complexidade da relação sociedade-natureza.
3. Representar para conceber o relevo, o espaço urbano e seus
processos.
Questões como - por que existem pessoas nesse local? Por que esse local é
considerado de risco? Qual a relação desse local com o restante do espaço urbano?
Por que não ocupar essa parte do relevo? Como ocupar essa outra parte do relevo? podem ser um dos caminhos para se iniciar discussões referentes à noção dos
conceitos de processos geomorfológico, geográfico urbano e sistema.
Há tempos, a confecção de maquetes geográficas tem sido uma metodologia e
também um recurso para o ensino, na educação básica e também no ensino
acadêmico, como verificado nos trabalhos de Palomo, Vinha e Nunes (2007); Souza,
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Tema 3- Geodinâmicas: entre os processos naturais e socio-ambientais
Reis e Souza (2008); Silva, Aranhai e Souza (2010). Como metodologia, a maquete
compreende caminho, conteúdos, procedimentos, recursos e técnica a serem
trabalhados. Como recurso ela compreende meio, finalidade, potencialidade e
limitações para trabalhar conteúdos (SOUZA, 2009).
Entre várias práticas, a oficina de maquete, de representação de encosta e fundo de
vale, e o uso de imagens e desenhos, têm sido uma metodologia e recurso de trabalho.
Durante as atividades, vários conceitos e termos podem ser trabalhados. Por exemplo,
ao identificar e conceituar a vertente pode-se explorar as suas várias partes, como a
alta, a média e a baixa vertente, bem como a existência dos topos e das planícies.
A partir dessas porções do relevo se pode aproveitar para explorar a ideia de altura
e de altitude, assim como a noção dessas partes como porções do relevo de maior ou
menor valor econômico e de ocupação pela sociedade. O estudo dessas porções
permite explorar também a dinâmica dos processos superficiais, como o escoamento
pluvial e fluvial, o trabalho de retirar, transportar e depositar material. Quais trechos
perdem mais materiais? Quais ganham? Por quê? Esses questionamentos auxiliam na
introdução da ideia de processo e sistema geomorfológico, áreas de riscos
socioambientais, agentes e processos urbanos.
De acordo com Souza, Reis e Souza (2008), durante a confecção da maquete o
professor poderá indagar aos alunos o que sabem sobre relevo, montando um mapa
conceitual. E, na oportunidade levar, os alunos até o pátio e convidá-los a observar a
paisagem no entorno da escola (fotos 1), sugerindo que observe a paisagem (foto 2),
fazendo uma leitura de como o bairro, o município é formado e apropriado pela
população e por que? (foto 3).
Foto 1: Paisagem vista a partir da janela do 2º andar da Escola parceira, Escola Estadual
Deputado Renato de Azeredo (Fonte: Souza et. al 2010).
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Fotos 2 e 3: Observação da paisagem a partir da janela e representação dos fluxos e fixos
no espaço urbano.
(Fonte: Souza et. al 2010).
Essas questões, conceitos e elementos são contemplados por meio de ações
descritiva, analítica e interpretativa, conforme apresentado em seguida.
Ação descritiva - Durante a confecção da maquete, os sujeitos têm de
pensar e descrever o tipo de uso que ocorrerá na sua base territorial e o
porquê daquele tipo de uso. Além disso, eles devem descrever a tipologia do
relevo (topo, encosta e fundo de vale) e, ainda, o processo do escoamento
superficial das águas pluviais sobre o terreno, antes e depois da ocupação.
Devem considerar a declividade, o comprimento e o tipo de vertente, a
existência ou não de cobertura vegetal. Suas descrições apóiam no
conhecimento empírico que tem sobre o assunto, uma vez que no dia a dia
podem vivenciar a dinâmica e os resultados dos processos pluviais atuando nas
vertentes e no fundo de vale. Os sujeitos, em algum momento de suas vidas, já
podem ter vivenciado o sistema processos-respostas, devido à existência de um
sistema seqüencial no morfológico.
Ação analítica - À medida, que ocorre o processo de ocupação da
superfície do relevo, com a colocação dos elementos antrópicos como,
residências, acessos, taludes e outros, os discentes devem pensar e registrar as
possíveis alterações e interferências positivas ou negativas sobre o relevo e os
processos geomorfológicos( sistema controlado), que podem existir na área
representada. Devem correlacionar os caminhos e dinâmica dos processos
pluviais e fluviais com a presença de obstáculos antrópicos nesses caminhos.
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Tema 3- Geodinâmicas: entre os processos naturais e socio-ambientais
Ação interpretativa - A partir da análise dos processos, das
características físicas e antrópicas da vertente, do processo histórico e atual de
ocupação, os sujeitos podem chegar à interpretação da situação do relevo, da
ocupação humana, da situação favorável ou não aos riscos presentes e futuros.
Os discentes podem apontar e dizer por que aquela área é de risco ou não
(fotos 4 e 5). Esse conjunto de ações interligadas possibilita os sujeitos fazerem
leitura do mundo, do lugar.
Fotos 4 e 5: Encostas com características morfológicas e processos semelhantes, porém
com ocupações distintas (Fonte: Souza, 2009)
Sabe-se que a leitura do mundo se faz através dos signos e códigos que estão
presentes no espaço, nos lugares, sendo representados pela sociedade, numa
perspectiva cultural e natural do meio em permanente transformação (SOUZA et. al.
2010). A leitura, no sentido mais amplo da palavra, “é um ato de afirmação social,
uma interação com outros indivíduos e uma atividade situada num contexto sóciohistórico” (DELL’ISOLA, 2001, p.11). Portanto, a leitura deve ser concebida como algo
mais complexo que envolve desde a percepção dos sinais gráficos e simbólicos até a
transformação dessa percepção em ideias, com a geração de inferências, isto é,
reflexões, analogias, questionamentos e generalizações (SOUZA et. al. 2010).
De posse dessa interpretação, dessa leitura, caberá aos sujeitos pensar também em
possibilidades técnicas, educativas, sociais e públicas para mitigar ou prevenir possíveis
riscos. Aos olhos de César Coll Salvador (1994) e Antoni Zabala (1998), essas
possibilidades podem ser entendidas como outros conteúdos, os atitudinais.~
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4. Considerações Finais
A vivência da prática com a teoria possibilita uma aprendizagem significativa dos
conteúdos contemplados (conceitos, fatos, dados), o enfoque globalizado sobre uma
situação que envolve dinâmica natural e social e a visualização da relação sociedadenatureza.
Assim como a construção do espaço geográfico urbano é dinâmica e resulta da
interação de diferentes fatores e agentes que atuam no espaço por meio de diferentes
processos, o relevo também é construído pela interação de diferentes processos. Estes
atuando de maneira integrada geram sistemas complexos, como os que ocorrem na
escala espacial das vertentes, juntamente com a dinâmica urbana na escala temporal
histórica e presente.
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5. Referencias Bibliográficas
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